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GENGIVA FLÁCIDA. 
Luiz Estevão do Prado Vieira Souto de Oliveira.
O tecido de rebordo residual pode ser classificado, em relação à variação de resiliência, como: duro, compressível ou flácido. A resiliência do tecido fibromucoso consiste na adaptação tecidual quando submetido a certo grau de compressibilidade advindo de forças mastigatórias, o tecido que recobre o rebordo alveolar tem a capacidade de voltar ao seu volume inicial quando as forças são removidas, portanto não há deformação ou deslocamento permanente. De acordo com a característica de compressibilidade da fibromucosa, a incidência de carga sobre a prótese total resulta na movimentação da mesma, em direção ao rebordo, a qual pode resultar no aumento da reabsorção do rebordo residual e, por conseguinte, na falta de adaptação interna e retenção da prótese.
O rebordo residual flácido apresenta grande diferença entre a elasticidade das fibras do tecido conjuntivo e a resiliência da fibromucosa, essa diferença é desfavorável uma vez que, o tecido que recobre o rebordo alveolar apresenta-se menos consistente que o rebordo residual compreensivo e, portanto sofre maiores alterações de volume ao serem aplicadas as forças compressivas. Do ponto de vista do prognóstico, a mucosa resiliente flácida é a que traz as maiores desvantagens para o usuário de dentaduras, considerando-se que ao mastigar, a desestabilização será muito grande em virtude da grande deformação sofrida pela mucosa.
Como alternativa para intervenção na condição de uma mucosa muito resiliente, pode ser indicada a remoção cirúrgica de todo o tecido flácido, deixando o apoio sobre tecido sadio e produzindo melhor sustentação. Entretanto não podemos correlacionar uma mucosa pouco resiliente como sendo satisfatória, sendo que, se torna muito mais sensível por não ceder à ação de forças extrínsecas, estimulando os nociceptores com maior intensidade e produzindo desconforto.
Durante as moldagens a mucosa flácida sofre alteração de posição, pela força exercida pelo material de moldagem, o que compromete a fidelidade do modelo que terá sua topografia original alterada, resultando em uma prótese mal adaptada.
Em conclusão, podemos observar que, quando uma força oclusal excessiva é aplicada a uma prótese total, há um deslocamento ou distorção da membrana da mucosa de suporte gerando movimentação da prótese. Este deslocamento é relacionado com alterações na circulação sanguínea e elementos do tecido conjuntivo. A distorção da mucosa mastigatória e o movimento relacionado com a prótese podem resultar em uma aceleração da reabsorção do rebordo residual com consequente perda da retenção e estabilidade da prótese.
Bibliografia:
Compagnoni MA, de Souza RF, Leles CR. Kinesiographic study of complete denture movement related to mucosa displacement in edentulous patients. Pesquisa Odontológica Brasileira 2003;17: 356-61.
S.R. de FIORI, Atlas de Prótese Parcial Removível, 2ª edição, Panamed Editorial , 1986.

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