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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA - IFCE
CAMPUS FORTALEZA
A IMPLANTAÇÃO DE REDES SFN NO BRASIL PARA A RETRANSMISSÃO DE TV DIGITAL
Aluno: Sara Nunes de Oliveira
Orientador: Prof. Francisco José
Fortaleza
 Dezembro/2018
SARA NUNES DE OLIVEIRA
 20152015030316
A IMPLANTAÇÃO DE REDES SFN NO BRASIL PARA A RETRANSMISSÃO DE TV DIGITAL
 Trabalho apresentado como requisito de avaliação na disciplina de Sistemas de Comunicações II, ao professor Francisco José. 
INTRODUÇÃO
Com surgimento da tecnologia digital, o mundo da transmissão analógica vem sendo cada vez mais deixado de lado, uma vez que as técnicas digitais e os novos tipos de modulação de sinal proporcionam uma melhor qualidade de serviço. Um bom exemplo para este o caso é Sistema Brasileiro de Televisão (SBTV) que está gradualmente migrando da transmissão analógica para a digital. A figura 1 mostra as fases estabelecidas pelo Ministério das Comunicações, apresentando como acontecerá a fase de transição da transmissão analógica para a digital no Brasil. 
Figura 1: Transição da transmissão analógica/digital 
(Fonte: Minassian, 2004)
Segundo o Art.10 do Decreto nº 8.061, de 29 de julho de 2013, o Ministério das Comunicações estabeleceu um cronograma prevendo o encerramento da transmissão analógica até 31 de dezembro de 2018. 
Por detrás da aparente simples transição de transmissão analógica para digital, há todo um estudo para a substituição desse sistema, onde cabe ao Ministério das Comunicações e à ANATEL outorgar, regulamentar e fiscalizar o acesso ao espectro radioelétrico de forma a prevenir interferências e implementar meios eficientes para a transmissão e retransmissão dos sinais de modo que beneficie tanto a população como as entidades prestadoras do Serviço de Radiodifusão de Sons e Imagens.
Atualmente o Plano Básico de TV (PBTV) da Anatel é baseado na utilização de redes de múltiplas frequências, onde o mesmo conteúdo é retransmitido em frequências diferentes ao longo de várias estações. No entanto, o uso de várias frequências para a retransmissão do mesmo conteúdo no sistema digital se faz totalmente desnecessário e impróprio, visto que o surgimento da modulação OFDM tornou-se possível o tráfego de informações por meio de uma rede que utiliza apenas uma única frequência para distribuição de conteúdo. Mesmo a rede de única frequência trazendo uma maior vantagem por fazer o uso do espectro de radiofrequência de forma mais racional, o Plano Básico de TV Digital (PBTVD) está herdando o modo de retransmissão analógica por múltiplas frequências.
Tendo em vista que redes de múltiplas frequências acabam por fazer o mau uso do espectro eletromagnético, este trabalho se propõe a apresentar um novo modelo de reestruturação do Plano Básico de Retransmissão Digital (PBRTVD) em uma rede de transmissão de frequência única para o mesmo conteúdo, fazendo, desse modo, que todas as retransmissoras que já tenham canais viáveis e aprovados no plano digital reduzam consideravelmente o número de canais usados para retransmitir a mesma programação. Outra grande vantagem da implantação de uma rede de frequência única é a agilidade na viabilização de canais digitais para o interior, visto que o processo até a fase de licenciamento de uma estação dá-se de forma burocrática e por consequência lenta (CARVALHO, 2006).
ESTUDO DE REDES DE MÚLTIPLAS FREQUÊNCIAS (MFN)
 Conceito de MFN
A Multi Frequency Network (MFN) ou Rede de Frequência Múltipla é basicamente a rede utilizada para transmitir um determinado conteúdo utilizando de diferentes frequências, ou seja, a mesma programação de uma determinada emissora é retransmitida em várias localidades em diferentes frequências (CARVALHO, 2006).
O intuito de usar diferentes frequências para transmitir o mesmo conteúdo é o de evitar interferências entre sinais de transmissores que não estejam separados o suficiente. Para saber a distância ideal em que as mesmas frequências não se interfiram, é usada a técnica de reuso de frequências, onde a FCC (Federal Comission Communication), através de cálculos, determinou distâncias mínimas, estabelecendo critérios de proteção entre emissoras que venham a ocupar o mesmo canal.
Área de cobertura para implantação de MFN
Através da figura 2, podemos visualizar e entender melhor a organização e funcionamento de uma rede que usa múltiplas frequências:
Figura 2: Rede MFN 
(Fonte: CARVALHO, 2006)
Na figura é possível perceber que:
A “Geradora Canal A” é a emissora que origina o conteúdo e transmite na frequência do “canal A”;
As seis estações retransmissoras captam o sinal da estação geradora;
Cada estação retransmissora repassa o sinal recebido em outra frequência, observando sempre os limites para o reuso de frequência.
Sendo assim, é possível perceber que para o exemplo apresentado de rede MFN são precisos sete canais diferentes para transmitir a mesma programação e esses sete canais acabam por inviabilizar outros canais a serem instalados na mesma região, embora não retransmitam o mesmo conteúdo.
ESTUDO DE REDES DE FREQUÊNCIA ÚNICA (SFN)
 Conceito de SFN
A rede SFN (Single Frequency Network) é baseada em um conjunto de transmissores que tem como intuito a difusão de uma mesma informação através de uma única frequência, operando com sincronismo de tempo (CARVALHO, 2006).
O desenvolvimento da tecnologia OFDM permitiu a montagem de uma rede radiodifusora que pudesse transmitir sua programação em uma determinada área geográfica usando apenas um único canal sem causar maiores problemas com interferências, como acontecia na rede analógica em que era necessário o reuso de frequência.
Segundo Mattsson, as redes de frequência única apresentam grandes vantagens tais como o melhor aproveitamento do espectro eletromagnético, menor interferência, aumento da área de cobertura, além de reduzir falhas na recepção, conferindo ao sistema uma maior confiabilidade. Mattsson afirma ainda que todas essas vantagens oferecidas implicam na necessidade de severo sincronismo de tempo, frequência e transmissão de dados (MATTSSON, 2005).
Figura 3: Rede SFN 
(Fonte: CARVALHO, 2006)
A figura 3 mostra uma rede SFN em que todas as retransmissoras propagam seu sinal na mesma frequência da rede geradora. É importante observar que para a mesma cobertura da rede MFN apresentada na figura 2 onde era preciso usar sete frequências diferentes, na rede SFN foi usada apenas uma, otimizando, dessa forma, o espectro eletromagnético.
Tendo em vista a natureza dispersiva no tempo do canal de propagação, o sinal emitido pelo transmissor se propaga em muitas direções diferentes até chegar no receptor, principalmente em ambientes urbanos onde existem muitos obstáculos. Esse fenômeno conhecido como multipercurso ou propagação por múltiplos caminhos acontece pelo fato de os obstáculos causarem reflexão e/ou difração do sinal transmitido, fazendo com que as várias versões do sinal cheguem ao receptor deslocadas temporal e espacialmente uma em relação à outra.
Na figura 4 é apresentado um exemplo de como pode acontecer e os tipos de propagação de caminhos múltiplos.
Figura 4: Exemplo dos tipos de propagação multipercurso
(Fonte: FARIA, 2008)
Essas várias versões do sinal que chegam com atrasos na entrada do receptor faz com que aconteça a interferência entre símbolos (ISI- Intersymbol Interference), o que era um grande problema na TV analógica, pois esses ecos eram responsáveis pelos conhecidos “fantasmas” na imagem recebida. Entretanto, com uso da tecnologia OFDM no sistema digital, esse tipo de interferência não chega a ser um problema, visto que a modulação OFDM insere um intervalo de guarda e elimina o efeito de atrasos causados pelos múltiplos percursos dos sinais.
4	ESTUDO DA ORGANIZAÇÃO E ESTRUTURA DO PLANO BÁSICO DA ANATEL
Chama-se Plano Básicode Radiodifusão a lista em que constam os canais aprovados para a execução de um determinado serviço de radiodifusão, dentre eles podemos citar os serviços de:
Radiodifusão Sonora em Frequência Modulada (FM)
Radiodifusão em Ondas Curtas (OC)
Radiodifusão Sonora em Onda Média (OM) 
Radiodifusão Sonora em Onda Tropical (OT)
Radiodifusão de Sons e Imagens (TV)
Radiodifusão de Sons e Imagens Digital (TVD)
Serviço de Retransmissão de Televisão (RTV) 
Radiodifusão Comunitária (RADCOM)
A ANATEL possui alguns sistemas interativos para consulta de características de estações de emissoras de radiodifusão, dentre eles destacam-se o MOSAICO.
Para entender melhor a estrutura dos Planos Básicos, esse tópico apresentará definições sobre os tipos de estações de TV existentes e como foi organizada a canalização para TVD no Brasil.
Tipos de estações existentes
A Anatel divide as estações do seu Plano Básico em: estação geradora e estação retransmissora, sendo que as retransmissoras, para o plano analógico, podem ainda ser classificadas de caráter primário ou secundário, enquanto para o plano digital ela é apenas uma estação retransmissora que atua como caráter primário.
Estação geradora é dita a emissora que gera conteúdo e transmite seus sinais, enquanto a retransmissora é apenas a estação que recebe o sinal da geradora e retransmite esse sinal sem alterar o conteúdo. O que diferencia uma retransmissora em caráter primário ou caráter secundário é que estações retransmissoras em caráter primário tem direito a proteção de interferência de outras emissoras que possam vir a interferi-la, enquanto as de caráter secundário não possuem esse direito de proteção (ANATEL, 2001).
Em 2007, segundo Minassian, o Brasil já contava com aproximadamente 304 canais de estações geradoras e 5966 canais de estações retransmissoras de TV analógica em fase de operação e 177 canais de estações geradores e 3.710 canais de estações retransmissoras em fase de ativação. Tendo em vista que os dados de TVs e RTVs em fase de ativação são de 2007 e que já se passaram 11 anos, consideramos na figura 5 que estas já estão em modo de operação atualmente.
Figura 5: Relação entre a quantidade de retransmissoras e geradoras de TV analógica
(Fonte: Minassian, 2007)
É possível, então, verificar que o número de retransmissoras é exageradamente maior comparado ao número de geradoras. Isso se deve ao fato de que os gastos com montagem e manutenção de uma geradora são absurdamente elevados quando comparados aos de uma retransmissora.
Além desses tipos de estações citadas anteriormente, existem ainda as chamadas emissoras afiliadas que são estações que retransmitem o sinal de uma geradora, porém possuem o poder de inserir novo conteúdo de programação por um tempo determinado (CARVALHO, 2006).
Para melhor estruturar a distribuição analógica das entidades radiodifusoras, a ANATEL, através do Anexo à Resolução nº 284, de 07 de dezembro de 2001, descreveu sua forma de organização em Planos Básicos de TV da seguinte maneira:
PBTV: Plano Básico de Distribuição de Canais de Televisão (geração) em VHF e UHF;
PBTVA: Plano Básico de Atribuição de Canais de Televisão em UHF, usado para TVs não abertas;
PBRTV: Plano Básico de Distribuição de Canais para Retransmissão de Televisão em VHF e UHF.
Logo após instituído o SBTVD (Sistema Brasileiro de TV Digital), foi criado também o plano para os canais digitais, classificado como:
PBTVD: Plano Básico de Distribuição de Canais Digitais em VHF e UHF.
Canalização Digital e tipos de interferências
Para a canalização digital, a faixa de canais destinada ao Serviço de Radiodifusão de Sons e Imagens foi reduzida com relação à faixa de canais destinada a TV analógica.
 Os canais 2 ao 6 foram excluídos, visto que essa faixa é tecnicamente ineficiente para o serviço, pois é mais susceptível ao ruído impulsivo, segundo testes realizados em laboratórios pelo CPqD. Sendo assim, permaneceu somente a faixa alta do VHF que é compreendida do canal 7 ao 13 e os canais UHF do 14 ao 59, de acordo com a Resolução nº 398, de 07 de abril de 2005.
Com relação ao contorno protegido do serviço de TV Digital, a ANATEL determinou na mesma Resolução citada anteriormente que a área delimitada no contorno protegido corresponde a intensidade de campo para serviço em 50% dos locais para 90% do tempo - E(50,90) - e esses valores foram obtidos a partir da Recomendação ITU-R P.1546-1. A tabela apresenta os valores considerados para VHF e UHF.
Tabela 1: Intensidade de Campo do Contorno protegido para TVD (Fonte: ANATEL, 2005)
	Faixa de Frequência
	VHF
	UHF
	Contorno Protegido E(50,90) em dBµ
	43
	31
Da mesma forma que a canalização analógica exige relação de proteção, são apresentadas nas tabelas 1 e 2 as relações de proteção dos canais digitais. 
Tabela 2: Relação de Proteção (dB) para Canais em VHF e UHF. (Fonte: ANATEL, 2005)
	Canal Interferente
	Canal desejado "n"
	
	Digital sobre Analógico
	Analógico sobre Digital
	Digital sobre Digital
	Co-canal (n)
	+34
	+7
	+19
	Adjacente superior (n+1)
	-11
	-26
	-24
	Adjacente inferior (n-1)
	-11
	-26
	-24
Tabela 3: Relação de Proteção (dB) para Canais em UHF (ANATEL, 2005)
	Canal Interferente
	Canal desejado "n"
	
	Digital sobre Analógico
	Analógico sobre Digital
	Digital sobre Digital
	Batimento de FI (n±8)
	-25
	não aplicável
	não aplicável
	Oscilador Local (n±7)
	-24
	não aplicável
	não aplicável
	Imagem de áudio (n+14)
	-24
	não aplicável
	não aplicável
	Imagem de vídeo (n+15)
	-22
	não aplicável
	não aplicável
A tabela 3 apresenta relação de proteção entre canais analógicos e digitais, pois como o sistema digital será implantado gradualmente, é importante seja feito o estudo de viabilidade a fim de evitar interferência tanto para canais digitais quanto para canais analógicos de estações regularmente autorizadas, respeitando a chamada fase “simulcast”.
Observando ainda a tabela 3, é possível verificar que com a utilização da tecnologia digital, as interferências do tipo batimento de FI, Oscilador Local, Imagem de áudio e Imagem de vídeo deixaram de existir, apresentando, dessa forma, uma grande vantagem com relação a otimização do espectro quanto à transmissão analógica.
ANÁLISE DO PLANO BÁSICO DE RETRANSMISSÃO DE TV DIGITAL
Como já citado anteriormente nos capítulos acima, o plano para a retransmissão do serviço digital não estabeleceu critérios para sua rede de retransmissão e acabou herdando as características da rede multifrequencial analógica. Segundo Faria, 2008, o CPqD apresentou em 2003:
O Anexo 3 contém os canais digitais viabilizados considerando que o padrão pelo Brasil tenha capacidade plena de reuso de frequência (permitindo rede de frequência única) (PESSOA ET AL, 2003, p.37)
Faria afirma ainda que o anexo citado foi construído a partir de:
Quando necessário, foi considerado o reuso de frequência para o atendimento de grupos de localidades vizinhas para os quais não havia canais viáveis em número suficiente (PESSOA ET AL, 2003, p.41).
Com isso, a rede de frequência única ficou apenas como uma alternativa de quando houvesse necessidade de aplicá-la, ou seja, o espectro eletromagnético ficará sendo utilizado de forma irracional até que se faça necessário usar rede SFN para transmitir o mesmo conteúdo.
Toda essa falta de estrutura do Plano Básico de Retransmissão de TV Digital, além do mau uso do espectro, vai gerar atrasos significativos quando houver necessidade de mudança de rede, visto que será necessário viabilizar e realocar canais de diversas emissoras de radiodifusão já instaladas.
Outro grande problema da rede MFN para a retransmissão de TV Digital é que ela acaba por retardar a adentramento do serviço digital no interior do país, já que cada entidade prestadora do serviço terá que viabilizar uma faixa de frequência para cada cidade do interior para transmitir o mesmo conteúdo.
RESULTADO DA ANÁLISE DO PLANO BÁSICO DE RTVD
A pesquisaaqui apresentada realiza a análise para 2 (duas) geradoras de TV/TVD no estado de São Paulo que já possuem canais autorizados para a retransmissão de TV Digital no interior do estado. Vale ressaltar que as entidades aqui apresentadas para estudo foram escolhidas devido as mesmas não possuírem afiliadas no estado e, assim, não conter programação diferente da geradora.
O levantamento dos canais listados para apresentar a análise deste trabalho foi realizado através do MOSAICO disponível ao público no site da ANATEL, onde é possível fazer o download dos Planos. 
As tabelas a seguir apresentam resumidamente as tabelas do ANEXO A, onde é possível verificar os municípios onde existem as retransmissoras de TV Digital, bem como os canais que elas operam.
Para cada emissora foi feito o levantamento de quantos canais retransmitem a mesma programação no Estado de São Paulo, por conseguinte foram analisados quantos canais ficariam inviabilizados nas seguintes situações:
Plano analógico: aqui foi considerada a época em que a rede era totalmente composta por transmissão e retransmissão analógica apenas para que pudesse ser feita a comparação com a melhoria do que aconteceu com o espectro na migração para o uso da tecnologia digital. No ANEXO B consta a tabela com as interferências anteriormente citadas no capítulo 4 que são relevantes na canalização analógica.
Plano digital: calculados os números de canais que ficam inviabilizados nas redes MFN devido às interferências existentes para cada frequência.
Exemplo 1: Rede Mulher de Televisão Ltda. – REDE MULHER
Tabela 4: Análise de canais ocupados pela Rede Mulher
	REDE MULHER
	Canais de RTVD existentes em SP para retransmitir a mesma programação da Rede Mulher:
	36
	Total de canais inviabilizados no Plano Analógico:
	51
	Total de Canais Inviabilizados no Plano Digital com MFN:
	17
Na tabela 4 podemos verificar a economia de 34 canais na mudança os canais que são inviabilizados no plano analógico e digital com MFN.
Tabela 5: Análise de canais ocupados pela TV Ômega
	TV ÔMEGA
	Canais de RTVD existentes em SP para retransmitir a mesma programação da TV Ômega:
	106
	Total de canais inviabilizados no Plano Analógico:
	52
	Total de Canais Inviabilizados no Plano Digital com MFN:
	17
 
Mais uma vez, conforme apresentado na tabela 5, há uma economia no espectro eletromagnético, no caso de 35 canais.
Embora o plano digital contribua significativamente para a otimização do espectro, o mesmo ainda não está sendo construído da forma mais eficaz, visto que para as 2 (duas) situações citadas anteriormente, seriam ocupados ainda 17 canais para a mesma programação. 
Se a rede SFN fosse aplicada no caso, apenas 2 canais seriam inviabilizados no Plano Digital, visto que a interferência em canais digitais acontece somente nos canais adjacentes superiores e inferiores.
Pela análise feita para as emissoras citadas, é possível ver claramente a ocupação desnecessária do espectro, o que acaba por impedir a viabilização e instalação de canais e impacta diretamente na recepção de novas informações pela a população da localidade.
CONCLUSÃO
A maior ideia deste trabalho foi propor a reestruturação do Plano Básico de Retransmissão Digital, apresentando a ideia de uma rede que faz uso de uma única frequência na rede de retransmissão do mesmo conteúdo e tendo como consequência o uso mais eficaz e racional do espectro de frequências destinado ao serviço digital.
Outra vantagem a se destacar no uso de redes SFN é que a viabilização de novos canais para o interior se torna bem mais fácil, especialmente quando houver somente a transmissão digital, pois cada emissora vai ter prioridade sobre determinada frequência e assim facilita todo o processo de concessão de faixas destinadas ao Serviço de Radiodifusão de Sons e Imagens.
REFERÊNCIAS
Decreto nº 8.061, de 29 de julho de 2013. Disponível em: www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Decreto/D8061.htm#art1 Acesso em: 18/11/2018
CARVALHO, S. R. M. Utilização da Rede SFN para Expansão da Rede de Retransmissão Regional da TV Digital Aberta Terrestre. Campinas: UNICAMP, 2006.
CARVALHO, S. R. M.; Iano, Y.; ARTHUR, R. Planejamento da Expansão do Serviço de Retransmissão de TV Digital no Brasil usando redes SFN. Revista Científica Periódica - Telecomunicações, v. 08, 2005. 
FARIA, R. M. Redes de Frequência Única Microrregionais. Campinas: PUC, 2008.
MINASSIAN, A. A. A TV Digital no Brasil, Palestra ANATEL, 2007. Disponível em: http://www.anatel.gov.br/Portal/verificaDocumentos/documento.asp?numeroPublicacao=140588&assuntoPublicacao=A%20TV%20Digital%20no%20Brasil.&caminhoRel=Imprensa&filtro=1&documentoPath=acontece_anatel/palestras/comunicacao_massa/palestra_tvd_no_brasil.pdf
Acesso em: 02/12/2018
FUNDAÇÃO CPqD, Planejamento de Canais de TV Digital, Campinas: CPqD, 2003.
Resolução ANATEL nº 284 de 07 de dezembro de 2001, que trata do “Regulamento Técnico para a Prestação dos Serviços de Radiodifusão de Sons e Imagens e de Retransmissão de Televisão” Disponível em: www.anatel.gov.br
Canais de Radiodifusão, MOSAICO. Disponível em: http://sistemas.anatel.gov.br/se/public/view/b/srd.php. Acesso em: 08/12/2018
ANEXO A
Lista de Canais retirados do Plano Básico de TVD da ANATEL (Fonte: Mosaico)
	Rede Mulher de Televisão Ltda.
	
	Qde de Municípios
	Municípios
	Canal
	Análise de Canais Inviabilizados
	
	
	
	Atualmente
(Plano Digital)
	Antigamente
(Plano Analógico)
	2
	Barretos, Colina
	14
	13 e 15
	21, 22, 28 e 29
	1
	Queluz
	19
	18 e 20
	26, 27, 33 e 34
	1
	Águas de São Pedro
	28
	27 e 29
	20, 21, 35, 36, 42 e 43
	1
	Matão
	33
	32 e 34
	25, 26, 40, 41, 47 e 48
	21
	Araraquara, Bebedouro, Dois Córregos, Guaíra, Ibitinga, Itápolis, Jaú, Marília, Matão, Mococa, Orlândia, Peruíbe, Pirassununga, Praia Grande, Ribeirão Preto, São Carlos, São Manuel, São Sebastião, Taquaritinga, Terra Roxa e Ubatuba
	35
	34 e 36
	27, 28, 42, 43, 49 e 50
	2
	Jundiaí e São Paulo
	43
	42 e 44
	35, 36, 50, 51,57 e 58
	6
	Catanduva, Fernandópolis, Novo Horizonte, Olímpia, Piracicaba e São José do Rio Preto
	44
	43 e 45
	36, 51, 52, 58 e 59
	1
	Amparo
	50
	49 e 51
	42, 43, 57, 58, 64 e 65
	1
	Novo Horizonte
	51
	50
	43, 44, 58, 59, 65 e 66
	TOTAL
	17
	51
	
	TV Ômega
	
	Qtde de Municípios
	Municípios
	Canal
	Análise de Canais Inviabilizados
	
	
	
	Atualmente
(Plano Digital)
	Antigamente
(Plano Analógico)
	2
	Adamantina e Rinópolis
	20
	19 e 21
	27, 28, 34 e 35
	7
	Bragança Paulista, Guararema, Guaratinguetá, Ibiúna, Piquete, São José dos Campos e São Paulo
	29
	28 e 30
	21, 22, 36, 43 e 44
	1
	Taubaté
	38
	39
	30, 31, 45, 46 52 e 53
	2
	Cachoeiro Paulista e Cruzeiro
	39
	38 e 40
	31, 32, 46, 47, 53 e 54 
	18
	Altinópolis, Bebedouro, Buritizal, Colina, Franca, Guariba, Ituverava, Jaboticabal, Matão, Monte Alto, Orlândia, Patrocínio Paulista, Ribeirão Bonito, Ribeirão Petro, Santa Rita do Passa Quatro, São Joaquim da Barra, Taquaritinga, Terra Roxa
	40
	39 e 41
	32, 33, 47, 48, 54 e 55
	2
	São Carlos e São Miguel Arcanjo
	43
	42 e 44
	35, 36, 50, 51, 57 e 58
	17
	Caraguatatuba, Catanduva, Estrela d Oeste, Fernandópolis, General Salgado, Guarujá, Iguape, Itanhaém, Jales, José Bonifácio, Mendonça, Novo Horizonte, Santa Fé do Sul, Santos, São José do Rio Preto, São Sebastião e Votuporanga
	47
	46 e 48
	39, 40, 54, 55, 61 e 62
	37
	Andradina, Araraquara, Araras, Bariri, Bauru, Bernardino de Campos, Birigui, Botucatu, Cafelândia, Dois Córregos, Dracena, Echaporã, Garça, Ilha Solteira, Itapetininga, Itatinga, Jaú, Lins, Marília, Ourinhos, Paranapanema, Penápolis, Pereira Barreto, Piedade, Piraju, Pirajuí, Pirassununga, Pompéia, Rio Claro, Salto, Santa Bárbara d Oeste, Santa Cruz do Rio Pardo, Sorocaba, São João da Boa Vista, São Roque, Taquarituba e Tupã
	48
	47 e 49
	40, 41, 55, 56, 62 e 63
	20
	Águas de Lindóia, Amparo,Avaré, Barra Bonita, Campinas, Duartina, Iacri, Limeira, Mirante do Paranapanema, Mococa, Paranapanema, Pederneiras, Pinhalzinho, Piracicaba, Porto Feliz, Presidente Epitácio, Presidente Prudente, Presidente Venceslau, Rancharia, Serra Negra
	49
	48 e 50
	41, 42, 56, 57, 63 e 64
	TOTAL
	17
	52
ANEXO B
Lista de Canais Interferentes (Fonte: ANATEL, 2012)
	CANAL A SER PROTEGIDO
	CANAIS INTERFERENTES
	
	OSCILADOR LOCAL
	FREQ IMAGEM ÁUDIO
	FREQ IMAGEM VÍDEO
	BATIMENTO DE FI
	
	n - 7
	n + 7
	n + 14
	n + 15
	n - 8
	n + 8
	14
	 
	21
	28
	29
	 
	22
	15
	 
	22
	29
	30
	 
	23
	16
	 
	23
	30
	31
	 
	24
	17
	 
	24
	31
	32
	 
	25
	18
	 
	25
	32
	33
	 
	26
	19
	 
	26
	33
	34
	 
	27
	20
	 
	27
	34
	35
	 
	28
	21
	14
	28
	35
	36
	 
	29
	22
	15
	29
	36
	37
	14
	30
	23
	16
	30
	 
	38
	15
	31
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