Prévia do material em texto
Enfermagem Médico-Cirúrgica 1 Enfermagem Médico-Cirúrgica 2 Índice Pág. Isabel Oliveira 3 José Freitas 78 Isabel Lucas 106 Manuela Néné 149 Rita Marques 153 Enfermagem Médico-Cirúrgica 3 Enfermagem Médico-Cirúrgica 4 Otomia – Abertura, incisão Apendicectomia – Apelação do apêndice, remoção do apêndice. Laparotomia – Abertura/incisão para observar através de uma incisão ou através de um sistema de lentes de laparoscopia, isto é, é uma abertura na cavidade abdominal. Se for usado um sistema de lentes é uma laparoscopia, em que é feita uma pequena incisão onde é introduzido o sistema de lentes. A incisão e a cirurgia designam-se de Laparotomia. Toracotomia – Cavidade torácica Craniotomia – Cavidade craniana Gastrotomia – Abertura do estômago Pode-se fazer uma gastrotomia através de uma laparotomia, isto é, uma laparotomia é realizada com o in tuito de diagnosticar uma situação de emergência. Cirurgia Programada Gastrotomia Gastrectomia (retirar uma parte do estômago) Cirurgia Não Programada Laparotomia Tomia = Abertura Permitia o acesso a uma determinada cavidade Ectomia = Apelação de um órgão ou parte desse órgão Esofagectomia Total Gastrectomia Total Colectomia Parcial Prostatectomia Total Existem órgãos que não podem ser removidos na sua totalidade, isto é, pode somente ser removido uma parte desse órgão. Enfermagem Médico-Cirúrgica 5 Hepatectomia Parcial Colecistectomia Vesicula Biliar Embolectomia Vascular Trombectomia Embolectomia ≠ Trombectomia Êmbolo ≠ Trombo Estoma Comunicação entre um órgão oco e a pele Ostomia Intervenção cirúrgica que origina a abertura do estoma (Colostomia, Traqueostomia, Ileostomia, Gastrotomia, Jejunostomia) Colostomia Comunicação entre o cólon e a pele Ileostomia Comunicação entre o íleo e a pele Anastomose Procedimento bastante usado na cirurgia por patologias tumorais, onde é feita e a apelação de uma determinada víscera ou de um determinado órgão, podendo ser um órgão oco ou maciço (nervos) onde é feita a rafia. Rafia = Sutura União cirúrgica de dois tecidos Plastia Reparação elástica de um tecido. Biópsia Colheita de uma amostra para estudo citológico Pode ser feita em vários órgãos Retirada de um êmbolo de uma artéria Retirada de um trombo Desloca-se na circulação e vai entupir o vaso Desloca-se na parede Enfermagem Médico-Cirúrgica 6 Adenopatia Aumento de um gânglio (É para ser sujeito a uma biópsia). Classificação das cirurgias Cirurgia Diagnostica ou Exploratória Laparotomia exploratória Cirurgia cujo objetivo é diagnosticar algum processo patológico que não foi possível de diagnosticar de uma outra forma. Cirurgia Ablativa É a cirurgia que se destina á remoção de um órgão ou parte dele. A cirurgia ablativa, frequentemente é uma cirurgia curativa, isto é, existe intuito de remoção. Quando ocorre a remoção parcial/total de alguns membros é tida como uma cirurgia traumatizante, temos que dar todo o nosso apoio a estas pessoas. Cirurgia Reconstrutiva Destina-se á reconstituição de um determinado tecido ou órgão. Cirurgia Paliativa Cirurgia que é feita para controlo de sintomatologia para poder dar conforto ao doente. Cirurgia Estética Feita com objetivo estéticos, ou seja, a cirurgia plástica pode ter objetivos estéticos ou não, também poderá ter um objetivo duplo. Grau de risco Anestésico Infeção do local cirúrgico Grande cirurgia Possui maiores riscos Grandes perdas sanguíneas Grande tempo de exposição das vísceras Temos que estar mais atentos aos ensinos e no encaminhamento dessas pessoas que em outro tipo de cirurgias. As cirurgias que mexem com a imagem corporal provocam enormes problemas e é necessário existir uma maior atenção nestes casos. Enfermagem Médico-Cirúrgica 7 Pequena cirurgia Não envolve grande risco Não possui grande perda sanguínea Quanto maior o tempo de exposição dos tecidos durante o ato cirúrgico é uma cirurgia que possui maior risco de os doentes desenvolverem maiores complicações no pós- operatório. Uma cirurgia onde existe uma grande perda sanguínea, ou seja, quanto maior for a perda sanguínea maior o risco de existirem complicações. Classificação quanto ao grau de risco Anestésico ASA I – Doente saudável. Doente que não tem qualquer problema, isto é, não possui patologia conhecida. ASA II – Doente com discreta doença sistémica, mas que está controlada. São doentes hipertensos, mas que possuem uma hipertensão controlada. Não possuem nenhuma patologia associada que não esteja devidamente controlada. ASA III – Doentes com doença sistémica severa, não é incapacitante. São doentes que tiveram um AVC, mas que está controlada, isto é, são doentes que possuem uma doença que está controlada e que se deslocam regularmente ao médico. ASA IV – Doentes com doença severa, mas que ameaça a vida, são doença que não estão controladas ou até mesmo em fase descompensada. ASA V – Doentes que não têm expectativa de sobrevivência se não forem intervencionados. ASA VI – Doentes em morte cerebral em que são sujeitos á colheita de órgãos. Emergente = Urgência Imediato Cirurgia Ambulatória – Não prescinde da especificidade do bloco operatório, mas pode prescindir do internamento por parte do doente, isto é, a recuperação do doente pode ser feita no seu ambiente desde que exista condições. Período Peri operatório – Período que abrange o período pré-, intra- e pós-operatório. É importante que a casa do doente possua condições de habitabilidade. Enfermagem Médico-Cirúrgica 8 Cirurgia Eletiva – Cirurgia Programada, isto é, são todas as cirurgias que são sujeitas a preparação pré-operatória em que o doente é avaliado quanto ao grau de risco e é feita uma preparação para a cirurgia. Cirurgia Urgente – Cirurgia que é realizada entre 24 a 48 horas da chegada do doente. Cirurgia Emergente – Cirurgia que tem que ser realizada no mais breve espaço de tempo possível, pois a vida do doente encontra-se em risco. - Para prevenir a contaminação, as infeções no local cirúrgico são responsáveis por uma taxa de mortalidade e de morbilidade no doente cirúrgico. - Antes de prestar qualquer cuidado ao doente devemos lavar as mãos sempre depois de temos entrado em contacto com o doente. - Antes de serem prestados os cuidados á ferida cirúrgica e após os cuidados. - Utilizar sempre luvas usando técnica asséptica. - Se as luvas ou os ferros com que se vai fazer o penso forem infetados, tem que se descartar o material pois esse material encontra-se infetado caso seja usado na ferida do doente pode fazer custar a vida do doente. Cirurgia quanto ao grau de contaminação Ferida Cirúrgica Feridas limpas – Uma ferida limpa é considerada uma cirurgia limpa, ou seja, é uma feridaem que não entra em contacto com o trato gastrointestinal, cavidade respiratória, isto é, onde não existe sinal inflamatório ou de infeção. É obrigatório o enfermeiro marcar o local cirúrgico e assegurar que esse local não apresenta sinais de contaminação Feridas limpas contaminadas – São aquelas que entram em contacto com o trato gastrointestinal ou com o trato respiratório, e que não apresentam sinais inflamatórios ou de infeção. Feridas contaminadas – Apresentam sinais visíveis de contaminação. Feridas sujas ou infetadas – Apresentam suturação purulenta. O uso da técnica asséptica é bastante importante na cirurgia. Enfermagem Médico-Cirúrgica 9 Tricotomia – Remoção do pelo em local que seja necessário. Só se faz tricotomia, quando for necessário e quando é feita é através de um clipe cirúrgico e nunca com uma lâmina, porque pode provocar um corte fazendo com que ocorra perda de sangue, fazendo com que ocorra contaminação e se existir uma lesão na pele esta vai ser uma porta de entrada para a infeção. Deve-se sempre confirmar a antibioterapia nos 60 minutos antes da intervenção. Temperatura – É importante que o doente se encontre normotérmico, exceto nas grandes intervenções - 36°C e 37°C. Glicémia – É importante manter os níveis normais, mesmo em doentes diabéticos, uma doente não pode ser intervencionada se tiver uma glicémia superior a 200 mg/dl. Se os níveis de glicémia forem superiores aos 200 mg/dl, existe uma maior probabilidade de o doente ter complicações. Os jejuns prolongados não são benéficos para os doentes, mas existem cirurgias em que não se pode abdicar de um jejum prolongado. Jejum – 4 a 6 horas pode ir até às 8 a 12 horas. Doentes que fazem terapêutica anticoagulante precisam de fazer desmame e tomar Heparina de Baixo Peso Molecular (Enoxaparina) durante 5 dias, podendo ser ajustado, confirmam-se os valores de INR. Cirurgia Ambulatória – Todos os doentes podem prescindir do internamento, mas não podem prescindir da especificidade da cirurgia no bloco. Cuidados centrados no doente, isto é, não retirar o doente do seu meio ambiente e este tipo de cirurgia evita o surgimento de infeções. Elevados níveis de temperatura são mais propícios á infeção. É importante que o doente faça análises antes de ser intervencionado. Enfermagem Médico-Cirúrgica 10 Consulta Pré-Operatório Deve ser realizada de forma a identificar quaisquer riscos, que não permitam que o doente não possa ser operado em ambulatório. Nesta consulta, devem ser iniciados os ensinos aos familiares para acompanharem o doente, isto é, toda a informação não deve ser disponibilizada no dia da cirurgia, ou seja, a informação deve ser transmitida de uma forma faseada e deve-se verificar se toda a informação foi compreendida pelos familiares que vão acompanhar o doente. A Cirurgia Ambulatória, é feita a doentes estáveis, a cirurgia não pode durar mais que 120 minutos. Quanto maior for o tempo de exposição, maiores vão ser as complicações. Perdas sanguíneas superiores a 500 ml. Os doentes não devem voltar para a sua residência, caso apresentem náuseas ou vómitos não controlados. É importante que a residência do doente não esteja a mais de 60 minutos do hospital. Preparação Pré-operatória A cirurgia deve ser vista como um processo único em cada doente, ou seja, cada pessoa é única. É importante detetar o tipo de pessoa que temos á frente para poder lidar com essa pessoa em termos de doença pré-operatória. No que diz respeito aos ensinos pré-operatórios, nenhum doente deve ser incluído em nenhum tipo de ensino enquanto existirem dúvidas e é importante que todas as dúvidas sejam esclarecidas para se iniciarem os ensinos ao doente e aos familiares. O grau de stress e de ansiedade são muito importantes, pois influenciam o processo de cirúrgico e podem gerar complicações. É importante o enfermeiro instruir a família e o doente sobre os aspetos que se encontram padronizados (como deslocar-se ás consultas, as condições de habitabilidade da casa, acompanhamento do doente feito por um familiar). É importante disponibilizar o contacto telefónico da instituição/serviço, para caso os familiares tenham dúvidas possam entrar em contacto com o serviço e colocar as suas dúvidas. Enfermagem Médico-Cirúrgica 11 Todos os medos e todas as dúvidas que o doente apresente devem ser esclarecidas antes de ser realizada a cirurgia, para que possa existir sucesso na intervenção cirúrgica como nos ensinos. Os doentes que vão fazer uma cirurgia preocupam-se bastante com a dor, isto é, é importante que o controlo da dor esteja assegurado e informar o doente de como vai ser efetuado o controlo da dor. Quanto mais os doentes souberem, quanto mais eles estiverem preparados mais facilmente vai ser a sua recuperação. Acolhimento Deve-se apresentar o serviço (onde é a cama, o roupeiro…) Informar quais as regras e normas do serviço Avaliação inicial Colheita de dados deve ser dirigido para o processo cirúrgico Deve-se sempre perguntar qual a medicação que é feita (muitas vezes os utentes omitem a medicação que é feita, fazem medicamentos de ervanária e não informam). Equinácea – Anticoagulantes. Interfere com os níveis de coagulação. Ginseng – Interfere com os níveis de controlo arterial. Informar os doentes como é que vão chegar ao recobro e á enfermaria. Antes de o doente ser submetido a uma intervenção cirúrgica, que todas as dúvidas estejam esclarecidas, para que se possa passar á fase seguinte. As colheitas de dados devem ser bem dirigidas. Questionar sobre o jejum feito – Só pode ser tomado um gole de água para tomar a medicação. Enfermagem Médico-Cirúrgica 12 Terapêutica que é necessário suspender – Corticosteroides, Anticoagulantes, Antidiabéticos orais (no período peri-operatório possam a tomar insulina). Antecedentes Familiares Cirúrgicos Existência de patologias familiares Algum acontecimento que tenha ocorrido Identificar as necessidades humanas básicas afetadas, é importante identificar quais as necessidades mais emergentes (cirurgia do foro gastrointestinal). Formular diagnósticos, segundo a CIPE Identificar os fatores de risco (alergias, processos inflamatórios e infeciosos no local da cirurgia) de forma a identificar possíveis complicações que possam decorrer no pré-, intra-, pós-operatório. Dados importantes a incluir no processo cirúrgico do doente: Idade (crianças com idade superior a 2 anos, são mais suscetíveis de desenvolver complicações, no caso dos idosos é importante perceber se existe alguma patologia associada, pois o avanço da idade traz associado, pois o avanço da idade traz associado algumas patologias) Presença de alergias Uso de fármacos Uso de drogas (Uso de fármacos de forma abusiva, obtidos sem receita médica) Consumo de medicamentos naturais (Suplementos de Alho, Ginseng – Interfere com os níveis da tensão arterial, Gingko Biloba – Provoca maiores níveis de hemorragias, Equinácea – Interfere com os valores de coagulação) Avaliação dos diferentes sistemas orgânicos (Sistema Respiratório – sobretudo nos doentes submetidos a anestesia geral) Anestesia Geral – É feita e todo o organismo, isto é, afeta todos os sistemas orgânicos. Quando um utente é submetido a anestesia geral, é importante estar atento a todos os sistemas com um máximo rigor. Saber se o doente já foi submetido a alguma cirurgia e como correu Saber se o doente possui alergias (medicamentos, látex, alimentos) Se alguma vez teve hipertermia maligna (Esta é uma situação quese vai despoletar dentro do bloco operatório, encontra-se relacionado com a administração de relaxante muscular). Enfermagem Médico-Cirúrgica 13 Doentes fumadores Quanto tempo é que fumam Quantos cigarros fumam por dia Se possui alguma patologia respiratória associada Numa cirurgia, um doente fumador precisa de deixar de fumar pelo menos 30 duas antes de serem levados para cirurgia. Cirurgia Eletiva – O doente não pode fumar 30 dias antes da cirurgia. Avaliação Física Avaliação do local da cirurgia Exames Complementares de Diagnóstico (Variam de cirurgia para cirurgia, apesar de existirem exames standard, em todas as cirurgias – raio-x ao tórax, ECG, análises sanguíneas – Hemograma, Hematrópico, prova de coagulação, provas de função hepática – doentes com doenças hepáticas, provas respiratórias – doentes com patologia respiratória, bioquímica, tipagem) Realização dos procedimentos Pós-cirúrgicos Existem procedimentos standard e procedimentos específicos para alguns tipos de cirurgia. Procedimentos Standard Banho - Inclui lavagem do cabelo com um produto antisséptico (Clorexidina a 2%), o banho deve ser tomado na véspera e no dia da cirurgia até 2 horas antes. Jejum - Deve ser feito um jejum de 6 a 8 horas, podendo ser superior dependendo do tipo de cirurgia e nunca inferior a 4 horas. - Na cirurgia eletiva, identificar a infeção se existirem sinais de infeção prévia, seja ela respiratória, do trato urinário deve ser identificada e tratada, controlar a glicémia e deixar de fumar (Cirurgia torácica, abdómen superior e do esófago). Dependendo do tipo de cirurgia, existem exames específicos. Enfermagem Médico-Cirúrgica 14 Tromboembolismo – Os problemas tromboembólicos ocorrem com mais frequência nas cirurgias ortopédicas e nas cirurgias dos quadrantes inferiores do abdómen. Os tromboembolismos são prevenidos através da administração de Heparina de Baixo Peso Molecular e na colocação das meias anti-embólicas. Administração de medicação Pré-anestésica Tem como objetivo diminuir os sintomas de ansiedade principalmente nos doentes fumadores diminuir as secreções faríngeas. (Facilitar a indução anestésica, provocar a amnésia e a sedação) Avaliar a tensão arterial antes e após a administração do medicamento anestésico Pedir ao doente para esvaziar a bexiga antes da administração~ Ter cuidado com as próteses dentárias Depois de administrar a terapêutica pré-anestésica, é obrigatório subir as grades da cama pois este é um medicamento que induz o sono e é importante prevenir quedas, convém avisar o doente que vai ter que subir as grades e deve-se colocar a campainha ao seu alcance e manter o doente sob vigilância Vigiar os valores da pressão respiratória Vigiar a amplitude e o padrão respiratório Fazer os respetivos registos (o que foi administrado, a hora e a reação do doente), a seguir a ter sido administrado a anestesia, deve-se manter o doente sob vigilância Antes de ir para o bloco Verificar a identificação do doente através da pulseira obrigatoriamente O tipo de cirurgia Exames Complementares de Diagnóstico Se foi feita preparação pré-operatória Consentimento Informado está assinado Família Informar o tempo previsível de duração da cirurgia Onde podem encontrar o familiar no recobro e quando o podem visitar Atitude que devem ter e também se deve preparar os familiares sobre o seu aspeto Medicação Pré-anestésica - Midazolam - Lorazepam - Hidroxizina Enfermagem Médico-Cirúrgica 15 Preparação Pré-operatória Antes de enviarmos o doente ao bloco temos que nos certificar: Higiene feita no dia anterior e até 2 horas antes da cirurgia Jejum de 6 a 8 horas – Por vezes este tempo varia dependendo do tipo de cirurgia Verificar se foram removidas próteses, verniz das unhas e adereços Observar e marcar o local da cirurgia (deve ser marcada de uma forma exata) Verificar a terapêutica que o doente faz Avaliar os níveis de glicémia – A glicémia deve ser mantida ≤180 mg/dl Vigiar os sinais vitais – temperatura (nos doentes deve manter-se normotermia depois da cirurgia. Temperatura elevada maior risco de infeção) Tricotomia – Não se faz a não ser que seja extremamente necessário Deve ser feita uma check-list para verificar o que foi feito e o que não foi feito antes do doente descer para a cirurgia Validade dos Exames de Diagnóstico Complementar, válidos 6 meses antes e pode variar conforme o tipo de cirurgia Devem ser verificados os lugares adjacentes da pele No período perioperatório o doente deve manter a temperatura normotermica Doentes com síndrome depressivo – Alguns medicamentos antidepressivos devem ser ajustados (a dose). Nome, autorização do doente, consentimento informado assinado, tipagem, hemoderivados (verificar unidades que foram requisitadas), se as próteses foram retiradas, meias de contenção aplicadas ou não, se está feita a marcação do local cirúrgico. Cirurgia Cardíaca e Torácica – Cirurgia dos quadrantes superiores Não se baseia somente nos ensinos feitos ao doente, mas também na execução de exercícios respiratórios para otimizar a expansão respiratória. As atelectasias são uma intercorrência que coloca em perigo a vida do doente. Quando se faz acompanhamento em cirurgias é importante ter um contacto Imediatamente á saída do bloco devem ser avaliados os sinais vitais Enfermagem Médico-Cirúrgica 16 Para se diminuir o surgimento de atelectasias e de pneumonias, é necessário fazer uma consciencialização da respiração, ou seja, é necessário ensinar o doente a respirar “inspirar como se fosse cheira uma flor e expirar como se fosse soprar uma vela”. Tossir num pós-operatório é mais complicado. Para tossir, o doente faz 3 ou 4 inspirações, na última inspiração esta tem que ser mais profunda para que quando for expirado incentivar á tosse. Mobilização na cama - É importante que sejam os doentes a mobilizarem-se pois, nunca se vai magoar. Principais funções do Enfermeiro no bloco operatório No bloco é necessário o uso de roupa própria, tem normas de funcionamento próprias e possui 3 Enfermeiros com funções distintas (enfermeiro anestesista, enfermeiro circulante e o enfermeiro instrumentista). Enfermeiro circulante - Assegura o bom funcionamento do bloco, muitas das vezes faz a receção do doente e verifica as check-list - Responsável por etiquetar todos os exames - Passa todos os instrumentos necessários ao Enfermeiro instrumentista - Ajuda na contagem de tudo o que foi usado na cirurgia Enfermeiro instrumentista Enfermeiro anestesista - Ajuda o anestesista - Ajuda na entubação endotraqueal - Responsável pela monitorização do doente e dos aparelhos de anestesia O Enfermeiro anestesista e o Enfermeiro circulante, são eles que contabilizam todos os fluídos que o doente perde e todos os fluídos que o doente faz. Nos homens, é importante fazer inspiração mais centrada no abdómen, para pode oxigenar as bases dos pulmões. Enfermagem Médico-Cirúrgica 17 Cirurgia estereostática – Cirurgia feita ás escuras. Dentro do bloco existe um check-list específico. As check-list são adaptadas consoante a cirurgia. Nos blocos é importante respeitar as técnicas assépticas. As mesas dos blocos são arrumadas de forma própria. É importante nas cirurgias gastrointestinais, que o Enfermeiro esteja atento aos valores de saturação. A anestesia é escolhida conforme o doente. Gingko Biloba, Ginseng,Suplementos de Alho – Ácido Acetilcolénico Corticoides – São parados antes da cirurgia, pois interferem no processo de cicatrização. Anestesia geral combinada – Combinação de agentes anestésicos que são administrados via inalatória e via endovenosa. Indução Propofol Líquido leitoso que é administrado via endovenosa, cada ampola tem 10 ml. Profilaxia antibiótica é feita 60 minutos antes. É importante que exista um enorme trabalho de equipa para que tudo funcione. É importante que o carro de anestesia, seja verificado em cada cirurgia. Um aspeto importante nas cirurgias é o posicionamento do doente nas cirurgias, o Enfermeiro circulante deve garantir que o doente está bem posicionado e bem preso. Provocam trombocitopenia, aumentam a hemorragia Enfermagem Médico-Cirúrgica 18 Manutenção Incisão é feita pelo cirurgião São administrados relaxantes musculares Analgésicos Sulfentanil Benzodiazepinas Midazolam (muitas vezes nos Exames Complementares de Diagnóstico) Nas cirurgias são usados Antibióticos Analgésicos: - Metamizol - Tramadol - Clopramida - Paracetamol - Morfina Antes da Cirurgia Obrigatoriamente deve ser confirmada a identificação do utente falando com ele, através da identificação da pulseira e através do processo do doente O tipo de cirurgia a ser realizada O tipo de anestesia – A classificação do utente ASA (para que se possam prevenir certas intercorrências que possam ocorrer no processo anestésico) Antes da Incisão Antes do doente sair do bloco Verificar se ocorreram colheitas de espécimes e se os mesmos foram enviados para análise Medicação Profilática - Cefazulina - Clindamicina - Vancomicina Enfermagem Médico-Cirúrgica 19 Intra-operatório 3 momentos em anestesia Indução 1 Maior parte dos acidentes Manutenção 2 Emergência ou recuperação 3 Maior parte dos acidentes 1 – Momento em que se vai induzir o sono artificialmente 1 – Fármacos usados nesta fase são os hipnóticos. Anestésicos inalatórios – Possuem imensas contraindicações Cafalofurano, Desflurano, Halotano (tóxico na patologia hepática) e o Óxido Nitroso – Protóxido de azoto. Administra-se o Propofol e o Midazolam que vão induzir o sono ao utente. A maioria das cirurgias gerais, o utente é submetido à entubação endotraqueal para que o doente tenha uma via aérea permeável para que se possa efetuar a oxigenação no decorrer da intervenção. O relaxante muscular que é mais usado é o Sulccinilcolina para que se possa efetuar a entubação nasogástrica. Relaxantes musculares – Atracúrio, Pancrónio, Racorónio Propofol – Revolucionou o processo anestésico, revolucionou a cirurgia sem que seja necessário recorrer a anestésicos inalatórios. Promover a permeabilidade da via aérea, sendo administrado um relaxante muscular. Permite colocar o utente numa posição ideal para que se possa entubar endotraquealmente. Enfermagem Médico-Cirúrgica 20 Sulccinilcolina – Interfere na musculatura esquelética, podendo desenvolver em conjunto com um agente anestésico inalatório – Hipertermia Maligna. Após a administração do medicamento, o músculo entra em contratura e tem uma contração repetida, isto é, começa a libertação de cálcio e destruição do músculo, fazendo com que ocorra a formação de mioglobina que faz com que ocorra obstrução nos tubos renais. Cuidados de Enfermagem Vigiar o débito urinário e se existe alguma coloração (cor muito escura – tipo vinho do Porto como na doença hepática renal) Deve-se preparar imediatamente a medicação para que se possa reverter a situação – Dantroleno para que se possa reverter a rabdomiólise que ocorreu a Hipertermia Maligna Monitorizar os sinais vitais do doente – Ter em atenção á temperatura (a rabdomiólise, vai fazer com que a temperatura se eleve rapidamente e o doente pode atingir os 40°C num curto espaço de tempo e por vezes é necessário aplicar-se soluções frias para que se baixe a temperatura Monitorizar a tensão arterial e a SatO2 Ter atenção á preparação e administração rápida da terapêutica 2 – Administram-se analgésicos para que o doente não tenha dor e relaxantes musculares, para manter o nível normal de analgesia e o relaxante muscular adequado para que o cirurgião possa trabalhar. – A administração do relaxante muscular varia de cirurgia para cirurgia. – Administração de analgésicos – Fentanil, Sulfentanil – Sempre analgésicos ópioides Tomifentanil (anestesia loco-regional – Anestesia do neuro-eixo – Medicamentos de ação muito rápida. – Os analgésicos são administrados no interior do bloco operatório, por cateter epidural ou através de DIB (epidural ou endovenoso) – As dosagens são diferentes no caso da administração de DIB endovenoso, sendo necessário serem diluídos. Enfermagem Médico-Cirúrgica 21 3 – O doente necessita de ter o efeito dos relaxantes musculares e dos analgésicos a reverter – A eliminação é feita por via renal, pois vai eliminar todos os produtos tóxicos. O anestésico é escolhido com base na idade e no estado do doente, se tem patologia associada ou não – É importante efetuar uma boa colheita de dados. Saber no pré-operatório se ocorreu algum problema com o anestésico no decorrer da entubação. Se o doente sentir dores de garganta significa que a entubação foi difícil Tubo nasofaríngeo – Impede a queda da língua e a permeabilização da via aérea. A posição ideal de recuperação de uma anestesia é o decúbito lateral. Deve-se sempre monitorizar os sinais vitais e é importante que as salas estejam em silêncio. Deve-se sempre registar os medicamentos administrados e alguma situação que tenha ocorrido. Devem ser administrados no interior do bloco operatório, pois provocam depressão respiratória Ter atenção ás dosagens que são administradas, se o doente trouxer um DIB endovenoso ou epidural para carregar ter muita atenção á confirmação dos medicamentos Antídotos Para reverter o efeito dos analgésicos opioides Naloxona Bloco Naloxona Serviços de Cirurgia Para reverter o efeito dos relaxantes musculares Neostigmina e por vezes em conjunto com Sugammadex – Custo elevado Para reverter o efeito das benzodiazepinas Flumazenil Enfermagem Médico-Cirúrgica 22 Anestesia regional Anestesia do Neuro-eixo Faz com que sejam anestesiadas algumas partes do corpo. Esta anestesia é administrada nas zonas periféricas ou no canal raquidiano ou no espaço epidural. Anestesia sequencial – RAQUI + Epidural Implica a administração de anestesia no espaço raquidiano (espaço subaracnoideu) e no espaço epidural. Vantagem de ser administrado no espaço raquidiano É muito mais rápida pelo fato de entrar em contato direto com o líquido cefalo-raquidiano, mas apesar de ser uma anestesia de ação muito rápida tem uma duração muito curta, sendo necessário administrar uma anestesia epidural que por vezes se deixa colocado um DIB onde se pode efetuar a terapêutica analgésica, sendo este um processo bastante benéfico no controlo da dor. Tem que se visualizar se o cateter está permeável e funcionante´. A RAQUI é administrada no espaço subaracnoideu, se existir uma grande perda de líquido céfalo- raquidiano o doente vai apresentar cefaleias – Para evitar que essa situação se venha a verificar, deve-se colocar a cabeceira da camaa 0° entre 4 a 6 horas, administrar analgesia e promover a ingestão de líquidos. Na RAQUI, o doente encontra-se sentado. É importante fazer cumprir a assepsia. Monitorizar os sinais vitais. Principais complicações Hipotensão – Os fármacos administrados bloqueiam o sistema simpático e faz com que ocorra uma quebra da tensão. Cefaleias Bloqueios altos – Movimentação na mesa operatória, administração excessiva. O cateter epidural é colocado na região lombar entre L2 e L4. Verificar se o local da punção está limpo e livre de lesões. Enfermagem Médico-Cirúrgica 23 Medicamentos usados na anestesia Bupivacaína – Anestesia raquidiana ou epidural Levovacaína – Anestesia epidural Ropivacaína – RAQUI, epidural e bloqueio dos membros Menor toxicidade cardíaca Vantagens da anestesia epidural ou sequencial - Controlo da dor no pós-operatório - Menor incidência de complicações ao nível da hipotensão da parte respiratória Complicações - Podem surgir cefaleias devido ao excesso de analgésico ou por acidentalmente a agulha ter perfurado a dura-máter. - Os doentes vão para a unidade de recuperação anestésica ou de cuidados pós -anestésicos onde é feito o recobro da cirurgia e da anestesia. - O objetivo dos cuidados pós-anestésicos é possuir uma vigilância no recobro do doente e permitir Após período Intra-operatório uma vigilância atempada de possíveis complicações. Pós-operatório Depois do doente ser intervencionado e regressar á enfermaria temos que confirmar o processo do doente (o que é que ele foi submetido, qual a duração, o tipo de anestesia a que foi submetido e se existiram complicações anestésicas e cirúrgicas, se ocorreram sangramentos previstos ou não, se foi transfundida, se foi recolhido material que teve que ser enviado para análise). UCI – Locais que permitem a visualização e monitorização com uma maior incidência e permite uma intervenção mais adequada. Ter cuidado com as dosagens Quando se retirar o cateter verificar se não existe nenhum sinal inflamatório na zona onde foi realizada a punção e fazer um penso compressivo usando sempre técnica asséptica Enfermagem Médico-Cirúrgica 24 Nas UCI os doentes possuem nas suas cabeceiras tudo o que é necessário para a intervenção. - Temos que confirmar no processo o que foi feito. - Temos que ter a unidade do doente pronta, isto é, temos que ter a cama de operado preparada, os dispositivos de aquecimento caso seja necessário, testar tudo o que seja dispositivos de monitorização, dispositivo de SatO2 funcionante. - Ao recebermos o doente temos que falar com o doente, informar que a cirurgia já decorreu e que correu bem. - Temos que efetuar uma avaliação céfalo-caudal (estado de consciência), avaliar a coloração da pele e mucosas, o estado respiratório (tipo de respiração, frequência, amplitude e assimetria), frequência cardíaca. - Verificar a Sonda nasogástrica (se está clampada, se está em drenagem ativa ou passiva e se existem indicações sobre a situação do doente). - Verificar os acessos venosos (importante saber o tipo de fluidoterapia que trás, o que está prescrito e ter atenção ao nível do balão) e controlar a sua permeabilidade, o ritmo de perfusão e se trás algum tipo de medicação. - Pensos. - Drenagem – Temos que saber o tipo de drenagem e a quantidade que foi drenada e se está funcionante, se tiver mais que 1 dreno é importante estabelecer uma ordem ou com números ou através de letras para saber quais são e onde se encontram localizados e identificar o conteúdo. - Se existir drenagem vesical, isto é, é importante verificar a drenagem urinária para verificar se existe algum comprometimento no que diz respeito ao débito urinário ou despistar alguma complicação. - O débito urinário indica-nos o volume sanguíneo circulante, quando não existe grande volume circulante o primeiro órgão a ser afetado é o rim. - Um compromisso da volémia deve ser tratada de forma atempada. - Valores da glicémia no período perioperatório não deve ser > a 180 mg/dl, mas deve manter- se ≤ a 180 mg/dl. Medicação Se um doente vier com dor, um DIB epidural ou endovenoso nós só temos que verificar se está a profundir e se está a ser eficaz, mas se trouxer medicação em SOS (Metamizol Magnésio – Nolotil ou Tramadol ou Metoclopramida), só temos que nos certificar que faz medicação para reverter o efeito dos relaxantes musculares e se faz medicação no bloco. O posicionamento deve ser em decúbito lateral para não comprometer a função respiratória, mas ter atenção que muitas cirurgias não permitem este tipo de posicionamento. Enfermagem Médico-Cirúrgica 25 Anestesia raquidiana – Administrada no espaço subaracnoideu Anestesia epidural – O bloqueio não é tão rápido Anestesia Monitorizar os sinais vitais de hora a hora (durante as primeiras 4 horas), se existirem condições hemodinâmicas por parte do doente. Quanto mais estável for o doente menor vai ser o controlo. Quanto menos estável for o doente maior vai ser o controlo. 8 em 8 horas subsequentes e varia com o tempo. Doentes com punção traumática maior vigilância. Avaliar o retorno dos movimentos e a sensibilidade. Vigiar o débito urinário – Em certos serviços existe protocolo de desalgaliação. Anestesia Epidural Analgesia Trás um cateter que é permeável e funcionante Monitorizar a dor do doente Cabeceira a 30° Nas primeiras 4 horas, todos os doentes fazem oxigénio para otimizar a circulação Complicações Bloqueios altos – Podem originar bloqueios respiratórios Anestesia Geral possui mais riscos Vigiar o local da punção – Despistar sinais de infeção. Verificar se os acessos venosos se encontram permeáveis. Enfermagem Médico-Cirúrgica 26 UCPA – Unidade de Cuidados Pós-Anestésicos 1 Enfermeiro para cade 2 doentes Destinam-se ao despiste dos problemas pós-operatórios imediatos O doente deve estar monitorizado no pós-operatório Saída da UCPA Critérios de hemodinâmica Ausência de náuseas e vómitos – Originam complicações O doente deve estar com o débito urinário regularizado, ou seja, 5 ml por peso/hora UCI – Doentes da cirurgia programada Pós-Operatório Quando o doente vem (anestesia geral/raquidiana/epidural/sequencial) temos que vigiar: Coloração da pele e mucosas Monitorização dos sinais vitais SatO2 Pensos Drenagem O objetivo é colocar o menor número de drenagens para o menor risco de infeção Os drenos não devem ser movidos entre 24 a 48 horas. Hemodrenos Deve vir em circuito fechado Não existe desconexão entre o local onde é feita a drenagem e o local de conexão – Se existir desconexão deve-se usar a técnica asséptica e nunca tocar no líquido. Quantidade Permeabilidade Identificar as drenagens quando vem do bloco Tem que seguir o protocolo do serviço Enfermagem Médico-Cirúrgica 27 Pensos Vigiar Verificar se o penso trás algum repasse (sangue vivo) O repasse é verificado através de uma medição No caso de o penso ficar muito repassado, pode existir uma deiscência da sutura, um vaso que esteja a sangrar, deve-se ter o doente monitorizado – Verificar se a perda sanguínea é grande, SatO2, frequência cardíaca, frequência respiratória e os valores da tensão arterial. Avaliar a coloração da pele e mucosas Verificar os valores das análises O doente a seguir á cirurgia tem que ter acesso canalizado e permeável. Sinais Vitais Frequência Respiratória Frequência Cardíaca Tensão Arterial Dor – Se a dor aumentou com o sangramento Estado de Consciência – Doente confuso (falta de oxigenação) Se retirarmos a compressa adjacente á sutura, que é aquela que está a suster o coágulo, esta deve ser reforçada e não retirada. Hipovolémia Deve ser tratada Deiscência da sutura Doentes mais fragilizados Verificar se o doente suspendeu a medicação anticoagulante. Verificar se existem perdas sanguíneas pela drenagem. Enfermagem Médico-Cirúrgica 28 Posição de recuperação Decúbito dorsal Cabeceira a 30° RAQUI – Primeiras 4 horas, cabeceira a 0° Náuseas e vómitos Decúbito dorsal Evita a aspiração do vómito Escala de Recuperação Anestésica – Aldrete e Kroulik Atividade Respiração Circulação Consciência SatO2 - Nos serviços onde é usada a escala UCPA, caso o doente apresente valor 0 (zero) não pode sair. - Oscilações de 50% ou mais – Pontua-se com 0 (zero). Um doente com dor representa maiores complicações respiratórias – Não conseguem colocar ar nas partes inferiores dos pulmões. Quanto maior as doses de anestésico, maiores as dificuldades de expansão torácica. Quanto menor for a dor, maior vai ser a expansão torácica. A temperatura é mais importante no pós-operatório imediato e tardio – Hipotermia Se existir um processo infecioso a temperatura vai ser elevada. Conhecer os indicadores e monitorizar os indicadores que se encontram na escala. Enfermagem Médico-Cirúrgica 29 Doente Hipotérmico Vasoconstrição Aumento da pressão arterial Hemorragia Aumento do fluxo sanguíneo De imediato não ocorre sangramento Quando existe re-aquecimento Vasodilatação Origina sangramento No período perioperatório devem manter um valor tido como valor de referência, tudo o que saia dos valores normais vai provocar sangramento. PADSS – Pos Anesthesic Discharge Score System Usada nas unidades de ambulatório Pós-operatório Medicamentos usados no controlo dos vómitos (antieméticos) Metoclopramida Droperidol Domperidona Riscos dos Corticoides Diminuição da resposta inflamatória Monitorizar a cicatriz e os drenos Valores da glicémia – Potenciam o aumento dos valores da glicémia A primeira compressa só deve ser retirada na presença de um cirurgião. Enfermagem Médico-Cirúrgica 30 Abandonar a UCPA Sinais vitais estáveis Estado de consciência ao nível do pré-operatório Ausência de vómito Estado de hidratação Nível de dor estabilizado e tolerável Queda da língua Relaxantes musculares não terem sido eliminados pelo doente. - Neostigmina (Antídoto para reverter o relaxante muscular) - Atropina – Manter a via aérea permeável Tubo nasofaríngeo ajuda a manter a permeabilidade da via. Sinais Vitais Cianose SatO2 – Os valores começam a baixar Respiração ruidosa Anestesia Geral Compromete todos os sistemas Entubação endotraqueal – Principalmente em doentes respiratório – Asma e DPOC Relaxantes musculares – Interferem no musculo liso como nos músculos respiratórios Propofol – Depressor Anestésico inalatório – Efeito relaxante nos músculos lisos e dos brônquios Verificar se as veias aéreas estão permeáveis Detetar e agir atempadamente Os tremores aumentam o consumo de O2 Enfermagem Médico-Cirúrgica 31 Principais candidatos Ocorre mais no bloco Broncoespasmo Frequentemente no bloco operatório Para resolver administrar: Brometo de Ipratrópio Corticoides – Hidrocortisona ou Metilprednisolona Terapêutica adjuvante – Broncodilatadores Ingurgitamento jugular – Dificuldade respiratória SatO2 entre 94% e 98% - Se for < a 94% podemos administrar autonomamente oxigénio a 3l/min Se um laringospasmo não reverter tem que se fazer uma laringoscopia e entubar. Atelectasia Pneumonia Cirurgia eletiva Doentes mais propensos a desenvolver atelectasias: Hábitos tabágicos DPOC Cirurgia dos quadrantes superiores Cirurgia torácica Dispneia Sibilos – Canal estreito mais ou menos intenso Alteração da pele e das mucosas – Baixou a SatO2 Ansiedade “o doente refere ter falta de ar” Traquiapneia Dificuldade de manter a cabeceira a 30° Laringoespasmo – Fundo asmático ou alergia a qualquer medicamento. Espasmo da laringe Propofol Muitas vezes pode ser necessário administrar relaxante muscular para entubar Para reverter Salbutamol Sulfato de Magnésio Enfermagem Médico-Cirúrgica 32 Doentes com fundo alérgico tem maior propensão de desenvolver um laringospasmo. Sintomatologia Tosse seca ou produtiva Sibilos Dor – Quanto maior a dor maior a dificuldade de expansão torácica Diminuição da SatO2 Manifestações de falta de ar Dispneia A partir do quarto ou quinto dia é necessário estar atenta á temperatura e ás variações Infeção da sutura Infeção urinária Ensinos Ensinar a tossir Hidratação – Manter o doente hidratado – Fluir as secreções e facilitar a sua expulsão – Idade > 65 anos – ASA 3 para cima Respirar fundo Principais antibióticos: Amoxicilina Ácido Clavulânico Cefazulina – Profilática Vancomicina – Usada em alguma cirurgias Os antibióticos variam consoante o tipo de cirurgia e a prevenção que se quer. Numa cirurgia eletiva não se fazem operações com infeção, primeiro trata-se da infeção. Enfermagem Médico-Cirúrgica 33 Relacionada com a hipovolémia – Verificar se no registo existiram perdas sanguíneas significativas e se foi transfundido Hipertermia Patologia Cardíaca – AVC Patologia Subjacente É importante que os valores se mantenham nos seus níveis de referência. Grandes candidatos Broncodilatadores Antibiótico – Pós-Cirurgia Deve-se mudar de posição frequentemente, ensinar a respirar, tossir e efetuar hidratação. Qualquer pessoa que tenha infeção tem anorexia. Complicações Hipotensão Monitorizar a SatO2 – Tensão Arterial Os produtos fitoterapêuticos interferem com o sangramento (Gingko Biloba, Equinácea, Ginseng, Suplementos de Alho) Hipertensão Doente submetido a uma neurocirurgia apresenta valores de hipotensão diferentes. Disritmia Associado á medicação Perturbação do equilíbrio iónico Ansiedade Temperatura corporal Tromboflebites Aumento da resistência periférica Diabéticos Insuficiência AVC Dislipidemia Doentes Cardíacos Pode ser revertida com fluidoterapia Enfermagem Médico-Cirúrgica 34 Imobilidade – Mais tempo de cirurgia, mais tempo de permanência no leito Doença venosa dos membros inferiores Monitorizar o perímetro do Membro Inferior Importante marcar o perímetro onde foi feita a avaliação Cirurgia Cardíaca Neurocirurgia Protocolo de reaquecimento É importante que o doente mantenha a temperatura normal Cirurgia de grande exposição visceral Transplante Cirurgias Ortopédica Cardíaca Vascular Cirurgias major – 24 a 48 horas Os doentes levantam-se ás 24 horas, quando apresentarem estabilidade termodinâmica. Sintomatologia Dor Edema Rubor Quando se faz dorsi-flexão forçada – O doente vai manifestar uma dor intensa – Tem que se administrar Heparina endovenosa. Monitorizar os sinais vitais Verificação do perímetro Avaliar o perímetro domembro Hipotermia Cirurgia major Hipertermia Presença de processos inflamatórios: Vasoconstrição Quanto maior o risco de exposição, maior o tempo de hipotermia. Enfermagem Médico-Cirúrgica 35 Detetar o produto de destruição da musculatura Atelectasias Cirurgia eletiva - A partir do quinto ou sexto dia Hipertermia Maligna Ocorrem mais frequentemente no bloco Defeito recessivo do músculo esquelético Importante perguntar se em anteriores cirurgias existiram complicações ou se teve familiares que foram operados e se tiveram complicações Para reverter a Hipertermia Maligna Dantroleno Vigiar o débito urinário Presença de mioglobina Urina de cor escura e débito baixo Efetuar o balanço hidroeletrolítico CK Troponinas Se fizermos a colheita operatória, caso sejam relatadas complicações já coloca a anestesia em alerta Oligúria – Diminuição da quantidade de urina Anúria – Ausência de produção de urina Retenção urinária – pode ocorrer numa anestesia geral Aumento do débito urinário, está relacionado com a perda de fluídos ou de uma insuficiência renal pós-operatória No decorrer da cirurgia Enfermagem Médico-Cirúrgica 36 Consequência – Formação de gases Ausência da utilização do íleo Entubação Nasogástrica – Drenagem passiva ou ativa Débito urinário menor ao desejado Apalpação do globo vesical Quantidade de urina Quantidade de líquido ingerido Distensão muscular Sangramento que passa oculto Quando são intervencionados podem surgir náuseas e vómitos: Deiscência da sutura Desequilíbrio hidroeletrolítico – Desidratação Íleo paralítico Pós-operatória Sub-anestesia geral Pode iniciar após recuperar o reflexo da deglutição da água (dando pequenas quantidades com uma seringa ou uma colher de chá) Aspiração funcional Náuseas e vómitos Doente estar acordado – Não pode existir efeitos adjacentes da cirurgia O tipo de cirurgia – Ortopédica – 3/4 horas Gastro Ver no processo o que foi ingerido e o que foi eliminado. Não administrar nada sem existir refluxo da deglutição Introdução da alimentação é feita de uma forma progressiva Qual o medicamento utilizado para reverter a Hipertermia Maligna? - Dantroleno Enfermagem Médico-Cirúrgica 37 Intervenções de Enfermagem Vigiar o débito urinário e a coloração da urina Vigiar a temperatura – Desencadeia-se no interior do bloco Se não for controlada é fatal para o doente É importante que caso seja intervencionado novamente alertar o episódio de Hipertermia Maligna Cirurgia Laparoscópica – Minimamente evasiva Nunca é feita com anestesia loco-regional, tem que se fazer uma anestesia geral Os pensos são de menores dimensões Com o mínimo de evasão e perda sanguínea conseguimos fazer uma cirurgia Vantagens Uma recuperação mais rápida (menor tempo de exposição, menor evasão e menor perda sanguínea ela vai recuperar mais rapidamente) É usado um sistema de lentes onde são feitos pequenos orifícios no corpo do doente para se poder aceder ao local da cirurgia Cirurgia Robótica São feitos pequenos orifícios no corpo do doente que permite ao cirurgião aceder ao local que se vai tratar, isto é, onde se vai fazer cirurgia curativa ou exploratória Permite ao cirurgião realizar através de um robot os movimentos que realizaria numa cirurgia tradicional Quais as intervenções específicas num doente com Hipertermia Maligna? - Vigiar o débito urinário - Presença de mioglobina - Urina de cor escura e baixo débito urinário Enfermagem Médico-Cirúrgica 38 Contraindicações Tratamento craniano Patologia neurológica que não permite pressão intracraniana Possuem derivações ventrículo peritoneais Doentes com hidrocefalia Glaucoma Qualquer cirurgia laparoscópica pode ser transformada numa cirurgia preventiva Esterilização Cirurgia Tradicional Os instrumentos são submetidos a uma esterilização em autoclave Cirurgia Laparoscópica A esterilização é química Serve para diagnosticar lesões e para identificar o estadio de tumores abdominais, punção de corpos estranhos. Contraindicações Hipertensão contra-craniana Antecedentes de pneumotórax Choque – Se o doente entrar em choque é convertida numa cirurgia aberta Derivações ventrículo peritoneais Hipertensão portal Obstrução intestinal Vantagens da Laparoscopia Menos agressiva para o doente Menor tempo de hospitalização Menos traumática Menos dores no pós-operatório Menor grau de hemorragia Ausência de evisceração ou eventração Alta ao final de 24 horas Início da dieta ao final de 12 horas Dieta pastosa ou mole Enfermagem Médico-Cirúrgica 39 As cirurgias laparoscópicas, precisam de ser em salas adaptadas e que tenham controlo imagiológico e é necessário existir treino por parte do cirurgião, do anestesista e dos enfermeiros. Pré-operatório Temos que vigiar sempre a distensão abdominal e verificar se está a ser reabsorvido o CO2 Pneumoperitoneu com CO2 – Complicação do enfisema subcutâneo Verificar o surgimento do enfisema subcutâneo Sentar o doente permite uma melhor reabsorção do enfisema subcutâneo Podem necessitar de analgésicos Complicações Enfisema subcutâneo ocorre com alguma frequência Antieméticos Medicamentos usados para as náuseas e vómitos Metoclopramida Usado em conjunto com Tramadol Pneumotórax Dificuldade respiratória Vigiar a frequência Vigiar a saturação Vigiar a simetria Vigiar a expansão torácica Verificar os sinais de punção para despiste de sinais inflamatórios. Os pensos cirúrgicos permanecem durante 48 horas e depois podem ser retirados e o doente efetuar a sua higiene com água e sabão. Pontos de sutura Fios mais finos e por vezes são reabsorvidos Dermabound – Pessoas jovens e que possuem uma boa cicatrização Os drenos por vezes são retirados ao final de 24 ou 48 horas Enfermagem Médico-Cirúrgica 40 Hemodrenos são retirados ao final de 24 horas. Avisar o doente que pode retomar a sua atividade, mas se tiverem alguma complicação ou se não se sentirem bem devem procurar o médico. Alertar o doente da data da consulta de follow-up (para retirar os pontos. Complicações relacionadas com a ferida Deiscência das suturas operatórias, fatores precipitantes: Retirar os pontos antes do tempo previsto (antes de os bordos da ferida estarem unidos) Mobilizações do doente que exigem maior esforço que aquele que é desejado É importante controlar a dor e a tosse (caso desde o início ele faça os exercícios respiratórios ajuda na deiscência da sutura) Obesidade (o processo de cicatrização é feito desde que o tecido esteja bem irrigado) Diabéticos (dificuldade acrescida no processo de cicatrização) Quando existe doença sistémica, é importante verificar se interfere ou não com a deiscência da sutura. Hemorragia grande da sutura dificulta o processo de cicatrização e provoca uma deiscência. Cirurgias com pontos interrompidos – Grandes cirurgias Suturas intradérmicas – não são visíveis os pontos Quando se vai retirar os pontos é verificar que tipo de pontos temos. Cirurgias Ortopédicas Deixa uma cicatriz linear É aconselhável administrar alguma analgesia É importante verificar as característicasda sutura Na cirurgia torácica usa-se fios de aço Enfermagem Médico-Cirúrgica 41 Evisceração Não ocorre a todo o momento, ocorre em doentes graves Se existir evisceração no pós-operatório Verificar se o doente possui acessos venosos canalizados Implica a perda de eletrólitos O2 Colocar as vísceras com uma solução isotónica (soro fisiológico) O doente deve ser colocado em semi-fowler Cicatriz queloide - Não existe muita coisa que possa ser feita Logo que se dá o processo de cicatrização deve-se efetuar massagem na zona da cicatriz Choque hipovolémico – É mais comum nos serviços de cirurgia Hora de ouro - Hora subsequente ao traumatismo As intervenções do Enfermeiro vão ser fundamentais, pois podem ou não salvar a vida do doente ou até provocar ou não sequelas. Choque – Resulta de uma perda sanguínea significante (volume sanguíneo circulante), resulta da falência de alguns órgãos Resulta de uma falha do volume circulante ou de uma incorreta distribuição Quando existe uma perda significativa de sangue maior a 500 ml, é importante ter uma reserva em stock. Todas as situações de choque resultam de uma deficiente perfusão celular Se o oxigénio não chega ás células vão entrar em sofrimento por não existir oxigenação suficiente e resulta na formação de compostos Se os drenos têm vácuo Aos 3/4 drenos é conveniente mudar Se o dreno estiver obstruído por um coágulo, a tubuladura pode estar quincada, isto é, a tubuladura pode estar dobrada (¼ da capacidade) Também pode ocorrer que a parte do tubo não esteja dentro da zona operatória (sutura) É importante ter cuidado nas mobilizações, pois pode ocorrer um puxão e o dreno ter-se deslocado Não existe vácuo no dreno Poderá existir uma entrada de ar no dreno Enfermagem Médico-Cirúrgica 42 Pós ou pré-operatório Hipertermia Aumento do calibre sanguíneo Hipotermia – Agrava mais o sofrimento celular Fases de choque 1ª Fase – Doentes assintomáticos É importante vigiar bem os doentes Leve agitação e palidez Sensação de morte evidente – Entram de imediato em coma Quando os sinais se alteram Choque hipovolémico O que o nosso organismo faz é deslocar o sangue que se encontra nos órgãos não vitais para os órgãos que são vitais O rim faz parte do sistema tampão – reabsorve a água e tem um papel importante na acidose O pulmão faz parte do sistema tampão – deteta o nível de acidez sanguínea, fazendo com que a pessoa respire mais rapidamente (taquipneia) de forma a eliminar o CO2 do sangue Acidose – Provocada pela falta de oxigenação Hipotermia Rim – Baixo débito urinário Os doentes em choque ficam ansiosos inicialmente Se o rim não está a profundir A hipotermia agrava o sofrimento celular pH num doente normal pH neutro Choque séptico Manter o doente normotérmico e deve ter um pH superior a 7.2 Enfermagem Médico-Cirúrgica 43 Sofrimento e morte celular Queimadura – Queimadura de fluídos por evaporação Classificação Choque hipovolémico Doentes que fazem anastomose dos vasos Aneurisma da Aorta Grau I – Até 750 ml Grau II – 750 ml a 1500 ml Grau III – 1500 ml a 2000 ml Grau IV – > a 2000 ml Grau I – É uma perda importante Grau II – O nosso organismo está a autocompensar-se, isto é, está a compensar as perdas Grau III – Está a perder a compensação Hipotermia – Mais frequente nos traumatizados e no pós-operatório imediato Grau IV – Apresenta alterações respiratórias e perdem a compensação Monitorizar e manter a pressão arterial entre os 80 e os 100 mmHg Saber onde se encontra o local da cirurgia Manter a permeabilidade da via aérea Manter a oxigenação e as trocas gasosas, identificar e diagnosticar os focos de energia Controlo da hemorragia Choque hipovolémico Absoluto Choque hipovolémico Relativo Enfermagem Médico-Cirúrgica 44 Hipotermia – Ocorre nos doentes traumatizados Acidose Tríade da morte (Ocorre entre o grau III e o grau IV) Hipotermia – Temos que manter os doentes normotérmico, isto é, a temperatura superior a 36°C Acidose pH > 7.2 Permeabilidade da via aérea O2 suplementar SatO2 > 90% Os processos mais evasivos e quando o utente está mais adormecido No controlo da hemorragia, é importante colocar o doente no bloco para abolir a hemorragia Hemoglobina - 7 ou 9 g/dl – Deve ser mantido este valor (não existe lesão) Choque hemorrágico – Cada 1 ml perdido tem que se por 3 ml de cristaloides Choque hipovolémico Serviços de cirurgia Coagulopatia O nosso organismo vai fazer com que o sangue que se encontra nos órgãos que não são considerados vitais, se desloque para os órgãos que são considerados vitais. Enfermagem Médico-Cirúrgica 45 O calibre dos vasos vai-se alterar, sendo muito grande e não existe pressão para que o sangue seja profundido Choque anafilático Edema Rush cutâneo Ansioso Dificuldade respiratória Sensação de morte iminente - Volume dos vasos aumentando - PA diminuída - Aumento da temperatura Rutura e saída de sangue para o coração Choque cardiogénico Temos que poupar o coração EAM (Enfarte Agudo do Miocárdio) Os doentes que vão ao bloco fazer cateterismo Falência do coração Falta de suprimento cardíaco ou tecido cardíaco Choque distributivo Choque séptico – Diminuição da temperatura Choque cardio compressivo – Saída para o mediastino e compressão cardíaca Choque obstrutivo Embolia pulmonar Choque obstrutivo Derrame do pericárdio EAM – Enfarte Agudo do Miocárdio Colocar o doente em Semi-fowler Monitorizar Saturação periférica Acessos venosos Chamar médico – Reverter a dor Arritmias – Ver o traçado Exposição a um alergénio Enfermagem Médico-Cirúrgica 46 Avaliar e registar – Alterações vigiadas e comunicadas ao médico Choque anafilático Administrar adrenalina intravenosa ou intramuscular Vai reverter a vasodilatação fazendo com que ocorra constrição dos vasos impedindo a produção de estamina Corticoides Clemastina – Controla os efeitos resultantes da produção de estamina Administrar O2 Monitorizar o doente Fluidoterapia Se for exagerada pode ser prejudicial Hemodiluição Potencializar a falta dos potencializados de coagulação Sistema Músculo-esquelético Fraturas Artroplastia – Joelho e Anca Cirurgia Ortopédica Deve-se avaliar o preenchimento capilar para saber a perfusão. - Coloração do membro - Temperatura - Sensibilidade - Preenchimento capilar A dor não pode ser negligenciada em qualquer situação. Fratura exposta – Elevado risco de lesão vascular ou dos nervos. Intervenções de Enfermagem Elevar o membro para promover o retorno venoso e colocar gelo para diminuir a dor e o edema. Classificação das fraturas Segundo a causa Segundo a lesão das partes moles Segundo o traço de fratura Enfermagem Médico-Cirúrgica 47 Fraturas Patológicas FRATURAS Traumáticas Fraturas traumáticas – Provocadas por um trauma Fratura fadiga ou stress – Desportistas (fratura dos metatarsos – osso não possui proteção) Fratura Patológica – Os doentes possuem um processo patológico associado, isto é, neoplasia. Lesão das partes moles Simples Abertas ou expostas – Possui uma comunicação Complicadas – Lesão dos nervos, podendo ser abertas ou fechadas e podem ser expostas Fratura Incompleta Fratura do osso em toda a sua extensão Ocorre nas crianças, mas também por vezes ocorre nos adultos Fratura Completa Fratura do osso em vários locais criando algumas estírolas Levam metade do tempo a ser consolidadas Fratura Cominutiva Fratura do osso em vários locais Elevada atenção, pois, pode provocar lesões nos tecidos moles. Deve-se avaliar de hora a hora nas primeiras horas Quanto mais perto da articulação maiores os riscos Enfermagem Médico-Cirúrgica 48 Varia de pessoa para pessoa e do tipo de fratura Quando o osso fratura existe derrame sanguíneo e ajuda na cicatrização Fratura do Colo do Fémur Vai aparecer em rotação externa e encurtado, dor e edema mais ou menos acentuado e algumas vezes apresenta equimoses. Equimoses e edema na região trocantérica. A dor intensifica-se com a mobilização. Crepitação – Fricção Consolidação Organização do hematoma - Ocorrem leucócitos na zona de inflamação Osteoblastos - Vão surgir para a renovação do osso formando assim um osso jovem Cálcio e Fósforo – Essenciais para a regeneração óssea Exame de eleição das fraturas é o raio-x Enfermagem Médico-Cirúrgica 49 Presença de sangue na urina Remodelação Se o doente for sujeito a intervenção onde são colocados parafusos e placas vão auxiliar na consolidação. Imediato Avaliar os sinais vitais Despiste de sinais de choque Despiste de lesões associadas Pesquisar possíveis hemorragias Membro fraturado Observar a coloração – alteração (verificar o pulso radial) Temperatura Sensibilidade Hemorragia a outros níveis Traumatismo Torácico - Coloração da pele e mucosas (indicador de trocas gasosas e das perdas sanguíneas) - Dificuldade respiratória (frequência, amplitude e expansão) Fratura da Pélvis - Dependendo do grau – diástase da sínfise púbica, podendo existir lesões das vísceras maciças (fígado, baço, intestino, rim) - Vigiar coloração da pele e mucosas, hematomas nas grandes fraturas, é importante dar importância ao perímetro abdominal - Dor, temperatura, SatO2, verificar o pulso e a tensão arterial, estado de consciência e o débito urinária (verificar as características da urina, isto é, despistar sinais de hematúria) Síndrome de Cullen e Turner Conservador – Fraturas alinhadas e colocação de gesso, por vezes não é necessário ser intervencionado. Enfermagem Médico-Cirúrgica 50 Mobilização provisória – Fraturas do Colo do Fémur Fratura diafisária Devem ser operadas o mais precocemente O membro inferior deverá ficar em posição de brown Sensibilidade nos gémeos com dorsi-flexão do pé Tratamento de fraturas Tração – Força que é aplicada ao osso. Para que uma tração seja eficaz ela tem que ser contínua. Tração cutânea – Da responsabilidade do Enfermeiro. Cuidados - Habitualmente têm um peso que tem que estar em linha reta e não pode tocar em nenhum sítio. O doente pode estar posicionado em decúbito lateral ou dorsal, mas não toleram posicionamento para o lado da lesão. Tração esquelética – Não deve exceder 10% do peso total do doente. Aplicado ao osso através de um fio de kirschner aplicado num estribo. Fraturas diafisárias do Fémur ou da Tíbia Anestésico local – Lidocaína Fáscia - Tecido conjuntivo que não distende Metamizol Magnésio – Nolotil Coloca-se uma tala que é envolvida numa ligadura até à coxa na ponta encontram-se uns fios que vão ser presos num peso que irá pender em linha reta e que não poderá tocar em lado nenhum. Até às 24 horas a seguir ao trauma Enfermagem Médico-Cirúrgica 51 Síndrome Compartimental Poderá levar á amputação Leva ao aumento da pressão fazendo com que ocorra necrose tecidular Nas fraturas os doentes apresentam dores intensas Tração esquelética = cutânea Temos ainda que avaliar sinais inflamatórios no local de inserção do fio (se existirem sinais inflamatórios, desinfetar com álcool a 70%, se persistir avisar o ortopedista para prescrever o antibiótico). Cefazulina – Os doentes fazem antibiótico de prevenção Fratura presente Aplicação de gelo Otimizar tração Elevar o membro Tração esquelética - Não se pode posicionar Uma tração para ser eficaz deve ser continua. O ideal é utilizar as arrastadeiras que fazem uma menor alteração do alinhamento. Intervenções de Enfermagem Perfusão tecidular comprometida Vigiar sinais de compromisso neurocirculatório: Pain (Dor) Parestesia Paralisia Pulso ausente Palidez Enfermagem Médico-Cirúrgica 52 Risco da rigidez Massagem promove o conforto e promove a circulação, pode efetuar contrações isométricas no membro afetado (caso o ortopedista autoriza, instruir o doente a mobilizar as articulações não afetadas) Cirurgia Ortopédica Artrodese Artroplastia – Articulações Artroscopia – Cirurgia laparoscópica Osteotomia – Extração de uma parte do osso. Antes faz-se uma osteotomia Sinovectomia Ligamentoplastia Osteosíntese RAFI – Redução Aberta Fixação Interna (Frequente nos jovens) Fixação externa Cuidados no Pré-operatório Gerais Vigiar a tala Vigiar as extremidades Colocar gelo Extremidade elevada Ter sempre o membro bem apoiado Dreno Hemodreno Verificar quantidade e características Fio de Kirschner – Após o raio-x e verificar que a fratura está consolidada retiram-se os fios~ Fixador Externo – Tração esquelética As trações são todas provisórias, antes do doente ir para o bloco Trações dos fixadores externos é definitiva Vantagem – Usado nos grandes traumas Vantagem – Usado para fazer alongamento ósseo Enfermagem Médico-Cirúrgica 53 Permite fixar fraturas expostas, membros edemaciados com perda de substância. Imobiliza a zona afetada Fasciotomia – Forma de preservar o membro e cicatriza por segunda intenção Em algumas situações é pedido tricotomia O membro inferior vem mobilizado com uma ligadura que permite a imobilização do joelho antes de fazer a tala mecânica que permite a flexão e distensão do joelho Ligadura Robert Johnson Vigiar dreno Vigiar as extremidades Aplicar gelo no joelho Redução – Colocação dos topos ósseos no seu alinhamento ósseo Fixação – Fixadores ósseos externos Fixação Gesso ou Delta Cast – Mergulhado em água quente Assegurar: a limpeza da pele e se está integra (se possuir feridas, macerações – onde se encontra marca-se para fazer uma janela) - Assegurar que se encontra numa superfície dura bem posicionada e o membro elevado - Deve ser colocado com a palma das mãos - Verificar a funcionalidade do gesso – é preciso avisar o doente que o gesso tem que ficar apertado de maneira a imobilizar o membro - Ter atenção á secagem e á funcionalidade - Deve ser branco intenso, brilhante e ressonante ao toque - A pele é protegida com Ortoban – ligadura de algodão - Pode demorar 24 a 48 horas a secar Vigiar os locais de inserção e as extremidades Enfermagem Médico-Cirúrgica 54 - Avisar o doente que não pode molhar o gesso, que não pode introduzir nada no meio do gesso - Se tiver prurido intendo ou deitar cheiro intenso o doente tem que se dirigir ao hospital DeltaCast - Gesso que seca mais rapidamente - Maior risco de zonas de compressão - Colocado por um ortopedista - Cuidados iguais ao gesso tradicional As ligaduras são feitas do distal para o proximal O gesso tradicional, se o doente estiver numa enfermaria não deve ser coberto Gesso apertado pode originar complicações de vasos e nervos Contrações isométricas – Contrair o músculo sem mexer Só pode ser feito com autorização do médico Avaliação neurocirculatória é obrigatória. Ter em atenção de alertar os doentes para não colocarem anéis Antes de avisar o médico Avaliar o estado neurocirculatório das extremidades Verificar se a dor cede á analgesia Vigiar o estado da pele Avaliação dos sinais vitais: - SatO2 Avaliaçao dos sinais vitais: - Frequência respiratória Se existir alguma complicação verificar a temperatura, pois uma infeção do osso é difícil de tratar. Enfermagem Médico-Cirúrgica 55 Ortotraumatologia Traumatologia das articulações Tecidos moles Rotura muscular – Lesão traumática que origina uma solução de continuidade da massa muscular. Estabiliza as ligações Rotura de ligamentos – Secção de um ligamento provocado por um traumatismo de energia superior á que provoca uma entorse. Rotura tendinosa – Contração súbita do tendão Lesão no tendão de Aquiles – Local de inserção do calcâneo Contusão – Devido a um trauma que origina micro hemorragias. Colocar gelo – Vai contribuir fazendo com que o edema diminua, devido á vasoconstrição, diminua a hemorragia e o gelo vai fazer com que ocorra o alívio da dor. Rotura dá uma dor forte, originando um edema e uma equimose. Não se deve colocar coisas duras na zona do tendão, para evitar lesão do tendão de Aquiles e uma úlcera por pressão. Um aspeto importante é elevar um membro/articulação traumatizado, estamos a promover o retorno venoso. As dores nas fraturas são muitas intensas e variam consoante o tipo de fratura. Enfermagem Médico-Cirúrgica 56 O gelo não deve ser colocado diretamente em contacto com a pele e deve somente ser colocado por períodos de 30 minutos e mudar o posicionamento a cada 2 horas. Numa fratura pélvica existe uma perda sanguínea de 500 ml No caso das quedas com idosos (fratura do colo do fémur), é importante saber como é que a pessoa caiu, se está consciente, se lembra como é que aconteceu. Saber se a é independente ou tem dependentes a cargo. Uma pessoa que possui um traumatismo craniano, as manifestações não são imediatas. Estado nutricional Se existirem alterações grandes a propensão para o desenvolvimento de complicações. Temos que registar o estado da pele: - Úlcera varicosa Temos que registar o estado da pele: - Indicar a localização da lesão Abertura do gesso – Gypsiotomia Os doentes levantam-se ás 24 horas no máximo 48 horas de cirurgia com autorização do médico Não existe alteração hemodinâmica Se está colaborante Levante deve ser progressivo Assegurar-se da prescrição – É obrigatório saber se pode fazer carga ou não no membro operado Administração de analgésicos - Diclofenac Saber se tem patologias Se faz anticoagulantes Que tipo de medicação faz Enfermagem Médico-Cirúrgica 57 Deambulação precoce Menor tromboembolismo superficial e profundo Recuperação mais rápida Tala mecânica – Movimento passivo contínuo A flexão é progressiva e de acordo com a tolerância do doente Obrigatório fazer anti-inflamatório Subcapitais – Comprometem a irrigação do fémur Complicações das fraturas Tempo de consolidação da fratura Características individuais das próprias pessoas O tempo de consolidação numa criança é menos que num adulto Num adulto a formação do calo é de 6 semanas, e numa união de topo a topo é de 3 meses Se o osso estiver muito afastado é mais difícil de fazer a consolidação No final da cirurgia é feito um raio-x para verificar se os ossos estão alinhados e se não ocorre nenhuma diástase Contractura isquémica de Volckmann - Presença dos 5 P’s - Dor - Parestesia - Paralisia - Pulso ausente - Palidez Enfermagem Médico-Cirúrgica 58 Locais – Perda sanguínea Sistémica – Hemorragia - Choque Fatores que condicionam a consolidação Idade (Quanto mais jovem for mais rapidamente é feita a consolidação) Tipo de fratura Zona da fratura (as fraturas diafisárias são de mais fácil consolidação, as fraturas adjacentes são de mais difícil consolidação) Estado nutricional Redução da imobilização Complicações Surgem associadas a uma lesão Lesão vascular Lesão dos nervos – Compromete a mobilidade do membro fraturado Inerentes á fratura Atraso de consolidação Pseudartrose Consolidação viciosa Necrose vascular Embolia aguda Infeção (Osteomielite, Tétano, Gangrena gasosa) Consolidação viciosa – Consolidação em que o osso consolida, mas sem alinhamento. Necrose vascular – Invalida a zona, isto é, o osso fica morto Fratura da cabeça do colo do fémur Síndrome Compartimental – O doente sente dor que não cede á analgesia Se ocorrer uma coleção de sangue numa das zonas por rotura de um vaso As artérias são mais facilmente detetáveis Adjacentes ao foco da fratura Não são facilmente detetáveis, podendo originar uma fratura compartimental Enfermagem Médico-Cirúrgica 59 Compressão Veias Nervos Artérias Fratura da sínfise púbica – Síndrome Compartimental Abdominal Intervenções de Enfermagem Eliminar gesso ou ligaduras apertadas Elevar o membro afetado – Quando ocorre compromisso arterial não se pode elevar o membro Se o membro estiver pálido, este deve ficar na posição em que está Administrar analgésicos Informar o médico Preparar o material para a fasciotomia Fratura da extremidade distal do Úmero Infeção (Osteomielite) Sinais e Sintomas Dor Aumento da temperatura Poderá ocorrer a presença de exsudado, se ocorrer contato com o exterior Situações que podem original o Síndrome Compartimental: Fraturas cominutivas expostas Membros engessados Fratura da extremidade do ombro O membro só é elevado para reduzir o edema. Enfermagem Médico-Cirúrgica 60 Tríade de Virchow Trombose Venosa Profunda Sintomatologia Aumento do diâmetro Dor Alteração da coloração do membro (edemaciado e rosado) Causas Hipocoaguabilidade Estase venosa Lesão da parede do vaso Intervenções de Enfermagem Heparina de baixo peso molecular Meias anti-embólicas Levante precoce Exercícios ativos e passivos Elevação dos membros inferiores Pseudartrose – Feito numa cirurgia Consolidação viciosa pelo afastamento dos topos ósseos por fratura diafisária Fraturas da coluna O grande problema das fraturas da coluna é a lesão medular mais frequentes na coluna vertebral e lombar Nervos que se situam na cervical Frénico – Compromete a mobilidade do diafragma Compromisso nervoso Parestesia Sem lesão medular Com lesão medular Enfermagem Médico-Cirúrgica 61 Com lesão – Neurocirurgia Sem lesão - Ortopedia Luxação – As vertebras perdem a sua congruência entre as superfícies articulares Quando não ocorre compromisso ArtrodeseCirurgia na região cervical Vigiar a zona onde foi realizada a cirurgia Verificar se existe recuperação na deglutição Vigiar a permeabilidade da via aérea Decúbito lateral, cabeceira a 30° Tem que vir com a região cervical imobilizada com apoios laterais 1 Fraturas Compressão Vai ser comprimida e fraturada em vários sítios - Quedas de andaimes Estiramento Ocorrem nos movimentos de rotação, quando ocorre movimentação da esquerda para a direita e da direita para a esquerda - Mergulho – Fratura da cervical Rotação Movimento de hiperflexão e híper- rotação - Embates laterais Estabilizar a coluna e raízes que saiam pelos buracos intervertebrais Fixação da articulação 1 Quando se realizar o levante, este ocorre normalmente ao final de 24 horas e precisam de colocar um colar cervical. Enfermagem Médico-Cirúrgica 62 Não levantar pesos Evitar flexão da coluna Hérnias discais – Rutura do anel fibroso de um disco intervertebral acompanhado de exteriorização (total ou parcial) do núcleo pulposo através dessa abertura. 2 Sinais e Sintomas Cervical Limitação da mobilidade Tratamento conservador – Analgésicos e anti-inflamatórios Tratamento cirúrgico – Extrai-se o núcleo pulposo e coloca-se uma prótese na zona do núcleo. Intervenções de Enfermagem – Tratamento conservador Repouso Mobilização correta Programa de fisioterapia3 Terapêutica4 Uso de órtoses5 3 Deve ser cumprido de acordo com o que o ortopedista estipula 4 Anti-Inflamatórios 5 Uso de coletes e colares Tratamento cirúrgico Intervenções de Enfermagem Indicações - Fraqueza motora progressiva - Distúrbio visceral/intestinal - Dor radicular incapacitante persistente após pelo menos 4 semanas de tratamento - Dor incapacitante decorrente do tratamento conservador - Discectomia - Implantes hidrófilos - Laminectomia 2 Saída do disco do espaço intervertebral, provocando a compressão do núcleo pulposo. Enfermagem Médico-Cirúrgica 63 Lombar – A coxa não deve ser estendida a mais de 90° Pode-se colocar um colete para se poder manter a coluna alinhada. Lombar - 0° Cervical - 30° - 45° Não permanecer sentado por longos períodos para não fazer pressão na lombar. Ortopedia – Artoplastias Artrodese – Fixação cirúrgica de uma articulação Osteotomia – Secção cirúrgica de uma zona de osso de forma a promover o alinhamento RAFI – Redução Aberta Fixação Interna Fixação Interna – Usa-se uma placa interna com pregos ou parafusos para fazer uma osteossíntese Queimaduras – Os cuidados são os mesmos do choque hipovolémico Pensos Ferida - Recuperação rápida - Permite visualizar o membro - Permite visualizar caso ocorra infeção no local de inserção Os doentes devem ser imobilizados em bloco É uma cirurgia que é feita ao osso, onde colocamos o alinhamento dos topos ósseos - Redução - Não se coloca solução iodada na zona de fixação - Coloca-se álcool a 70° Enfermagem Médico-Cirúrgica 64 Cabeça do Úmero que articula com a omoplata Acrómio clavicular e glenoumeral O fixador é uma tração esquelética Artroplastia – Reparação cirúrgica de uma articulação, substituição das superfícies articulares por implantes. Ligamentoplastia – Reparação dos ligamentos Cuidados da Cirurgia Ortopédica Os doentes levantam-se ás 24 horas1 Drenos retirados entre as 24 e as 48 horas 1 – Para prevenir o tromboembolismo Membro superior – Flexão Membro inferior – Extensão Ao descer as escadas é usado primeiro o membro intervencionado por não exercer carga Artroplastia Anca Joelho Ombro Se ocorrer grande destruição dos vasos (veias e artérias) ocorre a amputação Saber se o doente pode fazer carga no membro intervencionado Qual o posicionamento que pode ser efetuado em extensão? - Joelho Enfermagem Médico-Cirúrgica 65 Proeminências ósseas que surgem nas superfícies articulares e com a fricção vão desgastar as articulações Bicos de papagaio O osso começa a ficar rugoso Ocorre muito na zona da anca, joelho e costas Anestesia sequencial Epidural RAQUI As articulações devido ao decorrer da idade ficam desgastadas Osteofitos Nas situações mais graves os osteófitos soltam-se e vão alojar-se nas articulações provocando uma dor intensa. Artroplastia Coxartrose – Artrose da anca Gonaetrose – Artrose do joelho Quanto maior o grau de atrofia muscular, maior a dificuldade de recuperação Se não for efetuada anestesia sequenciada e for efetuada anestesia geral o doente terá mais dores. Anestesia geral – Terapêutica em SOS Artrose idiopática – Não possui sintomatologia associada Artrose da anca Deformidade em flexão Superior á lordose lombar Por vezes não é preceptiva Deformidade em adução Aparente encurtamento do membro Fratura do colo do Fémur Deformidade de rotação externa Enfermagem Médico-Cirúrgica 66 Sinais e sintomas - Dor - Deformidade articular - Redução dos movimentos Limitação da mobilidade - Ruídos articulares Crepitação - Claudicação Tratamento conservador Evitar esforços físicos Usar auxiliares de marcha (lado oposto) Reduzir o peso Doentes obesos Exercício físico (natação) Administração de anti-inflamatórios e analgésicos Aumenta a sintomatologia Tratamento cirúrgico – O ideal é que seja programado Prótese do joelho Prótese da anca Articulação artificial Total – Cabeça do Fémur e acetábulo Parcial Artroplastia Total – Substituição da articulação coxofemoral por materiais artificiais Tipos de Próteses Híbrido 1 componente cimentado – Fémur 1 componente não cimentado - Acetábulo Cimentado 2 componente cimentados Não Cimentado 2 componentes não cimentados Enfermagem Médico-Cirúrgica 67 Polimetilmetacrilato – Cimento colocado na prótese Objetivo Suprimir a dor ao máximo Reestabelecer a forma e a biodinâmica da articulação Devolver a estabilidade e a mobilidade No caso das próteses, os doentes são internados antes Pré-operatório Realizar o acolhimento ao serviço Disponibilizar folhetos informativos Tem que ter informação sobre o tipo de posicionamento Identificar o doente com pulseira de identificação Informar sobre o sistema de visitas e de guarda-valores Efetuar avaliação inicial Identificar o grau de conhecimento do doente face ao procedimento Fatores de risco, necessidades afetadas Cuidados específicos a observar Cuidados Específicos Ficar em decúbito dorsal, ficando os membros inferiores em abdução (anca) Evitar a rotação externa ou interna forçada Não fazer carga no membro intervencionado Caso não exista ordem Levante é feito ás 24 horas Não fletir a anca por mais de 90° Fazer o despiste do compromisso neurocirculatório Podemos fazer ensino da tosse dependendo do doente Somente em alguns contextos Enfermagem Médico-Cirúrgica 68 Diminuir o edema Diminuir a inflamação Cuidados Pré-operatórios Colheita de dados Cuidados gerais Cuidados específicos Prevenção de infeção (terapêutica) Ensino de exercícios respiratórios e dos membros Posicionamentos Prevenção do tromboembolismo (meias e terapêutica) Cabeceira a 30°Cuidados Pós-operatórios Monitorizar os sinais vitais Decúbito dorsal com triângulo em abdução Elevar o calcâneo do membro operado Aplicação de gelo Vigilância do penso e dreno Despiste do compromisso neurocirculatório1 Levante 24 a 48 horas sem carga no membro operado Mobilização de todas as articulações 1 Temperatura Cor Sensibilidade Mobilidade Preenchimento Triângulo de abdução Heparina de Baixo Peso Molecular Serve para o doente manter a posição e o doente não fazer abdução Manter a anca em abdução 2 dias Previne a luxação Enfermagem Médico-Cirúrgica 69 Principais complicações Infeção Tromboembolismo pulmonar Luxação Planeamento da alta Exercícios de abdução e adução até à linha média Flexão do joelho e coxa sempre inferior a 90° Elevar a perna operada em extensão Deitar-se de bruços por períodos de 30 min/dia Não se sentar em cadeiras baixas Fazer bicicleta adaptada Deambulação sempre com canadianas Cumprir a terapêutica estipulada Cuidados com a alimentação Não podem carregar pesos Alergias Condições da casa Disposição dos móveis, retirar os tapetes Se alguém a pode apoiar Saber as pessoas que tem a carga O tipo de calçado usado Colocar dispositivos para altear a sanita, pois não podem fazer flexão a mais de 90° Nas cirurgias programadas todas as infeções têm que estar tratadas Aconselhar o doente a visitar o dentista para tratar das cáries O doente deve fazer todos os ensinos á nossa frente Só quando o ensino é feito autonomamente é que podem ir para casa Não podem fazer carga com o membro em flexão Enfermagem Médico-Cirúrgica 70 Fica mais arqueado Na zona do joelho ocorre fricção, ocorre artrose da anca causando dor Proibido Apanhar objetos do chão Sentar em cadeiras baixas Carregar pesos Conduzir o automóvel Andar sem canadianas ou bengala Deitar sobre o lado operado 6 a 12 meses de Pós-operatório Anca praticamente indolor Melhoria na amplitude de movimentos Retomar a atividade Deve Repousar Dormir com almofada entre os membros inferiores Usar sanita alta Cumprir o programa de fisioterapia Continuar a fazer exercícios que aumentem a força muscular Artroplastia total do joelho 20 Geno Valgo 75 Varo Deve-se colocar a almofada entre os joelhos para manter o alinhamento da articulação coxofemoral e evitar a luxação Retomar atividades pesadas O objetivo da cirurgia é melhorar a sua qualidade de vida Enfermagem Médico-Cirúrgica 71 Artrodese Fixação da articulação do joelho e o doente fica com o membro em extensão Pós-operatório Monitorizar os sinais vitais Membro operado elevado em almofadas até às 48 horas Não fletir o joelho Aplicação da tala mecânica e verificar a amplitude o ângulo na zona do joelho Despiste do compromisso neurocirculatório Levante com articulação em extensão e carga parcial 24 a 48 horas após a intervenção Iniciar a extensão passiva do joelho Monitorizar a dor caso tenha dor administrar analgesia Artroplastia total do joelho É necessário vigiar antes e durante o penso se tem repasse, é preciso vigiar a dor, pois o doente não aguenta o exercício da tala mecânica. Complicações Falência da prótese Infeção Amputação Planeamento da alta Cumprir o programa de reabilitação Virar-se devagar – passo a passo, isto é, virar devagar, sem rodar as articulações, ou seja, se existir rotação poderá provocar luxação O membro operado nunca faz carga em flexão Usar sempre auxiliares e marcha – Canadianas Sentar-se na cadeira sempre com o membro operado em extensão Não permitir o apoio do calcâneo, vai permitir a prevenção do surgimento de úlceras por pressão Fazer o ensino da toma do antibiótico e verificar se eles tomam a antibioterapia Enfermagem Médico-Cirúrgica 72 As amputações feitas no pós-trauma são feitas devido á inviabilidade. Exercícios no planeamento Flexão e extensão do joelho – 5 vezes numa cadeira A abdução e a adução – Não pode ser acima da linha média da anca No carro a rotação é feita em bloco, isto é, deve ser tudo mobilizado ao mesmo tempo Tricotomia Cirurgia craniana Tricotomia Cirurgia ortopédica Osteotomia – Quando é feita a remoção de uma secção do osso. O maior risco de embolismo encontra-se mais relacionado com cirurgias ortopédicas Rimar – Limar o osso para colocação da prótese Por doenças vasculares Diabetes Vascular Neoplasias É obrigatório perceber se o doente percebeu bem o ensino efetuado através de exemplificação A colocação do cimento é uma fase crucial na sua colocação, pois o cimento seca rapidamente, é nesta fase da cirurgia que pode ocorrer uma alteração hemodinâmica do doente. Inviabilidade da perfusão do membro Enfermagem Médico-Cirúrgica 73 Queimaduras Congelamento Acidentes Doentes vasculares Doentes diabéticos Etiologia Doença vascular Neoplasias Traumatismos Infeções Níveis de amputação – Membro inferior Hemipelvectomia Amputação do quadril – Grande trocânter Acima do joelho Abaixo do joelho – 3 níveis Syme – Metatarsos Ray – 2 dedos Reimplante A inviabilidade encontra-se relacionada com o doente (hábitos tabágicos – aumenta o lúmen do vaso e a elasticidade do vaso – Resistência do vaso) Osteomielite – Provoca a dor – Caso ocorra contacto com o exterior, maior probabilidade de ocorrer infeção Gangrena – Devido á falta de irrigação sanguínea A amputação é uma situação traumática, pois vai mexer muito com a auto-imagem do doente Enfermagem Médico-Cirúrgica 74 Níveis de amputação – Membro superior Amputação total Amputação acima do cotovelo – 2 níveis Amputação abaixo do cotovelo – 3 níveis Causas da amputação Acidentes de viação Acidentes de trabalho Pré-operatório Rotinas gerais Exercícios ativos para fortalecer a musculatura do tronco, membros e abdómen Amputação dos Membros Inferiores – É necessário fortalecer os Membros Superiores, pois vão precisar deles para se poderem mobilizar e condicionam a adaptação ás próteses Contacto com o material de reabilitação Alertar para a possibilidade de dor no membro fantasma – É sentida pelo doente, é necessário fazer analgesia e efetuar acompanhamento psicológico Pós-operatório Relação de ajuda – Escuta ativa, pois passam por todas as fases de luto Cuidados gerais Prevenir a hemorragia e o edema Prevenir a dor – Administrar terapêutica Dor no membro fantasma Desarticulação do punho Proximal Distal Quanto mais cedo for efetuada a manutenção do implante, maior o seu sucesso Em situações de trauma as primeiras horas são cruciais Ao nível do coto vigiar as complicações da hemorragia, isto é, verificar as características do penso Enfermagem Médico-Cirúrgica 75 Tudo vai condicionar a colocação da prótese Ligadura do coto Evitar hemorragia1 e edema Moldar o coto – Forma cónica2 Dá firmeza aos tecidos3 Facilita o retorno venoso Alivia a dor Protege o coto 1 Compromete a circulação do membro No caso de doentes amputados, no pós-operatório imediato eleva-se a cama para evitar o surgimento de contraturas em flexãoTraumatismo/Diabéticos/Vascular Elevar a cama Almofada Contraindicado Lavar com água e sabão neutro Manter o coto hidratado Secar bem Nutrição Posicionamento 2 A ligadura deve moldar bem o coto para permitir uma boa adaptação da prótese 3 O doente deve efetuar exercícios físicos e evitar a nível dos Membros Inferiores e dos Membros Superiores contraturas, pois os músculos fletores são muito fortes Efetuar ligaduras circulares, só se pode efetuar ligaduras cónicas – distais de sutura sem saliência Enfermagem Médico-Cirúrgica 76 Funcionalidade do coto Moldado Indolor Firme Com força muscular Comprimento adequado Cicatriz sem aderência Ensinos ao doente Repousar em decúbito ventral Manter adução colocando almofada na face externa Manter o coto na vertical Permanecer sentado por curtos períodos Manter o coto em extensão Trendelenburg se possível Levante do doente amputado - O trapézio é importante para auxiliar o levante da cama. Reimplante Para reimplantar é necessário: Que não existam lesões graves ao nível da musculatura e ossos – Lesões por esmagamento Que o membro a reimplantar chegue ao hospital em boas condições Higiene Massagem Mobilizações ativas Ligadura bem feita A massagem só deve ser iniciada depois da cicatrização bem sucedida. Enfermagem Médico-Cirúrgica 77 Intervenções de Enfermagem Monitorizar/vigiar – Estado geral do doente Vigiar coloração da pele e mucosas Estado neurocirculatório – Compromisso alertar o médico Estado do penso – Nunca levantar o penso Monitorizar atentamente a função renal devido á rabdomiólise Monitorizar os valores analíticos, pois estão constantemente a fazer análises O membro deve ser limpo com soro Colocado no frio O membro não deve ser colocado em contacto direto com o gelo, sendo colocado numa manga. O gelo é colocado á volta do membro Estabilizar o osso através dos fixadores externos Reparação dos tendões Anastomose arterial Nervos Veias Cutâneo Pode variar a ordem Avaliar o compromisso neurocirculatório nas primeiras 48 horas de hora a hora Inspecionar cor e temperatura do membro (extremidade demasiado edemaciado ou cianótico compromisso arterial) Enfermagem Médico-Cirúrgica 78 Enfermagem Médico-Cirúrgica 79 Turno de 8 horas – 500 ml Abordagem ao utente cirúrgico urológico Muito associado ao sexo masculino Dador de coração parado Paragem cardiorrespiratória e presencial Verificar se está disponível para dador Sépsis Fatores para uma boa função renal Boa hidratação Músculo Psoas – Muito facilmente inflamado Glândulas supra-renais – Controlam a resposta renal e a tensão arterial O débito urinário normal varia entre 0.5 e 1.0 ml/kg A enervação é feita pelo sistema nervoso autónomo proveniente do tronco parassimpático. Nervo Vago – Funciona no sistema parassimpático, entra no choque. Creatinina – É um produto da degradação da fosfoscreatinina. Ureia – Forma-se no rim. Pedra no rim – Junção uretropélvica. Cruzamento do ureter sobre os vasos do ilíaco. Peritoneu – Envolve a parte do abdómen. Mantem-se as compressões e entra para a lista de transplantes Parte da infeção do órgão e entra em circulação Resposta disfuncional Do ponto de vista renal, é uma condição mortal Atividade física ≠ Exercício físico Enfermagem Médico-Cirúrgica 80 Cateter suprapúbico – Localizado entre a zona abdominal e o umbigo. O cateter suprapúbico é colocado para efetuar a drenagem da urina, quando não é possível colocar a algália. Próstata – Equilibra o pH da uretra para criar equilíbrio á passagem dos espermatozoides. Cuidados Gerais Idade Alergia Uso de fármacos e outras substâncias História clínica Passado cultural e religioso Nível de conhecimento relativamente á cirurgia que irá ser submetido A cólica renal alivia quando o doente está posicionado na posição fetal. Os doentes precisam de estar em jejum devido Abordagem anestésica Pode ser necessário entubar o doente, e se ocorrer o vomito pode existir risco de aspiração do vómito Relaxamento muscular PSA Antigénio Prostático Específico Relacionado com a patologia prostática Confirmar o jejum do doente Confirmar a identificação do utente, processo clínico e a marcação do local cirúrgico Sólidos – 6 a 8 horas Dieta líquida sem resíduos – 2 horas Enfermagem Médico-Cirúrgica 81 Patologia mais comum Maioria das células são benignas Causado pelo envelhecimento Vão relaxar a musculatura e permitir a saída e urina Devolver parte da micção Corrigir o tamanho da próstata Patologias mais comuns Hiperplasia Benigna da Próstata Biópsia por fusão – Dá-nos indicação do tamanho da próstata e do tamanho da neoplasia Um doente com Hiperplasia Benigna da Próstata vai ser difícil de algaliar. Tem que se colocar um cateter suprapúbico Bloqueadores alfa-1 adrenérgico (Tansulosina) Inibidores da 5-Ar Disúria – Sensação de dor ou ardor ao urinar RTU-P – Ressecção transuretral da próstata Ejaculação retrógrada – Não existe saída de conteúdo, ficando nos canais da bexiga Dificulta a passagem da urina Aumentar a ingestão de líquidos para diminuir a disúria Substituir a medicação anticoagulante pela medicação de substituição Enfermagem Médico-Cirúrgica 82 Frequentemente assintomático Invade o sistema linfático, o sistema vascular, zona abdominal Despistar sinais de hipernatremia Vigiar a drenagem urinária Palpação do globo vesical Importante que o doente não fique obstipado Podem existir sinais de hematúria nas 2 primeiras semanas, mas se persistir avisar que terá que se deslocar a uma urgência Incentivar á ingestão de água Lavagem vesical Importante estar prescrita pelo médico Feito na zona vesical como na zona da próstata para retirar coágulos que possam existir A lavagem contínua já vem prescrita do bloco A lavagem tem que ser feita até a urina sair límpida Neoplasia da Próstata Diagnóstico Toque retal PSA – Antigénio Específico Prostático Prostectomia radical Cirurgia muito sangrantiva Cirurgia muito invasiva Pontos de infeção da algália, são os pontos de conexão. É importante desinfetar a conexão com álcool a 70% e nunca tocar nas conexões. Zona periférica da glândula Enfermagem Médico-Cirúrgica 83 Braquiterapia Colocação de uma sonda no reto que tem um ecodoppler que permite a visualização da próstata, introduzindo na zona perineal umas sementes radioativas. Tipos de choque Anafilático Hipovolémico Sistémico Cardiogénico Séptico Distributivo O choque mais comum é o choque hipovolémico, devido a ter sido submetido a uma cirurgia. Doente torácico, começa a drenar, a ter alucinações = Choque Quando existirem alterações da consciência incentivar á ingestão de líquidos. Prender o saco da algália Trocar o saco em 2 ou 3 dias Alertar a pessoa que poderá ficar com incontinência. Elevar os membros inferiores para avaliar a pressão na próstata.Se for retirado o cateter vesical, é importante saber quando é que o utente urinou pela primeira vez e verificar as características da urina. Quantidade, coloração e cheiro Toda a cirurgia tem risco de cirurgia. Cirurgia que os doentes podem sair em lavagem contínua? - RTU-P Enfermagem Médico-Cirúrgica 84 São usados balões de 300 ml. Ressecção Transuretral da Próstata RTU-P Para a patologia da próstata Hiperplasia Benigna da Próstata – HBP Síndrome que acontece nas cirurgias quando é injetado muito soro. Sinais: Perda de consciência Desorientação Controlo do débito urinário 1 ml/h Prostatectomia radical Hemorragia Choque hipovolémico Braquiterapia Consiste no implante percutâneo transperineal, eco-guiado de sementes radioativas de iodo para o tratamento da neoplasia da próstata localizado de baixa agressividade e de pequenas dimensões. Risco Cirurgia de ambulatório Não possui risco de hemorragia Complicação decorrente da cirurgia Vigiar a obstrução da drenagem, podendo esta ser evidenciada por saída de coágulos, edema na região intervencionada, presença de globo vesical ou quadro doloroso. Enfermagem Médico-Cirúrgica 85 Cuidados de Enfermagem No internamento o Vigiar os sinais vitais o Vigiar as alterações no estado e consciência o Gerir a analgesia o Vigiar a integridade cutânea o Vigiar o débito urinário o Não nos devemos aproximar da região pélvica e abdominal a menos que necessário Bloqueio do aracnoideu ou RAQUI Bloqueio da cintura para baixo Ensinos Nas próximas 8 semanas deve urinar para um filtro (de café por exemplo), e se cair alguma semente deve ser guardada num tubo de chumbo, que é fornecido pelo hospital Deve utilizar a descarga 2 vezes após a micção Não se deve manter o contacto a menos de 2 metros de grávidas e crianças Deve ser evitado o contacto prolongado com outras pessoas Nas relações sexuais deve-se usar preservativo Ao fim de 8 semanas, já não existe risco de as sementes migrarem para a bexiga Ao final de 1 ano, já quase não existe efeito terapêutico, mas a radiação mantém-se por mais de 10 anos Sementes de alta taxa Têm que ser retiradas Sementes de baixa taxa Podem permanecer Retenção urinária Quadro de impossibilidade de saída de urina e acumula-se na bexiga Grande sintoma para um doente que possui patologia da próstata. - Vontade de urinar Enfermagem Médico-Cirúrgica 86 Cateter suprapúbico Prevenir uma reação vagal e o espasmo da bexiga - Técnica asséptica Pós-colocação do cateter suprapúbico Vigilância do conteúdo drenado Vigilância do local de inserção do cateter Despiste da hemorragia Procedimento evasivo Realização do penso Neoplasia da bexiga Mais comum nos homens Não evasivo afeta o revestimento interno da parede da bexiga, estando circunscrito á mucosa e sub-mucosa da bexiga Apresentação Hematúria Primeiro sinal e único na maioria dos casos Pode ser indolor e intermitente, fazendo com que muitos utentes ignorem a hematúria Sintomas de infeção urinária: frequência, urgência e disúria Cistite Mal-estar e perda de peso Anemia Febre de origem desconhecida Apresentação tardia, dor no flanco ou lombar ou edema no membro inferior Massa suprapúbica, que geralmente indica que a neoplasia está em um estado avançado Introdução de um cateter na região suprapúbica, que atravessa a parede abdominal até ao interior da bexiga. A sua colocação é um ato médico, feito sob anestesia local onde é utilizada técnica asséptica. Enfermeiro Vigilância pré- e pós- colocação do cateter, apoio do médico durante o procedimento e vigiar o débito urinário do saco (300 ml ou 500 ml) Enfermagem Médico-Cirúrgica 87 Ureia Creatinina Fatores de risco Excesso de cafeína Tabagismo Excesso de sódio Má alimentação Exames Complementares de Diagnóstico Amostra da urina para citologia para detetar a presença de células anormais Amostra de urina de jato médio para cultura para a sensibilidade Hemograma completo (para anemia) Bioquímica completo (para função renal) Testes de função hepática Cistoscopia Biópsia e exame histológico TAC (Tomografia Axial Computorizada) R M (Ressonância Magnética) Ecografia pélvica Cintigrafia óssea Toque do reto nos homens e da vagina nas mulheres Tratamento da Neoplasia Vesical Determinado pelo tipo, estadio e grau da neoplasia, sendo que 83% dos casos requerem alguma intervenção cirúrgica. RTU-V Não é um processo muito evasivo Ressecção Transuretral Vesical Vigiar lavagem vesical se presente A lavagem vesical é feita para retirar coágulos que possam existir e só deve ser suspensa quando a urina sair límpida. Capacidade vesical pode estar reduzida (60 a 80 ml) Tudo o que seja coisas a sair do doente é para vigiar Enfermagem Médico-Cirúrgica 88 e húmido) Ensinar o doente a inserir um cateter para drenar o conteúdo. Continente Bolsa de Kock Continente Bolsa ileocecal Bolsa de Kock Bolsa de ileocecal Características: Quantidade Coloração Odor Patologias que se retira a bexiga, tem que se fazer um desvio: Incontinente Urostomia Mais frequente Estoma com saco Cuidados ao estoma (Pele integra, coloração vermelha Desvio urinário continente Menos frequente. O doente tem que ter um saco Construção da neobexiga Feita com intestino, somente são submetidos doentes em que a neoplasia é de baixo risco Coagulopatia Já não existe coagulação do sangue Não obstrução Fazer balanço entre o que entra e o que sai Objetivo da lavagem Limpar e retirar coágulos Retirar os sedimentos Tipos de derivações Drenagem incontinente Urostomia Drenagem continente Construção da neobexiga Feita com intestino, doentes submetidos com baixo risco de neoplasia Doentes de urologia Vigiar o debito urinário Sempre que se retira a algália, deve-se vigiar a primeira micção Gerência da terapêutica na analgesia Verificar se o intestino está funcionante Enfermagem Médico-Cirúrgica 89 Centerolac Morfina Levante mais cedo Início da alimentação Cirurgia robótica Menos evasiva Recuperação mais rápida Cistectomia Cirurgia robótica – Pós-robótica Menor perda hemática Nem sempre se coloca SNG Não tem cateter epidural para controlo da dor Quando se recebe o doente é importante verificar se o intestino está limpo Anestesia loco-regional Grande risco de hemorragia naquela zona Pós-operatório Pode realizar levante no final do dia se a cirurgia for de manhã (consultar protocolo do serviço) Colocar supositório nas manhãs até retorno do trânsito intestinal, melhora o regresso da motilidade (consultar prescrições) Iniciar dieta assim que existia motilidade intestinal Dieta pastosa Gerir soroterapia e reposição de fluídos Vigiar sinais de choque hipovolémico Remoção de stents 10 a 14 dias após o procedimento Realização de neobexiga e colocação de cateter vesical, remoção do mesmo ao fim de 14 a 21 dias Internamentos mais curtosMenos evasão de tecidos Informar que na urina pode ter algum corrimento, pode ser linfático, pois os canais linfáticos não estão completamente selados Pode ser retirado o dreno antes da alta e pode ficar com saco coletor até que a incisão cicatrize O penso tem que ser feito diariamente Centerolac Anti-inflamatório Enfermagem Médico-Cirúrgica 90 Cuidados ao estoma Verificar se a bolsa de Urostomia permite uma visualização clara do estoma Deve existir um sistema de válvulas para evitar o refluxo sobre o estoma Verificar a coloração do estoma (cor vermelho vivo) e deve manter-se húmido Vigiar de 2 em 2 horas por 24 horas e de 4 em 4 horas por 48 a 72 horas Sinais de prolapso ou separação da pele peristomal do estoma Edema reduz entre 6 a 8 semanas Verificar novamente o estoma Domicílios Stents inseridos no estoma para proteger a anastomose entre o ureter e o intestino são retirados ao fim de 7 a 12 dias (risco de caírem na ansa) Verificar sinais e sintomas e infeção urinária (complicações de drenagem insuficiente) Pode realizar o seu dia a dia com o mesmo vestuário Vigiar o débito urinário Mudança de saco de estoma urinário Deve ser trocado 3 dias após a cirurgia O esvaziamento frequente da urina, evita a saída de urina para a incisão Os sacos de Urostomia podem ser trocados a cada 2/3 dias, mas deve ser esvaziado diariamente Mudar o saco de urostomia Retirar suavemente para evitar traumatismo na pele circundante Lavar suavemente a pela com água e sabão e secar Garantir que tem um saco novo para aplicar de forma correta Colocar proteção cutânea (Secura®) Monitorizar a urina e registar Controle do odor Odores nocivos falta de higiene, urina alcalina, urina concentrada devido á falta de ingestão suficiente de líquidos e ingestão de certos tipos de alimentos como ovos Desodorizantes colocados na bolsa Bolsas devem ser retiradas e lavadas com água morna e sabão e depois embebidos em vinagre branco diluído durante 20 a 30 minutos ou produto desodorizante comercial A presença de muco, pode continuar indefinidamente, pois tem origem no segmento do intestino usado como bolsa. A diminuição da produção pode ser devido á sua passagem para o peritoneu (causando peritonite) Enfermagem Médico-Cirúrgica 91 Sinais Diminuição do débito urinário, febre, distensão abdominal e dor podem ser indicadores de peritonite Contatar de imediato o cirurgião Patologia do rim Litíase urinária Formação de cálculos minerais urinários (urolitíase) que mais frequentemente ocorrem no rim (nefrolitíase) Sal Exame Preferencial TAC (Tomografia Axial Computorizada) Análises Clínicas Ureia Urocultura Colhida ao nível do bloco Dor tipo cólica renal Episódio agudo Super hipertenso Taquicárdico Todo suado Todo dobrado Dores tipo cólica renal Cálculo alojado no bacinete, dor provocada pela hidronefrose (edema no rim), dor constante ao nível do flanco Cálculo no ureter dor aguda intermitente Poe ocorrer náuseas, vómitos e febre Pode ocorrer hematúria Cálculos menores a 5 mm podem ser eliminados espontaneamente Ingestão de líquidos de forma a provocar um debito urinário superior a 2000 ml/dia Gerir analgesia Paracetamol, Metamizol, Tramadol Anti-inflamatório Diclofenac Relaxante muscular Tansulosina Alimentação equilibrada em sal e cálcio Enfermagem Médico-Cirúrgica 92 Litotrícia Cirurgia através de um cistoscópio onde é introduzido uma sonda (litotritor pneumático, leiser ou ultrassónico) que através de ondas de choque desfaz o cálculo. Pode ser colocado um cateter duplo J para reduzir a cólica pós-intervenção que é retirado a partir da primeira ou segunda semana. Avulsão, laceração e estenose lateral além da septicémia. Complicações menores são conduzidas mais facilmente como a perfuração. Cuidados de Enfermagem Sinais de despiste Avulsão, laceração e estenose uretral Septicémia Perfuração uretral Falso trajeto Lesão da mucosa Hemorragia Sinais e sintomas de infeção sistémica Dor intensa na região dos flancos pós-intervenção (pode significar rutura dos ureteres) Sinais de Sépsis Hipotensão Taquicardia Febre Possível estado confusional Sinais de Peritonite Distensão abdominal Dor abdominal Febre Coar a urina ou urinar para uma arrastadeira para despiste de cálculos Gerir analgesia Incentivar a ingestão de líquidos, pelo menos 2.5 litros/dia (se a condição do doente permitir) Enfermagem Médico-Cirúrgica 93 Acesso renal percutâneo Patologia da Litíase Realizado para intervenções de diagnóstico e de terapêutica Nefrolitotomia Tratamento da drenagem de um rim obstruído pela impossibilidade de colocação de um cateter duplo J, tratamento de nefrolitíase complexa, obstrução da junção uretropélvica. Cuidados de Enfermagem Nefrostomia Gerir analgesia Gerir antibioterapia Avaliar sinais vitais Despistar infeção sistémica Manter hidratação adequada Avaliar o conteúdo drenado Características da urina, a sua quantidade, despistar para a presença de hematúria, coágulos e cálculos Avaliar queixas e infeção urinária Disúria, urgência e frequência Cateter vesical presente, avaliar conteúdo drenado Vigiar hematúria que pode estar presente, mas se persistir ou agravar contatar o cirurgião Despistar sinais de pneumotórax Preparativos para a Alta Ensinos relativos á troca de saco de nefrostomia Avaliar o grau de alteração de autoimagem Esclarecimento/encaminhamento para a rede de apoio domiciliário Sinais e sintomas que o devem fazer dirigir-se á urgência Mudar o saco Esvaziamento frequente, ou pode permanecer conectado ao saco coletor O saco deve ser trocado a cada 3 dias Usar técnica asséptica Retirar suavemente para evitar traumatismos da pele Nunca se deve realizar lavagens pelo cateter de nefrostomia, por ter uma capacidade reduzida (20 – 30 ml) e com a lavagem vai lesionar Enfermagem Médico-Cirúrgica 94 A lavagem é sempre feita pelo cirurgião. Nefrostomia Usado para drenagem do rim Quando ocorre obstrução do ureter por um cálculo renal Litíase renal Formação de cálculos renais Litotrícia Cirurgia evasiva Através de um litotritor para destruir o cálculo renal Complicações – Nefrostomia Colocação de um cateter diretamente no rim Hemorragia Hematúria Se aumentar é sinal de hemorragia Neoplasia da bexiga Cistectomia Total Radical Parcial Cirurgia RTU-V abordagem por cistoscópio através da uretra O balanço é feito através do que entra e o que sai As lavagens são interrompidas quando a urina sair límpida O que temos de vigiar num doente com nefrostomia. - Débito urinário (Quantidade, coloração, cheiro) Despistar sinal de choque Alteração da consciência, sudorese, taquicardia, alteração da respiração e sinal tardio de hipotensão. Enfermagem Médico-Cirúrgica 95 Parcial Total 3 tipos de derivações Continente Não tem saco tem que se caracterizar por ele próprio. Bolsa de Kock e Bolsa ileocecal Incontinente Tem um estoma com saco e é necessário ter cuidados ao estoma (pele íntegra, coloração vermelha e com aspeto húmido), vigiar de 2 em 2 horas nas primeiras 24 horas, ter em atenção á auto-imagem. UreterostomiaNeobexiga Construção da bexiga em pacientes em que a neoplasia é de baixo risco, é efetuada com intestino. Insuficiência renal Não se pode fazer reforço hídrico Nefrectomia Rim poliquístico Vão surgindo vários quistos, fazendo com que ocorra a perda da sua função Formação de quistos Neoplasia renal Hemorragia renal Rim poliquístico Cálculo renal Vantagens da cirurgia laparoscópica Menos hemorragia Menos tempo Recuperação mais rápida Cuidados de Enfermagem – Pré-operatório Devem parar e fumar Avaliação inicial da função renal (colheita de urina tipo II e urina 24 horas) Realizar ensinos para o pós-operatório Exercícios de respiração e para a tosse Presença do cateter urinário Possível presença do dreno Integridade do dreno, quantidade drenada, características do conteúdo drenado Possível presença de cateter epidural para analgesia controlada pelo doente Enfermagem Médico-Cirúrgica 96 Exercício das pernas para prevenir a trombose venosa profunda Importância de cumprir o jejum Pós-operatório Monitorizar os sinais vitais Vigiar os estados de consciência Administrar oxigénio se prescrito Posicionamento em semi-fowler Usar almofadas para imobilizar a ferida Vigiar e realizar o penso Dor reflexa Dor no ombro laparoscopia CO2 via laparoscópica pneumoperitoneu Dor que não cede á medicação, informar o médico (pode ser erro devido á prescrição ou complicações operatórias) PCA via epidural doses mais baixas Ópioides Depressão do Sistema Nervoso Dificuldade respiratória ITU Infeção do Trato Urinário Pós-operatório – Ensinos para a Alta Vigiar débito urinário Vigiar sinais de ITU Indícios de infeção Ingestão de líquidos 2 l/dia Evitar exercícios Evitar levantar pesos nas primeiras 6 a 8 semanas Com 1 rim funcional, evitar desportos de contato Informar sobre o impacto da medicação Neoplasia renal Encaminhar para grupos de apoio Insuficiência Renal Aguda (IRA) Relacionado a uma toxicidade medicamentosa Sólidos 6/8 horas Dieta líquidos sem resíduos 2 horas Enfermagem Médico-Cirúrgica 97 Oligúria <400ml/24hr Anúria <100ml/24hr Hematúria Presença de conteúdo hemático na urina Parestesias Cãibras musculares Paralisia muscular Arritmias Edema periférico Edema Agudo do Pulmão Edema periférico Edema Agudo do Pulmão Análises da Insuficiência Renal Aguda Análise clínica (bioquímica) Oligúria Urinar menos Quadro sintomatológico Sintomas de Insuficiência Renal Aguda Oligúria 5 a 15 dias Desequilíbrio de ácido-base Recuperação dura meses a 1 ano Piúria Urina com sedimentos (tem cristais) Insuficiência Renal Hipertensão Dor Insuficiência Renal Aguda Sinais e Sintomas Débito urinário Hipercalcemia Sobrecarga hídrica Acidose Ureia Degradação final da proteína O potássio vai condicionar a avaliação da glicémia Enfermagem Médico-Cirúrgica 98 Sinais Hematúria Análise do sangue arterial Gasimetria Objetivo: Restaurar o equilíbrio e prever a lesão renal Fez uma biópsia o doente tem que ficar em repouso para evitar a hemorragia. Se o rim não funcionar tem que se verificar o balanço hídrico. Cuidados de Enfermagem Realizar a escuta ativa relacionada com os medos Balanço hídrico Restringir fluídos Vigilância da sobrecarga hídrica Colheita de análises (bioquímica) Administrar terapêutica prescrita Alteração na alimentação hipoproteica e hipercalórica Vigiar obstipação por alterações na alimentação ingestão de líquidos Vigilância da glicémia capilar (risco de hiperglicemia) Despiste Edema Aguda do Pulmão Cefaleias Pressão intracraniana Taquicardia Desequilíbrio do potássio Aumento do peso Edema nos membros Hipertensão Alteração do ritmo cardíaco Fase diurética Suspender restrições dietéticas e de líquidos Maior ingestão de líquidos e vigiar sinais de desidratação Realizar balanço hídrico Despistar sinais de Infeção urinária Enfermagem Médico-Cirúrgica 99 Disfunção renal A medicação não eliminada tão rapidamente Hipercaliémia Administrar a profusão de glicose e insulina promovendo a passagem dos iões de K (potássio) para o meio intracelular Sulfato de Salbutamol nebulizado para promover a entrada de K (potássio) nas células Bicarbonato de Sódio (via endovenosa) e de forma a antagonizar o efeito depressor cardíaco do potássio O que não se pretende é que exista desequilíbrio dos iões, isto é, do potássio. Doentes com hipercaliémia tem que estar vigiado. Diálise Terapia de substituição renal Relacionado com o equilíbrio entre solutos e os que estão em excesso são excretados Mecanismos Tampão Respiratório Renal Diálise peritoneal Feita no peritoneu Afeta o psicológico Auto-imagem Cuidados de Enfermagem Registos de volume de infusão/débito e balanço hídrico acumulado Pesar o doente com o abdómen vazio Ingurgitamento jugular Sobrecarga hídrica Deve-se informar o utente sobre o controlo do débito urinário e se não está algaliado, providenciar meios de contabilização (urinol e arrastadeira) Perfusão Média Renal 70mmHg Enfermagem Médico-Cirúrgica 100 No final dos 2 litros o utente pode apresentar algum desconforto O dialisado deve ser aquecido Sobrecarga hídrica do Edema Agudo do Pulmão Hemodiálise Retirar o que não interessa e devolver o sangue Cuidados de Enfermagem Antes Verificar os sinais vitais Verificar o peso do doente Realizar colheita de sangue para análise Esvaziar a bexiga e medir a diurese Verificar medicação Administrar antibioterapia prescrita Durante Avaliar os sinais vitais de hora a hora Depois Avaliar os sinais vitais Avaliar a hipotensão Drenar o dialisado e avisar o médico Enfermagem Médico-Cirúrgica 101 Cuidados com o membro FAV Não avaliar a tensão arterial, colher sangue e administrar terapêutica endovenosa Não puncionar Vigiar o penso, sinais de infeção e hemorragia Avaliar a permeabilidade através da palpação ou auscultação do frémito FAV Fístula Arteriovenosa Cateter provisório – Permcath Respeitar o preenchimento de heparina Realizar o penso Vigiar sinais de infeção e hemorragia Vigiar edema pós-colocação Manipulação com técnica asséptica Enfermagem Médico-Cirúrgica 102 Diálise peritoneal Intermitente/contínua 3 dias noturna Cuidados com as fístulas Não avaliar a tensão arterial no membro Não colher sangue Não colocar soro em curso Não efetuar pressão ao dormir Avaliar a presença do frémito Frémito Vibração percetível pelo tato provocado pelo atrito dos membros ou turbulência de fluxo. Antes da sessão de Hemodiálise – Técnica asséptica Avaliar os sinais vitais Colher sangue para análise Pesar o doente Vigiar ou pedir ao utente para esvaziar a bexiga e medir a diurese Verificar a medicação do utente Hipotensão Náuseas, vómitos e diaforese Taquicardia Cãibras musculares dolorosas, geralmente no final da técnica dialítica Hemorragia por desconexão Arritmias Embolia gasosa Dor torácica Alteração do estado de consciência/convulsões O utente só deixa de fazer lavagem vesical se a urina sair límpida. Deve-se vigiar na drenagem vesical se tem conteúdo fecal e hematúria. Enfermagem Médico-Cirúrgica 103 Cuidados com o cateter provisório de Hemodiálise Respeitar o preenchimento com heparina descrito Realizar penso Vigiar sinais de infeção e hemorragia Vigiar edema pós-colocação Respeitar técnica asséptica Transplante renal No transplante não se tira o rim e não se mexe na anatomia para não aumentar o risco de hemorragia. Dador vivo e dador cadáver Objetivos no pré-operatório para os utentes que irão ser submetidos a transplante: Otimizar o estado metabólico do utente a um nível mais próximo que possível do normal Verificar que o utente esteja livre de infeções Preparar o utente para a cirurgia e o percurso no pós-operatório Ajudar o doente a lidar com as preocupações sobre a rejeição Cuidados no Pré-operatório Vigiar a presença de sinais de infeção sistémica Manter o balanço hídrico rigoroso Avaliar sinais vitais Controlar hipertensão arterial com administração de terapêutica prescrita Polifraccionar a ingestão hídrica (Incentivar a pessoa a beber várias vezes ao dia) Realizar ensinos para o pós-operatório Cuidados no Pós-operatório imediato – UC Intermédios Avaliar a presença de sinais de infeção sistémica Manter o balanço hídrico positivo enquanto necessário Balanço hídrico rigoroso Administrar grande quantidade de fluídos 3000 ml/dia Avaliar os sinais vitais e controlar hipertensão arterial Administrar terapêutica específica imunossupressora Administração de diuréticos Furosemida para estimulação renal Promover cuidados de higiene oral A cárie é foco para iniciar a infeção Administração de O2 suplementar se necessário Manter o utente com máscara e proteção respiratória Enfermagem Médico-Cirúrgica 104 Vigiar o penso Hemorragia com dor Distensão abdominal Anúria O rim não está a funcionar Tensão arterial instável Dor aguda ao longo do excerto Trombose da artéria renal Cuidados para a Alta Comunicar qualquer sinal ou sintoma de infeção ou rejeição deve-se procurar um médico Comprometer-se com registos diários Comprometer-se com a terapia farmacológica Prevenir ativamente a infeção Boa higiene oral Comparecer nas consultas Comprometer-se com as modificações diuréticas Controlo da natalidade Falar com o médico antes de engravidar Encorajar a família e o doente a participar em grupos de apoio Alertar para as alterações da auto-imagem resultantes da cicatriz e as resultantes da medicação e apoio Reforçar a importância da higiene oral Rejeição do transplante Falência do excerto renal Primeiras 24 a 48 horas Hiperagudas Necrose Rejeição Aguda 1 semana a 3 meses após o transplante Destruição do tecido transplantado Crónica Após 3 meses Perda lenta e progressiva da função renal Potássio, açúcar, proteína e sódio O indivíduo transplantado e o doador devem ter atenção a estes elementos. Sinais e sintomas de rejeição Oligúria, febre, edema, aumento da tensão arterial Aumento do peso, edema ou sensibilidade sobre o rim ou excerto transplantado Quando os valores da creatinina estão baixos significa que o rim não está a trabalhar Enfermagem Médico-Cirúrgica 105 Deve-se ter em atenção: Acesso venoso periférico Lesão cutânea Drenagem pois, são porta de entrada para a infeção Fases de Insuficiência Renal Inicial Oligúria Diurético Recuperação Os utentes que recebem ciclosporinas para que não apresentem sinais e sintomas de rejeição. Enfermagem Médico-Cirúrgica 106 Enfermagem Médico-Cirúrgica 107 Patologia Vascular Patologia associada á doença venosa Aguda Patologia associada á doença venosa Crónica Patologia Vascular Arterial Artérias Venoso Veias Linfático Vasos linfáticos A parte arterial transporta o sangue oxigenado e nutrientes aos diferentes tecidos. Quanto menor o calibre, maior a probabilidade de ocorrer obstrução. Tem uma pressão própria e resistência das artérias Tem uma pulsação inerente É um sistema que conduz No arterial não se deve elevar, pois a probabilidade de elevação do sangue nos vasos é menor Venoso Retorno Aumento do volume do sangue Se não voltar a mesma quantidade de retorno pode ocorrer uma estase venosa ou uma hemorragia. Quando retorna transporta substâncias tóxicas. As veias possuem válvulas facilitadoras que fazem com que o sangue retorne ao coração. Linfático Vai circular no mesmo sentido que a circulação de retorno. A eficácia do sistema linfático também está dependente da eficácia do sistema venoso Intervenções/Diagnóstico de Enfermagem Artérias Possuem a possibilidade de contrair fazendo com que o sangue chegue a todas as partes do corpo. Sempre que vamos ter uma cirurgia vai fazer com que o nosso corpo reaja, fazendo com que possa ocorrer o risco de tromboembolismo, ou seja, existe um risco de inflamação fazendo com que ocorra o risco de tromboembolismo. Enfermagem Médico-Cirúrgica 108 A maior contenção da meia é ao nível do tornozelo. As meias são colocadas antes da cirurgia, com o doente deitado e que esteja alinhado ao nível cardíaco (eixo fleboestático) pré-operatório. As meias devem ser colocadas antes do primeiro levante. Cada mudança de posição pode fazer deslocar o trombo, isto é, vai fazer com que o trombo migre. Patologia Arterial Gangrena Patologia Venosa Varizes Patologia Linfática Linfedema Erisibela Sistema linfático que não está muito funcionante Cirurgia Vascular 3 tipos de intervenção Urgência Obliteração arterial aguda, fissuras de aneurismas e traumatismos Emergência Rotura do aneurisma Programada Obliterações crónicas e estenose dos vasos Patologia Venosa Existe um elevado risco de trauma e sangramento Alternância da elevação do membro com descanso O uso de meias vai fazer com que ocorra vasoconstrição. Ocorra a proteção das varizes Angioma O tratamento é feito por leiser Os que surgem na cara tendem a aumentar e exigem tratamento estético Telangiectasia “Aranhas na cara”, ineficácia do sistema portal Calçar as meias, pois vai fazer com que ocorra o retorno venoso Doentes que vão permanecer durante algum tempo acamados Enfermagem Médico-Cirúrgica 109 Estase venosa Hipocoaguabilidade Lesão da parede do vaso O Sistema Venoso é constituído por: Sistema Venoso Superficial Sistema Venoso Profundo Não apresenta sinais visíveis Sistema Venoso Perfurante Quer o Sistema Venoso Superficial, quer no Sistema Venoso Profundo podem surgir sinais de um problema agudo e que podem exigir intervenção. Pode surgir patologia venosa aguda numa situação superficial ou profunda. Tríade de Virchow Analisa quais os fatores desencadeantes de trombose Manifestações clínicas Profundas – 50% assintomáticas Referedor no membro. O membro vai aumentando ao nível do seu volume(edema, inflamação), por vezes é possível palpar o trombo, pode ocorrer ao longo da veia, rubor, calor, hipersensibilidade (o doente diz que a zona está muito sensível), sinal de Homann (diz-nos qual o ramo que está afetado). Analisar ambos os membros por comparação. Enfermagem Médico-Cirúrgica 110 custo Exames complementares de Diagnóstico - Dá-nos os valores do que está obstruído Clínico D-dímero ITB – Índice Tornozelo Braço Flebografia – Permite-nos visualizar o vaso, em que é introduzido contraste, permitindo- nos visualizar o estado do vaso Eco-doppler – Permite-nos visualizar o vaso e o grau de obstrução, indica-nos o que está a acontecer no vaso. Tem um custo elevado Pletismografia (Ultra-sons) – São mangas que interrompem a circulação de retorno Ecografia compressiva Diagnóstico de Enfermagem Risco de hemorragia (pois estamos a mexer com vasos potenciando o risco de hemorragia) O médico começa Pelo menos evasivo e de baixo custo para o mais invasivo e de elevado Análises Dá-nos uma perspetiva do estado geral do doente Clínico Trombectomia Remoção da veia femoral através de uma incisão na região inguinal e extrair os coágulos. Filtro da veia cava (Trombose venosa profunda) Cirurgia minimamente evasiva Verificar se o doente leva consigo os exames essenciais para a intervenção cirúrgica: Análises - Tipagem (Caso exista necessidade de transfusão) Análises - Hemograma Análises - Coagulação (Perceber se o doente está hemodiluído demais) ECG Raio-x ao tórax Como é que vejo se existe necessidade de transfusão? - Através dos valores da hemoglobina Enfermagem Médico-Cirúrgica 111 Quais são os diagnósticos que o Enfermeiro tem que colocar para possíveis intervenções: O edema alerta-nos perante uma hemorragia ou para uma obstrução completa do vaso Podemos ter gerado uma obstrução, para evitar devemos elevar o membro, promover o descanso, pedir para a pessoa evitar dobrar o membro O disparo deve ser feito acima da zona onde se encontra o trombo. Colocado na veia cava inferior – Trombose Venosa Aguda Dilui os coágulos, transformando-os em coágulos menores Pós-trombótica Aumenta a possibilidade de ocorrer um segundo episódio Não se dão bem com a terapêutica oral Se ocorrer hemorragia é necessário exercer compressão e uma outra pessoa vai analisar o doente (nível de consciência) e caso não consiga estancar a hemorragia tem que se chamar o médico. É necessário ir documentada - Manter o doente em repouso nas primeiras 24 horas e fomentar exercícios passivos/ativos. - O repouso não é absoluto, mas não exercer força naquele membro intervencionado. Imediato Primeiras horas Risco de Hemorragia Avaliar Sinais Vitais Tensão arterial poderá baixar e a frequência cardíaca aumentar Vigiar o local da abordagem (Zona inguinal) Vigiar se o membro está aumentado ou não Observar o local de hemorragia (Vigiar o penso) Vigiar os pulsos distais (Se ocorrer estase vai existir bloqueio) Detetar sinais de sensibilidade Alteração da cor e temperatura Poderá existir sinal de parestesia Todo o ato cirúrgico tem a possibilidade de ocorrer a uma infeção. Enfermagem Médico-Cirúrgica 112 - Elevar os membros inferiores Estabelecer o retorno venoso - Avaliar o local de inserção Para avaliar a perfusão Patologia Venosa Crónica Escleroterapia Injeção de um determinado medicamento que vai provocar a morte daquela veia. Tratamento a leiser Superficial Tratamento combinado Escleroterapia + Tratamento a leiser Tratamento menos evasivo As varizes mais perigosas não são as varizes superficiais, mas as varizes mais profundas. Tratamento Conservador Polidocanol + Oleato de Etanolamina Terapêutica usada para secar as varizes. Vigiar possíveis sinais de hemorragia, não se deve expor a zona ao sol, fazendo com que esta zona se dilate deixando marca. Varizes = delitação das veias Primária Etiologia Própria Sistema Superficial Fraqueza da parede, válvulas superficiais e profundas insuficientes Secundário Sistema Profundo Oclusão ou insuficiência das veias profundas Fazer os ensinos á pessoa relativamente aos hábitos se sedentários, atividades diárias e a alimentação. Enfermagem Médico-Cirúrgica 113 Coloração Temperatura Dorsi-flexão Para avaliar a dor As complicações podem basear-se em reações alérgicas. É importante que a pessoa caminhe. Policatura Técnica cirúrgica Todo o percurso da safena corre risco de hemorragia. Cuidados – Stripping da veia safena Elevação do membro Para fornecer o retorno Vigiar as invasões Vigiar o percurso da veia Se ocorrer hemorragia fazer compressão Avaliar pulso distal (pedioso) Sinais neurocirculatórios 12 a 24 horas O doente precisa de estar em decúbito dorsal e promover mobilizações Levante precoce É feito através de estimulação muscular Manter a ligadura ou meia elástica e vigiar o penso indiretamente (por vezes, pode haver necessidade de fazer abertura da zona da safena) Começa por contenção máxima, média e miníma (100, 70 e 40) até à zona da coxa Apoio na deambulação e não deve ser feita força no membro intervencionado Patologia Vascular – Arterial Cuidados a uma pessoa que foi submetida a strepping: Avaliar pulsos pediosos Colocação das meias para favorecer o retorno venoso Levante precoce, nas primeiras 24 horas pós-cirurgia Apoio na deambulação Diagnóstico Risco de hemorragia Vigiar o penso Vigiar o local da intervenção Sinais de compromisso neurocirculatório: pulso distal, coloração, temperatura e sensibilidade Artérias Transporta o sangue aos diversos tecidos Enfermagem Médico-Cirúrgica 114 Complicação da Artéria Colesterol Arteriosclerose O colesterol vai provocar um processo inflamatório, aumentando o bloqueio. Com o avançar da idade a artéria vai perdendo a sua elasticidade. Arteriosclerose Quando as veias possuem um bloqueio são criadas ramificações. O sangue circula de uma forma mais lentificada Formação de rolhão Alterações da coagulação Sangue mais espesso que ajuda na formação de coágulos Fatores de risco – Patologia Arterial Crónica Homens Tabagismo Diabetes Sedentarismo Prevenção Exercício físico Terapêutica (Estatinas e Anticoagulantes plaquetários) Causa Tratamento Isquémia Aguda Embólica Embolectomia arterial seguido de heparinização e posterior anti coagulação oral para prevenção de novas embolias. Isquémia por Trombose Aguda de um segmento arterial - Bypass arterial É efetuada uma ponte - Fibrinólise Traumatismo Arterial (o vaso sofreu um traumatismo e precisa de ser reconstruído) - Reconstrução arterial - Arteriorrafia - Sutura topo a topo - Bypass ou interposição arterial É feita uma interposição arterial, para que se possa dar continuidade á artéria Administração de fármacos intra-arteriais - Hidratação - Analgesia Para aumentar o conforto - Heparina Para que o sangue fique mais fluído No bypass temos que assegurar que a parte que fica não vai provocar lesão. Enfermagem Médico-Cirúrgica 115 Causa Tratamento Phlegmasia cerulea dolens - Trombectomia venosa com coloração préviade filtro de veia cava interior - Trombólise - Fasciotomia Síndrome do dedo azul - Se a placa arteriosclerótica instável - Bypass com exclusão do segmento arterial afetado - Se aneurisma: - Tratamento do aneurisma Intervenções de Enfermagem Embolectomia da artéria poplítea Vigiar o local de inserção devido ao risco de hemorragia Vigiar o penso Ao nível femoral Não elevar o membro Avaliar os pulsos pediosos Avaliar os sinais neurocirculatório Não dobrar o membro Avaliar os sinais vitais Não cruzar as pernas Ir estimulando a movimentação adequada dos posicionamentos. Veia safena Usada como bypass arterial Sempre que existe edema existe compromisso vascular 2x diastólica + 1x sistólica 3 O valor médio ideal para garantir uma boa perfusão é entre 70 a 90 mmHg Enfermagem Médico-Cirúrgica 116 Administrado um fármaco acidentalmente nas artérias, provocando espasmos e trombose microvascular. Angioplastia, pode ser usada para dilatar qualquer artéria do organismo exceto as carótidas. Embolia Arterial – Fatores de risco Idade Arritmias cardíacas Dislipidemias Trombose Aguda O vaso vai estenosando até que fique obstruída, isto é, o calibre do vaso vai estreitando provocando a obstrução. Embolia Não circulação colateral segundo ou minuto. Trombose Circulação colateral incompleta horas/dias Artéria dura e calcificada Doentes a fazer hemodiálise Idosos Trombose Aguda Segunda causa mais frequente Êmbolos Doentes cardíacos Isquémia Aguda dos Membros Inferiores Traumatismo vascular Traumatismo Arterial Secundário a uma fratura. Ex: Múltiplas fraturas resultantes de um acidente de viação, isto é, um traumatismo de embate. Lesão iatrogénica Heparina Trombose Venosa Profunda Provoca gangrena venosa Muito sensível Flictena Bolha Enfermagem Médico-Cirúrgica 117 Evolução Síndrome do dedo azul Embolia distal de fragmentos de uma placa arteriosclerótica. Disseção da aorta Separação das camadas internas da artéria, fazendo com que as camadas se separem e o sangue fique ali acumulado. Intervenções de Enfermagem Vigiar alterações da cor da pele e temperatura do membro Palidez crescente Cianose Pele fria Manter o membro quente Não aplicar calor Estão marcados Avaliar os pulsos periféricos existentes quanto a: Presença Qualidade Cheio ou filiforme Simetria bilateral TVP Distal Assintomática TVP Distal Sintomática TVP Femoro-Poplítea TVP Íleo-Femoral (Inflamação de cor esbranquiçada e dolorosa) Phlegmasia Alba Dolens Phlegmasia Cerulea Dolens Gangrena Venosa As hipotensões são de evitar, pois comprometem a média. Enfermagem Médico-Cirúrgica 118 Sinal de Trombose Venosa Profunda Sinal de Homann Hipotensão marcada A artéria deve ser trabalhada para não ficar comprometida, isto é, é necessário que ela seja trabalhada para que possa profundir. Intervenções de Enfermagem Avaliar e anotar alterações na cor, temperatura da pele distal no local da cirurgia de hora a hora nas primeiras 12 horas e depois de 2 em 2 horas Dor aumentada Limitações do movimento ou parestesias Vascular comprometida Febre Infeção Causa trombótica Diminuir o consumo de gorduras. Causa embólica Cardíaco Como está o cumprimento da terapêutica Anticoagulantes orais Devem ser efetuadas análises periódicas para analisar o INR Ir ás consultas de follow-up Higiene Lavar bem todas as zonas, especialmente as zonas interdigitais. Zonas com muitos mosquitos, usar repelente e usar vestuário adequado. Quando chamamos o médico o Enfermeiro precisa de ir documentado, isto é, precisa de saber o estado do doente. Se aumentar o edema no local do penso é um sinal de hemorragia. Enfermagem Médico-Cirúrgica 119 Avaliação da tensão arterial do tornozelo Avaliação da tensão arterial do braço Pessoas de origem africana têm maior probabilidade de ter patologia arterial. Exames Complementares de Diagnóstico Índice Tornozelo Braço Doppler Permite um diagnóstico diferenciado Arteriorrafia Injeção endovenosa de contraste Usada na intra-vascular Quando não resulta evolui para cirurgia Permite efetuar intervenção endovascular Angio TC Angio Ressonância Clínica Isquémia no membro inferior Claudicação Intermitente Dor ou cãibra ao caminhar Associado á marcha Agrava com as subidas, aparece sempre á mesma distância de marcha Alivia com o repouso Atinge os gémeos, região lombar inferior, região nadegueira, coxa ou plantar Localização da dor traduz o local da isquémia Dor em repouso Ocorre sobretudo á noite Descrita como “queimadura” Extremidade afetada fria com parestesias Ausência de pulsos No membro intervencionado não se calça meia Só se coloca meia no membro que não é intervencionado para evitar o tromboembolismo Sentir que o membro não possui sustentação provocando uma dor devido á falta de irrigação do músculo. Enfermagem Médico-Cirúrgica 120 Diagnóstico – Semiológico Sinais e sintomas do doente Exames complementares de diagnóstico Palpação dos pulsos (Apalpação da Aorta) Femoral, Poplíteo, Carotídeo, Tibial e Pedioso Só se avança para cirurgia depois de excluir todo o tratamento conservador. Femoro-Poplíteo Bypass Caminho alternativo Endarterecromia Limpeza da artéria Abrir a artéria Arteriotomia Intervenção na Angioplastia Vigiar todos os sinais de compromisso neurocirculatório O paciente passa todo o tempo a ter sensações vagais Pode existir hemorragia no local da incisão Enfermagem Médico-Cirúrgica 121 Stent Temos que nos certificar se ficou bem colocado Indicador que ficou mal colocado através da palpação do pulso Queixas de trombose Dor Isquémia Palidez Alteração da coloração do membro Sensibilidade aumentada Parestesias Elevar a 30° o membro inferior Se mantiver a palidez não é normal Intervenções – Bypass – Endarterectomia 1. Vigiar o local hemorragia O penso é destapado em último caso, pois pode estar a segurar o coágulo e efetua-se a compressão Temperatura Se está a profundir, isto é, se o bypass teve sucesso 2. TA média Em choque deixa-se de ter pulso nos membros inferiores 3. Podemos estar perante uma trombose deve-se marcar o pulso para facilitar a avaliação Se uma avaliação manual não for suficiente usa-se um doppler 4. Vigiar a incisão cirúrgica 5. Promover a circulação Primeiras horas em decúbito dorsal Ter cuidado para não fazer compressão É colocado um dispositivo para suspender a roupa da cama “gaiola” 6. Administrar analgésicos A dor isquémica não alivia com analgésicos Sinais Vitais Dor Intervenções de Enfermagem Avaliar a sensibilidade Não elevar os membros Caminhar favorece a circulação Patologia Arterial Aguda Isquémia Aguda dos Membros Inferiores São situações urgentes onde ocorre a privação da circulação fazendo com que ocorra a necrose até 6 horas. Enfermagem Médico-Cirúrgica 122 Esforço respiratório Oclusão Aguda Traumatismo Diagnóstico Dor Aumenta com o movimentoNota: A Morfina encontra-se guardada nos serviços dentro do cofre do serviço em que somente o Enfermeiro tem acesso, pois é um opióide e este não deve estar ao alcance dos doentes. Sempre que se usa um opióide este tem que ser justificado (dados do doente, número da cama do doente e hora que foi requisitado). Diminuição da Temperatura Membro frio Ausência de pulso Deixa de ter pulso presente onde conseguimos verificar onde se encontra o traumatismo Cirurgia Torácica Caso 1 O Sr. João Meireles, sexo masculino tem 65 anos hábitos tabágicos e alcoólicos Apresenta: - Dificuldades respiratórias com alguma tiragem SpO2 88% Não tem diagnóstico de patologia pulmonar Taquicardia 120 bpm sinusial e alguma hipotensão 100/55 mmHg Frequência respiratória 24 cpm Dispneia Tiragem Supraclavicular Glicémia 100 mg/dl Temperatura 36.5° (Apirético) Estado de Consciência Confuso Raio-x Apresenta uma manca no lado esquerdo – líquido na base do pulmão Terapêutica Tramadol Morfina Enfermagem Médico-Cirúrgica 123 Triagem de Manchester Feita pelos Enfermeiros São dados objetivos É dada importância á primeira queixa do doente, depois é feito um questionário e termina quando é dada uma resposta negativa Nota: O Enfermeiro pode administrar O2 até 3 litros, sendo esta uma prescrição autónoma. A B C D E - Via aérea permeável - Dispneia – 24 cpm - SpO2 – 88% - Tiragem - Tórax simétrico - O2 – 3l/min com óculos nasais - V.M.F O2 - TA – 100/55 mmHg - MAP – 70 mmHg - 120 bpm - Pulso cheio e rítmico - Gasimetria – Precisa-se de picar uma artéria, é um exame rápido - Raio-x ao tórax - Análises Clínicas – Bioquímica, Hemograma, Coagulação - ECG - Deixar um acesso venoso periférico - Confuso - Escala de Coma de Glasgow – 10 PA O2 – 80 - PAC O2 – 40 - Temp. – 36.5° - Glicémia – 100 mg/dl - TC ao tórax Numa escala de Glasgow, abaixo de 8 a via aérea fica impermeável, isto é, não possui capacidade para o estímulo respiratório. Ausência de estímulo respiratório é um indicador para entubação. Com uma SpO2 abaixo de 94% o enfermeiro pode intervir autonomamente O2 até 3l/min Gasimetria Vai nos dar os valores da PAO2 e da PACO2 O PAO2 tem que ser superior á PACO2 Entre 80 a 100 Entre 35 a 40 Enfermagem Médico-Cirúrgica 124 Os PA são proporcionais em relação um ao outro, isto é, quando um sobre o outro desce (mais na oxigenação do que na desoxigenação). Sistema de regulação Tampão Respiratório Renal Podia-se fazer nas análises clínicas o despiste toxicológico. Toracocentese Drenagem do líquido do pulmão As lesões oncológicas produzem líquido Líquido na cavidade torácica Pleura Na toracocentese o enfermeiro auxilia o médico. Intervenções de Enfermagem – Toracocentese Preparar todo o material necessário Técnica asséptica É necessário preparar anestesia local Lidocaína, que vai poder proporcionar conforto ao doente Informar o doente que pode colaborar no decorrer do procedimento, em que consiste em obter o seu consentimento Avaliar os Sinais Vitais antes de ser executado o procedimento Todos os parâmetros devem ser monitorizados Posicionar o doente No decorrer do procedimento, é importante olhar para o doente para despistar sinais de dor e monitorizar todos os parâmetros Para ser efetuada uma colheita para analise sendo depois colocado um penso ou então é deixado a drenar para um saco. Em termos respiratórios este vai fazer com que ocorra a reexpansão do espaço torácico. Para ser efetuada uma citologia para despiste de um problema oncológico. Edema Pulmonar Alteração normal dos alvéolos, a quantidade de líquido está lá dentro. Derrame Pleural Pleura Através da pleura respira-se, isto é, encontra-se líquido no lado exterior. Enfermagem Médico-Cirúrgica 125 Na drenagem ocorre saída de pus. Quilotórax Ocorre saída de linfa Broncoscopia Para se perceber o tipo de lesão e efetuar uma biópsia ao tumor Endoscopia aos pulmões Os cuidados são iguais ao do recobro Assegurar que o doente está em jejum Pelo menos entre 4 a 6 horas Aumentar os cuidados de monitorização – faciais do doente Sinais e sintomas Sinais de dor Sinais de tosse com sangue Hemoptise Vigiar a odinofagia Dor de garganta Se vem com refluxo de deglutição Complicações Verificar sinais de pneumotórax Ensinos Controlo da dor Ensinos para a respiração e amplitude torácica Abrir os braços para expansão Lobectomia Retirar os lóbulos Pneumectomia Retirar um dos pulmões Remoção total Coto brônquico Selagem da artéria, veia, brônquio através de cateterização. O doente vem em decúbito lateral para o lado esquerdo para fazer pressão. Ao lateralizar vai fazer com que ocorra expansão e com que ocorra a hemóstase. As neoplasias propagam-se através de um sistema linfático. Enfermagem Médico-Cirúrgica 126 Cuidados de Enfermagem Avaliar os Sinais Vitais ter em atenção aos Sinais Respiratórios Verificar a permeabilidade da via aérea Se vier entubado é necessário ajustar os parâmetros de acordo com o peso do doente Nota: A nossa capacidade pulmonar encontra-se relacionada com o nosso peso Cuidados de Enfermagem Só tem um pulmão Se ocorrer um desvio da traqueia vai resultar numa dificuldade respiratória Pneumotórax Riscos Edema Agudo do Pulmão Na pneumectomia: Ter atenção á fluidoterapia, isto é, ter atenção ao que é ingerido Ter atenção ao débito urinário Dispneia Hipotensão Taquicárdia Cuidados Específicos Sinais Vitais Respiração + O2 Alinhamento da traqueia Vigiar o penso Vigiar drenagem torácica Diagnósticos – CIPE Risco de Edema Agudo do Pulmão Risco de hemorragia Conhecimento sobre a cirurgia torácica comprometida Padrão respiratório ineficaz Ensinos Respiratórios “Inspirar como se fosse cheirar uma flor e expirar como se fosse soprar uma vela” Tosse ineficaz Mobilidade e intercalar com descanso Bons hábitos de higiene Secagem Enfermagem Médico-Cirúrgica 127 Diagnóstico Anamenese Exame Físico Observação Pulso Palpável Vigiar sinais de dor e expetoração hemoptoica Ter atenção aos sinais de infeção e temperatura Parar de fumar Restringir o consumo de bebidas alcoólicas Aneurisma – Aorta Abdominal Dilatação localizada ou difusa a uma artéria, num dos pontos ao longo do seu percurso. O aneurisma ocorre quando a parede do vaso fica enfraquecida por traumatismo, infeção, arteriosclerose ou doença congénita. As artérias possuem pulsação. Fatores de risco Idade Perda de elasticidade dos vasos e acumulação de gordura Tabagismo Hipotensão Aorta abdominal Risco de rotura Classificação dos Aneurismas Quanto á sua morfologia: Sacular Envolve o perímetro da artéria e tem a forma de um saco ligado á parede lateral do vaso Fusiforme1 Aneurisma em forma de fuso, envolvendo todo o perímetro da parede da artéria Dissecante Ocorre quando há hemorragia dentro da parede vascular, rompendo a parede e fazendo com que dilate 1 Envolve mais parte da artéria Falso aneurismaA parede entra em fragilidade e existe a possibilidade de ela romper. Volume de injeção x Resistência da parede das artérias Enfermagem Médico-Cirúrgica 128 Bioquímica Tipagem Coagulação Hemoglobina ↓ (aneurisma babante?) Os aneurismas encontram-se relacionados com o desgaste das artérias. Exames Complementares de Diagnóstico Raio-x ao abdómen Ecografia abdominal Preferenciais Angiotac abdominal A angiografia possui limitações: Isquémia dos membros inferiores Hipertensão renovascular Isquémia mesentérica Suspeita de extensão da aorta torácica Análises Clínicas Hemograma Sinais Físicos Rotura – Abdómen tábua Não depressível ao toque 75% dos aneurismas são assintomáticos Na maioria das urgências os aneurismas já se encontram em rotura. Diagnosticados por palpação abdominal, que revela uma massa pulsátil e expansível, ou achados ocasionais durante a realização de uma ecografia ou TC abdominal. Por vezes há sintomas: Dores abdominais com localização epigástrica, ás vezes com irradiação lombar Compressão de estruturas abdominais Isquémia aguda por embolia de um fragmento ou trombo Não é exame de eleição para o diagnóstico de aneurisma abdominal Enfermagem Médico-Cirúrgica 129 Ausência de pulsos femorais Hipotensão Massa abdominal pulsátil Perguntas para despiste Manifestações clínicas 10 a 30% são diagnosticados em rotura Tríade diagnóstica da rotura do aneurisma abdominal da Aorta Observar pele e mucosas Avaliar os pulsos Respiração Sinais de orientação Baixa SpO2 Localização da dor Localização do quadrante onde está localizada a dor Sangue nas fezes Vómito com sangue Cuidados Aneurismas pequenos, assintomáticos Vigilância periódica e controlo da hipotensão Aneurismas com mais de 6 cm Tratados cirurgicamente por risco de rotura, substituição do segmento lesado por excerto Enfermagem Médico-Cirúrgica 130 Tratamento Endovascular No centro da artéria o fluxo é maior e na periferia o fluxo é menor formando um depósito (formam-se placas de coágulo). As células que ficam na periferia lesionam mais a parede. O sangue precisa de ser drenado para não correr o risco de infeção Originando uma peritonite Incisão operatória xifo-púbica Alargar todo o campo de visão para se poder visualizar o que se passa e tratar do aneurisma. Enalapril IECA hipotensor Sinvastatina Estatina Controlo do colesterol AAS Ácido Acetilsalicílico Almoço Metaprolol β-bloqueante ↓ FC Fatores de risco HTA Dislipidemia Antecedentes familiares Terapêutica Antiagregantes plaquetários Anticoagulantes Enfermagem Médico-Cirúrgica 131 Resultados incongruentes Angiotac Exame Físico Sinais Vitais Intervenções de Enfermagem - Pré-operatório 1. Controlar a ansiedade 2. Puncionar acesso venoso periférico e efetuar colheita para análises clínicas – Bioquímica, Hemograma, Tipagem, Coagulação, Função Hepática, Função Renal, PCR Análises Complementares de Diagnóstico: - Raio-x ao tórax - Ecografia abdominal - Gasimetria 3. Administração de O2 – até 3l/min 4. Gerir administração terapêutica 5. Ensinos respiratórios 6. Conhecer alergias 7. Promover dieta zero 8. Entubação SNG (promover o esvaziamento do conteúdo gástrico) drenagem livre 9. Algaliar Para efetuar o controlo do balanço hídrico Controlo do débito urinário e as suas características Nota: A clampagem deve ser inferior a 30 min para não provocar lesão. Bloco Cirurgia aberta Cirurgia xifo-púbica Colocou uma prótese Não existia compromisso do rim, mas dos membros inferiores Cuidados – Pós-operatórios Analgesia em perfusão Dor controlada Ventilação A. Permeabilidade da via aérea B. Caracterizar a respiração: Fr, SpO2 C. Cardiovascular: PA, FC, Pulso (Primeiro os distais) D. Pele e mucosas: Pálida, sudorese intensa Consciente e Orientada – Tempo, Espaço e Pessoa 1. Deitada em decúbito dorsal Posicionar em posição Trendelenburg 2. Observação e apalpação do abdómen Avaliação do abdómen (palpação) Avaliar a temperatura Enfermagem Médico-Cirúrgica 132 Na unidade Preparar a unidade (dispositivos) Rampa de O2 Rampa de vácuo Aspirador Sondas de aspiração Ambu Bombas infusoras (as baterias devem vir carregadas) Desfibrilhador Monitor (testar alarmes e transdutores) O doente possivelmente trás um PVC (Pressão Venosa Central É a pressão com que os fluídos entram na aurícula direita) Linha arterial Poderá trazer um cateter numa artéria O doente possivelmente vem com uma linha arterial Assegurar que o ambiente esteja controlado e de ser constante O carro de emergência esteja assegurado Uma manga ideal deve ocupar 1/3 do braço Intervenções de Enfermagem – Pós-operatório Avaliar os Sinais Vitais SpO2 Monitorização de 15 em 15 minutos até 2 horas e depois de 1 em 1 hora durante 24 horas Avaliar a permeabilidade da via aérea Verificar a PVC (Pressão Venosa Central) Promover o repouso e imobilizar com “calma” Avaliação dos sinais neurocirculatório (temperatura, cor, edema, pulsos distais) Confirmar se o soro e perfusões estão dentro do prescrito Vigiar a SNG e conteúdo Doente sedado pode aspirar o vómito drenado – ar e conteúdo Vigiar a permeabilidade da algália Verificar o débito urinário, as suas características e o balanço hídrico Proteção da derme Prevenção de úlceras por pressão Vamos acordar a senhora… Reduzir a sedação Mudar o ventilador de volume controlado para um volume assistido (O2 tubo em T) Mobilizar o utente para decúbito 45° - 60° se a pessoa tolerar! Riscos Risco hemorrágico Risco de infeção Enfermagem Médico-Cirúrgica 133 Risco de AVC (Acidente Vascular Cerebral) Nota: Deve-se fazer uma avaliação do estado neurológico da senhora, pois do ponto de vista neurológico encontram-se desgastados 2º dia Avaliar os Sinais Vitais Avaliar a integridade da pele e mucosas Avaliar a motilidade intestinal (ruídos hidroaéreos, peristaltismo) Avaliar o balanço hídrico Avaliar a possibilidade de desalgaliação Doente estável Incentivar a mobilidade Promover os ensinos respiratórios Avaliar a deglutição Pode ocorrer trombose renal diminuição do débito urinário Cirurgia Aberta da Aorta Abdominal Toda a parte da irrigação do intestino é feita pela aorta retroperitoneal. Lactato de Ringer Solução cristaloide Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC) Quando é muito agravada Na Aorta também se encontram as artérias renais, pois se não existe uma boa perfusão, o rim vai ser afetado É importante verificar se o rim está a ser bem perfundido. A melhor forma de reanimação é a clampagem da aorta. Ensinos para a Alta Não carregar pesos Entre 30 a 45 dias Promover a mobilidade de forma progressiva e com descanso alternado A tensão arterial não suba acima dos 80 a 100 mmHg Tensão arterial mais alta, maior saída de sangue Enfermagem Médico-Cirúrgica 134 Privilegiar a alimentação com grelhados, consumo de gorduras naturais,substituir o consumo de sal por ervas Dieta hipocalórica e hipolipídica Sinais de alerta: dor e edema nos membros inferiores Controlo do débito urinário Quantidade e coloração Dificuldades na digestão Padrão de evacuação está mantido Anticoagulantes e antiagregantes plaquetários Terapêutica Analises do INR (é um exame específico) Inibição da condução durante algum tempo para não despoletar a ansiedade Vigiar a tensão arterial Avaliar os Sinais Vitais Os anti hipertensores são tomados de manhã Doença Cérebro Vascular - Extracraniana O AVC é uma das principais causas de morte da sociedade ocidental. A cirurgia da carótida tem como objetivo a prevenção do AVC – Possui alguns riscos no decorrer da cirurgia, mas é tida como preventiva no AVC A localização privilegiada da placa de ateroma é feita na bifurcação da carótida. Avaliação do doente com doença vascular A estenose da Artéria Carótida Interna = Sintomatologia neurológica Sintomas Hemiparesias ou hemiplegias Lado contralateral Disartria ou afasia Alteração do comportamento Região pré-frontal Neglect esquerdo Lado esquerdo Amaurose fugaz unilateral A pessoa deixa de ver por falta de irrigação É num dos olhos – É temporária Enfermagem Médico-Cirúrgica 135 Classificação AIT (Acidente Isquémico Transitório) Défice neurológico com duração inferior a 6 horas Geralmente dura minutos – Completamente reversível 25 a 30% apresentam AVC incapacitante 5 Anos Uma pessoa com AIT é feito um estudo da carótida DNT (Défice Neurológico Transitório) Duração inferior a 24 horas e completamente reversível Maior risco de AVC subsequente que o AIT AVC (Acidente Vascular Cerebral) Considerados para cirurgia doentes com boa recuperação funcional Apresentam maior risco operatório (novo AVC) que os doentes com sintomatologia menos grave Ocorre nos doentes embólicos Avaliação imagiológica Triplex-scan 1 Doppler ás carótidas onde se verifica a pressão da artéria Arteriografia 2 TC ou RMN 3 1 Avalia o grau de estenose e as características da placa 2 Complementa a avaliação triplex-scan, identificando com mais rigor o grau de estenose e a morfologia da placa. Permite visualizar a circulação intracraniana. 3 Avalia as precursões do órgão alvo. Quando operar? Doentes sintomáticos com estenose superior a 70% - Consensual Doentes sintomáticos com placas ulceradas ou estáveis – Geralmente aceitáveis Doentes sintomáticos com grau de estenose superior a 70% - Geralmente aceitáveis Enfermagem Médico-Cirúrgica 136 Sinais de ansiedade Caso 2 Sr. António, sexo masculino, 70 anos reformado Fumador, com dislipidemia Exame ás carótidas e com resultado de estenose nas carótidas. Sinais Vitais Tensão Arterial Não podemos ter hipotensão ou hipertensão pelo risco de hemorragia e de má perfusão cerebral (deve-se verificar os valores da tensão arterial do doente) Pulsos rápidos Respiração rápida Controlo da dor – Ansiedade Maior risco de hemorragia Consciente e orientado Tensão Arterial média Avaliação neurológica Pupilas isocóricas e isoreativas Cabeceira a 45° Vigilância da zona e do penso Ver e está confortável. Se o penso tiver repasse pode existir sinais de edema e hemorragia. O penso só deve ser descolado para promover conforto. Permeabilidade da via aérea Nota: Na zona da carótida ocorre sempre edema e dificuldade na deglutição Pode-se colocar gelo no local caso exista prescrição Deve ser colocado de 10 a 15 minutos de hora a hora para que ocorra a vasoconstrição As bebidas e a comida devem ser dadas frias ou á temperatura ambiente Levante precoce Quando existir condições hemodinâmicas e neurológicas Hemorragia interna Estridor laríngeo Hematoma que não é visível externamente, mas é visível internamente Dificuldade respiratória Hipertensor – Adalat SL Enfermagem Médico-Cirúrgica 137 Intervenção – Pós-operatório Imediato Vigilância hemodinâmica Pressão arterial entre os 120 e os 150 mmHg Quando é que se deve contatar o médico? Situação de emergência em complicação na Endarterectomia da carótida Dificuldade respiratória Estridor laríngeo Hematoma cervical compressivo Alteração do estado de consciência ou défices neurológicos Fazer registos e agir antes de chamar o médico Chamar o médico é uma atitude terapêutica! Cirurgia Cardíaca Pericárdio Membrana que reveste e protege o coração Fibroso Mais superficial, mais denso, menos elástico Seroso Mais profundo, mais fino, dupla camada Miocárdio Membrana mais espessa, músculo estriado Endocárdio Membrana mais interna/epitélio pavimentoso simples Circulação coronária É a circulação que irriga todo o coração Coronárias São as artérias que irrigam o coração Ciclo cardíaco Direção do fluxo orientado pela ação das válvulas Diástole Válvula Tricúspide e Mitral abertas Válvula Pulmonar e Aórtica fechadas Sístole Válvula Tricúspide e Mitral fechadas Válvula Pulmonar e Aórtica abertas Enfermagem Médico-Cirúrgica 138 Vascularização Irrigação arterial 2 artérias coronárias Drenagem venosa Veia Magna EAM Isquemia do miocárdio Enfarte Agudo do Miocárdio Patologia Cardíaca Tratamento Farmacológico Cirúrgico Angioplastia Os homens são mais afetados, por terem pouca fuga á vida. Coronárias Direita sai do seio de Vassalva direita da Aorta, fornece o VE, nódulo sino- auricular e auriculo- ventricular. Esquerda tem 2 ramos tronco comum Descendente anterior (DA) VE, Septo, músculo papilar e parte do VD Circunflexa (CX) VE lateral e ápice da AE Enfermagem Médico-Cirúrgica 139 1950 1ª Circulação Extra Corporal A cirurgia minimamente evasiva requer dispositivos muito mais dispendiosos. Valvuloplastia Reparação da válvula Bypass coronário CABG – Coronary Artery Bypass Graft É feito por anestesia geral, sendo feita por toracotomia ou através de esternotomia. A dor na esternotomia é preciso ser controlada Pré-operatório Estar atenta ao padrão de ansiedade, isto é, é necessário existir controlo Depressão Desgaste enorme de energia Desorientados Nota: O grau de ansiedade nos doentes cardíacos é muito elevado. Morfina Oxigénio Até 3l/min Nitratos Aspirina (AAS) Beta-bloqueantes Proporcionar um ambiente calmo e tranquilo, sossegado sem grandes barulhos. Avaliar os sinais vitais SatO2 (Até 3 l/min) Enfermagem Médico-Cirúrgica 140 Caso 2 Joaquim Moreira, 57 anos Casado, 1 filho Terapêutica: Valsartan, ARA II, Hipotensor Bisoprolol β-bloqueante - ↓ FC Sinvastatina Estatina - ↓ Colesterol Obeso Fumador Pai morreu de enfarte Mãe morreu de AVC Sinais e Sintomas (Há uma semana) Dor retroesternal com irradiação no membro superior esquerdo Palidez Sudorese Náuseas Exames Complementares de Diagnóstico ECG Ecocardiograma Coronariografia Raio-x Análises Clínicas Hemograma, Coagulação, Bioquímica, Tipagem Função renal Função hepática Nota: Se estiver a fazer anticoagulante oral é importante verificar o valordo INR Deve-se efetuar a análise da tipagem devido á elevada perda sanguínea. Intervenções de Enfermagem Controlar ansiedade Controlar ansiedade Administrar O2 Promover o repouso absoluto no leito Assegurar o jejum Gerir medicação (ansiolítico) Enfermagem Médico-Cirúrgica 141 Tricúspide Pulmonar Distúrbios raros Preparação intestinal (Assegurar a limpeza do intestino, aplicação de “Microlax” - emoliente das fezes Para prevenir o esforço) Monitorizar o peso do doente Angina de peito Conjunto de sinais que parece que o doente está a enfrentar, mas não está. Poderá levar ou não ao enfarte agudo do miocárdio A dor anginosa é um conjunto de sinais e sintomas Quando estamos perante uma válvula inoperante ela não vai fechar Patologia Vascular Estenose Regurgitação/Insuficiência Hereditário Doença cardíaca ou reumática Vai ocorrer um fibrosamento Manifestações clínicas Dispneia Tosse Fadiga Congestão Pulmonar Edemas periféricos Sopros cardíacos/palpitações Astenia Angina (Estenose aórtica) Edema na área cardíaca Diuréticos Estenose Mitral Folhetos valvulares espessados, calcificados o que leva á fusão dos mesmos. O volume de injeção vai ser maior. A válvula não está a fechar bem. Mitral Aórtica Enfermagem Médico-Cirúrgica 142 Prolapso O sangue pode ser empurrado para o ventrículo esquerdo. Estenose Aórtica Aumento do pós-carga Diminuição do débito urinário Hipertrofia ventricular Esvaziamento incompleto do átrio Congestão pulmonar Sobrecarga ventricular direita Tipos de cirurgia Aneloplastia Reparação do anel valvular Valvuloplastia Reparação da válvula, suturando os folhetos lesados Comissurotomia Dilatação da válvula, reparação de um folheto ou comissura Pode por vezes existir necessidade de uma substituição total da válvula por esta estar inoperante. Cardioplegia Paragem do coração Doente Entubação oro-traqueal (vem ventilado nas primeiras horas é controlado), por existir risco de aspiração do vómito coloca-se SNG Estado de consciência Sedado Por vezes é necessário fazer analgesia Por vezes é necessário fazer terapêutica Canalizar um cateter central É necessário controlar a PVC (Pressão Venosa Central) As válvulas são metálicas Precisam de anticoagulantes orais e precisam de cumprir o esquema terapêutico operatório Por vezes é necessário fazer um excerto das veias coronárias, através da retirada da veia safena. Safenectomia Enfermagem Médico-Cirúrgica 143 A colocação das próteses depende da idade: Biológica Pessoas mais idosas Mecânica Pessoas mais jovens Devem tomar anticoagulantes permanentemente Bypass – Valvular Cuidados Pré-operatório o Veia periférica o Meias Pós-operatório Explicar ao doente que vai chegar entubado ao nível respiratório A quantidade de informação deve ser doseada Explicar como é que se deve comunicar Pode existir necessidade de mobilização Vem algaliado Explicar que não poderá comer Explicar que vai haver controlo da dor através da terapêutica e caso exista dor para alertar Saber estabelecer os alarmes Gastroepiploica Veia que se encontra no estâmago Exige um jeju de 72 horas, o doente tem que ser hidratado Vigiar os pulsos distais devido á Safenectomia A sensação de sede ocorre em todos os doentes, quando esta vontade se manifestar deve-se molhar a boca Linha arterial Pressão invasiva É por onde é feita a gasimetria É sempre necessário que o sangue mantenha a sua temperatura, porque se desce coagula O doente de CEC (Circulação Extra-Corporal) tem que estar hipocoagulado Enfermagem Médico-Cirúrgica 144 Circulação Extra-Corporal – CEC Circuito de CEC Sangue venoso desviado o Veias cavas superior ou inferior o Aurícula direita Drenado por gravidade para o reservatório venoso Bomba arterial envia o sangue para o oxigenador Sai do oxigenador e entra na circulação sistémica através da cânula da aorta As cirurgias de CEC são mais frequentes nas cirurgias das válvulas O doente da cirurgia cardíaca trás 3 drenos torácicos. Saem entre as 24 e as 48 horas Tamponamento cardíaco Maior risco nas cirurgias cardíacas Ocorrem grandes perdas sanguíneas O doente fica hipocoagulado para menor viscosidade do sangue São administradas doses elevadas de heparina Balão Intra-Aórtico Um balão que vai ser colocado na aorta descendente. Na sístole deve estar desinsuflado. Enfermagem Médico-Cirúrgica 145 Principais riscos da obstrução Poderá entrar em rotura da Aorta Infeção da Aorta Risco de trombos/êmbolos Risco de embolia Ou para o cérebro ou para os membros inferiores Complicações Disseção da Aorta Embolia cerebral ou MS (Membro Superior) ou MI (Membro Inferior), rins, gastrointestinal Trombose pelo ortostatismo Infeção Todos os doentes da cirurgia cardíaca saem com o pacemaker em standby Intervenções de Enfermagem 1. Vigiar sinais vitais, local de punção e penso 2. Vigiar temperatura, coloração e pulso distal MI 3. Proteger calcâneo do membro 4. Valores de hipocoagulação 5. Débito urinário 6. Padrão neurológico 7. Alterações do ECG Animas Vasoconstrição acelerada Após-retirar Comprimir a artéria 30' – 40' Colocar peso no local da punção (2 – 5 kg) Depende do protocolo do serviço Despistar hemorragia Efetuar penso compressivo (24 horas) Risco de hemorragia na zona do cateter Enfermagem Médico-Cirúrgica 146 Linha arterial Para monitorizar a pressão arterial Cateter colocado na artéria Nitratos Vasodilatador coronário Complicação das cirurgias cardíacas Arritmias Intervenções de Enfermagem o UCI Objetivos Restabelecer o débito cardíaco Promover trocas gasosas eficazes Manter o equilíbrio hidroeletrolítico Vigiar perdas hemáticas (drenos torácicos, pensos) Controlar a dor Promover o repouso e o conforto O grande problema da cirurgia cardíaca é o rim não ter uma boa irrigação O arrefecimento origina complicações hemodinâmicas e falsos resultados A receção do doente é feita por 2 enfermeiros Na cirurgia cardíaca existe uma norma de preparação da unidade As bombas infusoras devem estar com baterias cheias e codificadas Sedado Monitorização cardíaca Fármacos vaso ativos: Noradrenalina, DNI (Risco de cefaleias), Dopamina e/ou Dobutamina, Milrinona, Nitroprussiato de sódio Entubado endotraquealmente Ventilado ou com Ambu Drenagem torácica (1,2 ou mais) Linha arterial Cateter central Enzimas Cardíacas CK CKMB Troponinas É obrigatório verificar o penso da esternotomia O urimeter dá-nos valores mais precisos Enfermagem Médico-Cirúrgica 147 Por vezes os doentes possuem um cateter ligado diretamente ao coração Temos que avaliar o grau de sedação, pois temos que fazer o desmame ventilatório para que o doente respire por si só É necessário ter controlo da parte neurológica, por existir um elevado risco de AVC Intervenções de Enfermagem Ventilação – Padrão Respiratório Ineficaz Verificar parâmetrosventilatório Ajustar limites de alarme Conectar o utente ao ventilador Fazer gasimetria arterial (Após 15') Imobilizar os membros O Enfermeiro tem como função assegurar a aspiração das secreções que se encontram na via aérea A retirada do cateter pode ser feita pelo Enfermeiro Tamponamento Hemorragia intra-torácica - PAD – Elevada - TA – baixa – Taquicárdia - Débito urinário – baixo Muitos destes doentes fazem paragem cardíaca A hipotermia é mais sentida nas extremidades dos membros As gasimetrias vão dar os valores dos alcaloides Não devem existir secreções nas vias aéreas Estar atento á curva de pressão arterial Enfermagem Médico-Cirúrgica 148 Função renal Ureia Função renal Creatinina Ruídos hidroaéreos Confirmar a motilidade gastrointestinal A dieta líquida só é dada ao final de 6 horas Troponina Detetar o enfarte 6/12/24/48 É realizada logo de imediato Ocorre de imediato Tamponamento cardíaco AVC Infeções de suturas operatórias Enfermagem Médico-Cirúrgica 149 Enfermagem Médico-Cirúrgica 150 Cirurgia da mama Cirurgia Ginecológica Ooforectomia Remoção de um ovário Salpingectomia Remoção de uma trompa de Falópio Salpingo-ooforectomia bilateral Remoção dos dois ovários e das trompas de Falópio Histerectomia total Remoção da totalidade do útero, incluindo o colo do útero Via abdominal e vaginal Histerectomia subtotal Remoção do útero, exceto o colo do útero Histero-ooforectomia Remoção do útero e dos ovários Histerossalpingectomia Remoção do útero e das trompas de Falópio Histerectomia abdominal total e salpingo-ooforectomia bilateral Remoção da totalidade do útero, das trompas de Falópio e dos ovários Histerectomia radical (Anterior +) vaginectomia parcial e disseção dos gânglios linfáticos da pelve Mastectomia Remoção da mama Mastectomia bilateral Remoção das duas mamas Quadrantectomia Remoção de um dos quadrantes da mama Senologia Estudo da área da mama O auto-exame das mamas deve ser feito mensalmente após o período menstrual – Anteriormente o peito está maior, mais denso e mais sensível A elevação do estrogénio, faz com que ocorra retenção de líquidos Os valores hormonais diminuem, os tecidos ficam mais normalizados e mais facilmente é feita a apalpação A mama encontra-se divida em quadrantes Tumores da mama Benigno Fibroadenoma, quistos ou doença fibroquística da mama Maligno Carcinoma da mama Tumores hormonodependentes Surgem durante a gravidez Enfermagem Médico-Cirúrgica 151 Fatores de risco Sexo feminino História familiar Ter atenção á história familiar e se existe algum familiar que teve algum tumor Idade superior a 40 História menstrual O ciclo menstrual está relacionado com o perfil da pessoa História reprodutora Se tem filhos ou não, o espaço entre a gravidez, quando ocorreu a primeira gestação Contracetivos orais ou terapêutica de substituição Pilula a maioria são de baixa dosagem O tempo de atuação não é muito grande Obesidade Exposição a radiação ionizante Os contracetivos orais, podem ser tomados sem ser necessário efetuar paragem, devido a serem de baixa dosagem. Fisiopatologia Tem origem nas células Exames não invasivos Auto-exame da mama Mamografia Ecografia mamária Análise ADN Recetores de estrogénio e progesterona Exames invasivos Biópsia com ou sem cirurgia Disseção do gânglio sentinela Tomografia óssea (2ª) Tomografia do fígado (2ª) Gânglio sentinela O primeiro gânglio da mama a seguir á cadeia (se o primeiro der positivo, existe necessidade de fazer esvaziamento axilar). Enfermagem Médico-Cirúrgica 152 Estadiamento do Tumor – TNM O tamanho do tumor – T O envolvimento dos gânglios linfáticos da axila próximo á mama - N A presença ou não de metástases á distância – M Hormonoterapia Deve ser feita durante 5 anos O cirurgião efetua diversas abordagens: Mastectomia radical modificada Com ou sem reconstrução Mastectomia parcial Lumpectomia ou resseção em cunha Complicações – Pós-operatório Hematomas Infeção Linfoedema A reconstrução mamária deve ser efetuada entre 3 a 6 meses após a cirurgia mamária Intervenções de Enfermagem Apoio emocional Informação em equipa, á pessoa sobretudo os procedimentos do intra- e pós-operatório Inclusão da família em particular do parceiro nos cuidados possibilitando-lhe igualmente apoio emocional O expansor vai ajudar com que depois se coloque o implante de silicone O protocolo só é alterado devido ao estado do doente Enfermagem Médico-Cirúrgica 153 Enfermagem Médico-Cirúrgica 154 O doente submetido a cirurgia do aparelho digestivo/tiroide Dor abdominal - Dor visceral Localização no órgão - Dor parietal Dor sensitiva Distensão abdominal - Perímetro abdominal - Palpação - Timpanismo Náuseas/Vómitos Características: - Cor (Verde – Bílis; Castanho – Fecaloide) Características: - Conteúdo (Resíduos alimentares Características: - Se tem sangue (Hematemeses) Pirose Ardor Sensação de queimadura retroesternal Disfagia Odinofagia Dor de garganta Dispepsia Enfartamento. Sensação de estar sempre cheio (tipo de alimentação, ingestão de álcool, determinados medicamentos) Eructações Arroto Regurgitação Aerofagia Presença de ar no esófago Hematemeses Vómitos com sangue Diarreia Fezes moles ou líquidas Obstipação Dificuldade em defecar Alteração do apetite Meteorismo Produção de gases ao nível gastrointestinal provocando uma dilatação do estomago ou intestino acompanhado da sua emissão Flatulência Produção de gases por bactérias e leveduras no intestino Hemorragia digestiva Hematoquésias Fezes misturadas com sangue Melenas Fezes com sangue digerido Retorragia Sangue pelo reto Enfermagem Médico-Cirúrgica 155 Incisão na cavidade abdominal, dependendo do tipo de incisão pode-se ter acesso a um órgão ou espaço abdominal Hematemeses Causas Úlceras Causas Perfuração Tratamento médico Endoscopia Cirurgia Gastrointestinal e Abdominal Observação: Exame físico Inspeção da pele Auscultação do peristaltismo intestinal Medição do perímetro abdominal Percussão Palpação Ascite Acumulação de fluídos na cavidade abdominal Hepatomegalia Inflamação provocada pelo aumento do fígado Distensão abdominal Esplenomegalia Aumento do baço Tipos de Cirurgia Abdominal Tradicional Laparotomia Diagnóstica ou exploratória Direcionada a um órgão Decúbito ventral Fio de vicryl Fio absorvível Saber a localização da dor e a sua irradiação Enfermagem Médico-Cirúrgica 156 Cuidados a ter com a retirada dos agrafos Desinfeção da sutura Bolsas de Bogotá Em situações de peritonite, onde existe uma grande inflamação dos órgãos que não permite introduzi-los para o interior VacuoterapiaPenso de vácuo usado em feridas Complicações Deiscência Abertura da sutura com sinais inflamatórios Eventração ou Hérnia Incisional Existe uma fragilidade muscular, provocando dilatação da víscera Evisceração Saída total das vísceras – Devem ser colocadas compressas com soro Alertar o médico e o doente vai para o bloco Causas Desnutrição Infeção Técnica mal realizada Prevenção Preservar vascularização Técnica cirúrgica adequada e asséptica Melhorar estado geral do paciente Correção das deiscências Suturas com pontos de reforço Cirurgia Eletiva – Cuidados de Enfermagem – Pré-operatório Jejum – 6 a 8 horas Depende do tipo de cirurgia, isto é, jejum de sólido deve ser entre 6 a 8 horas e o jejum da dieta líquida sem resíduos 2 horas Sinais vitais – temperatura Esvaziamento intestinal – Enema/Clister de limpeza Via periférica permeável Antecedentes pessoais – Alergias, medicação, antecedentes médico-cirúrgico História da doença atual Colheitas pré-operatórias Enfermagem Médico-Cirúrgica 157 Pós-operatório Tipo de intervenção/cirurgia Tipo de anestesia Monitorização do doente Sinais Vitais (TA, FC, FR, Dor, Temperatura, SatO2, Glicémia capilar) Escalas de dor Faces, Numérica, EPS Avaliar o estado da consciência Posicionamento e forma adequada Assegurar a oxigenação adequada Vigiar o balanço hídrico Vigiar drenos, SNG drenado, débito urinário Vigiar pele e mucosas, sutura Vigiar permeabilidade dos acessos Administração de terapêutica Vigiar o penso, reforçar Caso exista repasse delimitar Proceder aos registos de Enfermagem O doente quando vem do bloco é necessário aquecê-lo, pois o doente encontra-se hipotérmico Nas primeiras horas, vigiar os sinais vitais de 15 em 15 minutos nas próximas horas de 1 em 1 hora, depois de 2 em 2 horas EES – Esfíncter esofágico superior EEI – Esfíncter esofágico inferior Exames Complementares de Diagnóstico Raio-x TAC Tumores Phmetria esofágica Manometria esofágica Endoscopia digestiva alta Esófago – Estômago – Duodeno Boca Faringe Bolo alimentar Estômago Movimentos peristálticos Amílase – Amido Lípase - Lípidos EES EEI Bolo alimentar Esófago Músculo estriado Enfermagem Médico-Cirúrgica 158 Patologia Esofágica Divertículos Bolsas que são formadas no esófago Varizes Dilatação dos vasos ao nível do esófago Megaesófago Acalásia Neoplasia 1. Hérnia do Hiato Se existir uma disfunção vai fazer com que ocorra uma subida do estomago, fazendo com que ocorra refluxo esofágico e inflamação. 2. Refluxo Gastroesofágico Passagem do conteúdo do estomago para o esófago na ausência de vómito Complicações: o Erosão do esófago o Estenose o Esófago de Barret Pode evoluir para adenocarcinoma Pode ocorrer mutação celular o Erosão da Orofaringe o Problemas pulmonares 3. Acalásia Problema de motilidade, em que o esfíncter interior não relaxa adequadamente na deglutição Não há produção de ondas peristálticas Cirurgia Esofagotomia (Heller) Corte 4. Neoplasia Adenocarcinoma - Mais comum nos homens - Maioria assintomático - Associado á ingestão de álcool e tabaco Sintomatologia Náuseas Desconforto Refluxo Gastroesofágico Tratamento Cirurgia Esofagectomia Remoção da porção do esófago que está afetado Quimioterapia Radioterapia Toracotomia direita Toracotomia transtorácica ou transhiatal Enfermagem Médico-Cirúrgica 159 Verificar através da escala de Glasgow Esofagectomia Total todo o esófago é removido anastomose entre a faringe e estômago Remoção da porção de estômago afetado e puxa-se o estômago – anastomose A pessoa pode ficar com uma maior sensação de azia e de refluxo Esofagectomia – Intervenções de Enfermagem no Pós- operatório 2/3 dias antes da cirurgia fazer dieta pobre em fibras e gorduras Dieta zero – 8 a 12 horas Acolhimento da pessoa Colheita de dados Procedimentos Pré-operatórios Preparação intestinal 3 dias com dieta oral sem resíduos Pobre em fibras e gorduras Esofagectomia – Intervenções de Enfermagem no Pós- operatório imediato (+/- 24 horas na UCI) Preparação da unidade (ventilador, monitor, bombas infusoras, aquecedor/mantas de aquecimento, aspirador, oxigénio) Verificar se tudo está a funcionar Receber informação (tipo de cirurgia, anestesia, complicações/intercorrências, drenos, sondas, medicação o que fez e o que mantém em curso) UCI – Unidade de Cuidados Intensivos Avaliar o estado de consciência Reativo Avaliar o estado de consciência Não reativo Monitorizar Sinais Vitais (TA, Dor, FC, FR, SpO2, Glicémia, Temperatura) Administrar terapêutica prescrita Vigiar acessos Permeabilidade Linha arterial Cateter Venoso Central Vigiar drenagens Drenos, local de inserção, localização Vigiar ventilação Parâmetros ventilatório - O doente encontra-se com a via aérea permeável, pois encontra-se entubado orotraquealmente - 15 min após gasimetria de controlo - A pessoa fica entubada durante 4/5 dias, ao terceiro dia pode-se iniciar o desmame ventilatório Vigiar presença de secreções brônquicas Aspirar em SOS Enfermagem Médico-Cirúrgica 160 Monitorizar balanço hídrico (débito urinário) Drenos Urina Calcular tudo o que é administrado e tudo o que é eliminado Administrado (soro e terapêutica) e eliminado (urina) Vigiar as características da urina e das drenagens Vigiar o penso da ferida cirúrgica A alimentação parentérica é iniciada após as primeiras 24 horas Alimentação endovenosa Promover a higiene oral e nasal Vigiar a sonda gástrica e drenos Avaliar a ferida operatória o Sinais de infeção/deiscência Assegurar ótimo suporte nutricional o Jejunostomia para alimentação Ao final de 3 dias o Alimentação parentérica Após 1 dia o Iniciar ingestão após informar o médico Complicações Deiscência da anastomose Sutura de ligação Estenose da anastomose Hemorragia Gastroparésia Disfagia Complicações cardiovasculares EAM, Disritmias, Embolias Complicações respiratórias Atelectasias, Pneumonia Orientações para a alta Modificações – padrão alimentar e estilo de vida Gestão da medicação Posicionamento o Evitar esforços excessivos ou inclinações para a frente o Evitar esforços sobre a incisão (+/- 6 semanas após a cirurgia) Reduzir o peso corporal se em excesso Abolir o álcool e tabaco Evitar bebidas gasosas, alimentos que favoreçam a produção de gases Incentivar a comer sempre sentado Mastigar lentamente Manter-se de pé após a refeição (1 ou 2 horas) Enfermagem Médico-Cirúrgica 161 Esfíncteres Cárdia Esfincteres Piloro Principais patologias do estômago 1. Gastrite Aguda Crónica Inflamação da mucosa gástrica Aguda Medicamentos Anti-inflamatórios não esteroides, alimentos mais condimentados, mais gordurosos, álcool, stress, situações de má higiene Tratamento Antiácidos Antibióticos Crónica Helicobacter Pylori Alimentos contaminados A bactéria encontra-se habituada a viver em locais ácidos Anemia perniciosa Défice de vitamina B12Absorvida pelo estômago Carcinoma Alteração celular Diagnóstico Endoscopia digestiva alta Despiste da Helicobacter Pylori Biópsia Testes de ureia expirada Testes com Carbono. O doente expira para uns tubinhos para fazer o despiste. Enfermagem Médico-Cirúrgica 162 Tratamento Antiácidos 2. Úlcera Péptica Estômago Úlcera gástrica Úlcera Péptica Duodeno Úlcera duodenal Sintomas Desconforto gástrico Náuseas Anorexia Perda de peso Dor Tratamento Inicia-se primeiramente pelo tratamento médico Medicamentos Antiácidos, anti-inflamatórios Bilroth I Duodeno e Estômago Enfermagem Médico-Cirúrgica 163 Bilroth II Jejuno e Estômago Abordagem pode ser retro cólica ou antro-cólica Intervenções de Enfermagem Ensino ao doente Adesão ao esquema terapêutico instituído Evitar alimentos que aumentem o desconforto Dieta equilibrada e polifraccionada – Comer pouca quantidade de cada vez Evitar o consumo de tabaco e bebidas alcoólicas Evitar medicamentos úlcera géneos Controlar o stress Complicações 1. Hemorragias Melenas, Hematemeses Intervenção Hemóstase endoscópica – vasoconstritora/esclerosante, Hemoclips, suturas, balão esofágico Controlo da hemorragia – cirurgicamente Laparotomia exploradora, gastrectomia parcial e total Enfermagem Médico-Cirúrgica 164 Sinais e Sintomas Palidez Sensação de lipotimia Hipotensão Taquicárdia Diaforese Sudorese excessiva Choque cético Intervenções de Enfermagem Monitorizar sinais vitais Vigiar o débito urinário e balanço hídrico Puncionar um acesso venoso de grande calibre – pois deve precisar de efetuar aporte sanguíneo Promover o repouso SNG Se existir histórico de varizes esofágicas não se pode entubar por risco de perfuração Avaliar o estado de consciência 2. Perfuração Emergência Cirúrgica Sinais e Sintomas Dor O doente dobra os joelhos para evitar extensão da parede abdominal e estimulação dos recetores do folheto parietal Sinal de Blumberg positivo Dor aumenta com a pressão sobre o abdómen e ao retirar a mão a dor intensifica-se Diaforese Taquicárdia Hipotensão Alteração do estado de consciência Choque Intervenções de Enfermagem Tranquilizar o doente e promover o conforto Manter o doente em posição semi-fowler Enfermagem Médico-Cirúrgica 165 Tratamento - Conservador Fluidoterapia Drenagem do conteúdo gástrico Antibioterapia Cirurgia Gastrectomia total 3. Obstrução Pilórica Tratamento Médico - Intervenção Cirúrgica Piloroplastia Remoção de uma porção e sutura-se Antrectomia Remoção do antro-gástrico - Tratamento Cirúrgico Reduz a capacidade de segregar o ácido Remove a lesão Trata a emergência médica Vagotomia Corte do nervo vago Antrectomia Remoção do antro-gástrico, responsável pela produção do ácido pilórico Carcinoma Gástrico Localiza-se na parte terminal do estômago, isto é, ou está localizado no piloro ou no antro- gástrico. Etiologia Em fases mais avançadas, o diagnóstico é feito através de endoscopia. Manifestações Dispepsia Enfartamento pós-prandial Sensação de enfartamento depois de comer Enfermagem Médico-Cirúrgica 166 Exames Complementares de Diagnóstico TAC Raio-x abdominal Endoscopia digestiva alta com biópsia Gastrectomia total Esofagojejunostomia Nutrientes absorvidos no estômago Proteína Uma pessoa consegue viver sem estomago, mas a sua dieta terá que ser rica em proteínas. Cuidados Pré-operatórios Dieta zero Entubação com SNG Acessos venosos Confirmar se tem os exames de diagnóstico Ensino Pré-operatório Comer em poucas quantidades e mais vezes ao dia, comida mais triturada e mais rica em proteínas Ensino respiratório Respiração pausada e profunda, ensino da tosse Algaliar e vigiar o balanço hídrico Cuidados Pós-operatórios - Cuidados Gerais 1 Promover nutrição Inicial Alimentação parentérica Entérica Quando se ouvem ruídos hidroaéreos (inicia-se dieta líquida) 2 Vigiar sinais de hemorragia Vigiar penso e sutura Vigiar sinais vitais 3 Promover adequada ventilação pulmonar Oxigenoterapia Enfermagem Médico-Cirúrgica 167 Valores da gasimetria 4 Promover conforto Posicionamentos de 2 em 2 horas Fase inicial Semi-fowler 5 Ensinos Ensinos sobre alimentação Ensino da tosse Cuidados Específicos Monitorizar o funcionamento da SNG drenagem passiva Despiste de complicações o Hemorragia – Choque o Infeção o Íleo paralítico Ausência de movimentos contráteis normais da parede abdominal o Balanço hídrico Ensinos ao doente Procurar manter uma nutrição adequada Aumentar a quantidade de alimentos gradualmente Comer/mastigar lentamente Dor Evitar alimentos picantes e irritáveis Complicações Hemorragia Síndrome de Dumping Esvaziamento gástrico muito rápido, levando a sintomas de mau estar Prevenção Refeições frequentes e pequenas Repouso sobre o lado esquerdo durante 20 a 30 minutos, após as refeições Devido á curvatura do estômago Evitar bebidas e alimentos muito quentes e muito frios Quantidades mínimas de ingestão de líquidos á refeição Cirurgia Bariátrica Obesidade mórbida Causas/Etiologia Tipo de alimentação/menos adequada Sedentarismo Genética Família/social/cultural Tipo de alimentação Fatores psicológicos Enfermagem Médico-Cirúrgica 168 Perturbação do SNC Função tiroideia Nota: Centro coordenador do apetite Hipotálamo Consequências Respiratório Cardíaco Difícil de mobilizar Cuidados a ter na avaliação do peso Sempre na mesma balança Sempre á mesma hora Com o mínimo de roupa possível Se tiver saco e drenos, estes devem ser despejados Sempre em jejum Avaliar o estado de consciência da pessoa Se a pessoa se consegue levantar Métodos de diminuição do peso Dieta Exercício Medicação Supressores do apetite é controverso Modificação comportamental Manutenção da perda de peso Balão gástrico Não é considerada uma intervenção cirúrgica, pois é introduzido através de endoscópio no estômago O balão gástrico fica no estômago insuflado durante 4 meses e depois tem que ser retirado e caso seja necessário é introduzido um novo balão. Banda gástrica Colocado na parte superior do estômago via laparoscópica. Quando é que é considerada obesidade e obesidade mórbida? - Através do IMC Enfermagem Médico-Cirúrgica 169 Gastroplastia vertical em banda Drenagem gástrica é menor 3º dia inicia líquidos simples Suplementos vitamínicos Vigiar sinais de perfuração (agrafes) Vigiar dor abdominal Se tolerar, inicia dieta mole (8 semanas) Derivação gástrica Roux em y O bolo alimentar vai diretamente da pequena porção do estômago para o duodeno Cuidados a ter nas cirurgias gástricas Complicações Síndrome de Dumping Vómitos incontroláveis Deiscência Infeções pulmonares Risco de regurgitação Gastrectomia tubular – SleeveGástrico Remoção de uma pequena parte do estômago Complicações iatrogénica Complicação da cirurgia Cirurgia Gástrica – Cuidados de Enfermagem Vigiar estados de consciência Sinais hemodinâmicos Sinais Vitais Vigiar drenos Vigiar suturas Vigiar balanço hídrico Posição Semi-Fowler Alternância de decúbitos 2 em 2 horas Sinais de hemorragia Enfermagem Médico-Cirúrgica 170 Presença de náuseas e vómitos Promover o decúbito lateral esquerdo Os planos alimentares são adequados á pessoa A alimentação tem que ser polifraccionada A pessoa deve comer pouca quantidade, várias vezes ao dia Hérnia Abdominal Classificação Etiologia Espontânea Etiologia Traumática Face á localização Externa Face á localização Interna Fatores desencadeantes Pegar pesos Gravidez Hipertrofia benigna da Próstata Tosse Localização Interna Saída de uma víscera/estrutura anatómica que se faz entre 2 cavidades Externa Saída de uma víscera ou outra estrutura para fora dos limites da cavidade abdominal Localização Diafragmática Epigástrica Inguinal Femoral Umbilical Ventral ou Incisional Perineal Enfermagem Médico-Cirúrgica 171 Gravidade Quanto á redutibilidade Redutível O saco herniário retorna para a cavidade abdominal Irredutível/Encarcerada Segmento de intestino sai através do orifício herniário e que não retorna á cavidade abdominal Estrangulada Quando a hérnia não é tratada, isquemia, necrose do tecido, rotura Sintomas Protuberância ou nódulo na zona afetada Dor e desconforto na zona afetada Náuseas Vómitos Hematoquésias A pessoa apresenta dor e ao toque intensifica-se Intervenções de Enfermagem – Pré-operatório Avaliar os Sinais Vitais Se existe algo que alivie a dor Exame físico Sinais de edema Sinais de hemorragia Canalizar acesso venoso Retira-se sangue para as rotinas pré-operatórias Dieta zero Pedir ao doente para esvaziar a bexiga Orientar o doente para evitar esforços Avisar o doente para evitar alimentos que provoquem obstipação Herniorrafia Suturas das fibras musculares Hernioplastia Coloca-se uma prótese para que segure as vísceras Pós-operatório Avaliar o estado de consciência Verificar a permeabilidade das vias aéreas Avaliar os Sinais Vitais Avaliar a SpO2 Enfermagem Médico-Cirúrgica 172 Quimo (Amido) (Lípidos) (Proteínas) Piloro Duodeno Jejuno Íleo Apêndice Cego ou Ceco Colon 3 2 – 6 horas 1 – 3 horas Quilo 2 Intestino Grosso 12 – 48 horas Reto Ânus Vigiar penso e suturas Dieta – Início da dieta Na maioria das cirurgias a anestesia é raquianestesia Evitar pesos - +/- 2 meses Ensino da tosse Incentivar á deambulação Complicações Hematoma Seroma Sinais inflamatórios, acumulação de líquido junto á sutura Infeção Recidiva da hérnia Amílase Lípase Pepsina Boca Faringe Esófago Estômago Intestino Delgado +/- 1 min 3 – 5 seg Bolo alimentar Intestino Delgado 1 +/- 7 metros Intestino Delgado +/- 1,5 metros – 2 metros 1 – Bílis 1 – Suco pancreático 1 – Suco intestinal 2 – Lípidos 2 – Proteínas Enfermagem Médico-Cirúrgica 173 3 – Ascendente + nutrientes 3 – Transverso H2O 3 – Descendente Fezes sólidas 3 – Sigmoide Intestino Inflamações Agudas Apendicite Inflamações Crónicas Tumores no Intestino Oclusão Intestinal Pode ser provocada por uma torsão no estômago Apendicite Evolução Aguda Evolução Crónica – 15 dias a 3 semanas Ponto de Mcburney Sensibilidade á apalpação ou rigidez localizada. Sinal de Blumberg Descompressão abdominal abrupta dolorosa. Sinal mais importante de inflamação. Sinais e Sintomas Dor abdominal Na fossa ilíaca Febre Náuseas Vómitos Intervenções de Enfermagem – Pré-operatório Puncionar acesso venoso Efetuar colheita para análise Sinais Vitais – Dor Entubação SNG – Se o doente tiver vómito Posicionar o doente em decúbito lateral esquerdo Dieta zero Enfermagem Médico-Cirúrgica 174 Tratamento Cirúrgico Apendicectomia Técnica Laparoscópica Técnica Convencional Pós-operatório Avaliar o estado de consciência Verificar a permeabilidade das vias aéreas Avaliar pele e mucosas Avaliar os Sinais Vitais Colocar gelo Avaliar o débito urinário Características da urina Avaliar a permeabilidade dos acessos Tipo de terapêutica administrada Tipo de terapêutica em SOS Verificar o penso cirúrgico Se está limpo, seco ou repassado Doença Crónica Doença de Crohn Colite Ulcerosa Doença Ventricular Complicações Os granulomas podem surgir em outras partes do corpo Oclusão intestinal Abcessos Fístulas Extra intestinais Exames Complementares de Diagnóstico Raio-x Endoscopia Sigmoidoscopia e Colonoscopia Coprocultura Doença de Crohn Tratamento médico Doença de Crohn Tratamento cirúrgico Na apendicite não são colocados drenos Enfermagem Médico-Cirúrgica 175 Colite Ulcerosa Diarreia Fezes com sangue, muco e pus Pode ocorrer dor abdominal Febre Sinal de gravidade Incontinência de fezes Sinal de gravidade Megacólon Existe uma obstrução, fazendo com que o cólon dilate Proctocolectomia total Remoção total do reto e do cólon Colectomia total Remoção do ânus Diverticulose Cólica Doença Crónica Tratamento Médico Alteração da dieta Rica em fibras Alteração da dieta Suplementos de fibras Antiespasmódicos Tratamento Cirúrgico Perfuração Hemorragia Fistulização Diverticulite Ressecção e drenagem com anastomose Cirurgia de Hartmann Diverticulite Sintomas Dor abdominal na fossa ilíaca esquerda Fezes com sangue Náuseas e vómitos Flatulência Clister opaco Introduzido contraste através da sonda retal Enfermagem Médico-Cirúrgica 176 Tumores do Intestino Intestino Delgado (Não são malignos) Sintomas Dor abdominal Alteração dos hábitos intestinais Anemias Desnutrição Perfuração Assintomático Exames Complementares de Diagnóstico Radiologia Simples Radiologia Contraste TAC Enteroscopia com cápsula Endoscopia alta e baixa Tratamento Médico Quimioterapia Médico Radioterapia Cirúrgico Ressecção intestinal Cirúrgico Ileostomia Ileostomia Sempre do lado direito Fezes sempre líquidas Manifestações clínicas Mudanças de hábitos intestinais Obstipação Mudanças de hábitos intestinais Diarreia Sangue nas fezes Dor retal e abdominal Perda de peso Fadiga Anemia Hemicolectomia direita Remoção de uma parte intestinal do lado direito Hemicolectomia esquerda Remoção de uma parte intestinal do lado esquerdo Ressecção anterior Remoção de uma parte do sigmoide Amputação abdominoperineal Remoção do reto Enfermagem Médico-Cirúrgica 177 Complicações Íleo paralítico Infeção intraperitoneal e da ferida abdominal Peritonite e abcesso Deiscência da ferida Oclusão Intestinal Mecânica 1 Oclusão IntestinalFuncional 2 1 – Obstrução física que impede a progressão do conteúdo intestinal 1 – Aderências/bridas Principalmente em pessoas operadas anteriormente 1 – Vulvo/torsão da ansa 2 – Incapacidade do intestino em propulsionar o conteúdo intestinal Sinais e Sintomas Desconforto abdominal Dor Distensão abdominal Obstipação Exames Complementares de Diagnóstico Clister opaco Colonoscopia Iatrogénicas Complicações decorrentes da cirurgia em si Cuidados de Enfermagem – Pré-operatório Dieta pobre em resíduos Entubação SNG Em todas as cirurgias abdominais deve-se evitar levantar pesos durante 6 semanas Enfermagem Médico-Cirúrgica 178 Colostomia Cecostomia Colostomia ceco Cecostomia Colostomia ascendente Transversostomia Colostomia do transverso Colostomia do transverso com Barril Duplo Colostomia descendente Colostomia sigmoideia Ileostomia Colocado no lado direito Fezes líquidas Ileostomia terminal Ileostomia terminal em ansa Ileostomia continente Através do intestino é feito um reservatório, a drenagem das fezes é feita através de uma sonda Anastomose íleo retal/anal Remoção total do cólon, é feita uma anastomose entre o íleo e o reto Cuidados de Enfermagem – Pré-operatório Preparação Psicológica Nestas cirurgias é importante o apoio do Enfermeiro Deve-se dar toda a informação referente aos cuidados ao doente Avaliar os conhecimentos e a compreensão do doente/família da cirurgia e seus resultados Informar dos procedimentos do pré-operatório Avaliar os níveis de ansiedade/medo É necessário que o Enfermeiro dê apoio psicológico adequado ao paciente antes de efetuar a ileostomia e depois da ileostomia. Fazer os ensinos aos familiares, porque estes doentes vão ficar psicologicamente afetados e pode ser necessário consciencializar a família para este tipo de fato, bem como os cuidados ao estoma. Enfermagem Médico-Cirúrgica 179 É normal que após a cirurgia continua a sair resto de fezes e conteúdo hemático decorrente da cirurgia Complicações Imediatas – Edema Normal existir no imediato por ter existido manipulação dos tecidos, mas não é normal existir edema ao final de 2 - 3 dias Necrose Não existir irrigação, devido á rotura de uma artéria ou por obstrução de um coágulo Hemorragia Rotura dos vasos; Abcesso/Prolapso se existir uma obstrução vai fazer com que a víscera saia para fora Deiscência da sutura Ocorre devido á inflamação da zona da sutura, estenose Aperto, deiscência da sutura Hérnia perístoma Esforço Ensinos á pessoa ostomizada – Associação Portuguesa de Ostomizados Responsabilidade da Enfermagem Tem início no pré-operatório Progressivo Deve ser personalizado Deve envolver um “familiar” Avaliar a eficácia Literatura suplementar Cuidados á pele Irritação ou infeção da pele Reação alérgica Adesivo dos dispositivos Agressividade na substituição Nas colostomias o saco de um lado é transparente e do outro lado é opaco Nas ileostomias os sacos são transparentes em ambos os lados Ter atenção á água quando se faz a ileostomia Enfermagem Médico-Cirúrgica 180 Degradação das hemácias + Albumina Bilirrubina direta Formado no fígado e desce até à vesícula biliar e sempre que possível dirige-se até ao duodeno Evisceração Coloca-se açúcar para que haja vasoconstrição para que o estoma volte a recolher. Cirurgia da vesícula e das vias biliares, fígado e pâncreas Bílis Bilirrubina direta Bílis Bilirrubina simples ou indireta Bicarbonato Vai neutralizar o ácido que vem do estômago Patologias Colelitíase Acumulação de cálculos Colecistite Aguda Obstrução do canal que conduz a passagem da bílis para o interior Tratamento Médico CPRE - Colangiopancreatografia Retrógada Endoscópica Exame endoscópico com controlo radiológico, é a introdução de uma sonda até alcançar o duodeno Doente tem que estar em jejum até 6 horas Tem que ser feito por um médico de gastro e deve ser feito numa unidade de gastro Deve ser feita preparação do intestino Cuidados de Enfermagem – Pré-operatório Colecistectomia Avaliar a dor Escala numérica Gerir analgesia Gerir posicionamentos Enfermagem Médico-Cirúrgica 181 Patologias Pancreatite Aguda Pancreatite Crónica Provocada pelo consumo excessivo de álcool Tumores Neoplasias A maior causa da pancreatite é o consumo excessivo de álcool Sinal de Cullen Equimoses na região peri-umbilical Sinal de Grey Turner Equimoses nos flancos Exames Complementares de Diagnóstico Raio-x ao tórax e abdominal Eco abdominal CPRE Diagnóstico/Tratamento Tratamento Repouso pancreático Estabilização hemodinâmica Alívio da dor Correção das alterações metabólicas Profilaxia da hemorragia digestiva Prevenção das infeções Medidas Gerais Dieta zero Cateter Venoso O2 SNG Aspiração contínua Procinéticos Medicamentos usados na estimulação da motilidade gastrointestinal O Cuidado de Enfermagem específico da Pancreatite é a avaliação da glicémia capilar, em casos extremos pode ocorrer choque cético e levar á morte. Enfermagem Médico-Cirúrgica 182 Neoplasia Adenocarcinoma Cresce rapidamente Assintomático Procedimentos cirúrgicos Procedimentos para drenagem Resseção da cauda do pâncreas Duodenopancrectomia – Whipple Tempo de Protrombina Tempo de coagulação 10 – 13 seg Avaliado através do INR PVC Pressão Venosa Central