Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

*
*
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Disciplina: Economia da Engenharia I
Unidade 7
A MOEDA
Capítulo 8
Professora Me. Morgana Baratta
*
*
1. INTRODUÇÃO
1.1. Moeda: características
Medida de valor e meio de pagamento;
Instrumento que viabiliza a ordem econômica e social;
Meio passivo que facilita a comparação de valores e sistemas de trocas; e
Grande importância na regulação da atividade econômica e na ordem social. A estabilidade, a eficiência e o crescimento dependem de uma equilibrada interação entre os setores real e monetário da economia.
*
*
1.2. Oferta e procura monetária
A oferta monetária é primariamente derivada da variação nominal do meio circulante, definida sob o controle das autoridades monetárias. Mas depende também do processo de multiplicação de seu componente escritural, que se desencadeia no sistema bancário.
E a procura por moeda, que completa o processo de manutenção e giro de saldos monetários, é também influenciada por variáveis controladas pelas autoridades monetárias e por outros fatores que definem o comportamento das agentes econômicos.
*
*
1. INTRODUÇÃO
1.3. Pontos básicos dos mecanismos que interferem na ordem monetária
A composição dos ativos financeiros totais, quanto a sua subdivisão em monetário e não monetários.
Os conceitos de referência e a medição dos saldos monetários.
O processo de multiplicação da moeda escritural.
Os fatores de contração e de expansão da base monetária e os instrumentos de controle da oferta de moeda.
As razões da procura por moeda pelos agentes econômicos e da velocidade de sua circulação.
*
*
2. OS ATIVOS FINANCEIROS MONETÁRIOS E OS QUASE-MONETÁRIOS
Os agentes econômicos passam a dispor de um conjunto de ativos dotados de valor que estão divididos em dois grandes setores:
 
Real – ativos reais.
Financeiro – ativos financeiros.
 
Os ativos reais e financeiros diferenciam-se por dois atributos:
 
Os de rendimento que proporcionam seus detentores.
Os graus de liquidez de que são dotados.
*
*
2.1. Ativos Reais
Proporcionam rendimentos a seus detentores ou, então, atendem à satisfação direta de necessidades individuais e sociais.
Possuem determinados graus de liquidez, definidos pela capacidade que cada um deles tem em se transformar em moeda. Encontram-se entre os ativos reais os que são dotados de altos graus de liquidez até os que têm liquidez quase nula. A diversidade da liquidez dos ativos reais é decorrente de vários fatores:
 - Essencialidade para o processo de produção ou para o atendimento de necessidades de consumo;
 - Valor de mercado; e
 - Existência ou não de constrangimentos legais que podem interferir no seu valor de troca.
*
*
2.2. Ativos Financeiros
Não satisfazem a nenhuma necessidade de forma direta.
Parte deles podem proporcionar rendimentos, desde que aplicada no sistema de intermediação.
Possuem liquidez.
	Do ponto de vista desses dois atributos (os rendimentos que proporcionam e os graus de liquidez), o ativos financeiros subdividem-se em: Monetário e Não monetário ou quase-monetário.
*
*
2.2. Ativos Financeiros
2.2.1. Os ativos Monetários
São uma parcela dos ativos financeiros totais que possuem um conjunto de característica especiais de diferenciação:
Têm liquidez absoluta;
Não proporcionam rendimentos aos seus detentores; e
São empregados como meios de pagamentos.
2. OS ATIVOS FINANCEIROS MONETÁRIOS E OS QUASE-MONETÁRIOS
*
*
2.2. Ativos Financeiros
2.2.1. Os ativos Monetários
Consideram-se como ativos financeiros monetários:
O papel-moeda e as moedas metálicas divisionais em poder do público;
Os depósitos a vista nos bancos comerciais públicos e privados;
Os depósitos a vista nas caixas econômicas; e
Os depósitos a vista nos bancos múltiplos.
2. OS ATIVOS FINANCEIROS MONETÁRIOS E OS QUASE-MONETÁRIOS
*
*
2.2. Ativos Financeiros
2.2.1. Os ativos Monetários
O papel-moeda em poder do público corresponde ao conceito de moeda manual. Os depósitos a vista em todas as instituições bancárias correspondem ao conceito de moeda escritural ou moeda bancária. Destas duas formas de meios de pagamento, a preferência do público geralmente recai sobre a escritural. As razões são:
 Segurança – são menos passíveis de perdas e roubos;
Facilidade de manejo;
Contabilização e comprovação;
Obtenção de créditos.
*
*
2.2. Ativos Financeiros
2.2.2. Os ativos Quase-Monetários
Proporcionam rendimentos e podem ter liquidez tão alta que se consideram quase-líquidos, ou quase-monetários.
Fundos de aplicação financeira de curto prazo;
Depósitos especiais remunerados;
Títulos públicos federais, estaduais e municipais;
Depósitos em cadernetas de poupança;
Títulos de emissão do sistema financeiro: certificados de depósito a prazo, letras de câmbio e letras hipotecárias; e
Quotas de fundo de renda fixa.
*
*
*
*
2.2. Ativos Financeiros
A maior parte dos países possui os dois tipos de ativos financeiros. Mas as proporções com que se apresentam variam bastante de país para país. E, em um mesmo país, de época para época. São muitos e de variada natureza os fatores de que dependem os estoques de cada um deles. Entre os de maior importância, destaca-se:
A estabilidade monetária: em momentos de inflação alta, os ativos monetários tendem a representar uma parcela ínfima dos ativos financeiros totais;
Hábitos e costumes da sociedade, quanto às formas e prazos de liquidação de suas transações;
Estágios de desenvolvimento da economia;
Estrutura de repartição da renda;
*
*
2.2. Ativos Financeiros
Entre os de maior importância, destaca-se:
Graus de maturidade do sistema de intermediação financeiras;
Taxas de juros praticadas nos mercados financeiros;
Condições de abastecimento e a segurança quanto aos suprimentos;
Estabilidade institucional; e
Expectativas em relação ao futuro.
2. OS ATIVOS FINANCEIROS MONETÁRIOS E OS QUASE-MONETÁRIOS
*
*
3. A MEDIÇÃO DA OFERTA MONETÁRIA
3.1. Os Conceitos e a Medição dos Agregados Monetários
Os saldos totais de todos os conceitos de oferta monetária definem os estoques agregados dos ativos monetários da economia. Eles correspondem aos agregados monetários – um conjunto de variáveis-estoques relacionadas aos saldos efetivamente contabilizados no âmbito das autoridades monetárias e no das instituições de intermediação financeira.
Os agregados de monetários de maior relevância conceitual são:
Meio circulante – é empregada para designar a moeda em espécie: papel-moeda impresso e moedas metálicas cunhadas;
*
*
3.1. Os Conceitos e a Medição dos Agregados Monetários
Os agregados de monetários de maior relevância conceitual são:
Papel-moeda emitido – valor agregado que resulta a totalização do meio circulante, expresso nominalmente;
Papel-moeda em circulação – é a parcela do papel-moeda emitido que foi efetivamente posta em circulação;
Papel-moeda em poder do público – excluem dos estoques em circulação, a parcela que é mantida em caixa pelo sistema bancário. Este agregado é também denominado moeda manual;
*
*
3.1. Os Conceitos e a Medição dos Agregados Monetários
Os agregados de monetários de maior relevância conceitual são:
Depósitos a vista no sistema bancário – moeda escritural. Trata-se de um agregado monetário que possui uma particularidade em alta relevância para a regulação da liquidez da economia como um todo. Não têm existência física;
Base monetária – soma do papel-moeda emitido e as reservas voluntárias e compulsórias, que os bancos mantêm no banco central; e
Oferta monetária – em sentido restrito e convencional é dada pela totalização dos ativos monetários mantidos pelo público. Em sentido amplo, é dado pelos saldos totalizados de todos os ativos financeiros,monetários e quase-monetários.*
*
3.1. Os Conceitos e a Medição dos Agregados Monetários
Todos esses agregados monetários são variáveis-estoques. Não são fluxos. Sua medição se faz através de saldos efetivamente contabilizados nas instituições financeiras. 
Diferença da forma de medição dos agregados monetários:
Média diária dos saldos – indica os estoques médios ao longo de determinado período: resulta da divisão dos saldos pelos dias úteis de períodos considerados;
Saldos no final de períodos definidos - estoques totais de cada agregado em datas definidas.
A prática usual é medir os estoques totais dos agregados no final de cada mês ou as médias dos dias úteis do mês em referência.
*
*
4. O SISTEMA BANCÁRIO E A MULTIPLICAÇÃO DOS MEIOS DE PAGAMENTO
4.1. Uma primeira aproximação: A multiplicação da moeda bancária
Conceitualmente, o sistema bancário é constituído pelas instituições de intermediação financeira que captam depósitos a vista. O não-bancário opera apenas outras formas de captação, os chamados ativos financeiros quase-monetários.
Esta distinção é de alta relevância em economia monetária. E por duas razões:
Os depósitos a vista integram o conceito convencional de meios de pagamento. Seus saldos são considerados tão líquidos quanto a própria moeda manual; e
*
*
4. O SISTEMA BANCÁRIO E A MULTIPLICAÇÃO DOS MEIOS DE PAGAMENTO
4.1. Uma primeira aproximação: A multiplicação da moeda bancária
Os depósitos a vista caracterizam-se por seu autopoder de expansão. Constituem uma categoria de ativos monetários que tem o poder de multiplicar a base monetária.
O efeito multiplicador da moeda escritural será tanto mais alto quanto menores forem as taxas de encaixes técnicos (geralmente entre 5% a 10% dos depósitos a vista) mantidas pelos bancos e as de recolhimento compulsórios (através de uma taxa aplicada à média diária dos saldos dos depósitos a vista) exigidos pelo banco central.
*
*
4.1. Uma primeira aproximação: A multiplicação da moeda bancária
Os recolhimentos compulsórios, em espécie monetária, são geralmente superiores à voluntaria. E tem três finalidades:
Controlar a massa de crédito concedida pelas instituições bancárias;
Manter em poder do banco central um volume de reservas em caixa capaz de garantir a liquidez do sistema como um todo e de lastrar uma de suas funções mais importantes, a de atuar como banco dos bancos; e
Controlar a expansão ou a redução dos meios de pagamento, pela redução ou expansão do impacto do efeito multiplicador da moeda escritural.
*
*
*
*
*
*
*
*
4.2. Uma abordagem mais elaborada do comportamento monetário
A variação dos meios de pagamento, conceito de M1, e os níveis primários de liquidez da economia como um todo dependem de quatro variáveis:
As decisões das autoridades monetária, executadas pelo banco central, quanto à emissão de papel-moeda;
O comportamento do público, quanto à forma de retenção de saldos monetários;
O comportamento dos bancos, quanto à taxa de encaixes técnicos voluntários; e
As exigências do banco central, quanto à taxa de recolhimentos compulsórios sobre os depósitos a vista.
*
*
4.2.1. Coeficientes de comportamento monetário que interferem efetivamente na magnitude do efeito multiplicador
Comportamento do público
Encaixe de papel-moeda
 C = PMPP
 M1
Preferência por depósitos a vista
 D = DVSB
 M1
*
*
4.2.1. Coeficientes de comportamento monetário que interferem efetivamente na magnitude do efeito multiplicador
Comportamento dos bancos
Encaixe técnico voluntário
 R1 = EX 
 DVSB
Recolhimento compulsório exigido
 R2 = RB
 DVSB
*
*
*
*
5. O CONTROLE DA OFERTA MONETÁRIA: OS MOVIMENTOS EXPANSIONISTAS E OS CONTRACIONISTAS
5.1. Os Instrumentos de Controle da Oferta Monetária
Os movimentos induzidos de expansão ou de contração no setor monetário transmitem-se para o setor real através da taxa de juros. Deste ponto de vista, a taxa real de juros (taxa nominal depurada da variação do valor da moeda) é uma variável de conexão dos dois setores. Ou, segundo a terminologia de Ragan-Thomas, um “canal pelo qual as autoridades monetárias fazem passar o seu poder de influência sobre o desempenho do setor real da economia”. 
*
*
5.1. Os Instrumentos de Controle da Oferta Monetária
Os quatro principais instrumentos de controle da oferta monetária são:
Recolhimento compulsório: a taxa de reservas compulsórias é um instrumento de alta eficácia para controlar o processo de multiplicação da moeda escritural e, desta forma, a expansão dos meios de pagamento.
Operações de redesconto: caracterizam-se como contrapartida dos recolhimentos compulsórios. Denominam-se também empréstimos de liquidez. Trata-se de empréstimos que o banco central concede, redescontando títulos de crédito que o setor real da economia descontou no sistema bancário.
*
*
5.1. Os Instrumentos de Controle da Oferta Monetária
Os quatro principais instrumentos de controle da oferta monetária são:
Operações de mercado aberto: são operações que se realizam no mercado monetário, essencialmente destinadas a regular, no dia-a-dia, a liquidez geral da economia. Atuam a curtíssimo prazo em dois sentidos, condicionando diretamente o volume da oferta monetária e a taxa de juros.
*
*
5.1. Os Instrumentos de Controle da Oferta Monetária
Os quatro principais instrumentos de controle da oferta monetária são:
Controle Seletivo do crédito: trata-se de intervenções diretas do banco central no mercado de crédito. O banco central seleciona, as atividades produtivas que serão alcançadas pelas operações financeiras e em que volumes, podendo ainda diferenciar suas decisões segundo as regiões do país. Seleciona ainda as categorias de fluxos de consumo e de acumulação que, em dadas circunstâncias, exigem ou não suprimentos de créditos. E define, por fim, as categorias de agentes econômicos com que se realizarão cada uma das operações de financiamento.
*
*
*
*
6. A INTERAÇÃO DA OFERTA E DA PROCURA POR MOEDA
A procura por moeda é definida por três motivos:
Transação - A moeda é uma provisão temporal de poder de compra. Todos os agentes retêm parcelas de suas rendas correntes sob forma líquida. Até porque todas as transações têm uma contrapartida monetária. A procura por moeda que atende a estas finalidades transacionais é função da renda agregada.
Precaução – A retenção de saldos precaucionais de moeda é destinada a atender às incertezas do futuro. A preferência pela liquidez não cobre apenas as necessidades correntes, mas também as expectativas de dispêndios futuros, imprevisíveis ou não. Este componente da procura por moeda tende a ser, presumivelmente, inferior ao transacional. 
*
*
6. A INTERAÇÃO DA OFERTA E DA PROCURA POR MOEDA
A procura por moeda é definida por três motivos:
Especulação – Os agentes econômicos mantêm ainda saldos monetários na expectativa de ganhos especulativos, com a compra de ativos reais e financeiros. Como a moeda é a forma mais líquida de riqueza, a retenção de saldos monetários pode ensejar ganhos especulativos, definidos por oportunidades de negócios nos setores real e financeiro. A moeda mantida em caixa para estes propósitos é de índole especulativa. Na maior parte das versões teóricas da procura por moeda, este componente da procura monetária agregada é função da taxa de juros.
*
*
6. A INTERAÇÃO DA OFERTA E DA PROCURA POR MOEDA
Além do nível de renda agregada e das taxas de juros, outros fatores determinam a procura por moeda. Os de maior relevância são:
Expectativa quanto à variação futura dos preços;
Fatores institucionais, como uso-e-costumes quanto aos prazos de liquidação de operações reais;
Grau de maturidade e de desenvolvimento da intermediação financeira;
Graus de incertezaquanto ao futuro da economia; e
Condições estruturais prevalecentes, como os graus de concentração da concorrência nos mercados de produtos finais, a rigidez contratual nos mercados de fatores de produção e a estrutura de repartição de renda.
*
*
6. A INTERAÇÃO DA OFERTA E DA PROCURA POR MOEDA
6.1. Velocidade de Circulação da Moeda: Conceito e Determinantes
A velocidade-renda de circulação da moeda resulta do comportamento médio ponderado de todos os agentes econômicos: quando as condições prevalecentes não implicam altos custos de oportunidade de retenção de saldos monetários, os encaixes médios de moeda tendem a ser mais altos, em relação à renda e ao produto agregados, comparativamente ao que ocorre quando as condições vigentes levam os agentes a se desfazerem de seus ativos monetários tão rapidamente quanto seja possível. Em casos extremos, a preferência pela liquidez pode transformar-se em aversão à liquidez.
*
*
6. A INTERAÇÃO DA OFERTA E DA PROCURA POR MOEDA
6.1. Velocidade de Circulação da Moeda: Conceito e Determinantes
A forma usual de se medir a velocidade de circulação da moeda, V, é pelo coeficiente da divisão do PIB pelo estoque de moeda mantido pelo público:
 V = PIB
 M
Quanto menor o valor de V, maior preferência pela liquidez e menor a velocidade de circulação; 
Quanto maior o valor de V, menor preferência por liquidez e maior a velocidade de circulação.
*
*
7. A VARIAÇÃO DO VALOR DA MOEDA: CONCEITOS
Inflação: corresponde a uma alta generalizada dos preços dos bens e serviços, expressos pelo padrão monetário corrente.
Desinflação: é a volta à linha de estabilidade de preços. Os movimentos de desinflação geralmente são induzidos.
Deflação: traduz-se pela queda generalizada dos preços para níveis abaixo da linha de estabilidade, valorizando-se a moeda em relação aos demais ativos. A deflação geralmente é associada à estagnação econômica.
Reflação: é a volta à estabilidade da economia como um todo, após períodos deflacionários. Recuperam-se os níveis de ociosidade pela expansão dos dispêndios de investimento e de consumo.
*
*
*
*
8. A INFLAÇÃO
8.1. Principais Teorias Explicativas
Não há uma única teoria que seja capaz de explicar todos os tipos de inflação historicamente registrados: eles são muitos e, como já destacamos, geralmente são diferenciados por qualitativos que remetem às causas, às magnitudes dos processos de alta e a suas características visíveis. Isso não obstante, é possível agrupar os principais troncos teóricos da inflação em quatro grupos:
Inflação de procura;
Inflação de custos;
Inflação estrutural; e
Inflação inercial.
*
*
8.1. Principais Teorias Explicativas
Inflação de Procura
Uma das principais explicações teóricas da inflação sustenta que as altas generalizadas de preços resultam de uma procura agregada excessiva em relação à capacidade de oferta da economia.
As inflações resultantes de dispêndios agregados excessivos podem originar-se:
Tanto do setor real, quanto no setor monetário;
De expectativas sobre insuficiências nas cadeias de suprimentos;
De uma generalizada expansão de dispêndios;
*
*
8.1. Principais Teorias Explicativas
Inflação de Procura
De programas intensivos de dispêndios públicos não correspondidos pela poupança do governo em conta-corrente, mas de ligações incorretas do tesouro nacional com o banco central, implicando emissões primárias de papel-moeda;
Da inadequada condução da política monetária, conduzindo à lassidão (frouxidão) da oferta de moeda e à multiplicação dos meios de pagamento em escalas mais que proporcionais à capacidade efetiva de geração de bens e serviços.
*
*
8.1. Principais Teorias Explicativas
2. Inflação de Custos
Trata-se de movimentos de alta originários da expansão dos custos dos fatores mobilizados no processamento da produção de bens e serviços.
Há também várias fontes para os surtos inflacionários de custos:
A expansão de tributos indiretos;
A expansão dos custos do fator trabalho;
Ampliação das margens de lucro, ainda que setorialmente localizadas, podem propagar-se ao longo da cadeia de produção, empurrando os preços para cima.
*
*
2. Inflação de Custos
A magnitude deste tipo de inflação e a dinâmica de sua propagação dependem de vários fatores:
Estrutura competitiva nos mercados dos bens ou serviços afetados pelos movimentos de alta em seus custos de processamento;
Importância relativa dos bens ou serviços afetados na matriz de transações intermediárias da economia; 
Capacidade dos agentes econômicos, com perdas relativas em seus padrões de remunerações, em absorver ou repassar as expansões de custos; e
Taxa global de ociosidade do setor real da economia.
*
*
8.1. Principais Teorias Explicativas
3. Inflação Estrutural
As teorias estruturalistas buscam explicações para inflações altas e crônicas. As causas deste tipo de inflação são, em síntese:
Baixa elasticidade de oferta dos produtos agrícolas devido a estrutura de propriedade da terra, métodos de produção e crescente migração das populações rurais para as cidades;
Desequilíbrio crônico do balanço de pagamentos, que exige forte excedente de exportações sobre importações, sob o efeito de custos de intercâmbio deteriorado;
*
*
8.1. Principais Teorias Explicativas
3. Inflação Estrutural
As causas deste tipo de inflação são, em síntese:
Desigual distribuição da renda e da riqueza, de que resultam as lutas travadas pelos diversos grupos sociais para recomposição de seu poder de compra; e
A rigidez e a tendência expansionista dos orçamentos públicos, dadas as crescentes responsabilidades infra-estruturais e sociais do governo, não correspondidas pela expansão da capacidade de tributação.
*
*
8.1. Principais Teorias Explicativas
4. Inflação Inercial
É a capacidade de autopropagação da inflação pela prática generalizada da indexação dos preços dos produtos e custos dos fatores.
A concepção da inflação inercial pressupõe expectativas compulsivas que levam à remarcação contínua de preços, à indexação de contratos e a um tipo de convivência com o processo de alta aceito e praticado por todos os agentes econômicos. Não se apaga, assim, a “memória inflacionária”; contrariamente, ela se reproduz. Instalam-se até formas de comportamento geralmente descritas como “cultura inflacionária”, que aumentam a rigidez do processo de alta.
*
*
8.2. Dinâmica e Intensidade dos Processos Inflacionários
A dinâmica e a intensidade dos desequilíbrios inflacionários definem-se a partir da causa central do processo de alta. Em todos os casos, porém, as variações de preços só se propagarão, sem auto-extinguir-se, se a quantidade de moeda alimentar os mecanismos e comportamentos indutores da inflação – ou, então, se instalarem movimentos que aumentem a velocidade de circulação da moeda.
Inflacionários rastejantes
Inflacionários;
Alta inflação;
Inflação de alta aceleração / Hiperinflação.
*
*
*
*
8.3. Principais conseqüências da Hiperinflação
Destruição da moeda (Alemanha 22/23): corrói-se primeiro a capacidade de servir de reserva de valor, debilita-se depois a utilidade como meio de pagamento. Por fim, já não serve nem mesmo como unidade de conta.
Destruição da estrutura e da logicidade do sistema de trocas: quando se torna praticamente impossível determinar e manter preços ou quando não se estabelecem mais interesses opostos - todos desejam ativos reais.
Desarticulação de suprimentos nas cadeias de produção: matrizes insumo-produto com crescente número de células vazias.
*
*
8.3. Principais conseqüências da Hiperinflação
Regressão das atividades produtivas à linha de subsistência.
Queda vertiginosa do nível de emprego nas etapas finais doprocesso. Estabelece-se uma situação paradoxal de difícil solução: desemprego generalizado em meio à superexcitação da procura por ativos reais.
 Possível ruptura do tecido social, notadamente nos centros urbanos de maior adensamento demográfico: o saque pode sobrepor-se às práticas transacionais. Antes, a especulação já teria sobreposto ao trabalho honesto.
 Possível ruptura político institucional: radicalização no emprego dos meios de controle social.
*
*