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Universidade Estadual de Feira de Santana - UEFS Departamento de Física - DFIS Lucas Araujo dos Santos Física Experimental II Tudo de Kundt Brasil 04 de agosto de 2017 Lucas Araujo dos Santos Física Experimental II Tudo de Kundt Este trabalho tem como objetivo introduzir ao leitor os conceitos de Ondas Estacionarias e a velocidade do som. Universidade Estadual de Feira de Santana - UEFS Departamendo de Física - DFIS Brasil 04 de agosto de 2017 Resumo Este relatório mostra o tratamento com grandezas referentes a comprimento de onda, e as noções entre "Nó"e "Ventre"de ondas estacionarias, mostrando que a relação do Comprimento de onda (λ) e a Frequência (Hz), junto que a interferência da temperatura, acharemos o valor da velocidade do som. Com erro de ∼= 1, 21%, que é um erro considerado bom, entre o valor teórico (∼=346,28 m/s2) e experimental (∼=342,09 m/cm2) da velocidade do som. 1. Introdução Teórica O "Tubo de Kundt"é um equipamento que permite através de um aparelho que emite uma frequência ν, por meio de uma caixa de som, ondas estacionarias de forma longitudinais, levando em consideração a temperatura do ambiente(Fig. 1). Figura 1 – Ilustração do Tubo de Kundt (A figura mostra ondas transversais, para melhor compreensão, onde no caso seriam ondas longitudinais). Neste "Tubo de Kundt"a onda que tem um comprimento chamado λ (Fig. 2) , que é o espaço que a onda percorre. Quando a onda chega até o ponto marrom que mostra na Figura 1, ela é refletida no sentindo inverso do original, onde no ponto de encontro dessas ondas, cha- maremos de "Nós", onde podemos dizer que é metade do comprimento de Onda (λ) (Fig. 3). Figura 2 – Ilustração de comprimento de onda. Como foi dito que o lambida é o espaço que a onda percorre em relação a um periodo (τ). Fazendo um comparação entre uma equação da V elocidade = ∆x∆t , podemos dizer que: ∆x = λ e ∆t = 1 ν , logo teremos: vs = λ 1 ν (1) Figura 3 – Nós de uma onda estacionaria. vs = λ · ν (2) Assim podemos determinar o valor da velocidade de propagação da onda, com os valores da frequência (ν) e o valor do comprimento de onda (λ). E como os "nós"são metade do Comprimento de onda, teremos: n = λ2 (3) λ = 2 · n (4) Nesse experimento, fica explicito que nos precisaremos da velocidade do som, mas essa velocidade tem relação com a temperatura, a ponto que quando a temperatura variar, a velocidade do som, variará também. Nisso nos leva a equação: vs = 331, 45 · √ T + 273, 15 273, 15 (5) Também tem outra forma para se achar o valor da velocidade de propagação da onda, que é fazendo um gráfico de ν em razão a 1 λ . Ai precisaremos fazer a regressão linear para chegarmos no valor do coeficiente angular que é igual a velocidade do som, no qual a equação é: Σ(xi − x′)(yi − y′) Σ(xi − x′)2 (6) Objetivo Esse relatório tem como objetivo mostrar como a temperatura tem relação ondas mecânicas, mostrando como o valor da velocidade está inteiramente interligado com ela. Este trabalho também introduz ao leitor conceitos de onda estacionarias. 2. Experimento - Princípio de Arquimedes 2.1. Procedimento Experimental 2.2. Material utilizado • Sistema Acústico Schuller - Mac IV - EQ044 • Oscilador de Áudio • Caixa de som • Estetoscópio • Termômetro 2.3. Procedimento Neste experimento, ligamos o oscilador de áudio na caixa de som e alinhamos ao "Sistema Acústico Schuller"(Fig. 4) e com a ajuda do estetoscópio, coletamos os pontos de "nós"para 3 frequências (ν) diferentes, 643±0,05, 747±0,05 e 1020±0,05 Hz (Tabela 1.). Vale observar que quanto menor a frequência, maior o comprimento de onda, sendo assim, limitando a quantidade de Números de Nós, impossibilitando de achar os 5 Nós para a frequênci a 643±0,05 e 747±0,05 Hz. Se repararmos, o "Sistema Acústico Schuller"(Fig. 4), tem preso a ele um termômetro junto a sua base, onde marca ∼=25 oC (Fig. 5). Esse dado será importante para podermos calcular a velocidade do som. Figura 4 – Equipamentos alinhado para o experimento Tubo de Kundt Tabela 1. - Nós relacionados a cada valor de frequência. Frequência(Hz) Nó 1 (cm) Nó 2 (cm) Nó 3 (cm) Nó 4 (cm) Nó 5 (cm) 643± 0, 5 14, 40± 0, 05 40, 20± 0, 051 66, 00± 0, 05 747± 0, 5 11, 60± 0, 05 35, 60± 0, 05 58, 50± 0, 05 81, 50± 0, 05 1020± 0, 5 08, 70± 0, 05 24, 50± 0, 05 41, 20± 0, 05 59, 10± 0, 05 75, 20± 0, 05 Fonte: Dados da pesquisa 3. Resultados e discussões Ao termos achado a temperatura do ambiente (Fig. 5), que é ∼= 25 oC, podemos achar a velocidade do som teórica (5). vs = 331, 45 · √ 298,15 273,15 vs ∼= 346, 28 m/s2 Figura 5 – Termômetro do Sistema Acústico Schuller Como foi dito anteriormente, o "Nó"é a metade do comprimento de onda (λ). Faremos a diferença entres as medias para obter um valor "n"onde possamos executar (4): λ1 = [ (Nó2−Nó1)+(Nó3−Nó2)2 ] · 2 λ1 = 51,60 cm λ2 = [ (Nó2−Nó1)+(Nó3−Nó2)+(Nó4−Nó3)3 ] · 2 λ2 = 46,60 cm λ3 = [ (Nó2−Nó1)+(Nó3−Nó2)+(Nó4−Nó3)+(Nó5−Nó4)4 ] · 2 λ3 = 33,25 cm Tabela 2. - Comprimento de ondas obtidos com a vs. Frequência(Hz) λ (10−2m) 643± 0, 05 51, 60± 0, 05 747± 0, 05 46, 60± 0, 05 1020± 0, 05 33, 25± 0, 05 Fonte: Dados da pesquisa Com os valores da frequência e do λ encontrados, faremos a regressão linear (6) entre a frequência angular e λ−1, onde o seu coeficiente angular será igual a velocidade do som (Fig. 6). Logo o B = Velocidade do Som Experimental ∼= 342,09m/s2 Com as Velocidades Experimental e teórica, calcularemos o seu erro porcentual: |VT−VE | VT · 100% ∼= 1,21% Figura 6 – Gráfico, onde foi feito a regressão linear para achar o valor da velocidade do som 4. Conclusão De acordo com os estudos de Ondas, o ondas estacionarias são ondas que são refletidas no sentido oposto formando nós e ventre entre elas. Mostrando que a relação do Comprimento de onda (λ) e a Frequência (Hz), junto que a interferência da temperatura, acharemos o valor da velocidade do som. Com erro de ∼= 1, 21%, que é um erro considerado bom, entre o valor teórico (∼=346,28 m/s2) e experimental (∼=342,09 m/cm2) da velocidade do som. 5. Referências [1] Pavan, Theo Z.. Entendendo as limitações do uso das figuras de Lissajous para medir a velocidade do som. Rev. Bras. Ensino Fís., São Paulo , v. 39, n. 1, e1701, 2017. [2] Pizetta, Daniel Cosmo et al . Uma avaliação experimental do tubo de ondas sonoras estacionárias. Rev. Bras. Ensino Fís., São Paulo , v. 39, n. 3, e3301, 2017. [3] Hessel, Roberto et al . Determinação do módulo de Young em sólidos a partir da medida da velocidade do som pelo método do tempo de voo. Rev. Bras. Ensino Fís., São Paulo , v. 38, n. 2, e2309, 2016. Folha de rosto