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1 AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM EM PROCESSO Caderno do Professor 2ª série Ensino Médio Língua Portuguesa São Paulo 1º Bimestre de 2019 22ª edição 2 APRESENTAÇÃO A Avaliação da Aprendizagem em Processo – AAP - se caracteriza como ação desenvolvida de modo colaborativo entre a Coordenadoria Pedagógica e a Coordenadoria de Informação, Tecnologia, Evidência e Matrícula. Iniciada em 2011, em apenas dois anos/séries, foi gradativamente sendo expandida e desde 2015 está abrangendo todos os alunos do Ensino Fundamental e Ensino Médio além de, continuamente, aprimorar seus instrumentos e formas de registro. A AAP, fundamentada no Currículo do Estado de São Paulo, propõe o acompanhamento da aprendizagem das turmas e alunos, de forma individualizada, tendo caráter diagnóstico. Tem como objetivo apoiar as unidades e os docentes na elaboração de estratégias adequadas, a partir da análise de seus resultados, que contribuam efetivamente para melhoria da aprendizagem e desempenho dos alunos, especialmente nas ações de recuperação contínua. As habilidades selecionadas para a AAP, em Língua Portuguesa e Matemática, passaram a ter como referência, a partir de 2016, a Matriz de Avaliação Processual elaborada pela COPED e já disponibilizada à rede. Nas edições de 2019 prossegue esse mesmo referencial assim como, nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental permanece a articulação com as expectativas de aprendizagem de Língua Portuguesa e Matemática e com os materiais do Programa Ler e Escrever e Educação Matemática nos Anos Iniciais – EMAI. Além da formulação dos instrumentos de avaliação, na forma de cadernos de provas para os alunos, também foram elaborados os respectivos Cadernos do Professor, com orientações específicas para os docentes, contendo instruções para a aplicação da prova (Anos Iniciais), quadro de habilidades de cada prova, exemplar da prova, gabarito, orientações para correção (Anos Iniciais), grade de correção e recomendações pedagógicas gerais. Estes subsídios, agregados aos registros que o professor já possui e juntamente com as informações incorporadas na Plataforma Foco Aprendizagem, a partir dos dados inseridos pelos docentes no SARA – Sistema de Acompanhamento dos Resultados de Avaliações – devem auxiliar no planejamento, replanejamento e acompanhamento das ações pedagógicas, mobilizando procedimentos, atitudes e conceitos necessários para as atividades de sala de aula, sobretudo aquelas relacionadas aos processos de recuperação das aprendizagens. COORDENADORIA PEDAGÓGICA COPED COORDENADORIA DE INFORMAÇÃO, TECNOLOGIA, EVIDÊNCIA E MATRÍCULA - CITEM 3 AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM EM PROCESSO 2ª série EM – 1º bimestre 2019 22ª edição Língua Portuguesa - Caderno do Professor QUESTÃO GABARITO HABILIDADE 01 C Identificar posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao tema em textos (letra de música, trecho de romance, teatro, poema, conto, notícia, artigo de opinião, anúncio, cartaz). 02 D Identificar o público-alvo de um texto (letra de música, trecho de romance, teatro, poema, conto, notícia, artigo de opinião, anúncio, cartaz). 03 B Inferir informação implícita em um texto (letra de música, trecho de romance, teatro, poema, conto, notícia, artigo de opinião, anúncio, cartaz). 04 D Reconhecer o efeito de sentido produzido pela exploração de recursos morfossintáticos (conjunção, períodos simples e compostos) em um texto (letra de música, trecho de romance, teatro, poema, conto, notícia, artigo de opinião, anúncio, cartaz). 05 A Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação entre textos (letra de música, trecho de romance, teatro, poema, conto, notícia, artigo de opinião, anúncio, cartaz) sobre o mesmo tema. 06 B Identificar o público-alvo de um texto (letra de música, trecho de romance, teatro, poema, conto, notícia, artigo de opinião, anúncio, cartaz). 07 C Inferir informação implícita em um texto (letra de música, trecho de romance, teatro, poema, conto, notícia, artigo de opinião, anúncio, cartaz). 08 E Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação entre textos (letra de música, trecho de romance, teatro, poema, conto, notícia, artigo de opinião, anúncio, cartaz) sobre o mesmo tema. 09 C Reconhecer a presença de valores culturais, sociais e/ou humanos em contextos literários. 10 B Identificar posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao tema em textos (letra de música, trecho de romance, teatro, poema, conto, notícia, artigo de opinião, anúncio, cartaz). 11 E Reconhecer o efeito de sentido produzido pela exploração de recursos morfossintáticos (conjunção, períodos simples e compostos) em um texto (letra de música, trecho de romance, teatro, poema, conto, notícia, artigo de opinião, anúncio, cartaz). 12 E Reconhecer a presença de valores culturais, sociais e/ou humanos em contextos literários. 4 AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM EM PROCESSO 2ª série EM – 1º bimestre 2019 22ª Edição Língua Portuguesa - Caderno do Professor Leia o texto e responda à questão 01. [...] MIRANDA - São ideias que todos temos quando profanos. O casamento, Alves, é o que foi entre nós há algum tempo a maçonaria, de que se contavam horrores, e que, no fundo, não passava de uma sociedade inocente, que oferecia boa palestra, boas ceias. Há dois prejuízos muito vulgares: uns supõem que o casamento é a perpetuidade do amor, a troca sem fim de carícias e protestos; e assustam-se com razão diante da perspectiva de uma ternura de todos os dias e de todas as horas. ALVES (rindo) - Na verdade é desanimadora; sobretudo nesta época de vapor e eletricidade. MIRANDA - Justo!... O outro prejuízo é daqueles que supõem o casamento uma guerra doméstica, uma luta constante de caracteres antipáticos, de hábitos, e de ideias. Esses, como os outros, mas por motivo diferente, tremem pela sua tranquilidade, Entretanto a realidade está entre os dois extremos. O casamento não é nem a poética transfusão de duas almas em uma só carne, a perpetuidade do amor, o arrulho eterno de dois corações; nem também a guerra doméstica, a luta em família. É a paz, firmada sobre a estima e o respeito mútuo; é o repouso das paixões, e a força que nasce da união. ALVES - Concordo... É a paz, firmada sobre a estima e o respeito mútuo; é o repouso das paixões, e a força que nasce da união... Não é preciso que o homem sacrifique a sua individualidade e se dedique todo à família? MIRANDA - Como te iludes! É quando o homem goza da plena tranquilidade do seu espírito; quando lhe sobra todo o tempo para as ocupações sérias da vida... julgo por mim. [...] Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bi000165.pdf>. Acesso em: 07 fev. 2019. (adaptado) 5 Habilidade Identificar posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao tema em textos (letra de música, trecho de romance, teatro, poema, conto, notícia, artigo de opinião, anúncio, cartaz). Questão 01 O excerto do texto de O que é o casamento, comédia em 4 atos de José de Alencar, datada de 1861, mostra em cena, dois personagens, Alves e Miranda que discutem sobre o casamento e mostram ideias divergentes. Assinale a alternativa que define corretamente o pensamento de cada um deles: (A) Alves tem a crença de que o casamento traz a felicidade e o amor eterno e Miranda acha que essa felicidade não é possível. (B) Miranda acredita que o casamento é uma guerra doméstica,enquanto Alves acha que é difícil conservar a paz entre o casal. (C) Miranda afirma que o casamento traz a paz, o repouso das paixões e a união, ao passo que Alves acha difícil o casal ser feliz. (D) Alves pensa que, no casamento, o homem sacrifica sua individualidade, enquanto Miranda crê que uma união feliz é ilusão. (E) Alves fala que o casamento não é nem ruim e nem bom para o casal, mas Miranda discorda e fala que é uma luta em família. GRADE DE CORREÇÃO ALTERNATIVAS OBSERVAÇÕES (A) Alves tem a crença de que o casamento traz a felicidade e o amor eterno e Miranda acha que essa felicidade não é possível. Resposta incorreta. É exatamente o contrário: enquanto Miranda acredita na felicidade pelo casamento, Alves crê que o casamento exige o “sacrifício da individualidade” e, portanto, leva à infelicidade. 6 (B) Miranda acredita que o casamento é uma guerra doméstica, enquanto Alves acha que é difícil conservar a paz entre o casal. Resposta incorreta. Para Miranda, o casamento “É a paz, firmada sobre a estima e o respeito mútuo; é o repouso das paixões, e a força que nasce da união”, já Alves acha que “É a paz, firmada sobre a estima e o respeito mútuo; é o repouso das paixões, e a força que nasce da união...” (C) Miranda afirma que o casamento traz a paz, o repouso das paixões e a união, ao passo que Alves acha difícil o casal ser feliz. Resposta correta. Segundo Miranda, o casamento “É a paz, firmada sobre a estima e o respeito mútuo; é o repouso das paixões, e a força que nasce da união”. Nas palavras de Alves, que faz uma pergunta sobre o casamento que revela o que ele pensa: “Não é preciso que o homem sacrifique a sua individualidade e se dedique todo à família? “ (D) Alves pensa que, no casamento, o homem sacrifica sua individualidade, enquanto Miranda crê que uma união feliz é ilusão. Resposta incorreta. Como vimos, na alternativa anterior, o pensamento de Alves é que o homem sacrifica sua individualidade, no casamento, mas Miranda acha o contrário: que o casamento traz a felicidade para o casal. (E) Alves fala que o casamento não é nem ruim e nem bom para o casal, mas Miranda discorda e fala que é uma luta em família. Resposta incorreta. Nenhuma das afirmativas se confirma no texto. O pensamento de ambos é exatamente o contrário dessas afirmativas. 7 Leia o texto e responda às questões 02 e 03. Disponível em: <http://www.secom.gov.br/atuacao/publicidade/imagens/cartaz.jpg/view>. Acesso em: 08 fev. 2019 8 Habilidade Identificar o público-alvo de um texto (letra de música, trecho de romance, teatro, poema, conto, notícia, artigo de opinião, anúncio, cartaz). Questão 02 O cartaz exibe uma propaganda destinada (A) às crianças e adolescentes. (B) aos apreciadores de brinquedos. (C) aos membros do Conselho Tutelar. (D) aos leitores do anúncio publicitário. (E) aos foliões das festas de carnaval. GRADE DE CORREÇÃO ALTERNATIVAS OBSERVAÇÕES (A) às crianças e adolescentes. Resposta incorreta. Apesar do uso de bonecos de pelúcia, o anúncio não se dirige às crianças e adolescentes, mas sim àqueles que os protegem. (B) aos apreciadores de brinquedos. Resposta incorreta. Os dizeres: “Proteja já nossas crianças e adolescentes” mostram claramente que o público para esse anúncio não são os apreciadores de brinquedos. (C) aos membros do Conselho Tutelar. Resposta incorreta. No anúncio, os membros do Conselho Tutelar figuram como autoridades a serem chamadas, caso cenas de abuso de menores sejam presenciadas no carnaval. (D) aos leitores do anúncio publicitário. Resposta correta. O anúncio é claro: todos os que presenciarem cenas de abuso de menores no carnaval, devem denunciá-las aos membros do Conselho Tutelar, ou discando 100. Observe- se que os números de cada uma das roupas dos bichos de pelúcia juntos, formam o número 100. (E) aos foliões das festas de carnaval. Resposta incorreta. Não são apenas os foliões das festas de carnaval que devem denunciar os abusos presenciados. Qualquer pessoa pode fazê-lo. 9 Habilidade Inferir informação implícita em um texto (letra de música, trecho de romance, teatro, poema, conto, notícia, artigo de opinião, anúncio, cartaz). Questão 03 No cartaz, a postura dos três bichos de pelúcia mostra que (A) é preciso que os bichos protejam as crianças e adolescentes diante da violência no carnaval. (B) essas atitudes devem ser tomadas quando se observar violência contra crianças e adolescentes. (C) os bichos estão felizes, porque dançarão com fantasias de carnaval, ao lado de crianças e adolescentes. (D) as crianças e adolescentes brasileiros devem combater a violência que existe contra eles, no carnaval. (E) os três bichos de pelúcia estão fazendo pose para serem fotografados com fantasias carnavalescas. 10 GRADE DE CORREÇÃO ALTERNATIVAS OBSERVAÇÕES (A) é preciso que os bichos protejam as crianças e adolescentes diante da violência no carnaval. Resposta incorreta. Os bichos apenas representam as crianças que, no carnaval, podem ser vítimas de abusos. (B) essas atitudes devem ser tomadas quando se observar violência contra crianças e adolescentes. Resposta correta. Os bichinhos estão em postura de denúncia: o primeiro coloca os óculos para ver melhor; o segundo, está com os polegares e os indicadores nas orelhas, em formato de uma concha em semicírculo, para ouvir melhor; o terceiro, com as mãos em volta da boca aberta, parece gritar denúncias contra os abusadores de menores. (C) os bichos estão felizes porque dançarão com fantasias de carnaval, ao lado de crianças e adolescentes. Resposta incorreta. Não há, no anúncio, nenhuma referência à felicidade dos bichinhos e, também, nada indica que haverá danças com as crianças e adolescentes. (D) as crianças e adolescentes brasileiros devem combater a violência que existe contra eles, no carnaval. Resposta incorreta. A mensagem traz outra informação: as crianças e os adolescentes são as vítimas e não os denunciantes. (E) os três bichos de pelúcia estão fazendo pose para serem fotografados com fantasias carnavalescas. Resposta incorreta. A atitude dos três bichos de pelúcia não indica pose para fotos, mas uma alusão aos três macacos do “não vejo, não ouço, não falo”, que são figuras conhecidas universalmente. 11 Leia o texto e responda à questão 04. “[...] Entretanto, o grupo familiar deve ter conhecimento de seus limites. Mais do que nunca, hoje, vale muito o provérbio africano: “É preciso uma aldeia inteira para educar uma criança”, não é mesmo? E nossa grande aldeia global não caminha lá muito bem. Por isso, é necessário dialogar com os filhos a respeito de tudo o que eles aprendem, observam, testemunham fora de casa. “ SAYÃO, Rosely. Educação aos filhos não é vacina. Veja. São Paulo: Editora Abril, edição 2546, 6 dez 2017, p. 91. Habilidade Reconhecer o efeito de sentido produzido pela exploração de recursos morfossintáticos (conjunção, períodos simples e compostos) em um texto (letra de música, trecho de romance, teatro, poema, conto, notícia, artigo deopinião, anúncio, cartaz). Questão 04 Na frase: “É preciso uma aldeia inteira para educar uma criança”, o conectivo sublinhado (para) organiza o texto, (A) concluindo as ideias formuladas nas orações que o antecederam. (B) imprimindo uma ideia de explicação da frase formulada anteriormente. (C) contrariando os argumentos expostos na oração que está depois dele. (D) introduzindo uma oração subordinada que indica a finalidade da oração principal. (E) dando à frase uma conotação imperativa com vistas a enfatizar o assunto abordado. 12 GRADE DE CORREÇÃO ALTERNATIVAS OBSERVAÇÕES (A) concluindo as ideias formuladas nas orações que o antecederam. Resposta incorreta. Não há ideia de conclusão nessa frase. Os conectivos que indicam conclusão são: logo, pois, portanto, por conseguinte, assim etc. (B) imprimindo uma ideia de explicação da frase formulada anteriormente. Resposta incorreta. Nessa frase, a segunda frase não explica a primeira. As orações explicativas são introduzidas pelas conjunções: que, porque, pois, porquanto. (C) contrariando os argumentos expostos na oração que está depois dele. Resposta incorreta. Pelo significado da frase, percebe-se que não há nenhuma ideia de contrariedade entre as orações e nem nos argumentos que seguem o conectivo para. (D) introduzindo uma oração subordinada que indica a finalidade da oração principal. Resposta correta. No período “É preciso uma aldeia inteira para educar uma criança.”, temos duas orações: a principal “É preciso uma aldeia inteira”, que é seguida pela subordinada reduzida de infinitivo “para educar uma criança.”, que equivale à oração subordinada adverbial final: “para que se eduque uma criança. Se perguntarmos: com que finalidade precisa- se de uma aldeia inteira? A resposta será a frase introduzida pelo conector para, que indica, portanto, a finalidade da oração principal. 13 (E) dando à frase uma conotação imperativa com vistas a enfatizar o assunto abordado. Resposta incorreta. O conectivo para, ao ligar as orações, não imprime uma conotação imperativa a elas. Além disso, a pontuação da frase, que termina com um ponto final, já indica que não há conotação imperativa com vistas a enfatizar o assunto abordado. Leia os textos e responda às questões 05 e 06. Texto I Disponível em: <goo.gl/1nJMT8>. Acesso em: 08 fev. 2019. 14 Texto II Diversidade Racial ganha espaço no RH das agências de publicidade Programas de seleção passam a contar com consultorias especializadas como a EmpregueAfro Mariana Barbosa FSP. 17/12/2017 Enquanto a propaganda ainda tem dificuldade de mostrar a diversidade racial do país, começam a surgir iniciativas para ampliar a diversidade nos quadros das agências de publicidade. [...] Além da responsabilidade social, John diz que as agências só têm a ganhar com a diversidade. “Esses jovens trazem um olhar muito mais fresco para a nossa comunicação, que ainda é elitista.” A agência digital New Vegas, especializada em mídias sociais, também já ofereceu estágios e cursos voltados para negros. A Publicis, por sua vez, criou uma plataforma interna para promover a diversidade e a inclusão, além de um comitê de diversidade. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/12/1943978-diversidade-racial-ganha-espaco-no-rh- das-agencias-de-publicidade.shtml>. Acesso em: 01 fev. 2019. (adaptado) 15 Habilidade Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação entre textos (letra de música, trecho de romance, teatro, poema, conto, notícia, artigo de opinião, anúncio, cartaz) sobre o mesmo tema. Questão 05 Os Textos I II apresentam a mesma temática: o racismo; porém, ao compará-los, reconhece-se que: (A) O primeiro texto condena o racismo e o segundo aponta soluções para a questão. (B) O Texto I é descritivo e apenas coloca lado a lado, figuras de cérebros humanos. (C) Ambos os textos são figurativos e apresentam temas de pouco interesse social. (D) O Texto II condena as empresas que empregam jovens de raças diversificadas. (E) O primeiro texto faz uma crítica visual e o segundo, uma crítica romanceada. GRADE DE CORREÇÃO ALTERNATIVAS OBSERVAÇÕES (A) O primeiro texto condena o racismo e o segundo aponta soluções para a questão. Resposta correta. A figura do Texto I mostra três cérebros de igual tamanho, atribuídos às etnias negra, branca e asiática, que abarcam a humanidade. Entretanto, o quarto cérebro é diminuto e é atribuído aos racistas, dando a entender que, por terem cérebros pequenos, os racistas possuem menor inteligência e são menos capazes. Por esses motivos, aquilo em que acreditam não é digno de ser adotado pelos outros homens. O Texto II é uma reportagem que mostra diversas maneiras encontradas por agências de publicidade para diminuir o preconceito racial. 16 (B) O Texto I é descritivo e apenas coloca lado a lado, figuras de cérebros humanos. Resposta incorreta. O Texto I não é descritivo, pois seu conteúdo é altamente crítico. (C) Ambos os textos são figurativos e apresentam temas de pouco interesse social. Resposta incorreta. A afirmativa de que “Ambos os textos são figurativos” não se confirma, pois o Texto I é figurativo, por tratar-se de uma imagem, mas o Texto II é um texto verbal. Quanto ao tema, os dois textos discutem a questão altamente relevante para as sociedades, que é o racismo. (D) O Texto II condena as empresas que empregam jovens de raças diversificadas. Resposta incorreta. Contrariamente a essa afirmativa, o Texto II apresenta, com um olhar positivo, empresas que empregam jovens de diferentes raças e mostra que essas “agências só têm a ganhar com a diversidade”, conforme diz um dos entrevistados. (E) O primeiro texto faz uma crítica visual e o segundo, uma crítica romanceada. Resposta incorreta. Ainda que o Texto I seja uma crítica visual, o Texto II não pertence ao gênero romance; ele é uma reportagem publicada no jornal Folha de São Paulo e disponibilizado pela internet. 17 Habilidade Identificar o público-alvo de um texto (letra de música, trecho de romance, teatro, poema, conto, notícia, artigo de opinião, anúncio, cartaz). Questão 06 Os autores dos dois textos dirigem-se a pessoas que (A) acham que os cérebros devem ser iguais. (B) leem e que se interessam pelo assunto. (C) são contrários aos negros e aos oprimidos. (D) pensam que os brancos são maioria. (E) lutam contra os direitos humanos. . GRADE DE CORREÇÃO ALTERNATIVAS OBSERVAÇÕES (A) acham que os cérebros devem ser iguais. Resposta incorreta. Tanto o Texto I, quanto o Texto II não falam sobre esse assunto. Não há discussões sobre o tamanho dos cérebros. (B) leem e que se interessam pelo assunto. Resposta correta. O Texto I e o Texto II são destinados ao público em geral: tanto os racistas, como os não racistas. Os autores têm suas opiniões, mas as pessoas, que se interessam pelo assunto, podem ler esses textos e tirar suas próprias conclusões, que podem ser favoráveis ou não. (C) são contrários aos negros e aos oprimidos. Resposta incorreta. O Texto I apresenta uma crítica aos racistas, atribuindo-lhescérebros de pequena dimensão. O Texto II, uma reportagem sobre ações contra o preconceito racial. Não há, em nenhuma parte dos textos, opiniões ou fatos que revelem essa postura de serem contrários aos negros e oprimidos. 18 (D) pensam que os brancos são maioria. Resposta incorreta. Esse assunto não é tratado em nenhum dos dois textos. (E) lutam contra os direitos humanos. Resposta incorreta. Pelos conteúdos do Texto I e do Texto II pode-se concluir que ambos são dirigidos ao público em geral e não somente aos leitores que lutam contra os direitos humanos. Leia o texto e responda à questão 07. [...] Rubião fitava a enseada, - eram oito horas da manhã. Quem o visse, com os polegares metidos no cordão do chambre1, à janela de uma grande casa de Botafogo, cuidaria que ele admirava aquele pedaço de água quieta; mas, em verdade, vos digo que pensava em outra coisa. Cotejava2 o passado com o presente. Que era, há um ano? Professor. Que é agora? Capitalista. Olha para si, para as chinelas (umas chinelas de Túnis, que lhe deu recente amigo, Cristiano Palha), para a casa, para o jardim, para a enseada, para os morros e para o céu; e tudo, desde as chinelas até o céu, tudo entra na mesma sensação de propriedade. — Vejam como Deus escreve direito por linhas tortas, pensa ele. Se mana Piedade tem casado com Quincas Borba, apenas me daria uma esperança colateral3. Não casou; ambos morreram, e aqui está tudo comigo; de modo que o que parecia uma desgraça...[...] ASSIS, Joaquim Maria Machado de. Quincas Borba. Rio de Janeiro: Jackson, 1959. p. 7. (adaptado) 1 1 Chambre: roupão, roupa antiga masculina para dormir 2 2 Cotejar` conferir, relacionar, comparar. 3 3 Colateral: que está ao lado, paralelo 19 Habilidade Inferir informação implícita em um texto (letra de música, trecho de romance, teatro, poema, conto, notícia, artigo de opinião, anúncio, cartaz). Questão 07 A última frase da fala de Rubião não foi terminada. Isso permite ao leitor inferir que (A) Deus sempre realiza os desejos das pessoas desde que eles sejam tristes. (B) a personagem ficou arrasada com a morte da irmã e de Quincas Borba. (C) aquilo que era para ser uma infelicidade, transformou-se em um benefício. (D) Rubião gostava de apreciar a maravilhosa paisagem a seu redor. (E) o casamento da irmã seria a maior felicidade da vida de Rubião. GRADE DE CORREÇÃO ALTERNATIVAS OBSERVAÇÕES (A) Deus sempre realiza os desejos das pessoas desde que eles sejam tristes. Resposta incorreta. O provérbio “Deus escreve direito por linhas tortas”, no caso da personagem, refere-se à felicidade dela por herdar todos os bens de sua irmã, por obra de Deus (que levou sua irmã). Na alternativa, porém, Deus realiza somente os desejos tristes, ao contrário do que acontece no romance. (B) a personagem ficou arrasada com a morte da irmã e de Quincas Borba. Resposta incorreta. A frase interrompida não trata dos sentimentos de Rubião com relação à morte de sua irmã e de Quincas Borba, mas sim da felicidade dele por se tornar herdeiro por obra divina. (C) aquilo que era para ser uma infelicidade, transformou-se em um benefício. Resposta correta. Para Rubião, que queria ficar com todos os bens da família, o casamento da irmã não o faria feliz, mas apenas lhe “daria uma esperança colateral”. A morte da irmã, uma infelicidade, na vida das pessoas, ao contrário, para ele foi benéfica, pois herdou todos os bens dela. 20 (D) Rubião gostava de apreciar a maravilhosa paisagem a seu redor. Resposta incorreta. Essa afirmativa refere-se ao parágrafo anterior e não está ligado ao assunto da herança recebida. (E) o casamento da irmã seria a maior felicidade da vida de Rubião. Resposta incorreta. O casamento da irmã seria um acontecimento feliz na vida de Rubião, mas sua morte foi melhor, visto que os bens dela foram herdados por ele. Leia os textos e responda à questão 08. Texto I Primavera Genival Cassiano / Silvio Rochael Quando o inverno chegar Eu quero estar junto a ti Pode o outono voltar Eu quero estar junto a ti Porque (é primavera) Te amo (é primavera) Te amo, meu amor Trago esta rosa (para te dar) Trago esta rosa (para te dar) Trago esta rosa (para te dar) Meu amor Hoje o céu está tão lindo (vai chuva) (4 vezes) Disponível em: <https://www.letras.mus.br/tim-maia/48934/>. Acesso em: 07 fev. 2019. 21 Texto II Estações do ano Primavera Cecília Meireles A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega. Finos clarins4 que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos5 sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores. [...] Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro6 dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. [...] Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor. Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera. MEIRELES, Cecília. Cecília Meireles - Obra em Prosa. Vol. 1, Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1998, pág. 366. Disponível em: <http://www.releituras.com/cmeireles_primavera.asp>. Acesso em: 04 fev. 2019. 4 Clarim: instrumento musical de sopro. 5 Arauto: aquele que torna público uma notícia. 6 Sussurro: 1 zumbido de alguns insetos; falar baixo, cochicho. . 22 Habilidade Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação entre textos (letra de música, trecho de romance, teatro, poema, conto, notícia, artigo de opinião, anúncio, cartaz) sobre o mesmo tema. Questão 08 Leia as seguintes frases: I – No Texto I, a beleza da primavera é um pano de fundo para o eu lírico falar de seu amor. II – O poeta está feliz com a primavera, mas o narrador do Texto II está triste por causa dela. III – No Texto II, a primavera, que é vida, surge com seus sons, cheiros e cores, mas logo se vai. IV – No Texto II, a primavera é de uma beleza ímpar e no Texto I, ela nem é mencionada. Com base na leitura dos Textos I e II, estão corretas as afirmações (A) I e II (B) II e IV (C) IV e I (D) III e II (E) I e III 23 GRADE DE CORREÇÃO ALTERNATIVAS OBSERVAÇÕES (A) I e II Resposta incorreta. Nessa alternativa, apenas a frase I está correta, porque, no Texto I, o eu lírico faz uma declaração de amor à mulher amada, na estação mais bonita do ano: a primavera. A frase II afirma que a autora do Texto II está triste com a chegada da primavera. Isso não se confirma no texto de Cecília Meirelles, que mostra o contrário. A descrição da chegada dessa estação é alegre; há “alegria de nascer” no espírito das flores; os “passarinhos novos” “dão beijinhos para o ar azul”, na chegada da “dona da vida”. (B) II e IVResposta incorreta. Como vimos na alternativa (A), desta grade de correção, a frase II não está correta. A frase IV por sua vez, também é incorreta, pois afirma que o Texto I não faz menção à primavera. O título do texto já fala nesta estação do ano. (C) IV e I Resposta incorreta. Apesar de a frase I ser correta, a frase IV está incorreta, conforme a justificativa que consta em (B), nesta grade de correção. (D) III e II Resposta incorreta. Ainda que a frase III esteja correta, porque a primavera além de ser “dona da vida”, surge com seus “finos clarins” e como “arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores”. Ela, porém, é “efêmera”. A frase II está incorreta, conforme visto na alternativa (A) desta grade de correção. (E) I e III Resposta correta. As duas frases estão corretas. Conforme justificado em (A) e (D). 24 Leia o texto e quesões 09 e 10. A Canção Do Senhor Da Guerra Renato Russo Existe alguém esperando por você Que vai comprar a sua juventude E convencê-lo a vencer Mais uma guerra sem razão Já são tantas as crianças Com armas na mão Mas explicam novamente que a guerra Gera empregos, aumenta a produção Uma guerra sempre avança a tecnologia Mesmo sendo guerra santa Quente, morna ou fria Pra que exportar comida se as armas Dão mais lucros na exportação? Existe alguém que está contando com você Pra lutar em seu lugar já que nessa guerra Não é ele quem vai morrer E quando longe de casa Ferido e com frio O inimigo você espera 25 Ele estará com outros velhos Inventando novos jogos de guerra Que belíssimas cenas de destruição Não teremos mais problemas Com a superpopulação Veja que uniforme lindo fizemos pra você E lembre-se sempre que: Deus está do lado de quem vai vencer O senhor da guerra não gosta de crianças (6 vezes) Disponível em: <https://www.letras.mus.br/legiao-urbana/65536/>. Acesso em: 07 fev. 2019. Habilidade Reconhecer a presença de valores culturais, sociais e/ou humanos em contextos literários. Questão 09 Assinale os versos em que o eu lírico faz um protesto contra a guerra, revelando uma postura humanitária. (A) “E lembre-se sempre que:/Deus está do lado de quem vai vencer” (B) “Pra que exportar comida se as armas/Dão mais lucros na exportação?” (C) “Mais uma guerra sem razão/Já são tantas as crianças/Com armas na mão.” (D) “Que belíssimas cenas de destruição/Não teremos mais problemas/Com a superpopulação” (E) “Uma guerra sempre avança a tecnologia/Mesmo sendo guerra santa/Quente, morna ou fria.” 26 GRADE DE CORREÇÃO ALTERNATIVAS OBSERVAÇÕES (A) “E lembre-se sempre que:/Deus está do lado de quem vai vencer” Resposta incorreta. Essa resposta não é um argumento para protestar contra a guerra, ao contrário é uma incitação a participar da guerra. O soldado deve ir para a guerra porque ele será um vencedor e terá sempre Deus ao seu lado. (B) “Pra que exportar comida se as armas/Dão mais lucros na exportação?” Resposta incorreta. O argumento, de teor econômico, quer convencer que é preciso investir na exportação de armas visto que elas dão grandes lucros quando exportadas. Desse modo, não há motivo para acabar com a guerra. (C) “Mais uma guerra sem razão/Já são tantas as crianças/Com armas na mão.” Resposta correta. Esses versos encerram um protesto contra a guerra. O eu lírico argumenta que não há motivo para se fazer guerra e colocar armas nas mãos das crianças, principalmente quando nem se conhece o porquê de se guerrear (D) “Que belíssimas cenas de destruição/Não teremos mais problemas/Com a superpopulação” Resposta incorreta. Esses versos, ao invés de serem contra a guerra, são elogios a ela: as cenas de destruição são consideradas “belíssimas” e ela tem o mérito de acabar com os problemas de “superpopulação”. (E) “Uma guerra sempre avança a tecnologia/Mesmo sendo guerra santa/Quente, morna ou fria.” Resposta incorreta. Assim como em (D), há um louvor à guerra que pode ser “santa, quente, morna ou fria” mas traz avanços tecnológicos. 27 Habilidade Identificar posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao tema em textos (letra de música, trecho de romance, teatro, poema, conto, notícia, artigo de opinião, anúncio, cartaz). Questão 10 Assinale a alternativa em que as considerações revelam opiniões opostas sobre a guerra (A) “E convencê-lo a vencer” X “[...] que uniforme lindo fizemos pra você”. (B) “Mais uma guerra sem razão” X “Que belíssimas cenas de destruição”. (C) “Pra (você) lutar em seu lugar [...]” X “Ferido e com frio / O inimigo você espera”. (D) “Uma guerra sempre avança a tecnologia” X “[...] a guerra [...] aumenta a produção”. (E) “O senhor da guerra não gosta de crianças” X “[...] tantas crianças com armas na mão”. GRADE DE CORREÇÃO ALTERNATIVAS OBSERVAÇÕES (A) “E convencê-lo a vencer” X “[...] que uniforme lindo fizemos pra você”. Resposta incorreta. As duas frases apresentam argumentos voltados ao convencimento de que fazer guerra é uma boa coisa. Na primeira, há a determinação de convencer alguém a lutar para vencer. Na segunda, a sedução está na beleza do uniforme que o encantará. (B) “Mais uma guerra sem razão” X “Que belíssimas cenas de destruição”. Resposta correta. Enquanto a primeira frase contém palavras que condenam a guerra (ela é “sem razão”), a segunda fala na beleza das cenas de destruição, provocadas pela guerra. São, portanto, ideias que se opõem. 28 (C) “Pra (você) lutar em seu lugar [...]” X “Ferido e com frio / O inimigo você espera”. Resposta incorreta. A primeira frase refere-se ao convencimento feito para que um homem se torne soldado e lute na guerra. A segunda frase fala do soldado já em campo de batalha. As falas são sobre o mesmo assunto e se complementam. (D) “Uma guerra sempre avança a tecnologia” X “[...] a guerra [...] aumenta a produção”. Resposta incorreta. As duas frases falam nas benfeitorias que a guerra traz e, dessa forma, elas não se contradizem. (E) “O senhor da guerra não gosta de crianças” X “[...] tantas crianças com armas na mão”. Resposta incorreta. As frases não são antagônicas, mas os assuntos tratados estão interligados. Se o senhor da guerra não gosta de crianças, ele deve ficar feliz em vê-las guerreando, com armas na mão. 29 Leia o texto e responda à questão 11. [...] Minha mãe me levou para casa, meu pai passou mal durante a operação, minha irmã voltou meio grogue da anestesia e eu fiz o que pude pra ser um irmão legal. Levava água para ela, chocolate, brinquedos. Se ficava com raiva, me controlava e ia andar de bicicleta. Me angustiava ver minha mãe chegar do trabalho e encontrar minha irmã com a perna enfaixada. [...] CORSALETTI, Fabrício. “Corte”. Revista da Folha São Paulo, Prosa/Poesia. São Paulo: Folha de S. Paulo, 1º.a 7 out. 2017. p.58. Habilidade Reconhecer o efeito de sentido produzido pela exploração de recursos morfossintáticos (conjunção, períodos simples e compostos) em um texto (letra de música, trecho de romance, teatro, poema, conto, notícia, artigo de opinião, anúncio, cartaz). Questão 11 Na oração: “Se ficava com raiva, me controlava e ia andar de bicicleta.”, a palavra destacadaindica (A) oposição. (B) adição. (C) causalidade. (D) finalidade. (E) condição. 30 GRADE DE CORREÇÃO ALTERNATIVAS OBSERVAÇÕES (A) oposição. Resposta incorreta. Não há ideia de oposição na frase analisada. O conectivo se, não traz esse sentido. (B) adição. Resposta incorreta. O conectivo se, não adiciona orações. Para marcar a relação de adição, usam- se as conjunções e, nem. (C) causalidade. Resposta incorreta. As conjunções subordinativas adverbiais causais, que denotam causa, são: porque, por isso que, já que, uma vez que etc. Na oração do texto que está sendo analisada, a conjunção é se e denota condição. (D) explicação. Resposta incorreta. A oração analisada, não denota explicação. Para fazê-lo usam-se conjunções coordenativas explicativas como: que, porque, pois, porquanto. (E) condição. Resposta correta. Na frase: “Se ficava com raiva, me controlava e ia andar de bicicleta”, temos 1 período composto por subordinação e coordenação, com 3 orações: 1) “Se ficava com raiva,” / 2) “me controlava“/ 3) “e ia andar de bicicleta”. Em 1, o uso de se (conjunção subordinativa adverbial condicional) em Se ficava com raiva indica uma condição em relação à oração principal me controlava. O se condicional indica “uma hipótese ou uma condição necessária para que seja realizado, ou não, o fato principal” (Cunha e Cintra, 2007, p. 587). Outras conjunções condicionais: caso, contanto que, salvo se, desde que, a menos que etc. A oração 3 é coordenada aditiva; é independente e apenas acrescenta mais um fato ao período, iniciada pela conjunção coordenativa aditiva “e”. 31 Leia o texto e responda à questão 12. [...] No intervalo das glosas, corria um burburinho alegre, um palavrear de estômagos satisfeitos; os olhos moles e úmidos, ou vivos e cálidos, espreguiçavam-se ou saltitavam de uma ponta à outra da mesa, atulhada de doces e frutas, aqui o ananás em fatias, ali o melão em talhadas, as compoteiras de cristal deixando ver o doce de coco, finamente ralado, amarelo como uma gema, - ou então o melado escuro e grosso, não longe do queijo e do cará. De quando em quando um riso jovial, amplo, desabotoado, um riso de família, vinha quebrar a gravidade política do banquete. No meio do interesse grande e comum, agitavam-se também os pequenos e particulares. As moças falavam das modinhas que haviam de cantar ao cravo, e do minueto e do solo inglês; nem faltava matrona que prometesse bailar um oitavado de compasso, só para mostrar como folgara nos seus bons tempos de criança. Um sujeito, ao pé de mim, dava a outro, notícia recente dos negros novos, que estavam a vir, segundo cartas que recebera de Luanda, uma carta em que o sobrinho lhe dizia ter já negociado cerca de quarenta cabeças, e outra carta em que... Trazia-as justamente na algibeira, mas não as podia ler naquela ocasião. O que afiançava é que podíamos contar, só nessa viagem, uns cento e vinte negros, pelo menos. [...] ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas. In: Obra Completa. vol. I. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. p. 19. Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000215.pdf> Acesso em: 05 fev. 2019. VOCABULÄRIO Glosa . Poét. Composição poética, feita muitas vezes de improviso, em que se repete(m) o(s) verso(s) de um mote previamente dado, quer como parte integrante da estrofe principal, quer como fecho desta.:7.] Cravo - substantivo masculino. Instrumento que possui cordas e teclado, sendo que suas cordas emitem sons quando as teclas são pressionadas. Minueto- substantivo masculino. Composição musical para sinfonias ou suítes cujas características se assemelham às encontradas nessa música: minueto de Bach. Solo - 1.mús passagem ou trecho musical para ser executado por um só instrumento ou uma só voz, com acompanhamento ou não, em conjunto coral ou orquestral. Algibeira - substantivo feminino. Pequeno saco ou bolso numa peça do vestuário; bolso.8 7 CF. Dicionário Caldas Aulete. Disponível em: <http://www.aulete.com.br/glosa>. Acesso em: 01 fev. 2019. 32 Habilidade Reconhecer a presença de valores culturais, sociais e/ou humanos em contextos literários. Questão 12 Em “No meio do interesse grande e comum, agitavam-se também os pequenos e particulares”, os interesses referidos pelo narrador revelam costumes da época em que se passa o romance. São eles: (A) Os bailes alegres, ruidosos e os banquetes suntuosos dos políticos. (B) O sistema de comunicação por meio de cartas e as brigas de família. (C) As comidas e frutas típicas da época e as danças do tempo de criança. (D) As deliciosas receitas de doce de coco e as modinhas cantadas ao cravo. (E) As conversas sobre música e aquelas sobre assuntos econômico- financeiros. 8 CF. Dicionário Online de Português. Disponível em: <https://www.dicio.com.br/glosas/. Acesso em: 01 fev. 2019. 33 GRADE DE CORREÇÃO ALTERNATIVAS OBSERVAÇÕES (A) Os bailes alegres, ruidosos e os banquetes suntuosos dos políticos. Resposta incorreta. Não há, no texto, referência a esses dois eventos. (B) O sistema de comunicação por meio de cartas e as brigas de família. Resposta incorreta. No texto, um assunto bastante comentado refere-se a trocas de correspondência, por meio de cartas, o meio de comunicação mais usado na época em que os acontecimentos se passam. Porém, não há referência, nem descrição de brigas em família. (C) As comidas e frutas típicas da época e as danças do tempo de criança. Resposta incorreta. As comidas e frutas típicas da época são descritas no primeiro parágrafo, mas não há descrição de danças do tempo de criança. As matronas só prometem “bailar um oitavado de compasso”. (D) As deliciosas receitas de doce de coco e as modinhas cantadas ao cravo. Resposta incorreta. O texto não menciona “deliciosas receitas de doce de coco”, mas “modinhas cantadas ao cravo, são mencionadas”. (E) As conversas sobre músicas e aquelas sobre assuntos econômico- financeiros Resposta correta. Os interesses “pequenos e particulares” são as conversas sobre amenidades, tais como as que falam das modinhas e outros tipos de músicas (solo inglês e minueto), sobre as quais as moças conversavam. Já o “interesse grande e comum” é uma preocupação masculina com as notícias recentes “dos negros novos, que estavam a vir”, segundo cartas que vieram de Luanda. Como os negros eram negociados como escravos, essa negociação envolvia aspectos econômico-financeiros. Note-se que na época, os homens eram os principais provedores da família. As mulheres ocupavam-se apenas dos afazeres domésticos. 34 Referências Bibliográficas ASSIS, Joaquim Maria Machado de. Quincas Borba. Rio de Janeiro:Jackson, 1959. p. 7. CORSALETTI, Fabrício. “Corte”. Revista da Folha São Paulo, Prosa/Poesia. São Paulo: Folha de S. Paulo, 1º a 7 de outubro de 2017. p.58. CUNHA, Celso e CINTRA, Lindley. A nova gramática do português contemporâneo. 3 ed. Guarulhos: Lexikon, 2007, p. 587). FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo dicionário da língua portuguesa. 1. ed., Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1975. SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática. 11. ed., São Paulo: Atual, 1990. SÃO PAULO (Estado). Secretariada Educação. Material de apoio ao currículo do Estado de São Paulo: caderno do professor; língua portuguesa, ensino médio, 1ª série / Secretaria da Educação; coordenação geral Maria Inês Fini. – São Paulo: SE, 2014. Vol. 1 e 2. SAYÃO, Rosely. Educação aos filhos não é vacina. Veja. São Paulo:Editora Abril, edição 2546, 6 dez 2017, p. 91. Sites Pesquisados <http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bi000165.pdf>. Acesso em: 07 fev. 2019. (adaptado) <http://www.secom.gov.br/atuacao/publicidade/imagens/cartaz.jpg/view>. Acesso em: 08 fev. 2019 <goo.gl/1nJMT8>. Acesso em: 08 fev. 2019. <http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/12/1943978-diversidade-racial-ganha- espaco-no-rh-das-agencias-de-publicidade.shtml>. Acesso em: 01 fev. 2019. (adaptado) 35 <https://www.letras.mus.br/tim-maia/48934/>. Acesso em: 07 fev. 2019. <http://www.releituras.com/cmeireles_primavera.asp>. Acesso em: 04 fev. 2019. <https://www.letras.mus.br/legiao-urbana/65536/>. Acesso em: 07 fev. 2019. <http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000215.pdf> Acesso em: 05 fev. 2019. <http://www.aulete.com.br/glosa>. Acesso em: 01 fev. 2019. <https://www.dicio.com.br/glosas/. Acesso em: 01 fev. 2019. 36 AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM EM PROCESSO COORDENADORIAS Coordenadoria Pedagógica - COPED Coordenador: Caetano Pansani Siqueira Coordenadoria de Informação, Tecnologia, Evidência e Matrícula - CMITE Coordenadora: Fátima Elisabete Pereira Thimoteo DEPARTAMENTOS Departamento de Desenvolvimento Curricular e de Gestão Pedagógica - DECEGEP Diretor: Valéria Arcari Muhi Centro dos Anos Finais do Ensino Fundamental - CEFAF Diretora: Carolina dos Santos Batista Murauskas Centro de Ensino Médio - CEM Diretora: Ana Joaquina Simões Sallares de Mattos Carvalho Equipe Curricular de Língua Portuguesa – Leitura crítica e validação do material Katia Regina Pessoa, Mara Lucia David; Marcos Rodrigues Ferreira; Mary Jacomine da Silva Autoria do material de Língua Portuguesa Katia Regina Pessoa – 6º e 7º ano EF; Rozeli Frasca Bueno Alves – 8º, 9º ano EF e 3ª série EM; Claricia Akemi Eguti - 1ª e 2ª EM. Professores Coordenadores dos Núcleos Pedagógicos das Diretorias de Ensino - Leitura crítica e validação do material Daniel Carvalho Nhani; Jacqueline da Silva Souza; Kátia Alexandra Amâncio Cruz; Tatiana Balli; Wanessa Aparecida de Godoi Santana Departamento de Avaliação Educacional - DAVED Diretora: Patricia de Barros Monteiro Assistente Técnica: Maria Julia Filgueira Ferreira Centro de Planejamento e Análise de Avaliações - CEPAV Diretor: Juvenal de Gouveia Ademilde Ferreira de Souza, Cristiane Dias Mirisola, Soraia Calderoni Statonato, Márcia Soares de Araújo Feitosa Centro de Aplicação de Avaliações - CEAPA Diretora: Isabelle Regina de Amorim Mesquita Denis Delgado dos Santos, José Guilherme Brauner Filho, Kamila Lopes Candido, Nilson Luiz da Costa Paes, Teresa Miyoko Souza Vilela Departamento de Tecnologia de Sistemas - DETEC Diretor: Marcos Aparecido Barros de Lima Centro de Planejamento e Integração de Sistemas - CPLIS Diretora: Camila da Silva Alcazar Viviana Fernandes dos Santos – Analista de Sistemas Representantes do CAPE Leitura crítica, validação e adaptação do material para os deficientes visuais Tânia Regina Martins Res