Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

Prévia do material em texto

resumo medicina legal
Assunto: Sexologia forense 
Conjunção carnal 
Introdução completa ou incompleta do pênis na cavidade vaginal. 
É o sexo vaginal. 
Em 100% das vezes, a vítima é quem tem vagina (o portador da vagina é a vítima de conjunção carnal). E o portador do pênis é sempre o autor/agressor de uma conjunção carnal. 
O que vocês procurariam em uma vítima de conjunção carnal para provar que houve conjunção carnal, que houve uma penetração de pênis em uma vagina, total ou parcial, com ou sem ejaculação. 
Resposta: Lesões de hímen. 
Observações:
Hímen é uma membrana na entrada do canal vaginal, na região de introito vaginal. E o hímen não serve para nada.
O hímen pode romper sem sexo vaginal. 
Algumas coisas que podem romper o hímen:
Masturbação.
Trauma em pelve.
Trauma em região de vulva.
Um chute.
Andar de bicicleta, de moto ou a cavalo. 
Portanto, qualquer lesão de hímen NÃO é prova de que houve conjunção carnal. Ruptura himenal sozinha não deve ser usado como prova de conjunção carnal.
O que se observa no hímen que prova que alguma coisa recente aconteceu ali? Resposta: quando falar que tem alguma lesão recente, porque quer se ter uma ideia do tempo, que o hímen foi rompido ou machucado a pouco tempo. 
Quanto que é pouco tempo em Medicina Legal? Até quantos dias depois de uma lesão, o hímen ainda serve para um perito médico-legista para falar de tempo? Até quantos dias da lesão esse hímen serve para a perícia?
Resposta: até 10 dias. Depois de 10 dias de rompido, o hímen não serve para a perícia porque cicatriza. Antes disso tem aparência de processo inflamatório agudo e eu consigo até dizer o dia. 
Quando que eu olho para o hímen que me diz que ali tem uma lesão recente? Quais as características desse hímen?
Resposta: está “vermelhão”, edemaciado, as vezes até sangrando em algumas das suas bordas, isso mostra que aconteceu alguma coisa ali a pouco tempo. 
No caso do hímen, só se consegue trabalhar em 2 fases:
Ou a lesão foi recente ou foi crônica. 
Se foi recente tem um prazo de tempo que consigo dizer “isso aí faz tantos dias”, porque depois dessa data, as características esperadas são de cronicidade, uma cicatriz, tecido fibroso fica esbranquiçado, não fica mais avermelhado, não sangra mais, fica espesso, uma cicatriz no hímen. 
Quando fica cicatrizado, eu já não consigo dizer quanto tempo que foi feita a lesão, pode ser 30, 60, 120 dias, não consigo mais fazer o calculo de tempo. 
O hímen quando se rompe, nos primeiros 10 dias apresenta-se sangrante, vermelho, edemaciado, típico de processo inflamatório. Se eu chegar numa vítima e observar o hímen dela com essas características, eu consigo dizer para o delegado que esse machucado do hímen aconteceu “há x tempo” e, no caso, seria a menos de 10 dias. 
A pratica do ato sexual não da certeza absoluta que o hímen foi machucado durante a penetração. 
Por exemplo, uma mulher que foi forçada a ter uma conjunção carnal, então disso teve uma lesão recente no hímen, isso significa que ela é virgem na hora desse ato?
Resposta: não. Ela pode ter perdido o hímen um dia antes dela ter sofrido conjunção carnal. A lesão do hímen pode ter ocorrido pouquíssimos dias antes, um, dois dias e ela ainda está no prazo de 10 dias. Por isso, não se consegue dizer para o juiz que com certeza foi esse ato que rompeu o hímen dela e que ela é virgem. 
Agora vamos supor que uma mulher já tinha perdido a virgindade há 5 anos, e agora ela foi supostamente violentada sexualmente. Eu vou procurar hímen como prova? Resposta: provavelmente não. Porque a chance de uma pessoa que já tem vida sexual ativa há 5 anos ter uma lesão agora de hímen de um ato sexual violento é pequena. 
OBS: O hímen se romper, será rompido uma única vez e nunca mais. 
Só que num ato sexual violento, em mulheres que já realizaram sexo na vida, a vítima pode ter lesão na coxa, na região da virilha, na vulva, pode ter lesão em vários lugares pela violência do ato, pela força utilizada, mas não no hímen. Ou seja, significa que muito provavelmente o hímen não vá fazer diferença. 
Como provar que houve conjunção carnal sem hímen? Lesão na coxa é prova que o pênis penetrou na vagina? 
Resposta: não. 
Se tiver espermatozoide no fundo do saco de Douglas, prova que teve um pênis por ali?
Resposta: não, pois a moça pode pegar o preservativo que contem sêmen e misturar com água ou soro, pegar e injetar nela em tempo hábil, aí então ela consegue jogar o espermatozoide lá dentro da vagina e até engravidar. O espermatozoide no fundo do saco de Douglas me faz acreditar que pode ter ocorrido uma penetração de pênis em vagina, mas não me dá certeza, pois há outras possibilidades desse espermatozoide chegar dentro da vagina. 
E se um cara usar preservativo em uma mulher que não é mais virgem há muito tempo? Eu não vou ter hímen, não tem espermatozoide no fundo do saco de Douglas, como que eu provo o crime? antes do preservativo, se o cara fez vasectomia, fez sexo sem camisinha num ato de violência sexual com uma moça que não é mais virgem?
Resposta: Não haverá espermatozoide, mas pode ter fosfatase ácida, que é uma outra substancia que existe no sêmen e que pode ser encontrada lá, se for encontrada lá me sugere que o sêmen de algum homem está lá depositado no fundo do saco de Douglas. Existe também outra substancia que é mais especifica para dizer para a gente que é de homem, que é o antígeno prostático especifico (PSA), o qual é rastreado para suspeita de câncer de próstata. No sêmen do homem, o PSA está concentrado em milhões de vezes mais do que no sangue do próprio homem. Então, não existe lugar nenhum no planeta que há concentração tão grande de PSA quanto no sêmen humano. 
Então, isso significa que se você colheu material do fundo do saco vaginal, mandou para o laboratório e achou PSA em altíssimas concentrações, o que significa isso? 
Resposta: que teve penetração. 
Mas o cara era vasectomizado, ele vai deixar essa substancia?
Resposta: sim, pois ele continua ejaculando, liberando essa substancia, só não vai o espermatozoide. Então também serve de prova para gente: PSA, fosfatase ácida e espermatozoide. Mas, alguma dessas 3 me dá certeza que houve penetração? Resposta: não, pois da mesma forma que o espermatozoide pode chegar na mulher sem penetração, as 2 substancias também podem.
Agora, o cara usou preservativo em uma moça que não é mais virgem, não tem hímen, não tem essas substancias todas, pois vão ficar dentro do preservativo, como se prova se houve a penetração?
Resposta: o atrito pode fazer lesão de mucosa, mas não serve de prova que o pênis fez a lesão, pois pode ter sido qualquer objeto. 
Um cara penetra um objeto a força em uma mulher. É uma conjunção carnal?
Resposta: não, pois para conjunção carnal precisa de pênis. 
Se uma moça foi violentada sexualmente e dali a alguns dias se mostra gravida. Gravidez é prova de que houve conjunção carnal? Mesmo que tenha DNA e é do agressor. É certeza absoluta que houve penetração?
Resposta: não, é possível engravidar sem ter penetração pelo coito interfemural, é possível ejacular na região de coxa, virilha e os espermatozoides chegarem até o local e iniciarem uma gravidez. 
DST é prova de que houve penetração? O agressor tem DST e foi achado a mesma DST na moça, assim consegue provar que ele penetrou a moça?
Resposta: não, pois outra pessoa pode ter passado ou ela pegou de um objeto contaminado. Isso é complexo demais, 
Como se faz para provar que houve estupro?
Resposta: precisa juntar todas essas coisas faladas anteriormente, ir elencando uma com a outra, reunir a maior quantidade possível de provas para no final dizer para autoridade que é compatível com estupro. Quando se diz que é compatível com estupro, eu estou dizendo: “pode ter sido estupro, mas eu não afirmo, se eu não tiver visto, com certeza absoluta que é estupro, eu não faço isso nunca”. 
Crime de estupro
O crime de estupro está previsto no artigo 213 do Código Penal Brasileiro que tem o seguinte texto:
Art. 213: Constrangeralguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso: pena – reclusão, de 6 a 10 anos. 
Ou seja, para ter estupro tem que ter violência ou grave ameaça e conjunção carnal ou outro ato libidinoso. Tem que provar a presença das duas coisas juntas. Sem isso não tem como ser estupro. 
Fazer sexo com uma pessoa bêbada: se você conseguir fazer sexo com uma pessoa bêbada, você só conseguiu porque ela estava bêbada, então isso é crime de estupro. 
Caso de estupro em menor de 18 anos de idade: a pena aumenta, é um agravante, o crime é mais grave.
Caso de estupro em menor de 14 anos: 
O crime é bem mais grave, é estupro de vulnerável (ter conjunção carnal ou qualquer ato libidinoso com alguém com menos de 14 anos. 
Ainda é estupro de vulnerável: Praticar conjunção carnal ou outro ato libidinoso com alguém que por enfermidade ou doença mental não tem o necessário discernimento para prática do ato, ou que por qualquer outra causa não pode oferecer resistência também é estupro de vulnerável, independentemente da idade. Pena: até 30 anos de reclusão, se houver morte.
Exemplo: moça que bebeu muito e alguns cara abusaram sexualmente dela, então, portanto, cometeram estupro de vulnerável. 
Observações:
O tipo de violência usada no crime contra vulnerável não é agravante de crime contra vulnerável.
Pode-se fazer aborto em caso de estupro, isso é crime, mas não se cumpre pena. 
Exemplo:
Moça bebeu muito e foi abusada sexualmente por alguns rapazes e um rapaz filmou. Esse rapaz que filmou é criminoso e cometeu crime de divulgação de vídeo de cena de sexo com vulnerável. Então por divulgar as filmagens, ele cometeu um crime. 
Utilizar boa noite cinderela para conseguir fazer sexo com alguém é estupro, mediante violência psíquica. E isso se enquadra em estupro de vulnerável. 
ARTIGO NOVO:
Divulgação de cena de estupro ou de cena de estupro de vulnerável, de cena de sexo ou de pornografia:
Art. 218-C. Oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, vender ou expor à venda, distribuir, publicar ou divulgar, por qualquer meio – inclusive por meio de comunicação de massa ou sistema de informática ou telemática -, fotografia, vídeo ou outro registro audiovisual que contenha cena de estupro ou de estupro de vulnerável ou que faça apologia ou induza a sua prática, ou, sem o consentimento da vítima, cena de sexo, nudez ou pornografia: (Incluído pela Lei nº 13.718, de 2018). Pena – reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, se o fato não constitui crime mais grave.
Aumento de pena: § 1º A pena é aumentada de 1/3 (um terço) a 2/3 (dois terços) se o crime é praticado por agente que mantém ou tenha mantido relação íntima de afeto com a vítima ou com o fim de vingança ou humilhação.
Ter vídeos de pornografia, de sexo, de nudez e guardar mesmo que o dono não queira, isso não é crime. 
Conjunção carnal é crime?
Resposta: não. 
CASO: imagina que uma moça tem namorado e horas antes de participar de uma festa, fez sexo com seu namorado. Só que na festa sofre um ato sexual violento. Então vai lá no fundo vaginal e deu positivo para PSA, espermatozoide e fosfatase ácida; hímen está machucado; parece ter havido penetração, pode ter sido, só que ainda não sei dizer se é do namorado ou do outro cara. E agora, o que faz para saber se é do namorado ou do outro cara que realizou o ato sexual violento? Resposta: DNA. 
Ato libidinoso diverso da conjunção carnal
Qualquer outra coisa feita com o objetivo de satisfação sexual. Pode ser olhar lascivo, mão na bunda, chupão e etc.
Ato libidinoso é estupro? Resposta: não.
O que falta para ser estupro? Resposta: violência ou grave ameaça. 
Conjunção carnal é ato libidinoso. 
OBS: Qualquer crime sexual contra qualquer tipo de pessoa, de qualquer idade, agora não depende mais da vitima para iniciar o processo, qualquer pessoa pode ir lá denunciar. 
Importunação sexual
Art. 215-A. Praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro: pena – reclusão, de 1 a 5 anos, se o ato não constitui crime mais grave. 
Exemplos: passada de mão na bunda, tocada na perna, palpada nos seios, lambida no pescoço de alguém para satisfazer desejo sexual. 
O que precisa para provar que foi crime de importunação sexual?
Resposta: a vítima falar e o perito precisa provar ato libidinoso. E a grande dificuldade desse crime é provar que a vítima não queria. Testemunha e vídeo é muito importante nesse crime. 
Crime de violência sexual mediante fraude
Viola-se alguém sexualmente utilizando fraude. 
Se alguém fraudar alguma coisa para conseguir de outro alguém vantagem sexual, isso é violência sexual mediante fraude. 
Fraudar é enganar alguém.
A partir do momento que finjo ser uma coisa que não sou para enganar alguém, estou fraudando. Fraude é fingir uma coisa que não é.
Exemplo:
Um irmão gêmeo passa pelo outro; uma pessoa finge ter dinheiro.
A moça que usa de noite muita maquiagem e parece alguém que ela não é, e seduz alguém para conseguir “serviços” desse alguém, é fraude, se for um serviço sexual, é uma violação sexual mediante fraude.
Lei das contravenções penais
Quando você comete algumas infrações consideradas menos importantes que um crime, como se fosse “pecadinho”.
E a pena disso é menor. 
Observações
Crime de atentado de violência ao pudor não existe mais. Uma pessoa se masturbar em publico é ato obsceno, ela não estuprou ninguém, não importunou ninguém. 
Ato libidinoso e importunação sexual é contra alguém. IMPORTANTE
Assédio sexual:
 É se valer de uma posição hierárquica para ter vantagem sexual e a vitima consente, pois está na posição de submissão, de inferioridade.
Outra definição: Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego.
Exemplo: diretor da empresa que começa a “dar em cima” da secretária. 
Violência psíquica e moral não devem ser confundidas com constrangimento. O constranger da lei é no sentido de obrigar a ter alguma coisa. O termo constrangimento é utilizado no sentido de vergonha e isso não é crime. 
Outros atos libidinosos:
Coito anal:	
Rágades: é o nome da lesão traumática que ocorre no ânus.
Hemorragias.
Congestão e edema das bordas.
Equimoses.
Paralisia antálgica da dor – 2/4 horas (esfíncter paralisado).
Tonicidade recuperada 2 dias.
Coito vestibular.
Coito oral.
Toque/palpadelas.
Contemplação lasciva: encarar, morder o lábio. 
OBS: são muito difíceis de provar, com exceção do anal e oral, porque deixam os vestígios igual da conjunção carnal. 
No sexo oral é importante que a vítima não acabe com os vestígios. Ex.: moça é obrigada a fazer sexo oral em sujeito que a ameaça com arma de fogo. Antes de ir ao IML ela vai em casa e escova os dentes. Ela provavelmente acabou com os vestígios e o perito também não tem como provar que arma estava apontada pra ela. Portanto orientar que o primeiro lugar que a vítima deve ir é delegacia, depois IML, depois hospital para profilaxias.
No sexo anal procura-se as rágades. Porém existem doenças crônicas do TGI que fazem fissuras e úlceras anais. Para diferenciar: as rágades tem sinais inflamatórias e são lineares, enquanto que úlceras não há processo inflamatório e são ovaladas.
Caso clínico: Menina de 13, casada com cara de 21, mas a família dela sabe e autoriza, o cara é amigo da família, são todos íntimos. O que está acontecendo? CRIME e a família é cúmplice. Todos irão presos. Não precisa provar que houve violência, é só provar o ato libidinoso ou conjunção carnal. Se você estiver atendendo uma família dessa, o correto é notificar, chamar conselho tutelar e fazer a denúncia! Mas vai da opção do médico.
Caso clínico: Você trabalha na enfermaria da ala psiquiátrica do hospital de base e resolve ter conjunção carnal com paciente internado de 21 anos. CRIME, estupro de vulnerável. Porque se eleestá internado é porque provavelmente está em surto, sem discernimento para entender o que está fazendo. Agora se um paciente esquizofrênico faz sexo com sua vizinha, isso não é crime nem dela, nem dele, pois ele não está em surto.
Caso clínico: Alguém da equipe de saúde que bolina ou faz qualquer outro ato libidinoso com paciente anestesiado, entubado, dopado com medicações. Estupro contra vulnerável!
Resumo sobre vitima de conjunção carnal através de violência 
Os seguintes vestígios podem ser investigados: (lembrar que todos são relativos, nunca considerar a presença de um deles como estupro absoluto)
Ruptura himenal:
Porém lembrar que nem sempre isso significa penetração porque existem outros meios dele perfurar: perfuração pela própria vítima com masturbação, cavalgando a cavalo, andando de bicicleta, queda com nádegas ao chão (faz vibração e ruptura), hímen complacente (elástico, permite penetração de pênis ou objeto sem que haja rompimento, portanto não serve como vestígio). Portanto ruptura himenal sozinho, não deve ser usado como prova de conjunção carnal.
Depois de 10 dias de rompido o hímen não serve para a perícia porque cicatriza. Antes disso tem aparência de processo inflamatório agudo e eu consigo até dizer o dia.
Presença de espermatozoide na vagina:
Lembrar que a mulher pode mimetizar o quadro, colocando o espermatozoide por conta própria após o homem descartá-lo, podendo esta acusar o homem de estupro ou até engravidar (que é outro vestígio de conjunção carnal relativo).
A vagina consegue eliminar o sêmen em até 4 dias. A partir do 5º dia já não preciso fazer coleta do local porque sumiram os vestígios (espermatozóides, DNA, fosfatase alcalina, PSA).
Presença de DNA masculino dentro da vagina:
Além da penetração pode também ser possível através do sexo oral, uso de dedos.
Presença de fosfatase ácida e PSA:
Substâncias presentes no sêmen, também não são absolutos, apesar que o PSA é o mais evidente de todos os vestígios (porém se a moça injetar os espermatozóides com seringa na vagina, o PSA estará presente, então também é um vestígio relativo).
Gravidez:
É vestígio, mas também tem restrições.

Mais conteúdos dessa disciplina