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IFSP –São Paulo Eletrônica 1 Profa. Ms. Alice Reis de Souza 2015 Livro Adotado: Dispositivos Eletrônicos e Teoria dos Circuitos Autores: Boylestad e Nashelky Materiais Semicondutores Isolante – Material que NÃO permite a movimentação de elétrons; Semicondutor – Material que permite moderada movimentação de elétrons; Condutor – Material que permite a movimentação de elétrons. Obs.: 1) Na prática não existem materiais Isolantes ou Condutores perfeitos, pois não há material algum que impeça ou permita totalmente, sob qualquer circunstância, a passagem de elétrons. 2) Os materiais semicondutores são uma classe especial de elementos cuja condutividade está entre a de um bom condutor e a de um isolante. Materiais Semicondutores Fig. 1- Níveis de energia: (a) níveis discretos em estruturas atômicas isoladas; (b) bandas de condução e valência de um isolante, um semicondutor e um condutor. (b) 1eV = 1,6 × 10219 J Materiais Semicondutores Os materiais semicondutores são separados em duas classes: Cristal Singular e Cristal Composto. o Cristal Singular – Germânio (Ge) e Silício (Si) – estrutura de cristal repetitiva. o Cristal Composto – Arseneto de Gálio (GaAs), Sulfeto de Cádmio (CdS), Nitreto de Gálio (GaN) e Fosfeto de Arseneto de Gálio (GaAsP) – são compostos de dois ou mais materiais semicondutores de estruturas atômicas diferentes. Destes os mais utilizados são Ge, Si e GaAs Materiais Semicondutores A figura 2 apresenta o cristal de Si e GaAs. (a) (b) Fig. 2 - (a) Ligação covalente do Cristal de Si; (b) Ligação covalente do Cristal de GaAs Materiais Semicondutores Materiais Intrínsecos São Materiais Semicondutores que tenham sido cuidadosamente refinados para reduzir o número de impurezas a um nível muito baixo — essencialmente, com o grau máximo de pureza disponibilizado pela tecnologia moderna. Na figura 3, o Cristal de Si apresenta apenas átomos deste elemento, portanto está sem impureza, caracterizando um material intrínseco. Fig. 3 - Ligação Covalente do Cristal de Si Materiais Semicondutores Materiais Extrínsecos As características de um material semicondutor podem ser alteradas significativamente pela adição de átomos específicos de impureza ao material semicondutor intrínseco (relativamente puro). O ato de colocar “impureza” em material semicondutor intrínseco é denominado Dopagem. Material Extrínseco é um material semicondutor que tenha sido submetido ao processo de dopagem. Materiais Semicondutores Materiais Tipo n e Tipo p Material Tipo n Se um cristal de Si (material tetravalente – 4 elétrons na camada de valência) intrínseco for dopado com “impureza” pentavalente (5 elétrons na camada de valência), um dos elétrons fica sem ligação, estando “livre” para uma nova ligação (figura 4) Fig. 4 - Impureza de antimônio no Cristal de Si – Material Tipo n Materiais Semicondutores O efeito do processo de dopagem na condutividade relativa do material pode ser observado na figura 5. Fig. 5 - Efeito da dopagem com impurezas doadoras na Banda de Energia O material extrínseco com “elétron livre” na camada de valência, é denominado Material Semicondutor Tipo n. Materiais Semicondutores Material Tipo p Se um cristal de Si (material tetravalente – 4 elétrons na camada de valência) intrínseco for dopado com “impureza” trivalente (3 elétrons na camada de valência), fica o “espaço” de um elétron para completar a ligação, este “espaço” é denominado “lacuna” (figura 6). Fig.6 -Impureza de boro no Cristal de Si – Material Tipo p O material extrínseco com “lacuna”, é denominado Material Semicondutor Tipo p. Materiais Semicondutores OBS.: Não é possível retirar totalmente as impurezas dos materiais naturais, portanto o material intrínseco não é totalmente puro, podendo conter elétrons livres e/ou lacunas. Neste caso: Em um material do tipo n o elétron livre é denominado portador majoritário e a lacuna portador minoritário (figura 7 a). Em um material do tipo p a lacuna é denominada portador majoritário e o elétron livre portador minoritário (figura 7 b). Fig. 7 - (a) Material tipo n (b) Material tipo p Junção PN – Diodo Semicondutor Unindo o material tipo n e o tipo p, formando um única junção, é obtido o dispositivo semicondutor denominado DIODO que: possui DOIS terminais o ANODO ligado ao material semicondutor tipo p e o CATODO ligado ao material semicondutor tipo n, conforme é observado na figura 8. é utilizado em uma infinidade de aplicações nos circuitos eletrônicos,e veremos algumas posteriormente. Construção Básica: A K Fig. 8 - Construção Básica Símbolo: A K Fig. 9 – Símbolo do Diodo → A - Anodo K - Catodo P N Junção PN – Diodo Semicondutor No ponto de união do material tipo p com o tipo n do Diodo, conforme pode ser observado na figura 10, há uma região desprovida de carga elétrica. Isto ocorre pois os elétrons livres do material tipo n ocupam as lacunas do material tipo p, ficando nesta região apenas os íons positivos e negativos, formando uma Barreira de Potencial (também denominada Barreira de Depleção ou Zona de Depleção) que impede a passagem de elétrons, desde que não haja energia suficiente para tal, ou seja, caso o dispositivo não esteja polarizado. Configuração Básica Interna: Fig. 10 – Construção Básica Interna do Diodo – sem polarização Junção PN – Diodo Semicondutor Encapsulamento para diversos tipos de Diodos são observados na figura 11. A figura 12 mostra como identificar o Anodo e Catodo em Diodos que possuem tarja. Fig. 12 - Identificação do Anodo e Catodo nos Diodos Fig.11 – Diodos para diversas aplicações Junção PN – Diodo Semicondutor Diodo Reversamente Polarizado: Fig. 13 – Diodo diretamente polarizado Junção PN – Diodo Semicondutor Diodo Diretamente Polarizado: Fig. 14 – Diodo diretamente polarizado Junção PN – Diodo Semicondutor Polarização do Diodo Ideal : Fig. 15 – (a) Diodo diretamente polarizado e (b) Reversamente polarizado Junção PN – Diodo Semicondutor Circuitos equivalentes para o Diodo (Modelos): Fig. 16 – Circuitos equivalentes para Diodo Junção PN – Diodo Semicondutor Curva Característica dos Diodos de Ge e Si Fig. 17 – Curva Característica do Diodo de Ge e Si A corrente em condução direta e reversa do Diodo Semicondutor pode ser calculada por meio da equação de Shockley (eq.1): ID = IS(e VD/η.VT – 1) Eq.1 Onde, Is é a corrente de saturação reversa VD é a tensão de polarização direta η é um fator de idealidade – depende das condições de operação e construção física (1≤η≤2) VT é a tensão térmica e é calculada por: VT = kTk Eq.2 q Onde k é a constante de Boltzmann = 1,38x10-23 J/K TK é a temperatura em Kelvin = TC + 273 q é a carga elétrica elementar = 1,6x10-19 C OBS.: As equações anteriores mostram que grandes variações na temperatura podem influenciar no circuito. Junção PN – Diodo Semicondutor Junção PN – Diodo Semicondutor Para condução direta (VD positivo) o IS, é muito pequeno , ID = IS.e VD/η.VT Eq. 3 Para condução reversa (VD negativo) o ID reduz abruptamente, ID ≅ − IS Eq. 4 Junção PN – Diodo Semicondutor Comportamento do Diodo em função da variação de temperatura Fig. 18 – Variação nas características de um Diodo de Si em função da variação de temperatura Junção PN – Diodo Semicondutor Os fatores externos, indicados abaixo, ocasionam uma corrente de saturação reversa real em um diodo comercial maior que a corrente de saturaçãoreversa esperada pela equação de Shockley: Correntes de fuga. Geração de portadores na região de depleção. Níveis mais elevados de dopagem, que resultam em níveis mais elevados de corrente reversa. Sensibilidade ao nível intrínseco dos portadores nos materiais componentes por um fator quadrático. Relação direta com a área de junção. Sensibilidade à temperatura Junção PN – Diodo Semicondutor Exercício 1)Um diodo de silício, feito para operar com 1 mA, apresenta uma queda de tensão direta de 0,7 V para uma corrente de 1 mA. Avalie o valor da constante Is nos casos em que n seja 1 ou 2. Que constantes de escalamento você aplicaria para um diodo de 1 A do mesmo fabricante que conduz uma corrente de 1 A para uma queda de 0,7 V? (temperatura ambiente 25oC) ID = Ise (Vd/ηVt ) → Is = ID e(Vd/ηVt ) Para o diodo de 1 mA: VT = kVK/q = 1,38x10 -23x(25 +273)/1,6x10-19 = 25mV Se η= 1: Is = 1x10 ˗3xe-700/25 = 6,9x10-16 A ou aproximadamente 1x10-15 A Se η= 2: Is = 1x10 ˗3xe-700/50 = 8,3x10-10 A ou aproximadamente 1x10-9 A O diodo conduzindo 1A para uma queda de 0,7 V corresponde a 1000 diodos de 1 mA em paralelo com uma seção de junção 1000 vezes maior. Portanto, Is também é 1000 vezes maior, tendo 1 pA e 1 mA, respectivamente para η=1 e η=2. Deste exemplo deve ficar evidente que o valor usado para η pode ser muito importante. Junção PN – Diodo Semicondutor A figura abaixo apresenta as tensões e correntes na condução direta e reversa do Diodo: Fig. 19 – Curva Característica de um Diodo Quase Real Tensão Reversa Região Zener ou Região de Avalanche Corrente Reversa Corrente Direta Tensão Direta Região de Condução Direta Região de Condução Reversa Tensão de Ruptura “Joelho” 0,3V Ge 0,7V Si Junção PN – Diodo Semicondutor Capacitância de Difusão e Transição o Na polarização reversa, a região de depleção atua como um isolante, fazendo com que a junção p-n se comporte como um pequeno capacitor. Em altas frequências isso pode ter influência significativa. Essa capacitância, conhecida como capacitância de transição (CT), de barreira ou de região de depleção, é determinada por: CT = C(0) Eq.5 (1 + |VR/Vk|) n Onde C(0) é a capacitância sob condições sem polarização VR é o potencial de polarização reversa aplicada. VK é a tensão de início de condução do diodo. n é 1/2 ou 1/3, dependendo do processo de fabricação do diodo. o Na polarização direta este efeito é ofuscado por um efeito de capacitância diretamente dependente da taxa em que a carga é injetada nas regiões do lado externo à zona de depleção, denominada capacitância de difusão (CD), determinada por: CD = τT x ID Eq. 6 VK onde τT é o tempo de vida do portador minoritário. Junção PN – Diodo Semicondutor Os efeitos capacitivos discutidos anteriormente são representados por meio do circuito equivalente abaixo: Fig. 20 - Circuito equivalente dos efeitos capacitivos no Diodo Junção PN – Diodo Semicondutor Parâmetros dos Diodos que devem ser observados nos Datasheets ou Databooks dos fabricantes (dados fornecidos a uma temperatura específica): o Corrente direta de pico máxima (IFSM - Maximum Peak Forward Current): limitada pela dissipação térmica do diodo. o Corrente direta média máxima (IFAV - Maximum Average Forward Current): é limitada basicamente pelas características de dissipação térmica do componente (tamanho, etc). o Corrente reversa máxima (IRM - Maximum Reverse Current): corrente reversa se o diodo submetido à tensão reversa contínua máxima (VR). Nula em um diodo ideal, e, em relação à corrente direta, muito pequena no diodo comercial. Junção PN – Diodo Semicondutor o Faixa de temperatura de armazenagem (TSTG - Storage Temperature Range): em vários casos, a temperatura máxima de armazenagem é igual à máxima de operação. o Potência dissipada (PD - Power Dissipation): a máxima potência dissipada pelo diodo (Eq. 5). PDmax=VDxID Eq.7 o Resistência térmica (Thermal Resistance): dada para junção-ambiente (RJA) ou junção-condutores (RJL). Indica a oposição que o conjunto oferece à dissipação do calor gerado na junção. Nula em um diodo ideal. o Temperatura de operação da junção (TJ - Operating Junction Temperature): a máxima temperatura de trabalho do diodo. Diodos de alta potência em geral usam dissipadores de calor para manter a temperatura abaixo da máxima especificada. Junção PN – Diodo Semicondutor o Tempo de recuperação reverso (trr - Reverse Recovery Time): o tempo decorrido para o diodo deixar de conduzir, após a mudança de polarização de direta para reversa. Nulo para um diodo ideal. Diodos comuns apresentam tempos na faixa de microssegundos e diodos rápidos (para frequências mais altas), na faixa de nanossegundos. Fig. 21 – Curva do Tempo de Resposta de um Diodo Junção PN – Diodo Semicondutor o Tensão direta (VF - Forward Voltage): a queda de tensão, em geral especificada para a corrente nominal. Nula em um diodo ideal. o Tensão reversa de pico (PIV - Peak Inverse Voltage): a tensão inversa é limitada por um máximo absoluto, acima do qual há ruptura e destruição da junção. o Tensão reversa contínua máxima (VR ou VDC - Maximum DC Reverse Voltage): a máxima tensão reversa contínua de operação. Infinita para um diodo ideal. o Tensão reversa repetitiva máxima (VRRM - Maximum Repetitive Reverse Voltage): a tensão reversa máxima de operação em forma de pulsos repetidos. Infinita para um diodo ideal. Junção PN – Diodo Semicondutor Alguns tipos de Diodos são apresentados abaixo: o Fig. 22 – Alguns Tipos de Diodos Junção PN – Diodo Semicondutor Resistência CC ou Estática A aplicação de uma tensão CC a um circuito que contenha um diodo semicondutor resultará em um ponto de operação na curva característica fixo no tempo (figura 23). Nesta condição temos uma resistência fixa, calculada por meio da lei de Ohm (Eq. 6). RD = VD/ID Eq.8 Fig. 23 - Localização do ponto de operação do Diodo Q Junção PN – Diodo Semicondutor Determine os níveis de resistência CC do diodo da Figura abaixo em : a) ID = 2 mA (nível baixo) b) ID = 30 mA (nível alto) c) VD = –15 V (polarização reversa) 15 30 45 -15 Junção PN – Diodo Semicondutor Resistência CA ou Dinâmica A aplicação de uma tensão CA a um circuito que contenha um diodo semicondutor, faz sua entrada variável mover o ponto de operação instantâneo para cima e para baixo em uma região da curva característica e, assim, definirá uma alteração específica em corrente e tensão, como mostrado na figura 24a. Com nenhum sinal variável aplicado, o ponto de operação seria o ponto Q que aparece nessa figura, determinado pelos níveis CC aplicados. A designação de ponto Q deriva da palavra quiescente, que significa “estacionário ou invariável”. Uma linha reta traçada tangente à curva por meio do ponto Q, como mostrado na figura 24b, definirá uma mudança específica em tensão e corrente que pode ser usada para determinar a resistência CA ou dinâmica para essa região da curva característica do diodo. Junção PN – Diodo Semicondutor Resistência CA ou Dinâmica rd = ∆Vd/∆Id Eq.9 (a) (b) Fig. 24 (a) Definição da Resistência CA - (b) Determinação da Resistência CA Junção PN – Diodo Semicondutor Sabendo que a derivada de uma função em um ponto é igual à inclinação da linha tangente traçada nesse ponto, temos d ID = d [IS(eVD/η.VT – 1) Eq.10 d VD d VD Na polarização direta, como Is é muito pequeno, a equação 10 é escrita: d (ID) = d [IS(eVD/η.VT ) Eq.11 d VD d VD Junção PN – Diodo Semicondutor Derivando a equação 11 temos: d ID = IS(eVD/η.VT ) Eq.12 d VD ηVT Simplificando a equação 12, temos:d ID = ID Eq. 13 d VD ηVT Invertendo a equação 13, temos uma equação simplificada para cálculo da resistência dinâmica, porém só é válida para valores de ID acima do “joelho” da curva: d VD = ηVT = rd Eq. 14 d ID ID Junção PN – Diodo Semicondutor Nas equações anteriores as resistências consideradas foram apenas as decorrentes da junção pn. Mas existem outras que também devem ser consideradas: o Resistência do corpo do material (material semicondutor); o Resistência de contato (conexão do condutor metálico com o material semicondutor) As resistências anteriores podem ser incluídas na equação 14 com a designação rB rd = ηVT + rB Eq. 15 ID Junção PN – Diodo Semicondutor Para a curva característica da figura abaixo: a) Determine a resistência CA em ID = 2 mA. b) Determine a resistência CA em ID = 25 mA. c) Compare os resultados das partes (a) e (b) para as resistências CC em cada nível de corrente. Junção PN – Diodo Semicondutor Resistência CA Média É a resistência determinada por uma linha reta traçada entre duas interseções estabelecidas pelos valores máximo e mínimo da tensão de entrada, conforme exemplo da figura 25. Fig. 25 – Determinação gráfica da Resistência CA Média rav = ∆Vd/∆Id pt. a pt Eq. 16 Junção PN – Diodo Semicondutor Teste de Diodo com Multímetro Fig. 26 – Teste de Diodo com multímetro se nas duas medidas o display não indicar coisa alguma o diodo está aberto; se nas duas medidas aparecerem números no display, provavelmente o diodo está com fuga. O valor que aparece no display depende do dispositivo e do aparelho de medição ++ __ Junção PN – Diodo Semicondutor Reta de Carga A curva característica do Diodo é não linear, isso torna complexo determinar por meio de equações o valor da corrente e tensão sobre o Diodo e resistor. Para resolver este problema, é utilizado um método denominado Reta de Carga, com ele é possível determinar o valor exato da corrente e da tensão sobre o diodo. Exemplo: Dado o circuito e as características elétricas do diodo, encontre seu ponto de operação. 𝑉𝑓 = 𝐼𝐷. 𝑅 − VD 2 = 𝐼𝐷. 100 − VD p/ ID = 0 → 2 = 0.100 – VD→ VDCORTE = 2V p/ VD = 0 → 2 = ID.100 - 0 → IDSATURAÇÃO = 20mA O ponto de operação do diodo no exemplo é IQ = 12mA e VDQ = 0,76V Vf =2V R =100Ω VD ID Junção PN – Diodo Semicondutor Exercícios: 1.1) O que é um diodo? 1.2) Quais as características de um diodo ideal? 1.3) Como é constituído um diodo semicondutor? 1.4) O que é a região de depleção? Explique seu processo de formação. 1.5) O que é e a que se deve a tensão de barreira? 1.6) Como polarizar uma junção pn diretamente? 1.7) Fisicamente, explique o que ocorre com uma junção pn reversamente polarizada (refira os portadores majoritários e minoritários de cada região semicondutora e a região de depleção). Junção PN – Diodo Semicondutor 1.8) Explique o processo de estabelecimento de corrente numa junção pn diretamente polarizada (refira os portadores majoritários e minoritários de cada região semicondutora e a região de depleção). 1.9) O que é a ruptura reversa de um diodo? Que mecanismos podem originá-la? 1.10) Explique como se dá a ruptura por efeito avalanche. 1.11) Explique como se dá a ruptura por efeito zener. 1.12) Esboce a curva característica típica de um diodo de silício identificando suas 3 regiões de operação. 1.13) Quais as vantagens de um diodo de silício em comparação a um de germânio? E as desvantagens? 1.14) Qual a relação da tensão de limiar, tensão zener, e corrente reversa com a temperatura? 1.15) Quais as capacitâncias encontradas numa junção pn? Explique resumidamente a origem de cada uma delas. Junção PN – Diodo Semicondutor Exercícios Junção PN – Diodo Semicondutor Junção PN – Diodo Semicondutor Junção PN – Diodo Semicondutor Conversão de CA em CC – Circuitos Retificadores Fig. 27 - Fonte: http://professorpetry.com.br/Ensino/Repositorio/Docencia_CEFET/Retificadores/2007_2/Aula_40.pdf TRANSFORMADOR O Transformador ou TRAFO é um dispositivo, que, dentre uma de suas funções, é utilizado para aumentar a amplitude (transformador elevador) ou reduzir a amplitude (transformador abaixador) de um determinado nível de Tensão CA. Possui dois enrolamentos (pode ter mais de dois enrolamentos): um para entrada da Tensão CA (Vp), cuja amplitude se deseja alterar, denominado PRIMÁRIO; e outro para saída da Tensão CA (Vs), cuja amplitude foi alterada, denominado SECUNDÁRIO; ambos utilizando o mesmo núcleo, que pode ser de material ferromagnético ou de ar. Fig. 28 – Transformador – Fonte: http://professorpetry.com.br/Ensino/Repositorio/Docencia_CEFET/Retificadores/2007_2/Aula_40.pdf Secundário Primário Núcleo TRANSFORMADOR O princípio de funcionamento do TRAFO é baseado no fenômeno da indução eletromagnética. A tensão variável aplicada no enrolamento primário origina neste uma corrente (ip), que por sua vez, cria um fluxo magnético (Φm) variável, que por meio do núcleo alcança o enrolamento secundário. No secundário ocorre o processo inverso, ou seja, o fluxo magnético (Φm) variável induz uma corrente variável (Is). Conforme é observado na figura 28. TRANSFORMADOR Em um transformador ideal, Φm1 = Φm2 , não há dispersão de fluxo, e os enrolamentos possuem uma quantidade predeterminada de espiras, portanto, neste caso, a tensão de saída pode ser determinada segundo a relação abaixo: Ep = Np = α Eq. 17 Es Ns Se α < 1 Transformador Elevador Se α > 1 Transformador Abaixador Um TRAFO ideal deve transferir toda a potência do primário para o secundário, daí temos: Pp = Ps Vp.Ip = Vs.Is Vp = Is = Np Eq. 18 Vs Ip Ns OBS.: Na prática, no TRAFO real Pp > Ps TRANSFORMADOR Tipos de Transformador a) Primário e secundário com enrolamentos simples b) Primário com enrolamento duplo e secundário com derivação central c) Primário com derivação central e secundário simples d) Primário com enrolamento simples e secundário com múltiplos enrolamentos Fig. 29 – Alguns Tipos de Enrolamentos – Fonte: http://www.vargasp.com/download/livros/Trafo.pdf CIRCUITOS RETIFICADORES CIRCUITOS RETIFICADORES DE MEIA ONDA Sinal pulsado – Retificado de Meia Onda Tensão CA - VAB Diodo VAB VP -VP VRL VRLp VD -VP Fig.30 –Circuito Retificador de Meia Onda – Fonte: http://ivairsouza.com/circuitos_retificadores.html Vrede f CIRCUITOS RETIFICADORES Formas de Onda em um Circuito Retificador de Meia Onda utilizando o Modelo Simplificado do Diodo 0 π 2π 3π ωt ωt vAB VABp -VABp vRL VRLp vD VD -VABp ωt ângulo de início de condução do diodo Fig. 31 – Formas de Onda sincronizadas de um Circuito Retificador de Meia Onda – (a) na fonte (b) na carga e (c) diodo (a) (b) (c) 𝑉𝑅𝐿𝑝 = 𝑉𝐴𝐵𝑝 − 𝑉𝐷 (𝑉) CIRCUITOS RETIFICADORES CIRCUITOS RETIFICADORES DE ONDA COMPLETA: COM DOIS DIODOS – utiliza TRAFO com derivação central No semiciclo positivo: D1 está diretamente polarizado, portanto está conduzindo; D2 está reversamente polarizado, então está cortado Na carga RL passará corrente devido o diodo D1. No semiciclo negativo: D2 está diretamente polarizado, portanto está conduzindo; D1 está reversamente polarizado, então está cortado Na carga RL passará corrente devido o diodo D2. Nos dois semiciclos passará corrente na carga, e sempre no mesmo sentido, portanto a tensão sobre a Carga terá o mesmo sentido, estando retificada em Onda Completa (figura 32). Fig.32 –Circuito Retificador de Onda Completa com Dois Diodos – Fonte: http://ivairsouza.com/circuitos_retificadores.html Vrede f CIRCUITOSRETIFICADORES Formas de Onda sincronizadas no secundário do TRAFO nos diodos e na carga RL – considerando diodos ideais Fig. 33 – Formas de Onda da Tensão sincronizadas de um Circuito Retificador de Onda Completa – (a) no secundário do TRAFO (VAB) (b) no diodo D2 (c) no diodo D1 e (d) na carga VAC Vp -Vp VD2 VD1 VRL -2Vp -2Vp Vp (a) (b) (c) (d) CIRCUITOS RETIFICADORES Formas de Onda do Circuito Retificador de Onda Completa da figura 32 utilizando o Modelo Simplificado do Diodo 0 π 2π 3π ωt ωt vAC VACp -VACp vRL VRLp vD1 VD -2.VACp ωt ângulo de início de condução do diodo Fig. 34 – Formas de Onda sincronizadas do Circuito Retificador de Onda Completa da figura 32 – (a) no secundário do TRAFO (b) na carga e (c) no diodo D1 e (d) no diodo D2 (a) (b) (c) 𝑉𝑅𝐿𝑝 = 𝑉𝐴𝐶𝑝 − 𝑉𝐷 (𝑉) -2.VACp VD (d) ωt vD2 CIRCUITOS RETIFICADORES COM PONTE RETIFICADORA No semiciclo positivo: D1 e D3 conduzem permitindo passagem de corrente pela carga; D2 e D4 estão cortados. No semiciclo negativo: D2 e D4 conduzem permitindo passagem de corrente pela carga; D1 e D3 estão cortados. Nos dois semiciclos passará corrente na carga, e sempre no mesmo sentido, portanto a tensão sobre a Carga terá o mesmo sentido, estando retificada em Onda Completa (figura 35). Fig.35 –Circuito Retificador de Onda Completa com Ponte Retificadora – Fonte: http://ivairsouza.com/circuitos_retificadores.html Vrede f CIRCUITOS RETIFICADORES Formas de Onda do Circuito Retificador de Onda Completa da figura 35 utilizando o Modelo Simplificado do Diodo 0 π 2π 3π ωt ωt vAB VABp -VABp vRL VRLp vD1,D3 VD -VABp ωt ângulo de início de condução do diodo Fig. 36 – Formas de Onda sincronizadas do Circuito Retificador de Onda Completa da figura 32 – (a) no secundário do TRAFO (b) na carga e (c) nos diodo D1,D3 e (d) nos diodos D2,D4 (a) (b) (c) 𝑉𝑅𝐿𝑝 = (𝑉𝐴𝐵𝑝) − 2. 𝑉𝐷 (𝑉) -VABp VD (d) ωt vD2,D4 CIRCUITOS RETIFICADORES Onda Senoidal Tensão Média: 𝑉𝑚 = 0 (𝑉) Tensão Eficaz: 𝑉𝑒𝑓 = 𝑉𝑝/ 2 (V) Retificada de Meia Onda Tensão Média: 𝑉𝑚 = 𝑉𝑝/𝜋 (V) Valor Eficaz: 𝑉𝑒𝑓 = 𝑉𝑝/2 (V) Retificada de Onda Completa Tensão Média: 𝑉𝑚 = 2. (𝑉𝑝/π ) (V) Valor Eficaz: 𝑉𝑒𝑓 = 𝑉𝑝/ 2 (V) A corrente média na carga é calculada por: ILm = VLm/RL Tensão Eficaz ou Vrms (root mean square) Valor Médio e Valor Eficaz foi assunto tratado em sala de aula na lousa CIRCUITOS RETIFICADORES Circuito Retificador de Meia Onda com Filtro Capacitivo Vrpp – Tensão de ripple pico a pico – tensão de ondulação C Vs Vrede f VRL 0 π 2π 3π 4π 5π ωt vRL(V) Vp Vrpp Diodo CIRCUITOS RETIFICADORES Tensão e Corrente Médias na Carga com Filtragem Capacitiva: VLmf = Vp – Vrpp/2 ILmf = VLmf/RL T CIRCUITOS RETIFICADORES Como calcular Vrpp: Q = C * V, onde C = capacitâcia em Farads, Q = carga em C, V = tensão em V Q = I * T, onde I = corrente em A, Q = carga em C, T = tempo em s f = 1 /T, f = frequência em Hz, T = período em s Portanto, I * T = C * V ou C = (I * T) /V Considerando a variação da tensão e tempo, temos: C = I * ΔT/ΔV Lembrando que T = 1/f, então C = I/(ΔV * f) Neste caso, ΔV é a tensão de ripple de pico a pico, f sua frequência e I a corrente média na carga, então temos: C = (VLmf/RL)/(Vrpp * f) Vrpp = 1 VLmf f.RL.C CIRCUITOS RETIFICADORES Corrente de Surto (Is) do Circuito Retificador de Meia Onda No estado inicial, para o secundário do TRAFO o capacitor comporta-se como um curto-circuito, pois está descarregado. Nesta condição, a resistência considerada no circuito é a resistência de surto (rs), que é a resultante da resistência do enrolamento secundário do TRAFO (r2)e a resistência direta do diodo (rF). Devido à resistência rs, aparece uma corrente instantânea denominada corrente de surto (Is). Especificações que devem ser observadas Corrente Direta: IFAV > ILmf e IFSM > ISmax Tensão Reversa: VRRM > 2.Vsp e VRMS > Vsp Vsp r2 rF Ismax Ismax = Vsp/rs rs = r2 +rF C CIRCUITOS RETIFICADORES Circuito Retificador de Onda Completa com filtro capacitivo C C IL VRL CIRCUITOS RETIFICADORES Vrpp = 1 VLmf 2.f.RL.C ωt vRL(V) Vp Vrpp 0 π 2π 3π 4π T/2 VLmf CIRCUITOS RETIFICADORES Corrente de Surto (Is) do Circuito Retificador de Onda Completa com Derivação Central No estado inicial, para o secundário do TRAFO o capacitor comporta-se como um curto-circuito, pois está descarregado. Nesta condição, a resistência considerada no circuito é a resistência de surto (rs), que é a resultante da metade da resistência do enrolamento secundário do TRAFO (r2/2)e a resistência direta do diodo (rF). Devido à resistência rs, aparece uma corrente instantânea denominada corrente de surto (Is). Especificações que devem ser observadas Corrente Direta: IFAV > Ilmf/2 e IFSM > ISmax Tensão Reversa: VRRM > Vsp e VRMS > Vsp/2 Vsp/2 r2/2 rF Ismax 𝐼𝑠𝑚𝑎𝑥 = 𝑉𝑠𝑝 2. 𝑟𝑠 rs = r2/2 +rF C CIRCUITOS RETIFICADORES Corrente de Surto (Is) do Circuito Retificador de Onda Completa com Ponte Retificadora No estado inicial, para o secundário do TRAFO o capacitor comporta-se como um curto-circuito, pois está descarregado. Nesta condição, a resistência considerada no circuito é a resistência de surto (rs), que é a resultante da resistência do enrolamento secundário do TRAFO (r2)e duas vezes a resistência direta do diodo (2.rF). Devido à resistência rs, aparece uma corrente instantânea denominada corrente de surto (Is). Especificações que devem ser observadas Corrente Direta: IFAV > Ilmf e IFSM > ISmax Tensão Reversa: VRRM > 2Vsp e VRMS > Vsp Vsp r2 2.rF Ismax Ismax = Vsp/rs rs = r2 +2.rF C REFERÊNCIAS Boylestad, R.L. e Nashelsky, L. Dispositivos Eletrônicos e Teoria de Circuitos. Ed. Pearson. 11ª. Edição Markus, O. Sistemas Analógicos - Circuitos com Diodos e Transistores. Érica. 1ª. Edição http://professorpetry.com.br/Ensino/Repositorio/Docencia_CEFET/Retificado res/2007_2/Aula_40.pdf http://paginas.fe.up.pt/maquel/RH/Res_Hist-09.pdf http://www.cear.ufpb.br/~asergio/Eletrot%C3%A9cnica/Transformador/Texto %20de%20Transformador%20das%20aulas.pdf http://doradioamad.dominiotemporario.com/doc/transformadores_teori_pra tica_dicas.pdf http://www.vargasp.com/download/livros/Trafo.pdf http://ivairsouza.com/circuitos_retificadores.html http://www.feis.unesp.br/#!/departamentos/engenharia-eletrica/pesquisas- e-projetos/lepnovo/graduacao/curso-2002/capitulo-2/retificador- monofasico-de--onda-completa-com-ponto-medio/