Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

FUNDAMENTOS BÁSICOS DE ANESTESIA
ANESTESIA X ANALGESIA
A anestesia é caracterizada pela perda de sensibilidade dolorosa, simultânea à perda da consciência. Anestesia é um estado de narcose, analgesia, relaxamento e perda do reflexo.
A analgesia é a perda da sensibilidade dolorosa com preservação do estado de consciência.
ESCOLHA DA ANESTESIA
A escolha da anestesia para determinado procedimento cirúrgico deve ser feita primariamente pelo paciente e pelo anestesista. Vários fatores influenciam na decisão, entre eles: as condições fisiológicas do paciente, doenças coexistentes, recuperação de anestesias anteriores, tipo e duração do procedimento, posição do paciente durante a cirurgia e exigências particulares do cirurgião.
MEDICAÇÃO PRÉ ANESTÉSICA
A principal finalidade da medicação pré anestésica é sedar o paciente e reduzir a ansiedade. 
Para diminuir o risco de aspiração, pode ser dada a metoclopramida para esvaziar o estômago e reduzir as náuseas e vômitos. Os bloqueadores dos receptores H2 pode ser incluído para diminuir a produção de ácido gástrico e a acidez dos conteúdos estomacais. 
As medicações pré anestésicas podem ser administradas por via IM, EV ou oral. A administração por via oral é menos dolorosa para o paciente, sua absorção é mais previsível do que a IM e a pequena quantidade de água ingerida é absorvida diretamente através da mucosa gástrica 
Antes de administrar a medicação pré anestésica todas as perguntas do paciente referentes a cirurgia e a anestesia devem ser respondidas e deve-se checar se o consentimento para a cirurgia foi assinado. A medicação pré anestésica deve ser administrada de 30 à 90 min antes da cirurgia.
ASA – CLASSIFICAÇÃO DAS CONDIÇÕES FÍSICAS
ASA 1: Paciente saudável normal;
ASA 2: Paciente com discreta doença sistêmica;
ASA 3: Paciente com doença sistêmica severa que limita a atividade, mas não é incapacitante
ASA 4: Paciente com doença sistêmica severa que seja uma constante ameaça à vida;
ASA 5: Paciente sem expectativa de sobrevida nas 24 hs com ou sem cirurgia
ASA 6: Paciente declarado com morte cerebral
Tipos de anestesia
Anestesia geral – é um estado de inconscienciência reversível caracterizado por amnésia, analgesia, depressão dos reflexos, relaxamento muscular e manipulação dos sistemas e funções fisiológicas.
Anestesia regional – definida como uma perda reversível da sensação quando um anestésico local é injetado para bloquear ou anestesiar as fibras nervosas. Entre elas estão a raquianestesia, anestesia peridural e o bloqueio de nervos periféricos.
Assistência monitorizada da anestesia (AMA) – a infiltração do local cirúrgico com um anestésico local é feita por um cirurgião e o anestesista a complementa com drogas EV que dão sedação e analgesia sistêmica.
Anestesia local – é empregada para procedimentos menores nos quais o local cirúrgico é infiltrado com um anestésico local.
ANESTESIA GERAL
A anestesia geral é obtida com o uso de uma ou mais drogas, capaz de fazer ação analgésica, relaxante muscular, depressão neurovegetativa e produzir inconsciência. Combinações de drogas são usadas para produzir o efeito desejado. A anestesia geral pode ser dividida em 3 partes: indução, manutençao e emergência.
A indução começa com a administração de agentes anestésicos e continua até que o paciente esteja pronto para a incisão cirúrgica. A fase de manutenção continua a partir desse ponto e vai até próximo do término da
 cirurgia, podendo ser usadas drogas inaladas ou EV. A emergência tem início quando o paciente começa a emergir da anestesia e termina quando ele encontra-se pronto para deixar a SO.
ANESTESIA GERAL –INDUÇÃO
A droga de escolha depende da idade, patologia e da cirurgia. O anestesista pode utilizar mecanismos que atinjam mais rapidamente o SNC sem maiores danos.
O cliente recebe a droga por via oral ou SL podendo ter o efeito esperado entre 15 e 30 min, dependendo da potência da droga.
Outra forma de indução é através das vias aéreas, por anestesia inalatória. Quando é aspirado o gás anestésico, o paciente entra em estado de inconsciência até que o fluxo respiratório diminui com o auxílio de outras drogas e requer intubação. A indução também pode ser realizada por via EV, que é mais rápida e profunda para o estado de coma desejado, sendo necessária também a intubação.
RELAXANTE MUSCULAR
Os relaxantes musculares afetam primariamente o músculo esquelético, tendo pouco efeito sobre o músculo cardíaco ou liso. A via de metabolismo e eliminação varia, e isso pode ser um fator importante nos pacientes com doença hepática ou renal. 
Exemplos de relaxantes musculares:
Propofol a 1% - É um analgésico e relaxante muscular de ação rápida. Tem entre seus componentes proteínas do ovo da galinha. Deve ser preservado em geladeira em temperatura de 5 a 8 ºC.
Succinilcolina ou quelicin – seu efeito é instantâneo, dura de 1 à 2 min e auxilia a intubação. Seus efeitos adversos são: PCR, hipertermia maligna, arritmia.
Pancurônio (ação longa), Atracúrio (ação intermediária)
DROGAS UTILIZADAS EM ANESTESIA GERAL
Halotano (Fluotane) – anestésico inalatório que foi mais potente que o éter não sendo inflamável. Ele produz depressão circulatória, arritmias e pode causar hepatite tóxica. Pode ser utilizado em crianças pelo efeito prolongado.
Enflurano – anestésico inalatório, é um éter halogenado que produz menos arritmias no cliente. Tem como vantagem não ser hepatotóxico. Tem maior uso no evento cirúrgico dos adultos.
Isoflurano (Forane) – anestésico inalatório, farmacologicamente manipulado para causar menos depressão cardiovascular; por isso considerado mais seguro para os cardiopatas.
Sevoflurano ou Sevorane – fazem rápida indução, utilizado para rápida recuperação.
Thiopental Sódico – anestésico endovenoso que induz hipnose, sendo considerado altamente potente. Produz baixo bloqueio neurovegetativo e possui ação curta. Não produz analgesia nem relaxamento muscular. Serve de indutor por poupar a respiração. É contra indicado em cardiopatas.
Morfina – é um opiáceo extraído da semente da papoula e administrado por via EV. Possui propriedade analgésica, hipnótica e certo bloqueio neurovegetativo com resposta muscular presente tem efeito depressor da respiração, prurido, retenção urinária.
Fentanil – é um analgésico potente. Produz depressão respiratória e não atinge a área cardíaca. Usado em cardiopatas, tem efeito de anestésico geral quando associado a um relaxante muscular, um tranquilizante maior ou a um hipnótico.
Alfentanil – 5 vezes menos potente que o Fentanil, sendo utilizado em cirurgias de pequeno porte, devido ao seu período curto de duração. Não produz relaxamento muscular. Tem como característica o delírio no pós operatório.
Mistura do óxido nitroso com anestésico inalatório – melhora ação de aprofundamento e perda de sensações, porém produz euforia, agitação em crianças.
ANESTESIA GERAL
A sequência da anestesia geral tem como critérios:
Manutenção da respiração;
Manutenção da circulação e do equilíbrio homeostático;
Manutenção da integridade física.
A seguir deve ocorrer a fase de resgate, onde algumas drogas são importantes para o anestesista, visando reverter e evitar problemas adversos.
Drogas antagonistas:
Neostigmine ou Prostigmine: para reversão dos relaxantes musculares;
Atropina: para reversão de relaxamento muscular;
Naloxona ou Narcan: para reversão dos opiáceos como o fentanil e a morfina;
Flumazenil ou Lanexat: para reversão dos benzodiazepínicos 
ANESTESIA REGIONAL
Raquianestesia - É realizada pela introdução do medicamento no espaço subaracnóide, bloqueando os estímulos dolorosos devido a condução do bloqueio nervoso.
Peridural – o anestésico local é injetado no espaço epidural, onde irá se difundir por condução nervosa produzindo insensibilidade aos estímulos dolorosos 
DROGAS USADAS EM ANESTESIA REGIONAL
Drogas usadas na raquianestesia e anestesia peridural:
Bupivacaína – para procedimentos prolongados;
Lidocaína – para procedimentos curtos.Podem vir acompanhadas de vasoconstrictor (adrenalina) ou glicose.
A bupivacaína (Neocaína) já vem associada, assim como a lidocaína, sendo assim apresentadas:
Neocaína isobárica;
Neocaína pesada – com glicose;
Neocaína com vasoconstrictor;
Neocaína sem vasoconstrictor;
Lidocaína a 2% com vasoconstrictor;
Lidocaína a 2 % sem vasoconstrictor
A principal característica da raquianestesia é a perda total da sensação dolorosa, perda motora e da sensibilidade. Podendo ser anestesiado desde a região mamária até os membros inferiores.
A principal característica da anestesia peridural é o amplo efeito de perda da dor, redução da motricidade, com a possibilidade de manutenção da sensação tátil. Podendo incidir da área do abdome até os MMII
ANESTESIA REGIONAL
A principal característica da raquianestesia é a perda total da sensação dolorosa, perda motora e da sensibilidade. Podendo ser anestesiado desde a região mamária até os membros inferiores.
A principal característica da anestesia peridural é o amplo efeito de perda da dor, redução da motricidade, com a possibilidade de manutenção da sensação tátil. Podendo incidir da área do abdome até os MMII
POSIÇÃO PARA RAQUIANESTESIA OU ANESTESIA PERIDURAL
O paciente pode ficar sentado abraçando os joelhos ou deitado com os joelhos flexionados e o queixo encostado no peito, o mais próximo possível dos joelhos. O espaço para punção se localiza entre L4 e L5. O anestesia deve realizar a degermação das mãos seguida de paramentação completa, evitando a contaminação do líquor.
RAQUIANESTESIA E ANESTESIA PERIDURAL
Indicações: Intervenções obstétricas, abdominais intraumbilicais.
Contra indicações: hipovolemia, cardiopatia, infecção local, convulsões, septicemias e bacteremias, síndromes hemorrágicas e uso de anticoagulantes.
Complicações da raqui: hipotensão grave e cefaléia pós raqui.
Complicações da peridural:dor lombar, hematoma, toxidade e raqui acidental.
CEFALÉIA PÓS RAQUI
Afecção causada por perda liquórica. Como cuidados de enfermagem temos:
Cabeceira à zero grau; administrar analgésicoTs prescritos; manter ambiente livre de estímulos visuais e auditivos; hidratar o paciente com grandes volumes para repor o líquido perdido; orientar o paciente a evitar grandes emoções 
HIPERTERMIA MALIGNA
É uma complicação da anestesia geral, onde tem-se o início de um processo de hipermetabolismo da célula muscular esquelética, podendo levar a sua destruição, consumindo grande quantidade de energia, com rápida e intensa elevação da temperatura, e consequentemente produzindo alterações bioquímicas e hematológicas, que podem evoluir para choque irreversível e morte.
Manifestações clínicas: aumento do CO2 ao final da expiração, aumento da FC, arritmias, cianose, rigidez muscular.
O diagnóstico precoce é muito importante e deve ser suspenso o ato cirúrgico se possível e suspender imediatamente o agente desencadeante (anestésico inalatório)
Cuidados de enfermagem: hidratar o paciente; iniciar processo de resfriamento com soluções parenterais geladas (não usar RL); lavar cavidades com soluções geladas; usar manta térmica para resfriamento da superfície corporal. As drogas de emergência incluem: dantrolene sódico, água estéril (sem bacteriostático) para injeção , bicarbonato de sódio, furosemida, insulina, glicose 50%, manitol, cabornato de cálcio e agentes antiarrítmicos.

Mais conteúdos dessa disciplina