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Curso: LICENCIATURA EM QUÍMICA
Disciplina: LABORATÓRIO DE QUÍMICA ORGÂNICA II
Relatório Nº 03: 
Extração da Bixina
Equipe 04: Augusto César, Beatriz Campina, Myrtes Dantas
Objetivos:
	Utilizar o método de extração com solvente para extrair a bixina do extrato de urucum numa amostra de colorau. 
Fundamentos Teóricos:
 Componentes de uma mistura podem ser separados e purificados por vários métodos. 
 Neste experimento, o componente de uma mistura será separado por extração líquido-líquido. Este processo de separação é baseado na solubilidade relativa do soluto em dois solventes imiscíveis.
	Para que a extração seja eficiente, é essencial que haja uma grande diferença nos valores dos parâmetros de solubilidade dos líquidos imiscíveis e que o soluto seja mais solúvel em um destes solventes do que no outro. Quanto mais próximos os parâmetros de solubilidade, maior a miscibilidade dos solventes. Por exemplo, o parâmetro de solubilidade (σ) da água é de 23,4 e do clorofórmio 9,3 – estes são solventes apropriados que podem ser usados para extração líquido-líquido.
	Neste experimento, será extraída a bixina, um pigmento vermelho-alaranjado presente na semente de Urucum, Bixa orellana L., com solvente imiscível de uma solução aquosa alcalina a qual foi preparada a partir da semente pulverizada e solução de NaOH a 5%. 
 
Procedimento: 
	Com uma proveta foi retirado uma alíquota de 30mL e uma solução alcalina da semente de urucum e posteriormente foi transferido para um funil de separação. Após foi adicionado 30mL de clorofórmio no mesmo funil de separação.
	O funil foi tampado e agitado cuidadosamente com movimentos leves, com esse processo é possível ver a liberação de gases que são liberados conforme a agitação. 
	Com a solução preparada dentro do funil ele foi colocado na argola, destampado e deixando em repouso, até que ocorreu a separação das duas fases. 
	Depois que ocorreu a separação das duas fases foi recolhida a fase orgânica que estava no inferior do funil, foi recolhido cuidadosamente no erlenmeyer e a fase aquosa, que era a fase superior da solução, foi recolhida em um béquer. A fase orgânica foi guardada para posterior comparação com a próxima extração. 
	A fase aquosa foi acidificada até o pH=1, utilizando 1,5mL de solução de HCl 3;1. Após a acidificação a solução foi retornada ao funil de separação. 
	Todo o processo de extração foi repetido usando a solução de clorofórmio, e recolhido as fases aquosas e orgânicas da extração para futura comparação. 
	 
Resultado e Discussões: 
	Na primeira extração da bixina com a solução alcalina, foi percebido que não ocorreu a extração dos sais de bixina. Isso ocorreu, pois, a solução alcalina promoveu a transformação dos ácidos em seus respectivos ânions. O sal é muito mais solúvel em meio aquoso, impossibilitando dissolução na solução orgânica. 
	
Conclusão: 
	 A partir de prática de laboratório podemos aprender um método simples de extração de solutos utilizando reagentes imiscíveis. Concluímos que a extração por solventes imiscíveis tem um melhor resultado se a solução que vai ser extraída estiver ácida.
Questionário
1) Quais as funções orgânicas presentes na estrutura molecular da bixina.
	O ácido carboxílico e o éster.
 2) Por que a bixina é extraída a partir de uma solução alcalina e mostre a reação envolvida na extração.
	A Bixina, sendo um ácido, ao se inserir uma solução básica como o NaOH, ocorre o processo de extração seletiva, como resultado há a formação de sais de bixina e água. Sal este, muito hidrofílico.
3) No experimento, houve extração da bixina em clorofórmio a partir da solução alcalina? Explique.
	Não! O clorofórmio é um solvente orgânico apolar. Como a amostra estava e meio alcalino, houve a formação de sais de bixina, estes por sua vez são polares e se solubilizam preferencialmente na água, em vez do clorofórmio. 
4) No experimento, houve extração da bixina em clorofórmio após a acidificação da fase aquosa? Explique
	Sim! Ao ajustarmos o pH da solução, deixando-o ácido, deslocamos o equilíbrio, prolongando o grupo carboxila. Assim, não permitimos a ionização da carboxila, formando um carboxilato. O carboxilato é um composto ionizado mais solúvel na fase aquosa. Quando ocorre a protonação do grupo carboxila, temos a forma molecular do ácido, que por ser de cadeia longa, torna-se apolar e fica fácil de se extrair no clorofórmio.

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