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BIOMECÂNICA DO CHUTE NO FUTEBOL
	O chute é a ação de golpear a bola visando desviar sua trajetória, estando ela parada ou em movimento.
	O movimento do chute é dividido em quatro fases distintas: o primeiro é o movimento do recuo, onde a perna é recuada para trás e o joelho flexionado; em seguida acontece o balanço, onde acontece a rotação superior e inferior da perna; depois acontece o impacto e flexão do joelho, onde a coxa é desacelerada e aumenta a aceleração da perna provocando o impacto; e concluindo o movimento acontece a finalização onde continua a movimento para frente e flexão do quadril. As fases 2 e 3 são as mais importantes. Uma alta velocidade do pé permite com que o chute seja mais forte e de uma qualidade maior.
Fases do chute:
*PREPARAÇÃO: Esta fase pode ser considerada como preparação ao evento subseqüente que resultará no impacto com a bola. Seus movimentos principais são: extensão de quadril e flexão de joelho (precede movimento realizado para frente).
Segundo BARFIELD (2002) o deslocamento realizado pelo membro de contato, durante o que esse autor denomina “fase de carga”, depende, entre outros fatores, da idade, do nível de experiência e da trajetória que se quer imprimir à bola. Durante a fase da carga do membro que irá realizar o impacto com a bola, a atenção do executante se volta para a bola, já que a direção da bola depende da posição do pé de apoio e em seguida pela posição do quadril no momento do choque.
 Antes do contato com a bola há expressiva produção de torque de extensão do joelho, superado, entretanto, pelo torque flexor dessa mesma articulação (produzido no momento ou imediatamente após o contato com a bola). O desenvolvimento precoce do torque de extensão do joelho faz com que a perna e o pé tornem-se lentos, consequentemente diminuindo a velocidade da bola.
	
	*ABORDAGEM: Esta fase do chute é representada primordialmente pelo movimento de flexão de quadril e extensão de joelho. Segundo BARFIELD (2002) quando ocorre a contração dos flexores de quadril, a perna e o pé realizam, como um único segmento, movimento de rotação. Concomitante à diminuição da velocidade do fêmur, a perna e o pé são acelerados devido à ação da gravidade sobre os elementos contráteis e elásticos dos extensores do joelho antes do contato com a bola. De acordo com ZATSIORSKI ( 2000 ), durante o início do movimento para frente, a coxa aumenta sua velocidade angular e a perna permanece flexionada em uma posição relativamente constante. Isto reduz o momento de inércia do membro inferior e a energia necessária para rotação. Então a coxa e a perna aumentam sua velocidade angular até momentos antes do impacto. Constata-se, neste caso, um aumento na velocidade angular da perna e uma diminuição da velocidade angular da coxa.
	 PLAGENHOFF segundo BARFIELD (2002), relata que uma maior desaceleração do fêmur foi acompanhada por maior extensão do joelho. Sabe-se que quanto maior a utilização da força muscular em uma determinada articulação, menor será a exigência da articulação adjacente para atingir a mesma velocidade em um mesmo ponto, neste caso o pé.
	 BARFIELD citado por BARFIELD (2002) constatou que uma maior velocidade angular de extensão do joelho ocorreu logo antes do contato com a bola. Entretanto, outros estudos revelam que o maior momento relacionado com a extensão de joelho ocorre muito antes da fase de contato e que o momento de flexão do joelho é o predominante na iminência do contato com a bola, fato corroborado por estudos eletromiográficos os quais demonstram que o pico de atividade dos músculos flexores do joelho (parte posterior da coxa) ocorreu momentos antes do contato com a bola.
*CONTATO COM A BOLA: De acordo com BARFIELD (2002) o tempo de contato do pé com a bola foi considerado em torno 6 e 16 milisegundos. No momento do contato com a bola há uma significante atividade flexora do joelho (embora neste momento ocorra extensão de joelho), o pé se move para frente atingindo a bola com poucos graus de extensão (flexão plantar), estimando-se a força de contato entre 1 e 1,1 KN. Além disso, o quadril, no lado do membro que chuta a bola, flexiona em aproximadamente 140º, quando o contato é realizado.
	outros fatores como a rigidez do membro que golpeia a bola, e a posição do pé em relação à bola são considerados também relevantes. BEN-SIRA citado por BARFIELD (2002) verificou que o contato do pé com a bola, realizado por jogadores experientes, ocorreu próximo ao calcanhar. No momento do chute o pé, enquanto estrutura rígida, realiza flexão plantar, aumentando, provavelmente, a efetividade do chute. O rendimento do chute se relaciona diretamente a um maior tempo de contato do pé com a bola, resultando num maior momentum. 
	Nesta fase os membros estarão divididos em: membro dominante (aquele que realizará o chute) e o membro de apoio (os movimentos são em cadeia cinética fechada). Membro dominante: os movimentos que podem ser vistos no plano sagital são: - extensão da articulação do quadril; - flexão da articulação do joelho; - flexão plantar da articulação do tornozelo que realizará o chute. No plano frontal podemos notar a adução do quadril e no plano transversal, uma rotação de quadril. Membro de apoio: plano sagital: - semi-flexão da articulação do quadril.
 Posteriormente à fase de finalização do chute, observa-se atividade flexora do quadril seguida por extensão excêntrica do joelho, sendo que a carga imposta ao joelho pode causar prejuízos às estruturas dos tecidos mais frágeis, predispondo-os ao rompimento.
 
REFERÊNCIAS
http://www.efdeportes.com/efd84/chute.htm
http://www.youtube.com/watch?v=M9TWfRVSJVw
http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=2&ved=0CDwQFjAB&url=http%3A%2F%2Fwww.cadtec.dees.ufmg.br%2FNucleoEAD%2FForum%2FArquivos%2FBIOMEC%25C3%2582NICA%2520DO%2520%2520ESPORTE.doc&ei=6le7UN-WO5Go0AH77YGQAg&usg=AFQjCNG_BcZHPeEq5Y36Ali1OzQtX3ZArA&sig2=TUfHmVbcM3oCtJ02SI8DCQ
UNIVERSIDADE DO PLANALTO CATARINENSE-UNIPLAC
CURSO: EDUCAÇÃO FÍSICA- 4º SEMESTRE
DISCIPLINA: BIOMECÂNICA
PROFESSOR: IRAN NAZARENO STENKE DOS SANTOS
ACADÊMICA: CAMILA ALVES RIBEIRO
ANALÍSE BIOMECÂNICA DO CHUTE NO FUTEBOL
LAGES, DEZEMBRO DE 2012.