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Economia Monetária
 ECONOMIA MONETÁRIA
 
 Prof. Ricardo Eleutério Rocha
Economia Monetária
 “Tudo aquilo que o homem ignora não existe para ele. Por isso o universo de cada um se resume no tamanho do seu saber” 
 A. Einstein
Economia Monetária
UNIDADE I
SISTEMA MONETÁRIO
O que é a Economia Monetária?!
A Economia Monetária é o ramo da Macroeconomia ligado à moeda e o seu papel na economia. Quais as funções da moeda? De que forma se cria moeda? Que desequilíbrios podem decorrer de um volume inadequado de moeda (insuficiência ou excesso de oferta) na economia? 
Questões Macroeconômicas
Problemas macroeconômicos, tais como a inflação e o desemprego, relacionam-se direta ou indiretamente com o lado monetário da economia, ou seja, com o papel exercido pela quantidade de moeda circulando na economia.
A Política Monetária, portanto, destaca-se como um importante instrumento de Política Econômica.
Introdução
Economia Monetária
Introdução
Economia Monetária
MACROECONOMIA E POLÍTICA ECONÔMICA
 O governo exerce suas atividades/funções através de uma série de medidas e instrumentos conhecidos como Políticas.
OBJETIVOS PERMANENTES DA POLÍTICA ECONÔMICA
 Promoção do crescimento econômico (expansão de Y)
 Estabilidade monetária (estabilidade dos preços/controle da inflação)
 Expansão do nível de emprego
 Promover uma melhor distribuição da renda e da riqueza
 Equilibrar o volume financeiro das transações com o exterior
INSTRUMENTOS DE POLÍTICA ECONÔMICA
 Política Monetária
 Política Fiscal
 Política Cambial
 Política de Rendas
Economia Monetária
Crescimento Econômico Brasileiro (Série Nova)
 
ANOS PIB ANOS PIB
 
1996 2,2% 2012 1,8% 
1997 3,4% 2013 2,7% 
1998 0,0% 2014 0,1%
1999 0,3% 2015 -3,5%
2000 4,3% 2016 -3,3% 
2001 1,3% 2017 1,1%
2002 3,1% 2018 1,1%
2003 1,2%
2004 5,7%
2005 3,1%
2006 4,0%
2007 6,0%
2008 5,0% 
 -0,2%
 7,6%
 3,9%
FONTE: IBGE 
Economia Monetária
Crescimento Econômico Brasileiro
UM PIB QUE CAI
2014 2015 2016 2017 2018 2019
0,1% -3,5% -3,3% 1,1% 1,1%
Economia Monetária
ATIVIDADE ECONÔMICA - BRASIL
PIB
. 1940 – 1980: 7% a.a.
. 1980: 2,5% a.a.
. 1990: 2,5% a.a.
. 2003 – 2010: 4% a.a.
. 2011 – 2014: 2% a.a.
. 2015: 3,5%
. 2016: 3,3%
. 2017: 1,1%
. 2018: 1,1%
. 2019: (Focus)
. 2020: (Focus)
Economia Monetária
Fontes: Codace/FGV, IBGE e Ipea.
Gráfico 1: Padrão de evolução do PIB brasileiro dessazonalizado em recessões
Blog do IBRE
O quão estimulativa estaria a política monetária brasileira?
03/01/2019
Bráulio Borges
Gilberto Borça Jr.
    
De acordo com o Banco Central do Brasil (BCB), a política monetária doméstica encontra-se, desde o final do 3º trimestre de 2017, em terreno estimulativo. Contudo, a atividade econômica ainda apresentava, em fins de 2018 – isto é, após mais de um ano de impulso monetário –, uma recuperação bastante tímida. Como consequência disso, a ociosidade da economia brasileira – vide a taxa de desemprego e o nível de utilização da capacidade instalada industrial – pouco se alterou nos últimos dois anos, desde que o “fundo do poço” foi atingido (4T/2016).
Levando em consideração o fato de que o pico do último ciclo econômico, medido pelo PIB trimestral dessazonalizado, ocorreu no 1T/2014, nota-se que a atividade econômica brasileira ainda está, 18 trimestres depois, cerca de 5% abaixo desse nível. Transcorrido tal intervalo de tempo a partir do pico dos ciclos, o padrão médio de todas as recessões brasileiras ocorridas desde 1980 sugeriria uma recuperação completa do PIB. Isso vale, inclusive, para as recessões de 1981-83 e 1989-92, que foram tão severas e duradouras quanto a de 2014-16 (Gráfico 1). Em outras palavras, já se passou tempo demais e a economia brasileira ainda não engatou uma “segunda marcha” no ciclo atual.
Economia Monetária
Questões Macroeconômicas
A partir da adoção do Sistema de Metas Inflacionárias, as ações de Economia Monetária passam a ficar mais consistentes e evidentes para a população
Introdução
Economia Monetária
Importância do estudo da Eco. Monetária
Economia Monetária
consumo
investimento
exportações
pib
Importância do estudo da Eco. Monetária
Economia Monetária
Importância do estudo da Eco. Monetária
Economia Monetária
Importância do estudo da Eco. Monetária
Economia Monetária
O que é?
causas?
consequências
medidas de 
combate
Equilíbrio entre fluxos
Economia Monetária
“Depois de dois anos seguidos em queda, o crédito deve voltar a crescer em 2018, de acordo com estimativas do Banco Central (BC). A expectativa é que o crédito ofertado pelos bancos deve apresentar retração de 1% em 2017, e crescimento de 3%, em 2018. 
Em 2017 o crédito caiu 1,4%, ficando em R$ 3,063 trilhões. A recuperação deve ser puxada pelo crédito livre (bancos têm autonomia para aplicar dinheiro captado no mercado) para as famílias. Em 2018, o crédito total para as famílias deve crescer 7%, quanto para as empresas, a expectativa é de retração 2%.
Parte da redução do crédito para as empresas se deve à substituição do financiamento do sistema financeiro pelo mercado de capitais”
Agência Brasil, 2017.
Economia Monetária
Economia Monetária
Economia Monetária
Este foi o 11º corte consecutivo na Selic, que alcançou o menor patamar já registrado desde o início do regime de metas de inflação, em 1999. Também é a menor taxa de juros de toda a série histórica do BC, iniciada em 1986
Os principais bancos do país anunciaram nesta quarta-feira (7) uma nova redução das taxas de juros cobradas no crédito para pessoas físicas e empresas. Os comunicados de Bradesco, Itaú, Banco do Brasil e Santander foram divulgados à imprensa minutos após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de cortar a taxa básica de juros, a Selic, para 6,75% ao ano.
Economia Monetária
Economia Monetária
"Para a próxima reunião, caso o cenário básico evolua conforme esperado, o Comitê vê, neste momento, como mais adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária", diz o comunicado. A próxima reunião do Copom será em 21 de março.
Quando reajusta a Selic para cima, o BC pretende conter o excesso de demanda que pressiona os preços. Os juros mais altos encarecem o crédito e freiam o consumo. Mas esse processo precisa ser cauteloso para não prejudicar a economia, por exemplo, desestimulando investimentos e gerando desemprego.
Economia Monetária
Funções Clássicas do Banco Central
Monopólio da Emissão de Moeda
Banco dos Bancos
Banco do Governo
Executor das Políticas Cambial e Monetária
Depositário das Reservas Internacionais
Economia Monetária
Pressões que desequilibram a economia
Déficit Fiscal: Governo gastando mais do que arrecada.
Reajustes salariais acima da produtividade da economia. 
Alterações no nível de produção da economia. 
Facilidades/dificuldades de obtenção de crédito bancário.
Relações com o comércio exterior. 
Economia Monetária
A moeda é o produto de uma relação econômica, social e política.
Nos sistemas econômicos primitivos a troca era realizada diretamente. Nas economias de escambo, portanto, as trocas eram amonetárias, ou seja, sem a utilização da moeda. Trocava-se mercadoria por mercadoria. Para tanto, era necessário que as necessidades entre os permutadores fossem coincidentemente inversas.
 
A especialização, a divisão do trabalho e o desenvolvimentodo comércio tornaram evidentes as limitações do escambo. As dificuldades de troca direta fizeram surgir a troca indireta. Ao instrumento de intermediação das trocas dá-se o nome de moeda. A moeda surge, pois, para facilitar a generalização das trocas.
 
A seguir, em ordem cronológica, identificam-se os principais tipos básicos de moeda.
 
Origens e Tipos de Moeda
Economia Monetária
A seguir, em ordem cronológica, identificam-se os principais tipos básicos de moeda.
Moeda-Mercadoria
 
A moeda mercadoria constitui, historicamente, a primeira forma de moeda. Eram mercadorias de aceitação geral nas comunidades econômicas primitivas. Inicialmente, utilizadas apenas como medida de valor. Posteriormente, como instrumento (meio) geral de troca. São exemplos de moeda-mercadoria: gado, sal, algodão, peixe seco, lã, seda, chá, açúcar etc.
 
 
.
 
Origens e Tipos de Moeda
Economia Monetária
A seguir, em ordem cronológica, identificam-se os principais tipos básicos de moeda.
Moeda-Metálica
 
Com o desenvolvimento econômico, surge a necessidade de utilização de instrumentos mais eficazes. A moeda-mercadoria apresentava uma série de dificuldades, tais como: indivisibilidade, problemas de conservação e dificuldade de transporte.
 
Os metais, inicialmente bronze e cobre, e, posteriormente, os preciosos, ouro e prata, passaram a substituir as mercadorias na intermediação das trocas, surgindo, assim, a moeda metálica.
 
Origens e Tipos de Moeda
Economia Monetária
A seguir, em ordem cronológica, identificam-se os principais tipos básicos de moeda.
Moeda-Metálica
Principais vantagens da moeda metálica, ouro e prata, especialmente, em relação à moeda-mercadoria:
 
- facilidade de transporte e entesouramento;
- concentração de grande valor em pequeno volume;
- durabilidade;
- inalterabilidade;
- manejabilidade fácil;
- divisibilidade;
- fácil reconhecimento e aceitação.
 
Origens e Tipos de Moeda
Economia Monetária
A seguir, em ordem cronológica, identificam-se os principais tipos básicos de moeda.
Moeda-Papel
 
Com o desenvolvimento dos mercados, o manejo e o transporte da moeda-metálica começaram a apresentar uma série de riscos e dificuldades. Era conveniente, portanto, substituir a moeda-metálica por títulos representativos dessa moeda-metálica.
 
Assim, passou-se a confiar aos ourives (banqueiros primitivos) a guarda da moeda-metálica (ouro e prata). Em troca, os ourives emitiam certificados representativos da moeda metálica. Esses certificados, cujo valor é totalmente assegurado por metal (lastro), portanto, integralmente conversível em ouro, passa a ser trocado por bens (instrumento de troca), revelando aceitação geral, desempenhando assim, a função de moeda.
 
Origens e Tipos de Moeda
Economia Monetária
A seguir, em ordem cronológica, identificam-se os principais tipos básicos de moeda.
Papel-Moeda ou Moeda-Fiduciária
 
Desde cedo, os banqueiros primitivos perceberam que partes consideráveis dos depósitos em ouro eram inativas, ou seja, que grande parte da moeda metálica depositada não era exigida pelos possuidores dos certificados.
 
Assim, os banqueiros passaram a emitir títulos em valor superior ao das moedas metálicas recebidas em depósito. A este instrumento de troca que é fracionariamente (parcialmente) lastreado em ouro dá-se o nome de papel-moeda.
 
 
Origens e Tipos de Moeda
Economia Monetária
A seguir, em ordem cronológica, identificam-se os principais tipos básicos de moeda.
Papel-Moeda ou Moeda-Fiduciária
 
Com o desenvolvimento da economia monetária, as notas emitidas pelos bancos comerciais tornaram-se pouco comuns, cabendo aos bancos centrais o monopólio da emissão de papel-moeda. Como ao longo do tempo a relação com o ouro desapareceu, o que garante a moeda atualmente é a lei. No Brasil, por exemplo, por força da lei, a moeda de curso legal e forçado, com poder liberatório, é o Real.
 
Origens e Tipos de Moeda
Economia Monetária
A seguir, em ordem cronológica, identificam-se os principais tipos básicos de moeda.
Moeda Escritural ou Bancária
 
A moeda escritural ou bancária é representada pelos depósitos do público nos bancos comerciais. Esses depósitos são movimentados pelos seus titulares através de cheques.
 
Os bancos comerciais podem criar moeda, no caso moeda escritural ou bancária, na medida em que somente uma fração do total dos depósitos é utilizada pelo público depositante, possibilitando aos bancos realizar operações de empréstimo, os quais, por sua vez, geram novos depósitos bancários. É deste mecanismo que deriva o efeito multiplicador da moeda escritural.
 
Origens e Tipos de Moeda
Economia Monetária
A seguir, em ordem cronológica, identificam-se os principais tipos básicos de moeda.
Quase-Moeda
 
A moeda é a liquidez por excelência. As modernas economias desenvolveram um conjunto de ativos financeiros com elevado grau de liquidez, que podem ser rapidamente transformados em moeda. Portanto, denomina-se quase-moeda os ativos financeiros não-monetários, cujos graus de liquidez se aproximam da moeda. Destacam-se: os depósitos de poupança, os certificados de depósito bancário (CDB), os títulos da dívida pública (LTN, LFT, NTN) etc.
 
Origens e Tipos de Moeda
Economia Monetária
 Conceito e origem da moeda
Economia Monetária
 Novas “moedas”
Economia Monetária
 Novas “moedas”
Funções da Moeda
 
Dentre as principais funções desempenhadas pela moeda destacam-se:
Medida de Valor: todas as mercadorias podem expressar seu valor em unidades monetárias, ou, o que é a mesma coisa, a moeda serve para medir o valor das mercadorias;
Reserva de Valor: o indivíduo não precisa gastá-la imediatamente. Pode guardá-la para uso posterior. Para desempenhar plenamente essa função a moeda deve ter um valor estável;
Meio de Troca: a moeda serve para comprar e vender mercadorias;
 Moeda
Economia Monetária
Funções da Moeda
 
Dentre as principais funções desempenhadas pela moeda destacam-se:
Meio legal de Pagamento: através de lei, o Estado garante e obriga sua aceitação como meio de pagamento.
Meio de Crédito: a moeda pode ser entregue por empréstimo a quem tenha qualquer tipo de necessidade.
Moeda
Economia Monetária
Banco Central
 
O Banco Central deve atuar como guardião da moeda nacional. As funções de um Banco Central típico são: 
Banco Emissor: 
Emissão do meio circulante
Saneamento do meio circulante
Banco dos Bancos:
Depósitos compulsórios
Redescontos de liquidez
Gestão do Sistema Financeiro Nacional: 
Normas/autorizações/fiscalização/Intervenção
 
Moeda
Economia Monetária
Banco Central
 
Execução da Política Monetária:
Controle dos meios de pagamento, isto é, da liquidez do mercado
Programação monetária/Instrumentos de política monetária
Execução da Política Cambial:
Regime cambial
Banqueiro do Governo:
Gestor e fiel depositário das reservas internacionais do país
Representante do Sistema Financeiro Nacional junto às instituições
financeiras internacionais
 
Moeda
Economia Monetária
Economia Monetária
Economia Monetária
Economia Monetária
Até chegar ao conceito de moeda manual, o Bacen adota algumas classificações: 
Papel-Moeda Emitido (PME)
Total de moeda legal existente, que é autorizada pelo BACEN ou governo. A partir de 1998, a autorização para emissão de moeda deve ser dada pelo Congresso Nacional, com base na Programação Monetária, que estabelece a necessidade de emissão. 
Papel-Moeda em Circulação (PMC)
Trata-se do PME menos o percentual existente no caixa do BACEN, já que nem todo PME é automaticamente injetado na economia. 
Papel-Moeda em Poder do Público (PMP)
É o PMC menos o caixa dos bancos comerciais. São recursos que podem ser representados por moeda metálica ou papel-moeda.
Outros Conceitos Monetários
Economia Monetária
O conceito de meios de pagamentosconsiste na totalidade de moeda possuída pelo setor não-bancário que pode ser utilizado a qualquer momento, ou seja, possui liquidez imediata. 
Representado pelos seguintes elementos:
MP: PMPP + DV (Depósitos à vista) ou MP: Moeda manual + moeda escritural
Os Meios de Pagamentos
Economia Monetária
Quando a quantidade de moeda em poder do público (PMP) + depósitos à vista é alterada, há uma criação ou destruição de moeda (ou meios de pagamentos). 
Vejamos alguns exemplos: 
Os empréstimos dos bancos comerciais ao setor privado são exemplos de criação de moeda. Isso porque coloca-se a disposição do público privado uma certa quantidade moeda que eles não possuíam antes, para que possam utilizá-la para os diversos destinos, tais como investimentos e consumo de bens e serviços. 
Já o pagamento de um empréstimo bancário significa uma destruição de moeda, uma vez que ela sai das mãos do público privado e retorna ao banco. 
Criação e Destruição dos MP’s
Economia Monetária
Um banco compra dólares de um exportador. Criação ou Destruição? 
Pagamento de empréstimo contraído no sistema bancário. Criação ou Destruição? 
Depósito de dinheiro a prazo (CDB). Criação ou Destruição? 
Resgate de aplicações em depósito a prazo. Criação ou Destruição? 
 Criação e Destruição dos MP’s
Economia Monetária
Com o desenvolvimento do sistema financeiro, tornou-se necessário a ampliação dos conceitos de meios de pagamentos, devido a existência de ativos considerados “quase-moeda”, ou seja, que não possuem liquidez imediata (poupança, títulos públicos, renda fixa, etc), tal qual a moeda manual e moeda escritural. 
Agregados Monetários
Economia Monetária
Até 2001, os meios de pagamentos ampliados eram classificados de acordo com a liquidez, da seguinte maneira: 
M1 = papel moeda em poder do público + depósitos à vista 
M2 = M1 + depósitos especiais remunerados (recursos provenientes do bloqueio das poupanças em 91) + quotas de fundos de renda fixa de curto prazo + títulos públicos de alta liquidez 
M3 = M2 + depósitos de poupança 
M4 = M3 + títulos emitidos por instituições financeiras (letras hipotecárias, letras de câmbio, etc.)
Os Meios de Pagamentos
Economia Monetária
Após 2001, o BACEN introduziu um novo ordenamento, trocando o grau de liquidez e passando a definir os MP’s ampliados pelos sistemas emissores:
Consolidado monetário: Banco Central, bancos comerciais e caixas econômicas. 
Consolidado bancário: consolidado monetário, outras instituições depositárias* e fundos de renda fixa.
*bancos múltiplos, bancos comerciais, caixas econômicas, bancos
de investimento, bancos de desenvolvimento, agências de fomento, sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de crédito imobiliário, associações de poupança e empréstimo, companhias hipotecárias.
Bacen, online.
Economia Monetária
Após 2001, o BACEN introduziu um novo ordenamento, trocando o grau de liquidez e passando a definir os MP’s ampliados pelos sistemas emissores:
Meios de Pagamento Restritos: M1 = papel moeda em poder do público + depósitos à vista
O sistema emissor de M1 é o chamado consolidado monetário, constituído pelos criadores de moeda, isto é, o banco central, que cria moeda manual, e pelas instituições financeiras (bancos comerciais) criadoras de moeda escritural.
Os Meios de Pagamentos
Economia Monetária
Meios de Pagamento Ampliados:
M2 = M1 + depósitos de poupança + títulos* emitidos por instituições depositárias
*incluem os Depósitos a prazo, Letras de Câmbio, Letras Imobiliárias e Letras Hipotecárias. 
O sistema emissor de M2 é o consolidado bancário, com exceção dos fundos de renda fixa, composto pelo banco central e instituições depositárias, que são: bancos comerciais, caixas econômicas, bancos de desenvolvimento, sociedades de crédito, etc. 
Os Meios de Pagamentos
Economia Monetária
Meios de Pagamento Ampliados:
M3 = M2 + quotas de fundos de renda fixa + operações compromissadas registradas no Selic
O sistema emissor de M3 é o consolidado bancário incluindo os fundos de renda fixa e as carteiras de títulos registrados na Selic.
Os Meios de Pagamentos
Economia Monetária
Meios de Pagamento Ampliados:
M4 = M3 + títulos públicos de alta liquidez
O sistema emissor de M4 é constituído pelo consolidado bancário e pelos tesouros nacional, estaduais e municipais.
Os Meios de Pagamentos
Economia Monetária
Nova metodologia de apuração dos agregados monetários no Brasil, divulgados a partir de agosto de 2018. A metodologia anterior foi estabelecida em 2001.
Nos últimos anos, com a evolução dos instrumentos de captação e das instituições emissoras de meios de pagamentos, tornou-se necessária a atualização de conceitos, fontes de dados, forma de apuração e divulgação das estatísticas monetárias. Adicionalmente, em 2016 foi publicada a nova edição do Monetary and Financial Statistics Manual and Compilation Guide (MFSM 2016), elaborado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) com a participação dos países membros, inclusive o Brasil. O MFSM 2016 estabelece o padrão internacional para a apuração dos agregados monetários.
Os Meios de Pagamentos
Economia Monetária
Os agregados monetários permanecem indicadores relevantes para acompanhar os efeitos da política econômica, o grau de preferência do público pela liquidez e a oferta de crédito pelo sistema financeiro, inclusive em regime de metas para a inflação.
A aplicação do MFSM 2016 à realidade institucional da economia brasileira resulta na divisão dos agentes econômicos em:
a) Emissores de moeda:
– autoridade monetária (Banco Central);
– sociedades de depósitos (monetárias e não monetárias);
– Governo Federal.
b) Detentores de moeda:
– outras sociedades financeiras;
– governos estaduais e municipais;
– empresas não financeiras; e
– famílias e instituições sem fins lucrativos a serviço das famílias.
Os Meios de Pagamentos
Economia Monetária
Os agregados monetários permanecem indicadores relevantes para acompanhar os efeitos da política econômica, o grau de preferência do público pela liquidez e a oferta de crédito pelo sistema financeiro, inclusive em regime de metas para a inflação.
A aplicação do MFSM 2016 à realidade institucional da economia brasileira resulta na divisão dos agentes econômicos em:
c) Setores neutros:
– não residentes.
Os Meios de Pagamentos
Economia Monetária
No Brasil, compõem o sistema emissor as seguintes entidades:
a) No agregado M1:
– Banco Central;
– bancos comerciais;
– bancos múltiplos;
– Caixa Econômica Federal; e
– cooperativas de crédito.
b) No agregado M2, além daquelas incluídas no M1:
– bancos de investimento;
– bancos de desenvolvimento;
– sociedades de crédito, financiamento e investimento;
– companhias hipotecárias;
– sociedades de crédito imobiliário; e
– associações de poupança e empréstimos.
Os Meios de Pagamentos
Economia Monetária
No Brasil, compõem o sistema emissor as seguintes entidades:
c) No agregado M3, além daquelas incluídas no M1 e M2:
– fundos de investimento com características de fundos do mercado monetário, que buscam taxas de retorno próximas àquelas negociadas nas operações de mercado aberto, cujas cotas podem ser resgatadas no curto prazo.
d) No agregado M4, além das entidades depositárias do M3:
– Governo Federal, como emissor de títulos públicos de elevada liquidez.
Os Meios de Pagamentos
Economia Monetária
O MFSM 2016 define como principais instrumentos financeiros considerados como meios de pagamento:
a) moeda em poder do público;
b) depósitos transferíveis (tais como os depósitos à vista);
c) outros depósitos (depósitos a prazo, de poupança);
d) títulos emitidos pelas sociedades de depósitos (exceto ações);
e) cotas de fundos do mercado monetário; e
f) títulos públicos de alta liquidez (se o Governo Federal fizer parte do sistema emissor).
Os Meios de Pagamentos
Economia MonetáriaResumo da Nova Metodologia
M1 = papel-moeda em poder do público + depósitos à vista, incluindo Cooperativas de Crédito
M2 = M1 + depósitos de poupança + títulos privados emitidos pelas instituições financeiras
depositárias, incluindo cooperativas
M3 = M2 + cotas de fundos de investimento depositários + operações compromissadas com
títulos públicos e privados
M4 = M3 + títulos públicos emitidos pelo Governo Federal, adquiridos em operações definitivas
O
Os Meios de Pagamentos
Economia Monetária
Como a inflação impacta nos meios de pagamentos?
Em época de inflação elevada, quando as pessoas aplicam em ativos financeiros para proteger seu dinheiro da perda do poder de compra, haverá redução de moeda manual e de depósitos à vista, de modo que M1 diminuirá em relação à M4. Quando há uma redução de M1 em favor dos demais agregados, dizemos que houve uma redução na monetização. Portanto, quanto menor o grau de monetização, menor a relação M1/M4. 
E em períodos de estabilidade?
No período que sucedeu a implantação do Plano Real, devido a maior estabilidade econômica, observou-se um aumento na monetização. Isso se deu porque as pessoas não se sentiam mais ameaçadas pela inflação e, por isso, detinham moeda na forma manual.
Os Meios de Pagamentos
Economia Monetária
Trata-se de estimativas das faixas de variação dos principais agregados monetários (por exemplo, a quantidade de papel-moeda em poder do público e o valor total dos depósitos à vista), metas indicativas de evolução trimestral e descrição das perspectivas da economia nacional. Essa estimativa deve ser aprovada no Congresso Nacional. 
Objetivos básicos da Programação Monetária:
Possibilita visualizar a quantidade de crédito adequada às metas desejadas pela política governamental;
Possibilita ao Bacen ter condições de identificar desvios em relação às metas estabelecidas;
Explicita o volume de recursos a serem captados, definidas as metas.
Programação Monetária no Brasil
Economia Monetária
A base monetária é o total de moeda criada pelo BACEN possuídos pelo público não bancário e bancos comerciais. 
Base Monetária: PME + Reservas Bancárias.
A base monetária constitui-se do passivo do BACEN
Base Monetária
De que forma o Bacen influencia nos meios de pagamentos? Essa influência se dá por meio do controle da base monetária. 
OOperações com o
Economia Monetária
Operações com o Setor Externo
Operações com o Tesouro Nacional
Operações com Títulos públicos Federais
Redesconto
Expansão da Base Monetária
OOperações com o
Economia Monetária
A partir de 1994, com a estabilização promovida pelo Plano Real, o Bacen procurando controlar melhor a quantidade de dinheiro no mercado, ampliou o conceito de Base Monetária. Sendo definida da seguinte forma: 
Base Monetária Ampliada: Base Monetária + Depósito Compulsório em espécie + Títulos públicos federais.
Base Monetária
Economia Monetária
Haverá aumento da oferta de moeda (meios de pagamentos) sempre que as operações ativas das autoridades monetárias aumentarem, ou diminuírem os recursos não-monetários recebidos por ela, que significam um aumento na Base Monetária.
No caso dos bancos comerciais, haverá maior disponibilidade para empréstimos sempre que diminuírem os encaixes dos bancos comerciais. 
Exemplos de operações que provocam expansão dos meios de pagamentos:
Aumento de empréstimos ao governo ou setor privado
Expansão das operações de redescontos
Compra de títulos da dívida pública em poder do público
Aumento das reservas cambiais 
Oferta de Moeda
Economia Monetária
Como sabemos, os bancos comerciais podem criar meios de pagamentos, ou seja, elevar a quantidade de moeda em poder do público privado não-bancário. Isso é possível porque os agentes econômicos não resgatam seus depósitos à vista ao mesmo tempo!
Para chegarmos à fórmula do multiplicador, precisamos relembrar alguns conceitos:
Meios de Pagamentos: PMPP + Depósitos à vista
Base Monetária: PMPP + r*
Total de reservas bancárias (encaixes técnicos, compulsórias, voluntárias)
Multiplicador Monetário: 
m: M/B.
Onde:
M: Meios de pagamentos
B: Base monetária
Modelo de Expansão Monetária (Multiplicador Monetário)
Economia Monetária
O multiplicador depende de algumas questões, que podem ser comportamentais e gerenciais. 
Comportamentais: Dependerá da quantidade de depósitos à vista que as pessoas farão.
Gerenciais: Diz respeito à decisão de bancos comerciais e central, no que diz respeito aos encaixes técnicos e compulsórios, respectivamente. 
Modelo de Expansão Monetária (Multiplicador Monetário)
Economia Monetária
Simplificado 
M: PMPP + DV
Logo:
c = PMPP
 M
c: proporção do total de ativos em papel-moeda.
d = DV
 M
d = proporção do total de ativos mantidos em moeda escritural (depósitos à vista). Então;
M = PMPP + DV, dividindo por M temos: 1 = c + d
M M M
Para a base Monetária fazemos:
B: PMPP + r
B: c + R*dM
R = Percentual de depósitos à vista mantidos como reserva bancária.
Modelo de Expansão Monetária ( Multiplicador Monetário)
Economia Monetária
Substituindo, temos:
m = M
 B
m = c + d . Onde: c = 1 – d
 c + Rd
Modelo de Expansão Monetária (Multiplicador Monetário)
Economia Monetária
Suponha que em uma economia, o público mantenha 20% dos MP’s em PMPP e os bancos comerciais mantenham 40% dos depósitos à vista em sob a forma de reservas bancárias. Qual será a expansão monetária? 
Exemplo:
M = 1,92
O que significa dizer que a cada 1 unidade monetária a mais na base monetária, o resultado será uma expansão monetária de 1,92
Economia Monetária
Caso os bancos comerciais diminuam suas reservas para 30%, qual será a expansão monetária? 
Exemplo:
Economia Monetária
Janeiro 2019
C= PMPP / M1 = 0,54
D= DV / M1 = 0,46
R1= CX / DV = 0,22
R2=RB / DV = 0,44
K=1 / C+D (R1+R2) = M1/B = 1,33
Dados do BCB
Economia Monetária
Exemplo:
1/ Onde :
C – Preferência do público por papel-moeda.
PMPP – Papel-moeda em poder do público.
M1 – Meios de pagamento.
D – Preferência do público por depósitos à vista.
DV – Depósitos à vista.
R1 – Taxa de encaixe em moeda corrente.
CX – Encaixe de moeda corrente.
R2 – Taxa de reservas bancárias.
RB – Reservas bancárias.
K – Multiplicador monetário.
B – Base monetária.
Economia Monetária
Quais as funções da moeda?
Quais são as funções do Banco Central?
Qual a diferença entre moeda e quase-moeda?
Cite 3 exemplos de criação e destruição de moeda.
Em que consiste a programação monetária do Banco Central?
Analise as principais causas de expansão ou contração monetária na Base Monetária.
Mostre como autoridade monetária e bancos comerciais podem criar meios de pagamentos?
Como a autoridade monetária pode controlar os meios de pagamentos provocando modificações no multiplicador monetário?
Exercícios:
Economia Monetária
8. Umas das causas da expansão da Base Monetária é o crescimento das reservas internacionais. Caso seja desejo do Banco Central controlar a expansão monetária, como ele poderia agir para compensar essa entrada de recursos? 
9. Como o Bacen pode induzir o público a mudar seu comportamento para alterar o multiplicador dos meios de pagamentos?
Exercícios:
Economia Monetária
Glossário 
Base monetária: passivo monetário do Banco Central, também conhecido como emissão primária de moeda. Inclui o total de cédulas e moedas em circulação e os recursos da conta “Reservas Bancárias”. Essa variável reflete o resultado líquido de todas as operações ativas e passivas do Banco Central. 
Base monetária ampliada: conceito amplo de base monetária, introduzido no Plano Real com o pressuposto de que agregados mais amplos são mais bem correlacionados com os preços na economia brasileira, visto que captam de forma precisa a substitutibilidade entre a moeda, em seu conceito mais restrito, e os demais ativos financeiros.Inclui, além da base restrita, os principais passivos do Banco Central e do Tesouro Nacional (depósitos compulsórios e títulos federais). 
Meios de pagamento: conceito restrito de moeda (M1). Representa o volume de recursos prontamente disponíveis para o pagamento de bens e serviços. Inclui o papel-moeda em poder do público, isto é, as cédulas e moedas metálicas detidas pelos indivíduos e empresas não financeiras e, ainda, os seus depósitos à vista efetivamente movimentáveis por cheques. 
Meios de pagamento ampliados: inclui moeda legal e quase-moeda, correspondendo aos instrumentos de elevada liquidez, em sentido amplo. O M2 corresponde ao M1 mais as emissões de alta liquidez realizadas primariamente no mercado interno por instituições depositárias – as que realizam multiplicação de crédito. O M3 é composto pelo M2 e as captações internas por intermédio dos fundos de renda fixa e das carteiras de títulos públicos federais registrados no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic). O M4 agrega o M3 e a carteira livre de títulos públicos do setor não financeiro. 
Economia Monetária
 Crédito cresceu 5,5% em 2018 após dois anos de contração
Após dois anos de contração (-3,5% em 2016 e -0,5% em 2017), o mercado de crédito voltou a crescer em 2018. De acordo com a edição de dezembro das Estatísticas Monetárias e de Crédito, o saldo de crédito total aumentou 5,5% no ano, alcançando R$3,3 trilhões em dezembro. 54,1% do total – R$1,8 trilhão – foram destinados para operações de crédito livre, aquelas livremente destinadas pelas instituições financeiras, com taxas de juros pactuadas entre elas e os tomadores de crédito.
Destaque para o crédito às famílias, com expansão de 8,6%, passando a ocorrer também crescimento no segmento de empresas, 1,9%. A relação crédito/PIB atingiu 47,4% no final do ano.
Considerando o crédito pelo controle de capital das instituições financeiras, essa recuperação vem sendo conduzida pelas instituições privadas, variação de 12,4% no ano. O segmento público registrou redução de 0,5% no saldo em 2018. 
Economia Monetária
 Crédito cresceu 5,5% em 2018 após dois anos de contração
O Indicador de Custo de Crédito (ICC), média do custo de toda a carteira do sistema financeiro, encerrou o ano em 20,5% a.a. (-0,4 p.p. mês e -0,8 p.p. no ano), menor valor desde maio de 2015.
No crédito livre não rotativo, o ICC acumulou redução anual de 2,1 p.p., para 28,7%. O spread geral do ICC atingiu 13,6 p.p. (-0,4 p.p., no mês e ano).
Economia Monetária
 Evolução do crédito no Brasil
Ano Crédito/PIB
2002 22,0%
2003 24,0%
2004 24,5%
2005 28,1%
2007 33,4%
2008 40,8%
2009 45,0%
2010 45,7 % 
2012 49,1 %
2013 56,0%
2014 58,9% 
2016 49,6%
2018 47,4%
FONTES: Ministério da Fazenda – Relatório Economia Brasileira em Perspectiva/Bacen/Folha de S. P./ BCB 
Economia Monetária
Economia Monetária
Economia Monetária
 Agregados Monetários:
A base monetária alcançou R$302 bilhões em dezembro, crescimento de 8,2% no mês, acumulando aumento de 1,8% no ano. O papel moeda emitido variou 10,9% no mês e 5,8% no ano, enquanto as reservas bancárias declinaram 8,2% e 20,1%, respectivamente, nos mesmos períodos. 
Dentre os fluxos mensais dos fatores condicionantes da base monetária, destacaram-se, no mês, os impactos expansionistas das operações com títulos públicos federais (R$36,5 bilhões, compras líquidas de 66,1 bilhões no mercado secundário e colocações líquidas de R$29,6 bilhões no mercado primário) e das operações do Tesouro Nacional (R$20,5 bilhões). Em sentido inverso, as vendas líquidas de divisas no mercado interbancário a termo implicaram em contração de R$30,5 bilhões. No ano, destacaram-se os impactos expansionistas dos resgates de títulos públicos federais, dos ajustes com derivativos cambiais e das liberações de depósitos compulsórios, contrabalançadas principalmente pela retração monetária nas operações do Tesouro Nacional, que refletiram a melhoria na arrecadação de tributos.   
Economia Monetária
 Agregados Monetários:
Os meios de pagamento restritos (M1) totalizaram R$407,3 bilhões em dezembro (+8,8% no mês, +6,1% no ano), após aumentos mensais de 9,5% no saldo do papel moeda em poder do público e de 8% em depósitos à vista.
O M2 situou-se em R$2,8 trilhões (+2,3% no mês), acompanhando o aumento do M1. O saldo dos depósitos de poupança avançou 2,2% no período, para R$801 bilhões, enquanto o estoque dos títulos privados, 0,9%, somando R$1,6 trilhão. No mês, ocorreram captações líquidas de R$14,6 bilhões na poupança e de R$26,1 bilhões em depósitos a prazo.
O M3 expandiu-se 1,5% no mês, alcançando R$6,2 trilhões, acompanhando elevação de 1,0% nas quotas de fundos.
O M4 registrou crescimentos de 1,2% no mês e de 7,9% no ano, situando-se em R$6,7 trilhões.
Economia Monetária
UNIDADE II 
POLÍTICA MONETÁRIA
Manter a inflação sob controle, ao redor da meta, é objetivo fundamental do Banco Central (BC). A me​ta para a inflação​ é estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN.
A estabilidade dos preços preserva o v​alor do dinheiro, mantendo o poder de compra da moeda​. ​Para alcançar esse objetivo, o BC utiliza a política monetária, política que se refere às ações do BC que visam afetar o custo do dinheiro (taxas de juros) e a quantidade de dinheiro (condições de liquidez) na economia. No caso do BC, o principal instrumento de política monetária é a taxa Selic, decidida pelo Copom​.
A taxa Selic afeta outras taxas de juros na economia e opera por vários canais que acabam por influenciar o comportamento da inflação. 
Política Monetária e Instrumentos de Controle de Moeda
Economia Monetária
Manter a taxa de inflação baixa, estável e previsível é a melhor contribuição que a política monetária do BC pode fazer para o crescimento econômico sustentável e a melhora nas condições de vida da população. 
O crescimento de uma economia depende de uma série de fatores sobre os quais os bancos centrais não têm controle, como aumento da produtividade. Entretanto, inflação alta, instável ou imprevisível prejudica o crescimento econômico.
Política Monetária e Instrumentos de Controle de Moeda
Economia Monetária
Com preços estáveis, todos podem se planejar melhor. Empresas têm melhores condições para realizar investimentos e as famílias para avaliar quanto vão gastar ao longo do mês. Nesse contexto, há condições mais propícias para que a economia cresça, favorecendo a criação de empregos e o aumento do bem-estar na sociedade.
Cabe ressaltar que a inflação alta prejudica principalmente as famílias de baixa renda, uma vez que estas têm mais dificuldade de se proteger contra a perda do valor real da moeda.
Política Monetária e Instrumentos de Controle de Moeda
Economia Monetária
A política monetária procura promover a estabilidade interna da economia, regulando a taxa de juros e influenciando na oferta de moeda. 
Na economia, quando se fala de estabilidade interna, faz-se relação principalmente ao controle do processo inflacionário e ao estímulo do crescimento econômico. 
Política Monetária e Instrumentos de Controle de Moeda
Economia Monetária
Consideradas políticas de estabilidade econômica, políticas fiscal e monetária possuem velocidades de ação distintas. Sendo a Política Monetária mais rápida para entrar em ação. 
Política Monetária e Instrumentos de Controle de Moeda
Economia Monetária
POLÍTICA MONETÁRIA
Realiza o controle da oferta de moeda (quantidade de dinheiro), das taxas de juros e do crédito, em geral, que garantem a liquidez ideal para a economia.
O executor dessa política é o Banco Central.
Política Monetária e Instrumentos de Controle de Moeda
Economia Monetária
Política MonetáriaA política monetária, quer seja restritiva, quer seja expansionista, através das alterações provocadas na taxa de juros produz efeitos sobre:
 O nível de preços (a inflação);
 O nível de produção e emprego;
 O fluxo de capitais estrangeiros (o balanço de pagamentos).
Política Monetária e Instrumentos de Controle de Moeda
Economia Monetária
Política Monetária Expansionista – Provoca aumento na quantidade de moeda da economia, concorrendo, portanto, para baixar a taxa de juros. A expansão monetária, se por um lado, estimula a expansão da produção e do emprego, por outro, provoca inflação, além de inibir o influxo de capitais externos na economia nacional.
Política Monetária Contracionista – Provoca redução na quantidade de moeda da economia, o que concorre para elevar a taxa de juros. Assim, a contração monetária inibe a inflação e estimula o ingresso de capitais externos, por um lado, mas por outro, impede a expansão da produção e do emprego.
Política Monetária e Instrumentos de Controle de Moeda
Economia Monetária
Política Monetária
 
 O Banco Central exerce o controle da oferta de moeda, basicamente, por meio dos seguintes instrumentos:
depósitos compulsórios;
II. redesconto ou empréstimo de liquidez;
III. mercado aberto (open market);
IV. controle e contingenciamento do crédito.
Política Monetária e Instrumentos de Controle de Moeda
Economia Monetária
Política Monetária
 Contração Monetária:
 
 Aumento do percentual de recolhimento compulsório sobre depósitos à vista e a prazo.
 Aumento do custo das operações de socorro de liquidez.
 O Governo vende títulos públicos.
Expansão Monetária:
 Redução do percentual de recolhimento compulsório sobre depósitos à vista e a prazo.
 Redução do custo das operações de socorro de liquidez.
 O Governo compra títulos públicos.
Política Monetária e Instrumentos de Controle de Moeda
Economia Monetária
Com o advento da crise financeira de 2008, países como os EUA adotaram políticas monetárias flexíveis para estimular a economia. 
Política Monetária Recente nos Países Desenvolvidos
Economia Monetária
Tal movimento teve bastante repercussão no mundo, principalmente em economias emergentes, como a brasileira. Tendo entre outras questões, gerado a chamada Guerra Cambial, devido ao processo de desvalorização da moeda americana.
No entanto, após retomar a geração de empregos os EUA deram início ao processo de aumento de juros, o que por sua vez causa um efeito contrário ao que aconteceu no período de “Guerra Cambial”. 
Economia Monetária
Política Monetária Recente nos Países Desenvolvidos
Economia Monetária
Política Monetária Recente nos Países Desenvolvidos
O presidente do Federal Reserve (BC dos EUA), Jerome Powell, prometendo "encontrar o equilíbrio" entre o risco de uma economia superaquecida e a necessidade de manter o crescimento, disse aos membros do Congresso norte-americano que o Fed manterá aumentos graduais na taxas de juros, apesar do estímulo adicional com o corte de impostos e gastos governamentais.
G1,2018.
Impactada pela crise financeira de 2008, a Zona do Euro mergulhou em uma importante crise, países como Grécia, Espanha, Portugal, Itália e França, mergulharam-se em dívidas. Tal situação, levou o Banco Central Europeu a injetar recursos em diversas instituições financeiras da zona.
Após a melhora econômica da região, o Banco Central Europeu vem praticando uma política monetária extremamente expansionista, chegando a praticar taxa de juros negativa.
Economia Monetária
Política Monetária Recente nos Países Desenvolvidos
Desde 1995, a deflação se tornou uma realidade em terras japonesas. É para isso que a autoridade monetária japonesa decidiu impor uma taxa de juros de -0,1%. O que vai acontecer é que os bancos comerciais que deixam seus recursos depositados no BC japonês passarão a ser cobrados em 0,1% sobre o dinheiro que exceder as reservas legais e os recolhimentos compulsórios. 
Estadão
Economia Monetária
Política Monetária Recente nos Países Desenvolvidos
Até 1964 não existia no país controle rigoroso do lado monetário da economia. O Banco do Brasil até então era considerado a autoridade monetária do país, concedendo redesconto aos bancos e regulando o compulsório.
No entanto, não havia por parte da instituição nenhum controle da base monetária, uma vez que isso ficava a cargo do governo federal.
A política cambial, por exemplo, ficava sob responsabilidade do Ministério da Fazenda. 
Política Monetária no Brasil
Economia Monetária
Somente com a criação do Banco Central, em 1964, o controle monetário passa a ser realizado de maneira mais coordenado. Para ajustar o controle dos meios de pagamentos, o Banco Central adotava o Orçamento Anual, por meio do qual a autoridade monetária estabelecia metas de expansão e contração monetária. 
Em 1986, o Banco Central admitia a endogeneidade da moeda, uma vez que não conseguia cumprir metas quantitativas de oferta de moeda, o Banco Central criou o seu principal instrumento de controle de política monetária, a SELIC. 
Política Monetária no Brasil
Economia Monetária
A taxa SELIC é uma taxa de financiamento no mercado interbancário, que envolvem operações de um dia, o chamado overnight. Como garantia de pagamento da dívida a outro banco, são apresentados títulos públicos federais.
Títulos esses negociados no Sistema Especial de Liquidação e Custódia. A taxa SELIC (meta) é decidida a cada 45 dias pelo COPOM. 	
Política Monetária no Brasil
Economia Monetária
 Metas para a inflação
Inflação baixa, estável e previsível traz vários benefícios para a sociedade. A economia pode crescer mais, pois a incerteza na economia é menor, as pessoas podem planejar melhor seu futuro e as famílias não têm sua renda real corroída. Para alcançar esse objetivo, o Brasil adota o regime de metas para a inflação, que está em vigor desde 1999.
Esse regime tem sido exitoso no Brasil e no amplo conjunto de países que o adotam. Por esse sistema, os bancos centrais atuam para que a inflação efetiva esteja em linha com uma meta pré-estabelecida. Nesse sistema, a meta para a inflação é anunciada publicamente e funciona como uma âncora para as expectativas dos agentes sobre a inflação futura, permitindo que desvios da inflação em relação à meta sejam corrigidos ao longo do tempo. 
Política Monetária no Brasil
Economia Monetária
 
Metas para a inflação
No Brasil, a meta para a inflação é definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e cabe ao Banco Central (BC) adotar as medidas necessárias para alcançá-la. O índice de preços utilizado é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A meta se refere à inflação acumulada no ano. Por exemplo, a meta para 2020 é de uma inflação de 4,00%.
No desenho atual do sistema, o CMN define em junho a meta para a inflação de três anos-calendário à frente. Por exemplo, em junho de 2018, o CMN definiu a meta para 2021 (3,75%). Esse horizonte mais longo reduz incertezas e melhora a capacidade de planejamento das famílias, empresas e governo.
Política Monetária no Brasil
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Metas para a inflação
Política Monetária no Brasil
Economia Monetária
 
Política Monetária no Brasil
Metas para a inflação
Economia Monetária
 
Metas para a inflação
> O sistema prevê ainda um intervalo de tolerância, também definido pelo CMN. Nos últimos anos, o CMN tem definido um intervalo de 1,5 ponto percentual (p.p.) para cima e para baixo. Por exemplo, no caso de 2020, a meta é de 4,00% e o intervalo é de 2,50% a 5,50%.
> Se a inflação ao final do ano se situar fora do intervalo de tolerância, o presidente do BC tem de divulgar publicamente as razões do descumprimento, por meio de carta aberta ao Ministro da Fazenda, presidente do CMN, contendo descrição detalhada das causasdo descumprimento, as providências para assegurar o retorno da inflação aos limites estabelecidos e o prazo no qual se espera que as providências produzam efeito.
Política Monetária no Brasil
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Metas para a inflação
Em termos gerais, o regime de metas para a inflação envolve os seguintes elementos: 
• Conhecimento público e prévio da meta para a inflação;
• Autonomia do banco central na adoção das medidas necessárias para o cumprimento da meta;
• Comunicação transparente e regular sobre os objetivos e justificativas das decisões da política monetária; e
• Mecanismos de incentivo e responsabilização/prestação de contas para que a autoridade monetária cumpra a meta.
	
Política Monetária no Brasil
Economia Monetária
	
Política Monetária no Brasil
Economia Monetária
 Mecanismos de transmissão da política monetária
Os mecanismos de transmissão da política monetária são os canais por meio dos quais mudanças na taxa Selic, que é o principal instrumento de política monetária à disposição do Banco Central (BC), afetam o comportamento de outras variáveis econômicas, principalmente preços e produto. 
A política monetária afeta os preços da economia por meio: (i) da decisão entre consumo e investimento das famílias e empresas; (ii) da taxa de câmbio; (iii) do preço dos ativos; (iv) do crédito; e (v) das expectativas.  
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Economia Monetária
 Mecanismos de transmissão da política monetária
 
O canal de transmissão das taxas de juros para as decisões de consumo e investimento é o canal mais conhecido da política monetária.
Quando a taxa Selic sobe, as taxas de juros reais também tendem a subir. A elevação da taxa real de juros, por sua vez, pode levar à diminuição de investimentos pelas empresas e à diminuição de consumo por parte das famílias – o que, por sua vez, tende a reduzir a demanda por bens e serviços da economia, contribuindo para a redução da inflação.
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 Mecanismos de transmissão da política monetária
Outro canal importante de transmissão da política monetária é o da taxa de câmbio, principalmente em economias abertas. Quando a taxa de juros sobe, a moeda doméstica tende a se valorizar (o dólar fica mais barato frente ao Real), diminuindo o nível de preços dos bens comercializáveis internacionalmente quando expressos em moeda nacional.
A taxa de câmbio afeta a inflação por dois mecanismos. O primeiro é a diminuição dos preços de bens de consumo importados e de insumos utilizados na produção de bens. O outro efeito ocorre por meio da demanda agregada. O dólar mais barato desincentiva as exportações e estimula as importações. Com isso, a demanda por bens domésticos cai, reduzindo a pressão sobre o nível de preços.
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 Mecanismos de transmissão da política monetária
A política monetária atua também por meio de variações na riqueza dos agentes econômicos em virtude de alterações da taxa de juros. Por exemplo, um aumento nas taxas de juros, ao desestimular a atividade econômica e o lucro das empresas, tende a diminuir o preço das ações. Essa redução do valor da riqueza financeira das famílias e empresas pode desestimular o consumo e os planos de investimento. 
O quarto canal de transmissão da política monetária é o canal do crédito. Ao aumentar a taxa de juros, o banco central estimula que as taxas cobradas por empréstimos bancários também subam, diminuindo o volume de empréstimos a pessoas e empresas, desestimulando o consumo e o investimento.
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 Mecanismos de transmissão da política monetária
Por fim, outro canal importante é o das expectativas. Ao alterar a taxa de juros, a ação do banco central pode mudar as expectativas quanto à evolução da economia.
Por exemplo, ao elevar a Selic para conter pressões inflacionárias, o banco central sinaliza um nível de atividade mais contido não apenas no presente, mas também para o futuro. Com isso, famílias e empresas passam a acreditar que a inflação, no futuro, estará mais baixa.
Como resultado, os preços definidos hoje já tendem a aumentar menos pois os agentes sabem que as condições econômicas futuras não mais darão suporte a aumentos maiores de preços. 
	
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 Mecanismos de transmissão da política monetária
Assim, choques de custos na economia tendem a se propagar de forma mais limitada na economia, reduzindo seus efeitos inflacionários. Essa propagação é chamada, na literatura econômica, de efeitos secundários ou de segunda ordem.
É fundamental um elevado nível de credibilidade do banco central para que esse canal opere de forma adequada. No caso de baixa credibilidade, ocorre o oposto: choques tendem a se amplificar, gerando uma inflação maior.
	
Política Monetária no Brasil
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Taxa Selic
A Selic é a taxa básica de juros da economia. É o principal instrumento de política monetária utilizado pelo Banco Central (BC) para controlar a inflação. Ela influencia todas as taxas de juros do país, como as taxas de juros dos empréstimos, dos financiamentos e das aplicações financeiras. 
A taxa Selic refere-se à taxa de juros apurada nas operações de empréstimos de um dia entre as instituições financeiras que utilizam títulos públicos federais como garantia. O BC opera no mercado de títulos públicos para que a taxa Selic efetiva esteja em linha com a meta da Selic definida na reunião do Comitê de Política Monetária do BC (Copom). 
Origem do nome "Selic“ - O nome da taxa Selic vem da sigla do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia. Tal sistema é uma infraestrutura do mercado financeiro administrada pelo BC. Nele são transacionados títulos públicos federais. A taxa média ajustada dos financiamentos diários apurados nesse sistema corresponde à taxa Selic.​
Sistema de Metas
Economia Monetária
Sistema de Metas
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Comitê de Política Monetária (Copom)
O Comitê de Política de Política Monetária (Copom) é o órgão do Banco Central, formado pelo seu Presidente e diretores, que define, a cada 45 dias, a taxa básica de juros da economia – a Selic.  As reuniões normalmente ocorrem em dois dias seguidos e o calendário de reuniões de um determinado ano é divulgado até o mês de junho do ano anterior.
A reunião do Copom segue um processo que procura embasar da melhor forma possível a sua decisão. Os membros do Copom assistem a apresentações técnicas do corpo funcional do BC, que tratam da evolução e perspectivas das economias brasileira e mundial, das condições de liquidez e do comportamento dos mercados. Assim, o Comitê utiliza um amplo conjunto de informações para embasar sua decisão. 
Sistema de Metas
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Comitê de Política Monetária (Copom)
Depois, a reunião é reservada para a discussão da decisão entre os membros. A decisão é tomada com base na avaliação do cenário macroeconômico e os principais riscos a ele associados. Todos os membros do Copom presentes na reunião votam e seus votos são divulgados. As decisões do Copom são tomadas visando com que a inflação medida pelo IPCA situe-se em linha com a meta definida pelo CMN.
A decisão do Copom é divulgada no mesmo dia da decisão por meio de Comunicado na internet. As Atas das reuniões do Copom são publicadas no prazo de até seis dias úteis após a data da realização das reuniões. Normalmente, as reuniões do Copom ocorrem em terças e quartas-feiras e a ata é divulgada na terça-feira da semana seguinte, às 8:00.
Sistema de Metas
Economia Monetária
Comitê de Política Monetária (Copom)
Uma vez definida a taxa Selic, o Banco Central atua diariamente por meio de operações de mercado aberto– comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima ao valor definido na reunião.
Sistema de Metas
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Comitê de Política Monetária (Copom)
A taxa de juros Selic é a referência para os demais juros da economia. Trata-se da taxa média cobrada em negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).  
Para que a política monetária atinja seus objetivos de maneira eficiente, o Banco Central precisa se comunicar de forma clara e transparente. Além do comunicado e da ata da reunião, o Banco Central publica, a cada trimestre, o Relatório de Inflação, que analisa a evolução recente e as perspectivas da economia, com ênfase nas perspectivas para a inflação.
Sistema de Metas
Economia Monetária
Comitê de Política Monetária (Copom)
Calendário 2019
​O Relatório de Inflação é divulgado às quintas-feiras após as atas do Copom.
Datas de 2019:
28 de março;
27 de junho;
26 de setembro;
19 de dezembro.
Sistema de Metas
Economia Monetária
Comitê de Política Monetária (Copom)
 Datas das Reuniões do Copom 2019:
            . 5 e 6 de fevereiro
            . 19 e 20 de março
            . 7 e 8 de maio
            . 18 e 19 de junho
            . 30 e 31 de julho
            . 17 e 18 de setembro
            . 29 e 30 de outubro
            . 10 e 11 de dezembro
 
Sistema de Metas
Economia Monetária
O que é o ranking Top 5 da Pesquisa Focus
Para incentivar o aprimoramento da capacidade preditiva dos participantes da pesquisa e reconhecer seu esforço analítico, o BC elabora o ranking Top 5, sistema de classificação das instituições baseado no índice de acerto de suas projeções de curto, médio e longo prazo.
As medianas das variáveis projetadas pelas cinco instituições que mais acertam (as Top 5) são divulgadas no Focus - Relatório de Mercado
As projeções são feitas por instituições que atuam no mercado financeiro, como bancos, gestoras de recursos e consultorias além de, em alguns casos, empresas do setor real que possuem equipes especializadas que projetam as principais variáveis macroeconômicas.
Sistema de Metas
Economia Monetária
O que é o ranking Top 5 da Pesquisa Focus
Mensalmente, são divulgados rankings Top 5 de curto e médio prazos. No ranking de curto prazo, avalia-se a precisão das projeções com defasagem de cerca de um mês em relação à publicação do indicador analisado nos últimos 6 meses. Já o ranking de médio prazo considera a precisão média das projeções de três períodos consecutivos de 4 meses em relação aos resultados efetivos de três meses – o mês de referência e os dois meses que o antecedem. 
O ranking anual de longo prazo é divulgado em janeiro de cada ano e considera a precisão das projeções informadas em cada um dos 12 meses do ano para o indicador anual publicado no ano subsequente.
Sistema de Metas
Economia Monetária
Histórico das metas para a inflação
​> O regime de metas para a inflação tem sido bem sucedido no Brasil. O sistema tem possibilitado que a inflação fique sob controle, em níveis relativamente baixos. Desde a adoção do regime em 1999, a inflação tem se situado dentro do intervalo de tolerância na maioria dos anos-calendário.
> Mesmo quando diante de choques significativos que colocaram a inflação temporariamente fora do intervalo de tolerância, a inflação retornou à trajetória das metas. Fundamental para isso tem sido a ancoragem das expectativas de inflação, isto é, as pessoas utilizam a meta da inflação como referência da inflação prospectiva. Isso dá maior previsibilidade para a economia e melhora o planejamento das famílias, empresas e governo.
Sistema de Metas
Economia Monetária
Histórico das metas para a inflação
O sistema também trouxe altos níveis de transparência e responsabilização. Por exemplo, o comunicado e a ata das reuniões do Copom e o Relatório de Inflação trazem a visão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a economia e as razões das decisões tomadas.
A inflação ficou fora do intervalo de tolerância em cinco anos: 2001, 2002, 2003, 2015 e 2017. Como manda o sistema, o presidente do Banco Central escreveu carta aberta ao presidente do Conselho Monetário Nacional (CMN), contendo descrição detalhada das causas do descumprimento da meta, as providências para assegurar o retorno da inflação aos limites estabelecidos e o prazo no qual se espera que as providências produzam efeito.
Sistema de Metas
Economia Monetária
O SISTEMA DE METAS DE INFLAÇÃO NO BRASIL
1999 2000 2001 2002 2003
IPCA META IPCA META IPCA META IPCA META IPCA META 
8,94 8,00 5,97 6,00 7,67 4,00 12,53 3,50 9,30 4,00
 8,50*
(CUMPRIU) (CUMPRIU) (NÃO CUMPRIU) (NÃO CUMPRIU) (NÃO CUMPRIU)‏
2004 2005 2006 2007 2008 2009 
IPCA META IPCA META IPCA META IPCA META IPCA META IPCA META
7,60 5,50 5,70 4,50 3,14 4,50 4,46 4,50 5,9 4,50 4,31 4,50
 5,10*
(CUMPRIU) (CUMPRIU) (CUMPRIU) (CUMPRIU) (CUMPRIU) (CUMPRIU)
2010 2011 2012 2013 2014 2015
IPCA META IPCA META IPCA META IPCA META IPCA META IPCA META
 5,91 4,50 6,50 4,50 5,84 4,50 5,91 4,50 6,41 4,50 10,67 4,50
(CUMPRIU) (CUMPRIU) (CUMPRIU) (CUMPRIU) (CUMPRIU) (NÃO CUMPRIU)
* Meta ajustada pelo BC.
1999-2002 (margem de 2%). 2003-2005 (margem de 2,5%). 2006-2016 (margem de 2%).
Economia Monetária
 O SISTEMA DE METAS DE INFLAÇÃO NO BRASIL
 2016 2017 2018 2019 2020 2021 
 IPCA META IPCA META IPCA META IPCA META IPCA META IPCA META
 6,29 4,5 2,95 4,5 3,75 4,5 4,25 4,0 3,75
 
 (CUMPRIU) (NÃO CUMPRIU) (CUMPRIU) 
 2017-2021 (margem de 1,5%)
Economia Monetária
 CONJUNTURA ECONÔMICA
 Pesquisa FOCUS – 22/02/2019
 2019 2020
. IPCA (%) 3,87 3,85 4,00 4,00
. PIB (%) 2,48 2,48 2,58 2,65
. TX CÂMBIO (R$/US$) 3,70 3,70 3,75 3,75
. SELIC META (% a.a.) 6,50 6,50 8,00 8,00
. PREÇOS ADM. (%) 4,89 4,90 4,30 4,35
. BTC (US$ Bi) -26,16 -26,32 -36,35 -36,00
. B. COM. (US$) Bi) 50,50 51,00 48,00 46,00
. INV.DIR. PAÍS (US$ Bi) 79,50 80,00 82,52 83,76
. DIV. LIQ. SET. PÚBL. (% PIB) 56,00 56,15 58,30 58,35 
. RES. PRIMÁRIO (% PIB) -1,40 -1,35 -0,66 -0,70
. RES. NOMINAL (% PIB) -6,45 -6,30 -5,98 -5,95
Economia Monetária
Com o fim da cotação fixa do câmbio, a partir de 1999 o governo brasileiro utiliza um sistema para assegurar a estabilidade e o poder de compra da moeda nacional no Brasil, trata-se do sistema de metas para a inflação. 
Dentro de uma avaliação que leva em conta a conjuntura econômica do momento, o governo estipula um nível de inflação que ele considera aceitável. Dessa forma, constitui-se um intervalo aceito para a oscilação da inflação. 
Sistema de Metas
Economia Monetária
Uma crítica comum ao sistema de metas é a possibilidade de ausência de combate às causas reais da inflação, que pode não ser gerada pelo aumento da demanda na economia. 
Sistema de Metas
Economia Monetária
Com os efeitos da crise de 2008, a Política Monetária brasileira foi ajustada para favorecer o avanço da demanda interna.
Economia Monetária
Política Monetária recente no Brasil
Com o aquecimento da economia e a consequente pressão inflacionária, a política monetária passa a ser restritiva. 
Economia Monetária
Política Monetária recente no Brasil
Com a recente redução da inflação, muito em parte devido a crise econômica sofrida no país, o Banco Central vem promovendo um afrouxamento da política monetária. Porém, já estabelece prazo de validade para as reduções na SELIC. 
Economia Monetária
Política Monetária recente no Brasil
Destaques da Ata da 220ª Reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil 5 e 6 de fevereiro de 2019
Atualização da conjuntura econômica e do cenário básico do Copom:
1. Indicadores recentes da atividade econômica continuam evidenciando recuperação gradual da economia brasileira.
2. A economia segue operando com alto nível de ociosidade dos fatores de produção, refletido nos baixos índices de utilização da capacidade da indústria e, principalmente, na taxa de desemprego.
3. O cenário externo permanece desafiador, mas com alguma redução e alteração do perfil de riscos. Por um lado, diminuíram os riscos de curto prazo associados à normalização das taxas de juros em algumas economias avançadas. Por outro lado, aumentaram os riscos associados a uma desaceleração da economia global, em função de diversas incertezas, como as disputas comerciais e o Brexit. 
 
 
Economia Monetária
Sistema de Metas
Destaques da Ata da 220ª Reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil 5 e 6 de fevereiro de 2019
Atualização da conjuntura econômica e do cenário básico do Copom:
4. As expectativas de inflação para 2019, 2020 e 2021 apuradas pela pesquisa Focus encontram-se em torno de 3,9%, 4,0% e 3,75%, respectivamente. 
5. No cenário com trajetórias para a taxa de juros e de câmbio extraídas da pesquisa Focus, as projeções do Copom situam-se em torno de 3,9% para 2019 e 3,8% para 2020. Esse cenário supõe, entre outras hipóteses, trajetória de taxa Selic que encerra 2019 em 6,50% a.a. e se eleva a 8,00% a.a. em 2020. Também supõe trajetória de taxa de câmbio que termina 2019 em R$3,70/US$ e 2020 em R$3,75/US$. Nesse cenário, as projeções para a inflação de preços administrados são de 5,1% para 2019 e 4,7% para 2020. 
 
Economia Monetária
Sistema de Metas
Destaques da Ata da 220ª Reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil 5 e 6 de fevereiro de 2019
Atualização da conjuntura econômica e do cenário básico do Copom:
6. No cenário com taxa Selic constante em 6,50% a.a. e taxa de câmbio constante a R$3,70/US$2, as projeções para a inflação do Copom situam-se em torno de 3,9% para 2019 e 4,0% para 2020. Nesse cenário, as projeções para a inflação de preços administrados são de 5,1% para 2019 e 4,5% para 2020.
B) Riscos em torno do cenário básico para a inflação: 
1. O cenário básico do Copom para a inflação envolve fatores de risco em ambas as direções, mas com maior peso nos dois últimos riscos listados abaixo, portanto, com assimetria.
Economia Monetária
Sistema de Metas
Destaques da Ata da 220ª Reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil 5 e 6 de fevereiro de 2019
B) Riscos em torno do cenário básico para a inflação: 
2. Por um lado, (i) o nível de ociosidade elevado pode produzir trajetória prospectiva abaixo do esperado.
3. Por outro lado, (ii) uma frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira pode afetar prêmios de risco e elevar a trajetória da inflação no horizonte relevante para a política monetária. Esse risco se intensifica no caso de (iii) deterioração do cenário externo para economias emergentes. 
4. O Copom avalia que, desde sua reunião anterior, especialmente quanto ao cenário externo, houve arrefecimento dos riscos inflacionários. 
Economia Monetária
Sistema de Metas
Destaques da Ata da 220ª Reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil 5 e 6 de fevereiro de 2019
C) Discussão sobre a condução da política monetária:
Os membros do Comitê avaliaram a evolução da atividade econômica à luz dos indicadores e demais informações disponíveis. Em particular, debateram evidências de algum arrefecimento da atividade no quarto trimestre de 2018, quando comparado ao terceiro trimestre. Considerando os choques que incidiram ao longo de 2018, concluíram que a evolução da atividade econômica tem sido consistente com o cenário básico do Copom, de recuperação gradual da economia brasileira.
Economia Monetária
Sistema de Metas
Destaques da Ata da 220ª Reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil 5 e 6 de fevereiro de 2019
C) Discussão sobre a condução da política monetária:
2. Os membros do Copom ressaltaram que uma aceleração de ritmo de retomada da economia dependerá da diminuição das incertezas em relação à aprovação e à implementação das reformas, notadamente as de natureza fiscal, e de ajustes na economia brasileira. Além disso, destacaram também a importância de outras iniciativas que visam aumento de produtividade, ganhos de eficiência, maior flexibilidade da economia e melhoria do ambiente de negócios. Esses esforços são fundamentais para a retomada da atividade econômica e da trajetória de desenvolvimento da economia brasileira.
Economia Monetária
Sistema de Metas
Destaques da Ata da 220ª Reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil 5 e 6 de fevereiro de 2019
C) Discussão sobre a condução da política monetária:
3. No que tange à conjuntura internacional, os membros do Copom ponderaram que o cenário se mantém desafiador, mas com alguma redução e alteração do perfil de riscos. Discutiram a contraposição entre diferentes cenários para a evolução da economia americana. O primeiro cenário possível, que parece ter afetado a curva de juros e o mercado acionário americano nos últimos meses de 2018, envolve risco de desaceleração econômica relevante. O segundo cenário pressupõe continuidade do vigor exibido pela economia americana. Esses dois cenários têm implicações opostas para o rumo da política monetária do Fed. Os membros do Copom concluíram que, ao menos até a definição de qual dos cenários é o mais provável, os riscos associados à normalização da política monetária nos EUA se reduziram. 
Economia Monetária
Sistema de Metas
Destaques da Ata da 220ª Reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil 5 e 6 de fevereiro de 2019
C) Discussão sobre a condução da política monetária:
3. Adicionalmente, reconheceram que, diante do arrefecimento da atividade em algumas economias relevantes,os riscos associados a uma desaceleração da economia global se intensificaram. O Comitê apontou ainda que incertezas, como por exemplo aquelas associadas à continuidade da expansão do comércio internacional e ao Brexit, podem contribuir para um menor crescimento global. Nesse contexto, voltaram a destacar a capacidade que a economia brasileira apresenta de absorver revés no cenário internacional, devido à situação robusta de seu balanço de pagamentos e ao ambiente com expectativas de inflação ancoradas e perspectiva de recuperação econômica. 
Economia Monetária
Sistema de Metas
Destaques da Ata da 220ª Reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil 5 e 6 de fevereiro de 2019
C) Discussão sobre a condução da política monetária:
4. Os membros do Comitê avaliaram que, desde sua reunião anterior, especialmente quanto ao cenário externo, houve arrefecimento dos riscos inflacionários. Entretanto, o Comitê ressaltou que os riscos altistas para a inflação permanecem relevantes e seguem com maior peso em seu balanço de riscos. Dessa forma, os membros do Copom concluíram que persiste, apesar de menos intensa, a assimetria no balanço de riscos para a inflação.
Economia Monetária
Sistema de Metas
Destaques da Ata da 220ª Reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil 5 e 6 de fevereiro de 2019
C) Discussão sobre a condução da política monetária:
5. Os membros do Copom avaliaram que a conjuntura econômica com expectativas de inflação ancoradas, medidas de inflação subjacente em níveis apropriados ou confortáveis, projeções que indicam inflação em direção às metas para 2019 e 2020 e elevado grau de ociosidade na economia prescreve política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural. Embora estimativas dessa taxa envolvam elevado grau de incerteza, os membros do Comitê manifestaram entendimento de que as atuais taxas de juros reais ex-ante têm efeito estimulativo sobre a economia.
Economia Monetária
Sistema de Metas
Destaques da Ata da 220ª Reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil 5 e 6 de fevereiro de 2019
C) Discussão sobre a condução da política monetária:
6. Os membros do Copom debateram também as condicionalidades que prescreveriam política monetária estimulativa. Todos concordaram que o grau de estímulo adequado depende das condições da conjuntura, em particular, das expectativas de inflação, da capacidade ociosa na economia, do balanço de riscos e das projeções de inflação. Em especial, a provisão de estímulo monetário requer ambiente com expectativas de inflação ancoradas. 
7. O Copom reitera sua visão de que a continuidade do processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira é essencial para a queda da sua taxa de juros estrutural, cujas estimativas serão continuamente reavaliadas pelo Comitê.
Economia Monetária
Sistema de Metas
Destaques da Ata da 220ª Reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil 5 e 6 de fevereiro de 2019
C) Discussão sobre a condução da política monetária:
8. Na sequência, os membros do Copom avaliaram a decisão de política monetária adequada, tendo em vista a evolução do cenário básico e do balanço de riscos desde sua reunião em dezembro (219ª reunião). Todos concluíram pela manutenção da taxa Selic em 6,50% a.a. 
9. Os membros do Comitê reafirmaram sua preferência por explicitar condicionalidades sobre a evolução da política monetária, o que melhor transmite a racionalidade econômica que guia suas decisões. Isso contribui para aumentar a transparência e melhorar a comunicação do Copom. Nesse contexto, voltaram a ressaltar que os próximos passos na condução da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação. 
Economia Monetária
Sistema de Metas
Destaques da Ata da 220ª Reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil 5 e 6 de fevereiro de 2019
C) Discussão sobre a condução da política monetária:
10. Todos os membros do Comitê voltaram a enfatizar que a aprovação e implementação das reformas, notadamente as de natureza fiscal, e de ajustes na economia brasileira são fundamentais para a sustentabilidade do ambiente com inflação baixa e estável, para o funcionamento pleno da política monetária e para a redução da taxa de juros estrutural da economia, com amplos benefícios para a sociedade. O Comitê ressalta ainda que a percepção de continuidade da agenda de reformas afeta as expectativas e projeções macroeconômicas correntes.
Economia Monetária
Sistema de Metas
Destaques da Ata da 220ª Reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil 5 e 6 de fevereiro de 2019
D) Decisão de política monetária:
Considerando o cenário básico, o balanço de riscos e o amplo conjunto de informações disponíveis, o Copom decidiu, por unanimidade, pela manutenção da taxa básica de juros em 6,50% a.a. O Comitê entende que essa decisão reflete seu cenário básico e balanço de riscos para a inflação prospectiva e é compatível com a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante para a condução da política monetária, que inclui o ano-calendário de 2019 e, com peso menor e gradualmente crescente, de 2020. 
 Na avaliação do Copom, a evolução do cenário básico e do balanço de riscos prescreve manutenção da taxa Selic no nível vigente. O Copom ressalta que os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação.
Economia Monetária
Sistema de Metas
Política Monetária
 
 A política monetária pode ser definida como o controle da oferta de moeda (quantidade de dinheiro), das taxas de juros e do crédito, em geral, que garantem a liquidez ideal para a economia.
 A política monetária, restritiva ou expansionista, através das alterações provocadas na taxa de juros produz efeitos sobre:
I. o nível de preços (a inflação);
II. o nível de produção e emprego da economia;
III. o fluxo de capitais estrangeiros (o balanço de pagamentos).
 
 
Economia Monetária
Instrumentos de Política Monetária
Política Monetária
 
 O Banco Central exerce o controle da oferta de moeda, basicamente, por meio dos seguintes instrumentos:
depósitos compulsórios;
II. redesconto ou empréstimo de liquidez;
III. mercado aberto (open market);
IV. controle e contingenciamento do crédito.
Economia Monetária
Instrumentos de Política Monetária
Política Monetária
 Contração Monetária:
 
Aumento do percentual de recolhimento compulsório sobre depósitos à vista e a prazo.
Aumento do custo das operações de socorro de liquidez.
O Governo vende títulos públicos.
Expansão Monetária:
Redução do percentual de recolhimento compulsório sobre depósitos à vista e a prazo.
Redução do custo das operações de socorro de liquidez.
O Governo compra títulos públicos.
Economia Monetária
Instrumentos de Política Monetária
Os instrumentos clássicos de política monetária são: Recolhimento compulsório, redesconto e mercado aberto.
Recolhimento Compulsório: Esse instrumento consiste em recolher (depositar) no Banco Central uma parcela do dinheiro depositado nos bancos comerciais, assim o Banco Central controla o nível de reservas dos bancos comerciais. Tal instrumento interfere diretamente no multiplicador monetário. 
Economia Monetária
Instrumentos de Política Monetária
Economia Monetária
Instrumentos de Política Monetária
Atualmente, os percentuais de recolhimento de acordo com os principais tipos de depósito ou aplicação são os seguintes: 
depósitos à vista – 40% 
depósitos a prazo – 34% 
depósitos de poupança – 30%. 
Para cumprimento da exigibilidade de depósitos à vista, são considerados o saldo diário mantido na conta Reservas Bancárias ea média das disponibilidades registradas, no período de cálculo, para a rubrica Caixa (o dinheiro que as instituições mantêm em caixas eletrônico, por exemplo).
(Bacen, online)
Economia Monetária
Instrumentos de Política Monetária
No passado, esse instrumento era considerado um mecanismo auxiliar de seletividade de crédito. O BACEN permitia aos bancos que deduzissem da parcela dos depósitos à vista destinados ao compulsório, um percentual que poderia ser repassado como crédito para pequenas e médias empresas, setor rural, etc. 
Com a estabilização promovida pelo Plano Real, o percentual de depósitos à vista na economia brasileira aumentou, o que ampliou a utilização desse instrumento pelo Bacen. 
Economia Monetária
Instrumentos de Política Monetária
Redesconto: São empréstimos concedidos do Banco Central para os bancos comerciais, quando esses possuem problemas de liquidez. Assim como o Recolhimento Compulsório, o Redesconto interfere diretamente na expansão dos meios de pagamentos. 
A atuação do Redesconto como instrumento de Política Monetária se dá com a determinação da taxa de juros da operação, limitação quantitativa dos empréstimos, fixação de prazos para a operação e no controle de frequência de utilização do empréstimo.
O redesconto pode ocorrer nas seguintes modalidades: intradia, de até um dia útil, de até 15 dias úteis e de até noventa dias corridos.
Economia Monetária
Instrumentos de Política Monetária
Mercado Aberto: Esse instrumento consiste na compra e venda de títulos federais pelo Banco Central. Quando o Banco Central compra os títulos em poder do público, ocorre um aumento na quantidade de moeda disponível na economia. Ocorre o contrário quando o Banco Central vende os títulos. 
Economia Monetária
Instrumentos de Política Monetária
Por meio das operações compromissadas, o Banco Central usa o estoque de títulos públicos em sua carteira para regular a política monetária. 
Quando o Copom aumenta os juros básicos da economia, o BC vende títulos para retirar parte do dinheiro em circulação, encarecendo o crédito e segurando os preços. 
Quando a taxa Selic é reduzida, o BC compra os papéis compromissados e injeta dinheiro no mercado.
Economia Monetária
Instrumentos de Política Monetária
Economia Monetária
Instrumentos de Política Monetária
Quando o Bacen compra títulos, aumentando as disponibilidades monetárias da economia, trata-se de uma operação de mercado aberto
Quando o setor privado compra títulos, as duas situações estão sendo efetuadas, a contração monetária e suprimento do tesouro, ou seja, uma operação de dívida pública. 
Economia Monetária
Operação de dívida pública x Mercado Aberto
Como vimos anteriormente, a política monetária visa estabilização econômica, controlando a quantidade de moeda na economia. Essa política pode se apresentar de forma expansionista (elevação do crescimento dos meios de pagamentos) ou contracionista (redução do crescimento dos meios de pagamentos).
De que forma os instrumentos de política monetária são usados para esses fins?
 
Economia Monetária
Instrumentos de Política Monetária
Economia Monetária
De acordo com as funções da moeda, explique qual função da moeda é prejudicada pelo processo inflacionário. 
Diferencie moeda de quase moeda. 
O Papel-Moeda em Poder do Público considera o que está depositado em conta corrente nos caixas dos bancos comerciais. Verdadeiro ou Falso?
Como se dá o processo de criação de Meios de Pagamentos? O depósito de dinheiro à prazo é um processo que cria Meios de Pagamentos?
Cite duas atividades geradoras de Meios de Pagamentos.
Em momentos inflacionários, como se dá a relação dos agentes econômicos quanto a utilização dos agregados monetários M1 e M4?
Exercícios:
Economia Monetária
Explique o que é e qual a importância da Programação Monetária?
Explique o que é e como as operações com o setor externo, Tesouro Nacional, Títulos Públicos Federais e redesconto podem provocar uma expansão da base monetária. 
A base monetária ampliada, criada a partir de 1994, adiciona quais elementos à base monetária restrita? 
 Como o Banco Central pode alterar a capacidade do multiplicador monetário (bancário)? 
Para condução da sua Política Monetária, qual mecanismo foi criado em 1999? Qual o seu objetivo? Qual o principal instrumento atrelado a esse mecanismo?
Exercícios:
Economia Monetária
12. Defina os três instrumentos clássicos de Política Monetária.
13. Defina Política Monetária expansionista e Política Monetária Contracionista.
14. Como os instrumentos de Política Monetária podem ser usados para expandir ou contrair os meios de pagamentos. 
Exercícios:
UNIDADE III
DEMANDA MONETÁRIA
Economia Monetária
Até agora vimos uma abordagem que enfoca teorias e instrumentos institucionais que dizem respeito à oferta de moeda, assim como a possibilidade de controlá-la por meio de instrumentos de política monetária. 
Agora, focaremos a análise em um conjunto de teorias que procuram explicar a demanda por moeda ou por ativos financeiros. É a certeza desse procedimento que possibilita a autoridade monetária a controlar a circulação desses ativos. 
Economia Monetária
Demanda por Moeda
As teorias de demanda por moeda serão analisadas sob as seguintes óticas:
Clássicos: Segundo os clássicos, a quantidade de moeda em circulação é responsável por determinar o nível de preços da economia.
Keynes: Umas das suas principais contribuições é a análise dos juros, que faz com que os agentes econômicos queiram reter moeda em mãos ou comprar algum ativo financeiro.
Monetaristas: Segundo Friedman, a taxa de juros não é tão relevante, tendo o nível de renda como principal fator para a demanda por moeda.
Economia Monetária
Demanda por Moeda
Revisando a Teoria Clássica e Keynesiana
Teoria Clássica
O Mercado é auto ajustável
Para que isso fosse viável, deveria existir flexibilidade de preços e salários. 
Dessa forma, o mercado de bens e serviços e o mercado de trabalho (de fatores), estariam sempre em equilíbrio. 
Para os clássicos, a economia está sempre em equilíbrio e no pleno emprego. 
A Oferta Agregada gera a Demanda Agregada: A Lei de Say
Economia Monetária
A Economia Clássica: Hipóteses 
Segundo a Lei de Say, toda a renda criada no processo de produção seria gasta, de forma a adquirir toda a produção. Ou seja, segundo a Lei de Say, não haveria uma situação de insuficiência generalizada de demanda. 
Para que isso ocorra, só se demandaria moeda pelo motivo transação, ou seja, toda a renda ganha pelas pessoas seria utilizada para comprar bens e serviços. Ninguém demandaria moeda para especular, por exemplo. 
. 
Economia Monetária
A Economia Clássica: Hipóteses 
A única variável determinada pela demanda é o nível de preços.
A política monetária afeta apenas o lado monetário, sem ter qualquer impacto sobre as variáveis reais da economia (hipótese da neutralidade monetária).
Economia Monetária
A Economia Clássica: Hipóteses 
Em contraponto à Teoria Clássica, surge a Teoria Keynesiana. Caracteriza por preocupar-se mais com políticas de estabilização da economia a curto prazo, principalmente com a questão do desemprego, que era o problema principal nos anos 30, quando foi escrita a Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda de Keynes (fevereiro de 1936, data da primeira publicação).
Economia Monetária
A Teoria Keynesiana: Hipóteses 
Equilíbrio com desemprego de recursos produtivos
O modelo supõe que a economia pode estar em equilíbrio mesmo com recursos produtivos desempregados, ou seja, mesmo sem estar produzindo em máxima capacidade produtiva.
Isso pode ocorrer porque a demanda pode estar completamente atendida, mesmo a economia produzindo em capacidade ociosa. 
Economia Monetária
A Teoria Keynesiana: Hipóteses 
Equilíbrio com desemprego de recursos produtivos
Uma das consequências da economia operar em desempregoé o nível geral de preços constante. Como existem recursos produtivos desempregados, uma expansão do nível de demanda agregada não irá gerar aumento de preços.
Economia Monetária
A Teoria Keynesiana: Hipóteses 
Economia Monetária
A Teoria Keynesiana: Hipóteses 
Curto Prazo
Supõe-se que o estoque de fatores de produção (mão de obra, capital e tecnologia) não se altera no curto prazo, são fixas, apenas modifica-se o grau de utilização desse estoque. 
Por exemplo, pode existir um "estoque" de 50 milhões de trabalhadores, mas 10% não estão empregados. O objetivo fundamental da política macroeconômica é a criação de empregos para esses 10%, a curto prazo.
Economia Monetária
A Teoria Keynesiana: Hipóteses 
A curva de oferta agregada é fixa 
A oferta agregada varia em função da disponibilidade de fatores de produção (mão de obra, estoque de capital e nível de tecnologia). Como esses fatores são fixos no curto prazo, a oferta agregada também será. 
Economia Monetária
A Teoria Keynesiana: Hipóteses 
No gráfico, de y0 para y1, a curva de OA permanece fixa,
embora a quantidade produzida (o nível de renda) varie, devido à maior utilização do estoque de fatores de produção; ou seja, não há deslocamento da curva, mas movimentos ao longo da curva de OA..
Economia Monetária
A Teoria Keynesiana: Hipóteses 
No curto prazo, apenas a demanda agregada provoca variações no nível de equilíbrio da renda nacional
Essa é o Princípio da Demanda Efetiva. Como sabemos, no curto prazo a oferta agregada é fixa, ela não se altera devido a limitação dos recursos. Assim, no curto prazo qualquer alteração do emprego ou produto, será gerado por variações da demanda agregada. Esse princípio contradiz a Lei de Say. 
Economia Monetária
Para Keynes, a moeda além de ser um intermediário de troca e uma reserva de valor, era também uma forma de riqueza, cujo retorno vinha na forma do que ele denominou de “prêmio de liquidez”.
Como a moeda representa um ativo com a maior liquidez na economia, sua posse representa incertezas dos indivíduos quanto ao futuro. Quanto maior a imprevisibilidade quanto ao futuro, mais os indivíduos retém moeda. 
Economia Monetária
A Teoria de Keynes: Preferência pela Liquidez
Economia Monetária
A Teoria de Keynes
A ideia básica por trás da teoria da demanda por moeda de Keynes, trata-se da decisão sobre qual forma em que se irá manter uma dada quantidade de riqueza.
Duas opções são possíveis: dinheiro (liquidez imediata) ou consols*
Ativos alternativos à moeda na época de Keynes, basicamente títulos financeiros que relacionavam-se com a taxa de juros. 
Economia Monetária
A Teoria de Keynes: Preferência pela Liquidez
No entanto, Keynes além de considerar a demanda por moeda por motivos de transação e precaução, ele destaca em sua teoria a taxa de juros. Com isso, surge mais um motivo de demanda por moeda, a especulativa. Esse último variando inversamente à taxa de juros. 
Os dois primeiros variam positivamente em função da renda. 
Segundo Keynes, a taxa de juros é responsável pelo nível da preferência pela liquidez em uma economia. Ela é um “prêmio” por abrir mão da riqueza em forma monetária, é a recompensa por não entesourar.
“a taxa de juros é o que se ganha não porque se poupa, mas porque se aplica esta poupança em outros ativos que não a moeda”
Economia Monetária
A Teoria de Keynes
“O ponto fundamental para Keynes, na verdade, era mostrar que a decisão de produzir e empregar numa economia monetária está sempre subordinada a uma avaliação por parte dos capitalistas sobre como aplicar sua riqueza em um ambiente de incerteza, no qual a moeda é um ativo que pode ser desejado enquanto tal.”
Valente, 2007.
Economia Monetária
A Teoria de Keynes
O motivo transação refere-se à decisão de guardar moeda para transações em decorrência da defasagem de tempo que existe entre os recebimentos e pagamentos efetuados. 
Ou seja, os indivíduos guardam dinheiro, demandam moeda para garantir as transações durante um intervalo de recebimento. 
Keynes enumera alguns fatores que podem influenciar no consumo, que são:
Variações no salário
Renda pessoal disponível
Variações no gasto do governo
Modificações na expectativa de renda futura
Economia Monetária
Motivo Transação
Economia Monetária
Motivo Transação - Gráfico
No gráfico A, a demanda por moeda é uma reta crescente. Quanto maior a renda, maior será a demanda por moeda. Já o gráfico B, mostra que a demanda por moeda é inelástica à taxa de juros. Independentemente da oscilação nos juros, a demanda por transação não será alterada. 
Parcela destinada a pagamentos considerados inesperados, como desemprego ou doenças, por exemplo. A incerteza sobre acontecimentos futuros levam indivíduos a reterem parte da sua renda com pagamentos extraordinários. 
Economia Monetária
Motivo Precaucional
Economia Monetária
Motivo Precaucional - Gráfico
Assim como na demanda por transação, a demanda por precaução também é representada por uma reta crescente. Quanto maior a renda, maior será a demanda por moeda. Já o gráfico B, mostra que a demanda por moeda para precaução é inelástica à taxa de juros. Independentemente da oscilação nos juros, a demanda por precaução não será alterada. 
Dp = f(Y)
Dp = f(Y)
Dp
Dp
Dp
Quanto ao motivo especulação, trata-se do diferencial da teoria de Keynes. Para ele, a demanda especulativa é resultado da expectativa dos indivíduos de que os preços dos títulos baixem e a taxa de juros se eleve. 
Na inexistência de uma remuneração satisfatória, os indivíduos preferem utilizar o dinheiro em outras atividades, que não sejam o mercado de capitais. 
Economia Monetária
Motivo Especulativo
O gráfico representa a demanda por moeda por motivo de especulação, em função da taxa de juros (r). Se a taxa de juros aumentar, a retenção de moeda diminui, pois os agentes irão preferir a rentabilidade dos títulos. Caso contrário, os agentes preferem ter a
moeda em mãos, já que os títulos não trazem os retornos desejados. 
Economia Monetária
Motivo Especulativo
Posteriormente, Keynes adicionou à sua teoria mais um motivo de demanda por moeda, o motivo financeiro.
Esse motivo está relacionado à necessidade de realização de desembolsos volumosos e não rotineiros (embora planejados), como a compra de bens de capital. 
Tal demanda pode ser atendida por acumulação interna de lucros ou por empréstimos bancários. 
Economia Monetária
Motivo Financeiro
Em seus estudos, Keynes verificou a existência de um problema, a Armadilha de Liquidez. A hipótese é que em um determinado contexto a taxa de juros pode se tornar tão baixa que os agentes preferem reter moeda em mãos, na expectativa de aumento da taxa de juros. Haverá uma forte demanda por moeda por motivo especulativo. Quando isso ocorrer, a política monetária tornar-se completamente ineficaz. No gráfico, esse momento é sinalizado por r’. 
Economia Monetária
Armadilha de Liquidez
A partir desses três motivos (transacionais, especulativo e precaução), Keynes formulou a sua função de demanda por moeda, que é dada por:
L = Lt,p (Y) + Le (r) 
Economia Monetária
Demanda por moeda
Nesse modelo, a oferta de moeda é considerada exógena, ou seja, é determinada pela autoridade monetária. 
Economia Monetária
Equilíbrio do mercado monetário
A Teoria Quantitativa da Moeda (TQM) começou a ser desenvolvida pelos economistas clássicos ainda no século XVIII, mas sua versão mais popular veio a público somente em 1911, por meio do economista americano Irving Fisher (1867-1947), em seu livro “O poder de compra do dinheiro.
De acordo com Villa (2016, apud Lopes e Rossetti, 1996), os economistas clássicos que desenvolveram a TQM almejavam descobrir as razões que levavam as pessoas a reterem moeda. Para tanto, inferiram duas razões para explicar tal comportamento: transações de bens e serviços e a necessidade de reter saldos monetários para imprevisibilidadesde gastos. 
Economia Monetária
A Teoria Quantitativa da Moeda
MV = PT
A TQM é considerada uma equação de equilíbrio entre o lado monetário e real da economia.
M = oferta de moeda;
V = velocidade de circulação da moeda;
T = Quantidade de transações físicas de bens e serviços;
P = Preços correspondentes de bens e serviços.
Economia Monetária
A Teoria Quantitativa da Moeda: Versão de transações
Posteriormente, para lidar com problemas conceituais e estatísticos envolvidos na determinação do nível de preços e das quantidades transacionadas, substitui-se o volume total de transações reais (T) na economia pelo Produto Real (Y) e o nível de preços da economia. 
Dessa forma, a equação fica: 
MV = PY. 
Onde:
M = oferta de moeda;
V = velocidade renda da moeda;
Y = Produto real;
P = nível de preços.
Economia Monetária
A Teoria Quantitativa da Moeda
A TQM considera que no Longo prazo Y (produto real) seja determinado ao nível de sua plena capacidade. Com base na Lei de Say, toda produção gera o seu poder de compra correspondente, logo Y estará no nível de pleno emprego no longo prazo. 
A velocidade de circulação da Moeda é considerada constante pelos clássicos, pois dependerá de modificação de hábitos da sociedade.
Logo, qualquer alteração na quantidade de moeda em circulação, resultará em um aumento de preços. 
Economia Monetária
A Teoria Quantitativa da Moeda: Hipóteses
Ilustrando a relação entre oferta monetária e nível de preços: suponha um país em que a expansão da oferta monetária está prevista em 20% e o produto real deverá crescer 5%. Determine qual será a variação de preços sabendo que durante o período a velocidade-renda da moeda permanecerá constante.
Resposta = 14,29%
Economia Monetária
A Teoria Quantitativa da Moeda
A TQM estabelece que:
Preços variam com a quantidade de moeda em circulação, enquanto que a velocidade de circulação da moeda e o volume de produto não se alteram;
Mudanças na quantidade de moeda em circulação não geram efeito em variáveis reais, e sim efeito proporcional sobre os preços;
O valor da moeda, ou seu poder de compra, varia inversamente com o nível de preços. 
Economia Monetária
A Teoria Quantitativa da Moeda
Os economistas de Cambridge consideraram que a moeda tem duas propriedades importantes, que levam os indivíduos a demandá-la. Em primeiro lugar, a moeda serve como meio de trocas, que os indivíduos usam para efetuar transações (TQM clássica). Esta parte da demanda por moeda é proporcional à renda. 
Em segundo lugar, a moeda também pode servir como estoque de riqueza, ou seja, quanto maior fosse a riqueza dos indivíduos, maior seria o seu estoque de moeda. A razão do estoque de moeda em relação à renda é chamado de K. 
Economia Monetária
A Teoria Quantitativa da Moeda: Versão dos Saldos Monetários de Cambridge
No entanto, a diferença entre as versões anteriores e a de Cambridge é apenas metodológica. Pois, a versão de Cambridge também parte da Lei de Say, onde Y e K são constantes.
Dessa forma, a relação proporcional entre a oferta de moeda e o nível de preços é mantida.
M = KPy
Onde: 
M= Quantidade de moeda desejada
K = Razão do estoque de moeda em relação à renda nominal
Economia Monetária
A Teoria Quantitativa da Moeda: Versão dos Saldos Monetários de Cambridge
Para haver equilíbrio no mercado monetário, Ms (Quantidade ofertada de moeda) deve ser igual a Md (Quantidade demandada). 
Md = Ms
Economia Monetária
A Teoria Quantitativa da Moeda: Versão dos Saldos Monetários de Cambridge
Mesmo bastante simples, a TQM é aceita como explicativa do fenômeno inflacionário. Onde, um excesso de oferta monetária que provoca uma elevação na demanda agregada não correspondida, na mesma proporção, pela atividade produtiva. 
No entanto, existem oposições à essa teoria. A inflação pode ser gerada não só pelo aumento da oferta monetária, mas por pressões salariais, safras pequenas, aumento de preços dos serviços públicos, etc. 
Economia Monetária
A Teoria Quantitativa da Moeda
Efeitos de uma expansão monetária:
Aumento da demanda interna de bens e serviços;
Diminuição das taxas de juros;
Aumento do produto real, pela maior demanda interna;
Aumento das importações;
Aumento dos preços;
Efeitos de uma contração monetária:
Aumento dos juros;
Possibilidade de redução do ritmo de crescimento da atividade econômica;
Redução na taxa de inflação.
Economia Monetária
A Teoria Quantitativa da Moeda
“A inflação é sempre e em qualquer lugar um fenômeno de natureza puramente monetária”.
Milton Friedman 
O chamado monetarismo, liderado por Milton Friedman, surgiu nos anos 1950 como base teórica de oposição ao keynesianismo. 
Para os monetaristas, a Política monetária que havia sido deixada de lado pelo Keynesianos, exercia papel central na economia. 
Economia Monetária
O Monetarismo
Para os defensores dessa teoria, a oferta monetária era considerada o principal indutor de crescimento econômico. Isso, porque à medida que ela aumenta, as famílias demandam mais, as empresas produzem mais e, dessa forma, novos empregos são gerados. 
Consideravam também que o desemprego em determinado nível era algo natural na economia. Dessa forma, as políticas monetárias deveriam ser postas em ação visando buscar uma situação de baixo desemprego e inflação aceitável.
Economia Monetária
O Monetarismo
Muito do que se faz hoje quanto à estabilidade macroeconômica, vem dessa teoria. No entanto, é necessário extrema cautela na sua utilização da política monetária. 
Políticas Expansionistas
Políticas Contracionistas
Economia Monetária
O Monetarismo
Quanto à teoria por demanda de moeda, o principal foco era revigorar a Teoria Quantitativa da Moeda (TQM). 
Inicialmente havia a crítica à TQM, por essa tratar-se apenas de uma equação de trocas. No entanto, a ideia básica proposta na TQM, de que a inflação é função do estoque de moeda agradava aos Monetaristas, já que proposição de que a inflação é um fenômeno monetário, podem ser observadas por meio dela.
Entretanto, os monetaristas sustentam que a TQM deve ser interpretada como uma teoria de demanda por moeda. 
Economia Monetária
O Monetarismo
Os monetaristas consideram a TQM na seguinte ótica:
MV=PY (ou Md = kPy, considerando a TQM de Cambridge)
Diferentemente dos clássicos, no lugar de considerar V (ou k) como sendo essencialmente fixa, os monetaristas assumem V como função estável de um número restrito de variáveis econômicas. Ou seja, a velocidade de utilização da moeda pode variar, de acordo com a demanda por moeda, que será determinada por alguns fatores.
 
Economia Monetária
O Monetarismo
A demanda por moeda dos monetaristas pode ser descrita da seguinte forma: 
M = f(Y,rm, rb, re, 1. Dp)
 p. Dt
M = Qtde demandada de moeda;
Y = Renda
Rb = taxa de retorno de ativos de renda fixa;
Re = taxa de retorno de ativos de renda variável;
Taxa esperada de inflação
 
Economia Monetária
O Monetarismo
O pressuposto básico é que, ao manter saldos monetários, o indivíduo perde um rendimento que poderia obter com outro ativo que poderia gerar determinada renda. 
Como por exemplo, quando o retorno de outros ativos, tais como a taxa esperada de retorno dos títulos em renda fixa e renda variável aumenta, a demanda por moeda tende a cair. 
Outra questão a ser levantada é a taxa esperada de inflação. Toda vez que a inflação esperada for positiva, o valor dos saldos monetários diminui. 
Economia Monetária
O Monetarismo
Logo, a relação existente entre as taxas de retorno dos ativos financeiros de renda fixa, variável e da taxa esperada de inflação em relação à demanda por moeda é inversa. 
Economia Monetária
O Monetarismo
O modelo gráfico de Wicksell explica o processo inflacionário pelo excesso de demanda global por recursos financeiros. 
É um modelo que explica o elo existente entre o setor real e o monetário,tendo a taxa de juros como elemento principal. 
* Knut Wicksell foi um economista sueco (20 de dezembro de 1851 a 03 de maio de 1926).
Economia Monetária
O Mecanismo Cumulativo de Wicksell*
Diferente da TQM, o modelo de Wicksell explica a inflação por um excesso da demanda global que gera desvios na taxa de juros de equilíbrio, não pelo aumento na oferta de moeda. 
Segundo Wicksell, existem duas taxas de juros, uma natural e uma taxa de juros. A taxa de juros natural é a que gera um equilíbrio na economia. 
Economia Monetária
O Mecanismo Cumulativo de Wicksell
A taxa de juros natural é aquela que iguala poupança e investimento. Uma taxa de juros que irá satisfazer tanto poupadores quanto investidores. No mercado monetário, os poupadores estão ofertando recursos na mesma proporção que as empresas estão dispostas a captar. 
Sendo assim, os bancos não precisarão suprir o mercado de empréstimos.
Economia Monetária
O Mecanismo Cumulativo de Wicksell
Trata-se de um modelo clássico: 
Não há riscos e existe apenas uma taxa de juros;
Qualquer empresa pode pegar emprestado a quantia que desejar, desde que se disponha a pagar a taxa de juros vigente;
Todas as poupanças são aplicadas em títulos;
Não há entesouramento.
Economia Monetária
Hipóteses do modelo
Poupança e investimento são funções da taxa de juros. 
Poupança: Quanto maior for a taxa de juros, maior será a disposição a sacrificar o consumo presente e poupar o recurso para consumir no futuro. 
Investimento: O investimento é função decrescente da taxa de juros. Em caso de aumento da taxa de juros o investimento cairá. Quanto menor for a taxa de juros, maior será o investimento. 
Economia Monetária
Hipóteses do modelo
Taxa de juros de equilíbrio: Nesse patamar os bancos não precisam contrair ou expandir seus empréstimos, pois os recursos disponíveis no mercado de capitais são suficientes para manter o mercado em equilíbrio. Isso significa dizer que no mercado monetário, os poupadores estão ofertando recursos na mesma proporção que as empresas estão dispostas a captar. 
 
Economia Monetária
Hipóteses do modelo
Em r1, o desejo de investir é maior que o desejo de poupar. Com juros menores, as empresas pretendem investir mais, o que força os bancos a aumentarem seus empréstimos para complementar os investimentos. Essa expansão de empréstimos provoca um desequilíbrio no mercado de bens e serviços e no monetário.
Economia Monetária
Hipóteses do modelo
r0
r2
r1
No lado monetário, os poupadores não sentem-se atraídos por a ofertar sua poupança por uma taxa de juros inferior ao equilíbrio. 
Com o aumento dos investimentos, poderá acontecer uma expansão do produto real, por meio de um aumento na demanda por bens e serviços, gerando um aumento do nível de preços à medida que for atingido o pleno emprego. 
Economia Monetária
Hipóteses do modelo
Já em r2, a poupança torna-se maior do que a demanda por investimento. Dessa forma, gera-se uma contração dos meios de pagamentos, provocando uma queda na demanda global que tem como consequência uma queda nos preços. 
Economia Monetária
Hipóteses do modelo
Apesar de simples, a teoria de Wicksell ajuda a entender o comportamento dos agentes e o efeito de controle monetário por meio da taxa de juros, que é o preço do dinheiro no mercado financeiro. 
Economia Monetária
O Mecanismo Cumulativo de Wicksell
Hoje, a taxa de juros constitui-se no mais importante instrumento de política monetária à disposição do Banco Central, pois permite pela sua manipulação afetar o nível de atividade econômica e de preços.
Princípios básicos que determinam a taxa de juros: 
Expectativa inflacionária;
A expansão monetária;
A elevação das despesas públicas;
Variações na taxa de juros internacional. 
Economia Monetária
A importância da Taxa de Juros
No Brasil, o controle do processo inflacionário é o principal objetivo da política monetária, o que gerou em nosso país uma estratégia de política monetária que que busca antecipar-se a quaisquer pressões inflacionárias futuras. 
Dada a sua importância, a política de juros propaga-se na economia. Entre os principais canais de propagação, estão: 
Canal de transmissão por intermédio das taxas de juros;
Canal de transmissão da política monetária por meio da taxa de câmbio;
Canal de transmissão por intermédio das expectativas futuras;
Economia Monetária
Canais de transmissão da Política Monetária
 > Nos últimos 40 anos, nas economias centrais, as taxas de juros caíram de aproximadamente 4% ao ano para 0,5% -1%.
> Essa queda ocorreu ao mesmo tempo em que a dívida pública cresceu muito e houve elevação, em razão do envelhecimento, do gasto público com saúde e aposentadoria.
> O trabalho calcula que somente esses fatores causaram uma pressão de elevação da taxa de juros de equilíbrio nas economias centrais de 4 pp (pontos percentuais). Assim, dado que, no período, os juros caíram 3 pp, algo pressionou para baixo as taxas de juros em 7 pp. Diversos fatores associados ao setor privado produziram essa pressão para baixo de 7 pp. O trabalho encontra 6 pp desses 7 pp. No final, elabora sobre os fatores que faltam para chegar aos 7 pp.
 
Economia Monetária
QUEDA DAS TAXAS DE JUROS NAS ECONOMIAS CENTRAIS
+ Por Samuel Pessôa baseado no trabalho dos economistas Lukasz Rachel e Lawrence Summers
 > Os seguintes fatores foram identificados para a redução dos juros:
1) a queda da taxa de crescimento da renda, fruto da diminuição da taxa de aumento da produtividade do trabalho, reduz a demanda por crédito, dado que o futuro não será tão melhor do que o presente;
2) a queda da taxa de crescimento populacional reduz a demanda por investimento, dado que a base produtiva e a infraestrutura requeridas serão menores;
3) a maior expectativa de vida estimula a poupança de acordo com a projeção de viver mais tempo sem capacidade de geração de renda;
4) o aumento da desigualdade eleva a poupança, pois a renda dos mais ricos, que consomem proporcionalmente menos, aumenta mais do que a dos mais pobres.
 
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QUEDA DAS TAXAS DE JUROS NAS ECONOMIAS CENTRAIS
+ Por Samuel Pessôa baseado no trabalho dos economistas Lukasz Rachel e Lawrence Summers
Esses quatro fatores explicam, segundo as simulações, uma queda de 6 pp nos juros. Dois fatores, que não foram considerados, devem responder pelo 1 pp restante.
Primeiro, o menor requerimento de poupança para gerar uma unidade de investimento (pense na baixa intensidade de capital que uma empresa como o Google tem em comparação à GE, por exemplo) das novas tecnologias;
E, segundo, a maior demanda por ativos que sejam portos seguros, como é o caso dos títulos do Tesouro americano, com o crescimento dos países do Leste da Ásia, incluindo a China continental.
 
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QUEDA DAS TAXAS DE JUROS NAS ECONOMIAS CENTRAIS
+ Por Samuel Pessôa baseado no trabalho dos economistas Lukasz Rachel e Lawrence Summers
Duas conclusões podem ser tiradas do trabalho. A primeira é que o modelo tradicional de formação da taxa de juros - como um processo de escolha ao longo do tempo (ou intertemporal) - consegue explicar perfeitamente o fenômeno da queda da taxa de juros.
Em segundo lugar, a ação do setor público somente não produziu forte elevação das taxas de juros porque outras dinâmicas, relacionadas ao setor privado e às famílias, jogaram fortemente na direção contrária.
Vale lembrar que o crescimento do endividamento nos países centrais tem ocorrido conjuntamente à forte tendência de estabilidade da inflação.
Para os que acham que esse fenômeno também ocorre por aqui, recomendo olhar o processo crônico inflacionário no qual a Argentina se meteu. É o que deveria bastar para nos convencer de que a realidade no nosso caso é bem diferente.
 
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QUEDA DAS TAXAS DE JUROS NAS ECONOMIAS CENTRAIS
+ Por Samuel Pessôa baseado no trabalhodos economistas Lukasz Rachel e Lawrence Summers
 
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HIPÓTESE NEOFISHERIANA
+ Com base no artigo Juros e Conservadorismo Intelectual do economista André Lara Resende
Taxas de juros invariavelmente elevadas no Brasil.
Como explicar taxas de juros tão altas (de dois dígitos) em anos de recessão como em 2015 e 2016 X Taxas de juros excepcionalmente baixas no mundo (cerca de uma década nos EUA e na Europa e três décadas no Japão, taxas ao redor de zero ou mesmo negativas).
A taxa Selic é o principal instrumento de política monetária.
O debate entre monetaristas e keynesianos deu lugar a um consenso pós-keynesiano: os instrumentos usados pelos Bancos Centrais não são os agregados monetários, mas sim a taxa de juros (regime de metas para a inflação).
TQM: a quantidade de moeda determina o nível de preços é a hipótese dominante na macroeconomia. (Tese bullionista).
 
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HIPÓTESE NEOFISHERIANA
+ Com base no artigo Juros e Conservadorismo Intelectual do economista André Lara Resende
Relação causal inversa: os preços determinam a quantidade de moeda? (Tese anti-bullionista).
Os modelos neokeynesianos, com expectativas racionais, na fronteira teórica, deixam a moeda de lado e focam exclusivamente na taxa de juros como instrumento de controle da inflação.
De acordo com o autor, a experiência revolucionária dos Bancos Centrais do mundo desenvolvido, desde a crise financeira de 2008, revela que os modelos macroeconômicos que adotam alguma versão da TQM estão equivocados. O FED multiplicou espetacularmente a base monetária por 60, em cerca de dez, anos e a inflação não explodiu.
O mesmo aconteceu no Japão, na Inglaterra e na zona do euro e a inflação manteve-se excepcionalmente baixa e ainda menos volátil do que no passado.
 
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HIPÓTESE NEOFISHERIANA
+ Com base no artigo Juros e Conservadorismo Intelectual do economista André Lara Resende
Nas ciências sociais, o teste empírico de hipóteses teóricas é mais complicado do que nas ciências exatas. Todavia o chamado Quantitative Easing (QE), observado nos países desenvolvidos nos anos recentes, replica o que seria uma experiência de laboratório para observar o efeito sobre os preços de um extraordinário aumento da quantidade de moeda.
E a resposta contradiz frontalmente o que sustenta a teoria monetária quantitativista e a macroeconomia ensinada: nada acontece. A inflação não explode.
Com base em estudos empíricos, a regra de Taylor advoga que o Banco Central deve elevar a taxa de juros num percentual maior do que o aumento da inflação. Caso contrário, a autoridade monetária não será capaz de fazer a inflação convergir para a meta.
 
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HIPÓTESE NEOFISHERIANA
+ Com base no artigo Juros e Conservadorismo Intelectual do economista André Lara Resende
O modelos teóricos que contradizem o sistema de metas (neokeynesiano mais recente, na sua versão neo-fisheriana, utilizado na fronteira acadêmica) preveem que no longo prazo a relação entre a taxa de juros e a inflação é inversa: quando o Banco Central eleva a taxa de juros, a inflação não cai, mas aumenta; e quando o Banco Central reduz a taxa de juros, a inflação não sobe, mas ao contrário, cai.
John H. Cochane, ex-professor de Chicago e atualmente em Stanford, em artigo recente conclui que o longo período de baixa inflação com taxas nominais de juros próximas de zero sugere que a teoria monetária está errada: taxas de juros nominais mails altas, no longo prazo, resultam em inflação mais alta!
 
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HIPÓTESE NEOFISHERIANA
+ Com base no artigo Juros e Conservadorismo Intelectual do economista André Lara Resende
A inversão de sinal do impacto dos juros sobre a inflação é essencialmente resultado das expectativas racionais. Das expectativas racionais que não olham para trás, para o passado, como é o caso das expectativas adaptativas, mas sim para frente, para o futuro.
O resultado é tão surpreendente quanto controvertido, pois há forte evidência de que, no curto prazo, juros mais altos reduzem a inflação.
É preciso, portanto, compreender como é possível que a alta dos juros, no curto prazo, reduza mas no longo prazo aumente a inflação.
A hipótese capaz explicar a tradicional relação inversa entre juro e a inflação, no curto prazo, é a chamada Teoria Fiscal do Nível de Preços (TFNP).
 
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HIPÓTESE NEOFISHERIANA
+ Com base no artigo Juros e Conservadorismo Intelectual do economista André Lara Resende
A TFNP sustenta que em última instância o que ancora as expectativas e determina a taxa de inflação é a Política Fiscal. O principal nome associado a TFNP é Christopher Sims, professor em Princeton e premiado com o Nobel de Economia de 2011.
É, portanto, a política fiscal, o equilíbrio sustentável de longo prazo da dívida pública, que em última instância determina a taxa de inflação.
Ao combinar TFNP com o modelo keynesiano de expectativas racionais é possível explicar que um aumento do juro reduza a inflação no curto prazo, ainda que aumente a inflação no longo prazo.
A teoria monetária dominante nunca conseguiu dar soluções para as altas taxas de inflação crônica. Sua prescrição – controlar a expansão da moeda e contrair liquidez – só provocou crises bancárias e recessões.
 
Economia Monetária
HIPÓTESE NEOFISHERIANA
+ Com base no artigo Juros e Conservadorismo Intelectual do economista André Lara Resende
Também como sustentou Keynes com a chamada Armadilha da Liquidez, agora incontestavelmente confirmada pela QE, também não tem resposta para a deflação.
Assim, segundo o autor, a mirabolante reviravolta da teoria macroeconômica sugere que a separação entre as políticas monetária e fiscal é mais artificial do que se acreditava.
Os modelos neofisherianos sustentam que juros altos balizam as expectativas de inflação mais alta, o que resulta efetivamente em mais inflação no longo prazo.
Juro alto não só agrava o desequilíbrio fiscal, como no longo prazo mantém a inflação alta. 
 
Economia Monetária
HIPÓTESE NEOFISHERIANA
+ Com base no artigo Juros e Conservadorismo Intelectual do economista André Lara Resende
A possibilidade que o juro alto agrave de tal forma o desequilíbrio que se torne contraproducente, foi primeiro ventilada para o caso brasileiro, em 2004, por Olivier Blanchard: a chamada hipótese da “dominância fiscal”.
Assim, o trabalho de controlar a inflação depende em última instância do equilíbrio fiscal de longo prazo.
Economia Monetária
UNIDADE IV
INTERAÇÃO DAS POLÍTICAS MONETÁRIA, FISCAL E CAMBIAL
O modelo IS-LM ou modelo de Mundell-Fleming é utilizado para mostrar o comportamento de modificações na política monetária e fiscal, ou em ambas simultaneamente. Trata-se de uma extensão do modelo Keynesiano simples. 
Antes de analisarmos tal modelo, iremos detalhar a ação da política fiscal uma vez que a política monetária já foi detalhada anteriormente.
Economia Monetária
Política Monetária e Fiscal: Modelo IS-LM
Política Fiscal é a política econômica do governo que está ligada ao controle dos seus gastos e à arrecadação de impostos. Para poder realizar seus gastos, construindo novas rodovias, investindo em diversas áreas, como educação, saúde, obras de infraestrutura, entre outros, o Governo precisa arrecadar recursos financeiros. 
Para isso, faz uso da tributação, instrumento que lhe permite, por meio de impostos, arrecadar os recursos financeiros necessários para realizar seus gastos. A política fiscal deve ser feita com responsabilidade, desequilíbrios nas contas do setor público podem ser maléficos para o bom andamento da economia de um país. 
Política Fiscal e seus Instrumentos 
Política Fiscal atual no Brasil
 
Finanças Públicas – Política Fiscal
As Falhas de Mercado e a Intervenção do Governo:
 Bens Públicos e Meritórios
 Monopólios Naturais
 Externalidades
 Riscos Elevados
 Falhasde Informações
 Ocorrência de Desemprego e Inflação
 
Finanças Públicas – Política Fiscal
As Falhas de Mercado e a Intervenção do Governo:
Bens Públicos e Meritórios: 
Os bens públicos ou coletivos são aqueles cujo consumo/uso é indivisível ou “não-rival”. O consumo por parte de um indivíduo ou grupo social não prejudica o consumo do bem pelos demais membros da sociedade.
Verifica-se o princípio da “não-exclusão” no consumo desses bens.
Bens públicos tangíveis: ruas ou iluminação pública.
Bens públicos intangíveis: justiça, segurança pública e segurança nacional.
 
Finanças Públicas – Política Fiscal
As Falhas de Mercado e a Intervenção do Governo:
Monopólios Naturais: 
Existem setores cujo processo produtivo caracteriza-se pelos retornos crescentes de escala, ou seja, os custos de produção unitários declinam conforme aumenta a quantidade produzida. Portanto, dependendo do tamanho do mercado consumidor, pode ser mais vantajoso haver apenas uma empresa produzindo.
Exemplo: apenas uma empresa de distribuição de energia elétrica.
A oferta pode ser realizada pelo próprio governo ou ele pode fazer a regulação da oferta que é realizada pelo setor privado.
 
Finanças Públicas – Política Fiscal
As Falhas de Mercado e a Intervenção do Governo:
Externalidades: 
A existência de externalidades justifica a intervenção do Estado, que pode dar-se através:
 a) produção direta ou da concessão de subsídios para gerar externalidades positivas;
 b) multas ou impostos para desestimular externalidades negativas 
 c) regulamentação.
 
Finanças Públicas – Política Fiscal
As Falhas de Mercado e a Intervenção do Governo:
Riscos Elevados:
Muitos investimentos necessitam reunir grandes volumes de capital e o retorno dos mesmos é de longo prazo. Assim, notadamente nas economias menos desenvolvidas, o Estado assume a responsabilidade desses investimentos.
 
Finanças Públicas – Política Fiscal
As Falhas de Mercado e a Intervenção do Governo:
Falhas de Informação:
A ação do Estado pode ser mediante a introdução de uma legislação que produza maior transparência no mercado. Exemplo: a exigência de que as empresas e bancos publiquem balanços contábeis.
A informação pode ser considerada um bem público.
 
Finanças Públicas – Política Fiscal
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As Falhas de Mercado e a Intervenção do Governo:
Ocorrência de Desemprego e Inflação:
O livre funcionamento das forças de mercado não soluciona problemas como a existência de altos níveis de desemprego e inflação. Assim, o Estado deve atuar por meio das políticas econômicas anticíclicas objetivando a manutenção do funcionamento do sistema econômico o mais próximo possível do pleno emprego e da estabilidade de preços.
 
Finanças Públicas – Política Fiscal
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As Funções Econômicas do Governo:
 Função Alocativa
 Função Distributiva
 Função Estabilizadora
 
Finanças Públicas – Política Fiscal
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Função Alocativa:
Existem alguns bens e serviços que o mercado não fornece de forma adequada. Então o governo deve prover esses bens e serviços, são os chamados bens públicos ou coletivos. A defesa nacional e a administração da justiça constituem exemplos clássicos de bens públicos. 
Pode-se identificar ainda bens que podem ser produzidos pelo setor privado, como saúde e educação, mas devido a sua grande utilidade para a população devem ou podem ser fornecidos pelo governo. São os chamados bens meritórios.
 
Finanças Públicas – Política Fiscal
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Função Distributiva:
A desigualdade na distribuição da renda e da riqueza é inerente às economias de mercado. O Estado, portanto, deve atuar promovendo ajustes na distribuição da renda e da riqueza. 
A política fiscal constitui um poderoso instrumento distributivo, na medida em que pode retirar renda dos segmentos mais ricos da sociedade, através da tributação, e transferir para os segmentos mais pobres, por meio dos gastos públicos.
 
Finanças Públicas – Política Fiscal
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Função Estabilizadora:
Manter a estabilidade econômica é uma das funções do governo. Por meio dos instrumentos de política econômica, o Estado procura evitar que ocorram grandes flutuações no nível de produção, do emprego e dos preços. 
 
Finanças Públicas – Política Fiscal
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O Papel do Estado na Economia:
 A Concepção Clássica
 A Concepção Keynesiana
 
Finanças Públicas – Política Fiscal
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Dispêndio Público
Classificação do Gasto Público
 Por Categoria Econômica:
 I.1. Despesas Correntes
 I.2. Despesas de Capital
 
Finanças Públicas – Política Fiscal
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Dispêndio Público
Despesas Correntes são gastos realizados pelo Governo dos quais não resultam em acréscimo ao seu Patrimônio. Os gastos do Governo com o pagamento do funcionalismo, pagamento de contas de água, luz, telefone, de serviços de limpeza, etc. são classificados como despesas correntes, pois estes gastos nada acrescentam ao Patrimônio do Governo, ao contrário, o diminuem.
Despesas de Capital são gastos que implicam no aumento do Patrimônio do Governo (ou pelo menos, na sua não-redução). Por exemplo, quando o Governo edifica escolas, hospitais ou constrói estradas, tais gastos têm como consequência o aumento de bens de propriedade do Governo ou de bens que são colocados à disposição da coletividade.
 
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Dispêndio Público
Execução Orçamentária de 2012
 “ O Orçamento da União hoje é uma gigantesca folha de Pagamento”
73,6% do total gasto pela União refere-se a pagamentos de pessoas
 sendo 39,5% (gastos com previdência geral); 10,2% (com inativos e pensionistas da União; 12,9% (com o pessoal ativo); 11% (com programas de assistência social)
O restante do Orçamento:
 - Saúde 8,2%
 - Outros gastos correntes 12,4%
 - Investimentos 5,8% (dos quais apenas 1,3% do total destina-se a
 investimentos em transportes)
Antes da Constituição de 1988 a “grande folha de pagamentos” era de 39% do total e os gastos com saúde os mesmos 8% de hoje.
 
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Dispêndio Público
Despesas Correntes
 . Pessoal e Encargos
 . Juros e Encargos da Dívida
 . Outras Despesas Correntes 
 
Despesas de Capital
 . Investimentos
 . Inversões Financeiras
 . Amortizações da Dívida Interna
 
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Financiamento dos Gastos Públicos
I – Os Princípios Teóricos da Tributação
- Neutralidade
 
- Equidade
 - Princípio do Benefício
 - Princípio da Capacidade de Pagamento 
 
 - Equidade Vertical
 - Equidade Horizontal
 
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Financiamento dos Gastos Públicos
 Tipos de Impostos
 - Diretos
 - Indiretos
 - Progressivos
 - Regressivos
 Sistemas de Tributação
Em relação a incidência dos impostos, eles podem ser indiretos ou diretos:
Impostos Indiretos: São impostos que incidem sobre os bens e serviços. O valor desses impostos é embutido no preço final dos bens e serviços. Exemplo: ICMS (Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) e IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados).
Impostos Diretos: São impostos cobrados diretamente sobre a renda ou patrimônio do indivíduo, ou seja, não incidem sobre o preço dos bens. Exemplo: Imposto de Renda.
 
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Os sistemas tributários são classificados da seguinte forma:
Tributação progressiva: Nesse sistema, quanto maior for a renda, maior será o imposto a ser pago. Nesse caso, os indivíduos que ganham mais são mais onerados. Exemplo: Como exemplo pode-se citar o imposto de renda. Quanto mais o indivíduo ganha, mais ele pagará de imposto de renda.
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Tributaçãoregressiva: Diferentemente do que ocorre na tributação progressiva, nesse tipo de tributação quanto maior for a renda, menor será o impacto causado nela pela tributação. Nesse sistema, os indivíduos mais pobres são mais onerados que os mais ricos.
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POLÍTICA FISCAL 
 É a política de receitas e despesas do governo. Se as receitas públicas superam os gastos públicos, haverá superávit. Se as despesas públicas superam as receitas públicas haverá déficit.
 O déficit público pode ser financiado através dos impostos, da emissão de moeda e da emissão de títulos públicos.
 O financiamento do déficit público por meio dos impostos concorre para aumentar a carga tributária. A carga tributária é o resultado da divisão da receita tributária pelo PIB.
Finanças Públicas – Política Fiscal
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 POLÍTICA FISCAL
 2. Quando o déficit público é financiado através da emissão monetária o resultado é o aumento da pressão inflacionária.
 3. O financiamento do déficit público por meio da emissão de dívida pública concorre para aumentar a taxa de juros e gerar déficits futuros ainda maiores.
Finanças Públicas – Política Fiscal
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 POLÍTICA FISCAL
 Política Fiscal Expansionista – Realizada através da expansão dos gastos públicos e/ou redução dos tributos concorre para aquecer a atividade econômica.
 Política Fiscal Contracionista – Realizada por meio da redução dos gastos públicos e/ou aumento dos tributos concorre para desaquecer a atividade econômica.
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 Carga Tributária
A carga tributária é dada pela relação entre o total das receitas tributárias e o PIB.
 Carga Tributária = Receitas Tributárias
 PIB
 Reação dos agentes econômicos que operam em economias com carga tributária muito elevada: evasão e fraude fiscal; redução dos investimentos produtivos inibindo a formação de novos negócios; redução do emprego formal; redução da oferta de bens e serviços.
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EVOLUÇÃO DA CARGA TRIBUTÁRIA NO BRASIL
(1947 – 2014)
1947 13,84% 1975 25,22% 2003 32,53%
1951 15,74% 1978 25,70% 2004 33,49%
1954 15,82% 1980 24,52% 2005 34,13%
1958 18,70% 1983 26,97% 2006 34,52%
1960 17,41% 1986 26,19% 2007 34,69%
1962 15,76% 1988 22,43% 2008 34,85%
1964 17,02% 1990 28,78% 2009 33,83%
1966 20,95% 1992 25,01% 2010 34,22%
1967 20,47% 1994 29,75% 2011 36,02%
1968 23,29% 1998 29,64% 2012 36,27%
1970 25,98% 1999 31,71% 2013 36,42%
1972 26,01% 2002 32,64% 2014
Fonte: Suma Econômica 1947-1999 / IBPT 2002-2014
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ARRECADAÇÃO TRIBUTÁRIA POR ESFERA DE GOVERNO (2012)
. TRIBUTOS FEDERAIS 69,96%
. TRIBUTOS ESTADUAIS 24,71%
. TRIBUTOS MUNICIPAIS 5,33%
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AS MAIORES DÍVIDAS BRUTAS GLOBAIS EM 2022 (Projeções do FMI)
 Em % do PIB Países
 233,9 1º Japão
 174,9 2º Líbano
 161,2 3º Grécia
 131,4 4º Bahrein
 131,1 5º Eritreia
 120,1 6º Itália
 114,4 7º Cabo Verde
 114,0 8º Portugal
 109,6 9º EUA
 103,4 10º Cingapura
 97,4 11º Bélgica
 96,9 12º Brasil
 94,3 13º Burundi
 92,4 14º Espanha
 91,2 15º França
* Em 2016, o Brasil estava no 40º lugar
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POLÍTICA FISCAL
DÉFICIT, DÍVIDA E FINANCIAMENTO DO SETOR PÚBLICO
 Conceitos de Déficit Público
 Evolução do Déficit Público
 Financiamento do Déficit Público
 Riscos da Dívida Elevada
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POLÍTICA FISCAL
DÉFICIT, DÍVIDA E FINANCIAMENTO DO SETOR PÚBLICO
Conceitos de Déficit Público:
Déficit nominal: déficit total do governo.
Déficit primário: ocorre quando a diferença entre receitas e despesas do governo, sem considerar os gastos com juros da dívida, é negativa.
Déficits gêmeos: referem-se à relação entre déficit público e déficit em transações correntes: um pode ser causa e consequência do outro.
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POLÍTICA FISCAL
 A Curva de Laffer
 Efeito Tanzi
 Efeito Patinkin
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POLÍTICA FISCAL
A Curva de Laffer:
Teoria desenvolvida pelo economista monetarista norte-americano Arthur Laffer, segundo a qual existe uma relação peculiar entre a arrecadação tributária e a taxa de impostos na economia.
 Quando esta última é baixa, a relação é diretamente proporcional, mas depois de ultrapassar um ponto de maximização da arrecadação, a relação passa a ser inversamente proporcional. Assim, a partir de determinado nível de tributação, qualquer elevação da taxa, ao invés de provocar aumento da arrecadação, resultaria numa redução.
 Ao contrário, uma redução da taxa de impostos proporcionaria um aumento da arrecadação. 
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POLÍTICA FISCAL
Efeito Tanzi:
Relação entre arrecadação tributária e as taxas de inflação. Como existe uma defasagem entre o fato gerador de um tributo e a sua efetiva arrecadação, quanto maior for a inflação nesse período, menor será a arrecadação real do governo provocada pela desvalorização de sua receita.
Numa economia inflacionada para evitar (ou reduzir) o efeito Tanzi deve-se: a) indexar os tributos; b) reduzir os prazos de recolhimento.
Para níveis inflacionários de um dígito ao ano esse efeito tende a ser mais significativo dado que o incentivo para indexar os impostos e reduzir o período de defasagem do recolhimento dos tributos é menor.
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POLÍTICA FISCAL
Efeito Tanzi:
R* = R .
 (1 + p)n
R* = Valor Real da Receita Tributária
p = Taxa de inflação (por dia ou mês)
n = Número de períodos de defasagem
R = Imposto
Determinada empresa apurou no final do mês imposto correspondente a $ 1.000. A empresa efetua o recolhimento 10 dias depois. O imposto não é indexado, por hipótese. A taxa de inflação foi de 2% ao dia. Procedemos ao cálculo do valor real do imposto na data do recolhimento:
R = 1000 = 1000 = 1000 = $ 820,34
 (1 + p)n (1 + 0,02)10 1,219
Se o imposto fosse indexado geraríamos a seguinte receita:
R** = R x (1 + p)n
R** = 1.000 x (1 + 0,02)10
R** =1.000 x 1,219 =$1.219 (a indexação manteve o valor real do imposto)
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POLÍTICA FISCAL
Efeito Patinkin:
Diferentemente do efeito Tanzi, o efeito Patinkin sugere que a elevação dos preços pode proporcionar a redução do déficit público por meio da queda real dos gastos públicos. Para que isso ocorra basta o governo postergar pagamentos num ambiente de aceleração inflacionária. 
O efeito Patinkin torna-se mais forte à medida que a inflação atinge patamares mais elevados, por exemplo, a partir de 1.000% ao ano. Com isso o déficit público tende a ser ajustado, dado que os gastos não são indexados (ou indexados de forma imperfeita), enquanto a receita acompanha mais de perto a aceleração inflacionária.Finanças Públicas – Política Fiscal
POLÍTICA FISCAL
 A TEORIA DO CICLO POLÍTICO:
 - O Ciclo Político Tradicional
 - O Ciclo Político Invertido
 - Populismo e Ciclos Econômicos
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POLÍTICA FISCAL
A TEORIA DO CICLO POLÍTICO:
Combina elementos da ciência política com ingredientes da análise econômica. O ciclo é marcado pela existência de duas fases: a primeira que sucede à realização das eleições é marcada pela implementação de medidas (amargas) restritivas ou contracionistas, de caráter fiscal e monetário, que ordenam a economia, reduzem o desequilíbrio das contas públicas e procuram reduzir a inflação, ainda que com um custo em termos de emprego e renda.
Em compensação na segunda fase, políticas monetária e fiscal expansionistas, colhem os frutos da arrumação inicial, podendo, porém, acarretar o ônus de gerar uma inflexão na trajetória da inflação.
Assim como na política monetária, a política fiscal pode ser praticada de maneira expansionista ou contracionista. 
Política Fiscal Expansionista: Caso o governe tenha como objetivo ampliar a capacidade produtiva e o nível de emprego, ele adotará uma política fiscal expansionista. Dessa forma, aumentará o nível de seus gastos e reduzirá a carga tributária. 
Política Fiscal Contracionista: Em situações em que o governo tenha como objetivo o controle da inflação, o resultado será uma política fiscal contracionista. Nesse caso, reduzirá os gastos governamentais e aumentará a carga tributária. 
A ação da Política Fiscal
Em relação às contas públicas, podemos encontrar uma situação deficitária ou superavitária. O déficit é quando o gasto governamental é maior do que a arrecadação tributária. Já o superávit acontece quando o governo arrecada mais do que gasta. 
Resultado Fiscal 
Resultado Fiscal 
Modelo IS-LM (Interligação entre o Lado Real e o Lado Monetário)
A análise IS-LM busca sintetizar, em um só esquema gráfico, muitas situações de política econômica, por meio de duas curvas: a curva IS e a curva LM. Esse modelo é uma extensão do modelo Keynesiano simples de determinação da renda.
Esse esquema resume os pontos de equilíbrio entre o Lado Real e o Lado Monetário, entre a taxa de juros e o nível de renda nacional. 
Com o apoio desse modelo, verificaremos a ação das políticas monetária e fiscal nas diversas situações. 
Modelo IS-LM - Hipóteses
Economia com desemprego de recursos (ou seja, com capacidade ociosa e mão-de-obra desempregada);
Preços constantes. Logo, todas as variáveis são expressas em termos reais;
Políticas de crescimento levam a aumento da produção, e não de preços;
Princípio da Demanda Efetiva: é a Demanda Agregada que determina a renda de equilíbrio (a Oferta Agregada é “passiva”).
A Curva IS (Investment-Saving) representa os possíveis níveis de renda e de taxa de juros que equilibram o mercado de bens e serviços, igualando a Demanda Agregada e Oferta Agregada. Iremos apenas acrescentar a taxa de juros como variável para explicar o investimento. Logo, o investimento passa a ser uma variável endógena. 
Como sabemos: I = S
I = f(r) e S = f(y)
1. Queda na taxa de juros aumenta o investimento e, portanto, a renda.
2. Aumento na taxa de juros reduz o investimento e, portanto, a renda.
Modelo IS-LM - : Mercado de Bens & Serviços (Curva IS)
1. Queda na taxa de juros aumenta o investimento e, portanto, a renda.
2. Aumento na taxa de juros reduz o investimento e, portanto, a renda.
Modelo IS-LM - : Mercado de Bens & Serviços (Curva IS)
Modelo IS-LM - : Mercado de Bens & Serviços (Curva IS - Gráfico)
A curva IS é negativamente inclinada devido à relação inversa entre o investimento e a taxa de juros. 
Modelo IS-LM - : Mercado de Bens & Serviços (Curva IS - Gráfico)
Por meio do gráfico, podemos observar que para cada nível de renda, temos um nível de Demanda Agregada.
Da
Modelo IS-LM - : Fatores que deslocam a Curva IS
Fatores que deslocam a curva IS para a direita, indicando expansão do produto, independentemente da taxa de juros existente:
- Política fiscal expansionista (aumento do Gastos Gov. e redução dos Tributos)
- Aumento do consumo e investimento autônomos.
- Mudanças na taxa de juros geram movimentos ao longo da curva IS. 
Modelo IS-LM - : Fatores que deslocam a curva IS
Exemplo:
Dada uma política fiscal expansionista, a curva IS será deslocada para a direita. Com o aumento dos gastos governamentais, o nível de renda agregada tende a aumentar. Isso ocorre devido à identidade: Y = C + I + G + (X-M)
A Curva LM (Liquidity Money), representa os possíveis pares de taxa de juros e nível de renda que equilibram o mercado monetário. A curva LM representa o equilíbrio entre demanda e oferta por moeda. Assim, dada a curva de oferta e demanda de moeda: 
A oferta da moeda = M/P. A oferta de moeda é institucional, logo ela é considerada exógena. Quem definirá será o BACEN. 
Modelo IS-LM - Mercado Monetário (Curva LM)
Já a demanda por moeda dependerá das variáveis endógenas, r e y. 
A demanda por moeda é representada pelas seguintes situações:
Transações: O motivo transação ocorre em função da renda. Quanto maior a renda, maior será a demanda por moeda.
Precaução: Assim como o motivo anterior, o motivo precaução ocorre em função da renda.
Especulativa: Já o motivo especulativo ocorre em função da taxa de juros. Se a taxa de juros aumentar, a retenção de moeda diminui, pois os agentes irão preferir a rentabilidade dos títulos. 
Modelo IS-LM - Mercado Monetário (Curva LM)
A partir desses três motivos (transacionais, especulativo e precaução), Keynes formulou a sua função de demanda por moeda, que é dada por:
L = Lt,p (Y) + Le (r) 
Modelo IS-LM - Mercado Monetário (Curva LM)
Nesse modelo, a oferta de moeda é considerada exógena, ou seja, é determinada pela autoridade monetária. 
Economia Monetária
Equilíbrio do Mercado Monetário
Modelo IS-LM - Mercado Monetário (Curva LM - Gráfico)
A curva LM é positivamente inclinada, um aumento no nível de renda aumenta a demanda por encaixes monetários, ou seja, demanda por moeda.
Modelo IS-LM - Mercado Monetário (Curva LM - Gráfico)
Para cada equilíbrio no mercado monetário existe um ponto na curva LM. 
Modelo IS-LM - Fatores que deslocam a curva LM
A política monetária expansionista desloca a curva LM para a direita, provocando uma redução na taxa de juros e aumento na renda. 
Já uma política monetária contracionista desloca a curva para a esquerda, aumento os juros e reduzindo a renda. 
Modelo IS-LM - Modelo IS LM: Equilíbrio
Modelo IS-LM - Modelo IS-LM: Política Monetária Expansionista / Contracionista
Um aumento da oferta de moeda torna o dinheiro mais abundante no mercado, o que reduz a taxa de juros, provocando três efeitos paralelos: 
 sobre a IS: com a queda em i, o investimento agregado se eleva, a DA e a renda Y se elevam (movimento ao longo da IS);
 o aumento da renda real Y aumenta a demanda de moeda por transações;
Modelo IS-LM - Modelo IS-LM: Política Monetária Expansionista
 aumenta a demanda de moeda por motivo especulação devido a queda na taxa de juros. 
Modelo IS-LM - Modelo IS-LM: Política Fiscal Expansionista
Um aumento dos gastos do Governo desloca a IS para à direita, sendo que o financiamento destes gastos pode ser feito, por exemplo, pela política de mercado aberto, o que leva o aumento da taxa de juros.
 
Eficácia das Políticas Monetária e Fiscal 
Existem situações específicas em que, eventualmente, apenas uma das políticas pode ser eficaz, ou seja, em algumas a política monetária será eficaz para elevar o nível de atividade na economia, em outras apenas a políticas fiscal. 
Segundo Vasconcellos (2009), há uma maior influência da taxa de juros sobre variáveis monetárias, ou seja, refletidas na curva LM. Dessa forma, analisaremos a curva LM em trêspontos: clássico, keynesiano e intermediário. 
 
Eficácia da Política Monetária e Fiscal 
Trecho keynesiano: Trecho da armadilha de liquidez. A elasticidade demanda por moeda em relação à taxa de juros é infinita. (política monetária ineficaz e a fiscal possui máxima eficiência;
Trecho keynesiano: armadilha de liquidez, a elasticidade demanda por moeda em relação á taxa de juros é infinita. (política monetária ineficaz e a fiscal possui máxima eficiência;
Eficácia da Política Monetária e Fiscal 
Trecho clássico: LM não é sensível à taxa de juros (inelástica) e portanto, a demanda especulativa por moeda é nula. (política monetária eficaz e fiscal nula);
Trecho keynesiano: armadilha de liquidez, a elasticidade demanda por moeda em relação á taxa de juros é infinita. (política monetária ineficaz e a fiscal possui máxima eficiência;
Eficácia da Política Monetária e Fiscal 
Trecho intermediário (normal): Combinação de políticas monetária e fiscal. Ambas as políticas são eficazes para levar a economia até próximo ao pleno emprego. 
Trecho monetária ineficaz e a fiscal possui máxima eficiência;
Exercícios
1. A curva LM mostra:
a) combinações de Y e r que equilibram o mercado monetário e o mercado de bens e serviços;
b) combinações de Y e r que equilibram o mercado de bens e serviços;
c) combinações de S e I que equilibram Y e r;
d) combinações de Y e r que equilibram o mercado monetário, isto é, onde a oferta e a demanda por moeda são iguais.
2. A curva IS mostra:
a) combinações de níveis de renda (Y) e de taxa de juros (r) que fazem o equilíbrio monetário;
b) combinações de Y e r que equilibram o mercado de bens e serviços, isto é, onde: S = I;
c) combinações de Y e r que fazem o mercado monetário igual ao mercado de produtos.;
d) combinações de Y e r que equilibram o mercado monetário, isto é, onde a oferta e a demanda por moeda são iguais;
Exercícios
3. Assinale dentre as alternativas abaixo qual a que provoca um deslocamento da curva IS para a direita:
a) aumento do volume de moeda em circulação;
b) redução do nível dos salários;
c) aumento das alíquotas do imposto de renda;
d) redução da carga tributária;
4. O efeito de um aumento nos gastos do governo, num modelo IS-LM, será:
a curva LM se desloca para a direita, Y de equilíbrio crescerá e r crescerá; 
b) a curva IS se desloca para a esquerda e a renda de equilíbrio crescerá e, ceteris paribus, r cairá;
c) a curva IS se desloca para a direita, a renda de equilíbrio crescerá e, ceteris paribus, r crescerá;
d) a curva LM se desloca para a esquerda, Y de equilíbrio crescerá e r cairá;
a curva IS se desloca para a direita, a renda de equilíbrio crescerá e, ceteris paribus, r crescerá;
Exercícios
5. Se o governo expandir a oferta monetária, o nível de renda deverá crescer porque:
a) a taxa de juros cairá e os gastos G aumentarão;
b) a taxa de juros cairá e o consumo cairá;
c) a demanda por moeda para transação crescerá;
d) a taxa de juros cairá e os investimentos crescerão;
6. Relativamente ao equilíbrio da renda (produto) nacional e da taxa de juros de uma economia, é correto afirmar:
a) uma política monetária contracionista levaria a uma redução na produção e na taxa de juros;
b) um aumento na tributação, tudo o mais constante, provocaria redução na produção e aumento na taxa de juros da economia;
c) uma política fiscal expansionista, de redução do superávit ou aumento do déficit do governo, provocaria aumento no produto nominal e na taxa de juros;
d) uma política fiscal, conduzida para reduzir o déficit do governo provocaria, tudo o mais constante, aumento na taxa de juro de equilíbrio e redução no nível da renda ou produto nominal;
Exercícios
7. Uma política Fiscal de diminuição de impostos eleva a renda pessoal, expandindo o nível de produtos, a uma mesma taxa de juros. Certo?
8. Mostre graficamente no modelo IS-LM os efeitos de uma política fiscal contracionista.
8. Mostra graficamente no modelo IS-LM os efeitos de uma política fiscal expansionista e monetária contracionista.
9. Mostre graficamente os efeitos das políticas monetária e fiscal expansionistas.
 
A teoria da taxa de Juros Real Neutra
Uma das principais discussões sobre o poder do Banco Central em controlar a taxa de juros como instrumento eficaz de política monetária. Segundo Alan Blinder (ex-dirigente) do FED:
“..os componentes da demanda agregada sensíveis à taxa de juros reagem ao longo prazo real, enquanto o banco central controla apenas o curto prazo nominal. Em outras palavras, as taxas que realmente importam não podem ser controladas”
A taxa de Juros Real Neutra
Taxa de juros nominal: É a taxa de juros declarada. O Banco Central em sua última reunião determinou que a taxa SELIC será de 6,5%. Essa é a taxa nominal.
Taxa de Juros Real: É a taxa nominal descontada da inflação. Para obter a taxa de juros real, basta utilizar a seguinte fórmula:
Juros Reais = (1 + Juros Nominais*) / (1 + Inflação*) – 1
* Projetados para os 12 meses
Ranking Juros Reais – Fev2018
1	Argentina 	6,04%
2	Turquia	 5,31%
3	Rússia	 3,68%
4	México	 3,66%
5	Brasil	 2,89%
6	Índia	 2,86%
7	Indonésia	1,43%
8	Colômbia	 1,23%
9	China	 1,19%
10	África do Sul	1,12%
A taxa de Juros Real Neutra
A maior questão é conhecer a taxa real de juros. Caso o Banco Central determine uma taxa de juros nominal elevada, colocando uma taxa de juros real em nível muito alto, provocará uma redução na demanda agregada, enfraquecendo a atividade econômica. 
No entanto, se o BC instituir uma taxa de juros nominal muito baixa do que a taxa real ideal, a política monetária elevaria atividade econômica, elevando a inflação. 
A taxa de Juros Real Neutra
O ideal seria praticar uma taxa de juros neutra, que seria aquela em que o PiB efetivo iguala-se ao PiB potencial. 
Situações possíveis entre juros nominais e neutros:
Se a taxa de juros nominal ficar abaixo da taxa neutra, a demanda agregada tende a superar o Pib potencial, o que gera inflação. 
Caso a taxa de juros nominal estiver acima da taxa neutra, a demanda agregada irá diminuir, o que contribui para o controle da inflação, mas diminui o ritmo da atividade econômica. 
A taxa de juros neutra seria a única capaz de equilibrar a política monetária, sem causa inflação ou recessão. 
“É o conjunto de ações governamentais diretamente relacionadas ao comportamento do mercado de câmbio, inclusive no que se refere à estabilidade relativa das taxas de câmbio e do equilíbrio no balanço de pagamentos.”
(BACEN, online).
Política Cambial
Taxa de câmbio fixa: Nesse regime cambial é fixada pelo governo, mais precisamente pelo Banco Central. De acordo com as necessidades da política econômica, a taxa de câmbio terá seu valor fixado. 
Vantagens: Ajuda no controle à inflação, na diminuição do encargo da dívida externa, etc. 
Desvantagens: Dependendo do objetivo do governo, pode prejudicar as exportações. A política monetária fica dependente da política cambial. 
Regimes Cambiais
Taxa de Câmbio Flutuante: Nesse regime cambial, o valor da taxa de câmbio é definido pelo jogo entre oferta e demanda por moeda estrangeira, ou seja, pelo mercado sem interferência do Banco Central. 
Vantagens: Política monetária independente do câmbio, não há obrigatoriedade do uso das reservas internacionais do Bacen. 
Desvantagens: Pode elevar encargos da dívida pública, maior dificuldade de controle das pressões inflacionárias, taxa de câmbio fica muito dependente da volatilidade do mercado financeiro nacional e estrangeiro. 
Regimes Cambiais
Porém, existe uma variação do câmbio flutuante, a flutuação suja (dirty floating), onde a taxa de câmbio é determinada pelo mercado, mas o Banco Central pode atuar no mercado comprando ou vendendo moeda estrangeira, de acordo com os objetivos a serem alcançados.
Regimes Cambiais
Sistema de bandas cambiais:Consiste em adotar um sistema misto de taxas fixa e taxas flutuantes. A banda cambal estabelece um intervalo no qual a taxa de câmbio pode oscilar, permanecendo fixo por um período estipulado. 
Regimes cambiais
Valorização Cambial
Significa uma diminuição no preço da moeda estrangeira, ou seja, na taxa de câmbio. Precisa-se de menos reais para comprar o dólar, por exemplo. Representa um momento em que a moeda nacional está mais forte.
A valorização cambial favorece aos importadores.
Desvalorização Cambial
Representa um aumento na taxa de câmbio, a moeda estrangeira passa a ficar mais cara. Dessa forma, a moeda nacional fica desvalorizada.
A desvalorização cambial favorece aos exportadores.
As oscilações cambiais e os seus efeitos
Balanço de Pagamentos
No balanço de pagamentos, são registradas todas as transações econômicas que o país realiza com o resto do mundo, num determinado período de tempo.
O balanço de pagamentos registra todas as transações entre residentes e não residentes de um país num determinado período de tempo.
Balanço de Pagamentos
No Brasil, o Balanço de Pagamentos é elaborado pelo Banco Central, com base no registro das transações efetuadas por residentes e não residentes.
Na contabilização desses registros, adotamos a regra das partidas dobradas:
Toda transação que cria um direito constitui um crédito
Toda transação que cria uma obrigação constitui um débito.
De modo geral, podemos considerar que toda entrada de divisas corresponde a um crédito e toda saída a um débito.
Balanço de Pagamentos
Créditos:
exportações de bens e serviços
recebimento de doações e indenização de estrangeiros
Recebimento de empréstimos de estrangeiros
recebimento de reembolso de capital do estrangeiro
vendas de ativos para estrangeiros
Recebimentos de fretes, etc
Débitos:
importações de bens e serviços
pagamentos de doações e indenizações a estrangeiros
pagamentos de capital emprestados por estrangeiros
reembolsos de capital a estrangeiros
compras de ativos de estrangeiros
pagamentos de fretes etc.
O modelo IS-LM com Balanço de Pagamentos (IS-LM-BP)
Conforme a identidade macroeconômica, o BP é composto por:
BP = TC + MK = 0
As transações correntes são afetadas pela renda interna, que altera as importações; renda externa, que altera as exportações e taxa de câmbio que altera ambos. Já o Movimento de Capitais é ajustado pela taxa de juros. 
Iremos supor uma economia com perfeita mobilidade de capitais.
Na condição de perfeita mobilidade de capitais, investidores podem comprar ativos em qualquer lugar do mundo. Os investidores buscam as melhores oportunidades de rendimento, que dependerão dos juros praticados em cada mercado. 
O modelo IS-LM com Balanço de Pagamentos (IS-LM-BP)
A igualdade da taxa de juros doméstica com a taxa de juros internacional corresponde a uma curva BP horizontal. Representada no gráfico a seguir:
O modelo IS-LM-BP com Perfeita Mobilidade de Capitais – Câmbio Fixo
Inicialmente iremos considerar uma economia com câmbio Fixo com uma política monetária expansionista. Nesse caso, a política monetária é ineficaz. 
O modelo IS-LM-BP com Perfeita Mobilidade de Capitais-Câmbio Fixo
Agora analisaremos uma economia com câmbio Fixo com uma política fiscal expansionista. Nesse caso, a política fiscal é eficaz. 
O modelo IS-LM-BP com Perfeita Mobilidade de Capitais – Câmbio Flutuante
Em um câmbio flutuante, a política monetária é eficaz. 
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O modelo IS-LM-BP com Perfeita Mobilidade de Capitais – Câmbio Flutuante
Em um câmbio flutuante, a política fiscal é ineficaz. 
Exercícios
1. Considerando um regime de taxas de câmbio flutuante, se governo adotar uma política monetária expansionista, seus efeitos serão:
a) A política irá gerar uma diminuição da renda, com uma valorização cambial
b) Um aumento do produto nacional, queda na taxa de câmbio e nas exportações líquidas;
c) Um aumento da renda nacional, resultante do aumento das importações. 
d) Um aumento da renda agregada, fruto de uma desvalorização cambial que irá gerar um aumento das exportações. .
2. Caso o país adote um regime de taxa de câmbio fixa, se o governo adotar uma política fiscal expansionista, seus efeitos serão:
a) Acompanhando o gráfico IS-LM-BP, Inicialmente irá gerar uma forte desvalorização cambial. 
b) Com a valorização cambial ocorrida inicialmente, o Banco Central tenderá a vender mais dólares, o que gerará uma desvalorização cambial. 
c) Com ação do Banco Central para manter a taxa de câmbio fixa, a renda irá aumentar, fato comprovado pelo deslocamento da curva LM para a direita. .
d) Tanto a taxa de câmbio como a renda agregada e as exportações líquidas se reduzirão.
Exercícios
3. Considerando um regime de taxas de câmbio flutuante, se governo adotar uma política fiscal expansionista, quais serão as consequências?:
a) Tanto a taxa de câmbio como a renda agregada e as exportações líquidas se elevarão;
b) A taxa de câmbio se elevará, com consequente queda nas exportações líquidas, mas os efeitos sobre a renda ou produto nacional serão nulos;
c) A taxa de câmbio se reduzirá, as exportações líquidas se elevarão e a renda agregada não se altera;
d) Tanto a taxa de câmbio como a renda agregada e as exportações líquidas se reduzirão. .
4. Caso o país adote um regime de taxa de câmbio fixa, se o governo adotar uma política monetária expansionista, seus efeitos serão:
a) Acompanhando o gráfico IS-LM-BP, Inicialmente irá gerar uma forte valorização cambial. 
b) Com a desvalorização cambial ocorrida inicialmente, o Banco Central tenderá a vender mais dólares. Graficamente podemos acompanhar que essa ação torna a política monetária ineficaz. .
c) Com ação do Banco Central a renda irá aumentar, sem gerar efeitos sobre o câmbio.
d) Inicialmente tanto a taxa de câmbio como a renda agregada e taxa de câmbio reduzirão. 
Exercícios
5. Diante de elevações bruscas da taxa de câmbio, quais os possíveis efeitos colaterais?
6. Elevações na taxa de juros em outros países podem gerar efeitos negativos no câmbio e balanço de pagamentos? 
UNIDADE VI
INFLAÇÃO
 Política Econômica e Inflação
Os Efeitos Nefastos da Inflação:
 Efeito sobre a distribuição de renda 
 Desorganização do mercado financeiro e de capitais
 Surgimento de déficits no balanço de pagamentos
 Dificuldades para o financiamento do setor público
 Política Econômica e Inflação
Inflação
 
A inflação pode ser conceituada como um aumento contínuo e generalizado no nível de preços da economia. Quando elevada, a inflação produz conseqüências desastrosas sobre o sistema econômico. Os efeitos nefastos desse fenômeno econômico podem ser resumidamente descritos:
 Política Econômica e Inflação
Inflação
 
Efeito sobre a distribuição de renda: Um dos problemas mais sérios provocados pela inflação é a concentração da renda, ou seja, a redução relativa do poder aquisitivo das classes com rendimentos fixos, notadamente os trabalhadores assalariados – corrosão dos salários -, e concomitante aumento relativo do poder aquisitivo das classes proprietárias do capital, especialmente os empresários industriais, comerciais e financeiros. Vale salientar que a perda do poder aquisitivo dos donos de imóveis de aluguel, que recebem renda fixa durante a inflação, tende a ser compensada pela elevação dos preços dos imóveis decorrente de processos inflacionários prolongados.
 Política Econômica e Inflação
Inflação
 
Efeito sobre o mercado financeiro: Em um processo inflacionário acelerado, o valor da moeda deteriora-se com muita velocidade. Ocorre, pois, um desestímulo à aplicação de recursos no mercado financeiro e um estímulo à aplicação em imóveis (bens de raiz) e mesmo aplicação em moeda estrangeira (dólar) – renúncia da moeda nacional. No Brasil, essa distorção foi, em parte, minimizada, com a instituição da correção monetária.
 Política Econômica e Inflação
InflaçãoEfeito sobre o balanço de pagamentos: Quando a taxa de inflação interna é superior à taxa de inflação externa e o câmbio não se altera, ocorre um estímulo às importações e um desestímulo às exportações, já que o produto nacional torna-se mais caro do que o produto estrangeiro, provocando um déficit na balança comercial. Na tentativa de corrigir o déficit, o governo pode ser levado a desvalorizar a moeda nacional em relação à estrangeira (desvalorização cambial), objetivando estimular exportações e desestimular importações. Entretanto, importações essenciais, como petróleo, por exemplo, tornam-se mais caras, realimentando a inflação num círculo vicioso. 
 Política Econômica e Inflação
Inflação
Efeito sobre o nível de produção e emprego: Dado o ambiente de instabilidade e imprevisibilidade que a inflação acarreta, e a incerteza quanto aos lucros futuros, os empresários podem adiar ou reduzir investimentos produtivos, direcionando os capitais para a especulação financeira, comprometendo, desta forma, a produção, o emprego e o crescimento econômico.
 Política Econômica e Inflação
Tipos de Inflação
 
Os economistas geralmente discordam a respeito das causas da inflação, como corrigi-la e, até mesmo, se ela deve ou não ser debelada.
 
As taxas de inflação de um país são afetadas por diversos fatores, tais como, o grau de abertura ao comércio exterior, o estágio de desenvolvimento econômico, o grau de oligopolização da economia etc. A seguir, são apresentados quatro tipos de inflação.
 Política Econômica e Inflação
Tipos de Inflação:
. Inflação de Demanda
. Inflação de Custos
. Inflação de Lucros ou de mark up
. Inflação Inercial ou autônoma
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 Política Econômica e Inflação
Tipos de Inflação
 
Inflação de Demanda
 
É considerado o tipo mais clássico de inflação. Ocorre quando se verifica uma expansão da demanda total de bens e serviços em relação à oferta total (produção disponível) de bens e serviços. Intuitivamente: “dinheiro demais à procura de poucos bens”.
 
As causas do aumento da demanda agregada que provocam inflação são:
. aumento da oferta de moeda;
. aumento dos investimentos;
. aumento dos gastos do governo;
. redução dos tributos;
. aumento das exportações;
. redução das importações.
 Política Econômica e Inflação
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Tipos de Inflação
 
Meios de Combater a Inflação de Demanda
 
As medidas utilizadas para combater a inflação de demanda assentam-se em instrumentos que provocam uma redução da demanda agregada, inibindo o consumo e o investimento.
 
São implementadas, portanto, políticas monetária e fiscal restritivas ou contracionistas. A política monetária procura restringir a quantidade de moeda e de crédito na economia ao mesmo tempo em que eleva a taxa de juros. A política fiscal reduz os gastos públicos e aumenta a receita tributária. Ademais, implementa-se também uma política de compressão salarial. Deve-se registrar que políticas dessa natureza são recessivas, inibindo a expansão da produção, do consumo e do emprego.
 Política Econômica e Inflação
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Tipos de Inflação
 
Inflação de Custos
 
Os preços finais dos bens e serviços gravitam em torno dos custos de produção. Os aumentos dos custos de produção são repassados, mais cedo ou mais tarde, parciais ou integralmente, para os preços finais dos produtos. Assim, a inflação de custos pode ser associada a uma inflação tipicamente de oferta. A contração da oferta agregada é acompanhada de aumento do desemprego.
 Política Econômica e Inflação
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Tipos de Inflação
 
Causas da Inflação de Custos
 
As principais causas desse tipo de inflação são as elevações de custos provocadas por:
 
. aumentos salariais acima dos aumentos de produtividade da mão-de-obra decorrentes de pressão de sindicatos com grande poder de barganha;
. aumentos dos preços dos produtos agrícolas;
. elevação autônoma dos preços dos produtos importados que sejam matérias-primas ou insumos importantes na produção da economia nacional;
. desvalorização real da taxa de câmbio que termina por encarecer o preço dos insumos importados em moeda nacional.
 Política Econômica e Inflação
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Tipos de Inflação
 
Medidas de Combate à Inflação de Custos
 
A utilização de políticas monetária e fiscal no caso de uma inflação de custos explicita o seguinte dilema de política econômica: se o objetivo for reduzir a inflação, adota-se políticas fiscal e monetária restritivas, o que acarreta aumento do desemprego. Se as políticas monetária e fiscal adotadas forem expansivas, objetivando reduzir o desemprego, provocará aumento da inflação.
 
Desse modo, a política mais adequada para combater a inflação de custos assentar-se-ia no controle de preços e salários, resultante de acordos entre governo, trabalhadores e empresários. Todavia, dados os conflitos de interesses, na maioria das vezes, esses acordos não se viabilizam.
 Política Econômica e Inflação
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Decifrando a Inflação Brasileira
Outras Abordagens
Ignácio Rangel (livro A Inflação Brasileira):
Rangel aceitava a ideia de que a inflação tivesse origem nos pontos de estrangulamento na oferta de certos bens como queriam os estruturalistas, todavia a ênfase era outra: a inflação era um mecanismo de defesa da economia.
Recessão com inflação: a inflação se acelerava na recessão e reduzia o ritmo quando a economia crescia.
Destacava que o poder de monopólio das grandes empresas desempenhava um papel importante na explicação da inflação.
A teoria econômica tradicional, monetarista ou keynesiana, não explicava a convivência de inflação em meio à recessão.
 
 Política Econômica e Inflação
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Decifrando a Inflação Brasileira
Outras Abordagens
Ignácio Rangel (livro A Inflação Brasileira):
Ainda, para Rangel, a oferta de moeda é endógena, passiva: não era o aumento da oferta de moeda que explicava a inflação, mas era o aumento da inflação, provocada pelo poder de monopólio e pela necessidade de reduzir as crises cíclicas, que induzia o aumento da oferta monetária.
 
 Política Econômica e Inflação
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Decifrando a Inflação Brasileira
Outras Abordagens
Bresser Pereira e Nakano:
Durante os anos 1960 e 1970 Bresser Pereira acrescentou à visão de Rangel a ideia de que o conflito distributivo desempenhava um papel essencial na explicação do fenômeno inflacionário.
A partir da segunda metade dos anos 1970, após a crise do petróleo, surge um fenômeno novo nas economias centrais e nas economias menos desenvolvidas: a estaglação.
Esse fenômeno histórico minou nos países centrais as teorias keynesianas que foram substituídas pelas teorias monetaristas baseadas nas expectativas para explicar o problema inflacionário.
 
 Política Econômica e Inflação
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Decifrando a Inflação Brasileira
Outras Abordagens
Bresser Pereira e Nakano:
Por quê a inflação se estabilizava em determinado patamar por meses ou anos, independente da existência ou não de choques de oferta ou de demanda, especialmente no Brasil?
De acordo com a teoria da inflação inercial ou autônoma, a defasagem nos aumentos de preços das empresas levava ao repasse automático dos aumentos de custos para os preços, independente da demanda.
Indexação informal e formal.
Antecedentes: Sunkel e Simonsen (este último com o conceito de realimentação inflacionária).
 Política Econômica e Inflação
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Decifrando a Inflação Brasileira
Outras Abordagens
Bresser Pereira e Nakano:
Em artigo de 1983, Bresser e Nakano distinguiram os fatores aceleradores, mantenedores e sancionadores da inflação.
Outros inercialistas: Pérsio Arida, André Lara Resende, Francisco Lopes, Edmar Bacha e Eduardo Modiano (PUC RJ).
Fatores Aceleradores: causas da inflação > monetaristas (expansão da oferta monetária) > keynesianos (expansão de demanda agregada em relação à oferta agregada) > estruturalistas (estrangulamentos na oferta e os efeitos dos aumentos setoriais de preços) > administrativistas (poder monopolista de empresas, sindicatos e governo).Política Econômica e Inflação
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Decifrando a Inflação Brasileira
Outras Abordagens
Bresser Pereira e Nakano:
Fatores Mantenedores: conflito distributivo, indexação e memória inflacionária.
Fatores Sancionadores: moeda (endógena) e déficit público (financiado com emissão monetária).
 Política Econômica e Inflação
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Tipos de Inflação
 
Inflação de Lucros ou de Mark Up
 
A inflação de lucros ou de mark up corresponde ao outro lado da mesma moeda em que se encontra a inflação de custos. Ou seja, com o objetivo de manter ou expandir as margens de lucro, as empresas com elevado poder de mercado, notadamente oligopólios e monopólios, praticam elevação de preços muito acima da elevação dos custos de produção. Dessa forma, a inflação de custos também é conhecida como inflação de lucros.
 
Medidas que penalizam o abuso do poder econômico e medidas que estimulam a expansão da oferta interna de bens e serviços e a concorrência, como o aumento das importações, por exemplo, são recomendadas no combate à inflação de lucros.
 Política Econômica e Inflação
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Tipos de Inflação
Inflação Inercial
 
A teoria da inflação inercial ou autônoma assinala que a inflação é resultado, sobretudo, de um conflito distributivo exacerbado entre os agentes econômicos. Para manter ou expandir a participação na renda e na riqueza, os diversos agentes econômicos, trabalhadores, empresários e governo, aumentam (ou reajustam), periodicamente, seus próprios preços: salários, aluguéis, mensalidades, tarifas públicas, câmbio, preços das mercadorias em geral etc.
Portanto, o mecanismo da indexação, que tende a generalizar-se, realimenta permanentemente a inflação
 
 Política Econômica e Inflação
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Tipos de Inflação
Inflação Inercial
 
Através desse fator mantenedor, ou seja, da indexação, a inflação do presente reproduz a do passado e projeta a do futuro. O sistema econômico cria, portanto, uma memória inflacionária.
 
A teoria da inflação inercial recomenda que para quebrar a inércia e debelar a inflação é necessário praticar um choque heterodoxo: congelamento geral (de preços, salários, tarifas públicas, taxa de câmbio, aluguéis) e desindexação da economia.
 
 Política Econômica e Inflação
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Tipos de Inflação
Conceitos Complementares
 
Estagflação: é a combinação perversa de recessão (ou estagnação econômica) com inflação.
 
Indexação: indexar é corrigir, periódica e regularmente, preços das mercadorias, salários, aluguéis... com base em algum índice aferidor de inflação. A indexação pode ser formal (determinada por dispositivo legal – lei, decreto ou medida provisória) ou informal.
 
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Planos Econômicos
Plano Cruzado I
28 de fevereiro de 1986: em cadeia nacional de rádio e televisão o Presidente Sarney anuncia o plano econômico.
Substituição do Cruzeiro pelo Cruzado: 1 Cruzado equivalendo a 1.000 Cruzeiros.
Conversão geral, por prazo indefinido, dos preços finais dos produtos, ao nível vigente em 27 de fevereiro (com exceção das tarifas industriais de energia elétrica, reajustadas em 20%).
Conversão dos salários com base na média do seu poder de compra nos seis meses anteriores, e mais um acréscimo de 8% para os salários em geral e de 16% para o salário mínimo.
Aluguéis e hipotecas convertidos seguindo a mesma fórmula aplicada aos salários, mas sem a elevação de 8%.
 
 Política Econômica e Inflação
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Planos Econômicos
Plano Cruzado I
Introdução do gatilho salarial, garantindo reajuste automático de salários cada vez que aumento acumulado no índice de preços ao consumidor atingisse 20%.
Proibição de indexação em contratos com prazo inferior a um ano.
Conversão de contratos previamente estabelecidos em Cruzeiros para Cruzados, de acordo com uma tabela em que o Cruzeiro era desvalorizado a uma taxa mensal de 14% (a taxa de inflação mensal esperada contida nos contratos) em face da nova moeda.
 
 Política Econômica e Inflação
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Planos Econômicos
Plano Cruzado I
Preços privados congelados no pico diferentemente dos preços públicos.
Câmbio congelado, paridade de 13,84 Cruzados por Dólar.
Resultados espetaculares no início, contendo a inflação inercial.
Dividendos políticos e eleitorais.
Dificuldades: aumento da demanda; preços públicos atrasados; maquiagem de produtos o que permitia aumento dos preços privados; desequilíbrio fiscal pela perda da receita inflacionária; aumento do desequilíbrio externo; expansão de M1 em 80,1% somente em março; taxas de juros baixas.
24 de julho de 1986 (Cruzadinho): medidas para esfriar a demanda como empréstimos compulsórios sobre o consumo de carros novos e combustíveis, para financiar investimentos públicos.
 
 Política Econômica e Inflação
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Planos Econômicos
2. Plano Cruzado II 
Brusco reajuste de preços e tarifas públicas, aumento de tributos e minidesvalorizações cambiais.
Efeitos inflacionários: a inflação salta de 3,3% em novembro de 1986 para 7,3% em dezembro e para 16,2% em janeiro de 1987.
As taxas de juros passam a subir ininterruptamente, provocando quebradeira de empresas.
A deterioração das contas externas e a fuga de capitais leva o governo a declarar a moratória do pagamento dos juros da dívida externa em fevereiro de 1987.
Em abril do mesmo ano Dilson Funaro deixa o comando do Ministério da Fazenda.
 
 Política Econômica e Inflação
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Planos Econômicos
3. Plano Bresser
Nos dois primeiros meses no comando da Fazenda, Bresser Pereira sinaliza que o país estava disposto a rever a moratória com medidas de contenção da demanda agregada e aumento das exportações, mediante uma desvalorização de 8,5% do Cruzado.
Em junho é lançado o Plano de Estabilização Econômica que ficou conhecido como Plano Bresser: um pacote híbrido com medidas ortodoxas e heterodoxas. Extinção do gatilho salarial; procurou-se reduzir o gasto público. As taxas de juros foram mantidas elevadas para conter a demanda.
Salários e aluguéis congelados no patamar do dia 12 de junho.
Criação de um novo indexador, a URP, para reajustes salariais a partir de setembro.
 
 Política Econômica e Inflação
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Planos Econômicos
3. Plano Bresser
Congelamento de preços por três meses, com realinhamentos prévios.
Alterou-se a base do IPC para evitar que o índice de julho fosse sobrecarregado por uma inflação anterior ao plano.
Desvalorizações cambiais diárias para evitar desequilíbrios externos.
Compromisso de realizar política monetária e fiscal rigorosas.
A princípio o Plano produziu bons resultados, fazendo cair a inflação, o déficit público e melhorando os saldos comerciais, o que possibilitou o governo renegociar com os credores internacionais e suspender a moratória.
Todavia em dezembro de 1987, a taxa de inflação mensal atingiu 14,14%, precipitando o pedido de demissão de Bresser Pereira.
 
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Planos Econômicos
4. Política do Feijão com Arroz
Mailson da Nóbrega sucede Bresser Pereira no Ministério da Fazenda e empreende uma política econômica tímida, gradual e pouco intervencionista de orientação ortodoxa, denominada política do feijão com arroz.
Cortar o déficit operacional de 8% para 4% e conter a inflação ao redor de 15% ao mês.
A política do feijão com arroz não teve sucesso e em julho de 1988, a inflação já ultrapassava a marca de 24%, o que provocou reajustes dos preços públicos.
Emitia-se moeda par a cobrir os superávits da balança comercial.
A Constituição, recém promulgada, amarra ainda mais os gastos orçamentários. Em 1988 tentou-se um alardeado pacto social para limitar aumentos de preços, sem sucesso.
 
 Política Econômica e Inflação
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Planos Econômicos
5. Plano Verão
Em 15 de janeiro de 1989 foi anunciado o Plano Verão.
Mais um plano híbrido conjugando ortodoxia com heterodoxia.
Nova reforma monetária: criação de uma nova unidade monetária, o Cruzado Novo equivalente a 1.000 Cruzados.
Os últimos meses do governo Sarney foram marcados porenorme caos político e econômico. A taxa de inflação anual de 1989 foi de 1.764,86%, enquanto as taxa mensais no início de 1990 foram de 64,17% em janeiro, 73,21% em fevereiro e 85,12% na primeira quinzena de março.
Em 15 de março de 1990 Fernando Collor de Mello assume a presidência da república anunciando um novo plano de estabilização econômica, o Plano Collor. 
 Política Econômica e Inflação
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Planos Econômicos
6. Plano Collor I 
Os Planos Collor I e II implicaram em retração da atividade econômica como resultado das medidas fiscais e monetárias adotadas,
O Plano Collor I de março de 1990 combinava confisco dos depósitos á vista e aplicações financeiras com prefixação da correção monetária dos preços e salários, câmbio flutuante, tributação ampliada sobre as aplicações financeiras e a chamada “reforma administrativa”, acarretando o fechamento de inúmeros órgãos públicos e a demissão de grande quantidade de funcionários.
 Política Econômica e Inflação
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Planos Econômicos
6. Plano Collor I 
Dada a gravidade do quadro fiscal, foi implementado um programa de drástica redução da dívida interna, de corte nos gastos públicos e de aumento de receita fiscal, o que produziu um superávit operacional de 1,2% do PIB em 1990. Para tanto foi gerado um superávit primário de 4,5% do PIB.
Dada a precariedade de do ajuste, cujos efeitos foram passageiros e não duradouros, o superávit primário reduziu-se à metade em 1991.
 Política Econômica e Inflação
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Planos Econômicos
7. Plano Collor II
O Plano Collor II foi adotado em janeiro de 1991, diante de um quadro de aceleração inflacionária.
Novo congelamento de preços e salários.
Novas medidas de contração monetária e fiscal.
Os Planos produziram uma enorme recessão no período 1990-1992, com queda de quase 10% do PIB, com aumento do desemprego e queda dos salários reais e da massa salarial.
Os desgastes econômicos e políticos levaram ao pedido de impeachment de Collor em outubro de 1992.
Com a renúncia do presidente assumiu o seu lugar Itamar Franco, que mais tarde convidaria Fernando Henrique Cardoso para ser ministro das Relações Exteriores e depois ministro da Fazenda.
 Política Econômica e Inflação
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Planos Econômicos
8. Plano Real
Em 1993, sob o comando de FHC, ministro da Fazenda de Itamar Franco, é implementado o programa de Estabilização Econômica que ficou conhecido como Plano Real.
Equipe de economistas da PUC RJ: Gustavo Franco, Winston Fritsch, André Lara Resende, Edmar Bacha, Persio Arida, dentre outros.
O Plano foi concebido e implementado em 3 etapas: 1. Estabelecimento do equilíbrio das contas públicas, buscando eliminar a principal causa da inflação. 2. Criação de um padrão estável de valor, a Unidade Real de Valor (URV). 3. Emissão da nova moeda nacional com poder aquisitivo estável, o Real.
O Plano NÃO incluiu congelamento de preços.
 Política Econômica e Inflação
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Planos Econômicos
8. Plano Real
Fase 1 – o PAI (Programa de Ação Imediata):
Junho de 1993, a fase fiscal, a primeira fase.
Na realidade o Plano Real só foi anunciado em dezembro de 1993, e começou com uma nova fase fiscal, o fundo Social de Emergência (FSE).
Foram implementadas várias medidas de ajuste fiscal, buscando equilíbrio.
A premissa era que a inflação decorria do desequilíbrio fiscal.
O governo sabia que era necessário um processo de saneamento dos bancos públicos e privados já que a queda da inflação impactaria fortemente o setor.
 Política Econômica e Inflação
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Planos Econômicos
8. Plano Real
Fase 1 – o PAI
Dentre várias medidas de natureza fiscal para equilibrar as contas públicas no biênio 1993-1994, cabe destacar a aprovação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), que é precursor da CPMF implantado posteriormente.
Medidas diversas: combate à sonegação; relacionamento com estados e municípios, bancos estaduais...
Privatizações
 Política Econômica e Inflação
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Planos Econômicos
8. Plano Real
Em 7 de dezembro de 1993 é anunciado o Plano Real, a ser implantado em 3 fases.
Criação do FSE que deveria vigorar por 2 anos.
Em janeiro de 1994 o governo passa a contar com o IPMF, após longa batalha liderada pelo então ministro da Saúde, médico cardiologista Adib Jatene. A arrecadação do IPMF seria destinada exclusivamente para a área de saúde.
Na verdade o ajuste fiscal que ocorreu era de curto prazo, aparentemente mais voltado às expectativas dos agentes econômicos.
O desequilíbrio fiscal crescerá nos mandatos de FHC.
 Política Econômica e Inflação
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Planos Econômicos
8. Plano Real
Fase 2 – a URV
A URV foi implementada a partir de março de 1994 sendo extinta em 1° de julho do mesmo ano, quando o real começou a circular.
O valor da URV foi fixado em CR$ 647,50 no dia 1° de março de 1994 e valia CR$ 2.750,00 em 30 de junho de 1994.
A URV deveria proporcionar aos agentes econômicos uma fase de transição para a estabilidade de preços.
A URV foi utilizada para restaurar a função de unidade de conta da moeda.
 Política Econômica e Inflação
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Planos Econômicos
8. Plano Real
Avaliação do Plano Real
Todavia os 8 anos de FHC produziram um crescimento médio anual de 2,4%, semelhante à taxa média anual da década de 1980, a década perdida.
Verificou-se também significativa deterioração das contas externas e internas do país.
As transações correntes do Balanço de Pagamentos saíram do equilíbrio e passaram a apresentar déficits insustentáveis, enquanto se dava um fortíssimo crescimento da dívida interna. 
Âncora cambial + abertura comercial e financeira exigem elevadíssimas taxas de juros para atrair grandes volumes de capitais financeiros.
 Política Econômica e Inflação
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Planos Econômicos
8. Plano Real
Avaliação do Plano Real
- A volta ao FMI e o tripé Macroeconômico
Somente com a criação do Banco Central, em 1964, o controle monetário passa a ser realizado de maneira mais coordenada. Para ajustar o controle dos meios de pagamentos, o Banco Central adotava o Orçamento Anual, por meio do qual a autoridade monetária estabelecia metas de expansão e contração monetária. 
Em 1986, o Banco Central o Banco Central criou o seu principal instrumento de controle de política monetária, a SELIC. 
Política Monetária no Brasil
Economia Monetária
Inflação trata-se de um processo econômico conhecido pelo aumento contínuo e generalizado no nível de preços de bens e serviços. 
Inflação
Deflação é quando a variação de preços é negativa. Justamente o contrário da Inflação. Porém, os problemas causados para a economia são tão indesejados quanto os da inflação. 
E quando a variação de preços é negativa? Deflação!
Segundo o Banco Central:
“Índices de preços são números que agregam e representam os preços de determinada cesta de produtos. Sua variação mede, portanto, a variação média dos preços dos produtos dessa cesta. “ (Banco Central, 2016)
Índices de preços ao consumidor produzidos pelo IBGE: IPCA
IPCA (índice de Preços ao Consumidor Amplo): Mede o custo de vida (alimentação e bebidas; artigos de residência; comunicação; despesas pessoais; educação; habitação; saúde e cuidados pessoais; transportes e vestuário), de famílias que recebem entre 1 a 40 salários mínimos. São pesquisados ao todo 465 itens. Indicador Oficial de Inflação do país.
A coleta de preços é do 1º ao 30º (ou 31º) dia do mês. 
Indicadores de Inflação 
São alvos da pesquisa as regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife, Fortaleza e Belém, o Distrito Federal, o município de Goiânia e Vitória.
Indicadores de Inflação 
Desde 1999 o governo brasileiro utiliza um sistema para controlar a inflação no Brasil, trata-se do sistema de metas para a inflação. Dentro de uma avaliação que leva em conta a conjuntura econômica do momento, o governo estipula um nível de inflação que eleconsidera aceitável. Dessa forma, constitui-se um intervalo aceito para a oscilação da inflação. 
Sistema de Metas
Brasil – IPCA Últimos anos
As possíveis causas de inflação podem ocorrer de acordo com algumas questões, tais como:
Condições de acesso ao comércio exterior;
Estruturas de mercado;
Grau de intervenção econômica governamental (estímulo econômico).
Inflação
s
Elementos de 
Economia
Tal processo possui desdobramentos em vários setores da economia, trazendo consequências aos agentes econômicos em diversos níveis. Dentre essas consequências, podemos destacar as seguintes:
Inflação
Redução do poder de compra da moeda: 
Uma das maiores consequências é a perda do poder aquisitivo da população, principalmente a população de baixa renda. A quantidade de um produto que se compraria com certo valor antes do processo inflacionário passa a ser menor após os efeitos desse processo, isso devido ao aumento no nível de preços;
Inflação
Desestímulo ao investimento no setor produtivo: 
A inflação elevada também leva a incertezas nos negócios ou negociações, daí há redução de investimento, sobretudo no setor produtivo, o que pode comprometer o crescimento econômico do país. Dessa forma, os agentes econômicos preferem investir seu dinheiro em fontes mais seguras;
Inflação
Impacto sobre o comércio exterior do país: O aumento dos preços dos bens e serviços produzidos no país, ou seja, do mercado interno, caso seja superior ao aumento dos preços de produtos estrangeiros, fará com que aumentem as importações de bens e serviços. Esse estímulo às importações acontece devido à diferença de preço entre produto nacional e produto estrangeiro.
Inflação
Na teoria econômica, existem duas formas de inflação tradicionalmente conhecidas: A inflação de demanda e a inflação de custos.
Inflação de Demanda: Esse tipo de inflação é conhecido pelo aumento de demanda por bens e serviços frente à oferta. Nesse caso, temos uma grande procura por bens e serviços, sendo que a oferta não acompanha a demanda, havendo um descompasso. Essa inflação é consequência de um aumento do poder de compra dos consumidores. 
Inflação
Inflação de Custos: Inflação ocasionada pelo aumento nos custos de produção, que são repassados para o preço final dos bens e serviços. Pressões ocasionadas pelos custos de produção, como por exemplo, aumento nos preços das matérias primas, salários, impostos, entre outros, tendem a serem refletidas nos preços cobrados ao consumidor. Essa inflação também é conhecida como inflação de oferta.
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