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Universidade Federal de Pernambuco Centro de Ciências Biológicas Departamento de Bioquímica Aula Teórica: Hormônios Disciplina: Bioquímica 04 - BQ004 Curso: Ciências Farmacêuticas Profa. Dra. Maira Galdino da Rocha Pitta Objetivos da aula de hormônios ✓ Visão geral de hormônios ✓ Sistema de cascata hormonal ✓ Síntese de hormônios polipeptídicos e hormônios derivados de aminoácidos ✓ Hormônios cíclicos ✓ Receptores de hormônios de membrana ✓ Proteínas de sinalização hormonal e cascata hormonal intracelular ✓ Hormônios esteróides Objetivos da Aula ✓ Visão geral de hormônios ✓ Sistema de cascata hormonal ✓ Síntese de hormônios polipeptídicos e hormônios derivados de aminoácidos ✓ Proteínas de sinalização hormonal ✓ Hormônios cíclicos ✓ Receptores de hormônios de membrana ✓ Cascata hormonal intracelular ✓ Hormônios esteróides Visão geral de hormônios ✓ Os hormônios possuem alto grau de especificidade estrutural: uma ligeira alteração na composição molecular de um hormônio pode trazer mudanças definitivas na sua atividade fisiológica ✓ Os hormônios são substâncias que influenciam o controle das diferentes funções metabólicas do organismo ✓ As funções dos hormônios são complexas e diversas. Entretanto, essas funções podem ser divididas em três categorias gerais: - Função regulatória: manter a homeostasia (controle do metabolismo dos elétrolitos, água, carboidratos, lipídeos e proteínas), respostas as infecções, trauma e estresse fisiológico, regulação da reprodução (gametogênese, comportamento sexual, fertilização, nutrição do feto, parto e lactação) - Morfogênese: crescimento e desenvolvimento do organismo - Função integrativa: os hormônio regulam uns aos outros Visão geral de hormônios Visão geral de hormônios ✓ Classificação dos hormônios: - Hormônios peptídicos e protéicos - Hormônios derivados do aminoácido tirosina: hormônios da tireóide e hormônios catecolaminas (epinefrina e norepinefrina) - Hormônios esteróides Visão geral de hormônios Visão geral de hormônios 1 Receptores de superfície celular e transmitem seus sinais por segundo mensageiros que são gerados intracelularmente. Segundos mensageiros: cAMP, proteína quinase A, inositol trifosfato, diacilglicerol, proteína quinase C e cGMP e proteína quinase G Visão geral de hormônios ❖ Hormônios esteróides, que são derivados do colesterol e incluem: -hormônios glucocorticóides (cortisol) - hormônios mineralocorticóides (aldosterona) - hormônios sexuais (testosterona, estradiol e progesterona) ❖ Hormônios não-esteróidais: hormônios da tireóide, o metabólito ativo da vitamina D3 e ácido retinóico Difundem-se livremente através da membrana plasmática e ligam- se especificamente a seus RECEPTORES INTRACELULARES que funcionam como FATORES DE TRANSCRIÇÃO LIGANTE- ATIVADOS (transativadores ou repressores) Visão geral de hormônios Visão geral de hormônios Sistema endócrino Visão geral de hormônios ✓ Classificação dos hormônios: - Hormônios peptídicos e protéicos - Hormônios derivados do aminoácido: hormônios da tireóide e hormônios catecolaminas (epinefrina e norepinefrina) - Hormônios esteróides Visão geral de hormônios ✓ Classificação dos hormônios: - Hormônios peptídicos e protéicos - Hormônios derivados do aminoácido tirosina: hormônios da tireóide e hormônios catecolaminas (epinefrina e norepinefrina) - Hormônios esteróides Hormônios peptídeos e protéicos ✓ São solúveis em água, circulando livremente no plasma ✓ Tempo de meia vida varia de 10 a 30 minutos Hipotálamo Hormônios peptídeos e protéicos Glándula pituitaria Hormônios da hipófise anterior ou adenohipófise Hormônios da hipófise posterior ou neurohipófise -Hormônio do crescimento – GH -Hormônio adrenocorticotrófico – ACTH -Hormônio estimulante da tireóide – TSH -Hormônio folículo estimulante – FSH -Hormônio luteinizante – LH -Prolactina -Hormônio antidiurético – ADH ou vasopressina -Ocitocina Hormônios peptídeos e protéicos ✓ Hormônios da hipófise anterior ou adenohipófise -Hormônio do crescimento – GH -Hormônio adrenocorticotrófico – ACTH -Hormônio estimulante da tireóide – TSH -Hormônio folículo estimulante – FSH -Hormônio luteinizante – LH -Prolactina ✓ Hormônios da hipófise posterior ou neurohipófise -Hormônio antidiurético – ADH ou vasopressina -Ocitocina ✓ Outros hormônios -Insulina -Glucagon -Paratormônio (PTH) Hormônios peptídeos e protéicos Hormônios de proteínas ou peptídeos: Hormônios da adenohipófise Hipotálamo Libera o Fator de leberação de corticotrofina (CRF) Atua na hipófise anterior ou adenohipófise Libera ACTH Liberação de hormônios mineralocorticoides e glicocorticoides pelo córtex adrenal Hormônio adrenocorticotrófico ou corticitrofina - ACTH Fead beak - Fead beak - Estimula o crescimento do córtex supra-renal, a produção e secreção de hormônios esteróides (cortisol). Hormônios peptídeos e protéicos: Hormônios da adenohipófise Hormônio adrenocorticotrófico ou corticitrofina - ACTH – Elevado: Comprometimento da hipófise e da supra-renal, hipoglicemia, síndrome de Cushing, etc. – Diminuído: Doença de Addison ou hipoaldosteronismo ou insuficiência adrenal crônica ou, etc. ➢Fadiga crônica com piora progressiva ➢Fraqueza muscular ➢Perda de apetite ➢Perda de peso ➢Náusea e vômitos ➢Diarréia ➢Hipotensão que piora ao se levantar (hipotensão ortostática) ➢Áreas de hiperpigmentação (pele escurecida), conhecido como melasma suprarrenal ➢Irritabilidade ➢Depressão ➢Vontade de ingerir sal e alimentos salgados ➢Hipoglicemia (mais severa em crianças) ➢Nas mulheres, o ciclo menstrual torna-se irregular ou ausente Estimula o desenvolvimento dos folículos ovarianos antes da ovulação e estimula a espermatogênese. –Elevado: hiperpituitarismo (síndrome caracterizada pela produção aumentada de algum dos hormônios produzidos pela glândula pituitária), puberdade, menopausa etc. –Diminuído: Hipofisectomia (remoção cirúrgica ou destruição da hipófise ou glândula pituitária), anticoncepcionais, disfuncão hipotalâmica, hipopituitarismo, síndrome do ovário policístico, anorexia nervosa, etc. Hormônios peptídeos e protéicos: Hormônios da adenohipófise Hormônio folículo estimulante - FSH Desempenha um papel importante na ovulação, também causa secreção de estrogênios e progesterona pelos ovários e de testosterona pelos testículos. – Elevado: hiperpituitarismo (síndrome caracterizada pela produção aumentada de algum dos hormônios produzidos pela glândula pituitária), menopausa prematura, síndrome do ovário policístico, etc. – Diminuído: Anorexia nervosa, comprometimento da hipófise ou hipotálamo, etc. Hormônios peptídeos e protéicos: Hormônios da adenohipófise Hormônio luteinizante - LH Estimula o desenvolvimento das glândulas mamárias e a síntese do leite. –Elevado: gravidez, amamentação, exercício, sono, comprometimento da hipófise, etc. –Diminuído: comprometimento da hipófise. Hormônios peptídeos e protéicos: Hormônios da adenohipófise Prolactina Acelera a síntese protéica, proliferação de células, aumenta o catabolismo de ácidos graxos e diminui o catabolismo da glicose. – Aumentado: gigantismo, sono, exercício, lactentes, hiperpituitarismo. – Diminuído: degeneração hipotalâmica, hiperglicemia, nanismo, lesão da hipófise. Hormônios peptídeos e protéicos: Hormônios da adenohipófise Hormônio do crescimento - GH Hormônio do crescimento - GH Hormônio estimulante da tireóide – TSH Hormônios peptídeos e protéicos: Hormônios da adenohipófise Estimula aprodução e liberação de T3 e T4, a captação de iodo pela tireóide e o aumento do metabolismo corporal. – Aumentado: Hipertireoidismo, adenoma hipofisário, pós- tireoidectomia, anticorpos anti-TSH, etc. – Diminuído: Hipotireoidismo hipotalâmico ou hipofisário, tumor hipofisário, hipertireoidismo, tratamento de hipotireoidismo, etc. Hormônio estimulante da tireóide – TSH Hormônios peptídeos e protéicos: Hormônios da adenohipófise Hormônios peptídeos e protéicos: Hormônios da neurohipófise Hormônio antidiurético – ADH ou vasopressina Promove a rentenção de água pelos rins, aumentando o conteúdo de água do organismo. Também em altas concentrações causa constrição dos vasos sangüíneos e eleva a pressão arterial – Aumentado: Insuficiência cardíaca, lesões nos rins, etc. – Diminuído: Diabetes insipidus (doença caracterizada pela sede pronunciada e pela excreção de grandes quantidades de urina muito diluída), etc. Hormônios peptídeos e protéicos: Hormônios da neurohipófise Ocitocina Contrai o útero durante o parto e as células mioepiteliais dos ductos mamários, estimulando a ejeção de leite Glándula pituitaria Hormônio adrenocorticotrófico – ACTH Hormônio estimulante de tireóide – TSH Hormônio folículo estimulante – FSH Hormônio luteinizante – LH Hormônio antidiurético – ADH Hormônios peptídeos e protéicos: Ilhotas de Languerhans no Pâncreas Insulina Aumenta a captação de glicose pelas células, inibi a gliconeogênese e a glicogenólise, aumenta a captação de aminoácidos e síntese protéica. - Aumenta: hipoglicemia reativa (após injestão de carboidratos), hiperplasia de células beta, etc. - Diminui: Diabetes melitus. Aumenta a gliconeogênese e a glicogenólise no fígado, aumenta a lipólise no tecido adiposo. - Aumenta:hiperglicemia. - Diminui: hipoglicemia. Glucagon Hormônios de proteínas ou peptídeos: Paratireóide Função: eleva os níveis de cálcio no sangue. – Aumenta: hiperparatireoidismo primário e secundário (insuficiência renal, pseudo-hipoparatireoidismo) – Diminui: hipoparatireoidismo Paratormônio (PTH) Visão geral de hormônios ✓ Classificação dos hormônios: - Hormônios peptídicos e protéicos - Hormônios derivados do aminoácido: hormônios da tireóide e hormônios catecolaminas (epinefrina e norepinefrina) - Hormônios esteróides Hormônios derivados do amino-ácido tirosina Dois grupos de hormônios são derivados do amino-ácido tirosina: ✓ Tireoidianos: tiroxina ou tetraiodotironina (T4) e triiodotironina (T3) ✓ Os hormônios da medula adrenal (catecolaminas) Hormônios derivados do amino-ácido tirosina Tireóide – T3 (Triiodotironina) e T4 (tiroxina): aumentam as velocidades das reações químicas em quase todas as células do corpo, aumentando o nível geral do metabolismo corporal - aceleração do metabolismo da glicose, aumento da mobilização de ácidos graxos e catabolismo do colesterol. Distribuição dos hormônios tireoidianos • T3 – 0,3% livre (ativa) – 99,7% complexado a TBG (globulina ligadora de tiroxina) • T4 – 0,05% livre (ativa) – 99,95% complexado a TBG, albumina e pré-albumina. Hormônios derivados do amino-ácido tirosina Tireóide –Aumento: hipertireoidismo, gravidez, psicose aguda, etc. –Diminuição: hepatopatia, deficiência de iodo, hipotireoidismo,etc. Hormônios derivados do amino-ácido tirosina Tireóide Hormônios derivados do aminoácido tirosina Tireóide TSH = hormônio estimulante da tireóide Hormônios derivados do aminoácido tirosina Tireóide Calcitonina: promove deposição de cálcio nos ossos e, portanto diminui a concentração de cálcio no líquido extracelular. – Aumenta: insuficiência renal, tumores no pâncreas, hipercalcemia, etc. – Diminui: idade, menopausa e após exercício. Medula supra-renal Hormônios derivados do aminoácido tirosina ✓Adrenalina (epinefrina) e noradrenalina: funcionam em conjunto com o sistema nervoso simpático. Noradrenalina e AdrenalinaAcetilcolina Visão geral de hormônios ✓ Classificação dos hormônios: - Hormônios peptídicos e protéicos - Hormônios derivados do aminoácido tirosina: hormônios da tireóide e hormônios catecolaminas (epinefrina e norepinefrina) - Hormônios esteróides Hormônios esteróides Visão geral de hormônios ✓ São hidrofóbicos, circulando no plasma ligados reversivelmente a proteínas carreadoras ✓ A meia-vida desses hormônios varia de 30 a 100 minutos Hormônios esteróides Possuem estrutura química baseada no núcleo esteróide de colesterol. Podem ser secretados por: ✓ Córtex da supra renal: cortisol e aldosterona ✓ Ovários: estrogênios e progesterona ✓ Testículos: testosterona ✓ Placenta: estrogênios e progesterona ✓ Pele, fígado e rins: vitamina D Visão geral de hormônios Córtex da supra renal Aldosterona Hormônios esteróides Glomerulo Arteriola Aferente Arteriola eferente Urina 1) Filtração glomerular: passagem de substâncias do sangue para a urina 2) Túbulo proximal: secreção de algumas substâncias (eletrolitos fracos) da urina para o sangue 3) Túbulo distal: reabsorção de substâncias lipossoluveis passivamente 4) Excreção: urina 1 2 3 Nefron Excreção 4 Aldosterona: atua a nível do túbulo distal do néfron, promovendo a absorção de Na e a excreção de K aumenta a reabsorção de sódio nos túbulos renais. Aumenta: hiperaldosteronismo primário, uso de diuréticos, etc. Diminui: hipoaldosteronismo primário, etc. Angiotensinogênio → Angiotensina I → Angiotensina II → ↑ da secreção de aldosterona pelo córtex da supra-renal (zona glomerulosa) → ↑ a reabsorção de de Na+ e H2O (retenção) → ↑ RVP (resistência vascular perifárica) → ↑ PA Sistema renina-angiotensina: regulação da secreção de aldosterona Córtex da supra renal Hormônios esteróides Renina ✓ Secreção regulada pelo CRH/ACTH (eixo hipotálamo-hipófise- adrenal): Cótex da supra renal Cortisol Hormônios esteróides Hipotálamo → libera CRH (fator de liberação de corticotrofina) → Hipófise anterior (adenohipófise) → libera ACTH (hormônio adrenocorticotrófico ou corticotrofina) → atua no córtex supra- renal → liberação de hormônios mineralocorticoides e glicocorticóide (Ex: cortisol) Hormônios esteróides Ovários Progesterona: prepara o útero para implantação, diminui a motilidade do útero e estimula o desenvolvimento das células secretoras de leite. – Aumenta: gravidez, tumor ovariano, etc. – Diminui: ameaça de aborto, insuficiência ovariana e placentária, etc. Hormônios esteróides Ovários Estrogênios: responsáveis pelos caracteres sexuais femininos, recuperação do endométrio após a menstruação, aumentam a motilidade do útero, estimulam a formação dos ductos das glândulas mamárias. – Aumenta: puberdade, síndrome de Klinefelter (pessoa do sexo masculino que têm um cromossomo X adicional), tumor ovariano,etc. – Diminui: infertilidade, menopausa, hipopituitarismo, etc. Hormônios esteróides Testículos Testosterona: responsável pelos caracteres sexuais masculinos, aumenta o anabolismo de proteínas, aumenta a formação de eritrócitos. – Aumenta: Tumor testicular – Diminui: ginecomastia (aumento dos peitos), Síndrome de Klinefelter (pessoa do sexo masculino que têm um cromossomo X adicional), etc. Objetivos da Aula ✓ Visão geral de hormônios ✓ Sistema de cascata hormonal ✓ Síntese de hormônios polipeptídicos e hormônios derivados de aminoácidos ✓ Proteínas de sinalização hormonal ✓ Hormônios cíclicos ✓ Receptores de hormônios de membrana ✓ Cascata hormonal intracelular ✓ Hormônios esteróides Objetivos da Aula ✓ Visão geral de hormônios✓ Sistema de cascata hormonal ✓ Síntese de hormônios polipeptídicos e hormônios derivados de aminoácidos ✓ Proteínas de sinalização hormonal ✓ Hormônios cíclicos ✓ Receptores de hormônios de membrana ✓ Cascata hormonal intracelular ✓ Hormônios esteróides Sistema de cascata hormonal ✓ Hormônios endócrinos: representam uma classe de hormônios que são sintetizados em um tecido, ou ‘‘glândula’’, e viajam pela circulação geral para atingir células alvos distantes que expressam receptores cognatos. ✓ Hormônios parácrinos: são secretados por uma célula e depois viajam um distância relativamente pequena para interagir com seus receptores cognatos em uma célula vizinha ✓ Hormônios autócrinos: são produzidos pela mesma célula que, subseqüentemente, funciona como alvo para aquele hormônio Os hormônios endócrinos são frequentemente mais estáveis do que os hormônios autócrinos, que exercem seus efeitos em distâncias muito curtas. Sistema de cascata hormonal Organização do sistema endócrino e a hierarquia hormonal. ❖ Sistema de cascata amplifica sinais específicos Sistema de cascata hormonal Um estímulo pode se originar no meio externo ou dentro do organismo, e pode ser transmitido como potenciais de ação, sinais químicos, ou ambos. Em muitos casos, tais sinais são enviados ao sistema límbico e, subseqüentemente, ao hipotálamo, à pituitária e a glândula alvo que secreta o hormônio final. Isso pode ser uma verdadeira CASCATA, no sentido de que quantidades crescentes do hormônios são geradas em níveis sucessivos e no sentido de que as meias-vidas de hormônios transportados pelo sangue tendem a ficar progressivamente mais longas na descida da cascata Exemplo de sistema de cascata hormonal: hormônios da pituitária anterior Estresse ambiental: mudança de temperatura, barulho, trauma... Liberação em ng do hormônio liberador de corticotropina (CRH), que tem um t1/2 na corrente sanguínea de alguns minutos O CRH viaja para a pituitária anterior, onde se liga ao seu receptor e inicia eventos intracelulares que resultam em liberação de hormônio adrenocorticotrópico (ACTH). Liberado em pg e tem o t1/2 maior que o CRH O ACTH circula até se ligar a seus receptores cognatos expressos nas células do córtex adrenal. O que estimula a síntese e liberação do esteróide cortisol. O cortisol, retroalimenta negativamente as células da pituitária anterior e do hipotálamo Exemplo de sistema de cascata hormonal: hormônios da pituitária anterior Setas longas recobertas por círculos abertos ou fechados indicam vias de retroalimentação negativa: -Alças de retroalimentação ultra-curtas -Alças de retroalimentação curtas - Alças de retroalimentação longas Resumo dos Hormônios Liberadores Resumo dos Hormônios Liberadores Exemplo de sistema de cascata hormonal: hormônios da pituitária posterior ✓O sistema da pituitária posterior se ramifica para a direita, a partir do hipotálamo. ✓ Ocitocina e vasopressina são sintetizados em corpos celulares separados de neurônios hipotalâmicos. Síntese de vasopressina ocorre principalmente no núcleo supra-óptico, e síntese de ocitocina ocorre principalmente no núcleo para ventricular. Relação anatômica entre hipotálamo e glândula pituitária Relação anatômica entre hipotálamo e glândula pituitária Objetivos da Aula ✓ Visão geral de hormônios ✓ Sistema de cascata hormonal ✓ Síntese de hormônios polipeptídicos e hormônios derivados de aminoácidos ✓ Proteínas de sinalização hormonal ✓ Hormônios cíclicos ✓ Receptores de hormônios de membrana ✓ Cascata hormonal intracelular ✓ Hormônios esteróides Hormônios polipeptídicos: codificação gênica Em alguns casos, mais de um hormônio é codificado em um gene. ❖ Pró-opiomelanocortina gera 8 hormônios a partir de um único produto gênico: ACTH, β-lipotropina, γ-lipotropina, γ-MSH, CLIP, α-MSH, β- endorfina, β-MSH e encefalinas. Nem todos estes produtos são expressos simultaneamente em um único tipo celular, mas são produzidos em células separadas com base em seu conteúdo de proteases específicas necessárias, controles metabólicos específicos e a presença de reguladores. Hormônios polipeptídicos: codificação gênica Em alguns casos, mais de um hormônio é codificado em um gene. ❖ Pré-pró-vasopressina: codifica a vasopressina e a neurofisina II, são co-liberados em respostas ao estímulo de barorreceptores e osmorreceptores, que sentem uma queda de pressão sangüínea ou uma elevação na concentração extracelular de íon sódio, respectivamente. ❖ Pré-pró-ocitocina: codifica a ocitocina e neurofisina I, são co-liberados em resposta à sucção em fêmeas lactantes Hormônios derivados de aminoácidos: Hormônios da tireóide e hormônios catecolaminas (epinefrina e norepinefrina) - Secretados pelas células cromafins da medula supra- renal a partir de fenilalanina/tirosina Hormônios derivados de aminoácidos Adrenalina ou epinefrina Noradrenalina ❖ Hormônios catecolaminas Hormônios derivados de aminoácidos ❖ Hormônios catecolaminas ✓ Relação das células cromafins da medula adrenal com inervação por neurônios pré- ganglionares e elementos estruturais envolvidos na síntese de epinetrina e descarga de catecolaminas em resposta a acetilcolina Hormônios derivados de aminoácidos ❖ Hormônios catecolaminas PNMT = feniletanolamina N- metiltransferase, enzima que converte norepinefrina em epinefrina Epinefrina interage com receptores α de hepatócitos para aumentar os níveis de glicose sangüínea e interage com receptores α de células de músculo liso vascular para causar vasoconstricção e aumentar a pressão sangüínea Cálcio entra nas células, causando a fusão de membranas glanulares e plasmáticas e exocitose dos conteúdos ❖ Hormônios da tiréoide Esquema da biossíntese e da secreção do hormônio da tireóide, tetraiodo-L-tironina (T4), ou tiroxina, e seu metabólito ativo, triiodo-L-tironina (T3) ✓ MIT, DIT, T3 e T4 são produzidas na molécula de tireoglobulina (glicoproteína grande que é armazenada no lúmem dos folículos da tireóide) 1. Oxidação de iodeto 2. Iodinação de resíduos de tirosina 3. Acoplamento de DIT com DIT 3. Acoplamento de DIT com MIT Hormônios derivados de aminoácidos Hormônios da tireóide Hormônios derivados de aminoácidos Mecanismos celulares para a liberação de T3 e T4 na corrente sanguínea 1- Endocitose da tireoglobulina (TG) 2- Proteólise da TG dentro da célula epitelial folicular 3- Liberação das DIT e MIT 4- DIT e MIT são deiodinadas e os íons iodeto liberados são reciclados e reutilizados para a síntese de hormônio da tireóide 5- DIT e MIT transforma-se em T3 e T4 1 2 3 4 5 Hormônios derivados de aminoácidos Inativação e degradação de hormônios derivados de aminoácidos ✓ A maioria dos hormônios peptídicos são degradados a aminoácidos por proteases, onde há quebra do anel glutamato cíclico ou clivagem da amida C-terminal. Hormônios derivados de aminoácidos Inativação e degradação de hormônios derivados de aminoácidos ✓ Alguns hormônios contêm pontes dissulfeto cistina e estes podem ser degradados por cistina aminopeptidase e glutationa tranidrogenase Ex: Ocitocina Objetivos da Aula ✓ Visão geral de hormônios ✓ Sistema de cascata hormonal ✓ Síntese de hormônios polipeptídicos e hormônios derivados de aminoácidos ✓ Hormônios cíclicos ✓ Receptores de hormônios de membrana ✓ Cascata hormonal intracelular ✓ Hormônios esteróides Sinais de hormônios cíclicos ❖ CORTISOL: variação diurna de secreçãodeste hormônio pela glândula adrenal é regulada pela transição sono/vigília ❖ MELATONINA: secreção noturna deste hormônio pela glândula pineal é determinada por luz do dia e escuro ❖ CICLO OVARIANO: opera numa base cíclica, ditada pelo sistema nervoso central Biossíntese de melatonina 1 1- Liberação de norepinefrina por um neurônio adrenérgico 2- Liberação de norepinefrina no escuro estimula a formação de cAMP por um receptor β da membrana celular do pinealócito 3- O cAMP aumenta a síntese de N-acetiltransferase e conversão de serotonina em N-acetilserotonina 4- Hidroxiindol-O- metiltransferase (HIOMT) então converte N- acetilserotonina em melatonina, que é secretada durante horas no escuro. A melatonina induz sonolência. O controle é exercido pela luz que entra nos olhos, que inibe a glândula pineal e, assim, a liberação de melatonina. 2 4 3 Ciclo ovariano é controlado por secreção pulsátil e cíclica de hormônio liberador de gonadotropina (GnRH) 1- GnRH é secretado de células neuroendócrinas hipotalâmicas em pulsos discretos (cerca de 1h) em adulto homens e mulheres. Entretanto em mulheres, a quantidade total de GnRH secretada mudam ao longo do ciclo menstrual 2- GnRH estimula a secreção de FSH e LH pela pituitária anterior (gonadotropos) 3- O FSH amadurece o folículo e o óvulo e a síntese e secreção de 17β-estradiol e inibina (é um regulador por feedback negativo da produção de FSH pelo gonadotropos) 4- Quando o folículo atinge a maturidade, o surgimento de LH, FSH e prostaglandina F2α desencadeia a ovulação 5- O folículo residual torna-se o corpo lúteo funcional, sob o controle de LH 6- O LH liga-se a seus receptores cognatos no corpo lúteo e, por estímulo da proteína quinase A, aumenta a síntese de progesterona. 1 2 3 4 6 5 1- GnRH é secretado na pituitária anterior 2- GnRH estimula a secreção de FSH e LH pela pituitária anterior (gonadotropos) 3- O FSH amadurece o folículo e óvulo 4- Quando o folículo atinge a maturidade, o surgimento de LH, FSH, estrógeno e prostaglandina F2α desencadeia a ovulação 5- O folículo residual torna-se o corpo lúteo funcional, sob o controle de LH 6- O LH liga-se a seus receptores cognatos no corpo lúteo e, por estímulo da proteína quinase A, aumenta a síntese de progesterona 7- Se a fertilização não ocorrer, o corpo lúteo regride ou degenera, devido ao suprimento diminuído de LH, e os níveis de progesterona e estrógeno caem abruptamente. O estímulo hormonal para espessamento e vascularização da parede endometrial uterina é perdido. Menstruação ocorre como uma conseqüência de necrose celular Ciclo ovariano 1 e 2 3 4 5 e 6 7 Efeito da fertilização sobre o ciclo ovariano em termos de secreção de progesterona e gonadotropina coriônica humana (hCG) ✓ Se a fertilização ocorrer, o corpo lúteo permanece viável devido a produção de hCG ✓ A secreção de hCG atinge o máximo cerca de 80 dias após o último período menstrual, depois decai muito rapidamente ✓ Quando os níveis de hCG caem, o corpo lúteo começa a regredir e, por volta de 12 semanas de gravidez, a placenta assume a produção e secreção de progesterona e estrógenos Objetivos da Aula ✓ Visão geral de hormônios ✓ Sistema de cascata hormonal ✓ Síntese de hormônios polipeptídicos e hormônios derivados de aminoácidos ✓ Proteínas de sinalização hormonal ✓ Hormônios cíclicos ✓ Receptores de hormônios de membrana ✓ Cascata hormonal intracelular ✓ Hormônios esteróides Receptores de hormônios de membrana Algumas interações hormônio-receptor envolvem múltiplas subunidades hormonais ✓ Tireotropina (TSH), hormônio luteinizante (LH) e hormônio folículo-estimulante (FSH) contêm, todos, uma subunidade α e β. A subunidade α de todos os 3 hormônios é quase idêntica. A especificidade é conferida pela subunidade β, cuja estrutura é singular para cada hormônio. Modelo de interação de LH com seu receptor Receptores de hormônios de membrana Modelo do receptor de TSH ✓ O complexo TSH-receptor estimula a adenilato ciclase e a via do fosfatidilinositol (PI) Ligação da subunidade β do TSH com o receptor Receptores de hormônios de membrana Modelo proposto para inserção do receptor β2- adrenérgico na membrana celular ✓ Para receptores de membrana existem domínios de ligação ao ligante, domínios transmembrânicos e domínios intracelulares ✓ Há 7 domínios que atravessam a membrana ✓ Os receptores β- adrenérgicos (β1 e β2) reconhecem catecolaminas (epinefrina e norepinefrina), e a ligação ao hormônio estimula a adenilato ciclase Região C-terminal intracelular que contém sítios de fosforilação (resíduos de serina e treonina) que são importantes para a descensibilização do receptor Receptores de hormônios de membrana Modelo proposto das hélices do receptor β-adrenérgico na membrana ✓ Ligação ao ligante pode ocorrer num bolsão formado pelos cilindros I a VII que atravessam a membrana Internalização de receptores Muitos tipos de complexos hormônio-receptor de membrana celular são internalizados por ENDOCITOSE 1- O complexo polipeptídico do receptor entra em depressões encapadas (coated pits), que são invaginações 2- Estas depressões encapadas se destacam as membrana para formar vesículas encapadas, que perdem suas capas, fundem-se umas com outras e formam vesículas chamadas de RECEPTOSSOMOS 3- Os receptores e ligantes dentro do receptossomos têm destinos diferentes: a) Os receptores podem ser reciclados para a superfície celular após fusão com o complexo de Golgi b) Os receptossomos fundem-se com os lisossomos, que contêm enzimas proteolícas que degradam o hormônio e o receptor. Algumas vezes o receptor pode retornar intacto a membrana Internalização de receptores Muitos tipos de complexos hormônio-receptor de membrana celular são internalizados por ENDOCITOSE 1- O complexo polipeptídico do receptor entra em depressões encapadas (coated pits), que são invaginações 2- Estas depressões encapadas se destacam as membrana para formar vesículas encapadas, que perdem suas capas, fundem-se umas com outras e formam vesículas chamadas de RECEPTOSSOMOS 3- Os receptores e ligantes dentro do receptossomos têm destinos diferentes: a) Os receptores podem ser reciclados para a superfície celular após fusão com o complexo de Golgi b) Os receptossomos fundem-se com os lisossomos, que contêm enzimas proteolícas que degradam o hormônio e o receptor. Algumas vezes o receptor pode retornar intacto a membrana Qual a função da clatrina??? Internalização de receptores Clatrina direciona a internalização de complexos hormônio-receptor da membrana plasmática ✓ O principal componente protéico da vesícula encapada é a clatrina, uma proteína não-glicosilada (180 kDa) ✓ A endocitose pode ser um meio de introduzir o receptor intacto ou o ligante no interior da célula, em casos em que o núcleo pode conter o sítio de ligação para o receptor ou o ligante ✓ A endocitose torna uma célula menos responsiva ao hormônio, uma vez que reduz o número de receptores na superfície celular. Internalização do receptor leva, portanto a regulação negativa ou down-regulation e uma diminuição na sensibilidade ao hormônio Estrutura de uma vesícula encapada A vesícula encapada têm uma estrutura de superfície tipo rede, composta de hexágonos e pentágonos Objetivos da Aula ✓ Visão geral de hormônios ✓ Sistema de cascata hormonal ✓ Síntese de hormônios polipeptídicos e hormônios derivados de aminoácidos ✓ Proteínas de sinalização hormonal ✓ Hormônios cíclicos ✓ Receptores de hormônios de membrana ✓Cascata hormonal intracelular ✓ Hormônios esteróides Visão geral da sinalização ✓ Hormônios polipeptídicos geralmente ligam-se a receptores de membrana expressos especificamente em células alvos ✓ Isto ativa ou inativa uma proteína transdutora na membrana. Alguns receptores sofrem internalização para o interior da célula, e outros abrem um canal iônico de membrana ✓ Após ligação com seus receptores cognatos de membrana, muitos hormônios peptídicos e protéicos transmitem seus sinais intracelulares por segundos mensageiros: - AMP cíclico (cAMP) - GMP cíclico (cGMP) - Inositol trifosfato (IP3) - Diacilglicerol (DG) - Fosfatidilinositol 3,4,5-trifosfato (PIP3) Visão geral da sinalização ✓ Diferentes hormônios ligam-se a receptores que ativam uma subunidade de proteína G estimulatória ou inibitória (Gs ou Gi, respectivamente), resultando na ativação ou inibição de uma enzima efetora e, assim, um aumento ou diminuição na concentração do segundo mensageiro intracelular correspondente. ✓ Os segundos mensageiros intracelulares ativam quinases específicas que iniciam uma cascata de reações de fosforilação/desfosforilação, resultando na ativação de algumas e inativação de outras enzimas ✓ Estímulo de adenilato ciclase por receptores acoplados a proteína G gera cAMP, que ativa proteína quinase A, e estímulo da guanilato ciclase por diferentes receptores acoplados a proteína G gera cGMP, que ativa proteína quinase G Os efeitos de cAMP são encerrados quando é hidrolisado por fosfodiesterase Exemplo de um hormônio que faz transdução de um sinal via geração de um segundo mensageiro Efeito de TSH sobre a secreção de hormônio da tireóide 1- TSH liga-se a seus receptores de membrana acoplados a proteína G na glândula tireóide 2- Resulta em ativação de adenilato ciclase e geração de cAMP 3- cAMP liga-se as subunidades regulatórias da forma inativa de proteína quinase A, levando à sua dissociação das subunidades catalíticas, que ficam então totalmente ativadas. 4- A enzima inicia uma cascata de fosforilações proteícas, resultando na secreção do hormônio da tireóide 1 2 3 4 Cascata hormonal intracelular: proteína quinase A Vasopressina ou arginina angiotensina (AVP) ou hormônio antidiurético ✓ Causa reabsorção de água da urina no rim distal Cascata hormonal intracelular: proteína quinase A Mecanismo que a vasopressina ou arginina angiotensina (AVP) ou hormônio antidiurético causa reabsorção de água da urina no rim distal Cascata hormonal intracelular: proteína quinase A Mecanismo que a vasopressina ou arginina angiotensina (AVP) ou hormônio antidiurético causa reabsorção de água da urina no rim distal 1- Neurônios vasopressinérgicos liberam AVP em respostas a estímulos de barorreceptores que respondem a queda na pressão do sangue ou de osmorreceptores que respondem a um aumento na concentração extracelular de sal Cascata hormonal intracelular: proteína quinase A Mecanismo que a vasopressina ou arginina angiotensina (AVP) ou hormônio antidiurético causa reabsorção de água da urina no rim distal 2- No rim, a ligação de AVP a seu receptor acoplado a proteína G e estimula a atividade as adenilato ciclase e ativa a proteína quinade A, que fosforila subunidades que se agregam para formar canais aquosos específicos, ou aquaporinas 3- A água atravessa a célula do rim para o lado basolateral e depois entra na circulação geral, onde dilui a concentração de sal. Cascata hormonal intracelular: proteína quinase A Exemplos de hormônios que operam pela via da proteína quinase A Cascata hormonal intracelular: proteína quinase C Hormônio liberador de gonadotropina (GnRH) ✓ GnRH estimula a secreção de FSH e LH pela pituitária anterior (gonadotropos) Cascata hormonal intracelular: proteína quinase C Hormônio liberador de gonadotropina (GnRH) Cascata hormonal intracelular: proteína quinase C Hormônio liberador de gonadotropina (GnRH) 1- Uma fibra nervosa aminérgica estimula o neurônio GnRH-érgico a secretar GnRH, que entra no sistema porta fechado conectando o hipotálamo e a pituitária anterior Cascata hormonal intracelular: proteína quinase C Hormônio liberador de gonadotropina (GnRH) 2- GnRH liga-se a seu receptor de membrana no gonadotropo e ativa fosfolipase C. 3- A hidrólise de fosfatidil inositol 4,5-difosfato (PIP2) forma diacilglicerol (DAG) e IP3 4- DAG ativa proteína quinase C, que fosforila proteínas específicas. 5- IP3 liga-se a um receptor na membrana do retículo endoplasmático, liberando o Ca+2 armazenado 6- O Ca+2 liberado também ativa a proteína quinase C, o que finalmente resulta em secreção de LH e FSH da mesma célula Cascata hormonal intracelular: proteína quinase C Exemplos de hormônios que operam pela via da proteína quinase C Cascata hormonal intracelular: proteína quinase G Fator natriurético atrial (ANF) ✓ O receptor do ANF é uma proteína transmembrânica, cujo domínio citoplasmático C-terminal tem atividade de glunilato ciclase e cujo domínio N-terminal liga ANF Domínios funcionais de ANF Cascata hormonal intracelular: proteína quinase G Modelo para a transdução de sinal do receptor do fator natriurético atrial (ANF) ✓ O ANF é secretado por miócitos do coração, em resposta a sinais como expansão do volume sanguíneo, alta ingestão de sal, pressão aumentada no átrio direito e aumento da taxa de batimentos cardíacos Cascata hormonal intracelular: proteína quinase G Visão geral da secreção de ANF e de seus efeitos gerais ❖ Aumenta a taxa de filtração glomerular (GFR) e do fluxo sangüíneo renal (RBF) levando a um volume de urina (VU) aumentado e excreção de íons sódio (UNa) ❖ Redução da secreção de renina e adosterona ❖ Vasoconstricção produzida por angiotensina II é inibida, causando relaxamento dos vasos renais bem como de outros vasos Cascata hormonal intracelular ✓ As subunidades α do receptor de insulina são localizadas extracelularmente e são os sítios de ligação de insulina Modelo hipotético representando duas vias bioquímicas separadas para explicar efeitos paradoxais da insulina na fosforilação de proteínas Efeitos metabólicos de curo-prazo: rápido aumento da captação de glicose Efeitos metabólicos de longo-prazo: diferenciação celular e crecimento Ligação do ligante induz autofosforilação de resíduos de tirosina localizados nas porções citoplasmáticas das subunidades β que ativa a cascata intracelular: fosforila substratos intracelulares, incluindo IRS-1, Shc e Cbl, que se associam com proteínas como p85 e Grb2. Formação do compelxo IRS-1/p85 ativa PI(-3)quinase; o compelxo IRS-1/Grb2 ativa MAP quinase. Cascata hormonal intracelular Esquema hipotético para transdução de sinal na ação da insulina PI(3)K = fosfatidilinositol-3-fosfato IRS-1 = substrato do receptor da insulina Cascata hormonal intracelular ✓ Muitos hormônios que se ligam a receptores de membrana celular transmitem seus sinais por segundos mensageiros que ativam proteínas quinases específicas => cAMP ativa proteína quinase A => DAG ativa proteína quinase C => cGMP ativa proteína quinase G ✓ As proteínas quinases fosforilam em resíduos de serina e/ou treonina ✓ Proteínas quinases que fosforilam resíduos de tirosina são encontradas em domínios citoplasmáticas de alguns receptores de membrana Objetivos da Aula ✓ Visão geral de hormônios ✓ Sistema de cascata hormonal ✓ Síntese de hormônios polipeptídicos e hormônios derivados de aminoácidos ✓ Proteínas de sinalização hormonal ✓ Hormônios cíclicos ✓ Receptores de hormônios de membrana ✓ Cascata hormonal intracelular ✓ Hormôniosesteróides Estrutura e função de hormônios esteróides ✓ Classes de hormônios esteróides 1- Hormônios sexuais e progestacionais 2- Hormônios adrenocorticais ✓ São sintetizados nas gônadas (ovário e testículos) e no córtex adrenal a partir de colesterol ✓ Estrutura baseada no núcleo cliclopentanopiridrofenantreno ✓ Conversão dos hormônios ativos em formas menos ativas ou inativas envolve alterações nos substituintes do anel, e não da própria estrutura do anel Principais hormônios esteróides e suas funções Principais hormônios esteróides e suas funções Conversão de colesterol em hormônios adrenocorticais 1- Colesterol sofre clivagem da cadeia lateral para formar a Δ5-pregnenolona e isocaproaldeído Obs: Δ5-pregnenolona é obrigatória na síntese de todos os hormônios esteróides 2- Δ5-pregnenolona é convertida diretamente a progesterona pela ação da 3β-ol desidrogenase (converte o grupo 3-OH em 3-ceto) e Δ4,5-isomerase (move a dupla ligação do anel B para o anel A) 3- Nas células da zona glomerulosa da adrenal ocorre converção de progesterona em aldosterona 1 2 3 Conversão de colesterol em hormônios sexuais (1) 17,20-desmolase (2) desidrogenase e isomerase (3) 17β-OH desidrogenase (4) 5α-redutase (5) 3α-redutase (6) aromatase Metabolismo de hormônios esteróides ✓ Hormônios esteróides são metabolizados lentamente, devido à sua ligação a proteínas plasmáticas, que os protegem da degradação ✓ O fígado é o principal local de metabolismo de esteróides, e um grande número de metabólitos é produzido para cada esteróide ✓ Em geral, as reações enzimáticas envolvidas no metabolismo de esteróides tendem a diminuir sua atividade biológica e aumentar sua solubilidade em água, facilitando assim sua excreção na urina Exemplo de metabolismo de hormônios esteróides Metabolismo de testosterona pode gerar esteróides ativos ou 17-cetosteróides inativos (1) aromatase (2) 17β-hidroxiesteróide desidrogenase (3) 5β-redutase (4) 3β-hidroxiesteróide desidrogenase isomerase (5) 3β-hidroxiesteróide desidrogenase Principal produto final metabólico inativoDHEA Regulação na síntese de hormônios esteróides ✓ Regulação da biossíntese de hormônios esteróides é mediada por concentrações intracelulares aumentadas de cAMP e Ca+2, embora a geração de IP3 também pode estar envolvida Efeitos rápidos do cAMP: 1- Mobilização e entrada de colesterol para a membrana interna das mitocôndrias, onde é metabolozada a pregnenolona Efeitos lentos do cAMP: Transcrição aumentada de genes de enzimas esteroidogênicas, que são responsáveis pela produção ótima de colesterol a longo prazo ✓ A proteína regulatória esteroidogênica aguda (StAR), facilita a translocação de colesterol da membrana mitocondrial externa para a interna 1 Hormônios que estimula diretamente a síntese e liberação de hormônios esteróides PTH= Hormônio da paratireoide Efeitos do ACTH sobre a biossíntese e secreção de cortisol Reações que levam à secreção de aldosterona em uma célula localizada na zona glomerulosa da adrenal 1 1- A principal força motriz é angiotensina II, que é gerada pelo sistema renina- agngiotensina: ECA Reações que levam à secreção de aldosterona em uma célula localizada na zona glomerulosa da adrenal 1 2- IP3 causa liberação de Ca+2 das vesículas intracelulares de armazenamento de Ca+2. Além disso, o canal de Ca+2 da membrana celular é aberto pelo complexo angiotensina-receptor Levam a um nível muito aumentado de Ca+2 citosólico, que juntamente com DAG, estimula proteína quinase C OBS. Acetilcolina liberada por sinais neuronais de estresse produz efeitos semelhantes nos níveis de cálcio 2 Reações que levam à secreção de aldosterona em uma célula localizada na zona glomerulosa da adrenal Condições fisiológicas opostas geram o fator natriurético atrial (ANF) => Um aumento do volume do sangue resulta em estiramento aumentado do coração e síntese e secreção aumentadas de ANF. No nível da célula da zona glomerulosa, ANF ativa a atividade de guanilato ciclase de seu receptor, resultando em um aumento nos níveis de cGMP citosólico. cGMP então inibe a síntese e a secreção de aldosterona e a formação do cAMP pela adenilato ciclase Vitamina D3 ✓ A forma ativa da vitamina D, chamada calcitriol (1,25-(OH)2-D3), é referida como um secosteróide, que é um esteróide, no qual um dos anéis foi aberto hidroxilação Vitamina D3 ✓ Receptores do calcitriol são expressos em várias células-alvos, incluindo células epiteliais intestinais, células ósseas e células que revestem os túbulos renais Ligação do calcitriol induz fosforilação do receptor, e o compexo hormônio- receptor então liga aos elementos de resposta à vitamina D3 no DNA Ligação do receptor a estas seqüências de DNA resultará em uma velocidade aumentada de transcrição de genes que respondem a vitamina D3 e promove absorção de Ca2+, que apresenta um importante papel na minerilação ássea Transporte de hormônios esteróides: proteínas de ligação Principais proteínas plasmáticas que são responsáveis pelo transporte de hormônios esteróides no sangue: ✓ Globulina de ligação a corticoesteróides ✓ Proteínas de ligação a hormônios sexuais ✓ Proteínas de ligação a andrógenos ✓ Albumina Receptores de hormônios esteróides: receptores intranucleares Etapa 1: Dissociação do hormônio da proteína de transporte circulante Etapa 2: Difusão do ligante livre para o citosol ou núcleo Etapa 3: Ligação do ligante ao receptor citoplasmático ou nuclear Etapa 4: Ativação do complexo hormônio- receptor citoplasmático ou nuclear para a forma que se liga ao DNA Etapa 5: Deslocamento do complexo hormônio- receptor citosólico ativado para o núcleo Etapa 6: Ligação do complexo hormônio- receptor a elementos de resposta específicos (HSE) no DNA Etapa 7: Síntese de proteínas novas codificadas por genes que respondem ao hormônio Etapa 8: Alteração do fenótipo ou da atividade metabólica da célula alvo, mediada por proteínas induzidas especificamente Métodos de determinação da concentração de hormônios no sangue Determinação da concentração de hormônios no sangue ✓ Muitos hormônios estão presentes no sangue em quantidades extremamente mínimas ✓ Métodos para a quantificação de hormônios: - Radioimunoensaio - Ensaios imunométricos Determinação da concentração de hormônios no sangue Radioimunoensaio ✓ Reagentes necessários: -Anticorpo específico a o hormônio (antígeno) -Antígeno marcado: I125 (emite raios gama) e H3 (emite raios beta) -Uma preparação padrão do antígeno -Um sistema para separar a fração que fica ligada ao antígeno da fração que não fica ligada Determinação da concentração de hormônios no sangue Radioimunoensaio ✓ A substância que se pretende dosar (Ag não marcado), existente no soro do paciente, compete com o Ag marcado pelos sítios de fixação do anticorpo ✓ A porcentagem do Ag ligado ao Ac está relacionada à quantidade total de Ag presente e é traduzida pela distribuição do marcador radioativo ✓ Com quantidades crescentes de Ag não-marcados, quantidades correspondentes menores do Ag marcado não fixadas no Ac ✓ Comparando a distribuição do marcador no soro do paciente com a observada nos padões, podemos determinar a concentração do Ag nesse soro Determinação da concentração de hormônios no sangue Radioimunoensaio ✓ Prepara-se uma curva de padronização em que se relacionam graficamente as porcentagens (ou as razões) obtidas nos padões com as concentrações dos padrões Radioimunoensaio Outros componentes do soro Antígeno a ser dosadoAnticorpo primário Antígeno biotinilado TMB ST-AV- Peroxidase Determinação da concentração de hormônios no sangue Determinação da concentração de hormônios no sangue Radioimunoensaio Desvantagem: Não é um teste seguro! Determinação da concentração de hormônios no sangue Ensaios imunométricos ✓ São os ensaios mais procurados pelos laboratórios clínicos ✓ Vantagens sobre o radioimunoensaio: -Eliminação do marcador radioativo -Reagentes com meia-vida mais longa -Ensaios mais rápidos -Um instrumento que oferece uma operação simples e eficiente ✓ Tipos de ensaios imunométricos: -ELISA - Quimioluminescência Outros componentes do soro ELISA “SANDWICH” Antígeno a ser dosado Anticorpo primário Anticorpo conjugado TMB (tetramethylbenzidine) Enzima Peroxidase ELISA DE COMPETIÇÃO Outros componentes do soro Antígeno a ser dosado Anticorpo primário Antígeno biotinilado TMB ST-AV- Peroxidase Reação ELISA: análise dos resultados Espectrofotômetro Quimioluminescência Determinação da concentração de hormônios no sangue ✓ Atualmente a maioria dos métodos para dosagens de hormônios utilizal a quimioluminescência: imunoquimioluminescência Absorção de um foton Emissão de um foton ✓ A luminescência é a emissão de luz ou energia radiante quando um elétron retorna de um nível de energia mais alto ou excitado para outro mais baixo Quimioluminescência Determinação da concentração de hormônios no sangue Quimioluminescência Determinação da concentração de hormônios no sangue ✓ Fenômeno que se obtém energia luminosa a partir de uma reação química ✓ Envolve a oxidação de um composto orgânico, tal como o luminol, isoluminol, ésteres de acridina ou luciferina por um oxidante, por exemplo, o peróxido de hidrogênio, o hipoclorito ou o oxigênio ✓ A luz é emitida do produto excitado, formado na reação de oxidação ✓ Essas reações ocorrem na presença de catalisadores, como as enzimas (Ex: fosfatase alcalina peroxidase e microperoxidase), íons metálicos ou complexos metálicos, como os com cobre II e ferro III Luminol Quimioluminescência Determinação da concentração de hormônios no sangue Quimioluminescência Determinação da concentração de hormônios no sangue Instrumento que detectam a luz: Lumonômetro Determinação da concentração de hormônios no sangue Exemplo: Ensaio imunofluorométrico não competitivo com anticorpos monoclonais anti-βLH Eu = Európio A solução de amplificação: dissocia os íons európio do Ac marcado na solução, e com eles forma estruturas fluorescentes Visão Geral... Referências 01- DEVLIN, T.M., Manual de BIOQUÍMICA com correlações clínicas, 6ª Ed., Editora Edgar Blücher Ltda. São Paulo, 2007. 02- STRYER, L. BIOQUIMICA, 5ª ed., Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, RJ, 2004. 03- VOET, D. Fundamentos de BIOQUÍMICA, ARTMED, Porto Alegre, 2002. 04- LEHNINGER, A.L. Princípios de Bioquímica, 3ª Ed., Sarvier, São Paulo, SP, 2002. 05- GUEDES, L.S. Manual de Aulas Práticas, 2002. 06- CAMPBELL, M.K., BIOQUIMICA, 3ª Ed., ARTMED, Porto Alegre, RS, 2001. 07- MONTGOMERY R.e Col. BIOQUIMICA Uma Abordagem Dirigida para Casos, 5ª Ed., Artes Médicas, 1994.