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AAP - Recomendações Língua Portuguesa - 2ª série Ensino Médio

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Lilian Lima

em

Ferramentas de estudo

Questões resolvidas

Leia o texto e responda à questão 01.
O excerto do texto de O que é o casamento, comédia em 4 atos de José de Alencar, datada de 1861, mostra em cena, dois personagens, Alves e Miranda que discutem sobre o casamento e mostram ideias divergentes. Assinale a alternativa que define corretamente o pensamento de cada um deles:
(A) Alves tem a crença de que o casamento traz a felicidade e o amor eterno e Miranda acha que essa felicidade não é possível.
(B) Miranda acredita que o casamento é uma guerra doméstica, enquanto Alves acha que é difícil conservar a paz entre o casal.
(C) Miranda afirma que o casamento traz a paz, o repouso das paixões e a união, ao passo que Alves acha difícil o casal ser feliz.
(D) Alves pensa que, no casamento, o homem sacrifica sua individualidade, enquanto Miranda crê que uma união feliz é ilusão.
(E) Alves fala que o casamento não é nem ruim e nem bom para o casal, mas Miranda discorda e fala que é uma luta em família.

Leia o texto e responda às questões 02 e 03.
O cartaz exibe uma propaganda destinada
(A) às crianças e adolescentes.
(B) aos apreciadores de brinquedos.
(C) aos membros do Conselho Tutelar.
(D) aos leitores do anúncio publicitário.
(E) aos foliões das festas de carnaval.

Leia o texto e responda às questões 02 e 03.
No cartaz, a postura dos três bichos de pelúcia mostra que
(A) é preciso que os bichos protejam as crianças e adolescentes diante da violência no carnaval.
(B) essas atitudes devem ser tomadas quando se observar violência contra crianças e adolescentes.
(C) os bichos estão felizes, porque dançarão com fantasias de carnaval, ao lado de crianças e adolescentes.
(D) as crianças e adolescentes brasileiros devem combater a violência que existe contra eles, no carnaval.
(E) os três bichos de pelúcia estão fazendo pose para serem fotografados com fantasias carnavalescas.

Os Textos I II apresentam a mesma temática: o racismo; porém, ao compará-los, reconhece-se que:
(A) O primeiro texto condena o racismo e o segundo aponta soluções para a questão.
(B) O Texto I é descritivo e apenas coloca lado a lado, figuras de cérebros humanos.
(C) Ambos os textos são figurativos e apresentam temas de pouco interesse social.
(D) O Texto II condena as empresas que empregam jovens de raças diversificadas.
(E) O primeiro texto faz uma crítica visual e o segundo, uma crítica romanceada.

Os autores dos dois textos dirigem-se a pessoas que
(A) acham que os cérebros devem ser iguais.
(B) leem e que se interessam pelo assunto.
(C) são contrários aos negros e aos oprimidos.
(D) pensam que os brancos são maioria.
(E) lutam contra os direitos humanos.

Rubião fitava a enseada, - eram oito horas da manhã. Quem o visse, com os polegares metidos no cordão do chambre, à janela de uma grande casa de Botafogo, cuidaria que ele admirava aquele pedaço de água quieta; mas, em verdade, vos digo que pensava em outra coisa. Cotejava o passado com o presente. Que era, há um ano? Professor. Que é agora? Capitalista. Olha para si, para as chinelas (umas chinelas de Túnis, que lhe deu recente amigo, Cristiano Palha), para a casa, para o jardim, para a enseada, para os morros e para o céu; e tudo, desde as chinelas até o céu, tudo entra na mesma sensação de propriedade.
A última frase da fala de Rubião não foi terminada. Isso permite ao leitor inferir que
(A) Deus sempre realiza os desejos das pessoas desde que eles sejam tristes.
(B) a personagem ficou arrasada com a morte da irmã e de Quincas Borba.
(C) aquilo que era para ser uma infelicidade, transformou-se em um benefício.
(D) Rubião gostava de apreciar a maravilhosa paisagem a seu redor.
(E) o casamento da irmã seria a maior felicidade da vida de Rubião.

Leia as seguintes frases: I – No Texto I, a beleza da primavera é um pano de fundo para o eu lírico falar de seu amor. II – O poeta está feliz com a primavera, mas o narrador do Texto II está triste por causa dela. III – No Texto II, a primavera, que é vida, surge com seus sons, cheiros e cores, mas logo se vai. IV – No Texto II, a primavera é de uma beleza ímpar e no Texto I, ela nem é mencionada. Com base na leitura dos Textos I e II, estão corretas as afirmacoes.
(A) I e II
(B) II e IV
(C) IV e I
(D) III e II
(E) I e III

Assinale os versos em que o eu lírico faz um protesto contra a guerra, revelando uma postura humanitária.
(A) “E lembre-se sempre que:/Deus está do lado de quem vai vencer”
(B) “Pra que exportar comida se as armas/Dão mais lucros na exportação?”
(C) “Mais uma guerra sem razão/Já são tantas as crianças/Com armas na mão.”
(D) “Que belíssimas cenas de destruição/Não teremos mais problemas/Com a superpopulação”
(E) “Uma guerra sempre avança a tecnologia/Mesmo sendo guerra santa/Quente, morna ou fria.”

Assinale a alternativa em que as considerações revelam opiniões opostas sobre a guerra.
(A) “E convencê-lo a vencer” X “[...] que uniforme lindo fizemos pra você”.
(B) “Mais uma guerra sem razão” X “Que belíssimas cenas de destruição”.
(C) “Pra (você) lutar em seu lugar [...]” X “Ferido e com frio / O inimigo você espera”.
(D) “Uma guerra sempre avança a tecnologia” X “[...] a guerra [...] aumenta a produção”.
(E) “O senhor da guerra não gosta de crianças” X “[...] tantas crianças com armas na mão”.

Na oração: “Se ficava com raiva, me controlava e ia andar de bicicleta.”, a palavra destacada indica.
(A) oposição.
(B) adição.
(C) causalidade.
(D) finalidade.
(E) condição.

Em “No meio do interesse grande e comum, agitavam-se também os pequenos e particulares”, os interesses referidos pelo narrador revelam costumes da época em que se passa o romance. São eles:
(A) Os bailes alegres, ruidosos e os banquetes suntuosos dos políticos.
(B) O sistema de comunicação por meio de cartas e as brigas de família.
(C) As comidas e frutas típicas da época e as danças do tempo de criança.
(D) As deliciosas receitas de doce de coco e as modinhas cantadas ao cravo.
(E) As conversas sobre música e aquelas sobre assuntos econômico-financeiros.

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Questões resolvidas

Leia o texto e responda à questão 01.
O excerto do texto de O que é o casamento, comédia em 4 atos de José de Alencar, datada de 1861, mostra em cena, dois personagens, Alves e Miranda que discutem sobre o casamento e mostram ideias divergentes. Assinale a alternativa que define corretamente o pensamento de cada um deles:
(A) Alves tem a crença de que o casamento traz a felicidade e o amor eterno e Miranda acha que essa felicidade não é possível.
(B) Miranda acredita que o casamento é uma guerra doméstica, enquanto Alves acha que é difícil conservar a paz entre o casal.
(C) Miranda afirma que o casamento traz a paz, o repouso das paixões e a união, ao passo que Alves acha difícil o casal ser feliz.
(D) Alves pensa que, no casamento, o homem sacrifica sua individualidade, enquanto Miranda crê que uma união feliz é ilusão.
(E) Alves fala que o casamento não é nem ruim e nem bom para o casal, mas Miranda discorda e fala que é uma luta em família.

Leia o texto e responda às questões 02 e 03.
O cartaz exibe uma propaganda destinada
(A) às crianças e adolescentes.
(B) aos apreciadores de brinquedos.
(C) aos membros do Conselho Tutelar.
(D) aos leitores do anúncio publicitário.
(E) aos foliões das festas de carnaval.

Leia o texto e responda às questões 02 e 03.
No cartaz, a postura dos três bichos de pelúcia mostra que
(A) é preciso que os bichos protejam as crianças e adolescentes diante da violência no carnaval.
(B) essas atitudes devem ser tomadas quando se observar violência contra crianças e adolescentes.
(C) os bichos estão felizes, porque dançarão com fantasias de carnaval, ao lado de crianças e adolescentes.
(D) as crianças e adolescentes brasileiros devem combater a violência que existe contra eles, no carnaval.
(E) os três bichos de pelúcia estão fazendo pose para serem fotografados com fantasias carnavalescas.

Os Textos I II apresentam a mesma temática: o racismo; porém, ao compará-los, reconhece-se que:
(A) O primeiro texto condena o racismo e o segundo aponta soluções para a questão.
(B) O Texto I é descritivo e apenas coloca lado a lado, figuras de cérebros humanos.
(C) Ambos os textos são figurativos e apresentam temas de pouco interesse social.
(D) O Texto II condena as empresas que empregam jovens de raças diversificadas.
(E) O primeiro texto faz uma crítica visual e o segundo, uma crítica romanceada.

Os autores dos dois textos dirigem-se a pessoas que
(A) acham que os cérebros devem ser iguais.
(B) leem e que se interessam pelo assunto.
(C) são contrários aos negros e aos oprimidos.
(D) pensam que os brancos são maioria.
(E) lutam contra os direitos humanos.

Rubião fitava a enseada, - eram oito horas da manhã. Quem o visse, com os polegares metidos no cordão do chambre, à janela de uma grande casa de Botafogo, cuidaria que ele admirava aquele pedaço de água quieta; mas, em verdade, vos digo que pensava em outra coisa. Cotejava o passado com o presente. Que era, há um ano? Professor. Que é agora? Capitalista. Olha para si, para as chinelas (umas chinelas de Túnis, que lhe deu recente amigo, Cristiano Palha), para a casa, para o jardim, para a enseada, para os morros e para o céu; e tudo, desde as chinelas até o céu, tudo entra na mesma sensação de propriedade.
A última frase da fala de Rubião não foi terminada. Isso permite ao leitor inferir que
(A) Deus sempre realiza os desejos das pessoas desde que eles sejam tristes.
(B) a personagem ficou arrasada com a morte da irmã e de Quincas Borba.
(C) aquilo que era para ser uma infelicidade, transformou-se em um benefício.
(D) Rubião gostava de apreciar a maravilhosa paisagem a seu redor.
(E) o casamento da irmã seria a maior felicidade da vida de Rubião.

Leia as seguintes frases: I – No Texto I, a beleza da primavera é um pano de fundo para o eu lírico falar de seu amor. II – O poeta está feliz com a primavera, mas o narrador do Texto II está triste por causa dela. III – No Texto II, a primavera, que é vida, surge com seus sons, cheiros e cores, mas logo se vai. IV – No Texto II, a primavera é de uma beleza ímpar e no Texto I, ela nem é mencionada. Com base na leitura dos Textos I e II, estão corretas as afirmacoes.
(A) I e II
(B) II e IV
(C) IV e I
(D) III e II
(E) I e III

Assinale os versos em que o eu lírico faz um protesto contra a guerra, revelando uma postura humanitária.
(A) “E lembre-se sempre que:/Deus está do lado de quem vai vencer”
(B) “Pra que exportar comida se as armas/Dão mais lucros na exportação?”
(C) “Mais uma guerra sem razão/Já são tantas as crianças/Com armas na mão.”
(D) “Que belíssimas cenas de destruição/Não teremos mais problemas/Com a superpopulação”
(E) “Uma guerra sempre avança a tecnologia/Mesmo sendo guerra santa/Quente, morna ou fria.”

Assinale a alternativa em que as considerações revelam opiniões opostas sobre a guerra.
(A) “E convencê-lo a vencer” X “[...] que uniforme lindo fizemos pra você”.
(B) “Mais uma guerra sem razão” X “Que belíssimas cenas de destruição”.
(C) “Pra (você) lutar em seu lugar [...]” X “Ferido e com frio / O inimigo você espera”.
(D) “Uma guerra sempre avança a tecnologia” X “[...] a guerra [...] aumenta a produção”.
(E) “O senhor da guerra não gosta de crianças” X “[...] tantas crianças com armas na mão”.

Na oração: “Se ficava com raiva, me controlava e ia andar de bicicleta.”, a palavra destacada indica.
(A) oposição.
(B) adição.
(C) causalidade.
(D) finalidade.
(E) condição.

Em “No meio do interesse grande e comum, agitavam-se também os pequenos e particulares”, os interesses referidos pelo narrador revelam costumes da época em que se passa o romance. São eles:
(A) Os bailes alegres, ruidosos e os banquetes suntuosos dos políticos.
(B) O sistema de comunicação por meio de cartas e as brigas de família.
(C) As comidas e frutas típicas da época e as danças do tempo de criança.
(D) As deliciosas receitas de doce de coco e as modinhas cantadas ao cravo.
(E) As conversas sobre música e aquelas sobre assuntos econômico-financeiros.

Prévia do material em texto

1 
 
 
 
 
 
AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM 
EM PROCESSO 
 
 
Caderno do Professor 
 
2ª série 
Ensino Médio 
 Língua Portuguesa 
 
 
 
 
São Paulo 
1º Bimestre de 2019 
22ª edição 
2 
 
 
 
APRESENTAÇÃO 
 
A Avaliação da Aprendizagem em Processo – AAP - se caracteriza como ação 
desenvolvida de modo colaborativo entre a Coordenadoria Pedagógica e a 
Coordenadoria de Informação, Tecnologia, Evidência e Matrícula. 
Iniciada em 2011, em apenas dois anos/séries, foi gradativamente sendo 
expandida e desde 2015 está abrangendo todos os alunos do Ensino Fundamental e 
Ensino Médio além de, continuamente, aprimorar seus instrumentos e formas de 
registro. 
A AAP, fundamentada no Currículo do Estado de São Paulo, propõe o 
acompanhamento da aprendizagem das turmas e alunos, de forma individualizada, 
tendo caráter diagnóstico. Tem como objetivo apoiar as unidades e os docentes na 
elaboração de estratégias adequadas, a partir da análise de seus resultados, que 
contribuam efetivamente para melhoria da aprendizagem e desempenho dos alunos, 
especialmente nas ações de recuperação contínua. 
As habilidades selecionadas para a AAP, em Língua Portuguesa e Matemática, 
passaram a ter como referência, a partir de 2016, a Matriz de Avaliação Processual 
elaborada pela COPED e já disponibilizada à rede. Nas edições de 2019 prossegue esse 
mesmo referencial assim como, nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental permanece a 
articulação com as expectativas de aprendizagem de Língua Portuguesa e Matemática e 
com os materiais do Programa Ler e Escrever e Educação Matemática nos Anos Iniciais – 
EMAI. 
Além da formulação dos instrumentos de avaliação, na forma de cadernos de 
provas para os alunos, também foram elaborados os respectivos Cadernos do Professor, 
com orientações específicas para os docentes, contendo instruções para a aplicação da 
prova (Anos Iniciais), quadro de habilidades de cada prova, exemplar da prova, gabarito, 
orientações para correção (Anos Iniciais), grade de correção e recomendações 
pedagógicas gerais. 
Estes subsídios, agregados aos registros que o professor já possui e juntamente 
com as informações incorporadas na Plataforma Foco Aprendizagem, a partir dos dados 
inseridos pelos docentes no SARA – Sistema de Acompanhamento dos Resultados de 
Avaliações – devem auxiliar no planejamento, replanejamento e acompanhamento das 
ações pedagógicas, mobilizando procedimentos, atitudes e conceitos necessários para 
as atividades de sala de aula, sobretudo aquelas relacionadas aos processos de 
recuperação das aprendizagens. 
 
COORDENADORIA PEDAGÓGICA 
COPED 
COORDENADORIA DE INFORMAÇÃO, 
TECNOLOGIA, EVIDÊNCIA E MATRÍCULA - 
CITEM 
3 
 
AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM EM PROCESSO 
2ª série EM – 1º bimestre 2019 22ª edição 
Língua Portuguesa - Caderno do Professor 
QUESTÃO GABARITO HABILIDADE 
01 C Identificar posições distintas entre duas ou mais opiniões 
relativas ao mesmo fato ou ao tema em textos (letra de música, 
trecho de romance, teatro, poema, conto, notícia, artigo de 
opinião, anúncio, cartaz). 
02 D Identificar o público-alvo de um texto (letra de música, trecho de 
romance, teatro, poema, conto, notícia, artigo de opinião, 
anúncio, cartaz). 
03 B Inferir informação implícita em um texto (letra de música, trecho 
de romance, teatro, poema, conto, notícia, artigo de opinião, 
anúncio, cartaz). 
04 D Reconhecer o efeito de sentido produzido pela exploração de 
recursos morfossintáticos (conjunção, períodos simples e 
compostos) em um texto (letra de música, trecho de romance, 
teatro, poema, conto, notícia, artigo de opinião, anúncio, cartaz). 
05 A Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na 
comparação entre textos (letra de música, trecho de romance, 
teatro, poema, conto, notícia, artigo de opinião, anúncio, cartaz) 
sobre o mesmo tema. 
 
06 B Identificar o público-alvo de um texto (letra de música, trecho de 
romance, teatro, poema, conto, notícia, artigo de opinião, 
anúncio, cartaz). 
07 C Inferir informação implícita em um texto (letra de música, trecho 
de romance, teatro, poema, conto, notícia, artigo de opinião, 
anúncio, cartaz). 
 
08 E Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na 
comparação entre textos (letra de música, trecho de romance, 
teatro, poema, conto, notícia, artigo de opinião, anúncio, cartaz) 
sobre o mesmo tema. 
09 C Reconhecer a presença de valores culturais, sociais e/ou 
humanos em contextos literários. 
 
10 B Identificar posições distintas entre duas ou mais opiniões 
relativas ao mesmo fato ou ao tema em textos (letra de música, 
trecho de romance, teatro, poema, conto, notícia, artigo de 
opinião, anúncio, cartaz). 
11 E Reconhecer o efeito de sentido produzido pela exploração de 
recursos morfossintáticos (conjunção, períodos simples e 
compostos) em um texto (letra de música, trecho de romance, 
teatro, poema, conto, notícia, artigo de opinião, anúncio, cartaz). 
12 E Reconhecer a presença de valores culturais, sociais e/ou 
humanos em contextos literários. 
4 
 
AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM EM PROCESSO 
2ª série EM – 1º bimestre 2019 22ª Edição 
Língua Portuguesa - Caderno do Professor 
 
Leia o texto e responda à questão 01. 
[...] 
MIRANDA - São ideias que todos temos quando profanos. O casamento, Alves, é o que foi 
entre nós há algum tempo a maçonaria, de que se contavam horrores, e que, no fundo, não 
passava de uma sociedade inocente, que oferecia boa palestra, boas ceias. Há dois prejuízos 
muito vulgares: uns supõem que o casamento é a perpetuidade do amor, a troca sem fim de 
carícias e protestos; e assustam-se com razão diante da perspectiva de uma ternura de todos 
os dias e de todas as horas. 
ALVES (rindo) - Na verdade é desanimadora; sobretudo nesta época de vapor e eletricidade. 
MIRANDA - Justo!... O outro prejuízo é daqueles que supõem o casamento uma guerra 
doméstica, uma luta constante de caracteres antipáticos, de hábitos, e de ideias. Esses, como 
os outros, mas por motivo diferente, tremem pela sua tranquilidade, Entretanto a realidade está 
entre os dois extremos. O casamento não é nem a poética transfusão de duas almas em uma 
só carne, a perpetuidade do amor, o arrulho eterno de dois corações; nem também a guerra 
doméstica, a luta em família. É a paz, firmada sobre a estima e o respeito mútuo; é o repouso 
das paixões, e a força que nasce da união. 
ALVES - Concordo... É a paz, firmada sobre a estima e o respeito mútuo; é o repouso das 
paixões, e a força que nasce da união... Não é preciso que o homem sacrifique a sua 
individualidade e se dedique todo à família? 
MIRANDA - Como te iludes! É quando o homem goza da plena tranquilidade do seu espírito; 
quando lhe sobra todo o tempo para as ocupações sérias da vida... julgo por mim. [...] 
Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bi000165.pdf>. Acesso em: 07 fev. 2019. 
(adaptado) 
 
 
 
 
 
 
 
5 
 
Habilidade 
Identificar posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao 
tema em textos (letra de música, trecho de romance, teatro, poema, conto, notícia, 
artigo de opinião, anúncio, cartaz). 
 
Questão 01 
O excerto do texto de O que é o casamento, comédia em 4 atos de José de Alencar, 
datada de 1861, mostra em cena, dois personagens, Alves e Miranda que discutem 
sobre o casamento e mostram ideias divergentes. Assinale a alternativa que define 
corretamente o pensamento de cada um deles: 
(A) Alves tem a crença de que o casamento traz a felicidade e o amor eterno e 
Miranda acha que essa felicidade não é possível. 
(B) Miranda acredita que o casamento é uma guerra doméstica,enquanto Alves 
acha que é difícil conservar a paz entre o casal. 
(C) Miranda afirma que o casamento traz a paz, o repouso das paixões e a 
união, ao passo que Alves acha difícil o casal ser feliz. 
(D) Alves pensa que, no casamento, o homem sacrifica sua individualidade, 
enquanto Miranda crê que uma união feliz é ilusão. 
(E) Alves fala que o casamento não é nem ruim e nem bom para o casal, mas 
Miranda discorda e fala que é uma luta em família. 
GRADE DE CORREÇÃO 
ALTERNATIVAS OBSERVAÇÕES 
(A) Alves tem a crença de que 
o casamento traz a 
felicidade e o amor eterno 
e Miranda acha que essa 
felicidade não é possível. 
 
Resposta incorreta. É exatamente o contrário: 
enquanto Miranda acredita na felicidade pelo 
casamento, Alves crê que o casamento exige o 
“sacrifício da individualidade” e, portanto, leva à 
infelicidade. 
6 
 
(B) Miranda acredita que o 
casamento é uma guerra 
doméstica, enquanto Alves 
acha que é difícil conservar 
a paz entre o casal. 
 
Resposta incorreta. Para Miranda, o casamento “É 
a paz, firmada sobre a estima e o respeito mútuo; 
é o repouso das paixões, e a força que nasce da 
união”, já Alves acha que “É a paz, firmada sobre a 
estima e o respeito mútuo; é o repouso das 
paixões, e a força que nasce da união...” 
(C) Miranda afirma que o 
casamento traz a paz, o 
repouso das paixões e a 
união, ao passo que 
Alves acha difícil o casal 
ser feliz. 
Resposta correta. Segundo Miranda, o 
casamento “É a paz, firmada sobre a estima e o 
respeito mútuo; é o repouso das paixões, e a 
força que nasce da união”. Nas palavras de 
Alves, que faz uma pergunta sobre o 
casamento que revela o que ele pensa: “Não é 
preciso que o homem sacrifique a sua 
individualidade e se dedique todo à família? “ 
(D) Alves pensa que, no 
casamento, o homem 
sacrifica sua 
individualidade, enquanto 
Miranda crê que uma união 
feliz é ilusão. 
 
Resposta incorreta. Como vimos, na alternativa 
anterior, o pensamento de Alves é que o homem 
sacrifica sua individualidade, no casamento, mas 
Miranda acha o contrário: que o casamento traz a 
felicidade para o casal. 
(E) Alves fala que o casamento 
não é nem ruim e nem bom 
para o casal, mas Miranda 
discorda e fala que é uma 
luta em família. 
Resposta incorreta. Nenhuma das afirmativas se 
confirma no texto. O pensamento de ambos é 
exatamente o contrário dessas afirmativas. 
 
7 
 
Leia o texto e responda às questões 02 e 03. 
 
Disponível em: <http://www.secom.gov.br/atuacao/publicidade/imagens/cartaz.jpg/view>. Acesso em: 08 fev. 2019 
 
 
 
 
 
 
8 
 
Habilidade 
Identificar o público-alvo de um texto (letra de música, trecho de romance, teatro, 
poema, conto, notícia, artigo de opinião, anúncio, cartaz). 
Questão 02 
O cartaz exibe uma propaganda destinada 
 
(A) às crianças e adolescentes. 
(B) aos apreciadores de brinquedos. 
(C) aos membros do Conselho Tutelar. 
(D) aos leitores do anúncio publicitário. 
(E) aos foliões das festas de carnaval. 
GRADE DE CORREÇÃO 
ALTERNATIVAS OBSERVAÇÕES 
(A) às crianças e 
adolescentes. 
Resposta incorreta. Apesar do uso de bonecos de 
pelúcia, o anúncio não se dirige às crianças e 
adolescentes, mas sim àqueles que os protegem. 
(B) aos apreciadores de 
brinquedos. 
Resposta incorreta. Os dizeres: “Proteja já nossas 
crianças e adolescentes” mostram claramente que 
o público para esse anúncio não são os 
apreciadores de brinquedos. 
(C) aos membros do Conselho 
Tutelar. 
Resposta incorreta. No anúncio, os membros do 
Conselho Tutelar figuram como autoridades a 
serem chamadas, caso cenas de abuso de 
menores sejam presenciadas no carnaval. 
(D) aos leitores do anúncio 
publicitário. 
Resposta correta. O anúncio é claro: todos os 
que presenciarem cenas de abuso de menores 
no carnaval, devem denunciá-las aos membros 
do Conselho Tutelar, ou discando 100. Observe-
se que os números de cada uma das roupas dos 
bichos de pelúcia juntos, formam o número 100. 
(E) aos foliões das festas de 
carnaval. 
Resposta incorreta. Não são apenas os foliões das 
festas de carnaval que devem denunciar os abusos 
presenciados. Qualquer pessoa pode fazê-lo. 
 
9 
 
 
Habilidade 
Inferir informação implícita em um texto (letra de música, trecho de romance, teatro, 
poema, conto, notícia, artigo de opinião, anúncio, cartaz). 
Questão 03 
 
No cartaz, a postura dos três bichos de pelúcia mostra que 
(A) é preciso que os bichos protejam as crianças e adolescentes diante da 
violência no carnaval. 
(B) essas atitudes devem ser tomadas quando se observar violência contra 
crianças e adolescentes. 
(C) os bichos estão felizes, porque dançarão com fantasias de carnaval, ao lado 
de crianças e adolescentes. 
(D) as crianças e adolescentes brasileiros devem combater a violência que existe 
contra eles, no carnaval. 
(E) os três bichos de pelúcia estão fazendo pose para serem fotografados com 
fantasias carnavalescas. 
10 
 
GRADE DE CORREÇÃO 
ALTERNATIVAS OBSERVAÇÕES 
(A) é preciso que os bichos 
protejam as crianças e 
adolescentes diante da 
violência no carnaval. 
Resposta incorreta. Os bichos apenas 
representam as crianças que, no carnaval, podem 
ser vítimas de abusos. 
(B) essas atitudes devem ser 
tomadas quando se 
observar violência contra 
crianças e adolescentes. 
 
Resposta correta. Os bichinhos estão em 
postura de denúncia: o primeiro coloca os 
óculos para ver melhor; o segundo, está com 
os polegares e os indicadores nas orelhas, em 
formato de uma concha em semicírculo, para 
ouvir melhor; o terceiro, com as mãos em volta 
da boca aberta, parece gritar denúncias contra 
os abusadores de menores. 
(C) os bichos estão felizes 
porque dançarão com 
fantasias de carnaval, ao 
lado de crianças e 
adolescentes. 
Resposta incorreta. Não há, no anúncio, nenhuma 
referência à felicidade dos bichinhos e, também, 
nada indica que haverá danças com as crianças e 
adolescentes. 
(D) as crianças e adolescentes 
brasileiros devem combater 
a violência que existe contra 
eles, no carnaval. 
Resposta incorreta. A mensagem traz outra 
informação: as crianças e os adolescentes são as 
vítimas e não os denunciantes. 
(E) os três bichos de pelúcia 
estão fazendo pose para 
serem fotografados com 
fantasias carnavalescas. 
 
Resposta incorreta. 
A atitude dos três bichos de pelúcia não indica 
pose para fotos, mas uma alusão aos três 
macacos do “não vejo, não ouço, não falo”, que 
são figuras conhecidas universalmente. 
 
11 
 
Leia o texto e responda à questão 04. 
 
“[...] Entretanto, o grupo familiar deve ter conhecimento de seus limites. Mais do que 
nunca, hoje, vale muito o provérbio africano: “É preciso uma aldeia inteira para educar 
uma criança”, não é mesmo? E nossa grande aldeia global não caminha lá muito bem. 
Por isso, é necessário dialogar com os filhos a respeito de tudo o que eles aprendem, 
observam, testemunham fora de casa. “ 
SAYÃO, Rosely. Educação aos filhos não é vacina. Veja. São Paulo: Editora Abril, edição 2546, 6 dez 
2017, p. 91. 
 
Habilidade 
Reconhecer o efeito de sentido produzido pela exploração de recursos 
morfossintáticos (conjunção, períodos simples e compostos) em um texto (letra de 
música, trecho de romance, teatro, poema, conto, notícia, artigo deopinião, anúncio, 
cartaz). 
 
 
 
Questão 04 
Na frase: “É preciso uma aldeia inteira para educar uma criança”, o conectivo 
sublinhado (para) organiza o texto, 
(A) concluindo as ideias formuladas nas orações que o antecederam. 
(B) imprimindo uma ideia de explicação da frase formulada anteriormente. 
(C) contrariando os argumentos expostos na oração que está depois dele. 
(D) introduzindo uma oração subordinada que indica a finalidade da oração 
principal. 
(E) dando à frase uma conotação imperativa com vistas a enfatizar o assunto 
abordado. 
 
12 
 
GRADE DE CORREÇÃO 
ALTERNATIVAS OBSERVAÇÕES 
(A) concluindo as ideias 
formuladas nas orações que 
o antecederam. 
Resposta incorreta. Não há ideia de conclusão 
nessa frase. Os conectivos que indicam conclusão 
são: logo, pois, portanto, por conseguinte, assim 
etc. 
(B) imprimindo uma ideia de 
explicação da frase 
formulada anteriormente. 
 
Resposta incorreta. Nessa frase, a segunda frase 
não explica a primeira. As orações explicativas são 
introduzidas pelas conjunções: que, porque, pois, 
porquanto. 
(C) contrariando os argumentos 
expostos na oração que 
está depois dele. 
 
Resposta incorreta. Pelo significado da frase, 
percebe-se que não há nenhuma ideia de 
contrariedade entre as orações e nem nos 
argumentos que seguem o conectivo para. 
(D) introduzindo uma oração 
subordinada que indica a 
finalidade da oração 
principal. 
 
Resposta correta. No período “É preciso uma 
aldeia inteira para educar uma criança.”, temos 
duas orações: a principal “É preciso uma aldeia 
inteira”, que é seguida pela subordinada 
reduzida de infinitivo “para educar uma 
criança.”, que equivale à oração subordinada 
adverbial final: “para que se eduque uma 
criança. 
Se perguntarmos: com que finalidade precisa-
se de uma aldeia inteira? A resposta será a 
frase introduzida pelo conector para, que 
indica, portanto, a finalidade da oração 
principal. 
 
13 
 
(E) dando à frase uma 
conotação imperativa com 
vistas a enfatizar o assunto 
abordado. 
 
Resposta incorreta. O conectivo para, ao ligar as 
orações, não imprime uma conotação imperativa a 
elas. Além disso, a pontuação da frase, que 
termina com um ponto final, já indica que não há 
conotação imperativa com vistas a enfatizar o 
assunto abordado. 
 
 
Leia os textos e responda às questões 05 e 06. 
 
Texto I 
 
 
Disponível em: <goo.gl/1nJMT8>. Acesso em: 08 fev. 2019. 
 
 
 
 
 
 
14 
 
Texto II 
Diversidade Racial ganha espaço no RH das agências de publicidade 
Programas de seleção passam a contar com consultorias especializadas como a 
EmpregueAfro 
Mariana Barbosa 
FSP. 17/12/2017 
Enquanto a propaganda ainda tem dificuldade de mostrar a diversidade racial do país, 
começam a surgir iniciativas para ampliar a diversidade nos quadros das agências de 
publicidade. [...] 
Além da responsabilidade social, John diz que as agências só têm a ganhar com a 
diversidade. “Esses jovens trazem um olhar muito mais fresco para a nossa 
comunicação, que ainda é elitista.” 
A agência digital New Vegas, especializada em mídias sociais, também já ofereceu 
estágios e cursos voltados para negros. A Publicis, por sua vez, criou uma plataforma 
interna para promover a diversidade e a inclusão, além de um comitê de diversidade. 
 
Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/12/1943978-diversidade-racial-ganha-espaco-no-rh-
das-agencias-de-publicidade.shtml>. Acesso em: 01 fev. 2019. (adaptado) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
15 
 
Habilidade 
Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação entre textos 
(letra de música, trecho de romance, teatro, poema, conto, notícia, artigo de opinião, 
anúncio, cartaz) sobre o mesmo tema. 
 
Questão 05 
Os Textos I II apresentam a mesma temática: o racismo; porém, ao compará-los, 
reconhece-se que: 
 
(A) O primeiro texto condena o racismo e o segundo aponta soluções para a 
questão. 
(B) O Texto I é descritivo e apenas coloca lado a lado, figuras de cérebros humanos. 
(C) Ambos os textos são figurativos e apresentam temas de pouco interesse social. 
(D) O Texto II condena as empresas que empregam jovens de raças diversificadas. 
(E) O primeiro texto faz uma crítica visual e o segundo, uma crítica romanceada. 
 
GRADE DE CORREÇÃO 
ALTERNATIVAS OBSERVAÇÕES 
(A) O primeiro texto condena o 
racismo e o segundo aponta 
soluções para a questão. 
 
Resposta correta. A figura do Texto I mostra três 
cérebros de igual tamanho, atribuídos às etnias 
negra, branca e asiática, que abarcam a 
humanidade. Entretanto, o quarto cérebro é 
diminuto e é atribuído aos racistas, dando a 
entender que, por terem cérebros pequenos, os 
racistas possuem menor inteligência e são menos 
capazes. Por esses motivos, aquilo em que 
acreditam não é digno de ser adotado pelos outros 
homens. 
O Texto II é uma reportagem que mostra diversas 
maneiras encontradas por agências de publicidade 
para diminuir o preconceito racial. 
16 
 
(B) O Texto I é descritivo e 
apenas coloca lado a lado, 
figuras de cérebros 
humanos. 
Resposta incorreta. O Texto I não é descritivo, pois 
seu conteúdo é altamente crítico. 
 
(C) Ambos os textos são 
figurativos e apresentam 
temas de pouco interesse 
social. 
 
Resposta incorreta. A afirmativa de que “Ambos os 
textos são figurativos” não se confirma, pois o 
Texto I é figurativo, por tratar-se de uma imagem, 
mas o Texto II é um texto verbal. 
Quanto ao tema, os dois textos discutem a questão 
altamente relevante para as sociedades, que é o 
racismo. 
(D) O Texto II condena as 
empresas que empregam 
jovens de raças diversificadas. 
 
Resposta incorreta. Contrariamente a essa 
afirmativa, o Texto II apresenta, com um olhar 
positivo, empresas que empregam jovens de 
diferentes raças e mostra que essas “agências só 
têm a ganhar com a diversidade”, conforme diz um 
dos entrevistados. 
(E) O primeiro texto faz uma 
crítica visual e o segundo, uma 
crítica romanceada. 
 
Resposta incorreta. Ainda que o Texto I seja uma 
crítica visual, o Texto II não pertence ao gênero 
romance; ele é uma reportagem publicada no 
jornal Folha de São Paulo e disponibilizado pela 
internet. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
17 
 
Habilidade 
Identificar o público-alvo de um texto (letra de música, trecho de romance, teatro, 
poema, conto, notícia, artigo de opinião, anúncio, cartaz). 
Questão 06 
Os autores dos dois textos dirigem-se a pessoas que 
(A) acham que os cérebros devem ser iguais. 
(B) leem e que se interessam pelo assunto. 
(C) são contrários aos negros e aos oprimidos. 
(D) pensam que os brancos são maioria. 
(E) lutam contra os direitos humanos. . 
 
GRADE DE CORREÇÃO 
ALTERNATIVAS OBSERVAÇÕES 
(A) acham que os cérebros 
devem ser iguais. 
Resposta incorreta. Tanto o Texto I, quanto o Texto 
II não falam sobre esse assunto. Não há discussões 
sobre o tamanho dos cérebros. 
(B) leem e que se interessam 
pelo assunto. 
Resposta correta. O Texto I e o Texto II são 
destinados ao público em geral: tanto os 
racistas, como os não racistas. Os autores têm 
suas opiniões, mas as pessoas, que se 
interessam pelo assunto, podem ler esses 
textos e tirar suas próprias conclusões, que 
podem ser favoráveis ou não. 
(C) são contrários aos negros 
e aos oprimidos. 
Resposta incorreta. O Texto I apresenta uma crítica 
aos racistas, atribuindo-lhescérebros de pequena 
dimensão. O Texto II, uma reportagem sobre ações 
contra o preconceito racial. 
Não há, em nenhuma parte dos textos, opiniões ou 
fatos que revelem essa postura de serem contrários 
aos negros e oprimidos. 
18 
 
(D) pensam que os brancos 
são maioria. 
Resposta incorreta. Esse assunto não é tratado em 
nenhum dos dois textos. 
(E) lutam contra os direitos 
humanos. 
Resposta incorreta. Pelos conteúdos do Texto I e 
do Texto II pode-se concluir que ambos são 
dirigidos ao público em geral e não somente aos 
leitores que lutam contra os direitos humanos. 
 
Leia o texto e responda à questão 07. 
[...] 
Rubião fitava a enseada, - eram oito horas da manhã. Quem o visse, com os polegares 
metidos no cordão do chambre1, à janela de uma grande casa de Botafogo, cuidaria 
que ele admirava aquele pedaço de água quieta; mas, em verdade, vos digo que 
pensava em outra coisa. Cotejava2 o passado com o presente. Que era, há um ano? 
Professor. Que é agora? Capitalista. Olha para si, para as chinelas (umas chinelas de 
Túnis, que lhe deu recente amigo, Cristiano Palha), para a casa, para o jardim, para a 
enseada, para os morros e para o céu; e tudo, desde as chinelas até o céu, tudo entra 
na mesma sensação de propriedade. 
— Vejam como Deus escreve direito por linhas tortas, pensa ele. Se mana Piedade tem 
casado com Quincas Borba, apenas me daria uma esperança colateral3. Não casou; 
ambos morreram, e aqui está tudo comigo; de modo que o que parecia uma 
desgraça...[...] 
ASSIS, Joaquim Maria Machado de. Quincas Borba. Rio de Janeiro: Jackson, 1959. p. 7. (adaptado) 
 
 
 
1 1 Chambre: roupão, roupa antiga masculina para dormir 
2 2 Cotejar` conferir, relacionar, comparar. 
3 3 Colateral: que está ao lado, paralelo 
19 
 
Habilidade 
Inferir informação implícita em um texto (letra de música, trecho de romance, teatro, 
poema, conto, notícia, artigo de opinião, anúncio, cartaz). 
 
 
Questão 07 
A última frase da fala de Rubião não foi terminada. Isso permite ao leitor inferir que 
(A) Deus sempre realiza os desejos das pessoas desde que eles sejam tristes. 
(B) a personagem ficou arrasada com a morte da irmã e de Quincas Borba. 
(C) aquilo que era para ser uma infelicidade, transformou-se em um benefício. 
(D) Rubião gostava de apreciar a maravilhosa paisagem a seu redor. 
(E) o casamento da irmã seria a maior felicidade da vida de Rubião. 
 
GRADE DE CORREÇÃO 
ALTERNATIVAS OBSERVAÇÕES 
(A) Deus sempre realiza os 
desejos das pessoas desde 
que eles sejam tristes. 
Resposta incorreta. O provérbio “Deus escreve 
direito por linhas tortas”, no caso da personagem, 
refere-se à felicidade dela por herdar todos os 
bens de sua irmã, por obra de Deus (que levou sua 
irmã). Na alternativa, porém, Deus realiza somente 
os desejos tristes, ao contrário do que acontece no 
romance. 
(B) a personagem ficou 
arrasada com a morte da 
irmã e de Quincas Borba. 
Resposta incorreta. A frase interrompida não trata 
dos sentimentos de Rubião com relação à morte 
de sua irmã e de Quincas Borba, mas sim da 
felicidade dele por se tornar herdeiro por obra 
divina. 
(C) aquilo que era para ser 
uma infelicidade, 
transformou-se em um 
benefício. 
 
Resposta correta. Para Rubião, que queria ficar 
com todos os bens da família, o casamento da 
irmã não o faria feliz, mas apenas lhe “daria 
uma esperança colateral”. A morte da irmã, 
uma infelicidade, na vida das pessoas, ao 
contrário, para ele foi benéfica, pois herdou 
todos os bens dela. 
 
20 
 
(D) Rubião gostava de apreciar 
a maravilhosa paisagem a 
seu redor. 
Resposta incorreta. Essa afirmativa refere-se ao 
parágrafo anterior e não está ligado ao assunto da 
herança recebida. 
(E) o casamento da irmã seria a 
maior felicidade da vida de 
Rubião. 
Resposta incorreta. O casamento da irmã seria um 
acontecimento feliz na vida de Rubião, mas sua 
morte foi melhor, visto que os bens dela foram 
herdados por ele. 
 
Leia os textos e responda à questão 08. 
 
Texto I 
 
Primavera 
 
Genival Cassiano / Silvio Rochael 
 
 
Quando o inverno chegar 
Eu quero estar junto a ti 
Pode o outono voltar 
Eu quero estar junto a ti 
 
Porque (é primavera) 
Te amo (é primavera) 
Te amo, meu amor 
 
Trago esta rosa (para te dar) 
Trago esta rosa (para te dar) 
Trago esta rosa (para te dar) 
 
Meu amor 
 
Hoje o céu está tão lindo (vai chuva) (4 vezes) 
 
Disponível em: <https://www.letras.mus.br/tim-maia/48934/>. Acesso em: 07 fev. 2019. 
21 
 
 
Texto II 
Estações do ano 
Primavera 
Cecília Meireles 
A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no 
calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras 
sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar 
e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega. 
Finos clarins4 que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo 
confidencial das raízes, — e arautos5 sutis acordarão as cores e os perfumes e a 
alegria de nascer, no espírito das flores. [...] 
Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro6 dos 
passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. [...] Os casulos brancos das 
gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes 
acordam com suas roupas de chita multicor. 
Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade 
à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, 
dona da vida — e efêmera. 
MEIRELES, Cecília. Cecília Meireles - Obra em Prosa. Vol. 1, Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1998, pág. 366. 
Disponível em: <http://www.releituras.com/cmeireles_primavera.asp>. Acesso em: 04 fev. 2019. 
 
 
 
 
 
4 Clarim: instrumento musical de sopro. 
5 Arauto: aquele que torna público uma notícia. 
6 Sussurro: 1 zumbido de alguns insetos; falar baixo, cochicho. 
. 
22 
 
Habilidade 
Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação entre textos 
(letra de música, trecho de romance, teatro, poema, conto, notícia, artigo de opinião, 
anúncio, cartaz) sobre o mesmo tema. 
 
Questão 08 
 
Leia as seguintes frases: 
 
I – No Texto I, a beleza da primavera é um pano de fundo para o eu lírico falar de 
seu amor. 
II – O poeta está feliz com a primavera, mas o narrador do Texto II está triste por 
causa dela. 
III – No Texto II, a primavera, que é vida, surge com seus sons, cheiros e cores, 
mas logo se vai. 
IV – No Texto II, a primavera é de uma beleza ímpar e no Texto I, ela nem é 
mencionada. 
 
Com base na leitura dos Textos I e II, estão corretas as afirmações 
 
(A) I e II 
(B) II e IV 
(C) IV e I 
(D) III e II 
(E) I e III 
 
 
 
 
23 
 
GRADE DE CORREÇÃO 
ALTERNATIVAS OBSERVAÇÕES 
(A) I e II 
 
Resposta incorreta. Nessa alternativa, apenas a 
frase I está correta, porque, no Texto I, o eu lírico 
faz uma declaração de amor à mulher amada, na 
estação mais bonita do ano: a primavera. 
A frase II afirma que a autora do Texto II está triste 
com a chegada da primavera. Isso não se confirma 
no texto de Cecília Meirelles, que mostra o 
contrário. A descrição da chegada dessa estação é 
alegre; há “alegria de nascer” no espírito das 
flores; os “passarinhos novos” “dão beijinhos para 
o ar azul”, na chegada da “dona da vida”. 
(B) II e IVResposta incorreta. Como vimos na alternativa (A), 
desta grade de correção, a frase II não está 
correta. 
A frase IV por sua vez, também é incorreta, pois 
afirma que o Texto I não faz menção à primavera. 
O título do texto já fala nesta estação do ano. 
(C) IV e I 
 
Resposta incorreta. Apesar de a frase I ser correta, 
a frase IV está incorreta, conforme a justificativa 
que consta em (B), nesta grade de correção. 
(D) III e II 
 
Resposta incorreta. Ainda que a frase III esteja 
correta, porque a primavera além de ser “dona da 
vida”, surge com seus “finos clarins” e como 
“arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e 
a alegria de nascer, no espírito das flores”. Ela, 
porém, é “efêmera”. 
A frase II está incorreta, conforme visto na 
alternativa (A) desta grade de correção. 
(E) I e III 
 
Resposta correta. As duas frases estão 
corretas. Conforme justificado em (A) e (D). 
24 
 
 
Leia o texto e quesões 09 e 10. 
A Canção Do Senhor Da Guerra 
Renato Russo 
 
Existe alguém esperando por você 
Que vai comprar a sua juventude 
E convencê-lo a vencer 
 
Mais uma guerra sem razão 
Já são tantas as crianças 
Com armas na mão 
Mas explicam novamente que a guerra 
Gera empregos, aumenta a produção 
Uma guerra sempre avança a tecnologia 
Mesmo sendo guerra santa 
Quente, morna ou fria 
 
Pra que exportar comida se as armas 
Dão mais lucros na exportação? 
 
Existe alguém que está contando com você 
Pra lutar em seu lugar já que nessa guerra 
Não é ele quem vai morrer 
 
E quando longe de casa 
Ferido e com frio 
O inimigo você espera 
25 
 
Ele estará com outros velhos 
Inventando novos jogos de guerra 
 
Que belíssimas cenas de destruição 
Não teremos mais problemas 
Com a superpopulação 
Veja que uniforme lindo fizemos pra você 
E lembre-se sempre que: 
Deus está do lado de quem vai vencer 
 
O senhor da guerra não gosta de crianças (6 vezes) 
 
Disponível em: <https://www.letras.mus.br/legiao-urbana/65536/>. Acesso em: 07 fev. 2019. 
 
Habilidade 
Reconhecer a presença de valores culturais, sociais e/ou humanos em contextos 
literários. 
Questão 09 
Assinale os versos em que o eu lírico faz um protesto contra a guerra, revelando 
uma postura humanitária. 
(A) “E lembre-se sempre que:/Deus está do lado de quem vai vencer” 
(B) “Pra que exportar comida se as armas/Dão mais lucros na exportação?” 
(C) “Mais uma guerra sem razão/Já são tantas as crianças/Com armas na 
mão.” 
(D) “Que belíssimas cenas de destruição/Não teremos mais problemas/Com a 
superpopulação” 
(E) “Uma guerra sempre avança a tecnologia/Mesmo sendo guerra 
santa/Quente, morna ou fria.” 
26 
 
 
GRADE DE CORREÇÃO 
ALTERNATIVAS OBSERVAÇÕES 
(A) “E lembre-se sempre 
que:/Deus está do lado de 
quem vai vencer” 
 
Resposta incorreta. Essa resposta não é um 
argumento para protestar contra a guerra, ao 
contrário é uma incitação a participar da guerra. O 
soldado deve ir para a guerra porque ele será um 
vencedor e terá sempre Deus ao seu lado. 
(B) “Pra que exportar comida se 
as armas/Dão mais lucros 
na exportação?” 
 
Resposta incorreta. O argumento, de teor 
econômico, quer convencer que é preciso investir 
na exportação de armas visto que elas dão 
grandes lucros quando exportadas. Desse modo, 
não há motivo para acabar com a guerra. 
(C) “Mais uma guerra sem 
razão/Já são tantas as 
crianças/Com armas na 
mão.” 
 
Resposta correta. Esses versos encerram um 
protesto contra a guerra. O eu lírico argumenta 
que não há motivo para se fazer guerra e 
colocar armas nas mãos das crianças, 
principalmente quando nem se conhece o 
porquê de se guerrear 
(D) “Que belíssimas cenas de 
destruição/Não teremos 
mais problemas/Com a 
superpopulação” 
Resposta incorreta. Esses versos, ao invés de 
serem contra a guerra, são elogios a ela: as cenas 
de destruição são consideradas “belíssimas” e ela 
tem o mérito de acabar com os problemas de 
“superpopulação”. 
(E) “Uma guerra sempre 
avança a tecnologia/Mesmo 
sendo guerra santa/Quente, 
morna ou fria.” 
Resposta incorreta. Assim como em (D), há um 
louvor à guerra que pode ser “santa, quente, 
morna ou fria” mas traz avanços tecnológicos. 
 
27 
 
 
Habilidade 
Identificar posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou 
ao tema em textos (letra de música, trecho de romance, teatro, poema, conto, notícia, 
artigo de opinião, anúncio, cartaz). 
Questão 10 
Assinale a alternativa em que as considerações revelam opiniões opostas sobre a 
guerra 
(A) “E convencê-lo a vencer” X “[...] que uniforme lindo fizemos pra você”. 
(B) “Mais uma guerra sem razão” X “Que belíssimas cenas de destruição”. 
(C) “Pra (você) lutar em seu lugar [...]” X “Ferido e com frio / O inimigo você espera”. 
(D) “Uma guerra sempre avança a tecnologia” X “[...] a guerra [...] aumenta a 
produção”. 
(E) “O senhor da guerra não gosta de crianças” X “[...] tantas crianças com armas na 
mão”. 
 
GRADE DE CORREÇÃO 
ALTERNATIVAS OBSERVAÇÕES 
(A) “E convencê-lo a vencer” 
X “[...] que uniforme lindo 
fizemos pra você”. 
 
Resposta incorreta. As duas frases apresentam 
argumentos voltados ao convencimento de que 
fazer guerra é uma boa coisa. Na primeira, há a 
determinação de convencer alguém a lutar para 
vencer. Na segunda, a sedução está na beleza do 
uniforme que o encantará. 
(B) “Mais uma guerra sem 
razão” X “Que belíssimas 
cenas de destruição”. 
 
Resposta correta. Enquanto a primeira frase 
contém palavras que condenam a guerra (ela é 
“sem razão”), a segunda fala na beleza das 
cenas de destruição, provocadas pela guerra. 
São, portanto, ideias que se opõem. 
28 
 
(C) “Pra (você) lutar em seu 
lugar [...]” X “Ferido e com 
frio / O inimigo você 
espera”. 
 
Resposta incorreta. A primeira frase refere-se ao 
convencimento feito para que um homem se torne 
soldado e lute na guerra. A segunda frase fala do 
soldado já em campo de batalha. As falas são 
sobre o mesmo assunto e se complementam. 
(D) “Uma guerra sempre 
avança a tecnologia” X “[...] 
a guerra [...] aumenta a 
produção”. 
Resposta incorreta. As duas frases falam nas 
benfeitorias que a guerra traz e, dessa forma, elas 
não se contradizem. 
(E) “O senhor da guerra não 
gosta de crianças” X “[...] 
tantas crianças com armas 
na mão”. 
 
Resposta incorreta. As frases não são 
antagônicas, mas os assuntos tratados estão 
interligados. Se o senhor da guerra não gosta de 
crianças, ele deve ficar feliz em vê-las guerreando, 
com armas na mão. 
 
29 
 
 
Leia o texto e responda à questão 11. 
 
[...] 
 Minha mãe me levou para casa, meu pai passou mal durante a operação, minha 
irmã voltou meio grogue da anestesia e eu fiz o que pude pra ser um irmão legal. 
Levava água para ela, chocolate, brinquedos. Se ficava com raiva, me controlava e ia 
andar de bicicleta. 
 Me angustiava ver minha mãe chegar do trabalho e encontrar minha irmã com a 
perna enfaixada. [...] 
 
CORSALETTI, Fabrício. “Corte”. Revista da Folha São Paulo, Prosa/Poesia. São Paulo: Folha de S. Paulo, 1º.a 7 
out. 2017. p.58. 
 
 
Habilidade 
Reconhecer o efeito de sentido produzido pela exploração de recursos morfossintáticos 
(conjunção, períodos simples e compostos) em um texto (letra de música, trecho de 
romance, teatro, poema, conto, notícia, artigo de opinião, anúncio, cartaz). 
Questão 11 
 
Na oração: “Se ficava com raiva, me controlava e ia andar de bicicleta.”, a palavra 
destacadaindica 
 
(A) oposição. 
(B) adição. 
(C) causalidade. 
(D) finalidade. 
(E) condição. 
30 
 
GRADE DE CORREÇÃO 
ALTERNATIVAS OBSERVAÇÕES 
(A) oposição. 
 
Resposta incorreta. Não há ideia de oposição na 
frase analisada. O conectivo se, não traz esse 
sentido. 
(B) adição. Resposta incorreta. O conectivo se, não adiciona 
orações. Para marcar a relação de adição, usam-
se as conjunções e, nem. 
(C) causalidade. 
 
 
Resposta incorreta. As conjunções subordinativas 
adverbiais causais, que denotam causa, são: 
porque, por isso que, já que, uma vez que etc. 
Na oração do texto que está sendo analisada, a 
conjunção é se e denota condição. 
(D) explicação. 
 
Resposta incorreta. A oração analisada, não 
denota explicação. Para fazê-lo usam-se 
conjunções coordenativas explicativas como: que, 
porque, pois, porquanto. 
(E) condição. 
 
Resposta correta. Na frase: “Se ficava com 
raiva, me controlava e ia andar de bicicleta”, 
temos 1 período composto por subordinação e 
coordenação, com 3 orações: 1) “Se ficava com 
raiva,” / 2) “me controlava“/ 3) “e ia andar de 
bicicleta”. 
Em 1, o uso de se (conjunção subordinativa 
adverbial condicional) em Se ficava com raiva 
indica uma condição em relação à oração 
principal me controlava. O se condicional 
indica “uma hipótese ou uma condição 
necessária para que seja realizado, ou não, o 
fato principal” (Cunha e Cintra, 2007, p. 587). 
Outras conjunções condicionais: caso, 
contanto que, salvo se, desde que, a menos 
que etc. 
A oração 3 é coordenada aditiva; é 
independente e apenas acrescenta mais um 
fato ao período, iniciada pela conjunção 
coordenativa aditiva “e”. 
 
31 
 
Leia o texto e responda à questão 12. 
[...] 
No intervalo das glosas, corria um burburinho alegre, um palavrear de estômagos 
satisfeitos; os olhos moles e úmidos, ou vivos e cálidos, espreguiçavam-se ou 
saltitavam de uma ponta à outra da mesa, atulhada de doces e frutas, aqui o ananás 
em fatias, ali o melão em talhadas, as compoteiras de cristal deixando ver o doce de 
coco, finamente ralado, amarelo como uma gema, - ou então o melado escuro e 
grosso, não longe do queijo e do cará. 
De quando em quando um riso jovial, amplo, desabotoado, um riso de família, vinha 
quebrar a gravidade política do banquete. No meio do interesse grande e comum, 
agitavam-se também os pequenos e particulares. As moças falavam das modinhas que 
haviam de cantar ao cravo, e do minueto e do solo inglês; nem faltava matrona que 
prometesse bailar um oitavado de compasso, só para mostrar como folgara nos seus 
bons tempos de criança. Um sujeito, ao pé de mim, dava a outro, notícia recente dos 
negros novos, que estavam a vir, segundo cartas que recebera de Luanda, uma carta 
em que o sobrinho lhe dizia ter já negociado cerca de quarenta cabeças, e outra carta 
em que... Trazia-as justamente na algibeira, mas não as podia ler naquela ocasião. O 
que afiançava é que podíamos contar, só nessa viagem, uns cento e vinte negros, pelo 
menos. [...] 
ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas. In: Obra Completa. vol. I. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 
1994. p. 19. Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000215.pdf> Acesso em: 05 fev. 
2019. 
 
VOCABULÄRIO 
Glosa . Poét. Composição poética, feita muitas vezes de improviso, em que se repete(m) o(s) verso(s) 
de um mote previamente dado, quer como parte integrante da estrofe principal, quer como fecho 
desta.:7.] 
Cravo - substantivo masculino. Instrumento que possui cordas e teclado, sendo que suas cordas emitem 
sons quando as teclas são pressionadas. 
Minueto- substantivo masculino. Composição musical para sinfonias ou suítes cujas características se 
assemelham às encontradas nessa música: minueto de Bach. 
Solo - 1.mús passagem ou trecho musical para ser executado por um só instrumento ou uma só voz, 
com acompanhamento ou não, em conjunto coral ou orquestral. 
Algibeira - substantivo feminino. Pequeno saco ou bolso numa peça do vestuário; bolso.8 
 
7 CF. Dicionário Caldas Aulete. Disponível em: <http://www.aulete.com.br/glosa>. Acesso em: 01 fev. 2019. 
32 
 
 
 
 
Habilidade 
Reconhecer a presença de valores culturais, sociais e/ou humanos em contextos 
literários. 
 
Questão 12 
 
Em “No meio do interesse grande e comum, agitavam-se também os pequenos e 
particulares”, os interesses referidos pelo narrador revelam costumes da época em que 
se passa o romance. São eles: 
 
 
(A) Os bailes alegres, ruidosos e os banquetes suntuosos dos políticos. 
(B) O sistema de comunicação por meio de cartas e as brigas de família. 
(C) As comidas e frutas típicas da época e as danças do tempo de criança. 
(D) As deliciosas receitas de doce de coco e as modinhas cantadas ao cravo. 
(E) As conversas sobre música e aquelas sobre assuntos econômico-
financeiros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 CF. Dicionário Online de Português. Disponível em: <https://www.dicio.com.br/glosas/. Acesso em: 01 fev. 2019. 
33 
 
GRADE DE CORREÇÃO 
ALTERNATIVAS OBSERVAÇÕES 
(A) Os bailes alegres, ruidosos 
e os banquetes suntuosos 
dos políticos. 
Resposta incorreta. Não há, no texto, referência a 
esses dois eventos. 
(B) O sistema de comunicação 
por meio de cartas e as 
brigas de família. 
 
Resposta incorreta. No texto, um assunto bastante 
comentado refere-se a trocas de correspondência, 
por meio de cartas, o meio de comunicação mais 
usado na época em que os acontecimentos se 
passam. Porém, não há referência, nem descrição 
de brigas em família. 
(C) As comidas e frutas típicas 
da época e as danças do 
tempo de criança. 
Resposta incorreta. As comidas e frutas típicas da 
época são descritas no primeiro parágrafo, mas 
não há descrição de danças do tempo de criança. 
As matronas só prometem “bailar um oitavado de 
compasso”. 
(D) As deliciosas receitas de 
doce de coco e as 
modinhas cantadas ao 
cravo. 
Resposta incorreta. O texto não menciona 
“deliciosas receitas de doce de coco”, mas 
“modinhas cantadas ao cravo, são mencionadas”. 
(E) As conversas sobre 
músicas e aquelas sobre 
assuntos econômico-
financeiros 
 
Resposta correta. Os interesses “pequenos e 
particulares” são as conversas sobre 
amenidades, tais como as que falam das 
modinhas e outros tipos de músicas (solo 
inglês e minueto), sobre as quais as moças 
conversavam. 
Já o “interesse grande e comum” é uma 
preocupação masculina com as notícias 
recentes “dos negros novos, que estavam a 
vir”, segundo cartas que vieram de Luanda. 
Como os negros eram negociados como 
escravos, essa negociação envolvia aspectos 
econômico-financeiros. Note-se que na época, 
os homens eram os principais provedores da 
família. As mulheres ocupavam-se apenas dos 
afazeres domésticos. 
 
34 
 
Referências Bibliográficas 
ASSIS, Joaquim Maria Machado de. Quincas Borba. Rio de Janeiro:Jackson, 1959. p. 
7. 
CORSALETTI, Fabrício. “Corte”. Revista da Folha São Paulo, Prosa/Poesia. São 
Paulo: Folha de S. Paulo, 1º a 7 de outubro de 2017. p.58. 
CUNHA, Celso e CINTRA, Lindley. A nova gramática do português contemporâneo. 
3 ed. Guarulhos: Lexikon, 2007, p. 587). 
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo dicionário da língua portuguesa. 1. 
ed., Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1975. 
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática. 11. ed., São Paulo: Atual, 1990. 
SÃO PAULO (Estado). Secretariada Educação. Material de apoio ao currículo do 
Estado de São Paulo: caderno do professor; língua portuguesa, ensino médio, 1ª série / 
Secretaria da Educação; coordenação geral Maria Inês Fini. – São Paulo: SE, 2014. Vol. 
1 e 2. 
SAYÃO, Rosely. Educação aos filhos não é vacina. Veja. São Paulo:Editora Abril, 
edição 2546, 6 dez 2017, p. 91. 
 
Sites Pesquisados 
 
<http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bi000165.pdf>. Acesso em: 07 fev. 
2019. (adaptado) 
 
 <http://www.secom.gov.br/atuacao/publicidade/imagens/cartaz.jpg/view>. Acesso em: 
08 fev. 2019 
 
<goo.gl/1nJMT8>. Acesso em: 08 fev. 2019. 
 
<http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/12/1943978-diversidade-racial-ganha-
espaco-no-rh-das-agencias-de-publicidade.shtml>. Acesso em: 01 fev. 2019. 
(adaptado) 
35 
 
 
<https://www.letras.mus.br/tim-maia/48934/>. Acesso em: 07 fev. 2019. 
 
<http://www.releituras.com/cmeireles_primavera.asp>. Acesso em: 04 fev. 2019. 
 
<https://www.letras.mus.br/legiao-urbana/65536/>. Acesso em: 07 fev. 2019. 
 
<http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000215.pdf> Acesso em: 05 fev. 
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<http://www.aulete.com.br/glosa>. Acesso em: 01 fev. 2019. 
 
<https://www.dicio.com.br/glosas/. Acesso em: 01 fev. 2019. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
36 
 
AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM EM PROCESSO 
COORDENADORIAS 
Coordenadoria Pedagógica - COPED 
Coordenador: Caetano Pansani Siqueira 
 
Coordenadoria de Informação, Tecnologia, Evidência e Matrícula - CMITE 
Coordenadora: Fátima Elisabete Pereira Thimoteo 
DEPARTAMENTOS 
 
Departamento de Desenvolvimento Curricular e de Gestão Pedagógica - DECEGEP 
Diretor: Valéria Arcari Muhi 
 
Centro dos Anos Finais do Ensino Fundamental - CEFAF 
Diretora: Carolina dos Santos Batista Murauskas 
 
Centro de Ensino Médio - CEM 
Diretora: Ana Joaquina Simões Sallares de Mattos Carvalho 
 
Equipe Curricular de Língua Portuguesa – Leitura crítica e validação do material 
 Katia Regina Pessoa, Mara Lucia David; Marcos Rodrigues Ferreira; Mary Jacomine da Silva 
 
Autoria do material de Língua Portuguesa 
Katia Regina Pessoa – 6º e 7º ano EF; Rozeli Frasca Bueno Alves – 8º, 9º ano EF e 3ª série EM; Claricia Akemi 
Eguti - 1ª e 2ª EM. 
 
Professores Coordenadores dos Núcleos Pedagógicos das Diretorias de Ensino - Leitura crítica e 
validação do material 
Daniel Carvalho Nhani; Jacqueline da Silva Souza; Kátia Alexandra Amâncio Cruz; Tatiana Balli; Wanessa 
Aparecida de Godoi Santana 
 
Departamento de Avaliação Educacional - DAVED 
Diretora: Patricia de Barros Monteiro 
Assistente Técnica: Maria Julia Filgueira Ferreira 
 
Centro de Planejamento e Análise de Avaliações - CEPAV 
Diretor: Juvenal de Gouveia 
 
Ademilde Ferreira de Souza, Cristiane Dias Mirisola, Soraia Calderoni Statonato, Márcia Soares de Araújo Feitosa 
 
Centro de Aplicação de Avaliações - CEAPA 
Diretora: Isabelle Regina de Amorim Mesquita 
 
Denis Delgado dos Santos, José Guilherme Brauner Filho, Kamila Lopes Candido, Nilson Luiz da Costa Paes, 
Teresa Miyoko Souza Vilela 
 
Departamento de Tecnologia de Sistemas - DETEC 
Diretor: Marcos Aparecido Barros de Lima 
 
Centro de Planejamento e Integração de Sistemas - CPLIS 
Diretora: Camila da Silva Alcazar 
Viviana Fernandes dos Santos – Analista de Sistemas 
Representantes do CAPE 
 Leitura crítica, validação e adaptação do material para os deficientes visuais 
 Tânia Regina Martins Res

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