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SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO PARÁ - CAMPUS BELÉM CURSO DE BACHARELADO EM ENGENHARIA DE MATERIAIS LUCAS HENRIQUE SANTIAGO DE SOUZA MATHEUS BENSABA DA SILVA MAURO FABIANO DA SILVA ALVES MILENA OLIVEIRA DE ALMEIDA MÔNICA LOBATO TRELHA ORIGEM, CLASSIFICAÇÃO, CARACTERISTICAS E APLICAÇÃOS DAS VIDRAÇARIAS. BELÉM-PA 2019 2 ORIGEM, CLASSIFICAÇÃO, CARACTERISTICAS E APLICAÇÃOS DAS VIDRAÇARIAS. Trabalho apresentado à disciplina Fundamentos da engenharia de materiais do curso de bacharelado em Engenharia de Materiais, como requisito para obtenção de nota para a 1ª avaliação bimestral. Orientador: Dr. Profa. Syme Regina Souza Queiroz LUCAS HENRIQUE SANTIAGO DE SOUZA: 20193025302 MATHEUS BENSABA DA SILVA: 20193025288 MAURO FABIANO DA SILVA ALVES: 20193025266 MILENA OLIVEIRA DE ALMEIDA: 20193025300 MÔNICA LOBATO TRELHA: 20193025263 BELÉM-PA 2019 3 Sumário 1. Introdução .......................................................................................................... 5 1.1 Origem histórica: .............................................................................................. 5 1.2 Idade Média: .................................................................................................... 5 1.3 Vidros no Brasil: ............................................................................................... 5 2. Características gerais e propriedades do vidro .................................................. 6 2.1. Composição .................................................................................................... 6 2.2. Propriedades físicas ........................................................................................ 6 2.2.1. Densidade .................................................................................................... 6 2.2.2. Dureza ......................................................................................................... 6 2.2.3 Resistência á abrasão ................................................................................... 6 2.3. Propriedades mecânicas ................................................................................. 7 2.3.1 Elasticidade ................................................................................................... 7 2.3.2 Resistência à tração ...................................................................................... 7 2.3.3 Resistência à compressão ............................................................................ 7 2.3.4. Resistência á flexão ..................................................................................... 7 3. Composição ....................................................................................................... 7 3.1. Classificação: .................................................................................................. 7 3.1.1. Tipo: ............................................................................................................. 7 3.1.2. Forma: .......................................................................................................... 8 3.1.3. Transparência: ............................................................................................. 8 3.1.4. Cor: .............................................................................................................. 8 4. Diferenças entre o vidro estirado, float e cristal ................................................. 8 4.1. Fabricação do vidro float ................................................................................. 8 4.1.1. Forma de fusão ............................................................................................ 8 4.1.2. Banho float ................................................................................................... 9 4.1.3 Galeria de recozimento ................................................................................. 9 1.4. Lavagem, recorte e armazenamento. ............................................................. 9 4.2 Fabricação de vidros estirados ........................................................................ 9 4.2.1 Vidro impresso ............................................................................................ 10 4.2.2 Vidro plano polido ....................................................................................... 10 4.2.3 Vidros coloridos ou termo absorventes ....................................................... 10 4.2.4 Vidro espelhado ou espelho ........................................................................ 11 4 4.2.5 Vidro aramado............................................................................................. 12 4.2.6 Vidro temperado.......................................................................................... 12 4.2.7 Definição e processo do vidro laminado ..................................................... 13 4.2.7.1 Processo de fabricação ............................................................................ 13 4.2.7.2 Propriedades ............................................................................................ 14 4.2.8 Vidro curvo – laminado ............................................................................... 14 4.2.9 Vidro curvo .................................................................................................. 15 5. Aplicações ........................................................................................................ 15 5.1 Fibra óptica: ................................................................................................... 15 5.2 Lã de vidro: .................................................................................................... 16 5.3. As vidrarias de laboratório: ........................................................................... 16 6. Conclusão ........................................................................................................ 18 7. Referências bibliográfica .................................................................................. 19 5 1. Introdução 1.1 Origem histórica: Os povos que disputam a primazia do vidro são os fenícios e os egípcios. Os fenícios contam que ao voltarem a pátria, do Egito, pararam em Sidom. Chegando às margens do rio Belus, pousaram os sacos que traziam às costas, que estavam cheios de trona. A trona é carbono de sódio natural que eles usavam para tingir lã. Acenderam o fogo com lenha, e empregaram os pedaços mais grossos de trona para neles apoiar os vasos onde deveriam cozer os animais caçados. Ao se alimentarem adormeceram e deixaram o fogo acesso. Quando despertaram ao amanhecer. Em lugar das pedras de trona encontraram blocos brilhantes e transparentes, que pareciam enormes pedras preciosas. Os fenícios achavam que era um milagre, mas o chefe da caravana Zelu pediu que os fogos fossem reaceso durante a tarde, uma esteira de líquido tubo e fumegante escorreu das cinzas. Antes que a areia incandescente se solidificasse, Zelu tocou com uma faca, aquele líquido e lhe conferiu uma forma que embora aleatória era maravilhosa, arrancando gritos de espanto dos mercadores fenícios. 1.2 Idade Média: O vidroestava descoberto está é a versão um tanto lendária, embora o uso do vidro só tenha sido incrementado a partir da idade média segundo Verçosa. De fato, a primeira industrialização de vidro surgiu nessa época na Mesopotâmia, Síria, Palestina e entre os chineses. A evolução da indústria do vidro é marcada por fatos que, embora analisados sob os conhecimentos de hoje parecem simples, são na verdade repletos de criatividade e inventividade. Por volta de 300 a.c. uma grande descoberta revolucionou o vidro. O sopro que consiste em colher uma pequena porção do material em fusão com a ponta de um tubo (O vidro fundido é viscoso como o mel) e sopra pela a outra extremidade de maneira a se produzir uma bolha no interior da massa que passará a ser a parte interna da embalagem. A partir daí ficou, mas fácil a obtenção de frascos e recipientes em geral. Durante a idade média os vitrais eram muito utilizados nas catedrais para contar as histórias, pois naquela época pouca gente sabia ler. Os países que se destacam como produtores mundiais são: Bélgica, pelos seus cristais, Inglaterra, Japão, pela qualidade de vidros impressos. Estado Unidos, França pelas pesquisas constantes no campo do vidro. 1.3 Vidros no Brasil: A história da indústria do vidro no Brasil iniciou-se com as invasões holandesas, em Olinda e Recife (PE), onde a primeira oficina de vidro foi montada por quatro artesãos que acompanharam o príncipe Maurício de Nassau. Foi a partir do início do século XX que a indústria do vidro se desenvolveu com a introdução de fornos contínuos, a recuperação de calor e equipados com máquinas semi ou totalmente automáticas para produção em escala. No Brasil colonial durante muito tempo o vidro mais refletiu, do que interveio na paisagem brasileira. No Brasil a indústria vidreira surgiu no final do século XIX e como XX, era dominado pela vidraria São Paulo de propriedade da firma portuguesa. Em 1896 surgiu a vidraria Santa Marina e, em 1941 começaram a surgir outras fábricas no Brasil (Verçosa). 6 2. Características gerais e propriedades do vidro O vidro é uma substância inorgânica, amorfa e fisicamente homogénea, obtida por resfriamento de uma massa em fusão que endurece pelo aumento continuo de viscosidade até atingir a condição de rigidez, mas sem sofrer cristalização (barsa). Para Morey, vidro é uma substância inorgânica obtida por fusão que se encontra em uma condição continua e análoga ao estado liquido. Substância, mas que devido a uma variação reversível da viscosidade durante o resfriamento, possui uma viscosidade tão elevada que pode ser considerado rígido fins práticos. Para entender isso é preciso atender ao fato de que as substâncias sólidas, quando submetidas a altas temperaturas, fundem. Depois de esfriar, tem uma curva de resfriamento. 2.1. Composição O vidro é composto por areia, calcário, barrilha (carbonato de sódio), alumina óxido de alumínio e corantes ou descorantes. Esses compostos inorgânicos são triturados, transformados em pó e misturados nas proporções adequadas. Além disso, nas indústrias, cacos de vidro também são comumente adicionados como parte do processo de reciclagem desse material. Essa mistura vitrificável é levada para um forno que está a uma temperatura de cerca de 1500º c. Assim, esses sólidos fundem-se (passam para o estado liquido), formando uma massa pastosa e homogênea composta de silicatos de sódio e cálcio. Essa é, portanto, a composição química do vidro comum. 2.2. Propriedades físicas 2.2.1. Densidade A densidade do vidro é de 2,5, ou seja, este tem uma massa de 2,5 kg por m2 de superfície e por milímetro de espessura para os vidros planos. A massa volumétrica, expressa no sistema de unidades oficial é de 2500 kg/ m³ um m² de vidros com 4 mm tem assim uma massa de 10 kg. 2.2.2. Dureza A dureza nos materiais, a resistência á abrasão e penetração, etc. são difíceis de definir. O teste de “arranhão” usa a escala de dureza moh. Os outros testes são uma medida de resistência a uma penetração. O vidro é um material naturalmente duro, comparável com o aço, a sua dureza é uma das propriedades mais importantes e a base do envidraçado. A escala moh de 1 a 10 estende do talco (silicato de magnésio) com 1 ao diamante com 10. O Quartzo, uma forma natural de sílica tem uma dureza de 7. O vidro de soda-cal tem uma dureza de 5,4-5,8. 2.2.3 Resistência á abrasão A resistência á abrasão dos vidros é superior 16 vezes que a do granito (NBR 9498) 7 2.3. Propriedades mecânicas 2.3.1 Elasticidade O vidro é um material perfeitamente elástico: nunca apresenta deformação permanente. No entanto é frágil, ou seja, submetido a uma flexão crescente, parte sem apresentar sinais percussores. 2.3.2 Resistência à tração Módulo de Young, E: E= 7x 1010 pa = 70 GPa: este módulo exprime a força de tração que seria teoricamente necessário aplicar a um corpo de prova de vidro pra lhe produzir um alongamento igual ao seu comprimento inicial. 2.3.3 Resistência à compressão A resistência do vidro a compressão é muito elevada, cerca de 1000 N/mm2 (1000 mpa) e não limita praticamente o campo das suas aplicações. Em termos práticos significa que para quebrar um cubo de 1 cm de lado, a canga necessária será na ordem das 10 toneladas. 2.3.4. Resistência á flexão Um vidro submetido a flexão fica com uma face em compressão e outra em extensão. A resistência à rotura em flexão é da ordem de: 40 MPa (N/mm ²) para um vidro float com recozimento; 120 a 200 Mpa (N/ mm²) para um vidro temperado (dependendo da espessura, do acabamento das arestas e do tipo de manufatura). A elevada resistência do vidro temperado é devida ao facto de que este tratamento expõe as faces do vidro a uma forte compressão. 3. Composição O vidro é constituído de aproximadamente 96% de sílica na maioria das vezes. Quanto ao resto de seus componentes, isso depende do tipo do vidro e de sua função, podendo ser manipulado quimicamente com a intenção de torna-lo mais resistente a choques mecânicos e grandes variações de temperatura ou pressão. 3.1. Classificação: O vidro é classificado como mistura vítrea, ou seja, um líquido super-resfriado originado a partir da fusão e derretimento de sais como o silicato, carbonato de sódio e cálcio. O vidro não é considerado um material cristalino, dado que ao resfriar a mistura, o processo ocorre tão rápido que não permite que seus átomos e moléculas se reorganizem em estruturas geométricas chamadas de retículo cristalino. Os vidros também podem ser classificados quanto ao tipo, forma, transparência, acabamento da superfície, cor, etc. 3.1.1. Tipo: Recozido: Vidro comum, que não recebeu nenhum tratamento especial. 8 Temperado: Este é criado a partir de choque térmico do derretimento e do resfriamento abrupto, tornando suas moléculas mais unidas e resistentes, quando quebrado, o vidro se despedaça em pedaços bem pequenos, evitando assim que pessoas se machuquem. Laminado: São várias chapas de vidro unidas por películas aderentes, tornando-o mais resistentes a impactos. Aramados: Fios metálicos são adicionados à sua composição, para que quando o vidro quebre, os cacos fiquem retidos nesses fios, evitando acidentes e fazendo com o vidro não se estilhasse com tanta facilidade. Vidros Compostos: Criados com espaços entre as chapas, preenchidos com gás desidratado com a finalidade de isolamento térmico e acústico. 3.1.2. Forma: Plano; ondulado; curvo 3.1.3. Transparência: Transparente: Com passagem completa de luz pelo vidro. Translúcido: Passagem parcial de luz pelo vidro. Opaco: Não hápassagem de luz pelo vidro. 3.1.4. Cor: Incolor Colorido 4. Diferenças entre o vidro estirado, float e cristal As grandes diferenças residem na aparência e nas propriedades ópticas. O vidro estirado e o vidro float principalmente em espessuras maiores, apresentam ondulações que são visíveis e que produzem distorções de imagens. No cristal não são visíveis ondulações superficiais, porque têm menor percentagem de defeitos, logo. Também, não produz distorções de imagens devido ao paralelismo das faces. Contudo o vido cristalino não é utilizado na indústria de construção civil, mas sim em artigos de decoração, pois possui excelente característica de brilho e transparência. 4.1. Fabricação do vidro float 4.1.1. Forma de fusão A mistura de areia com os demais componentes é dirigida até o forno de fusão através de correias transportadoras. A mistura vitrificável é adicionada o vidro partido (caco) para diminuir a temperatura de fusão. Com temperatura de até 1600ºC a mistura é fundida, em seguida é feia a afinação, o qual o vidro fundido é tornado homogêneo e liberto de bolhas gasosas, por fim, é realizado o acondicionamento térmico onde o 9 vidro pouco viscoso é resfriado até que corresponda as exigências do processo de transformação. 4.1.2. Banho float A massa é derramada em uma piscina de estanho líquido, fundido a cerca de 1000ºC, em um processo contínuo chamado banho float. Devido à diferença de densidade entre os materiais, o vidro flutua sobre o estanho, ocorrendo um paralelismo entre as duas superfícies. Essa é a condição para que a qualidade óptica superior do vidro float seja atingida. A partir desse ponto é determinado a espessura do vidro. 4.1.3 Galeria de recozimento Na saída do banho de estanho, a chapa de vidro agora rígida passa por um túnel de arrefecimento (estenderia). A temperatura é reduzida gradualmente até 120ºC. Este processo permite libertar o vidro de todas as tensões que provocariam a quebra no momento do corte. Logo em seguida, antes de ser cortada a folha de vidro é inspecionada por um “scanner”. 1.4. Lavagem, recorte e armazenamento. A última etapa do processo de fabricação. Consiste na lavagem do vidro, no recorte pré-programado e depois no armazenamento do vidro e forma de colares. 4.2 Fabricação de vidros estirados O vidro estirado é fabricado através e um processo semelhante ao vido float. A diferença consiste na utilização de dois cilindros metálicos na saída do forno por onde passa o vidro já elaborado. Sendo que o cilindro superior é liso e o inferior detém em sua superfície a gravação do desenho que se deseja imprimir no vidro. O espaçamento entre dois cilindros determina a espessura do produto acabado. 10 4.2.1 Vidro impresso O vidro estirado mais utilizado na construção civil é o vidro impresso. Este tipo de vidro é translucido com figuras e desenho numa ou em ambas as faces. A utilização deste tipo de vidro é destinada a locais ou situações que necessitem de privacidade, também, a facilidade de manutenção é um ponto a se levar em conta. Muito utilizado em portas, janelas, divisórias ou casas de banho entre outras. 4.2.2 Vidro plano polido É um vidro transparente cujas faces são polidas e sem distorção de visão, é possível ver os objetos através dele, ou refletidos pela sua superfície. Diferencia-se do vidro plano liso pela perfeição das superfícies polidas isentas de ondulações, permitindo uma visão indeformada dos objetos através dele. 4.2.3 Vidros coloridos ou termo absorventes Estes vidros reduzem a energia do radiante transmitida pelo sol, quer refletindo a radiação solar antes de entrar na habitação, quer absorvendo-a no corpo do vidro. Os vidros termo absorventes são produzidos pela introdução de óxidos metálicos na massa do vidro, que produzem cores variadas e reduzem a transmissão solar, aumentando a absorção do vidro. 11 4.2.4 Vidro espelhado ou espelho O vidro espelhado ou, simplesmente, espelho é produzido a partir da deposição de metais como prata, alumínio ou cromo sobre uma de suas faces. Em seguida, esse metal é protegido por camadas de tinta, que evitam a corrosão da camada metálica e, por consequência, o surgimento de manchas pretas. A espelhação do vidro base de prata é um dos métodos mais difundidos no mundo. 12 4.2.5 Vidro aramado As pesquisas de materiais resistentes ao fogo levaram ao desenvolvimento do vidro de segurança aramado. O processo de fabricação deste vidro consiste em fazer passar o vidro em fusão, juntamente com uma malha metálica, através de um par de rolos, de tal modo que a malha fique posicionada aproximadamente no centro do vidro. Neste processo, um mecanismo alimenta a malha metálica a uma velocidade e tensão predeterminadas, compatíveis com a velocidade de alimentação da massa do vidro fundente, proveniente do forno. A principal característica desse vidro é sua resistência ao fogo, sendo considerado um material anti-chama. Ele reduz também o risco de acidentes, pois, caso quebre, não estilhaça, e os fragmentos mantêm-se presos à tela metálica. Não se decompõem, não enferruja e é resistente a corrosão. O vidro aramado pode ser visto em portas corta fogo, janelas, dutos de ventilação vertical e passagens para saídas de incêndio. 4.2.6 Vidro temperado O vidro temperado tem esse nome por analogia ao aço temperado. Ambos têm a sua resistência aumentada pela têmpera. Um processo que consiste em aquecer o material até uma temperatura crítica e depois resfria-lo rapidamente. Aqui termina a analogia, porque os efeitos desse tratamento são muito diferentes. A têmpera no vidro produz um sistema de tensões que aumenta a resistência, induzindo tensões de compressão na sua superfície. Isto acontece porque o vidro, como a maior parte dos materiais frágeis, tem grande resistência à compressão, porém pouca resistência à tração. O vidro temperado é indicado para locais que requerem resistência, como boxes de chuveiros, portas de vidro ou frontões de lareira. O vidro temperado quando fraturado se fragmenta em pequenos pedaços, com arestas menos cortantes que o vidro comum. Tem resistência mecânica cerca de quatro a cinco vezes superiores. 13 . 4.2.7 Definição e processo do vidro laminado 4.2.7.1 Processo de fabricação O vidro de segurança laminado consiste em duas ou mais laminas de vidro fortemente interligadas, sob calor e pressão, por uma ou mais camadas de polivinil butiral- PVB, resina muito resistente e flexível. Na produção do laminado deve-se ter uma sala bem vedada, com temperatura e humildade controladas, onde o PVB é deixado algum tempo para atingir a humildade dentro dos limites previstos pelo fabricante. A produção do vidro laminado é feita do seguinte modo: 1- As chapas de vidro preparadas (isto é, cortadas, lavadas e secas) são montadas na sala especial, junto com o butiral. 2- Transportadas para uma estufa que proporciona uma primeira aderência entre vidro e butiral. 3- Submetidas a uma pré-remoção de ar feita por uma calandra que comprime o laminado, expulsando parte do ar que ficou entre as duas chapas de vidro. 4- Depois, o conjunto vidro-butiral é enviado para a autoclave, onde é submetido a um ciclo que atinge10 a 15 atmosferas de pressão, a mais de 100ºC de temperatura. 5- Após o ciclo de autoclave, as lâminas e vidro e butiral estão firmemente unidas, constituindo o laminado. 14 4.2.7.2 Propriedades O laminado mais usado consiste em duas lâmias de float de 3mm e uma películade PVB de 0,38mm ou 0,76m. Em caso de quebra do vidro laminado, os fragmentos ficarão presos ao butiral, minimizando o risco de lacerações ou quebra de vidros. O vidro laminado é encontrado em automóveis, fachadas de edifícios, caixas de escadas, vitrinas, entre outros. Há também o caso dos laminados múltiplos que são adequados em locais de exigência maior tais como; para-brisas, nos carros blindados, torres de segurança, como especificidade de vidros anti-bala, instalações hidráulicas, aeroportos entro outros. 4.2.8 Vidro curvo – laminado Vidro curvo laminado proporcionam segurança, beleza e modernidade. Depois de recozido são laminados, sendo unidos por Inter calcário plástico. Que os torna seguros. Podendo ser utilizados nas portas de segurança de bancos, estações de autocarros, coberturas, entre outros. 15 4.2.9 Vidro curvo É um vidro com desenho moderno. Os vidros curvos são aquecidos a uma temperatura de aproximadamente 650 graus e depositados em moldes de aço, onde passam por um processo lento de cozedura. Podem ser utilizados em indústrias de moveis e de refrigeração e podem ser vistos em incolor e em várias cores. 5. Aplicações 5.1 Fibra óptica: Assim como a fibra de vidro, também conhecida como Polímero Reforçado com Fibra de Vidro ou PRFV, outro tipo de fibra se beneficia das propriedades vítreas. A fibra óptica é um filamento, que pode ter micrômetros ou vários milímetros, de vidro, dividido umas duas partes compostas pelo mesmo material – um núcleo e uma cobertura. Todo o processo de transmissão de informações é realizado por meio da capacidade de transmissão dos raios de luz oferecida pelo vidro. Os cabos de fibra óptica funcionam de maneira bastante simples: a luz incide no núcleo de vidro em uma extremidade e chega à outra por um processo de refrações e reflexões até atingir seu destino final. Apesar de alguns polímeros serem utilizados no processo, o vidro é mais aplicado na produção dos cabos porque absorve muito menos ondas eletromagnéticas, como é o caso da luz. Por meio de um infoduto e um foto emissor, as informações são transmitidas e codificadas, sendo que um único par de fibras pode transmitir conteúdos gigantescos em segundos. Desde 1988, os cabos de fibra ótica são intercontinentais – alguns deles, atualmente, com capacidade para suportar mais de 200 milhões de circuitos telefônicos. Além do baixo custo de produção, já que a sílica é mais abundante que todos os metais utilizados para a fabricação dos antigos fios, o vidro não enferruja, não oxida e não sofre com a ação de agentes químicos. 16 5.2 Lã de vidro: É um material ideal para evitar que o som e outros ruídos vazem de um ambiente para o outro (isolação acústica total), além de promover uma melhoria na receptividade acústica de todo o ambiente. A textura e porosidade desse componente permite que as ondas sonoras sejam absorvidas facilmente. Ela cria uma fricção entre sua superfície e as ondas, convertendo parte delas em calor e contribuindo para que percam intensidade. Suas características físicas e químicas permitem ainda benefícios surpreendentes, como baixa reatividade ao meio, sem riscos e altamente segura, econômica e com baixo investimento, facilidade na aplicação (em forros, paredes e divisórias) e alta performance, com uma densidade de espessuras e densidades que mudam de acordo com o projeto. Tem uma ótima durabilidade e, embora pareça frágil, não se deteriora e nem apodrece com o tempo. 5.3. As vidrarias de laboratório: São em sua maioria, instrumentos de vidro cristal ou temperado, para que as medidas sejam precisas e o recipiente não reaja com a substância contida nele. Entretanto, as vidrarias de laboratório devem ser tratadas com o maior cuidado possível, 17 principalmente porque o vidro utilizado é mais trabalhado que quaisquer outros vidros, por isso mais caros. Os materiais de metal podem servir para suporte e manuseio das vidrarias. 18 6. Conclusão Tendo como base todas as suas características, o vidro é um material bastante versátil. Graças às suas propriedades, o vidro é um material maleável, resistente até certo ponto e também possui a capacidade de refletir em grandes quantidades ondas eletromagnéticas como a luz por exemplo. Portanto, o vidro acaba sendo útil e bastante requisitado na fabricação de materiais e aparelhos com a finalidade de rapidez na transmissão de dados e também graças a sua composição, ele tem a eficiência como isolante acústico. Como visto nesse estudo, o vidro é de suma importância para a sociedade, por sua composição e aplicação para suprir as necessidades humanas, assim como para melhorar o desempenho nas áreas de construção civil, telecomunicações, e principalmente nos laboratórios de experimentos químicos. 19 7. Referências bibliográfica FELTRE, R. Fundamentos de Química, 4ª ed. São Paulo: Moderna, 2005. RUSSEL, J. B. Química Geral. São Paulo: Makron Books, 1994. ATKINS, P; JONES, L. Princípios de Química: Questionando a Vida Moderna e o Meio Ambiente; tradução Ricardo Bicca de Alencastro. 3ª ed. Porto Alegre: Bookman, 2006. Lã de Vidro: O que é? Usos, vantagens, preço e tudo sobre! >https://casaeconstrucao.org/materiais/la-de-vidro/ Vidro: história, composição, tipos, produção e reciclagem. >http://www.recicloteca.org.br/material-reciclavel/vidro/ QUAL É A COMPOSIÇÃO DO VIDRO?. >https://www.multpainel.com.br/blog/qual-e-composicao-do-vidro/