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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS - CCA CURSO: MEDICINA VETERINÁRIA DISCIPLINA: DOENÇAS PARASITÁRIAS DOS ANIMAIS PROFª: LARISSA SARMENTO DOS SANTOS CRIPTOCOCOSE DANIELE MATOS – 201614994 GLÊNDA BATISTA – 201626162 HELEN MYRIAN – 201603257 LETICIA ARAÚJO – 201615249 THAÍS AVELAR - 201617510 THAIS RAMOS – 201633579 INTRODUÇÃO E ETIOLOGIA INTRODUÇÃO E ETIOLOGIA CRIPTOCOCOSE: FÚNGICA SISTÊMICA NÃO CONTAGIOSA CAUSADA POR LEVEDURA ENCAPSULADA REINO: FUNGI FILO: BASIDIOMYCOTA CLASSE: TREMELLOMYCETES ORDEM: TREMELLALES FAMILIA: CRYPTOCOCCACEAE GÊNERO: CRYPTOCOCCUS SPP (Torulose, Blastomicose europeia e doença de Busse-Buschke) 3 ESPÉCIES: CRYPTOCOCCUS NEOFORMANS CRYPTOCOCCUS GATTII ESPÉCIE: Cryptoccoccus neoformans 3 variedades e 5 sorotipos C. neoformans var. grubii (sorotipo A) C. neoformans var. neoformans (sorotipos A, D e AD) C. neoformans var. gattii (sorotipos B e C) 4 **apresentação clínica, habitat e características epidemiológicas** INTRODUÇÃO E ETIOLOGIA HOSPEDEIROS MAMIFÉROS DOMÉSTICOS (CÃES E GATOS) AVES HUMANOS 5 INTRODUÇÃO E ETIOLOGIA CARACTERISTÍCAS Forma assexuada de basidiomicetos zoopatógenos Leveduras não fermentadoras Ovaladas ou globosas Uni ou bi-brotantes Cápsula mucopolissacáride (glucuronoxilomanana) Colônia de cor branca a creme, brilhante, de textura mucóide, margem lisa e inteira 6 **Cultivo nos meios como** Agar Sabouraud glicose 2% e Agar extrato de malte e levedura. INTRODUÇÃO E ETIOLOGIA EPIDEMIOLOGIA Fontes saprofíticas de espécies do gênero Cryptococcus em ambientes urbanos e rurais Solo Poeira Material orgânico em decomposição Cascas de árvores e outros materiais vegetais Excretas de pombos (e outras aves) secas e envelhecidas 8 **O Cryptococcus pode permanecer viável nas fezes de pombos por até 2 anos se ficar protegido de ressecamento ou luz solar.** EPIDEMIOLOGIA Cosmopolita Ambiente domiciliar (positividade) Excretas de pombos (e outras aves) Imunodepressão celular Áreas temperadas, tropicais e subtropicais Árvores do gênero Eucalyptus (e outras árvores) Indivíduos imunocompetentes 9 C.neoformans C.gattii EPIDEMIOLOGIA DIFERENÇA ENTRE C. NEOFORMANS E C. GATTII Lesões mais extensas e sequelas neurológicas mais graves Resposta mais lenta à ação dos antifúngicos Pior prognóstico Regiões norte e nordeste do BR Criptococose oportunista Habitat de aves, excretas secas, ricas em fontes de nitrogênio, como uréia e creatinina Mundial 10 C.neoformans C.gattii EPIDEMIOLOGIA 11 EPIDEMIOLOGIA INTERAÇÃO COM O HOSPEDEIRO E PATOGENIA INTERAÇÃO FUNGO-HOSPEDEIRO Termotolerância Componentes da parede celular e da cápsula Capacidade de adesão Produção de enzimas 13 Principais fatores de virulência do Cryptococcus neoformans Mecanismos imunossupressores induzidos pela presença da cápsula Inibição da fagocitose Inibição da ligação de IgG Bloqueio da fixação de C3 e da via da ativação de complemento pela via clássica 14 INTERAÇÃO FUNGO-HOSPEDEIRO 15 Inalação CRYPTOCOCCUS GATTII E/OU NEOFORMANS Sistema respiratório Macrófagos alveolares Reação inflamatória granulomatosa (TNF α, IL-12, IL-18) Disseminação SNC, globo ocular, linfonodos e tecido cutâneo PATOGENIA CRIPTOCOCOSE EM FELINOS Porta de entrada Via aerógena Lesões cutâneas C. neoformans e C. gattii Cruz et al. (1971) Imunodeficiência Viral Felina (FIV) e Leucemia Felina (FeLV) Lesões granulomatosas na cavidade nasal ¨nariz de palhaço¨ No Brasil: gatos machos e > 4 anos Sinais clínicos – forma respiratória Dificuldade respiratória Descarga nasal uni ou bilateral Sinais clínicos – forma cutânea Nódulos cutâneos Pápulas Sinais clínicos – forma nervosa Extrema depressão Paresia Perda de tônus muscular Meningite criptocócica Sinais clínicos – forma nervosa Postura curvada com head pressing Anorexia Salivação excessiva Palidez de mucosa Sinais clínicos – forma nervosa Criptococose felina. (A) Encéfalo com conificação do cerebelo e múltiplas petéquias no córtex. (B) Encéfalo com múltiplas petéquias no córtex frontal. (C) Corte histológico de encéfalo demonstrando discreto infiltrado inflamatório de linfócitos e macrófagos e grande quantidade de leveduras arredondadas a ovoides levemente basofílicas, coloração de HE, obj.40x. (D) Encéfalo com grande quantidade de leveduras arredondadas a ovóides fortemente coradas em rosa, algumas delas demonstram também leve marcação da cápsula, que se mostra radiada, coloração de PAS, obj.40x. Outras lesões Cryptococcosis, characterized by neuroretinitis and focal retinal detachment, in a cat. Courtesy of Dr. Kirk N. Gelatt. Uveite Deformidades faciais CASO DE CRIPTOCOCOSE EM FELINO 25 CRIPTOCOCOSE EM CÃES Lesões cutâneas CRIPTOCOCOSE EM CÃES Síndrome ocular: corioretinite, cegueira, dilatação pupilar e uveíte CRIPTOCOCOSE EM CÃES Síndrome neurológica : Desorientação Dor cervical Andar em círculos Pressão de cabeça Ataxia Paraplegia Convulsões CRIPTOCOCOSE EM CÃES CRIPTOCOCOSE EM HUMANOS C. neoformans e C. gattii Mais frequentes em adultos AIDS, uso de corticoides, diabete mellitus, doença de Hodgkin, lúpus eritematoso sistêmico ou a outro tratamento imunossupressivo. CRIPTOCOCOSE EM HUMANOS Porta de entrada Sinais clínicos – forma respiratória Corrimento nasal mucopurulento Dificuldade inspiratória Espirros Sinais clínicos – forma cutânea Sinais clínicos – forma nervosa Sinais clínicos – forma nervosa Figure 1. Color fundus photos of the left (a) and right (b) eyes reveal multiple deep yellow-white plaques prior to therapy. DIAGNÓSTICO Escarro Lavado brônquico LCR Pus de abscesso Urina Aspirados de medula óssea e de gânglios Fragmentos de tecidos, com grande sensibilidade 38 MICROSCOPIA Figura 1 - A: Aspecto microscópico de segmento de pulmão afetado pelo Cryptococcus neoformans. Exame comprovatório da doença Cresce bem em vários meios de cultivos, que não contenham ciclo-heximida 25°C e 37°C, 30°C Termotolerância máxima é de 40°C. Colônias mucóides de tonalidade creme (48h) Hemocultura 39 CULTIVO ISOLAMENTO 40 As espécies podem ser determinadas de acordo com as características das reações obtidas no meio de L canavanina- glicina-azul de bromotimol (CGB), no qual C.gattii obtém cor azul, C.neoformans obtém cor amarela Meio de cultivo CGB diferenciando Cryptococcus neoformans (amarelo claro) de Cryptococcus gattii (em azul). CITOLÓGICO 41 Swabs de exsudato nasal ou imprints e aspirados de tumefações nasais Predomínio de macrófagos, linfócitos e células gigantes multinucleadas Levedura oval a arredondada, intensamente basofilicas B – Formas arredondadas encapsuladas de C. neoformans, detectadas no exame citológico corado com panótico DIAGNÓSTICO POR IMAGEM 42 Nódulos unilaterais ou bilaterais (radiografia) Infiltrados intersticiais uni ou bilaterais (radiografia) Nódulos únicos ou múltiplos (criptococomas) em encéfalo ou leptomeninges (tomografia) Distorção da cavidade nasal (radiografia) Detecção de antígeno capsular polissacarídeo de Cryptococcus pela aglutinação do látex > 1:1.024 = alta carga fúngica, deficit imunitário > 1:512 após 2 semanas do tratamento = dificuldade na resposta terapêutica Falsos positivos e Falsos negativos Testes de ELISA 43 DIAGNÓSTICO IMUNOLÓGICO TRATAMENTO TRATAMENTO 45 Anfotericina B - via parenteral Fluocitosina – forma nervosa Itraconazol – tratamento inicial Fluconazol - forma nervosa (+ caro) REFERÊNCIAS 46 Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 41(5):524-544, set-out, 2008 JULIANO, R. S. ; SOUZA, Alda Izabel de ; SCHEIDE, Renata . Criptococose felina:relato de caso. Revista de Patologia Tropical , Goiânia, v. 35, n.1, p. 65-70, 2006. Reichert Lima, Franqueline, 1985- R271. Espécies de Cryptococcus obtidas de isolados clínicos e ambientais da cidade de Campinas, SP: genotipagem e avaliação da suscetibilidade in vitro frente a agentes antifúngicos isolados e em diferentes combinações Campinas, SP : [s.n.], 2014. 47