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Fazemos parte do Claretiano - Rede de Educação GINÁSTICA DE ACADEMIA Ginástica de Academia – Prof. Ms. Euripedes Barsanulfo Gonçalves Gomide e Prof. Esp. Jander Gonçalves Rolo Meu nome é Euripedes Barsanulfo Gonçalves Gomide. Sou graduado em Educação Física pelo Centro Universitário Claretiano (Ceuclar) e mestre em Ciências da Motricidade Humana pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Atualmente, coordeno o curso de Bacharelado em Educação Física nas modalidades presencial e a distância do Centro Universitário Claretiano (Ceuclar), além dos cursos de Pós-Graduação em Educação Física, em Fisiopatologias e Populações Especiais e em Fisiologia e Biomecânica do Condicionamento Físico em Academias na mesma instituição. E-mail: educabacharel@claretiano.edu.br Meu nome é Jander Gonçalves Rolo. Sou graduado em Educação Física pelo Centro Universitário Claretiano (Ceuclar), especialista em Treinamento Esportivo pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e em Fisiologia do Exercício pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Atualmente sou professor do Curso de Educação Física/Bacharelado nas modalidades presencial e a distância. Tenho experiência na área de Ginástica em Academia, Condicionamento Físico, Fitness e Wellness, atuando principalmente nos seguintes temas: Ginástica Coletiva, Condicionamento Físico e Gestão em Academias. E-mail: jander.rolo@globo.com Claretiano – Centro Universitário Rua Dom Bosco, 466 - Bairro: Castelo – Batatais SP – CEP 14.300-000 cead@claretiano.edu.br Fone: (16) 3660-1777 – Fax: (16) 3660-1780 – 0800 941 0006 www.claretianobt.com.br Euripedes Barsanulfo Gonçalves Gomide Jander Gonçalves Rolo Batatais Claretiano 2017 GINÁSTICA DE ACADEMIA © Ação Educacional Claretiana, 2015 – Batatais (SP) Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, a transmissão total ou parcial por qualquer forma e/ou qualquer meio (eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia, gravação e distribuição na web), ou o arquivamento em qualquer sistema de banco de dados sem a permissão por escrito do autor e da Ação Educacional Claretiana. CORPO TÉCNICO EDITORIAL DO MATERIAL DIDÁTICO MEDIACIONAL Coordenador de Material Didático Mediacional: J. Alves Preparação: Aline de Fátima Guedes • Camila Maria Nardi Matos • Carolina de Andrade Baviera • Cátia Aparecida Ribeiro • Dandara Louise Vieira Matavelli • Elaine Aparecida de Lima Moraes • Josiane Marchiori Martins • Lidiane Maria Magalini • Luciana A. Mani Adami • Luciana dos Santos Sançana de Melo • Patrícia Alves Veronez Montera • Raquel Baptista Meneses Frata • Simone Rodrigues de Oliveira Revisão: Cecília Beatriz Alves Teixeira • Eduardo Henrique Marinheiro • Felipe Aleixo • Filipi Andrade de Deus Silveira • Juliana Biggi • Paulo Roberto F. M. Sposati Ortiz • Rafael Antonio Morotti • Rodrigo Ferreira Daverni • Sônia Galindo Melo • Talita Cristina Bartolomeu • Vanessa Vergani Machado Projeto gráfico, diagramação e capa: Bruno do Carmo Bulgarelli • Joice Cristina Micai • Lúcia Maria de Sousa Ferrão • Luis Antônio Guimarães Toloi • Raphael Fantacini de Oliveira • Tamires Botta Murakami Videoaula: Fernanda Ferreira Alves • Marilene Baviera • Renan de Omote Cardoso 796.4 G62g Gomide, Euripedes Barsanulfo Gonçalves Ginástica de academia / Euripedes Barsanulfo Gonçalves Gomide, Jander Gonçalves Rolo – Batatais, SP: Claretiano, 2017. 116 p. ISBN: 978-85-8377-541-6 1. Educação física. 2. Exercício físico. 3. Ginástica de academia. 4. Condicionamento físico. 5. Ginástica. I. Rolo, Jander Gonçalves. II. Ginástica de academia. CDD 796.4 INFORMAÇÕES GERAIS Cursos: Graduação Título: Ginástica de Academia Versão: fev./2017 Formato: 15x21 cm Páginas: 116 páginas SUMÁRIO CONTEÚDO INTRODUTÓRIO 1. INTRODUÇÃO ................................................................................................... 9 2. GLOSSÁRIO DE CONCEITOS ............................................................................ 10 3. ESQUEMA DOS CONCEITOS-CHAVE ............................................................... 11 4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................... 12 5. E-REFERÊNCIAS ................................................................................................ 12 UNIDADE 1 – BREVE HISTÓRICO DA GINÁSTICA 1. INTRODUÇÃO ................................................................................................... 15 2. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA ............................................................. 15 2.1. A HISTÓRIA DA GINÁSTICA ..................................................................... 15 2.2. A EVOLUÇÃO DAS AULAS DE GINÁSTICA COMO METODOLOGIA DE TREINAMENTO ......................................................................................... 18 2.3. MÉTODOS DE GINÁSTICA COLETIVA ..................................................... 20 3. CONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR ................................................................ 23 3.1. GINÁSTICAS FITNESS ............................................................................... 23 4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS ....................................................................... 24 5. CONSIDERAÇÕES ............................................................................................. 25 6. E-REFERÊNCIAS ................................................................................................ 26 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................... 26 UNIDADE 2 – MUSICALIDADE NA GINÁSTICA DE ACADEMIA 1. INTRODUÇÃO ................................................................................................... 29 2. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA ............................................................. 29 2.1. MUSICALIDADE NAS AULAS DE GINÁSTICA .......................................... 29 3. CONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR ................................................................ 33 3.1. MUSICALIDADE NO ENSINO DE GINÁSTICA DE ACADEMIA ................ 33 4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS ....................................................................... 34 5. CONSIDERAÇÕES ............................................................................................. 35 6. E-REFERÊNCIAS ................................................................................................ 36 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................... 36 UNIDADE 3 – DIDÁTICA APLICADA NA GINÁSTICA DE ACADEMIA 1. INTRODUÇÃO ................................................................................................... 39 2. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA ............................................................. 39 2.1. DIDÁTICA NAS AULAS DE GINÁSTICA .................................................... 39 3. CONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR ................................................................ 44 3.1. DIDÁTICA NO ENSINO DA GINÁSTICA DE ACADEMIA .......................... 44 4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS ....................................................................... 45 5. CONSIDERAÇÕES ............................................................................................. 46 6. E-REFERÊNCIAS ................................................................................................ 46 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................... 46 UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA 1. INTRODUÇÃO................................................................................................... 49 2. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA ............................................................. 49 2.1. GINÁSTICA AERÓBICA ............................................................................. 49 2.2. MINITRAMPOLIM OU JUMP ................................................................... 53 2.3. BIKE INDOOR ........................................................................................... 62 2.4. GINÁSTICA LOCALIZADA ......................................................................... 77 2.5. STEP TRAINING ........................................................................................ 93 2.6. TENDÊNCIAS ............................................................................................ 106 3. CONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR ................................................................ 107 3.1. METODOLOGIA DAS ATIVIDADES EM ACADEMIA E SUAS PARTICULARIDADES ................................................................................. 107 4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS ....................................................................... 108 5. CONSIDERAÇÕES ............................................................................................. 110 6. E-REFERÊNCIAS ................................................................................................ 111 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................... 111 ANEXO 1 1. EXEMPLO DE PERIODIZAÇÃO: 4 SEMANAS ................................................... 114 7 CONTEÚDO INTRODUTÓRIO Conteúdo Conteúdos relacionados com algumas atividades práticas desenvolvidas nas academias que se relacionam com músicas, movimentos, posturas, habilida- des e coordenação motora. Tipos de aulas dadas para o trabalho teórico e prático da Ginástica de Academia. Bibliografia Básica LEITE, J. A. Academias: estratégias para o sucesso. Rio de Janeiro: Sprint, 2000. NOVAES, J. S.; VIANNA, J. M. Personal training e condicionamento físico em academia. 2. ed. Rio de Janeiro: Shape, 2003. SILVEIRA NETO, E. Ginástica de Academia: teoria e prática. Rio de Janeiro: Sprint, 1996. Bibliografia Complementar ALTER, M. J. Ciência da flexibilidade. Tradução de Maria da Graça Figueiró da Silva. 2. ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1999. EVANGELISTA, A. L.; EVANGELISTA, A. G. Treinamento funcional: uma abordagem prática. São Paulo: Phorte, 2013. FLECK, S. J.; KRAEMER, W. J. Fundamentos do treinamento de força muscular. 2. ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1999. GERALDES, A. A. R. Ginástica localizada: teoria e prática. 2. ed. Rio de Janeiro: Sprint, 1993. NOGUEIRA, E. M. Ginástica de Academia: métodos e sistemas. Rio de Janeiro: Sprint, 1987. 8 © GINÁSTICA DE ACADEMIA CONTEÚDO INTRODUTÓRIO É importante saber Esta obra está dividida, para fins didáticos, em duas partes: Conteúdo Básico de Referência (CBR): é o referencial teórico e prático que deverá ser assimilado para aquisição das competências, habilidades e atitudes necessárias à prática profissional. Portanto, no CBR, estão condensados os principais conceitos, os princípios, os postulados, as teses, as regras, os procedimentos e o fundamento ontológico (o que é?) e etiológico (qual sua origem?) referentes a um campo de saber. Conteúdo Digital Integrador (CDI): são conteúdos preexistentes, previamente se- lecionados nas Bibliotecas Virtuais Universitárias conveniadas ou disponibilizados em sites acadêmicos confiáveis. É chamado "Conteúdo Digital Integrador" porque é imprescindível para o aprofundamento do Conteúdo Básico de Referência. Juntos, não apenas privilegiam a convergência de mídias (vídeos complementares) e a leitu- ra de "navegação" (hipertexto), como também garantem a abrangência, a densidade e a profundidade dos temas estudados. Portanto, são conteúdos de estudo obrigató- rios, para efeito de avaliação. 9© GINÁSTICA DE ACADEMIA CONTEÚDO INTRODUTÓRIO 1. INTRODUÇÃO Prezado aluno, seja bem-vindo! Iniciaremos o estudo de Ginástica de Academia, no qual você obterá as informações necessárias para o embasamento teórico da sua futura profissão e para as atividades que virão. Procuramos elaborar um conteúdo capaz de proporcionar fundamentos para um futuro profissional de Educação Física que irá atuar no mercado de academias, em especial na área de Gi- nástica Coletiva. Na Unidade 1, abordaremos brevemente o histórico da gi- nástica que fez parte da vida do homem pré-histórico enquanto atividade física, pois detinha um papel importante para sua so- brevivência, expressa na necessidade vital de atacar e defender- -se. Trataremos da evolução das aulas em grupo e da metodo- logia de treinamento, partindo da ginástica de manutenção que era praticada nos Estados Unidos em 1970 até os dias atuais, e dos métodos desenvolvidos no trabalho da ginástica em grupo, com base nas principais escolas de formação no mundo. Iremos também refletir sobre o conceito dos métodos francês, alemão, calistênico e sueco. Na Unidade 2, estudaremos alguns conceitos sobre musi- calidade, tempo, contratempo, frase musical e importância da música na sessão de ginástica, além de abordar os elementos constituintes da música nas aulas de Ginástica Coletiva. Aborda- remos alguns tópicos sobre a didática nas aulas de ginástica e a intervenção do profissional na aula, como: atuação nas questões de planejamento, instrução verbal e gestual, organização em re- lação aos materiais utilizados, opinião e abordagem para o alu- 10 © GINÁSTICA DE ACADEMIA CONTEÚDO INTRODUTÓRIO no, observação da classe e o relacionamento com o aluno e com a turma com que irá atuar. Já na Unidade 3 estudaremos algumas modalidades refe- rentes às aulas de Ginástica Coletiva mais procuradas pelos alu- nos e que compõem a maior porcentagem das aulas oferecidas pelas academias de ginástica no cenário atual. Abordaremos as modalidades de step, ginástica aeróbica, jump, bike indoor e gi- nástica localizada. Veremos também as últimas tendências no mercado de ginástica. Dentro de cada modalidade, iremos nos aprofundar na metodologia da aula, nos materiais, na monta- gem das coreografias, nas músicas utilizadas, no público-alvo, nos métodos de ensino e nas dicas para uma boa aula. Na quarta e última unidade, serão abordados alguns as- pectos relacionados às condições de trabalho e de saúde em que são expostos os profissionais que atuam com a Ginástica de Aca- demia, levando à reflexão do cenário atual das academias e suas atuações. Por fim, apresentaremos alguns estudos que foram realizados sobre esse assunto e a preocupação com a longevida- de de carreira do profissional de ginástica em academias. 2. GLOSSÁRIO DE CONCEITOS O Glossário de Conceitos permite uma consulta rápida e precisa das definições conceituais, possibilitando um bom domí- nio dos termos técnico-científicos utilizados na área de conheci- mento dos temas tratados. 1) Coordenação: compreende a ação conjunta do siste- ma nervoso central e da musculatura esquelética, den- tro de uma sequência de movimentos objetivos (WEI- NECK, 1991). 11© GINÁSTICA DE ACADEMIA CONTEÚDO INTRODUTÓRIO 2) Contratempo: batida suave da música (ARTAXO, 2003). 3) Flexibilidade: a capacidade e a característica do espor- tista, sozinho ou sob a influência de forças externas, em conseguir executar movimentos com grande am- plitude oscilatória em uma ou mais articulação (WEI- NECK, 1991). 4) Frase musical: junção de dois compassos quaternários (ARTAXO, 2003). 5) Resistência: capacidade psicofísica do aluno de resistir à fadiga (WEINECK, 1991). 6) Ritmo: capacidade de organizar, cronologicamente, as estruturas musculares em relação ao espaço e tempo (MANSO, 1996). 7) Tempo: batidaforte da música (ARTAXO, 2003). 8) Velocidade: é a capacidade, com base na mobilidade dos processos do sistema neuromuscular e da capaci- dade de desenvolvimento da força muscular, de com- pletar ações motoras, sob determinadas condições, no menor tempo (WEINECK, 1991). 3. ESQUEMA DOS CONCEITOS-CHAVE O Esquema a seguir possibilita uma visão geral dos conceitos mais importantes deste estudo. 12 © GINÁSTICA DE ACADEMIA CONTEÚDO INTRODUTÓRIO Figura 1 Esquema de Conceitos-chave de Ginástica de Academia. 4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ARTAXO, I. Ritmo e movimento. Guarulhos: Phorte, 2003. MANSO, J.; VALDIVIELSO, M.; CABALLERO, J. Bases teóricas del Entrenamiento Deportivo. Madrid: Gymnos,1996. WEINECK, J. Biologia do Esporte. São Paulo: Manole, 1991. ______. Manual do treinamento esportivo. 2. ed. São Paulo: Manole, 1989. 5. E-REFERÊNCIAS EDUCAÇÃO FÍSICA. E. E. PAULINA ROSA. Capacidades físicas. Disponível em: <http:// educadorfisico.wordpress.com/2009/03/30/capacidades-fisicas/>. Acesso em: 12 ago. 2016. EDUCAÇÃO FÍSICA NA MENTE. Capacidades físicas. Disponível em: <http:// educacaofisicanamente.blogspot.com.br/2012/01/capacidades-fisicas.html>. Acesso em: 12 ago. 2016. 13 UNIDADE 1 BREVE HISTÓRICO DA GINÁSTICA Objetivos • Refletir sobre o breve histórico da ginástica. • Conhecer a evolução das aulas em grupo. • Identificar os principais métodos da Ginástica Coletiva. Conteúdos • Histórico da ginástica. • A evolução da ginástica em grupo como metodologia de treinamento. • Principais métodos de Ginástica Coletiva. Orientações para o estudo da unidade Antes de iniciar o estudo desta unidade, leia as orientações a seguir: 1) Não se limite ao conteúdo desta obra. Busque outras informações em si- tes confiáveis e/ou nas referências bibliográficas, apresentadas ao final de cada unidade. Lembre-se de que, na modalidade EaD, o engajamento pes- soal é um fator determinante para o seu crescimento intelectual. 2) Busque identificar os principais conceitos apresentados. Pesquise em li- vros ou na internet o assunto abordado nesta unidade e selecione as infor- mações que considerar interessantes e importantes, disponibilizando-as para seus colegas na Lista. Lembre-se de que você é o protagonista do seu processo educativo. 14 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 1 – BREVE HISTÓRICO DA GINÁSTICA 15© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 1 – BREVE HISTÓRICO DA GINÁSTICA 1. INTRODUÇÃO Vamos iniciar nossa primeira unidade de estudo: você está preparado? Nesta unidade, iremos conhecer um pouco do histórico da ginástica e sua evolução. Abordaremos os principais métodos de ginástica que foram importantes para chegar onde estamos e analisaremos a evolução da ginástica como um dos métodos de treinamento para a melhora e manutenção da saúde e da quali- dade de vida das pessoas. 2. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA O Conteúdo Básico de Referência apresenta, de forma su- cinta, os temas abordados nesta unidade. Para sua compreensão integral, é necessário o aprofundamento pelo estudo do Conteú- do Digital Integrador. 2.1. A HISTÓRIA DA GINÁSTICA A ginástica fez parte da vida do homem pré-histórico en- quanto atividade física, pois detinha um papel importante para sua sobrevivência, expresso, principalmente, na necessidade vi- tal de atacar e defender-se. O exercício físico utilitário e sistematizado de forma rudi- mentar era transmitido através das gerações e fazia parte dos jogos, rituais e festividades. Mais tarde, na Antiguidade, princi- palmente no Oriente, os exercícios físicos apareceram nas várias formas de luta, na natação, no remo, no hipismo e no tiro com o 16 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 1 – BREVE HISTÓRICO DA GINÁSTICA arco, além de figurar nos jogos, nos rituais religiosos e na prepa- ração militar de maneira geral. Como prática esportiva, a ginástica teve sua oficialização e regulamentação tardiamente, se comparada a seu surgimento en- quanto mera condição de prática metódica de exercícios físicos. Essa prática foi encontrada por volta de 2.600 a.C., nas civilizações da China, da Índia e do Egito, nas quais valorizavam-se o equilí- brio, a força, a flexibilidade e a resistência, utilizando, inclusive, materiais de apoio, como pesos e lanças. Este conceito de prática esportiva começou a desenvolver- -se pela prática grega, tendo continuidade no Helenismo e no Império Romano. Os gregos foram os responsáveis pelo surgimento das pri- meiras escolas destinadas à preparação de atletas para exibições ginásticas em público e nos ginásios. Seu estilo nascia da busca pelo corpo e mente sãos, derivado da famosa frase mens sana in corpore sano, do poeta romano Juvenal. A frase é parte da res- posta do autor à questão sobre o que as pessoas deveriam dese- jar na vida. Sua intenção era lembrar aos cidadãos romanos que em uma oração deveriam pedir saúde física e espiritual. Atual- mente, o significado que damos a esta frase é que um corpo são proporciona ou sustenta uma mente sã e vice-versa. O ideal da beleza humana expressava-se nas obras de arte desse período: socialmente, os homens reuniam-se para apre- ciar as artes desenvolvidas na época, como pintura, escultura e música; discutiam a filosofia, também em desenvolvimento, e, para divertirem-se e cultuarem seus corpos, praticavam ginás- tica, que, segundo Platão e Aristóteles, salientava a beleza por meio dos movimentos corporais. 17© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 1 – BREVE HISTÓRICO DA GINÁSTICA Foi na Grécia Antiga que a ginástica adquiriu seu status de Educação Física, pois desempenhava um papel fundamental no sistema educativo grego para o equilíbrio harmônico entre as ap- tidões físicas e intelectuais. Já em Esparta, na mesma época, este conceito servia unicamente ao propósito militar, treinando as crianças desde os sete anos de idade para o combate. Tal pensa- mento fez sua participação nos jogos diminuir com o passar dos anos. Em Atenas, todavia, só a partir dos quatorze anos os rapa- zes praticavam a educação física: exercitavam-se nas palestras (locais fechados, no sentido original) e praticavam os exercícios sob os conselhos dos sábios. Quando aprovados, seguiam para os ginásios ao completarem dezoito anos. Nos ginásios eram tu- telados pelos ginastas e formavam-se inseridos em um ambiente onde eram exibidas obras de arte e no qual os filósofos reuniam- -se para discutir sobre a união entre corpo e mente. Apresentado a Roma, este conceito esportivo de prática nas palestras atingiu fins estritamente militares para os jovens acima dos quatorze anos, e passou a ser chamado de “ginástica higiênica”, aplicada nas termas, já que os romanos viam o culto físico como algo satânico e, em nome de Deus e da moral, de- cretaram o fim dos Jogos Olímpicos antigos, nos quais estava in- serida a ginástica enquanto festividade e preparação. No entan- to, parte do povo manteve o culto ao corpo e a educação física como práticas secretas. Na Idade Média, a ginástica perdeu sua importância devi- do à rejeição do culto ao físico e à beleza do homem. Ressurgiu somente no Renascimento, influenciada pela redescoberta dos valores gregos nos teatros de rua, que motivavam os espectado- res a praticarem em grupo as atividades físicas. Estruturalmente, o termo “ginástica higiênica” ressurgiu para a prática do exercício 18 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 1 – BREVE HISTÓRICO DA GINÁSTICA direcionado à manutenção da saúde do indivíduo, conforme a obra Arte Ginástica, de Jeronimus Mercurialis, em 1569. Por volta do século 18, a ginástica foi recuperada e desen- volveu-se conceituada como expressão corporal e como exercí- cio militar, após a publicação de Émile, livro do pedagogo Jean- -Jacques Rousseau, defensor da aprendizagem indutiva. 2.2. A EVOLUÇÃO DAS AULAS DE GINÁSTICA COMO METODO�LOGIA DE TREINAMENTO As aulas de Ginástica Coletiva evoluíram a partir da ginástica de manutenção que era praticada nos Estados Unidos nos anos 70. Essas aulas eram frequentadas principalmente por senhoras com mais de 30 anos, que viam nessas atividades a oportunidade de adquirir uma boa condição física, recuperando a firmeza muscular e, muitas vezes, diminuindo o peso corporal. Essa prática de atividade física tinha um forte componente social, que contribuiu em grande medida para sua rápida evolução e grande proliferação. Juntamente com esses fatores, algumas pessoas possibilitaram que a ginástica se tornasse conhecida e praticada no Brasil e em todo o mundo através da ginástica aeróbica: • Jackie Sorensen (1971), com o Aerobic Dancing; • Jane Fonda (finais dos anos 1970) e os seus programas de Workout (trabalho físico); • Richard Simon e Victoria Principal (1980), com os Programas Aeróbicos, e Marine Jahan (1981), com o Freedance. 19© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 1 – BREVE HISTÓRICO DA GINÁSTICA Essa evolução prosseguiu de forma inovadora e surpreen- dente, ramificando a ginástica aeróbica em muitas outras ati- vidades, como ginástica localizada, step training, cardio-funk e slide, por meio, por exemplo, da professora Mônica Tagliari e do professor Paulo Akiau. A ginástica aeróbica foi a primeira modalidade colocada nas academias na década de 1980. É um mercado que vem cres- cendo desde quando foi implantado no Brasil, sendo considera- do o carro-chefe no fitness. Capaz de movimentar diversos gru- pos musculares, é uma aula que agrada grande parte dos alunos por ser acessível, prática, divertida e eficiente; impressiona por ter resultados eficazes e não utilizar equipamentos. No final dos anos 90, chegam ao Brasil as aulas coreogra- fadas ou aulas prontas, provocando um impacto significativo no mercado. Ocorre, então, uma grande diversificação das mo- dalidades e de outros produtos vendidos pelos clubes e acade- mias. A partir dos anos 2000, surgiram as novas tendências de aulas alternativas, como pilates, yoga e treinamento funcional, de muito sucesso em clubes e academias, até surgirem novas modalidades ou que sejam resgatadas antigas tendências com novos conceitos. As leituras indicadas no Tópico 3 são de extrema impor- tância para garantir o seu aprendizado com densidade, pro- fundidade e abrangência. Neste momento, você deve realizar essas leituras para aprofundar o tema abordado. 20 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 1 – BREVE HISTÓRICO DA GINÁSTICA 2.3. MÉTODOS DE GINÁSTICA COLETIVA Método francês Esse método era formado por um conjunto de exercí- cios com movimentos conduzidos, no qual a contração muscu- lar prolongada agia continuadamente durante a amplitude do movimento. Os exercícios eram classificados em: 1) jogos; 2) evoluções; 3) flexionamentos; 4) movimentos mímicos educativos; 5) desportos individuais e coletivos. Esse método foi inspirado no Método Natural de Hébert, do qual resultou o Regulamento Geral da Educação Física adota- do pelo exército francês (GUIMARÃES, 2007). O método francês preocupava-se com o aperfeiçoamento motor, considerando as dimensões anatomofisiológicas, dando ênfase nas qualidades físicas mais utilizadas na vida cotidiana, ou seja, na economia de energia, no desenvolvimento físico in- tegral, no aumento da resistência orgânica, além de valorizar ap- tidões por meio dos exercícios naturais, repudiando os artificiais (CARVALHO, 2009). É possível observar que o método francês era voltado para a manutenção das funções diárias do indivíduo, aumentando a resistência por meio de exercícios, para que o dia de trabalho e as atividades rotineiras fossem menos exaustivos. 21© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 1 – BREVE HISTÓRICO DA GINÁSTICA Método sueco Na Suécia, os estudiosos propunham um método de edu- cação física com finalidades higiênicas e corretivas, integrando exercícios racionais e tendo em vista o composto por exercícios analíticos, racionais, simples e localizados, e tinha abrangência pedagógica, militar, médica e estética (CARVALHO, 2009). Não existia uma classificação rígida de exercícios. No en- tanto, o esquema do Real Instituto Central de Ginástica de Esto- colmo agrupou os exercícios em marchas, exercícios formais ou fundamentais (equilíbrio, destreza, corridas, saltos, suspensão e jogos) e relaxamento (GUIMARÃES, 2007). Seu objetivo era desenvolver o corpo humano por meio de exercícios racionais, sempre partindo dos mais simples para os mais complexos (MALTA, 1998). O método sueco desenvolvia, além do físico, aptidões ra- cionais e pedagógicas, mas ao mesmo tempo rígidas, com a in- fluência militar nos exercícios, como, por exemplo, as marchas e os exercícios formais. Método alemão Na Alemanha, o método de ginástica era executado em aparelhos e em contato com a natureza, tendo um caráter peda- gógico, de formação moral e disciplinar. Houve também a intro- dução de aparelhos portáteis na ginástica, o improviso na ativi- dade corporal, a valorização do ritmo e o contato do corpo com o solo (CARVALHO, 2009). 22 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 1 – BREVE HISTÓRICO DA GINÁSTICA Método calistênico Inspirada no método sueco, a calistenia defendia uma gi- nástica com exercícios livres e ritmados, na qual homens, mu- lheres e crianças podiam praticá-la sem que fossem ginastas. A princípio, a calistenia foi usada nos EUA como ginástica feminina; posteriormente, foi introduzida na escola, sendo praticada por ambos os sexos. Divulgada pela Associação Cristã de Moços, ti- nha como princípio a higiene e a educação (CARVALHO, 2009). Este método era formado por um conjunto de exercícios executados com música, com movimentos rápidos, ritmados e com paradas bruscas. Era praticado com aparelhos leves ou à mão livre, visando grandes massas musculares, com o objetivo de manter boa atitude e permitir o perfeito funcionamento das grandes funções e órgãos. De acordo com Guimarães (2007), na América do Sul, Al- fredo Wood foi o grande apologista da calistenia, que consistia em exercícios de: • marcha; • braços e pernas; • tronco e região posterossuperior, inferior, laterais, ab- dominais, ombros e escápulas; • equilíbrio e, para terminar, novamente marcha. Apesar da influência sueca, podemos analisar que a dife- rença deste método está nos exercícios ritmados e na utilização de música para a execução dos movimentos. A calistenia é a grande influência das ginásticas oferecidas nas academias, que têm incorporado a música aos exercícios como uma motivação aos praticantes. 23© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 1 – BREVE HISTÓRICO DA GINÁSTICA Vídeo complementar ––––––––––––––––––––––––––––––– Neste momento, é fundamental que você assista ao vídeo complementar. • Para assistir ao vídeo, pela Sala de Aula Virtual, clique no ícone Videoaula, localizado na barra superior. Em seguida, selecione o nível de seu curso (Graduação), a categoria (Disciplinar) e o tipo de vídeo (Complementar). Por fim, clique no nome da disciplina para abrir a lista de vídeos. • Para assistir ao vídeo, pelo seu CD, clique no Botão “Vídeos” e selecione: Ginástica de Academia – Vídeos Complementares –Complementar 1. –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 3. CONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR O Conteúdo Digital Integrador é a condição necessária e in- dispensável para você compreender integralmente os conteúdos apresentados nesta unidade. 3.1. GINÁSTICAS FITNESS O conteúdo que será abordado é de extrema importância para garantir o seu aprendizado com densidade, profundidade e abrangência, e relacionado ao estudo desta unidade, como você poderá ler nos artigos indicados de acordo com a referência ex- plicitada a seguir. • COSTA, S. B.; PALAFOX, G. H. M. Característicasespeciais da Ginástica de Academia no seu processo evolutivo no Brasil, Revista da Educação Física/UEM, Maringá, v. 4, n. 1, p. 54-60, 1993. Disponível em: <http://eduem. uem.br/ojs/index.php/RevEducFis/article/view/4023>. Acesso em: 16 jul. 2016. • FURTADO, R. Do Fitness ao Wellness: os três estágios de desenvolvimento das academias de ginástica. Revista 24 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 1 – BREVE HISTÓRICO DA GINÁSTICA Pensar a Prática, v. 12, n. 1, p. 1-11, jan./abr. 2009 Disponível em: <http://www.revistas.ufg.br/index.php/ fef/article/viewArticle/4862>. Acesso em: 16 jul. 2016. 4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS A autoavaliação pode ser uma ferramenta importante para você testar o seu desempenho. Se encontrar dificuldades em responder as questões a seguir, você deverá revisar os conteú- dos estudados para sanar as suas dúvidas. A seguir, responda às questões propostas a fim de conferir seu desempenho no estudo desta unidade: 1) Qual foi a primeira modalidade de ginástica implantada nas academias na década de 1980? a) Step training. b) Spinning. c) Localizada. d) Aeróbica. 2) No levantamento histórico da ginástica, ela passou a ser utilizada estrita- mente para formação militar, quando: a) foi apresentada em seu conceito esportivo aos romanos; b) os gregos aumentaram a preocupação do culto ao corpo; c) o Egito começou a valorizar a força e resistência nos treinamentos, uti- lizando inclusive materiais como pesos e lanças. 3) Por meio do trabalho de algumas personalidades, a ginástica aeróbica fi- cou conhecida no mundo e no Brasil, ganhando novos seguidores a cada ano de sua evolução. Foram elas: a) Jackie Lee, Diana Jackson, George Michael. b) Richard Simon, Jane Fonda e Madonna. c) Jackie Sorensen, Jane Fonda e Marine Jahan. d) Madonna, Jane Fonda, Solange Frazão. 25© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 1 – BREVE HISTÓRICO DA GINÁSTICA 4) Quais métodos de ginástica foram mais importantes para o desenvolvi- mento da Ginástica de Academia? a) Francês, alemão, sueco e calistênico. b) Americano, alemão, sueco e francês. c) Grego, sueco, alemão e calistênico. d) Alemão, sueco e calistênico. 5) Apesar da influência de vários métodos no desenvolvimento da ginástica, o método de maior influência nas academias atuais foi o método: a) francês. b) sueco. c) calistênico. d) americano. Gabarito Confira, a seguir, as respostas corretas para as questões autoavaliativas propostas: 1) d. 2) a. 3) c. 4) a. 5) c. 5. CONSIDERAÇÕES Chegamos ao final da primeira unidade, que abordou bre- vemente o histórico da ginástica, sua evolução e os métodos que mais influenciaram na ginástica aplicada nas academias de hoje. Não deixe de ver o Conteúdo Digital Integrador, que am- pliará seu conhecimento sobre o assunto. É necessário continuar o seu aprendizado para a contínua aquisição de conhecimento. Vamos seguir para a próxima unidade? 26 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 1 – BREVE HISTÓRICO DA GINÁSTICA 6. E-REFERÊNCIAS CARVALHO, V. Ginástica na escola. Sobral: UVA, 2009. Disponível em: <www.ebah. com.br/content/ABAAABDRUAB/ginastica-na-escola>. Acesso em: 12 ago. 2016. GUIMARÃES, F. História da ginástica – Origem da ginástica. 2007. Disponível em: <http://www.fabioguimaraes.com.br/historia.html>. Acesso em: 12 ago. 2016. 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CONTURSI, T. L. Ginástica de Academia. Rio de Janeiro: Sprint, 1986. LIMA, P.; ELBAS, M. Ginástica de Academia: ginástica estética em academia. Rio de Janeiro, Sprint, 1986. MALTA, P. Step aeróbico e localizado. Rio de Janeiro: Sprint, 1998. SANTOS, M. Â. A. Manual de Ginástica de Academia. Rio de Janeiro: Sprint, 1994. 27 MUSICALIDADE NA GINÁSTICA DE ACADEMIA Objetivo • Conhecer os principais elementos da musicalidade relacionada às aulas de Ginástica de Academia. Conteúdo • Musicalidade nas aulas de ginástica. Orientações para o estudo da unidade Antes de iniciar o estudo desta unidade, leia as orientações a seguir: 1) Tenha sempre à mão um dicionário para pesquisar qualquer palavra cujo significado você não saiba. Se for necessário, pesquise na internet al- gum conceito ou definição para compreender melhor o que você estiver estudando. 2) Faça anotações de todas as suas dúvidas e tente solucioná-las por meio do nosso sistema de interatividade ou diretamente com o seu tutor. 3) Leia os livros da bibliografia indicada para que você amplie e aprofunde seus horizontes teóricos. Esteja sempre com o material didático em mãos e discuta a unidade com seus colegas e com o tutor. UNIDADE 2 28 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 2 – MUSICALIDADE NA GINÁSTICA DE ACADEMIA 29© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 2 – MUSICALIDADE NA GINÁSTICA DE ACADEMIA 1. INTRODUÇÃO Na Unidade 1, você estudou resumidamente a história da ginástica e os principais métodos que influenciaram na formata- ção atual das aulas de ginástica nas academias, além da evolução da ginástica como metodologia de treinamento. Já nesta segunda unidade você estudará os principais ele- mentos da musicalidade voltada para as aulas e as possíveis in- tervenções que o profissional pode fazer nas aulas de ginástica. Veremos a importância da música na motivação dos pra- ticantes e na elaboração da aula. Estudaremos também os ele- mentos musicais e como utilizá-los na formatação das coreogra- fias, nas várias modalidades de atuação. 2. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA O Conteúdo Básico de Referência apresenta, de forma su- cinta, os temas abordados nesta unidade. Para sua compreensão integral, é necessário o aprofundamento pelo estudo do Conteú- do Digital Integrador. 2.1. MUSICALIDADE NAS AULAS DE GINÁSTICA Música é motivação. Com as noções de musicalidade do profissional, ela pode ser metade do sucesso de uma aula de gi- nástica, se a escolha da música influenciar positivamente no de- senvolvimento de seu trabalho. A musicalidade retrata todos os elementos referentes às questões sonoras da sessão de ginástica, para determinação do ritmo dos movimentos coreográficos. Atualmente, as músicas 30 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 2 – MUSICALIDADE NA GINÁSTICA DE ACADEMIA para essas sessões são mixadas para o objetivo da aula, ou seja, são produzidas exclusivamente com especificidades sonoras, como batimento por minuto diferente para cada modalidade. Segundo Kleber (2014), o professor que se movimenta jun- to com a música consegue utilizá-la em seu favor, pois ela atua como elemento de coesão e relaxamento do grupo. A cada fase, os alunos esperam um movimento novo; eles respiram com a música e confiam nela. Ocorre na aula, então, o que se chama de sinergia: um ele- mento (a música) ajuda o outro (o movimento) e vice-versa. Nem o professor nem o aluno precisam conhecer a música a fundo. Tudo acontece intuitivamente. No entanto, cabe ao professor conhecer a música e saber ouvi-la para que ela e os movimentos andem juntos e, sinergicamente, conduzam o aluno. Com as leituras propostas no Tópico 3, você vai compre- ender a musicalidade no ensino da Ginástica de Academia. An- tes de prosseguir para o próximo assunto, realize as leituras indicadas, procurando assimilar o conteúdo estudado. Elementos constituintes da música na Ginástica de Academia A música é formada pelo tempo seguido pelo contratem- po. O tempo é a batida mais forte da música e o contratempo, a batida mais suave. Para cada ritmo musical, vamos ter uma com- binação diferente de ambos. No samba, por exemplo, temos o que se chama de compasso binário. O compasso também pode ser ternário, como nas valsas, ou quaternário, como no rock ou dance. 31© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 2 – MUSICALIDADE NA GINÁSTICA DE ACADEMIA Nas aulas de ginástica, as músicas com compasso quater- nário são as mais utilizadas.São formadas por dois tempos e por dois contratempos alternados. Quando dois compassos quaternários são unidos, sendo quatro tempos e quatros contratempos alternados, resulta em oito batidas. Forma-se, então, a frase musical. Quando se une quatro frases musicais, tem-se um tema musical formado por dezesseis tempos e dezesseis contratempos alternados. Se o profissional conseguir iniciar a contagem no momento correto do começo da frase musical, ele perceberá que a cada início exis- tem entradas bem marcadas, sons fortes e marcantes. Se dois compassos quaternários formam uma frase musi- cal, e quatro frases musicais formam um tema musical, dois te- mas musicais constituem o que se denomina de um bloco de coreografia completo, com trinta e dois tempos e outros trinta e dois contratempos. Existem músicas que não são perfeitas quanto ao posicio- namento das oitavas musicais. São as chamadas “quebras” em menos de oito tempos, com um tempo e contratempo extras. Também se encontra quebras em oitavas, com uma ou mais oita- vas entre duas frases musicais distintas. Há duas formas de aplicação dos conceitos de oitavas e fra- ses musicais nas aulas: • Contagem rápida: quando se consideram na contagem todos os tempos e todos os contratempos. • Contagem lenta: quando se consideram na contagem apenas os tempos, desprezando os contratempos. Para o planejamento das aulas e finalidades didáticas, aconselha-se a utilização da contagem rápida, mais convencio- 32 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 2 – MUSICALIDADE NA GINÁSTICA DE ACADEMIA nal, pois, assim, evita-se a confusão na montagem da coreografia e as sequências de exercícios ou em seu ensino, já que nenhum tempo é desprezado. A contagem lenta, por ser abreviada, possibilita uma melhor respiração do professor, pois durante a aula não é necessário que ele conte para os alunos os tempos e contratempos. Contando apenas os tempos, o aluno tem plena condição de aprendizagem, facilitando muito o trabalho do professor (KLEBER, 2014). A fórmula para o sucesso seria: 1) a seleção musical; 2) estilo pessoal; 3) características do grupo; 4) coesão com o movimento; 5) qualidade da gravação; 6) volume e andamento igual à velocidade. Observe as bpms (batidas por minuto) mais recomendadas para as modalidades de Ginástica de Academia: 1) Step: até 140 bpms. 2) Aeróbica: até 180 bpms. 3) Street: até 130 bpms. 4) Localizados: até 132 bpms. 5) Circuito/Funcional: até 140 bpms. 6) Alongamento: abaixo de 110 bpms. 7) Bike indoor/jump: variável de acordo com a estratégia. 33© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 2 – MUSICALIDADE NA GINÁSTICA DE ACADEMIA Vídeo complementar ––––––––––––––––––––––––––––––– Neste momento, é fundamental que você assista ao vídeo complementar. • Para assistir ao vídeo, pela Sala de Aula Virtual, clique no ícone Videoaula, localizado na barra superior. Em seguida, selecione o nível de seu curso (Graduação), a categoria (Disciplinar) e o tipo de vídeo (Complementar). Por fim, clique no nome da disciplina para abrir a lista de vídeos. • Para assistir ao vídeo, pelo seu CD, clique no Botão “Vídeos” e selecione: Ginástica de Academia – Vídeos Complementares –Complementar 2. –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 3. CONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR O Conteúdo Digital Integrador é a condição necessária e in- dispensável para você compreender integralmente os conteúdos apresentados nesta unidade. 3.1. MUSICALIDADE NO ENSINO DE GINÁSTICA DE ACADEMIA Os conteúdos abordados nesta unidade estão relacionados com a musicalidade no ensino de Ginástica de Academia. Não fi- que apenas na leitura destes artigos: pesquise, busque novos es- tudos e, em caso de dúvida, coloque sua pergunta na Lista para seus amigos ou fale com seu tutor. • SUPERDOWNLOADS. BpmChecker 4.0. Disponível em: <http://www.superdownloads.com.br/download/155/ bpmchecker/>. Acesso em: 16 ago. 2016. • PORTAL BRASIL SONORO. Curso de Teoria Musical. Disponível em: <www.portal.brasilsonoro.com/down- loads/996>. Acesso em: 16 ago. 2016. • PORTAL DA EDUCAÇÃO FÍSICA. Música ajuda a determi- nar ritmo da aula e incentivo aos alunos. Disponível em: < http://www.educacaofisica.com.br/brand-channer/ 34 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 2 – MUSICALIDADE NA GINÁSTICA DE ACADEMIA body-systems2/musica-ajuda-a-determinar-ritmo-da- -aula-e-incentivo-aos-alunos/ >. Acesso em: 22 ago 2016. 4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS A seguir, responda às questões propostas a fim de conferir seu desempenho no estudo desta unidade: 1) Em uma aula de ginástica aeróbica, utilizamos aula a música como fator motivador e para elaboração da coreografia. Ela é formada pelo tempo (batida mais forte), seguido pelo contratempo (batida mais suave). A essa combinação de tempo e contratempo chamamos compasso musical. Para as aulas de Ginástica Coletiva, utilizamos geralmente músicas com: a) compassos binário e ternário. b) apenas compasso binário. c) compassos binário e quaternário. d) apenas compasso quaternário. e) compassos binário, ternário e quaternário. 2) A música é um elemento de extrema importância para a motivação dos praticantes nas aulas de ginástica. Dentre as afirmativas a seguir, qual é a correta? a) A música é formada pelo tempo e pelo contratempo. O tempo é a ba- tida mais fraca da música e o contratempo, a mais forte. b) A música é formada pelo ritmo e pelo contratempo. O ritmo é a batida mais forte da música e o contratempo, a mais suave. c) A música é formada pelo tempo e pelo contratempo. O tempo é a bati- da mais forte da música e o contratempo, a mais suave. d) A música é formada pelo compasso. Nele, temos o tempo, que é a bati- da mais forte da música, e o contratempo, a batida mais suave. e) A música é formada pelo tempo e pelo compasso. O tempo é a batida mais forte da música e o compasso, a mais suave. 35© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 2 – MUSICALIDADE NA GINÁSTICA DE ACADEMIA 3) Para formar uma frase musical, há a junção de: a) um compasso ternário com um binário. b) um compasso quaternário com um binário. c) dois compassos quaternários. d) um compasso quaternário com um ternário. e) dois compassos binários. Gabarito Confira, a seguir, as respostas corretas para as questões autoavaliativas propostas: 1) d. 2) c. 3) c. 5. CONSIDERAÇÕES Nesta Unidade 2 abordamos a musicalidade nas aulas de Ginástica de Academia. É apenas o começo dos estudos para você realmente se tornar qualificado nesta área. É necessá- rio continuar o seu aprendizado para a contínua aquisição de conhecimento. Somente para lembrar, sempre recorra a artigos, como mostramos no Conteúdo Digital Integrador, para continuar aprendendo sobre os conteúdos abordados. Assim, você solidifi- cará seus conhecimentos na área. 36 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 2 – MUSICALIDADE NA GINÁSTICA DE ACADEMIA 6. E-REFERÊNCIA KLEBER PERSONAL TRAINING. Musicalidade em aulas de ginástica. Disponível em: < http://www.kleberpersonal.com.br/dicas.htm >. Acesso em: 22 ago. 2016. 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ARTAXO, I. Ritmo e movimento. Guarulhos: Phorte, 2003. MATOS, O. Atividades físicas em academias. Rio de Janeiro: Sprint, 2002. 37 UNIDADE 3 DIDÁTICA APLICADA NA GINÁSTICA DE ACADEMIA Objetivos • Identificar os principais itens do ensino da ginástica. • Analisar as diretrizes para intervenção do profissional nas sessões de Gi- nástica de Academia. Conteúdo • Didática nas aulas de Ginástica de Academia. Orientações para o estudo da unidade Antes de iniciar o estudo desta unidade, leia as orientações a seguir: 1) Volte às unidades anteriores para entender e recordar os conceitos pro- postos. Consulte sempre o Glossário quando surgirem ideias que ainda não foram completamente assimiladas. 2)Fique atento a todo o conteúdo desta unidade, na qual você encontrará conceitos importantes para sua aprendizagem. 38 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 3 – DIDÁTICA APLICADA NA GINÁSTICA DE ACADEMIA 39© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 3 – DIDÁTICA APLICADA NA GINÁSTICA DE ACADEMIA 1. INTRODUÇÃO Na Unidade 2 você estudou os principais elementos da musicalidade voltada para as aulas de ginástica. Nesta unida- de estudaremos o assunto referente à didática em Ginástica de Academia. Procuraremos analisar as ações do professor para uma boa aula e para um melhor acompanhamento pelos alunos. 2. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA O Conteúdo Básico de Referência apresenta, de forma su- cinta, os temas abordados nesta unidade. Para sua compreensão integral, é necessário o aprofundamento pelo estudo do Conteú- do Digital Integrador. 2.1. DIDÁTICA NAS AULAS DE GINÁSTICA O processo de ensino-aprendizagem não se resume uni- camente à concepção de montagem das coreografias, mas tam- bém à capacidade de liderança do profissional. Dentre as capaci- dades, a de comunicação será a primeira abordada. A instrução em uma aula de ginástica é a ação ao objetivo da aula sobre o que fazer e como fazer; é quando o professor interfere na aula com o objetivo de que o aluno identifique a maneira correta de realizar o exercício. Para que haja a aprendi- zagem do aluno na tarefa motora, o professor deverá fazer uso da instrução, dando informações ao praticante e permitindo o alcance de seus resultados esperados na aula. 40 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 3 – DIDÁTICA APLICADA NA GINÁSTICA DE ACADEMIA Segundo Mesquita (1997), a instrução produz uma men- sagem que é a unidade da comunicação, e a interação entre os indivíduos (professor × aluno) ocorre quando uma série de men- sagens são intercambiadas. A instrução pode ser verbal ou gestual. A primeira, como o próprio nome diz, se dá pela fala, pela qual buscam apresentar informações sobre o movimento que será realizado. É a forma discursiva, quando mensagens, ideias ou estado emocional são expressos verbalmente. Na instrução verbal, é muito importante que o professor use uma entonação de voz adequada e se posi- cione na sala de forma que todos os alunos possam escutar as instruções passadas. O professor deverá expressar a contagem da música, pro- gressiva e regressiva, quer em relação ao tempo da música ou em relação às habilidades; deverá usar das terminologias ade- quadas, ensinando aos praticantes os nomes dos passos e das atividades, além de relembrar as características dos movimentos, antecipar as ações, passar as recomendações técnicas, correções e habilidades, antes, durante e depois da aula. Pode, também, realizar instruções fonéticas (exemplo: passo V – abre, abre, fe- cha, fecha) e instruções interativas, fazendo com que os alunos participem, como "Ouçam isto, ok?”, ou, ainda "Estão vendo?”, e assim por diante. Já na segunda instrução, deverão haver o gestual, os gestos expressos na aula pelo professor, as demonstrações visuais que sempre acompanharão a aula. Nesta forma de instrução são des- taques as técnicas de linguagem corporal e de expressão, que se manifestam por códigos gestuais. O professor pode usar a contagem musical, progressiva ou regressiva com os dedos das mãos, sendo a última mais eficaz, 41© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 3 – DIDÁTICA APLICADA NA GINÁSTICA DE ACADEMIA porque indica o final de uma habilidade motora e o início de outra; pode indicar a direção utilizando os braços, mostrando o lado que será feito o deslocamento, a direção e usar dos gestos criados para marcar uma mudança, um passo, e para demonstra- ção antecipada de algo que irá acontecer. É importante o posicionamento na sala, para que estas instruções sejam recebidas de maneira adequada pelo aluno. As formas mais conhecidas são de frente e de costas para o prati- cante ou aluno. Na posição de frente, implica uma forma de comunicação mais direta, possibilitando o contato visual mais marcado, pois a expressão por meio do espelho se perde. Ainda nesta posição, o professor deve estar preparado para trabalhar com a liderança no lado esquerdo do corpo. Já na posição de costas, o espelho ajudará na transmissão de todas as ordens de comando, e o pro- cesso de ensino-aprendizagem fica facilitado, pois o professor movimenta-se da mesma forma que o grupo. Nesta posição, o professor deve estar preparado para atuar com a liderança na direita do corpo. Para ministar a aula, o professor deve sempre estar de frente para os alunos, atuando e mostrando a coreografia como se fosse a imagem do aluno no espelho, ou seja, todo movimen- to/exercício deve ser iniciado com o seu lado esquerdo do cor- po. Quando estiver de costas para os alunos, atuando do mesmo lado que a sua sala, deve saber atuar iniciando com os movimen- tos do seu lado direito do corpo, igual aos alunos. O profissional deverá sentir-se à vontade com os métodos, ambos com pontos fortes, que facilitam a vida do professor e a relação com o aluno. 42 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 3 – DIDÁTICA APLICADA NA GINÁSTICA DE ACADEMIA Cabe salientar que os gestos utilizados são específicos ao estilo e metodologia de cada profissional. Não existe uma padro- nização de gestos, muito embora alguns profissionais possam o fazer. Ainda na didática da aula de ginástica, podemos abordar a organização da aula e a atuação do professor. Na organização da aula, deve-se levar em consideração o planejamento antecipado das ações: a escolha da música, a pre- paração da aula, o treino da coreografia, da fala e dos gestos. O professor deve sempre planejar sua aula e fazer a escolha da música de forma a motivar seus alunos. Deve, também, verificar com antecedência o som, o microfone e o ambiente da sala de aula, prevendo possíveis problemas que possam acontecer e an- tecipando as ações que poderão ser tomadas, caso ocorra algo. As leituras indicadas no Tópico 6 tratam da didática no ensino de Ginástica de Academia. Neste momento, você deve realizar essas leituras para aprofundar o tema abordado. O professor, dependendo da metodologia utilizada e do ní- vel dos alunos, poderá ainda organizá-los para possíveis divisões nas coreografias e obter grupos paralelos durante a mesma aula. Enfim, a organização é um ponto-chave para que a sessão se concretize realmente como foi planejada e para que não se tenha surpresas desagradáveis. Para finalizar, não podemos deixar de falar da atuação do professor. Ele deve: 43© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 3 – DIDÁTICA APLICADA NA GINÁSTICA DE ACADEMIA 1) sempre ser o anfitrião; 2) estar na entrada da sala para dar boas-vindas aos alu- nos e, preferencialmente, chamá-los pelo nome; 3) cumprimentar o grupo e informar seu nome, o tipo da aula e o objetivo proposto, transmitindo todas as informações iniciais para segurança e motivação dos alunos; 4) receber os alunos novos e orientá-los quanto ao uso dos materiais e das normas de segurança; 5) começar a aula apenas após todos terem entendido as instruções iniciais e procurar realizar um aquecimento estimulante e motivador; 6) manter a qualidade técnica e a motivação do início ao fim da aula; 7) dar feedback, elogiando ou corrigido os praticantes do início ao término da aula. As aulas individuais ou em grupo devem ser executadas por meio de explicação verbal, demonstração gestual ou, ainda, auxiliando o praticante por um contato corporal. A interrupção da aula deve acontecer apenas quando a maioria não estiver executando com qualidade e segurança os pa- drões motores; caso contrário, nunca interrompa uma aula para fazer uma correção; 8) quando já conhece a turma, utilizar, de seu carisma e entusiasmo para elogiar e estimular o praticante a gostar da prática da aula, demaior facilidade para os extrovertidos e experientes. Importante é deixar os alunos à vontade durante a aula para desfrutar os mo- vimentos realizados, para que o momento seja único, especial e inesquecível, querendo sempre mais. 44 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 3 – DIDÁTICA APLICADA NA GINÁSTICA DE ACADEMIA Vídeo complementar ––––––––––––––––––––––––––––––– Neste momento, é fundamental que você assista ao vídeo complementar. • Para assistir ao vídeo, pela Sala de Aula Virtual, clique no ícone Videoaula, localizado na barra superior. Em seguida, selecione o nível de seu curso (Graduação), a categoria (Disciplinar) e o tipo de vídeo (Complementar). Por fim, clique no nome da disciplina para abrir a lista de vídeos. • Para assistir ao vídeo, pelo seu CD, clique no Botão “Vídeos” e selecione: Ginástica de Academia – Vídeos Complementares –Complementar 3. –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 3. CONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR O Conteúdo Digital Integrador é a condição necessária e in- dispensável para você compreender integralmente os conteúdos apresentados nesta unidade. 3.1. DIDÁTICA NO ENSINO DA GINÁSTICA DE ACADEMIA Os conteúdos abordados nesta unidade estão relacionados com a didática no ensino da Ginástica de Academia. Não fique apenas na leitura destes artigos, pesquise, busque novos estudos. • CAMPOS, L. A. S. Didática da Educação Física. São Paulo: Fontoura, 2011. • CARLAN, P. Didática da Educação Física brasileira: uma compreensão da produção científica. Revista Pensar a Prática, UFG/Goiás, v. 12, n. 3, 2009. Disponível em: <http://www.revistas.ufg.br/index.php/fef/article/ view/7674/5999>. Acesso em: 17 ago. 2016. 45© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 3 – DIDÁTICA APLICADA NA GINÁSTICA DE ACADEMIA 4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS A seguir, responda às questões propostas a fim de conferir seu desempenho no estudo desta unidade: 1) Segundo Mesquita (1997), a instrução produz uma mensagem, que é a unidade da comunicação, e a interação entre os indivíduos (professor × aluno) ocorre quando uma série de mensagens é intercambiada. A instru- ção pode ser: a) verbal e intelectual. b) verbal e gestual. c) somente verbal. d) verbal, gestual e cinestésica. e) nenhuma das anteriores. 2) Em uma aula de ginástica, o professor é sempre o anfitrião e deve atender o seu aluno com a melhor qualidade. Dentre as atitudes que levam o pro- fessor a ser um bom anfitrião e fazem com que seus alunos nunca saiam de sua aula, podemos citar: a) Estar na entrada da sala para dar boas-vindas aos alunos e preferen- cialmente chamá-los pelo nome. b) Receber os alunos novos e orientá-los quanto ao uso dos materiais e das normas de segurança. c) Cumprimentar o grupo e informar seu nome, o tipo da aula e o objeti- vo proposto, transmitindo todas as informações iniciais para segurança e motivação dos alunos. d) Nenhuma das alternativas. e) Somente as alternativas a, b e c. Gabarito Confira, a seguir, as respostas corretas para as questões au- toavaliativas propostas: 1) b. 2) e. 46 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 3 – DIDÁTICA APLICADA NA GINÁSTICA DE ACADEMIA 5. CONSIDERAÇÕES Na Unidade 3 falamos sobre a didática nas aulas de ginás- tica. É necessário continuar seus aprofundamentos para a contí- nua aquisição de conhecimento e aperfeiçoamento no assunto. Sempre recorra aos artigos citados no Conteúdo Digital Integrador para continuar pesquisando sobre os conteúdos que abordamos. Este tema é um dos mais importantes na nossa área de atuação e será usado não só na Ginástica de Academia, mas em outras áreas de desenvolvimento. 6. E-REFERÊNCIAS BRAUNER, V. L. P. Novos sistemas de aulas de ginástica: procedimentos didáticos (?) na formação dos professores. Revista Brasileira de Ciências do Esporte, Campinas, v. 28, n. 2, p. 211-219, jan. 2007. Disponível em <http://revista.cbce.org.br/index.php/RBCE/ article/view/65/73>. Acesso em: 12 ago. MARCASSA, L. Metodologia do ensino da ginástica: novos olhares, novas perspectivas. Revista Pensar a Prática, UFG, Goiânia, v. 7, n. 2, p. 171-186, 2004. Disponível em: <http://www.revistas.ufg.br/index.php/fef/article/view/94/2379>. Acesso em: 12 ago. 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS MESQUITA, R. M. Comunicação não-verbal: relevância na atuação profissional. Revista Paulista de Educação Física. v. 11, n. 2, p. 155-163, 1997. NETTO, E. S. Ginástica de Academia: teoria e prática. Rio de Janeiro: Sprint, 1996. SANTOS, M. Â. A. Manual da Ginástica de Academia. Rio de Janeiro: Sprint, 1994. 47 METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA Objetivos • Conhecer os principais métodos da Ginástica de Academia. • Refletir sobre a metodologia de cada método. • Identificar as tendências para as aulas de ginástica. Conteúdos • Metodologia da Ginástica de Academia. • Principais modalidades de Ginástica Coletiva. Orientações para o estudo da unidade Antes de iniciar o estudo desta unidade, leia as orientações a seguir: 1) Não se esqueça de ler os livros da bibliografia indicada para que você am- plie e aprofunde seus horizontes. Esteja sempre com o material didático em mãos e discuta a unidade com seus colegas e com o tutor. Sempre que surgir uma dúvida sobre o conteúdo estudado, volte e recomece a leitura. 2) Busque praticar as modalidades em alguma academia. Nada como a vi- vência e o contato com profissionais mais experientes para crescer. 3) Se precisar, anote a frase ou parte do texto que você não entendeu, envie para o seu tutor a distância e peça para que ele explique o conteúdo de outra maneira. UNIDADE 4 48 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA 49© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA 1. INTRODUÇÃO No início desta unidade, vamos estudar as principais moda- lidades oferecidas nas academias de ginástica. Abordaremos em cada modalidade seu objetivo, os meios e métodos usados para variação de cada aula, os equipamentos utilizados, os passos bá- sicos, e falaremos sobre dicas para uma boa aula e tópicos que fazem necessários para seu desenvolvimento como profissional. 2. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA O Conteúdo Básico de Referência apresenta de forma su- cinta os temas abordados nesta unidade. Para sua compreensão integral, é necessário o aprofundamento pelo estudo dos Con- teúdo Digital Integrador. 2.1. GINÁSTICA AERÓBICA Conforme citado em Novaes e Viana (1998), o Dr. Kenneth Cooper foi o precursor nos estudos de condicionamento físico para não atletas. Ele publicou em 1987 sua obra Aeróbica, que foi resultado de uma pesquisa que tinha como propósito desenvolver espe- cialmente a capacidade aeróbica. A partir desse trabalho, Cooper despertou nas pessoas o gosto e a procura pela atividade física. No final da década de 1970, Jane Fonda lançou um progra- ma chamado Workout, com o objetivo de desenvolver a resistên- cia aeróbica por meio de exercícios específicos de ginástica com música. 50 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA No Rio de Janeiro, em meados da década de 80, a ginástica aeróbica foi introduzida nas academias brasileiras. Essa aula é realizada para melhorar a condição física e o aumento da capa- cidade física em relação à saúde e, consequentemente, à quali- dade de vida. No entanto, para aumentar o potencial físico por meio da aula, é essencial que ela seja realizada de forma correta. É importante lembrar que o potencial físico tem relação com o aumento da resistência aeróbica, composição corporal, flexibili- dade, resistência e força muscular. A aula de ginástica é dividida em: 1) aquecimento; 2) fase aeróbica e esfriamento; 3) localizados; 4) alongamento e relaxamento. Em uma aula, podemos ter vários níveis de condicionamentoentre os alunos, a saber: 1) iniciantes; 2) intermediários; 3) avançados. Na aula para iniciantes, devemos ter como objetivo ensinar os movimentos básicos, adaptando o aluno ao universo de movi- mentos da modalidade, para que ele a execute de forma correta. A simplicidade é o fator de maior importância nessa aula. Para alunos intermediários e avançados, devemos ter como objetivo principal a melhoria do condicionamento cardior- respiratório, o treinamento da coordenação motora, a diminui- ção de percentual de gordura e o bem-estar físico e psicológico, combatendo o estresse. 51© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA Para melhor motivar nossos alunos, devemos variar as formas e técnicas de construção das combinações e sequências. Podemos usar vários métodos para montagem das coreo- grafias, entre eles: 1) Isolada: os exercícios não se somam. Do exercício 1, passa-se para o exercício 2, desse para o 3, e assim por diante. 2) Adição: os exercícios se somam. Executa-se os exercí- cios 1 e 2, e soma-se 1 mais 2; executa-se os exercícios 3 e 4, e soma-se 3 mais 4. 3) Por bloco: união ou adição de um número determi- nado de exercícios, formando blocos que podem ser de dois em dois, quatro em quatro ou oito em oito. Cada combinação de exercícios será a construção de um novo bloco, por exemplo: 1 + 2 + 3 + 4 = bloco 1; 5 + 6 + 7 + 8 = bloco 2, e assim por diante. 4) Combinado: união ou adição de blocos: bloco 1 + blo- co 2 + bloco 3. 5) Inserção: elabora-se os blocos 1 e 2, sendo o bloco 2 introduzido no meio do bloco 1. 6) Pirâmide: sequência de movimentos que começa com um grande número de repetições (exemplo: com 8 re- petições de um movimento) e, posteriormente, pode- mos reduzir até chegar ao número de repetições dese- jadas (exemplo: 2 repetições do mesmo movimento). 7) Abordagem: utiliza-se o mesmo movimento básico e exploram-se distintas formas de execução no espa- ço. Exemplo: de frente, de costas, para o lado e para diagonal. 52 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA 8) Câmera lenta: nas combinações de braços mais com- plexas e assimétricas, realizá-las vagarosamente até a assimilação pelos alunos. 9) Troca de movimentos: técnica na qual se criam dois movimentos diferentes, combinados entre si, poden- do trocar um deles ou os dois por outro de fácil assi- milação. Exemplo: cria-se o exercício 1, adiciona-se o 2 e, depois, troca-se o movimento 2 por um terceiro movimento. Para uma boa aula, devemos planejar sempre o método que queremos aplicar. Lembre-se de que a variação da forma de aula é um dos fatores que interfere na motivação dos alunos. Vale observar, também, as orientações didáticas a seguir para formatar e planejar uma boa aula: 1) evitar movimentos com grandes amplitudes e, ao mes- mo tempo, em alta velocidade; 2) evitar movimentos de hiperflexões em que os joelhos passam a linha dos pés, criando-se uma força excessiva na patela; 3) variar o tipo de impacto para diminuir o choque sobre os pés; 4) ensinar as técnicas de saltitar e aterrizar, para que, quando o corpo volte ao solo, haja uma absorção cor- reta do choque com o pouso do pé feito em toda sua extensão e com uma ligeira flexão dos joelhos; 5) número de repetições de pequenos saltos sobre um pé só, não excedendo a quatro vezes, para que não se rompa o equilíbrio linear do joelho e do quadril; 6) as torções ocorrem mais nas mudanças bruscas de di- reções, giros e alguns movimentos laterais; 53© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA 7) alguns giros e mudanças bruscas de direções ge- ram tensões na coluna devido à ruptura da trajetória natural; 8) cuidado com as combinações de braços e pernas, para não interferir na intensidade da aula. Os alunos com algum problema de saúde, principalmen- te nas articulações dos membros inferiores, devem evitar esta modalidade. Uma aula de ginástica aeróbica bem planejada di- daticamente evita possíveis frustações durante o processo de aprendizagem dos alunos. Segundo Netto e Novaes (1996, apud NOVAES E VIANA, 1998, p. 64), “cabe ao professor o dever de auxiliar a cada um de seus alunos a completar dentro de suas limitações individuais a execução da aula, ensinando-os a conse- guir resultados satisfatórios". As leituras indicadas no Tópico 3 tratam das metodolo- gias das atividades em academia. Neste momento, você deve realizar essas leituras para aprofundar o tema abordado. 2.2. MINITRAMPOLIM OU JUMP O ancestral do minitrampolim é o conhecido trampolim acrobático, cujo primeiro registro técnico foi feito em 1911. Por muitos anos, o trampolim representou apenas uma modalidade competitiva, mais tarde sendo utilizado como ins- trumento de recreação infantil. Em 1938, foi criado um protótipo de menor tamanho, denominado minitrampolim, com o propósi- to de popularizar a atividade. 54 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA Ao longo dos anos, o implemento foi sendo adaptado e aprimorado, quando, em 1975, uma companhia americana começou a fabricar os primeiros trampolins circulares, similares ao minitrampolim, os quais passaram a serem utilizados para treinamento físico. Nos EUA, esta atividade é chamada rebound exercise, modalidade de ginástica que consiste em um programa de atividade física cardiorrespiratória baseado na utilização de um minitrampolim elástico (FURTADO; SIMÃO; LEMOS, 2004), ao passo que as aulas coreografadas e muito dinâmicas se utilizam de músicas de vários ritmos e estilos. O equipamento é constituído de diversos componentes e, de acordo com o fabricante, podem variar: 1) 1 capa protetora; 2) 6 sapatas cilíndricas com coxim amortecedor; 3) 6 coxins de sapata; 4) 1 aro do minitrampolim; 5) 1 tela elástica; 6) 12 molas e seis parafusos de fixação das sapatas. Quando montado, o minitrampolim terá, na maioria das marcas existentes no mercado, as seguintes dimensões: • diâmetro: 1000 mm; • diâmetro da tela elástica (área útil de uso): 800 mm; • altura do solo: 180 mm. Para a prática dos exercícios no minitrampolim, o indivíduo deve usar calçados de solado de borracha, isentos de arestas cor- tantes ou corpo estranho, tais como pedras, madeiras ou objetos que ficam fixos no solado do calçado. 55© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA Não devem praticar esta modalidade os alunos com labi- rintite não tratada, instabilidade articular no joelho e tornozelo, além de gestantes. No minitrampolim, as músicas utilizadas variam entre 132 e 145 bpm. A velocidade também representa um importante pa- râmetro de controle de intensidade geral. Por isso, nas coreogra- fias iniciais das aulas, as músicas devem ser em torno de 132 a 136 bpm e, do meio para o fim, as coreografias ficam mais inten- sas, chegando aos 145 bpm. Nesta modalidade, são executados sobre o minitrampolim movimentos de correr e saltar, sempre empurrando a tela elásti- ca, organizados em diferentes coreografias de aproximadamente três a cinco minutos cada, sincronizados com a música escolhida durante 30 a 60 minutos, incluindo aquecimento, parte principal, esfriamento, exercícios abdominais e alongamento. As coreografias são combinações de movimentos, os quais são divididos em dois padrões: • de movimento alternado; • de movimento simultâneo. Padrões de movimento alternado são aqueles executados com transferência constante de peso de um pé para outro, quan- do um pé sempre fora da lona. Possuem os seguintes passos: 1) caminhada; 2) corrida; 3) hop; 4) sprint; 5) elevação de joelhos; 6) calcanhar frente; 56 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA 7) calcanhartrás; 8) tcha-tcha; 9) tap; 10) cowboy/galope. Padrões de movimento simultâneo são aqueles movimen- tos executados com apoio simultâneo de ambos os pés sobre a lona. Possuem os seguintes passos: 1) básico; 2) polichinelo; 3) polisapato/tesoura; 4) canguru/duplo; 5) twist. As aulas de minitrampolim podem ser estruturadas da seguinte forma: 1) aquecimento; 2) coreografias de treinamento cardio; 3) exercícios compulsórios; 4) esfriamento; 5) alongamento. O aquecimento inicia-se fora do trampolim, seguido de uma coreografia cardio com os movimentos alternados e simul- tâneos em cima do minitrampolim, com o objetivo de adaptação à superfície e finalização do aquecimento. A parte principal da aula é composta pelas coreografias cardio e tem o objetivo de condicionamento do sistema cardiorrespiratório, utilizando os movimentos compulsórios (agachamentos, exercícios de equilí- brio – core –, entre outros) na compensação dos padrões moto- res. Em seguida, uma coreografia de esfriamento e, na fase final 57© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA da aula, exercícios abdominais e alongamento. Esta última fase tem o objetivo de resgatar as condições metabólicas em nível de pré-esforço, que serão executados sobre o chão. Uma aula com duração média de 45 a 60 minutos será composta de oito a dez coreografias, com duração média de três a cinco minutos cada. A seguir, demonstramos um exemplo para as fases da aula: 1) Aquecimento: 5 minutos. 2) Música 1: 5 minutos. 3) Música 2: 5 minutos. 4) Música 3: 5 minutos. 5) Música 4: 5 minutos. 6) Música 5: 5 minutos. 7) Esfriamento: 5 minutos. 8) Abdominais: 5 minutos. 9) Alongamento: 5 minutos. Os exercícios compulsórios são coreografias baseadas na execução dos padrões dos movimentos citados, podendo ser executados de diferentes formas, de acordo com a estrutura da aula. Podem ser: • Simples: quando alguns compulsórios forem executa- dos em maior velocidade, ocupando volume de apenas um batimento musical. • Duplo: quando alguns dos compulsórios forem execu- tados em velocidade um pouco menor em relação ao exemplo anterior, ocupando o volume de dois batimen- tos musicais. 58 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA A seguir, apresentamos uma descrição dos movimentos citados que correspondem à parte técnica específica da modalidade: 1) Tap: posição ortostática com os pés paralelos em afas- tamento médio. • Movimento: enquanto um membro inferior realiza flexão de tornozelo para que o pé possa tocar a lona dianteira do minitrampolim, o outro membro infe- rior permanece na posição inicial. 2) Caminhada: posição ortostática com os pés paralelos em afastamento médio. • Movimento: a parte anterior dos pés está sempre em contato com a lona. Enquanto o tornozelo de um membro inferior realiza uma dorsiflexão, para que toda superfície dos pés possa manter contato com a lona, o outro membro inferior realiza flexão de quadril de 15 graus, seguido de flexão de joelho de 45 graus e de flexão plantar. 3) Corrida: posição ortostática com os pés paralelos em afastamento médio. • Movimento: trata-se da realização de uma corrida estacionária sobre o minitrampolim. Na fase aérea, são realizados movimentos alternados de membros inferiores de flexão de quadril de 15 graus, seguido de flexão de joelho de 45 graus e de flexão plantar. Na fase de contato, há uma diminuição da flexão de quadril e joelhos, enquanto o tornozelo realiza uma dorsiflexão, para que toda superfície dos pés possa manter contato com a lona. 59© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA 4) Hop: posição ortostática com os pés paralelos em afas- tamento médio. • Movimento: trata-se da realização de uma corrida estacionária sobre o minitrampolim. Na fase aérea, são realizados movimentos alternados de membros inferiores de flexão de quadril de 90 graus, seguido de flexão de joelho de 90 graus e de flexão plantar. Na fase de contato, há uma diminuição da flexão de quadril e joelhos, enquanto o tornozelo realiza uma dorsiflexão, para que toda superfície dos pés possa manter contato com a lona. 5) Cowboy/galope: posição ortostática com os pés para- lelos em afastamento médio. • Movimento: trata-se da realização de saltos execu- tados de um lado para outro do minitrampolim. En- quanto um membro inferior realiza hiperextensão de quadril, seguido de flexão de joelho de 90 graus, e de flexão plantar na fase aérea, o outro membro realiza uma diminuição da flexão de quadril e joe- lhos, com o tornozelo realizando uma dorsiflexão simultaneamente, para que toda superfície dos pés possa manter contato com a lona. 6) Sprint: posição ortostática com os pés paralelos em afastamento médio, com pequena flexão de tronco. • Movimento: trata-se da realização de uma corrida estacionária sobre o minitrampolim. Na fase aérea, são realizados movimentos alternados de membros inferiores de flexão de quadril de 15 graus, seguido de flexão de joelho de 45 graus e de flexão plantar em alta velocidade. Na fase de contato, há uma di- 60 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA minuição da flexão de quadril e joelhos, enquanto o tornozelo realiza uma dorsiflexão, para que toda su- perfície dos pés possa manter contato com a lona. 7) Elevação de joelhos: posição ortostática com os pés paralelos em afastamento médio. • Movimento: são realizados movimentos alternados de membros inferiores de flexão de quadril, seguido de flexão de joelho de 90 graus, e de flexão plantar na fase aérea, sendo a trajetória de elevação de joe- lhos para a diagonal. Na fase de contato, há uma di- minuição da flexão de quadril e joelhos, enquanto o tornozelo realiza uma dorsiflexão para que toda su- perfície dos pés possa manter contato com a lona. 8) Calcanhar frente ou trás: posição ortostática com os pés paralelos em afastamento médio. • Movimento: são realizados movimentos alternados de membros inferiores de flexão hiperextensão de quadril, seguido de flexão de joelho de 90 graus e de flexão plantar na fase aérea. Na fase de contato, há uma diminuição da flexão de quadril e joelhos, enquanto o tornozelo realiza uma dorsiflexão, para que toda superfície dos pés possa manter contato com a lona. 9) Tcha-tcha: posição ortostática com os pés paralelos em afastamento médio. • Movimento: na fase aérea, são realizados saltos de um lado para outro do minitrampolim. São alter- nados três vezes os movimentos de membros infe- riores de flexão de quadril de 15 graus, seguido de flexão de joelho de 45 graus e de flexão plantar em 61© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA alta velocidade. Na fase de contato, há uma dimi- nuição da flexão de quadril e joelhos, enquanto o tornozelo realiza uma dorsiflexão, para que toda su- perfície dos pés possa manter contato com a lona. De acordo com o professor Gabriel Franz (2016), os inician- tes tendem a querer pular, mas na realidade você deve empurrar a lona elástica para baixo e ela lhe empurrará para cima. Alguns estudos mostram que em uma aula de 40 a 50 minutos pode-se gastar de 400 até 700 kcal, dependendo da força feita pelo indi- víduo para empurrar a lona. Ao contrário do que normalmente falam, é uma aula com impacto. Por ser executada em uma superfície elástica e é con- siderada uma atividade com menor impacto que as tradicionais feitas no solo (aproximadamente 80% a menos), podendo ser ainda mais reduzida conforme o domínio da técnica individual de flexão e extensão das pernas. Mas equivale aos valores me- dianos do impacto na corrida, cerca de 2,9 PC (peso corporal). Algumas dicas para este tipode aula: 1) escolha tênis com o solado plano; 2) quanto mais plana a sola do seu calçado, mais fácil será para empurrar a superfície do minitrampolim para bai- xo, potencializando seus movimentos; 3) oriente seus alunos a descer do minitrampolim sempre de costas, diminuindo assim a chance de desequilíbrio por conta da mudança de superfície; 4) alunas devem utilizar tops fortes para fazer a aula, permitindo mais segurança e conforto durante os exercícios; 5) leve sempre consigo uma garrafa de água e toalha. 62 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA 2.3. BIKE INDOOR O ciclismo indoor surgiu nos Estados Unidos no ano de 1987, criado pelo ciclista de ultradistância Jonathan Goldberg (conhecido como Johnny G). Sua criação foi registrada e origi- nou o programa Spinning®. Em 1995, já eram milhares de pes- soas praticantes nos Estados Unidos e em mais de 100 países. No mesmo ano, a modalidade foi lançada no Brasil. No decorrer do tempo, foram criados outros programas de ciclismo indoor, como Precision Cycling, Power Pace, Cycle Ree- bok, RPM, cycling indoor, bike indoor, entre outros. O ciclismo indoor é uma aula feita em grupo, praticada in- teiramente com a ajuda de uma bicicleta ergométrica desenhada especialmente para a modalidade, que permite facilmente ajus- tar a resistência da bicicleta a cada nível de treinamento. Ao pra- ticá-lo, você naturalmente entra em um programa individualiza- do, obtendo um alto gasto calórico, fortalecendo a musculatura dos membros inferiores e ganhando uma ótima melhora de VO- 2máx (condicionamento cardiorrespiratório), que pode prepará-lo também para outras modalidades. Os exercícios simulam vários tipos de percursos, como su- bidas e pedaladas no plano. Na bicicleta, existe um graduador de carga, como se fosse uma bicicleta de corrida comum, que permite controlar o ritmo de acordo com a resistência. Seu objetivo principal é o aumento do condicionamento cardiovascular, por meio do controle da frequência cardíaca, se- guido pela redução do percentual de gordura pela queima de calorias, variando de acordo com indivíduo. 63© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA Mesmo sendo o ciclismo indoor uma atividade intensa e de alto gasto calórico, é considerada segura e prazerosa, desde que o indivíduo respeite as normas de segurança durante as au- las. É uma modalidade que pode ser praticada por todos, mas é necessário que o indivíduo saiba seus limites máximos e míni- mos de frequência cardíaca de treinamento, por meio de testes específicos. As aulas têm duração de 30, 45 ou 60 minutos. Aproximadamente, são gastas 475 calorias em uma aula de ciclismo indoor de 45 minutos de duração. Segundo pesquisas recentes, um indivíduo com o condicionamento físico de nível intermediário entre 30 e 35 anos gasta em média 700 calorias em uma hora. Ao som de músicas selecionadas e apropriadas, o profes- sor conduz sua aula, buscando a melhoria na performance do aluno. À medida que pedalam, os praticantes são inspirados a simular os percursos e atingir o objetivo do treino. Componentes da bicicleta A bicicleta estacionária é basicamente composta por nove componentes principais, que são: 1) frenagem (manopla de resistência); 2) guidão; 3) pedivela; 4) pedal; 5) quadro; 6) volante (roda); 7) suporte caramanhola (garrafinha); 64 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA 8) selim (banco); 9) movimento central. Para segurança dos praticantes, devemos instruir em relação aos itens a seguir: 1) Selim: proporciona uma posição sentada confortável na bicicleta, onde a distância ajustada entre o selim e os pedais deve colocar o corpo do aluno em uma po- sição que lhe permita que os joelhos estejam ligeira- mente flexionados (de 10 a 30 graus no centro motor da base para proporcionar a pedalada mais eficiente). A movimentação do banco para frente e para trás pos- sibilita pequenos ajustes com base no comprimento das pernas, tipo de corpo e capacidade física. 2) Guidão: destina-se a dar ao aluno a sensação de uma bicicleta outdoor, porém tendo a possibilidade de ajus- tar-se para permitir que cada aluno tenha mais apoio e se sinta mais seguro desenvolvendo a postura correta para pedalar e manter a estabilização do tronco. Total- mente ajustável, proporciona conforto para os prati- cantes de estatura diferentes. 3) Frenagem: o controle da carga de trabalho é feito pela manopla de resistência. Com a prática, o aluno apren- derá a variar a carga para mudar o foco de acordo com o objetivo da aula. Em algumas marcas e modelos, a manopla também é usada como freio. Se o aluno se sentir fora de controle, poderá aumentar a carga ou utilizar o equipamento para atingir um nível confortá- vel de pedalada. 4) Volante: permite que a marcha sustente as pedaladas rítmicas em rpms. O aluno terá que gastar energia para 65© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA aumentar e manter o volante em determinada veloci- dade, de acordo com o objetivo proposto. Vestimentas e acessórios para a prática da modalidade Para a prática do ciclismo indoor, os alunos devem utilizar roupas leves, como: • camisetas ou regatas; • bermudas com proteção almofadada ou com gel; • meias finas e de cano baixo; • calçados apropriados (tênis de solado rígido e cano bai- xo ou sapatilha para ciclismo com clipe). Como acessórios para a prática da modalidade, os alunos devem utilizar: • toalha de rosto; • garrafa de água (caramanhola); • banco de gel (uso opcional); • luvas (uso opcional); • frequencímetro para melhor atingir o objetivo da aula e por segurança. Ajustes O ajuste correto permite que o aluno distribua melhor seu peso entre o selim, os pedais e o guidão, de forma que o sistema esquelético possa suportar este peso, ao em vez de sobrecarre- gar a musculatura das costas e dos membros superiores. Ajustes a serem feitos: 1) Ajuste da altura do selim: a altura está diretamente re- lacionada com o comprimento dos membros inferiores 66 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA do aluno, mais especificamente da altura do trocan- ter maior do fêmur até o solo. Existem vários métodos para regulagem da altura do selim, porém, o mais sim- ples, e que pode ser facilmente aplicado à realidade de uma aula, consiste de um ângulo de aproximadamente 25 a 30 graus de flexão do joelho, quando o pedal se encontra no ponto mais baixo de sua trajetória. Para checar se a altura está correta, basta pedir ao aluno que apoie seu calcanhar em cima do eixo do pedal no ponto mais próximo ao solo. Se nesta posição o aluno estiver com seu joelho totalmente estendido, sem ne- nhum desvio lateral do quadril, a altura estará correta. 2) Ajuste da distância do selim ao movimento central (eixo do pedivela): para o ajuste correto, basta posi- cionar os pedais paralelamente ao solo. Nesta posição, deve existir uma linha imaginária que sai da patela do joelho posicionado à frente e que passa pela ex- tremidade do pedivela correspondente. Alguns atletas fazem o ajuste de acordo com sua realidade de treina- mento. Isso deve ser respeitado, porém, não devemos deixar de fazer sua verificação. 3) Ajuste da altura do guidão: deve ser de 2,5 a 5 cm abaixo da altura do banco para alunos de baixa estatu- ra, podendo chegar a 10 cm para os de estatura mais elevada. Porém, para os iniciantes, devemos sugerir uma altura do guidão mais alta que o banco, visto que ele não possui uma musculatura lombar desenvolvi- da. Dessa forma, será proporcionado mais conforto ao praticante. 67© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA Pegadasutilizadas durante a aula No ciclismo indoor, existem três tipos de pegadas para posição do guidão. Elas são partes integrante e fundamental das técnicas utilizadas durante a aula. Manter a posição correta irá ajudar a eliminar a fadiga dos ombros, cotovelos e punho, além de manter a posição do corpo correta. • Pegada 1: é a mais comum das pegadas, utilizada na po- sição sentada. Devemos manter um pequeno triângulo entre o punho e os cotovelos, ao passo que cotovelos e ombros devem estar relaxados. • Pegada 2: é utilizada nas posições sentado na subida, running, saltos e no sprint. Esta posição permite uma postura vertical sem restrições para a respiração e ajuda a manter a estabilidade, quando estiver fora do banco. • Pegada 3: é somente utilizada na posição em pé, na su- bida. As mãos ficam no final do guidão, com as palmas para dentro e a junta dos dedos para fora. Os dedos devem estar seguros no guidão com os polegares por cima. Normas de segurança para prática Para um melhor aproveitamento da aula e para evitar o risco de lesões, devemos ficar atentos para alguns tópicos em relação à segurança do praticante. Este deve: 1) conhecer o mecanismo de frenagem e utilizá-lo, sem- pre que necessário, para brecar o movimento da bicicleta; 68 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA 2) ter sempre uma toalha em mãos para evitar o suor excessivo, evitando acidentes em relação à pegada no guidão; 3) ajustar corretamente o firma-pé para propiciar um maior torque durante todas as fases da pedalada; 4) prender os cadarços do tênis para evitar que se enro- lem entre o pedivela e o pedal, evitando o estrangula- mento do pé; 5) ajustar corretamente a bicicleta para tornar o exercício mais confortável, prevenindo lesões, principalmente nas articulações do joelho; 6) usar uma sobrecarga adequada para pedalada, evitan- do girar pela inércia do volante. Também devemos ficar atentos no correto ajuste da bicicleta e no uso de pouca sobrecarga, pois esses fatores são os mais comuns em sala de aula, principalmente com alunos iniciantes. Técnicas ou exercícios utilizados durante a aula As técnicas utilizadas durante uma aula de ciclismo indoor são: 1) posição sentado; 2) posição sentado na subida; 3) posição em pé na subida; 4) posição em pé no plano (running); 5) saltos (jumping); 6) tiros (sprint). 69© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA Para uma melhor assimilação, descrevemos, a seguir, cada uma delas: 1) Posição sentado: fundamental para todas as outras técnicas, é a mais confortável para o corpo em todos os níveis de praticantes, devendo ser utilizada conti- nuamente durante a fase inicial do treinamento. Será usada como a linha-base para desenvolver técnicas de treinamento mais avançadas. A intensidade é de baixa a moderada, ideal para aquecimento e momentos de recuperação. Pode ser trabalhada com músicas entre 80 e 110 rpm. 2) Posição sentado na subida: será usado como a for- ma mais direta de aumentar a intensidade da aula e será muito efetivo em todos os estágios de um traba- lho individual. Aprender a andar de bicicleta, sentado, com resistência, promove uma força e uma resistência maior da parte inferior do corpo, bem como aumenta a demanda do sistema cardiorrespiratório. A intensida- de é alta, elevando-se a frequência cardíaca e a fadiga muscular periférica. Pode ser trabalhada com músicas entre 70 a 90 rpm. 3) Posição em pé na subida: essa técnica é utilizada para desenvolver força e potência, com eficiência e controle na parte inferior do corpo. Promove uma técnica de suave pedalar, muito importante em relação à preven- ção de danos. O treino com excesso de resistência for- ça o corpo a brigar com a bicicleta e leva a um trabalho ineficiente, que pode conduzir a danos potenciais as- sociados com o excesso de treinamento. A intensidade é alta e deve ser utilizada a pegada 3. Pode ser traba- lhada com músicas entre 60 a 90 rpm. 70 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA 4) Posição em pé no plano (running): ficar em pé é uma técnica fundamental que proporciona equilíbrio e coor- denação, estabilidade e timing. É um componente es- sencial no desenvolvimento de um nível aumentado de condicionamento e desempenho. A técnica de ficar em pé fortalece as extremidades inferiores em um padrão motor diferente e coloca uma variedade de demandas de treinamentos nos estabilizadores do tronco. A resis- tência da roda deve ser pouca ou moderada. Pode ser trabalhada com músicas entre 80 a 100 rpm. 5) Saltos (jumping): é uma técnica avançada que enfo- ca o desenvolvimento da coordenação e do equilíbrio, consistindo em levantar do banco em intervalos. Este movimento pode ser feito de duas maneiras: a) em ritmo constante, mantendo a mesma veloci- dade da perna, enquanto levantamos e sentamos do banco, dando-se ênfase a movimentos contro- lados e tranquilos; b) saindo do banco com bastante energia, mantendo o giro nesta posição por um período. Intensidade de moderada a alta, ideal para ser trabalhada com música entre 70 e 100 rpm. 6) Tiros (sprints): é uma técnica avançada, na qual o alu- no pedala em alta velocidade por um pequeno período de tempo. Os tiros devem ser executados na posição sentado, sempre com alguma resistência. Deve ser tra- balhado por curtos períodos de tempo, no máximo 30 segundos, porque o treinamento de velocidade depen- de de grande ativação do sistema nervoso central, que, por sua vez, não consegue manter estímulos máximos para a execução de uma tarefa por períodos mais pro- 71© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA longados. Ideal para trabalhar com músicas entre 100 a 120 rpm. Metodologia – tipos de aula No ciclismo indoor, podemos trabalhar com vários tipos de aulas diferentes, cada uma com um objetivo a ser cumprido, um método de treinamento. Os tipos de aula utilizada na modalidade são: 1) low endurance; 2) high endurance; 3) montanha; 4) intervalo extensivo. 5) intervalo intensivo. Para melhor entendimento de cada tipo, a seguir, apresentaremos as características principais, de acordo com o objetivo do treinamento e capacidade a ser desenvolvida. 1) Low endurance: treinamento de limiar aeróbio. A alta capacidade aeróbia é um fator decisivo para todos os eventos de média e longa duração. É desenvolvido por meio de um volume alto de trabalho sem interrupção (ritmo uniforme); treinamento de intervalo usando re- petições mais longas que cinco minutos e progressiva elevação da intensidade. A duração da aula é de uma a duas horas e meia (aula especial). A zona de treinamento será entre 60 e 75% de FCM (Frequência Cardíaca Máxima). O substrato energético predominante é a gordura. As técnicas uti- lizadas devem ser as técnicas sentadas, enfatizando sempre uma perfeita execução da cadência com o foco 72 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA na FC (Frequência Cardíaca). Não devemos utilizar as técnicas de sprints, subidas com muita carga e subidas rápidas. 2) High endurance: treinamento de limiar anaeróbio com objetivo na manutenção da FC em terreno variável. É uma aula de intensidade moderada, e a curva de inten- sidade não deve oscilar muito, mantendo-se sempre abaixo do limiar anaeróbio. A duração dos estímulos será de três a cinco minutos. A zona de treinamento será entre 65 a 85% da FCM. Nesta aula, não deverá existir recuperação, ou seja, após o aquecimento, a aula deve apresentar em sua parte principal uma constância e manutenção nos va- lores de FC. O substrato energético predominante são carboidrato e gordura. As técnicas utilizadas são: sen- tado no plano,saltos no plano, subidas e saltos na su- bida. Não devemos utilizar sprints, subidas rápidas e muito pesadas. 3) Montanha: treinamento do metabolismo aeróbio e anaeróbio com maior solicitação muscular. É uma aula de alta intensidade. A duração dos estímulos deve ser maior que três minutos. A zona de treinamento será entre 65 a 90% da FCM. O substrato energético predo- minante são carboidrato e gordura. As técnicas utiliza- das são: sentado no plano, saltos no plano, subidas e saltos na subida. Não devemos utilizar sprints, subidas rápidas (somente como desafio final de percurso) e sentado no plano (somente como recuperação devido ao grande stress neuromuscular). 4) Intervalo extensivo: treinamento do consumo máxi- mo de oxigênio; aumento do volume de treinamento; 73© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA metabolismo aeróbio e anaeróbio. A duração dos es- tímulos deve ser entre cinco e dez minutos, com re- cuperação de noventa segundos ou mais. A zona de treinamento será entre 65 a 85% da FCM. O substrato energético predominante são carboidrato e gordura. As técnicas utilizadas são: sentado no plano, saltos no plano, subidas e saltos na subida. Não devemos utilizar sprints e subidas rápidas. 5) Intervalo intensivo: treinamento de tolerância ao áci- do lático; metabolismo aeróbio com forte influência do anaeróbio. Aula com intensidade muito alta (máxima). A duração dos estímulos deve ser entre dois e três mi- nutos para os mais longos, de 15 a 30 segundos para os mais curtos (sprints), com recuperação de noventa se- gundos ou mais. A zona de treinamento será entre 60 a 95% da FCM. Os substratos energéticos predominan- tes são carboidrato e gordura, com grande esgotamen- to de carboidratos. Todas as técnicas são utilizadas. Devemos sempre informar ao aluno as diferenças e o objetivo de cada aula, visando melhor aproveitamento do treino e maior fidelização. Estrutura das aulas As aulas podem ter a duração de 30, 45 ou 60 minutos. Todas as aulas devem seguir estrutura apresentada a seguir. Aquecimento Deve ter de 5 a 10 minutos de duração e tem como objetivo: 1) aumento da temperatura muscular; 74 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA 2) aumento da temperatura sanguínea; 3) aumento da amplitude de movimento; 4) aumento na produção hormonal; 5) preparação mental. Método de treino É parte principal da aula, na qual devemos aplicar o método de treinamento específico designado para o dia. Volta à calma e alongamentos Deve ter de 5 a 10 minutos de duração e tem como objetivo: 1) dissipação do ácido lático; 2) restabelecimento gradual da circulação normal; 3) reduzir a possibilidade de dores e rigidez muscular. Alongamentos Devemos alongar a musculatura peitoral, costas, trapézio e músculos cervicais, tríceps braquial, glúteos, isquiotibiais, qua- dríceps e tríceps sural. Intensidade O professor deve transmitir ao aluno a intensidade pedida, utilizando percentuais da FC ou a PSE (Percepção Subjetiva de Esforço) como parâmetro. 75© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA Programação das aulas – periodização As aulas devem ser organizadas em uma periodização de microciclos semanais, e o tipo e a intensidade das aulas devem ser condizentes com o objetivo de cada período. A ordem de utilização dos microciclos pode ser, como exemplo, a seguinte: 1) três microciclos de desenvolvimento; 2) um microciclo de choque; 3) um microciclo recuperativo. Essa ordem pode sofrer alterações, dependendo da épo- ca do ano ou objetivo dos professores. É muito importante que o professor domine o assunto “periodização”, pois, fazendo um planejamento mais elaborado de suas aulas, os alunos atingirão um melhor resultado, aumentando sua segurança quanto ao ris- co de lesões e fidelizando mais o professor ou a academia. No anexo 1 deste material, você encontra um exemplo de uma periodização de quatro semanas, na qual utilizamos todos os tipos de aulas, em semanas fracas, moderadas e fortes. Dicas para uma boa aula O professor deverá chegar à sala de 10 a 15 minutos antes do início de sua aula. Ao chegar, deverá checar o som, o microfo- ne, ventiladores ou ar condicionado e regular a sua bicicleta. An- tes de começar a aula, deve apresentar-se, perguntar por alunos iniciantes e dar as devidas informações a eles, explicar o tipo de aula que será realizada e seu objetivo. 76 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA Relacionamento Devemos recepcionar os alunos na porta da sala e identi- ficar os iniciantes. O professor deve pedir a avaliação física (se houver), regular a bicicleta e fornecer as informações técnicas aos iniciantes. Cabe ao professor bastante entusiasmo e carisma em to- das as aulas. Apresentação pessoal O professor tem de estar com vestimentas corretas para a modalidade, com boa aparência, boa postura corporal e profissional. Habilidades técnicas O professor deve ser eficiente nas correções, saber ade- quar as atividades aos alunos que necessitem ter um bom des- locamento em sala, domínio da turma e perfeita execução física. Planejamento O professor deve sempre respeitar uma programação, montar sua aula e utilizar adequadamente os materiais. Didática O professor deve ter criatividade, boa comunicação, boa metodologia de instrução e utilizar a musicalidade de forma eficaz. 77© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA Procure sempre planejar a sua aula e nunca esteja despreparado. A prática da modalidade é que irá levar o professor a ser um bom orientador e motivador de seus alunos. 2.4. GINÁSTICA LOCALIZADA Segundo Novaes (1991), a primeira academia de ginástica surgiu em meados de 1930, na Rua Duvivier, em Copacabana, Rio de Janeiro, sob a responsabilidade da Profa. Gretch Hillefeld, que se fundamentava no método da Ginástica Analítica, com adapta- ções às necessidades e características do povo brasileiro. Podemos definir a ginástica localizada como a prática de exercícios com ou sem implementos de forma individual ou co- letiva, os quais permitem reconhecer ritmo, fluência e vigor no movimento, enfatizando o caráter utilitário, pedagógico ou tera- pêutico, servindo tanto para o fortalecimento corporal integral do ser humano como para o lazer e reabilitação física. O objetivo da aula é o desenvolvimento e aprimoramento da força e a resistência muscular localizada dos principais grupos musculares. Também é objetivo melhorar: • a tonicidade muscular; • a circulação e a prevenção de lesões; • a postura corporal e a estética. A aula começa com aquecimento, geralmente utilizando exercícios globais de baixa a moderada velocidade e intensidade, combinados com exercícios de alongamento. Tais exercícios são utilizados para preparar o corpo física e psicologicamente para uma atividade mais intensa, aumentar a irrigação sanguínea e alongar as estruturas que serão trabalhadas durante a aula. 78 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA Os exercícios aeróbicos são optativos, porém, alguns pro- fessores utilizam exercícios globais para auxiliar o desenvolvi- mento da resistência cardiorrespiratória, os quais são realizados continuamente, de forma que a frequência cardíaca seja elevada. A parte dos exercícios localizados é realizada para melho- rar a força e a resistência de grupos musculares específicos. A aula termina com a volta à calma, incluídos exercícios de alonga- mentos e relaxamento. Para uma boa aula de ginástica localizada, alguns princí- pios são importantes no momento do planejamento: 1) objetivos; 2) organização das séries; 3) número de grupos musculares;4) número de subséries; 5) especificidade do movimento; 6) princípio de sobrecarga. O objetivo deve ser planejado atendendo algumas variáreis para execução no momento da aula. Deve-se pensar: 1) no grupamento muscular que irá solicitar; 2) na qualidade física que se pretende desenvolver; 3) nos materiais disponíveis; 4) no ritmo de execução dos exercícios. Existem vários métodos de treinamento das capacidades motoras neuromusculares que podemos aplicar nas aulas de gi- nástica localizada. As técnicas de trabalho musculares mais utilizadas, entre outras, são: 79© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA 1) agonista/antagonista; 2) localizadas por articulação; 3) simples ou alternada; 4) mista. O número de séries e de subséries deverá estar de acordo com o que se pretende trabalhar. Se você quer uma série de for- ça, ela deverá ter poucas repetições com maior carga. Quando o parâmetro é a resistência, deve ter maior número de repetições e pouca carga. A seguir, citamos alguns métodos e suas aplicações: 1) Método da pirâmide truncada: a carga é aumentada à medida que as repetições são diminuídas (pirâmide decrescente) ou é aumentada à medida que as repeti- ções aumentam (pirâmide crescente). • Objetivo: aumento do recrutamento de unidades motoras (somação), servindo também para dimi- nuir os riscos de lesões, pois a carga é aumentada gradativamente. Estimula unidades motoras de di- ferentes potenciais de excitação, incrementando a força dinâmica de maneira direta e a resistência muscular de maneira indireta. Procura também vencer os estímulos inibitórios emitidos pelo órgão tendinoso de Golgi. a) Séries: de 4 a 5. b) Repetições: de 2 a 15. c) Intervalo: de 1 a 5 minutos. d) Limitações: com pesos próximos do máximo, é importante a presença de um professor. 80 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA 2) Método da repetição negativa: deve ser feito prefe- rencialmente em máquinas, no qual a fase concêntri- ca deve ser feita com ambas as pernas ou braços e a excêntrica, com apenas uma perna ou braço. Pode-se usar também os aparelhos da linha life circuit, pois es- tes oferecem um programa que tem o incremento da carga na fase negativa. • Objetivo: o aumento da carga na fase excêntrica per- mite a desintegração das pontes cruzadas de acto- miosina, o que promove uma grande fricção interna. • Por meio de repetições negativas, há também uma maior retenção sanguínea fora do músculo e, quan- do a musculatura relaxa, há um aumento da perfu- são sanguínea, o que favorece a hipertrofia. a) Repetições: de 2 a 12. b) Intervalo: de 1 a 3 minutos. c) Séries: de 3 a 4. d) Limitações: necessita de um tempo de recupe- ração maior, devido às grandes lesões nos teci- dos conjuntivos. 3) Método da isotensão: consiste na realização de 3 a 5 repetições normais, segurando mais de 3 a 5 segun- dos uma contração estática no ponto de contração máxima. • Objetivo: melhorar o controle neurológico da mus- culatura. É um método muito usado por atletas de fisiculturismo em poses. a) Repetições: de 3 a 5 repetições dinâmicas, mais de 3 a 5 segundos de forma isométrica. 81© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA b) Séries: de 3 a 4. c) Intervalo: de 1 a 2 minutos. d) Limitações: nenhuma. 4) Método da pausa/descanso: o método consiste em realizar uma repetição máxima, ou quase máxima, de um movimento, uma pausa de 10 a 15 segundos e mais uma repetição, até completar 4 a 6 repetições. Outra variação é trabalhar em blocos de 3 ou 4 repetições, com intervalos de 10 a 15 segundos, até completar 9 a 12 repetições. • Objetivo: retardar a incapacidade em realizar es- forços intensos provocados pelo acúmulo de ácido lático e do débito de O 2 , ou seja, utilização primor- dial do sistema ATP-CP. As pausas favorecem o res- tabelecimento do fluxo sanguíneo. Há também uma menor exploração de acetilcolina nas junções neu- romusculares, retardando, assim, a fadiga. Dessa forma, a taxa de degradação proteica e o trabalho mecânico são altos. a) Repetições: de 4 a 12. b) Intervalo: de 10 a 15 segundos entre as repeti- ções e 1 a 2 minutos entre as séries. c) Séries: de 3 a 4. d) Limitações: não se deve treinar esse método por mais de quatro semanas consecutivas de- vido ao impacto nas articulações, ligamentos e tendões. 5) Método das múltiplas séries: consiste em duas ou três séries de aquecimento com cargas sucessivamente maiores, seguidas por várias séries com a mesma car- 82 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA ga. O método múltipla série pode ser direcionado para um efeito com maior hipertrofia, utilizando-se: a) Séries: de 1 a 5. b) Repetições: de 6 a 20. c) Intervalo: de 1 a 2 minutos. d) Limitações: nenhuma. 6) Método da pré-exaustão: consiste na execução de exercícios nos quais a ação do pequeno grupo mus- cular não ocorre e, com ou sem recuperação, exe- cutar o exercício em que o pequeno grupo muscular possa estar atuando. Outra situação é trabalhar pri- meiro um exercício complementar e, logo em se- guida, um exercício básico para o grupo muscular. Na execução de alguns exercícios, os grandes grupos musculares têm auxílio dos pequenos grupos, estes com uma menor quantidade de fibras musculares e um limiar de fadiga mais baixo, entrando, assim, em fa- diga precocemente, antes que as possibilidades ener- géticas dos grandes grupos tenham sido esgotadas. • Objetivo: levar a musculatura à exaustão, por meio de utilização de alavancas que favoreçam uma maior solicitação da musculatura principal. a) Séries: de 2 a 4. b) Repetições: de 6 a 20. c) Intervalo: de 1 a 2 minutos. d) Limitações: a utilização deste método só tem viabilidade em horários de pouco movimen- to na sala e, preferencialmente, em aparelhos próximos. 83© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA 1) Método agonista/antagonista: consiste em realizar uma série de um exercício de determinado grupo muscular e, em seguida, executar outro exercício de um grupo muscular antagônico ao movimento do primeiro. Para alguns deles, pode-se reunir grupos musculares que possuam alguma inter-relação. • Objetivo: a pré-ativação do antagonista pode ser usada para inibir os mecanismos de proteção em um treinamento máximo do músculo agonista. Assim, há um maior recrutamento de fibras do agonista, possibilitando um aumento da força e da massa muscular. a) Séries: de 2 a 4. a) Repetições: de 6 a 20. b) Intervalo: o mínimo entre os grupos é de 1 a 2 minutos entre as séries consecutivas. c) Limitações: a utilização deste método só tem viabilidade em horários de pouco movimento na sala e, preferencialmente, em aparelhos próximos. 2) Método da aceleração compensada: consiste na realização de movimentos com velocidade de explosão sem a perda do controle do peso e do movimento, principalmente na fase excêntrica do movimento. A ideia do método é a de realizar um trabalho maior (volume) em determinado espaço de tempo (intensidade), antes de ocorrer a fadiga, caracterizando um trabalho de potência. É um tipo de série que também pode ser usado no final se uma série normal. 84 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA • Objetivo: incrementar a força, a velocidade, a potência e a massa muscular. O trabalho de potência permite maior ativação das fibras do tipo II. É um método utili- zado popularmente para fugir do ponto de fadiga. a) Séries: de 2 a 4. b) Repetições: de 6 a 7. c) Intervalo: de 1 a 2 minutos. d) Limitações: não acentuar movimentos que ultra- passem os limites articulares. 7)Método do duplo ataque (double blast): consiste na realização de uma série com bastante peso em um dia, usando de 6 a 8 repetições e, no dia seguinte de treinamento, realizar os mesmos exercícios utilizando menos peso, de 15 a 20 repetições. Para uma maior compensação do esforço, a próxima série para o grupo muscular treinado só deverá acontecer em um período de 48 a 72 horas depois. • Objetivo: utilizar os limites das possibilidades ener- géticas da musculatura, desencadeando maior es- tresse. É um treino que serve para quebrar as aco- modações fisiológicas dos treinamentos de força (barreira de hipertrofia). a) Séries: de 2 a 4. b) Repetições: de 6 a 8 em uma sessão. c) De 15 a 20 em outra (mesmo grupo muscular). d) Intervalo: de 1 a 2 minutos e de 45 a 90 segundos. e) Limitações: esse método deverá ser usado pre- ferencialmente em alunos avançados. 85© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA 8) Método de exaustão: consiste em executar quan- tas repetições possíveis com a técnica adequada, até ocorrer uma falha na fase concêntrica do movimento (o peso não pode ser levantado). • Objetivo: melhorar as falhas na transmissão dos impulsos na junção neuromuscular. A transmissão do impulso neural é possível devido à liberação do transmissor químico acetilcolina. Quando o estímu- lo atinge a fibra muscular, é secretada a enzima coli- nesterase, que anula a ação da acetilcolina e provo- ca um esgotamento intenso na musculatura. a) Séries: de 2 a 4. b) Intervalo: de 1 a 2 minutos. c) Repetições: até a exaustão. d) Limitações: limitar o número de repetições para atingir o objetivo pretendido. 9) Método de queima: depois de executar uma série até ocorrer uma falha na fase concêntrica (o peso não pode ser mais levantado), executar mais de 5 ou 6 re- petições incompletas. • Objetivo: recrutar unidades motoras de diferentes potenciais, vencer os estímulos inibitórios provoca- dos pelo órgão tendinoso de Golgi. a) Séries: de 2 a 4. b) Repetições: de 6 a 8. c) Parciais: de 5 a 6. d) Intervalo: de 1 a 2 minutos. e) Limitações: não perca a técnica durante as repe- tições parciais. 86 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA 10) Método da prioridade: consiste na execução no iní- cio do treino de exercícios que se aplicam a grupos musculares deficientes em aspectos funcionais e morfológicos. • Objetivo: corrigir possíveis deficiências de grupos musculares ou suas porções. a) Séries: de 2 a 4. b) Repetições: de 6 a 20. c) Intervalo: de 1 a 2 minutos. d) Limitações: não use o mesmo peso nos exercí- cios que vinham em primeiro lugar, no período da utilização deste método. 11) Método da repetição parcial/pique de contração: executar o exercício empregando apenas uma porção do arco articular. Este método pode ser utilizado no final das repetições, quando, após a fadiga muscular momentânea, realiza-se de 2 a 4 repetições parciais no ponto em que o músculo atinge o seu menor com- primento. Outra maneira é a realização das repetições parciais no início das repetições, isolando, assim, uma porção específica do movimento articular. • Objetivo: aplicação de carga em pontos específicos do movimento, podendo ser usado também em pro- cessos de reabilitação. a) Série: de 2 a 4. b) Repetições: - de 8 a 12 (série completa); c) - de 2 a 4 (no final das repetições). d) Intervalo: de 1 a 2 minutos. e) Limitações: decréscimo da flexibilidade e de- senvolvimento incompleto da musculatura. 87© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA 12) Método da repetição lenta e contínua: consiste em realizar as repetições de maneira lenta, tanto na fase excêntrica como na fase concêntrica do exercício, evi- tando pausas e encaixes articulares na execução do exercício. • Objetivo: manter a tensão constante nos músculos em todo momento, favorecendo maior recrutamen- to de unidades motoras por meio da somação. Há também uma melhora no domínio do movimento e na contração muscular devido à melhora da resis- tência aos impulsos inibitórios do sistema motor. • Este método favorece uma melhora da hipertrofia e da resistência muscular. a) Séries: de 1 a 3. b) Repetições: de 3 a 5, realizando de 20 a 60 se- gundos cada movimento. c) Intervalo: de 1 a 2 minutos. d) Limitações: utilizar em horários pouco movi- mentados e, preferencialmente, em equipa- mentos livres. 13) Método de circuito: consiste em uma série de força executada com exercícios seguidos, com um mínimo de descanso. O sistema também é conhecido como sis- tema de ação periférica do coração. • Divisão: o treino pode ser dividido em várias sequ- ências de grande para pequeno grupo muscular, repetidas várias vezes. Pode-se modificar os exercí- cios, mas deve-se procurar não trabalhar duas es- tações consecutivas para o mesmo grupo muscular. 88 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA • Objetivo: melhora do sistema cardiovascular e da re- sistência muscular local. a) Número de estações: de 6 a 15. b) Séries: de 2 a 3. c) Repetições: pode ser trabalhado com tempo fixo (de 30 a 60 segundos) ou repetições fixas (de 12 a 20 repetições). d) Intervalo: a 15 a 30 segundos entre as séries e de 2 a 3 minutos entre as passagens. e) Limitações: só tem viabilidade a utilização des- te método em horários de pouco movimento na sala. 14) Método triplo: um grupo de três exercícios realizados sem descanso, no qual diferentes grupos podem ser exercitados. Ex.: desenvolvimento/bíceps/tríceps. • Objetivo: aumentar a resistência muscular local. a) Séries: de 2 a 3. b) Repetições: de 10 a 20. c) Intervalo: de 15 a 30 segundos entre os exercícios. d) Intervalo entre séries: de 1 a 2 minutos. e) Limitações: pode ser adaptado em função do movimento da sala de musculação. 15) Método da série composta: execução de um exercício para um grupo muscular e, em seguida, a execução de um exercício de uma região diferente do corpo. 89© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA • Objetivo: a alternância dos seguimentos permite que o grupo muscular que foi trabalhado primeiro se recupere parcialmente, enquanto o outro grupo muscular é trabalhado. a) Séries: de 2 a 3. b) Repetições: de 12 a 20. c) Intervalo: de 15 a 30 segundos entre os exercícios. d) Intervalo entre séries: de 1 a 2 minutos. e) Limitações: pode ser adaptado em função do movimento da sala de musculação. 16) Método do tri-set: consiste na realização de três exer- cícios consecutivos, sem intervalos entre eles. Podem ser agrupados para estimular um único grupo, com o objetivo de atingir porções distintas da mesma muscu- latura, procurando sempre isolar as porções do grupo muscular trabalhado. Pode também ser usado para grupos musculares antagonistas ou diferentes. É um método muito usado para grupos musculares que pos- suem três porções. • Objetivo: congestão sanguínea e desenvolvimento das várias porções do grupo muscular. A ausência de intervalo entre as séries pode favorecer uma peque- na melhora na aptidão cardiorrespiratória. • A variação dos ângulos de trabalho do mesmo exer- cício favorece a aplicação deste método. a) Séries: de 3 a 4. b) Repetições: de 10 a 20. 90 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA c) Intervalo: mínimo entre os grupos e de 1 a 2 minutos entre as séries. d) Limitações: só tem viabilidade a utilização des- te método em horários de pouco movimento na sala. 17) Método bi-set: consiste na realização de dois exercí- cios consecutivos para o mesmo grupo muscular, sem descanso. • Objetivo: aumento da congestão sanguínea na mus- culatura,fenômeno relacionado ao aumento da massa muscular. Para um melhor resultado, deve-se variar os ângulos de trabalho da musculatura. a) Séries: de 3 a 4. b) Repetições: de 10 a 20. c) Intervalo: o mínimo entre os grupos, e de 1 a 2 minutos entre as séries consecutivas. d) Limitações: só tem viabilidade a utilização des- te método em horários de pouco movimento na sala. 18) Método da série gigante: consiste em agrupar de 4 a 10 exercícios, com pouco ou nenhum descanso entre as sé- ries. Os exercícios podem ser realizados por um mesmo grupo muscular ou por grupos musculares diferentes. Outra variação deste método é o método PHA (Peri- pheral Heart Action), que promove um constante ciclo de congestionamento sanguíneo envolvendo o corpo todo. • Objetivo: aumento da congestão e do custo energé- tico, o que pode favorecer uma pequena melhora no componente cardiorrespiratório. 91© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA a) Séries: de 3 a 4. b) Repetições: de 10 a 20. c) Intervalo: de 2 a 3 minutos entre cada série de exercícios. d) Limitações: só tem viabilidade a utilização des- te método em horários de pouco movimento na sala. 19) Método drop-set: consiste na execução de uma série até o esgotamento total, quando o peso é diminuído em até 40% e a série é novamente iniciada até novo esgotamento total. A carga pode ser diminuída de 1 a 4 vezes. • Objetivo: recrutar fibras de diferentes potenciais de ação, aumentar o recrutamento de unidades motoras e, também, o esgotamento das fontes energéticas. a) Séries: de 2 a 4. b) Repetições: até 20 repetições. c) Intervalo: de 1 a 2 minutos. d) Limitações: exige um planejamento prévio de todos os pesos utilizados no treinamento. Hoje em dia, podemos trabalhar nas aulas de ginástica lo- calizada com vários materiais que auxiliam no desempenho do trabalho e nas várias formas de execução para motivar nossos alunos. A criatividade do professor poderá ajudar na elaboração de rotinas que proporcionarão um resultado de excelência, tanto estético como fisiológico. Na maioria das salas de aula das aca- demias de ginástica, os materiais mais comumente encontrados são: 92 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA 1) halteres; 2) barras com anilhas; 3) caneleiras; 4) elásticos; 5) steps; 6) barras fixas e paralelas; 7) colchonetes. Lembramos que a ginástica localizada é muito semelhan- te à musculação e que a maioria dos conceitos utilizados são os mesmos. Sendo assim, os conceitos de Fisiologia e os princípios de treinamento desportivo devem estar diretamente ligados ao planejamento das sessões. Dividindo o seu planejamento em macrociclo, mesociclo e microciclo, você estará estruturando seu trabalho de maneira a atender aos objetivos propostos. O macrociclo é a divisão anual do treinamento, compos- ta por mesociclos que normalmente correspondem às divisões mensais, e aos microciclos, que são as divisões semanais. Nos microciclos iniciais, deve-se periodizar os alunos, ou seja, pre- pará-los para alcançar seus objetivos. Um trabalho gradual e coerente com certeza fará uma melhor obtenção de resultados posteriores. Segundo alguns estudos, o gasto médio de kcal/hora em uma aula de ginástica localizada, medido por meio de calorime- tria indireta, dependerá de algumas variáveis, como: intensidade da aula, carga utilizada, ritmo (em BPM) e peso corporal do pra- ticante. Porém, com o uso de um analisador metabólico, chegou- -se a uma média entre 350 a 500 kcal/hora. 93© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA Ao executar qualquer exercício na ginástica localizada, é importante manter consciência corporal e alinhamento postural. Quando estiver de pé, mantenha o corpo relaxado, evitando ten- são. Imagine existir uma linha reta no topo da cabeça passando por todo o corpo até os pés. Mantenha o peso do corpo dividido equilibradamente entre as duas pernas em relação a esta linha imaginária. Contraia o abdômen e mantenha a caixa torácica ele- vada, de tal maneira que a pélvis fique em posição neutra, com os ombros para trás e relaxados. Evite hiperestender joelhos e cotovelos, travando-os. As hiperextensões trazem muito estresse para as articula- ções, aumentando a probabilidade de lesões e diminuindo a efi- cácia dos exercícios. Para finalizar, lembre-se de que a aula não é recomendada para alunos que possuam alguma restrição médi- ca ou apresente dor durante a execução dos exercícios. 2.5. STEP TRAINING O step é um programa dinâmico de exercícios cardiovascu- lares que se baseia em subir e descer de uma plataforma ajus- tável, cuja altura poderá variar entre 10 e 25 cm. Apesar de se tratar de uma modalidade explorada recentemente (considerada como exercício da década de 90), já possui mais de 20 anos. O desenvolvimento do atual step é de mérito da professora de ginástica Gym Miller, que, após ter sofrido uma lesão articular no joelho, foi orientada a subir e descer de um degrau. A partir dos benefícios observados, ela aperfeiçoou o banco de apoio, chegando ao step, como é hoje comercializado. Nos Estados Unidos, o step training foi divulgado por meio da empresa Reebok, que utilizou uma agressiva campanha de 94 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA marketing. A Reebok contratou o casal Lorna e Peter Francis, PhD e professores de Educação Física na Universidade de San Diego, para montar um workout com bases científicas, tendo como ob- jetivo orientar e informar os instrutores sobre o seu uso e seus benefícios. O objetivo principal do step é trabalhar simultaneamente a resistência cardiovascular e a coordenação motora. Poderão ser utilizados vários padrões motores que deverão ser executados ao ritmo de músicas, cuja velocidade pode variar de acordo com o programa proposto. O trabalho do step enfatiza principalmente a ação dos músculos das pernas e, eventualmente, dos braços. A seguir, ve- remos alguns dos principais cuidados para tornarmos as aulas mais seguras e eficazes. Atualmente, as aulas devem ser divididas em três níveis: 1) iniciante; 2) intermediário; 3) avançado. Para o iniciante, devemos trabalhar em plataformas com altura de 10 cm, com ritmo de exercício moderado e não mais que 20 minutos, aumentando gradativamente o grau de dificul- dade até atingirmos o nível avançado, com altura máxima de 25 cm. Ao subir e descer, procure apoiar o pé no centro da plata- forma; apoie toda a superfície do pé, assim como no chão, ao descer, antes que se inicie outro passo; olhe para a plataforma e mantenha-se a ela próximo em todos os movimentos; selecione a altura para que os joelhos não flexionem mais de 90 graus e 95© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA não suba de costas ou desça de frente para o chão, para evitar o risco de lesões. Um bom alinhamento corporal é muito importante na pre- venção de lesões relacionadas a qualquer tipo de exercício. O profissional deve sempre recomendar ao aluno que se mantenha de acordo com a postura adequada em todos os movimentos de step. Quando subir e descer, procure manter seu centro de gravidade sobre o pé da frente para manter o equilíbrio. Esse movimento tende a produzir uma inclinação do corpo como um todo e, quando realizado corretamente, minimiza o stress sobre a coluna. Postura adequada Mantenha os ombros para trás, o quadril para a frente e os joelhos relaxados. Evite hiperestender os joelhos. Evite hiperes- tender a coluna, principalmente quando movimentar os braços. Use uma inclinação total do corpo quando estiver subindo e des- cendo da plataforma. Não incline (flexão de tronco) para frente a partir do quadril.Os joelhos nunca devem estar flexionados em mais de 90 graus ao subir no step: escolha a altura correta para cada aluno. Evite movimentos de giro para principiantes; para os demais, es- ses movimentos devem ser restritos. Antes de iniciarmos a proposta de ensinar o step, é impor- tante estruturar um plano de trabalho, por meio do qual todas as habilidades pertinentes à modalidade sejam ministradas dentro de uma hierarquia de procedimentos coerente com a condição de aprendizagem de nossos alunos. 96 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA Recomenda-se que as habilidades sejam ensinadas no seguinte padrão: 1) passos; 3) passos com deslocamentos (travelings); 4) translados; 5) passos executados no chão; 6) variações de movimentos com os braços; 7) propulsões; 8) inversões de frente. O primeiro conceito metodológico que devemos conhecer denomina-se ciclo. Ciclo é todo padrão motor que complete a mecânica de subir e descer da plataforma. Os dois pés deverão participar ativamente do movimento, para que seja cumprida a sequência de subida e descida da plataforma. Um ciclo é igual a quatro tempos musicais. Cada ciclo de movimento consta de quatro tempos musi- cais, e cada um corresponde a um movimento de cada pé, res- pectivamente. Assim, por exemplo, um passo básico será reali- zado em quatro tempos (um ciclo), e dois passos básicos, dois ciclos ou um oito. O que popularmente chamamos de “oito”, na verdade, são dois compassos de quatro pulsos cada, que, soma- dos, constituem oito batimentos. Todos os padrões motores utilizados na modalidade, po- derão ser classificados em dois grandes grupos de movimentos, e cada grupo tem características diferentes quanto à forma de execução. No primeiro grupo, os padrões são aqueles que, ao serem realizados, implicam o apoio de ambos os pés sobre o step, o que 97© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA corresponde aos dois primeiros tempos do ciclo de movimen- to, e implica dividir o peso do corpo naturalmente em ambas as pernas por determinado tempo. O primeiro pé a descer será o mesmo que iniciou o ciclo. Ao descer, a troca de perna somente será realizada caso haja um toque no chão, denominado tap. Fazem parte deste grupo os passos: 1) Básico: os dois pés estarão apoiados sobre a platafor- ma. Esse padrão de movimento deriva da marcha. 2) “V”: derivado do básico, com a diferença de que os pés estarão afastados, com uma abertura um pouco maior que a largura dos ombros, de acordo com o tamanho do step. Os joelhos e pés deverão estar alinhados. 3) Giro: derivado do passo V, também chamado de passo V giro, com o qual terminamos com o corpo posiciona- do lateralmente à plataforma. 4) Aberto: derivado do básico consiste no mesmo tipo de execução, porém com a plataforma entre as pernas. No segundo grupo, os padrões são aqueles que, quando executados, implicam o apoio de apenas um dos pés sobre a plataforma, enquanto o outro poderá se manter elevado ou tocará apenas ligeiramente o step. O primeiro pé que irá descer do step será o contrário do que iniciou o ciclo de movimento. Fazem parte deste grupo: 1) Passo toque: aquele que será executado apenas com um leve toque da ponta de um dos pés ou, ainda, de um calcanhar sobre o step. 2) Elevações: é o mais utilizado neste grupo, podendo ser realizado de cinco maneiras diferentes: elevação de 98 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA joelhos, chute, abdução, extensão de quadril e flexão de joelhos (calcanhar). 3) Repetidores: as elevações muitas vezes são executa- das por várias vezes consecutivas, o que denominamos de repetidores. A execução destes movimentos é con- tínua, e a quantidade mais frequente, a de três, com- posta por dois ciclos de movimento ou oito tempos musicais. Aconselha-se realizar no máximo cinco repe- tidores, devido à carga que estes movimentos propor- cionam à perna que inicia o ciclo. Repetições acima de três são aconselhadas apenas em aulas de avançados. Existem duas formas de execução para todos os padrões de movimento, denominadas de: • execução simples; • execução alternada. Quando falamos de execução, nos referimos à liderança da perna que irá realizar cada ciclo de movimento. Se os ciclos fo- rem executados consecutivamente pela mesma perna, podere- mos considerar o movimento como passo líder. Se o movimento executado proporcionar a troca de pernas, então será conside- rado como passo alternado. Nos passos líderes, não há troca de perna; já nos passos alternados, há troca de perna. Na alternância de pernas e grupos de movimentos, os pas- sos pertencentes ao grupo um poderão ser executados com um toque no chão, proporcionando a troca da perna e iniciando o próximo ciclo. Já os passos do grupo dois permitirão que a perna líder do ciclo seguinte seja trocada, porém, sem o recurso do tap. Já o Princípio da Perna Pronta (PPP) diz que o encadea- mento entre os passos deverá obedecer aos princípios mecâni- 99© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA cos, mais elementares, evitando que os praticantes se utilizem de habilidades não tão naturais, como os taps. Esses movimen- tos não constituem um erro propriamente dito, mas normalmen- te geram dúvidas com relação à perna correta, que executará o ciclo seguinte. Respeitar este princípio é uma das principais estratégias no ensino de coreografias que utilizam inversões de frente. Na modalidade de step, temos várias formas de ataques na plataforma ou direções. Denomina-se ataque os espaços físicos relacionados à plataforma, a partir dos quais poderemos execu- tar os padrões básicos de movimento. As coreografias mais sim- ples são as que se realizam utilizando padrões motores em um só ataque, e as mais complexas implicam a utilização de vários ataques combinados. 1) Ataque frontal: representa o ataque mais simples para iniciantes, no qual o corpo se encontra de frente para a parte mais larga do step. 2) Ataque lateral: o corpo se posiciona lateralmente ao step (quando estivermos de perfil, a parte mais larga do step). 3) Ataque entre as pernas: quando estivermos com o step situado entre as pernas. 4) Ataque do final: quando o corpo estiver posicionado para um dos extremos do step. 5) Ataque desde cima: quando o corpo está sobre a pla- taforma e o primeiro tempo musical se executa ao des- cer do step. Já os translados são todos os padrões de movimento cuja realização implica a relação de dois ataques, considerando o co- meço e o fim de um ciclo de movimento. Os padrões de mo- 100 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA vimentos vistos anteriormente não poderão ser considerados como translados, porque a execução de todos estará baseada na utilização de um mesmo ataque desde o começo até o final dos ciclos. • Translado: apenas quando o ciclo de movimento come- çar em um ataque e terminar em outro. • Traveling: são deslocamentos no step que ocorrem sem a troca de ataque durante o ciclo. Sobre os translados, podemos classificá-los em translados simples e complexos: 1) Simples: são aqueles em que existe a troca de ataque durante o ciclo, mas de um plano de ataque para ele mesmo em sentido contrário. Classificam-se nesta categoria: • Passo cruzado lateral (over the top): de uma frente a outra do step. • De canto a canto (corner to corner): de um canto a outro da plataforma, com deslocamentos em senti- do diagonal. • Passo de atravessar o step (across de top): de um plano final a outro. 2) Complexos: são determinados por padrões motores, nos quais se combinam dois ataques diferentes entre si, durante um mesmo ciclo de movimentos. Exemplos: •Translado em L: qualquer padrão de movimento cuja trajetória lembre o desenho da letra L. • Translado em T: qualquer padrão de movimento cuja trajetória lembre o desenho da letra T. 101© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA Considerações metodológicas sobre o translado: • o profissional deve estabelecer uma ordem hierárquica de procedimentos que facilite a aprendizagem do aluno de forma progressiva e contínua. • os padrões motores básicos deverão ser ensinados an- tes dos translados, visto que esses representam os pas- sos prévios para a sua execução. Os movimentos de braço só devem ser incorporados quan- do o aluno já tiver assimilado a execução dos passos. Podemos entender por coreografia a união de habilidades básicas de locomoção, estabilidade e passos altamente estru- turados. O principal fator que diferencia o grau de dificuldade das coreografias relaciona-se com o nível de sua complexidade e organização. De acordo com a duração musical das coreografias, podemos classificar e estruturar as coreografias da seguinte maneira: 1) Sequência: coreografia composta por quatro dos oitos tempos musicais, que poderão ser líderes ou alternados. 2) Bloco: coreografia composta por oito dos oitos tempos musicais. 3) Blocão: coreografia composta por dezesseis dos oitos tempos musicais. Os métodos de construção coreográfica representam o caminho traçado pelo professor para que se parta de determi- nados movimentos até seu produto final (coreografia). Esta pro- gressão deverá ser estabelecida sempre do mais simples para o 102 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA mais complexo, respeitando os princípios de segurança, fluência e intensidade recomendados na modalidade. A escolha do método adequado dependerá de cada coreo- grafia que se pretende ensinar e, logicamente, da experiência de cada profissional. Dentro da construção de uma coreografia, muitas vezes poderemos observar a utilização de vários métodos ao mesmo tempo. A metodologia por meio da qual as coreogra- fias de step são desenvolvidas é muito peculiar e, para isso, po- deremos utilizar os seguintes métodos: • Associativo: baseia-se na soma dos movimentos que se associarão uns aos outros, formando combinações que, posteriormente, se transformarão em produto final. • Integrativo: quando as partes coreográficas que, ante- riormente, foram somadas se integram, compondo um todo diferente. Esta integração poderá ocorrer de diferentes maneiras, como veremos a seguir. Quanto à quantidade de partes que se unem • Integração dupla: entre duas partes. • Integração tripla: entre três partes. Quanto ao comando de pernas • Integração direta: quando duas partes somadas levam à troca automática da perna que inicia o primeiro ciclo de subida e descida. • Integração indireta: quando não existe troca nessa mesma situação. 103© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA Para composição das sequências coreográficas e, posteriormente, de blocos, utilizamos alguns recursos que passaremos a denominar de estratégias de ensino: 1) Adição e subtração de elementos provisórios: consti- tuem na utilização de chutes, passos básicos ou quais- quer outros elementos que estejam colocados provi- soriamente na coreografia, com o principal objetivo de obtermos a quantidade de oito tempos necessários para preenchimento das frases musicais. Normalmen- te, estes elementos serão substituídos ou retirados por passos que serão definitivos na coreografia. 2) Pré-passo: atuam como bases educativas para poste- rior ensino de passos ou habilidades mais complexas. Deveremos aproximar o máximo possível a mecânica de execução do pré-passo e do passo objetivado. Pro- cure ser objetivo e escolha uma base de movimento que seja bastante similar à forma final da sua coreo- grafia. Esta base deverá apresentar o mesmo número de oito tempos da base final. Evite usar a marcha ou quaisquer movimentos que não façam parte da coreo- grafia final. 3) Troca de orientação direcional: estratégia representa- da pelo ensino de determinados passos ou habilidades em um plano frontal de ataque, para que possa ser uti- lizada posteriormente em outro. A grande vantagem deste método é que, no plano frontal, podemos contar com dois diferentes canais ou vias de aprendizagem, o que não acontece nos planos nos quais o aprendiz não tenha acesso visual ao que está sendo ensinado. 4) Plano frontal: visual e auditivo. 104 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA 5) Outros planos: nada ou parcialmente visual e auditivo. No step, utilizamos alguns movimentos na mudança dos exercícios, chamados de transição. Podemos definir melhor as transições como qualquer movimento da esfera de habilidades do step utilizado na passagem de um exercício ou, então, de uma rotina para outra. Os principais aspectos a serem considerados na escolha das transições são fluência e facilidade de aprendizagem, que estarão diretamente relacionados ao fator continuidade, funda- mental na manutenção da intensidade adequada das aulas. Existem algumas regras básicas para as transições na modalidade: 1) Utilize o PPP. 2) Não tente ligar movimentos que tenham início em di- ferentes planos de ataque na plataforma, se não esti- verem devidamente sequenciados. 3) Saiba exatamente e em que posição você estará em relação ao step e veja se lhe será permitido iniciar na- turalmente o movimento seguinte. 4) Tenha cuidado especial com os movimentos que serão colocados logo após os giros ou similares. Para você ministrar uma boa aula, selecionamos alguns dos principais aspectos relacionados ao ensino-aprendizagem das habilidades específicas do step. Tais pontos estão baseados no conhecimento teórico de alguns dos principais fundamentos da aprendizagem motora, além da experiência prática. 1) Saiba ensinar na posição de frente para os alunos e so- mente vire de costas quando necessário. Exemplo: em 105© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA giros e movimentos que possam gerar dúvidas, não o fazer. 2) Use sempre plataforma baixa, que irá garantir a você, professor, melhor desempenho nos exercícios, além da prevenção de lesões decorrentes do over training. 3) Não queira ensinar coreografias que não sejam com- patíveis com sua condição pedagógica ou habilidade de ensinar. 4) Não utilize inversão de frente para alunos iniciantes. 5) Não use o método do todo para ensinar step. 6) Não faça combinações longas para iniciantes. 7) Não trabalhe com muitas combinações complexas consecutivamente. Procure sempre intercalar movi- mentos simples e complexos. 8) Inicie todos os blocos com a perna direita do aluno. 9) Evite trabalhar coreografias assimétricas. 10) Só adicione inversões de frente quando o praticante já houver aprendido as mesmas habilidades componen- tes de frente. 11) Evite usar muitos exercícios de braço, adicionando-os somente quando os alunos dominarem as habilidades que serão usadas para os movimentos de membros inferiores. 12) Nunca ministre aulas de step sem se comunicar verbal- mente com os alunos. Não se esqueça de que o canal auditivo de aprendizagem é fundamental nesse tipo de atividade. 13) Utilize os sinais visuais e sinestésicos, pois eles atraem a atenção dos alunos. Muitos alunos concentram-se 106 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA mais nas informações visuais e sensitivas do que nas auditivas. Prepare-se, planeja-se e boa aula! 2.6. TENDÊNCIAS Quando analisamos o mercado de academia, verificamos que ele é muito diversificado e possui uma tendência de atua- lização a cada nova temporada de verão.Os profissionais deste seguimento devem ficar sempre atentos às novidades e aos mo- dismos que aparecem. Entre as modalidades que atualmente ganham destaque, estão as voltadas às práticas alternativas, como o pilates, a yoga, o mat pilates e as aulas de relaxamento. Já na área das aulas mais agitadas e intensas, há o crossfit, o circuito militar e o treinamen- to funcional. Todos os anos a International Health, Racquet & Sportsclub As- sociation (IHRSA) elabora uma lista com as tendências de mercado para os profissionais de Educação Física. Vale ficar atento, mantendo-se atualizado, e buscar novas perspectivas de trabalho. Nunca é demais! Antes de realizar as questões autoavaliativas propostas no Tópico 4, você deve fazer as leituras propostas no Tópico 3, para compreender a metodologia das atividades em academia e suas particularidades. Vídeo complementar ––––––––––––––––––––––––––––––– Neste momento, é fundamental que você assista ao vídeo complementar. • Para assistir ao vídeo, pela Sala de Aula Virtual, clique no ícone Videoaula, localizado na barra superior. Em seguida, selecione o nível de seu curso 107© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA (Graduação), a categoria (Disciplinar) e o tipo de vídeo (Complementar). Por fim, clique no nome da disciplina para abrir a lista de vídeos. • Para assistir ao vídeo, pelo seu CD, clique no Botão “Vídeos” e selecione: Ginástica de Academia – Vídeos Complementares –Complementar 4. –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 3. CONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR O Conteúdo Digital Integrador é a condição necessária e in- dispensável para você compreender integralmente os conteúdos apresentados nesta unidade. 3.1. METODOLOGIA DAS ATIVIDADES EM ACADEMIA E SUAS PARTICULARIDADES Os conteúdos desta unidade estão relacionados com a me- todologia das atividades em academia e suas particularidades. Sugerimos a leitura dos livros a seguir, para você se aprofundar nos estudos e ter novas fontes de pesquisa. • COSTA, M. G. Ginástica Localizada. Rio de Janeiro: Sprint, 1998. • DANTAS, E. H. M. Flexibilidade, alongamento e flexionamento. Rio de Janeiro: Shape, 1989. • DANTAS, E. H. M. A prática da preparação física. 3. ed. Rio de Janeiro: Shape, 1995. • GODOY, E. S. Musculação Fitness. Rio de Janeiro: Sprint, 1994. • GOMES, A. C.; ARAÚJO FILHO, N. P. Cross training: uma abordagem metodológica. Londrina: A.P.F.E.F., 1992. 108 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA • MALTA, P. Step aeróbico e localizado. Rio de Janeiro: Sprint, 1996. • NETTO, E. S.; NOVAES, J. S. Ginástica de Academia: teoria e prática. Rio de Janeiro: Sprint, 1996. 4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS A seguir, responda às questões propostas a fim de conferir seu desempenho no estudo desta unidade: 1) José Paulo, profissional de Educação Física, atua em uma academia que oferece aula de Power Local. Uma de suas turmas é composta por alunos iniciantes e, para atendê-los de maneira eficiente e segura, são utilizados alguns princípios do treinamento desportivo, adaptados à aula de Power Local. 1) Com base nessa situação, o profissional deve priorizar, em seu pla- nejamento, os princípios: 2) da variabilidade, pois evita a monotonia e possibilita a variação de grupamentos musculares a cada aula. 3) da individualidade biológica, pois permite maior adequação dos exercícios, de acordo com os objetivos de cada aluno. 4) da adaptação, pois o trabalho deve iniciar com a utilização de car- gas mais baixas de exercícios, sendo gradativamente aumentadas. 5) da sobrecarga, pois permite o equilíbrio entre a carga aplicada e o tempo de recuperação, possibilitando uma descompensação. É correto o que se afirma em: a) 1 e 2, apenas; b) 1 e 3, apenas; c) 2 e 4, apenas; d) 1, 2 e 3, apenas; e) 1, 2, 3 e 4. 109© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA 2) O condicionamento físico em academias pode ser desenvolvido a partir da adequação das qualidades físicas aos diversos métodos de condicio- namento cardiopulmonar e neuromuscular. Dentre as qualidades físicas que podemos desenvolver em uma aula de condicionamento em grupo, pode-se citar: a) velocidade, flexibilidade, coordenação, ritmo e força. b) velocidade, flexibilidade, coordenação, ritmo, força e agilidade. c) resistência, velocidade, flexibilidade, ritmo e força. d) resistência, coordenação, ritmo e força. e) flexibilidade, coordenação, resistência, velocidade, ritmo e força. 3) Sebastião, profissional de Educação Física, atua em uma academia de gi- nástica com aulas de circuito e condicionamento total. Durante o planeja- mento de suas aulas, utiliza-se de vários meios e métodos de treinamento, para motivar e incentivar seus alunos. Na próxima semana, Sebastião irá ministrar uma aula de condicionamento total para alunos iniciantes. Den- tre os meios e métodos de treinamento conhecidos na literatura específi- ca, qual o mais recomendado para Sebastião aplicar? a) Método pirâmide crescente. b) Método repetição negativa. c) Método super set. d) Método agonista/antagonista. e) Método alternado por segmento. 4) O Dr. Kenneth Cooper foi o primeiro pesquisador a se preocupar com o condicionamento físico dos não atletas. Publicou sua obra Aeróbica, resul- tado de uma pesquisa que tinha o propósito de desenvolvera capacidade aeróbica (CEAS et al., 1987). Este trabalho despertou na população o gosto pela prática das atividades aeróbicas, em especial pelo jogging. A partir da década de 1980, a ginástica aeróbica chega ao Brasil, sendo introduzida no Rio de Janeiro, em academias, clubes e centros esportivos. Revendo a literatura, a aula de ginástica aeróbica pode ser dividida em quatro partes: a) Aquecimento, fase aeróbica, fase localizada e relaxamento. b) Fase aeróbica, fase localizada, aquecimento e relaxamento. c) Aquecimento, fase aeróbica, volta à calma e relaxamento. d) Fase localizada, alongamento, fase aeróbica e volta à calma. e) Aquecimento, fase aeróbica, relaxamento e volta à calma. 110 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA 5) O step training, depois do método Cooper, foi a proposta metodológica com maior suporte empírico. Houve, por parte dos professores de todo o mundo, uma grande aceitação e aplicação do método às academias de ginástica. Malta (1996, p. 4), em Novaes e Viana (1998, p. 140) confirmam esta proposta, quando, refletindo acerca dos seis anos iniciais do step trai- ning, dizem que este método “hoje está em 80% das academias de todo o mundo”. Uma aula de step training com duração de uma hora é dividida em cinco partes: a) Aquecimento, fase aeróbica, fase de retorno, fase localizada e relaxamento. b) Aquecimento, fase aeróbica, fase anaeróbica, fase de fortalecimento e relaxamento. c) Aquecimento, fase aeróbica, fase localizada, fase de retorno e relaxamento. d) Alongamento, fase aeróbica, fase de retorno, fase localizada e relaxamento. e) Alongamento, fase aeróbica, fase de retorno, volta à calma e relaxamento. Gabarito Confira, a seguir, as respostas corretas para as questões autoavaliativas propostas: 1) d. 2) e. 3) e. 4) a. 5) a. 5. CONSIDERAÇÕES Chegamos ao final do nosso estudo, porém, você deve con- tinuar a se manter atualizado sobre o conteúdo, pois, para estar apto a compreender e discutir sobre a metodologia de Ginásti- ca de Academia, é necessário que você continue pesquisando 111© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA e estudando sobre o tema. Além disso, esses conteúdos são de extrema importância para dar prosseguimento à sua formação profissional. Concluindo, é muito importante que você o estude bas-tante, não se esquecendo de ler todos os artigos indicados no Conteúdo Digital Integrador. Além disso, responda também os exercícios propostos nas questões autoavaliativas. Procure, após o estudo da teoria, aplicar e conhecer as metodologias na prática. Participe de algum grupo de atividade física e converse com profissionais mais experientes. Em caso de dúvidas, fale com seu tutor. 6. E-REFERÊNCIAS PROFESSOR GABRIEL FRANZ. Jump. Disponível em: <https://sites.google.com/site/ professorgabrielfranz/jump>. Acesso em: 12 ago. 2016. SILVA, R. A.; OLIVEIRA, H. B.; FERNANDES FILHO, J. Glossário de termos técnicos aplicados ao ciclismo indoor. Revista Digital, Buenos Aires, ano 10, n. 76, set. 2004. Disponível em: <http://www.efdeportes.com/efd76/indoor.htm>. Acesso em: 12 ago. 2016. 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ACHOUR JÚNIOR, A. Bases para exercícios de alongamento: relacionado com a saúde e no desempenho atlético. Londrina: Midiograf, 1996. ALMEIDA FILHO, N. P. Musculação aplicada à ginástica localizada: métodos de treinamento e programa de aula para força e resistência. 3. ed. Londrina: Midiograf, 1994. ALTER, M. J. Ciência da flexibilidade. Tradução de Maria da Graça Figueiro da Silva. 2. ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1999. BLOISE, D. M. Ginástica localizada: 1000 exercícios com acessórios. Rio de Janeiro: Sprint, 1998. 112 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA CEAS, B. et al. Ginástica aeróbica e alongamento. São Paulo: Manole, 1987. CONTURSI, T. L. B. Flexibilidade e alongamento. 20. ed. Rio de Janeiro: Sprint, 1998. COSTA, M. G. Ginástica localizada. 2. ed. Rio de Janeiro: Sprint, 1998a. ______. Ginástica localizada: grupos heterogêneos. Rio de Janeiro: Sprint, 1996b. DANTAS, E. H. M. Alongamento e flexionamento. 5. ed. Rio de Janeiro: Shape, 2005. _______. Flexibilidade, alongamento e flexionamento. 3. ed. Rio de Janeiro: Shape, 1995. FURTADO, E.; SIMÃO, E.; LEMOS, A. Análise do consumo de oxigênio, frequência cardíaca e dispêndio energético, durante as aulas de Jump Fit®. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, Rio de Janeiro, v. 10, n. 5, set./out. 2004. GAIO, R.; BATISTA, J. C. F. (Org.). A ginástica em questão: corpo e movimento. Ribeirão Preto: Tecmedd, 2006. GERALDES, A. A. R. Ginástica localizada: teoria e prática. 2. ed. 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Rio de Janeiro: Sprint, 1998. 114 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA ANEXO 1 1. EXEMPLO DE PERIODIZAÇÃO: 4 SEMANAS SEMANA 1 Segunda-Feira Terça-Feira Quarta- Feira Quinta- Feira Sexta-Feira 07:30 High Endurance Int. Extensivo 09:00 Int. Extensivo High Endurance 18:00 High Endurance Int. Extensivo High Endurance 19:00 Int. Extensivo High Endurance Int. Extensivo 19:30 Int. Extensivo High Endurance 115© GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA SEMANA 2 Segunda-Feira Terça-Feira Quarta-Feira Quinta-Feira Sexta- Feira 07:30 High Endurance Montanha 09:00 Montanha Int. Extensivo 18:00 Int. Extensivo Montanha High Endurance 19:00 High Endurance Int. Extensivo Montanha 19:30 Montanha Int. Extensivo SEMANA 3 Segunda- Feira Terça-Feira Quarta-Feira Quinta- Feira Sexta- Feira 07:30 Int. Extensivo Int. Intensivo 09:00 Montanha Int. Intensivo 18:00 Int. Extensivo Int. Intensivo Montanha 19:00 Int. Intensivo Montanha Int. Extensivo 19:30 Montanha Int. Intensivo 116 © GINÁSTICA DE ACADEMIA UNIDADE 4 – METODOLOGIA DA GINÁSTICA DE ACADEMIA SEMANA 4 Segunda- Feira Terça-Feira Quarta-Feira Quinta- Feira Sexta- Feira 07:30 Int. Intensivo Int. Intensivo 09:00 Int. Intensivo Int. Intensivo 18:00 Int. Intensivo Int. Intensivo Int. Intensivo 19:00 Int. Intensivo Int. Intensivo Int. Intensivo 19:30 Int. Intensivo Int. Intensivo