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Adenite Equina (Garrotilho) A adenite eqüina é uma patologia infecto-contagiosa causada por Streptococcus equi, a doença evidencia –se pela inflamação do trato respiratório superior. Segundo Thomassian (1997, p. 588) “O S. equi acomete mais os eqüinos jovens por sofrerem freqüentes baixas na resistência, principalmente em tempo frio e úmido, desmama, reuniões de potros em recintos de corridas e leilões, transporte prolongados, treinamento intensivo e superlotação nas instalações.” O contágio se dá pelo corrimento nasal de animais contaminados, que ao tossir, relinchar e espirrar, espalham a secreção sob a forma de aerossol contaminando o que esta a sua volta como o ar, água, e os alimentos. Logo após a penetração do patógeno em células epiteliais causando intenso estímulo quimiotático para neutrófilos, em seguida dissemina-se aos linfonodos mandibulares e retrofaríngeos pelos vasos linfáticos. Em casos de disseminação embólica pode resultar em abscessos metastáticos em órgãos como cérebro, pulmões, fígado, baço, rins, ou nas articulações. Figura 1 Sinais clínicosPara Carlton e Mc Gavin (1998, p. 143 e 144) Seqüelas comuns do garrotilho incluem broncopneumonia devido a aspiração do exudato, hemiplegia laríngea “cavalo roncador”, paralisia facial e síndrome de Horner.Em casos graves a infecção nasal estende-se para os seios paranasais ou para bolsa gutural por via das trompas de Eustáquio , causando inflamação e acumulo de pus.A ruptura dos abscessos nos linfonodos leva á inflamação supurativa do tecido subcutâneo adjacente. Fonte: Natiele Machado Os sinais clínicos aparecem com 7 a 12 dias após a infecção e compreendem por e anorexia, depressão, febre, descarga nasal purulenta, as vezes há dispnéia e dificuldade de deglutição, levando com que o animal regurgite o alimento pelas narinas. O diagnóstico a princípio é feito pelo aparecimento dos sintomas característicos, comuns na maioria dos casos,contudo, existe também outros meios de diagnóstico, como o ELISA (teste imunoenzimatico que permite a detecção de anticorpos específicos) e PCR (técnica de reação em cadeia polimerase), que detecta o patógeno vivo ou morto. A profilaxia nesses casos são de suma importância como manter os animais vacinados e o manejo sanitário em dia. Porém se mesmo assim o contagio existir , é necessário o isolamento dos animais afetados, fazer a desinfecção das baias, cochos e utensílios utilizados nos estábulos. A antibioticoterapia e aplicação de fluidoterapia de suporte irá depender do estágio clínico da doença e da idade do animal. Karen Aparecida marques da silva, 7 semestre, Universidade Estadual de Santa Cruz,Ilhéus-BA Referências AMARAL, Getulio Anizio Caires do; MELLO ,Fernando Carvalho de; PELEGRINO, Raeder do Carmo; TOLEDO PINTO, Eliane Aparecida. TRATAMENTO DE GARROTILHO EM EQUINO. Revista Científica Eletrônica de Medicina Veterinária, ISSN: 1679-7353, Ano VI, Número 10, Janeiro de 2008. Carlton,WW,; Mc Gavin,M.D; Patologia Veterinária Especial de Thomson. Porto Alegre: ARTMED,1998. Lima Santos, R; Carlos Lessi, A; Patologia Veterinária. São Paulo: ROCA, 2010. Machado,N. Patologias da Medicina Veterinária. Sorocaba. Disponível em: <http://medvetpatologia.blogspot.com/2015/05/adenite-equina-garrotilho.html>, Acesso em: 06 nov. 2018, 23:14. Thomassian,Armen; Enfermidade dos Cavalos. Botucatu: 1997.