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Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 2 
Índice 
 
Pág. 
Isabel Oliveira 3 
 
José Freitas 78 
 
Isabel Lucas 106 
 
Manuela Néné 149 
 
Rita Marques 153 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 3 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 4 
Otomia – Abertura, incisão 
Apendicectomia – Apelação do apêndice, remoção do apêndice. 
Laparotomia – Abertura/incisão para observar através de uma incisão ou através de um sistema 
de lentes de laparoscopia, isto é, é uma abertura na cavidade abdominal. 
 
 Se for usado um sistema de lentes é uma laparoscopia, em que é feita uma pequena 
incisão onde é introduzido o sistema de lentes. 
 A incisão e a cirurgia designam-se de Laparotomia. 
 
Toracotomia – Cavidade torácica 
Craniotomia – Cavidade craniana 
Gastrotomia – Abertura do estômago 
 
 Pode-se fazer uma gastrotomia através de uma laparotomia, isto é, uma laparotomia é 
realizada com o in tuito de diagnosticar uma situação de emergência. 
 
Cirurgia Programada 
 Gastrotomia 
 Gastrectomia (retirar uma parte do estômago) 
 
Cirurgia Não Programada 
 Laparotomia 
 
Tomia = Abertura 
 Permitia o acesso a uma determinada cavidade 
Ectomia = Apelação de um órgão ou parte desse órgão 
 
Esofagectomia Total 
Gastrectomia Total 
Colectomia Parcial 
Prostatectomia Total 
 Existem órgãos que não podem ser removidos na sua totalidade, isto é, pode somente ser 
removido uma parte desse órgão. 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 5 
Hepatectomia Parcial 
Colecistectomia Vesicula Biliar 
Embolectomia Vascular 
Trombectomia 
 
 Embolectomia ≠ Trombectomia 
 
 
 
 
 Êmbolo ≠ Trombo 
 
 
 
 
 
Estoma Comunicação entre um órgão oco e a pele 
Ostomia Intervenção cirúrgica que origina a abertura do estoma (Colostomia, 
Traqueostomia, Ileostomia, Gastrotomia, Jejunostomia) 
Colostomia Comunicação entre o cólon e a pele 
Ileostomia Comunicação entre o íleo e a pele 
Anastomose Procedimento bastante usado na cirurgia por patologias tumorais, onde é 
feita e a apelação de uma determinada víscera ou de um determinado órgão, podendo ser um 
órgão oco ou maciço (nervos) onde é feita a rafia. 
 
 Rafia = Sutura União cirúrgica de dois tecidos 
Plastia Reparação elástica de um tecido. 
Biópsia Colheita de uma amostra para estudo citológico 
 
Pode ser feita em vários órgãos 
 
Retirada de um 
êmbolo de uma 
artéria 
Retirada de um 
trombo 
Desloca-se na 
circulação e vai 
entupir o vaso 
Desloca-se na 
parede 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 6 
Adenopatia Aumento de um gânglio (É para ser sujeito a uma biópsia). 
 
Classificação das cirurgias 
 Cirurgia Diagnostica ou Exploratória 
Laparotomia exploratória Cirurgia cujo objetivo é diagnosticar algum processo 
patológico que não foi possível de diagnosticar de uma outra forma. 
 
 Cirurgia Ablativa 
É a cirurgia que se destina á remoção de um órgão ou parte dele. 
A cirurgia ablativa, frequentemente é uma cirurgia curativa, isto é, existe intuito de remoção. 
Quando ocorre a remoção parcial/total de alguns membros é tida como uma cirurgia 
traumatizante, temos que dar todo o nosso apoio a estas pessoas. 
 
 Cirurgia Reconstrutiva 
Destina-se á reconstituição de um determinado tecido ou órgão. 
 Cirurgia Paliativa 
Cirurgia que é feita para controlo de sintomatologia para poder dar conforto ao doente. 
 Cirurgia Estética 
Feita com objetivo estéticos, ou seja, a cirurgia plástica pode ter objetivos estéticos ou não, 
também poderá ter um objetivo duplo. 
 
Grau de risco Anestésico 
 Infeção do local cirúrgico 
 
Grande cirurgia Possui maiores riscos 
Grandes perdas sanguíneas 
Grande tempo de exposição das vísceras 
 
 Temos que estar mais atentos aos ensinos e no encaminhamento dessas pessoas 
que em outro tipo de cirurgias. 
 As cirurgias que mexem com a imagem corporal provocam enormes problemas e é 
necessário existir uma maior atenção nestes casos. 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 7 
Pequena cirurgia Não envolve grande risco 
Não possui grande perda sanguínea 
 
 Quanto maior o tempo de exposição dos tecidos durante o ato cirúrgico é uma cirurgia 
que possui maior risco de os doentes desenvolverem maiores complicações no pós-
operatório. 
 Uma cirurgia onde existe uma grande perda sanguínea, ou seja, quanto maior for a 
perda sanguínea maior o risco de existirem complicações. 
 
 
Classificação quanto ao grau de risco Anestésico 
ASA I – Doente saudável. Doente que não tem qualquer problema, isto é, não possui patologia 
conhecida. 
ASA II – Doente com discreta doença sistémica, mas que está controlada. São doentes 
hipertensos, mas que possuem uma hipertensão controlada. Não possuem nenhuma patologia 
associada que não esteja devidamente controlada. 
ASA III – Doentes com doença sistémica severa, não é incapacitante. São doentes que tiveram 
um AVC, mas que está controlada, isto é, são doentes que possuem uma doença que está 
controlada e que se deslocam regularmente ao médico. 
ASA IV – Doentes com doença severa, mas que ameaça a vida, são doença que não estão 
controladas ou até mesmo em fase descompensada. 
ASA V – Doentes que não têm expectativa de sobrevivência se não forem intervencionados. 
ASA VI – Doentes em morte cerebral em que são sujeitos á colheita de órgãos. 
 
Emergente = Urgência 
 Imediato 
 
Cirurgia Ambulatória – Não prescinde da especificidade do bloco operatório, mas pode 
prescindir do internamento por parte do doente, isto é, a recuperação do doente pode ser feita 
no seu ambiente desde que exista condições. 
Período Peri operatório – Período que abrange o período pré-, intra- e pós-operatório. 
 
É importante que a casa do doente possua condições de habitabilidade. 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 8 
Cirurgia Eletiva – Cirurgia Programada, isto é, são todas as cirurgias que são sujeitas a 
preparação pré-operatória em que o doente é avaliado quanto ao grau de risco e é feita uma 
preparação para a cirurgia. 
Cirurgia Urgente – Cirurgia que é realizada entre 24 a 48 horas da chegada do doente. 
Cirurgia Emergente – Cirurgia que tem que ser realizada no mais breve espaço de tempo 
possível, pois a vida do doente encontra-se em risco. 
 
- Para prevenir a contaminação, as infeções no local cirúrgico são responsáveis por uma taxa de 
mortalidade e de morbilidade no doente cirúrgico. 
- Antes de prestar qualquer cuidado ao doente devemos lavar as mãos sempre depois de temos 
entrado em contacto com o doente. 
- Antes de serem prestados os cuidados á ferida cirúrgica e após os cuidados. 
- Utilizar sempre luvas usando técnica asséptica. 
 
- Se as luvas ou os ferros com que se vai fazer o penso forem infetados, tem que se descartar o 
material pois esse material encontra-se infetado caso seja usado na ferida do doente pode fazer 
custar a vida do doente. 
 
Cirurgia quanto ao grau de contaminação 
 Ferida Cirúrgica 
Feridas limpas – Uma ferida limpa é considerada uma cirurgia limpa, ou seja, é uma feridaem que não entra em contacto com o trato gastrointestinal, cavidade respiratória, isto é, 
onde não existe sinal inflamatório ou de infeção. 
 É obrigatório o enfermeiro marcar o local cirúrgico e assegurar que esse local não 
apresenta sinais de contaminação 
Feridas limpas contaminadas – São aquelas que entram em contacto com o trato 
gastrointestinal ou com o trato respiratório, e que não apresentam sinais inflamatórios ou 
de infeção. 
Feridas contaminadas – Apresentam sinais visíveis de contaminação. 
Feridas sujas ou infetadas – Apresentam suturação purulenta. 
O uso da técnica asséptica é bastante importante na cirurgia. 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 9 
Tricotomia – Remoção do pelo em local que seja necessário. 
 Só se faz tricotomia, quando for necessário e quando é feita é através de um clipe 
cirúrgico e nunca com uma lâmina, porque pode provocar um corte fazendo com que 
ocorra perda de sangue, fazendo com que ocorra contaminação e se existir uma lesão 
na pele esta vai ser uma porta de entrada para a infeção. 
 Deve-se sempre confirmar a antibioterapia nos 60 minutos antes da intervenção. 
Temperatura – É importante que o doente se encontre normotérmico, exceto nas grandes 
intervenções - 36°C e 37°C. 
 
Glicémia – É importante manter os níveis normais, mesmo em doentes diabéticos, uma doente 
não pode ser intervencionada se tiver uma glicémia superior a 200 mg/dl. 
 Se os níveis de glicémia forem superiores aos 200 mg/dl, existe uma maior probabilidade 
de o doente ter complicações. 
Os jejuns prolongados não são benéficos para os doentes, mas existem cirurgias em que não se 
pode abdicar de um jejum prolongado. 
 
Jejum – 4 a 6 horas pode ir até às 8 a 12 horas. 
 
Doentes que fazem terapêutica anticoagulante precisam de fazer desmame e tomar Heparina 
de Baixo Peso Molecular (Enoxaparina) durante 5 dias, podendo ser ajustado, confirmam-se os 
valores de INR. 
 
Cirurgia Ambulatória – Todos os doentes podem prescindir do internamento, mas não podem 
prescindir da especificidade da cirurgia no bloco. 
 
 Cuidados centrados no doente, isto é, não retirar o doente do seu meio ambiente e este 
tipo de cirurgia evita o surgimento de infeções. 
 
 
 
Elevados níveis de temperatura são mais propícios á infeção. 
É importante que o doente faça análises antes de ser intervencionado. 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 10 
 
Consulta Pré-Operatório 
Deve ser realizada de forma a identificar quaisquer riscos, que não permitam que o doente não 
possa ser operado em ambulatório. Nesta consulta, devem ser iniciados os ensinos aos 
familiares para acompanharem o doente, isto é, toda a informação não deve ser disponibilizada 
no dia da cirurgia, ou seja, a informação deve ser transmitida de uma forma faseada e deve-se 
verificar se toda a informação foi compreendida pelos familiares que vão acompanhar o doente. 
 
A Cirurgia Ambulatória, é feita a doentes estáveis, a cirurgia não pode durar mais que 120 
minutos. 
 
Quanto maior for o tempo de exposição, maiores vão ser as complicações. 
Perdas sanguíneas superiores a 500 ml. 
Os doentes não devem voltar para a sua residência, caso apresentem náuseas ou vómitos não 
controlados. 
É importante que a residência do doente não esteja a mais de 60 minutos do hospital. 
 
Preparação Pré-operatória 
 A cirurgia deve ser vista como um processo único em cada doente, ou seja, cada pessoa 
é única. 
 É importante detetar o tipo de pessoa que temos á frente para poder lidar com essa 
pessoa em termos de doença pré-operatória. 
 No que diz respeito aos ensinos pré-operatórios, nenhum doente deve ser incluído em 
nenhum tipo de ensino enquanto existirem dúvidas e é importante que todas as dúvidas 
sejam esclarecidas para se iniciarem os ensinos ao doente e aos familiares. 
 O grau de stress e de ansiedade são muito importantes, pois influenciam o processo de 
cirúrgico e podem gerar complicações. 
 É importante o enfermeiro instruir a família e o doente sobre os aspetos que se 
encontram padronizados (como deslocar-se ás consultas, as condições de habitabilidade da 
casa, acompanhamento do doente feito por um familiar). 
 É importante disponibilizar o contacto telefónico da instituição/serviço, para caso os 
familiares tenham dúvidas possam entrar em contacto com o serviço e colocar as suas 
dúvidas. 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 11 
 Todos os medos e todas as dúvidas que o doente apresente devem ser esclarecidas 
antes de ser realizada a cirurgia, para que possa existir sucesso na intervenção cirúrgica 
como nos ensinos. 
 
Os doentes que vão fazer uma cirurgia preocupam-se bastante com a dor, isto é, é importante 
que o controlo da dor esteja assegurado e informar o doente de como vai ser efetuado o 
controlo da dor. 
Quanto mais os doentes souberem, quanto mais eles estiverem preparados mais facilmente vai 
ser a sua recuperação. 
 
Acolhimento 
 Deve-se apresentar o serviço (onde é a cama, o roupeiro…) 
 Informar quais as regras e normas do serviço 
 
Avaliação inicial 
 Colheita de dados deve ser dirigido para o processo cirúrgico 
 Deve-se sempre perguntar qual a medicação que é feita (muitas vezes os utentes 
omitem a medicação que é feita, fazem medicamentos de ervanária e não informam). 
 
Equinácea – Anticoagulantes. Interfere com os níveis de coagulação. 
Ginseng – Interfere com os níveis de controlo arterial. 
 
 
Informar os doentes como é que vão chegar ao recobro e á enfermaria. 
 Antes de o doente ser submetido a uma intervenção cirúrgica, que todas as dúvidas 
estejam esclarecidas, para que se possa passar á fase seguinte. 
 As colheitas de dados devem ser bem dirigidas. 
 Questionar sobre o jejum feito – Só pode ser tomado um gole de água para 
tomar a medicação. 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 12 
Terapêutica que é necessário suspender – Corticosteroides, Anticoagulantes, Antidiabéticos 
orais (no período peri-operatório possam a tomar insulina). 
 
Antecedentes Familiares Cirúrgicos 
 Existência de patologias familiares 
 Algum acontecimento que tenha ocorrido 
 Identificar as necessidades humanas básicas afetadas, é importante identificar quais as 
necessidades mais emergentes (cirurgia do foro gastrointestinal). 
 
Formular diagnósticos, segundo a CIPE 
 Identificar os fatores de risco (alergias, processos inflamatórios e infeciosos no local da 
cirurgia) de forma a identificar possíveis complicações que possam decorrer no pré-, 
intra-, pós-operatório. 
 Dados importantes a incluir no processo cirúrgico do doente: Idade (crianças com idade 
superior a 2 anos, são mais suscetíveis de desenvolver complicações, no caso dos idosos 
é importante perceber se existe alguma patologia associada, pois o avanço da idade traz 
associado, pois o avanço da idade traz associado algumas patologias) 
 Presença de alergias 
 Uso de fármacos 
 Uso de drogas (Uso de fármacos de forma abusiva, obtidos sem receita médica) 
 Consumo de medicamentos naturais (Suplementos de Alho, Ginseng – Interfere com os 
níveis da tensão arterial, Gingko Biloba – Provoca maiores níveis de hemorragias, 
Equinácea – Interfere com os valores de coagulação) 
 Avaliação dos diferentes sistemas orgânicos (Sistema Respiratório – sobretudo nos 
doentes submetidos a anestesia geral) 
 
Anestesia Geral – É feita e todo o organismo, isto é, afeta todos os sistemas orgânicos. Quando 
um utente é submetido a anestesia geral, é importante estar atento a todos os sistemas com 
um máximo rigor. 
 
 
 
 Saber se o doente já foi submetido a alguma cirurgia e como correu 
 Saber se o doente possui alergias (medicamentos, látex, alimentos) 
 Se alguma vez teve hipertermia maligna (Esta é uma situação quese vai despoletar 
dentro do bloco operatório, encontra-se relacionado com a administração de 
relaxante muscular). 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 13 
Doentes fumadores 
 Quanto tempo é que fumam 
 Quantos cigarros fumam por dia 
 Se possui alguma patologia respiratória associada 
 
Numa cirurgia, um doente fumador precisa de deixar de fumar pelo menos 30 duas antes de 
serem levados para cirurgia. 
 
Cirurgia Eletiva – O doente não pode fumar 30 dias antes da cirurgia. 
 
Avaliação Física 
 Avaliação do local da cirurgia 
 Exames Complementares de Diagnóstico (Variam de cirurgia para cirurgia, apesar de 
existirem exames standard, em todas as cirurgias – raio-x ao tórax, ECG, análises 
sanguíneas – Hemograma, Hematrópico, prova de coagulação, provas de função 
hepática – doentes com doenças hepáticas, provas respiratórias – doentes com 
patologia respiratória, bioquímica, tipagem) 
 
Realização dos procedimentos Pós-cirúrgicos 
Existem procedimentos standard e procedimentos específicos para alguns tipos de cirurgia. 
 
Procedimentos Standard 
 Banho 
- Inclui lavagem do cabelo com um produto antisséptico (Clorexidina a 2%), o banho deve ser 
tomado na véspera e no dia da cirurgia até 2 horas antes. 
 Jejum 
- Deve ser feito um jejum de 6 a 8 horas, podendo ser superior dependendo do tipo de cirurgia 
e nunca inferior a 4 horas. 
- Na cirurgia eletiva, identificar a infeção se existirem sinais de infeção prévia, seja ela 
respiratória, do trato urinário deve ser identificada e tratada, controlar a glicémia e deixar de 
fumar (Cirurgia torácica, abdómen superior e do esófago). 
Dependendo do tipo de cirurgia, existem exames específicos. 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 14 
Tromboembolismo – Os problemas tromboembólicos ocorrem com mais frequência nas 
cirurgias ortopédicas e nas cirurgias dos quadrantes inferiores do abdómen. Os 
tromboembolismos são prevenidos através da administração de Heparina de Baixo Peso 
Molecular e na colocação das meias anti-embólicas. 
 
Administração de medicação Pré-anestésica 
 Tem como objetivo diminuir os sintomas de ansiedade principalmente nos doentes 
fumadores diminuir as secreções faríngeas. (Facilitar a indução anestésica, provocar a 
amnésia e a sedação) 
 Avaliar a tensão arterial antes e após a administração do medicamento anestésico 
 Pedir ao doente para esvaziar a bexiga antes da administração~ 
 Ter cuidado com as próteses dentárias 
 Depois de administrar a terapêutica pré-anestésica, é obrigatório subir as grades da 
cama pois este é um medicamento que induz o sono e é importante prevenir quedas, 
convém avisar o doente que vai ter que subir as grades e deve-se colocar a campainha 
ao seu alcance e manter o doente sob vigilância 
 Vigiar os valores da pressão respiratória 
 Vigiar a amplitude e o padrão respiratório 
 Fazer os respetivos registos (o que foi administrado, a hora e a reação do doente), a 
seguir a ter sido administrado a anestesia, deve-se manter o doente sob vigilância 
 
 
 
 
 
 
Antes de ir para o bloco 
 Verificar a identificação do doente através da pulseira obrigatoriamente 
 O tipo de cirurgia 
 Exames Complementares de Diagnóstico 
 Se foi feita preparação pré-operatória 
 Consentimento Informado está assinado 
 
Família 
 Informar o tempo previsível de duração da cirurgia 
 Onde podem encontrar o familiar no recobro e quando o podem visitar 
 Atitude que devem ter e também se deve preparar os familiares sobre o seu aspeto 
 
 Medicação Pré-anestésica 
- Midazolam 
- Lorazepam 
- Hidroxizina 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 15 
Preparação Pré-operatória 
Antes de enviarmos o doente ao bloco temos que nos certificar: 
 Higiene feita no dia anterior e até 2 horas antes da cirurgia 
 Jejum de 6 a 8 horas – Por vezes este tempo varia dependendo do tipo de cirurgia 
 Verificar se foram removidas próteses, verniz das unhas e adereços 
 Observar e marcar o local da cirurgia (deve ser marcada de uma forma exata) 
 Verificar a terapêutica que o doente faz 
 Avaliar os níveis de glicémia – A glicémia deve ser mantida ≤180 mg/dl 
 Vigiar os sinais vitais – temperatura (nos doentes deve manter-se normotermia depois 
da cirurgia. Temperatura elevada maior risco de infeção) 
 Tricotomia – Não se faz a não ser que seja extremamente necessário 
 Deve ser feita uma check-list para verificar o que foi feito e o que não foi feito antes do 
doente descer para a cirurgia 
 Validade dos Exames de Diagnóstico Complementar, válidos 6 meses antes e pode variar 
conforme o tipo de cirurgia 
 Devem ser verificados os lugares adjacentes da pele 
 No período perioperatório o doente deve manter a temperatura normotermica 
 
Doentes com síndrome depressivo – Alguns medicamentos antidepressivos devem ser 
ajustados (a dose). 
 
Nome, autorização do doente, consentimento informado assinado, tipagem, hemoderivados 
(verificar unidades que foram requisitadas), se as próteses foram retiradas, meias de contenção 
aplicadas ou não, se está feita a marcação do local cirúrgico. 
 
 
Cirurgia Cardíaca e Torácica – Cirurgia dos quadrantes superiores 
Não se baseia somente nos ensinos feitos ao doente, mas também na execução de exercícios 
respiratórios para otimizar a expansão respiratória. 
As atelectasias são uma intercorrência que coloca em perigo a vida do doente. 
Quando se faz acompanhamento em cirurgias é importante ter um contacto 
Imediatamente á saída do bloco devem ser avaliados os sinais vitais 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 16 
Para se diminuir o surgimento de atelectasias e de pneumonias, é necessário fazer uma 
consciencialização da respiração, ou seja, é necessário ensinar o doente a respirar “inspirar 
como se fosse cheira uma flor e expirar como se fosse soprar uma vela”. 
Tossir num pós-operatório é mais complicado. 
Para tossir, o doente faz 3 ou 4 inspirações, na última inspiração esta tem que ser mais profunda 
para que quando for expirado incentivar á tosse. 
 
Mobilização na cama 
- É importante que sejam os doentes a mobilizarem-se pois, nunca se vai magoar. 
 
Principais funções do Enfermeiro no bloco operatório 
No bloco é necessário o uso de roupa própria, tem normas de funcionamento próprias e possui 
3 Enfermeiros com funções distintas (enfermeiro anestesista, enfermeiro circulante e o 
enfermeiro instrumentista). 
 Enfermeiro circulante 
- Assegura o bom funcionamento do bloco, muitas das vezes faz a receção do doente e verifica 
as check-list 
- Responsável por etiquetar todos os exames 
- Passa todos os instrumentos necessários ao Enfermeiro instrumentista 
- Ajuda na contagem de tudo o que foi usado na cirurgia 
 Enfermeiro instrumentista 
 
 Enfermeiro anestesista 
- Ajuda o anestesista 
- Ajuda na entubação endotraqueal 
- Responsável pela monitorização do doente e dos aparelhos de anestesia 
 
O Enfermeiro anestesista e o Enfermeiro circulante, são eles que contabilizam todos os fluídos 
que o doente perde e todos os fluídos que o doente faz. 
 
 Nos homens, é importante fazer inspiração mais centrada no abdómen, para pode 
oxigenar as bases dos pulmões. 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 17 
 
Cirurgia estereostática – Cirurgia feita ás escuras. 
 
 Dentro do bloco existe um check-list específico. 
 As check-list são adaptadas consoante a cirurgia. 
 Nos blocos é importante respeitar as técnicas assépticas. 
 As mesas dos blocos são arrumadas de forma própria. 
 
É importante nas cirurgias gastrointestinais, que o Enfermeiro esteja atento aos valores de 
saturação. 
 
A anestesia é escolhida conforme o doente. 
 
Gingko Biloba, Ginseng,Suplementos de Alho – Ácido Acetilcolénico 
 
 
 
Corticoides – São parados antes da cirurgia, pois interferem no processo de cicatrização. 
 
Anestesia geral combinada – Combinação de agentes anestésicos que são administrados via 
inalatória e via endovenosa. 
 
Indução Propofol Líquido leitoso que é administrado via endovenosa, cada ampola 
tem 10 ml. 
 
 Profilaxia antibiótica é feita 60 minutos antes. 
 É importante que exista um enorme trabalho de equipa para que tudo funcione. 
 É importante que o carro de anestesia, seja verificado em cada cirurgia. 
 Um aspeto importante nas cirurgias é o posicionamento do doente nas cirurgias, o 
Enfermeiro circulante deve garantir que o doente está bem posicionado e bem preso. 
Provocam trombocitopenia, 
aumentam a hemorragia 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 18 
 
 
 
Manutenção 
 Incisão é feita pelo cirurgião 
 São administrados relaxantes musculares 
 
Analgésicos Sulfentanil 
 Benzodiazepinas Midazolam (muitas vezes nos Exames Complementares de 
Diagnóstico) 
 
Nas cirurgias são usados Antibióticos 
 Analgésicos: - Metamizol 
 - Tramadol 
 - Clopramida 
 - Paracetamol 
 - Morfina 
 
Antes da Cirurgia 
 Obrigatoriamente deve ser confirmada a identificação do utente falando com ele, 
através da identificação da pulseira e através do processo do doente 
 O tipo de cirurgia a ser realizada 
 O tipo de anestesia – A classificação do utente ASA (para que se possam prevenir certas 
intercorrências que possam ocorrer no processo anestésico) 
Antes da Incisão 
Antes do doente sair do bloco 
 Verificar se ocorreram colheitas de espécimes e se os mesmos foram enviados para 
análise 
 
 
Medicação Profilática 
- Cefazulina 
- Clindamicina 
- Vancomicina 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 19 
Intra-operatório 
3 momentos em anestesia 
 Indução 1 Maior parte dos acidentes 
 Manutenção 2 
 Emergência ou recuperação 3 Maior parte dos acidentes 
 
1 – Momento em que se vai induzir o sono artificialmente 
1 – Fármacos usados nesta fase são os hipnóticos. 
 
 
 
 
Anestésicos inalatórios – Possuem imensas contraindicações 
Cafalofurano, Desflurano, Halotano (tóxico na patologia hepática) e o Óxido Nitroso – Protóxido 
de azoto. 
 
 Administra-se o Propofol e o Midazolam que vão induzir o sono ao utente. 
 
A maioria das cirurgias gerais, o utente é submetido à entubação endotraqueal para que o 
doente tenha uma via aérea permeável para que se possa efetuar a oxigenação no decorrer da 
intervenção. 
 
O relaxante muscular que é mais usado é o Sulccinilcolina para que se possa efetuar a entubação 
nasogástrica. 
 
Relaxantes musculares – Atracúrio, Pancrónio, Racorónio 
 
 
Propofol – Revolucionou o processo anestésico, 
revolucionou a cirurgia sem que seja necessário 
recorrer a anestésicos inalatórios. 
 Promover a permeabilidade da via aérea, sendo administrado um relaxante muscular. 
 Permite colocar o 
utente numa posição ideal para que se possa entubar endotraquealmente. 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 20 
Sulccinilcolina – Interfere na musculatura esquelética, podendo desenvolver em conjunto com 
um agente anestésico inalatório – Hipertermia Maligna. 
 Após a administração do medicamento, o músculo entra 
em contratura e tem uma contração repetida, isto é, começa a libertação de cálcio e destruição 
do músculo, fazendo com que ocorra a formação de mioglobina que faz com que ocorra 
obstrução nos tubos renais. 
 
Cuidados de Enfermagem 
 Vigiar o débito urinário e se existe alguma coloração (cor muito escura – tipo vinho do 
Porto como na doença hepática renal) 
 Deve-se preparar imediatamente a medicação para que se possa reverter a situação – 
Dantroleno para que se possa reverter a rabdomiólise que ocorreu a Hipertermia 
Maligna 
 Monitorizar os sinais vitais do doente – Ter em atenção á temperatura (a rabdomiólise, 
vai fazer com que a temperatura se eleve rapidamente e o doente pode atingir os 40°C 
num curto espaço de tempo e por vezes é necessário aplicar-se soluções frias para que 
se baixe a temperatura 
 Monitorizar a tensão arterial e a SatO2 
 Ter atenção á preparação e administração rápida da terapêutica 
 
2 – Administram-se analgésicos para que o doente não tenha dor e relaxantes musculares, para 
manter o nível normal de analgesia e o relaxante muscular adequado para que o cirurgião possa 
trabalhar. 
 – A administração do relaxante muscular varia de cirurgia para cirurgia. 
 – Administração de analgésicos – Fentanil, Sulfentanil – Sempre analgésicos ópioides 
Tomifentanil (anestesia loco-regional – Anestesia do neuro-eixo – Medicamentos de ação muito 
rápida. 
 – Os analgésicos são administrados no interior do bloco operatório, por cateter epidural ou 
através de DIB (epidural ou endovenoso) 
 – As dosagens são diferentes no caso da administração de DIB endovenoso, sendo necessário 
serem diluídos. 
 
 
 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 21 
 
3 – O doente necessita de ter o efeito dos relaxantes musculares e dos analgésicos a reverter 
 – A eliminação é feita por via renal, pois vai eliminar todos os produtos tóxicos. 
 
 O anestésico é escolhido com base na idade e no estado do doente, se tem patologia 
associada ou não – É importante efetuar uma boa colheita de dados. 
 Saber no pré-operatório se ocorreu algum problema com o anestésico no decorrer da 
entubação. 
Se o doente sentir dores de garganta significa que a entubação foi difícil 
 
Tubo nasofaríngeo – Impede a queda da língua e a permeabilização da via aérea. 
 
 A posição ideal de recuperação de uma anestesia é o decúbito lateral. 
 Deve-se sempre monitorizar os sinais vitais e é importante que as salas estejam em 
silêncio. 
 Deve-se sempre registar os medicamentos administrados e alguma situação que tenha 
ocorrido. 
 
 
 
 
 
 Devem ser administrados no interior do bloco operatório, pois provocam 
depressão respiratória 
 Ter atenção ás dosagens que são administradas, se o doente trouxer um DIB 
endovenoso ou epidural para carregar ter muita atenção á confirmação dos 
medicamentos 
Antídotos 
 Para reverter o efeito dos analgésicos opioides 
Naloxona Bloco 
Naloxona Serviços de Cirurgia 
 Para reverter o efeito dos relaxantes musculares 
Neostigmina e por vezes em conjunto com 
Sugammadex – Custo elevado 
 Para reverter o efeito das benzodiazepinas 
Flumazenil 
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 22 
Anestesia regional 
 Anestesia do Neuro-eixo 
Faz com que sejam anestesiadas algumas partes do corpo. Esta anestesia é administrada nas 
zonas periféricas ou no canal raquidiano ou no espaço epidural. 
 Anestesia sequencial – RAQUI + Epidural 
Implica a administração de anestesia no espaço raquidiano (espaço subaracnoideu) e no espaço 
epidural. 
 
 Vantagem de ser administrado no espaço raquidiano 
É muito mais rápida pelo fato de entrar em contato direto com o líquido cefalo-raquidiano, mas 
apesar de ser uma anestesia de ação muito rápida tem uma duração muito curta, sendo 
necessário administrar uma anestesia epidural que por vezes se deixa colocado um DIB onde se 
pode efetuar a terapêutica analgésica, sendo este um processo bastante benéfico no controlo 
da dor. 
 Tem que se visualizar se o cateter está permeável e funcionante´. 
 
A RAQUI é administrada no espaço subaracnoideu, se existir uma grande perda de líquido céfalo-
raquidiano o doente vai apresentar cefaleias – Para evitar que essa situação se venha a verificar, 
deve-se colocar a cabeceira da camaa 0° entre 4 a 6 horas, administrar analgesia e promover a 
ingestão de líquidos. 
 
 Na RAQUI, o doente encontra-se sentado. 
 É importante fazer cumprir a assepsia. 
 Monitorizar os sinais vitais. 
 
Principais complicações 
 Hipotensão – Os fármacos administrados bloqueiam o sistema simpático e faz com que 
ocorra uma quebra da tensão. 
 Cefaleias 
 Bloqueios altos – Movimentação na mesa operatória, administração excessiva. 
 
O cateter epidural é colocado na região lombar entre L2 e L4. 
Verificar se o local da punção está limpo e livre de lesões. 
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 23 
Medicamentos usados na anestesia 
 Bupivacaína – Anestesia raquidiana ou epidural 
 Levovacaína – Anestesia epidural 
 Ropivacaína – RAQUI, epidural e bloqueio dos membros 
Menor toxicidade cardíaca 
 
 Vantagens da anestesia epidural ou sequencial 
- Controlo da dor no pós-operatório 
- Menor incidência de complicações ao nível da hipotensão da parte respiratória 
 
 Complicações 
- Podem surgir cefaleias devido ao excesso de analgésico ou por acidentalmente a agulha ter 
perfurado a dura-máter. 
 
- Os doentes vão para a unidade de recuperação anestésica ou de cuidados pós -anestésicos 
onde é feito o recobro da cirurgia e da anestesia. 
- O objetivo dos cuidados pós-anestésicos é possuir uma vigilância no recobro do doente e 
permitir Após período Intra-operatório 
uma vigilância atempada de possíveis complicações. 
 
Pós-operatório 
Depois do doente ser intervencionado e regressar á enfermaria temos que confirmar o processo 
do doente (o que é que ele foi submetido, qual a duração, o tipo de anestesia a que foi 
submetido e se existiram complicações anestésicas e cirúrgicas, se ocorreram sangramentos 
previstos ou não, se foi transfundida, se foi recolhido material que teve que ser enviado para 
análise). 
 
UCI – Locais que permitem a visualização e monitorização com uma maior incidência e permite 
uma intervenção mais adequada. 
 Ter cuidado com as dosagens 
 Quando se retirar o cateter verificar se não existe nenhum sinal inflamatório na 
zona onde foi realizada a punção e fazer um penso compressivo usando sempre 
técnica asséptica 
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 24 
 Nas UCI os doentes possuem nas suas cabeceiras tudo o que é necessário para a 
intervenção. 
- Temos que confirmar no processo o que foi feito. 
- Temos que ter a unidade do doente pronta, isto é, temos que ter a cama de operado preparada, 
os dispositivos de aquecimento caso seja necessário, testar tudo o que seja dispositivos de 
monitorização, dispositivo de SatO2 funcionante. 
- Ao recebermos o doente temos que falar com o doente, informar que a cirurgia já decorreu e 
que correu bem. 
- Temos que efetuar uma avaliação céfalo-caudal (estado de consciência), avaliar a coloração da 
pele e mucosas, o estado respiratório (tipo de respiração, frequência, amplitude e assimetria), 
frequência cardíaca. 
- Verificar a Sonda nasogástrica (se está clampada, se está em drenagem ativa ou passiva e se 
existem indicações sobre a situação do doente). 
- Verificar os acessos venosos (importante saber o tipo de fluidoterapia que trás, o que está 
prescrito e ter atenção ao nível do balão) e controlar a sua permeabilidade, o ritmo de perfusão 
e se trás algum tipo de medicação. 
- Pensos. 
- Drenagem – Temos que saber o tipo de drenagem e a quantidade que foi drenada e se está 
funcionante, se tiver mais que 1 dreno é importante estabelecer uma ordem ou com números 
ou através de letras para saber quais são e onde se encontram localizados e identificar o 
conteúdo. 
- Se existir drenagem vesical, isto é, é importante verificar a drenagem urinária para verificar se 
existe algum comprometimento no que diz respeito ao débito urinário ou despistar alguma 
complicação. 
- O débito urinário indica-nos o volume sanguíneo circulante, quando não existe grande volume 
circulante o primeiro órgão a ser afetado é o rim. 
- Um compromisso da volémia deve ser tratada de forma atempada. 
- Valores da glicémia no período perioperatório não deve ser > a 180 mg/dl, mas deve manter-
se ≤ a 180 mg/dl. 
 
Medicação 
 Se um doente vier com dor, um DIB epidural ou endovenoso nós só temos que verificar 
se está a profundir e se está a ser eficaz, mas se trouxer medicação em SOS (Metamizol 
Magnésio – Nolotil ou Tramadol ou Metoclopramida), só temos que nos certificar que 
faz medicação para reverter o efeito dos relaxantes musculares e se faz medicação no 
bloco. 
 O posicionamento deve ser em decúbito lateral para não comprometer a função 
respiratória, mas ter atenção que muitas cirurgias não permitem este tipo de 
posicionamento. 
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 25 
Anestesia raquidiana – Administrada no espaço subaracnoideu 
Anestesia epidural – O bloqueio não é tão rápido 
 
Anestesia 
 Monitorizar os sinais vitais de hora a hora (durante as primeiras 4 horas), se existirem 
condições hemodinâmicas por parte do doente. 
 Quanto mais estável for o doente menor vai ser o controlo. 
 Quanto menos estável for o doente maior vai ser o controlo. 
 8 em 8 horas subsequentes e varia com o tempo. 
 Doentes com punção traumática maior vigilância. 
 Avaliar o retorno dos movimentos e a sensibilidade. 
 Vigiar o débito urinário – Em certos serviços existe protocolo de desalgaliação. 
 
 
Anestesia Epidural 
 Analgesia 
 Trás um cateter que é permeável e funcionante 
 Monitorizar a dor do doente 
 Cabeceira a 30° 
 Nas primeiras 4 horas, todos os doentes fazem oxigénio para otimizar a circulação 
 
 Complicações 
 Bloqueios altos – Podem originar bloqueios respiratórios 
 
 
 
 
Anestesia Geral possui mais riscos 
Vigiar o local da punção – Despistar sinais de infeção. 
Verificar se os acessos venosos se encontram permeáveis. 
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 26 
UCPA – Unidade de Cuidados Pós-Anestésicos 
 1 Enfermeiro para cade 2 doentes 
 Destinam-se ao despiste dos problemas pós-operatórios imediatos 
 O doente deve estar monitorizado no pós-operatório 
 
Saída da UCPA 
 Critérios de hemodinâmica 
 Ausência de náuseas e vómitos – Originam complicações 
 O doente deve estar com o débito urinário regularizado, ou seja, 5 ml por peso/hora 
 
UCI – Doentes da cirurgia programada 
 
Pós-Operatório 
Quando o doente vem (anestesia geral/raquidiana/epidural/sequencial) temos que vigiar: 
 Coloração da pele e mucosas 
 Monitorização dos sinais vitais 
 SatO2 
 Pensos 
 Drenagem 
 
 
 
 
 
 
 
 
 O objetivo é colocar o menor número de drenagens para o menor risco de infeção 
 Os drenos não devem ser movidos entre 24 a 48 horas. 
 Hemodrenos 
 
 
 
Deve vir em circuito fechado 
 Não existe desconexão 
entre o local onde é feita a 
drenagem e o local de conexão – Se 
existir desconexão deve-se usar a 
técnica asséptica e nunca tocar no 
líquido. 
 Quantidade 
 Permeabilidade 
Identificar as drenagens quando 
vem do bloco 
Tem que seguir o protocolo do 
serviço 
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 27 
Pensos 
 Vigiar 
 Verificar se o penso trás algum repasse (sangue vivo) 
 O repasse é verificado através de uma medição 
 No caso de o penso ficar muito repassado, pode existir uma deiscência da sutura, um 
vaso que esteja a sangrar, deve-se ter o doente monitorizado – Verificar se a perda 
sanguínea é grande, SatO2, frequência cardíaca, frequência respiratória e os valores da 
tensão arterial. 
 
 Avaliar a coloração da pele e mucosas 
 Verificar os valores das análises 
 O doente a seguir á cirurgia tem que ter acesso canalizado e permeável. 
 
Sinais Vitais 
 Frequência Respiratória 
 Frequência Cardíaca 
 Tensão Arterial Dor – Se a dor aumentou com o sangramento 
 Estado de Consciência – Doente confuso (falta de oxigenação) 
 
 Se retirarmos a compressa adjacente á sutura, que é aquela que está a suster o coágulo, 
esta deve ser reforçada e não retirada. 
 
Hipovolémia 
 Deve ser tratada 
 Deiscência da sutura 
 Doentes mais fragilizados 
 
 
Verificar se o doente suspendeu a medicação anticoagulante. 
Verificar se existem perdas sanguíneas pela drenagem. 
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 28 
Posição de recuperação 
 Decúbito dorsal 
 Cabeceira a 30° 
 RAQUI – Primeiras 4 horas, cabeceira a 0° 
 Náuseas e vómitos Decúbito dorsal 
Evita a aspiração do vómito 
 
Escala de Recuperação Anestésica – Aldrete e Kroulik 
 Atividade 
 Respiração 
 Circulação 
 Consciência 
 SatO2 
 
- Nos serviços onde é usada a escala UCPA, caso o doente apresente valor 0 (zero) não pode sair. 
- Oscilações de 50% ou mais – Pontua-se com 0 (zero). 
 
 
 Um doente com dor representa maiores complicações respiratórias – Não conseguem 
colocar ar nas partes inferiores dos pulmões. 
 Quanto maior as doses de anestésico, maiores as dificuldades de expansão torácica. 
 Quanto menor for a dor, maior vai ser a expansão torácica. 
 A temperatura é mais importante no pós-operatório imediato e tardio – Hipotermia 
 Se existir um processo infecioso a temperatura vai ser elevada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Conhecer os indicadores e monitorizar os indicadores que se encontram na escala. 
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 29 
Doente Hipotérmico 
Vasoconstrição 
Aumento da pressão arterial 
Hemorragia 
Aumento do fluxo sanguíneo 
 
De imediato não ocorre sangramento 
Quando existe re-aquecimento 
Vasodilatação 
Origina sangramento 
 No período perioperatório devem manter um valor tido como valor de referência, tudo 
o que saia dos valores normais vai provocar sangramento. 
 
PADSS – Pos Anesthesic Discharge Score System 
Usada nas unidades de ambulatório 
 
Pós-operatório 
Medicamentos usados no controlo dos vómitos (antieméticos) 
 Metoclopramida 
 Droperidol 
 Domperidona 
 
Riscos dos Corticoides 
 Diminuição da resposta inflamatória 
 Monitorizar a cicatriz e os drenos 
 Valores da glicémia – Potenciam o aumento dos valores da glicémia 
 
 
 
 
A primeira compressa só deve ser retirada na presença de um cirurgião. 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 30 
Abandonar a UCPA 
 Sinais vitais estáveis 
 Estado de consciência ao nível do pré-operatório 
 Ausência de vómito 
 Estado de hidratação 
 Nível de dor estabilizado e tolerável 
 
 
Queda da língua 
 Relaxantes musculares não terem sido eliminados pelo doente. 
- Neostigmina (Antídoto para reverter o relaxante muscular) 
- Atropina – Manter a via aérea permeável 
 
 Tubo nasofaríngeo ajuda a manter a permeabilidade da via. 
 
Sinais Vitais 
 Cianose 
 SatO2 – Os valores começam a baixar 
 Respiração ruidosa 
 
Anestesia Geral 
 Compromete todos os sistemas 
 Entubação endotraqueal – Principalmente em doentes respiratório – Asma e DPOC 
 Relaxantes musculares – Interferem no musculo liso como nos músculos respiratórios 
 Propofol – Depressor 
 Anestésico inalatório – Efeito relaxante nos músculos lisos e dos brônquios 
 Verificar se as veias aéreas estão permeáveis 
 Detetar e agir atempadamente 
 
 
 
Os tremores aumentam o consumo de O2 
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 31 
Principais candidatos 
Ocorre mais no bloco 
Broncoespasmo Frequentemente no bloco operatório 
 
Para resolver administrar: 
 Brometo de Ipratrópio 
 Corticoides – Hidrocortisona ou Metilprednisolona 
 Terapêutica adjuvante – Broncodilatadores 
 
 
 
Ingurgitamento jugular – Dificuldade respiratória 
 
SatO2 entre 94% e 98% - Se for < a 94% podemos administrar autonomamente oxigénio a 3l/min 
 
 Se um laringospasmo não reverter tem que se fazer uma laringoscopia e entubar. 
 
Atelectasia Pneumonia 
Cirurgia eletiva 
 
Doentes mais propensos a desenvolver atelectasias: 
 Hábitos tabágicos 
 DPOC 
 Cirurgia dos quadrantes superiores 
 Cirurgia torácica 
 
 Dispneia 
 Sibilos – Canal estreito 
mais ou menos intenso 
 Alteração da pele e das 
mucosas – Baixou a SatO2 
 Ansiedade “o doente 
refere ter falta de ar” 
 Traquiapneia 
 Dificuldade de manter a 
cabeceira a 30° 
Laringoespasmo – Fundo 
asmático ou alergia a qualquer 
medicamento. 
Espasmo da laringe Propofol 
Muitas vezes pode ser necessário 
administrar relaxante muscular 
para entubar 
Para reverter 
Salbutamol 
Sulfato de Magnésio 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 32 
 Doentes com fundo alérgico tem maior propensão de desenvolver um laringospasmo. 
 
Sintomatologia 
 Tosse seca ou produtiva 
 Sibilos 
 Dor – Quanto maior a dor maior a dificuldade de expansão torácica 
 Diminuição da SatO2 
 Manifestações de falta de ar 
 Dispneia 
 A partir do quarto ou quinto dia é necessário estar atenta á temperatura e ás variações 
 Infeção da sutura 
 Infeção urinária 
 
 
Ensinos 
 Ensinar a tossir 
 Hidratação – Manter o doente hidratado – Fluir as secreções e facilitar a sua expulsão – 
Idade > 65 anos – ASA 3 para cima 
 Respirar fundo 
 
Principais antibióticos: 
 Amoxicilina 
 Ácido Clavulânico 
 Cefazulina – Profilática 
 Vancomicina – Usada em alguma cirurgias 
 
 Os antibióticos variam consoante o tipo de cirurgia e a prevenção que se quer. 
 
 
 
 
 
 
 
 Numa cirurgia eletiva não se fazem operações com infeção, primeiro trata-se da 
infeção. 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 33 
Relacionada com a hipovolémia – Verificar se no registo 
existiram perdas sanguíneas significativas e se foi transfundido 
Hipertermia 
Patologia Cardíaca – AVC 
Patologia Subjacente 
É importante que os valores se mantenham nos seus níveis de referência. 
Grandes candidatos 
Broncodilatadores 
Antibiótico – Pós-Cirurgia 
 Deve-se mudar de posição frequentemente, ensinar a respirar, tossir e efetuar 
hidratação. 
 Qualquer pessoa que tenha infeção tem anorexia. 
 
Complicações 
 Hipotensão 
 
 
 Monitorizar a SatO2 – Tensão Arterial 
 
 
 Os produtos fitoterapêuticos interferem com o sangramento (Gingko Biloba, Equinácea, 
Ginseng, Suplementos de Alho) 
Hipertensão 
 
 
 
 Doente submetido a uma neurocirurgia apresenta valores de hipotensão diferentes. 
 
Disritmia 
 Associado á medicação 
 Perturbação do equilíbrio iónico 
 Ansiedade 
 Temperatura corporal 
 
Tromboflebites 
 Aumento da resistência periférica 
 Diabéticos 
 Insuficiência 
 AVC 
 Dislipidemia 
 Doentes Cardíacos 
Pode ser revertida com fluidoterapia 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 34 
Imobilidade – Mais tempo de cirurgia, mais tempo de 
permanência no leito 
Doença venosa dos membros inferiores 
Monitorizar o perímetro do Membro Inferior 
Importante marcar o perímetro onde foi feita a avaliação 
Cirurgia Cardíaca 
Neurocirurgia Protocolo de reaquecimento 
É importante que o doente mantenha a temperatura normal 
Cirurgia de grande exposição visceral 
Transplante 
Cirurgias 
 Ortopédica 
 Cardíaca 
 Vascular 
 
 
 Cirurgias major – 24 a 48 horas 
 Os doentes levantam-se ás 24 horas, quando apresentarem estabilidade 
termodinâmica. 
 
Sintomatologia 
 Dor 
 Edema 
 Rubor 
 
 
 Quando se faz dorsi-flexão forçada – O doente vai manifestar uma dor intensa – Tem 
que se administrar Heparina endovenosa. 
 Monitorizar os sinais vitais 
 Verificação do perímetro 
 Avaliar o perímetro domembro 
 
Hipotermia 
 
 
 
 
 
Cirurgia major 
 
 
 
Hipertermia 
Presença de processos inflamatórios: 
Vasoconstrição 
Quanto maior o risco de exposição, maior o tempo de hipotermia. 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 35 
Detetar o produto de destruição da musculatura 
 Atelectasias 
 Cirurgia eletiva - A partir do quinto ou sexto dia 
 
Hipertermia Maligna 
 Ocorrem mais frequentemente no bloco 
 Defeito recessivo do músculo esquelético 
 Importante perguntar se em anteriores cirurgias existiram complicações ou se teve 
familiares que foram operados e se tiveram complicações 
 
Para reverter a Hipertermia Maligna Dantroleno 
 Vigiar o débito urinário 
 Presença de mioglobina 
 Urina de cor escura e débito baixo 
Efetuar o balanço hidroeletrolítico 
 
 
CK 
Troponinas 
 
Se fizermos a colheita operatória, caso sejam relatadas complicações já coloca a anestesia em 
alerta 
 
Oligúria – Diminuição da quantidade de urina 
Anúria – Ausência de produção de urina 
Retenção urinária – pode ocorrer numa anestesia geral 
 
Aumento do débito urinário, está relacionado com a perda de fluídos ou de uma insuficiência 
renal pós-operatória 
No decorrer da cirurgia 
 
 
 
 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 36 
Consequência – Formação de gases 
Ausência da utilização do íleo 
Entubação Nasogástrica – Drenagem passiva ou ativa 
Débito urinário menor ao desejado 
 Apalpação do globo vesical 
 Quantidade de urina 
 Quantidade de líquido ingerido 
 
 Distensão muscular 
 Sangramento que passa oculto 
 
Quando são intervencionados podem surgir náuseas e vómitos: 
 Deiscência da sutura 
 Desequilíbrio hidroeletrolítico – Desidratação 
 
Íleo paralítico 
 
 
 
Pós-operatória 
Sub-anestesia geral 
 Pode iniciar após recuperar o reflexo da deglutição da água (dando pequenas 
quantidades com uma seringa ou uma colher de chá) 
 Aspiração funcional 
 Náuseas e vómitos 
 Doente estar acordado – Não pode existir efeitos adjacentes da cirurgia 
 O tipo de cirurgia – Ortopédica – 3/4 horas 
 Gastro 
 
Ver no processo o que foi ingerido e o que foi eliminado. 
 Não administrar nada sem existir refluxo da deglutição 
 Introdução da alimentação é feita de uma forma progressiva 
 Qual o medicamento utilizado para reverter a Hipertermia Maligna? 
 - Dantroleno 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 37 
Intervenções de Enfermagem 
 Vigiar o débito urinário e a coloração da urina 
 Vigiar a temperatura – Desencadeia-se no interior do bloco 
Se não for controlada é fatal para o doente 
 É importante que caso seja intervencionado novamente alertar o episódio de 
Hipertermia Maligna 
 
 
 
Cirurgia Laparoscópica – Minimamente evasiva 
 Nunca é feita com anestesia loco-regional, tem que se fazer uma anestesia geral 
 Os pensos são de menores dimensões 
 Com o mínimo de evasão e perda sanguínea conseguimos fazer uma cirurgia 
 
 Vantagens 
 Uma recuperação mais rápida (menor tempo de exposição, menor evasão e menor 
perda sanguínea ela vai recuperar mais rapidamente) 
 É usado um sistema de lentes onde são feitos pequenos orifícios no corpo do doente 
para se poder aceder ao local da cirurgia 
 
Cirurgia Robótica 
 São feitos pequenos orifícios no corpo do doente que permite ao cirurgião aceder ao 
local que se vai tratar, isto é, onde se vai fazer cirurgia curativa ou exploratória 
 Permite ao cirurgião realizar através de um robot os movimentos que realizaria numa 
cirurgia tradicional 
 
 
 
 
 
 
 Quais as intervenções específicas num doente com Hipertermia Maligna? 
 - Vigiar o débito urinário 
 - Presença de mioglobina 
 - Urina de cor escura e baixo débito urinário 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 38 
 Contraindicações 
 Tratamento craniano 
 Patologia neurológica que não permite pressão intracraniana 
 Possuem derivações ventrículo peritoneais 
 Doentes com hidrocefalia 
 Glaucoma 
 
Qualquer cirurgia laparoscópica pode ser transformada numa cirurgia preventiva 
 
Esterilização 
 Cirurgia Tradicional 
Os instrumentos são submetidos a uma esterilização em autoclave 
 Cirurgia Laparoscópica 
A esterilização é química 
 
Serve para diagnosticar lesões e para identificar o estadio de tumores abdominais, punção de 
corpos estranhos. 
 
 Contraindicações 
 Hipertensão contra-craniana 
 Antecedentes de pneumotórax 
 Choque – Se o doente entrar em choque é convertida numa cirurgia aberta 
 Derivações ventrículo peritoneais 
 Hipertensão portal 
 Obstrução intestinal 
 
 Vantagens da Laparoscopia 
 Menos agressiva para o doente 
 Menor tempo de hospitalização 
 Menos traumática 
 Menos dores no pós-operatório 
 Menor grau de hemorragia 
 Ausência de evisceração ou eventração 
 Alta ao final de 24 horas 
 Início da dieta ao final de 12 horas 
 Dieta pastosa ou mole 
 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 39 
As cirurgias laparoscópicas, precisam de ser em salas adaptadas e que tenham controlo 
imagiológico e é necessário existir treino por parte do cirurgião, do anestesista e dos 
enfermeiros. 
 
Pré-operatório 
 Temos que vigiar sempre a distensão abdominal e verificar se está a ser reabsorvido o 
CO2 
 Pneumoperitoneu com CO2 – Complicação do enfisema subcutâneo 
 Verificar o surgimento do enfisema subcutâneo 
 Sentar o doente permite uma melhor reabsorção do enfisema subcutâneo 
 Podem necessitar de analgésicos 
 
Complicações 
 Enfisema subcutâneo ocorre com alguma frequência 
 
Antieméticos Medicamentos usados para as náuseas e vómitos 
Metoclopramida Usado em conjunto com Tramadol 
 
 
Pneumotórax Dificuldade respiratória 
Vigiar a frequência 
Vigiar a saturação 
Vigiar a simetria 
Vigiar a expansão torácica 
 
 Verificar os sinais de punção para despiste de sinais inflamatórios. 
 Os pensos cirúrgicos permanecem durante 48 horas e depois podem ser retirados e o 
doente efetuar a sua higiene com água e sabão. 
 
Pontos de sutura 
 Fios mais finos e por vezes são reabsorvidos 
 Dermabound – Pessoas jovens e que possuem uma boa cicatrização 
Os drenos por vezes são retirados ao final de 24 ou 48 horas 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 40 
 
 Hemodrenos são retirados ao final de 24 horas. 
 Avisar o doente que pode retomar a sua atividade, mas se tiverem alguma 
complicação ou se não se sentirem bem devem procurar o médico. 
 Alertar o doente da data da consulta de follow-up (para retirar os pontos. 
 
Complicações relacionadas com a ferida 
Deiscência das suturas operatórias, fatores precipitantes: 
 Retirar os pontos antes do tempo previsto (antes de os bordos da ferida estarem unidos) 
 Mobilizações do doente que exigem maior esforço que aquele que é desejado 
 É importante controlar a dor e a tosse (caso desde o início ele faça os exercícios 
respiratórios ajuda na deiscência da sutura) 
 Obesidade (o processo de cicatrização é feito desde que o tecido esteja bem irrigado) 
 Diabéticos (dificuldade acrescida no processo de cicatrização) 
 
Quando existe doença sistémica, é importante verificar se interfere ou não com a deiscência da 
sutura. 
Hemorragia grande da sutura dificulta o processo de cicatrização e provoca uma deiscência. 
Cirurgias com pontos interrompidos – Grandes cirurgias 
 
Suturas intradérmicas – não são visíveis os pontos 
 
Quando se vai retirar os pontos é verificar que tipo de pontos temos. 
 
Cirurgias Ortopédicas 
 Deixa uma cicatriz linear 
 É aconselhável administrar alguma analgesia 
 É importante verificar as característicasda sutura 
Na cirurgia torácica usa-se fios de aço 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 41 
 
Evisceração 
 Não ocorre a todo o momento, ocorre em doentes graves 
 Se existir evisceração no pós-operatório 
 Verificar se o doente possui acessos venosos canalizados 
 Implica a perda de eletrólitos 
 O2 
 Colocar as vísceras com uma solução isotónica (soro fisiológico) 
 O doente deve ser colocado em semi-fowler 
 
Cicatriz queloide - Não existe muita coisa que possa ser feita 
 
Logo que se dá o processo de cicatrização deve-se efetuar massagem na zona da cicatriz 
 
Choque hipovolémico – É mais comum nos serviços de cirurgia 
Hora de ouro - Hora subsequente ao traumatismo 
 As intervenções do Enfermeiro vão ser fundamentais, pois podem ou não salvar a vida 
do doente ou até provocar ou não sequelas. 
Choque – Resulta de uma perda sanguínea significante (volume sanguíneo circulante), resulta 
da falência de alguns órgãos 
 Resulta de uma falha do volume circulante ou de uma incorreta distribuição 
 Quando existe uma perda significativa de sangue maior a 500 ml, é importante ter uma 
reserva em stock. 
 Todas as situações de choque resultam de uma deficiente perfusão celular 
 Se o oxigénio não chega ás células vão entrar em sofrimento por não existir oxigenação 
suficiente e resulta na formação de compostos 
 Se os drenos têm vácuo 
 Aos 3/4 drenos é conveniente mudar 
 Se o dreno estiver obstruído por um coágulo, a tubuladura pode estar quincada, isto 
é, a tubuladura pode estar dobrada (¼ da capacidade) 
 Também pode ocorrer que a parte do tubo não esteja dentro da zona operatória 
(sutura) 
 É importante ter cuidado nas mobilizações, pois pode ocorrer um puxão e o dreno 
ter-se deslocado 
 Não existe vácuo no dreno 
 Poderá existir uma entrada de ar no dreno 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 42 
Pós ou pré-operatório 
Hipertermia 
Aumento do calibre sanguíneo 
Hipotermia – Agrava mais o sofrimento celular 
 
Fases de choque 
1ª Fase – Doentes assintomáticos 
 É importante vigiar bem os doentes 
 Leve agitação e palidez 
 Sensação de morte evidente – Entram de imediato em coma 
 Quando os sinais se alteram 
 
Choque hipovolémico 
 O que o nosso organismo faz é deslocar o sangue que se encontra nos órgãos não vitais 
para os órgãos que são vitais 
 O rim faz parte do sistema tampão – reabsorve a água e tem um papel importante na 
acidose 
 O pulmão faz parte do sistema tampão – deteta o nível de acidez sanguínea, fazendo 
com que a pessoa respire mais rapidamente (taquipneia) de forma a eliminar o CO2 do 
sangue 
 
Acidose – Provocada pela falta de oxigenação 
Hipotermia 
Rim – Baixo débito urinário 
Os doentes em choque ficam ansiosos inicialmente 
Se o rim não está a profundir 
 A hipotermia agrava o sofrimento celular 
 
pH num doente normal pH neutro 
 
Choque séptico 
 
 
 
Manter o doente normotérmico e deve ter um pH superior a 7.2 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 43 
 Sofrimento e morte celular 
 
Queimadura – Queimadura de fluídos por evaporação 
 
 
Classificação 
Choque hipovolémico 
 Doentes que fazem anastomose dos vasos 
 Aneurisma da Aorta 
Grau I – Até 750 ml 
Grau II – 750 ml a 1500 ml 
Grau III – 1500 ml a 2000 ml 
Grau IV – > a 2000 ml 
 
Grau I – É uma perda importante 
Grau II – O nosso organismo está a autocompensar-se, isto é, está a compensar as perdas 
Grau III – Está a perder a compensação 
 Hipotermia – Mais frequente nos traumatizados e no pós-operatório imediato 
Grau IV – Apresenta alterações respiratórias e perdem a compensação 
 
 
 Monitorizar e manter a pressão arterial entre os 80 e os 100 mmHg 
 Saber onde se encontra o local da cirurgia 
 Manter a permeabilidade da via aérea 
 Manter a oxigenação e as trocas gasosas, identificar e diagnosticar os focos de 
energia 
 Controlo da hemorragia 
Choque hipovolémico Absoluto 
Choque hipovolémico Relativo 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 44 
Hipotermia – Ocorre nos doentes 
traumatizados 
Acidose 
Tríade da morte (Ocorre entre o 
grau III e o grau IV) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Hipotermia – Temos que manter os doentes normotérmico, isto é, a temperatura superior a 
36°C 
 
Acidose 
 pH > 7.2 
 Permeabilidade da via aérea 
 O2 suplementar 
 SatO2 > 90% 
 
 Os processos mais evasivos e quando o utente está mais adormecido 
 No controlo da hemorragia, é importante colocar o doente no bloco para abolir a 
hemorragia 
 
Hemoglobina - 7 ou 9 g/dl – Deve ser mantido este valor (não existe lesão) 
Choque hemorrágico – Cada 1 ml perdido tem que se por 3 ml de cristaloides 
 
Choque hipovolémico Serviços de cirurgia 
 
 
 
 
Coagulopatia 
O nosso organismo vai fazer com que o sangue que se encontra nos órgãos que não são 
considerados vitais, se desloque para os órgãos que são considerados vitais. 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 45 
O calibre dos vasos vai-se alterar, sendo muito grande e 
não existe pressão para que o sangue seja profundido 
Choque anafilático Edema 
Rush cutâneo 
Ansioso 
Dificuldade respiratória 
Sensação de morte iminente 
- Volume dos vasos aumentando 
- PA diminuída 
- Aumento da temperatura 
Rutura e saída de sangue para o coração 
Choque cardiogénico Temos que poupar o coração 
 EAM (Enfarte Agudo do Miocárdio) 
 Os doentes que vão ao bloco fazer cateterismo 
 Falência do coração 
 Falta de suprimento cardíaco ou tecido cardíaco 
 
Choque distributivo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Choque séptico – Diminuição da temperatura 
Choque cardio compressivo – Saída para o mediastino e compressão cardíaca 
Choque obstrutivo Embolia pulmonar 
Choque obstrutivo Derrame do pericárdio 
 
 
EAM – Enfarte Agudo do Miocárdio 
 Colocar o doente em Semi-fowler 
 Monitorizar 
 Saturação periférica 
 Acessos venosos 
 Chamar médico – Reverter a dor 
 
Arritmias – Ver o traçado 
 
Exposição a um alergénio 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 46 
Avaliar e registar – Alterações 
vigiadas e comunicadas ao médico 
Choque anafilático 
 Administrar adrenalina intravenosa ou intramuscular 
Vai reverter a vasodilatação fazendo com que ocorra constrição dos 
vasos impedindo a produção de estamina 
 
Corticoides 
Clemastina – Controla os efeitos resultantes da produção de estamina 
 
 
 Administrar O2 
 Monitorizar o doente 
 
Fluidoterapia Se for exagerada pode ser prejudicial 
 Hemodiluição Potencializar a falta dos potencializados de coagulação 
 
 
Sistema Músculo-esquelético 
 Fraturas 
 Artroplastia – Joelho e Anca 
 Cirurgia Ortopédica 
 
 Deve-se avaliar o preenchimento capilar para saber a perfusão. 
 
- Coloração do membro 
- Temperatura 
- Sensibilidade 
- Preenchimento capilar 
 
 A dor não pode ser negligenciada em qualquer situação. 
Fratura exposta – Elevado risco de lesão vascular ou dos nervos. 
 
Intervenções de Enfermagem 
Elevar o membro para promover o retorno venoso e colocar gelo para diminuir a dor e o 
edema. 
 
Classificação das fraturas 
 Segundo a causa 
 Segundo a lesão das partes moles 
 Segundo o traço de fratura 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 47 
Fraturas Patológicas 
FRATURAS Traumáticas 
 
Fraturas traumáticas – Provocadas por um trauma 
 
Fratura fadiga ou stress – Desportistas (fratura dos metatarsos – osso não possui proteção) 
Fratura Patológica – Os doentes possuem um processo patológico associado, isto é, neoplasia. 
 
 
Lesão das partes moles 
 Simples 
 Abertas ou expostas – Possui uma comunicação Complicadas – Lesão dos nervos, podendo ser abertas ou fechadas e podem ser 
expostas 
 
Fratura Incompleta 
 Fratura do osso em toda a sua extensão 
 Ocorre nas crianças, mas também por vezes ocorre nos adultos 
Fratura Completa 
 Fratura do osso em vários locais criando algumas estírolas 
 Levam metade do tempo a ser consolidadas 
Fratura Cominutiva 
 Fratura do osso em vários locais 
 Elevada atenção, pois, pode provocar lesões nos tecidos moles. 
 
 
 
 
Deve-se avaliar de hora a hora nas primeiras horas 
Quanto mais perto da articulação maiores os riscos 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 48 
Varia de pessoa para pessoa e do tipo de fratura 
Quando o osso fratura existe derrame sanguíneo e ajuda na cicatrização 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fratura do Colo do Fémur 
Vai aparecer em rotação externa e encurtado, dor e edema mais ou menos acentuado e algumas 
vezes apresenta equimoses. Equimoses e edema na região trocantérica. A dor intensifica-se com 
a mobilização. 
 
Crepitação – Fricção 
 
Consolidação 
 
 
 
Organização do hematoma - Ocorrem leucócitos na zona de inflamação 
Osteoblastos - Vão surgir para a renovação do osso formando assim um osso jovem 
Cálcio e Fósforo – Essenciais para a regeneração óssea 
 
 
Exame de eleição das fraturas é o raio-x 
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 49 
Presença de sangue na urina 
Remodelação 
Se o doente for sujeito a intervenção onde são colocados parafusos e placas vão auxiliar na 
consolidação. 
 
Imediato 
 Avaliar os sinais vitais 
 Despiste de sinais de choque 
 Despiste de lesões associadas 
 Pesquisar possíveis hemorragias 
 
Membro fraturado 
 Observar a coloração – alteração (verificar o pulso radial) 
 Temperatura 
 Sensibilidade 
 
Hemorragia a outros níveis 
 Traumatismo Torácico 
- Coloração da pele e mucosas (indicador de trocas gasosas e das perdas sanguíneas) 
- Dificuldade respiratória (frequência, amplitude e expansão) 
 Fratura da Pélvis 
- Dependendo do grau – diástase da sínfise púbica, podendo existir lesões das vísceras maciças 
(fígado, baço, intestino, rim) 
- Vigiar coloração da pele e mucosas, hematomas nas grandes fraturas, é importante dar 
importância ao perímetro abdominal 
- Dor, temperatura, SatO2, verificar o pulso e a tensão arterial, estado de consciência e o débito 
urinária (verificar as características da urina, isto é, despistar sinais de hematúria) 
 
Síndrome de Cullen e Turner 
Conservador – Fraturas alinhadas e colocação de gesso, por vezes não é necessário ser 
intervencionado. 
 
 
 
 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 50 
Mobilização provisória – Fraturas do Colo do Fémur 
Fratura diafisária 
Devem ser operadas o mais precocemente 
O membro inferior deverá ficar 
em posição de brown 
Sensibilidade nos gémeos com 
dorsi-flexão do pé 
Tratamento de fraturas 
Tração – Força que é aplicada ao osso. Para que uma tração seja eficaz ela tem que ser contínua. 
Tração cutânea – Da responsabilidade do Enfermeiro. 
 
 
 
 
 
Cuidados - Habitualmente têm um peso que tem que estar em linha reta e não pode tocar em 
nenhum sítio. 
 
 O doente pode estar posicionado em decúbito lateral ou dorsal, mas não toleram 
posicionamento para o lado da lesão. 
 
 
Tração esquelética – Não deve exceder 10% do peso total do doente. Aplicado ao osso através 
de um fio de kirschner aplicado num estribo. 
 
 
Fraturas diafisárias do Fémur ou da Tíbia 
 
 
 
 
 
Anestésico local – Lidocaína 
Fáscia - Tecido conjuntivo que não distende 
Metamizol Magnésio – Nolotil 
 
 
 
 
Coloca-se uma tala que é envolvida numa 
ligadura até à coxa na ponta encontram-se uns 
fios que vão ser presos num peso que irá pender 
em linha reta e que não poderá tocar em lado 
nenhum. 
Até às 24 horas a 
seguir ao trauma 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 51 
Síndrome Compartimental 
 Poderá levar á amputação 
 Leva ao aumento da pressão fazendo com que ocorra necrose tecidular 
 Nas fraturas os doentes apresentam dores intensas 
 
Tração esquelética = cutânea 
Temos ainda que avaliar sinais inflamatórios no local de inserção do fio (se existirem sinais 
inflamatórios, desinfetar com álcool a 70%, se persistir avisar o ortopedista para prescrever o 
antibiótico). 
 
Cefazulina – Os doentes fazem antibiótico de prevenção 
 
 
Fratura presente 
 Aplicação de gelo 
 Otimizar tração 
 Elevar o membro 
 
Tração esquelética - Não se pode posicionar 
 
 Uma tração para ser eficaz deve ser continua. 
 O ideal é utilizar as arrastadeiras que fazem uma menor alteração do alinhamento. 
 
 
 
 
Intervenções de Enfermagem 
 Perfusão tecidular comprometida 
Vigiar sinais de compromisso neurocirculatório: 
 Pain (Dor) 
 Parestesia 
 Paralisia 
 Pulso ausente 
 Palidez 
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 52 
Risco da rigidez 
Massagem promove o conforto e promove a circulação, pode efetuar contrações isométricas no 
membro afetado (caso o ortopedista autoriza, instruir o doente a mobilizar as articulações não 
afetadas) 
 
 
Cirurgia Ortopédica 
 Artrodese 
 Artroplastia – Articulações 
 Artroscopia – Cirurgia laparoscópica 
 Osteotomia – Extração de uma parte do osso. Antes faz-se uma osteotomia 
 Sinovectomia 
 Ligamentoplastia 
 Osteosíntese 
 RAFI – Redução Aberta Fixação Interna (Frequente nos jovens) 
 Fixação externa 
 
Cuidados no Pré-operatório 
 Gerais 
 Vigiar a tala 
 Vigiar as extremidades 
 Colocar gelo 
 Extremidade elevada 
 Ter sempre o membro bem apoiado 
 
Dreno Hemodreno Verificar quantidade e características 
 
Fio de Kirschner – Após o raio-x e verificar que a fratura está consolidada retiram-se os fios~ 
Fixador Externo – Tração esquelética 
 
 
As trações são todas provisórias, antes do doente ir para o bloco 
Trações dos fixadores externos é definitiva 
Vantagem – Usado nos grandes traumas 
Vantagem – Usado para fazer alongamento ósseo 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 53 
 
Permite fixar fraturas expostas, membros edemaciados com perda de substância. 
Imobiliza a zona afetada 
 
Fasciotomia – Forma de preservar o membro e cicatriza por segunda intenção 
 
 Em algumas situações é pedido tricotomia 
 O membro inferior vem mobilizado com uma ligadura que permite a imobilização do 
joelho antes de fazer a tala mecânica que permite a flexão e distensão do joelho 
 
Ligadura Robert Johnson 
 Vigiar dreno 
 Vigiar as extremidades 
 Aplicar gelo no joelho 
 
Redução – Colocação dos topos ósseos no seu alinhamento ósseo 
Fixação – Fixadores ósseos externos 
 
Fixação 
 Gesso ou Delta Cast – Mergulhado em água quente 
Assegurar: a limpeza da pele e se está integra (se possuir feridas, macerações – onde se encontra 
marca-se para fazer uma janela) 
- Assegurar que se encontra numa superfície dura bem posicionada e o membro elevado 
- Deve ser colocado com a palma das mãos 
- Verificar a funcionalidade do gesso – é preciso avisar o doente que o gesso tem que ficar 
apertado de maneira a imobilizar o membro 
- Ter atenção á secagem e á funcionalidade 
- Deve ser branco intenso, brilhante e ressonante ao toque 
- A pele é protegida com Ortoban – ligadura de algodão 
- Pode demorar 24 a 48 horas a secar 
Vigiar os locais de inserção e as extremidades 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 54 
- Avisar o doente que não pode molhar o gesso, que não pode introduzir nada no meio do gesso 
- Se tiver prurido intendo ou deitar cheiro intenso o doente tem que se dirigir ao hospital 
 
 DeltaCast 
- Gesso que seca mais rapidamente 
- Maior risco de zonas de compressão 
- Colocado por um ortopedista 
- Cuidados iguais ao gesso tradicional 
 
 As ligaduras são feitas do distal para o proximal 
 O gesso tradicional, se o doente estiver numa enfermaria não deve ser coberto 
 Gesso apertado pode originar complicações de vasos e nervos 
 
Contrações isométricas – Contrair o músculo sem mexer 
Só pode ser feito com autorização do médico 
 
 Avaliação neurocirculatória é obrigatória. 
 Ter em atenção de alertar os doentes para não colocarem anéis 
 
Antes de avisar o médico 
 Avaliar o estado neurocirculatório das extremidades 
 Verificar se a dor cede á analgesia 
 Vigiar o estado da pele 
 Avaliação dos sinais vitais: - SatO2 
Avaliaçao dos sinais vitais: - Frequência respiratória 
 
 
 
 
 Se existir alguma complicação verificar a temperatura, pois uma infeção do osso é 
difícil de tratar. 
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 55 
Ortotraumatologia 
 Traumatologia das articulações 
 Tecidos moles 
 
Rotura muscular – Lesão traumática que origina uma solução de continuidade da massa 
muscular. 
 
 Estabiliza as ligações 
Rotura de ligamentos – Secção de um ligamento provocado por um traumatismo de energia 
superior á que provoca uma entorse. 
 
 
Rotura tendinosa – Contração súbita do tendão 
Lesão no tendão de Aquiles – Local de inserção do calcâneo 
 
Contusão – Devido a um trauma que origina micro hemorragias. 
 
Colocar gelo – Vai contribuir fazendo com que o edema diminua, devido á vasoconstrição, 
diminua a hemorragia e o gelo vai fazer com que ocorra o alívio da dor. 
 
 
Rotura dá uma dor forte, originando um edema e uma equimose. 
 Não se deve colocar coisas duras na zona do tendão, para evitar lesão do tendão de 
Aquiles e uma úlcera por pressão. 
 Um aspeto importante é elevar um membro/articulação traumatizado, estamos a 
promover o retorno venoso. 
As dores nas fraturas são muitas intensas e variam consoante o tipo de fratura. 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 56 
 
 
 
 
 O gelo não deve ser colocado diretamente em contacto com a pele e deve somente ser 
colocado por períodos de 30 minutos e mudar o posicionamento a cada 2 horas. 
 Numa fratura pélvica existe uma perda sanguínea de 500 ml 
 No caso das quedas com idosos (fratura do colo do fémur), é importante saber como é 
que a pessoa caiu, se está consciente, se lembra como é que aconteceu. Saber se a é 
independente ou tem dependentes a cargo. 
 Uma pessoa que possui um traumatismo craniano, as manifestações não são imediatas. 
 
 
Estado nutricional 
Se existirem alterações grandes a propensão para o desenvolvimento de complicações. 
 
Temos que registar o estado da pele: - Úlcera varicosa 
Temos que registar o estado da pele: - Indicar a localização da lesão 
 
Abertura do gesso – Gypsiotomia 
 
 Os doentes levantam-se ás 24 horas no máximo 48 horas de cirurgia com autorização 
do médico 
 Não existe alteração hemodinâmica 
 Se está colaborante 
 Levante deve ser progressivo 
 Assegurar-se da prescrição – É obrigatório saber se pode fazer carga ou não no membro 
operado 
Administração de analgésicos 
- Diclofenac 
 Saber se tem patologias 
 Se faz anticoagulantes 
 Que tipo de medicação faz 
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 57 
Deambulação precoce 
 Menor tromboembolismo superficial e profundo 
 Recuperação mais rápida 
 
Tala mecânica – Movimento passivo contínuo 
 
 A flexão é progressiva e de acordo com a tolerância do doente 
 Obrigatório fazer anti-inflamatório 
 
 
Subcapitais – Comprometem a irrigação do fémur 
 
Complicações das fraturas 
 Tempo de consolidação da fratura 
 Características individuais das próprias pessoas 
 
 O tempo de consolidação numa criança é menos que num adulto 
 
 Num adulto a formação do calo é de 6 semanas, e numa união de topo a topo é de 3 
meses 
 
 Se o osso estiver muito afastado é mais difícil de fazer a consolidação 
 
 No final da cirurgia é feito um raio-x para verificar se os ossos estão alinhados e se não 
ocorre nenhuma diástase 
Contractura isquémica de Volckmann 
- Presença dos 5 P’s 
 - Dor 
 - Parestesia 
 - Paralisia 
 - Pulso ausente 
 - Palidez 
 
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 58 
Locais – Perda sanguínea 
Sistémica – Hemorragia - Choque 
Fatores que condicionam a consolidação 
 Idade (Quanto mais jovem for mais rapidamente é feita a consolidação) 
 Tipo de fratura 
 Zona da fratura (as fraturas diafisárias são de mais fácil consolidação, as fraturas 
adjacentes são de mais difícil consolidação) 
 Estado nutricional 
Redução da imobilização 
 
Complicações 
 Surgem associadas a uma lesão 
 Lesão vascular 
 
 
 
 
 
 
Lesão dos nervos – Compromete a mobilidade do membro fraturado 
 
Inerentes á fratura 
 Atraso de consolidação 
 Pseudartrose 
 Consolidação viciosa 
 Necrose vascular 
 Embolia aguda 
 Infeção (Osteomielite, Tétano, Gangrena gasosa) 
 
Consolidação viciosa – Consolidação em que o osso consolida, mas sem alinhamento. 
Necrose vascular – Invalida a zona, isto é, o osso fica morto 
Fratura da cabeça do colo do fémur 
 
Síndrome Compartimental – O doente sente dor que não cede á analgesia 
Se ocorrer uma coleção de sangue numa das zonas por rotura de um vaso 
 
As artérias são mais facilmente detetáveis 
Adjacentes ao foco da fratura 
Não são facilmente detetáveis, podendo 
originar uma fratura compartimental 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 59 
Compressão 
 Veias 
 Nervos 
 Artérias 
 
 
 
Fratura da sínfise púbica – Síndrome Compartimental Abdominal 
 
Intervenções de Enfermagem 
 Eliminar gesso ou ligaduras apertadas 
 Elevar o membro afetado – Quando ocorre compromisso arterial não se pode elevar o 
membro Se o membro estiver pálido, este deve ficar na posição em que está 
 Administrar analgésicos 
 Informar o médico 
 Preparar o material para a fasciotomia 
 
 Fratura da extremidade distal do Úmero 
 
Infeção (Osteomielite) 
 Sinais e Sintomas 
 Dor 
 Aumento da temperatura 
 Poderá ocorrer a presença de exsudado, se ocorrer contato com o exterior 
 
 
 
 
 Situações que podem original o Síndrome Compartimental: 
 Fraturas cominutivas expostas 
 Membros engessados 
 Fratura da extremidade do ombro 
O membro só é elevado para reduzir o edema. 
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 60 
Tríade de Virchow 
Trombose Venosa Profunda 
 Sintomatologia 
 Aumento do diâmetro 
 Dor 
 Alteração da coloração do membro (edemaciado e rosado) 
 
 
Causas 
 Hipocoaguabilidade 
 Estase venosa 
 Lesão da parede do vaso 
 
Intervenções de Enfermagem 
 Heparina de baixo peso molecular 
 Meias anti-embólicas 
 Levante precoce 
 Exercícios ativos e passivos 
 Elevação dos membros inferiores 
 
Pseudartrose – Feito numa cirurgia 
Consolidação viciosa pelo afastamento dos topos ósseos por fratura diafisária 
 
Fraturas da coluna 
 O grande problema das fraturas da coluna é a lesão medular 
 
 
 
 mais frequentes na coluna vertebral e lombar 
 
 
 
Nervos que se situam na cervical 
Frénico – Compromete a mobilidade do diafragma 
 
Compromisso nervoso 
 Parestesia 
Sem lesão 
medular 
Com lesão 
medular 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 61 
Com lesão – Neurocirurgia 
Sem lesão - Ortopedia 
 
Luxação – As vertebras perdem a sua congruência entre as superfícies articulares 
 
 
 
Quando não ocorre compromisso ArtrodeseCirurgia na região cervical 
 Vigiar a zona onde foi realizada a cirurgia 
 Verificar se existe recuperação na deglutição 
 Vigiar a permeabilidade da via aérea 
 Decúbito lateral, cabeceira a 30° 
 Tem que vir com a região cervical imobilizada com apoios laterais 1 
Fraturas 
Compressão 
Vai ser comprimida e 
fraturada em vários sítios 
- Quedas de andaimes 
Estiramento 
Ocorrem nos 
movimentos de rotação, 
quando ocorre 
movimentação da 
esquerda para a direita e 
da direita para a 
esquerda 
- Mergulho – Fratura da 
cervical 
Rotação 
Movimento de 
hiperflexão e híper-
rotação 
- Embates laterais 
Estabilizar a coluna e raízes que 
saiam pelos buracos 
intervertebrais 
Fixação da articulação 
 1 Quando se realizar o levante, este ocorre normalmente ao final de 24 horas e 
precisam de colocar um colar cervical. 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 62 
Não levantar pesos 
Evitar flexão da 
coluna 
Hérnias discais – Rutura do anel fibroso de um disco intervertebral acompanhado de 
exteriorização (total ou parcial) do núcleo pulposo através dessa abertura. 2 
 
Sinais e Sintomas 
 Cervical 
 Limitação da mobilidade 
 
Tratamento conservador – Analgésicos e anti-inflamatórios 
Tratamento cirúrgico – Extrai-se o núcleo pulposo e coloca-se uma prótese na zona do núcleo. 
 
Intervenções de Enfermagem – Tratamento conservador 
 Repouso 
 Mobilização correta 
 Programa de fisioterapia3 
 Terapêutica4 
 Uso de órtoses5 
3 Deve ser cumprido de acordo com o que o ortopedista estipula 
4 Anti-Inflamatórios 
5 Uso de coletes e colares 
 
Tratamento cirúrgico 
Intervenções de Enfermagem 
 Indicações 
- Fraqueza motora progressiva 
- Distúrbio visceral/intestinal 
- Dor radicular incapacitante persistente após pelo menos 4 semanas de tratamento 
- Dor incapacitante decorrente do tratamento conservador 
- Discectomia 
- Implantes hidrófilos 
- Laminectomia 
 2 Saída do disco do espaço intervertebral, provocando a compressão do núcleo 
pulposo. 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 63 
 
Lombar – A coxa não deve ser estendida a mais de 90° 
 
 Pode-se colocar um colete para se poder manter a coluna alinhada. 
Lombar - 0° 
Cervical - 30° - 45° 
 
 Não permanecer sentado por longos períodos para não fazer pressão na lombar. 
 
Ortopedia – Artoplastias 
Artrodese – Fixação cirúrgica de uma articulação 
Osteotomia – Secção cirúrgica de uma zona de osso de forma a promover o alinhamento 
RAFI – Redução Aberta Fixação Interna 
 
 
 
 
Fixação Interna – Usa-se uma placa interna com pregos ou parafusos para fazer uma 
osteossíntese 
 
Queimaduras – Os cuidados são os mesmos do choque hipovolémico Pensos Ferida 
 
- Recuperação rápida 
- Permite visualizar o membro 
- Permite visualizar caso ocorra infeção no local de inserção 
 
Os doentes devem ser imobilizados em bloco 
É uma cirurgia que é feita ao osso, 
onde colocamos o alinhamento 
dos topos ósseos - Redução 
 - Não se coloca solução iodada na zona de fixação 
 - Coloca-se álcool a 70° 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 64 
Cabeça do Úmero que articula com a 
omoplata 
 Acrómio clavicular e glenoumeral 
 O fixador é uma tração esquelética 
Artroplastia – Reparação cirúrgica de uma articulação, substituição das superfícies articulares 
por implantes. 
 
 
Ligamentoplastia – Reparação dos ligamentos 
 
Cuidados da Cirurgia Ortopédica 
 Os doentes levantam-se ás 24 horas1 
 Drenos retirados entre as 24 e as 48 horas 
1 – Para prevenir o tromboembolismo 
 
 
Membro superior – Flexão 
Membro inferior – Extensão 
 
 Ao descer as escadas é usado primeiro o membro intervencionado por não exercer carga 
 
Artroplastia 
 Anca 
 Joelho 
 Ombro 
 
 
 
Se ocorrer grande destruição dos vasos (veias e artérias) ocorre a amputação 
Saber se o doente pode fazer carga no membro intervencionado 
 Qual o posicionamento que pode ser efetuado em extensão? 
- Joelho 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 65 
Proeminências ósseas que surgem 
nas superfícies articulares e com a 
fricção vão desgastar as 
articulações 
Bicos de papagaio 
O osso começa a ficar rugoso 
Ocorre muito na zona da anca, joelho e costas 
Anestesia sequencial 
Epidural 
RAQUI 
 
 As articulações devido ao decorrer da idade ficam desgastadas 
 
 
Osteofitos 
 
 
 
 
 
 Nas situações mais graves os osteófitos soltam-se e vão alojar-se nas articulações 
provocando uma dor intensa. 
Artroplastia 
Coxartrose – Artrose da anca 
Gonaetrose – Artrose do joelho 
 
 Quanto maior o grau de atrofia muscular, maior a dificuldade de recuperação 
 Se não for efetuada anestesia sequenciada e for efetuada anestesia geral o doente terá 
mais dores. 
 
 
Anestesia geral – Terapêutica em SOS 
Artrose idiopática – Não possui sintomatologia associada 
 
Artrose da anca 
 Deformidade em flexão Superior á lordose lombar 
Por vezes não é preceptiva 
 Deformidade em adução Aparente encurtamento do membro 
Fratura do colo do Fémur 
 Deformidade de rotação externa 
 
 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 66 
Sinais e sintomas 
- Dor 
- Deformidade articular 
- Redução dos movimentos Limitação da mobilidade 
- Ruídos articulares Crepitação 
- Claudicação 
 
Tratamento conservador 
 Evitar esforços físicos 
 Usar auxiliares de marcha (lado oposto) 
 Reduzir o peso Doentes obesos 
 Exercício físico (natação) 
 Administração de anti-inflamatórios e analgésicos 
Aumenta a sintomatologia 
 
Tratamento cirúrgico – O ideal é que seja programado 
 Prótese do joelho 
 Prótese da anca 
 
Articulação artificial 
 Total – Cabeça do Fémur e acetábulo 
 Parcial 
Artroplastia Total – Substituição da articulação coxofemoral por materiais artificiais 
 
Tipos de Próteses 
 Híbrido 
1 componente cimentado – Fémur 
1 componente não cimentado - Acetábulo 
 Cimentado 
2 componente cimentados 
 Não Cimentado 
2 componentes não cimentados 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 67 
 
Polimetilmetacrilato – Cimento colocado na prótese 
 
Objetivo 
 Suprimir a dor ao máximo 
 Reestabelecer a forma e a biodinâmica da articulação 
 Devolver a estabilidade e a mobilidade 
 
 No caso das próteses, os doentes são internados antes 
 
Pré-operatório 
 Realizar o acolhimento ao serviço 
 Disponibilizar folhetos informativos Tem que ter informação sobre o tipo de 
posicionamento 
 Identificar o doente com pulseira de identificação 
 Informar sobre o sistema de visitas e de guarda-valores 
 
Efetuar avaliação inicial 
 Identificar o grau de conhecimento do doente face ao procedimento 
 Fatores de risco, necessidades afetadas 
 Cuidados específicos a observar 
 
Cuidados Específicos 
 Ficar em decúbito dorsal, ficando os membros inferiores em abdução (anca) 
 Evitar a rotação externa ou interna forçada 
 Não fazer carga no membro intervencionado 
Caso não exista ordem Levante é feito ás 24 horas 
 Não fletir a anca por mais de 90° 
 Fazer o despiste do compromisso neurocirculatório 
 Podemos fazer ensino da tosse dependendo do doente 
 
 
 
 
 
Somente em alguns contextos 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 68 
Diminuir o edema 
Diminuir a inflamação 
Cuidados Pré-operatórios 
 Colheita de dados 
 Cuidados gerais 
 Cuidados específicos 
 Prevenção de infeção (terapêutica) 
 Ensino de exercícios respiratórios e dos membros 
 Posicionamentos 
 Prevenção do tromboembolismo (meias e terapêutica) 
 Cabeceira a 30°Cuidados Pós-operatórios 
 Monitorizar os sinais vitais 
 Decúbito dorsal com triângulo em abdução 
 Elevar o calcâneo do membro operado 
 Aplicação de gelo 
 
 Vigilância do penso e dreno 
 Despiste do compromisso neurocirculatório1 
 Levante 24 a 48 horas sem carga no membro operado 
 Mobilização de todas as articulações 
1 Temperatura 
 Cor 
 Sensibilidade 
 Mobilidade 
 Preenchimento 
 
Triângulo de abdução 
 
 
 
 
 
 
Heparina de Baixo Peso Molecular 
Serve para o doente manter a posição e o doente não fazer 
abdução 
 Manter a anca em abdução 2 dias 
 Previne a luxação 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 69 
Principais complicações 
 Infeção 
 Tromboembolismo pulmonar 
 Luxação 
 
Planeamento da alta 
 Exercícios de abdução e adução até à linha média 
 Flexão do joelho e coxa sempre inferior a 90° 
 Elevar a perna operada em extensão 
 Deitar-se de bruços por períodos de 30 min/dia 
 Não se sentar em cadeiras baixas 
 Fazer bicicleta adaptada 
 Deambulação sempre com canadianas 
 Cumprir a terapêutica estipulada 
 Cuidados com a alimentação 
 Não podem carregar pesos 
 Alergias 
 Condições da casa Disposição dos móveis, retirar os tapetes 
 Se alguém a pode apoiar 
 Saber as pessoas que tem a carga 
 O tipo de calçado usado 
 
 Colocar dispositivos para altear a sanita, pois não podem fazer flexão a mais de 90° 
 
 
 
 
 
 Nas cirurgias programadas todas as infeções têm que estar tratadas 
 Aconselhar o doente a visitar o dentista para tratar das cáries 
 O doente deve fazer todos os ensinos á nossa frente 
 Só quando o ensino é feito autonomamente é que podem ir para casa 
 Não podem fazer carga com o membro em flexão 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 70 
Fica mais arqueado 
Na zona do joelho ocorre fricção, 
ocorre artrose da anca causando 
dor 
Proibido 
 Apanhar objetos do chão 
 Sentar em cadeiras baixas 
 Carregar pesos 
 Conduzir o automóvel 
 Andar sem canadianas ou bengala 
 Deitar sobre o lado operado 
 
6 a 12 meses de Pós-operatório 
 Anca praticamente indolor 
 Melhoria na amplitude de movimentos 
 Retomar a atividade 
 
 
Deve 
 Repousar 
 Dormir com almofada entre os membros inferiores 
 Usar sanita alta 
 Cumprir o programa de fisioterapia 
 Continuar a fazer exercícios que aumentem a força muscular 
 
Artroplastia total do joelho 
20 Geno Valgo 
75 Varo 
 
 
 Deve-se colocar a almofada entre os joelhos para manter o alinhamento da 
articulação coxofemoral e evitar a luxação 
Retomar atividades pesadas 
O objetivo da cirurgia é melhorar a sua qualidade de vida 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 71 
Artrodese 
 Fixação da articulação do joelho e o doente fica com o 
membro em extensão 
Pós-operatório 
 Monitorizar os sinais vitais 
 Membro operado elevado em almofadas até às 48 horas 
Não fletir o joelho 
 Aplicação da tala mecânica e verificar a amplitude o ângulo na zona do joelho 
 Despiste do compromisso neurocirculatório 
 Levante com articulação em extensão e carga parcial 
24 a 48 horas após a intervenção 
 Iniciar a extensão passiva do joelho 
 Monitorizar a dor caso tenha dor administrar analgesia 
 
 
Artroplastia total do joelho 
É necessário vigiar antes e durante o penso se tem repasse, é preciso vigiar a dor, pois o doente 
não aguenta o exercício da tala mecânica. 
 Complicações 
Falência da prótese 
 
 
Infeção Amputação 
 
Planeamento da alta 
 Cumprir o programa de reabilitação 
 Virar-se devagar – passo a passo, isto é, virar devagar, sem rodar as articulações, ou seja, 
se existir rotação poderá provocar luxação 
 O membro operado nunca faz carga em flexão 
 Usar sempre auxiliares e marcha – Canadianas 
 Sentar-se na cadeira sempre com o membro operado em extensão 
 Não permitir o apoio do calcâneo, vai permitir a prevenção do surgimento de úlceras 
por pressão 
Fazer o ensino da toma do antibiótico e verificar se eles tomam a antibioterapia 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 72 
As amputações feitas no pós-trauma são feitas devido á inviabilidade. 
 
Exercícios no planeamento 
 Flexão e extensão do joelho – 5 vezes numa cadeira 
 A abdução e a adução – Não pode ser acima da linha média da anca 
 No carro a rotação é feita em bloco, isto é, deve ser tudo mobilizado ao mesmo tempo 
 
Tricotomia Cirurgia craniana 
Tricotomia Cirurgia ortopédica 
 
Osteotomia – Quando é feita a remoção de uma secção do osso. 
 
 O maior risco de embolismo encontra-se mais relacionado com cirurgias ortopédicas 
 
Rimar – Limar o osso para colocação da prótese 
 
Por doenças vasculares 
 Diabetes 
 Vascular 
 Neoplasias 
 
 
 
 
 
 É obrigatório perceber se o doente percebeu bem o ensino efetuado através de 
exemplificação 
 A colocação do cimento é uma fase crucial na sua colocação, pois o cimento seca 
rapidamente, é nesta fase da cirurgia que pode ocorrer uma alteração hemodinâmica do 
doente. 
Inviabilidade da perfusão do membro 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 73 
Queimaduras 
Congelamento 
Acidentes 
Doentes vasculares 
Doentes diabéticos 
Etiologia 
 Doença vascular 
 Neoplasias 
 Traumatismos 
 
 Infeções 
 
 
 
 
 
Níveis de amputação – Membro inferior 
 Hemipelvectomia 
 Amputação do quadril – Grande trocânter 
 Acima do joelho 
 Abaixo do joelho – 3 níveis 
 Syme – Metatarsos 
 Ray – 2 dedos 
 
Reimplante 
A inviabilidade encontra-se relacionada com o doente (hábitos tabágicos – aumenta o lúmen do 
vaso e a elasticidade do vaso – Resistência do vaso) 
 
 
 
 
 
 
 
 
Osteomielite – Provoca a dor – 
Caso ocorra 
contacto com o exterior, 
maior probabilidade de 
ocorrer infeção 
Gangrena – Devido á falta de 
irrigação sanguínea 
 A amputação é uma situação traumática, pois vai mexer muito com a auto-imagem 
do doente 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 74 
Níveis de amputação – Membro superior 
 Amputação total 
 Amputação acima do cotovelo – 2 níveis 
 Amputação abaixo do cotovelo – 3 níveis 
 
 
 
 
Causas da amputação 
 Acidentes de viação 
 Acidentes de trabalho 
 
Pré-operatório 
 Rotinas gerais 
 Exercícios ativos para fortalecer a musculatura do tronco, membros e abdómen 
 Amputação dos Membros Inferiores – É necessário fortalecer os Membros Superiores, 
pois vão precisar deles para se poderem mobilizar e condicionam a adaptação ás 
próteses 
 Contacto com o material de reabilitação 
 Alertar para a possibilidade de dor no membro fantasma – É sentida pelo doente, é 
necessário fazer analgesia e efetuar acompanhamento psicológico 
 
Pós-operatório 
 Relação de ajuda – Escuta ativa, pois passam por todas as fases de luto 
 Cuidados gerais 
 Prevenir a hemorragia e o edema 
 Prevenir a dor – Administrar terapêutica 
 Dor no membro fantasma 
Desarticulação do punho 
Proximal 
Distal 
 Quanto mais cedo for efetuada a manutenção do implante, maior o seu sucesso 
 Em situações de trauma as primeiras horas são cruciais 
 Ao nível do coto vigiar as complicações da hemorragia, isto é, verificar as 
características do penso 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 75 
Tudo vai condicionar a colocação da prótese 
Ligadura do coto 
 Evitar hemorragia1 e edema 
 Moldar o coto – Forma cónica2 
 Dá firmeza aos tecidos3 
 Facilita o retorno venoso 
 Alivia a dor 
 Protege o coto 
 
1 Compromete a circulação do membro 
 
 No caso de doentes amputados, no pós-operatório imediato eleva-se a cama para evitar 
o surgimento de contraturas em flexãoTraumatismo/Diabéticos/Vascular 
Elevar a cama Almofada 
Contraindicado 
 
 
 Lavar com água e sabão neutro 
 Manter o coto hidratado 
 Secar bem 
 Nutrição 
 Posicionamento 
 
 
 
 2 A ligadura deve moldar bem o coto para permitir uma boa adaptação da prótese 
 3 O doente deve efetuar exercícios físicos e evitar a nível dos Membros Inferiores e 
dos Membros Superiores contraturas, pois os músculos fletores são muito fortes 
 Efetuar ligaduras circulares, só se pode efetuar ligaduras cónicas – distais de 
 sutura sem saliência 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 76 
Funcionalidade do coto 
 Moldado 
 Indolor 
 Firme 
 Com força muscular 
 Comprimento adequado 
 Cicatriz sem aderência 
 
 
Ensinos ao doente 
 Repousar em decúbito ventral 
 Manter adução colocando almofada na face externa 
 Manter o coto na vertical 
 Permanecer sentado por curtos períodos 
 Manter o coto em extensão 
 Trendelenburg se possível 
 
Levante do doente amputado - O trapézio é importante para auxiliar o levante da cama. 
 
Reimplante 
Para reimplantar é necessário: 
 Que não existam lesões graves ao nível da musculatura e ossos – Lesões por 
esmagamento 
 Que o membro a reimplantar chegue ao hospital em boas condições 
 
 
 Higiene 
 Massagem 
 Mobilizações ativas 
 Ligadura bem feita 
 A massagem só deve ser iniciada depois da cicatrização bem sucedida. 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 77 
 
Intervenções de Enfermagem 
 Monitorizar/vigiar – Estado geral do doente 
 Vigiar coloração da pele e mucosas 
 Estado neurocirculatório – Compromisso alertar o médico 
 Estado do penso – Nunca levantar o penso 
 Monitorizar atentamente a função renal devido á rabdomiólise 
 Monitorizar os valores analíticos, pois estão constantemente a fazer análises 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 O membro deve ser limpo com soro 
 Colocado no frio 
 O membro não deve ser colocado em contacto direto com o gelo, sendo colocado 
numa manga. O gelo é colocado á volta do membro 
 Estabilizar o osso através dos fixadores externos 
 Reparação dos tendões 
 Anastomose arterial 
 Nervos 
 Veias 
 Cutâneo Pode variar a ordem 
 Avaliar o compromisso neurocirculatório nas primeiras 48 horas de hora a hora 
 Inspecionar cor e temperatura do membro (extremidade demasiado edemaciado 
ou cianótico compromisso arterial) 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 78 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 79 
Turno de 8 horas – 500 ml 
Abordagem ao utente cirúrgico urológico 
 Muito associado ao sexo masculino 
 
Dador de coração parado Paragem cardiorrespiratória e presencial 
Verificar se está disponível para dador 
 
Sépsis 
 
 
 
 
Fatores para uma boa função renal 
 Boa hidratação 
 
Músculo Psoas – Muito facilmente inflamado 
Glândulas supra-renais – Controlam a resposta renal e a tensão arterial 
 
O débito urinário normal varia entre 0.5 e 1.0 ml/kg 
 
 A enervação é feita pelo sistema nervoso autónomo proveniente do tronco 
parassimpático. 
Nervo Vago – Funciona no sistema parassimpático, entra no choque. 
Creatinina – É um produto da degradação da fosfoscreatinina. 
Ureia – Forma-se no rim. 
Pedra no rim – Junção uretropélvica. Cruzamento do ureter sobre os vasos do ilíaco. 
Peritoneu – Envolve a parte do abdómen. 
Mantem-se as compressões e entra para a lista de transplantes 
Parte da infeção do órgão e entra em circulação 
Resposta disfuncional 
Do ponto de vista renal, é uma condição mortal 
Atividade física ≠ Exercício físico 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 80 
Cateter suprapúbico – Localizado entre a zona abdominal e o umbigo. O cateter suprapúbico é 
colocado para efetuar a drenagem da urina, quando não é possível colocar a algália. 
Próstata – Equilibra o pH da uretra para criar equilíbrio á passagem dos espermatozoides. 
 
Cuidados Gerais 
 Idade 
 Alergia 
 Uso de fármacos e outras substâncias 
 História clínica 
 Passado cultural e religioso 
 Nível de conhecimento relativamente á cirurgia que irá ser submetido 
 
A cólica renal alivia quando o doente está posicionado na posição fetal. 
 
 
Os doentes precisam de estar em jejum devido 
 
 
 
 
Abordagem anestésica 
 Pode ser necessário entubar o doente, e se ocorrer o vomito pode existir risco de 
aspiração do vómito 
 Relaxamento muscular 
 
PSA Antigénio Prostático Específico 
 Relacionado com a patologia prostática 
 
 
 
 Confirmar o jejum do doente 
 Confirmar a identificação do utente, processo clínico e a marcação do local cirúrgico 
 Sólidos – 6 a 8 horas 
 Dieta líquida sem resíduos 
– 2 horas 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 81 
Patologia mais comum 
Maioria das células são benignas 
Causado pelo envelhecimento 
Vão relaxar a musculatura e 
permitir a saída e urina 
 Devolver parte da micção 
 Corrigir o tamanho da 
próstata 
Patologias mais comuns 
 
Hiperplasia Benigna da Próstata 
 
 
 
 
Biópsia por fusão – Dá-nos indicação do tamanho da próstata e do tamanho da neoplasia 
 
 Um doente com Hiperplasia Benigna da Próstata vai ser difícil de algaliar. 
 Tem que se colocar um cateter suprapúbico 
 
 Bloqueadores alfa-1 adrenérgico (Tansulosina) 
 Inibidores da 5-Ar 
 
Disúria – Sensação de dor ou ardor ao urinar 
RTU-P – Ressecção transuretral da próstata 
 
 
 
Ejaculação retrógrada – Não existe saída de conteúdo, ficando nos canais da bexiga 
 
 
 
 
 
 
Dificulta a passagem da urina 
Aumentar a ingestão de líquidos para diminuir a disúria 
Substituir a medicação anticoagulante pela medicação de substituição 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 82 
Frequentemente assintomático 
Invade o sistema linfático, o sistema vascular, zona abdominal 
 
 Despistar sinais de hipernatremia 
 Vigiar a drenagem urinária 
 Palpação do globo vesical 
 Importante que o doente não fique obstipado 
 Podem existir sinais de hematúria nas 2 primeiras semanas, mas se persistir avisar que 
terá que se deslocar a uma urgência 
 Incentivar á ingestão de água 
Lavagem vesical Importante estar prescrita pelo médico 
Feito na zona vesical como na zona da próstata para retirar coágulos que possam existir 
 
 A lavagem contínua já vem prescrita do bloco 
 A lavagem tem que ser feita até a urina sair límpida 
 
 
Neoplasia da Próstata 
 
 
Diagnóstico 
 Toque retal 
 PSA – Antigénio Específico Prostático 
 
Prostectomia radical Cirurgia muito sangrantiva 
Cirurgia muito invasiva 
 
 
 
 
 
 
 
 Pontos de infeção da algália, são os pontos de conexão. É importante desinfetar a 
conexão com álcool a 70% e nunca tocar nas conexões. 
Zona periférica da glândula 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 83 
Braquiterapia 
Colocação de uma sonda no reto que tem um ecodoppler que permite a visualização da próstata, 
introduzindo na zona perineal umas sementes radioativas. 
 
Tipos de choque 
 Anafilático 
 Hipovolémico 
 Sistémico 
 Cardiogénico 
 Séptico 
 Distributivo 
 
 O choque mais comum é o choque hipovolémico, devido a ter sido submetido a uma 
cirurgia. 
 Doente torácico, começa a drenar, a ter alucinações = Choque 
 Quando existirem alterações da consciência incentivar á ingestão de líquidos. 
 Prender o saco da algália Trocar o saco em 2 ou 3 dias 
 Alertar a pessoa que poderá ficar com incontinência. 
 Elevar os membros inferiores para avaliar a pressão na próstata.Se for retirado o cateter vesical, é importante saber quando é que o utente urinou 
pela primeira vez e verificar as características da urina. 
 Quantidade, coloração e cheiro 
Toda a cirurgia tem risco de cirurgia. 
 Cirurgia que os doentes podem sair em lavagem contínua? 
 - RTU-P 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 84 
 São usados balões de 300 ml. 
 
Ressecção Transuretral da Próstata 
RTU-P Para a patologia da próstata 
Hiperplasia Benigna da Próstata – HBP 
 
Síndrome que acontece nas cirurgias quando é injetado muito soro. Sinais: 
 Perda de consciência 
 Desorientação 
 Controlo do débito urinário 1 ml/h 
 
Prostatectomia radical 
Hemorragia 
Choque hipovolémico 
 
 
 
Braquiterapia 
Consiste no implante percutâneo transperineal, eco-guiado de sementes radioativas de iodo 
para o tratamento da neoplasia da próstata localizado de baixa agressividade e de pequenas 
dimensões. 
 
Risco 
 Cirurgia de ambulatório 
 Não possui risco de hemorragia 
 
 
 
 
Complicação decorrente da 
cirurgia 
 Vigiar a obstrução da drenagem, podendo esta ser evidenciada por saída de coágulos, 
edema na região intervencionada, presença de globo vesical ou quadro doloroso. 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 85 
Cuidados de Enfermagem 
 No internamento 
o Vigiar os sinais vitais 
o Vigiar as alterações no estado e consciência 
o Gerir a analgesia 
o Vigiar a integridade cutânea 
o Vigiar o débito urinário 
o Não nos devemos aproximar da região pélvica e abdominal a menos que 
necessário 
Bloqueio do aracnoideu ou RAQUI Bloqueio da cintura para baixo 
 
Ensinos 
 Nas próximas 8 semanas deve urinar para um filtro (de café por exemplo), e se cair 
alguma semente deve ser guardada num tubo de chumbo, que é fornecido pelo hospital 
 Deve utilizar a descarga 2 vezes após a micção 
 Não se deve manter o contacto a menos de 2 metros de grávidas e crianças 
 Deve ser evitado o contacto prolongado com outras pessoas 
 Nas relações sexuais deve-se usar preservativo 
 Ao fim de 8 semanas, já não existe risco de as sementes migrarem para a bexiga 
 Ao final de 1 ano, já quase não existe efeito terapêutico, mas a radiação mantém-se por 
mais de 10 anos 
 
 Sementes de alta taxa Têm que ser retiradas 
 Sementes de baixa taxa Podem permanecer 
 
Retenção urinária Quadro de impossibilidade de saída de urina e acumula-se na bexiga 
 
 
 
 
 
 
 Grande sintoma para um doente que possui patologia da próstata. 
 - Vontade de urinar 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 86 
 
Cateter suprapúbico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Prevenir uma reação vagal e o espasmo da bexiga 
- Técnica asséptica 
 
Pós-colocação do cateter suprapúbico 
 Vigilância do conteúdo drenado 
 Vigilância do local de inserção do cateter 
 Despiste da hemorragia Procedimento evasivo 
 Realização do penso 
 
Neoplasia da bexiga 
 Mais comum nos homens 
 Não evasivo afeta o revestimento interno da parede da bexiga, estando circunscrito 
á mucosa e sub-mucosa da bexiga 
 
Apresentação 
 Hematúria Primeiro sinal e único na maioria dos casos 
 Pode ser indolor e intermitente, fazendo com que muitos utentes ignorem a hematúria 
 Sintomas de infeção urinária: frequência, urgência e disúria 
 Cistite 
 Mal-estar e perda de peso 
 Anemia 
 Febre de origem desconhecida 
 Apresentação tardia, dor no flanco ou lombar ou edema no membro inferior 
 Massa suprapúbica, que geralmente indica que a neoplasia está em um estado avançado 
Introdução de um cateter na região suprapúbica, que atravessa a 
parede abdominal até ao interior da bexiga. A sua colocação é um 
ato médico, feito sob anestesia local onde é utilizada técnica 
asséptica. 
Enfermeiro Vigilância pré- e pós-
colocação do cateter, apoio do médico 
durante o procedimento e vigiar o 
débito urinário do saco (300 ml ou 500 
ml) 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 87 
Ureia 
Creatinina 
Fatores de risco 
 Excesso de cafeína 
 Tabagismo 
 Excesso de sódio 
 Má alimentação 
 
Exames Complementares de Diagnóstico 
 Amostra da urina para citologia para detetar a presença de células anormais 
 Amostra de urina de jato médio para cultura para a sensibilidade 
 Hemograma completo (para anemia) 
 Bioquímica completo (para função renal) 
 Testes de função hepática 
 Cistoscopia 
 Biópsia e exame histológico 
 TAC (Tomografia Axial Computorizada) 
 R M (Ressonância Magnética) 
 Ecografia pélvica 
 Cintigrafia óssea 
 Toque do reto nos homens e da vagina nas mulheres 
 
Tratamento da Neoplasia Vesical 
 Determinado pelo tipo, estadio e grau da neoplasia, sendo que 83% dos casos requerem 
alguma intervenção cirúrgica. 
 
RTU-V Não é um processo muito evasivo 
Ressecção Transuretral Vesical 
 
 
 Vigiar lavagem vesical se presente A lavagem vesical é feita para retirar coágulos 
que possam existir e só deve ser suspensa quando a urina sair límpida. 
 Capacidade vesical pode estar reduzida (60 a 80 ml) 
 
 
Tudo o que seja coisas a sair do doente é para vigiar 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 88 
e húmido) 
Ensinar o doente a inserir um 
cateter para drenar o conteúdo. 
Continente Bolsa de Kock 
Continente Bolsa ileocecal 
Bolsa de Kock 
Bolsa de ileocecal 
Características: 
 Quantidade 
 Coloração 
 Odor 
Patologias que se retira a bexiga, tem que se fazer um desvio: 
 Incontinente 
 Urostomia Mais frequente 
 Estoma com saco Cuidados ao estoma (Pele integra, coloração vermelha 
 
 Desvio urinário continente Menos frequente. O doente tem que ter um saco 
 
 
 
 Construção da neobexiga Feita com intestino, somente são submetidos doentes 
em que a neoplasia é de baixo risco 
 
Coagulopatia Já não existe coagulação do sangue 
 
Não obstrução Fazer balanço entre o que entra e o que sai 
 
Objetivo da lavagem Limpar e retirar coágulos 
 Retirar os sedimentos 
 
Tipos de derivações 
 Drenagem incontinente Urostomia 
 Drenagem continente 
 
 Construção da neobexiga Feita com intestino, doentes submetidos com baixo risco 
de neoplasia 
 
Doentes de urologia 
 Vigiar o debito urinário 
 Sempre que se retira a algália, deve-se vigiar a primeira micção 
 
 
 Gerência da terapêutica na analgesia 
 Verificar se o intestino está funcionante 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 89 
Centerolac 
Morfina 
Levante mais cedo 
Início da alimentação 
Cirurgia robótica Menos evasiva 
Recuperação mais rápida 
 
Cistectomia 
Cirurgia robótica – Pós-robótica 
 Menor perda hemática 
 Nem sempre se coloca SNG 
 Não tem cateter epidural para controlo da dor 
 Quando se recebe o doente é importante verificar se o intestino está limpo 
 
Anestesia loco-regional Grande risco de hemorragia naquela zona 
 
 
 
 
 
 
Pós-operatório 
 Pode realizar levante no final do dia se a cirurgia for de manhã (consultar protocolo do 
serviço) 
 Colocar supositório nas manhãs até retorno do trânsito intestinal, melhora o regresso 
da motilidade (consultar prescrições) 
 Iniciar dieta assim que existia motilidade intestinal 
 Dieta pastosa 
 Gerir soroterapia e reposição de fluídos 
 Vigiar sinais de choque hipovolémico 
 Remoção de stents 10 a 14 dias após o procedimento 
 Realização de neobexiga e colocação de cateter vesical, remoção do mesmo ao fim de 
14 a 21 dias 
 Internamentos mais curtosMenos evasão de tecidos 
 Informar que na urina pode ter algum corrimento, pode ser linfático, pois os canais 
linfáticos não estão completamente selados 
 Pode ser retirado o dreno antes da alta e pode ficar com saco coletor até que a incisão 
cicatrize 
 O penso tem que ser feito diariamente 
 
Centerolac Anti-inflamatório 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 90 
Cuidados ao estoma 
 Verificar se a bolsa de Urostomia permite uma visualização clara do estoma 
 Deve existir um sistema de válvulas para evitar o refluxo sobre o estoma 
 Verificar a coloração do estoma (cor vermelho vivo) e deve manter-se húmido 
 Vigiar de 2 em 2 horas por 24 horas e de 4 em 4 horas por 48 a 72 horas Sinais de 
prolapso ou separação da pele peristomal do estoma 
 Edema reduz entre 6 a 8 semanas Verificar novamente o estoma 
 
Domicílios 
 Stents inseridos no estoma para proteger a anastomose entre o ureter e o intestino são 
retirados ao fim de 7 a 12 dias (risco de caírem na ansa) 
 Verificar sinais e sintomas e infeção urinária (complicações de drenagem insuficiente) 
 Pode realizar o seu dia a dia com o mesmo vestuário 
 Vigiar o débito urinário 
 
Mudança de saco de estoma urinário 
 Deve ser trocado 3 dias após a cirurgia 
 O esvaziamento frequente da urina, evita a saída de urina para a incisão 
 Os sacos de Urostomia podem ser trocados a cada 2/3 dias, mas deve ser esvaziado 
diariamente 
 
Mudar o saco de urostomia 
 Retirar suavemente para evitar traumatismo na pele circundante 
 Lavar suavemente a pela com água e sabão e secar 
 Garantir que tem um saco novo para aplicar de forma correta 
 Colocar proteção cutânea (Secura®) 
 Monitorizar a urina e registar 
 
Controle do odor 
 Odores nocivos falta de higiene, urina alcalina, urina concentrada devido á falta de 
ingestão suficiente de líquidos e ingestão de certos tipos de alimentos como ovos 
 Desodorizantes colocados na bolsa 
 Bolsas devem ser retiradas e lavadas com água morna e sabão e depois embebidos em 
vinagre branco diluído durante 20 a 30 minutos ou produto desodorizante comercial 
 A presença de muco, pode continuar indefinidamente, pois tem origem no segmento do 
intestino usado como bolsa. A diminuição da produção pode ser devido á sua passagem 
para o peritoneu (causando peritonite) 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 91 
Sinais 
 Diminuição do débito urinário, febre, distensão abdominal e dor podem ser indicadores 
de peritonite Contatar de imediato o cirurgião 
 
Patologia do rim 
 Litíase urinária Formação de cálculos minerais urinários (urolitíase) que mais 
frequentemente ocorrem no rim (nefrolitíase) Sal 
 
Exame Preferencial 
 TAC (Tomografia Axial Computorizada) 
 Análises Clínicas Ureia 
 Urocultura Colhida ao nível do bloco 
 
Dor tipo cólica renal Episódio agudo 
Super hipertenso 
Taquicárdico 
Todo suado 
Todo dobrado 
 
 Dores tipo cólica renal 
 Cálculo alojado no bacinete, dor provocada pela hidronefrose (edema no rim), dor 
constante ao nível do flanco 
 Cálculo no ureter dor aguda intermitente 
 Poe ocorrer náuseas, vómitos e febre 
 Pode ocorrer hematúria 
 Cálculos menores a 5 mm podem ser eliminados espontaneamente 
 Ingestão de líquidos de forma a provocar um debito urinário superior a 2000 ml/dia 
 Gerir analgesia Paracetamol, Metamizol, Tramadol 
 Anti-inflamatório Diclofenac 
 Relaxante muscular Tansulosina 
 Alimentação equilibrada em sal e cálcio 
 
 
 
 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 92 
Litotrícia 
 Cirurgia através de um cistoscópio onde é introduzido uma sonda (litotritor pneumático, 
leiser ou ultrassónico) que através de ondas de choque desfaz o cálculo. 
 Pode ser colocado um cateter duplo J para reduzir a cólica pós-intervenção que é 
retirado a partir da primeira ou segunda semana. 
 Avulsão, laceração e estenose lateral além da septicémia. 
 Complicações menores são conduzidas mais facilmente como a perfuração. 
 
Cuidados de Enfermagem 
Sinais de despiste 
 Avulsão, laceração e estenose uretral 
 Septicémia 
 Perfuração uretral 
 Falso trajeto 
 Lesão da mucosa 
 Hemorragia 
 Sinais e sintomas de infeção sistémica 
 Dor intensa na região dos flancos pós-intervenção (pode significar rutura dos ureteres) 
 
Sinais de Sépsis 
 Hipotensão 
 Taquicardia 
 Febre 
 Possível estado confusional 
 
Sinais de Peritonite 
 Distensão abdominal 
 Dor abdominal 
 Febre 
 
 Coar a urina ou urinar para uma arrastadeira para despiste de cálculos 
 Gerir analgesia 
 Incentivar a ingestão de líquidos, pelo menos 2.5 litros/dia (se a condição do doente 
permitir) 
 
 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 93 
Acesso renal percutâneo Patologia da Litíase 
Realizado para intervenções de diagnóstico e de terapêutica 
 
Nefrolitotomia 
Tratamento da drenagem de um rim obstruído pela impossibilidade de colocação de um cateter 
duplo J, tratamento de nefrolitíase complexa, obstrução da junção uretropélvica. 
 
Cuidados de Enfermagem Nefrostomia 
 Gerir analgesia 
 Gerir antibioterapia 
 Avaliar sinais vitais 
 Despistar infeção sistémica 
 Manter hidratação adequada 
 Avaliar o conteúdo drenado Características da urina, a sua quantidade, despistar 
para a presença de hematúria, coágulos e cálculos 
 Avaliar queixas e infeção urinária Disúria, urgência e frequência 
 Cateter vesical presente, avaliar conteúdo drenado 
 Vigiar hematúria que pode estar presente, mas se persistir ou agravar contatar o 
cirurgião 
 Despistar sinais de pneumotórax 
 
Preparativos para a Alta 
 Ensinos relativos á troca de saco de nefrostomia 
 Avaliar o grau de alteração de autoimagem 
 Esclarecimento/encaminhamento para a rede de apoio domiciliário 
 Sinais e sintomas que o devem fazer dirigir-se á urgência 
 
Mudar o saco 
 Esvaziamento frequente, ou pode permanecer conectado ao saco coletor 
 O saco deve ser trocado a cada 3 dias 
 Usar técnica asséptica Retirar suavemente para evitar traumatismos da pele 
 
 
 Nunca se deve realizar lavagens pelo cateter de nefrostomia, por ter uma capacidade 
reduzida (20 – 30 ml) e com a lavagem vai lesionar 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 94 
 A lavagem é sempre feita pelo cirurgião. 
 
Nefrostomia Usado para drenagem do rim 
Quando ocorre obstrução do ureter por um cálculo renal 
 
Litíase renal Formação de cálculos renais 
Litotrícia Cirurgia evasiva 
Através de um litotritor para destruir o cálculo renal 
 
Complicações – Nefrostomia Colocação de um cateter diretamente no rim 
 Hemorragia 
 
Hematúria Se aumentar é sinal de hemorragia 
 
 
 
 
 
 
Neoplasia da bexiga 
 Cistectomia 
 Total Radical 
 Parcial Cirurgia RTU-V abordagem por cistoscópio através da uretra 
 
 O balanço é feito através do que entra e o que sai 
 As lavagens são interrompidas quando a urina sair límpida 
 
 
 
 
 O que temos de vigiar num doente com nefrostomia. 
 - Débito urinário (Quantidade, coloração, cheiro) 
Despistar sinal de choque 
Alteração da consciência, 
sudorese, taquicardia, 
alteração da respiração e 
sinal tardio de hipotensão. 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 95 
Parcial 
Total 
3 tipos de derivações 
Continente Não tem saco tem que se caracterizar por ele próprio. Bolsa de Kock e Bolsa 
ileocecal 
Incontinente Tem um estoma com saco e é necessário ter cuidados ao estoma (pele íntegra, 
coloração vermelha e com aspeto húmido), vigiar de 2 em 2 horas nas primeiras 24 horas, ter 
em atenção á auto-imagem. UreterostomiaNeobexiga Construção da bexiga em pacientes em que a neoplasia é de baixo risco, é efetuada 
com intestino. 
 
Insuficiência renal Não se pode fazer reforço hídrico 
 
Nefrectomia 
 
Rim poliquístico Vão surgindo vários quistos, fazendo com que ocorra a perda da sua função 
 
Formação de quistos 
 Neoplasia renal 
 Hemorragia renal 
 Rim poliquístico 
 Cálculo renal 
 
Vantagens da cirurgia laparoscópica 
 Menos hemorragia 
 Menos tempo 
 Recuperação mais rápida 
 
 
Cuidados de Enfermagem – Pré-operatório 
 Devem parar e fumar 
 Avaliação inicial da função renal (colheita de urina tipo II e urina 24 horas) 
 Realizar ensinos para o pós-operatório 
 Exercícios de respiração e para a tosse 
 Presença do cateter urinário 
 Possível presença do dreno Integridade do dreno, quantidade drenada, características 
do conteúdo drenado 
 Possível presença de cateter epidural para analgesia controlada pelo doente 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 96 
 Exercício das pernas para prevenir a trombose venosa profunda 
 Importância de cumprir o jejum 
 
 
 
Pós-operatório 
 Monitorizar os sinais vitais 
 Vigiar os estados de consciência 
 Administrar oxigénio se prescrito 
 Posicionamento em semi-fowler 
 Usar almofadas para imobilizar a ferida 
 Vigiar e realizar o penso 
 
Dor reflexa Dor no ombro laparoscopia 
 CO2 via laparoscópica pneumoperitoneu 
 Dor que não cede á medicação, informar o médico (pode ser erro devido á prescrição 
ou complicações operatórias) 
 PCA via epidural doses mais baixas 
 
Ópioides Depressão do Sistema Nervoso 
Dificuldade respiratória 
 
ITU Infeção do Trato Urinário 
Pós-operatório – Ensinos para a Alta 
 Vigiar débito urinário 
 Vigiar sinais de ITU Indícios de infeção 
 Ingestão de líquidos 2 l/dia 
 Evitar exercícios 
 Evitar levantar pesos nas primeiras 6 a 8 semanas 
 Com 1 rim funcional, evitar desportos de contato 
 Informar sobre o impacto da medicação 
 Neoplasia renal Encaminhar para grupos de apoio 
 
Insuficiência Renal Aguda (IRA) Relacionado a uma toxicidade medicamentosa 
 
 
Sólidos 6/8 horas 
Dieta líquidos sem resíduos 2 
horas 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 97 
 Oligúria <400ml/24hr 
 Anúria <100ml/24hr 
 Hematúria Presença de conteúdo hemático na urina 
 Parestesias 
 Cãibras musculares 
 Paralisia muscular 
 Arritmias 
 Edema periférico 
 Edema Agudo do Pulmão 
 Edema periférico 
 Edema Agudo do Pulmão 
Análises da Insuficiência Renal Aguda 
 Análise clínica (bioquímica) 
Oligúria Urinar menos 
 
Quadro sintomatológico 
 Sintomas de Insuficiência Renal Aguda 
 Oligúria 5 a 15 dias 
 Desequilíbrio de ácido-base 
 Recuperação dura meses a 1 ano 
 
Piúria Urina com sedimentos (tem cristais) 
 
Insuficiência Renal 
 Hipertensão 
 Dor 
 
 
Insuficiência Renal Aguda 
Sinais e Sintomas 
 Débito urinário 
 
 Hipercalcemia 
 
 
 Sobrecarga hídrica 
 
 Acidose 
 
 
Ureia Degradação final da proteína 
O potássio vai condicionar a avaliação da glicémia 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 98 
Sinais 
 Hematúria 
Análise do sangue arterial Gasimetria 
Objetivo: Restaurar o equilíbrio e prever a lesão renal 
 
 Fez uma biópsia o doente tem que ficar em repouso para evitar a hemorragia. 
 
 
 Se o rim não funcionar tem que se verificar o balanço hídrico. 
 
Cuidados de Enfermagem 
 Realizar a escuta ativa relacionada com os medos 
 Balanço hídrico 
 Restringir fluídos 
 Vigilância da sobrecarga hídrica 
 Colheita de análises (bioquímica) 
 Administrar terapêutica prescrita 
 Alteração na alimentação hipoproteica e hipercalórica 
 Vigiar obstipação por alterações na alimentação ingestão de líquidos 
 Vigilância da glicémia capilar (risco de hiperglicemia) 
 
Despiste 
 Edema Aguda do Pulmão 
 Cefaleias Pressão intracraniana 
 Taquicardia Desequilíbrio do potássio 
 Aumento do peso 
 Edema nos membros 
 Hipertensão 
 Alteração do ritmo cardíaco 
 
Fase diurética 
 Suspender restrições dietéticas e de líquidos 
 Maior ingestão de líquidos e vigiar sinais de desidratação 
 Realizar balanço hídrico 
 Despistar sinais de Infeção urinária 
 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 99 
Disfunção renal A medicação não eliminada tão rapidamente 
 
Hipercaliémia 
 Administrar a profusão de glicose e insulina promovendo a passagem dos iões de K 
(potássio) para o meio intracelular 
 Sulfato de Salbutamol nebulizado para promover a entrada de K (potássio) nas células 
 Bicarbonato de Sódio (via endovenosa) e de forma a antagonizar o efeito depressor 
cardíaco do potássio 
 
 O que não se pretende é que exista desequilíbrio dos iões, isto é, do potássio. 
 Doentes com hipercaliémia tem que estar vigiado. 
 
Diálise Terapia de substituição renal 
Relacionado com o equilíbrio entre solutos e os que estão em excesso são excretados 
 
Mecanismos 
 Tampão 
 Respiratório 
 Renal 
 
Diálise peritoneal Feita no peritoneu 
 Afeta o psicológico 
 Auto-imagem 
 
Cuidados de Enfermagem 
 Registos de volume de infusão/débito e balanço hídrico acumulado 
 Pesar o doente com o abdómen vazio 
Ingurgitamento jugular Sobrecarga hídrica 
 Deve-se informar o utente sobre o controlo do débito urinário e se não está algaliado, 
providenciar meios de contabilização (urinol e arrastadeira) 
Perfusão Média Renal 70mmHg 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 100 
 
 No final dos 2 litros o utente pode apresentar algum desconforto 
 O dialisado deve ser aquecido 
 Sobrecarga hídrica do Edema Agudo do Pulmão 
 
 
Hemodiálise Retirar o que não interessa e devolver o sangue 
 
Cuidados de Enfermagem 
Antes 
 Verificar os sinais vitais 
 Verificar o peso do doente 
 Realizar colheita de sangue para análise 
 Esvaziar a bexiga e medir a diurese 
 Verificar medicação 
 Administrar antibioterapia prescrita 
 Durante 
 Avaliar os sinais vitais de hora a hora 
 Depois 
 Avaliar os sinais vitais 
 Avaliar a hipotensão 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Drenar o dialisado e avisar o médico 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 101 
Cuidados com o membro FAV 
 Não avaliar a tensão arterial, colher sangue e administrar terapêutica endovenosa 
 Não puncionar 
 Vigiar o penso, sinais de infeção e hemorragia 
 Avaliar a permeabilidade através da palpação ou auscultação do frémito 
 
FAV Fístula Arteriovenosa 
 
 
 
 
 
 
Cateter provisório – Permcath 
 Respeitar o preenchimento de heparina 
 Realizar o penso 
 Vigiar sinais de infeção e hemorragia 
 Vigiar edema pós-colocação 
 Manipulação com técnica asséptica 
 
 
 
 
 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 102 
 
Diálise peritoneal Intermitente/contínua 3 dias noturna 
 
Cuidados com as fístulas 
 Não avaliar a tensão arterial no membro 
 Não colher sangue 
 Não colocar soro em curso 
 Não efetuar pressão ao dormir 
 Avaliar a presença do frémito 
 
Frémito Vibração percetível pelo tato provocado pelo atrito dos membros ou turbulência 
de fluxo. 
 
Antes da sessão de Hemodiálise – Técnica asséptica 
 Avaliar os sinais vitais 
 Colher sangue para análise 
 Pesar o doente 
 Vigiar ou pedir ao utente para esvaziar a bexiga e medir a diurese 
 Verificar a medicação do utente 
 
 
 Hipotensão 
 Náuseas, vómitos e diaforese 
 Taquicardia 
Cãibras musculares dolorosas, geralmente no final da técnica dialítica 
 Hemorragia por desconexão 
 Arritmias 
 Embolia gasosa 
 Dor torácica 
 Alteração do estado de consciência/convulsões 
O utente só deixa de fazer lavagem vesical se a urina sair límpida. 
 Deve-se vigiar na drenagem vesical se tem conteúdo fecal e hematúria. 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 103 
Cuidados com o cateter provisório de Hemodiálise 
 Respeitar o preenchimento com heparina descrito 
 Realizar penso 
 Vigiar sinais de infeção e hemorragia 
 Vigiar edema pós-colocação 
 Respeitar técnica asséptica 
 
Transplante renal 
No transplante não se tira o rim e não se mexe na anatomia para não aumentar o risco de 
hemorragia. 
 
Dador vivo e dador cadáver 
Objetivos no pré-operatório para os utentes que irão ser submetidos a transplante: 
 Otimizar o estado metabólico do utente a um nível mais próximo que possível do normal 
 Verificar que o utente esteja livre de infeções 
 Preparar o utente para a cirurgia e o percurso no pós-operatório 
 Ajudar o doente a lidar com as preocupações sobre a rejeição 
 
Cuidados no Pré-operatório 
 Vigiar a presença de sinais de infeção sistémica 
 Manter o balanço hídrico rigoroso 
 Avaliar sinais vitais 
 Controlar hipertensão arterial com administração de terapêutica prescrita 
 Polifraccionar a ingestão hídrica (Incentivar a pessoa a beber várias vezes ao dia) 
 Realizar ensinos para o pós-operatório 
 
Cuidados no Pós-operatório imediato – UC Intermédios 
 Avaliar a presença de sinais de infeção sistémica 
 Manter o balanço hídrico positivo enquanto necessário 
 Balanço hídrico rigoroso 
 Administrar grande quantidade de fluídos 3000 ml/dia 
 Avaliar os sinais vitais e controlar hipertensão arterial 
 Administrar terapêutica específica imunossupressora 
 Administração de diuréticos Furosemida para estimulação renal 
 Promover cuidados de higiene oral A cárie é foco para iniciar a infeção 
 Administração de O2 suplementar se necessário Manter o utente com máscara e 
proteção respiratória 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 104 
 Vigiar o penso 
 Hemorragia com dor Distensão abdominal 
 Anúria O rim não está a funcionar 
 Tensão arterial instável 
 Dor aguda ao longo do excerto Trombose da artéria renal 
 
Cuidados para a Alta 
 Comunicar qualquer sinal ou sintoma de infeção ou rejeição deve-se procurar um 
médico 
 Comprometer-se com registos diários 
 Comprometer-se com a terapia farmacológica 
 Prevenir ativamente a infeção Boa higiene oral 
 Comparecer nas consultas 
 Comprometer-se com as modificações diuréticas 
 Controlo da natalidade Falar com o médico antes de engravidar 
 Encorajar a família e o doente a participar em grupos de apoio 
 Alertar para as alterações da auto-imagem resultantes da cicatriz e as resultantes da 
medicação e apoio 
 Reforçar a importância da higiene oral 
 
Rejeição do transplante 
Falência do excerto renal 
Primeiras 24 a 48 horas Hiperagudas Necrose 
Rejeição Aguda 1 semana a 3 meses após o transplante Destruição do tecido 
transplantado 
Crónica Após 3 meses Perda lenta e progressiva da função renal 
 
Potássio, açúcar, proteína e sódio 
O indivíduo transplantado e o doador devem ter atenção a estes elementos. 
 
Sinais e sintomas de rejeição 
 Oligúria, febre, edema, aumento da tensão arterial 
 Aumento do peso, edema ou sensibilidade sobre o rim ou excerto transplantado 
Quando os valores da creatinina estão baixos significa que o rim não está a trabalhar 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 105 
 
Deve-se ter em atenção: 
 Acesso venoso periférico 
 Lesão cutânea 
 Drenagem pois, são porta de entrada para a infeção 
 
Fases de Insuficiência Renal 
 Inicial 
 Oligúria 
 Diurético 
 Recuperação 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Os utentes que recebem ciclosporinas para que não apresentem sinais e sintomas de 
rejeição. 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 106 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 107 
Patologia Vascular 
 
Patologia associada á doença venosa Aguda 
Patologia associada á doença venosa Crónica 
 
Patologia Vascular 
 Arterial Artérias 
 Venoso Veias 
 Linfático Vasos linfáticos 
 
 A parte arterial transporta o sangue oxigenado e nutrientes aos diferentes tecidos. 
 Quanto menor o calibre, maior a probabilidade de ocorrer obstrução. 
 Tem uma pressão própria e resistência das artérias 
 Tem uma pulsação inerente 
 É um sistema que conduz 
 No arterial não se deve elevar, pois a probabilidade de elevação do sangue nos vasos é 
menor 
 
Venoso Retorno Aumento do volume do sangue 
 
 Se não voltar a mesma quantidade de retorno pode ocorrer uma estase venosa ou uma 
hemorragia. 
 Quando retorna transporta substâncias tóxicas. 
 As veias possuem válvulas facilitadoras que fazem com que o sangue retorne ao coração. 
 Linfático Vai circular no mesmo sentido que a circulação de retorno. 
 A eficácia do sistema linfático também está dependente da eficácia do sistema venoso 
 
Intervenções/Diagnóstico de Enfermagem 
 Artérias 
Possuem a possibilidade de contrair fazendo com que o sangue chegue a todas as partes do 
corpo. 
 
Sempre que vamos ter uma cirurgia vai fazer com que o nosso corpo reaja, fazendo com que 
possa ocorrer o risco de tromboembolismo, ou seja, existe um risco de inflamação fazendo com 
que ocorra o risco de tromboembolismo. 
 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 108 
 
 A maior contenção da meia é ao nível do tornozelo. 
 As meias são colocadas antes da cirurgia, com o doente deitado e que esteja alinhado 
ao nível cardíaco (eixo fleboestático) pré-operatório. 
 As meias devem ser colocadas antes do primeiro levante. 
 Cada mudança de posição pode fazer deslocar o trombo, isto é, vai fazer com que o 
trombo migre. 
 
Patologia Arterial Gangrena 
Patologia Venosa Varizes 
Patologia Linfática Linfedema 
 Erisibela Sistema linfático que não está muito funcionante 
 
Cirurgia Vascular 
3 tipos de intervenção 
 Urgência Obliteração arterial aguda, fissuras de aneurismas e traumatismos 
 Emergência Rotura do aneurisma 
 Programada Obliterações crónicas e estenose dos vasos 
 
Patologia Venosa Existe um elevado risco de trauma e sangramento 
Alternância da elevação do membro com descanso 
 
O uso de meias vai fazer com que ocorra vasoconstrição. 
 Ocorra a proteção das varizes 
 
Angioma O tratamento é feito por leiser 
Os que surgem na cara tendem a aumentar e exigem tratamento estético 
 
Telangiectasia “Aranhas na cara”, ineficácia do sistema portal 
 
 Calçar as meias, pois vai fazer com que ocorra o retorno venoso Doentes que vão 
permanecer durante algum tempo acamados 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 109 
Estase venosa 
Hipocoaguabilidade Lesão da parede do vaso 
O Sistema Venoso é constituído por: 
 Sistema Venoso Superficial 
 Sistema Venoso Profundo Não apresenta sinais visíveis 
 Sistema Venoso Perfurante 
 
Quer o Sistema Venoso Superficial, quer no Sistema Venoso Profundo podem surgir sinais de 
um problema agudo e que podem exigir intervenção. 
 
Pode surgir patologia venosa aguda numa situação superficial ou profunda. 
 
Tríade de Virchow 
Analisa quais os fatores desencadeantes de trombose 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Manifestações clínicas 
 Profundas – 50% assintomáticas 
Referedor no membro. O membro vai aumentando ao nível do seu volume(edema, inflamação), 
por vezes é possível palpar o trombo, pode ocorrer ao longo da veia, rubor, calor, 
hipersensibilidade (o doente diz que a zona está muito sensível), sinal de Homann (diz-nos qual 
o ramo que está afetado). 
 
 
 
Analisar ambos os membros por comparação. 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 110 
custo 
 
Exames complementares de Diagnóstico - Dá-nos os valores do que está obstruído 
 Clínico 
 D-dímero 
 ITB – Índice Tornozelo Braço 
 Flebografia – Permite-nos visualizar o vaso, em que é introduzido contraste, permitindo-
nos visualizar o estado do vaso 
 Eco-doppler – Permite-nos visualizar o vaso e o grau de obstrução, indica-nos o que está 
a acontecer no vaso. Tem um custo elevado 
 Pletismografia (Ultra-sons) – São mangas que interrompem a circulação de retorno 
 Ecografia compressiva 
 
Diagnóstico de Enfermagem 
 Risco de hemorragia (pois estamos a mexer com vasos potenciando o risco de 
hemorragia) 
 
 
O médico começa Pelo menos evasivo e de baixo custo para o mais invasivo e de elevado 
 
Análises Dá-nos uma perspetiva do estado geral do doente 
Clínico 
 
Trombectomia Remoção da veia femoral através de uma incisão na região inguinal e extrair 
os coágulos. 
 
 Filtro da veia cava (Trombose venosa profunda) 
 Cirurgia minimamente evasiva 
Verificar se o doente leva consigo os exames essenciais para a intervenção 
cirúrgica: 
 Análises - Tipagem (Caso exista necessidade de transfusão) 
Análises - Hemograma 
Análises - Coagulação (Perceber se o doente está hemodiluído demais) 
 ECG 
 Raio-x ao tórax 
 Como é que vejo se existe necessidade de transfusão? 
 - Através dos valores da hemoglobina 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 111 
Quais são os diagnósticos que o Enfermeiro tem que colocar para possíveis intervenções: 
 O edema alerta-nos perante uma hemorragia ou para uma obstrução completa do vaso 
 Podemos ter gerado uma obstrução, para evitar devemos elevar o membro, promover 
o descanso, pedir para a pessoa evitar dobrar o membro 
 
O disparo deve ser feito acima da zona onde se encontra o trombo. 
Colocado na veia cava inferior – Trombose Venosa Aguda 
 Dilui os coágulos, transformando-os em coágulos menores 
 
Pós-trombótica Aumenta a possibilidade de ocorrer um segundo episódio 
Não se dão bem com a terapêutica oral 
 
Se ocorrer hemorragia é necessário exercer compressão e uma outra pessoa vai analisar o 
doente (nível de consciência) e caso não consiga estancar a hemorragia tem que se chamar o 
médico. 
 É necessário ir documentada 
 
- Manter o doente em repouso nas primeiras 24 horas e fomentar exercícios passivos/ativos. 
- O repouso não é absoluto, mas não exercer força naquele membro intervencionado. 
 
Imediato Primeiras horas 
 
 Risco de Hemorragia 
 Avaliar Sinais Vitais Tensão arterial poderá baixar e a frequência cardíaca aumentar 
 Vigiar o local da abordagem (Zona inguinal) 
 Vigiar se o membro está aumentado ou não 
 Observar o local de hemorragia (Vigiar o penso) 
 Vigiar os pulsos distais (Se ocorrer estase vai existir bloqueio) 
 Detetar sinais de sensibilidade 
 Alteração da cor e temperatura 
 Poderá existir sinal de parestesia 
Todo o ato cirúrgico tem a possibilidade de ocorrer a uma infeção. 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 112 
- Elevar os membros inferiores Estabelecer o retorno venoso 
- Avaliar o local de inserção Para avaliar a perfusão 
 
Patologia Venosa Crónica 
 
 
Escleroterapia Injeção de um determinado medicamento que vai provocar a morte daquela 
veia. 
Tratamento a leiser Superficial 
Tratamento combinado Escleroterapia + Tratamento a leiser Tratamento menos evasivo 
 
 As varizes mais perigosas não são as varizes superficiais, mas as varizes mais profundas. 
 
Tratamento Conservador 
 
Polidocanol + Oleato de Etanolamina Terapêutica usada para secar as varizes. Vigiar 
possíveis sinais de hemorragia, não se deve expor a zona ao sol, fazendo com que esta zona se 
dilate deixando marca. 
Varizes = delitação 
das veias
Primária Etiologia 
Própria
Sistema Superficial
Fraqueza da parede, 
válvulas superficiais e 
profundas 
insuficientes
Secundário
Sistema Profundo
Oclusão ou 
insuficiência das veias 
profundas
 Fazer os ensinos á pessoa relativamente aos hábitos se sedentários, atividades diárias 
e a alimentação. 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 113 
 Coloração 
 Temperatura 
 Dorsi-flexão Para avaliar a dor 
As complicações podem basear-se em reações alérgicas. 
É importante que a pessoa caminhe. 
 
Policatura Técnica cirúrgica 
 
 Todo o percurso da safena corre risco de hemorragia. 
 
Cuidados – Stripping da veia safena 
 Elevação do membro Para fornecer o retorno 
 Vigiar as invasões 
 Vigiar o percurso da veia 
 Se ocorrer hemorragia fazer compressão 
 Avaliar pulso distal (pedioso) 
 Sinais neurocirculatórios 
 
 12 a 24 horas O doente precisa de estar em decúbito dorsal e promover mobilizações 
 Levante precoce É feito através de estimulação muscular 
 Manter a ligadura ou meia elástica e vigiar o penso indiretamente (por vezes, pode 
haver necessidade de fazer abertura da zona da safena) 
 Começa por contenção máxima, média e miníma (100, 70 e 40) até à zona da coxa 
 Apoio na deambulação e não deve ser feita força no membro intervencionado 
 
Patologia Vascular – Arterial 
Cuidados a uma pessoa que foi submetida a strepping: 
 Avaliar pulsos pediosos 
 Colocação das meias para favorecer o retorno venoso 
 Levante precoce, nas primeiras 24 horas pós-cirurgia 
 Apoio na deambulação 
 
Diagnóstico 
 Risco de hemorragia 
 Vigiar o penso 
 Vigiar o local da intervenção 
 Sinais de compromisso neurocirculatório: pulso distal, coloração, temperatura e 
sensibilidade 
Artérias Transporta o sangue aos diversos tecidos 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 114 
Complicação da Artéria Colesterol Arteriosclerose 
O colesterol vai provocar um processo inflamatório, aumentando o bloqueio. 
Com o avançar da idade a artéria vai perdendo a sua elasticidade. 
 
Arteriosclerose Quando as veias possuem um bloqueio são criadas ramificações. 
 
 O sangue circula de uma forma mais lentificada 
 Formação de rolhão 
 Alterações da coagulação Sangue mais espesso que ajuda na formação de coágulos 
 
Fatores de risco – Patologia Arterial Crónica 
 Homens 
 Tabagismo 
 Diabetes 
 Sedentarismo 
 
Prevenção 
 Exercício físico 
 Terapêutica (Estatinas e Anticoagulantes plaquetários) 
 
Causa Tratamento 
Isquémia Aguda Embólica Embolectomia arterial seguido de 
heparinização e posterior anti coagulação 
oral para prevenção de novas embolias. 
Isquémia por Trombose Aguda de um 
segmento arterial 
- Bypass arterial É efetuada uma ponte 
- Fibrinólise 
Traumatismo Arterial (o vaso sofreu um 
traumatismo e precisa de ser reconstruído) 
- Reconstrução arterial 
- Arteriorrafia 
- Sutura topo a topo 
- Bypass ou interposição arterial É feita 
uma interposição arterial, para que se possa 
dar continuidade á artéria 
Administração de fármacos intra-arteriais - Hidratação 
- Analgesia Para aumentar o conforto 
- Heparina Para que o sangue fique mais 
fluído 
 
 
 No bypass temos que assegurar que a parte que fica não vai provocar lesão. 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 115 
 
Causa Tratamento 
Phlegmasia cerulea dolens - Trombectomia venosa com coloração préviade filtro de veia cava interior 
- Trombólise 
- Fasciotomia 
Síndrome do dedo azul - Se a placa arteriosclerótica instável 
- Bypass com exclusão do segmento arterial 
afetado 
- Se aneurisma: 
 - Tratamento do aneurisma 
 
Intervenções de Enfermagem 
 Embolectomia da artéria poplítea 
 Vigiar o local de inserção devido ao risco de hemorragia 
 Vigiar o penso Ao nível femoral 
 Não elevar o membro 
 Avaliar os pulsos pediosos 
 Avaliar os sinais neurocirculatório 
 Não dobrar o membro 
 Avaliar os sinais vitais 
 Não cruzar as pernas 
 
Ir estimulando a movimentação adequada dos posicionamentos. 
 
Veia safena Usada como bypass arterial 
 
Sempre que existe edema existe compromisso vascular 
2x diastólica + 1x sistólica 
 3 
O valor médio ideal para garantir uma boa perfusão é entre 70 a 90 mmHg 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 116 
Administrado um fármaco acidentalmente nas artérias, provocando 
espasmos e trombose microvascular. 
 Angioplastia, pode ser usada para dilatar qualquer artéria do organismo exceto as 
carótidas. 
 
Embolia Arterial – Fatores de risco 
 Idade 
 Arritmias cardíacas 
 Dislipidemias 
 
Trombose Aguda 
O vaso vai estenosando até que fique obstruída, isto é, o calibre do vaso vai estreitando 
provocando a obstrução. 
 
Embolia Não circulação colateral segundo ou minuto. 
Trombose Circulação colateral incompleta horas/dias 
 
 Artéria dura e calcificada 
 Doentes a fazer hemodiálise 
 Idosos 
 
Trombose Aguda Segunda causa mais frequente 
Êmbolos Doentes cardíacos 
Isquémia Aguda dos Membros Inferiores Traumatismo vascular 
Traumatismo Arterial Secundário a uma fratura. Ex: Múltiplas fraturas resultantes de um 
acidente de viação, isto é, um traumatismo de embate. 
 
Lesão iatrogénica 
 
Heparina 
 
Trombose Venosa Profunda Provoca gangrena venosa 
 Muito sensível 
Flictena Bolha 
 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 117 
Evolução 
 
 
Síndrome do dedo azul Embolia distal de fragmentos de uma placa arteriosclerótica. 
Disseção da aorta Separação das camadas internas da artéria, fazendo com que as camadas 
se separem e o sangue fique ali acumulado. 
 
Intervenções de Enfermagem 
 Vigiar alterações da cor da pele e temperatura do membro 
 Palidez crescente 
 Cianose 
 Pele fria 
 Manter o membro quente 
 Não aplicar calor 
 
Estão marcados 
Avaliar os pulsos periféricos existentes quanto a: 
 Presença 
 Qualidade Cheio ou filiforme 
 Simetria bilateral 
TVP Distal 
Assintomática TVP Distal Sintomática TVP Femoro-Poplítea
TVP Íleo-Femoral 
(Inflamação de cor 
esbranquiçada e 
dolorosa)
Phlegmasia Alba 
Dolens
Phlegmasia Cerulea 
Dolens
Gangrena Venosa
As hipotensões são de evitar, pois comprometem a média. 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 118 
Sinal de Trombose Venosa Profunda Sinal de Homann 
 
Hipotensão marcada A artéria deve ser trabalhada para não ficar comprometida, isto é, é 
necessário que ela seja trabalhada para que possa profundir. 
 
Intervenções de Enfermagem 
 Avaliar e anotar alterações na cor, temperatura da pele distal no local da cirurgia de 
hora a hora nas primeiras 12 horas e depois de 2 em 2 horas 
 
 
 Dor aumentada 
 Limitações do movimento ou parestesias Vascular comprometida 
 Febre Infeção 
 
Causa trombótica Diminuir o consumo de gorduras. 
Causa embólica Cardíaco Como está o cumprimento da terapêutica 
 
Anticoagulantes orais 
 Devem ser efetuadas análises periódicas para analisar o INR 
 Ir ás consultas de follow-up 
 
Higiene 
Lavar bem todas as zonas, especialmente as zonas interdigitais. 
 
 Zonas com muitos mosquitos, usar repelente e usar vestuário adequado. 
 
 Quando chamamos o médico o Enfermeiro precisa de ir documentado, isto é, precisa 
de saber o estado do doente. 
Se aumentar o edema no local do penso é um sinal de hemorragia. 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 119 
Avaliação da tensão arterial do tornozelo 
Avaliação da tensão arterial do braço 
 
 Pessoas de origem africana têm maior probabilidade de ter patologia arterial. 
 
Exames Complementares de Diagnóstico 
 Índice Tornozelo Braço 
 
 Doppler Permite um diagnóstico diferenciado 
 Arteriorrafia Injeção endovenosa de contraste 
 Usada na intra-vascular Quando não resulta evolui para cirurgia 
Permite efetuar intervenção endovascular 
 Angio TC 
 Angio Ressonância 
 
Clínica 
Isquémia no membro inferior 
 Claudicação Intermitente 
 
 
 
 
 Dor ou cãibra ao caminhar Associado á marcha 
 Agrava com as subidas, aparece sempre á mesma distância de marcha 
 Alivia com o repouso 
 Atinge os gémeos, região lombar inferior, região nadegueira, coxa ou plantar 
 Localização da dor traduz o local da isquémia 
 
Dor em repouso 
 Ocorre sobretudo á noite 
 Descrita como “queimadura” 
 Extremidade afetada fria com parestesias 
 Ausência de pulsos 
 No membro intervencionado não se calça meia 
 Só se coloca meia no membro que não é intervencionado para evitar o 
tromboembolismo 
Sentir que o membro não possui 
sustentação provocando uma dor 
devido á falta de irrigação do 
músculo. 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 120 
Diagnóstico – Semiológico 
 Sinais e sintomas do doente 
 Exames complementares de diagnóstico 
 Palpação dos pulsos (Apalpação da Aorta) 
 Femoral, Poplíteo, Carotídeo, Tibial e Pedioso 
 
 Só se avança para cirurgia depois de excluir todo o tratamento conservador. 
 
Femoro-Poplíteo 
Bypass Caminho alternativo 
 
Endarterecromia Limpeza da artéria 
 Abrir a artéria Arteriotomia 
 
Intervenção na Angioplastia 
 Vigiar todos os sinais de compromisso neurocirculatório 
 O paciente passa todo o tempo a ter sensações vagais 
 Pode existir hemorragia no local da incisão 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 121 
Stent Temos que nos certificar se ficou bem colocado 
Indicador que ficou mal colocado através da palpação do pulso 
 
Queixas de trombose 
 Dor 
 Isquémia 
 Palidez 
 Alteração da coloração do membro 
 Sensibilidade aumentada 
 Parestesias 
 Elevar a 30° o membro inferior Se mantiver a palidez não é normal 
 
Intervenções – Bypass – Endarterectomia 
1. Vigiar o local hemorragia 
 O penso é destapado em último caso, pois pode estar a segurar o coágulo e 
efetua-se a compressão 
 Temperatura Se está a profundir, isto é, se o bypass teve sucesso 
2. TA média 
 Em choque deixa-se de ter pulso nos membros inferiores 
3. Podemos estar perante uma trombose deve-se marcar o pulso para facilitar a avaliação 
 Se uma avaliação manual não for suficiente usa-se um doppler 
4. Vigiar a incisão cirúrgica 
5. Promover a circulação 
 Primeiras horas em decúbito dorsal 
 Ter cuidado para não fazer compressão 
 É colocado um dispositivo para suspender a roupa da cama “gaiola” 
6. Administrar analgésicos 
 A dor isquémica não alivia com analgésicos 
 Sinais Vitais Dor 
 
Intervenções de Enfermagem 
 Avaliar a sensibilidade 
 Não elevar os membros 
 Caminhar favorece a circulação 
 
Patologia Arterial Aguda Isquémia Aguda dos Membros Inferiores 
 
 São situações urgentes onde ocorre a privação da circulação fazendo com que ocorra a 
necrose até 6 horas. 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 122 
Esforço respiratório 
Oclusão Aguda Traumatismo 
 
Diagnóstico 
 Dor Aumenta com o movimentoNota: A Morfina encontra-se guardada nos serviços dentro do cofre do serviço em que somente o 
Enfermeiro tem acesso, pois é um opióide e este não deve estar ao alcance dos doentes. Sempre que se 
usa um opióide este tem que ser justificado (dados do doente, número da cama do doente e hora que foi 
requisitado). 
 
Diminuição da Temperatura Membro frio 
Ausência de pulso Deixa de ter pulso presente onde conseguimos verificar onde se encontra 
o traumatismo 
 
Cirurgia Torácica 
Caso 1 
O Sr. João Meireles, sexo masculino tem 65 anos hábitos tabágicos e alcoólicos 
Apresenta: - Dificuldades respiratórias com alguma tiragem 
SpO2 88% 
Não tem diagnóstico de patologia pulmonar 
Taquicardia 120 bpm sinusial e alguma hipotensão 100/55 mmHg 
Frequência respiratória 24 cpm 
Dispneia Tiragem Supraclavicular 
Glicémia 100 mg/dl 
Temperatura 36.5° (Apirético) 
Estado de Consciência Confuso 
Raio-x Apresenta uma manca no lado esquerdo – líquido na base do pulmão 
 
Terapêutica 
 Tramadol 
 Morfina 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 123 
Triagem de Manchester Feita pelos Enfermeiros 
 São dados objetivos 
 
 É dada importância á primeira queixa do doente, depois é feito um questionário e 
termina quando é dada uma resposta negativa 
 
Nota: O Enfermeiro pode administrar O2 até 3 litros, sendo esta uma prescrição autónoma. 
 
A B C D E 
- Via aérea 
permeável 
- Dispneia – 24 
cpm 
- SpO2 – 88% 
- Tiragem 
- Tórax simétrico 
- O2 – 3l/min 
com óculos 
nasais 
- V.M.F O2 
- TA – 100/55 
mmHg 
- MAP – 70 
mmHg 
- 120 bpm 
- Pulso cheio e 
rítmico 
- Gasimetria – 
Precisa-se de 
picar uma 
artéria, é um 
exame rápido 
- Raio-x ao tórax 
- Análises 
Clínicas – 
Bioquímica, 
Hemograma, 
Coagulação 
- ECG 
- Deixar um 
acesso venoso 
periférico 
- Confuso 
- Escala de Coma 
de Glasgow – 10 
PA O2 – 80 
- PAC O2 – 40 
- Temp. – 36.5° 
- Glicémia – 100 
mg/dl 
- TC ao tórax 
 
 Numa escala de Glasgow, abaixo de 8 a via aérea fica impermeável, isto é, não possui 
capacidade para o estímulo respiratório. 
 Ausência de estímulo respiratório é um indicador para entubação. 
 Com uma SpO2 abaixo de 94% o enfermeiro pode intervir autonomamente O2 até 
3l/min 
 
Gasimetria Vai nos dar os valores da PAO2 e da PACO2 
 O PAO2 tem que ser superior á PACO2 
 Entre 80 a 100 Entre 35 a 40 
 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 124 
 Os PA são proporcionais em relação um ao outro, isto é, quando um sobre o outro desce 
(mais na oxigenação do que na desoxigenação). 
 
Sistema de regulação 
 Tampão 
 Respiratório 
 Renal 
 
 Podia-se fazer nas análises clínicas o despiste toxicológico. 
 
Toracocentese Drenagem do líquido do pulmão 
 
 As lesões oncológicas produzem líquido 
 Líquido na cavidade torácica Pleura 
 Na toracocentese o enfermeiro auxilia o médico. 
 
Intervenções de Enfermagem – Toracocentese 
 Preparar todo o material necessário 
 Técnica asséptica 
 É necessário preparar anestesia local Lidocaína, que vai poder proporcionar conforto 
ao doente 
 Informar o doente que pode colaborar no decorrer do procedimento, em que consiste 
em obter o seu consentimento 
 Avaliar os Sinais Vitais antes de ser executado o procedimento 
 Todos os parâmetros devem ser monitorizados 
 Posicionar o doente 
 No decorrer do procedimento, é importante olhar para o doente para despistar sinais 
de dor e monitorizar todos os parâmetros 
 Para ser efetuada uma colheita para analise sendo depois colocado um penso ou então 
é deixado a drenar para um saco. 
 
 Em termos respiratórios este vai fazer com que ocorra a reexpansão do espaço torácico. 
 Para ser efetuada uma citologia para despiste de um problema oncológico. 
 
Edema Pulmonar Alteração normal dos alvéolos, a quantidade de líquido está lá dentro. 
Derrame Pleural Pleura Através da pleura respira-se, isto é, encontra-se líquido no lado 
exterior. 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 125 
 
 Na drenagem ocorre saída de pus. 
 
Quilotórax Ocorre saída de linfa 
Broncoscopia Para se perceber o tipo de lesão e efetuar uma biópsia ao tumor 
Endoscopia aos pulmões 
 
 Os cuidados são iguais ao do recobro 
 Assegurar que o doente está em jejum Pelo menos entre 4 a 6 horas 
 Aumentar os cuidados de monitorização – faciais do doente 
 
Sinais e sintomas 
 Sinais de dor 
 Sinais de tosse com sangue Hemoptise 
 Vigiar a odinofagia Dor de garganta 
 Se vem com refluxo de deglutição 
 
 Complicações 
 Verificar sinais de pneumotórax 
 
Ensinos 
 Controlo da dor 
 Ensinos para a respiração e amplitude torácica Abrir os braços para expansão 
 
Lobectomia Retirar os lóbulos 
Pneumectomia Retirar um dos pulmões 
Remoção total 
Coto brônquico Selagem da artéria, veia, brônquio através de cateterização. 
 
 O doente vem em decúbito lateral para o lado esquerdo para fazer pressão. 
 Ao lateralizar vai fazer com que ocorra expansão e com que ocorra a hemóstase. 
As neoplasias propagam-se através de um sistema linfático. 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 126 
Cuidados de Enfermagem 
 Avaliar os Sinais Vitais ter em atenção aos Sinais Respiratórios 
 Verificar a permeabilidade da via aérea 
 Se vier entubado é necessário ajustar os parâmetros de acordo com o peso do doente 
Nota: A nossa capacidade pulmonar encontra-se relacionada com o nosso peso 
 
Cuidados de Enfermagem Só tem um pulmão 
 Se ocorrer um desvio da traqueia vai resultar numa dificuldade respiratória 
 Pneumotórax 
 
Riscos Edema Agudo do Pulmão 
Na pneumectomia: 
 Ter atenção á fluidoterapia, isto é, ter atenção ao que é ingerido 
 Ter atenção ao débito urinário 
 Dispneia Hipotensão Taquicárdia 
 
Cuidados Específicos 
 Sinais Vitais Respiração + O2 
 Alinhamento da traqueia 
 Vigiar o penso 
 Vigiar drenagem torácica 
 
Diagnósticos – CIPE 
 Risco de Edema Agudo do Pulmão 
 Risco de hemorragia 
 Conhecimento sobre a cirurgia torácica comprometida 
 Padrão respiratório ineficaz 
 
Ensinos 
 Respiratórios “Inspirar como se fosse cheirar uma flor e expirar como se fosse soprar 
uma vela” 
 Tosse ineficaz 
 Mobilidade e intercalar com descanso 
 Bons hábitos de higiene 
 Secagem 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 127 
Diagnóstico Anamenese Exame Físico Observação
Pulso 
Palpável
 Vigiar sinais de dor e expetoração hemoptoica 
 Ter atenção aos sinais de infeção e temperatura 
 Parar de fumar 
 Restringir o consumo de bebidas alcoólicas 
 
Aneurisma – Aorta Abdominal 
 Dilatação localizada ou difusa a uma artéria, num dos pontos ao longo do seu percurso. 
 
 O aneurisma ocorre quando a parede do vaso fica enfraquecida por traumatismo, 
infeção, arteriosclerose ou doença congénita. 
 
 
 
 
 As artérias possuem pulsação. 
 
Fatores de risco 
 Idade Perda de elasticidade dos vasos e acumulação de gordura 
 Tabagismo 
 Hipotensão 
Aorta abdominal Risco de rotura 
 
Classificação dos Aneurismas 
Quanto á sua morfologia: 
Sacular Envolve o perímetro da artéria e tem a forma de um saco ligado á parede lateral do 
vaso 
Fusiforme1 Aneurisma em forma de fuso, envolvendo todo o perímetro da parede da artéria 
Dissecante Ocorre quando há hemorragia dentro da parede vascular, rompendo a parede e 
fazendo com que dilate 
1 Envolve mais parte da artéria 
Falso aneurismaA parede entra em fragilidade e existe a possibilidade de ela romper. 
Volume de injeção x Resistência da parede das artérias 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 128 
Bioquímica 
Tipagem 
Coagulação 
Hemoglobina ↓ 
(aneurisma babante?) 
 Os aneurismas encontram-se relacionados com o desgaste das artérias. 
Exames Complementares de Diagnóstico 
 Raio-x ao abdómen 
 Ecografia abdominal Preferenciais 
 Angiotac abdominal 
 
A angiografia possui limitações: 
 Isquémia dos membros inferiores 
 Hipertensão renovascular 
 Isquémia mesentérica 
 Suspeita de extensão da aorta torácica 
 
Análises Clínicas Hemograma 
 
 
 
 
 
 Sinais Físicos 
 Rotura – Abdómen tábua Não depressível ao toque 
 75% dos aneurismas são assintomáticos 
Na maioria das urgências os aneurismas já se encontram em rotura. 
 
Diagnosticados por palpação abdominal, que revela uma massa pulsátil e 
expansível, ou achados ocasionais durante a realização de uma ecografia ou TC 
abdominal. 
 
Por vezes há sintomas: 
 Dores abdominais com localização epigástrica, ás vezes com irradiação lombar 
 Compressão de estruturas abdominais 
 Isquémia aguda por embolia de um fragmento ou trombo 
 
 
 
 
 
Não é exame de 
eleição para o 
diagnóstico de 
aneurisma 
abdominal 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 129 
Ausência de pulsos femorais 
Hipotensão Massa abdominal pulsátil 
Perguntas para despiste 
Manifestações clínicas 
 10 a 30% são diagnosticados em rotura 
 
 
Tríade diagnóstica da rotura do aneurisma abdominal da Aorta 
 
 
 
 
 
 Observar pele e mucosas 
 Avaliar os pulsos 
 Respiração 
 Sinais de orientação 
 Baixa SpO2 
 Localização da dor 
 Localização do quadrante onde está localizada a dor 
 
 
Sangue nas fezes 
Vómito com sangue 
 
 
Cuidados 
 Aneurismas pequenos, assintomáticos 
Vigilância periódica e controlo da hipotensão 
 Aneurismas com mais de 6 cm 
Tratados cirurgicamente por risco de rotura, substituição do segmento lesado por 
excerto 
 
 
 
 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 130 
Tratamento Endovascular 
 
 
 
 No centro da artéria o fluxo é maior e na periferia o fluxo é menor formando um 
depósito (formam-se placas de coágulo). 
 As células que ficam na periferia lesionam mais a parede. 
 O sangue precisa de ser drenado para não correr o risco de infeção Originando uma 
peritonite 
 
Incisão operatória xifo-púbica 
Alargar todo o campo de visão para se poder visualizar o que se passa e tratar do aneurisma. 
 
 Enalapril IECA hipotensor 
 Sinvastatina Estatina Controlo do colesterol 
 AAS Ácido Acetilsalicílico Almoço 
 Metaprolol β-bloqueante ↓ FC 
 
Fatores de risco 
 HTA 
 Dislipidemia 
 Antecedentes familiares 
 
Terapêutica 
 Antiagregantes plaquetários 
 Anticoagulantes 
 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 131 
Resultados incongruentes Angiotac 
 Exame Físico 
 Sinais Vitais 
 
 
 
 
 
 
 
Intervenções de Enfermagem - Pré-operatório 
1. Controlar a ansiedade 
2. Puncionar acesso venoso periférico e efetuar colheita para análises clínicas – 
Bioquímica, Hemograma, Tipagem, Coagulação, Função Hepática, Função Renal, PCR 
Análises Complementares de Diagnóstico: 
- Raio-x ao tórax 
- Ecografia abdominal 
- Gasimetria 
3. Administração de O2 – até 3l/min 
4. Gerir administração terapêutica 
5. Ensinos respiratórios 
6. Conhecer alergias 
7. Promover dieta zero 
8. Entubação SNG (promover o esvaziamento do conteúdo gástrico) drenagem livre 
9. Algaliar Para efetuar o controlo do balanço hídrico 
 Controlo do débito urinário e as suas características 
Nota: A clampagem deve ser inferior a 30 min para não provocar lesão. 
 
Bloco 
 Cirurgia aberta Cirurgia xifo-púbica 
 Colocou uma prótese 
 Não existia compromisso do rim, mas dos membros inferiores 
 
Cuidados – Pós-operatórios 
 Analgesia em perfusão Dor controlada 
 Ventilação 
 
 
A. Permeabilidade da via aérea 
B. Caracterizar a respiração: Fr, SpO2 
C. Cardiovascular: PA, FC, Pulso (Primeiro os distais) 
D. Pele e mucosas: Pálida, sudorese intensa 
Consciente e Orientada – Tempo, Espaço e Pessoa 
1. Deitada em decúbito dorsal 
Posicionar em posição Trendelenburg 
2. Observação e apalpação do abdómen 
Avaliação do abdómen (palpação) 
Avaliar a temperatura 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 132 
Na unidade 
 Preparar a unidade (dispositivos) 
 Rampa de O2 
 Rampa de vácuo 
 Aspirador 
 Sondas de aspiração 
 Ambu 
 Bombas infusoras (as baterias devem vir carregadas) 
 Desfibrilhador 
 Monitor (testar alarmes e transdutores) 
O doente possivelmente trás um PVC (Pressão Venosa Central É a pressão 
com que os fluídos entram na aurícula direita) 
 Linha arterial Poderá trazer um cateter numa artéria 
O doente possivelmente vem com uma linha arterial 
 Assegurar que o ambiente esteja controlado e de ser constante 
 O carro de emergência esteja assegurado 
 Uma manga ideal deve ocupar 1/3 do braço 
 
Intervenções de Enfermagem – Pós-operatório 
 Avaliar os Sinais Vitais 
 SpO2 
 Monitorização de 15 em 15 minutos até 2 horas e depois de 1 em 1 hora durante 24 
horas 
 Avaliar a permeabilidade da via aérea 
 Verificar a PVC (Pressão Venosa Central) 
 Promover o repouso e imobilizar com “calma” 
 Avaliação dos sinais neurocirculatório (temperatura, cor, edema, pulsos distais) 
 Confirmar se o soro e perfusões estão dentro do prescrito 
 Vigiar a SNG e conteúdo Doente sedado pode aspirar o vómito drenado – ar e 
conteúdo 
 Vigiar a permeabilidade da algália Verificar o débito urinário, as suas características 
e o balanço hídrico 
 Proteção da derme Prevenção de úlceras por pressão 
 
Vamos acordar a senhora… 
 Reduzir a sedação 
 Mudar o ventilador de volume controlado para um volume assistido (O2 tubo em T) 
 Mobilizar o utente para decúbito 45° - 60° se a pessoa tolerar! 
Riscos 
 Risco hemorrágico 
 Risco de infeção 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 133 
 Risco de AVC (Acidente Vascular Cerebral) 
Nota: Deve-se fazer uma avaliação do estado neurológico da senhora, pois do ponto de vista 
neurológico encontram-se desgastados 
 
2º dia 
 Avaliar os Sinais Vitais 
 Avaliar a integridade da pele e mucosas 
 Avaliar a motilidade intestinal (ruídos hidroaéreos, peristaltismo) 
 Avaliar o balanço hídrico 
 Avaliar a possibilidade de desalgaliação 
 
Doente estável 
 Incentivar a mobilidade 
 Promover os ensinos respiratórios 
 Avaliar a deglutição 
 
 Pode ocorrer trombose renal diminuição do débito urinário 
 
Cirurgia Aberta da Aorta Abdominal 
Toda a parte da irrigação do intestino é feita pela aorta retroperitoneal. 
 
Lactato de Ringer Solução cristaloide 
Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC) Quando é muito agravada 
 
 Na Aorta também se encontram as artérias renais, pois se não existe uma boa perfusão, 
o rim vai ser afetado É importante verificar se o rim está a ser bem perfundido. 
 A melhor forma de reanimação é a clampagem da aorta. 
 
Ensinos para a Alta 
 Não carregar pesos Entre 30 a 45 dias 
 Promover a mobilidade de forma progressiva e com descanso alternado 
 A tensão arterial não suba acima dos 80 a 100 mmHg Tensão arterial mais alta, 
maior saída de sangue 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 134 
 Privilegiar a alimentação com grelhados, consumo de gorduras naturais,substituir o 
consumo de sal por ervas 
 Dieta hipocalórica e hipolipídica 
 Sinais de alerta: dor e edema nos membros inferiores 
 Controlo do débito urinário Quantidade e coloração 
 Dificuldades na digestão 
 Padrão de evacuação está mantido 
 Anticoagulantes e antiagregantes plaquetários Terapêutica 
 Analises do INR (é um exame específico) 
 Inibição da condução durante algum tempo para não despoletar a ansiedade 
 Vigiar a tensão arterial 
 Avaliar os Sinais Vitais 
 
 Os anti hipertensores são tomados de manhã 
 
Doença Cérebro Vascular - Extracraniana 
 O AVC é uma das principais causas de morte da sociedade ocidental. 
 A cirurgia da carótida tem como objetivo a prevenção do AVC – Possui alguns riscos no 
decorrer da cirurgia, mas é tida como preventiva no AVC 
 A localização privilegiada da placa de ateroma é feita na bifurcação da carótida. 
 
Avaliação do doente com doença vascular 
A estenose da Artéria Carótida Interna = Sintomatologia neurológica 
 
Sintomas 
 Hemiparesias ou hemiplegias Lado contralateral 
 Disartria ou afasia 
 Alteração do comportamento Região pré-frontal 
 Neglect esquerdo Lado esquerdo 
 Amaurose fugaz unilateral A pessoa deixa de ver por falta de irrigação É num 
dos olhos – É temporária 
 
 
 
 
 
 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 135 
Classificação 
AIT (Acidente Isquémico Transitório) 
 Défice neurológico com duração inferior a 6 horas 
 Geralmente dura minutos – Completamente reversível 
 25 a 30% apresentam AVC incapacitante 
 5 Anos 
Uma pessoa com AIT é feito um estudo da carótida 
DNT (Défice Neurológico Transitório) 
 Duração inferior a 24 horas e completamente reversível 
 Maior risco de AVC subsequente que o AIT 
AVC (Acidente Vascular Cerebral) 
 Considerados para cirurgia doentes com boa recuperação funcional 
 Apresentam maior risco operatório (novo AVC) que os doentes com sintomatologia 
menos grave 
Ocorre nos doentes embólicos 
 
Avaliação imagiológica 
 Triplex-scan 1 Doppler ás carótidas onde se verifica a pressão da artéria 
 Arteriografia 2 
 TC ou RMN 3 
1 Avalia o grau de estenose e as características da placa 
2 Complementa a avaliação triplex-scan, identificando com mais rigor o grau de estenose e a 
morfologia da placa. Permite visualizar a circulação intracraniana. 
3 Avalia as precursões do órgão alvo. 
 
 
Quando operar? 
 Doentes sintomáticos com estenose superior a 70% - Consensual 
 Doentes sintomáticos com placas ulceradas ou estáveis – Geralmente aceitáveis 
 Doentes sintomáticos com grau de estenose superior a 70% - Geralmente aceitáveis 
 
 
 
 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 136 
Sinais de ansiedade 
Caso 2 
Sr. António, sexo masculino, 70 anos reformado 
Fumador, com dislipidemia 
Exame ás carótidas e com resultado de estenose nas carótidas. 
Sinais Vitais 
Tensão Arterial Não podemos ter hipotensão ou hipertensão pelo risco de hemorragia e de 
má perfusão cerebral (deve-se verificar os valores da tensão arterial do doente) 
Pulsos rápidos 
Respiração rápida 
Controlo da dor – Ansiedade Maior risco de hemorragia 
Consciente e orientado 
Tensão Arterial média 
Avaliação neurológica Pupilas isocóricas e isoreativas 
Cabeceira a 45° 
Vigilância da zona e do penso Ver e está confortável. Se o penso tiver repasse pode existir 
sinais de edema e hemorragia. O penso só deve ser descolado para promover conforto. 
Permeabilidade da via aérea 
 Nota: Na zona da carótida ocorre sempre edema e dificuldade na deglutição 
Pode-se colocar gelo no local caso exista prescrição Deve ser colocado de 10 a 15 minutos 
de hora a hora para que ocorra a vasoconstrição 
As bebidas e a comida devem ser dadas frias ou á temperatura ambiente 
Levante precoce Quando existir condições hemodinâmicas e neurológicas 
 
 Hemorragia interna 
Estridor laríngeo Hematoma que não é visível externamente, mas é visível internamente 
Dificuldade respiratória 
 
 Hipertensor – Adalat SL 
 
 
 
 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 137 
Intervenção – Pós-operatório Imediato 
 Vigilância hemodinâmica 
 Pressão arterial entre os 120 e os 150 mmHg 
 
Quando é que se deve contatar o médico? 
 Situação de emergência em complicação na Endarterectomia da carótida 
 Dificuldade respiratória 
 Estridor laríngeo 
 Hematoma cervical compressivo 
 Alteração do estado de consciência ou défices neurológicos 
 
 Fazer registos e agir antes de chamar o médico 
 
Chamar o médico é uma atitude terapêutica! 
 
Cirurgia Cardíaca 
Pericárdio Membrana que reveste e protege o coração 
 Fibroso Mais superficial, mais denso, menos elástico 
 Seroso Mais profundo, mais fino, dupla camada 
Miocárdio Membrana mais espessa, músculo estriado 
Endocárdio Membrana mais interna/epitélio pavimentoso simples 
Circulação coronária É a circulação que irriga todo o coração 
Coronárias São as artérias que irrigam o coração 
 
Ciclo cardíaco Direção do fluxo orientado pela ação das válvulas 
 
Diástole 
 Válvula Tricúspide e Mitral abertas 
 Válvula Pulmonar e Aórtica fechadas 
 
Sístole 
 Válvula Tricúspide e Mitral fechadas 
 Válvula Pulmonar e Aórtica abertas 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 138 
Vascularização 
 Irrigação arterial 2 artérias coronárias 
Drenagem venosa 
 Veia Magna 
 
 
 
EAM Isquemia do miocárdio 
 Enfarte Agudo do Miocárdio 
 
Patologia Cardíaca 
Tratamento 
 Farmacológico 
 Cirúrgico 
 Angioplastia 
 
 Os homens são mais afetados, por terem pouca fuga á vida. 
 
Coronárias
Direita
sai do seio de Vassalva 
direita da Aorta, fornece 
o VE, nódulo sino-
auricular e auriculo-
ventricular.
Esquerda
tem 2 ramos
tronco comum
Descendente anterior 
(DA)
VE, Septo, músculo 
papilar e parte do VD
Circunflexa (CX)
VE lateral e ápice da AE
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 139 
1950 1ª Circulação Extra Corporal 
 
 A cirurgia minimamente evasiva requer dispositivos muito mais dispendiosos. 
Valvuloplastia Reparação da válvula 
Bypass coronário CABG – Coronary Artery Bypass Graft 
 
 É feito por anestesia geral, sendo feita por toracotomia ou através de esternotomia. 
 A dor na esternotomia é preciso ser controlada 
 
Pré-operatório 
 Estar atenta ao padrão de ansiedade, isto é, é necessário existir controlo 
 Depressão Desgaste enorme de energia 
 Desorientados 
Nota: O grau de ansiedade nos doentes cardíacos é muito elevado. 
 
Morfina 
Oxigénio Até 3l/min 
Nitratos 
Aspirina (AAS) 
Beta-bloqueantes 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Proporcionar um ambiente calmo e tranquilo, sossegado sem grandes barulhos. 
 Avaliar os sinais vitais SatO2 (Até 3 l/min) 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 140 
Caso 2 
Joaquim Moreira, 57 anos Casado, 1 filho 
Terapêutica: Valsartan, ARA II, Hipotensor 
Bisoprolol β-bloqueante - ↓ FC 
Sinvastatina Estatina - ↓ Colesterol 
Obeso 
Fumador 
Pai morreu de enfarte 
Mãe morreu de AVC 
 
Sinais e Sintomas (Há uma semana) 
 Dor retroesternal com irradiação no membro superior esquerdo 
 Palidez 
 Sudorese 
 Náuseas 
 
Exames Complementares de Diagnóstico 
 ECG 
 Ecocardiograma 
 Coronariografia 
 Raio-x 
 Análises Clínicas Hemograma, Coagulação, Bioquímica, Tipagem 
 Função renal 
 Função hepática 
Nota: Se estiver a fazer anticoagulante oral é importante verificar o valordo INR 
 
 Deve-se efetuar a análise da tipagem devido á elevada perda sanguínea. 
 
Intervenções de Enfermagem 
Controlar ansiedade 
 Controlar ansiedade Administrar O2 
 Promover o repouso absoluto no leito 
 Assegurar o jejum 
 Gerir medicação (ansiolítico) 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 141 
 Tricúspide 
 Pulmonar 
 Distúrbios raros 
 Preparação intestinal (Assegurar a limpeza do intestino, aplicação de “Microlax” - 
emoliente das fezes Para prevenir o esforço) 
 Monitorizar o peso do doente 
 
Angina de peito 
 Conjunto de sinais que parece que o doente está a enfrentar, mas não está. 
 Poderá levar ou não ao enfarte agudo do miocárdio 
 A dor anginosa é um conjunto de sinais e sintomas 
 Quando estamos perante uma válvula inoperante ela não vai fechar 
 
Patologia Vascular 
 Estenose 
 Regurgitação/Insuficiência 
 
 
 
 Hereditário 
 Doença cardíaca ou reumática 
 Vai ocorrer um fibrosamento 
 
Manifestações clínicas 
 Dispneia 
 Tosse 
 Fadiga 
 Congestão Pulmonar 
 Edemas periféricos 
 Sopros cardíacos/palpitações 
 Astenia 
 Angina (Estenose aórtica) 
 
Edema na área cardíaca Diuréticos 
 
Estenose Mitral Folhetos valvulares espessados, calcificados o que leva á fusão dos mesmos. 
 
 O volume de injeção vai ser maior. 
 A válvula não está a fechar bem. 
 Mitral 
 Aórtica 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 142 
Prolapso O sangue pode ser empurrado para o ventrículo esquerdo. 
 
Estenose Aórtica 
 Aumento do pós-carga 
 Diminuição do débito urinário 
 Hipertrofia ventricular 
 Esvaziamento incompleto do átrio 
 Congestão pulmonar 
 Sobrecarga ventricular direita 
Tipos de cirurgia 
Aneloplastia Reparação do anel valvular 
Valvuloplastia Reparação da válvula, suturando os folhetos lesados 
Comissurotomia Dilatação da válvula, reparação de um folheto ou comissura 
 
 Pode por vezes existir necessidade de uma substituição total da válvula por esta estar 
inoperante. 
 
Cardioplegia Paragem do coração 
 
Doente 
 Entubação oro-traqueal (vem ventilado nas primeiras horas é controlado), por existir 
risco de aspiração do vómito coloca-se SNG 
 Estado de consciência Sedado 
 Por vezes é necessário fazer analgesia 
 Por vezes é necessário fazer terapêutica 
 Canalizar um cateter central 
 É necessário controlar a PVC (Pressão Venosa Central) 
 
 As válvulas são metálicas 
 Precisam de anticoagulantes orais e precisam de cumprir o esquema terapêutico 
operatório 
 
 Por vezes é necessário fazer um excerto das veias coronárias, através da retirada da 
veia safena. 
Safenectomia 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 143 
A colocação das próteses depende da idade: 
 Biológica Pessoas mais idosas 
 Mecânica Pessoas mais jovens Devem tomar anticoagulantes permanentemente 
 
Bypass – Valvular 
 Cuidados Pré-operatório 
o Veia periférica 
o Meias 
 
Pós-operatório 
 Explicar ao doente que vai chegar entubado ao nível respiratório 
 A quantidade de informação deve ser doseada 
 Explicar como é que se deve comunicar 
 Pode existir necessidade de mobilização 
 Vem algaliado 
 Explicar que não poderá comer 
 Explicar que vai haver controlo da dor através da terapêutica e caso exista dor para 
alertar 
 Saber estabelecer os alarmes 
 
Gastroepiploica Veia que se encontra no estâmago 
 Exige um jeju de 72 horas, o doente tem que ser hidratado 
 
 Vigiar os pulsos distais devido á Safenectomia 
 A sensação de sede ocorre em todos os doentes, quando esta vontade se manifestar 
deve-se molhar a boca 
 
Linha arterial Pressão invasiva 
 É por onde é feita a gasimetria 
 
 É sempre necessário que o sangue mantenha a sua temperatura, porque se desce 
coagula 
 O doente de CEC (Circulação Extra-Corporal) tem que estar hipocoagulado 
 
 
 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 144 
Circulação Extra-Corporal – CEC 
 Circuito de CEC 
 Sangue venoso desviado 
o Veias cavas superior ou inferior 
o Aurícula direita 
 Drenado por gravidade para o reservatório venoso 
 Bomba arterial envia o sangue para o oxigenador 
 Sai do oxigenador e entra na circulação sistémica através da cânula da aorta 
 
 As cirurgias de CEC são mais frequentes nas cirurgias das válvulas 
 O doente da cirurgia cardíaca trás 3 drenos torácicos. 
 Saem entre as 24 e as 48 horas 
 
Tamponamento cardíaco Maior risco nas cirurgias cardíacas 
 
 Ocorrem grandes perdas sanguíneas 
 O doente fica hipocoagulado para menor viscosidade do sangue 
 São administradas doses elevadas de heparina 
 
Balão Intra-Aórtico Um balão que vai ser colocado na aorta descendente. Na sístole deve 
estar desinsuflado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 145 
Principais riscos da obstrução 
 Poderá entrar em rotura da Aorta 
 Infeção da Aorta 
 Risco de trombos/êmbolos Risco de embolia 
 Ou para o cérebro ou para os membros inferiores 
 
Complicações 
 Disseção da Aorta 
 Embolia cerebral ou MS (Membro Superior) ou MI (Membro Inferior), rins, 
gastrointestinal 
 Trombose pelo ortostatismo 
 Infeção 
 
 Todos os doentes da cirurgia cardíaca saem com o pacemaker em standby 
 
Intervenções de Enfermagem 
1. Vigiar sinais vitais, local de punção e penso 
2. Vigiar temperatura, coloração e pulso distal MI 
3. Proteger calcâneo do membro 
4. Valores de hipocoagulação 
5. Débito urinário 
6. Padrão neurológico 
7. Alterações do ECG 
 
Animas Vasoconstrição acelerada 
 
Após-retirar 
 Comprimir a artéria 30' – 40' 
 Colocar peso no local da punção (2 – 5 kg) 
Depende do protocolo do serviço 
 Despistar hemorragia 
 Efetuar penso compressivo (24 horas) 
 
Risco de hemorragia na zona do cateter 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 146 
Linha arterial Para monitorizar a pressão arterial 
Cateter colocado na artéria 
 
Nitratos Vasodilatador coronário 
 
 Complicação das cirurgias cardíacas Arritmias 
 
Intervenções de Enfermagem 
o UCI 
Objetivos 
 Restabelecer o débito cardíaco 
 Promover trocas gasosas eficazes 
 Manter o equilíbrio hidroeletrolítico 
 Vigiar perdas hemáticas (drenos torácicos, pensos) 
 Controlar a dor 
 Promover o repouso e o conforto 
 O grande problema da cirurgia cardíaca é o rim não ter uma boa irrigação 
 O arrefecimento origina complicações hemodinâmicas e falsos resultados 
 A receção do doente é feita por 2 enfermeiros 
 Na cirurgia cardíaca existe uma norma de preparação da unidade 
 As bombas infusoras devem estar com baterias cheias e codificadas 
 Sedado 
 Monitorização cardíaca 
 Fármacos vaso ativos: Noradrenalina, DNI (Risco de cefaleias), Dopamina e/ou 
Dobutamina, Milrinona, Nitroprussiato de sódio 
 Entubado endotraquealmente Ventilado ou com Ambu 
 Drenagem torácica (1,2 ou mais) 
 Linha arterial 
 Cateter central 
 
Enzimas Cardíacas 
 CK 
 CKMB 
 Troponinas 
É obrigatório verificar o penso da esternotomia 
O urimeter dá-nos valores mais precisos 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 147 
 
 Por vezes os doentes possuem um cateter ligado diretamente ao coração 
 Temos que avaliar o grau de sedação, pois temos que fazer o desmame ventilatório para 
que o doente respire por si só 
 É necessário ter controlo da parte neurológica, por existir um elevado risco de AVC 
 
Intervenções de Enfermagem 
 Ventilação – Padrão Respiratório Ineficaz 
 Verificar parâmetrosventilatório 
 Ajustar limites de alarme 
 Conectar o utente ao ventilador 
 Fazer gasimetria arterial (Após 15') 
 Imobilizar os membros 
 
 
 O Enfermeiro tem como função assegurar a aspiração das secreções que se encontram 
na via aérea 
 
 A retirada do cateter pode ser feita pelo Enfermeiro 
 
Tamponamento 
 Hemorragia intra-torácica 
 - PAD – Elevada 
 - TA – baixa – Taquicárdia 
 - Débito urinário – baixo 
 
 Muitos destes doentes fazem paragem cardíaca 
 A hipotermia é mais sentida nas extremidades dos membros 
 As gasimetrias vão dar os valores dos alcaloides 
Não devem existir secreções nas vias aéreas 
Estar atento á curva de pressão arterial 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 148 
Função renal Ureia 
Função renal Creatinina 
 
Ruídos hidroaéreos Confirmar a motilidade gastrointestinal 
 
 A dieta líquida só é dada ao final de 6 horas 
 
Troponina Detetar o enfarte 
 6/12/24/48 É realizada logo de imediato 
 
Ocorre de imediato 
 Tamponamento cardíaco 
 AVC 
 Infeções de suturas operatórias 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 149 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 150 
 
Cirurgia da mama 
Cirurgia Ginecológica 
 
Ooforectomia Remoção de um ovário 
Salpingectomia Remoção de uma trompa de Falópio 
Salpingo-ooforectomia bilateral Remoção dos dois ovários e das trompas de Falópio 
Histerectomia total Remoção da totalidade do útero, incluindo o colo do útero Via 
abdominal e vaginal 
Histerectomia subtotal Remoção do útero, exceto o colo do útero 
Histero-ooforectomia Remoção do útero e dos ovários 
Histerossalpingectomia Remoção do útero e das trompas de Falópio 
Histerectomia abdominal total e salpingo-ooforectomia bilateral Remoção da totalidade 
do útero, das trompas de Falópio e dos ovários 
Histerectomia radical (Anterior +) vaginectomia parcial e disseção dos gânglios linfáticos da 
pelve 
Mastectomia Remoção da mama 
Mastectomia bilateral Remoção das duas mamas 
Quadrantectomia Remoção de um dos quadrantes da mama 
Senologia Estudo da área da mama 
 
 O auto-exame das mamas deve ser feito mensalmente após o período menstrual – 
Anteriormente o peito está maior, mais denso e mais sensível 
 A elevação do estrogénio, faz com que ocorra retenção de líquidos 
 Os valores hormonais diminuem, os tecidos ficam mais normalizados e mais facilmente 
é feita a apalpação 
 A mama encontra-se divida em quadrantes 
 
Tumores da mama Benigno Fibroadenoma, quistos ou doença fibroquística da mama 
Maligno Carcinoma da mama 
 
Tumores hormonodependentes Surgem durante a gravidez 
 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 151 
Fatores de risco 
 Sexo feminino 
 História familiar Ter atenção á história familiar e se existe algum familiar que teve 
algum tumor 
 Idade superior a 40 
 História menstrual O ciclo menstrual está relacionado com o perfil da pessoa 
 História reprodutora Se tem filhos ou não, o espaço entre a gravidez, quando ocorreu 
a primeira gestação 
 Contracetivos orais ou terapêutica de substituição 
Pilula a maioria são de baixa dosagem 
 O tempo de atuação não é muito grande 
 Obesidade 
 Exposição a radiação ionizante 
 
 Os contracetivos orais, podem ser tomados sem ser necessário efetuar paragem, devido 
a serem de baixa dosagem. 
Fisiopatologia Tem origem nas células 
 
Exames não invasivos 
 Auto-exame da mama 
 Mamografia 
 Ecografia mamária 
 Análise ADN 
 Recetores de estrogénio e progesterona 
 
Exames invasivos 
 Biópsia com ou sem cirurgia 
 Disseção do gânglio sentinela 
 Tomografia óssea (2ª) 
 Tomografia do fígado (2ª) 
 
Gânglio sentinela O primeiro gânglio da mama a seguir á cadeia (se o primeiro der positivo, 
existe necessidade de fazer esvaziamento axilar). 
 
 
 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 152 
Estadiamento do Tumor – TNM 
 O tamanho do tumor – T 
 O envolvimento dos gânglios linfáticos da axila próximo á mama - N 
 A presença ou não de metástases á distância – M 
Hormonoterapia Deve ser feita durante 5 anos 
 
O cirurgião efetua diversas abordagens: 
 Mastectomia radical modificada Com ou sem reconstrução 
 Mastectomia parcial Lumpectomia ou resseção em cunha 
 
Complicações – Pós-operatório 
 Hematomas 
 Infeção 
 Linfoedema 
 
 A reconstrução mamária deve ser efetuada entre 3 a 6 meses após a cirurgia mamária 
 
Intervenções de Enfermagem 
 Apoio emocional 
 Informação em equipa, á pessoa sobretudo os procedimentos do intra- e pós-operatório 
 Inclusão da família em particular do parceiro nos cuidados possibilitando-lhe igualmente 
apoio emocional 
 
 
 
 
 
 
O expansor vai ajudar com que depois se coloque o implante de silicone 
O protocolo só é alterado devido ao estado do doente 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 153 
 
 
 
 
 
 
 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 154 
O doente submetido a cirurgia do aparelho digestivo/tiroide 
 Dor abdominal 
- Dor visceral Localização no órgão 
- Dor parietal Dor sensitiva 
 Distensão abdominal 
- Perímetro abdominal 
- Palpação 
- Timpanismo 
 Náuseas/Vómitos 
Características: - Cor (Verde – Bílis; Castanho – Fecaloide) 
Características: - Conteúdo (Resíduos alimentares 
Características: - Se tem sangue (Hematemeses) 
 Pirose 
Ardor Sensação de queimadura retroesternal 
 Disfagia 
 Odinofagia 
Dor de garganta 
 Dispepsia 
Enfartamento. Sensação de estar sempre cheio (tipo de alimentação, ingestão de álcool, 
determinados medicamentos) 
 Eructações 
Arroto 
 Regurgitação 
 Aerofagia 
Presença de ar no esófago 
 Hematemeses 
Vómitos com sangue 
 Diarreia 
Fezes moles ou líquidas 
 Obstipação 
Dificuldade em defecar 
 Alteração do apetite 
 Meteorismo 
Produção de gases ao nível gastrointestinal provocando uma dilatação do estomago ou 
intestino acompanhado da sua emissão 
 Flatulência 
Produção de gases por bactérias e leveduras no intestino 
 Hemorragia digestiva 
 Hematoquésias 
Fezes misturadas com sangue 
 Melenas 
Fezes com sangue digerido 
 Retorragia 
Sangue pelo reto 
 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 155 
Incisão na cavidade abdominal, dependendo do 
tipo de incisão pode-se ter acesso a um órgão 
ou espaço abdominal 
 
Hematemeses 
Causas Úlceras 
Causas Perfuração 
 
Tratamento médico Endoscopia 
 
Cirurgia Gastrointestinal e Abdominal 
Observação: 
 Exame físico 
 Inspeção da pele 
 Auscultação do peristaltismo intestinal 
 Medição do perímetro abdominal 
 Percussão 
 Palpação 
 
 Ascite 
Acumulação de fluídos na cavidade abdominal 
 Hepatomegalia 
Inflamação provocada pelo aumento do fígado 
 Distensão abdominal 
 Esplenomegalia 
Aumento do baço 
 
Tipos de Cirurgia Abdominal 
 Tradicional 
Laparotomia Diagnóstica ou exploratória 
 
Direcionada a um órgão 
 
Decúbito ventral 
 
Fio de vicryl Fio absorvível 
Saber a localização da dor e a sua irradiação 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 156 
Cuidados a ter com a retirada dos agrafos 
 Desinfeção da sutura 
 
Bolsas de Bogotá Em situações de peritonite, onde existe uma grande inflamação dos órgãos 
que não permite introduzi-los para o interior 
 
VacuoterapiaPenso de vácuo usado em feridas 
 
Complicações 
 Deiscência Abertura da sutura com sinais inflamatórios 
 Eventração ou Hérnia Incisional Existe uma fragilidade muscular, provocando 
dilatação da víscera 
 Evisceração Saída total das vísceras – Devem ser colocadas compressas com soro 
Alertar o médico e o doente vai para o bloco 
 
Causas 
 Desnutrição 
 Infeção 
 Técnica mal realizada 
 
Prevenção 
 Preservar vascularização 
 Técnica cirúrgica adequada e asséptica 
 Melhorar estado geral do paciente 
 Correção das deiscências 
 Suturas com pontos de reforço 
 
Cirurgia Eletiva – Cuidados de Enfermagem – Pré-operatório 
 Jejum – 6 a 8 horas 
Depende do tipo de cirurgia, isto é, jejum de sólido deve ser entre 6 a 8 horas e o jejum 
da dieta líquida sem resíduos 2 horas 
 Sinais vitais – temperatura 
 Esvaziamento intestinal – Enema/Clister de limpeza 
 Via periférica permeável 
 Antecedentes pessoais – Alergias, medicação, antecedentes médico-cirúrgico 
 História da doença atual 
 Colheitas pré-operatórias 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 157 
Pós-operatório 
 Tipo de intervenção/cirurgia 
 Tipo de anestesia 
 Monitorização do doente Sinais Vitais (TA, FC, FR, Dor, Temperatura, SatO2, Glicémia 
capilar) 
Escalas de dor Faces, Numérica, EPS 
 Avaliar o estado da consciência 
 Posicionamento e forma adequada 
 Assegurar a oxigenação adequada 
 Vigiar o balanço hídrico 
 Vigiar drenos, SNG drenado, débito urinário 
 Vigiar pele e mucosas, sutura 
 Vigiar permeabilidade dos acessos 
 Administração de terapêutica 
 Vigiar o penso, reforçar Caso exista repasse delimitar 
 Proceder aos registos de Enfermagem 
 
 O doente quando vem do bloco é necessário aquecê-lo, pois o doente encontra-se 
hipotérmico 
 Nas primeiras horas, vigiar os sinais vitais de 15 em 15 minutos nas próximas horas de 1 
em 1 hora, depois de 2 em 2 horas 
 
 
 
 
 
 
 
EES – Esfíncter esofágico superior 
EEI – Esfíncter esofágico inferior 
 
Exames Complementares de Diagnóstico 
 Raio-x 
 TAC Tumores 
 Phmetria esofágica 
 Manometria esofágica 
 Endoscopia digestiva alta Esófago – Estômago – Duodeno 
 
Boca 
Faringe 
 Bolo alimentar 
Estômago 
Movimentos peristálticos 
Amílase – Amido 
Lípase - Lípidos 
EES 
EEI 
Bolo alimentar 
Esófago 
Músculo estriado 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 158 
Patologia Esofágica 
 Divertículos Bolsas que são formadas no esófago 
 Varizes Dilatação dos vasos ao nível do esófago 
 Megaesófago Acalásia 
 Neoplasia 
 
1. Hérnia do Hiato 
Se existir uma disfunção vai fazer com que ocorra uma subida do estomago, fazendo 
com que ocorra refluxo esofágico e inflamação. 
2. Refluxo Gastroesofágico 
Passagem do conteúdo do estomago para o esófago na ausência de vómito 
 
Complicações: 
o Erosão do esófago 
o Estenose 
o Esófago de Barret Pode evoluir para adenocarcinoma 
Pode ocorrer mutação celular 
o Erosão da Orofaringe 
o Problemas pulmonares 
3. Acalásia 
Problema de motilidade, em que o esfíncter interior não relaxa adequadamente na 
deglutição Não há produção de ondas peristálticas 
 Cirurgia Esofagotomia (Heller) Corte 
4. Neoplasia Adenocarcinoma 
- Mais comum nos homens 
- Maioria assintomático 
- Associado á ingestão de álcool e tabaco 
 
Sintomatologia 
 Náuseas 
 Desconforto 
 Refluxo Gastroesofágico 
 
Tratamento 
 Cirurgia Esofagectomia Remoção da porção do esófago que está afetado 
 Quimioterapia 
 Radioterapia 
 Toracotomia direita 
 Toracotomia transtorácica ou transhiatal 
 
 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 159 
Verificar através da escala de Glasgow 
Esofagectomia Total todo o esófago é removido 
 anastomose entre a faringe e estômago 
 
 Remoção da porção de estômago afetado e puxa-se o estômago – anastomose 
 A pessoa pode ficar com uma maior sensação de azia e de refluxo 
 
Esofagectomia – Intervenções de Enfermagem no Pós-
operatório 
 2/3 dias antes da cirurgia fazer dieta pobre em fibras e gorduras 
 Dieta zero – 8 a 12 horas 
 Acolhimento da pessoa 
 Colheita de dados 
 Procedimentos Pré-operatórios 
 Preparação intestinal 3 dias com dieta oral sem resíduos 
Pobre em fibras e gorduras 
 
Esofagectomia – Intervenções de Enfermagem no Pós-
operatório imediato (+/- 24 horas na UCI) 
 Preparação da unidade (ventilador, monitor, bombas infusoras, aquecedor/mantas de 
aquecimento, aspirador, oxigénio) Verificar se tudo está a funcionar 
 Receber informação (tipo de cirurgia, anestesia, complicações/intercorrências, drenos, 
sondas, medicação o que fez e o que mantém em curso) 
 
UCI – Unidade de Cuidados Intensivos 
 
 Avaliar o estado de consciência Reativo 
Avaliar o estado de consciência Não reativo 
Monitorizar Sinais Vitais (TA, Dor, FC, FR, SpO2, Glicémia, Temperatura) 
 Administrar terapêutica prescrita 
 Vigiar acessos Permeabilidade Linha arterial 
Cateter Venoso Central 
 Vigiar drenagens Drenos, local de inserção, localização 
 Vigiar ventilação Parâmetros ventilatório 
- O doente encontra-se com a via aérea permeável, pois encontra-se entubado 
orotraquealmente 
- 15 min após gasimetria de controlo 
- A pessoa fica entubada durante 4/5 dias, ao terceiro dia pode-se iniciar o 
desmame ventilatório 
 Vigiar presença de secreções brônquicas Aspirar em SOS 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 160 
 Monitorizar balanço hídrico (débito urinário) Drenos 
 Urina 
 Calcular tudo o que é administrado e tudo o que é eliminado Administrado (soro e 
terapêutica) e eliminado (urina) 
 Vigiar as características da urina e das drenagens 
 Vigiar o penso da ferida cirúrgica 
 A alimentação parentérica é iniciada após as primeiras 24 horas 
 
Alimentação endovenosa 
 Promover a higiene oral e nasal 
 Vigiar a sonda gástrica e drenos 
 Avaliar a ferida operatória 
o Sinais de infeção/deiscência 
 Assegurar ótimo suporte nutricional 
o Jejunostomia para alimentação Ao final de 3 dias 
o Alimentação parentérica Após 1 dia 
o Iniciar ingestão após informar o médico 
 
Complicações 
 Deiscência da anastomose Sutura de ligação 
 Estenose da anastomose 
 Hemorragia 
 Gastroparésia 
 Disfagia 
 Complicações cardiovasculares EAM, Disritmias, Embolias 
 Complicações respiratórias Atelectasias, Pneumonia 
 
Orientações para a alta 
 Modificações – padrão alimentar e estilo de vida 
 Gestão da medicação 
 Posicionamento 
o Evitar esforços excessivos ou inclinações para a frente 
o Evitar esforços sobre a incisão (+/- 6 semanas após a cirurgia) 
 Reduzir o peso corporal se em excesso 
 Abolir o álcool e tabaco 
 Evitar bebidas gasosas, alimentos que favoreçam a produção de gases 
 Incentivar a comer sempre sentado 
 Mastigar lentamente 
 Manter-se de pé após a refeição (1 ou 2 horas) 
 
 
 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 161 
 
Esfíncteres Cárdia 
Esfincteres Piloro 
 
 
 
 
 
Principais patologias do estômago 
1. Gastrite Aguda 
 Crónica 
Inflamação da mucosa gástrica 
Aguda 
 Medicamentos Anti-inflamatórios não esteroides, alimentos mais condimentados, 
mais gordurosos, álcool, stress, situações de má higiene 
Tratamento 
 Antiácidos 
 Antibióticos 
 
Crónica Helicobacter Pylori 
 Alimentos contaminados 
 A bactéria encontra-se habituada a viver em locais ácidos 
 
Anemia perniciosa Défice de vitamina B12Absorvida pelo estômago 
Carcinoma Alteração celular 
Diagnóstico 
 Endoscopia digestiva alta 
 Despiste da Helicobacter Pylori 
 Biópsia 
 Testes de ureia expirada Testes com Carbono. O doente expira para uns 
tubinhos para fazer o despiste. 
 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 162 
Tratamento 
 Antiácidos 
 
2. Úlcera Péptica Estômago Úlcera gástrica 
Úlcera Péptica Duodeno Úlcera duodenal 
 
Sintomas 
 Desconforto gástrico 
 Náuseas 
 Anorexia 
 Perda de peso 
 Dor 
Tratamento 
 Inicia-se primeiramente pelo tratamento médico 
 Medicamentos Antiácidos, anti-inflamatórios 
 
Bilroth I 
Duodeno e Estômago 
 
 
 
 
 
 
 
 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 163 
Bilroth II 
Jejuno e Estômago Abordagem pode ser retro cólica ou antro-cólica 
 
 
 
 
Intervenções de Enfermagem 
 Ensino ao doente 
 Adesão ao esquema terapêutico instituído 
 Evitar alimentos que aumentem o desconforto 
 Dieta equilibrada e polifraccionada – Comer pouca quantidade de cada vez 
 Evitar o consumo de tabaco e bebidas alcoólicas 
 Evitar medicamentos úlcera géneos 
 Controlar o stress 
 
Complicações 
1. Hemorragias Melenas, Hematemeses 
Intervenção 
 Hemóstase endoscópica – vasoconstritora/esclerosante, Hemoclips, suturas, balão 
esofágico 
 Controlo da hemorragia – cirurgicamente Laparotomia exploradora, 
gastrectomia parcial e total 
 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 164 
Sinais e Sintomas 
 Palidez Sensação de lipotimia 
 Hipotensão 
 Taquicárdia 
 
Diaforese Sudorese excessiva Choque cético 
 
Intervenções de Enfermagem 
 Monitorizar sinais vitais 
 Vigiar o débito urinário e balanço hídrico 
 Puncionar um acesso venoso de grande calibre – pois deve precisar de efetuar aporte 
sanguíneo 
 Promover o repouso 
 SNG Se existir histórico de varizes esofágicas não se pode entubar por risco de 
perfuração 
 Avaliar o estado de consciência 
 
2. Perfuração Emergência Cirúrgica 
 
Sinais e Sintomas 
 Dor O doente dobra os joelhos para evitar extensão da parede abdominal e 
estimulação dos recetores do folheto parietal 
 Sinal de Blumberg positivo Dor aumenta com a pressão sobre o abdómen e ao retirar 
a mão a dor intensifica-se 
 Diaforese 
 Taquicárdia 
 Hipotensão 
 Alteração do estado de consciência 
 Choque 
 
Intervenções de Enfermagem 
 Tranquilizar o doente e promover o conforto 
 Manter o doente em posição semi-fowler 
 
 
 
 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 165 
Tratamento 
- Conservador 
 Fluidoterapia 
 Drenagem do conteúdo gástrico 
 Antibioterapia 
Cirurgia 
 Gastrectomia total 
 
3. Obstrução Pilórica 
Tratamento Médico 
- Intervenção Cirúrgica 
 Piloroplastia Remoção de uma porção e sutura-se 
 Antrectomia Remoção do antro-gástrico 
- Tratamento Cirúrgico 
 Reduz a capacidade de segregar o ácido 
 Remove a lesão 
 Trata a emergência médica 
Vagotomia Corte do nervo vago 
Antrectomia Remoção do antro-gástrico, responsável pela produção do ácido pilórico 
 
Carcinoma Gástrico 
Localiza-se na parte terminal do estômago, isto é, ou está localizado no piloro ou no antro-
gástrico. 
 
Etiologia 
Em fases mais avançadas, o diagnóstico é feito através de endoscopia. 
 
Manifestações 
 Dispepsia 
 Enfartamento pós-prandial Sensação de enfartamento depois de comer 
 
 
 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 166 
Exames Complementares de Diagnóstico 
 TAC 
 Raio-x abdominal 
 Endoscopia digestiva alta com biópsia 
 
Gastrectomia total Esofagojejunostomia 
 
Nutrientes absorvidos no estômago Proteína 
 
 Uma pessoa consegue viver sem estomago, mas a sua dieta terá que ser rica em 
proteínas. 
 
Cuidados Pré-operatórios 
 Dieta zero 
 Entubação com SNG 
 Acessos venosos 
 Confirmar se tem os exames de diagnóstico 
 
Ensino Pré-operatório 
 Comer em poucas quantidades e mais vezes ao dia, comida mais triturada e mais rica 
em proteínas 
 Ensino respiratório Respiração pausada e profunda, ensino da tosse 
 Algaliar e vigiar o balanço hídrico 
 
Cuidados Pós-operatórios 
- Cuidados Gerais 
1 Promover nutrição 
 Inicial Alimentação parentérica 
 Entérica Quando se ouvem ruídos hidroaéreos (inicia-se dieta líquida) 
2 Vigiar sinais de hemorragia 
 Vigiar penso e sutura 
 Vigiar sinais vitais 
3 Promover adequada ventilação pulmonar 
 Oxigenoterapia 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 167 
 Valores da gasimetria 
4 Promover conforto 
 Posicionamentos de 2 em 2 horas 
 Fase inicial Semi-fowler 
5 Ensinos 
 Ensinos sobre alimentação 
 Ensino da tosse 
Cuidados Específicos 
 Monitorizar o funcionamento da SNG drenagem passiva 
 Despiste de complicações 
o Hemorragia – Choque 
o Infeção 
o Íleo paralítico Ausência de movimentos contráteis normais da parede 
abdominal 
o Balanço hídrico 
Ensinos ao doente 
 Procurar manter uma nutrição adequada 
 Aumentar a quantidade de alimentos gradualmente 
 Comer/mastigar lentamente 
 Dor Evitar alimentos picantes e irritáveis 
Complicações 
 Hemorragia 
 Síndrome de Dumping Esvaziamento gástrico muito rápido, levando a sintomas de 
mau estar 
Prevenção 
 Refeições frequentes e pequenas 
 Repouso sobre o lado esquerdo durante 20 a 30 minutos, após as refeições Devido 
á curvatura do estômago 
 Evitar bebidas e alimentos muito quentes e muito frios 
 Quantidades mínimas de ingestão de líquidos á refeição 
 
Cirurgia Bariátrica Obesidade mórbida 
Causas/Etiologia 
 Tipo de alimentação/menos adequada 
 Sedentarismo 
 Genética 
 Família/social/cultural Tipo de alimentação 
 Fatores psicológicos 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 168 
 Perturbação do SNC 
 Função tiroideia 
Nota: Centro coordenador do apetite Hipotálamo 
 
Consequências 
 Respiratório 
 Cardíaco 
 Difícil de mobilizar 
 
Cuidados a ter na avaliação do peso 
 Sempre na mesma balança 
 Sempre á mesma hora 
 Com o mínimo de roupa possível 
 Se tiver saco e drenos, estes devem ser despejados 
 Sempre em jejum 
 Avaliar o estado de consciência da pessoa 
 Se a pessoa se consegue levantar 
 
Métodos de diminuição do peso 
 Dieta 
 Exercício 
 Medicação Supressores do apetite é controverso 
 Modificação comportamental Manutenção da perda de peso 
 Balão gástrico Não é considerada uma intervenção cirúrgica, pois é introduzido 
através de endoscópio no estômago 
 
 O balão gástrico fica no estômago insuflado durante 4 meses e depois tem que ser 
retirado e caso seja necessário é introduzido um novo balão. 
 
Banda gástrica Colocado na parte superior do estômago via laparoscópica. 
 
 
 Quando é que é considerada obesidade e obesidade mórbida? 
 - Através do IMC 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 169 
 
Gastroplastia vertical em banda 
 Drenagem gástrica é menor 
 3º dia inicia líquidos simples 
 Suplementos vitamínicos 
 Vigiar sinais de perfuração (agrafes) 
 Vigiar dor abdominal 
 Se tolerar, inicia dieta mole (8 semanas) 
 
 
Derivação gástrica Roux em y 
O bolo alimentar vai diretamente da pequena porção do estômago para o duodeno 
 
Cuidados a ter nas cirurgias gástricas 
Complicações 
 Síndrome de Dumping 
 Vómitos incontroláveis 
 Deiscência 
 Infeções pulmonares Risco de regurgitação 
 
Gastrectomia tubular – SleeveGástrico 
Remoção de uma pequena parte do estômago 
 
Complicações iatrogénica Complicação da cirurgia 
 
Cirurgia Gástrica – Cuidados de Enfermagem 
 Vigiar estados de consciência 
 Sinais hemodinâmicos 
 Sinais Vitais 
 Vigiar drenos 
 Vigiar suturas 
 Vigiar balanço hídrico 
 Posição Semi-Fowler 
 Alternância de decúbitos 2 em 2 horas 
 Sinais de hemorragia 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 170 
 Presença de náuseas e vómitos 
 Promover o decúbito lateral esquerdo 
 
 Os planos alimentares são adequados á pessoa 
 A alimentação tem que ser polifraccionada A pessoa deve comer pouca quantidade, 
várias vezes ao dia 
 
Hérnia Abdominal 
 Classificação 
Etiologia Espontânea 
Etiologia Traumática 
 
Face á localização Externa 
Face á localização Interna 
 
Fatores desencadeantes 
 Pegar pesos 
 Gravidez 
 Hipertrofia benigna da Próstata 
 Tosse 
 
Localização 
 Interna 
Saída de uma víscera/estrutura anatómica que se faz entre 2 cavidades 
 Externa 
Saída de uma víscera ou outra estrutura para fora dos limites da cavidade abdominal 
 
Localização 
 Diafragmática 
 Epigástrica 
 Inguinal 
 Femoral 
 Umbilical 
 Ventral ou Incisional 
 Perineal 
 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 171 
Gravidade Quanto á redutibilidade 
 Redutível 
O saco herniário retorna para a cavidade abdominal 
 Irredutível/Encarcerada 
Segmento de intestino sai através do orifício herniário e que não retorna á cavidade 
abdominal 
 Estrangulada 
Quando a hérnia não é tratada, isquemia, necrose do tecido, rotura 
 
Sintomas 
 Protuberância ou nódulo na zona afetada 
 Dor e desconforto na zona afetada 
 Náuseas 
 Vómitos 
 Hematoquésias 
 
 A pessoa apresenta dor e ao toque intensifica-se 
 
Intervenções de Enfermagem – Pré-operatório 
 Avaliar os Sinais Vitais 
 Se existe algo que alivie a dor 
 Exame físico 
 Sinais de edema 
 Sinais de hemorragia 
 Canalizar acesso venoso Retira-se sangue para as rotinas pré-operatórias 
 Dieta zero 
 Pedir ao doente para esvaziar a bexiga 
 Orientar o doente para evitar esforços 
 Avisar o doente para evitar alimentos que provoquem obstipação 
 
Herniorrafia Suturas das fibras musculares 
Hernioplastia Coloca-se uma prótese para que segure as vísceras 
 
Pós-operatório 
 Avaliar o estado de consciência 
 Verificar a permeabilidade das vias aéreas 
 Avaliar os Sinais Vitais 
 Avaliar a SpO2 
Enfermagem Médico-Cirúrgica 
 
 172 
Quimo 
(Amido) (Lípidos) (Proteínas) 
Piloro 
Duodeno 
Jejuno 
Íleo 
Apêndice 
Cego ou Ceco 
Colon 3 
2 – 6 horas 1 – 3 horas 
Quilo 2 
Intestino Grosso 
12 – 48 horas 
Reto 
Ânus 
 Vigiar penso e suturas 
 Dieta – Início da dieta 
 Na maioria das cirurgias a anestesia é raquianestesia 
 Evitar pesos - +/- 2 meses 
 Ensino da tosse 
 Incentivar á deambulação 
 
Complicações 
 Hematoma 
 Seroma Sinais inflamatórios, acumulação de líquido junto á sutura 
 Infeção 
 Recidiva da hérnia 
 
 
Amílase Lípase Pepsina 
 
Boca Faringe Esófago Estômago Intestino Delgado 
+/- 1 min 3 – 5 seg 
Bolo alimentar 
 
 
 
 
 
 
Intestino Delgado 1 +/- 7 metros 
Intestino Delgado +/- 1,5 metros – 2 metros 
 
1 – Bílis 
1 – Suco pancreático 
1 – Suco intestinal 
 
2 – Lípidos 
2 – Proteínas 
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 173 
3 – Ascendente + nutrientes 
3 – Transverso H2O 
3 – Descendente Fezes sólidas 
3 – Sigmoide 
 
Intestino 
 Inflamações Agudas Apendicite 
 Inflamações Crónicas 
 Tumores no Intestino 
 Oclusão Intestinal Pode ser provocada por uma torsão no estômago 
 
Apendicite 
Evolução Aguda 
Evolução Crónica – 15 dias a 3 semanas 
 
Ponto de Mcburney Sensibilidade á apalpação ou rigidez localizada. 
Sinal de Blumberg Descompressão abdominal abrupta dolorosa. Sinal mais importante de 
inflamação. 
 
Sinais e Sintomas 
 Dor abdominal Na fossa ilíaca 
 Febre 
 Náuseas 
 Vómitos 
 
Intervenções de Enfermagem – Pré-operatório 
 Puncionar acesso venoso 
 Efetuar colheita para análise 
 Sinais Vitais – Dor 
 Entubação SNG – Se o doente tiver vómito 
 Posicionar o doente em decúbito lateral esquerdo 
 Dieta zero 
 
 
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 174 
Tratamento Cirúrgico 
Apendicectomia Técnica Laparoscópica 
Técnica Convencional 
Pós-operatório 
 Avaliar o estado de consciência 
 Verificar a permeabilidade das vias aéreas 
 Avaliar pele e mucosas 
 Avaliar os Sinais Vitais 
 Colocar gelo 
 Avaliar o débito urinário Características da urina 
 Avaliar a permeabilidade dos acessos 
 Tipo de terapêutica administrada 
 Tipo de terapêutica em SOS 
 Verificar o penso cirúrgico Se está limpo, seco ou repassado 
 
Doença Crónica 
 Doença de Crohn 
 Colite Ulcerosa 
 Doença Ventricular 
 
Complicações 
 Os granulomas podem surgir em outras partes do corpo 
 Oclusão intestinal 
 Abcessos 
 Fístulas 
 Extra intestinais 
 
Exames Complementares de Diagnóstico 
 Raio-x 
 Endoscopia Sigmoidoscopia e Colonoscopia 
 Coprocultura 
 
Doença de Crohn Tratamento médico 
Doença de Crohn Tratamento cirúrgico 
Na apendicite não são colocados drenos 
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 175 
Colite Ulcerosa 
 Diarreia 
 Fezes com sangue, muco e pus 
 Pode ocorrer dor abdominal 
 Febre Sinal de gravidade 
 Incontinência de fezes Sinal de gravidade 
 
Megacólon Existe uma obstrução, fazendo com que o cólon dilate 
Proctocolectomia total Remoção total do reto e do cólon 
Colectomia total Remoção do ânus 
 
Diverticulose Cólica Doença Crónica 
Tratamento Médico 
 Alteração da dieta Rica em fibras 
Alteração da dieta Suplementos de fibras 
 Antiespasmódicos 
 
Tratamento Cirúrgico 
 Perfuração 
 Hemorragia 
 Fistulização 
 Diverticulite 
 Ressecção e drenagem com anastomose 
 Cirurgia de Hartmann 
 
Diverticulite 
Sintomas 
 Dor abdominal na fossa ilíaca esquerda 
 Fezes com sangue 
 Náuseas e vómitos 
 Flatulência 
 
Clister opaco Introduzido contraste através da sonda retal 
 
 
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 176 
Tumores do Intestino Intestino Delgado (Não são malignos) 
Sintomas 
 Dor abdominal 
 Alteração dos hábitos intestinais 
 Anemias 
 Desnutrição 
 Perfuração 
 Assintomático 
Exames Complementares de Diagnóstico 
 Radiologia Simples 
Radiologia Contraste 
 TAC 
 Enteroscopia com cápsula 
 Endoscopia alta e baixa 
Tratamento 
 Médico Quimioterapia 
Médico Radioterapia 
 Cirúrgico Ressecção intestinal 
Cirúrgico Ileostomia 
 
Ileostomia Sempre do lado direito 
 Fezes sempre líquidas 
 
Manifestações clínicas 
 Mudanças de hábitos intestinais Obstipação 
Mudanças de hábitos intestinais Diarreia 
 Sangue nas fezes 
 Dor retal e abdominal 
 Perda de peso 
 Fadiga 
 Anemia 
Hemicolectomia direita Remoção de uma parte intestinal do lado direito 
Hemicolectomia esquerda Remoção de uma parte intestinal do lado esquerdo 
Ressecção anterior Remoção de uma parte do sigmoide 
Amputação abdominoperineal Remoção do reto 
 
 
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 177 
Complicações 
 Íleo paralítico 
 Infeção intraperitoneal e da ferida abdominal 
 Peritonite e abcesso 
 Deiscência da ferida 
 
Oclusão Intestinal Mecânica 1 
Oclusão IntestinalFuncional 2 
 
1 – Obstrução física que impede a progressão do conteúdo intestinal 
1 – Aderências/bridas Principalmente em pessoas operadas anteriormente 
1 – Vulvo/torsão da ansa 
 
2 – Incapacidade do intestino em propulsionar o conteúdo intestinal 
 
Sinais e Sintomas 
 Desconforto abdominal Dor 
 Distensão abdominal 
 Obstipação 
 
Exames Complementares de Diagnóstico 
 Clister opaco 
 Colonoscopia 
 
Iatrogénicas Complicações decorrentes da cirurgia em si 
 
Cuidados de Enfermagem – Pré-operatório 
 Dieta pobre em resíduos 
 Entubação SNG 
 
 
Em todas as cirurgias abdominais deve-se evitar levantar pesos durante 6 semanas 
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 178 
Colostomia 
Cecostomia Colostomia ceco 
Cecostomia Colostomia ascendente 
 
Transversostomia 
 Colostomia do transverso 
 Colostomia do transverso com Barril Duplo 
 Colostomia descendente 
 Colostomia sigmoideia 
 
Ileostomia Colocado no lado direito 
 Fezes líquidas 
 Ileostomia terminal 
 Ileostomia terminal em ansa 
 Ileostomia continente Através do intestino é feito um reservatório, a drenagem das 
fezes é feita através de uma sonda 
 Anastomose íleo retal/anal Remoção total do cólon, é feita uma anastomose entre 
o íleo e o reto 
 
Cuidados de Enfermagem – Pré-operatório 
 Preparação Psicológica 
 Nestas cirurgias é importante o apoio do Enfermeiro 
 Deve-se dar toda a informação referente aos cuidados ao doente 
 Avaliar os conhecimentos e a compreensão do doente/família da cirurgia e seus 
resultados 
 Informar dos procedimentos do pré-operatório 
 Avaliar os níveis de ansiedade/medo 
 
 É necessário que o Enfermeiro dê apoio psicológico adequado ao paciente antes de 
efetuar a ileostomia e depois da ileostomia. 
 
 
 Fazer os ensinos aos familiares, porque estes doentes vão ficar psicologicamente 
afetados e pode ser necessário consciencializar a família para este tipo de fato, bem como 
os cuidados ao estoma. 
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 179 
 
 É normal que após a cirurgia continua a sair resto de fezes e conteúdo hemático 
decorrente da cirurgia 
 
Complicações 
 Imediatas – Edema Normal existir no imediato por ter existido manipulação dos 
tecidos, mas não é normal existir edema ao final de 2 - 3 dias 
 Necrose Não existir irrigação, devido á rotura de uma artéria ou por obstrução de 
um coágulo 
 Hemorragia Rotura dos vasos; Abcesso/Prolapso se existir uma obstrução vai fazer 
com que a víscera saia para fora 
 Deiscência da sutura Ocorre devido á inflamação da zona da sutura, estenose 
Aperto, deiscência da sutura 
 
Hérnia perístoma Esforço 
 
Ensinos á pessoa ostomizada – Associação Portuguesa de Ostomizados 
 Responsabilidade da Enfermagem 
 Tem início no pré-operatório 
 Progressivo 
 Deve ser personalizado 
 Deve envolver um “familiar” 
 Avaliar a eficácia 
 Literatura suplementar 
 
Cuidados á pele 
 Irritação ou infeção da pele 
 Reação alérgica 
 Adesivo dos dispositivos 
 Agressividade na substituição 
 
 Nas colostomias o saco de um lado é transparente e do outro lado é opaco 
 Nas ileostomias os sacos são transparentes em ambos os lados 
 
Ter atenção á água quando se faz a ileostomia 
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 180 
Degradação das hemácias 
+ 
Albumina 
Bilirrubina direta 
Formado no fígado e 
desce até à vesícula 
biliar e sempre que 
possível dirige-se até ao 
duodeno 
Evisceração Coloca-se açúcar para que haja vasoconstrição para que o estoma volte a 
recolher. 
 
Cirurgia da vesícula e das vias biliares, fígado e pâncreas 
Bílis Bilirrubina direta 
Bílis Bilirrubina simples ou indireta 
 
 
 
 
 
Bicarbonato Vai neutralizar o ácido que vem do estômago 
 
Patologias 
 Colelitíase Acumulação de cálculos 
 Colecistite Aguda Obstrução do canal que conduz a passagem da bílis para o interior 
 
Tratamento Médico 
 CPRE - Colangiopancreatografia Retrógada Endoscópica 
 Exame endoscópico com controlo radiológico, é a introdução de uma sonda até 
alcançar o duodeno 
 Doente tem que estar em jejum até 6 horas 
 Tem que ser feito por um médico de gastro e deve ser feito numa unidade de 
gastro 
 Deve ser feita preparação do intestino 
 
Cuidados de Enfermagem – Pré-operatório Colecistectomia 
 Avaliar a dor Escala numérica 
 Gerir analgesia 
 Gerir posicionamentos 
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 181 
Patologias 
 Pancreatite Aguda 
 Pancreatite Crónica Provocada pelo consumo excessivo de álcool 
 Tumores 
 Neoplasias 
 
 A maior causa da pancreatite é o consumo excessivo de álcool 
Sinal de Cullen Equimoses na região peri-umbilical 
Sinal de Grey Turner Equimoses nos flancos 
 
Exames Complementares de Diagnóstico 
 Raio-x ao tórax e abdominal 
 Eco abdominal 
 CPRE Diagnóstico/Tratamento 
 
Tratamento 
 Repouso pancreático 
 Estabilização hemodinâmica 
 Alívio da dor 
 Correção das alterações metabólicas 
 Profilaxia da hemorragia digestiva 
 Prevenção das infeções 
 
Medidas Gerais 
 Dieta zero 
 Cateter Venoso 
 O2 
 SNG Aspiração contínua 
 Procinéticos Medicamentos usados na estimulação da motilidade gastrointestinal 
 
 
 
 O Cuidado de Enfermagem específico da Pancreatite é a avaliação da glicémia capilar, 
em casos extremos pode ocorrer choque cético e levar á morte. 
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 182 
Neoplasia Adenocarcinoma Cresce rapidamente 
Assintomático 
 
Procedimentos cirúrgicos 
 Procedimentos para drenagem 
 Resseção da cauda do pâncreas 
 Duodenopancrectomia – Whipple 
 
Tempo de Protrombina Tempo de coagulação 
 10 – 13 seg 
Avaliado através do INR 
 
 
PVC Pressão Venosa Central

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