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CENTRO PAULA SOUZA
ETEC TIQUATIRA
Técnico em Química
Andressa Eva 
 Bruna Durval
APLICATIVOS INFORMATIZADOS PARA QUÍMICA
COMPUTAÇÃO EM NUVEM
São Paulo
2016
Andressa Eva 
 Bruna Durval
APLICATIVOS INFORMATIZADOS PARA QUÍMICA
COMPUTAÇÃO EM NUVEM
Trabalho apresentado como requisito parcial para a aprovação da disciplina de Aplicativos Informatizados para Química apresentado ao curso Técnico em Química da 
Etec
 
Tiquatira
 orientado pelo Prof. 
Edmison
.
São Paulo
2016
Dedicado à família e aos amigos, pois seu apoio e dedicação foram o elemento que nos impulsionou para o sucesso.
AGRADECIMENTOS
Agradecemos primeiramente aos nossos professores que nos propuseram a realizar este projeto de pesquisa a fim de obter conhecimento sobre o futuro de uma nação interativa, aos nossos familiares pelas palavras de conforto e apoio nos dias mais difíceis e a todo o incentivo de amigos para que todo o processo fosse realizado com sucesso.
“A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.”
CHARLES CHAPLIN
RESUMO
Com a atualização das diversas formas de navegar na rede, a internet tem sido vista como essencial na vida dos seres humanos. A computação nas nuvens é mais que um belo exemplo disso, a mesma se resume em um modelo de computação que ficou conhecido pelo qual se provisiona o processamento, armazenamento e fornecimento remoto de informações aos usuários da rede mundial de computadores. Isso significa que não se precisa mais baixar diversos programas para se obter uma devida função em um aparelho tecnológico, tudo é feito através da internet, com programas online transformando a sociedade e a interligando, criando dessa forma um mundo “hiperconectado”. O intuito desse projeto de pesquisa é trazer à tona algumas discussões sobre a informação no modelo de computação em nuvem (cloud computing) e sobre como os Sistemas Operacionais em nuvem que podem ampliar ainda o uso e posse de computadores e acesso à internet no Brasil.
Palavras-chave: Cloud computing; sociedade; transformação; hiperconectado.
ABSTRACT
With the update of the various ways to browse the network, the Internet has been seen as essential in the life of human beings. Cloud computing is more than a beautiful example of this, it comes down to a computing model that became known by which accrues processing, storage and remote delivery of information to users of the World Wide Web. This means that you need not download many programs to get a proper function in a technological device, everything is done over the internet, with online programs transforming society and linking, thus creating a world "hyperconnected". The purpose of this research project is to bring to light some discussions about the information in the cloud computing model and on the operating systems in the cloud that can still expand the use and ownership of computers and internet access in Brazil.
Keywords: Cloud computing, society, transformation, hyperconnected. 
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
Figura 1 - Visão Geral da Computação em Nuvem	13
Figura 2 - Modelos de Serviços	16
Figura 3 – Exemplo de Serviços	16
Figura 4 – Papel dos três modelos de serviços na computação em nuvem	17
Figura 5 - Nuvem Privada	18
Figura 6 - Nuvem Pública	19
Figura 7 - Nuvem Comunidade	20
Figura 8 - Nuvem Híbrida	21
LISTA DE TABELAS
Tabela 1 - Princípios de Segurança da Informação em um Modelo de Nuvem	22
Tabela 2 - Prioridades Tecnológicas no Brasil	24
Introdução 
Computação em nuvem é uma tendência recente de tecnologia cujo objetivo é proporcionar serviços de Tecnologia da Informação (TI) sob demanda com pagamento baseado no uso. Tendências anteriores à computação em nuvem foram limitadas a uma determinada classe de usuários ou focadas em tornar disponível uma demanda específica de recursos de TI, principalmente de informática. Computação em nuvem pretende ser global e prover serviços para as massas que vão desde o usuário final que hospeda seus documentos pessoais na Internet até empresas que terceirizam toda infraestrutura de TI para outras empresas. Nunca uma abordagem para a utilização real foi tão global e completa: não apenas recursos de computação e armazenamento são entregues sob demanda, mas toda a pilha de computação pode ser aproveitada na nuvem.
Com base nisso, este trabalho tem por objetivo apresenta um estudo sobre a computação em nuvens, abordando diversos aspectos inerentes a este paradigma com o objetivo de descrever sua estrutura e principais modelos, e abordar diversos aspectos embora sem aprofundar em suas especificidades.
A História da Computação em Nuvens
O que hoje chamamos de computação em nuvem foi prevista, em 1961, pelo cientista americano John McCarthy, do MIT, criador do termo inteligência artificial. Quase quatro décadas depois, em meados dos anos 90, a computação em grade começava a colocar em prática a visão de McCarthy. Ele dizia que utilizando o computador em conjunto, era possível aproveitá-lo melhor, diminuindo gastos, pois o usuário pagaria somente pelo tempo de utilização do equipamento, ou no caso, da tecnologia da Nuvem. Na época, o conceito de Computação em Nuvem estava começando a surgir. O termo Computação em Nuvem ou Cloud Computing surgiu pela primeira vez em 1997, por Ramnath Chellappa. 
Buscando outras utilidades para o computador, o físico Licklider, acabou descobrindo uma poderosa forma de conectar as pessoas, permitindo a comunicação e o compartilhamento de dados em escala global. Com isso, foi possível a criação de uma rede global de compartilhamento e comunicação, a ARPANET que evoluiu para a Internet e possibilitou que a Cloud Computing ganhasse forma. Ela começou a ser oferecida comercialmente em 2008, quando empresas de pequeno, médio e grande porte gradativamente adotaram a tecnologia, e foi ganhando uma aceitação imensa por parte do universo corporativo. Tamanha aceitação está transformando o serviço, fazendo com que o processamento e armazenamento de dados comecem a ser tratado da mesma forma que um serviço de fornecimento de energia elétrica, onde se paga apenas pelo consumo. Muitas empresas já aderiram a esse novo modelo de negócios, implementando serviços terceirizados por um fornecedor de Cloud Computing, ou construindo servidores e Data Centers dentro da própria companhia para atender a demanda de clientes e de processos. Enquanto isso, outras companhias se preparam para atender usuários e corporações que desejam entrar na Nuvem, seja ela pública, privada ou híbrida. Esta proposta é extremamente desafiadora porque representa uma grande quebra de paradigma, visto que até muito pouco tempo atrás, empresas e pessoas físicas utilizavam exclusivamente os recursos computacionais de forma proprietária, ou seja, os donos e são responsáveis pela gestão, manutenção e atualização dos recursos computacionais que dispõem.
O que é Computação em Nuvem?
Por definição, a Computação em Nuvem é um conjunto de recursos com capacidade de processamento, armazenamento, conectividade, plataformas, aplicações e serviços disponibilizados na Internet. As empresas que oferecem esses serviços de computação são denominadas provedoras de nuvem e costumam cobrar pelos serviços de computação em nuvem com base no uso.
Computação em nuvens está associado a possibilidade de acessar arquivos e executar diferentes tarefas a partir do uso da interne. Sendo assim, não há a necessidade de instalar aplicativos no computador, pois é possível acessar os serviços diversos online, uma vez os dados não se encontram em um aparelho específico e sim em uma rede. Tento em vista tal tecnologia,pode-se acessar arquivos, aplicativos e serviços disponíveis na web por diversos aparelhos que tenha conexão com a internet.
 Figura 1 - Visão Geral da Computação em Nuvem
O conceito das aplicações na nuvem já está presente no cotidiano, em muitos casos os usuários nem se dão conta que estão trabalhando com aplicações em nuvens, como por exemplo, a Google disponibiliza diversos aplicativos como o Google Drive que possibilita o armazenamento de arquivos, vídeos, documentos de textos (inclusive criados no Google Docs) e muitos mais, possibilitando uma maior segurança, pois é possível utiliza-lo como um drive de backup ou apenas para garantir o acesso aos arquivos quando necessário, sem a necessidade de mídias físicas para o transporte dos mesmos. O Google Maps é outro exemplo muito interessante, através dele é possível acessar o mapa do mundo todo através do navegador, traçar rotas e procurar localidades, também é possível a visualização 3D que proporciona uma maior capacidade de localização.
Características Essenciais 
Segundo o NITS (National Institute of Standards and Technology), um modelo de computação em Nuvem deve apresentar algumas características essenciais:
Autoatendimento sob demanda: o usuário pode usufruir das funcionalidades computacionais sem a necessidade da interação humana com o provedor de serviço, ou seja, o provedor identifica as necessidades do usuário, podendo assim automaticamente reconfigurar todo hardware e software, e essas modificações devem ser apresentadas ao usuário de forma transparente. 
Amplo acesso a serviços de rede: os recursos computacionais são acessados através da internet, que são acessados por mecanismos padronizados, que pode ser um navegador simples que use poucos recursos computacionais, sem a necessidade do usuário modificar o ambiente de trabalho de seu dispositivo, como por exemplo, linguagem de programação e sistema operacional. 
Pool de recursos: os recursos computacionais (físicos ou virtuais) do provedor são divididos em pools para que possam atender a múltiplos usuários simultaneamente. Esses recursos são alocados e realocados dinamicamente, de acordo com a demanda dos usuários. Os usuários por sua vez não precisam saber a localização física dos recursos computacionais, essas informações podem ser proporcionadas de maneira de alta abstração podendo apenas ser informados a país, estado ou centro de dados. 
Elasticidade rápida: as funcionalidades computacionais devem ser rápidas e elásticas, assim como rapidamente liberadas, podendo em alguns casos serem liberadas automaticamente caso haja necessidade devido a demanda. O usuário deve ter a impressão de ter recursos ilimitados que podem ser comprados ou adquiridos em qualquer quantidade e a qualquer momento. A elasticidade deve ter três componentes: escalabilidade linear, utilização on-demand e pagamento por unidades consumidas de um recurso. Outro recurso que pode auxiliar nesse processo é a virtualização que pode criar várias instâncias de recursos requisitados usando apenas um recurso físico. A virtualização também torna possível abstrair características físicas de uma plataforma computacional, emulando vários ambientes que podem ser independentes ou não
.
Serviços mensuráveis: os sistemas em nuvem automaticamente controlam e monitoram os recursos necessários para cada tipo de serviço, tais como armazenamento, processamento e largura de banda. Esse recurso deve ser monitorado e controlado de forma transparente tanto para o provedor de serviço quanto para o usuário.
Modelos de Serviços de Computação em Nuvem
A ideia de Computação em Nuvem é composta por modelos de serviços, esses modelos são pagos conforme a necessidade e o uso dos mesmos (pay-per-use), dando ao cliente a possibilidade de usar mais ou menos recursos de acordo com sua necessidade. Atualmente as categorias mais populares se resume em 3: SaaS, PaaS, IaaS. 
Figura 2 - Modelos de Serviços
Figura 
3
 – Exemplo de Serviços
SaaS – Software como Serviço
É um tipo de computação em nuvem onde o sistema/software é oferecido em forma de serviço ou prestação de serviços. O software roda remotamente em um servidor na web. Não é preciso instalar nada na maquina do cliente, basta conectá-lo pela internet. Neste tipo de serviço, paga-se um valor periódico como se fosse uma assinatura somente pelos recursos que utilizar e/ou pelo tempo de uso. Os serviços do tipo SaaS mais comuns no mercado são Google Docs, Google Apps, Microsoft Clound Service, Gmail e SalesForce.
PaaS – Plataforma como Serviço
Esse tipo de cloud oferece um ambiente de desenvolvimento de aplicações. 
Ou seja: passa a ser executadas na nuvem. Uma PaaS fornece ambientes de desenvolvimento de software e facilita a implantação de aplicações sem os custos e complexidades relativos a compra e gerenciamento do hardware e de software adjacentes que são necessários ao ambiente de desenvolvimento. Alguns serviços que se encaixam nessa modalidade são: Google AppEngine, Microsoft Azure e Force.com da Salesforce.
IaaS – Infraestrutura como Serviço
O IaaS refere-se a disponibilidade de uma infraestrutura computacional como um serviço. O cliente/usuário para de se preocupar com servidores para uma determinada aplicação, ele contrata este serviço que estará hospedado em um data center apropriado e com as especificações necessárias para o momento atual. Este tipo de serviço e escalonável. É cobrado de acordo com a 18 utilização ou pela quantidade de recursos contratados. EC2, da Amazon e BlueCloud, da IBM, são serviços que se encaixam nessa modalidade.
 
 Figura 4 – Papel dos três modelos de serviços na computação em nuvem
Tipos de Implantação em Nuvem
No modelo de implantação, dependemos das necessidades das aplicações que serão implementadas. A restrição ou abertura de acesso depende do processo de negócios, do tipo de informação e do nível de visão desejado. Certas organizações não desejam que todos os usuários possam acessar e utilizar determinados recursos no seu ambiente de computação em nuvem. Surge assim, a necessidade de ambientes mais restritos, onde somente alguns usuários devidamente autorizados possam utilizar os serviços providos. Conforme o NIST, os modelos de implantação da computação em nuvem podem ser divididos em: privado, público, comunidade e híbrido.
Nuvem Privada
As nuvens privadas são aquelas construídas exclusivamente para um único usuário (uma empresa, por exemplo). Diferentemente de um data center privado virtual, a infraestrutura utilizada pertence ao usuário, e, portanto, ele possui total controle sobre como as aplicações são implementadas na nuvem. 
 
Figura 5 - Nuvem Privada
Uma nuvem privada é, em geral, construída sobre um data center privado. Para esse modelo de implantação são empregados políticas de acesso aos serviços. Gerenciamento de redes, configurações dos provedores de serviços e a utilização de tecnologias de autenticação e autorização são as principais características deste modelo.
Nuvem Pública
A infraestrutura de nuvem é disponibilizada ao público em geral ou há um grande grupo industrial e é propriedade de uma organização da venda de serviços em nuvem. As nuvens públicas são aquelas que são executadas por terceiros. As aplicações de diversos usuários ficam misturadas nos sistemas de armazenamento, o que pode parecer ineficiente a princípio. Porém, se a implementação de uma nuvem pública considera questões fundamentais, como desempenho e segurança, a existência de outras aplicações sendo executadas na mesma nuvem permanece transparente tanto para os prestadores de serviços como para os usuários.
Figura 6 - Nuvem Pública
Para este modelo de implantação as restrições de acessos não podem ser aplicadas, quanto ao gerenciamento de redes, a aplicação de técnicas de autenticação e autorização também não será possível. Na nuvem pública, a infraestrutura é disponibilizada parao público em geral, sendo acessado por qualquer usuário que conheça a localização do serviço.
Nuvem Comunidade
Figura 
7
 - Nuvem ComunidadeA infraestrutura de nuvem é compartilhada por diversas organizações e suporta uma comunidade específica que partilha as preocupações (por exemplo, os requisitos de segurança, política e considerações sobre o cumprimento). Pode ser administrado por organizações ou de um terceiro e pode existir no local ou remota.
Neste modelo, várias organizações utilizam a mesma nuvem, que poderá ser administrada por uma empresa desta nuvem ou mais, ou até mesmo por uma terceira.
Nuvem Híbrida 
A infraestrutura de nuvem é uma composição de duas ou mais nuvens (privado, comunidade ou público) que permanecem entidades únicas, mas são unidos por proprietárias de tecnologia padronizada que permite a portabilidade dos dados e aplicações (por exemplo, nuvem explodindo de balanceamento de carga entre as nuvens). As nuvens híbridas combinam os modelos das nuvens públicas e privadas. Elas permitem que uma nuvem privada possa ter seus recursos ampliados a partir de uma reserva de recursos em uma nuvem pública. Essa característica possui a vantagem de manter os níveis de serviço mesmo que haja flutuações rápidas na necessidade dos recursos. A conexão entre as nuvens pública e privada pode ser usada até mesmo em tarefas periódicas que são mais facilmente implementadas nas nuvens públicas, por exemplo. O termo “computação em ondas” é, em geral, utilizado quando se refere às nuvens híbridas. 
Nas nuvens híbridas, temos uma composição de duas ou mais nuvens, das quais pode ser privada, comunidade ou pública, que continuaram sendo entidades únicas e ligadas por uma mesma tecnologia que segue um padrão para que permita a portabilidade dos dados e aplicações. 
 
Figura 
8
 - Nuvem Híbrida
Segurança
 ---------Ao analisar o cenário atual para o gerenciamento de segurança da informação em ambientes de Computação em Nuvem, muitas literaturas apontam a necessidade e a importância de se adotar um modelo de Governança da Segurança da Informação com a finalidade de mitigar os riscos inerentes dos modelos de prestação de serviços na Nuvem. Considerando a multiplicidade de serviços prestados pelos provedores de Computação em Nuvem, tais como, e-mails, desenvolvimento de aplicativos personalizados, armazenamento de dados e gestão de infraestrutura, podemos considerar que esses são concentrações maciças de recursos e dados. A percepção de que a nuvem é um aglomerado de informações pode caracterizá-la como sendo um alvo propício a ataques por potenciais invasores. Ameaças como esta podem afetar diretamente os pilares da segurança da informação: disponibilidade, confidencialidade e integridade, e consequentemente comprometer toda a nuvem. A garantia do cumprimento desses princípios relaciona-se diretamente com o modelo de implantação contratado pela empresa, por exemplo, o modelo de Nuvem Privada, que permite a restrição de acessos uma vez que se encontra atrás do Firewall da empresa, mantendo, dessa forma, controle do nível de serviço e aderência às regras de segurança da empresa.
	Princípios da Segurança
	Cenário do Risco
	Questões
	
Integridade
	- Invasões por hackers aos ambientes da nuvem. 
- Violação de leis de proteção de dados.
	Quais são as garantias sobre a preservação da integridade dos dados?
	
Confidencialidade
	- Aplicações de diversos usuários coabitam nos mesmos sistemas de armazenamento.
	Como é realizada a segregação de dados? Como é protegida a propriedade intelectual e segredos comerciais?
	
Disponibilidade
	- Recuperação de dados gerenciados por terceiros.
	Como é garantida a arquitetura de disponibilidade? A recuperação de informações críticas está sujeita a atrasos?
	Autenticidade
	- Verificação da autenticidade das entidades comunicantes.
	Que recursos são utilizados na autenticação e controle de acesso dos usuários?
	Não-repúdio
	Auditabilidade das ações executadas por usuários no sistema.
	Os usuários do modelo são capazes de negarem suas ações?
Tabela 1 - Princípios de Segurança da Informação em um Modelo de Nuvem
Perspectivas Futuras da Computação em Nuvem
De acordo com um recente relatório do Carbon Disclosure Project (Projeto de Divulgação de Carbono), as empresas que aperfeiçoarem as operações para aprimorar o desempenho em TI não só reduzirão os investimentos de capital, mas também diminuirão o consumo de energia e as emissões de carbono. O grupo estimulou que, até 2020, as organizações norte-americanas que mudarem para a nuvem poderiam economizar US$12,3 bilhões em custos de energia. 
Em 2009, a receita para serviços em nuvem foi um pouco mais alta que US$58,6 bilhões. Com a computação em nuvem respondendo por apenas 2,3% desse mercado global, há muito espaço para crescimento. Um fator que está impulsionando a demanda por computação em nuvem é o crescimento explosivo de dados. Estima-se que em pouco tempo o mundo testemunhará um aumento de quatro vezes a quantidade de dados criados e replicados, e assim que surgirem todos esses dados, será necessário uma forma para armazená-los com segurança e permitir que os usuários finais tenham acesso a eles de forma eficiente.
Computação em Nuvem no Brasil
Um dos grandes responsáveis pela ampliação do uso do Cloud Computing, além de ter provocado sua migração para o meio empresarial, foi o crescimento da acessibilidade à gadgets como celulares e tablets, além da possibilidade de conectar-se a arquivos através da nuvem que o usuário anteriormente só acessaria se estivesse abrindo diretamente do hardware onde ele foi armazenado.
Segundo dados da Brasscom (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação), 2016 tem demonstrado uma taxa de crescimento de 10% em relação ao ano passado na utilização da computação na nuvem, e quase a metade dos empreendimentos nacionais já utiliza esse tipo de recurso. Isso se dá em função da ampliação da disseminação das informações a respeito deste tipo de solução para os diversos tipos de negócios, tendo em vista que para muitos ainda é um conceito inovador e totalmente inimaginável até então.
Segundo a pesquisa do Gartner, confirmando a tendência mundial, Cloud Computing ficou em primeiro lugar como mais citado como prioridade de investimento no Brasil.
	Prioridade de Investimento no Brasil
	1 – Cloud Computing
	2 – Business Intelligence
	3 – Virtualização
	4 – Web 2.0
	5 – Gestão de TI
	6 – Mobilidade
	7 – Soluções orientadas a serviços
	8 – Networking
	9 – Business Process Management
Tabela 2 - Prioridades Tecnológicas no Brasil
A computação em nuvem é algo que em um futuro próximo, provavelmente, será tratado não como opção, mas sim um requisito para o enquadramento em um novo contexto de comunicação e forma de trabalho, o que já é válido para as empresas que desejam apresentar diferenciais quanto à eficiência, agilidade e foco em excelência administrativa e, o principal, satisfação dos clientes, o que é fundamental em tempos de gestão de crises.
Conclusão
A computação como um serviço é um fato em ebulição e tem se tornando um paradigma cada vez mais reconhecido, por isto, diversas empresas que já perceberam suas vantagens têm apoiado e incentivado o seu desenvolvimento. O meio científico também tem demonstrado muito interesse no desenvolvimento e adoção deste paradigma.
Este trabalho apresentou um estudo sobre a computação em nuvens, sendo discutidos aspectos conceituais da estrutura deste paradigma. Este estudo abordou os conceitos fundamentais do ambiente da nuvem bem como descreveu os modelos de serviços mais retratados na literatura.
Referências
AMOROSO, Danilo. O que é Computação emNuvem. Disponível em: < http://www.tecmundo.com.br/computacao-em-nuvem/738-o-que-e-computacao-em-nuvens-.htm > Acesso em: 24 de Agosto de 2016.
Cloud Computing. Disponível em: < http://www.vert.com.br/blog-vert/investimentos-em-computacao-em-nuvem-crescem-no-brasil/ > Acesso em: 25 de Agosto de 2016.
CANTO, Ana. A História e o Futuro da Computação em Nuvem. Disponível em: < http://www.dell.com/learn/br/pt/brbsdt1/sb360/social_cloud > Acesso em: 25 de Agosto de 2016.
BARGUIL, Francisco Elias. Modelos de Serviços de Computação em Nuvem. Disponível em: < http://blog.opus-software.com.br/modelos-de-servicos-da-computacao-em-nuvem/ > Acesso em: 25 de Agosto de 2016.
MAZZER, Lucas. A Segurança na Computação nas Nuvens. Disponível em: < http://www.de-seguranca.com.br/a-seguranca-em-computacao-nas-nuvens/> Acesso em: 27 de Agosto de 2016.
Amazon. Amazon EC2. Disponível em: < http://http://aws.amazon.com/ec2/> Acesso em: 25 de Agosto de 2016.
Google. Google App Engine. Disponível em: <http://code.google.com/appengine/> Acesso em: 25 de Agosto de 2016.

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