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tutoria 7 - placenta e membranas fetais 
Maria Karoline Duque 
★ Placenta e membranas fetais 
*A placenta e as membranas fetais separam o feto do endométrio, a camada interna da 
parede uterina. 
*Uma troca de substâncias, tais como nutrientes e oxigênio, ocorre entre as correntes 
sanguíneas materna e fetal através da placenta. ​Os vasos no cordão umbilical conectam 
a circulação placentária à circulação fetal​. 
*As ​membranas fetais​ incluem o ​córion, o âmnio, a vesícula umbilical e a alantoide. 
*As membranas placentária e fetal realizam as seguintes funções e atividades: ​proteção, 
nutrição, respiração, excreção de produtos residuais e produção de hormônios. 
*Pouco tempo ​após o nascimento​, a placenta e as membranas são expelidas do útero. 
*​Ao iniciar a nona semana de desenvolvimento​, a ​demanda do feto por fatores 
nutricionais aumenta​, fazendo com que ocorram ​grandes mudanças na placenta. A 
primeira delas é uma ​elevação na área superficial entre os componentes materno e 
fetal para facilitar a troca​. A ​disposição das membranas fetais também se altera 
conforme ​aumenta a produção de líquido amniótico. 
● Placenta 
*A placenta é o ​sítio primário da troca de nutriente e gases entre a mãe e o 
embrião/feto.​ A placenta é um ​órgão maternofetal​ que tem dois componentes: 
- Uma ​parte fetal que ​se desenvolve do saco coriônico (​d​eriva do trofoblasto e do 
mesoderma extraembrionário (a placa coriônica)), a membrana fetal mais 
externa. 
- Uma ​parte materna que ​é derivada do endométrio​, a membrana mucosa que 
compreende a camada interna da parede uterina. 
➢ Decídua 
*A decídua é o ​endométrio do útero em uma mulher grávida​. Ela é a ​camada 
funcional do endométrio que se separa do restante do útero após o parto 
(nascimento da criança). 
*As regiões deciduais, claramente reconhecidas durante uma ultrassonografia, são 
importantes no diagnóstico inicial da gestação. 
*As três regiões da decídua são chamadas ​de acordo com as suas relações com 
o sítio de implantação​: 
- A ​decídua basal é a parte da decídua profunda ao concepto (embrião/feto e 
membranas), que forma a parte materna da placenta e consiste em uma 
camada compacta de células grandes, as ​células deciduais, com 
quantidades abundantes de lipídios e de glicogênio (reação decidual), 
sobre o cório frondoso. 
- A ​decídua capsular é a ​parte superficial da decídua, que recobre o 
concepto sobre o polo abembrionário. Com o ​crescimento da vesícula 
coriônica, ela se alonga e degenera​. 
- Subsequentemente, o ​cório liso fica em contato com a parede uterina 
(​decídua parietal​) no lado oposto do útero​, ​com a qual se fusiona, 
obliterando o lúmen uterino. 
*O desenvolvimento inicial é caracterizado pela ​rápida proliferação do trofoblasto e pelo 
desenvolvimento do saco coriônico e das vilosidades coriônicas​. 
*Os ​genes homeobox (HLX e DLX3) expressos no trofoblasto e nos seus vasos 
sanguíneos ​regulam o desenvolvimento placentário. 
*​Ao final da terceira semana, os arranjos anatômicos necessários às trocas fisiológicas 
entre a mãe e o embrião/feto são estabelecidos. 
*Uma complexa ​rede vascular é estabelecida na placenta ao final da quarta semana, o 
que facilita as trocas maternoembrionárias de gases, nutrientes e produtos metabólicos 
residuais. 
*No começo do segundo mês, o trofoblasto se caracteriza por um grande número de 
vilosidades secundárias e terciárias​, que dão à placenta uma aparência radial. Os 
troncos vilosos (ou vilosidades de ancoragem) ​se estendem do mesoderma da placa 
coriônica até a concha trofoblástica​. A ​superfície da vilosidade é formada pelo 
sinciciotrofoblasto, situado sobre uma camada de células citotrofoblásticas que, por 
sua vez, recobrem um eixo de mesoderma vascularizado​. O sistema capilar que está ​se 
desenvolvendo no centro dos troncos vilosos logo entra em contato com os capilares 
da placa coriônica e com o pedúnculo embrionário, dando origem ao ​sistema vascular 
extraembrionário. 
*O ​sangue materno é fornecido à placenta por ​artérias espiraladas no útero. A abertura 
desses vasos para liberar sangue nos espaços intervilosos é alcançada pela ​invasão 
endovascular, realizada pelas células citotrofoblásticas. Estas, liberadas das 
extremidades das vilosidades de ancoragem, ​invadem as porções terminais das artérias 
espiraladas, onde substituem as células endoteliais maternas nas paredes dos vasos, 
criando ​vasos híbridos que contêm células maternas e fetais. Para completar esse 
processo, ​as células citotrofoblásticas sofrem uma transição epitelioendotelial​. 
*A invasão das artérias espirais por células citotrofoblásticas transforma esses vasos de 
diâmetro pequeno e de alta resistência em ​vasos de grande diâmetro e de baixa 
resistência​, que podem fornecer quantidade maior de sangue materno para os espaços 
intervilosos. 
*Durante os meses que se seguem, várias ​pequenas extensões crescem dos troncos 
vilosos existentes, as quais se estendem como ​vilosidades livres para os espaços 
lacunares ou intervilosos circunjacentes​. Inicialmente, essas novas vilosidades livres 
recém-formadas são primitivas; porém, ​no início do quarto mês​, as células 
citotrofoblásticas e algumas células do tecido conjuntivo desaparecem​. O 
sinciciotrofoblasto e a parede endotelial dos vasos sanguíneos são, assim, as únicas 
camadas que ​separam as circulações materna e fetal. 
*Frequentemente, ​o sincício se torna muito fino​, e fragmentos grandes contendo 
vários núcleos podem separar-se e cair nos espaços intervilosos de sangue. Esses 
fragmentos, conhecidos como ​nós sinciciais, entram na circulação materna e 
normalmente degeneram sem causar problemas​. 
*O ​desaparecimento das células citotrofoblásticas ​progride das vilosidades menores 
para as maiores​, e, ​embora sempre persistam nas vilosidades grandes, elas ​não 
participam das trocas entre as circulações materna e fetal​. 
 
 
*Com o crescimento do saco coriônico, ​as vilosidades ​associadas à decídua capsular 
tornam-se comprimidas, então, o seu suprimento sanguíneo é reduzido​; logo, elas se 
degenerarão​. Isso produz uma área relativamente ​avascular, o córion liso​. 
*Quando as vilosidades desaparecem, ​aquelas ​associadas à decídua basal rapidamente 
aumentam em ​número​, ramificam-se e aumentam em ​tamanho​. Isso forma a área 
espessa do saco coriônico, o córion viloso (córion frondoso)​. 
*No início do quarto mês, a placenta tem dois componentes: uma ​porção fetal, formada 
pelo cório frondoso​, e uma ​porção materna, constituída pela decídua basal​. 
*Do ​lado fetal​, a placenta é limitada pela ​placa coriônica​; em seu lado materno, tem como 
limite a decídua basal, da qual a ​placa decidual é incorporada mais intimamente à 
placenta​. 
*Na ​zona juncional​, o ​trofoblasto e as células deciduais se misturam. Essa região, 
caracterizada pelas ​células gigantes deciduais e sinciciais​, é ​rica em material 
extracelular amorfo​. 
*​A parte fetal está ligada à parte materna da placenta pela ​capa citotrofoblástica, a 
camada externa de células trofoblásticas na superfície maternal da placenta. As 
vilosidades coriônicasligam-se firmemente à decídua basal através da capa 
citotrofoblástica, que​ ​ancora o saco coriônico à decídua basal​. 
*Nessa fase da gestação, ​a maioria das células citotrofoblásticas vilosas já degenerou​. 
Entre as placas coriônica e decidual se encontram os espaços intervilosos, que são 
repletos de sangue materno. Eles ​derivam das ​lacunas no sinciciotrofoblasto e estão 
revestidos por ele​. 
*​Durante o quarto e o quinto meses​, ​a decídua forma numerosos ​septos deciduais​, que 
se projetam para os espaços intervilosos, ​mas não alcançam a placa coriônica ​. Esses 
septos têm um eixo de tecido materno​, mas sua superfície está coberta por uma camada 
de sinciciotrofoblasto, ​de modo que a camada sincicial sempre separará o sangue 
materno presente nos espaços intervilosos do tecido fetal da vilosidade. 
*​As artérias espiraladas (vasos semelhantes a saca-rolhas) passam através de fendas 
na capa citotrofoblástica e descarregam o sangue no espaço interviloso. Esse grande 
espaço ​é drenado pelas veias endometriais, que também penetram na capa 
citotrofoblástica​. 
*Como ​resultado dessa formação septal, a placenta se divide em vários 
compartimentos​, ou ​cotilédones​. Como os septos deciduais não alcançam a placa 
coriônica, ​o contato entre os vários cotilédones se mantém​. 
 
*Como resultado do ​crescimento contínuo do feto e da expansão do útero, a placenta 
também cresce​. Seu aumento em área superficial acompanha aproximadamente o do 
útero em expansão e, ao longo de toda a gravidez, ​ela cobre aproximadamente 15 a 30% 
da superfície interna do útero e pesa aproximadamente um sexto do peso do feto​. 
*O ​aumento da placenta ​em espessura é resultado da ​arborização das vilosidades 
existentes​ e não é causado por penetração adicional nos tecidos maternos. 
*O crescimento no tamanho e na espessura da placenta ​continua rapidamente até o feto 
ter aproximadamente 18 semanas de idade. 
*As vilosidades coriônicas ramificadas da placenta proporcionam uma grande área de 
superfície onde ​materiais podem ser trocados através de uma ​membrana placentária 
muito delgada, ​interposta entre as circulações materna e fetal​. É através das 
ramificações das vilosidades, que se originam das vilosidades-tronco, que ocorre o 
principal meio de troca de material entre a mãe e o feto. 
*​As circulações fetal e materna estão separadas pela membrana placentária​, que 
consiste em​ tecidos extrafetais​. 
*​Até aproximadamente 20 semanas​, a ​membrana placentária consiste em quatro 
camadas: sinciciotrofoblasto, citotrofoblasto, tecido conjuntivo das vilosidades e 
endotélio dos capilares fetais. ​Após a vigésima semana​, as trocas celulares ocorrem nas 
ramificações das vilosidades. 
*​Células citotrofoblásticas finalmente desaparecem ao longo de grandes áreas das 
vilosidades​, ​deixando somente as de sinciciotrofoblasto​. ​Em algumas áreas​, a 
membrana placentária t​orna-se marcadamente mais fina e atenuada​. Nesses sítios, o 
sinciciotrofoblasto entra em contato direto com o endotélio dos capilares fetais para 
formar a ​membrana placentária vasculosincicial. 
*Nessas vilosidades, ​o sinciciotrofoblasto frequentemente tem uma ​borda em escova 
que consiste em numerosas microvilosidades​, ​as quais aumentam muito a área 
superficial​ e, consequentemente, a taxa de troca entre as circulações materna e fetal. 
*Algumas vezes a membrana placentária é chamada de barreira placentária​; esse é um 
termo inapropriado porque existem somente umas poucas substâncias, endógenas 
ou exógenas, que são incapazes de passar através da membrana em quantidades 
detectáveis​. 
*A membrana placentária ​atua como uma barreira somente quando uma molécula é de 
certo tamanho, configuração e carga, como a heparina. 
*Alguns ​metabólitos, toxinas e hormônios, embora presentes na circulação materna, 
não passam através da membrana placentária em concentrações suficientes para 
afetar o embrião/feto. 
*A ​maioria das drogas e outras substâncias do plasma do sangue materno passa 
através da membrana placentária​ e entram no plasma sanguíneo fetal . 
*​Ao final da gestação​, um ​material fibrinoide eosinofílico reforça as superfícies das 
vilosidades​, o que parece ​reduzir a transferência placentária​. 
*Coletivamente, os ​espaços intervilosos de uma placenta madura contêm aproximadamente 
150 mℓ de sangue, que são abastecidos cerca de 3 a 4 vezes por minuto. 
 
 
 
 
 
➢ Circulação fetal 
*O ​sangue pobremente oxigenado passa através das ​artérias umbilicais 
para a placenta​. No sítio de ligação do cordão umbilical à placenta, as 
artérias se dividem em várias artérias coriônicas dispostas radialmente 
que se ​ramificam livremente na placa coriônica antes de entrarem nas 
vilosidades coriônicas​. 
*Os vasos sanguíneos formam um ​extenso ​sistema arteriocapilar-venoso 
dentro das vilosidades coriônicas​, que ​traz o sangue fetal para 
extremamente perto do sangue materno​. Esse sistema proporciona uma 
grande área de superfície para a troca de produtos metabólicos e 
gasosos entre as correntes sanguíneas materna e fetal. 
*O ​sangue fetal bem oxigenado nos capilares fetais passa para ​veias de 
paredes delgadas que seguem as artérias coriônicas ao sítio de ligação 
do cordão umbilical. Elas ​convergem aqui para formarem a ​veia 
umbilical. Esse grande vaso transporta ​sangue rico em oxigênio para o 
feto. 
➢ Circulação materna 
*O ​sangue materno no espaço interviloso ​está temporariamente fora do 
sistema circulatório materno​. Ele entra no espaço interviloso ​através de 80 
a 100 artérias espiraladas endometriais na decídua basal. Essas artérias 
descarregam para o espaço interviloso através de fendas na capa 
citotrofoblástica. 
*O ​fluxo sanguíneo das artérias espiraladas é pulsátil. O ​sangue que 
entra apresenta uma pressão consideravelmente mais alta que a do 
espaço interviloso e, consequentemente, o sangue é lançado em 
direção à placa coriônica​, que forma o “teto” do espaço interviloso. 
*​Assim que a pressão se dissipa, ​o sangue flui lentamente pelas 
ramificações das vilosidades, permitindo uma troca de produtos 
metabólicos e gasosos com o sangue fetal. 
*​O sangue retorna pelas ​veias endometriais​ para a circulação materna​. 
*O ​bem-estar do embrião/feto ​depende mais da irrigação adequada das 
ramificações das vilosidades com ​sangue materno que de qualquer 
outro fator. 
*Reduções da circulação uteroplacentária resultam em ​hipóxia fetal e em restrição do 
crescimento intrauterino (RCIU)​. Reduções severas da circulação podem resultar em 
morte do embrião/feto. 
*Funções da placenta: 
- Metabolismo (p. ex., síntese do glicogênio). 
- Transporte de gases e nutrientes. 
- Secreção endócrina (p. ex., gonadotrofina coriônica humana [hCG]). 
- Proteção. 
- Excreção (produtos residuais fetais). 
➢ Metabolismo placentário 
*A placenta, particularmente durante a gestação inicial, sintetiza ​glicogênio, 
colesterol e ácidos graxos, que servem como fontes de nutrientes e 
energia para o embrião/feto. 
➢ Transferência placentária 
*O transporte de substâncias, em ​ambas as direções​, entre o sangue fetal e 
o materno é ​facilitado pela grande área de superfície da membranaplacentária​. 
*Quase todos os materiais são transportados através dessa membrana por 
um dos quatro principais mecanismos de transportes que seguem: ​difusão 
simples ​(o transporte ​passivo por difusão simples é geralmente 
característico de substâncias que se movem de ​áreas de maior 
concentração para as de menor concentração até o equilíbrio ser 
estabelecido), difusão facilitada (há transporte ​através de gradientes 
elétricos e requer um transportador, mas não energia​. Tais sistemas 
podem envolver ​moléculas carreadoras que temporariamente se 
combinam com as substâncias a serem transportadas​)​, transporte ativo 
(passagem de ​íons ou moléculas através de uma membrana celular​) e 
pinocitose ​(é uma forma de ​endocitose na qual o material que está sendo 
engolfado é ​uma pequena quantidade de líquido extracelular​/​moléculas 
grandes​). 
➢ Transferência de gases 
*Oxigênio, dióxido de carbono e monóxido de carbono atravessam a 
membrana placentária por​ ​difusão simples. 
*​A quantidade de oxigênio que chega ao feto é primariamente limitada 
ao fluxo​, em vez de limitada à difusão​; logo, a ​hipóxia fetal ​(decréscimo 
dos níveis de oxigênio) resulta primariamente de fatores que diminuem 
ou o fluxo sanguíneo uterino ou o fluxo sanguíneo embrionário/fetal. 
*A ​falência respiratória materna (p. ex., devido à pneumonia) também 
reduzirá o transporte de oxigênio para o embrião/feto. 
➢ Substâncias nutricionais 
*A água é rapidamente trocada por difusão simples e em quantidades 
crescentes conforme o avanço da gestação. 
*A glicose produzida pela mãe e pela placenta é rapidamente transferida para 
o embrião/feto por difusão facilitada (ativa) mediada primariamente por um 
transportador de glicose 1 (GLUT-1), um carreador de glicose independente 
de insulina. 
*O colesterol materno, os triglicerídeos e os fosfolipídios são transferidos. 
Embora exista transporte de ácidos graxos livres, a quantidade transferida 
parece ser relativamente pequena, com ácidos graxos poliinsaturados de 
cadeia longa; sendo o ácido graxo livre transportado em quantidades 
maiores. *Os aminoácidos são ativamente transportados através da 
membrana placentária e são essenciais para o crescimento fetal. Para a 
maioria dos aminoácidos, as concentrações plasmáticas no embrião/feto são 
maiores que na mãe. 
*As vitaminas atravessam a membrana placentária e são essenciais para o 
desenvolvimento normal. As vitaminas hidrossolúveis atravessam a 
membrana placentária mais rapidamente que as vitaminas lipossolúveis. 
 
 
➢ Eletrólitos 
*Os eletrólitos são trocados livremente através da membrana placentária em 
quantidades significativas, cada tipo em sua própria taxa. 
➢ Hormônios 
● Âmnio 
*O ​fino, mas resistente ​âmnio forma um ​saco amniótico membranoso preenchido por 
líquido que circunda o embrião e mais tarde o feto. 
*O saco contém​ ​líquido amniótico. 
*​Enquanto o âmnio aumenta em tamanho​, ele ​gradualmente ​oblitera a cavidade 
coriônica e forma a cobertura epitelial do cordão umbilical. 
 
● Cordão umbilical 
*A linha oval de reflexão entre o âmnio e o ectoderma embrionário (junção 
âmnio-ectodérmica) é o anel umbilical primitivo. 
*Na quinta semana do desenvolvimento, as seguintes estruturas passam pelo anel: (1) o 
pedúnculo embrionário, contendo o alantoide e os vasos umbilicais, que consistem em duas 
artérias e uma veia; (2) o pedúnculo vitelino (ducto vitelino), acompanhado dos vasos 
vitelinos; e (3) o canal que conecta as cavidades intraembrionária e extraembrionária. A 
própria vesícula vitelínica ocupa um espaço na cavidade coriônica, ou seja, o espaço entre 
o âmnio e a placa coriônica. 
*Com a progressão do desenvolvimento, a cavidade amniótica aumenta rapidamente à 
custa da cavidade coriônica e o âmnio começa a envolver os pedúnculos embrionários e da 
vesícula vitelínica, comprimindo-os e dando origem ao cordão umbilical primitivo. 
*Distalmente, o cordão contém o pedúnculo da vesícula vitelínica e os vasos umbilicais; 
mais proximalmente, ele contém algumas alças intestinais e o remanescente do alantoide . 
● Alantoide 
★ Tabagismo 
*De acordo Aleixo Neto (1990) as substâncias que compõe o cigarro são diversas. As 
principais, e mais maléficas, são: nicotina e o monóxido de carbono (CO). 
- Nicotina: um dos efeitos mais importantes é a ​vasoconstrição dos vasos uterinos​, 
reduzindo-se assim a perfusão do espaço interviloso​, com a conseqüente 
redução da disponibilidade de oxigênio para o feto​. 
Déficits neurológicos​, no pós nascimento, como ​cognição, desenvolvimento 
psicomotor e psicossexual também são relacionados à nicotina. Conforme os 
autores, estes déficits denotam a ​neurotoxicidade da nicotina que interage com os 
receptores nicotínicos colinérgicos em fase precoce e inadequada durante a 
gestação, ​prejudicando a neurogênese e a sinaptogênese. 
Compromete o crescimento dos pulmões e leva à redução das pequenas vias 
aéreas​, implicando em ​alterações funcionais respiratórias na infância, que 
persistem ao longo da vida​. O desenvolvimento pulmonar modificado pode estar 
associado ao aumento do ​risco futuro de doença pulmonar obstrutiva crônica 
(DPOC), câncer de pulmão e doenças cardiovasculares​. 
A ​exposição prolongada da medula adrenal do feto à nicotina leva à ​perda de 
sua capacidade de responder reflexamente à hipóxia​, levando a uma explicação 
para síndrome de morte súbita nos bebês. 
- Monóxido de carbono: o CO liga-se à hemoglobina materna e fetal no sítio onde se 
deveria ligar o oxigênio, com afinidade 200 vezes maior que este. O produto dessa 
ligação é a carboxihemoglobina (COHb). A hemoglobina fetal tem uma ligação com o 
CO mais forte que a hemoglobina materna, resultando em níveis de COHb mais 
elevados na circulação fetal. As altas concentrações de COHb provocam hipóxia 
tecidual, estimulando a eritropoiese e causando uma elevação do hematócrito da 
gestante fumante e de seu feto. Isto implica em hiperviscosidade sangüínea, 
aumento do risco de infarto cerebral no neonato, e mau desempenho da placenta, 
além de influenciar o crescimento do feto. 
No sistema nervoso do feto, o CO tem ação de uma potente toxina, e pode causar 
lesões neurológicas temporárias e/ou permanentes. 
No sistema cardiovascular, provoca elevação da freqüência cardíaca e hipertrofia 
miocárdica. 
- Outros efeitos tóxicos: é sabido que o tabagismo leva ao comprometimento do 
sistema imunológico, com diminuição da capacidade fagocitária dos macrófagos e 
alteração dos níveis de IgA nas mucosas. Isto pode explicar porque as gestantes 
fumantes têm maior risco de abortamento. 
Rotura prematura de membranas: Rocha (1996) apud Gondim et al (2006) traz uma 
relação da rotura prematura de membranas com a infecção de líquido amniótico, 
pois é dito que as substâncias contidas no cigarro atravessam a barreira 
útero-placentária, principalmente a nicotina. 
Placenta prévia: Aleixo Neto (1990) descreve que o aumento da resistência vascular 
materno-fetal dificulta troca de oxigênio pela placenta, contribuindo para o aumento 
de incidência de placenta prévia e deslocamento prematuro da placenta em mãesfumantes. Rocha apud Gondim et al (2006) afirma que o fumo acelera o 
desenvolvimento de lesões escleróticas na média das pequenas artérias e arteríolas 
uterinas, provocando uma redução do fluxo sangüíneo em muitas áreas do 
endométrio, podendo resultar em placenta prévia. 
Descolamento prematuro de placenta: Aleixo Neto (1990) justifica o índice elevado 
em gestantes fumantes, afirmando que as placentas de grávidas fumantes 
apresentam necrose na decídua basal com maior frequência. 
As malformações congênitas, como defeitos obstrutivos do ventrículo e átrio direitos, 
além de defeitos de septo. 
★ Estresse 
*O estresse da gestante pode prejudicar o bebê devido às alterações que causa no 
organismo da mulher, como: mudanças no apetite, no sono, aumento da pressão arterial e 
enfraquecimento do sistema imunológico, o que aumenta as chances de infecções no útero, 
parto prematuro e nascimento de bebês com baixo peso. 
*Estas consequências podem acontecer porque o feto fica mais exposto ao hormônio 
cortisol e as citocinas inflamatórias que são produzido em excesso pela mãe e atravessa a 
placenta. 
*As principais consequências do estresse materno para o bebê incluem: 
- Aumento do risco de alergias porque o excesso de cortisol faz com que o bebê 
produza mais imunoglobulina E, uma substância ligada às alergias, como a asma, 
por exemplo; 
- Baixo peso ao nascer devido a diminuição da quantidade de sangue e oxigênio que 
chega ao bebê; 
- Aumento das chances de parto prematuro devido a maturação mais rápida dos 
sistemas e aumento da tensão muscular da mãe; 
- Maior resistência à insulina e maior risco de obesidade na vida adulta devido a 
exposição às citocinas inflamatórias; 
- Aumento do risco de doenças cardíacas devido ao desequilíbrio do sistema 
simpático adrenal; 
- Alterações cerebrais como dificuldade de aprendizagem, hiperatividade e aumento 
do risco de transtornos como depressão, ansiedade e esquizofrenia devido a 
exposição repetida de cortisol. 
★ Direitos trabalhistas das gestantes 
*A legislação do País possui uma série de mecanismos para assegurar que as ​gestantes 
ou mães não sejam prejudicadas no mercado de trabalho em razão de sua condição​. 
*A ​Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) busca garantir que a ​mudança de rotina 
gerada pela gravidez e, posteriormente, pelo período pós-parto, não seja um 
empecilho para o desempenho normal da atividade laboral. 
*Além disso, uma das prioridades das leis do País é ​certificar que a saúde das gestantes 
e dos bebês em formação não seja afetada pelo trabalho​. 
● Diagnóstico da gravidez 
*Muitas empresas exigem que a mulher faça um exame para diagnosticar que está grávida. 
No entanto, essa prática não é legal. ​De acordo com o ​artigo 373-A da CLT nenhum 
patrão pode obrigar a empregada a se submeter ao teste, nem mesmo no ​exame 
admissional​ ou demissional. 
*Portanto, ​cabe à profissional ser honesta durante ​processos seletivos​, contando de 
sua situação ao possível empregador. 
*Caso durante a seleção a mulher descobrir a gravidez é uma conduta ética informar aos 
responsáveis pelo​ recrutamento​. 
● Estabilidade no emprego 
*De acordo com a CLT, ​todas as mulheres grávidas que trabalham ​com carteira 
assinada não podem ser demitidas sem justa causa desde a data de concepção da 
gravidez (e não de sua descoberta) até cinco meses após o parto​. 
*Se a mulher descobriu a gestação depois de já ter sido desligada da empresa, mas pode 
comprovar que a fecundação foi feita enquanto ainda era funcionária, ​ela tem direito à 
readmissão. 
*A lei garante ​imunidade a todas as mães com vínculos empregatícios ativos, o que 
inclui também o período de ​aviso prévio​. 
*A demissão de gestantes só é válida se for por justa causa ou de iniciativa própria da futura 
mãe. 
● Mudança de função ou setor 
*Se a atividade desempenhada pela ​mulher grávida ou lactante (isto é, que está 
amamentando) ​oferecer riscos a sua saúde ou à do bebê, ela pode pedir a mudança de 
cargo ou transferência de setor a qualquer momento – ​bastando apenas apresentar 
um atestado médico. 
*A lei diz que essas mulheres não podem estar sujeitas a ​funções ou ambientes 
insalubres. Ruído excessivo, poeira, radiação, vibração, tudo isso caracteriza 
insalubridade. 
● Consultas e exames 
*A CLT também prevê que a gestante ​possa se ausentar do trabalho ​sem necessidade 
de justificativa por seis vezes para se submeter aos exames de rotina, como o 
pré-natal, por exemplo. 
*A mulher também tem liberdade para se consultar com seu médico ​quantas vezes 
forem necessárias durante a gestação​, principalmente se sua gravidez for de alto risco. 
*Receber uma ​declaração de comparecimento todas as vezes em que for às consultas 
de pré-natal ou fizer algum exame. Apresentando esta declaração à sua chefia, as 
faltas ao trabalho serão justificadas. 
● Licença-maternidade 
*Todas as mulheres que trabalham no país e que ​contribuem para o ​Instituto Nacional do 
Seguro Social (INSS) têm direito à licença-maternidade. O auxílio também é assegurado 
àquelas que sofrem ​abortos espontâneos, dão à luz bebês natimortos, adotam ou 
obtêm a guarda judicial de uma criança. 
*De acordo com a CLT, toda gestante ou mãe adotante tem direito ao afastamento de 
pelo menos ​120 dias nas organizações privadas e de 180 dias no serviço público 
federal (assim como no funcionalismo de muitos municípios e estados do país). 
*Em 2008, no entanto, entrou em vigor o ​Programa Empresa Cidadã​, que permite às 
empresas privadas oferecer a prorrogação da duração do auxílio por mais 60 dias, 
igualando-o ao das funcionárias públicas. 
Esse bônus só é válido às ​empresas que aderirem ao programa por meio do 
Atendimento Virtual da Receita Federal​. As gestantes e mães adotantes, por sua vez, 
devem solicitar a prorrogação do benefício até o final do primeiro mês após o parto 
ou finalização do processo de adoção ou guarda. 
*​Em casos excepcionais, como aqueles em que há risco à vida da mãe ou do bebê​, a 
licença pode ser prorrogada por mais 15 dias, bastando que a funcionária apresente 
um atestado assinado por seu médico que comprove o motivo do afastamento​. 
Nessas situações, porém, o período longe do trabalho não é caracterizado como 
licença-maternidade, e sim ​auxílio-doença – um direito previsto a todos os funcionários que 
trabalham com carteira assinada, sem exceções. 
● Amamentação 
*​Após o período de licença-maternidade, a mãe tem garantido o direito de amamentar 
seu bebê mesmo em horário de trabalho. A regra é semelhante ao direito de todos os 
trabalhadores ao ​período de d​ela pode tirar até dois períodos de 30 minutos todos os 
dias para se dedicar à amamentação​escanso: se a funcionária tem uma jornada de 
trabalho de oito horas, . 
*Além disso, segundo a legislação trabalhista, ​todas as empresas que contam com mais 
de 30 funcionárias mulheres maiores de 16 anos têm que ​oferecer um ambiente 
adequado (como uma sala arejada e iluminada, por exemplo) para amamentação​. 
*É importante lembrar que ​nenhuma mulher pode ser constrangida ao amamentar seubebê, em qualquer circunstância ou ambiente. A amamentação em público ​é um direito 
que ultrapassa as leis trabalhistas e prevê multa em cinco estados brasileiros​: Mato 
Grosso, ​Minas Gerais​, Santa Catarina, ​Rio de Janeiro​ e ​São Paulo​.

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