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CURSO DE PEDAGOGIA Eliene Silva Maquiné RELATÓRIO DO ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO III – GESTÃO Castanhal 2019 ELIENE SILVA MAQUINÉ RELATÓRIO DO ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO III – GESTÃO Relatório de Estágio apresentado para a disciplina de Estágio Curricular Obrigatório – Gestão do curso de Pedagogia - UNOPAR. Orientador: profª. Ma. Lilian Amaral da Silva Souza Tutor Eletrônico: Kassia Regina Bar Tutor de Sala: Joelma de Freitas Silva Andrade Castanhal 2019 SUMÁRIO INTRODUÇÃO Este trabalho é o resultado decorrente do Estágio Curricular Supervisado em Gestão. Durante o relato descreveremos os aspectos observados durante esse período que com certeza, foi muito proveitoso. Ao chegar à escola fomos muito bem acolhidos pela diretora e demais funcionários. Apresentamos a ela nossos documentos e falamos quais eram os nossos propósitos, dando início assim, ao estágio de gestão. A educação é um assunto muito importante para estar apenas nas mãos da família ou da escola, no entanto são os principais pontos de sustentação do individuo, é que me proponho analisar essa relação por vezes conflitante, mas de extrema necessidade para a criança. Portanto, é essa educação partilhada é que constrói o caráter do cidadão consciente que buscamos ter hoje em nossa sociedade, pois a educação passa pela família e depois pela escola mostrando seus reflexos na sociedade. Tendo em vista as observações e os diálogos com a equipe gestora, durante o período de estagio, emergiram relatos sobre a ausência da família no espaço escolar, e questões referentes à indisciplina dos educando, mais especificamente em relação a uma turma do terceiro ano do ensino fundamental. As questões de indisciplina destes alunos foram apresentadas pelo professor no que se refere a muitas conversas paralelas em sala de aula, inquietações, e falta de atenção. Levando em consideração estes problemas supracitados, buscou-se elaborar o Plano de Ação na busca de minimizá-los. Para isso foram realizadas reuniões onde se discutiu acerca destas dificuldades com as famílias e a equipe gestora, objetivando promover momentos de interação entre pais, professores e gestores da escola, para levá-los a perceber o quanto a parceria traria resultados satisfatórios ao comportamento dos alunos, bem como possibilitar melhor desenvolvimento do trabalho do professor. Contudo é possível afirmar que entender a importância da Gestão Escolar na instituição de ensino é algo essencial para a formação de futuros pedagogos, sobre tudo compreender as atribuições que cada um deles desenvolve neste espaço de formação e troca de saberes. Assim o estágio permitiu não apenas conhecer as atribuições, mas refletir como estão sendo essas práticas na realidade, fazendo uma relação entre a teoria e a prática. CARACTERIZAÇÃO DO CAMPO DE ESTÁGIO E ATUAÇÃO DO PEDAGOGO A instituição a qual realizei a observação e o estágio chama-se Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental Olavo Bilac. A referida instituição está localizada no centro do município de Mãe do Rio/PA, localizada da Avenida Castelo Branco. O funcionamento da escola é nos turnos: Matutino e Vespertino. Todas as turmas da escola são na modalidade presencial e níveis de Educação Infantil e Anos Iniciais. A Escola Olavo Bilac conforme nos foi informado, conta com uma sala para brinquedoteca, uma sala de leitura com uma professora para atender os alunos que não estão lendo fluentemente e aqueles que querem levar livros para casa para exercitar a leitura, uma sala com materiais didáticos, uma para deposito de merenda e utensílios da cozinha, uma cozinha e um banheiro para demais funcionários, a sala dos professores com um banheiro para uso dos mesmos. A escola tem como princípio norteador a concepção de educação para todos independente de cor, etnia, crença, condição física ou social, portanto, procura desenvolver ações que visam atender e contribuir para a formação integral de todos. O público alvo deste projeto são os próprios alunos e a comunidade escolar. No que diz respeito ao Projeto Político Pedagógico (P.P.P) da Escola Olavo Bilac, este foi atualizado no ano de 2017, baseado na realidade da escola. Para a sua confecção constou-se com o apoio da comunidade escolar (pais e colaboradores). Atualmente, este documento está sendo reelaborado na escola. O P.P.P que vigora na instituição, possui dados relevantes para o andamento da escola. Importa ainda salientar que o P.P.P não se chama Projeto Político Pedagógico, mas sim Plano Político Pedagógico. Construir um Plano Político Pedagógico não é nada fácil, e para que este aconteça é preciso que todos se envolvam com o processo educativo da escola, assim irão formular um desenho de escola de acordo com a realidade em que a mesma se encontra. O Plano Político Pedagógico dirige o olhar para a organização e o bom seguimento da escola e não pode se tornar não positivo, ele precisa ser complacente e ter um acordo com a mudança se inteirar com as distintas situações que possam vir a surgir. DIÁRIOS DE OBSERVAÇÃO DE CAMPO Durante o período de observação na instituição tivemos experiências essenciais para a nossa formação, o mesmo nos proporcionou o contato direto em uma reunião de planejamento, onde foi possível observar na prática como realmente acontece. Vivências essas que permitiram relacionar como o planejamento é tratado no discurso e como é colocado em prática na realidade. Outra experiência nas nossas tardes de estágio ocorreu quando a gestão da escola nos convidou a tratar sobre a indisciplina em uma turma do terceiro ano do ensino fundamental, queixando-se ainda em relação à ausência das famílias, assim procuramos nos aproximar para conhecer o perfil da turma, construindo laços que permitissem conhecer sobre a realidade de cada um. Assim, com o consentimento da diretora, juntamente com a professora da turma acompanhamos os alunos para outra escola onde acontecia um projeto cultural, tal comportamento nos possibilitou um conhecimento maior com relação aos alunos. A partir dessa experiência começamos a pensar uma forma diferente para trazer estas famílias para a instituição. Elaboramos um convite onde o diferencial foi entregá-los de “casa em casa”, momento que nos oportunizou conhecer um pouco da realidade socioeconômicos e familiar daqueles alunos. Com a autorização da diretora escolar, e a participação direta da professora dos alunos da turma onde realizamos a intervenção, reunimos e dividimos os educandos de acordo com a quantidade da equipe de estágio, formando três equipes que residissem na mesma ou na proximidade das ruas/bairros, contando com todo o apoio e envolvimento da professora neste processo de aproximação das famílias. Com isso percebemos o entusiasmo de todos os alunos durante o percurso até suas casas, como também observamos de perto as condições de moradia, e ouvimos relatos das próprias crianças sobre como suas famílias são constituídas, levando-nos a entender melhor o porquê de atitudes de indisciplina na escola. Ao chegarmos às residências acompanhadas dos alunos os pais ficaram surpresos e até indagaram: “o que você aprontou na escola? Porque chegou mais cedo? Ao nos apresentarmos (nomes, local de estudo), como estagiárias na escola dos seus filhos, e convidá-las a participarem da nossa reunião, logo surgia o convite de entrar, sentar, e demorar mais um pouco em suas casas. As famílias nos agradeceram pelo convite e confirmaram a presença. Em suma, para a família foi um convite diferenciado, resultando positivamente no dia da intervenção. Após as experiências e contato com pais alunos e gestão escolar nos debruçarmos em busca de subsídios teóricos que contemplassem a temática do projeto, pois o estágio não é uma prática isolada, mas é a partir da relação de subsídios teóricos que sãoconstruídas práticas que atendam aos problemas a serem superados, como aborda PIMENTA e LIMA (2004, p. 45) [...] O estágio, ao contrário do que se promulgava, não é atividade prática, mas teórica, instrumentalizadora da práxis docente, entendida esta como atividade de transformação da realidade. Neste sentido o estágio curricular é atividade teórica de conhecimento, fundamentação, diálogo e intervenção na realidade, esta, sim, objeto da práxis. Diante disso buscou-se trabalhar sobre esses problemas com os alunos e os demais componentes da instituição, considerando que a escola funciona como uma “máquina” com pequenas peças e engrenagens diferenciadas, mas sendo todas necessárias para o bom funcionamento da mesma, assim também é a escola, pois mesmo sendo composta por pessoas diferentes, desenvolvendo funções diversificadas, devem trabalhar coletivamente, pois é essencial para o bom funcionamento da escola, ou seja, pessoas com suas especificidades mas em prol de um objetivo comum. Neste sentido, convidamos todos os que fazem parte do contexto escolar a participarem das intervenções. ANÁLISE DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO E ENTREVISTA COM O PEDAGOGO A gestão da escola foi muito atenciosa e contribuindo bastante no nosso trabalho de estágio em gestão. Segundo o P.P.P, a escola oferta as modalidades de Ensino Infantil e Ensino Fundamental. O horário de atendimento no período matutino é das 07h00min às 11h00min, período vespertino 13h00min às 17h00min. Ao analisar o PPP da Escola foi possível observar que visa promover ações educativas, desvelar causas de exclusão, possibilitar práticas inclusivas e relativas ao conhecimento e as formas de participação, tudo isso, embasados nos quatro pilares da educação: aprender a conhecer aprender a fazer, aprender a viver com os outros e a prender a ser. O Plano Político Pedagógico, da escola é reformulado a cada dois anos, com a participação da equipe Gestora, dos professores e dos alunos, promovendo uma dimensão democrática na escola e em toda a comunidade escolar. Na primeira intervenção com os pais e mestres (Gestão e professores) abordamos a temática: Família/Escola, trabalhando em conjunto para uma boa educação. Foram apresentados documentos legais como o Regimento Escolar da própria instituição, A lei de Diretrizes e Bases 94/96 (LDB), o ECA e vídeos que os motivassem a trabalhar em equipe: A união faz a força, a família e a escola como parceiras, onde fortalecessem laços de confiança e responsabilidade de cada um deles. Reconhecendo que enquanto espaço influenciador o contexto familiar pode ou não ajudar no desenvolvimento e aprendizagem dos seus filhos. Desta forma, escola, família e comunidade devem partilhar desta responsabilidade quanto ao seu papel de educador, pois formam espaço em que a criança interage. Neste sentido, os espaços sociais estão a todo o momento impactando de forma significante as vidas das crianças, influenciando em seu comportamento, levando-as a aprender com as diferentes formas de existir, de ver o mundo e construir as suas relações sociais com o meio em que se vive. Portanto as crianças trazem consigo as experiências adquiridas pelo meio em que convive, para Rego (1996) esse comportamento indisciplinar associa-se diretamente a “ineficiência da prática pedagógica desenvolvida: metodologias que subestimam a capacidade dos alunos, constantes ameaças visando o silêncio da turma” (REGO 1996, p.100) Ao se tratar da indisciplina e na tentativa para superá-la Latille (2002) diz que “as crianças precisam sim aderir a regras e estas somente podem vir de seus educadores, pais ou professores [...]” (Latille 2012, p. 9) enfatizando que não é no sentindo de moldar o aluno em um comportamento estabelecido pelo adulto, mais para possibilitar o desenvolvimento de algumas práticas na escola e até mesmo na família. Foi no sentido de instigar a parceria entre família e escola que essa intervenção foi elaborada. Na segunda intervenção com os alunos trabalhamos a temática: Uma abordagem dos direitos e deveres dos alunos criamos situações de forma lúdica, para apresentar o regimento da escola a qual contém os direitos e deveres dos alunos, por meio de dinâmicas. Usamos a dinâmica da bola invisível (para a apresentação individual), vídeo que expressasse os “direitos das crianças” (música do compositor toquinho “o direito da criança”), reflexões de um país sem regras, possibilitando a troca de opinião e diálogo entre todos, seguido por apresentação de slide do regimento escolar, e dinâmica do pirulito (interação e trabalho em equipe, ajuda mútua), e o envolvimento da construção de um mural contendo os deveres dos educandos. Mas em todas essas atividades deixávamos explicito o objetivo, que era levá-los a refletir sobre o quanto a indisciplina traz dificuldades para a prática do professor, enfatizando a importância da disciplina para um bom convívio social e no espaço escolar para a aprendizagem dos alunos. De acordo com a supervisora, suas atividades na instituição, visão orientar o corpo docente, quanto à elaboração de planejamento anual e semanal, construção de Portfólios que é instrumento de acompanhento do trabalho da turma. Com vistas a reduzir o isolamento entre conteúdos, possibilitando aos alunos a capacidade e compreensão do meio que este inserido. O planejamento e a avaliação acontecem de forma coletiva participativa. A escola realiza vários projetos e possui educação em tempo integral, mas que ainda esta em fase de implementação, visto que o número de alunos matriculado nessa modalidade ainda é satisfatório. A gestão busca a integração familiar junto à escola no acompanhamento do aprendizado dos seus filhos, em uma socialização permanente e eficaz para viver em harmonia com outras pessoas. Exemplo disso pode participar da organização do aniversário da escola, com o objetivo de trazer as famílias para a escola, socializar e brincar. Essa comemoração foi realizada em um sábado, foi muito bom e prazeroso, professores e pais de alunos, comunidade escolar e familiar. Entrevista com a Pedagoga: As questões didático-pedagogicas (Recursos, metodologia do professor, entre outros) conseguem dar conta das dificuldades apresentadas pelos alunos? Sim, os recursos são bem diversos e bastantes utilizados. Os professores também conseguem realizar e sanar as dificuldades com pesquisas, desenvolvendo nos alunos a busca pelo novo, desta maneira os alunos estão sempre motivados. O número de profissionais é o suficiente para da conta das necessidades da escola? Sim. O número de funcionários é adequado as necessidades da escola. A única falta é de um professor substituto. Pois, quando falta professor temos que redimensionar horários de aulas, o que nem sempre é satisfatório. Em quer momento o responsável pelo aluno participa das atividades planejadas pela a escola? A escola sempre promove eventos onde a família é convidada a participar. Recentemente comemoramos o aniversário da escola, onde várias famílias participaram. Todos elogiaram diversas atividades e participaram com alegria, foi um momento prazeroso para todos da escola, alunos e famílias. De que forma o pedagogo auxilia na Formação Continuada dos Profissionais da Escola? As pedagogas atuam de forma direta, alencando temas, organizando a estrutura da formação e direcionando os trabalhos para que o aprendizado seja constante e diário. É um momento bem proveitoso e de grandes conquistas. PLANO DE AÇÃO DO PEDAGOGO Instituição: Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental Olavo Bilac Carga Horária: 8 horas Estagiaria: Bruna Costa Rosa Temática: Família na Escola: Parceria que faz a diferença. INTRODUÇÃO A presente proposta de atuação do pedagogo no espaço escolar apresenta um plano de ação e algumas reflexões sobre a importância da participação da família na escola para o processo de escolarização do aluno. Procura alinhar essa necessidade para buscar orientações que possa fortalecer a relação entre escola e família estreitando assim,a comunidade entre ambas, imprescindíveis na vida do educando. Sabe-se o quanto é positiva a interação familiar/escola para o desenvolvimento escola das crianças. Observa-se, porem, a existência de conflito ocasionado pela de proximidade entre as mesmas, muitas vezes devido ao fato dos pais alegarem a falta de tempo para tal acompanhamento e aproximação. Pretende-se com este trabalho, um plano de ação que articulado entre a gestão escolar e os professores culmine em uma aproximação com a família de forma que a mesma percebe a importância e valor que a escola lhe dedica. JUSTIFICATIVA Considerando esta relação tão complexa e importante gostaria de contribuir com este tema, a fim de ressaltar quais os problemas enfrentados pela família como pela escola e dessa forma sugerir projetos para melhorar a convivência das duas instituições. OBJETIVO GERAL Promover participação efetiva da escola em parceria com os pais e com a sociedade, buscando criar condições, a fim de promover uma educação construtiva e justa através de um trabalho coletivo e educativo. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Identificar as possíveis causas da ausência dos responsáveis diretos no acompanhamento da aprendizagem e atitudes dos filhos; Investigar estratégias para aproximar a família da escola; Colaborar na conscientização da participação da família no processo da construção dos saberes em parceria com a escola. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Vida familiar e vida escolar perpassam por caminhos concomitantes. É quase impossível separar aluno/filho, por isto, quanto maior o fortalecimento dessa relação família/escola, tanto melhor será o desempenho escolar desses filhos/alunos. Nesse sentido, é importante que família e escola saibam aproveitar os benefícios desse estreitamento de relações, pois isto irá resultar em princípios facilitadores da aprendizagem e formação social da criança. [...] tanto a família quanto a escola desejam a mesma coisa: preparar as crianças para o mundo; no entanto, a família tem suas particularidades que a diferenciam da escola, e suas necessidades que a aproximam dessa mesma instituição. A escola tem sua metodologia e filosofia para educar uma criança, no entanto ela necessita da família para concretizar o seu projeto educativo. (PAROLIM, 2003, p. 99) Em vista disso, é que destacamos a necessidade de uma parceria entre Família e Escola, visto que, apesar de cada uma apresentar valores e objetivos próprios no que se refere à educação de uma criança, necessita uma da outra e, quanto maior for à diferença maior será a necessidade de relacionar-se. Essas diferenças e necessidades ficaram evidentes durante as entrevistas e reuniões realizadas com as famílias para a realização deste trabalho. Porém, é importante ressaltar que nem a escola e nem a família precisam modificar a forma de se organizarem, basta que estejam abertos à troca de experiências mediante uma parceria significativa. A escola não funciona isoladamente, faz-se necessário que cada um dentro da sua função, trabalhe buscando atingir uma construção coletiva, contribuindo assim, para a melhoria do desempenho escolar das crianças. Durante a aplicação do projeto que ainda está em desenvolvimento pudemos perceber que sempre é possível reverter situações desagradáveis que incomodam. Apresentar novos modelos de trabalho e não temê-los, nos traz benefícios incalculáveis. Podemos dizer que a aproximação da família com a escola possibilitou a todos, professores, equipe pedagógica, funcionários, direção geral e auxiliar, pais e alunos um diálogo antes considerado difícil, principalmente para a família. Os pais e/ou responsáveis sentiram-se valorizados ao perceber que a escola está lhe proporcionando opinar, trocar experiências, influir e ter mais espaço dentro da escola de seus filhos, além do que, conhecer e conversar abertamente com os pais e/ou responsáveis proporcionou aos professores e a equipe pedagógica conhecimentos a respeito dos alunos que só foi possível mediante as reuniões realizadas com mais descontração. Como disse um dos pais ao responder uma pergunta que lhe foi feita através de um questionário enviado no início do ano, relatando sua dificuldade em conversar com os professores de sua filha. E quando perguntado quais os pontos negativos das reuniões na escola que mais o incomodavam, respondeu: “O modo como os professores falam, às vezes não consigo entender direito o querem dizer”. Respostas como esta nos fez perceber que os pais percebem a escola, ou seja, os professores de seus filhos como pessoas superiores a eles e isso os assustam e assim, na maioria das vezes deixam de participar da vida escolar de seus filhos ou, se submetem às exigências da escola, sem coragem de expor suas necessidades. Nesse sentido, as reuniões descontraídas, informais possibilitaram um diálogo mais aberto entre os professores, alunos e os pais que muitas vezes não conseguem participar da vida escolar dos filhos, em conseqüência da vida extremamente atribulada pelas quais passam. O trabalho realizado até aqui permitiu que as famílias mudassem suas impressões sobre a escola. Nesse pouco tempo, percebeu-se um maior interesse dos pais em relação ao desempenho escolar de seus filhos. Diante do exposto, pretende-se que este projeto seja estendido as demais séries. Socializar conhecimentos, manter os pais informados sobre vários assuntos, mas principalmente sobre a educação. Criar um ambiente simples e interativo foi um estímulo para os pais, que aos poucos foram deixando a timidez de lado e expressando suas opiniões e colocando seus problemas. Os alunos por sua vez, se sentiram mais seguros e confiantes ao perceberem o estreitamento da relação entre a escola e suas famílias. Isso não quer dizer que todo o problema do fraco desempenho escolar tenha sido erradicado, mas foi em grande parte solucionado. Entretanto, ressalta-se a necessidade da execução permanente de projetos que permitam aos pais e/ou responsáveis relacionar-se com a escola de maneira efetiva. De nada adianta aplicar um projeto e este não ter continuidade. A periodicidade da comunicação da escola com a família deve ser constante, através de veículo correto e mensagem adequada. Somente assim terá efeitos satisfatórios. O entendimento entre família e escola se dá pela comunicação eficaz, se a comunicação for truncada, não acontece o entendimento pretendido. O diálogo é um fator importante na relação família/escola (PARO, 2007). Entretanto, para que isto aconteça é necessário que os pais e/ou responsáveis sintam-se valorizados pela escola. A escola precisa usar todos os métodos possíveis para a aproximação direta com a família possibilitando compartilhar informações significativas em relação aos seus objetivos, recursos, problemas e até questões pedagógicas. (PARO, 1992). Nesse sentido é que se percebeu após a aplicação das atividades propostas, principalmente após as reuniões, que os pais e os responsáveis pelas crianças passaram a participar mais efetivamente da vida escolar destes. METODOLOGIA O presente projeto será desenvolvido com as famílias dos alunos regularmente matriculados neste Estabelecimento de Ensino e cotará com a participação dos Amigos da Escola e funcionários conforme cronograma de atividades. Serão utilizados Datashow, livro para registro dos eventos, internet, questionários, máquina fotográfica, computadores e livros CRONOGRAMA DE ATIVIDADES ATIVIDADES HELENA EDUARDO CLEID KEILA CÁSSIA ADVALDO Reunião bimestral entre família e escola. x x Palestra com psicólogos com tema: educar e cuidar x x Incentivar participação dos pais nos eventos promovidos pela Escola x x Reunião com pais e alunos de baixo rendimento no bimestre x x Apresentar projetos desenvolvidos pela escola. E bem como avaliar sua eficácia x x Fortalecer o Conselho Educacional através da participação dos pais. x x Divulgar o Regimento e o calendário Escolar comentandosobre os dias letivos com o cumprimento da carga horária. x x Visita domiciliares da equipe pedagógica para tratar de interesses educacionais; x x AVALIAÇÃO O projeto será avaliado durante a execução com a participação dos envolvidos, de forma continua através de questionário e relatórios e divulgado da Unidade Escolar. REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS PARO V. H. Gestão da escola pública: a participação da comunidade. Revista de estudos pedagógicos, 1992. PARO V. H. Qualidade do ensino: a contribuição dos pais. São Paulo: Xamã, 2007. PAROLIM, Isabel. As dificuldades de aprendizagem e as relações familiares. Fortaleza, 2003. CONSIDERAÇÕES FINAIS Refletir sobre o estágio é ter como certeza o desafio que envolve tornar a experiência teórica em prática, assim como o desafio de tornar a escola um lugar democrático com espaço e voz para todos, sabendo que a gestão escolar compõe parte importante nesta tarefa, que necessita igualmente da família bem como professores, alunos e funcionários para ocorrer de forma democrática. Assim realizamos duas intervenções uma com pais e comunidade escolar e outra com os alunos, a fim de juntos refletirem e dialogar sobre as dificuldades encontradas na escola, bem como tentar despertar a consciência para as responsabilidades de cada um deles, proporcionando momentos de interação entre gestores, professores e pais, trazendo conhecimento acerca dos seus deveres e direitos na instituição. Em relação aos alunos abordamos a importância de ser disciplinado na escola, pois seria algo que favoreceria para o seu processo de aprendizagem, construindo momentos de interação elaboramos com a turma os combinados para a sala, pois nesse processo de participação e construção os alunos desenvolveram o sentido de responsabilidades, reconhecendo que as regras são necessárias REFERÊNCIAS BRASIL. Presidência da RepÚblica. Lei nº 9.394-LDB Lei das Diretrizes e bases da Educação, 20 de dezembro de 1996 LA TAILLE, Yves de. A indisciplina e o sentimento de vergonha. In.: AQUINO. Julio Groppa (Org.) Indisciplina na escola: Alternativas teóricas e práticas. São Paulo: Summus, 1996. PIMENTA, Selma Garrido, LIMA Maria Socorro Lucena, Estágio e Docência, revisão técnica José Cerchi Fusari- São Paulo: Cortez, 2004 Disponíveis em: https://educador.brasilescola.uol.com.br/sugestoes-pais-professores/a-importancia-parceria-familia-escola.htm acessado em 04/04/2019. https://escoladainteligencia.com.br/entenda-a-importancia-de-manter-a-relacao-entre-familia-e-escola/ acessado em 04/04/2019.