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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
INSTITUTO DE QU/MICA
Experiência
DEPARTAMENTO DE QU/MICA INORGANICA
QU/MICA GERAL EXPERIMENTAL • QUl-01-003 3
1- TITULO: CALIBRAÇÃO E UTILIZAÇÃO DE UM CALORlfdETRO.
li - OBJETIVO
Calibrar um Calorímetro e utilizá-lo posterionnentc para detenninar o calor de
dissolução do KNO, e NaOH.
li/ - INTRODUÇÃO
Um dos procedimentos para medir o calor trocado com o ambiente por um
processo químico é através de uma técnica chamada "Calorimctria". Antes de falar desta
técnica, é conveniente definir "Capacidade Calorífica" ou "Constante Calorimétrica":
Capacidade Calorífica ou Constante Calorimétrica (C) de um determinado
objeto é a quantidade de calor associada com a variação da temperatura do objeto em
1 ºC (ou 1 K).
A Capacidade Calorífica de um objeto depende do material do qual tste é feito
e da sua massa e é expressa nas unidades: Jl°C ou cal/ºC (ou J/K ou cal/K).
A Capacidade Calorífica de um objeto infom1a tanto a quant1tiadc de calor que
este absorve para elevar sua temperatura em 1 ºC quanto a quantidade de calor que este deve
perder para que ocorra um decréscimo de sua temperatura em 1 ºC. Então:
C=q I 6.T e q = C. AT
Se:
Se:
11T < O (Tr. ... 1 < T.,".,1) - Objeto perde calor e q < O
11T> O (Tr..,1 > T,,..,;.,) - Objeto ganha calor e q > O
i . Um . Calorímetro de Solução é um calorímetro simples, muitas vezes
mprov,sado, e que mede o calor trocado cm condições de pressão constante p 1 •
caso, o calor trocado está associado à Variação de Entalpia do processo: ' . or anto neste
Exp. 3.2
d O calor do processo é medido cm função d:i variação da temperatura que ocorre
urante O processo dentro do calorímetro.
b . Para um processo que ocorre cm solução aquosa, pode-se dizer que o calor
a soi:vido (ou liberado) peio processo é igual ao calor perdido (ou absorvido) pelo
calonmetro e a solução. Então, são usadas as relações:
Logo:
Onde:
q,, ...... = quantidade de calor absorvido 011 perdido pelo processo, expresso em
joules ou calorias;
m"""''º = massa da solução cm gramas;
C..i.,.., = calor específico da solução, em J/g .ºC ou cal/g .~e;
T = variação de temperatura.
C = Capacidade Calorífica do calorímetro
Se a solução é diluída. pode-se considerar que c..,iuç .. ::::: e,~ e que a densidade da
solução ::: densidade da água ( 1 g/mL) sem erro apreciável.
No caso <lesta experiência, o calorímetro~ um Bequer, que pode ser envolto por
uma wnnta térmica (isolante). com uma tampa perfurada através da qual é introduzido um
termômetro. Assim. q,.,.,. . ..,,., .. n:presenta o calor absorvido (ou perdido) pelo conjunto:
Hcquer + tampa + termômetro. Observa-se que não está sendo considerado o calor liberado
(nu absorvido) pek, processo e ahsorvido (ou perdido) pelo meio ambiente.
Para <1pl:c~ ~ rciac,;;io acima é preciso que "C' seja conhecido. caso contrário o
Ca lorímetro precisa se~ ,fÍ' :,·i: rmcnte calibrado para qul.'. sua Capacidade Calorífica (C) seja
dL.tcm1 inada.
EXP• 3·3
Neste caso. para dctem,inar "C' mistura-se no calorímetro contendo um_~ e::~
quantidade de água fria uma outra quantidade de água quente. Então a energia absorvi ª de
fonna de calor pela água fria e pelo calorímetro deve ser igual ii energia perdida sob forma
calor pela água quente:
ou
Onde: /J.T, = elevação de temperatura da água fria e do calorímetro
!J.T,= abaixamento de temperatura da água quente
Uma vez detenninado "C', este calorímetro pode, então, ser usado pa~a
determinar MI de outro processo que, no caso desta experiência. será o Calor de Dissoluçao
do KNO, e do NaOH.
IV - MATERIAL
MATERIAL
- OI Béquer de 100 mL
- O I Béquer de 400 m L com tampa.
envolvido com a manta isolante
- OI Termômetro de mercúrio
- OJ Termômetro digital
- OI Proveta de 100 mL
- OI Espátula de porcelana
- OI Vidro de relógio
- OI Bastão de vidro
V - PROTOCOLO DE REAGENTES
REAGENTES
- KNO, sólido
- NaOIJ sólido
Pesquise e apresente um breve comentário sobre os aspectos tóxicos e cuidados
de manuseio do seguinte reagente:
* Nitrato de Potássio p.a.
* Hidróxido de Sódio p.a.
/
'
'
VI· PROCESSO
Exp. 3.4
Esta experiência é dividida cm duas etapas:
PARTE A: Calibração do Calorímetro
Registrar o número do calorímetro a ser utilizado na experiência.
. . Colocar 75 ml de água, medidos cm proveta, no calorímetro isolado com a
~an~ tennica, tampar e medir a temperatura da água com o tennômetro digital que deve ser
mserido no orificio da tampa. Esta é a temperatura inicial da água fria e do calorímetro.
Anotar.
Colocar 75 mL de água, med idos cm proveta, em um béquer de 100 mL e
aqu~c~ até 68 ºC, agitando suavemente e controlando a temperatura com tennômetro de
mercuno. Remover a chama. Aguardar a estabilização da temperatura agitando e medindo a
te~peratura com o tennômetro digital (sem removê-lo da tampa). Esta é a temperatura inicial
da agua quente. Anotar.
Verter a água quente no calorímetro, tampar. e agitar cuidando para não molhar
a tampa. Controlar a temperatura com o tennômetro digital e anotar a temperatura máxima de
equilíbrio.
Resfriar o calorímetro e repetir a operação de calibração mais duas vezes.
Calcular a Capacidade Calorífica média do calorímetro.
PARTF: B: Utilizaçã9 do Calorímetro
C:olocar no calorímetro. previamente cali brado. 100 mL de água destilada e
medir ~ tempr1 \.im, oc equilíbrio com o ambiente usando o termômetro digital. Anotar.
✓eriíirar nn rótulo do frasco o grau de pureza do KNO\. Anotar.
Pesar em papel alumínio uma porção de aproximadamente 5.00 g de KNO} e
transfe1 ir quantitativamente ao calorímetro. Dissolver nos 100 mL de água. agitando
cu,JaJosamcn~e para não molhar a tampa de isopor. Observar a variação de temperatura e
ane,:ru o valor m111imo atingido.
Repetir todo o procedimento anterior pesando 4.00 g de NaOH, em vidro de
relógio.
08S: Neste caso deverá ser anotado o valor máximo da temperatura fi nal
Calcular o Calor de Dissolução Molar do KN01 e do NaOH.
VII-DADOS
PARTE A:
calorímetro Nº: ____ _
Massa da água fria (g)
Temperatura inicial da água fria+ Calorímetro (ºC)
Massa da água quente (g)
r:emperatura inicial da água quente (ºC)
Temperatura final da mistura (ºC)
Calor específico da água (J/g. ºC)
Densidade da água (g/ml )
PARTE B:
Massa de áQua (a )
Massa do sólido dissolvido (o )
Massa da solucão (g)
Temperatura inicial da áqua (ºC)
Temperatura final da solução (ºC)
Variacão de temperatura (ºC)
Grau de pureza do reagente (%)
VIII - RESULTADOS
PARTE A:
Capacidade Calorífica do Calorímetro (J/ºC)
Média (J/ºC)
PARTEB:
ó H,_.,,.,, molar tabelado (kJ/mol)
ó H-.~ ... molar calculado (kJ/mol)
Erro Absoluto
Erro Relativo
Exp. 3.5
4, 18
-'• 1 X 4. 18
1,0 1.0
'·º
KNOJ NaOH
1
1
r
KNOl NaOH
+ 34,89
- 44,50
IX· QUESTIONAR/O
Exp. 3.6
•
e
1
1) Por que há necessidade de agitar durnnte o processo de dissolução enquanto se
ontro a a temperatura'!
2) Por que é recomendável que, no processo de calibração, seja adicionada água
quente no calorímetro contendo água fria e não ao contr{irio?
. 3) Considerando a variação de temperatura cm cada caso, classifique o processo de
dissolução do KNOi e do NaOH cm exotérmico ou endotérmico. Explique.
4) c;onsiderando as energias envolvidas no processo de dissolução, justifique a sua
conclusão anterior.
S) Se O grau de pureza do reagente não fosse considerado, como seria afetado o
resultado fi nal?.
6) C ilt' pelo nicn,,c; duas causas de eno.
- 1 ·, . d· J>·irtc· B devem ser recolhidas para um frasc0 de resíduos.
7,1 Por que as so uçoo ,1 , •
Justifique.
( l
1\\ J(~{(.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SULINSTITUTO DE QUÍMICA
DEPARTAMENTO DE QUÍMICA INORGÂNICA
QUÍMICA GERAL EXPERIMENTAL - QUl-01-003
Experiência
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I - TÍTULO: CALIBRAÇÃO E UTILIZAÇÃO DE UM CALORÍMETRO
li-DADOS
PARTE A: Calorímetro Nº: __.~-'4~--
Massa da água fria (g) \ e:;_
~-
"i'S
Temperatura inicial da água fria+ Calorímetro (ºC)
.j-:.,. ~ \ ;.,~ ~
Massa da água quente (g) 1-t;; l--S
Temperatura inicial da água quente (ºC) (') J.. \j
~i ()
Temperatura final da mistura (ºC) ~2 d '-1 1)
' Calor específico da água (J/g.ºC) 4,18 4, 18 4, 18
Densidade da água (g/ml) 1,0 1,0 1,0
PARTE B:
KNOl
Massa de
Massa do
Mas
Te
Te
Vari
Ili - RESULTADOS
PARTE A: Capacidade Calorífica do Calorímetro (Jl°C) { ~ ~.=\\.\ 1 ~ y '--! ~ 1
Média (J/ºC) ~ -, _ 1 ~
PARTE 8:
KNO3 NaOH
ll H,._ __ ..,. molar tabelado (kJ/mol) + 34,89 -44,50
ll H,._._... molar calculado (kJ/mol) ~-:._ ~. ·,· ~ - ~.1 ,
Erro Absoluto 11 ~ \..\ 3 1.
Erro Relativo ~ :-."4-'1/_
'----°'~' V
\ ~ • \..\ ) \ ~ ( '-\ ~ ) ~ - 2 ~/~) \. ~ \ ( ~ ~ ' ~ - ~
- +5. \.\ 1 \8 \ ~ ~, ~ - ~ :\.)
S i~~ , \~ç, '--\-\- \~ ,~C..c..~\-:: °':! ~::H:, , ~~
C:_~ \ -;: ~ ~ ~ l 4. ~ ~ 1 o(_
~S · '--\ , \~\ "il 11 -:r~,~) \. C.c~\ ( "-\l ,')- cJ ~/J ) -::
-l-s. ~.\'? (~~ ,~ - G~)
S3i~ ,)?~--\- ~~ ~c...c.c.\
c<.o.. \ ~ ~-ai'-\ '8 'S \-)e.
-\0 0. '-\ 1 ~~ \ -\~ -s - ~ :l 1 ~) 4- ~\)~ 1 H ( 1 j I s - l ") 'j) :::- - q
"'"\\ S'\..-,
~ ~, s.~~ :::. ~ : ~ ~ ,~ 11..\ ~
~ ~~ \ 1 ~ i \..\ - 51
~ ~ - ~'J~,1 o
~
1A :::. 3~0~~,SJ ()-:: 3ç_, , ci~ '<.:
J\ex:::i .\..\ ~~\3~, !:)- Jl,~) 4 ~aEil~~c~vl'5- ;i_~ ~) - -9,.~,S'.:>~
~~ :.~ =- - \.\~\.\a'\-\~ ~
- '-\~\4~ l'-4(:,~ - '--\ 'õ
~ ~ - ~() J
b. ~ -= - 1..\ A 4a \.\ 1 ~ ~ ..:s -= -'--\ \ 1 '\ t S
Exp. 3.2
IV - QUESTIONÁRIO
1) Por que há necessidade de agitar durante o processo de dissolução enquanto se
controla a temperatura?
'I 'i ....
2) Por que é recomendável que, no processo de calibração, seja adicionada água
quente no calorímetro contendo água fria e não ao contrário? V
3) Considerando a variação de temperatura em cada caso, classifique o processo de
dissolução do KNO3 e do NaOH em exotérmico ou endotérmico. Explique.
fJ•>?OLuc..;-\f:' kNo~. (unon:r..r,,rn c~H>OGV'
, G
4) Considerando as energias envolvidas no processo de dissolução, justifique a sua
conclusão anterior.
N,. 1)1' nc..... ·"'" ·)C) f<No3 o '-f't.tl'(M<.TPO l r 11.J · ~/J....(tzM A (:.µ._r: ~
v>~ 14,-. O~Ck.v'e'O . (_9l),sJ. =- ~. ~ (~t) +- Cc,-,i, lô.'í)) ~
/vn ()l>S"ºt...vC,.:n ~ /JCI-OJ.l A <..t,..~.~lt-. <.~::>-'\. 'ª I' Sl.O\.u~~0 f ~$', iJ\.
~ r \e..., r, , , e t.CI , í~ { ~O•Hº·: - (IYl"l. c.. .{AT]) - ( C.~[~rJ)}
5) Se o grau de pureza do reagente não fosse considerado, como seria afetado o
reasultado final?.
/w,o ~, /\ (ON'C> l"Q"ÇP.,,,,1 ,-J~P ~OW)(.) fc.flJ~ Af:~ "- p),S)W.,~~ 1 ;:,. ~
'°' l.J,l\r"vní:Z/', {lc,riCJI.Jt>. f\Fef'M.... O ~" ~ ~Sc0,i.:,ÃO c>C/'I.~ ~C'> ()1) €Nr::,::,-6,, r l ,-tVl
E:)\Cc,N\ p\.D).
6) Cite pelo menos duas causas de erro. (
~ \.\ló~.>roPI"- Do Na.O\.\ (G.IJ:. t.~ ~ }{)~ M\C'S)-,. 01.:n...~_,,_ A Pt-$f(,t:J"\ \_,,_/
Ft.c:. <t'.:M o~ <,Pvo.,. r-o v11)no Q.. rioó<\,to 1 (AvS'M io PM~) ~ O TU-ti nr. 1-V ru;A.
fl4. •UO.P r l)\;;ço UJ~ :; Oi\1 "()::) À .J.J,,1r\Jir<.1 r~ei ()e CALCP ,M( rr.o. /..n,), 7) Por que as soluções da Parte B devem ser recolhidas para um frasco de resíduos
,ali Justifique. ·
....