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PAPER DE ESTÁGIO 
A História da Matemática e Alternativas de Ensino
Jennyfer da Silva Vargas
Professora Vânia Lúcia Ruas Chelotti de Moraes
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
FGP0231/1 – Estágio
20/05/2019
RESUMO 
A história matemática é um campo do conhecimento que permite ao professor de matemática a reelaboração da sua concepção referente as alternativas de ensino a esta disciplina e a organização de abordagens pedagógicas que podem contribuir no ensino e aprendizagem dos alunos. Compreender as alternativas e possibilidades, os prós e os contras do uso da história da matemática em sala trazendo significação e conceitos estudados e, ainda uma forma de diversificar a aula, tornando-a ainda mais atraente para o aluno motivando assim para o estudo da Matemática.
Palavras-chave: História da Matemática. Alternativas de Ensino. História da Matemática e Alternativas de Ensino.
 1 INTRODUÇÃO 
Mostrar as diversas formas de representação da História da Matemática requer que o professor busque apoio na literatura, livros paradidáticos suplementados, revistas, artigos, etc, que contenham exemplos matemáticos. 
Não se trata da tendência histórica de retratar as curiosidades ou um conjunto de biografias de matemáticos famosos, mas sim, de vincular as descobertas matemáticas aos fatos sociais e políticos, às circunstâncias históricas e às correntes filosóficas que determinam o pensamento e influenciam no avanço cientifico de cada época, considerando a História da Matemática como um elemento orientador na elaboração de atividades, na criação das situações-problemas, na fonte de busca, na compreensão e como elemento esclarecedor de conceitos matemáticos.
2 ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: FUNDAMENTAÇÃO TÉORICA 
Buscar um enfoque baseado no ensino que possibilite a pré-disposição para a aprendizagem da Matemática com compreensão nem sempre é fácil, por isso é necessário procurar alternativas de ensino para incluir o que está sendo aplicado em sala de aula, trazendo a História da Matemática para as vivências do aluno. Porém não é tão simples quanto parece, a História da Matemática oferece instrumentos eficazes para compreender e atuar no mundo que nos cerca, mas como colocar em prática e ensinar de maneira que os alunos compreendam é complexo, cada aluno tem um modo de ver e entender, por isso a necessidade de se criar alternativas de ensino de modo que fique simples de aprender.
Muitos autores defendem a importância da História no processo de ensino-aprendizagem da Matemática por considerar que isso possibilitaria a desmitificação da Matemática. Dentre esses autores está D’Ambrósio (1999, p.97), “Acredito que um dos maiores erros que se pratica em educação, em particular na Educação Matemática, é desvincular a Matemática das outras atividades humanas.”
 Ainda com D’Ambrósio (1997), algumas das principais finalidades da História da Matemática seriam:
para situar a Matemática como uma manifestação cultural de todos os povos em todos os tempos, como a linguagem, os costumes, os valores, as crenças e os hábitos, e como tal diversificada nas suas origens e na sua evolução;
para mostrar que a Matemática que se estuda nas escolas é uma das muitas formas de Matemática desenvolvidas pela humanidade;
para destacar que essa Matemática teve sua origem nas culturas da Antiguidade mediterrânea e se desenvolveu ao longo da Idade Média e somente a partir do século XVII se organizou como um corpo de conhecimento, com um estilo próprio;
para saber que desde então a Matemática foi incorporada aos sistemas escolares das nações colonizadas, se tornou indispensável em todo o mundo em consequência do desenvolvimento científico, tecnológico e econômico, e avaliar as consequências sócio-culturais dessa incorporação. 
Considera-se a História da Matemática como um elemento orientador na elaboração de atividades, na criação das situações-problemas, na fonte de busca, na compreensão e como elemento esclarecedor de conceitos matemáticos.
Mendes (2003) considera que a História da Matemática deva ser utilizada na elaboração e realização de atividades voltadas `a construção das noções básicas de conceitos matemáticos, fazendo com que os alunos percebam o caráter investigatório presente na geração, organização e disseminação desses conceitos ao longo do seu desenvolvimento histórico. Segundo esse autor, o aluno deve participar da construção do conhecimento escolar de forma ativa e crítica, sendo uma das exigências a relação com a necessidade histórica e a social que sustentam o surgimento e o desenvolvimento dos conceitos matemáticos. Para Miguel (1997), deve ser feita uma reconstituição não apenas dos resultados matemáticos, mas principalmente dos contextos epistemológico, psicológico, sociopolítico, e cultural. Sendo assim, os alunos observariam onde e como esses resultados foram produzidos, contribuindo para a explicitação das relações que a Matemática consegue estabelecer com a sociedade em geral, com as diversas atividades teóricas específicas e com as práticas produtivas. Mendes (2003) sugere dois caminhos a ser seguidos.
No primeiro é necessário que a atividade seja revestida também pela pesquisa. “isso significa ser necessário ao professor levantar na História da Matemática, problemas que necessitem respostas, visando assim torná-los como ponto de atividades pedagógicas a serem desenvolvidas em sala de aula” (p.229). Os resultados obtidos podem contribuir para a organização sistemática do conhecimento matemático objetivado pelo conteúdo programático. Mendes entende que a investigação possa contribuir para que os alunos percebam os “porquês” matemáticos, também recomendados por Nobre (1996). Contudo, para Mendes, este caminho é mais viável em instituições de ensino superior, principalmente nos cursos de Licenciatura em Matemática.
O segundo caminho “diz respeito à utilização das informações históricas presentes nos livros de História da Matemática ou similares e, a partir de tais informações, elaborar atividades de ensino visando com isso fomentar a construção de noções matemáticas pelo aluno” (MENDES, 2001, p.230). Assim, de acordo com Mendes, as atividades históricas podem conduzir os alunos a um processo dinâmico da construção do conhecimento matemático.
3 VIVÊNCIA DO ESTÁGIO
Durante o período de 8 dias realizei a observação e entrevista do Estágio I do curso de Matemática que teve como carga horária de 25hs, sendo 5hs de entrevista (dentre essas 5hs a elaboração das perguntas), e 20hs de observação das salas de 6° e 7° anos, afim de conhecer o ambiente escolar e cotidiano, comportamento, didática e metodologia de ensino dos professores de Matemática da Escola Municipal Nagen Jorge Saad, recebeu Tipologia “Especial” - Escola de Educação Infantil e Ensino Fundamental – Matutino e Vespertino, situada à Rua Panambi Verá, 199 no Bairro São Pedro, CEP- 79.092.340. FONE: (67) 3314-6316/3314-6317.
Na Escola Municipal Nagen Jorge Saad atende em média 1.603 alunos que estão divididos em 291 alunos no Ensino da Educação Infantil com 05 turmas no matutino e 07 turmas no vespertino, 1.001 alunos no Ensino Fundamental I (1° ao 5° anos) com 13 turmas no matutino e 20 turmas no vespertino, 311 alunos no Ensino Fundamental II (6° e 7° anos) com 09 turmas no matutino. Os recreios estão organizados de acordo com a base nas idades (Pré e 1º anos// do 2º aos 4º anos// 6º e 7º anos). Com supervisão de 2 monitoras e 2 auxiliares, ao recreio são disponibilizados 15 minutos. E não há atividade dirigida (formação artística, cultural ou esportiva). Com relação à alimentação, o cardápio da cantina é definido pela nutricionista da SEMED, o cardápio traz opções de lanches saudáveis. Contam com 138 funcionários (desde diretora e estagiários), possui uma equipe de apoio com 01 intérprete de LIBRAS, 06 professores auxiliares e 03 de apoio pedagógico que sempre são chamados sempre for verificado ou em casos de ocorrências com os alunos. A caraterização do conselho de classe está divididaem duas etapas: o pré conselho no qual somente professores, direção e coordenação pedagógica participam e depois o conselho de classe no qual os professores, pais e alunos participam.
O estado de conservação das dependências da escola é excelente, sua construção é em alvenaria, as salas de aulas são amplas e com iluminação adequada. E sua infraestrutura possui: 2,150m² de área construída; 32 salas de aula; Rampas e corrimão de acesso; 01 sala de recurso; 01 cantina; 01 secretaria; 01 sala de direção; 01 sala de supervisão escolar; 01sala de orientação educacional; 01 sala de professores; 02 depósitos; 02 salas de informática; 01 laboratório de ciências; 01 biblioteca; 01 quadra de esportes coberta; 01 pátio coberto; 25 banheiros; 02 tvs e 02 aparelhos dvs; os estudantes recebem material (cadernos, livros, uniformes) da gestão pública no início do ano letivo.
A importância da elaboração do Projeto Político Pedagógico justifica-se pela necessidade que a instituição escolar tem de assegurar Constituição Federal. Com esse propósito, a lei de Diretrizes e Base da Educação n.9384 de 20 de Dezembro de 1996 em seu artigo 12, afirma que os estabelecimentos de ensino, entre outras tarefas, terão como desafio a incumbência de elaborar e executar seu Projeto Político Pedagógico, procurando coordenar o trabalho docente para que sejam revistas as práticas pedagógicas tradicionais centradas na memorização na reprodução de informação ou no treinamento; o PPP é rediscutido em sempre que ocorram inovações e/ou alterações em uma reunião a cada 3 anos na SEMED; uma vez por mês há a organização para o laboratório de ciências, sala de informática, jogos estudantis, entre outras atividades que favorecem o desenvolvimento cognitivo e psicomotor dos estudantes; os recursos didáticos e referenciais teóricos que norteiam a prática do corpo docente e administrativo da escola ocorrem por meio da internet e livros; por meio de uma reunião pedagógica são discutidos os meios de avaliação e a recuperação de conteúdos descritas no PPP.
O Planejamento didático-pedagógico é realizado quinzenalmente neles são definidos objetivos para cada aula que são centrados nos estudantes e apresentados à turma a cada aula; a avaliação empregada está em conformidade com a descrita no PPP; o professor promove a igualdade de expressão, busca várias técnicas para lidar com limitações (espaço físico, falta de material pedagógico e número excessivo de estudantes) e quanto à motivação dos estudantes usa pesquisas, sala de informática e trabalhos em dupla para incentivá-los; ocorre relação do que é planejado com a prática; os professores são pontuais; divide o tempo (hora-aula) entre motivação, explanação, atividades práticas e avaliação dos objetivos propostos e de acordo com a dificuldade geral dos alunos.
Quanto aos aspectos gerais do professor regente observado e entrevistado: o professor dos 6° anos C e D a graduação é Licenciatura em Matemática e Pós em Metodologia de Ensino de Matemática, concursado e possui 18 anos de experiência (6 anos na escola observada); o professor do 7° ano A é graduado em Licenciatura Curta com Habilitação em Matemática, contratado e possui 20 anos de experiência (02 anos na escola observada); ambos os professores falam que a sala de informática atraem mais a atenção dos alunos e incentivam sua compreensão de aprendizado. 
4 IMPRESSÕES DO ESTÁGIO (CONSIDERAÇÕES FINAIS)
Com relação ao observado em sala de aula eu notei que nas aulas em que o professor utilizou uma metodologia de história para o ensino da matemática os alunos se interessaram e participaram mais, mas nem todos os professores utilizam a História da Matemática e nenhum processo de ensino, em alguns casos porque não terem estudado ou por causa da grade curricular que exige que seja dado de um jeito especifico a matéria. Mas notei algumas dificuldades durante a realização do estágio foi a quantidade de alunos em sala de aula por terem mais de 30 alunos fica tumultuada principalmente em uma sala do 7° ano que possui uma criança com hiperatividade, que deveria ter no máximo 20 alunos.
Para que o aluno valorize os problemas motivadores, ou os problemas de aplicação retirados de sua realidade, como formas de aprender e valorizar a Matemática, é preciso que ele mergulhe em sua cultura, onde esses fatores são valorizados, por isso o uso da História da Matemática não pode ser feito sem que o professor conheça o assunto que está sendo abordado e saiba as potencialidades a serem desenvolvidas no uso dessa história. O que infelizmente acontece com alguns professores de Matemática confeccionando uma aula robótica e desinteressante no qual os alunos apenas toleram pois necessitam para completar o ensino regular. 
REFERÊNCIAS 
TAFNER, Elisabeth Penzlien; SILVA, Everaldo. Metodologia do trabalho acadêmico. Indaial: UNIASSELVI, 2011. 
[CITAÇÃO] Concepções de Professores de Matemática sobre a Utilização da História da Matemática no Processo de Ensino Aprendizagem. 2008 – Marger da Conceição Ventura Viana
Dissertação – A história da matemática como ferramenta no processo de ensino-aprendizagem da matemática – Claudimar Abadio dos Santos

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