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Profa. Dra. Nazir Monteiro dos Santos Engenharia de Materiais Profa. Nazir Monteiro dos Santos 2 3 ❖ Imagens de MEV de um circuito integrado: ❖ Um mapa mostrando pontos de Si (um semicondutor): -- Si – Concentração de Si nas Regiões claras. (b) 0.5mm (a)(d) 45mm Al Si (doped) (d) ❖ Um mapa mostrando pontos de Al0 (um condutor): -- Al – Regiões claras O Al metálico é um conductor elétrico e faz a ligação elétrica entre os elementos do C.I. (c) Figs. (a), (b), (c) from Fig. 18.27, Callister & Rethwisch 8e. Fig. (d) from Fig. 12.27(a), Callister & Rethwisch 3e. (Fig. 12.27 is courtesy Nick Gonzales, National Semiconductor Corp., West Jordan, UT.) Profa. Nazir Monteiro dos Santos 1. Introdução; 2. Mecanismo de condução elétrica e Bandas de Energia; 3. Semicondutividade; 4. Condução Elétrica em Cerâmicas Iônicas e em Polímeros; 5. Supercondutividade; 6. Comportamento Dielétrico; 7. Outras Características Dielétricas dos Materiais; 8. Piezoeletricidade; 9. Materiais Piroelétricos e ferroelétricos. Profa. Nazir Monteiro dos Santos 4 Por que estudar as propriedades elétricas dos materiais? ➢ Projetar um componente ou uma estrutura; ➢ Fazer a seleção de um material; ➢ Escolher o processamento mais adequado para o material. ❖ O objetivo de estudar as propriedades elétricas dos materiais é de prever as respostas do material à aplicação de um campo elétrico. Profa. Nazir Monteiro dos Santos 5 ✓ 1º Passo: conhecer o fenômeno da condução elétrica/iônica; ➢ Parâmetros pelos quais ela é expressa; ➢ Mecanismo de condução; ➢ Estrutura da banda de energia eletrônica Como ela influencia na habilidade de um material conduzir eletricidade? ✓ 2º Passo: aplicar tais conceitos aos metais, semicondutores e isolantes – dando atenção especial às características dos semicondutores e seus dispositivos. ✓ 3º Passo: características dielétricas dos materiais isolantes; ✓ 4º Passo: fenômenos de piroeletricidade, ferroeletricidade e piezoeletricidade. Profa. Nazir Monteiro dos Santos 6 ❖ É a oposição a passagem de elétrons no material e é dependente de quatro fatores: comprimento, área da seção transversal, temperatura e natureza de material. ▪ R = resistência do material através do qual a corrente está passando ( ohm V/A); ▪ ρ = resistividade do material (Ω .m); ▪ A = área da seção transversal perpendicular à direção da corrente (m2); ▪ L = distância entre dois pontos de medição da voltagem (m). Obs.: o valor da R é influenciado pela configuração da amostra e para muitos materiais é independente da corrente. Profa. Nazir Monteiro dos Santos 7 8 • Qual tubo terá maior resistência? • Analogia de um fluxo de água em um tubo. • A resistência depende, portanto, da geometria e do tamanho. D 2D R1 = 2 D 2 2 = 8 D2 2 R2 = 2D 2 2 = D2 = R1 8 ❖ É uma propriedade intrínseca de cada material e expressa sua resistência específica. ❖ RESISTÊNCIA ESPECÍFICA: é a resistência oferecida por um material com 1 m de comprimento, 1 mm2 de seção transversal e à 20 ºC. ▪ V = voltagem aplicada (volt J/C); ▪ i = intensidade de corrente - taxa de passagem de cargas pelo tempo (ampère C/s); ρ independe da geometria da amostra. Profa. Nazir Monteiro dos Santos 9 ρ ρ = RA/L sendo: R = V/i ρ = VA/iL Conceitos: : ❖ Condutividade elétrica (σ): expressa a facilidade de um material sólido transmitir elétrons. Lei de OHM: V = i R R = V/i Ou J = σ. = V/L ▪ J = densidade de corrente (i/A); ▪ σ = condutividade elétrica (Ohm-m)-1 ▪ = intensidade do campo elétrico. Georg Simon Ohm Profa. Nazir Monteiro dos Santos 10 σ σ = 1/ ρ Os materiais sólidos possuem uma faixa de condutividade ~27 ordens de grandeza !! Conceitos: ➢ Ela pode ser usada para especificar a natureza elétrica de um material e é dada pelo inverso da resistividade. σ = 1/ ρ [σ] = Siemens Siemens (S): Condutância elétrica ou admitância (o inverso de ohm). Profa. Nazir Monteiro dos Santos 11 σ σ = (Ohm-m)-1 12 (Ohm-m)-1 = ( - m)-1 Selected values from Tables 18.1, 18.3, and 18.4, Callister & Rethwisch 8e. Prata 6.8 x 10 7 Cobre 6.0 x 10 7 Ferro 1.0 x 10 7 METAIS CONDUTORES Silício 4 x 10-4 Germanio 2 x 10 0 GaAs 10 -6 SEMICONDUTORES Poliestireno <10 -14 Polietileno 10-15-10-17 Vidro Soda-Lima 10 Concreto 10 -9 Alumina <10 -13 CERAMICAS POLIMEROS ISOLANTES -10- 10 -11 Profa. Nazir Monteiro dos Santos σ Valores da σ na Temperatua ambiente Profa. Nazir Monteiro dos Santos 13 σ = 1/ ρ ρ ❖ Compreender as propriedades elétricas CONDUTORES (σ ~ 107 (Ω−m) -1) SEMICONDUTORES (σ ~ 10-6 e 104 (Ω−m) -1) ISOLANTES (σ ~ 10-10 e 10-20 (Ω−m) -1) Classificação geral dos materiais segundo suas propriedades elétricas Profa. Nazir Monteiro dos Santos 14 ❖ As propriedades elétricas servem para distinguir os materiais: ✓ geral: metal / não-metal ✓ específico: supercondutor ou não TEORIA DE BANDAS 15 1) Qual é o diâmetro mínimo (D) de um fio para que V < 1.5 V? σCu = 6.07 x 10 7 (Ohm-m)-1 Fio de Cu I = 2.5 A- + V Resultado: D > 1.87 mm < 1.5 V 2.5 A 6.07 x 107 (Ohm-m)-1 100 m I V A R = = 4 2D = 100 m Profa. Nazir Monteiro dos Santos Profa. Nazir Monteiro dos Santos 16 2) Um fio de prata com 50 m de comprimento deve experimentar uma queda de voltagem de menos de 1,5 V, quando uma corrente de 3,0 A passa através dele. A) Calcule o diâmetro mínimo que esse fio deve possuir. b) Calcule a resistência do fio considerando uma voltagem de 12 V. σAg = 6.8 x 10 7 (Ohm-m)-1 < 1.5 V 3.0 A 6.8 x 107 (Ohm-m)-1 50 m I V A R = = 4 2D Resultado: D > 3,96 mm R = 4 Ohm Profa. Nazir Monteiro dos Santos 17 3) Um fio de uma liga de alumínio (1,2% Mn), com 1 mm de diâmetro por 1 m de comprimento, é colocada em um circuito elétrico como mostrado abaixo. Uma queda de tensão de 432 mV é medida entre as extremidades do fio quando este transporta uma corrente de 10 A. a) Calcule a condutividade dessa liga. b) Calcule a queda de tensão esperada se o fio tivesse 0,5 mm de diâmetro. c) E se o fio tivesse 2 mm de diâmetro, qual seria a queda de tensão? 432 x 10-3 V 10 A ? (Ohm-m)-1 1 m I V A R = = 4 2D Resultado: R = 43,2 x 10-3 Ohm a) σ = 29,5 x 106 (Ohm.m)-1 b) V = 1,73 V c) V = 108 mV ➢ Para cada átomo individual existem níveis de energia discretos que podem ser ocupados pelos e- (arranjados em camadas e subcamadas); Profa. Nazir Monteiro dos Santos 18 Profa. Nazir Monteiro dos Santos 19 Evolução dos Modelos Atômicos John Dalton (1808): Esferas minúsculas, rígidas e indestrutíveis - Todos átomos de um mesmo elemento são idênticos J.J. Thomson (1987): Esfera (carga +) Incrustada de e- (carga -) - Cargas eram distribuídos uniformemente no átomo. Lord Rutherford e colaboradores (1911): O modelo de Rutherford é o modelo planetário do átomo, no qual os elétrons descrevem um movimento circular ao redor do núcleo, assim como os planetas se movem ao redor do sol. DALTON THOMSON RUTHERFORD BORH SOMMERFELD Profa. Nazir Monteiro dos Santos 20 ➢ Quanto maior a energia do elétron, mais afastada do núcleo se localiza a sua órbita. ➢ Se o elétron receber energia ele pula para uma órbita mais afastada do núcleo. Por irradiação de energia, o elétron pode cair numa órbitamais próxima do núcleo. Bohr (1913): Böhr havia associado cada orbita a um nível de energia. SOMMERFELD - postulou a existência de órbitas não só circulares mas elípticas também. ➢ Concluiu que um dado nível de energia era constituído por alguns subníveis de energia. Profa. Nazir Monteiro dos Santos 21 ➢ Na maioria dos átomos os e- preenchem somente os estados de menor energia (Princípio da exclusão de Pauli) – 2 elétrons com spin opostos por cada estado. Campo elétrico ➢ Nem todos os e- de cada átomo serão acelerados na presença do campo elétrico; V Condução elétrica ➢Nº de e- disponíveis para condução elétrica de um material depende do arranjo dos níveis de energia e como esses níveis são ocupados pelos e-; Profa. Nazir Monteiro dos Santos 22 De Broglie: Conforme De Broglie, o elétron é partícula e onda e portanto tem NATUREZA DUAL. ➢Devido a estes fatos surgiu então, o modelo moderno, da mecânica quântica, o Modelo Orbital, cujos alicerces são: ➢ Quantização da energia (Max Planck) ➢ A Natureza Dual da Matéria (De Broglie) ➢ Princípio da incerteza (Heisenberg) Profa. Nazir Monteiro dos Santos 23 DALTON THOMSON RUTHERFORD BORH SOMMERFELD O conceito de elétrons livres permite explicar a capacidade térmica, a condutividade térmica, a condutividade elétrica, a susceptibilidade magnética e a eletrodinâmica dos metais. Mas, como explicar a diferença entre metais, semimetais, semicondutores e isolantes? Profa. Nazir Monteiro dos Santos 24 Profa. Nazir Monteiro dos Santos 25 ➢ Em todos os condutores, semicondutores e em muitos materiais isolantes, existem: Condução eletrônica Magnitude da condutividade térmica (σ) Depende do nº e- disponíveis para participar da condução Relacionado aos níveis de energia e como estão ocupados com e- • Bandas de energia - resultam da interação das ondas associadas aos elétrons de condução com os íons da rede cristalina. • O cristal se comporta como um isolante - se todas as bandas de energia permitidas estão totalmente cheias ou totalmente vazias porque nesse caso nenhum elétron pode se mover em resposta a um campo elétrico. • O cristal se comporta como um metal - se uma ou mais banda está parcialmente cheia (~ 10 a 90%) da capacidade. • O cristal se comporta como um semicondutor ou semimetal - se uma ou mais bandas está quase cheia ou quase vazia. Profa. Nazir Monteiro dos Santos 26 Profa. Nazir Monteiro dos Santos 27 ➢ Sólido cristalino átomos agrupados e ligados para formar o arranjo atômico ordenado; ➢ Conforme os átomos se aproximam os e- de cada átomo são perturbados pelos e- e núcleos dos seus adjacentes; ➢ Cada estado atômico pode se dividir em uma série de estados eletrônicos espaçados e próximo uns dos outros formando a banda de energia eletrônica; Figura: Gráfico esquemático da energia eletrônica em função da separação interatômica (r0) para um agregado de 12 átomos (N = 12). Com a aproximação, cada um dos estados atômicos 1s e 2s se divide para formar uma banda de energia eletrônica que consiste em 12 estados. Profa. Nazir Monteiro dos Santos 28 2s 1s ➢ Dentro de cada banda - os estados de energia são discretos e a diferença entre os estados adjacentes é muito pequena; ➢ No espaçamento de equilíbrio - pode não ocorrer a formação de bandas para as subcamadas eletrônicas mais próximas do núcleo ➢Pode existir espaçamento entre bandas adjacentes - onde a energia desse espaçamento não está disponível para que um e- a ocupe. Figura: (a) representação convencional da estrutura da banda de energia eletrônica para um material sólido na separação interatômica de equilíbrio. (b) energia eletrônica em função da separação interatômica para um agregado de átomos. ilustrando como é gerada a estrutura da banda de energia na separação de equilíbrio em (a). Profa. Nazir Monteiro dos Santos 29 2s 1s Espaço Vazio ➢ Os nos de estados discretos dentro de cada banda - é igual ao total da contribuição de todos os estados pelos N átomos. ➢ Ex.: Banda s - consisti de N estados , comporta até 2 e- (N=2) Banda p – consisti de 3N estados - os quais podem acomodar até 2 e- de spins em direções opostas em cada estado (N= 6); ➢ As bandas contêm os e- que estavam localizados nos níveis correspondentes aos átomos isolados; ➢ Ex.: Banda de energia 4s - irá conter e- 4s do átomo isolado. (existindo bandas vazias e bandas parcialmente preenchidas). ➢ As propriedades elétricas de um material sólido - são conseqüência da estrutura de sua banda eletrônica (arranjo das bandas eletrônicas) mais externas e da maneira na qual elas estão preenchidas com e-. Profa. Nazir Monteiro dos Santos 30 Bandas de energia: banda de valência banda proibida Espaçamento entre bandas de energia (gap) - É o espaço entre as bandas de energia - Distingue um semicondutor de um condutor ou isolante banda de condução Energia de Fermi (EF): É definida como o nível de energia correspondente ao estado preenchido mais elevado a 0 K. EF Probabilidade0,0 1,0 Banda de valência Eelétron Profa. Nazir Monteiro dos Santos 31 ❖ Quatro tipos diferentes de bandas são possíveis à 0 K: ❖ (b) Também encontrada nos metais, existe uma superposição de uma banda vazia com uma banda preenchida . ❖Eex. Magnésio - cada átomo isolado tem 2 e- 3s. ❖Quando um sólido é formado, as bandas 3s e 3p se superpõem. ❖Nesse caso a 0 K, a Ef é tida como a energia abaixo da qual N estados estão preenchidos (com 2 e- por estado). Profa. Nazir Monteiro dos Santos 32 ❖ (a) Uma banda mais externa - parcialmente preenchida com e- - essa estrutura é característica de alguns metais. ❖Ex. Cobre - possui 1 e- de valência s - cada átomo de cobre têm 1e- 4s ❖Para um sólido composto por N átomos, a banda 4s é capaz de acomodar 2N e-. ❖Apenas a metade das posições eletrônicas que estão disponíveis nessa banda 4s estão preenchidas. ❖ (c) e (d) são estrutura de bandas semelhantes - com uma banda de valência completamente preenchida com e- e está separada de uma banda de condução vazia por um espaçamento entre bandas de energia ❖Materiais puros - os e- não podem ter energias dentro desse espaçamento. ❖Materiais isolantes - espaçamento largo (c) ❖Semicondutores - espaçamento estreito (d). ❖ Ef está localizada dentro do espaçamento entre as bandas Profa. Nazir Monteiro dos Santos 33 Tipos característicos de estruturas de bandas de energia em sólidos ISOLANTE Semicondutor Apresentam espaçamento entre bandas (Gap de energia) Isolante < GAP Energia < Semicondutor Profa. Nazir Monteiro dos Santos 34 35 ➢ O estado de energia vazio está próximo ao preenchido ➢ Energia térmica excita átomos para um estado de energia vazio mais alto ➢ Há dois tipos de estrutura de bandas para os metais: ➢ sobreposição de bandas ➢ banda parcialmente preenchida E n e rg y GAP fi lle d s ta te s Banda parcialmente preenchida fi lle d s ta te s Sobreposição de bandas Elétrons com energia > Ef ➢ Podem sentir a ação do campo elétrico e serem acelerados. Profa. Nazir Monteiro dos Santos 36 ❖ ISOLANTES ➢ GAP > 2,5 eV ➢ Poucos elétrons podem ser excitados através do GAP E n e rg y fi lle d s ta te s GAP fi lle d s ta te s GAP ? Profa. Nazir Monteiro dos Santos ❖ SEMICONDUTORES: ➢ GAP limitado < 2,5 Ev ➢ Muitos elétrons podem ser excitados através do GAP Banda de condução Banda de valência Profa. Nazir Monteiro dos Santos 37 1) Quais as diferenças entre os modelos atômicos de Rutherford e Bohr? 2) De acordo com o modelo atômico de Sommerfeld, como é dividido os níveis de energia e quantos elétrons são possíveis em cada um? 3) De acordo com o Princípio de Exclusão de Pauli, faça a distribuição eletrônica dos seguintes elementos: a) 11Na b) 17Cl c) 26Fe 4) Para que um material possa conduzir eletricidade, o número de e- disponíveis para essa condução vai depender do que? 5) De acordo com mecânica quântica, quais são os alicerces do Modelo Orbital? 6) Quais as diferenças entre as propriedades físicas dos materiais metálicos, semicondutores e isolantes? Explique. 7) Com base na banda de energia, explique como se comporta os materiais metálicos, semicondutores e isolantes? 8) Cite as diferenças entre as bandas de valência, de condução e proibida. 9) Explique, detalhadamente, os mecanismos de condução dos materiais metálicos, cerâmicos e poliméricos. 38 A presença de imperfeições aumenta a resistividade elétrica: ❖ Contornos de grãos ❖ Discordâncias ❖ Impurezas ❖ Vacâncias Servem como centros de espalhamento para os elétrons de condução. Profa. Nazir Monteiro dos Santos Regra de Mathiessen total = i + d + t Resistividade aumenta com: ➢ Impurezas (i) ➢ Discordâncias (d) ➢ Vibrações térmicas (t) ❖ A concentração dessas imperfeiçoes depende da temperatura de composição e do grau de deformação a frio de uma amostra metálica. 39 = therma + impurity + deformation Profa. Nazir Monteiro dos Santos ❖ A influência de cada variável (i , d , t) sobre a resistividade total está demonstrada no gráfico abaixo (Resistividade x Temperatura), para o cobre e ligas cobre-níquel nos estados recozido e deformado.: t = 0 + a T 0 e a = constante para cada metal ❖ Resistividade aumenta – com o aumento das vibrações térmicas e de imperfeições reticulares (lacunas) Influência da temperatura: ❖ Contribuição dos átomos de impurezas (soluto) em solução sólida é descrita por Nordheim i = Aci (1-ci) A - constante ci - fração atômica de soluto Figura: Variação da resistividade elétrica com a composição para o sistema Ag-Au, para três diferentes temperaturas. ❖ LIGAS BIFÁSICAS (fases α e ) - é uma propriedade aditiva Profa. Nazir Monteiro dos Santos 40 i = α V α + V V - fração volumétrica de cada fase - resistividade de cada fase Callister, 5º edição,cap. 10, p.422. 41 Adapted from Fig. 7.16(b), Callister & Rethwisch 8e. ❖ Questão: 1) Estime a condutividade elétrica () de uma liga Cu-Ni que tem uma resistência de 125 MPa. mOhm10 x 30 8 −= − 16 )mOhm(10 x 3.3 1 −−= = R e s is tê n c ia (M P a ) wt% Ni, (Concentration Cu) 0 10 20 30 40 50 60 80 100 120 140 160 180 21 wt% Ni Adapted from Fig. 18.9, Callister & Rethwisch 8e. wt% Ni, (Concentration Cu) R e s is ti v id a d e , (1 0 -8 O h m -m ) 10 20 30 40 50 0 10 20 30 40 50 0 125 CNi = 21 wt% Ni Resolvendo: 30 Profa. Nazir Monteiro dos Santos ➢ Apenas os e- que possuem energias maiores do que a Ef (E > Ef) podem ser influenciados e acelerados na presença de um campo elétrico. (e- que participam do processo de condução = e- livres); ➢ Uma outra entidade eletrônica carregada (buracos) é encontrada nos semicondutores e isolantes. Eles possuem energia menores que a Ef e também participam na condução eletrônica – E < Ef ➢ A condutividade (σ) é função direta dos nos de e- livres e de buracos, além disso, a distinção entre os condutores e os não- condutores está nas quantidades desses portadores de cargas. Profa. Nazir Monteiro dos Santos 42 Metais ➢ Para que um e- se torne livre, ele deve ser excitado ou levado a um dos estados de energia vazio ou disponível acima da Ef ; ➢ Para os metais que possuem uma estrutura de bandas como mostrado na figura a e b, existem estados de energia vazios adjacentes ao estado preenchido mais elevado a Ef; ➢ Portanto, para eles é necessário pouquíssima energia para levar os e- para os estados de energia mais baixos que estão vazios. Profa. Nazir Monteiro dos Santos 43 ➢ Geralmente, a energia fornecida por um campo elétrico (E) é suficiente para excitar grande número de e- para dentro desses estados de condução. ✓Para o modelo de ligação metálica foi assumido que todos os e- de valência possuem liberdade de movimento e formam uma “nuvem eletrônica” que está distribuída uniformemente por toda a rede de núcleos iônicos. ✓Embora esses e- não estejam ligados localmente a qualquer átomo específico eles, no entanto, devem ter uma excitação para se tornarem e- de condução (que são de fato livres). ✓Dessa forma, embora apenas uma fração desses e- seja excitada, isso ainda dá origem a um nº relativamente grande de e- livres e uma alta condutividade. Profa. Nazir Monteiro dos Santos 44 ➢ Os estados vazios adjacentes ao topo da banda de valência preenchida não estão disponíveis; ➢ Para se tornarem livres os e- devem ser levados através do espaçamento entre bandas (Eg) para estados vazios na parte inferior da banda de condução. Que só é possível dando a um e- a diferença de energia entre esses dois estados, a qual é aproximadamente igual a energia do Eg. ➢ Para muitos materiais o Eg possui uma largura equivalente a vários elétrons-volt. Frequentemente a energia de excitação vem de uma fonte não-elétrica, tal como calor e luz. ➢ O nº de e- termicamente excitados para dentro da banda de condução depende da largura do Eg e da temperatura. ➢ Para uma dada temperatura, quanto maior o Eg menor é a σ, pois menor é a probabilidade de um e- de valência ser levado para um estado de energia dentro da banda de condução. Profa. Nazir Monteiro dos Santos 45 ISOLANTES E SEMICONDUTORES Qual a diferença entre os semicondutores e os isolantes? Profa. Nazir Monteiro dos Santos 46 ISOLANTES E SEMICONDUTORES ➢ Com o aumento da temperatura tanto os semicondutores quanto os isolantes aumentam a energia térmica disponível para excitação dos e-, portanto mais e- são levados para a banda de condução, dando origem a maior condutividade; Ligação iônica ou fortemente covalente (cerâmicas e polímeros) e- de valência estão fortemente ligados ou são compartilhados entre átomos individuais (os e- não são livres para se movimentar pelo cristal) A ligação nos semicondutores é covalente e relativamente fraca, então os e- de valência não estão tão fortemente ligados aos átomos e- são mais facilmente removidos por excitação térmica do que aqueles nos isolantes . ➢ Materiais isolantes elétricos Profa. Nazir Monteiro dos Santos 47 ISOLANTES E SEMICONDUTORES Quando E é aplicado Força atua sobre e- livres e- aceleram na direção oposta a E Gera corrente constante Porque? Rede cristalina não é perfeita Forças de fricção que contrapõe a aceleração dos e- Átomos de impureza, lacunas, átomos intersticiais, discordâncias e vibrações térmicas dos átomos Profa. Nazir Monteiro dos Santos 48 ISOLANTES E SEMICONDUTORES Resistência à passagem de corrente elétrica Devido ao fenômeno de espalhamento de e- Descrito pela Velocidade de arraste e Mobilidade do e- Va = μe . E Onde: Va velocidade média do na direção da força; μe indicação da freqüência dos eventos de espalhamento (m2/V.s); E Campo elétrico. Profa. Nazir Monteiro dos Santos 49 ❖ Condutividade elétrica do material depende: σ = n /e/ μe Onde: n nº de elétrons livres ou de condução por unidade de volume (ex. m3); /e/ magnitude absoluta da carga elétrica de um elétron (1,6 x 10-19 C). μe mobilidade do condutor. n e μe dependem da temperatura condutores podem ser: ânions cátions elétrons vacânciasProfa. Nazir Monteiro dos Santos 50 M E T A I S ➢ Elétrons não preenchem todos os estados possíveis da banda de valência e a condução ocorre na banda de valência alta condutividade elétrica (bandas energia parcialmente preenchidas) ➢ Vazios entre os estados ocupados campo elétrico ➢ acelera e- e produz corrente elétrica ➢ Passagem de e- da banda de valência para a banda de condução é fácil ➢ Dificultar o movimento de e- significa reduzir a condutividade elétrica. Ex.: - vibração térmica - solutos - defeitos cristalinos Nível de fermi Banda de valência incompleta ❖Resumindo: Profa. Nazir Monteiro dos Santos 51 SEMICONDUTORES - banda de valência preenchida e banda de condução vazia - largura da banda proibida é pequena e pode ser suplantada facilmente levando e- à banda de condução ativação térmica dopantes - exemplos de largura de diamante - 6eV banda proibida: SiC - 3eV silício - 1,1eV germânio - 0,7ev InSb - 0,18eV estanho cinzento - 0,08eV Nível de fermi BANDA DE CONDUÇÃO BANDA DE VALÊNCIA GAP DE ENERGIA ❖Resumindo: Profa. Nazir Monteiro dos Santos 52 ISOLANTES - polímeros - cerâmicos - banda proibida é muito larga e difícil de ser suplantada CONDUTIVIDADE ELÉTRICA MUITO BAIXA Nível de fermi BANDA DE CONDUÇÃO BANDA DE VALÊNCIA GAP DE ENERGIA ❖Resumindo: Profa. Nazir Monteiro dos Santos 53 Profa. Nazir Monteiro dos Santos 54 EFEITO DA TEMPERATURA - metais: diminui a condutividade elétrica a agitação térmica reduz o livre percurso médio dos elétrons, a mobilidade e como consequência a condutividade. - semicondutores - isolantes Efeito da condutividade elétrica em vários materiais O aumento da temperatura fornece energia que liberta transportadores de cargas adicionais. T aumenta a condutividade elétrica Profa. Nazir Monteiro dos Santos 55 Metal Condutividade elétrica Prata 6.8 x 107 Cobre 6.0 x 107 Ouro 4.3 x 107 Alumínio 3.8 x 107 Latão (70Cu-30Zn) 1.6 x 107 Ferro 1.0 x 107 Platina 0.94 x 107 Aço carbono 0.6 x 107 Aço inoxidável 0.2 x 107 Tabela 18. 1 Condutividade elétrica à temperatura ambiente para nove metais e ligas comuns Profa. Nazir Monteiro dos Santos 56 Se um material metálico for resfriado através de uma temperatura de fusão a uma taxa extremamente alta. A condutividade elétrica deste metal será maior ou menor do que se ele fosse resfriado lentamente? Por quê? Profa. Nazir Monteiro dos Santos 57 Metais Alta condutividade (baixa resistividade) Grande nº de e- livres Excitados para os espaços vazios acima da energia de Fermi Profa. Nazir Monteiro dos Santos 58 ✓alta condutividade elétrica grande n° de e- livres podem ser promovidos acima de EF ✓rede cristalina sem defeitos e vibrações (0 K) é nula ✓resistência elétrica resulta do espalhamento de e- devido: vibrações da rede átomos de impureza defeitos cristalinos ✓resistividade elétrica de um material monofásico (Matthiessen) t vibrações térmicas i impurezas d deformação = t + i +d Profa. Nazir Monteiro dos Santos 59 ❖ A resistividade depende de: ➢ Temperatura; ➢ Material (presença de impurezas); ➢ Deformação plástica; ➢ Comprimento e área da seção transversal. ❖ Temperatura ➢ A resistência de um condutor metálico aumenta com o aumento da temperatura. Por ex. Cobre ➢ A resistência de um semicondutor/isolante diminui com o aumento da temperatura. Por ex. termistor. Profa. Nazir Monteiro dos Santos 60 ❖ Comprimento ➢ A resistência de um condutor uniforme é diretamente proporcional ao comprimento. R L ❖ Área da seção transversal ➢ A resistência de um condutor uniforme é inversamente proporcional a área da seção transversal. R 1 A Profa. Nazir Monteiro dos Santos 61 R = L = resistividade A Unidade: ohm.metro (. m) = Rd 2 4L (para o material com a área da seção transversal cilíndrica) Profa. Nazir Monteiro dos Santos 62 Material ➢ O tipo de material também afeta a resistência de um condutor. ➢ É diferenciado sabendo-se o valor de sua resistividade (). EFEITO DA TEMPERATURA E DA ESTRUTURA DO MATERIAL NA RESISTIVIDADE ESTRUTURA PERFEITA A BAIXA TEMPERATURA MOVIMENTO DOS ELÉTRONS EM ALTA TEMPERATURA MOVIMENTO DOS ELÉTRONS EM UMA ESTRUTURA COM IMPUREZAS Profa. Nazir Monteiro dos Santos 63 Figura: Trajetória de um e- que é defletido por eventos de espalhamento Profa. Nazir Monteiro dos Santos 64 Espalhamento – fenômeno que causa resistência à passagem de uma corrente elétrica Corrente elétrica Movimento de partículas eletricamente carregadas Resposta a uma força que atua sobre elas Campo elétrico externamente aplicado E H2 ½ O2 O2- 2 H+ 2 e- H2O 2 e- 2 e- ➢ A maior parte dos materiais sólidos gera corrente a partir do fluxo de elétrons (condução eletrônica). ➢ Materiais iônicos podem gerar corrente se neles existir um movimento resultante de íons carregados (condução iônica). Profa. Nazir Monteiro dos Santos 65 ➢ Resultado das contribuições eletrônica e iônica ➢ Importância de cada contribuição pureza e temperatura ➢ Modelo de bandas é válido, porém o n° de e- na banda de condução é muito baixo portanto predomina a iônica ➢ Difusão dos íons depende da presença de defeitos pontuais ➢ Condutividade elétrica de sólidos iônicos temperatura abruptamente na fusão Profa. Nazir Monteiro dos Santos 66 i = N e 2 D/kT = (N e2 /kT) D0 exp(-Q/kT) N - n°de posições iônicas de um mesmo sinal por unidade de volume e - carga do elétron D - difusividade k - constante de Boltzman T - temperatura em K Q - energia de ativação para a difusão Condutividade iônica: i Profa. Nazir Monteiro dos Santos 67 - estrutura em bandas de polímeros é típica dos isolantes - 10-10 a 10-17 -1m-1 - polímeros de alta pureza a condução é eletrônica - condução iônica pode ser ativada pela presença de impurezas restos de monômeros catalisadores aumento da temperatura - aditivos condutores podem aumentar entre 1 e 50 -1m-1 como em borrachas de silicones - exemplos de polímeros condutores: poliacetileno e polianilina - existem dois tipos de polímeros condutores: Extrínsecos e Intrínsecos Profa. Nazir Monteiro dos Santos 68 GRAFITA: comportamento elétrico diferenciado - plano basal (0001) de condutores metálicos - na direção c ⊥ (0001) é 105 vezes menor - condução eletrônica É DEVIDO A mobilidade eletrônica da cada anel hexagonal de átomos de C, ao longo de cada camada - introdução de átomos estranhos entre as camadas aumenta o número de transportadores de carga e a condutividade elétrica Profa. Nazir Monteiro dos Santos 69 PROPRIEDADES: Tem resistividade entre metais e isolantes 10-6-10-4 .cm 1010-1020 .cm ❖ A condutividade aumenta com o aumento de temperatura (ao contrário dos metais). ❖ A condutividade aumenta com a adição de certas dopantes (impurezas). ❖ A condutividade diminui com a presença de imperfeições nos cristais. EXEMPLOS DE SEMICONDUTORES - silício, germânio (Grupo IV da Tabela Periódica) - GaAs, GaN, InP, InSb, etc. (Grupo III-V da Tabela Periódica) - PbS, CdTe, galena (PbS II), (Grupo II-VI da Tabela Periódica) Profa. Nazir Monteiro dos Santos 70 Observe: ➢ 95% dos dispositivos eletrônicos são fabricados com silício ➢ 65% dos dispositivos de semicondutores do grupo III-V são para uso militar Num semicondutor, os elétrons podem ser excitados para a banda de condução por energia elétrica, térmica ou óptica (fotocondução) e- excitado banda de condução buraco ou uma vacância na banda de valência contribui para a corrente Dois tipos de condução condução intrínseca semicondutor intrínseco condução extrínseca semicondutor extrínseco vai para deixa UTILIZAÇÃO: FABRICAÇÃO DE DISPOSITIVOS ELETRÔNICOS E OPTOELETRÔNICOS - Transistor - LEDS - Células solares - Diodos -Circuito integrado Profa. Nazir Monteiro dos Santos 71 Profa. Nazir Monteiro dos Santos 72 Estrutura cristalina do Si à temperatura de 0 K (-273 ºC) Ligação Covalente Profa. Nazir Monteiro dos Santos 73 ❖ Com o aumento da temperatura – a energia térmica fornecida ao cristal prova a “quebra” de algumas ligações covalentes – liberando elétrons livres. ❖ Os espaços vazios deixados por causa da quebra de ligações se comportam como cargas elétricas positivas - que são denominadas LACUNAS OU BURACOS. Profa. Nazir Monteiro dos Santos 74 ❖ Em condições normais o cristal de silício é um isolante com pouca utilidade elétrica. ❖ Para alterar as características elétricas são ADICIONADAS IMPUREZAS no cristal – átomos pentavalentes (5 e- na última camada) – Arsênio, Antímonio ou Fósforo. ❖ Esse processo é chamado de dopagem Tipo n (negativa). Profa. Nazir Monteiro dos Santos 75 ❖ São adicionados átomos trivalentes (3 elétrons na última camada) – Boro, Alumínio Profa. Nazir Monteiro dos Santos 76 ❖ A dopagem dos semicondutores é uma das formas conhecidas de modificar a concentração de portadores negativos e positivos. ❖ SEMICONDUTOR TIPO n quando o número de elétrons na banda de condução é muito maior que o de lacunas na banda de valência. ❖ SEMICONDUTOR TIPO p Quando o número de buracos ou lacunas na banda de valência é muito maior que o número de elétrons na banda de condução. Profa. Nazir Monteiro dos Santos 77 ❖SEMICONDUTOR - Começa a conduzir eletricidade - agindo como um condutor - com o aumento da energia por calor ou luz (Fig. 1b, 1d, 1e). ❖ Isso acontece porque os elétrons são excitados e saltam da banda de valência para a banda de condução sempre que sua energia de agitação (Ea) é maior que o valor da energia do gap (Eg) Ea > Eg. Figura.: (a) Material isolante; (b) Material condutor; (c) Semicondutor com temperatura T = 0K; (d) Semicondutor com temperatura T > 0K; (e) Semicondutor com temperatura T = 0K com o elétron recebendo energia.Fonte adaptada: Callister e Rethwisch, 2012) Profa. Nazir Monteiro dos Santos 78 Tipo n TiO2 Nb2O5 CdS Cs2Se BaTiO3 Hg2S V2O5 MnO2 CdSe BaO PbCrO4 ZnF2 U3O8 CdO SnO2 Ta2O5 Fe3O4 ZnO Ag2S Cs2S WO3 Tipo p Ag2O CoO Cu2O SnS Bi2Te3 MoO2 Cr2O3 SnO Cu2S Sb2S3 Te Hg2O MnO NiO Pr2O3 CuI Se Anfótero – Tipo p-n Al2O3 SiC PbTe Si Ti2S Mn3O4 PbS UO2 Ge Co3O4 PbSe IrO2 Sn ❖Dispositivos eletrônicos como transistores, circuitos integrados, chips, usam a combinação de semicondutores extrínsecos tipo “p” e tipo “n” ❖DIODO ➔ é um dispositivo que permite a corrente fluir em um sentido e não em outro. É construído juntando um semicondutor tipo “n” e tipo “p”. Profa. Nazir Monteiro dos Santos 79 ❖ Quando uma voltagem é aplicada como no esquema (B), os dois tipos de cargas se movem em direção à junção onde se recombinarão. ➢ A corrente elétrica irá fluir. ❖ No esquema (C), a voltagem causará o movimento de cargas para longe da junção. ➢ A corrente não irá fluir no dispositivo. Profa. Nazir Monteiro dos Santos 80 Profa. Nazir Monteiro dos Santos 81 ❖ As junções, também chamadas de blocos construtivos de dispositivos, podem ser dos seguintes tipos: ➢ Homojunção - Junção pn – tem uma interface de transição entre as regiões p e n ➢ Heterojunção – Um material é crescido sobre outro material semicondutor. ➢ Junção metal-semicondutor ➢ Junção MOS (metal-óxido-semicondutor) - formada por uma junção metal-óxido e uma junção óxido-semicondutor ❖ Ocorre quando a resistividade do material for nula ❖ Temperatura crítica (Tc) - resistividade torna-se nula ❖ Até 1986 – Os melhores supercondutores (Tc < 23 K) ➢ O material deveria ser resfriado em hélio líquido para tornar-se supercondutor ❖ Mais tarde: supercondutores cerâmicos com Tc mais altas: Y1Ba2Cu3O7-x Tc 100 K nitrogênio líquido é suficiente para resfriar - supercondutividade desaparece: acima da Tc campo magnético corrente elétrica PARÂMETROS QUE DEFINEM UM SUPERCONDUTOR Profa. Nazir Monteiro dos Santos 82 ❖ MATERIAL DIELÉTRICO: material isolante elétrico (não-metálico) que pode ter DIPOLOS ❖ RIGIDEZ DIELÉTRICA: tensão máxima que o material pode suportar antes de perder as características de ser isolante. Para vidros, polímeros e cerâmicos 10 a 40 V/mm CONSTANTE DIELÉTRICA Capacitor constituído de duas placas metálicas paralelas separadas por uma distância "d" e de área "A". capacitância medida da habilidade de armazenar uma carga elétrica. adição de um dielétrico aumenta a capacitância por um fator , proporcionalmente. C = k A : constante dielétrica d e: permeabilidade do meio PROPRIEDADES BÁSICAS DOS MATERIAIS DIELÉTRICOS Profa. Nazir Monteiro dos Santos 83 adição de um dielétrico aumenta a capacitância por um fator , proporcionalmente. Profa. Nazir Monteiro dos Santos 84 + - ❖ Quando uma voltagem é aplicada uma placa se carrega positivamente e a outra negativamente. ❖ Capacitância: Quantidade de carga armazenada C (F) = Q / V ❖ Capacitância no vácuo: C = 0 A/l (0 = permissividade do vácuo = 8,85 x 10 -12 F/m) ❖ Capacitância com dielétrico: C = A / l ( = permissividade do dielétrico) ❖ Constante dielétrica r = / 0 Profa. Nazir Monteiro dos Santos 85 Como explicar o fenômeno da Capacitância? Dipolo elétrico: p = q d ➢ Dipolo é vetor que pode ser alinhado na presença de um campo elétrico ➔ POLARIZAÇÃO Deslocamento dielétrico: ➢ Densidade de carga na superfície do capacitor Proporcional ao campo elétrico. Profa. Nazir Monteiro dos Santos 86 P = ε0 (εr + 1) € D = ε0 € + P q – magnitude da carga d- distância de separação dos diplolos ε0 - permissividade no vácuo € - campo elétrico P – polarização D – densidade de carga ou deslocamento dielétrico ❖ Aumento da capacidade de carga resultante da introdução de um dielétrico Depende da frequência. Profa. Nazir Monteiro dos Santos 87 Profa. Nazir Monteiro dos Santos 88 a) A Capacitância (C) b) A Magnitude da carga armazenada em cada placa (Q) c) O deslocamento dielétrico (D) d) A polarização (P) d) P = ???? D = ε0 € + P P = D- ε0 € P= D- ε0 V/L A= 6,45 x 10-4 m2 L= 2 x 10-3 m 0 = 8,85 x 10 -12 F/m = ??? C = ??? C = A / l b) C (F) = Q / V Q = ???? Q = C V V=10 Volts c) D = ??? D = ε0 € € = V/L Considere um capacitor de placas paralelas que possui uma área de 6,45 x 10-4 m2 e que apresenta uma separação entre as placas de 2 x 10-3 m, através da qual um potencial de 10 Volts é aplicado. 0 = permissividade do vácuo = 8,85 x 10 -12 F/m Se um material que possui uma constante dielétrica de 6, for posicionado dentro da região entre as placas, calcule: Profa. Nazir Monteiro dos Santos 89 a) = ??? C = ??? A= 6,45 x 10-4 m2 L= 2 x 10-3 m 0 = 8,85 x 10 -12 F/m C = A / l = 5,31x10-11 F/m C = 1,71x10-11 F b) Q = ??? C (F) = Q / V Q = C V V=10 Volts Q= 1,71x10-10 C c) D = ???? D = ε0 € € = V/L D= 2,66 x 10-7 C/m2 d) P = ???? D = ε0 € + P P = D- ε0 € P= D- ε0 V/L P = 2,22 x 10-7 C/m2 No vácuo: + Q0 na parte superior – Q0 na inferior Campo elétrico polariza dielétrico ➢ Anula parte da carga original ➢ Permite maior acúmulo (Q0+ Q’) Profa. Nazir Monteiro dos Santos 90 Profa. Nazir Monteiro dos Santos 91 POLARIZAÇÃO ELETRÔNICA ➢ Sob ação de um campo elétrico, os elétrons respondem de forma a deslocar, provocando uma deformação na nuvem eletrônica. ➢ Com a retirada do campo elétrico, os elétrons voltam às suas posições originais. ➢ Portanto trata-se de uma indução de dipolos. POLARIZAÇÃO IÔNICA ➢ Os íons negativos e positivos deslocam relativamente um ao outro, quando o campo é aplicado. ➢ Quando o campo é retirado os íons voltam ao estado inicial. POLARIZAÇÃO POR CARGAS ESPACIAIS ➢ Essa polarização ocorre de forma a causar o acúmulo de cargas em regiões de um dielétrico com diferentes resistividades. ➢ Esses materiais são chamados multifásicos. Profa. Nazir Monteiro dos Santos 92 POLARIZAÇÃO POR ORIENTAÇÃO ➢ Em alguns materiais como o caso da água e também os ferroelétricos – existem dipolos permanentes. ➢ Sem a aplicação de um campo a soma das contribuições dipolares desses materiais pode ser nula - mas, quando aplicado um campo esses dipolos podem se orientar e dependendo as condições em que forem orientados, se manterem dessa forma, mesmo após a retirada desse campo. ➢ O que acontece é que com a aplicação de um campo elétrico, as forças elétricas provocam torques até que os vetores momento de dipolo estejam na mesma direção e sentido do campo. ➢ No caso da soma das contribuições dipolares desses materiais não ser nula (apresentarem polarização residual), diz-se que os materiais apresentam polarização espontânea. Profa. Nazir Monteiro dos Santos 93 Profa. Nazir Monteiro dos Santos 94 MATERIAIS FERROELÉTRICOS ❖ Possuem polarização espontânea em determinada faixa de temperatura e sua polarização pode ser invertida com a aplicação de um campo elétrico externo. ❖ Não têm um centro de simetria formam um momento dipolar ❖ Polarização permanente Propriedades PIEZOÉLETRICAS ❖ Em um material ferroelétrico o centro de cargas positivas não coincide com o centro de cargas negativas, resultando em materiais formados por dipolos intrínsecos. ❖ Entretanto, pelas disposições aleatórias desses dipolos, as contribuições de momento de dipolo se anulam. ❖ Desta forma com a aplicação de campo elétrico capaz de provocar torques nos dipolos, a amostra pode ser polarizada e assim permanecer, mesmo após a retirada do campo. Profa. Nazir Monteiro dos Santos 95 Profa. Nazir Monteiro dos Santos 96 ❖ Deve ser atentado que normalmente não ocorrem rotações individualizadas dos dipolos, e sim grupos de dipolos com momentos de dipolo resultantes que sofrem essa rotação. ❖ Esses grupos são comumente chamados de DOMÍNIOS. ❖ A polarização espontânea pode ser invertida pela aplicação de um campo elétrico, denominado campo coercitivo (Ec). ❖ Para campos mais elevados, atinge-se a polarização de saturação (Ps) e removendo-se o campo aplicado, a polarização não retorna ao valor nulo, definindo a chamada polarização remanescente (Pr). ❖ Nesses materiais existem temperaturas em que ocorrem transformações de fases estruturais. ❖ Para materiais ferroelétricos existe a fase ferroelétrica e paraelétrica. ➢ Fase paraelétrica - representa a ausência do efeito ferroelétrico para esses materiais. Profa. Nazir Monteiro dos Santos 97 ❖ A temperatura em que ocorre essa transição é conhecida como Temperatura crítica (Tc) ou mais comumente temperatura de Curie. ❖ Como exemplos de alguns materiais ferroelétricos podem ser citados: o Titanato de Bário (BaTiO3), o Titanato Zirconato de Chumbo (PZT) e o sal de Rochelle (tetrahidrato, tartrato de potássio e sódio Estrutura do BaTiO3. (a) Acima de 120ºC é cúbica. (b) Abaixo de 120ºC é levemente tetragonal, apresentando um momento dipolar elétrico. Profa. Nazir Monteiro dos Santos 98 ➢ Esse gráfico é conhecido como laço de histerese e ilustra exatamente que em um ferroelétrico existe uma polarização remanescente. ➢ Obviamente num cristal normal tal efeito não poderia ser observado. ❖ HISTERESE - é a tendência de um sistema de conservar suas propriedades na ausência de um estímulo que as gerou, ou ainda, é a capacidade de preservar uma deformação efetuada por um estímulo. Profa. Nazir Monteiro dos Santos 99 O que esses materiais tem em comum em sua vida ? TODOS PRECISAM DE UM DISPOSITIVO PIEZOELÉTRICO PORQUE???? PIEZOELETRICIDADE - é a capacidade de alguns cristais gerarem tensão elétrica por resposta a uma pressão mecânica. Materiais Piezoelétricos são usados em violões elétricos e vários outros instrumentos musicais para transformar vibrações mecânicas em sinais elétricos que são então ampliados e convertidos em som através de amplificadores convencionais, que utilizam o princípio do magnetismo - tem funcionamento baseado na vibração. Profa. Nazir Monteiro dos Santos 100 Energia elétrica Energia mecânica Profa. Nazir Monteiro dos Santos 101 ❖ EFEITO PIEZOELÉTRICO - pode ser entendido como a conversão de energia mecânica em energia elétrica (direto) ou a conversão de energia elétrica em energia mecânica (inverso). ❖ Assim as condições de contorno elásticas são importantes quando um campo elétrico é aplicado e similarmente, as condições de contorno elétricas são importantes quando é aplicada uma tensão mecânica sobre a amostra. Esquema dos dipolos elétricos (a) Material em condições normais. (b) Tensão compressiva causa uma ddp. (c) Tensão de tração - causa ddp. Profa. Nazir Monteiro dos Santos 102 ❖ Os materiais piroelétricos constituem-se num grupo especial de materiais piezoelétricos que são polarizados naturalmente nas condições naturais de temperatura e pressão. ❖ O grau de polarização do material muda sensivelmente com a temperatura daí sua denominação (“piros” significa fogo em grego). ❖ Um material comum que apresenta propriedades piroelétricas é a turmalina. ❖ Enquanto nos materiais piezoelétricos o campo elétrico se manifesta somente quando ocorre a deformação - nos materiais piroelétricos o campo está sempre presente. ❖ Nos materiais piroelétricos - o campo elétrico interno presente é muito intenso, de modo que sua polarização não pode ser alterada facilmente por meios externos. Profa. Nazir Monteiro dos Santos 103 ❖ Sensor de presença piroelétrico (PIR motion sensor) seu funcionamento baseia-se na detecção de calor emitido por objetos diversos, quando da exposição de material piroelétrico á este calor. ❖ Todo e qualquer objeto que estiver á temperatura acima do zero absoluto emite calor portanto todo objeto poderia ser “detectado” ou “visto” por um sensor piroelétrico. ❖ O ângulo de “visão” dos sensores piroelétricos é amplo ~100 graus, devido á utilização de uma lente na frente do mesmo, conhecida como lente de Fresnel. ❖ Este tipo de lente direciona os raios (luminosos ou não) para um pequeno ponto central, exatamente onde é colocado o sensor piroelétrico. Profa. Nazir Monteiro dos Santos 104 Automação residencial e controle por movimento Profa. Nazir Monteiro dos Santos 105 p = Coeficiente de carga piroelétrica μCoul/[ m2.K] ε / ε0 = Constante dielétrica, onde ε0 = 8,85 pF/m α = Difusividade térmica (x10-6 ) [m2 /s] L = Comprimento de difusão térmica (1Hz) [µm] Pv = Coeficiente de voltagem piroelétrica (P/ ε0) [V/ µm.K] M = Figura de mérito [V.mm2 /j] PVDF (fluoreto de polivinilideno) - PZT ( cerâmica de titanato zirconato de chumbo) TGS - Sulfato de Triglicina Profa. Nazir Monteiro dos Santos 106 Profa. Nazir Monteiro dos Santos 107