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Programa de Educação Continuada a Distância Curso de Método Kabat Aluno: EAD - Educação a Distância Parceria entre Portal Educação e Sites Associados 2 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Curso de Método Kabat MÓDULO I Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para este Programa de Educação Continuada. É proibida qualquer forma de comercialização do mesmo. Os créditos do conteúdo aqui contido são dados aos seus respectivos autores descritos nas Referências Bibliográficas. 3 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores SUMÁRIO MÓDULO I 1 HISTÓRICO 1.1 CONCEITOS 1.2 MECANISMO GERAL DA CONTRAÇÃO MUSCULAR 2 INDICAÇÕES E OBJETIVOS TERAPÊUTICOS 2.1 PROCESSOS BÁSICOS MÓDULO II 3 TÉCNICAS ESPECÍFICAS 3.1 INICIAÇÃO RÍTMICA 3.2 COMBINAÇÃO DE ISOTÔNICAS 3.3 REVERSÃO DE ANTAGONISTAS 3.4 ESTIRAMENTO REPETIDO 3.4.1 Contrair – Relaxar 3.4.2 Manter – Relaxar 3.4.3 Réplica MÓDULO III 4 PADRÕES DE FACILITAÇÃO 5 PADRÃO DE FLEXÃO COM FLEXÃO LATERAL E ROTAÇÃO 6 PADRÃO ANTAGONISTA EXTENSÃO COM FLEXÃO LATERAL E ROTAÇÃO 6. 1 PADRÕES DE ESCÁPULA E PELVE 6.2 PADRÕES ESCAPULARES ESPECÍFICOS 6. 2. 1 Diagonal Anterodepressão – Posteroelevação 6.3 PADRÕES PÉLVICOS ESPECÍFICOS 6.3.1 Diagonal Anteroelevação – Posterodepressão 4 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores 6.3. 2 Diagonal Anterodepressão – Posteroelevação 7 PADRÕES INDIVIDUAIS DE MEMBRO SUPERIOR 7.1 PADRÃO DE FLEXÃO – ABDUÇÃO – ROTAÇÃO EXTERNA 7.2 PADRÃO ANTAGONISTA DE EXTENSÃO – ADUÇÃO – ROTAÇÃO INTERNA 7.2.1 Flexão – Adução – Rotação externa 8 PADRÃO ANTAGONISTA DE EXTENSÃO – ABDUÇÃO – ROTAÇÃO INTERNA 9 PADRÕES INDIVIDUAIS DE MEMBRO INFERIOR 9.1 PADRÃO DE FLEXÃO – ABDUÇÃO – ROTAÇÃO INTERNA 9.2 PADRÃO ANTAGONISTA DE EXTENSÃO – ADUÇÃO – ROTAÇÃO EXTERNA 9.3 PADRÃO FLEXÃO – ADUÇÃO – ROTAÇÃO EXTERNA 9.4 PADRÃO ANTAGONISTA DE EXTENSÃO – ABDUÇÃO – ROTAÇÃO INTERNA 9.5 PADRÕES DE FACE 9.5.1 Músculo Superciliar 9.5.2 Músculo Orbicular Dos Olhos 9. 5. 3 Músculo Elevador da Asa do Nariz (prócero) 9.5.4 Músculo Orbicular da Boca 9.5.5 Músculo Zigomático e Risório Maior 9.5.6 Músculo Depressor do Lábio Inferior 9.5.7 Músculo Bucinador MÓDULO IV 10 ATIVIDADES INTEGRADAS 10. 1 ATIVIDADES EM DECÚBITO LATERAL 10. 2 ATIVIDADES EM DECÚBITO DORSAL 10.3 ATIVIDADES EM DECÚBITO VENTRAL 10. 3. 1 Rolar 10. 3. 2 Posição Sentada 10.3.3 Posição de Gato (Quatro Apoios) 10. 3. 4 Ajoelhado 10. 3. 5 Semiajoelhado 11 ORTOSTATISMO 5 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores 12 PADRÕES DE MARCHA 13 ATUALIZAÇÃO CIENTÍFICA REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 6 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores MÓDULO I 1 HISTÓRICO O método Kabat foi desenvolvido pelo médico neurofisiologista Herman Kabat (figura 1) por volta de 1940 esse trabalho teve continuidade pelas fisioterapeutas Margaret Knott e Dorothy Voss. Assim, a nomenclatura sugerida inicialmente pelo Dr Herman foi “facilitação proprioceptiva” e no ano de 1954 Dorothy Voss agregou a terminação “neuromuscular”, formando o que hoje chamamos de FNP – Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva. Originalmente esse método foi utilizado no tratamento de pacientes com poliomielite. Em 1946, o Dr. Herman Kabat junto com o industrial Henry J. Kaiser fundou os Institutos Kaiser- Kabat em Washington, em 1948 em Vallejo e um terceiro em 1950 em Santa Mônica. Um dos propósitos dos institutos era conduzir pesquisas médicas nas desordens neuromusculares. Dessa forma, o Dr. Herman Kabat aplicou os princípios da neurofisiologia, baseando-se no trabalho de Sherrington, ao tratamento de paralisia secundária, poliomielite e esclerose múltipla. Outra influência para o desenvolvimento da técnica veio dos trabalhos da irmã Elizabeth Kenney, enfermeira australiana que trabalhava com pacientes com poliomielite por meio de atividades de estiramento e fortalecimento específicas. Nessa época, o trabalho de Kenney era considerado alternativo ao tratamento convencional e não apresentava um fundamento neurofisiológico sólido. O Dr. Herman integrou as técnicas manuais de Kenney com as bases neurofisiológicas de Sherrington de indução sucessiva, inervação e inibição recíproca e o fenômeno de irradiação. Disponível em: <http://www.fnpargentina.com.ar/historia.php>. Acesso em: 11 ago. 2009. Fig. 1 – Dr. Herman Kabat FONTE: PNF: Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva 7 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Em 1951, o Dr. Herman e Dra. Margaret Knott (figura 2) estabeleceram os padrões das diagonais e variações técnicas e, praticamente não se desenvolveram novas técnicas desde então. Porém, hoje o método é utilizado para o tratamento de inúmeras doenças neurológicas e ortopédicas. Em 1956, Maggie e Dorothy publicaram o primeiro livro sobre FNP, intitulado "Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva: Modelos e Técnicas". Fig 2 – Dra Margaret Knott. FONTE: PNF: Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva Os cursos de FNP - Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (com duração de três e seis meses) ministrados em Vallejo tiveram início em 1950. Fisioterapeutas do mundo inteiro têm ido a Vallejo para aprender aspectos teóricos e práticos do método. Além disso, Knott e Voss viajaram pelos Estados Unidos e para outros países, ministrando cursos introdutórios de FNP. Quando Maggie Knott faleceu em 1978, seu trabalho em Vallejo foi continuado por Carolyn Oei Hvistendahl, que atualmente vive na Noruega. Carolyn foi sucedida por Hink Mangold na diretoria do programa de PNF até sua aposentadoria, em 1998. Tim Josten é o atual diretor do programa. Sue Adler, Gregg Johnson e Vicky Saliba deram prosseguimento ao trabalho de Maggie, ensinando a prática. Sue Adler criou os programas dos cursos avançados e dos cursos para instrutores da Associação Internacional de FNP (IPNFA – International PNF Association) (ADLER, BECKERS E BUCK, 2007). Contudo, o método Kabat se estabeleceu mais do que uma técnica. É uma filosofia de tratamento cuja base está no conceito de que todo ser humano, incluindo aqueles portadores de deficiência, tem um potencial ainda não explorado (KABAT, 1950; ADLER, BECKERS E BUCK, 2007). Essa filosofia tem um enfoque objetivo, buscando a funcionalidade por meio de uma visão global do indivíduo. Baseia-se: numa abordagem sempre positiva, enfatizando o que o indivíduo é capaz de realizar (motivação mútua); no treinamento intensivo com mobilização das reservas e investimento no potencial8 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores individual (as áreas fortes e sadias “irradiam” para as áreas debilitadas); na busca do mais alto nível funcional. 1.1 CONCEITOS A FNP (Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva) é uma abordagem ao exercício terapêutico que utiliza padrões específicos de movimento, bem como estímulos aferentes (aferente: da periferia para o centro, ou seja, que enviam informação para o cérebro) para promover um desencadeamento do potencial neuromuscular, obtendo melhores respostas em todo sistema musculosquelético (GODOI E ISHIDA, 1997). A FNP (Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva) é um método que se baseia nos princípios da estimulação máxima do aparelho neuromuscular, com o auxílio de padrões de movimentos diagonais e aplicação de estímulos sensoriais, como os auditivos, visuais, cutâneos e proprioceptivos. As técnicas utilizam contrações musculares (tabela 1) concêntricas, excêntricas e isométricas, combinadas com resistência graduada e procedimentos facilitatórios adequados, todos ajustados para atingir as necessidades individuais. Tipo de contração Características Concêntrica Contração de encurtamento Excêntrica Contração de alongamento Isométrica Aumento na tensão sem mudança do comprimento muscular Isotônica Aumento na tensão com mudança do comprimento muscular Tabela 1 – Tipos de Contrações musculares (KENDAL, F. P.; 1995) 9 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores A contração muscular é o estado de atividade mecânica. O músculo se comporta como um sistema de dois componentes no qual a parte contrátil (sarcômeros) está em série com o componente elástico (tendões e tecido conjuntivo). Quando os sarcômeros se encurtam a parte elástica é tracionada e se uma das extremidades do músculo for móvel, causará movimento e se ambas estão fixas, causará apenas tensão (ou estresse). Uma contração muscular denomina-se isométrica (figura 1) quando o músculo não se encurta durante a contração, isotônica (figura 2) quando se encurta (tensão muscular constante) (GUYTON E HALL, 1996). Figura 1 – Contração Isométrica FONTE: Guyton Lembrando: A contração isométrica refere-se a uma contração em que o comprimento externo do músculo não se altera, pois a força gerada pelo músculo é insuficiente para mover a carga à qual está fixado. 10 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 2 – Contração Isotônica FONTE: Guyton Lembrando: A contração isotônica refere-se a uma contração em que um músculo encurta enquanto exerce uma força constante que corresponde à carga que está sendo erguida pelo músculo. Divide-se em concêntrica e excêntrica. Na concêntrica a contração vence a resistência e há o encurtamento muscular e na excêntrica a resistência vence a contração havendo o alongamento muscular. Ex: A corrida é concêntrica pois o velocista vence a barreira do ar Ex: Queda de braço é excêntrica, pois a resistência está em seu oponente. (Stryer, 2003) 11 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores 1.3 MECANISMO GERAL DA CONTRAÇÃO MUSCULAR A força de contração muscular é diretamente proporcional ao número de unidades motoras ativadas, as quais obedecem à lei do “tudo ou nada”. O funcionamento destas é dependente do grau de excitação dos motoneurônios. * Lei do tudo ou nada, ou seja, quando qualquer fibra é estimulada até o seu limite, uma resposta contrátil completa é desencadeada. Se o estímulo é menor que o limiar, não ocorre resposta contrátil. Para qualquer dada fibra, ela se contrai completamente ou não se contrai de todo (Stryer, 2003). O princípio do tudo ou nada se aplica a todos os tecidos excitáveis normais e ocorre da seguinte forma: uma vez desencadeado um potencial de ação em qualquer ponto de uma fibra normal, o processo de despolarização vai trafegar (GUYTON E HALL, 1996) 1) Potencial de ação → nervo motor até as terminações nas fibras musculares. 2) Secreção de acetilcolina (Ach) → fixação aos receptores colinérgicos. 3) Abertura dos canais proteicos (Ach-dependentes). 4) Influxo de Na+ → potencial ação na fibra muscular. 5) Propagação do potencial de ação na fibra muscular. 6) Potencial de ação → liberação de Ca++ para as miofibrilas. 7) Íons Ca++ → geram forças atrativas entre os filamentos de actina e miosina. 8) Íons Ca++ são bombeados de volta ao Retículo Sarcoplasmático (retículo citoplasmático da fibra muscular), onde serão armazenados até a chegada de um novo potencial de ação. 12 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores por toda a membrana, caso as condições sejam adequadas, ou não o fará se forem inadequadas (GUYTON E HALL, 1996). Logo, o principal alvo do método Kabat é estimular o maior número de unidades motoras em atividade e ativar todas as fibras musculares remanescentes. A FNP (Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva) promove e acelera a resposta dos mecanismos neuromusculares por meio da estimulação dos receptores do sistema nervoso. Baseia-se na utilização de movimentos e posturas com fins terapêuticos e procura entender o movimento e a postura normal para realizar a aprendizagem ou reaprendizagem quando estes movimentos ou postura estão alterados. Dessa maneira, com a definição dos termos temos: ? Facilitação = tornar fácil. ? Neuromuscular = relacionado a músculos e nervos. ? Proprioceptiva = posicionamento segmentar no espaço. Facilitação por definição significa promoção ou precipitação de qualquer processo natural, o efeito produzido no tecido nervoso pela passagem de um impulso reduz a resistência do nervo, tanto que um segundo estímulo provoca uma reação mais facilmente. Neuromuscular refere-se a nervo e ao músculo. Proprioceptiva significa recepção de estímulos dentro dos tecidos do corpo (MANTOVANI E OTTERÇO, 2006). → → → A propriocepção refere-se às informações aferentes dos tecidos articulares enviadas ao sistema nervoso central, relativas às condições estáticas, dinâmicas e de equilíbrio. É a capacidade de reconhecer a localização espacial do corpo, FACILITAÇÂO Estímulo muscular Resposta NEUROMUSCULAR PROPRIOCEPÇÃO Estímulo receptores articulares APRENDIZAGEM MOTORA 13 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores sua posição e orientação, a força exercida pelos músculos e a posição de cada parte do corpo em relação às demais. Esta percepção permite a manutenção do equilíbrio e a realização de diversas atividades práticas e resulta da interação das fibras musculares, de informações táteis e do sistema vestibular. As técnicas de FNP baseiam-se principalmente na estimulação dos proprioceptores para aumentar a demanda feita ao mecanismo neuromuscular, paraobter e simplificar suas respostas. A importância dos proprioceptores, em particular do fuso muscular, foi reconhecida como um fator-chave na facilitação da contração dos músculos. Dessa forma, o método Kabat constitui um conjunto de técnicas que promove e acelera as respostas dos mecanismos neuromusculares, por meio da estimulação de todos os receptores possíveis para otimizar a função. Assim como outras técnicas, a FNP baseia-se no movimento e desenvolvimento motor normal. Na atividade motora normal, o cérebro registra tanto o movimento total quanto a ação muscular individual (seletividade de movimento). O enfoque terapêutico da FNP (Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva) considera os padrões de movimento em massa que se relacionam aos movimentos funcionais (BLASQUEZ, 2001). Os padrões de movimento do método Kabat foram descritos como padrões de movimentos funcionais, mediante estudos da similaridade com o movimento normal. Tem características, espiral e diagonal e vem sendo usados como meio de acelerar o processo de aprendizagem. Os padrões usados na FNP tornam o início e a execução dos movimentos mais fáceis para o indivíduo, pois com as posições da FNP ocorre a ativação generalizada do sistema nervoso central resultando em um comportamento de alerta (FUJITA E NAKAMURA, 1986). O Dr. Herman Kabat estava interessado no tratamento de pacientes com “paralisia”, e enfatizava a importância da excitação central, com o objetivo de favorecer a atividade voluntária dos músculos fracos ou paréticos com a técnica de facilitação proprioceptiva. 14 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores As técnicas de FNP aumentam a excitação nos centros motores e nos trajetos do sistema nervoso central, particularmente nas sinapses das células do corno anterior da medula, onde se localiza grande parte dos interneurônios que se comunicam com neurônios que projetam aferências ao cérebro, para o mesmo membro e para o membro contralateral (KABAT E KNOTT, 1953; MUNN, HERBERT E GANDEVIA, 2004; LENT, 2005). Assim, foram descritos os mecanismos neurofisiológicos do método Kabat baseados nas seguintes definições de Sherrington (tabela 2): Efeito pós- descarga, Somação Temporal, Somação Espacial, Irradiação, Indução Sucessiva, Inervação Recíproca (SHERRINGTON, 1947). Mecanismo Neurofisiológico Definição Efeito pós-descarga O efeito de um estímulo continua após a sua interrupção. Somação Temporal Sucessão de estímulos sublimiares (↓ intensidade), em período de tempo curto, de forma combinada (somação) causa excitação. Somação Espacial Estímulos sublimiares aplicados simultaneamente em diferentes regiões corporais causam excitação. Irradiação Disseminação e aumento da força de resposta. Indução Sucessiva Um aumento na excitação dos músculos agonistas é seguido da estimulação de seus antagonistas. Inervação Recíproca A contração dos músculos é acompanhada simultaneamente do relaxamento de seus antagonistas. Tabela 2 – Mecanismos neurofisiológicos (SHERRINGTON, 1947). 15 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores O tratamento por meio destas técnicas visa somar os efeitos da facilitação para aumentar a reposta do mecanismo neuromuscular. A estimulação proprioceptiva é o principal meio empregado para aumentar as demandas feitas pelo esforço voluntário; o início de algumas reações reflexas e princípios fisiológicos ligados à interação de músculos antagonistas também são usados em algumas técnicas. A resistência e o estiramento são aplicados manualmente aos músculos que trabalham para executar padrões de movimento de massa, e ordens dinâmicas dão estímulo verbal ao esforço voluntário do paciente. Contudo, o método teoriza que a função motora deve ser corrigida por intermédio da via neuromuscular pela estimulação dos proprioceptores localizados nas articulações, nos tendões e nos músculos, utilizando para isso, a contração muscular voluntária, pois quanto maior o estímulo sensitivo da periferia, maior a quantidade de estímulos que chegam ao SNC, fazendo com que a resposta, por consequência, seja maior (REICHEL, 1998). 2 INDICAÇÕES E OBJETIVOS TERAPÊUTICOS O método Kabat objetiva promover o movimento funcional por meio da facilitação, inibição, fortalecimento e relaxamento de grupos musculares, ajudando na obtenção de coordenação, sincronismo, melhora nas suas atividades de vida diária e qualidade de vida. Uma vez que o indivíduo apresente alguma alteração neuromuscular ou pretenda uma melhor condição física para determinadas atividades, os movimentos utilizados como terapia ou treinamento devem ser específicos, com intuito de se atingir o fim proposto. Podem-se associar a este intuito as técnicas de FNP, definidas como aquelas destinadas a promover ou acelerar a resposta do mecanismo neuromuscular por meio da estimulação dos proprioceptores. A FNP é uma técnica baseada em diagonais, que têm por função reproduzir atividades funcionais do dia a dia, com objetivos de melhorar a amplitude de movimento, aumentar a força muscular. 16 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores As formas de movimento em massa da facilitação neuromuscular proprioceptiva são de caráter espiral e diagonal e se assemelham muito aos movimentos empregados no esporte e atividades de trabalho. Sendo assim estes padrões de movimento, podem normalmente atingir os efeitos do alongamento, como a obtenção de flexibilidade e aumento da amplitude de movimento por meio das técnicas específicas que compõem o método. Estes padrões de movimentos são indicados para atuarem em grupos musculares específicos, normalmente com auxílio de um terapeuta, permitindo assim a aplicação das técnicas específicas. Desse modo, muitas são as indicações e aplicações do método Kabat e algumas foram relacionadas a seguir: ? A FNP vem sendo empregada para induzir o relaxamento muscular e aumentar a amplitude de movimentos das articulações de indivíduos normais e de atletas (MOORE, KUKULKA; 1991). ? A FNP vem sendo utilizada para melhorar o desempenho físico de atletas, sedentários saudáveis ou portadores de disfunções orgânicas, principalmente em recuperação neuromuscular (MORENO, SILVA E GONÇALVES, 2005). ? A FNP é uma excelente técnica para treino de força muscular, pois é baseada na aplicação de resistência para facilitar a contração muscular. O FNP é funcional para pacientes com lesões do neurônio motor superior, acompanhadas de espasticidade, mas também pode ser utilizado para iniciar contração muscular em casos de lesão periférica e fraqueza muscular de qualquer etiologia (STENDIG- LINDBERG, 2006). Seja qual for a doença ou a incapacidade do paciente, a aplicação da FNP segue certos princípios básicos: ? Cada indivíduo é considerado como um todo, integrando estímulos sensoriais, motores e psicológicos. ? Qualquer ser vivo possui um potencial, que para ser desenvolvido, precisa de uma demanda específica. 17 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores ? A demanda sobre o paciente é orientada funcionalmente durante o tratamento. ? O tratamento é iniciado no nível funcional do paciente, progredindopara atividades mais complexas. ? Se o paciente tem sucesso, acaba esforçando-se mais. ? São utilizadas atividades que acompanham a sequência do desenvolvimento motor normal. ? O ser humano não se movimenta em plano reto, mas num movimento tridimensional. ? Respeitar o tempo do movimento. ? Atingir a resposta máxima é a forma mais eficaz de alcançar consciência, força, coordenação e endurance. ? A repetição da resposta é utilizada para aumentar ou promover e manter a aprendizagem motora. Os objetivos da aplicação dos princípios básicos do método Kabat são: ? Aumento da amplitude de movimento; ? Melhora da estabilidade; ? Direcionamento de um movimento ativo por meio da introdução de resistência ideal da maneira correta; ? Estimulação de movimentos coordenados por meio de sincronização correta dos estímulos; ? Ampliação da resistência. (REICHEL, 1998; ADLER, BECKERS E BUCK, 2007). O método Kabat pode ser usado ainda em associação à outras técnicas fisioterapêuticas, especialmente à estimulação elétrica funcional (FES), gerando bons resultados terapêuticos. Também podemos associar processos básicos de FNP com cinesioterapia convencional, por exemplo, utilizar os padrões de facilitação, contatos manuais estímulo e reflexo de estiramento com exercícios ativo-assistidos. 18 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Alguns cuidados na aplicação da técnica devem ser tomados em relação à presença de dor ou instabilidade, e não deve preconizar a atividade reflexa sobre a voluntária. Lembrando: O Kabat estimula a força muscular, a coordenação e a propriocepção. 2.1 PROCESSOS BÁSICOS O Método Kabat apresenta padrões básicos de movimento e, durante a execução destes, existem técnicas específicas que são aplicadas para melhoria da resposta neuromuscular. Sendo assim, didaticamente o método se divide em processos ou procedimentos básicos, os quais fornecem ao terapeuta ferramentas necessárias para ajudar seus pacientes a atingir uma função motora eficiente (ADLER, BECKERS E BUCK, 2007). Essa eficiência não depende necessariamente da colaboração do paciente e esses procedimentos são usados para: aumentar a habilidade do paciente em mover-se e permanecer estável, guiar o movimento com a utilização de contatos manuais adequados e de resistência apropriada, ajudar o paciente a obter coordenação motora e sincronismo, aumentar a histamina do paciente e evitar a fadiga (ADLER, BECKERS E BUCK, 2007). Dessa forma, os objetivos terapêuticos do método Kabat consistem em: aumentar a amplitude de movimento, melhorar a estabilidade, direcionar o movimento ativo por meio de uma resistência ideal, estimular movimentos coordenados. 19 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores O tratamento por meio destas técnicas visa somar os efeitos da facilitação para aumentar a reposta do mecanismo neuromuscular. A estimulação proprioceptiva é o principal meio empregado para aumentar as demandas feitas pelo esforço voluntário; o início de algumas reações reflexas e princípios fisiológicos ligados à interação de músculos antagonistas também são usados em algumas técnicas. A resistência e o estiramento são aplicados manualmente aos músculos que trabalham para executar padrões de movimento de massa, e ordens dinâmicas dão estímulo verbal ao esforço voluntário do paciente. Os processos básicos podem ser aplicados no tratamento de pacientes com diversos diagnósticos e qualquer condição, mas algumas adaptações são necessárias em algumas situações (ADLER, BECKERS E BUCK, 2007). Dessa forma, não se deve preconizar a atividade reflexa sobre a voluntária, assim como não se deve realizar a aplicação de técnicas específicas que reforcem um padrão patológico. Por exemplo, estimular um movimento de flexão de cotovelo e punho em um paciente hemiplégico com padrão predominantemente flexor. Por isso, o fisioterapeuta deve realizar a escolha e o uso dos processos básicos mais adequados a cada caso. Os processos básicos são: padrão de facilitação, estímulo de estiramento, reflexo de estiramento tração-aproximação, contatos manuais, comando verbal, estímulo visual, resistência, irradiação e reforço, sincronização de movimentos. Estes podem ser usados no tratamento de pacientes com qualquer diagnóstico ou condição, porém algumas adaptações podem ser necessárias em determinadas situações (ADLER, BECKERS E BUCK, 2007). Técnicas de FNP são ideais para o tratamento da fraqueza muscular, por causa da sua ênfase nos movimentos diagonais (ajudam a reduzir o tônus) e por combinarem a ação dos principais grupos musculares (Thaigo C. Rodrigues). 20 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Os padrões de facilitação são padrões de movimento tridimensionais, que provocam facilitação ou inibição para se obter o máximo aproveitamento da energia nervosa. O componente fundamental é a rotação. Quando um padrão é utilizado a resposta muscular é mais fácil, mais coordenada e mais poderosa (ADLER, BECKERS E BUCK, 2007). Os padrões de FNP constituem movimentos em massa, combinações sinérgicas nos três planos: ? Plano sagital: flexão e extensão. ? Plano frontal ou coronal: abdução e adução dos membros ou flexão lateral da coluna. Plano transversal: rotação (ADLER, BECKERS E BUCK, 2007). O percurso do padrão é o espaço ideal aonde o componente muscular principal vai do seu máximo alongamento ao seu máximo encurtamento (aproveitamento máximo das unidades motoras). Os padrões podem ser combinados de vários modos e as combinações podem ser unilaterais (um membro superior ou inferior) ou bilaterais (ambos os membros bilaterais ou combinados de um membro inferior com um membro superior). Nos padrões conseguimos observar a maioria das atividades funcionais (Figuras 1 a 3). Figura 1 –. Padrão em flexão da diagonal de membro superior. Adaptado de Pope-Davis, S.A. (2001) Proprioceptive Neuromuscular Facilitation Approach. En L.W. Pedretti & M.B. Early (Ed.), Occupational Therapy, Practice Skills for Physical Dysfunction (5. ed. p. 606-623) St. Louis, Missouri: Mosby. 21 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Figura 2 – Padrão de flexão em diagonal de membro inferior. Adaptado de Pope-Davis, S.A. (2001) Proprioceptive Neuromuscular Facilitation Approach. En L.W. Pedretti & M.B. Early (Ed.), Occupational Therapy, Practice Skills for Physical Dysfunction (5. ed. p. 606-623) St. Louis, Missouri: Mosby. A 22 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores B Figuras 3 A e B – Padrões bilaterais simétricos de membros superiores. Adaptado de Pope-Davis, S.A. (2001) Proprioceptive Neuromuscular Facilitation Approach. En L.W. Pedretti & M.B. Early (Ed.), Occupational Therapy, Practice Skills for Physical Dysfunction (5. ed. p. 606-623) St. Louis, Missouri: Mosby. O estímulo de estiramento é a posição do começo do padrão, na qual são alongadas ao máximo todas as estruturas musculares queintervém nesse padrão. Alongando ao máximo o músculo, estimulamos os fusos neuromusculares e facilitando o reflexo de estiramento. O estímulo de estiramento é importante para se obter um bom início de contração muscular (ADLER, BECKERS E BUCK, 2007). O reflexo de estiramento é a manifestação mais simples da função do fuso muscular, assim, o estiramento de um músculo sempre excita os fusos e causa contração reflexa das grandes fibras musculares do mesmo músculo e de seus sinergistas mais próximos (GUYTON E HALL, 1996). Assim, o reflexo de estiramento pode ser provocado manualmente levando rapidamente à parte do corpo mais adiante do ponto de tensão, tendo a certeza de que todos os componentes estão estirados; especialmente de que a rotação está correta. Exatamente, no mesmo instante em que se provoca o reflexo, o paciente tenta executar o movimento. O reflexo de estiramento pode ser usado 23 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores para iniciar o movimento voluntário, assim como para aumentar a força e intensificar uma resposta mais rápida nos movimentos fracos. O reflexo de estiramento tem duas partes, uma com um reflexo espinhal de curta latência sem significância funcional, seguida de uma resposta funcional ao estiramento com maior latência e que gera uma contração muscular mais forte e funcional (ADLER, BECKERS E BUCK, 2007). Deve-se evitar o uso do reflexo de estiramento em casos de dor e articulações instáveis. A tração, separação das superfícies articulares, e a aproximação, compressão das superfícies articulares, são duas manobras opostas, porém ambas estimulam receptores articulares tais como os órgãos tendinosos de Golgi e os corpúsculos de Ruffini. Os órgãos tendinosos de Golgi estão localizados nos tendões dos músculos e transmitem informações sobre a tensão dos tendões ou a velocidade da alteração dos tendões. Os corpúsculos de Ruffini são terminações importantes para a sinalização de estados contínuos de deformação da pele e de tecidos profundos, tais como toque pesado e contínuo e de pressão (GUYTON E HALL, 1996). Estes receptores articulares fazem parte do sistema sinestésico que vai dar a sensibilidade profunda consciente, a sensação da posição do seguimento no espaço. No tratamento, o uso da tração parece promover movimento, enquanto a aproximação, estabilidade ou manutenção de postura. Os objetivos terapêuticos da tração são facilitar os movimentos (puxar e antigravitacionais), auxiliar o alongamento do tecido muscular após o reflexo de estiramento, resistir alguma parte do movimento. Já os da aproximação são promover a estabilização, facilitar a tomada de peso e a contração de músculos antigravitacionais, facilitarem as reações de endireitamento, resistir algum componente do movimento (ADLER, BECKERS E BUCK, 2007). A força de tração deve ser aplicada gradualmente até que o resultado desejado seja alcançado, devendo essa ser mantida por meio da amplitude do movimento e combinada com a resistência apropriada. Já a aproximação tem 24 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores duas formas de aplicação: rápida, na qual a força é aplicada rapidamente objetivando uma resposta do tipo reflexa; lenta, na qual a força é aumentada gradualmente de acordo com a tolerância do paciente (REICHEL, 1998). Deve-se evitar a aplicação desses processos básicos em casos de artrite, artrose, osteoporose e fratura intra-articular. O contato manual é o contato direto da mão do terapeuta nas zonas de propriocepção do paciente. Para controlar o movimento e resistir à rotação, o terapeuta utiliza-se de contato lumbrical – flexão das articulações metacarpofalangeanas (Figura 4). Usa-se um contato manual distal e outro proximal. Figura 4 – Contato lumbrical. Reproduzido de ADLER, BECKERS E BUCK. Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva: Um guia ilustrado. 2007. 8 p. O contato manual estimula os receptores cutâneos e de pressão do paciente, direcionando o movimento. São conhecidos pelo menos seis tipos de receptores táteis: ? Terminações nervosas livres – encontradas por toda parte na pele e outros tecidos, podem detectar tato e pressão. 25 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores ? Corpúsculo de Meissner – receptores presentes nas porções não pilosas da pele, abundantes nas pontas dos dedos, lábios e áreas da pele onde a capacidade de discernir características espaciais das sensações táteis é altamente desenvolvida. ? Receptores táteis de extremidade expandida – responsáveis pela emissão de sinais continuados que permitem que se determine o toque contínuo de objetos contra a pele. ? Órgão piloso terminal – detecta o movimento de objetos sobre a superfície do corpo ou contato inicial com o corpo. ? Órgãos terminais de Ruffini – ajudam a sinalizar o grau de rotação da articulação. ? Corpúsculos de Pacini – importantes para a detecção da vibração dos tecidos ou de outras alterações rápidas do estado mecânico dos tecidos. (GUYTON E HALL, 1996). O comando verbal é a comunicação com o paciente para solicitar a atividade. É uma forma de facilitação por meio da via auditiva. O comando verbal diz ao paciente o que fazer e quando fazer. O comando deve ser dado para o paciente e não para a parte do corpo que está sendo tratada. O volume no qual o comando é dado pode afetar a força do resultado de contração muscular, por isso, o terapeuta deve utilizar um comando mais alto quando uma contração muscular de maior intensidade é desejada e usar um tom mais calmo e tranquilo quando o objetivo é o relaxamento ou alívio da dor (ADLER, BECKERS E BUCK, 2007). Os tons de voz de intensidade moderada estimulam a atividade dos motoneurônios gama e, os tons mais baixos a atividade dos motoneurônios alfa (BUCHWALD, 1967). Os comandos fortes e agudos simulam uma situação de estresse e são utilizados quando se quer conseguir a estimulação máxima da resposta motora. O tom de voz suave é usado para trabalhar movimentos suaves e/ ou quando existe dor. Quando o paciente está dando uma boa resposta deve-se usar um tom moderado (VOSS, 1985). 26 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores O comando é dividido em três partes: 1. Preparação: prepara o paciente para a ação; 2. Ação: diz ao paciente para começar a ação; 3. Correção: orienta o paciente como corrigir ou modificar a ação (ADLER, BECKERS E BUCK, 2007). Os comandos devem ser combinados com movimentos passivos para ensinar o movimento desejado. O estímulo visual é o acompanhamento do movimento pelos olhos e cabeça do paciente, que precisa ver onde está indo e entender o que é esperado dele. É necessário olhar o paciente e comunicar-se visualmente para observarmos se o paciente entendeu o que você deseja e verificar também se ele expressa algum sinal de dor. O feedback fornecido pelo sistema sensorial da visão pode promover uma contração muscular mais potente (ADLER, BECKERS E BUCK, 2007). Os estímulos visuais ajudam o início e a coordenação durante o movimento, por isso deve-se dar o input visual ao paciente para assegurar que a atividade esteja na direção correta do movimento.A resistência aplicada deve ser apropriada ou ótima e é utilizada para: facilitar a habilidade do músculo em se contrair, aumentar o controle motor, ajudar o paciente a adquirir consciência dos movimentos, aumentarem a força muscular (ADLER, BECKERS E BUCK, 2007). A resistência aplicada de forma apropriada resulta em irradiação e reforço. Irradiação pode ser definida como a deflagração da resposta ao estímulo, esta resposta pode ser vista como aumento da facilitação (contração) ou inibição (relaxamento) nos músculos sinérgicos e padrões de movimento. A resistência ao movimento é responsável pela produção da irradiação. O reforço é equivalente a “tornar mais forte”, o terapeuta direciona o reforço para os músculos fracos pela quantidade de resistência aplicada nos músculos fortes (ADLER, BECKERS E BUCK, 2007). 27 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Este princípio, denominado irradiação ou educação cruzada, é uma das propostas do método FNP na qual a sua aplicação em um membro é capaz de promover a contração muscular na extremidade contralateral, de modo a facilitar a contração dos músculos fracos pela estimulação dos músculos fortes (PARTRIDGE, 1954, VOSS; IONTA; MYERS, 1987, MORALES; CARVALHO; GOMES, 2003). A realização de contração muscular voluntária produz ativação no córtex correspondente, sendo utilizada para explicar a facilitação contralateral. As técnicas de FNP aumentam a excitação nos centros motores e nos trajetos do SNC, particularmente nas sinapses das células do corno anterior da medula, onde se localiza grande parte dos interneurônios que se comunicam com neurônios que projetam aferências ao cérebro, para o mesmo membro e para o membro contralateral (KABAT; KNOTT, 1953, MUNN; HERBERT; GANDEVIA, 2004, LENT, 2005). A sincronização dos movimentos refere-se à direção em que os movimentos serão executados, de distal para proximal. Nos padrões habituais normais, a maior amplitude começa distalmente, porém não podemos permitir toda a amplitude distal até não começar também a movimentação intermediária e proximal. ---------------- FIM DO MÓDULO I ---------------- Os Comandos devem seguir de acordo com a idade e a capacidade do paciente colaborar – Formas de comando: • Verbal: de acordo com a idade do paciente; • Visual: demonstra a técnica; • Tátil: segurar de forma adequada ajudando na execução da técnica.