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GRAVEMENTE ENFERMOS TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL Parte 2 Prof. Wesley Santana wesleysantananut@hotmail.com TERAPIA NUTRICIONAL Suporte Nutricional Inclui: Nutrição Via Oral (VO) (Dieta Normal) Nutrição Enteral (NE) (Sondas ou Via Oral) Nutrição Parenteral (NP) (Intravenosa) QUANDO INDICAR A TN NO PACIENTE CRÍTICO TN indicada para pacientes com risco nutricional identificado, que não conseguem ingerir suas necessidades nutricionais e calóricas VO; Deve ser instituída nas 24 horas iniciais do tratamento em pacientes estáveis hemodinamicamente; A TN precoce está associada à menor incidência de úlceras, menor produção de citocinas inflamatórias e menor morbidade infecciosa. DITEN, 2011 TN NO PACIENTE CRÍTICO Calorias: fase inicial - aguda: 20-25 Kcal/Kg após 4 a 7 dias, em fase anabólica/recuperação: 25-30 Kcal/Kg Sempre observando e respeitando tolerância. Proteínas: 1,2g –1,5Kg – catabolismo moderado. 2,0g /Kg – estados hipercatabólicos (TCE, GQ, SEPSE, fístulas) DITEN, 2011 QUANDO INDICAR A TN NO PACIENTE CRÍTICO EM CASOS DE INSTABILIDADE HEMODINÂMICA Hipofluxo sistêmico (hipoperfusão); Uso de drogas vasopressoras em doses elevadas; Risco de desenvolvimento de isquemia intestinal; DITEN, 2011 NÃO SE RECOMENDA NENHUM TIPO DE TN EM PACIENTES HEMODINAMICAMENTE INSTÁVEIS. Hidratação para correção do hipofluxo sem a intenção de nutrir o paciente, é a conduta mais adequada. EXERCÍCIO Paciente adulto, estabilizado hemodinamicamente, apresenta caquexia cardíaca, trato gastrintestinal funcionante, capacidade total de absorção, alimentação por sonda nasogástrica prescrita pelo médico responsável por 4 semanas, fará uso de TNE total, pois não aceita alimentação via oral, não apresenta hipertensão arterial, diabetes ou outras condições que exigem dietas especializadas. O paciente está consciente, sem presença de diarreia e êmese. Considere uma dieta hiperproteica, densidade de 1,5 KCal/mL, 650 mOsm/ Kg de água, início de 2.200 Kcal/dia, fracionamento de 4 vezes ao dia. EXERCÍCIO Com base nesses dados: Qual a classificação da densidade dessa NE? Qual o volume que deverá ser administrado em cada horário? Como deve ser feita a prescrição dietética da NE? CASO CLÍNICO RELATO DE CASO Paciente interna na UTI vítima de acidente automobilístico há 4 horas. Diagnóstico: TCE grave. Chegou na emergência em parada cardio-respiratória. Após ressuscitação foi encaminhado para o centro cirúrgico onde foi realizado drenagem de hematoma. Chega na UTI em VM, sedado, em uso de drogas vasoativas e com estabilidade hemodinâmica. Evoluiu com piora do estado geral necessitando de drogas vasoativas (60ml/h BI), hipotenso e com extremidades frias. Após 24 horas na UTI apresentou outra PCR com reanimação. Paciente passou nas primeiras 48 horas, hipotenso, instável, mesmo com o uso de DVA´s. Nesse período o paciente permaneceu em jejum terapêutico. Essa conduta é considerada adequada? Instabilidade Hemodinâmica Uso de drogas vasoativas Noradrenalina Dopamina Infusão elevada indica paciente grave, com baixa perfusão, necessitando de altas doses para manter equilíbrio hemodinâmico. Analisando o caso Instabilidade hemodinâmica resulta em: Baixo fluxo sanguíneo periférico: Hipoperfusão circulatória Resulta em comprometimento da oxigenação da mucosa intestinal. Analisando o caso A nutrição enteral é comumente contraindicada e com potencial prejuízo para a integridade intestinal para pacientes com hipofluxo circulatório. Essa situação pode resultar em isquemia intestinal. Venkateswaran RV et al. Eur J Cardio-Thor Surg 2002; Lazar HL. et al. Surg 1995. Necrose intestinal A NE precoce é indicada para os pacientes críticos, PORÉM, decidir se a NE deve ser iniciada para os pacientes hipotensos, deve ser discutido entre a equipe devido o risco de isquemia e necrose intestinal. Recomenda-se para pacientes com risco de necrose intestinal. Cuidados para iniciar a dieta; Limitar o uso de NE para aqueles pacientes com drogas vasoativas; Sonda pós-pilórica, com fórmula isotônica e sem fibras, principalmente nas gastroparesias. CONSENSO COM A EQUIPE!!!! ATIVIDADE PRÁTICA CASOS CLÍNICOS CASO CLÍNICO 1 Sexo: feminino Idade: 24 anos Diagnóstico: trauma crânio encefálico (acidente de motocicleta) VM + sedação Peso atual: 65,0 Kg Altura:160 cm Albumina: 3,2 mg CONDUTA Diagnóstico Nutricional Terapia nutricional? Quando? Tipo ? Acesso ? Fórmula? Método de administração? Kcal / Kg? Grama de proteínas/ kg? CASO CLÍNICO 2 Sexo: masculino Idade: 32 anos Diagnóstico: Politrauma: TCE + trauma de face + fratura MMII Diagnóstico nutricional: Eutrofia com risco de desnutrição PE: 70Kg Altura: 165cm Albumina: 2,6 mg% Glicemia: 250 mg/dL SNG aberta. CASO CLÍNICO 2 EVOLUÇÃO 1º DI: Choque, drogas vasoativas + sedação plena - SOG aberta / débito 1200ml/24 2º DI: SOG aberta / 550ml 3º DI: SOG sem débito, estável hemodinamicamente. CONDUTA Diagnóstico Nutricional Terapia nutricional? Quando? Tipo ? Acesso ? Fórmula? Método de administração? Kcal / Kg? Grama de proteínas/ kg?