Prévia do material em texto
FOTOSSÍNTESE Universidade Federal de Alagoas Campus Arapiraca Fisiologia Vegetal Unidade V Fotossíntese Taiz & Zeiger: Fisiologia Vegetal Capítulo 7: Reações luminosas. pág 139 - 171 Capítulo 8: Reações de carboxilação. pág 173 - 198 Capítulo 9: Considerações Ecofisiológicas. 199 - 219 FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS Fotossíntese: “síntese utilizando a luz” A energia luminosa dirige a síntese de carboidratos a partir de dióxido de carbono e água 6CO2 + 6H2O C6H12O6 + 6O2 FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS Objetivo final: formação de ATP e NADPH Síntese e manutenção dos tecidos Ponto de compensação da luz (RFA) As plantas não podem permanecer por muito tempo no ponto de compensação da luz ou abaixo dele, pois não armazenam os açúcares, que, posteriormente, poderiam ser consumidos nas horas sem iluminação, portanto, as plantas morrem por deficiência nutricional. Mesofilo: mais ativo dos tecidos fotossintetizantes Mesofilo possui cloroplastos Cloroplastos possui clorofila FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS As reações da fotossíntese ocorrem nas membranas internas dos cloroplastos Tilacóides As reações de fixação do carbono ocorrem no estroma dos cloroplastos Duas membranas externas Sistema de membrana interna (tilacóides conectados por canais) estroma canal (próximo slide) Parte do saco da membrana do tilacóide CO2 H2O carboidratos e produtos (sacarose, amido, celulose, etc) Reações independentes da luz glicose P ADP + Pi ATP NADPH NADP+ e– H+ H+ H+ H+ H+ O H+ Lúmen do Tilacóide H2O Luz solar Estroma W a v e le n g th a b s o rp ti o n ( % ) Comprimento de Onda (nm) chlorophyll b chlorophyll a Principais pigmentos Figure 7.6a Page 119 W a v e le n g th s a b s o rb e d ( % ) Comprimento de Onda (nm) beta-carotene (carotenoide) ficoeritrina (ficobilina) FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS REAÇÕES FOTOQUÍMICAS FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS A LUZ: NATUREZA E CARACTERÍSTICAS A luz tem característica tanto de onda quanto de partícula Comprimento e frequência da onda Fóton FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS A LUZ SOLAR É UMA CHUVA DE FÓTONS DE DIFERENTES FREQUENCIAS Experimento de T.E. Englemann As bactérias se moveram para o local onde as células das algas liberaram mais oxigênio, que correspondeu as áreas iluminadas com radiação de maior energia e de maior efetividade para a fotossíntese. T.E. Englemann’s Experiment Bacteria gathered mostly where violet and red light fell on the green alga because Photosynthesis was greatest in those locations FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS A clorofila absorve a luz e altera seu estado eletrônico CLOROFILA Fóton CLOROFILA EM ESTADO DE MAIOR ENERGIA (EXCITADO) FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS Azul – 430 nm + energético Verm – 660 nm - energia FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS No estado excitado a clorofila é instável e libera parte de sua energia ao meio como calor Estado basal Estado excitado Fóton Calor Estado de menor excitação Pouco tempo Processo de captação de energia deve ser rápido • Os elétrons excitados são instáveis. • Geralmente, eles voltam em fração de segundo ( s) para seu estado original de maneira muito rápida, liberando energia na forma de calor. • Alguns pigmentos, incluindo clorofilas, liberan um fóton de luz, seja através da fluorescência ou na forma de calor. FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS No estado de menor excitação, a clorofila possui quatro alternativas de rotas para liberar a energia disponível 1- Fluorescência: emissão e fóton 2- Calor: sem emissão e fóton 3- Transferência de energia: sem emissão de fóton 4- Fotoquímico: desencadeamento de reações FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS Os pigmentos: essenciais a absorção da luz solar Pigmentos: essenciais para a absorção de luz FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS Pigmentos: essenciais para a absorção de luz FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS O COMPLEXO ANTENA E O CENTRO DE REAÇÃO Os pigmentos servem como complexo antena, coletando a luz e transferindo energia para o complexo dos centros de reações Qual a vantagem da presença de um complexo antena, associado a um centro de reação???? FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS O complexo antena e o centro de reação FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS OS FOTOSSISTEMAS As reações ocorrem em dois complexos fotoquímicos denominados Fotossistemas I (PSI) e Fotossistema II (PSII) PSI e PSII operam em série para realizar as reações de armazenamento de energia da fotossíntese FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS OS FOTOSSISTEMAS PSI absorve luz na faixa de vermelho distante – comprimento de onda acima de 680 nm PSII absorve luz na faixa do vermelho – comprimento de onda de até 680 nm FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS OS FOTOSSISTEMAS PSI produz um redutor forte, capaz de reduzir o NADP, e um oxidante fraco PSII produz um oxidante forte, capaz de oxidar a água e um redutor fraco Cada fotossistema tem seu próprio complexo antena e centro de reação Fotossistema II – transporte de eletrons não cíclico. Figure 8. 9 Noncyclic Electron Transport Uses Two Photosystems (Part 2) FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS OS FOTOSSISTEMAS Pigments in a Photosystem Centro de reação (Molécula de clorofila a) FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS ORGANIZAÇÃO DO APARELHO FOTOSSINTÉTICO As clorofilas encontram-se nos tilacoides Tilacoides: membranas internas do cloroplasto Lamelas granais: membranas (tilacoides) empilhados Lamelas estromais: membranas “soltas” (sem empilhamento) FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS ORGANIZAÇÃO DO APARELHO FOTOSSINTÉTICO Nas membranas dos tilacoides existem várias proteínas Proteínas integrais de membrana FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS ORGANIZAÇÃO DO APARELHO FOTOSSINTÉTICO Os centros de reações e os complexos-antena são proteínas de membranas FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS ORGANIZAÇÃO DO APARELHO FOTOSSINTÉTICO FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS ORGANIZAÇÃO DO APARELHO FOTOSSINTÉTICO O centro de reação PSI e seus complexos-antena e as proteínas da cadeia de transporte de elétrons estão localizados nas lamelas do estroma FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS ORGANIZAÇÃO DO APARELHO FOTOSSINTÉTICO FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS ORGANIZAÇÃO DO APARELHO FOTOSSINTÉTICO A razão PSII : PSI está ao redor de 1,5:1 O complexo antena se difere entre organismos e o centro de reação não se altera Essa adaptação do complexo antena reflete a adaptação dos organismos aos diferentes ambientes FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS ORGANIZAÇÃO DO APARELHO FOTOSSINTÉTICO O mecanismo físico pelo qual a energia de excitação é transferida da clorofila qua absorve a luz ao centro de reação seja a ressonância induzida. Por esse mecanismo a energia de excitação é transferida de uma molécula para outra através de um processo não radioativo FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS ORGANIZAÇÃO DO APARELHO FOTOSSINTÉTICO A transferência de energia nos complexos-antena émuito eficiente: 95 a 99% dos fótons absorvidos pelos pigmentos antena têm sua energia transferida para os centros de reações. FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS ORGANIZAÇÃO DO APARELHO FOTOSSINTÉTICO A transferência de energia entre pigmentos no complexo-antena é de natureza física e a transferência de eletrons no centro de reação envolve alterações químicas nas moléculas FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS MECANISMOS DE TRANSPORTE DE ELÉTRONS As Etapas Excitação da clorofila pela luz Redução do primeiro aceptor de elétrons Fluxo de elétrons através dos FS I e II Oxidação da água como fonte primária de elétrons Redução do NADP FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS MECANISMOS DE TRANSPORTE DE ELÉTRONS Os elétrons ejetados da clorofila são “carreados” em um esquema tipo “Z” FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS MECANISMOS DE TRANSPORTE DE ELÉTRONS FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS MECANISMOS DE TRANSPORTE DE ELÉTRONS Quase todos os processos químicos que perfazem as reações luminosas são realizados por quatro principais complexos protéicos FS II Complexo fitocrono b6f FS I ATP síntase FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS MECANISMOS DE TRANSPORTE DE ELÉTRONS O FS II oxida a água a O2 no lumen do tilacóide FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS MECANISMOS DE TRANSPORTE DE ELÉTRONS Estroma - Baixa concentração de H+ Lumen – alta concentração de H+ Oxidação da água Gradiente eletroquímico Plastocianina Plastoquinona FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS MECANISMOS DE TRANSPORTE DE ELÉTRONS A água é oxidada de acordo com a seguinte reação: 2H2O O2 + 4H + + 4e- A reação só ocorre via complexo fotossintético Os prótons liberados durante a oxidação contribuem para o potencial eletroquímico que irá operar na formação do ATP FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS MECANISMOS DE TRANSPORTE DE ELÉTRONS O Mn é um cofator importante essencial no processo de oxidação da água: Íons de Mn sofrem uma série de oxidação São necessários 4 íons de Mn para cada complexo formado FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS MECANISMOS DE TRANSPORTE DE ELÉTRONS A feofitina atua como aceptor primário no FSII, seguido por um complexo de duas plastoquinonas FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS MECANISMOS DE TRANSPORTE DE ELÉTRONS Duas plastoquinonas estão ligadas ao centro de reação e recebem elétrons da feofitina de forma sequencial FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS MECANISMOS DE TRANSPORTE DE ELÉTRONS O Citocrono b6f recebe elétrons do PSII e envia ao PSI FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS MECANISMOS DE TRANSPORTE DE ELÉTRONS A hidroplastoquinona é oxidada e um dos dois elétrons é passado ao longo da cadeia linear de transporte de elétrons em direção ao FS I FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS MECANISMOS DE TRANSPORTE DE ELÉTRONS Outro elétron passa por um processo cíclico que aumenta o número de prótons bombeados através da membrana FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS MECANISMOS DE TRANSPORTE DE ELÉTRONS A plastocianina age como proteína móvel na transferencia dos elétrons do FSII para o FSI FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS MECANISMOS DE TRANSPORTE DE ELÉTRONS O PS I reduz NADP a NAPH pela ação da ferrodoxina e da flavoproteína ferrodoxina redutase FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS MECANISMOS DE TRANSPORTE DE ELÉTRONS Na sua forma reduzida, os tranportadores de elétrons que atuam na região aceptora do FSI são agentes redutores extremamente fortes Os elétrons são transferidos através de centros Fe-S para a ferredoxina. A flavoproteína associada a membrana da Ferredoxina-NADredutase reduz o NADP a NADPH FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS MECANISMOS DE TRANSPORTE DE ELÉTRONS A ferredoxina também possui várias outras funções no cloroplasto, como suprimento de redutores para reduzir o nitrato e regulação de algumas enzimas do ciclo do carbono FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS MECANISMOS DE TRANSPORTE DE ELÉTRONS A ATP sintase produz ATP a medida que os prótons atravessam seu canal FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS MECANISMOS DE TRANSPORTE DE ELÉTRONS FOTOFOSFORILAÇÃO Síntese de ATP a partir de luz Sob condições normais a fotofosforilação requer fluxo de elétrons FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS MECANISMOS DE TRANSPORTE DE ELÉTRONS O lume é ácido e o estroma é básico Gera Potencial químico e potencial elétrico O ATP é sintetizado por um grande complexo enzimático: ATP sintase ou ATPase Há a formação de um canal no qual os prótons podem passar do lume para o estroma FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS MECANISMOS DE TRANSPORTE DE ELÉTRONS FOTOSSÍNTESE: REAÇÕES LUMINOSAS TRABALHO – VALENDO PONTO - Explicar os processos cíclico e acíclico de transporte de elétrons através do complexo citocromo b6f. - Quais as implicações da alta e da baixa intensidade luminosa (radiação) sobre os pigmentos acessórios do complexo antena?