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Hormônios final 2018.2 resumida

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Universidade Federal de Pernambuco
Centro de Ciências Biológicas
Departamento de Bioquímica
Aula Teórica: 
Hormônios
Disciplina: Bioquímica 04 - BQ004
Curso: Ciências Farmacêuticas
Profa. Dra. Maira Galdino da Rocha Pitta
Objetivos da aula de hormônios
✓ Visão geral de hormônios
✓ Sistema de cascata hormonal
✓ Síntese de hormônios polipeptídicos e hormônios derivados de 
aminoácidos
✓ Hormônios cíclicos 
✓ Receptores de hormônios de membrana
✓ Proteínas de sinalização hormonal e cascata hormonal intracelular
✓ Hormônios esteróides
Objetivos da Aula
✓ Visão geral de hormônios
✓ Sistema de cascata hormonal
✓ Síntese de hormônios polipeptídicos e hormônios derivados de 
aminoácidos
✓ Proteínas de sinalização hormonal
✓ Hormônios cíclicos
✓ Receptores de hormônios de membrana
✓ Cascata hormonal intracelular
✓ Hormônios esteróides 
Visão geral de hormônios
✓ Os hormônios possuem alto grau de especificidade estrutural: 
uma ligeira alteração na composição molecular de um hormônio 
pode trazer mudanças definitivas na sua atividade fisiológica
✓ Os hormônios são substâncias que influenciam o controle das 
diferentes funções metabólicas do organismo
✓ As funções dos hormônios são complexas e diversas. Entretanto, 
essas funções podem ser divididas em três categorias gerais:
- Função regulatória: manter a homeostasia (controle do metabolismo 
dos elétrolitos, água, carboidratos, lipídeos e proteínas), respostas 
as infecções, trauma e estresse fisiológico, regulação da reprodução 
(gametogênese, comportamento sexual, fertilização, nutrição do 
feto, parto e lactação) 
- Morfogênese: crescimento e desenvolvimento do organismo
- Função integrativa: os hormônio regulam uns aos outros
Visão geral de hormônios
Visão geral de hormônios
✓ Classificação dos hormônios:
- Hormônios peptídicos e protéicos
- Hormônios derivados do aminoácido tirosina: 
hormônios da tireóide e hormônios catecolaminas 
(epinefrina e norepinefrina)
- Hormônios esteróides
Visão geral de hormônios
Visão geral de hormônios
1
Receptores de 
superfície celular e 
transmitem seus 
sinais por segundo 
mensageiros que são 
gerados 
intracelularmente.
Segundos 
mensageiros: cAMP, 
proteína quinase A, 
inositol trifosfato, 
diacilglicerol, 
proteína quinase C e 
cGMP e proteína 
quinase G
Visão geral de hormônios
❖ Hormônios esteróides, que são 
derivados do colesterol e 
incluem:
-hormônios glucocorticóides
(cortisol)
- hormônios mineralocorticóides 
(aldosterona)
- hormônios sexuais 
(testosterona, estradiol e 
progesterona)
❖ Hormônios não-esteróidais: 
hormônios da tireóide, o 
metabólito ativo da vitamina D3 e 
ácido retinóico
Difundem-se livremente através 
da membrana plasmática e ligam-
se especificamente a seus 
RECEPTORES 
INTRACELULARES que 
funcionam como FATORES DE 
TRANSCRIÇÃO LIGANTE-
ATIVADOS (transativadores ou 
repressores)
Visão geral de hormônios
Visão geral de hormônios
Sistema endócrino
Visão geral de hormônios
✓ Classificação dos hormônios:
- Hormônios peptídicos e protéicos
- Hormônios derivados do aminoácido: hormônios 
da tireóide e hormônios catecolaminas (epinefrina 
e norepinefrina)
- Hormônios esteróides
Visão geral de hormônios
✓ Classificação dos hormônios:
- Hormônios peptídicos e protéicos
- Hormônios derivados do aminoácido tirosina: 
hormônios da tireóide e hormônios catecolaminas 
(epinefrina e norepinefrina)
- Hormônios esteróides
Hormônios peptídeos e protéicos
✓ São solúveis em água, circulando livremente no plasma
✓ Tempo de meia vida varia de 10 a 30 minutos
Hipotálamo
Hormônios peptídeos e protéicos
Glándula pituitaria
Hormônios da hipófise 
anterior ou 
adenohipófise
Hormônios da 
hipófise posterior ou 
neurohipófise
-Hormônio do crescimento – GH
-Hormônio adrenocorticotrófico – ACTH
-Hormônio estimulante da tireóide – TSH
-Hormônio folículo estimulante – FSH
-Hormônio luteinizante – LH
-Prolactina
-Hormônio antidiurético – ADH ou vasopressina
-Ocitocina
Hormônios peptídeos e protéicos
✓ Hormônios da hipófise anterior ou adenohipófise
-Hormônio do crescimento – GH
-Hormônio adrenocorticotrófico – ACTH
-Hormônio estimulante da tireóide – TSH
-Hormônio folículo estimulante – FSH
-Hormônio luteinizante – LH
-Prolactina
✓ Hormônios da hipófise posterior ou neurohipófise
-Hormônio antidiurético – ADH ou vasopressina
-Ocitocina
✓ Outros hormônios
-Insulina
-Glucagon
-Paratormônio (PTH)
Hormônios peptídeos e protéicos
Hormônios de proteínas ou peptídeos: Hormônios da adenohipófise
Hipotálamo
Libera o Fator de leberação de corticotrofina (CRF)
Atua na hipófise anterior ou adenohipófise
Libera ACTH
Liberação de hormônios mineralocorticoides e 
glicocorticoides pelo córtex adrenal
Hormônio adrenocorticotrófico ou corticitrofina - ACTH
Fead beak -
Fead beak -
Estimula o crescimento do córtex supra-renal, a produção e secreção de 
hormônios esteróides (cortisol).
Hormônios peptídeos e protéicos: Hormônios da adenohipófise
Hormônio adrenocorticotrófico ou corticitrofina - ACTH
– Elevado: Comprometimento da hipófise e da supra-renal, hipoglicemia, 
síndrome de Cushing, etc.
– Diminuído: Doença de Addison ou hipoaldosteronismo ou insuficiência 
adrenal crônica ou, etc.
➢Fadiga crônica com piora progressiva 
➢Fraqueza muscular 
➢Perda de apetite 
➢Perda de peso 
➢Náusea e vômitos
➢Diarréia
➢Hipotensão que piora ao se levantar (hipotensão ortostática) 
➢Áreas de hiperpigmentação (pele escurecida), conhecido como melasma suprarrenal
➢Irritabilidade
➢Depressão
➢Vontade de ingerir sal e alimentos salgados 
➢Hipoglicemia (mais severa em crianças) 
➢Nas mulheres, o ciclo menstrual torna-se irregular ou ausente 
Estimula o desenvolvimento dos folículos ovarianos 
antes da ovulação e estimula a espermatogênese.
–Elevado: hiperpituitarismo (síndrome caracterizada pela 
produção aumentada de algum dos hormônios produzidos 
pela glândula pituitária), puberdade, menopausa etc.
–Diminuído: Hipofisectomia (remoção cirúrgica ou 
destruição da hipófise ou glândula pituitária), 
anticoncepcionais, disfuncão hipotalâmica, 
hipopituitarismo, síndrome do ovário policístico, anorexia 
nervosa, etc.
Hormônios peptídeos e protéicos: Hormônios da adenohipófise
Hormônio folículo estimulante - FSH
Desempenha um papel importante na ovulação, 
também causa secreção de estrogênios e 
progesterona pelos ovários e de testosterona pelos 
testículos.
– Elevado: hiperpituitarismo (síndrome caracterizada pela 
produção aumentada de algum dos hormônios produzidos 
pela glândula pituitária), menopausa prematura, síndrome do 
ovário policístico, etc.
– Diminuído: Anorexia nervosa, comprometimento da hipófise 
ou hipotálamo, etc.
Hormônios peptídeos e protéicos: Hormônios da adenohipófise
Hormônio luteinizante - LH
Estimula o desenvolvimento das glândulas mamárias e 
a síntese do leite.
–Elevado: gravidez, amamentação, exercício, sono, 
comprometimento da hipófise, etc.
–Diminuído: comprometimento da hipófise.
Hormônios peptídeos e protéicos: Hormônios da adenohipófise
Prolactina
Acelera a síntese protéica, proliferação 
de células, aumenta o catabolismo de 
ácidos graxos e diminui o catabolismo 
da glicose.
– Aumentado: gigantismo, sono, 
exercício, lactentes, 
hiperpituitarismo.
– Diminuído: degeneração 
hipotalâmica, hiperglicemia, 
nanismo, lesão da hipófise. 
Hormônios peptídeos e protéicos: Hormônios da adenohipófise
Hormônio do crescimento - GH
Hormônio do crescimento - GH
Hormônio estimulante da tireóide – TSH
Hormônios peptídeos e protéicos: Hormônios da adenohipófise
Estimula aprodução e liberação de T3 e T4, a captação de iodo 
pela tireóide e o aumento do metabolismo corporal.
– Aumentado: Hipertireoidismo, adenoma hipofisário, pós-
tireoidectomia, anticorpos anti-TSH, etc.
– Diminuído: Hipotireoidismo hipotalâmico ou hipofisário, 
tumor hipofisário, hipertireoidismo, tratamento de 
hipotireoidismo, etc.
Hormônio estimulante da tireóide – TSH
Hormônios peptídeos e protéicos: Hormônios da adenohipófise
Hormônios peptídeos e protéicos: Hormônios da neurohipófise
Hormônio 
antidiurético – ADH 
ou vasopressina
Promove a rentenção de água pelos rins, aumentando o conteúdo de 
água do organismo. Também em altas concentrações causa 
constrição dos vasos sangüíneos e eleva a pressão arterial
– Aumentado: Insuficiência cardíaca, lesões nos rins, etc.
– Diminuído: Diabetes insipidus (doença caracterizada pela sede 
pronunciada e pela excreção de grandes quantidades de urina 
muito diluída), etc. 
Hormônios peptídeos e protéicos: Hormônios da neurohipófise
Ocitocina
Contrai o útero durante o parto e as células mioepiteliais dos ductos 
mamários, estimulando a ejeção de leite
Glándula pituitaria
Hormônio adrenocorticotrófico – ACTH
Hormônio estimulante de tireóide – TSH
Hormônio folículo estimulante – FSH
Hormônio luteinizante – LH
Hormônio antidiurético – ADH
Hormônios peptídeos e protéicos: Ilhotas de Languerhans no Pâncreas
Insulina
Aumenta a captação de glicose pelas células, 
inibi a gliconeogênese e a glicogenólise, aumenta 
a captação de aminoácidos e síntese protéica.
- Aumenta: hipoglicemia reativa (após 
injestão de carboidratos), hiperplasia de 
células beta, etc.
- Diminui: Diabetes melitus.
Aumenta a gliconeogênese e a glicogenólise no fígado, 
aumenta a lipólise no tecido adiposo.
- Aumenta:hiperglicemia.
- Diminui: hipoglicemia.
Glucagon
Hormônios de proteínas ou peptídeos: Paratireóide
Função: eleva os níveis de cálcio no sangue.
– Aumenta: hiperparatireoidismo primário e secundário 
(insuficiência renal, pseudo-hipoparatireoidismo)
– Diminui: hipoparatireoidismo
Paratormônio (PTH)
Visão geral de hormônios
✓ Classificação dos hormônios:
- Hormônios peptídicos e protéicos
- Hormônios derivados do aminoácido: hormônios 
da tireóide e hormônios catecolaminas (epinefrina
e norepinefrina)
- Hormônios esteróides
Hormônios derivados do amino-ácido tirosina
Dois grupos de hormônios são derivados do 
amino-ácido tirosina:
✓ Tireoidianos: tiroxina ou tetraiodotironina 
(T4) e triiodotironina (T3)
✓ Os hormônios da medula adrenal 
(catecolaminas)
Hormônios derivados do amino-ácido tirosina
Tireóide
– T3 (Triiodotironina) e T4 (tiroxina): aumentam as 
velocidades das reações químicas em quase todas as células 
do corpo, aumentando o nível geral do metabolismo corporal -
aceleração do metabolismo da glicose, aumento da 
mobilização de ácidos graxos e catabolismo do colesterol.
Distribuição dos hormônios tireoidianos
• T3
– 0,3% livre (ativa)
– 99,7% complexado a TBG (globulina ligadora de tiroxina)
• T4
– 0,05% livre (ativa)
– 99,95% complexado a TBG, albumina e pré-albumina.
Hormônios derivados do amino-ácido tirosina
Tireóide
–Aumento: hipertireoidismo, gravidez, psicose 
aguda, etc.
–Diminuição: hepatopatia, deficiência de iodo, 
hipotireoidismo,etc.
Hormônios derivados do amino-ácido tirosina
Tireóide
Hormônios derivados do aminoácido tirosina
Tireóide
TSH = hormônio estimulante da tireóide 
Hormônios derivados do aminoácido tirosina
Tireóide
Calcitonina: promove deposição 
de cálcio nos ossos e, portanto 
diminui a concentração de cálcio 
no líquido extracelular.
– Aumenta: insuficiência renal, 
tumores no pâncreas, hipercalcemia, 
etc.
– Diminui: idade, menopausa e após 
exercício.
Medula supra-renal
Hormônios derivados do aminoácido tirosina
✓Adrenalina (epinefrina) e 
noradrenalina: funcionam 
em conjunto com o sistema 
nervoso simpático.
Noradrenalina 
e AdrenalinaAcetilcolina
Visão geral de hormônios
✓ Classificação dos hormônios:
- Hormônios peptídicos e protéicos
- Hormônios derivados do aminoácido tirosina: 
hormônios da tireóide e hormônios catecolaminas 
(epinefrina e norepinefrina)
- Hormônios esteróides
Hormônios esteróides
Visão geral de hormônios
✓ São hidrofóbicos, circulando no plasma ligados reversivelmente a 
proteínas carreadoras
✓ A meia-vida desses hormônios varia de 30 a 100 minutos
Hormônios esteróides
Possuem estrutura química baseada 
no núcleo esteróide de colesterol. 
Podem ser secretados por:
✓ Córtex da supra renal: cortisol e 
aldosterona
✓ Ovários: estrogênios e progesterona
✓ Testículos: testosterona
✓ Placenta: estrogênios e progesterona
✓ Pele, fígado e rins: vitamina D
Visão geral de hormônios
Córtex da supra renal
Aldosterona
Hormônios esteróides 
Glomerulo Arteriola Aferente
Arteriola eferente
Urina
1) Filtração glomerular: passagem de substâncias do sangue para a urina
2) Túbulo proximal: secreção de algumas substâncias (eletrolitos fracos) 
da urina para o sangue
3) Túbulo distal: reabsorção de substâncias lipossoluveis passivamente 
4) Excreção: urina
1
2
3
Nefron
Excreção
4
Aldosterona: atua a 
nível do túbulo 
distal do néfron, 
promovendo a 
absorção de Na e a 
excreção de K
aumenta a reabsorção de sódio nos 
túbulos renais.
Aumenta: hiperaldosteronismo 
primário, uso de diuréticos, etc.
Diminui: hipoaldosteronismo 
primário, etc.
Angiotensinogênio → Angiotensina I → Angiotensina II → ↑ da secreção de 
aldosterona pelo córtex da supra-renal (zona glomerulosa) → ↑ a reabsorção de de Na+ e 
H2O (retenção) → ↑ RVP (resistência vascular perifárica) → ↑ PA
Sistema renina-angiotensina: regulação da secreção de aldosterona
Córtex da supra renal
Hormônios esteróides 
Renina
✓ Secreção regulada pelo CRH/ACTH 
(eixo hipotálamo-hipófise- adrenal):
Cótex da supra renal
Cortisol
Hormônios esteróides 
Hipotálamo → libera CRH (fator de 
liberação de corticotrofina) → Hipófise 
anterior (adenohipófise) → libera ACTH 
(hormônio adrenocorticotrófico ou 
corticotrofina) → atua no córtex supra-
renal → liberação de hormônios 
mineralocorticoides e glicocorticóide 
(Ex: cortisol)
Hormônios esteróides 
Ovários
Progesterona: prepara o útero para implantação, diminui a 
motilidade do útero e estimula o desenvolvimento das células 
secretoras de leite.
– Aumenta: gravidez, tumor ovariano, etc.
– Diminui: ameaça de aborto, insuficiência ovariana e placentária, 
etc. 
Hormônios esteróides 
Ovários
Estrogênios: responsáveis pelos caracteres sexuais femininos, 
recuperação do endométrio após a menstruação, aumentam a 
motilidade do útero, estimulam a formação dos ductos das 
glândulas mamárias.
– Aumenta: puberdade, síndrome de Klinefelter (pessoa do 
sexo masculino que têm um cromossomo X adicional), tumor 
ovariano,etc.
– Diminui: infertilidade, menopausa, hipopituitarismo, etc.
Hormônios esteróides
Testículos
Testosterona: responsável pelos caracteres sexuais 
masculinos, aumenta o anabolismo de proteínas, aumenta 
a formação de eritrócitos.
– Aumenta: Tumor testicular
– Diminui: ginecomastia (aumento dos peitos), 
Síndrome de Klinefelter (pessoa do sexo masculino 
que têm um cromossomo X adicional), etc.
Objetivos da Aula
✓ Visão geral de hormônios
✓ Sistema de cascata hormonal
✓ Síntese de hormônios polipeptídicos e hormônios derivados de 
aminoácidos
✓ Proteínas de sinalização hormonal
✓ Hormônios cíclicos 
✓ Receptores de hormônios de membrana
✓ Cascata hormonal intracelular
✓ Hormônios esteróides 
Objetivos da Aula
✓ Visão geral de hormônios✓ Sistema de cascata hormonal
✓ Síntese de hormônios polipeptídicos e hormônios derivados de 
aminoácidos
✓ Proteínas de sinalização hormonal
✓ Hormônios cíclicos
✓ Receptores de hormônios de membrana
✓ Cascata hormonal intracelular
✓ Hormônios esteróides 
Sistema de cascata hormonal
✓ Hormônios endócrinos: representam 
uma classe de hormônios que são 
sintetizados em um tecido, ou 
‘‘glândula’’, e viajam pela circulação 
geral para atingir células alvos 
distantes que expressam receptores 
cognatos.
✓ Hormônios parácrinos: são 
secretados por uma célula e depois 
viajam um distância relativamente 
pequena para interagir com seus 
receptores cognatos em uma célula 
vizinha
✓ Hormônios autócrinos: são 
produzidos pela mesma célula que, 
subseqüentemente, funciona como 
alvo para aquele hormônio
Os hormônios endócrinos 
são frequentemente mais 
estáveis do que os 
hormônios autócrinos, que 
exercem seus efeitos em 
distâncias muito curtas.
Sistema de cascata hormonal
Organização do sistema endócrino e a hierarquia hormonal.
❖ Sistema de cascata amplifica sinais específicos
Sistema de cascata hormonal Um estímulo pode se originar no 
meio externo ou dentro do 
organismo, e pode ser 
transmitido como potenciais de 
ação, sinais químicos, ou ambos.
Em muitos casos, tais sinais são 
enviados ao sistema límbico e, 
subseqüentemente, ao 
hipotálamo, à pituitária e a 
glândula alvo que secreta o 
hormônio final.
Isso pode ser uma verdadeira 
CASCATA, no sentido de que 
quantidades crescentes do 
hormônios são geradas em níveis 
sucessivos e no sentido de que as 
meias-vidas de hormônios 
transportados pelo sangue 
tendem a ficar progressivamente 
mais longas na descida da 
cascata
Exemplo de sistema de cascata hormonal: hormônios da pituitária anterior
Estresse ambiental: mudança de 
temperatura, barulho, trauma...
Liberação em ng do hormônio 
liberador de corticotropina (CRH), 
que tem um t1/2 na corrente 
sanguínea de alguns minutos
O CRH viaja para a pituitária 
anterior, onde se liga ao seu receptor 
e inicia eventos intracelulares que 
resultam em liberação de hormônio 
adrenocorticotrópico (ACTH). 
Liberado em pg e tem o t1/2 maior que 
o CRH
O ACTH circula até se ligar a seus 
receptores cognatos expressos nas 
células do córtex adrenal. O que 
estimula a síntese e liberação do 
esteróide cortisol. O cortisol, 
retroalimenta negativamente as 
células da pituitária anterior e do 
hipotálamo
Exemplo de sistema de cascata hormonal: hormônios da pituitária anterior
Setas longas recobertas por círculos 
abertos ou fechados indicam vias de 
retroalimentação negativa:
-Alças de retroalimentação ultra-curtas
-Alças de retroalimentação curtas
- Alças de retroalimentação longas
Resumo dos Hormônios Liberadores
Resumo dos Hormônios Liberadores
Exemplo de sistema de cascata hormonal: hormônios da pituitária posterior
✓O sistema da pituitária 
posterior se ramifica para a 
direita, a partir do 
hipotálamo. 
✓ Ocitocina e vasopressina 
são sintetizados em corpos 
celulares separados de 
neurônios hipotalâmicos. 
Síntese de vasopressina 
ocorre principalmente no 
núcleo supra-óptico, e 
síntese de ocitocina ocorre 
principalmente no núcleo para 
ventricular. 
Relação anatômica entre hipotálamo e glândula pituitária
Relação anatômica entre hipotálamo e glândula pituitária
Objetivos da Aula
✓ Visão geral de hormônios
✓ Sistema de cascata hormonal
✓ Síntese de hormônios polipeptídicos e hormônios derivados de 
aminoácidos
✓ Proteínas de sinalização hormonal
✓ Hormônios cíclicos
✓ Receptores de hormônios de membrana
✓ Cascata hormonal intracelular
✓ Hormônios esteróides 
Hormônios polipeptídicos: codificação gênica
Em alguns casos, mais de um hormônio é codificado em um gene.
❖ Pró-opiomelanocortina gera 8 hormônios a partir de um único produto 
gênico: ACTH, β-lipotropina, γ-lipotropina, γ-MSH, CLIP, α-MSH, β-
endorfina, β-MSH e encefalinas.
Nem todos estes produtos são expressos simultaneamente em um único tipo celular, mas são 
produzidos em células separadas com base em seu conteúdo de proteases específicas 
necessárias, controles metabólicos específicos e a presença de reguladores.
Hormônios polipeptídicos: codificação gênica
Em alguns casos, mais de um hormônio é codificado em um gene.
❖ Pré-pró-vasopressina: codifica a vasopressina e a neurofisina II, são co-liberados 
em respostas ao estímulo de barorreceptores e osmorreceptores, que sentem uma 
queda de pressão sangüínea ou uma elevação na concentração extracelular de íon 
sódio, respectivamente.
❖ Pré-pró-ocitocina: codifica a ocitocina e neurofisina I, são co-liberados em 
resposta à sucção em fêmeas lactantes
Hormônios derivados de aminoácidos:
Hormônios da tireóide e hormônios catecolaminas 
(epinefrina e norepinefrina)
- Secretados pelas células 
cromafins da medula supra-
renal a partir de 
fenilalanina/tirosina
Hormônios derivados de 
aminoácidos
Adrenalina ou 
epinefrina Noradrenalina
❖ Hormônios catecolaminas 
Hormônios derivados de aminoácidos
❖ Hormônios catecolaminas 
✓ Relação das células 
cromafins da medula 
adrenal com inervação 
por neurônios pré-
ganglionares e 
elementos estruturais 
envolvidos na síntese 
de epinetrina e 
descarga de 
catecolaminas em 
resposta a acetilcolina
Hormônios derivados de aminoácidos
❖ Hormônios catecolaminas 
PNMT = feniletanolamina N-
metiltransferase, enzima que 
converte norepinefrina em 
epinefrina
Epinefrina interage com 
receptores α de hepatócitos para 
aumentar os níveis de glicose 
sangüínea e interage com 
receptores α de células de 
músculo liso vascular para causar 
vasoconstricção e aumentar a 
pressão sangüínea
Cálcio entra nas células, causando a fusão de 
membranas glanulares e plasmáticas e 
exocitose dos conteúdos
❖ Hormônios da tiréoide
Esquema da 
biossíntese e da 
secreção do hormônio 
da tireóide, 
tetraiodo-L-tironina 
(T4), ou tiroxina, e 
seu metabólito ativo, 
triiodo-L-tironina 
(T3)
✓ MIT, DIT, T3 e T4
são produzidas na 
molécula de 
tireoglobulina 
(glicoproteína grande 
que é armazenada no 
lúmem dos folículos 
da tireóide)
1. Oxidação de iodeto
2. Iodinação de 
resíduos de tirosina
3. Acoplamento de 
DIT com DIT
3. Acoplamento de 
DIT com MIT
Hormônios derivados de 
aminoácidos
Hormônios da tireóide
Hormônios derivados de aminoácidos
Mecanismos 
celulares para a 
liberação de T3
e T4 na 
corrente 
sanguínea
1- Endocitose da 
tireoglobulina (TG)
2- Proteólise da TG 
dentro da célula epitelial 
folicular
3- Liberação das DIT e 
MIT
4- DIT e MIT são 
deiodinadas e os íons 
iodeto liberados são 
reciclados e reutilizados 
para a síntese de 
hormônio da tireóide
5- DIT e MIT 
transforma-se em T3 e T4
1
2
3
4
5
Hormônios derivados de aminoácidos
Inativação e degradação de hormônios derivados de aminoácidos
✓ A maioria dos hormônios peptídicos são 
degradados a aminoácidos por proteases, 
onde há quebra do anel glutamato cíclico ou 
clivagem da amida C-terminal.
Hormônios derivados 
de aminoácidos
Inativação e degradação 
de hormônios derivados de 
aminoácidos
✓ Alguns hormônios contêm 
pontes dissulfeto cistina e 
estes podem ser 
degradados por cistina 
aminopeptidase e 
glutationa tranidrogenase
Ex: Ocitocina
Objetivos da Aula
✓ Visão geral de hormônios
✓ Sistema de cascata hormonal
✓ Síntese de hormônios polipeptídicos e hormônios derivados de 
aminoácidos
✓ Hormônios cíclicos 
✓ Receptores de hormônios de membrana
✓ Cascata hormonal intracelular
✓ Hormônios esteróides 
Sinais de hormônios cíclicos
❖ CORTISOL: variação diurna de secreçãodeste hormônio pela glândula 
adrenal é regulada pela transição sono/vigília
❖ MELATONINA: secreção noturna deste hormônio pela glândula pineal é 
determinada por luz do dia e escuro
❖ CICLO OVARIANO: opera numa base cíclica, ditada pelo sistema 
nervoso central
Biossíntese de melatonina
1
1- Liberação de norepinefrina 
por um neurônio adrenérgico
2- Liberação de norepinefrina 
no escuro estimula a formação 
de cAMP por um receptor β da 
membrana celular do 
pinealócito
3- O cAMP aumenta a síntese 
de N-acetiltransferase e 
conversão de serotonina em 
N-acetilserotonina
4- Hidroxiindol-O-
metiltransferase (HIOMT) 
então converte N-
acetilserotonina em 
melatonina, que é secretada 
durante horas no escuro.
A melatonina induz sonolência. 
O controle é exercido pela luz 
que entra nos olhos, que inibe a 
glândula pineal e, assim, a 
liberação de melatonina.
2
4
3
Ciclo ovariano é controlado por secreção 
pulsátil e cíclica de hormônio liberador 
de gonadotropina (GnRH)
1- GnRH é secretado de células neuroendócrinas 
hipotalâmicas em pulsos discretos (cerca de 1h) em adulto 
homens e mulheres. Entretanto em mulheres, a quantidade 
total de GnRH secretada mudam ao longo do ciclo 
menstrual
2- GnRH estimula a secreção de FSH e LH pela pituitária 
anterior (gonadotropos)
3- O FSH amadurece o folículo e o óvulo e a síntese e 
secreção de 17β-estradiol e inibina (é um regulador por 
feedback negativo da produção de FSH pelo gonadotropos)
4- Quando o folículo atinge a maturidade, o surgimento de 
LH, FSH e prostaglandina F2α desencadeia a ovulação
5- O folículo residual torna-se o corpo lúteo funcional, sob 
o controle de LH
6- O LH liga-se a seus receptores cognatos no corpo lúteo 
e, por estímulo da proteína quinase A, aumenta a síntese de 
progesterona.
1
2
3
4
6
5
1- GnRH é secretado na pituitária anterior
2- GnRH estimula a secreção de FSH e LH pela 
pituitária anterior (gonadotropos)
3- O FSH amadurece o folículo e óvulo
4- Quando o folículo atinge a maturidade, o 
surgimento de LH, FSH, estrógeno e prostaglandina 
F2α desencadeia a ovulação
5- O folículo residual torna-se o corpo lúteo 
funcional, sob o controle de LH
6- O LH liga-se a seus receptores cognatos no 
corpo lúteo e, por estímulo da proteína quinase A, 
aumenta a síntese de progesterona
7- Se a fertilização não ocorrer, o corpo lúteo 
regride ou degenera, devido ao suprimento 
diminuído de LH, e os níveis de progesterona e 
estrógeno caem abruptamente. O estímulo hormonal 
para espessamento e vascularização da parede 
endometrial uterina é perdido. Menstruação ocorre 
como uma conseqüência de necrose celular
Ciclo ovariano
1 e 2
3
4
5 e 6
7
Efeito da fertilização sobre o ciclo ovariano em termos de secreção 
de progesterona e gonadotropina coriônica humana (hCG)
✓ Se a fertilização ocorrer, o corpo lúteo 
permanece viável devido a produção de hCG
✓ A secreção de hCG atinge o máximo cerca de 80 
dias após o último período menstrual, depois decai 
muito rapidamente
✓ Quando os níveis de hCG caem, o corpo lúteo 
começa a regredir e, por volta de 12 semanas de 
gravidez, a placenta assume a produção e secreção 
de progesterona e estrógenos
Objetivos da Aula
✓ Visão geral de hormônios
✓ Sistema de cascata hormonal
✓ Síntese de hormônios polipeptídicos e hormônios derivados de 
aminoácidos
✓ Proteínas de sinalização hormonal
✓ Hormônios cíclicos
✓ Receptores de hormônios de membrana
✓ Cascata hormonal intracelular
✓ Hormônios esteróides 
Receptores de hormônios de membrana
Algumas interações hormônio-receptor envolvem múltiplas subunidades hormonais
✓ Tireotropina (TSH), hormônio luteinizante 
(LH) e hormônio folículo-estimulante (FSH) 
contêm, todos, uma subunidade α e β. A 
subunidade α de todos os 3 hormônios é quase 
idêntica. A especificidade é conferida pela 
subunidade β, cuja estrutura é singular para 
cada hormônio.
Modelo de interação de LH com 
seu receptor
Receptores de hormônios 
de membrana
Modelo do receptor de TSH
✓ O complexo TSH-receptor 
estimula a adenilato ciclase e a 
via do fosfatidilinositol (PI)
Ligação da subunidade β
do TSH com o receptor
Receptores de hormônios de membrana
Modelo proposto para 
inserção do receptor β2-
adrenérgico na 
membrana celular
✓ Para receptores de 
membrana existem 
domínios de ligação ao 
ligante, domínios 
transmembrânicos e 
domínios intracelulares
✓ Há 7 domínios que 
atravessam a membrana
✓ Os receptores β-
adrenérgicos (β1 e β2) 
reconhecem 
catecolaminas (epinefrina 
e norepinefrina), e a 
ligação ao hormônio 
estimula a adenilato 
ciclase Região C-terminal intracelular que 
contém sítios de fosforilação 
(resíduos de serina e treonina) que 
são importantes para a 
descensibilização do receptor
Receptores de hormônios de membrana
Modelo proposto das hélices do receptor β-adrenérgico na membrana
✓ Ligação ao ligante pode ocorrer num 
bolsão formado pelos cilindros I a VII que 
atravessam a membrana
Internalização de 
receptores
Muitos tipos de complexos 
hormônio-receptor de membrana 
celular são internalizados por 
ENDOCITOSE
1- O complexo polipeptídico do receptor 
entra em depressões encapadas (coated
pits), que são invaginações
2- Estas depressões encapadas se 
destacam as membrana para formar 
vesículas encapadas, que perdem suas 
capas, fundem-se umas com outras e 
formam vesículas chamadas de 
RECEPTOSSOMOS
3- Os receptores e ligantes dentro do 
receptossomos têm destinos diferentes: 
a) Os receptores podem ser reciclados 
para a superfície celular após fusão 
com o complexo de Golgi
b) Os receptossomos fundem-se com os 
lisossomos, que contêm enzimas 
proteolícas que degradam o hormônio e 
o receptor. Algumas vezes o receptor 
pode retornar intacto a membrana 
Internalização de 
receptores
Muitos tipos de complexos 
hormônio-receptor de membrana 
celular são internalizados por 
ENDOCITOSE
1- O complexo polipeptídico do receptor 
entra em depressões encapadas (coated
pits), que são invaginações
2- Estas depressões encapadas se 
destacam as membrana para formar 
vesículas encapadas, que perdem suas 
capas, fundem-se umas com outras e 
formam vesículas chamadas de 
RECEPTOSSOMOS
3- Os receptores e ligantes dentro do 
receptossomos têm destinos diferentes: 
a) Os receptores podem ser reciclados 
para a superfície celular após fusão 
com o complexo de Golgi
b) Os receptossomos fundem-se com os 
lisossomos, que contêm enzimas 
proteolícas que degradam o hormônio e 
o receptor. Algumas vezes o receptor 
pode retornar intacto a membrana 
Qual a função da 
clatrina???
Internalização de receptores
Clatrina direciona a internalização de complexos hormônio-receptor da 
membrana plasmática
✓ O principal componente protéico da vesícula encapada é a clatrina, uma proteína 
não-glicosilada (180 kDa)
✓ A endocitose pode ser um meio de introduzir o receptor intacto ou o ligante no 
interior da célula, em casos em que o núcleo pode conter o sítio de ligação para o 
receptor ou o ligante
✓ A endocitose torna uma célula menos responsiva ao hormônio, uma vez que reduz o 
número de receptores na superfície celular. Internalização do receptor leva, portanto 
a regulação negativa ou down-regulation e uma diminuição na sensibilidade ao hormônio
Estrutura de uma vesícula 
encapada
A vesícula encapada têm uma 
estrutura de superfície tipo rede, 
composta de hexágonos e 
pentágonos
Objetivos da Aula
✓ Visão geral de hormônios
✓ Sistema de cascata hormonal
✓ Síntese de hormônios polipeptídicos e hormônios derivados de 
aminoácidos
✓ Proteínas de sinalização hormonal
✓ Hormônios cíclicos
✓ Receptores de hormônios de membrana
✓Cascata hormonal intracelular
✓ Hormônios esteróides 
Visão geral da sinalização
✓ Hormônios polipeptídicos geralmente ligam-se a receptores de 
membrana expressos especificamente em células alvos
✓ Isto ativa ou inativa uma proteína transdutora na membrana. Alguns 
receptores sofrem internalização para o interior da célula, e outros abrem 
um canal iônico de membrana
✓ Após ligação com seus receptores cognatos de membrana, muitos 
hormônios peptídicos e protéicos transmitem seus sinais intracelulares por 
segundos mensageiros: 
- AMP cíclico (cAMP)
- GMP cíclico (cGMP)
- Inositol trifosfato (IP3)
- Diacilglicerol (DG)
- Fosfatidilinositol 3,4,5-trifosfato (PIP3)
Visão geral da sinalização ✓ Diferentes hormônios ligam-se a receptores 
que ativam uma subunidade de proteína G 
estimulatória ou inibitória (Gs ou Gi, 
respectivamente), resultando na ativação ou 
inibição de uma enzima efetora e, assim, um 
aumento ou diminuição na concentração do 
segundo mensageiro intracelular 
correspondente.
✓ Os segundos mensageiros intracelulares 
ativam quinases específicas que iniciam uma 
cascata de reações de 
fosforilação/desfosforilação, resultando na 
ativação de algumas e inativação de outras 
enzimas
✓ Estímulo de adenilato ciclase por receptores 
acoplados a proteína G gera cAMP, que ativa 
proteína quinase A, e estímulo da guanilato 
ciclase por diferentes receptores acoplados a 
proteína G gera cGMP, que ativa proteína 
quinase G
Os efeitos de cAMP são 
encerrados quando é hidrolisado 
por fosfodiesterase
Exemplo de um hormônio 
que faz transdução de 
um sinal via geração de 
um segundo mensageiro
Efeito de TSH sobre a secreção 
de hormônio da tireóide
1- TSH liga-se a seus 
receptores de membrana 
acoplados a proteína G na 
glândula tireóide
2- Resulta em ativação de 
adenilato ciclase e geração de 
cAMP
3- cAMP liga-se as subunidades 
regulatórias da forma inativa 
de proteína quinase A, 
levando à sua dissociação das 
subunidades catalíticas, que 
ficam então totalmente 
ativadas.
4- A enzima inicia uma cascata 
de fosforilações proteícas, 
resultando na secreção do 
hormônio da tireóide
1
2
3
4
Cascata hormonal intracelular: proteína quinase A
Vasopressina ou arginina angiotensina (AVP) ou hormônio antidiurético
✓ Causa reabsorção de água da urina no rim distal
Cascata hormonal intracelular: proteína quinase A
Mecanismo que a vasopressina ou arginina angiotensina (AVP) ou hormônio 
antidiurético causa reabsorção de água da urina no rim distal
Cascata hormonal intracelular: proteína quinase A
Mecanismo que a vasopressina ou arginina angiotensina (AVP) ou hormônio 
antidiurético causa reabsorção de água da urina no rim distal
1- Neurônios vasopressinérgicos liberam AVP em 
respostas a estímulos de barorreceptores que 
respondem a queda na pressão do sangue ou de 
osmorreceptores que respondem a um aumento na 
concentração extracelular de sal
Cascata hormonal intracelular: proteína quinase A
Mecanismo que a vasopressina ou arginina angiotensina (AVP) ou hormônio 
antidiurético causa reabsorção de água da urina no rim distal
2- No rim, a ligação de AVP a seu 
receptor acoplado a proteína G e 
estimula a atividade as adenilato 
ciclase e ativa a proteína quinade 
A, que fosforila subunidades que 
se agregam para formar canais 
aquosos específicos, ou 
aquaporinas
3- A água atravessa a célula do 
rim para o lado basolateral e 
depois entra na circulação geral, 
onde dilui a concentração de sal.
Cascata hormonal intracelular: proteína quinase A
Exemplos de hormônios que operam pela via da proteína quinase A
Cascata hormonal intracelular: proteína quinase C
Hormônio liberador de gonadotropina (GnRH)
✓ GnRH estimula a 
secreção de FSH e 
LH pela pituitária 
anterior 
(gonadotropos)
Cascata hormonal intracelular: proteína quinase C
Hormônio liberador de gonadotropina (GnRH)
Cascata hormonal intracelular: proteína quinase C
Hormônio liberador de gonadotropina (GnRH)
1- Uma fibra nervosa aminérgica estimula o neurônio 
GnRH-érgico a secretar GnRH, que entra no sistema 
porta fechado conectando o hipotálamo e a pituitária 
anterior
Cascata hormonal intracelular: proteína quinase C
Hormônio liberador de gonadotropina (GnRH)
2- GnRH liga-se a seu receptor 
de membrana no gonadotropo e 
ativa fosfolipase C.
3- A hidrólise de fosfatidil 
inositol 4,5-difosfato (PIP2) 
forma diacilglicerol (DAG) e IP3
4- DAG ativa proteína quinase C, 
que fosforila proteínas 
específicas.
5- IP3 liga-se a um receptor na 
membrana do retículo 
endoplasmático, liberando o Ca+2
armazenado
6- O Ca+2 liberado também ativa a 
proteína quinase C, o que 
finalmente resulta em secreção 
de LH e FSH da mesma célula
Cascata hormonal intracelular: proteína quinase C
Exemplos de hormônios que operam pela via da proteína quinase C
Cascata hormonal intracelular: proteína quinase G
Fator natriurético atrial (ANF)
✓ O receptor do ANF é uma proteína transmembrânica, cujo 
domínio citoplasmático C-terminal tem atividade de glunilato 
ciclase e cujo domínio N-terminal liga ANF
Domínios funcionais de ANF
Cascata hormonal intracelular: proteína quinase G
Modelo para a transdução de sinal do receptor do fator natriurético atrial (ANF)
✓ O ANF é secretado por miócitos do 
coração, em resposta a sinais como 
expansão do volume sanguíneo, alta 
ingestão de sal, pressão aumentada no 
átrio direito e aumento da taxa de 
batimentos cardíacos 
Cascata hormonal intracelular: proteína quinase G
Visão geral da secreção de ANF e de seus efeitos gerais
❖ Aumenta a taxa de filtração glomerular 
(GFR) e do fluxo sangüíneo renal (RBF) 
levando a um volume de urina (VU) 
aumentado e excreção de íons sódio (UNa)
❖ Redução da secreção de renina e 
adosterona
❖ Vasoconstricção produzida por 
angiotensina II é inibida, causando 
relaxamento dos vasos renais bem como de 
outros vasos
Cascata hormonal intracelular
✓ As subunidades α do receptor de insulina são localizadas 
extracelularmente e são os sítios de ligação de insulina
Modelo hipotético 
representando duas vias 
bioquímicas separadas para 
explicar efeitos paradoxais da 
insulina na fosforilação de 
proteínas
Efeitos metabólicos 
de curo-prazo: 
rápido aumento da 
captação de glicose
Efeitos metabólicos 
de longo-prazo: 
diferenciação 
celular e crecimento
Ligação do ligante induz autofosforilação de resíduos de tirosina localizados nas porções 
citoplasmáticas das subunidades β que ativa a cascata intracelular: fosforila substratos 
intracelulares, incluindo IRS-1, Shc e Cbl, que se associam com proteínas como p85 e 
Grb2. 
Formação do compelxo IRS-1/p85 ativa PI(-3)quinase; o compelxo IRS-1/Grb2 ativa MAP 
quinase.
Cascata hormonal intracelular
Esquema hipotético para transdução de sinal na ação da insulina
PI(3)K = fosfatidilinositol-3-fosfato
IRS-1 = substrato do receptor da insulina
Cascata hormonal intracelular
✓ Muitos hormônios que se ligam a receptores de membrana celular transmitem seus 
sinais por segundos mensageiros que ativam proteínas quinases específicas 
=> cAMP ativa proteína quinase A
=> DAG ativa proteína quinase C
=> cGMP ativa proteína quinase G
✓ As proteínas quinases 
fosforilam em resíduos de 
serina e/ou treonina
✓ Proteínas quinases que 
fosforilam resíduos de tirosina 
são encontradas em domínios 
citoplasmáticas de alguns 
receptores de membrana
Objetivos da Aula
✓ Visão geral de hormônios
✓ Sistema de cascata hormonal
✓ Síntese de hormônios polipeptídicos e hormônios derivados de 
aminoácidos
✓ Proteínas de sinalização hormonal
✓ Hormônios cíclicos
✓ Receptores de hormônios de membrana
✓ Cascata hormonal intracelular
✓ Hormôniosesteróides 
Estrutura e função de hormônios esteróides
✓ Classes de hormônios esteróides
1- Hormônios sexuais e progestacionais 
2- Hormônios adrenocorticais
✓ São sintetizados nas gônadas (ovário e testículos) e no 
córtex adrenal a partir de colesterol
✓ Estrutura baseada no núcleo 
cliclopentanopiridrofenantreno
✓ Conversão dos hormônios ativos em formas menos ativas 
ou inativas envolve alterações nos substituintes do anel, e 
não da própria estrutura do anel
Principais hormônios esteróides e suas funções
Principais hormônios esteróides e suas funções
Conversão de colesterol em hormônios adrenocorticais
1- Colesterol sofre clivagem da cadeia lateral para formar a 
Δ5-pregnenolona e isocaproaldeído
Obs: Δ5-pregnenolona é obrigatória na síntese de todos os 
hormônios esteróides
2- Δ5-pregnenolona é convertida diretamente a progesterona 
pela ação da 3β-ol desidrogenase (converte o grupo 3-OH em 
3-ceto) e Δ4,5-isomerase (move a dupla ligação do anel B para 
o anel A)
3- Nas células da zona glomerulosa da adrenal ocorre 
converção de progesterona em aldosterona
1
2
3
Conversão de colesterol em hormônios sexuais
(1) 17,20-desmolase 
(2) desidrogenase e isomerase
(3) 17β-OH desidrogenase
(4) 5α-redutase
(5) 3α-redutase
(6) aromatase
Metabolismo de hormônios esteróides
✓ Hormônios esteróides são metabolizados lentamente, devido à 
sua ligação a proteínas plasmáticas, que os protegem da 
degradação
✓ O fígado é o principal local de metabolismo de esteróides, e 
um grande número de metabólitos é produzido para cada 
esteróide
✓ Em geral, as reações enzimáticas envolvidas no metabolismo 
de esteróides tendem a diminuir sua atividade biológica e 
aumentar sua solubilidade em água, facilitando assim sua 
excreção na urina
Exemplo de metabolismo de hormônios esteróides
Metabolismo de testosterona pode gerar esteróides ativos ou 17-cetosteróides inativos
(1) aromatase
(2) 17β-hidroxiesteróide desidrogenase
(3) 5β-redutase
(4) 3β-hidroxiesteróide desidrogenase isomerase
(5) 3β-hidroxiesteróide desidrogenase
Principal produto 
final metabólico 
inativoDHEA
Regulação na síntese de 
hormônios esteróides
✓ Regulação da biossíntese de hormônios 
esteróides é mediada por 
concentrações intracelulares 
aumentadas de cAMP e Ca+2, embora a 
geração de IP3 também pode estar 
envolvida
Efeitos rápidos do cAMP:
1- Mobilização e entrada de colesterol 
para a membrana interna das 
mitocôndrias, onde é metabolozada a 
pregnenolona
Efeitos lentos do cAMP:
Transcrição aumentada de genes de 
enzimas esteroidogênicas, que são 
responsáveis pela produção ótima de 
colesterol a longo prazo
✓ A proteína regulatória esteroidogênica 
aguda (StAR), facilita a translocação 
de colesterol da membrana 
mitocondrial externa para a interna
1
Hormônios que estimula diretamente a síntese e 
liberação de hormônios esteróides
PTH= Hormônio da paratireoide
Efeitos do ACTH sobre a biossíntese e secreção de cortisol
Reações que levam à secreção 
de aldosterona em uma célula 
localizada na zona 
glomerulosa da adrenal
1
1- A principal força motriz é angiotensina 
II, que é gerada pelo sistema renina-
agngiotensina:
ECA
Reações que levam à secreção 
de aldosterona em uma célula 
localizada na zona 
glomerulosa da adrenal
1
2- IP3 causa liberação de Ca+2 das 
vesículas intracelulares de armazenamento 
de Ca+2. Além disso, o canal de Ca+2 da 
membrana celular é aberto pelo complexo 
angiotensina-receptor
Levam a um nível muito aumentado de Ca+2
citosólico, que juntamente com DAG, 
estimula proteína quinase C
OBS. Acetilcolina liberada por sinais 
neuronais de estresse produz efeitos 
semelhantes nos níveis de cálcio
2
Reações que levam à secreção 
de aldosterona em uma célula 
localizada na zona 
glomerulosa da adrenal
Condições fisiológicas opostas geram o 
fator natriurético atrial (ANF)
=> Um aumento do volume do sangue 
resulta em estiramento aumentado do 
coração e síntese e secreção aumentadas 
de ANF. No nível da célula da zona 
glomerulosa, ANF ativa a atividade de 
guanilato ciclase de seu receptor, 
resultando em um aumento nos níveis de 
cGMP citosólico. cGMP então inibe a 
síntese e a secreção de aldosterona e a 
formação do cAMP pela adenilato ciclase
Vitamina D3
✓ A forma ativa da vitamina D, chamada 
calcitriol (1,25-(OH)2-D3), é referida 
como um secosteróide, que é um 
esteróide, no qual um dos anéis foi 
aberto
hidroxilação
Vitamina D3
✓ Receptores do calcitriol são 
expressos em várias células-alvos, 
incluindo células epiteliais intestinais, 
células ósseas e células que revestem os 
túbulos renais
Ligação do calcitriol induz fosforilação 
do receptor, e o compexo hormônio-
receptor então liga aos elementos de 
resposta à vitamina D3 no DNA
Ligação do receptor a estas seqüências 
de DNA resultará em uma velocidade 
aumentada de transcrição de genes que 
respondem a vitamina D3 e promove 
absorção de Ca2+, que apresenta um 
importante papel na minerilação ássea
Transporte de hormônios esteróides: proteínas de 
ligação
Principais proteínas plasmáticas que são responsáveis pelo 
transporte de hormônios esteróides no sangue:
✓ Globulina de ligação a corticoesteróides 
✓ Proteínas de ligação a hormônios sexuais
✓ Proteínas de ligação a andrógenos
✓ Albumina
Receptores de hormônios esteróides: receptores 
intranucleares
Etapa 1: Dissociação do hormônio da proteína 
de transporte circulante
Etapa 2: Difusão do ligante livre para o citosol 
ou núcleo
Etapa 3: Ligação do ligante ao receptor 
citoplasmático ou nuclear
Etapa 4: Ativação do complexo hormônio-
receptor citoplasmático ou nuclear para a 
forma que se liga ao DNA
Etapa 5: Deslocamento do complexo hormônio-
receptor citosólico ativado para o núcleo
Etapa 6: Ligação do complexo hormônio-
receptor a elementos de resposta específicos 
(HSE) no DNA
Etapa 7: Síntese de proteínas novas 
codificadas por genes que respondem ao 
hormônio
Etapa 8: Alteração do fenótipo ou da atividade 
metabólica da célula alvo, mediada por 
proteínas induzidas especificamente
Métodos de determinação da 
concentração de hormônios no sangue
Determinação da concentração de hormônios no sangue
✓ Muitos hormônios estão presentes no sangue em 
quantidades extremamente mínimas
✓ Métodos para a quantificação de hormônios:
- Radioimunoensaio
- Ensaios imunométricos
Determinação da concentração de hormônios no sangue
Radioimunoensaio
✓ Reagentes necessários: 
-Anticorpo específico a o hormônio (antígeno)
-Antígeno marcado: I125 (emite raios gama) e H3 (emite raios 
beta)
-Uma preparação padrão do antígeno
-Um sistema para separar a fração que fica ligada ao antígeno da 
fração que não fica ligada
Determinação da concentração de hormônios no sangue
Radioimunoensaio
✓ A substância que se pretende dosar (Ag não marcado), existente 
no soro do paciente, compete com o Ag marcado pelos sítios de 
fixação do anticorpo
✓ A porcentagem do Ag ligado ao Ac está relacionada à quantidade 
total de Ag presente e é traduzida pela distribuição do marcador 
radioativo
✓ Com quantidades crescentes de Ag não-marcados, quantidades 
correspondentes menores do Ag marcado não fixadas no Ac
✓ Comparando a distribuição do marcador no soro do paciente com a 
observada nos padões, podemos determinar a concentração do Ag 
nesse soro
Determinação da concentração de hormônios no sangue
Radioimunoensaio
✓ Prepara-se uma curva de padronização em que se relacionam 
graficamente as porcentagens (ou as razões) obtidas nos padões 
com as concentrações dos padrões
Radioimunoensaio
Outros componentes do soro
Antígeno a ser dosadoAnticorpo primário
Antígeno biotinilado
TMB
ST-AV- Peroxidase
Determinação da concentração de hormônios no sangue
Determinação da concentração de hormônios no sangue
Radioimunoensaio
Desvantagem:
Não é um teste seguro!
Determinação da concentração de hormônios no sangue
Ensaios imunométricos
✓ São os ensaios mais procurados pelos laboratórios clínicos
✓ Vantagens sobre o radioimunoensaio:
-Eliminação do marcador radioativo
-Reagentes com meia-vida mais longa
-Ensaios mais rápidos
-Um instrumento que oferece uma operação simples e 
eficiente
✓ Tipos de ensaios imunométricos: 
-ELISA
- Quimioluminescência
Outros componentes do soro
ELISA “SANDWICH”
Antígeno a ser dosado Anticorpo primário
Anticorpo conjugado
TMB (tetramethylbenzidine)
Enzima Peroxidase
ELISA DE COMPETIÇÃO
Outros componentes do soro
Antígeno a ser dosado Anticorpo primário
Antígeno biotinilado
TMB
ST-AV- Peroxidase
Reação ELISA: análise dos 
resultados
Espectrofotômetro
Quimioluminescência
Determinação da concentração de hormônios no sangue
✓ Atualmente a maioria dos métodos para dosagens de hormônios 
utilizal a quimioluminescência: imunoquimioluminescência
Absorção de 
um foton Emissão de um foton
✓ A luminescência é a emissão de luz ou energia radiante quando um 
elétron retorna de um nível de energia mais alto ou excitado para outro 
mais baixo 
Quimioluminescência
Determinação da concentração de hormônios no sangue
Quimioluminescência
Determinação da concentração de hormônios no sangue
✓ Fenômeno que se obtém energia luminosa a partir de uma reação 
química
✓ Envolve a oxidação de um composto orgânico, tal como o luminol, 
isoluminol, ésteres de acridina ou luciferina por um oxidante, por 
exemplo, o peróxido de hidrogênio, o hipoclorito ou o oxigênio
✓ A luz é emitida do produto excitado, formado na reação de 
oxidação
✓ Essas reações ocorrem na presença de catalisadores, como as 
enzimas (Ex: fosfatase alcalina peroxidase e microperoxidase), 
íons metálicos ou complexos metálicos, como os com cobre II e 
ferro III
Luminol
Quimioluminescência
Determinação da concentração de hormônios no sangue
Quimioluminescência
Determinação da concentração de hormônios no sangue
Instrumento que detectam a luz: Lumonômetro
Determinação da concentração de hormônios no sangue
Exemplo: Ensaio imunofluorométrico não competitivo 
com anticorpos monoclonais anti-βLH
Eu = Európio
A solução de 
amplificação: 
dissocia os íons 
európio do Ac 
marcado na solução, 
e com eles forma 
estruturas 
fluorescentes
Visão Geral...
Referências
01- DEVLIN, T.M., Manual de BIOQUÍMICA com correlações clínicas, 6ª
Ed., Editora Edgar Blücher Ltda. São Paulo, 2007.
02- STRYER, L. BIOQUIMICA, 5ª ed., Guanabara Koogan, Rio de Janeiro,
RJ, 2004.
03- VOET, D. Fundamentos de BIOQUÍMICA, ARTMED, Porto Alegre,
2002.
04- LEHNINGER, A.L. Princípios de Bioquímica, 3ª Ed., Sarvier, São Paulo, 
SP, 2002.
05- GUEDES, L.S. Manual de Aulas Práticas, 2002.
06- CAMPBELL, M.K., BIOQUIMICA, 3ª Ed., ARTMED, Porto Alegre, RS, 
2001.
07- MONTGOMERY R.e Col. BIOQUIMICA Uma Abordagem Dirigida para 
Casos, 5ª Ed., Artes Médicas, 1994.

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