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O Banquete 
Platão. O Banquete. São Paulo: Nova Cultural, 1987. ( Coleção Os 
Pensadores) 
A obra "O Banquete" foi criado por Platão, na Grécia, por volta de 380 
a.C. Narra a história de uma confraternização, na qual estão presentes várias 
figuras ilustres de Atenas.O Banquete é um livro marcante, todo voltado para o 
amor, que descreve um jantar (banquete), onde na verdade foi proposto um 
banquete muito mais de palavras que comidas e bebidas. Interessante 
observar as indagações de um grupo de gregos, em um tempo longínquo, 
indagarem a respeito de Eros, o deus do amor. Tudo foi registrado por Platão 
que, ao que parece, não presenciou o Banquete, mas escutou relatos de um 
dos participantes. A sugestão do tema, durante a confraternização, é de Fedro, 
que acaba por começar o discurso. Pausânias é o segundo. Eles seguem uma 
ordem, que se passa por Erixímaco, Aristófanes, Ágaton ( o que estava dando 
a festa) e, finalmente, Sócrates, que começa fazendo perguntas a Ágaton e , 
logo depois, relata um diálogo que teve com uma mulher. 
Durante esse Banquete, os convidados decidem fazer uma espécie de 
uma competição, onde vários deles vão criar discursos, elogiando o amor. 
Estes discursos serão avaliados por todos, destacando-se, ao final, "o discurso 
vencedor" 
 Em "O Banquete", Platão inaugura o diálogo filosófico, escrito em prosa. 
A Obra apresenta dois objetivos principais: elogiar a filosofia e reabilita o 
personagem do Sócrates, que na visão do Platão foi um homem que dedicou 
toda a sua vida à Atenas e , mesmo assim, foi condenado à morte. Platão não 
faz nenhuma apresentação dos personagens principais, ou seja, aqueles que 
realizam os discursos. Eles são revelados à medida que apresentam seus 
discursos, assim revelam-se através de suas próprias falas. 
O primeiro a discursar é o Fredo, jovem retórico, que vai se preocupar 
em revelar a natureza do amor e os seus benefícios. O amor, na obra de 
Platão, é uma entidade. É o Deus grego Eros. Para o Fredo, o Eros é o mais 
antigo de todos os deuses e a causa dos maiores bens. Ele inspira os mais 
belos feitos, a virtude. Apresentando, dessa forma, uma visão bem idealizada. 
O segundo a discursar é o Pausânias, amante do Ágaton, dona da casa 
onde está sendo realizada a festa. Ele é um pederasta. Para o Pausânias, não 
existe um Eros, mas dois Eros. É como se existissem duas formas de amor: 
uma etérea e outra carnal. A Etérea ou Celeste é aquela que conduz ao mundo 
das ideias. E o Carnal ou terrena é aquela que preside o espaço das traições, 
das prostituições. Dessa forma, o amor é duplo e entre as duas formas de 
amor, a mais bela é a Etérea, que conduz ao mundo do saber. Pausânias 
também defende o amor entre os homens, mas especificamente entre os 
jovens e os homens e os mais velhos. Porque, segundo ele, é um amor que 
tem por objetivo conduzir a um aprendizado. 
O terceiro discurso é realizado pelo Erixímaco. Ele é médico e por ter 
essa relação com a medicina, defende o amor saudável, a harmonia entre os 
corpos. Para o Erixímico, deve existir um equilíbrio entre o excesso e a 
moderação. 
O quarto discurso é feito pelo Aristófanes, comeográfico, autor das 
peças "As Nuvens". Segundo ele, há muito tempo atrás, os seres humanos 
eram como esferas, auto suficientes, que irritaram os deuses e , como castigo, 
foram partidos ao meio por Zeus. Assim até hoje, os seres humanos buscam a 
sua outra metade da esfera, essa unidade perdida. Sendo impossível ser feliz, 
estando incompleto. 
O quinto discurso é o do Ágaton, poeta trágico. Ele faz um discurso 
muito bonito com jogos de palavras, imagens que ele evoca. Para Ágaton, o 
Eros é o mais novo entre todos os deuses, destacando-se por sua beleza e 
virtude. O ponto defendido por Ágaton é a identificação entre semelhantes. 
Assim, o amor é belo e atrairá, portanto, a beleza. O amor é bom e atrairá a 
bondade. 
O sexto discurso, é o do Sócrates. Ele inicia sua retórica destruindo o 
discurso anterior. O amor para o Sócrates é desejo. E todos os presentes no 
Banquete concordam com sua colocação. E nós só desejamos aquilo que não 
possuímos. Dessa forma, se o amor deseja o belo, ele não é belo. Se o amor 
deseja o bom, ele não é bom. Vale ressaltar, que o amor não está nos 
extremos opostos, ele se encontra em algum ponto entre polos antagônicos. E 
por não ser perfeito, o amor também não é um deus. É uma entidade 
intermediária entre homens e deuses. O amor é apresentado como filho do 
recurso e da pobreza, sendo carência, busca. É o desejo pela beleza que não 
podemos possui-la. É, dessa forma, o amor platônico. Amamos o incansável 
porque no momento que o alcançamos, simplesmente, deixa de ser amor. 
 
 Dayseanne Lira de Barros, Eduardo Henrique Lopes dos Santos, 
Edmilson Simões, José Hilário da Silva Neto, Juliana Alves de Souza, 
Kalina Kathylin da Silva Santos , Lucas Leão, Luciana dos Santos Bento, 
Millany Marcone Ferreira Leite,Thiago Valença Bezerra da Silva, Vanessa 
Alexandrino Batista dos Santos.

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