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ENSAIO DE CARACTERIZAÇÃO DOS AGREGADOS A análise das dimensões das partículas é importante pois permite deduzir indicações preciosas sobre a proveniência, o transporte e sobre os ambientes deposicionais. Nessa perspectiva, a análise granulométrica consiste na determinação das dimensões das partículas que constituem as amostras. E para tanto, o método mais divulgado para sua execução é o da peneiração. O qual consiste num suporte metálico cilíndrico que serve de alicerce a uma rede de malha calibrada (Figura 1). Figura 1 – Peneiras Granulométrica em aço Inox – Diâmetro 8’’ x Altura 2’’ Fonte: Controllab. Na parte superior das peneiras existe uma tampa para evitar perdas de material durante a peneiração, e na base encaixa-se o "fundo”, denominado "pan", destinado a receber as partículas menores que atravessaram a peneira sem ficar retidas em sua malha. Portanto, para a obtenção da análise granulométrica da areia Tibagi amarela, utilizou-se como base a série de peneiras expressa na tabela abaixo: Tabela 1 — Granulometria em massa e porcentagem para a areia Tibagi amarela Fonte: Os autores. Com a disponibilidade dos dados decorrentes do ensaio de granulometria é possível determinar dois parâmetros importantes: a dimensão máxima característica - grandeza associada à distribuição granulométrica do agregado, correspondente à abertura nominal, em milímetros, da malha da peneira da série normal ou intermediária na qual o agregado apresenta uma porcentagem retida acumulada igual ou imediatamente inferior a 5% em massa, e o módulo de finura - soma das porcentagens retidas acumuladas em massa de um agregado, nas peneiras da série normal, dividida por 100. Como resultado para todos os experimentos realizados em sala, obteve-se o quadro-resumo a seguir, que indica o DMC (dimensão máxima característica) e o MF (módulo de finura) tanto para a areia Tibagi amarela, quanto para a areia Tibagi cinza, assim como, para a brita previamente ensaida. Tabela 2 — Resultados do DMC e do MF Areia DMC(mm) MF (mm) Areia Tibagi Cinza 1,2 1,78 Areia Tibagi Amarela 2,4 2,14 Brita 19 7,029 Fonte: Os autores. Ademais, estruturou-se o gráfico da análise granulométrica demonstrado a seguir, para a areia Tibagi amarela: Gráfico 1 — Curva Granulométrica para a areia Tibagi amarela Fonte: Os autores. A distribuição granulométrica, determinada segundo a ABNT NBR NM 248, deve atender aos limites estabelecidos na tabela 3. Tabela 3 — Limites da distribuição granulométrica do agregado miúdo Fonte: ABNT, NBR 7211. Gráfico 2 — Delimitação da zona ótima segundo a NBR 248 Fonte: Os autores. Gráfico 3 — Delimitação da zona utilizável segundo a NBR 7211 Fonte: Os autores. Observando a tendência da curva da areia Tibagi amarela, pode-se observar o enquadramento desta, na zona utilizável, por conseguinte, dentro dos limites definidos pela norma. Dessa forma, a areia Tibagi amarela pode ser utilizada como agregado miúdo para concreto. MASSAS ESPECÍFICAS ABSOLUTAS DA AREIA E DA BRITA Segundo a NBR NM 52, massa específica é a relação entre a massa do agregado seco e seu volume, excluindo os poros permeáveis. Para obtenção da massa específica absoluta da areia, adicionou-se ao frasco de Chapman uma quantidade de água equivalente à 200 ml, e em seguida, secou-se o gargalo com auxílio de um papel toalha de maneira que as laterais do frasco ficassem secas. Pesou-se 500 grs de areia, e com um auxílio de um funil, incorporou-se toda areia ao frasco, de tal maneira que o volume alterasse e fosse possível realizar a leitura em cm³ da mistura de água+areia, por meio do gargalo milimetrado. Em sequência, aplicou-se os valores obtidos a seguinte fórmula: (kg/dm³) (kg/dm³) (kg/dm³) Sendo: L = leitura do volume no frasco após a adição da areia e da água. No que condiz a massa específica absoluta da brita, o mesmo se procedeu. Todavia, utilizou-se uma proveta e foi alterado a quantidade inicial de água para 500 ml, e pesou-se 1 kg de brita para realização do ensaio. (kg/dm³) (kg/dm³) (kg/dm³). Sendo: L = leitura do volume da proveta após a adição da brita e da água. MASSAS ESPECÍFICAS UNITÁRIAS DA AREIA E DA BRITA A massa específica aparente é a relação entre a massa do agregado seco e seu volume, incluindo os poros permeáveis (NBR NM 52). Para a obtenção dos valores de massa específica unitária da brita com DMC equivalente à 19mm e da areia Tibagi amarela manipulou-se uma balança, assim como, padiolas com volumes conhecidos e correspondentes a 15 dm³. Com tais materiais a disposição, preencheu-se as padiolas, e em sequência, foi realizado um rasamento manual da altura de areia e de brita no recipiente com auxílio de uma haste metálica, com objetivo de preencher o exato volume a disposição, para assim obter a massa equivalente. Uma vez que o volume das padiolas era conhecido, bastou-se efetuar a divisão para obter a incógnita desejada, conforme a seguinte fórmula: Com base em tais procedimentos, seguiu-se os mesmos raciocínios para os demais experimentos e encontrou-se os seguintes valores: Tabela 4 — Quadro resumo referente às massas específicas Fonte: Os autores. REFERÊNCIAS ALVEIRINHO DIAS, J. M. A análise sedimentar e o conhecimento dos sistemas marinhos–Uma introdução à Oceanografia geológica. 2004. NBR, ABNT. NBR 7211: Agregados para concreto-Especificação. Rio de Janeiro, 2009. NBR NM 248 – Agregados – Determinação da composição granulométrica. Rio de Janeiro: ABNT, 2003 NBR NM 52 – Agregado miúdo – Determinação da massa específica e massa específica aparente. Rio de Janeiro: ABNT, 2009. Controllab. “PENEIRA GRANULOMÉTRICA ARO INOX 8" – BERTEL”. Disponível em:<https://www.lojacontrollab.com.br/ferragens/peneiras/peneira-granulometrica-aro-inox-8-bertel/>. Acesso em: 02 nov. 2018.