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Urinálise Prof. Dr. Samuel M Ribeiro de Noronha Biomedicina/Enfermagem FMU I - URINA APARELHO EXCRETOR – SISTEMA URINÁRIO ANATOMIA DO SIST URINÁRIO 2 SISTEMA EXCRETOR • 2 RINS; • 2 URETERES; • BEXIGA; • URETRA. FUNÇÃO: 7 FUNÇÕES DISTINTAS AÇÕES: Filtração, reabsorção e secreção. Anatomia Renal 721:12 RINS • DIMENSÕES 11,25x7,5CM • PESO = 120 A 170G HOMEM E 115 A 155 MULHER ANATOMIA – SIST URINÁRIO • Margem lateral • Margem medial • Hilo renal • Seio renal • Face anterior • Face posterior • Pólo superior • Pólo inferior • Cápsula fibrosa Corpo adiposo pararrenal Parênquima renal Medula renal Pirâmides renais Base da pirâmide Ápice da pirâmide Córtex renal Colunas renais Artéria renal Aa. dos segmentos Aa. interlobares Aa. arqueadas Aa. Interlobulares Veia renal Vv. dos segmentos Vv. interlobares Vv. arqueadas Vv. interlobulares 1. Cápsula renal 2. Córtex renal 3. Coluna de Bertin 4. Medula renal 5. Pirâmide renal 6. Papila renal 7. Pelve renal 8. Cálice maior 9. Cálice menor 10. Ureter 11. Corpúsculo renal 12. Veia interlobular e Artéria interlobular 13. Veia arqueada e Artéria arqueada 14. Veia interlobar e Artéria interlobar 15. Artéria renal 16. Veia renal 17. Hilo renal 18. Seio renal 19. Veia segmentar e Artéria segmentar 20. Arteríola aferente 21. Arteríola eferente 22. Artéria radial perfurante 23. Veia estrelada URETERES • 6 MM DIÂMETRO E 25CM A 30 CM DE COMPRIMENTO • VIA URINÍFERA • PELVE RENAL Cálices renais maiores Cálices renais menores • URETER – Parte abdominal – Parte pélvica BEXIGA • Capacidade volumétrica no adulto = 700 a 800 ml BEXIGA • BEXIGA URINÁRIA • Ápice da bexiga • Ligamento umbilical mediano • Corpo da bexiga • Fundo da bexiga • Colo da Bexiga • M. detrusor da bexiga • Úvula da bexiga • Trígono da bexiga – Prega interuretérica – Óstio do ureter – Óstio interno da uretra URETRA • Masculina de de 15 a 20cm com 8 a 10ml diâmetro; • Feminina de 5cm. • URETRA MASCULINA • Parte prostática • Parte membranácea • Parte esponjosa (=peniana) – Parte bulbar da uretra – Fossa navicular da uretra – Óstio externo da uretra • URETRA FEMININA • Óstio externo da uretra AS 7 FUNÇÕES DO RIM DE POETA 1 DEFINIÇÃO • URINA – líquido subproduto do metabolismo de animais; • Subprodutos ricos em N: uréia, ácido úrico e creatinina; • Eliminados por meio da micção, metabólitos solúveis em água. Filtração - reabsorção + secreção = excreção renal ou CLEARANCE 1 filtração • Separação de sólidos em um líquido (ou gás) através de um meio que permite apenas a passagem do líquido (filtrado). • Entretanto, o processo não é completo, pois parte do sólido acompanha o líquido; A filtração glomerular 1a etapa na formação da urina. O sangue arterial é conduzido sob alta pressão nos capilares do glomérulo. Essa pressão, que normalmente é de 70 a 80 mmHg, tem intensidade suficiente para que parte do plasma passe para a cápsula de Bowman, onde as substâncias pequenas - água, sais, vitaminas, açúcares, aminoácidos e excretas - saem do glomérulo e entram na cápsula de Bowman. Somente as células sanguíneas (não é possível filtrar) e as proteínas (devido ao seu alto peso molecular e à sua carga, que é igual a da barreira de filtração) não vão ser filtradas. Esse processo resulta em um líquido que recebe o nome de filtrado glomerular. BARREIRA DE FILTRAÇÃO GLOMERULAR • A) ENDOTÉLIO FENESTRADO • B) LÄMINA BASAL • C) PEDICELOS ENDOTÉLIO • Endotélio: fenestrado e permeável a água, ao sódio, a uréia, a glicose e a pequenas proteínas. As células endoteliais são cobertas por glicoproteínas de cargas negativas (sulfato de heparana) que retardam a filtração de proteínas aniônicas. LÄMINA BASAL • Lâmina Basal: Produto das células endoteliais e dos podócitos, contém colágeno tipo IV, laminina, fibronectina e proteoglicanos ricos em sulfato de heparana (glicosaminoglicano) que também retarda a filtração das proteínas aniônicas. Forças atuantes na filtração glomerular É necessário, para que ocorra filtração glomerular, que exista uma força resultante que submeta a passagem do plasma sanguíneo contra a membrana de filtração. Com essa força contra a membrana filtrante, alguns componentes do plasma podem ultrapassar ou não a membrana de filtração, e isso dependerá do tamanho e forma das substâncias plasmáticas. Essa força resultante, que é a origem da Pressão de Filtração, é a resultante da soma vetorial de outras forças atuantes no processo, conhecidas como Forças de Starling, determinadas pelo balanço entre as pressões hidrostáticas e oncóticas transcapilares. É por essa força propulsora que o movimento de fluida atravessa a membrana filtrante. As forças de Starling são determinadas pelas: Filtração No corpúsculo renal, que é composto de um glomérulo fechado em uma cápsula de Bowman. Células, proteínas e outras moléculas grandes são filtradas para fora do glomérulo por um processo de ultrafiltração, deixando um ultrafiltrado que se assemelha ao plasma (exceto que o ultrafiltrado tem algumas proteínas plasmáticas) para entrar no espaço de Bowman. A filtração é conduzida pelas forças de Starling. reabsoção • Processo pelo qual os solutos e a água são removidos do fluido tubular e transportados para o sangue. Chama-se reabsorção (e não absorção) porque essas substâncias já foram absorvidas uma vez (particularmente nos intestinos) e porque o corpo as está recuperando de uma corrente de fluido pós-glomerular que está a caminho de se tornar urina (isto é, em breve serão perdidos para a urina, a menos que sejam recuperados). • 2 etapas extração ativa ou passiva de substâncias do fluido tubular para o interstício renal (o tecido conectivo que envolve os néfrons); transporte dessas substâncias do interstício para a corrente sanguínea. Esses processos de transporte são impulsionados pelas forças de Starling, difusão e transporte ativo. REABSORÇÃO INDIRETA DE HCO3 - • In the lumen – H+ + HCO3 − = H2CO3 – Luminal carbonic anhydrase enzymatically converts H2CO3 = H2O + CO2 – CO2 freely diffuses into the cell • In the epithelial cell – Cytoplasmic carbonic anhydrase – CO2 + H2O (which is abundant in the cell) = H2CO3 – H2CO3 (readily dissociates) = H + + HCO3 − – HCO3 − is facilitated out of the cell's basolateral membrane Hormônios reguladores da reabsorção aldosterona, que estimula a reabsorção ativa de sódio (e a água como resultado) hormônio antidiurético (ADH), que estimula a reabsorção passiva de água Ambos os hormônios exercem seus efeitos principalmente nos dutos coletores. A secreção tubular • Simultanea ä reabsorção do filtrado. • Substâncias, geralmente produzidas pelo corpo ou os subprodutos do metabolismo celular que podem se tornar tóxicos em alta concentração, e algumas drogas (se tomadas). • pode ser ativa ou passiva ou co-transportadora. • Substâncias principalmente secretadas no túbulo renal são; H +, K +, NH3, ureia, creatinina, histamina e drogas como a penicilina. A secreção tubular ocorre em PCT e DCT; • por exemplo, no túbulo contornado proximal, o potássio é secretado por meio de bomba de sódio-potássio. PEDICELOS • Pedicelos: São prolongamentos celulares interdigitantes dos podócitos que cobrem a lâmina basal e estão cobertos com uma camada de glicoproteínas de carga negativa (1). O espaço entre pedicelos adjacentes é denominado fenda de filtração(2). O diafragma da fenda de filtração consiste em nefrina que filtra a passagem de albumina. • Filtração ocorre no corpúsculo renal HISTOLOGIAdo NÉFRON 21:12 34 Funções dos Rins • Processamento da vitamina D 35 Provitamina D3 (7-deidrocolesterol) Vitamina D3 (colecalciferol) 25-hidroxicalciferol FÍGADO 1,25 -dihidroxicalciferol (calcitriol) RIM forma biológicamente ativa hormônio que atua na regulação da absorção de cálcio no intestino e regulação dos níveis de cálcio no tecido ósseo. PELE 21:12 3 – A UNIDADE FUNCIONAL • NECESSÁRIOS 3 CONCEITOS: FILTRAÇÃO , REABSORÇÃO SECREÇÃO Néfron = unidade funcional 3721:12 Histofisiologia 3821:12 • NECESSÁRIOS 3 CONCEITOS: FILTRAÇÃO , REABSORÇÃO SECREÇÃO ÓRGÃO PRODUTOR DE ADH – ADENO- HIPÓFISE Reflexo de micção • 2 fases • Enchimento • Esvaziamento • O reflexo da micção é um reflexo completamente autonômico da medula espinhal, mas pode ser inibido ou facilitado por centros do cérebro. ENCHIMENTO Mm esfíncteres int e ext contraídos detrusor (ativ simpática recs beta) relaxado (ativ simpática recs alfa); ESVAZIAMENTO 1. Eleva V, receptores no trígono sinalizam distenção do m detrusor – af: n. pélvicos p/segmentos sacrais da medula e ef: contração musc (reflexo); 2. Impulsos nervosos ascendentes tornam consciente; ESVAZIAMENTO 3. reflexos de micção tornam-se mais freqüentes mais intensos causando contrações também cada vez maiores do músculo detrusor, num ciclo repetitivo e contínuo, até que a bexiga atinja um alto grau de contração; 4 .outro reflexo é desencadeado determinado o relaxamento esfincteriano int; ESVAZIAMENTO 5. contração do detrusor associada ao relaxamento voluntário esfincteriano e dos músculos elevadores do ânus, permitindo o fluxo, enquanto o córtex inibe o relaxamento simpático da bexiga; 6. A ativação dos receptores colinérgicos parassimpático no músculo detrusor estimula a sua contração e a micção começa. ATIVIDADE • FORME DUPLA; • REESCREVA O REFLEXO DE MICÇÃO EM QUE CADA UM RELEMBRA UM PASSO ENQUANTO O OUTRO ESCREVE; • COMECE PELO ENCHIMENTO, SERÃO 7 PASSOS NO TOTAL. 10 min Ganho e perda d’água se equivalem em nosso corpo AS CONEXÕES DE SISTEMAS DESSA MANEIRA... O EXCRETOR RETIRA DO SANGUE; • OS METABÓLITOS TÓXICOS • EXCESSO DE ÁGUA; • AÇÚCARES; • URÉIA (ELEVADAS CONCENTRAÇÕES); • ETC. 4 MICÇÃO • ENTRE GRANDES MAMÍFEROS: • Duração: 21s + ou – 13s; • Menores (rato, morcego) não produzem jato, mas gotas. 5 - QUANTITATIVOS • MÉDIA: 1,4 L (0,6 A 2,6L) DIA/PER CAPTA; • 6 A 8 MICÇÕES /DIA DEPENDENDO: Grau de hidratação, nível de atividade, condições ambientais, saudável, peso, etc. 6 - EXTREMOS Excesso ou ausência de urina são condições que requerem cuidados médicos: • Poliúria = excesso – mais de 2,5l/dia; • Oligúria = redução – menos de 400ml/dia; • Anúria = extrema redução – menos de 100ml/dia. 7 COMPONENTES • ÁGUA – 91 A 96%; • SAIS INORGÂNICOS; • ORGÂNICOS (HORMÔNIOS, PROTEÍNAS, ETC); A - SÓLIDOS TOTAIS • 59g DE SÓLIDOS POR DIA/PESSOA; • 65 A 85% DOS SÓLIDOS SÃO ORGÂNICOS; • MAIS DA METADE DOS SÓLIDOS É URÉIA. 58 elementos de adulto de 70kg B – EM TERMOS DE ELEMENTOS QUÍMICOS • CARBONO = 6,87g/L; • NITROGÊNIO = 8,12g/L; • OXIGÊNIO = 8,25g/L; • HIDROGÊNIO = 1,51g/L. • Proporções variam com a dieta e com o estado de saúde. 8 COR • Cor varia principalmente com o estado de hidratação; NORMAL – solução transparente, variando de âmbar até descolorida, mas, geralmente, é amarela pálida. A medieval chart showing the medical implications of different urine color 8 - COR • UROBILINA é a molécula responsável pela cor amarelada; • UROBILINA é o produto final da degradação do grupo heme da hemoglobina de eritrócitos desgastados. URINA DILUÍDA • Sem cor; • Supra-hidratação; • Em testes, pode indicar tentativa de esconder algum soluto; URINA CONCENTRADA • Sinal de desidratação. HEMATÚRIA • Presença de sangue na urina. URINA ROSA • CONSUMO DE BETERRABA 9 ODOR • Reflete o que foi consumido recentemente pelo indivíduo ou se há alguma patologia. • DIABETES – URINA c/ cheiro adocicada; • Aspargo – ácido asparágico; • Café, etanol, atum e cebola deixam odores remanescentes e típicos, pois são metabolizados parcialmente antes de deixarem o corpo. • Após eliminação, ação bacteriana transforma uréia em amônia (cheiro forte). 10 - TURVIDEZ • Urinas turvas indicam infecção bacteriana ou excesso de fosfato de cálcio; 11 - pH • ÁCIDO – variando de 5,5 até 7. média = 6,2; • HIPERUCOSÚRIA – elevada acidez da urina – pode causar cálculo nos rins, nos ureteres ou na bexiga. DIETA E pH • Carnes, laticínios e etanol podem tornar a urina mais ácida; • K e ácidos orgânicos podem tornar a urina mais alcalina, assim como bicarbonato de sódio; • Cranberries (oxicoco) não acidificam pH (lenda urbana). VALORES DE REFERÊNCIA URINA 12 - CURIOSIDADES Não é tóxica, mas contém substâncias eliminadas do corpo; Pode ser irritante para olhos e pele; Devidamente processada, pode gerar água potável; Survival uses The US Army Field Manual[26] advises against drinking urine for survival. These guides explain that drinking urine tends to worsen rather than relieve dehydration due to the salts in it, and that urine should not be consumed in a survival situation, even when there is no other fluid available. In hot weather survival situations where other sources of water are not available, soaking cloth (a shirt for example) in urine and putting it on the head can help cool the body. 13 USOS • MELHERES PÓS-MENOPAUSADAS – RICA EM GONADOTROFINAS (FSH E LH) - Pergonal; • Grávidas no 1º trimestre – rica em hCG; • Potranca grávida – E2 e P4 – Premarin. • Outros: fertilizante, pólvora, produto de limpeza. • Atualmente, cor, odor e turvidez são grossamente analisados. • Atenção aos componentes da urina. TESTES DE URINA • Estado de saúde; • Estado hormonal; • Uso de drogas de abuso. II URINÁLISE Coleta • É muito importante colher a urina em recipiente limpo e seco. • Urocultura: o material biológico deverá ser coletado em frasco estéril. • Colocar uma etiqueta no frasco (não na tampa) com o nome do paciente, data e hora da coleta. • Levar ao laboratório o mais rápido possível, • Não congelar a amostra. Urina Tipo I (EAS – Elementos Anormais e Sedimentares) • Primeira amostra da manhã. • Jato médio. • De preferência deve ser colhida no laboratório, se não for possível o frasco com o material deve ser levado ao laboratório dentro de 1 hora. • Este tipo de amostra é essencial para evitar resultados falsos negativos no teste de gravidez e para avaliar a protenúria ortostática (deitado). • Trata-se de uma amostra mais concentrada o que garante a detecção de substâncias que podem estar presentes nas amostras aleatórias, porém, diluídas. Amostra em Jejum • É resultado da segunda micção após um período de jejum, por isso é diferente da primeira amostra da manhã. Essa amostra não contém nenhum metabólito proveniente do metabolismo dos alimentos ingeridos antes do início do período de jejum e é recomendado para a monitorização de glicosúria (glicose na urina). Amostra 2h após refeição • Urinar, pouco antes de se alimentar normalmente, colher uma amostra 2 horas após comer. Faz-se a prova de glicosúria e os resultados são utilizados principalmente para controlar a terapia com insulina em pessoas com diabetes mellitus. • Pode-se fazer uma avaliação mais completa do estado do paciente se for feita uma comparação entre os resultados da amostra colhida 2 horas apósa refeição e os da amostra colhida em jejum. Urina 24hrs • Muitas vezes é necessário medir a quantidade exata de determinada substância química na urina, ao invés de registrar apenas sua presença ou ausência. Deve-se usar uma amostra colhida cronometrada cuidadosamente para conseguir resultados quantitativos exatos. A amostra pode ser colhida por um período mais curto. • Iniciar o período de colheita com a bexiga vazia. Pegar no laboratório recipiente devidamente limpo e seco para coleta, já que o volume será bem maior que o normal. • 1º dia – 7 h da manhã: Urinar e descartar a amostra. O paciente então colhe toda urina nas próximas 24 horas, as amostras colhidas devem ser mantidas refrigeradas. 2º dia – 7 h da manhã: o paciente urina novamente e coloca este material junto com aquela previamente colhida. Depois leve até o laboratório todo volume que foi recolhido. Urocultura • Coletar em pote (frasco) estéril. • Útil para realização de cultura em urinas suspeitas de infecção bacteriana. ATIVIDADES III Como Coletar Mulheres: • De preferência no vaso sanitário, sentar com as pernas afastadas, fazer assepsia da vagina, lavando com bastante água e sabão, enxaguar bem e secar. Destampar o frasco, estéril ou não. • Com uma das mãos afastar os grandes lábios e com a outra segurar o frasco já destampado. Desprezar o primeiro jato (primeira porção da urina que sai). • Colher a porção média no frasco estéril, urinando em jato para que a urina não escorra na região genital. Desprezar o restante da micção. Tampar o frasco imediatamente. • Evitar coletar em período menstrual. Como Coletar Homens: • Fazer assepsia do pênis, lavando com bastante água e sabão, enxaguar bem e secar. Destampar o frasco estéril. • Retrair o prepúcio com uma das mãos e com a outra segurar o frasco já destampado. Desprezar o primeiro jato de urina que sair. • Colher a porção média no frasco estéril urinando em jato para que a urina não escorra na região genital. Desprezar o restante da micção. Tampar o frasco imediatamente. Não é necessário colher grande volume, 10 a 20 ml é ideal. • Os tipos de amostras e coletas mais usuais são estas, existem outros tipos de amostras que podem ser colhidas, dependendo da análise que é necessário ser realizada além do estado de saúde em que se encontra o paciente. fim Cor • Amarelo pálido: urina diluída: (diabetes, consumo excessivo); • Amarelo: urina normal ; • Âmbar: urina concentrada, pigmentos de bilirrubina; • Marrom: Bilirrubina, hemoglobina e metahemoglobina; • Verde: Bilirrubina oxidada, azul de metileno, medicações. • Vermelho/rosa: porfirinas, mioglobina, hemoglobina, medicações; • Laranja: Medicações; • Preta: Melanina e ácido homogentísico. Aspecto • Refere-se a transparência da amostra. • Aspecto X Patologias; • Recipiente transparente. • Termos utilizados: ƒ Transparente/Límpido. ƒ Semi-turvo ƒ Turvo/Opaco. ƒ Leitoso. Fitas Reagentes • Meio simples e rápido de realizar várias análises bioquímicas simultâneas. • Quadrados de papeis absorventes impregnados por substâncias químicas e presos em tiras de plástico. Fitas Reagentes • Não devem ser utilizadas após a data de expiração; • Devem ser guardadas em frasco original; • Não expor à luz nem umidade; • Frascos bem fechados em temperatura adequada; • Retirar pequenas quantidades para uso; • Evitar usar tiras de diferentes frascos. Análise • Manual; • Semi-automatizada; ƒ • Automatizada. Análise • Ambiente bem iluminado; • Homogeinizar bem a urina não centrifugada; ƒ • Submergir completamente todas as áreas da fita; • Retirar a fita imediatamente de dentro do recipiente; • Eliminar o excesso de urina em papel absorvente; ƒ • Aguardar o tempo recomendado para a reação; ƒ • Fazer a leitura de acordo com orientação do fabricante pH • Papel na regulação do equilíbrio ácido básico; ƒ • Detecção de possíveis distúrbios eletrolíticos sistêmicos de origem metabólica ou respiratória. ƒ • Valores de referência: 5,5 a 6,5 Densidade • Propriedade física; • Avaliação da capacidade renal de reabsorção e concentração. ƒ • Apenas solutos iônicos. • Valores de referência: 1015 a 1025. ƒ • Valores próximos a 1000: Confirmar por outro método. Proteína • Albumina. • Proteinúria: Indicador de doença renal; • Valores de referência: Negativo; • Quando positivo: expresso em + a ++++ ou em mg/dL. Glicose • Avaliação de Diabetes Mellitus, e distúrbios de reabsorção tubular. ƒ • Valores de referência: Negativo. ƒ • Quando positivo pode ser liberado em + a ++++ ou mg/dL. Cetonas • Avaliação de Diabetes Mellitus (cetoacidose), jejum prolongado. ƒ • Valores de referência: negativo. ƒ • Quando positivo expresso por : ƒ + a ++++ ou mg/dL; • Traços, pequena, moderada e grande quantidade; • Fita positiva sem diabetes: Dieta rica em proteínas e pobre em carbohidratos, dieta cetogênica, medic ações; ƒ • Fita negativa em pacientes com aparente cetoacidose: Lembrar a volatilidade dos corpos cetônicos, o exa me deve ser realizao o mais rápido possível. Sangue • Detecção e avaliação das hematúrias. ƒ • Valores de referência: negativo. ƒ • Quando positivo, liberado em traços, pequena, moderada ou grande quantidade ou de + a +++. • Fita positiva e sedimento negativo: Lise, peroxidases microbianas, agentes oxidantes, mioglobina, hemoglobina; ƒ • Fita negativa e sedimento positivo: Ácido ascórbico, oxalato, leveduras, captopril, densidade, hipocromia. Bilirrubina • Indicação precoce de hepatopatias. ƒ • Valores de referência: negativo; ƒ • Quando positivo deve ser liberado em + a +++ ou pequena, moderada ou grande quantidade. • Fita negativa na presença de icterícia:Demora na realização do exame, aumento da BI, Aumento da [] Vit. C, carotenemia; ƒ • Fita positiva sem icterícia: Excreção rápida da bilirrubina, antes do aparecimento clínico, uso de medicações. Urobilinogênio • Avaliação de distúrbios hepáticos e hemolíticos. ƒ • Valores de referência: < 1mg/dL. Nitrito • Avaliação de processos infecciosos do trato urinário (ITU). ƒ • Valores de referência: negativo. Leucócitos • Avaliação de processos infecciosos e inflamatórios do trato urinário (ITU). • Pode ocorrer com ou sem bacteriuria; ƒ • Valores de referência: negativo. ƒ • Quando positivo liberar em + a +++ ou traços, pequena, moderada ou grande quantidade. Avaliação do sedimento urinário • A terceira etapa da urinálise consiste na avaliação microscópica do sedimento urinário. • Os resultados do sedimento urinário devem ser interpretados juntamente com o conhecimento do método de coleta, exame químico e exame físico. Avaliação do sedimento urinário • Cilindros: Uma urina normal pode conter poucos cilindro hialinos e granulosos, mas uma quantidade maior destas estruturas reflete uma patologia renal, mais precisamente uma doença tubular aguda. • Células: Baixas quantidades de eritrócitos e leucócitos podem ser encontrados em urinas normais. • Cristais: A presença de cristalúria é influenciada pelo pH urinário, densidade urinária, saturção de precursores na urina e presença de promotores ou inibidores de cristais.