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27/03/2019 1 ANATOMIA DO PERIODONTO M.a Camila de Vasconcellos Rocha Maia A gengiva • Mucosa oral: mucosa mastigatória( gengiva + revestimento do palato duro), mucosa especializada (dorso da língua) e membrana mucosa bucal (reveste o restante da cavidade oral). • Gengiva: é a parte da mucosa bucal que recobre os processos alveolares dos maxilares e circunda o colo dos dentes. Gengiva marginal ou não inserida : é a margem ou bordo da gengiva que circunda os dentes em forma de colarinho. Tem aprox. 1mm de largura e forma a parede de tecido mole do sulco gengival. Sulco gengival: fenda rasa ou espaço em torno do dente, limitado de um lado pela superfície dentária e de outro pelo epitélio que reveste a margem livre da gengiva. Sua determinação clínica é um importante parâmetro para diagnóstico. Sua profundidade histológica não é exatamente igual à profundidade de penetração da sonda. A gengiva Gengiva inserida : é contínua com a gengiva marginal, é firme, resiliente e está firmemente aderida ao periósteo subjacente do osso alveolar. É a distancia entre a JMG e a projeção da base do sulco gengival, ou da bolsa periodontal, na superfície externa. Sua largura é outro parâmetro clínico importante. Geralmente é > na região dos incisivos (3,3 a 4,5 mm) e < nos segmentos posteriores (aprox. 1,9 mm). Gengiva interdentária: ocupa a ameia gengival ( espaço interproximal situado abaixo da área de contato dentário). Pode ser piramidal (papila com sua ponta imediatamente abaixo do ponto de contato) ou ter formato de “cratera” (col/ depressão que une as papilas vestibular e lingual e se adapta ao formato do contato interproximal) Pontos de referência anatômicos da gengiva Fonte: Carranza,2002 27/03/2019 2 Anatomia papilar alterada em área de diastema Col- depressão que une as papilas vestibular e lingual e se adapta ao formato do contato interproximal Características microscópicas Epitélio gengival (epitélio escamoso estratificado): epitélio oral ou externo, epitélio sulcular e epitélio juncional. Células do epitélio oral : queratinócito, células de Langerhans ( localizadas entre os queratinócitos, apresentam o antígenos para os linfócitos), células de Merkel ( localizadas nas camadas mais profundas do epitélio, são receptores táteis) e melanócitos. Gengiva humana normal. A membrana basal (B) é vista entre o epitélio (E) e o tecido conjuntivo subjacente (C). No epitélio, o material glicoproteico ocorre nas células e nas membranas celulares das camadas córnea (Cc) e granulosa (G) subjacente. O tecido conjuntivo apresenta uma substância fundamental amorfa, difusa e fibras colágenas. As paredes dos vasos sanguíneos se destacam claramente nas projeções papilares do tecido conjuntivo (P). Fonte: Carranza,2002 Características microscópicas Epitélio sulcular: reveste o sulco gengival. Trata-se de um epitélio escamoso estratificado fino, não queratinizado, sem cristas epiteliais que se estende do limite coronal do epitélio juncional à crista da gengival marginal. O epitélio sulcular é extremamente importante porque pode atuar como uma membrana semipermeável através da qual produtos bacterianos passam da gengiva para o fluido gengival e tecidual penetrando no sulco. Características microscópicas Epitélio juncional: consiste em uma faixa de epitélio escamoso estratificado não queratinizado em forma de colar. A união do epitélio juncional ao dente é reforçada pelas fibras gengivais, as quais apertam a gengiva marginal contra a superfície dental (unidade funcional/ unidade dentogengival) . O epitélio juncional está firmemente aderido à superfície dental, formando uma barreira epitelial contra o biofilme bacteriano. Permite acesso do fluido gengival, células inflamatórias e componentes do sistema imunológico de defesa do hospedeiro à gengiva marginal. As células do epitélio juncional apresentam uma rápida renovação, que contribui para o equilíbrio hospedeiro parasita e permite um rápido reparo do dano tecidual. Fonte: Carranza,2002 Processo de erupção em dente de gato. A, Dente não erupcionado. Dentina (D), remanescentes da matriz de esmalte (E), epitélio reduzido do esmalte (ERE), epitélio oral (EO), artefato (a). B, Dente em erupção formando o epitélio juncional (EJ). C, Dente completamente erupcionado. Sulco com debris epiteliais (S), cemento (C) e restos epiteliais (RE). 27/03/2019 3 Desenvolvimento do sulco gengival e renovação do epitélio O sulco gengival é formado quando o dente erupciona na cavidade oral. Fluido sulcular: exsuda dentro do sulco, proveniente do tecido conjuntivo gengival passando através do fino epitélio do sulco. 1. Lavar o sulco; 2. Conter proteínas plasmáticas que melhoram a adesão do epitélio ao dente; 3. Possuir propriedades antimicrobianas; 4. Iniciar a atividade de anticorpos na defesa da gengiva. Epitélio juncional em um dente em erupção. O epitélio juncional (EJ) é formado pela junção do epitélio oral (EO) e do epitélio reduzido do esmalte (ERE). O cemento afibrilar (CA) é às vezes formado sobre o esmalte após degeneração do ERE. As setas indicam o movimento coronal das células epiteliais em regeneração, que se multiplicam mais rapidamente no EJ do que no EO. E, esmalte; C, cemento radicular. Um padrão similar de renovação celular existe no dente completamente erupcionado.Fonte: Carranza,2002 Tecido conjuntivo gengival Fibras gengivais (feixes de fibras colágenas do tecido conjuntivo). Funções: 1. Comprimir a gengiva marginal de encontro ao dente; 2. Fornecer rigidez para suportar as forças mastigatórias sem ser deslocada da superfície do dente; 3. Unir a gengiva marginal livre com o cemento radicular e a gengiva inserida adjacente. • Grupo Dentogengival • Grupo Circular • Grupo Transeptal Tecido conjuntivo gengival • Grupo Dentogengival: são as fibras das superfícies vestibular, lingual e interproximal. Estão inseridas no cemento logo abaixo do epitélio na base do sulco gengival. Nas superfícies vestibular e lingual, elas se projetam do cemento na conformação semelhante a um leque em direção à crista e à superfície externa da gengiva marginal, terminando próximas ao epitélio. Também se estendem externamente ao periósteo dos ossos alveolares vestibular e lingual, terminando na gengiva inserida ou misturando-se com o periósteo do osso. Interproximalmente, as fibras dentogengivais estendem-se em direção à crista da gengiva interdental. • Grupo Circular: caminham através do tecido conjuntivo da gengiva marginal e interdental e circundam o dente de forma semelhante a um anel. • Grupo Transeptal: Localizadas na região interproximal, as fibras interproximais formam feixes horizontais que se estendem entre o cemento de dois dentes próximos, nos quais estão inseridas. Elas se encontram na área entre o epitélio da base do sulco gengival e a crista do osso interdental e, às vezes, são classificadas junto com as principais fibras do ligamento periodontal. Tecido conjuntivo gengival Elementos celulares: • O elemento celular predominante no tecido conjuntivo é o fibroblasto. Numerosos fibroblastos são encontrados entre os feixes de fibras. Os fibroblastos desempenham importante papel no desenvolvimento, na manutenção e no reparo do tecido conjuntivo gengival; • Mastócitos – presentes como componentes do sistema fagocítico; • Linfócitos, células plasmáticas e neutrófilos – células inflamatórias presentes no tecido conjuntivo gengival e no sulco, mesmo no tecido clinicamente normal; Secção da gengiva clinicamente normal mostra algum grau de inflamação, que está quase sempre presente próxima à base do sulco. Fonte: Carranza,2002 Tecido conjuntivo gengival Suprimento sanguíneo: • A microcirculação, os vasos sanguíneos e os vasos linfáticos desempenham um importantepapel na drenagem do fluido tecidual e na disseminação da inflamação; • Existem três fontes de suprimento sanguíneo para a gengiva: 1. Arteríolas supraperiosteais: ao longo das superfícies vestibular e lingual do osso alveolar, das quais capilares se estendem ao longo do epitélio sulcular e entre as papilas digitiformes da superfície externa gengival; 2. Vasos do ligamento periodontal: se estendem para a gengiva e fazem anastomose com os capilares da área do sulco; 3. Arteríolas: emergem da crista do septo interdental e se estendem paralelamente à crista óssea e se anastomosam com vasos do ligamento periodontal, com capilares nas áreas do sulco gengival e com vasos que percorrem sobre a crista alveolar. 27/03/2019 4 Diagrama de uma arteríola que penetra o osso alveolar interdental para suprir os tecidos interdentais (esquerda) e uma arteríola supraperiosteal sobre o osso alveolar vestibular, que envia ramos ao tecido circunjacente (direita). Suprimento sanguíneo e circulação periférica da gengiva. Perfusão dos tecidos com tinta Índia. Observe o plexo capilar paralelo ao sulco (S) e as alças capilares na camada papilar externa. Observe também os vasos supraperiosteais externamente ao osso (O), que suprem a gengiva, e um vaso do ligamento periodontal que se anastomosa com o plexo do sulco. Tecido conjuntivo gengival Suprimento linfático e nervos: • A drenagem linfática da gengiva ocorre nos vasos linfáticos do tecido conjuntivo papilar. Ela progride para a rede coletora externa ao periósteo do processo alveolar, em seguida para os linfonodos regionais. Além disso, os vasos linfáticos logo abaixo do epitélio juncional se estendem até o ligamento periodontal e acompanham os vasos sanguíneos; • A inervação gengival é derivada das fibras provenientes dos nervos no ligamento periodontal e dos nervos labiais, bucais e palatinos. Gengiva: características clinicas x histológicas Cor: A cor da gengiva marginal e inserida é geralmente descrita como “rosa coral” e resulta do suprimento vascular, da espessura, do grau de queratinização do epitélio e da presença de células que contêm pigmento. A cor varia entre diferentes pessoas e parece estar correlacionada à pigmentação cutânea. É mais clara em indivíduos loiros com pele clara do que em indivíduos de pele e cabelos escuros. A- Gengiva clinicamente normal em um adulto jovem. B- Gengiva profundamente pigmentada (melanótica) em um adulto de meia-idade. Fonte: Carranza,2002 Gengiva: características clinicas x histológicas Cor: A mucosa alveolar é vermelha, lisa e brilhante, em vez de rosa e pontilhada. O epitélio da mucosa alveolar é mais fino, não é queratinizado e não contém cristas epiteliais. O tecido conjuntivo da mucosa alveolar é frouxamente organizado e os vasos sanguíneos são mais numerosos. Gengiva: características clinicas x histológicas Contorno e forma: O contorno e a forma da gengiva variam consideravelmente e dependem da forma dos dentes e do seu alinhamento no arco, da localização e do tamanho da área do contato proximal e das dimensões das ameias vestibular e lingual. A gengiva marginal envolve o dente em forma de colar e segue um contorno festonado nas superfícies vestibular e lingual. Fonte: Carranza,2002 Gengiva: características clinicas x histológicas Consistência e textura de superfície: A gengiva é firme e resiliente e, com exceção da gengiva marginal livre, fortemente ligada ao osso subjacente. A gengiva inserida é pontilhada, ao passo que a gengiva marginal não. Microscopicamente, o pontilhado é produzido pela alternância das protuberâncias arredondadas e depressões na superfície gengival. A camada papilar do tecido conjuntivo se projeta para dentro das elevações, e as áreas elevadas e de depressão estão cobertas por epitélio escamoso estratificado. 27/03/2019 5 Erupção dentária contínua Erupção ativa é o movimento do dente em direção ao plano oclusal, enquanto erupção passiva é a exposição dos dentes pela migração apical da gengiva. Coroa anatômica (porção do dente coberta por esmalte) e raiz anatômica (porção do dente coberta por cemento). Coroa clínica (parte do dente que foi descoberta de sua gengiva e se projeta para a cavidade oral) e raiz clínica (porção do dente coberta pelos tecidos periodontais). Quando os dentes alcançam seus antagonistas funcionais, o sulco gengival e o epitélio juncional estão ainda sobre o esmalte, e a coroa clínica corresponde aproximadamente a dois terços da coroa anatômica. Erupção dentária contínua Representação diagramática dos quatro passos na erupção passiva :1, A base do sulco gengival (seta) e o epitélio juncional (EJ) estão sobre o esmalte. 2, A base do sulco gengival (seta) está sobre o esmalte e parte do epitélio juncional está sobre a raiz. 3, A base do sulco gengival (seta) está na junção cemento-esmalte e o epitélio juncional inteiro sobre a raiz. 4, A base do sulco gengival (seta) e o epitélio juncional estão na raiz. Fonte: Carranza,2002 Ligamento Periodontal (LP) É a estrutura de tecido conjuntivo que circunda a raiz e a liga ao osso. É contínuo ao tecido conjuntivo gengival e comunica-se com os espaços medulares através de canais vasculares no osso. Os elementos mais importantes do LP são as fibras principais, de natureza colágena. As porções terminais das fibras principais que se inserem no cemento e no osso são chamadas fibras de Sharpey. Ligamento Periodontal (LP) Grupos de fibras principais do LP: Grupo transeptal: estendem-se interproximalmente sobre a crista alveolar e estão inseridas no cemento de dentes adjacentes; Grupo da crista alveolar: estendem-se obliquamente, desde o cemento, imediatamente abaixo do epitélio juncional, até a crista alveolar. Previnem a extrusão do dente e oferecem resistência aos movimentos laterais do elemento dental; Grupo horizontal: estendem-se formando um ângulo reto com o longo eixo do dente e vão desde o cemento até o osso alveolar; Grupo oblíquo: é o maior grupo de fibras do LP. Estendem-se obliquamente em direção coronal desde o cemento até o osso. Este grupo suporta o impacto vertical das forças mastigatórias, transformando-o em tensão para o osso alveolar; Grupo apical: as fibras apicais irradiam-se do cemento ao osso alveolar no fundo do alvéolo. Elas não ocorrem em raízes não completamente formadas; Fibras inter-radiculares: estendem-se em forma de leque na área de furca de dentes multiradiculares. Ligamento Periodontal (LP) Ligamento Periodontal (LP) 27/03/2019 6 Cemento Cemento acelular ( primário): é o primeiro a ser formado e recobre o terço cervical, ou aproximadamente metade da raiz; não contém células e é formado antes que o dente alcance o plano oclusal. As fibras de Sharpey constituem a maior parte do cemento acelular, que tem como função principal o suporte do dente. Cemento celular (secundário): formado após o dente alcançar o plano oclusal, é mais irregular e contém células (cementócitos) em espaços individuais (lacunas) que se comunicam entre si através de canalículos. É menos calcificado e possui menos fibras de Sharpey. Processo alveolar É a porção da maxila e mandíbula que forma e suporta os alvéolos dentários. Formado quando o dente está em erupção para promover inserção óssea para o LP; quando o dente é perdido, desaparece gradualmente. O processo alveolar consiste em: 1. Uma porção externa de osso cortical formada por lamelas ósseas compactas; 2. Parede interna do alvéolo constituída de uma camada óssea fina e compacta, denominada osso alveolar propriamente dito, visto como lâmina dura em radiografias. Histologicamente ela contém uma série de aberturas (lâmina cribriforme), através das quais feixes neurovasculares conectam o LP com o componente central do osso alveolar (osso esponjoso); 3. Trabéculas medulares,entre estas duas camadas compactas, suportando o osso alveolar. O septo interdental consiste em osso medular circundado por uma borda compacta. Placa dental: um Biofilme associado ao hospedeiro M.a Camila de Vasconcellos Rocha Maia Placa dental: um Biofilme associado ao hospedeiro A Placa dental pode ser definida como depósitos moles que formam o biofilme aderido à superfície do dente ou outra estrutura dura na cavidade bucal; se difere de outros depósitos por sua estrutura organizada e complexa; É composta principalmente por microrganismos. A matriz intercelular (representando de 20 a 30% da massa da placa) consiste em materiais orgânicos ( polissacarídeos, proteínas, glicoproteínas e material lipídico) e inorgânicos (cálcio e fósforo) derivados da saliva, fluido do sulco gengival e produtos bacterianos. Fonte: Carranza,2002 Placa dental: um Biofilme associado ao hospedeiro Formação da placa: Formação da película dental – película de glicoproteína derivada de componentes salivares, do fluido gengival, produtos das células bacterianas, dos tecidos do hospedeiro e resíduos. É formada pela adsorção seletiva de macromoléculas do meio ambiente. Colonização inicial das superfícies dentárias – microrganismos facultativos gram-positivos (Actinomyces viscosus e Streptococcus sanguis). Adesão através de adesinas e fímbrias. Colonização secundária e maturação da placa – predomínio de anaeróbicos gram-negativos (Prevotella intermedia, Prevotella loescheii, espécies de Capnocytophaga, Fusobacterium nucleatum e Porphyromonas gingivalis). Formações tipo “espiga de milho” entre células bacterianas com formato de bacilo e células cocóides. Início de uma sucessão ecológica ordenada e previsível do biofilme em função da transição do meio ambiente aeróbico inicial caracterizado por espécies gram-positivas facultativas para um meio privado de oxigênio, no qual os microrganismos gram-negativos anaeróbicos predominam 27/03/2019 7 A placa supragengival de longa duração próxima à margem gengival apresenta conformação em “espiga de milho”. Um núcleo central filamentoso gram-negativo suporta as células cocoides da porção exterior, firmemente fixadas por aderência interbacteriana ou coagregação. Ilustração clínica da topografia típica do desenvolvimento de placa. O crescimento inicial começa ao longo da margem gengival e a partir do espaço interdental (áreas protegidas contra as forças de cisalhamento), para continuar a se estender em direção coronal. Fonte: Carranza,2002 A, Placa de um dia. Microcolônias de bactérias da placa estendendo-se perpendicularmente às superfícies dentárias. B, Placa supragengival estabelecida com filamentos e microcolônias (setas) estendendo-se perpendicularmente às superfícies dentárias. Interface saliva-placa (S). C, Secção histológica da placa mostra componentes não baceterianos, como leucócitos (seta) e células epiteliais (asteriscos), disseminados entre as bactérias (B). Fonte: Carranza,2002 Periodontopatias associadas ao biofilme microbiano Saúde Periodontal: predomínio de espécies gram-positivas facultativas e membros do gênero Streptococcus e Actinomyces (S. sanguis, S. mitis, A. viscosus e A. naeslundii). Pequenas proporções de espécies gram-negativas (P. intermedia, F. nucleatum, Capnocytophaga, Neisseria e Veillonella spp). Certas espécies bacterianas foram propostas como protetoras ou benéficas ao hospedeiro por atuarem na prevenção da colonização ou proliferação de mos patogênicos. Exemplo: • produção de H2O2 pelo S.sanguis, sabe-se que o peróxido de hidrogênio é letal para as células do actinobacillus actinomycetemcomitans. Gengivite: Bacilos gram-positivos, cocos gram-positivos e cocos gram-negativos, espiroquetas e microrganismos móveis. Espécies gram positivos: S. sanguis, S. mitis, S. intermedius, S. oralis, A. viscosus, A. naeslundii e Peptostreptococcus micros. Gram-negativos: F. nucleatum, P. intermedia, V. parvula, Hemophilus, Capnocytophaga e Campylobacter spp. Periodontopatias associadas ao biofilme microbiano Doença Periodontal: predomínio de espécies gram-negativas anaeróbicas. P. gingivalis, B. forsythus, P. intermedia, C. rectus, , A. actinomycetemcomitans (associadas com a progressão rápida da doença), Eikenella corrodens, F. nucleatum, P. micros e espécies de Treponema e Eubacterium (associadas a Periodontite crônica). Na Periodontite agressiva localizada há predomínio de bacilos gram-negativos capnofílicos (microrganismo que cresce em ambiente enriquecido com 5 a 10% de CO2) e anaeróbicos. A. actinomycetemcomitans (90% da microbiota)- agente etiológico primário na periodontite agressiva; P. gingivalis; E. corrodens; C. rectus; F. nucleatum; B. capillus; Eubacterium brachy; espécies de Capnocytophaga e espiroquetas. Periodontopatias associadas ao biofilme microbiano Periodontite como manifestação de doença sistêmica: associada a imunodeficiência subjacente como defeitos neutrofílicos e defeitos na adesão de leucócitos. (presença das mesmas bactérias associadas a doença periodontal crônica) Doenças Periodontais Necrosantes: apresentam-se como inflamação aguda da gengiva e dos tecidos periodontais, caracterizada por necrose da gengiva marginal e da papila interdental. Predomínio de altos níveis de P. intermedia e espiroquetas, estas penetram nos tecidos necrosados e no tecido conjuntivo não afetado. Abscessos do Periodonto: são lesões agudas que podem resultar em rápida destruição dos tecidos periodontais. F. nucleatum, P. Intermedia, P. gingivalis, P. micros e B. forsythus. Fotografia clínica dos incisivos centrais inferiores com gengivite necrosante Fonte: Carranza,2002 27/03/2019 8 Fotografias clínicas (A, B e D) de um paciente com um abscesso periodontal grave. A radiografia intraoral (C) mostra a gravidade da destruição periodontal. Um cone de guta-percha (B e C) foi inserido na fístula para mostrar seu curso. Fonte: Carranza,2002 Representação, na forma de diagrama, de espécies selecionadas nos complexos microbianos identificados na microbiota subgengival. As espécies do complexo vermelho são encontradas mais frequentemente em sítios periodontais que apresentam sangramento à sondagem. Fonte: Carranza,2002