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Sistemática A ciência da diversidade biológica Sistemática é ciência da diversidade biológica, bem como a síntese de informação sobre a diversidade, na forma de sistemas de classificação. Muitas classificações diferentes de plantas foram propostas As primeiras classificações: baseadas na aparência, ou no hábito da planta. Teofrasto (370-285 a.C.), que era um estudante de Aristóteles e conhecido como o Pai da Botânica, classificou todas as plantas com base em sua forma: árvores, arbustos, subarbustos e ervas. Muitas classificações sobre plantas e animais foram propostas após os postulados de Teofrasto. Entretanto, as classificações atuais remontam os resultados do naturalista sueco Carl von Linné em 1758. Carl von Linné (1758) O nome da espécie consiste no nome genérico mais o epíteto específico Nomenclatura e Classificação SISTEMA BINOMIAL Nepeta floribus interrupte spicatus pedunculates (Nepeta com flores em espiga pedunculada ininterrupta). Lineu escreveu cataria “associada a gatos”, para representar o polinômio acima. No sistema binomial o nome desta planta ficou então conhecido como Nepeta cataria Linnaeus Lineu usou o “sistema sexual”, pelo qual plantas eram classificadas em 24 classes baseadas no número e na disposição dos estames em cada flor. Embora não acreditasse na evolução dos seres vivos, elaborou um sistema de classificação natural. Agrupou os seres vivos de conforme o grau de parentesco. Para Lineu e seus sucessores imediatos, o objetivo da taxonomia era a revelação do grande e imutável projeto da criação. Após a publicação de On the Origin of Species de Darwin (1859), a diversidade entre os organismos passa a ser vista como produto de sua história coevolutiva ou filogenia. Não é o mais forte que sobrevive. Nem o mais inteligente. Mas o que melhor se adapta as mudanças. Charles Darwin O QUE ESTABELECIAM OS SISTEMAS DE CLASSIFICAÇÃO DE PLANTAS A PARTIR DA TEORIA DA EVOLUÇÃO DE DARWIN? Classe: Magnoliopsida = Dicots Classe: Liliopsida = Monocots Subclasses Subclasses Divisão: Magnoliophyta CLASSIFICAÇÃO ATUAL DAS ANGIOSPERMAS SOB ENFOQUE FILOGENÉTICO – APG III Modernas técnicas moleculares Cladística ou Sistemática Filogenética Genoma dos cloroplastos e segmentos do genoma nuclear avanço no entendimento da filogenia das plantas Angiospermas Pólen uniaperturado Pólen triaperturado Os dois grupos tradicionais (Dicotiledôneas e Monocotiledôneas) não fazem mais sentido taxonômico a. Pólen monoaperturado (1 poro – Monocolpadas): Magnoliidae + Monocotiledôneas b. Pólen tricolpado (3 poros ou sulcos – Triaperuradas): Hamamelidae, Caryophyllidae, Dillenidae, Rosidae, Asteridae A subclasse Magnoliidae segundo (Cronquist 1988) é parafilética. Esta linhagem é irmã de todas as outras dicotiledôneas com pólen triaperturado EUDICOTILEDÔNEAS ou TRICOLPADAS “Formam uma linhagem monofilética: pólen monocolpado” Sistemática molecular Antes do advento da sistemática molecular, a classificação por qualquer metodologia era em grande parte baseada em morfologia e anatomia comparativa, mas a sistemática vegetal foi revolucionada pela aplicação de técnicas moleculares. As técnicas mais utilizadas são aquelas que determinam a sequência dos nucleotídios em ácidos nucleicos – sequências que são geneticamente determinadas. Na classificação filogenética, cada táxon deve ser monofilético Um grupo monofilético (clado) é composto por um ancestral e todos os seus descendentes. Assim, um gênero deve consistir em todas as espécies que descendem do ancestral comum mais recente – e somente nas espécies que descendem daquele ancestral. Da mesma maneira, uma família deveria consistir em todos os gêneros que descendem de um ancestral comum mais distante – e somente nos gêneros que descendem daquele ancestral. À medida que surgem mais informações, os pesquisadores algumas vezes descobrem que os grupos taxonômicos atuais não são monofiléticos. Existem dois desses grupos: parafiléticos e polifiléticos. Um grupo parafilético é aquele constituído por um ancestral comum, mas não por todos os descendentes desse ancestral. Na classificação filogenética, os grupos parafiléticos não recebem nomes formais. Um grupo polifilético é aquele com dois ou mais ancestrais, mas não inclui o ancestral comum verdadeiro de seus membros. O QUE ESTABELECE O APG II PARA ANGIOSPERMAS O Brasil detêm a maior biodiversidade da Terra Cerrado e a Mata Atlântica são considerados hotspots da diversidade mundial. A vegetação do centro oeste brasileiro é representada pelo Cerrado No ano de 2010, o Brasil conseguiu cumprir a Meta 1 estabelecida pela Estratégia Global para a Conservação de Plantas (GSPC-CDB), com a publicação do Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil e com o lançamento da primeira versão online da Lista de Espécies da Flora do Brasil. Este marco para a botânica brasileira só foi possível devido ao empenho de mais de 400 taxonomistas brasileiros e estrangeiros, que trabalharam em uma plataforma, onde as informações sobre a nossa flora eram incluídas e divulgadas em tempo real. O novo sistema do projeto da Flora do Brasil 2020, que objetiva cumprir a Meta 1 estabelecida pela GSPC-CDB para 2020, com a divulgação de descrições, chaves de identificação e ilustrações para todas as espécies de plantas, algas e fungos conhecidos para o país. Comunicação entre botânicos do mundo; Levantamento florístico com registro de exsicatas em Herbáreos. Neste momento, são reconhecidas 46159 espécies para a flora brasileira, sendo 4749 de Algas, 32843 de Angiospermas, 1526 de Briófitas, 5720 de Fungos, 30 de Gimnospermas e 1291 de Samambaias e Licófitas. Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/ >. Acesso em: 13 Ago. 2016