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COMUNICAÇÃO E LINGUAGEM
CONCEITOS:
COMUNICAÇÃO: Comunicação é a forma como trocamos informações, sentimentos, experiências em nossa vida. Fazemos isso por meio de palavras, gestos, expressões corporais, desenhos etc. A comunicação faz parte de nosso dia a dia e é essencial à vida pessoal, social e profissional. Basicamente, o ato de se comunicar ocorre entre um emissor e receptor.
LINGUAGEM: Linguagem é a expressão de nossa comunicação. Ela ocorre por meio de palavras faladas ou escritas, por meio de sinais de trânsito, por meio de gestos etc. O termo linguagem passou a ser empregado para indicar forma de comunicar informações, experiências ou sentimentos por meio de códigos linguísticos. O termo linguagem também é usado em diversas outras áreas: informática (símbolos, palavras e regras que processam instruções e etapas a serem desenvolvidas pelos computadores), lógica (símbolos em enunciados formados por axiomas e regras específicas), psicologia (linguagem consciente e linguagem inconsciente) etc.
Função referencial ou denotativa: a intenção do autor é enfatizar a informação transmitida. É o caso, por exemplo, de uma notícia de jornal, de um relatório, de um aviso de feriado no local de trabalho. 
Função emotiva ou expressiva: a intenção do autor é transmitir suas emoções e desejos. A comunicação se volta para o próprio autor. Uma mãe, ao falar sobre a saudade que sente de seu filho, é um bom exemplo.
 Função conativa ou apelativa: a intenção do autor é convencer ou influenciar o receptor. A comunicação geralmente usa verbos no imperativo. Observe exemplos assim: “Beba coca-cola!”, “você tem que fazer assim!”, “não faça aquilo!”. A publicidade é um bom exemplo de função conativa. 
Função metalinguística: a intenção do autor é explicar o sentido de palavras, expressões ou a forma de construção do próprio texto. O objetivo é abordar a própria língua empregada. O dicionário é exemplo desta função. Ao pesquisar um termo, você encontra o significado. Poemas que explicam como fazer poema também são exemplos.
Função fática: a intenção do autor é destacar ou testar o canal da comunicação. Você já deve ter observado que quase todas as pessoas costumam repetir expressões ao falarem: “tá”, “tudo bem”, “assim”, “tá entendendo”. São, na verdade, recursos para testar o canal. Ao atender ao telefone, dizemos “alô”. Temos aí outro exemplo de função fática. 
Função poética: a intenção do autor é destacar a própria mensagem. Um poema, por exemplo, possui rima, sonoridade e tantos recursos que o tornam bonito. Além da informação, a literatura procura destacar a forma como se transmite. Isso é função poética. Outro exemplo é a letra de uma música e muitas campanhas de publicidade.
TEXTO: O termo “texto” vem do latim texere com o sentido de tecer, construir. O particípio passado textus era empregado para indicar a maneira de tecer e, mais tarde, a estrutura. No século XIV, passou a ter dois sentidos: tecelagem ou estruturação de palavras. Assim, o sentido original do termo estava relacionado a tecido. Importante destacar que vários termos relacionados ao ato de escrever também se referem ao ato de tecer. Podemos citar, por exemplo, que da mesma forma que os fios do tecido não aparecem soltos em uma roupa, também as palavras se agrupam para formar um texto. O termo “linha”, por exemplo, vem do latim linea com o sentido de fio de linho (tecido). Texto pressupõe interação entre emissor e receptor. Ele abrange a ideia de que a pessoa não apenas busca se comunicar, mas também apresentar uma ideia coerente, coesa, clara.
DISCURSO: O discurso reflete muito a intenção do emissor no processo da comunicação. A todo momento observamos que o ato de se expressar carrega em si toda uma intencionalidade no enunciado. Ao pedir algo, usamos um tom de voz. Ao exigir algo, o tom geralmente já passa a ser outro. A escolha de palavras, do momento adequado e tantas escolhas para obtermos o desejado, apresenta o estudo desta lição. A comunicação não é feita apenas por palavras soltas que se juntam para dar um significado. A intenção do autor ao escolher palavras em determinado contexto produz o texto. O objetivo do autor deve ser levado em consideração para compreendermos o processo da comunicação. É a intenção do autor ao escolher palavras com um determinado objetivo que cria o sentido textual.
EXEMPLOS DE LIGUAGEM VERBAL E NÃO VERBAL:
Linguagem verbal: A linguagem verbal, assim, é o uso de um código (língua escrita ou oral) formado por signos linguísticos responsáveis pela representação de ideias. A relação entre o significante (palavra) e o significado (ideia) é o conceito básico da comunicação verbal. Ao usarmos a palavra “casa” (significante), as pessoas que dominam o idioma português a associam à imagem de uma construção que serve de moradia (significado). 
Linguagem não verbal: A linguagem não verbal está muito presente em nossa forma de comunicação. Apesar de não falarmos nada, podemos expressar com o corpo, por exemplo, várias informações. Geralmente, a linguagem não verbal complementa ou reforça a linguagem verbal. Outras vezes, percebe-se conflito na transmissão de informação verbal e não verbal. Uma pessoa pode responder verbalmente que não está com frio e você perceber que ela está tremendo na noite gelada.
RUÍDOS NA COMUNICAÇÃO
Diversos fatores podem prejudicar ou mesmo impedir a comunicação. São os chamados ruídos ou barreiras. Eles atrapalham e devem ser evitados. Uma pessoa que não transmite a mensagem com clareza prejudica o entendimento do receptor. Por sua vez, se o receptor não estiver atento, a mensagem certamente não será compreendida também. Tudo aquilo que perturba a comunicação é um ruído. A compreensão inadequada de uma mensagem muitas vezes provoca atitudes inadequadas. Deve-se evitar falhas na comunicação. Assim, ao falar ou escrever, procure ser claro(a). Ao ouvir ou ler, procure estar atento(a) e saber se entendeu perfeitamente a mensagem recebida. Caso haja dúvida, não se deve ter vergonha de perguntar. Os ruídos são falhas que impedem a perfeita compreensão por parte do receptor. Eles podem ocorrer por aspectos físicos (barulhos altos próximos ao emissor ou falta de luz para boa leitura), fisiológicos (dor de cabeça, problemas auditivos ou visuais), psicológicos (divagação, preocupação com outros assuntos etc.) ou semânticos (o texto é exageradamente técnico ou ambíguo, por exemplo). Os ruídos devem ser evitados para o sucesso da comunicação. O rebuscamento, por exemplo, é um ruído muito comum em textos jurídicos. O uso exagerado de termos técnicos em diversas reuniões de administradores pode comprometer o entendimento de participantes que não conhecem expressões tão específicas. São muitos os casos em que devemos ter atenção para nos comunicarmos com eficiência.
A INTENÇÃO DO AUTOR:
A intenção do autor ao escolher palavras em determinado contexto produz o texto. O objetivo do autor deve ser levado em consideração para compreendermos o processo da comunicação. É a intenção do autor ao escolher palavras com um determinado objetivo que cria o sentido textual. Há diferentes formas de nos comunicarmos. São várias as leituras possíveis de um texto. Podemos transmitir a mesma informação de formas tão diferentes quantas forem nossas intenções com o texto. Assim, o texto possui um discurso, que é a intenção do autor com o próprio texto. Há uma disciplina no estudo da comunicação chamada “Análise do Discurso”, que estuda justamente a intenção presente em toda comunicação por meio da linguagem empregada. Devemos sempre estar atentos a isso. Diversas áreas do conhecimento se interessam pelo assunto (sociologia, psicologia, psicanálise, direito, história, administração), pois a compreensão da intencionalidade de um texto é fundamental. O estudo da intenção do autor recebe o nome de análise do discurso. As palavras, dependendo do contexto em que são empregadas, transmitem informações explícitas e implícitas. O texto não deve ser analisado apenas na expressão sintática e semântica dos vocábulos.Há uma intenção por parte do autor que muitas vezes não se mostra claramente.
Paulo, não poderei sair agora, pois ainda estou no trabalho.
Abraços. Lucas.
Vamos analisar os elementos da comunicação presentes na mensagem enviada.
Emissor: Lucas.
Receptor: Paulo.
Mensagem: palavras escolhidas e escritas.
Código: língua portuguesa.
Canal: linguagem escrita.
Referente: o assunto da mensagem (não poderei sair, pois ainda estou no trabalho).
NIVEIS DE LINGUAGEM:
Linguagem formal, culta ou padrão: utilizam-na as classes intelectuais da sociedade, mais na forma escrita e, menos, na oral. É de uso nos meios diplomáticos e científicos; nos discursos e sermões; nos tratados jurídicos e nas sessões do tribunal. O vocabulário é rico e são observadas as normas gramaticais em sua plenitude.
Linguagem coloquial, oral ou informal: utilizada pelas pessoas que falam e(ou) escrevem com mais espontaneidade. É a linguagem do rádio, da televisão, meios de comunicação de massa tanto na forma oral quanto na escrita. Emprega-se o vocabulário da língua comum e a obediência às disposições gramaticais é relativa, permitindo-se até mesmo construções próprias da linguagem oral. Observe um texto coloquial.

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