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Língua Portuguesa - AFT 
Teoria e exercícios comentados 
Prof. Fabiano Sales - Aula 07
AULA 07
Vitoriosos alunos, esta é a aula 07 de nosso preparatório para as provas de 
Auditor-Fiscal do Trabalho. Neste encontro, apresentarei conceitos relacionados aos 
temas Compreensão e Interpretação de textos, Semântica (Denotação, 
Conotação, Sinônimos e Antônimos), Coerência e Coesão (Ordenação de 
Frases e Continuação Coesa, Coerente e Correta de Trechos).
Para melhor orientá-los na localização dos assuntos, apresento o sumário 
abaixo a vocês:
SUMÁRIO
01. Gênero Textual versus Tipologia Textual . ................................................01
02. Tipologia Textual.............................................................................................. 02
03. O Texto Narrativo .............................................................................................03
04. Tipos de Discurso . ...........................................................................................06
05. Discurso D ireto................................................................................................. 06
06. Discurso Indireto .............................................................................................. 06
07. Transposição de Discurso .............................................................................07
08. Discurso Indireto Livre ................................................................................... 07
09. O Texto Descritivo. ...........................................................................................08
10. O Texto In juntivo.............................................................................................. 12
11. O Texto Dissertativo . .......................................................................................14
12. Compreensão e Interpretação Textual ........................................................20
13. Semântica .......................................................................................................... 24
14. Coerência e C oesão .........................................................................................39
15. Lista das Questões Comentadas na A u la . ................................................70
_________________ Gênero Textual X Tipologia Textual_________________
Inicialmente, é importante esclarecer que gênero textual e tipologia textual 
não se confundem.
O gênero textual relaciona-se à função, ao objetivo do texto. A observância 
dos títulos e da fonte (veículo material e>nde se encontra o texto) é muito importante 
para se saber qual é o objetivo textual. Por exemplo, qual o objetivo do gênero 
anúncio? É provocar uma atitude de compra. E do gênero manual de 
instruções? Quem já teve contato com esse gênero sabe que a finalidade é 
auxiliar na utilização adequada de algum aparelho. O gênero noticiário tem a 
função de informar. Um editorial tem a finalidade de expor um fato. Por fim, o 
gênero horóscopo, presente diariamente em jornais e revistas, apresenta a 
finalidade de prever.
Com relação à tipologia textual, podemos dizer que há obediência a 
aspectos linguísticos próprios, relacionados à estrutura do texto. Por exemplo, o 
gênero noticiário, quando analisado sob a óptica estrutural, apresenta 
características pertencentes a uma narrativa; por sua vez, o gênero horóscopo, 
quanto ao modo de organização do discurso, contém características relativas a um 
texto injuntivo (ou instrucional).
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Logo, é necessário observar o objetivo a que se destina o texto e as 
técnicas/características pertinentes a cada tipo textual.
TIPOLOGIA TEXTUAL
Dificilmente se encontra um texto que apresente características 
eminentemente narrativas, descritivas, injuntivas ou dissertativas (expositivas ou 
argumentativas). Em provas, é frequente a combinação de características inerentes 
a esses tipos de textos em uma só superfície textual, mas, normalmente, há a 
predominância de uma dessas formas. Assim, devemos dizer que “O texto é 
predominantemente” narrativo, descritivo, injuntivo ou dissertativo (expositivo ou 
argumentativo).
Exemplo:
Veio uma mulher (narração); era a cartomante (descrição). Camilo 
disse que ia consultá-la, ela fê-lo entrar. Dali subiram ao sótão, por uma 
escada (narração) ainda pior que a primeira e mais escura. Em cima, 
havia uma salinha, mal alumiada por uma janela, que dava para os 
telhados do fundo. Velhos trastes, paredes sombrias, um ar de pobreza, 
que antes aumentava do que destruía o prestígio (descrição).
A cartomante fê-lo sentar diante da mesa, e sentou-se do lado 
oposto, (narração) com as costas para a janela, de maneira que a 
pouca luz de fora batia em cheio no rosto de Camilo (descrição). Abriu 
uma gaveta e tirou um baralho de cartas (narração) compridas e 
enxovalhadas (descrição). Enquanto as baralhava, rapidamente, olhava 
para ele, não de rosto, mas por baixo dos olhos (narração). Era uma 
mulher de quarenta anos, italiana, morena e magra, com grandes olhos 
sonsos e agudos (descrição). Voltou três cartas sobre a mesa, e disse- 
lhe (narração):
(...)
(A cartomante. Machado de Assis)
O texto acima é predominantemente narrativo, pois apresenta sequência 
de fatos, uma ordem cronológica dos acontecimentos.
A partir de então, vocês podem me perguntar: Fabiano, como saberemos se 
um texto possui predominantemente características narrativas, descritivas, injuntivas 
ou dissertativas?
Meus amigos, para identificar a tipologia de um texto, estudaremos as 
características dos principais tipos.
Mãos à obra!
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O TEXTO NARRATIVO
Narrar é contar uma história, uma sequência de fatos ocorridos em 
determinado local e tempo. Em outras palavras, é o retrato de um fato real ou 
imaginário contado por um narrador.
Para que vocês consigam compreender uma narração, é preciso que o 
narrador evidencie:
- O fato ocorrido;
- O motivo de sua ocorrência;
- De que forma ocorreu; e
- Com quem o fato ocorreu.
Para tanto, é necessário conhecer os elementos básicos de um texto 
narrativo: narrador, personagem , espaço, tempo e enredo.
NARRADOR - é aquele que relata os fatos. A história pode ser narrada por 
um narrador-personagem (1â pessoa) ou por um narrador-observador
(3â pessoa).
Conceito Exemplo
N
ar
ra
do
r-
 p
er
so
na
ge
m
 
(1
ã 
pe
ss
oa
)
É uma personagem que, ao mesmo tempo, 
participa da história e narra os 
acontecimentos. Em outras palavras, a 
personagem vê os fatos de dentro da 
história (ponto de vista interno). Com o 
narrador-personagem, o foco narrativo é de 
1â pessoa, sendo marcado pelo emprego do 
pronome pessoal reto eu , além de suas 
formas oblíquas correspondentes (me, 
mim). Com o narrador-personagem, a 
narração é subjetiva, isto é, os fatos são 
narrados de acordo com os se ntimentos e 
as emoções daquele que narra.
Contou-me um guia em 
Buenos Aires, que quando se 
diz que essa cidade é a mais 
europeia das Américas, 
muitas pessoas torcem o 
nariz. Pura dor de cotovelo! 
Quem conhece Buenos Aires 
como eu, sabe que isso é 
verdade.
N
ar
ra
do
r-
ob
se
rv
ad
or
 
(3
ã 
pe
ss
oa
)
Relata os acontecimentos da narrativa 
como observador. Em outras palavras, 
alguém está observando o fato de fora e o 
relata. O foco narrativo é de 3ã pessoa, 
sendo marcado tanto pelo emprego dos 
pronomes ele(s), ela(s) quanto pelouso de 
verbos em 3ã pessoa. Com o narrador- 
observador, a narração é objetiva, ou seja, 
aquele que relata os fatos narra-os sem 
demonstrar seus sentimentos.
Ele morava numa cidade- 
zinha do interior. Tinha 
nascido ali, conhecia todo 
mundo. Era muito dado, dado 
demais para o gosto da 
mulher, que estava sempre de 
olho nos salamaleques que 
ele vivia fazendo para a 
mulherada do lugar. Puras 
gentilezas - dizia ele.
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PERSONAGEM - é o elemento que participa da história. Pode ser pessoa, 
coisa ou animal. O narrador deve sempre criá-la, pois não há narração sem 
personagem.
Havendo mais de uma personagem, o narrador pode separá-las em 
protagonista e antagonista. Esta (antagonista) é a personagem que se opõe à 
principal. Aquela (protagonista) é a personagem principal, em quem se centraliza a 
narrativa. Há, ainda, as personagens secundárias: são aquelas que participam dos 
fatos, mas não constituem o núcleo da narrativa.
ESPAÇO (ou LUGAR) - é a localização física e geográfica dos fatos 
narrados, a fim de estimular a imaginação do leitor. Vamos ver um exemplo.
“Muitos anos mais tarde, Ana Terra costumava sentar-se na frente de sua casa para 
pensar no passado. E, no seu pensamento como que ouvia o vento de outros tempos e 
sentia o tempo passar, escutava vozes, via caras e lembrava-se de coisas... O ano de 81 
trouxera um acontecimento triste para o velho Maneco: Horácio deixara a fazenda, a 
contragosto do pai, e fora para o Rio Pardo, onde se casara com a filha dum tanoeiro e se 
estabelecera com uma pequena venda.” (Érico Veríssimo, O Tempo e o Vento)
Esse texto caracteriza-se narrativo porque :
• está situado no tempo (81);
• faz menção a lugares onde a trama (enredo) se desenvolve (frente da casa, 
fazenda e Rio Pardo); e
• apresenta personagens (Ana Terra, Maneco e Horácio).
TEMPO - é o momento em que a história se passa. O tempo da narração 
pode ser presente, passado ou futuro. Em narrativas, há o predomínio do tempo 
passado (pretérito), pois essa tipologia textual tem como característica básica o "fato 
consumado”, isto é, o fato narrado já ocorreu. Quando a intenção é a criação do 
imaginário ou a sensação de fantasia, usa-se a forma do pretérito imperfeito do 
indicativo.
Exemplo:
"João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da Babilônia 
num barracão sem número.
Uma noite, ele chegou ao Bar Vinte de Novembro.
Bebeu
Cantou
Dançou
Depois se atirou na Lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado."
(Manuel Bandeira)
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O tempo da narrativa pode ser cronológico (linear, ocorrendo na ordem 
natural dos fatos - por exemplo, um dia, uma semana) ou psicológico (a memória 
do narrador - de acordo com as lembranças do narrador, a ordem dos 
acontecimentos pode ser modificada).
Exemplo de tempo cronológico (tempo real)
Após o expediente, partiu para comemorar seu aniversário na casa de seus 
queridos amigos. Sabia que lá haveria muita brincadeira, alegria e descontração. 
Assim que chegou ao local, foi recebido alegremente por todos.
Exemplo de tempo psicológico (tempo mental)
Aguardava o socorro dos bombeiros para ser retirado das ferragens. Pensou 
em sua vida, na família, nos amigos, nos planos que ainda não realizara. Tinha uma 
esposa linda, muito carinhosa, e uma filha que só lhe trazia alegrias. Mas voltou a si 
ao sentir as pernas presas nas ferragens.
ENREDO - é definido como a trama desenvolvida em torno das personagens, 
sendo formado pela sequência de ações (causa e efeito) que se desenrolam 
durante a narrativa.
Memorizem isto: toda narração é marcada por uma progressão temporal! 
O que pretendo dizer com isso? Que toda narração contém uma exposição, em 
que se apresentam a ideia principal, as personagens e o espaço (ou lugar); um 
desenvolvimento, em que se detalha a ideia principal, que, por sua vez, divide-se 
em dois momentos distintos: a complicação (têm início os "conflitos” entre as 
personagens) e o clímax (ponto culminante); e um desfecho, que é a conclusão da 
narrativa.
Exemplos:
O rapaz varou a noite inteira conversando com os amigos pela Internet (exposição). 
O pai, quando acordou às seis horas, percebeu a porta do escritório fechada e a luz acesa 
(complicação). O filho ainda estava no computador e não havia ido dormir. Sem que este 
percebesse, trancou a porta por fora (clímax). Meia hora depois, o filho queria sair e teve 
que chamar o pai, que abriu a porta (desfecho).
"João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da Babilônia num 
barracão sem número. (exposição)
Uma noite, ele chegou ao Bar Vinte de Novembro.
Bebeu
Cantou
Dançou
> (complicação)
Depois se atirou na Lagoa Rodrigo de Freitas (clímax) e morreu afogado 
(desfecho)."
(Manuel Bandeira)
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Narração
(síntese)
Podemos dizer, em linhas gerais, que a narração conceitua-se por 
apresentar:
> narrador participante (narrador-personagem) ou não (narrador-observador) 
dos fatos narrados;
> personagens que vivenciam tais fatos, localizando-os no tempo e no espaço;
> fatos em sequência (progressão temporal), numa relação de causa e efeito.
TIPOS DE DISCURSO
Há três tipos de discurso, a saber:
DISCURSO DIRETO - as personagens apresentam suas próprias palavras, 
sendo precedidas dos chamados verbos declarativos, tais como falar, dizer, 
responder, argumentar, confessar, ponderar, expressar etc.
O discurso direto também é marcado por alguns recursos de pontuação 
(dois-pontos, travessão, aspas, mudança de linha), cuja finalidade é anunciar a 
participação direta das personagens.
Exemplos:
(1) O servidor disse ao chefe:
- Pretendo fazer hora extra.
(2) - Pretendo fazer hora extra - disse o servidor ao chefe.
(3) O servidor disse ao chefe: "Pretendo fazer hora extra”.
(4) "Pretendo fazer hora extra” , disse o servidor ao chefe.
DISCURSO INDIRETO
Ocorre quando o narrador, com suas próprias palavras, transmite a fala das 
personagens.
O discurso indireto apresenta os verbos declarativos (falar, dizer, 
responder, argumentar, confessar, ponderar, expressar etc.) , sendo marcado 
também pela subordinação (oração subordinada substantiva objetiva direta) entre 
as orações, com as conjunções integrantes que e se .
Exemplo: O servidor disse ao chefe que pretendia fazer hora extra.
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TRANSPOSIÇÃO DE DISCURSO
Discurso Direto Discurso Indireto
Enunciado em 1- ou 2- pessoa.
Ex.: "O aluno disse:
- Irei à escola.”
Enunciado em 3- pessoa.
Ex.: "O aluno disse que iria à escola.”
Verbo no presente do indicativo.
Ex.: "O aluno disse:
- Sou estudioso.”
Verbo no pretérito imperfeito do 
indicativo.
Ex.: "O aluno disse que era estudioso.”
Verbo no pretérito perfeito do indicativo.
Ex.: "O aluno disse:
- Estudei ontem.”
Verbo no pretérito mais-que-perfeito do 
indicativo.
Ex.: "O aluno disse que estudara ontem.”
Verbo no futuro do presente.
Ex.: "O aluno disse:
- Estudarei muito.”
Verbo no futuro do pretérito.
Ex.:"O aluno disse que estudaria muito.”
Verbo no imperativo, presente do 
subjuntivo ou futuro do subjuntivo.
Ex.: "-Não faça escândalo - disse o aluno.”
Verbo no pretérito imperfeito do 
subjuntivo.
Ex.: "O aluno disse que não fizesse 
escândalo.”
Oração justaposta.
Ex.: "O aluno disse: - A prova está fácil.”
Oração com conjunção.
Ex.: "O aluno disse que a prova estava 
fácil.”
Oração interrogativa direta.
Ex.: "O aluno perguntou:
- Lá é bom?”
Oração interrogativa indireta (forma 
declarativa).
Ex.: "O aluno perguntou se lá era bom.”
Pronomes demonstrativos de 1- (este, esta, 
isto) ou 2- (esse, essa, isso) pessoas.
Ex.: "O aluno disse:
-Esta é a prova.”
Pronome demonstrativo de 3- pessoa 
(aquele, aquela, aquilo).
Ex.: "O aluno disse que aquela era a 
prova.”
Advérbios de lugar aqui e cá.
Ex.: "O aluno disse:
Aqui está a prova.”
Advérbio de lugar ali e lá.
Ex.: "O aluno disse que ali estava a prova.”
Presença de vocativo. Presença de objeto indireto na oração 
principal.
Ex.: Você vai aplicar a prova, 
professor? - perguntou o aluno.
Ex.: O aluno perguntou ao professor se 
ele aplicaria a prova.
DISCURSO INDIRETO LIVRE
O discurso indireto livre ocorre quando as falas da personagem e do 
narrador se misturam (narrador onisciente - aquele que, além de conhecer os 
fatos, sabe em que a personagem está pensando), isto é, a fala da personagem é 
incluída no discurso do narrador. Nesse tipo de discurso, não há verbos declarati-
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vos e recursos de pontuação (dois-pontos, travessão, aspas, mudança de linha). 
Essa mistura ocasiona um monólogo da personagem.
Exemplo:
"Aperto o copo na mão. Quando Lorena sacode a bola de vidro a neve sobe tão 
leve. Rodopia flutuante e depois vai caindo no telhado, na cerca e na menininha de capuz 
vermelho. Então ela sacode de novo. ‘Assim tenho neve o ano inteiro’. Mas por que neve o 
ano inteiro? Onde é que tem neve aqui? Acha linda a neve. Uma enjoada. Trinco a pedra de 
gelo nos dentes."
(Lygia Fagundes Telles, As meninas)
Notamos que a primeira frase em destaque pertence ao narrador, todavia a 
segunda se confunde entre narrador e personagem. Com esse recurso, a narrativa 
se torna mais fluente, aproximando narrador e personagem.
O TEXTO DESCRITIVO
Definição
Podemos definir descrição como o "retrato” de uma sequência de 
características, de impressões, de detalhes sobre uma pessoa, um "objeto”, 
podendo ser um animal, um ambiente ou uma paisagem.
Na descrição, há valorização dos processos verbais não significativos ou de 
ligação, ou seja, os verbos de ação ou movimento são secundários. Nessa tipologia 
textual, o tempo verbal é o presente do indicativo ou o pretérito imperfeito. 
Entretanto, utilizam-se em maior número as formas nominais do verbo (gerúndio, 
particípio ou infinitivo), proporcionando a imobilidade do objeto descrito.
Exemplo:
“Estavam no pátio de uma fazenda sem vida. O curral deserto, o chiqueiro das 
cabras arruinado e também deserto, a c a ^ do caseiro fechada, tudo anunciava abandono 
_______________________________________________ (Graciliano Ramos, Vidas Secas)
O parágrafo é descritivo, pois:
• são relatadas imagens, cenas, lugares, com adjetivações (fazenda sem vida, 
curral deserto) de um lugar concreto (pátio); e
• os acontecimentos são simultâneos, isto é, não há progressão temporal nem 
transformação de estado (as cenas ocorrem ao mesmo tempo na fazenda).
Tipos de Descrição
De acordo com o "objeto” descrito, a descrição pode ser:
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CONCEITO EXEMPLO
De
sc
riç
ão
 O
bj
et
iv
a 
(E
xp
re
ss
io
ni
st
a)
O autor descreve o "objeto” de forma precisa e 
imparcial, sem emitir opinião, ou seja, quem 
descreve mostra a realidade concreta, com 
uma perspectiva isenta e imparcial. A descrição 
objetiva é marcada, predominantemente, pela 
linguagem denotativa, aproximando o "objeto” 
da realidade, por substantivos concretos e por 
adjetivos pospostos.
Ele tem uma estrutura de 
madeira, recoberta de espu­
ma. Sobre a espuma há um 
tecido grosso. É o sofá da 
minha sala.
De
sc
riç
ão
 S
ub
je
tiv
a 
(Im
pr
es
si
on
is
ta
) O autor descreve o "objeto” de forma emotiva, 
fazendo uso de adjetivos, locuções adjetivas, 
orações adjetivas e verbos de estado. Quem
descreve apresenta uma visão pessoal e 
parcial, na tentativa de impressionar o leitor. 
A descrição subjetiva é marcada, predominan­
temente, pela linguagem conotativa, por subs­
tantivos abstratos e por adjetivos antepostos.
Monique era magra, muito 
fina de corpo, com uma cor 
morena. Tinha as pernas e os 
braços muito longos e uma 
voz ligeiramente rouca.
De
sc
riç
ão
Es
tá
tic
a Na descrição estática, autor e^ "objeto” estão parados, sem movimentar-se. É semelhante a 
uma fotografia, em que o autor faz uma 
descrição detida e atenta do "objeto” ou do 
lugar que observa.
Tem trinta anos, mas 
aparenta mais de quarenta. 
Sentado no velho sofá de 
couro, olhos fechados, pensa 
nos amigos ausentes ...
D
es
cr
iç
ão
Di
nâ
m
ic
a
Na descrição dinâmica, enquanto o autor está 
parado, o "objeto” descrito movimenta-se. É 
uma cena em movimento, a qual exige muita 
concentração do observador.
"Ficava grande parte do dia 
em pé, andando de mesa em 
mesa. Um prazer de tirar os 
sapatos, as meias, mexer os 
dedos dos pés ...”
(Jorge Amado)
D
es
cr
iç
ão
Fí
si
ca O autor descreve traços físicos da personagem: altura, cor dos olhos, cabelo, forma do rosto, do 
nariz, da boca, porte, trajes.
Sua pele era muito branca, 
os olhos azuis, bochechas 
rosadas. Estatura mediana, 
magra. Parecia um anjo.
De
sc
riç
ão
Ps
ic
ol
óg
ic
a
O autor apresenta o comportamento da 
personagem, seus hábitos, atitudes e 
personalidade.
Era sonhadora. Desejava 
sempre o impossível e 
recusava-se a ver a 
realidade.
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ESTRUTURA DA DESCRIÇÃO
Estruturalmente, a descrição deve ser dividida em:
> Primeiro parágrafo - Introdução: parte do texto em que devem ser 
apresentados os aspectos gerais - externos e/ou e internos, referentes à 
procedência do "objeto” ou à sua localização;
> Parágrafo(s) central(is) - Desenvolvimento: parte do texto em que são
detalhadas as características físicas e/ou psicológicas do "objeto” descrito;
> Último parágrafo - Conclusão: parte do texto em que são mencionados os 
demais aspectos gerais do "objeto” (utilidade ou característica que o represente 
como um todo).
Exemplo:
"Este pequeno objeto que agora descrevemos encontra-se sobre uma mesa 
de escritório e sua função é a de prender folhas de papel. (aspectos gerais)
Tem o formato semelhante ao de uma torre de igreja. É constituído por um 
único fio metálico que, dando duas voltas sobre si mesmo, assume a configuração 
de dois desenhos (um dentro do outro), cada um deles apresentando uma forma 
específica. Essa forma é composta por duas figuras geométricas: um retângulo cujo 
lado maior apresenta aproximadamente três centímetros e um lado menor de cerca 
de um centímetro e meio; um dos seus lados menores é, ao mesmo tempo, a base 
de um triânguloequilátero, o que acaba por torná-lo um objeto ligeiramente 
pontiagudo. (características físicas)
O material metálico de que é feito confere-lhe um peso insignificante. Por ser 
niquelado, apresenta um brilho suave. Prendemos as folhas de papel, fazendo com 
que elas se encaixem no meio dele. (características físicas)
Está presente em todos os escritórios onde se necessitam separar folhas em 
blocos diferenciados. Embora aparentemente insignificante, dadas as suas 
reduzidas dimensões, é muito útil na organização de papéis.” (aspectos gerais)
(Branca Granatic, Técnicas básicas de redação)
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Descrição
(síntese)
Podemos dizer, em linhas gerais, que a descrição:
> caracteriza-se por meio de imagens ou palavras, seres, processos, cenas e 
lugares;
> emprega termos com função adjetiva (adjetivos, locuções adjetivas, orações 
adjetivas) e verbos de ligação;
> estabelece comparações (metáforas, por exemplo);
> faz inferências a impressões sensoriais: cores, formas, gostos, cheiros, sons 
etc.
III
Vamos visualizar as diferenças entre narração e descrição:
NARRAÇÃO DESCRIÇÃO
Fatos não simultâneos, marcando 
uma temporalidade (há progressão 
temporal).
Fatos simultâneos, concomitantes, 
marcando uma atemporalidade
(ausência de progressão temporal).
É dinâmica, com presença de 
verbos significativos, uma vez que o 
importante é a ação, isto é, o que 
aconteceu.
É estática, isto é, destituída de ação; 
o ser, o objeto ou o ambiente têm 
mais importância.
Destaca as relações lógicas, as 
causalidades. Em outras palavras, 
sempre haverá o desenrolar de um 
fato: a ação ; a presença de quem 
participa do fato: a personagem ; 
o lugar em que ocorre fato: 
o espaço; o instante em que ocorre 
o fato: o tempo; alguém que conta o 
fato: o narrador; e o fato pro­
priamente dito: o enredo.
Destaca os seres, os objetos, im­
pondo-lhes características. Por
essa razão, as frases têm como 
destaque o substantivo (representa 
cenas, paisagens, ambientes, seres, 
coisas e estados psíquicos) e o 
adjetivo (indica aspectos mais 
característicos, representando o 
registro de impressões sobre o 
descrito, marcando cor, sonoridade, 
textura, aroma ou sabor).
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Exemplo de parágrafo narrativo
Eram sete horas da noite em São Paulo e a cidade toda se agitava naquele clima de 
quase tumulto típico dessa hora. De repente, uma escuridão total caiu sobre todos como 
uma espessa lona opaca de um grande circo. Os veículos acenderam os faróis altos, 
insuficientes para substituir a iluminação anterior.
Esse texto caracteriza-se narrativo, pois:
• relata fatos concretos, num espaço concreto (São Paulo) e tempo definido 
(sete horas da noite); e
• os fatos narrados não são simultâneos: há mudança de um estado para 
outro, e, por isso, existe uma relação de anterioridade e posteridade entre os 
enunciados (antes "... a cidade toda se agitava” e depois "... uma escuridão total 
caiu sobre todos ...”).
Exemplo de parágrafo descritivo
Eis São Paulo às sete horas da noite. O trânsito caminha lento e nervoso. Nas ruas, 
pedestres apressados se atropelam. Nos bares, bocas cansadas conversam, mastigam e 
bebem em volta das mesas. Luzes de tons pálidos incidem sobre o cinza dos prédios.
O parágrafo é descritivo, pois:
• são relatadas várias adjetivações (trânsito lento e nervoso; pessoas 
apressadas; bocas cansadas) de um lugar concreto num ponto estático do tempo 
(Eis São Paulo às sete horas da noite);
• os acontecimentos são simultâneos - ou concebido como se fossem - , isto é, 
não há progressão temporal entre os enunciados (tudo ocorre às sete horas da 
noite).
O TEXT O INJUNTIVO
Definição
O texto injuntivo (ou instrucional) é aquele que, por meio de uma 
linguagem apelativa, tem como objetivo persuadir o leitor/alocutário a realizar uma 
ação ou a adotar determinado comportamento.
Nessa tipologia textual, exprimem-se ordens, pedidos, sugestões, 
orientações. Além disso, o texto injuntivo é marcado pelo emprego de formas 
verbais no imperativo, seja no afirmativo, seja no negativo, e pelo uso da segunda 
pessoa (pronomes tu e você) para aproximar o receptor da mensagem.
Essa tipologia é muito recorrente em textos publicitários, propagandas, 
receitas, manuais, leis, horóscopos, provérbios e discursos políticos. Vejam.
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(Encarte pôster, inserido na ed. 147, revista VendaMais, de julho de 2006.j
No texto acima, encontramos formas verbais no imperativo ("sonhe”, 
"estude”, "analise”, "reveja” etc.) - denotando ordem, pedido - e a forma pronominal 
"você”, empregadas com a intenção de aproximar receptor e mensagem. São 
características do texto injuntivo.
Essa é para quem é mais "antigo” (eu, por exemplo...rs). Quem não se 
recorda da famosa propaganda da Garoto? Vejam abaixo:
"Compre Baton. Compre Baton. Seu filho merece Batoní
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No anúncio, percebe-se a clara intenção de persuadir o receptor da 
mensagem, levando-o à compra do produto. Como os publicitários conseguiram 
obter esse efeito? Por meio do emprego de formas imperativas ("Compre, 
Compre”), aproximando, mais uma vez, mensagem e receptor.
Injunção
(síntese)
Podemos dizer, em síntese, que o texto injuntivo:
> caracteriza-se por uma linguagem apelativa, direta e persuasiva;
> emprega formas verbais no imperativo (afirmativo ou negativo); e
> lança mão de formas pronominais de segunda pessoa (tu e você), com a 
intenção de aproximar receptor e mensagem.
O TEXTO DISSERTATIVO
Definição
Podemos definir dissertação como a apresentação de fatos ou a emissão de 
uma opinião, baseada em argumentos, acerca de um determinado assunto.
Existem dois tipos de dissertação: a expositiva (objetiva) e a 
argumentativa (subjetiva).
O texto dissertativo expositivo (objetivo), também conhecido com 
informativo, é aquele em que o autor não defende sua opinião. Em outras palavras, 
o autor apenas explica as ideias, sem preocupar-se em convencer os leitores, tendo 
por objetivo apenas informar, apresentar, definir ou explicar o fato aos 
interlocutores. Esse tipo de texto é usado na imprensa, em livros didáticos, em 
enciclopédias, em biografias e em revistas de divulgação técnica e científica.
Exemplo:
Cor da casca depende da ração
Por que existem ovos de galinha com a casca branca e outros com a casca 
marrom? Há algumas diferenças nutritivas, entre elas a cor da casca dos ovos, que 
dependem basicamente da composição da ração que é dada à galinha. "Existem várias 
opções de composição. Cada criador escolhe a que mais se adapta ao tipo de animal que 
está criando”, explica a engenheira de alimentos Eney Martucci, da Universidade Estadual 
de Campinas (Unicamp), em São Paulo. Se houver, por exemplo, beterraba ou cenoura na 
ração, a coloração da casca será alterada e ela ficará mais escura. A cor do ovo, portanto, 
não tem relação com a cor da galinha que o gerou.
(Revista Superinteressante, novembro de 1995, com adaptações)
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Com uma abordagem objetiva, o autor do texto acima tem por finalidade 
apenas informar o leitor acerca do motivo que acarreta as diferenças entre as cores 
dos ovos: a ração que é oferecida à galinha.
Exposição
Em resumo, podemos dizer que o texto expositivo (ou informativo) apresenta:
> objetividade - vocabulário preciso e denotativo;
> impessoalidade/imparcialidade - o autor não emite opinião; apenas expõe o assunto;
> documentação - o autor baseia as informações em testemunhos de autoridades, 
citar fontes etc.
Já o texto dissertativo argumentativo (subjetivo) tem como finalidade o 
desenvolvimento de um tema, sendo composto por opiniões do autor acerca do 
assunto. É baseado em argumentos que pretendem persuadir o leitor.
Exemplo:
Preconceito contra a roça
A sociedade brasileira, infelizmente, enxerga seu universo rural com preconceito. 
Em decorrência, menospreza a importância da agropecuária na geração de emprego e da 
renda nacional. Pior, atribui ao setor uma pecha negativa: o moderno está na cidade; o 
atraso, na roça.
Razões variadas explicam esse terrível preconceito. Suas origens remontam ao 
sistema latifundiário. Com a acelerada urbanização, o violento êxodo rural subverteu, em 
uma geração, os valores sociais: quem restou no campo virou passado. As distâncias 
geográficas do interior, a defesa ecológica, a confusão da reforma agrária, o endividamento 
rural, todos esses fatores explicam a prevenção contra o ruralismo.
Na linguagem popular, o apelido depreciativo é sempre da agricultura. Fulano é 
burro, vá plantar batatas! Nas finanças, o malandro é laranja. Que pepino, hein? Um grande 
abacaxi! Ninguém usa comparações positivas: íntegro como boi, bonito qual jequitibá! Na 
música, a sanfona, ou a viola, é brega. Pior de tudo, nas festas juninas, crianças são 
vestidas com calças remendadas, chapéu de palha desfiado e, pasmem, dentes pintados de 
preto para parecerem banguelas.
Triste país que deprecia suas origens. Um misto de desinformação e preconceito 
que impede que a agricultura ressalte sua força e seu valor. As mazelas do campo - ainda
são muitas - suplantam, na mídia, os benefícios da modernidade rural. Os meios de 
comunicação focalizam seus problemas e não as vitórias alcançadas. Miopia cultural.
(Xico Graziano. O Estado de S. Paulo, Caderno 2°, 25/7/2001, com adaptações.)
No texto acima, o autor claramente demonstra seu ponto de vista ao criticar 
a depreciação do universo rural feita sociedade brasileira. Para a defesa de sua 
tese, o autor tenta persuadir o leitor, evidenciando a importância da agropecuária na 
geração de emprego e da renda nacional, fazendo uso de modalizadores - 
indicadores de opinião (“infelizmente”, “pior”, “terrível”) - e de expressões 
contrárias ao preconceito ("Miopia cultural”).
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OS PARÁGRAFOS DO DESENVOLVIMENTO
Diferentemente da narração, o texto dissertativo não apresenta uma 
progressão temporal entre os enunciados. Nesse tipo de texto, há uma relação de 
natureza lógica, chamada progressão temática.
Os parágrafos de desenvolvimento ampliam as ideias apresentadas na 
introdução, sempre fundamentando o ponto de vista defendido pelo autor. Eles 
apresentam não só uma unidade interna, mas também uma correlação entre si. 
Para isso, o redator deve apresentar uma boa argumentação.
A ARGUMENTAÇÃO
A argumentação consiste em qualquer tipo de procedimento usado pelo 
produtor do texto que tem como objetivo levar o leitor a aderir às teses defendidas. 
Assim, a argumentação está sempre presente em qualquer texto.
O sucesso de alguém, na tentativa de persuadir seus receptores, depende da 
consistência dos argumentos utilizados. Estes devem ser consistentes, 
inquestionáveis, irrefutáveis, concretos e convincentes. Não basta, por exemplo, 
dizer que “as autoridades governamentais brasileiras, em todos os níveis, não têm 
demonstrado, até hoje, um interesse pela causa da educação no Brasií’; é preciso 
que se apresentem as provas que justificam e fundamentam esse ponto de vista.
É importante mostrar que a tese será defendida no decorrer do texto. Para 
tanto, a superfície textual deve tratar de um só “objeto” , uma só “matéria” .
Mas, afinal, o que é tese? É a ideia central do texto, apresentando a direção 
argumentativa. Normalmente, os texfios a demonstram no primeiro parágrafo, 
denominado tópico frasal. Segundo as lições de Othon Garcia, os parágrafos do 
texto se constituem de “uma unidade de composição, em que se desenvolve 
determinada ideia central, a que se agregam outras, secundárias, intimamente 
relacionadas pelo sentido e logicamente decorrentes dela.” (Garcia, 1978:203)
Quando se muda o parágrafo, não se muda o assunto. O assunto, a rigor, 
deve ser o mesmo, do princípio ao fim do texto. A abordagem, porém, pode mudar. 
É neste ponto que o parágrafo entra em ação. A cada novo enfoque, a cada nova 
abordagem, a cada nova ideia central, haverá novo parágrafo.
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O parágrafo é estruturado com base em um tópico frasal (enunciado que 
expressa a ideia-núcleo), a ser desenvolvido por frases com que o autor vai 
expressar seu pensamento sobre a ideia que enunciou. Localizando os tópicos 
frasais de cada parágrafo, o leitor terá condições de identificar o conteúdo, numa 
primeira instância, até chegar ao tema geral do texto.
O tópico frasal não necessita, obrigatoriamente, aparecer no começo. No 
entanto, a maioria dos parágrafos se enquadra nesse esquema, já que, por meio 
dele há a retomada do tema e o posicionamento do autor do texto. Em textos 
indutivos, entretanto, o posicionamento surge apenas no decorrer do corpus textual.
Agora, vamos praticar com alguns exercícios de fixação.
1. Leia os parágrafos a seguir e marque:
(1) - Narração (4) - Dissertação expositiva
(2) - Descrição (5) - Dissertação argumentativa
(3) - Iniuncão
( ) "Existem momentos em que autoridades públicas adotam decisões que levam o 
observador comum a duvidar de suas condições para ocupar os cargos para os 
quais foram designados, ou então, a admitir que algo mais, não revelado ao comum 
dos mortais - nós todos - existe por detrás dos aparentes absurdos."
(Jornal Almanara)
( ) "As folhas das árvores nem se mexiam; as carroças de água passavam
ruidosamente a todo instante, abalando os prédios; e os aguadeiros, em manga de 
camisa e pernas arregaçadas, invadiam sem cerimônia as casas para encher as 
banheiras e os potes." (Aluísio de Azevedo)
( ) "Irene preta
"Irene boa
"Irene sempre de bom humor" (Manuel Bandeira)
( ) "O PREVINVEST é padrão de vida durante a aposentadoria. Com ele, você
pode escolher o tipo de fundo de investimento em que você quer aplicar seus 
recursos, o valor da contribuição ou da renda desejada e a partir de quando 
pretende receber o benefício. O PREVINVEST é oferecido em duas modalidades: 
PGBL e VGBL. (...)”
(Prova da CAIXA. Caderno 15 - 1 - Cargo: Técnico Bancário)
( ) "O homem é um animal político, portanto, animal que só se desenvolve em
sociedade, dependente, para sobreviver, da interação de indivíduos, grupos ou 
clãs." (R. A. Amaral Vieira)
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( ) "A exploração do trabalho infantil fere os direitos que a criança tem de viver
com plenitude a infância: a criança que queima esta etapa de sua vida amadurece 
muito cedo, o que pode trazer-lhe problemas psicológicos sérios na fase adulta; Eis 
porque, independentemente do que consta nas leis e nos estatutos dos menores, a 
criança não deve trabalhar. Ela deve brincar o suficiente para ser um adulto 
equilibrado e feliz.”
( ) "O Cacique estava indo de trem para a cidade para assinar um Tratado de Paz 
com o branco. Ia ele e o ajudante de ordens ao lado. De repente, o Cacique vira-se 
para o ajudantes de ordens e diz:
- Ajudante Pomba Roxa, Cacique Touro Sentado tem sede. Buscar água.
Pomba Roxa pegou o copo, foi ao toalete do vagão, voltou com o copo cheio 
d’água. Cacique bebeu.”
(Ziraldo)
_______________________ GABARITO E COMENTÁRIOS_______________________
(4) Dissertação expositiva (ou objetiva) - Com uma abordagem objetiva, o autor 
do texto tem por finalidade informar o leitor acerca das decisões adotadas pelas 
autoridades públicas.
(2) Descrição dinâmica - Os "objetos” descritos estão em movimento: "as carroças 
passavam”; "os aguadeiros (...) invadiam”. É caracterizada por seres "carroças” e 
"aguadeiros” , cenas "passavam ruidosamente a todo instante, abalando os prédios” . 
Tudo é atemporal, ou seja, ocorre ao mesmo tempo.
(2) Descrição física e psicológica - Manuel Bandeira descreve traços físicos e 
psicológicos da personagem "Irene”: "preta” , "boa” e "sempre de bom humor” .
(3) Injunção - O texto tem como objetivo persuadir o leitor a aderir ao 
PREVINVEST. É marcado pelo emprego da forma pronominal você para aproximar 
o receptor da mensagem, com uma linguagem apelativa e persuasiva: "é um 
excelente investimento para quem quer manter seu padrão de vida durante a 
aposentadoria” .
(5) Dissertação argumentativa (ou smbjetiva) - No trecho, o autor demonstra seu 
ponto de vista ao fazer a conclusão "(...) portanto, animal que só se desenvolve em 
sociedade, dependente, para sobreviver, da interação de indivíduos (...)” .
(5) Dissertação argumentativa (ou subjetiva) - O excerto é dissertativo- 
-argumentativo, pois o autor defende a tese "os direitos da criança”, acerca do tema 
"exploração infantil” : "Ela (a criança) deve brincar o suficiente para ser um adulto 
equilibrado e feliz” .
(1) Narração - O trecho é narrativo por apresentar personagens envolvidos nos 
enredo, o qual se desenvolve no tempo e no espaço. Notem que os verbos 
presentes são significativos, isto é, denotam ação - "estava indo”, "Ia” , "vira-se”, 
"Buscar”, "foi”. A narração também é caracterizada pela presença do discurso direto, 
marcado por verbos declarativos ("diz”) e por recursos de pontuação - dois-pontos, 
travessão, aspas e mudança de linha.
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DICAS DE LEITURA
Pessoal, seguem algumas orientações para a leitura de textos.
• Ideia-chave
Uma boa dica de leitura de textos é dividir os parágrafos (ou partes dele), 
fazendo um resumo da(s) ideia(s) principal(is) apresentada(s) em cada um. É a 
técnica das ideias-chave.
• Palavra-chave
Outra boa estratégia de leitura é buscar as palavras mais importantes de 
cada parágrafo. Elas constituirão as palavras-chave do texto, em torno das quais 
as outras se organizarão e criarão um intercâmbio de significação para produzirem 
sentidos.
As palavras-chave representam uma síntese temática, contêm a ideia 
central do texto. Funcionam como uma chave que introduz o leitor ao assunto 
principal da mensagem. A correlação entre texto e título, em geral, é feita por meio 
das palavras-chave. Portanto, nem sempre é preciso saber a acepção de todas as 
palavras do texto para compreendê-lo.
Por adquirir tal importância na estrutura textual, as palavras-chave 
normalmente aparecem ao longo de todo o texto das mais variadas formas: 
repetidas, modificadas, retomadas por sinônimos etc. Elas estruturam o 
caminho da leitura, levando o receptor a compreender melhor o texto.
• Inferência lexical
A inferência lexical faz parte de uma série de recursos utilizados para 
identificar o sentido da mensagem que se deseja entender, ou seja, é um recurso 
que auxilia na compreensão do texto.
É um procedimento usado por nós desde "bebês”, na linguagem verbal e 
desde a alfabetização, na linguagem escrita. Por exemplo, um bilhete mal escrito, 
com partes apagadas, expressões desconhecidas ou estrangeirismos, muitas vezes 
não impede o entendimento da mensagem.
Do vocabulário que utilizamos hoje, apenas algumas poucas palavras 
procuramos no dicionário ou alguém nos disse seu significado. O conhecimento do 
significado da grande maioria foi por meio da dedução pelo contexto. As palavras 
adquirem um sentido peculiar, às vezes único, dependendo do contexto. Somente 
por meio do uso podemos determinar, com exatidão, o seu significado.
Quando precisamos saber o significado de uma palavra ou expressão que 
desconhecemos e que é fundamental para a compreensão do texto ou para 
respondermos a uma pergunta proposta, devemos buscar um significado que se 
adapte ao contexto, por meio das informações verbais e não-verbais que já 
possuímos ou pela posição na frase ou pela classe gramatical.
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Além das estratégias disponíveis, podemos fazer uso da analogia e de 
conhecimentos prévios sobre o assunto. É preciso ter cautela, entretanto, com o 
que chamamos de "conhecimento prévio” ou "conhecimento de mundo”. Isso 
porque, muitas vezes, uma questão pode levar vocês a extrapolar, a responder não 
o que está no texto, mas exatamente aquilo em que vocês acreditam ou aquilo que 
vocês conhecem.
• Enunciados das perguntas
Para compreendermos os enunciados das perguntas, devemos utilizar as 
mesmas estratégias de leitura que utilizamos para o texto (a busca das 
palavras/ideias-chaves, a dedução pelo contexto etc.).
A partir do enunciado da pergunta, decidimos o que vamos buscar no texto, 
se a ideia global, uma referência numérica ou uma informação específica.
Caso o enunciado mencione tema ou ideia principal, procurem a resposta 
nos parágrafos de introdução e/ou conclusão. É comum retomada do principal 
conteúdo apresentado. Se, no enunciado, o examinador mencionar argumento, 
procurem a resposta nos parágrafos de desenvolvimento.
COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS
Antes de passar propriamente para o estudo da compreensão e da 
interpretação textual, é necessário esclarecer o que é texto.
Texto não é um aglomerado de palavras e de frases desconexas, mas, sim, 
um todo, com unidade de sentido e intencionalidade do discurso. Em outras 
palavras, texto é qualquer mensagem, todo tipo de comunicação de sentido 
completo, oral ou escrita (não se restringe à linguagem escrita).
Para Platão e Fiorin, é possível tirar duas conclusões de noção de texto:
- "uma leitura não pode basear-se em fragmentos isolados do texto, já que o significado 
das partes é determinado pelo todo em que estão encaixadas.”
- "uma leitura, de um lado, não pode levar em conta o que não está no interior do texto e, 
de outro lado, deve levar em conta a relação, assinalada de uma forma ou de outra, por 
marcas textuais, que um texto estabelece com outros.”
Meus alunos, quero dizer o seguinte a vocês: uma frase só fará sentido notexto, o qual, por sua vez, só terá sentido no discurso. Por exemplo, em um dia de 
muito frio, se o interlocutor estiver em um ônibus, olhar para a janela e disser "Que 
frio!” , entenderemos que ele deseja que a janela seja fechada.
Outro exemplo: se, de repente, alguém grita "Fogo!” , é óbvio que, em geral, 
nossa primeira reação será sair correndo, o que nos permite chegar à conclusão 
de que a mensagem foi compreendida.
Com isso, percebemos que a situação em que se produz a linguagem e a 
intenção dos interlocutores, clara ou subentendida, é essencial ao entendimento 
do texto.
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Vencida essa etapa inicial, partiremos para o estudo de sua compreensão e 
interpretação.
COMPREENSÃO TEXTUAL
Quando mencionamos compreensão textual, referimo-nos ao que está 
escrito no texto, isto é, a compreensão baseia-se no plano do enunciado.
Erros clássicos de entendimento textual
Em provas da ESAF, é possível que a banca induza vocês a alguns erros 
clássicos de extrapolação, redução ou contradição. Mas o que caracteriza cada 
um desses erros? Vejam:
Extrapolação - ocorre quando vamos além dos limites do texto, isto é, quando 
realizamos inferências sem base no texto analisado. Por exemplo, se o enunciado 
trouxer o período
“Nem todas as p lantas hortícolas se dão bem durante todo o ano. ” , 
um erro de extrapolação ocorreria se com preendêssem os que
“Todas as plantas hortícolas se dão bem durante todo o ano”.
Redução - é uma particularização indevida. Nesses casos, ao invés de sairmos do 
contexto, restringimos a significação de uma palavra ou passagem textual. Por 
exemplo, aproveitando o primeiro enunciado
“Nem todas as p lantas hortícolas se dão bem durante todo o ano. ” ,
haveria um erro de redução caso compreendêssemos o período acima como
“Nenhuma planta hortícola se dá bem durante todo o ano”.
Contradição - é a reescritura contrária à passagem original do texto. Tomando por 
base o enunciado
“Nem todas as p lantas hortícolas se dão bem durante todo o ano. ” , 
um erro de contradição ocorreria se entendêssemos que
“Todas as plantas hortícolas não se dão bem durante o ano todo”.
Um entendimento correto acerca do enunciado em questão seria, por 
exemplo:
“Algumas plantas hortícolas se dão bem durante o ano todo”.
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INTERPRETAÇÃO TEXTUAL
Interpretar um texto não é simplesmente saber o que se passava na cabeça 
do autor enquanto ele escrevia. É, antes de tudo, perceber a intencionalidade do 
texto, inferir (deduzir). Por exemplo, se eu disser
"Levei minha filha caçula ao parque.” ,
podemos inferir que tenho mais de uma filha.
Em outras palavras, inferir é retirar informações implícitas e explícitas do 
texto. E mais: será com essas informações que vocês resolverão as questões de 
interpretação na prova.
É preciso ter cuidado, entretanto, com o que chamamos de "conhecimento 
prévio” , "conhecimento de mundo”.
• Conhecimento prévio
Conhecimento prévio (ou conhecimento de mundo) é o conhecimento 
acumulado do assunto abordado no texto. É aquilo que todos carregamos conosco, 
fruto do que aprendemos na escola, com os amigos, assistindo à televisão, enfim, 
vivendo.
Em um contexto conhecido, a dedução de palavras é feita por analogia com 
as informações que já possuímos sobre o tema. Portanto, o conhecimento prévio do 
tema em questão facilita, ratificando ou ampliando o entendimento do texto.
Não basta, porém, retirar informações de um texto para responder 
corretamente às questões. É necessário saber de onde tirá-las. Para tanto, temos 
que ter conhecimento, também, da estrutura textual e por quais processos se passa 
um texto até seu formato final de narração, descrição, injunção ou dissertação 
(expositiva ou argumentativa), conforme já estudamos.
Em geral, os textos têm a seguinte estrutura: introdução, desenvolvimento 
e conclusão. Ao lê-lo, devemos procurar a coerência, a coesão, a relação entre as 
ideais apresentadas.
Agora, chamarei a atenção de vocês para as interpretações indutiva e 
dedutiva.
TIPOS DE RACIOCÍNIO
Entre os vários tipos de parágrafos argumentativos, há os indutivos e os 
dedutivos.
Os indutivos têm como tópico frasal (frase nuclear) uma premissa 
(afirmativa) de caráter particular. O raciocínio é desenvolvido e a conclusão a que 
se chega é de caráter geral (do particular para o geral). É o que chamamos de 
interpretação indutiva (ou inferência). Cuidado com isso, pessoal! 
Geralmente, essa interpretação pode induzi-los a cometerem erros.
Exemplo: Os médicos entrevistados declararam que seus pacientes tiveram uma boa 
reação ao genérico Amoxilina (caráterparticular). Por isso, hoje, quando precisam pres-
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crever antibiótico, ressaltam que a única diferença entre o Amoxil e o Amoxilina está no 
valor a pagar. Portanto, todo genérico é tão eficiente quanto o seu correspondente de 
fantasia (caráter geral).
É um equívoco considerável chegar à conclusão de que todo remédio 
genérico mantém o grau de eficiência de seu correspondente de fantasia. Ainda 
que partamos da premissa de que os pacientes dos médicos entrevistados tenham 
tido uma boa reação ao genérico Amoxilina, há o conhecimento de que somente 
estes pacientes apresentaram esse resultado (não sabemos a reação dos outros 
pacientes que não foram entrevistados).
Por apresentar informações não contidas nas premissas, isto é, por 
extrapolar, a conclusão apresentada no exemplo é errada.
Já os parágrafos dedutivos são justamente o contrário: o tópico frasal 
contém afirmativa de caráter geral (do geral para o particular). É o que 
chamamos de interpretação dedutiva.
Exemplo: A violência é uma característica das cidades grandes (caráter geral). A 
busca de emprego, apontam os sociólogos, é, entre outros fatores, responsável pela 
recepção constante de imigrantes. O mercado de trabalho no Rio de Janeiro, por exemplo, 
não tem como absorver tanta mão de obra. Daí há um verdadeiro efeito dominó. A falta de 
emprego gera a miséria que, por sua vez, gera a violência. O Rio de Janeiro é uma das 
cidades mais violentas do mundo (caráter particular).
Nos argumentos dedutivos, chega-se a uma conclusão que se faz presente 
nas premissas. Em outras palavras, a conclusão não apresenta um conhecimento 
novo, ou seja, não extrapola as premissas.
INDUÇÃO DEDUÇÃO
Parte do particular para o geral Parte do geral (universal) para o
(universal). particular.
Por basear-se na hipótese, pode levar a Leva a uma conclusão que se faz
uma conclusão que não se faz presente presente nas premissas, ou seja, por
nas premissas, podendo acarretar não apresentar novos dados, não há
extrapolação. extrapolação.
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SEMÂNTICA: DENOTAÇÃO, CONOTAÇÃO, SINÔNIMOS E ANTÔNIMOS
A análise de textos pode ser influenciada pelas relações lexicais, as quais 
serão mostradas a seguir.
Campo Semântico
É possível que as palavras se associem de diversas maneiras. Uma dessas 
associações ocorre quando os vocábulos apresentam o mesmo radical- palavras 
pertencentes à mesma família, chamadas cognatas - , isto é, pertencem ao mesmo 
campo semântico.
Entretanto, não é necessário que as palavras possuam o mesmo radical para 
pertencerem ao mesmo campo semântico. É possível que os vocábulos se 
relacionem pelo sentido em um determinado contexto.
Exemplo:
João Camilo dirigia-se à casa de Maria Odete. No meio do percurso, ouviu 
um trovão. De repente, o céu ficou escuro; viu um relâmpago. Começou a chuva e 
João teve de voltar a casa.
No contexto acima, os vocábulos "trovão” , "relâmpago” e "chuva” , ainda que 
não possuam o mesmo radical, aproximam-se pelo sentido, ou seja, pertencem ao 
mesmo campo semântico.
DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO
Denotação - é o emprego da palavra em seu sentido usual, dicionarizado. 
Exemplo: João comprou uma flor para Maria.
Conotação (linguagem não literal) - é o sentido que a palavra assume em 
determinado contexto, ou seja, é o emprego da palavra em sentido figurado.
Exemplo: Maria, namorada de João, é uma flor.
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SINONÍMIA
Sinonímia - as palavras são sinônimas quando apresentam significados 
semelhantes em determinado contexto.
Exemplo:
O comprimento da sala é de quinze metros.
A extensão da sala é de quinze metros.
Nos exemplos acima, os vocábulos "comprimento” e "extensão” o mesmo 
significado. Portanto, apresentam relação sinonímica.
Também é importante chamar a atenção de vocês para a existência de frases 
sinônimas.
Exemplo:
Mal ele saiu, todos chegaram.
Assim que ele saiu, todos chegaram.
Nos exemplos acima, a conjunção "Mal” apresenta valor temporal. A mesma 
noção é apresentada na expressão "Assim que”. Como não houve alteração de 
sentido entre as frases, estas são sinônimas.
Existem, também, os sinônimos circunstanciais, que são adequados em 
determinado contexto.
Exemplo:
José Sarney desembarcou hoje em Brasília. Chegando ao Senado, o presidente do 
Senado fez seu pronunciamento.
ANTONÍMIA
Antonímia - são palavras que apresentam sentido contrário, oposto.
Exemplo: É um menino corajoso. / É um menino medroso.
A antítese é uma figura de linguagem que pode ser empregada para a 
obtenção termos antonímicos. Por meio desse recurso estilístico, faz-se a 
contraposição simétrica de palavras ou expressões de significado contrário, para:
a) pôr em relevo a oposição entre elas: "Residem juntamente no teu peito um 
demônio que ruge e um Deus que chora.” (Olavo Bilac)
b) obter um efeito paradoxal: "Nada! Esta só palavra em si resume tudo.” 
(Raimundo Correia)
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QUESTÕES DA ESAF
Leia o texto abaixo para responder à questão 1.
A situação fiscal brasileira é bem m elhor que a da m aior parte dos 
países desenvolvidos, mas bem pior que a da maioria dos em ergentes, 
segundo números divulgados pelo FM I. Para cobrir suas necessidades 
de financiam ento, dívida vencida e déficit orçam entário, o governo 
brasileiro precisará do equivalente a 1 8 ,5 % do Produto In tern o Bruto 
(P IB ) neste ano e 1 8 % no próximo. A m aior parte do problema decorre 
do pesado endividam ento acumulado ao longo de muitos anos. Neste 
ano, as necessidades de cobertura correspondem a pouco menos que o 
dobro da média ponderada dos 23 países - 9 ,5 % do PIB. Países 
sulamericanos estão entre aqueles em m elhor situação, nesse conjunto. 
O campeão da saúde fiscal é o Chile, com déficit orçam entário de 0 ,3 % e 
compromissos a liquidar de 1% do PIB. As previsões para o Peru 
indicam um superávit fiscal de 1 ,1 % e dívida a pagar de 2 ,5 % do PIB. A 
Colômbia tam bém aparece em posição confortável, com uma 
necessidade de cobertura de 3 ,9 % . Esses três países têm obtido uma 
invejável combinação de estabilidade fiscal, inflação controlada e 
crescimento firm e nos negócios.
(Adaptado de O Estado de São Paulo, Notas & Informações. 21 de abril de 2012)
1. (E SA F-2012/C G U ) In fe re -se das relações entre as ideias do texto que:
a ) a situação fiscal de um país não é, necessariam ente, proporcional ao 
seu desenvolvim ento.
b) países em ergentes apresentam , geralm ente, uma relação de baixo 
PIB e alto superávit fiscal.
c) países sul-am ericanos apresentam pouco mais que a m etade da 
média ponderada de outros países.
d) o Brasil tem dem onstrado vigor para superar, dentro de dois anos, os 
três países sul-am ericanos com m elhor saúde fiscal.
e ) inflação controlada provoca crescimento firm e nos negócios, o que 
resulta em estabilidade fiscal.
Com entário : A partir das ideias contidas no texto, é correto inferir que "a 
situação fiscal de um país não é, necessariamente, proporcional ao seu 
desenvolvimento". Essa inferência é lícita, sendo baseada nos seguintes 
segmentos do texto:
"A situação fiscal brasileira (país emergente) é bem melhor que a da maior parte 
dos países desenvolvidos".
"Países sul-americanos estão entre aqueles em melhor situação."
Portanto, a letra A é o gabarito da questão.
Gabarito: A.
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Leia o fragm ento de entrevista abaixo para responder à questão 2.
CARTA CAPITAL: Como o senhor avalia a economia brasileira? Roberto 
Frenkel: A queda do crescim ento da economia teve a ver com três 
acontecimentos. A situação nos EUA está mais positiva, há otim ism o no 
m ercado norte-am ericano, as ações subiram e estão no pico pós-crise, 
mas ainda é uma recuperação modesta. Na zona do euro, serão dois 
trim estres consecutivos em queda, o que, de acordo com a definição 
convencional, caracteriza recessão. E a China está claram ente em 
desaceleração. Essas realidades tiveram um efeito negativo sobre o 
crescimento brasileiro ao longo do segundo sem estre de 2011. Outro 
fa to r foi a valorização cambial. No fim do ano passado, o real chegou a 
acum ular a m aior valorização cambial desde o início da globalização 
financeira, ou seja, desde o fim dos anos 1960; e isso tem um efeito 
m uito negativo sobre a indústria e a atividade de modo geral.
(Trecho adaptado da entrevista de Roberto Frenkel a Luiz Antonio Cintra, Intervir para 
ganhar. Carta Capital, 18 de abril de 2012, p.78)
2. (ESA F-2012/C G U ) Analise as seguintes possibilidades para
apresentar, de m aneira resumida, a argum entação da resposta do 
entrevistado:
A queda no crescimento da economia no Brasil
I . tem motivos causados pela desvalorização do real: otim ismo no 
m ercado am ericano (depois da crise); nova definição de recessão na 
zona do euro e a China com desaceleração do mercado.
I I . pode ser relacionada a quatro fatores: otim ismo no mercado 
am ericano, recessão na zona do euro, desaceleração na China e 
valorização cambial do real.
I I I . deve-se a acontecimentos internacionais, como a alta das ações 
am ericanas, a desindustrialização da China, a queda na zona do euro, 
com valorização cambial.
Preservando a coerência e a correção gram atical,
a ) apenas I I e I I I estão corretas.
b) apenas I I I está correta.
c) apenas I e I I estão corretas.
d) apenas I e I I I estão corretas.
e ) apenas I I está correta.
Com entário : No início da entrevista, Roberto Frenkel cita que "a queda do 
crescimento da economia (brasileira) teve a ver com três motivos", a saber:
- otimismo no mercado americano:este argumento está expresso no texto - "A 
situação nos EUA está mais positiva, há otim ismo no mercado norte-americano".
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- recessão na zona do euro: o argumento é ratificado por meio do excerto "Na 
zona do euro, serão dois trimestres consecutivos em queda, o que, de acordo 
com a definição convencional, caracteriza recessão".
- desaceleração da China: este argumento também está expresso na superfície 
textual - "E a China está claramente em desaceleração".
Entretanto, no decorrer da entrevista, Frenkel cita um quarto fator, qual 
seja, a "valorização cambial do real". Essa argumentação é extraída do 
segmento "Outro fator foi a valorização cambial. No fim do ano passado, o real 
chegou a acumular a maior valorização cambial desde o início ...".
Portanto, somente a opção II complementa de forma coerente e correta a 
resposta do entrevistado.
A queda no crescimento da economia do Brasil pode ser relacionada a 
quatro fatores: otim ismo no mercado americano, recessão na zona do euro, 
desaceleração na China e valorização cambial do real.
Gabarito: E.
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3. (E SA F-2012/C G U ) De acordo com a argum entação do texto abaixo, 
assinale o fa tor que não contribui d iretam ente para a expressiva queda 
dos juros:
Mudanças mais amplas nas leis m ateriais e processuais são 
imprescindíveis. Deve-se m itigar os exageros de leitura do direito de 
am pla defesa, perm itindo a rápida apropriação de garantias, assegurado 
ao devedor o direito de posterior discussão. Litígios de devedores de 
m á-fé , esmagadora m aioria, praticam ente desapareceriam . Com m aior 
previsibilidade na execução dos contratos, a queda dos juros seria 
expressiva.
(Adaptado de Joca Levy, Juros, demagogia e bravatas. O Estado de São Paulo, 21 de 
abril de 2012)
a ) A dim inuição dos exageros de leitura do direito de am pla defesa.
b) A rápida apropriação de garantias.
c) Os litígios da m aioria de devedores de m á-fé.
d) O direito de posterior discussão pelo devedor.
e ) A m aior previsibilidade na execução de contratos.
Com entário : Segundo o texto, alguns fatores contribuem diretamente para a 
expressiva queda de juros. O autor elencou algumas medidas para essa redução, 
quais sejam:
- A diminuição dos exageros de leitura do direito de ampla defesa: esse fator é 
ratificado pelo segmento "Deve-se m itigar os exageros de leitura do direito de 
ampla defesa" ;
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- A rápida apropriação de garantias: essa afirmação foi elencada, no texto, como 
consequência do primeiro argumento, sendo confirmada pelo excerto 
"perm itindo a rápida apropriação de garantias" ;
- O direito de posterior discussão pelo devedor: também se trata de uma 
argumentação, apresentada no mesmo diapasão dos argumentos anteriores. No 
texto, é ratificada pelo segmento "assegurado ao devedor o direito de posterior 
discussão" ;
- A maior previsibilidade na execução de contratos: informação corroborada pelo 
trecho "Com maior previsibilidade na execução dos contratos, a queda de juros 
seria expressiva".
De outro lado, a argumentação "Os litígios da maioria de devedores de 
má-fé" é um aspecto negativo para que a queda de juros ocorra. No texto, esse 
posicionamento é confirmado pelo segmento "Litígios de devedores de má-fé, 
esmagadora maioria, praticamente desapareceriam".
Portanto, a letra C é o gabarito da questão.
Gabarito: C.
Considere o texto abaixo para responder à questão 4.
Sabe-se m uito pouco dos rumos que as grandes cidades tom arão nas 
próximas décadas. Muitas vezes nem se prevê a dinâmica m etropolitana 
do próximo quinquênio. Mesmo com a capacitação e o preparo dos 
técnicos dos órgãos envolvidos com a questão urbana, há variáveis 
independentes que interferem nos planos e projetos elaborados pelos 
legislativos e encaminhados ao Executivo.
Logicam ente não se prevê o m alfadado caos urbano, mas ele pode 
ensejar que o país se adiante aos eventos e tom e medidas preventivas 
ao desarranjo econômico, que teria consequências nefastas. Para 
antecipar-se, o Brasil tem condições propícias para criar th ink tanks ou, 
em tradução livre, usinas de ideias ou institutos de políticas públicas. 
Essas instituições podem antecipar-se ao que poderá surgir no 
horizonte. Em outras palavras, deseja-se o retorno ao planejam ento 
urbano e regional visando o bem -estar da sociedade. Medidas nessa 
direção podem (e devem ) estar em consonância com a projeção de 
tendências e mesmo com a antevisão de demandas dos destinatários 
da gestão urbana - os cidadãos, urbanos ou não.
(Adaptado de Aldo Paviani, M etrópoles em expansão e o futuro. Correio 
Braziliense, 8 de dezem bro, 2 0 1 1 )
4. (ESAF-2012/Ministério da Integração Nacional) In fe re -se da argum entação do 
texto que
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a ) os técnicos dos órgãos envolvidos com a questão urbana deveriam 
ser mais capacitados para realizar os projetos encaminhados ao 
Executivo.
b) a dinâmica m etropolitana a ltera-se a cada quinquênio, seguindo 
variáveis que devem constar dos planos e projetos de cada período 
legislativo.
c) institutos de políticas públicas teriam como tare fa o planejam ento 
urbano e regional, antecipando-se a um possível desarranjo econômico.
d) o caos urbano que poderá a fetar as grandes cidades nos próximos 
anos terá o desarranjo econômico como uma de suas piores 
consequências.
e ) as demandas crescentes dos habitantes das grandes cidades 
contrastam com a baixa demanda dos cidadãos não urbanos.
Comentário: Segundo as ideias do texto, é possível inferir que "institutos de 
políticas públicas teriam como tarefa o planejamento urbano e regional, 
antecipando-se a um possível desarranjo econômico". Essa inferência é lícita e 
baseia-se no excerto " ( .. .) ele (= o caos urbano) pode ensejar que o país se 
adiante aos eventos e tome medidas preventivas ao desarranjo econômico, que 
teria consequências nefastas. Para antecipar-se, o Brasil tem condições propícias 
para criar th ink tanks ou, em tradução livre, usinas de ideias ou institutos de 
políticas públicas. Essas instituições podem antecipar-se ao que poderá surgir no 
horizonte". Portanto, a letra (C) é o gabarito da questão.
Gabarito: C.
Considere o texto abaixo para responder à questão 5.
A vida em um país nórdico, como a Finlândia, nos faz re fle tir mais 
profundam ente sobre a relação entre liberdade, igualdade, autonom ia e 
form atos sociais que podem propiciar vidas mais plenas e felizes aos 
seus cidadãos. Para alguém habituado a desigualdades, uma sociedade 
igualitária, com am plo respeito pela vida hum ana, excelentes índices de 
educação, burocracia in teligente e serviços públicos voltados (d e fa to ) 
para m elhorar a vida do cidadão, soa como um caminho para a produção 
de seres humanos mais plenos e sociedades mais inspiradoras. Talvez 
não seja assim. Quando nos referim os à igualdade, não tratam os de 
m era distribuição equitativa da renda. A igualdade e a dignidade 
humana que uma sociedade pode produzir referem -se à possibilidade de 
o cidadão te r condições m ateriais e subjetivas à sua disposição, para 
que, atendidas suas necessidades básicas e diáriasde bem -estar, ele se 
ocupe com questões outras que a sobrevivência. Essas necessidades 
básicas de bem -estar incluem uma ilim itada oferta de bens públicos: de 
excelentes creches, escolas, universidades, sistema de saúde e 
previdência a todos, piscinas públicas, parques, transporte confortável e 
excelente, seguro-desem prego por tem po indefinido, licença 
m aternidade de 10 meses, m uitas bibliotecas públicas...
No entanto, a Finlândia tornou-se uma sociedade tão igualitária 
quanto apática. Pouco criativa, reproduz o mundo com extrem a 
facilidade, mas tem lim itada capacidade transform adora. A m aioria de
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seus educados cidadãos são seres pouquíssimo críticos: questionam 
pouco a vida que levam e são fisicam ente contidos. E isso não parece ter 
fo rte relação com o frio. É um acom odamento social, um respeito quase 
inexorável pelas regras. Esse resultado não foi causado, é evidente, pelo 
form ato social igualitário. Em outros term os, não foi a igualdade que 
deixou o país apático. Ademais, sociedades desiguais podem ser tão ou 
mais acríticas e reprodutoras. O ponto que nos intriga é que a igualdade, 
o respeito e a dignidade dados a todos não levaram à autonom ia, ao 
pensamento criativo e crítico, e a processos transform adores.
(Adaptado de Isabe la Nogueira, Do bem -estar ao pensam ento crítico: 
um olhar sobre o norte,outubro 3, 2 0 09 po r Coletivo Crítica Econômica 
h ttp ://c r itic a e c o n o m ic a .w o rd p re s s .c o m /2 0 0 9 /1 0 /0 3 / - acesso em 
1 2 /1 2 /2 0 1 1 )
5. (ESAF-2012/Ministério da Integração Nacional) Assinale a interpretação 
da oração "Talvez não seja assim ." ( f .9 ) que respeita as relações 
semânticas entre as ideias do texto e m antém a coerência entre os 
argumentos.
a ) A relação entre form atos sociais e os excelentes índices de educação 
é questionável.
b) A vida em um país nórdico nem sempre faz re fle tir sobre a relação 
entre igualdade e liberdade.
c) Não é comum que serviços públicos voltados para m elhorar a vida do 
cidadão caracterizem países nórdicos.
d) Nem sem pre uma sociedade igualitária tem como consequência a 
form ação de seres humanos plenos e sociedades transform adoras.
e ) O hábito da desigualdade pode im pedir uma reflexão mais profunda 
sobre os valores de uma sociedade igualitária.
Comentário: No contexto, o vocábulo "assim" (linha 11) faz referência ao 
excerto "uma sociedade igualitária (...) soa como um caminho para a produção 
de seres humanos mais plenos e sociedades mais inspiradoras". Exerce, 
portanto, um papel de coesão anafórica. O segmento textual mencionado 
relativiza a formação de seres humanos mais plenos e de sociedades 
transformadoras em meio a uma sociedade igualitária. Isso é ratificado pelo 
advérbio "Talvez". Entre as alternativas apresentadas, aquela que traduz a ideia 
acima (apresentada no texto) e que preserva a coerência entre os argumentos é 
a opção (D). Na oração "Nem sempre uma sociedade igualitária tem como 
consequência a formação de seres humanos plenos e sociedades 
transformadoras", essa relativização é expressa pela expressão "nem sempre".
Gabarito: D.
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6. (E S A F -2012 /M D IC ) Assinale a opção em que a reescrita do trecho 
altera as relações semânticas entre as informações do texto.
a) Um acúmulo de fatores mais e menos antigos conspirou para deprim ir a 
indústria brasileira, especialmente o segmento de transformação, nos últimos 
anos.
• A indústria brasileira, especialmente o segmento de transformação, nos 
últimos anos, foi deprimida em decorrência de um acúmulo de fatores mais e 
menos antigos.
b) Infraestrutura precária, custos elevados de mão de obra, carga tributária alta 
e educação insuficiente são alguns dos antigos problemas que afloraram com 
toda intensidade quando a crise internacional acentuou a tendência de 
apreciação do real e aumentou a concorrência mundial.
• Quando a crise internacional acentuou a tendência de apreciação do real e 
aumentou a concorrência mundial, antigos problemas afloraram com toda 
intensidade, tais como: infraestrutura precária, custos elevados de mão de obra, 
carga tributária alta e educação insuficiente.
c) O custo da mão de obra industrial no Brasil, de US$ 10,08 por hora, é um 
terço do verificado nos Estados Unidos e Japão, mas é maior do que o de países 
como o México, cuja indústria automobilística vem preocupando Brasília, e, 
naturalmente, do que o da China.
• É um terço do verificado nos Estados Unidos e Japão, cuja indústria 
automobilística vem preocupando Brasília, o custo da mão de obra industrial no 
Brasil, de US$ 10,08 por hora, mas é maior do que o de países como o México, 
e, naturalmente, do que o da China.
d) Nesse espaço de tempo, o câmbio teve uma valorização de 40% em termos 
reais, frente a uma cesta de 15 moedas, o que deixou a indústria brasileira com 
dificuldades de competir não só com a China, mas também com a Alemanha.
• O câmbio teve uma valorização de 40% em termos reais, frente a uma cesta 
de 15 moedas, nesse espaço de tempo, o que deixou a indústria brasileira com 
dificuldades de competir não só com a China, mas também com a Alemanha.
e) Os custos da indústria brasileira vêm subindo continuamente. A folha de 
salários da indústria aumentou 25% desde 2005 em reais, já descontada a 
inflação. A energia elétrica, um importante indicador da infraestrutura, ficou 
28% mais cara, apesar da abundância de recursos hídricos. Com a valorização 
do real, os custos tornaram-se ainda maiores.
• Vêm subindo continuamente os custos da indústria brasileira. Aumentou 25% 
em reais desde 2005, já descontada a inflação, a folha de salários da indústria. 
Ficou 28% mais cara, apesar da abundância de recursos hídricos, a energia 
elétrica, um importante indicador da infraestrutura. Os custos tornaram-se ainda 
maiores com a valorização do real.
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Com entário : A questão pede a alternativa cuja reescrita altera o sentido 
original, ou seja, o examinador quer que o candidato identifique o trecho que 
não caracteriza paráfrase.
Por paráfrase compreende-se a forma de reprodução de um texto sem 
alteração de sentido original. Trocando em miúdos, parafrasear é transm itir a 
mesma mensagem com outras palavras.
Por exemplo, se eu disser que " A m ente de Deus, bem como a 
in ternet, pode ser acessada por qualquer um, no mundo todo .", seriam 
possíveis as seguintes reescrituras:
(1) Qualquer um pode acessar a m ente de Deus e a in ternet, no 
mundo todo,
(2) No mundo todo, qualquer um pode acessar a m ente de Deus e a 
in ternet.
(3) A m ente de Deus pode ser acessada, no mundo todo, por qualquer 
um, da mesma form a que a in ternet.
(4) Tanto a in ternet quanto a m ente de Deus podem ser acessadas, no 
mundo todo, por qualquer um.
As frases acima mantêm o sentido original do enunciado. Portanto, são 
paráfrases .
Entretanto, uma construção que não representa uma paráfrase do 
enunciado original é "A m ente de Deus pode acessar, como qualquer um, 
no mundo todo, a in ternet". Vejam que, no período, o agente da ação verbal 
passa a ser "A mente de Deus". Entretanto, na ideia original, "a mente de Deus" 
é paciente, ou seja, sofre a ação de"ser acessada".
Voltando à questão da prova ...
Percebemos que não houve paráfrase na assertiva C.
No período original, a "indústria automobilística" pertence ao México. E 
como identificamos isso? Por meio do pronome relativo " cuja ", que indica valor 
de posse :
" ( .. .) como o México, cuia indústria automobilística vem preocupando Brasília 
(.. .) ." = a indústria automobilística do México vem preocupando Brasília.
Entretanto, na reescrita, a "indústria automobilística" pertence aos 
Estados Unidos e ao Japão. Nesse contexto, o pronome relativo "cu ja" refere-se 
a esses dois países. Vejamos:
" (...) nos Estados Unidos e Japão, cuia indústria automobilística vem 
preocupando Brasília (.. .) ." = a indústria automobilística dos Estados Unidos e 
do Japão vem preocupando Brasília.
As demais opções constituem paráfrases, pois mantêm o sentido dos 
respectivos enunciados originais.
G abarito: C.
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7. (E SA F-2012/C G U ) Assinale a opção em que a reescrita do trecho 
sublinhado preserva a correção gram atical e a coerência do texto .
O "jogo" civilizatório da redistribuição melhorou de form a espetacular a 
inclusão social, ampliou o mercado interno e funcionou m uito bem 
aum entando a demanda global. In fe lizm en te não acompanhamos o 
mesmo ritm o e, com a mesma disposição, a ampliação da oferta global. 
Está esgotado o espaço disponível. O resultado natural é que a diferença 
entre a demanda e a oferta globais se dissipa, inexoravelm ente, em um 
aum ento da inflação interna nos preços dos bens não transacionáveis 
(os serviços) e externam ente, em uma ampliação do déficit em conta 
corrente. O efeito colateral m uito im portante desse processo é a imensa 
valorização da relação câmbio nom inal/salário nom inal, que é o 
indicador do câmbio "real".
(Adaptado de Antonio Delfim N etto , Emergência e Reformas. Carta Capital, 18 de abril de 2 012 , p. 3 7 )
a ) Daí resulta, naturalm ente, uma am pliação do déficit em conta 
corrente que vem da diferença entre a demanda e a oferta globais e se 
dissipa, inexoravelm ente, em um aum ento da inflação interna nos 
preços dos bens não transacionáveis (os serviços).
b) Daí naturalm ente resulta que a diferença entre a demanda e a oferta 
globais, inexoravelm ente, se dissipam por um aum ento da inflação 
interna nos preços dos bens não transacionáveis (os serviços) e uma 
ampliação externa do déficit em conta corrente.
c) O resultado natural da diferença entre a demanda interna e a oferta 
global se dissipa, inexoravelm ente, em um aum ento da inflação 
in ternam ente (nos preços dos bens não transacionáveis - os serviços) e 
externam ente, em uma ampliação do déficit em conta corrente.
d) Vem daí, como resultado natural, a diferença entre a demanda que 
dissipa a oferta global dissipa inexoravelm ente, em um aum ento da 
inflação interna nos preços dos bens não transacionáveis - os serviços 
- e externam ente, há uma am pliação do déficit em conta corrente.
e ) Como resultado natural, há, in ternam ente, um aum ento da inflação 
nos preços dos bens não transacionáveis (os serviços) e, externam ente, 
uma ampliação do déficit em conta corrente; isso dissipa, 
inexoravelm ente, a diferença entre a demanda e a oferta globais.
Comentário: O trecho destacado no enunciado da questão apresenta as 
seguintes informações:
"O resultado natural é que a diferença entre a demanda e a oferta globais se 
dissipa, inexoravelmente,..." - a dissipação entre a diferença entre a demanda e 
a oferta globais é consequência inexorável (= inevitável) do resultado natural; 
"aumento da inflação interna nos preços dos bens não transacionáveis (os 
serviços)" - é o fa tor interno ;
"ampliação do déficit em conta corrente" - é o fa tor externo.
Sendo assim, a reescrita correta e coerente é encontrada na opção E. 
Como resultado natural, há, internamente, um aumento da inflação nos preços 
dos bens não transacionáveis (os serviços) [fa to r in terno ] e, externamente, 
uma ampliação do déficit em conta corrente [fa to r ex te rn o ] ; isso dissipa, 
inexoravelmente, a diferença entre a demanda e a oferta globais.
Gabarito: E.
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C onsidere o te x to ab a ixo para re spon de r à qu es tã o 8.
A década de 1980 fo i o m arco do s u rg im e n to de um novo a to r 
soc ia l nos países ricos: o novo-pobre (n ouveau -pauvre ). C o ro lá rio do 
de sm o ro n a m e n to do s is tem a de p ro teção soc ia l, em um quadro 
ag ravado pela revo lução te cn o ló g ica , que a u to m a tizo u o s is tem a 
p ro d u tiv o sem g e ra r novos postos de tra b a lh o , esse novo personagem 
va i m a te r ia liz a r um a inesperada e im p re v is íve l rep rodução , no m undo 
d e senvo lv ido , do p rob lem a da de s igua ldade soc ia l, tã o com um no 
te rc e iro m undo .
O novo-pobre é, cada vez m a is , a exp ressão do fen ôm e no da 
exclusão social. Não é m a is um in d iv íd u o que está à m argem , m as, s im , 
fora do s is tem a econôm ico e soc ia l p re va le n te . Não te m acesso ao 
m ercado de tra b a lh o (n e m m esm o in fo rm a l) , não te m pe rspec tiva de 
e n g a ja m e n to ( in d e p e n d e n te m e n te de seu g rau de qu a lificaçã o 
p ro fis s io n a l) e, cada vez m a is , va i fica n d o de fo ra dos m ecan ism os de 
p ro teçã o soc ia l do m o rib u n d o w elfare s ta te .
No caso da periferia , o fen ôm e no g lo ba l da em ergênc ia do novo- 
pobre , deserdado do n e o lib e ra lism o , som a-se ao h is tó r ic o p rob lem a da 
pobreza. Os velhos-pobres, em países com o o B ra s il, são a to res 
p resen tes na fo rm açã o da soc iedade nac iona l desde seus p rim ó rd io s . O 
que se ap resen ta com o fa to novo é a cons ta tação de que estes ú lt im o s 
ca íram dos pa tam ares da pobreza para os da m isé ria . E isso é tã o 
e v id e n te com o tã o m a is u rbana fo i-s e to rn a n d o a sociedade.
(Marcel Bursztyn. "Da pobreza à miséria, da miséria à exclusão: o caso das populações 
de rua". In: No meio da rua: nômades, excluídos e viradores. Org.: Marcel Bursztyn. Rio 
de Janeiro: Garamond, 2000, p.34-35, adaptado).
8. (ESAF-2010/MTE) A ss ina le a opção que ap resen ta ide ia que se c o n firm a 
no te x to .
a ) A ca te go ria soc ia l novo-pobre ap lica -se à rea lidade observada apenas 
nos países pobres.
b ) O processo de u rban ização v e r if ic a d o no m undo na década de 1980 
fo i o fa to r p r in c ip a l do s u rg im e n to de um novo a to r soc ia l, fadado à 
exc lusão socia l.
c ) Os e fe ito s do n e o lib e ra lism o no s is tem a p ro d u tiv o são obse rvados, a 
p a r t ir de 1980, ta n to em países ricos q u a n to no te rc e iro m undo .
d ) A p a r t ir da década de 1980, v e r if ic a -s e a s u b s titu iç ã o do processo 
h is tó r ic o de m a rg in a liza çã o soc ia l pe lo de exc lusão , fen ôm e no que 
a tin g e e xc lu s iva m e n te as popu lações da p e rife r ia dos países do te rc e iro 
m undo .
e ) D ado e s ta r o n e o lib e ra lism o a tre la d o à exc lusão soc ia l, não 
su rp re end e que seus e fe ito s se ten ha m m a n ife s ta d o nos países ricos , 
nos qua is , à sem elhança do que oco rre u no te rc e iro m undo a p a r t ir de 
1980, a des igua ldade soc ia l in s ta u ro u -se .
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C o m e n tá rio : No primeiro parágrafo do texto, o autor menciona que, nos países 
ricos e pobres, uma nova classe de pobres deriva do desenvolvimento 
tecnológico e industrial no mundo. Essa informação está expressa nos seguintes 
excertos do texto:
"A década de 1980 foi o marco do surgimento de um novo ator social nos países 
ricos: o novo-pobre (nouveau-pauvre)”
"Corolário (resultado, consequência) do desmoronamento do sistema de 
proteção social, em um quadro agravado pela revolução tecnológica”
Isso confirma a afirmação contida na assertiva (C): "Os efeitos do 
neoliberalismo no sistema produtivo são observados, a partir de 1980, tanto em 
países ricos quanto no terceiro mundo” .
G abarito : C.
C onsidere o te x to ab a ixo para re spon de r à qu es tã o 9.
Com devoção e e n tus iasm o , o su l do m undo cop ia e m u lt ip lic a os 
p io res cos tum es do n o rte . E do n o rte não recebe as v ir tu d e s , m as o p io r: 
to rn a suas a re lig iã o n o rte -a m e rica n a do a u tom ó ve l e do desprezo pe lo 
tra n s p o rte púb lico bem com o tod a a m ito lo g ia da lib e rd a d e de m ercado 
e da soc iedade de consum o. E o su l tam bém recebe, de braços ab e rto s , 
as fá b rica s m a is porcas, as m a is in im ig a s da na tu re za , em tro ca de 
sa lá rios que dão saudade da escrav idão .
No e n ta n to , cada h a b ita n te do n o rte consom e, em m éd ia , dez 
vezes m a is p e tró le o , gás e ca rvão ; e, no su l, apenas um a de cada cem 
pessoas te m ca rro p ró p rio . Gula e je ju m do ca rdáp io a m b ie n ta l: 7 5 % da 
con tam in ação do m undo p rovém de 2 5 % da popu lação. E, nessa 
m in o ria , c la ro , não fig u ra m o b ilhã o e du zen tos m ilhõ es que v ive m sem 
água po táve l nem o b ilh ã o e cem m ilhõ es que, a cada n o ite , vão d o rm ir 
de b a rrig a vaz ia . Não é "a h u m a n id a d e " a responsáve l pela devoração 
dos recursos n a tu ra is nem pe lo a p o d re c im e n to do a r, da te r ra e da água. 
O poder enco lhe os om bros : quando este p lane ta d e ix a r de se r re n tá ve l, 
m u do -m e para o u tro .
(Eduardo Galeano. O tea tro do bem e do m al. Trad. Sérgio Faraco. Porto A legre: L&PM, 2006 , p .1 2 3 .)
9. (ESAF-2010/MTE) De aco rdo com o a u to r do te x to , não é um fen ôm e no 
p o s itiv o que
a ) apenas um a em cada cem pessoas dos países do h e m is fé r io n o rte 
possua a u tom ó ve l.
b ) 7 5 % da popu lação m u nd ia l u t iliz e água po táve l e se a lim e n te de 
fo rm a saudáve l.
c ) os países do n o rte do m undo a tr ib u a m a cu lpa po r tod as as m azelas 
da soc iedade g lo ba l aos países do h e m is fé r io su l.
d ) o d e se n vo lv im e n to dos países ricos se ja pau tado , p r in c ip a lm e n te , na 
ins ta lação de in d ú s tr ia s nos países do h e m is fé r io su l.
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e ) ações p re d a tó ria s do m ode lo de d e se n vo lv im e n to de países ricos 
se jam bem receb idas nos países do h e m is fé r io su l.
C o m e n tá rio : Questão simples de compreensão textual, em que a resposta está 
expressa no texto. No início do primeiro parágrafo, o autor menciona que seria 
prejudicial aos países do hemisfério sul receber o modelo consumista, vale dizer, 
predatório, advindo do hemisfério norte. Isso é ratificado pelo segmento textual 
a seguir:
"Com devoção e entusiasmo, o sul do mundo copia e multiplica os piores 
costumes do norte. E do norte não recebe as virtudes, mas o pior: torna suas a 
religião norte-americana do automóvel e do desprezo pelo transporte público 
bem como toda a mitologia da liberdade de mercado e da sociedade de 
consumo."
Portanto, a letra (E) é o gabarito da questão.
G abarito : E.
10. (ESAF-2010/MTE) Em re lação às ide ias do te x to aba ixo , ass ina le a 
opção co rre ta .
Na h is tó r ia do ca p ita lis m o , as crenças a re sp e ito da re lação e n tre 
Estado e m ercado seguem um a d inâm ica pe ndu la r, chegando a a t in g ir 
os e x tre m o s do esp e c tro ideo lóg ico . P eríodos de m a io r con fiança no 
liv re m ercado e na de s reg u lam en ta ção podem p e rm it ir in te nso 
c re sc im e n to econôm ico , m as em ge ra l se associam a des locam en tos 
a b ru p to s e nocivos no te c id o soc ia l. A reação com um nos m om en tos 
subsequen tes , em especia l após um a crise , é um a m e ia -v o lta em fa v o r 
de m a io r in te rve n çã o do Estado.
D epois de 20 anos de m a rcan te c re sc im e n to g lo b a l, quando re inou 
o u ltra lib e ra lis m o no O c iden te e irro m p e ra m a re vo lução da tecn o lo g ia 
da in fo rm a çã o , a g loba lização ace le rada e o p ro ta g o n ism o da C hina, 
nova re v ira v o lta p e n d u la r fo i de flag rada pela c rise fin a n ce ira de 2008 , 
que fez re s s u rg ir em m u ito s m e ios a crença no "E s tad o g ra n d e ".
Os adep tos desse s logan em ge ra l co locam Estado e m ercado 
com o opostos. É um e rro . T ra ta -se m a is de um a s im b iose do que de um a 
lu ta , po is , longe de e x is t ir em si m esm o, o m ercado está in se rid o nas 
e s tru tu ra s da soc iedade e, po r con segu in te , na p o lítica . Mas o fa to é 
que, se an tes o risco do u ltra m e rca d ism o p reva lec ia , agora é a am eaça 
do u ltra e s ta tis m o que cabe com ba te r.
(Folha de S. Paulo, Editorial, 17/01/2010.)
a ) P redom ina na h is tó r ia do c a p ita lism o a ide o log ia da 
desregu lam en tação .
b ) A con fiança no liv re m ercado p roduz c re sc im e n to econôm ico sem 
crises.
c) O u ltra lib e ra lis m o p rovocou e in te n s ific o u o p ro ta g o n ism o da China.
d ) A c rise fin a n c e ira de 2008 e s tim u lo u a crença no in te rv e n c io n is m o do 
Estado.
e ) O m ercado fu n c io n a de fo rm a ind epe nde n te em re lação ao Estado.
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Com entário : A afirmação correta encontra-se na assertiva (D). A frase 
encontra respaldo no segundo parágrafo do texto, com o trecho "Depois de 20 
anos de marcante crescimento global, quando reinou o ultraliberalismo no 
Ocidente (...), nova reviravolta pendular foi deflagrada pela crise financeira de 
2008, que fez ressurgir em muitos meios a crença no Estado grande"
Gabarito: D.
11. (E S A F-2009/R eceita Federal) - Assinale a opção que está de acordo 
com as ideias do texto .
Apesar de todos os problemas relacionados à Justiça brasileira, um dos 
grandes avanços no país nos últimos anos foi a criação do Conselho 
Nacional de Justiça (CNJ). Tem sido um alento seus esforços no sentido 
de racionalizar e m odernizar a estrutura burocrática do Poder Judiciário 
- quebrando focos de resistência corporativistas - e de forçar a devida 
celeridade aos processos que tram itam nos tribunais. A criação de um 
sistema de estatística, com indicadores que medem uma série de 
atributos - relacionados, por exem plo, aos gastos e à produtividade dos 
estados e das instâncias judiciais - tem derrubado um dos maiores 
obstáculos à reform a das práticas do Judiciário: a fa lta de um 
diagnóstico preciso. Este é o prim eiro e necessário passo para que as 
mudanças de rota sejam feitas. Mas pôr osistema nos eixos, atacar suas 
discrepâncias, requer ação.
(Editorial, Jornal do Brasil, 24 /8 /2009)
a ) A criação do Conselho Nacional de Justiça não representou uma 
mudança significativa nos problemas relacionados à Justiça brasileira.
b) O desconhecimento de indicadores referentes aos gastos e à 
produtividade do sistema é o prim eiro passo para as mudanças de rota.
c) Os esforços do Conselho Nacional de Justiça ainda não conseguiram 
quebrar os focos de resistências corporativas no sistema judiciário.
d) Um diagnóstico preciso referente a vários indicadores, como os que 
revelam gastos e produtividade do judiciário, decorre da criação de um 
sistema de estatística.
e ) O Poder Judiciário tem procurado racionalizar e m odernizar a 
estrutura das resistências corporativas.
Com entário : No texto, o segmento "A criação de um sistema de estatística, 
com indicadores que medem uma série de atributos - relacionados, por 
exemplo, aos gastos e à produtividade dos estados e das instâncias judiciais - 
tem derrubado um dos maiores obstáculos à reforma das práticas do Judiciário: 
a falta de um diagnóstico preciso ( ...)" é parafraseado na assertiva (D): "Um 
diagnóstico preciso referente a vários indicadores, como os que revelam gastos e 
produtividade do judiciário, decorre da criação de um sistema de estatística".
Gabarito: D.
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COERÊNCIA
O devido emprego de marcas linguísticas na superfície textual implica 
coesão. No entanto, esta por si só não garante a coerência, pois um texto pode ser 
simultaneamente coeso e contraditório. Vamos ver o exemplo a seguir:
"Talvez seja adiado o jogo entre Botafogo e Flamengo, pois o estado do 
gramado do Maracanã não é dos piores.”
No período acima, percebemos que há uma incoerência, uma vez que a 
conjunção explicativa "pois” e o advérbio "não” foram empregados incorretamente. 
Poderíamos reescrever, coerentemente, o excerto acima das seguintes formas:
"Talvez seja adiado o jogo entre Botafogo e Flamengo, pois o estado do 
gramado do Maracanã é dos piores.”
"Talvez seja adiado o jogo entre Botafogo e Flamengo, pois o estado do 
gramado do Maracanã não é dos melhores.”
"Talvez seja adiado o jogo entre Botafogo e Flamengo, ainda que o estado 
do gramado do Maracanã não seja dos piores.”
É importante chamar a atenção de vocês quanto à existência de textos 
coerentes, mas sem coesão.
Exemplo:
É pau 
É pedra
É o fim do caminho 
É um resto de toco 
É um pouco sozinho 
É um caco de vidro 
É a vida, é o sol 
(...)
(Tom Jobim)
Segundo as lições de William Roberto Cereja e Thereza Cochar Magalhães, 
texto coerente "é o resultado da articulação das ideias de um texto; é a 
estruturação lógico-semântica que faz com que numa situação discursiva palavras 
e frases componham um todo significativo para os interlocutores”.
Então, meus amigos, concluímos que coerência é a harmonia existente 
entre as várias partes do texto, produzindo uma unidade de sentido.
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COESÃO
Importantíssimo fator a ser observado em um texto é coesão, isto é, a 
passagem harmônica de uma oração à outra, de um período para outro, de um 
parágrafo para outro.
A coesão estabelece elos entre as partes, garantindo a unidade do todo. 
Essas relações lógicas entre os enunciados e os parágrafos são explicitadas por 
meio de marcas linguísticas, que são os mecanismos de coesão, os nexos 
oracionais, articuladores textuais (conjunções, pronomes, preposições, artigos, 
advérbios etc.).
Principais mecanismos de coesão textual
Coesão referencial - um elemento sequencial do texto se refere a um termo da 
mesma superfície textual.
Exemplos:
"A m ulher foi passear na capital. Dias depois o marido dela recebeu um telegrama: 
Envie quinhentos cruzeiros. Preciso comprar uma capa de chuva. Aqui está 
chovendo sem parar.
E ele respondeu:
Regresse. Aqui chove mais barato.”
(Ziraldo. In: As Anedotas do Pasquim)
No exemplo acima:
- o pronome ela - em “dela” - (linha 1) tem como referente o substantivo mulher 
(linha 1);
- o pronome ele (linha 4) tem como referente a palavra marido (linha 1);
- o advérbio aqui (linha 2) refere-se à capital (linha 1).
“Capitu deu-me as costas, voltando-se para o espelhinho. Peguei-lhe dos 
cabelos, colhi-os todos e entrei a alisá-los com o pente (...)”
(Machado de Assis. In: Dom Casmurro)
No excerto acima, verificamos que:
- o pronome oblíquo -os (“colhi-os”) refere-se a cabelos;
- a forma pronominal -los (“alisá-los”) também se refere a cabelos.
É importante chamar a atenção de vocês para a existência de dois tipos de 
coesão referencial: a exofórica e a endofórica.
- Exofórica (ou dêitica): ocorre quando o referente está fora da superfície textual, 
ou seja, faz parte da situação comunicativa (extratextual).
Exemplos:
Porque será que ele não chegou ainda? (ele = a pessoa de quem se fala)
Lá é muito quente. (Lá = lugar a que a pessoa se referiu)
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- Endofórica: ocorre quando o referente se encontra expresso no texto 
(intratextual).
Exemplos: João disse que estava a caminho. Por que será que e le não chegou ainda? (ele 
refere-se a João)
Nas férias, viajei para Mato Grosso do Sul. L á é muito quente. (Lá refere-se a Mato Grosso 
do Sul)
A coesão endofórica, por sua vez, subdivide-se em anafórica e catafórica. 
- Anafórica: o termo refere-se a um elemento anteriormente mencionado no texto.
Exemplo:
Vasco e São Paulo: esses são os melhores times do campeonato brasileiro.
No exemplo acima, o pronome esses retoma os termos Vasco e São Paulo.
- Catafórica: o termo refere-se a um elemento que ainda não foi mencionado no 
texto.
Exemplo:
Estes são os melhores times do campeonato brasileiro: Vasco e São Paulo.
Neste exemplo, o pronome estes refere-se aos termos Vasco e São Paulo, 
que ainda não haviam sido citados no texto.
FIQUE
atento!
Para estabelecer a diferença entre dois elementos anteriormente citados, emprega­
-se e s te (s ) , e s ta (s ) e is t o , em relação ao que foi mencionado por último, e a q u e le (s ) , 
a q u e la (s ) , a q u ilo , em relação ao que foi nomeado em primeiro lugar.
Exemplo: J o s é de A le n c a r e Machado de Assis são importantes escritores brasileiros; este 
escreveu Dom Casmurro; a q u e le , Iracema.
Para redigir de forma coesa, existem alguns recursos, tais como:
a) Perífrase - palavra (ou expressão) que qualifica pessoa ou coisa.
Exemplo: Edson Arantes do Nascimento fez gols memoráveis. O atleta do século, 
atualmente, é embaixador oficial da Copa do Mundo de 2014.
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A expressão "O atleta do século” retoma o nome "Édson Arantes do 
Nascimento”, tornando o texto mais coeso.
b) Numerais (cardinais, ordinais, fracionários, multiplicativos).
Exemplo: Recebi dois telegramas: o prim eiro com a convocação para a assinatura 
do Termo de Posse; o segundo com as informações acerca da documentação 
necessária.
c) Advérbios (ali,lá, aqui ...).
Exemplo: Nas férias, viajei para Mato Grossodo Sul. Lá é muito quente.
d) Elipse - figura de linguagem que indica a supressão de um termo subentendido 
e facilmente recuperável pelo contexto.
Exemplo: Os jogadores venceram a partida. Foram campeões brasileiros.
( = Os jogadores venceram a partida e (os jogadores) foram campeões brasileiros.)
e) Repetição de nome próprio (ou de parte dele).
Exemplo: Todos ficam sempre atentos quando se fala de mais um casamento de 
Elizabeth Taylor. Casadoura inveterada, Taylor já está em seu oitavo matrimônio.
f) Pronomes.
Exemplos: As questões da prova estavam fáceis. Fizemo-las rapidamente. 
Seu marido ainda está no trabalho? Ele está fazendo hora-extra?
g) Termo-síntese - sintetiza (resume) o que foi dito antes.
Exemplo: Chuva, trovões e enchentes: esses obstácu los não o fizeram desistir.
h) H iperônim os (termos genéricos) / h ipônim os (termos específicos).
Exemplo: O aluno foi à faculdade de carro. Chegando lá, deixou o veículo no 
estacionamento.
No exemplo acima, o hiperônimo "veículo” (termo genérico) exerce coesão 
referencial com o termo "carro” (termo específico), de forma que o texto fique mais 
coeso.
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Vejamos, agora, alguns exemplos práticos. Neles, substituiremos as 
expressões destacadas, utilizando os mecanismos de coesão adequados, fazendo 
as adaptações que se fizerem necessárias.
Exemplo 1
Os cientistas do Laboratório de Sandia, do Novo México, nos EUA, estão 
desenvolvendo uma pistola que só disparará acionada pelo dono da pistola. A ideia 
é dotar a pistola de um código eletrônico. A pistola só executará ordens do dono da 
pistola. O objetivo é aumentar o grau de segurança das pistolas e diminuir os 
acidentes.
Substituindo...
Os cientistas do Laboratório de Sandia, do Novo México, nos EUA, estão 
desenvolvendo uma pistola que só disparará acionada por seu dono. A ideia é dotá- 
-Ja de um código eletrônico. A arma só executará ordens do proprietário. O objetivo 
é aumentar o grau de segurança das pistolas e diminuir os acidentes.
Exemplo 2
Todos ficam sempre atentos quando se fala de mais um casamento de 
Elizabeth Taylor. Casadoura inveterada, Elizabeth Taylor já está em seu oitavo 
casamento. Agora, diferentemente das vezes anteriores, o casamento de Elizabeth 
Taylor foi com um homem do povo que Elizabeth Taylor encontrou numa clínica 
para tratamento de alcoólatras, onde ela também estava. Com toda pompa, o 
casamento foi realizado na casa do cantor Michael Jackson e a imprensa ficou 
proibida de assistir ao casamento de Elizabeth Taylor com um homem do povo. 
Ninguém sabe se será o último casamento de Elizabeth Taylor.
Substituindo...
Todos ficam sempre atentos quando se fala de mais um casamento de 
Elizabeth Taylor. Casadoura inveterada, ela já está em seu oitavo matrimônio. 
Agora, diferentemente das vezes anteriores, a união de Elizabeth foi com um 
homem do povo que Taylor encontrou numa clínica para tratamento de alcoólatras, 
onde ela também estava. Com toda pompa, a cerimônia foi realizada na casa do 
cantor Michael Jackson e a imprensa ficou proibida de assistir ao evento de 
Elizabeth Taylor com seu noivo. Ninguém sabe se será a última aliança da atriz 
norte-americana.
Exemplo 3
O rio Mississipi, pai de todos os rios, como dizem os americanos, é uma 
serpente caudalosa que rasga os Estados Unidos de norte a sul. Das montanhas 
rochosas aos montes apaches, o rio Mississipi abastece-se de afluentes menos 
famosos em 31 dos cinquenta Estados americanos. O rio Mississipi tem 3800 
quilômetros de extensão e irriga as terras mais férteis do planeta, na região que se 
convencionou chamar de meio-oeste. Planta-se milho, soja e trigo com baixos
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custos de adubagem e excelente produtividade, e os agricultores aceitam de bom 
grado as cheias periódicas do rio Mississipi, um fenômeno que se repete desde as 
eras glaciais. São elas que fertilizam o solo e tornam excepcionais as colheitas. 
Substituindo...
O rio Mississipi, pai de todos os rios, como dizem os americanos, é uma 
serpente caudalosa que rasga os Estados Unidos de norte a sul. Das montanhas 
rochosas aos montes apaches, o segundo maior rio dos Estados Unidos abastece­
-se de afluentes menos famosos em 31 dos cinquenta Estados americanos. O 
extenso rio tem 3.800 quilômetros e irriga as terras mais férteis do planeta, na 
região que se convencionou chamar de meio-oeste. Planta-se milho, soja e trigo 
com baixos custos de adubagem e excelente produtividade, e os agricultores 
aceitam de bom grado as cheias periódicas do rio Mississipi, um fenômeno que se 
repete desde as eras glaciais. São elas que fertilizam o solo e tornam excepcionais 
as colheitas.
Exemplo 4
O Brasil vive uma guerra civil diária e sem trégua. No Brasil, que se orgulha 
da índole pacífica e hospitaleira de seu povo, a sociedade organizada ou não para 
esse fim promove a matança impiedosa e fria de crianças e adolescentes. Pelo 
menos sete milhões de crianças e adolescentes, segundo estudo do Fundo das 
Nações Unidas para a Infância (UNICEF), vivem nas ruas das cidades do Brasil.
Substituindo...
O Brasil vive uma guerra civil diária e sem trégua. No país, que se orgulha da 
índole pacífica e hospitaleira de seu povo, a sociedade organizada ou não para esse 
fim promove a matança impiedosa e fria de crianças e adolescentes. Pelo menos 
sete milhões de jovens, segundo estudo do Fundo das Nações Unidas para a 
Infância (UNICEF), vivem nas ruas das cidades da nação.
Exemplo 5
MIAMI. Uma misteriosa epidemia está provocando a morte de peixes-boi, na 
costa oeste dos Estados Unidos. O peixe-boi é um dos mamíferos mais ameaçados 
de extinção em todo o mundo. É conhecido por sua extrema docilidade. O peixe-boi 
é muito antigo. Acredita-se que os ancestrais do peixe-boi tenham surgido há 40 
milhões de anos. Biólogos que tentam decifrar a estranha e rápida mortandade do 
peixe-boi suspeitam quem os peixes-boi estejam morrendo de pneumonia.
Substituindo...
MIAMI. Uma misteriosa epidemia está provocando a morte de peixes-boi, na 
costa oeste dos Estados Unidos. O animal é um dos mamíferos mais ameaçados de 
extinção em todo o mundo. É conhecido por sua extrema docilidade. EJe é muito 
antigo. Acredita-se que seus ancestrais tenham surgido há 40 milhões de anos. 
Biólogos que tentam decifrar a estranha e rápida mortandade do mamífero 
suspeitam quem os animais estejam morrendo de pneumonia.
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Exemplo 6
Muita gente votou, nas últimas eleições. Muita gente pensava que as coisas 
iriam mudar radicalmente, mas muita gente estava enganada. O Brasil parece que 
levará ainda um tempo muito grande para amadurecer. O que o Brasil precisa, 
entretanto, para chegar a ficar maduro, é manter arejada e viva a democracia.
Substituindo...
Muita gente votou, nas últimas eleições. Os eleitores pensavam que as 
coisas iriam mudar radicalmente, mas estavam enganados. O Brasil parece que 
levará ainda muito tempo para amadurecer. O que o país precisa, entretanto, para 
chegar a ficar maduro, é manter arejada e viva a democracia.
Exemplo 7
Avessos à procriação em cativeiro, pandas chineses estão sendo submetidos 
a uma nova experiência para escapar da extinção. Os pandas tomam doses de 
viagra. O medicamentocontra a impotência produziu relações sexuais mais 
duradouras entre os pandas. O tempo de acasalamento dos pandas aumentou de 
30 segundos para até 20 minutos. Em meados dos anos 90, os veterinários 
tentaram resolver o problema dos pandas com remédios da medicina chinesa. Em 
vão. O apetite sexual dos pandas aumentou, mas os pandas ficaram mais 
agressivos com as parceiras.
Substituindo...
Avessos à procriação em cativeiro, pandas chineses estão sendo submetidos 
a uma nova experiência para escapar da extinção. Os ursos tomam doses de 
viagra. O medicamento contra a impotência produziu relações sexuais mais 
duradouras entre os eles. O tempo de acasalamento dos animais aumentou de 30 
segundos para até 20 minutos. Em meados dos anos 90, os veterinários tentaram 
resolver o problema com remédios da medicina chinesa. Em vão. O apetite sexual 
dos pandas aumentou, mas os ursos ficaram mais agressivos com as parceiras.
QUESTÕES DA ESAF
12. (E S A F -2012 /M D IC ) Para preservar a coerência e a correção 
gram atical do texto , assinale a opção que corresponde ao term o a que 
se refere o elem ento coesivo constituído pelo pronome " -la " (L 4 ).
A reciprocidade de tratam ento é tradicional princípio da liturgia diplomática. Esse 
pressuposto consagrado na relação entre as nações - econômicas e migratórias, 
entre outras - é determinante para estimular o equilíbrio e afastar a tensão na 
convivência entre os países, colaborando para mantê-la em desejável harmonia.
É hipocrisia, por exemplo, cobrar de uma parceria obediência a normas de bom 
trato (ou de acolhimento) se o outro lado da fronteira não é contemplado com o 
respeito ao protocolo da civilidade.
(O Globo, 26/3/2012)
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a) "convivência"(f.4)
b) "litu rg ia" (í.1)
c) "reciprocidade"(f.1)
d) "tensão"(f.3)
e) "hipocrisia"(f.5)
Com entário : A questão aborda um dos principais mecanismos de coesão: a 
referencial.
Mas, afinal, quando isso ocorre? Esse tipo de coesão é realizada quando 
um elemento do texto se refere a um termo da mesma superfície textual, 
evitando repetições desnecessárias.
Exemplos:
"A m ulher foi passear na capital. Dias depois o marido dela recebeu um 
telegrama:
Envie quinhentos cruzeiros. Preciso comprar uma capa de chuva. Aqui está 
chovendo sem parar.
E ele respondeu:
Regresse. Aqui chove mais barato."
(Ziraldo. In: As Anedotas do Pasquim)
No exemplo acima, temos que:
- o pronome ela - em "dela" - (linha 1) tem como referente o substantivo 
m ulher (linha 1);
- o pronome ele (linha 4) tem como referente a palavra marido (linha 1);
- o advérbio aqui (linha 2) refere-se à capital (linha 1).
"Capitu deu-me as costas, voltando-se para o espelhinho. Peguei-lhe dos 
cabelos, colhi-os todos e entrei a alisá-los com o pente (...)"
(Machado de Assis. In: Dom Casmurro)
No excerto acima, verificamos que:
- o pronome oblíquo " os" ("colhi-os") refere-se a cabelos ;
- a forma pronominal " los" ("alisá-los") também se refere a cabelos .
Voltando à questão da prova...
Por meio do excerto "( ...) afastar a tensão na convivência entre os países 
(...)", percebemos que a forma pronominal " la" exerce a coesão referencial, 
evitando a repetição desnecessária de elementos no texto. Conforme o trecho 
apresentado, o pronome oblíquo em destaque refere-se ao substantivo 
"convivência":
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" ( .. .) afastar a tensão na convivência entre os países, colaborando para manter 
a convivência em desejável harmonia".
" ( .. .) afastar a tensão na convivência entre os países, colaborando para mantê- 
la (= convivência) em desejável harmonia."
Gabarito: A.
Leia o tex to abaixo para responder à questão 13.
O Brasil vive uma situação intrigante: enquanto a economia 
alterna altos e baixos, a taxa de desem prego cai de form a consistente. 
Uma das possíveis causas é a redução do crescim ento demográfico, que 
desacelera a expansão da população apta a trabalhar. Com menos 
pessoas buscando uma ocupação, a taxa de desem prego pode cair 
mesmo com o baixo crescimento. Isso é bom? Depende. Por um lado, a 
escassez de mão de obra reduz o número de desempregados e aum enta 
a renda. Por outro, eleva os custos e reduz a com petitividade das 
empresas, o que pode levá-las a dem itir para reequilibrar as contas. É 
uma bom ba-relógio que só pode ser desarm ada com o aum ento da 
produtividade - para m anter o em prego, os trabalhadores precisarão 
ser treinados para produzir mais.
(Adaptado de Ernesto Yoshida, Outro ângulo. Exame, ano 46, n. 7 ,18/4/2012)
13. (ESA F-2012/C G U ) Provoca-se erro gram atical, com consequente 
incoerência textual, ao a lterar as relações de coesão no texto , inserindo:
a ) o term o desse desem prego depois de "causas".
b) o pronome nossa antes de "economia".
c) o pronome seu antes de "baixo crescimento".
d) o term o para o Brasil depois de "bom".
e ) o pronome suas antes de "contas".
Com entário : A inserção do termo "desse desemprego" depois de "causas" 
(linha 4) acarreta incoerência textual. Inicialmente, o autor transm itiu a 
informação de que "a taxa de desemprego cai de forma consistente". Por isso, 
incluir a expressão "desse desemprego" seria contraditório, prejudicando as 
ideias do texto. Sendo assim, essa locução poderia ser substituída, por exemplo, 
pelo termo "dessa queda", referindo-se ao excerto "a taxa de desemprego cai de 
forma consistente", desempenhando, inclusive, um importante papel coesivo na 
superfície textual.
Portanto, a letra A é o gabarito da questão.
Gabarito: A.
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Considere o texto abaixo para responder à questão 14.
A vida em um país nórdico, como a Finlândia, nos faz re fle tir mais 
profundam ente sobre a relação entre liberdade, igualdade, autonom ia e 
form atos sociais que podem propiciar vidas mais plenas e felizes aos 
seus cidadãos. Para alguém habituado a desigualdades, uma sociedade 
igualitária, com am plo respeito pela vida hum ana, excelentes índices de 
educação, burocracia in teligente e serviços públicos voltados (d e fa to ) 
para m elhorar a vida do cidadão, soa como um caminho para a produção 
de seres humanos mais plenos e sociedades mais inspiradoras. Talvez 
não seja assim. Quando nos referim os à igualdade, não tratam os de 
m era distribuição equitativa da renda. A igualdade e a dignidade 
humana que uma sociedade pode produzir referem -se à possibilidade de 
o cidadão te r condições m ateriais e subjetivas à sua disposição, para 
que, atendidas suas necessidades básicas e diárias de bem -estar, ele se 
ocupe com questões outras que a sobrevivência. Essas necessidades 
básicas de bem -estar incluem uma ilim itada oferta de bens públicos: de 
excelentes creches, escolas, universidades, sistema de saúde e 
previdência a todos, piscinas públicas, parques, transporte confortável e 
excelente, seguro-desem prego por tem po indefinido, licença 
m aternidade de 10 meses, m uitas bibliotecas públicas...
No entanto, a Finlândia tornou-se uma sociedade tão igualitária quanto 
apática. Pouco criativa, reproduz o mundo com extrem a facilidade, mas 
tem lim itada capacidade transform adora. A maioria de seus educados 
cidadãos são seres pouquíssimo críticos: questionam pouco a vidaque 
levam e são fisicam ente contidos. E isso não parece te r fo rte relação 
com o frio. É um acom odamento social, um respeito quase inexorável 
pelas regras. Esse resultado não foi causado, é evidente, pelo form ato 
social igualitário. Em outros term os, não foi a igualdade que deixou o 
país apático. Ademais, sociedades desiguais podem ser tão ou mais 
acríticas e reprodutoras. O ponto que nos intriga é que a igualdade, o 
respeito e a dignidade dados a todos não levaram à autonom ia, ao 
pensamento criativo e crítico, e a processos transform adores.
(Adaptado de Isabe la Nogueira, Do bem -estar ao pensam ento crítico: 
um olhar sobre o norte,outubro 3, 2 0 09 po r Coletivo Crítica Econômica 
h ttp ://c r itic a e c o n o m ic a .w o rd p re s s .c o m /2 0 0 9 /1 0 /0 3 / - acesso em 
1 2 /1 2 /2 0 1 1 )
14. Na organização das relações de coesão e coerência do texto ,
a ) O pronome "todos" (1 .31) retoma e sintetiza os term os da 
enum eração "a igualdade, o respeito e a dignidade" (f .3 1 ).
b) a expressão "tem lim itada capacidade transform adora" (f .2 3 ) 
retom a, com outras palavras, a ideia de "reproduz o mundo com 
extrem a facilidade" (f .2 2 ).
c) o substantivo "seres" (f .2 3 ) e o pronome "que" (f .2 4 ) retom am a 
expressão "seus educados cidadãos" (f.2 3 e 24 ).
d) a expressão "Esse resultado" (1 .27) retom a a ideia de "sociedade tão 
igualitária" (1 .21), já sintetizada em "isso" (f .2 5 ).
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e ) os pronomes "sua" ( f .1 3 ) , "suas" (f .1 3 ) e "e le" ( í . 14 ) referem -se a "o 
cidadão" (L 1 2 ).
Comentário: A resposta encontra-se na assertiva (E). Os pronomes exercem 
importante papel coesivo nos textos. Eles podem retomar termos por meio do 
processo de coesão referencial, evitando, assim, a repetição desnecessária na 
superfície textual.
Exemplo:
"A m ulher foi passear na capital. Dias depois o marido dela recebeu um 
telegrama:
Envie quinhentos cruzeiros. Preciso comprar uma capa de chuva. Aqui está 
chovendo sem parar.
E eje respondeu:
Regresse. Aqui chove mais barato."
(Ziraldo. In : As Anedotas do Pasquim)
No exemplo acima, temos que:
- o pronome ela - em "dela" - (linha 1) tem como referente o substantivo 
m ulher (linha 1);
- o pronome e]e (linha 4) tem como referente a palavra marido (linha 1);
- o advérbio aqui (linha 2) refere-se à capital (linha 1).
Por sua vez, quando elementos retomam o mesmo referente, ocorre o que 
a ESAF chama de cadeia de coesão te x tu a l.
Exemplo: " Capitu deu-me as costas, voltando-se para o espelhinho. Peguei-lhe 
dos cabelos, colhi-os todos e entrei a alisá-los com o pente (...)"
(Machado de Assis. In: Dom Casmurro)
No excerto acima, verificamos que:
- o pronome oblíquo " lhe" ("Peguei-lhe") refere-se a "Capitu", indicado uma 
ideia de posse (Peguei os cabelos de Capitu = Peguei os cabelos de la .)
- o pronome oblíquo " os" ("colhi-os") refere-se a cabelos ;
- a forma pronominal " los" ("alisá-los") também se refere a cabelos .
Nas duas últimas análises, as formas pronominais " os" e " los" remetem 
semanticamente ao mesmo referente no texto: " cabelos".
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Na questão em análise, as formas pronominais "sua", "suas" e "ele" têm o 
mesmo referente, qual seja, a expressão "o cidadão":
"A igualdade e a dignidade humana que uma sociedade pode produzir referem­
-se à possibilidade de o cidadão te r condições materiais e subjetivas à sua 
disposição (= à disposição do cidadão), para que, atendidas suas necessidades 
básicas e diárias (= necessidades básicas e diárias do cidadão) de bem-estar, 
ele (= o cidadão) se ocupe com questões outras que a sobrevivência."
Gabarito: E.
15. (ESAF-2010/CVM) Em relação aos elementos coesivos do texto, assinale a opção 
correta.
Hoje não há mais dúvida a respeito do aquecimento global e de outros problemas gerados 
pelo consumo de energia e pela industrialização. Não se pode deter o desenvolvimento e 
não se pode mantê-lo sem aumento do consumo global de energia. A principal fonte de 
energia hoje são os combustíveis fósseis e o maior vilão dessa história é a emissão de CO2 
na atmosfera (embora não seja o único). Parece irreversível a tendência à sua redução pela 
adoção de novas e mais eficientes tecnologias e fontes de energia. Acabar drasticamente e 
de imediato com as emissões de CO2 e com a utilização de combustíveis fósseis não é 
possível. Por outro lado, adotar novas tecnologias que aumentem ou estimulem ainda mais 
o seu consumo, nem pensar. O século XX viu a consolidação da Era do Petróleo, motor do 
desenvolvimento mundial desde o final do século XIX até hoje, no começo do século XXI. 
Esse ciclo de predominância do petróleo deve ser aos poucos substituído por um 
predomínio do gás natural, junto com, ou antecedendo, um período de aumento de 
variedade das fontes de energias e ganho das energias naturais e renováveis (sempre 
como complementares), do hidrogênio e finalmente da energia atômica.
(Pergentino Mendes de Almeida http://www.correiocidadania.com. br/content/view/4881/9/, 
acesso em 29/10/2010)
a) Em “mantê-lo” (linha 3), o pronome “-lo” retoma o antecedente “consumo” (linha 
2).
b) A expressão “dessa história” (linha 4) retoma o antecedente “consumo global de 
energia” (linha 3).
c) Em “seu consumo” (linha 9) “seu” refere-se a “combustíveis fósseis” (linha 7).
d) Em “sua redução” (linha 5) “sua” refere-se a “industrialização ” (linha 2).
e) A expressão “Esse ciclo” (linha 11) retoma o antecedente “começo do século XXI” 
(linha 10).
Comentário: A referência correta encontra-se na opção (C). A expressão "seu consumo” 
retoma o elemento textual “combustíveis fósseis”. Notem que o pronome possessivo "seu” 
não gera ambiguidade no período, auxiliando no processo de referência anafórica 
(referindo-se ao que já foi citado no texto).
Vejamos os erros das demais opções:
A) Errada. Segundo o contexto, percebemos que a forma pronominal “lo” refere-se ao 
“desenvolvimento” (linha 2).
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B) Errada. Nesta opção, a expressão "essa história” retoma o excerto "A principal fonte de 
energia hoje são os combustíveis fósseis” (linhas 3 e 4).
D) Errada. O vocábulo "redução” refere-se à "emissão de CO2” (linha 4).
E) Errada. A expressão "Esse ciclo” retoma o segmento "Era do Petróleo” (linha 9).
Gabarito: C.
16. (ESAF-2009/SEFAZ-SP-Adaptada) Em relação ao texto abaixo, analise a 
proposição.
É importante notar que a taxa de juros anual média de 141,12% é escandalosa para o 
Brasil, cuja inflação anual é estimada em torno de 6,5%. A redução dos juros que se 
verificou em dezembro certamente não reflete as mudanças que beneficiaram os bancos 
(redução do compulsório e ligeira melhora na captação de recursos), mas apenas a menor 
procura por crédito. A discreta queda dos juros não deve aumentar a procura por crédito 
pelas pessoas físicas que estão conscientes de que não é o momento de se endividar, nem 
favorecerá uma redução da inadimplência. No máximo, interessará às pessoas jurídicas que 
buscam crédito de curtíssimo prazo ou financiamentos para exportação, embora as 
facilidades oferecidas pelo Banco Central tenham um custo muito elevado. Sabe-se que 
uma redução da taxa Selic nunca repercuteplenamente nas taxas de juros dos bancos, 
que, sob o pretexto da elevação da inadimplência, aumentaram os seus spreads (diferença 
entre a taxa de captação e de aplicação). O governo está tentando obter uma redução 
desse spread, até agora sem grande sucesso. Para uma redução sensível das taxas de 
juros, duas medidas seriam necessárias: reduzi-las nos bancos públicos (Caixa Econômica 
e Banco do Brasil) e, especialmente, em função de uma taxa Selic menor, reduzir o 
interesse dos bancos em aplicar seus excedentes de caixa em títulos da dívida mobiliária 
federal, que oferecem juros elevados e total garantia.
(O Estado de S. Paulo, Editorial, 16/1/2009)
I. Em “reduzi-las” (linha 14), o pronome “-las” retoma o antecedente “medidas” 
(linha 14).
Comentário: Esse tipo de questão é mwito recorrente nas provas da ESAF. Então, é 
preciso ter bastante atenção.
Os pronomes oblíquos desempenham um importante papel na coesão textual. Isso 
ocorre com forma pronominal "las”. Ela evita a repetição da expressão "taxas de juros”, 
retomando-a por meio do processo anafórico:
"Para uma redução sensível das taxas de juros, duas medidas seriam necessárias: reduzir 
as taxas de juros nos bancos públicos...”
"Para uma redução sensível das taxas de juros, duas medidas seriam necessárias: reduzi­
-las nos bancos públicos...”
E por que o pronome oblíquo "a” se transformou em "las”? Devido à terminação "R” 
do verbo "reproduzir”: reproduzir + as = reproduzi-las.
Gabarito: Errado.
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Coesão sequencial - é o emprego de elementos coesivos (preposições, 
locuções prepositivas, conjunções, locuções conjuntivas, articuladores sintáticos, ou 
seja, conectivos) que permitem o encadeamento e, por consequência, a evolução 
do texto. Difere da coesão referencial, pois não se trata de referências a elementos 
intratextuais ou extratextuais.
Exemplos:
Embora tivesse estudado pouco, passou no concurso. - o conectivo embora 
estabelece uma relação de concessão.
Não posso atendê-lo, v is to que suas pretensões são descabidas. - o conectivo 
visto que apresenta uma relação de causa.
A Nomenclatura Gramatical Brasileira (NGB) classifica as conjunções 
(e locuções conjuntivas) em coordenativas e subordinativas.
As coordenativas relacionam palavras ou orações de mesma função 
gramatical. Subdividem-se em:
Coordenativas Exemplos
> Aditivas - apresentam ideia de soma, 
correlação, sendo estabelecida pelos 
articuladores e, mas também, além disso, 
ademais ...
O aluno estuda e trabalha.
Não só estuda, mas também 
trabalha.
> Adversativas - apresentam ideia de 
oposição, contraste, sendo estabelecida pelos 
articuladores mas, porém, todavia, contudo, 
entretanto, no entanto ...
Estuda pouco, mas passou em 
vários concursos.
Foi ao cinema, no entanto dormiu.
> A lternativas - apresentam ideia de 
alternância, escolha ou exclusão, sendo 
estabelecida pelos articuladores ou, já...já, 
ou...ou, ora...ora, quer...quer etc.
Deseja isso ou aquilo?
Ora estuda, ora dorme.
Quer chova, quer faça sol, iremos à 
praia.
> Conclusivas - apresentam ideia de 
conclusão lógica, sendo estabelecida pelos 
articuladores pois (após o verbo), portanto, 
assim, por isso, logo, então, em vista 
d isso ...
Estudou muito, logo acertará as 
questões.
Dormiu tarde, portanto não foi à 
aula.
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Coordenativas Exemplos
Explicativas - apresentam ideia de 
explicação, esclarecimento, justificativa, 
sendo estabelecida pelos articuladores pois 
(antes do verbo), porque, que, porquanto
Façam as questões, pois vocês 
precisam passar na prova.
Entre, que (=pois) é tarde!
Por sua vez, as subordinativas determinam ou completam o sentido de uma 
oração. Subdividem-se em:
Subordinativas Exemplos
> Causais - exprimem causa, razão, 
motivo, em relação à oração principal. Os 
principais articuladores são porque, v isto que, 
que (=porque), uma vez que ...
O aluno obteve boa pontuação 
porque estudou.
Ficou feliz uma vez que foi 
aprovado.
> Comparativas - expressam ideia de 
comparação ou confrontam ideias em relação à 
oração principal. Os principais articuladores são 
como, tal qual, tão quanto (= como), fe ito (= 
como), que (nas correlações mais (do) que, 
menos (do) que, maior (do) que, 
menor (do) que, m elhor (do) que, p ior (do) 
que ...
Esta moça é mais bonita do que 
aquela.
Ele estudou tão quanto a irmã.
> Condicionais - exprimem ideia de 
condição, possibilidade, hipótese. Os principais 
articuladores são caso, se (= caso), contanto 
que, desde que (= caso), sem que, salvo se, 
a não ser que, dado que ...
Contanto que você compre os 
ingressos, iremos ao cinema.
Dado que (=caso) erre a questão, 
estude mais.
> Concessivas - expressam ideias 
opostas, concessivas às da oração principal. 
Os principais articuladores são embora, ainda 
que, mesmo que, posto que, por mais que, 
se bem que, conquanto, dado que (= ainda 
que), que (= ainda que) ...
Com conjunções concessivas, o verbo 
fica no modo subjuntivo.
Embora cansados, foram estudar. 
Obteve a aprovação sem que 
(=embora não) se dedicasse. 
Persevere, nem que (=ainda que) 
os estudos sejam cansativos.
Conform ativas - apresentam ideia de 
conformidade em relação ao fato da oração 
principal. Os principais articuladores são 
segundo, como, conforme, consoante, que 
(= conforme) ...
Segundo o gabarito oficial, acertei 
todas as questões da prova. 
Conforme vocês sabem, o 
Fluminense é o atual campeão 
brasileiro de futebol.
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Subordinativas Exemplos
> Consecutivas - expressam ideia de 
consequência, resultado em relação à oração 
principal. Os principais articuladores são que 
(nas correlações tão...que , tanto que , 
tamanho que , tal que , de sorte que , de 
maneira que ) ...
Estudou tanto que gabaritou a 
prova.
Tamanha foi a explosão, que 
todos acordaram.
> Finais - expressam finalidade, objetivo. 
Os principais articuladores são para que , a fim 
de que , que (= para que), porque (= para que)
Fez-lhe sinal porque (= para que) 
se calasse.
Estudou muito a fim de que 
passasse no concurso.
> Proporcionais - apresentam ideia de 
proporção, concomitância, simultaneidade entre 
fatos da oração subordinada e da oração 
principal. Principais articuladores: à medida 
que , à proporção que , quanto m ais...m ais , 
quanto menos...menos ...
À medida que vive, mais aprende 
com as pessoas.
Quanto maior o estudo, maior o 
conhecimento.
> Temporais - apresentam ideia de tempo 
em relação ao fato da oração principal. 
Principais articuladores: logo que , assim que , 
antes que , depois que , quando , enquanto ...
Logo que soube o resultado, 
chamou todos os amigos.
Ficou emocionado desde que viu 
o resultado do concurso.
> Integrantes - conjunções empregadas 
no lugar de substantivo. Por essa razão, 
sempre iniciarão orações subordinadas 
substantivas. Felizmente (rs), são apenas duas: 
que e se .
Para facilitar a análise das conjunções 
in tegrantes , façam a substituição pela palavra 
ISSO.
Exemplo:
Fabiano deseia que vocês se am aprovados .
Quero que vocês sejam 
convocados.
(= Quero isso .)
Gostaria de saber se você virá. 
(=Gostariade saber isso .)
v
Fabiano deseja isso .
Logo, no período acima, o "que” é uma 
conjunção integrante .
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Independentemente da classificação apresentada pela NGB, é importante que 
vocês façam a análise do contexto para identificar a relação apresentada entre as 
orações.
Vejam a seguir:
MAS
Adversativo - Estudou bastante, mas foi reprovado. 
Aditivo - Não só pratica judô, mas também faz natação.
r
E \
Aditivo - Arrumou-se e foi trabalhar.
Adversativo - Não estudou, e passou no concurso. 
Consecutivo - Faltou luz, e não conseguimos estudar à noite.
V
r
p o is \
Explicativo - Não beba, pois é prejudicial à saúde. 
Conclusivo - É inteligente; será, pois (= portanto), aprovado. 
Causal - Estava irrequieto, pois ganhou uma casa.
V
PORQUE{
Explicativo - Estude, porque (=pois) será aprovado.
Final - Mudei-me de cidade porque (=para que) fosse feliz. 
Causal - Chorei porque pgssei no concurso.
v
" Conclusivo - Estudou muito, loqo (=portanto) será classificado.
LOGO
Temporal - Loqo que (=assim que) chegou, foi tomar banho.
UMAVEZ QUE
Causal - Sorriu uma vez que acertou todas as questões.
Condicional - Uma vez que estude, será aprovado.
(= Se estudar, será aprovado.)
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QUANTO
Comparativo - Meu irmão é tão estudioso quanto meu pai.
Aditivo - Ela tanto estuda quanto trabalha.
(= Ela estuda e trabalha.)
DESDE QUE
Condicional - Desde que compre o ingresso, irei ao cinema.
<
Temporal - Desde que cheguei, quero ir ao cinema.
Condicional - Sem que (= Caso não) estudem, não passarão.
SEM QUE Concessivo - Sem que estudasse muito, passou na prova.
f Comparativo - Ela fala como (= igual a) uma vitrola. 
Conformativo - Estudou como (= conforme) combinamos.
COMO
Aditivo - Não só trabalha como também pratica esportes. 
Causal - Como (=Já que) estava cansado, resolveu dormir.
f Explicativo - Ele deve ter corrido, porquanto está suado.
PORQUANTO-
Causal - Estavam felizes porquanto foram aprovados.
V.
SE
Condicional - Se você estudar, logrará êxito no concurso. 
Conjunção integrante - Não sei se você virá. (= Não sei isso.)
Vejamos, agora, alguns exemplos práticos. A partir da ideia contida no 
período inicial, construiremos um novo. Para isso, usaremos o conectivo que melhor 
se ajusta ao novo trecho, fazendo as modificações que forem necessárias.
a) Bateu-me com tanta força que não pude deixar de cair.
assim - quando - à medida que - então - porque
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Em "Bateu-me com tanta força que não pude deixar de cair.” , o "que” é 
consecutivo. Logo, só poderá ser substituído pela conjunção "porque”: Não pude 
deixar de cair, porque me bateu com tanta força”.
b) A companhia era chata e a viagem tornou-se aborrecida.
mas - portanto - embora - por isso - que
Na frase "A companhia era chata e a viagem tornou-se aborrecida.”, a 
conjunção "e” consecutiva. Sendo assim, deve ser substituída pelo "que” 
(consecutivo): "A companhia era tão chata que a viagem tornou-se aborrecida”.
c) Insiste em sair com ele, conquanto mal o conheça.
por isso - então - não obstante - logo - em consequência
No período "Insiste em sair com ele, conquanto mal o conheça.” , a 
conjunção em destaque é concessiva, ou seja, transmite ideia de contrariedade. 
Entre os conectivos apresentados, somente é possível empregar "não obstante” : 
"Mal o conhece, não obstante insiste em sair com ele”.
e) Faltando-lhe dinheiro para viagens, lia livros.
uma vez que - porém - embora - conquanto - por isso
Na frase "Faltando-lhe dinheiro para viagens, lia livros.” , não há conectivos. 
Entretanto, temos uma oração causal reduzida de gerúndio. Na reescritura, 
portanto, deveremos empregar o conectivo "uma vez que” : "Lia livros, uma vez que 
lhe faltava dinheiro para viagens”.
f) Suas pretensões são descabidas, não posso atendê-lo.
visto que - logo que - embora - até que - mas
Em "Suas pretensões são descabidas, não posso atendê-lo.” , temos uma 
relação de causa e consequência. Para manter a ideia original, deveremos fazer a 
seguinte reescritura: "Não posso atendê-lo, visto que suas pretensões são 
descabidas”.
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17. (E S A F -2012 /M D IC ) Assinale a opção que constitui continuação coesa, 
coerente e gramaticalmente correta para o texto abaixo.
O governo concedeu R$ 97,8 bilhões em benefícios fiscais a empresas, nos 
últimos cinco anos, e adotou dezenas de medidas para conter a valorização 
cambial e proteger a indústria da concorrência estrangeira - mas tudo isso teve 
resultados insignificantes, como demonstra o fraco desempenho brasileiro no 
mercado internacional de manufaturados. Incapaz de acompanhar o crescimento 
do mercado interno, a indústria de transformação perdeu espaço no Brasil para 
os concorrentes de fora e cresceu em 2011 apenas 0,1%, ou quase nada.
(Adaptado do Editorial, O Estado de S. Paulo, 29/3/2012)
a) Por isso esse protecionismo seja uma forma de compensar a falta de uma 
estratégia minimamente eficaz. O resultado só poderá ser o desperdício de mais 
dinheiro, esforços e oportunidades.
b) Esses investidores tomam dinheiro barato na Europa e aplicam no Brasil, em 
troca de juros altos. A ação defensiva, nesse caso, é justificável, embora pouco 
eficaz.
c) Alem disso, é consenso entre esses empresários, administradores e 
governantes que é preciso aplicar muito mais dinheiro em máquinas, 
equipamentos e obras de infraestrutura.
d) Portanto, diante desse bom desempenho é um erro atribuir os problemas 
nacionais a fatores externos. Mas é preciso responsabilizar os bancos centrais do 
mundo rico por uma parcela importante dos males econômicos do País.
e) Sem competitividade, essa indústria é superada pelos produtores instalados 
nas economias mais dinâmicas e mal consegue manter, mesmo na América do 
Sul, posições conquistadas em tempos melhores.
Com entário : Questão que exige muita atenção dos candidatos no que se refere 
aos elementos de coesão. É importante frisar que, ao identificar qualquer erro de 
coesão, coerência ou de aspectos gramaticais, é recomendável passar à 
assertiva seguinte, a fim de ganhar tempo. Otimizá-lo é importantíssimo nas 
provas da ESAF.
Analisando a questão, percebemos que a continuação coesa, coerente e 
gramaticalmente correta encontra-se na assertiva E.
Vejam que a expressão "Sgm competitividade" ratifica e enseja o 
prosseguimento da ideia contida no excerto "Incapaz de acompanhar o 
crescimento do mercado interno, a indústria de transformação perdeu espaço no 
Brasil para os concorrentes", presente no enunciado.
Reparem, também, que a expressão "essa indústria" desempenha 
importante papel coesivo, fazendo referência à locução "indústria de 
transformação". Por essas razões, esse segmento completa de maneira coesa, 
coerente e correta do excerto:
"O governo concedeu R$ 97,8 bilhões em benefícios fiscais a empresas, nos 
últimos cinco anos, e adotou dezenas de medidas para conter a valorizaçãocambial e proteger a indústria da concorrência estrangeira - mas tudo isso teve 
resultados insignificantes, como demonstra o fraco desempenho brasileiro no 
mercado internacional de manufaturados. Incapaz de acom panhar o 
crescimento do mercado interno, a indústria de transform ação perdeu
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espaço no Brasil para os concorrentes de fora e cresceu em 2011 apenas 
0,1%, ou quase nada. Sem com petitividade (devido à incapacidade de 
acompanhar o crescimento do mercado interno) , essa indústria (de 
transformação) é superada pelos produtores instalados nas economias mais 
dinâmicas e mal consegue manter, mesmo na América do Sul, posições 
conquistadas em tempos melhores."
E quais os erros das demais opções? Vejamos.
A) Resposta incorreta . De imediato, já encontramos o seguinte erro: o verbo 
"ser", constante do segmento "Por isso esse protecionismo seja uma (...)", deve 
manter correlação de tempo e modo com a forma verbal "é" - " ( ...) é superada 
pelos produtores ( ...)" -, do enunciado. Por essa razão, deveria te r sido 
conjugada no presente do indicativo: "Por isso esse protecionismo é uma forma 
de compensar (...)".
B) Resposta incorreta . Esta opção apresenta um erro muito frequente em 
textos, sobretudo em redações: a ausência de referencial an te rio r . E o que 
isso quer dizer? Que houve a apresentação de uma referência ainda não 
mencionada no texto. No trecho " Esses investidores tomam dinheiro (...)", não é 
possível identificar/relacionar a que elemento textual anterior a expressão 
destacada se refere. Logo, o excerto está incorreto.
C) Resposta incorreta . O excerto nos permite identificar que o examinador 
introduz uma ideia de conclusão/solução para o problema. Por essa razão, a 
expressão "Além disso", que tem caráter de adição, deve ser substituída por um 
conectivo conclusivo ("Portanto", "Por isso", "Por conseguinte" etc).
Outro equívoco encontrado no segmento em análise refere-se à forma 
pronominal "esses", pois, novamente, não há referencial anterior citado no 
texto. Os vocábulos "empresários", "administradores" e "governantes" foram 
citados posteriormente.
D) Resposta incorreta . O texto não nos transmite a informação de que houve 
" bom desempenho do Brasil", mas, sim, a de que ocorreu um " fraco 
desempenho brasileiro".
Gabarito: E.
18. (E S A F -2012 /M D IC ) Assinale a opção que preenche de form a coesa, 
coerente e gram aticalm ente correta a lacuna do trecho a seguir.
Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul são mais do que cinco economias 
emergentes em expansão num mundo em crise. Reunidas sob o acrônimo Brics, 
abrigam mais de 40% da população global e somam perto de US$ 14 trilhões de 
PIB, ou seja, quase um quinto das riquezas produzidas no planeta. É natural que 
busquem maior participação no cenário internacional - o que seria facilitado por 
uma atuação conjunta, em bloco.
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A instituição permitiría aos países reduzir a dependência econômica em relação 
aos Estados Unidos e à União Europeia, em sérias dificuldades. Mais do que isso, 
a experiência poderia depois ser replicada para dar um pontapé inicial para 
mudanças políticas não apenas voltadas ao desenvolvimento sustentável, como 
também à segurança e à paz no universo, com um rearranjo das regras e dos 
organismos internacionais.
(Adaptado do Correio Braziliense, 27/3/2012)
a) Maior dos Brics, a China, segunda potência mundial, tem PIB de US$ 7,4 
trilhões e reservas cambiais superiores a US$ 3 trilhões. Contudo, é uma 
ditadura que ganha mercados mundo afora com vantagens artificiais, como a 
desvalorização da moeda, o yuan, um calo inclusive para o Brasil, invadido por 
produtos chineses em condições desfavoráveis de competitividade.
b) Assim, reconhecer a necessidade de promover correções de rumo internas é 
desafio de primeira ordem para os cinco emergentes. Aproximações bilaterais, 
vale lembrar, também terminam por fortalecer o quinteto emergente.
c) A Rússia, por sua vez, apresenta desenvolvimento relativo e hoje consolida-se 
como economia de mercado ainda sob olhares desconfiados de parte dos 
governantes de outros países do globo.
d) Os demais países têm abismos sociais a superar, problemas de desigualdades 
evidentes, o que deixa o bloco, formalizado ou não, distante da pose de 
referência internacional na questão do desenvolvimento humano.
e) Avançar na criação de um banco de desenvolvimento, proposto pelo primeiro- 
ministro indiano, como alternativa ao Banco Mundial - Bird e ao Fundo 
Monetário Internacional - FMI, já seria grande passo.
Com entário : Neste tipo de questão, fiquem atentos à relação entre o segmento 
a ser acrescido no trecho e o parágrafo seguinte.
Notem que, no primeiro parágrafo, foi citado o segmento "uma atuação 
conjunta, em bloco". Já no terceiro parágrafo do texto, há coesão referencial a 
uma "institu ição", ou seja, é necessário que haja um referencial anterior no 
texto.
Analisando as opções, percebemos que apenas a letra E apresenta os 
elementos de coesão necessários e menciona uma espécie de "instituição", qual 
seja, "banco de desenvolvimento", sendo exemplificado com o "B ird" e o "FMI". 
Portanto, esta é a resposta da questãsp.
Gabarito: E.
19. (E S A F -2012 /M D IC ) Assinale a opção que constitui continuação 
coesa, coerente e gram aticalm ente correta para o texto abaixo.
Em um cenário internacional ainda inspirando muitos cuidados, com a zona do 
euro anestesiada após o choque da operação de resgate da Grécia e a 
preocupação com outros membros doentes como Portugal, e a China 
desacelerando, um sopro de alento vem dos Estados Unidos.
a) Mesmo que a economia americana tenha começado a sair da lama em
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meados de 2009, mas escorregou várias vezes. Em alguns momentos pesaram 
os motivos externos, como a crise da zona do euro e a alta do preço do petróleo.
b) Por outro lado, a taxa de desemprego saiu dos 9% em que permaneceu 
congelada por muito tempo e recuou para 8,3%. Neste ano, o número de vagas 
criadas está reagindo e as informações indicam que o motivo não é que as 
pessoas se desanimaram e não procuram mais emprego.
c) Quando certamente esses entraves mais sérios estavam no próprio mercado 
doméstico, onde bancos cheios de créditos duvidosos negaceavam crédito, e 
consumidores atolados em dívidas evitavam comprar e tentavam se 
desalavancar.
d) Portanto, essa receita fam iliar real, ficou estável e o acesso ao crédito 
continuou restrito. Alguns desses problemas acabaram ou perderam a 
intensidade. E há números positivos. O mais otim ista, provavelmente, é o nível 
de emprego.
e) A boa notícia, como destaca reportagem da mais recente revista "The 
Economist" é que a recuperação da economia americana não é robusta nem 
dramática, mas é real.
Com entário : Novamente, um tipo clássico de questões da ESAF. É importante 
encontrar o segmento que contenha um elemento que permite a correta ligação 
com o trecho anterior.
No excerto do enunciado, a expressão "um sopro de alento vem dos 
Estados Unidos" apresenta um contraponto às ideias pessimistas apresentadas 
anteriormente. Sendo assim, é preciso encontrar um trecho que se ligue a esse 
país. É o que identificamos na assertivaE, pois há referência à expressão 
"economia americana", a qual é real (aspecto positivo).
Gabarito (p re lim inar): E.
A tenção : Este foi o gabarito preliminar apontado pela ESAF, mas notem que 
deveria haver uma vírgula antes da expressão "é que", para denotar o 
deslocamento da oração subordinada adverbial conformativa "como destaca 
reportagem da mais recente revista 'The Economist": A boa notícia, como 
destaca reportagem da mais recente revista "The Economist", é que a 
recuperação da economia americana não é robusta nem dramática, mas é real.
Vamos analisar as demais opções.
A) Incorreta . O trecho "Mesmo que a economia americana tenha começado a 
sair da lama em meados de 2009, mas escorregou várias vezes." está 
incoerente devido ao emprego inadequado do conectivo "mas". A primeira 
oração apresenta matiz semântico de concessão, o que torna desnecessário o 
emprego de uma oração com valor de adversidade. Para corrigir o erro, 
poderiamos simplesmente om itir o conectivo: "Mesmo que a economia 
americana tenha começado a sair da lama em meados de 2009, escorregou 
várias vezes". Outro erro da questão deve-se à omissão inadequada da vírgula
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após o trecho "Em alguns momentos". Já que se trata de um adjunto adverbial 
deslocado de sua posição sintática original, esse deslocamento deve ser marcado 
por uma vírgula após o vocábulo "momentos".
B) Incorreta . A expressão "Por outro lado" apresenta incoerência em relação ao 
trecho original. No enunciado, foram mencionados os aspectos negativos do 
cenário internacional. Entretanto, percebam que esta é a mesma noção contida 
no trecho da assertiva (B).
C) Incorre ta . O trecho "Quando certamente esses entraves mais sérios 
estavam no próprio mercado doméstico, onde bancos cheios de créditos 
duvidosos negaceavam crédito, e consumidores atolados em dívidas evitavam 
comprar e tentavam se desalavancar." tem valor adverbial e foi empregado sem 
uma oração principal. Sendo assim, ficou sem sentido lógico. Outro equívoco 
refere-se ao emprego do pronome relativo "onde". Esse elemento coesivo deve 
ser empregado quando houver menção a lugar físico, o que não ocorreu no 
trecho. Para corrigir o equívoco, poderíamos substituí-lo pela expressão "em 
que" ou "no qual". Vale chamar a atenção, ainda, para o vocábulo "negacear", 
corretamente grafado. Segundo o Dicionário Eletrônico Houaiss, essa palavra 
significa "não conceder; negar, recusar".
D) Incorreta . Houve emprego inadequado da vírgula entre o sujeito "essa 
receita fam iliar real" e o verbo "ficar".
Gabarito (após os recursos): Anulada.
Leia o seguinte texto para responder à questão 20.
A oferta to tal de crédito na economia brasileira dobrou nos últimos oito 
anos. A queda da inflação, a dim inuição da taxa básica de juros e 
tam bém a criação de novas modalidades de financiam ento, como o 
consignado, contribuíram para o aum ento da disponibilidade de crédito. 
Isso foi decisivo para o crescim ento do consumo e tem sido um dos 
principais dínamos do P IB . Mas começam a ficar evidentes os sinais de 
fadiga nessa expansão econômica baseada no endividam ento. Mesmo 
com o barateam ento do dinheiro provido pelo Banco Central, o crédito 
ficou mais caro para os consumidores. Preocupado com a fa lta de vigor 
da economia, o governo determ inou que o Banco do Brasil e a Caixa 
Econômica Federal reduzissem as suas taxas. No cheque especial e no 
financiam ento de veículos, por exem plo, os juros que agora serão 
cobrados pelos bancos públicos são praticam ente a m etade das taxas 
médias de mercado.
(Adaptado de Veja, 18 de abril, 2012)
20. (ESA F-2012/C G U ) Assinale a opção que fornece uma continuidade 
gram aticalm ente correta e coerente para a argum entação do texto .
a ) Ou seja, esses bancos passaram a pagar menos pelo dinheiro que
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captam no mercado, aum entando as possibilidades de conssessão de 
em préstim os.
b) Essa e outras medidas teriam a finalidade de aquecer de novo a 
economia, por meio do estím ulo ao consumo e impulso para os 
investim entos.
c) Mas essas medidas foram eclipsadas pelo aum ento dos spreads 
bancários como é chamada a diferença entre o ju ro que o banco paga e 
o ju ro que cobra.
d) Provisões para cobrir essa inadimplência e o peso da tributação 
responde por mais da m etade do custo do dinheiro - que os bancos 
repassam aos consumidores.
e ) No entender dos analistas essas medidas com respeito às taxas 
excessivas traz a ameaça de causar prejuízos que mais tarde terão que 
ser cobertos pelo Tesouro.
Com entário : Percebemos uma continuidade gramaticalmente correta e
coerente no trecho contido na opção B. O assunto contido nesse segmento é o 
mesmo encontrado naquele contido no enunciado, a saber, "a 
oferta/disponibilidade de crédito na economia brasileira".
Vejam as seguintes relações entre os segmentos:
- "o governo determinou que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal 
reduzissem as suas taxas" - esse segmento textual apresenta direta relação 
com o a expressão "Essa e outras medidas". Reparem que a "redução das taxas" 
é uma forma de reaquecer a economia. Ademais, o pronome "essa" desempenha 
papel coesivo anafórico, ou seja, retoma a ideia de "redução das taxas".
- fadiga nessa expansão econômica baseada no endividamento" - Notem que há 
uma contraposição entre o excerto e o segmento "aquecer de novo a economia". 
Vale frisar que há, ainda, uma relação com a "redução das taxas" também tem o 
objetivo de reaquecer o país economicamente.
- "o crédito ficou mais caro para os consumidores" - Novamente, "essa (redução 
das taxas) e outras medidas" visam a "estim ular o consumo e impulsionar os 
investimentos" no país.
Percebemos, então, que ambos os segmentos de completam correta e 
coerentemente.
Vejam as referências textuais no segmento completo:
A oferta total de crédito na economia brasileira dobrou nos últimos oito anos. A 
queda da inflação, a diminuição da taxa básica de juros e também a criação de 
novas modalidades de financiamento, como o consignado, contribuíram para o 
aumento da disponibilidade de crédito. Isso foi decisivo para o crescimento do 
consumo e tem sido um dos principais dínamos do PIB. Mas começam a ficar 
evidentes os sinais de fadiga nessa expansão econômica baseada no 
endividamento. Mesmo com o barateamento do dinheiro provido pelo Banco 
Central, o crédito ficou mais caro para os consumidores. Preocupado com a falta 
de vigor da economia, o governo determinou que o Banco do Brasil e a Caixa
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Econômica Federal reduzissem as suas taxas. No cheque especial e no 
financiamento de veículos, por exemplo, os juros que agora serão cobrados 
pelos bancos públicos são praticamente a metade das taxas médias de mercado. 
Essa e outras medidas teriam a finalidade de aquecer de novo a economia, por 
meio do .
Gabarito: B.
21. (ESA F-2012/C G U ) Assinale a opção em que o preenchim ento da 
lacuna com o conectivo abaixo resulta em erro gram atical ou 
incoerência textual no seguinte fragm ento.
A dívida pública brasileira é uma velha herança.
_____(A )______ aum entou consideravelm ente nos anos 8 0 ,_____(B )______
os juros internacionais subiram m uito.Mais de 40 países foram
arrastados pela crise da dívida, a partir de 1982. _____(C )_____ seus
governos foram capazes de reorganizar as contas públicas e de reduzir o
peso da dívida. _____(D )_____o Brasil continuou prisioneiro do
endividam ento inflado naquele período e, além disso, perm itiu o
aum ento de seu peso nos anos seguintes. _____(E )_____, a carga
tribu tária brasileira é m aior que a de todos ou quase todos os países 
em ergentes e a té mais pesada que a de algumas economias avançadas, 
como os EUA e o Japão.
(Adaptado de O Estado de São Paulo, Notas & Informações. 21 de abril de 2012)
a ) Portanto
b) quando
c) Porém
d) Mas
e ) No entanto
Com entário : Questão que abordou o emprego dos conectivos. Na lacuna (A) já 
encontramos de imediato a resposta da questão. O emprego da conjunção 
coordenativa conclusiva "Portanto" caracteriza erro na estrutura do texto, não se 
enquadrando no contexto "A dívida pública brasileira é uma velha esperança. 
Portanto aumentou consideravelmente nos anos 80...". Em seu lugar deveria ser 
empregado um pronome que retomasse a expressão "a dívida pública 
brasileira". Estaria correta, por exemplo, a seguinte construção:
"A dívida pública brasileira é uma velha herança. EJa (= a dívida pública 
brasileira) aumentou consideravelmente nos anos 80, quando os juros 
internacionais subiram m uito." - no contexto, o pronome "Ela" exerce papel 
anafórico, referindo-se à expressão "a dívida pública brasileira".
Portanto, a letra A é o gabarito da questão.
Gabarito: A.
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22. (E S A F -2 0 1 2 /M in is té rio da In te g ra ç ã o N ac iona l) - O te x to G randes 
c idades nem sem pre são as m a is po luen tes d iz es tu do , da France Press, 
pu b licad o em h t tp : / /w w w 1 .fo lh a .u o l.c o m .b r /a m b ie n te /8 6 6 2 2 8 (com 
acesso em 2 9 /1 2 /2 0 1 1 ) fo i adap tado para com po r os fra g m e n to s 
aba ixo . N um ere -os , de aco rdo com a o rdem em que devem se r d ispostos 
para fo rm a r um te x to coeso e coe ren te .
( ) Nesse es tu do , e n q u a n to c idades do m undo to d o fo ra m apon tadas 
com o cu lpadas po r cerca de 7 1 % das em issões causadoras do e fe ito 
e s tu fa , c idadãos u rbanos que s u b s titu íra m os ca rros po r tra n s p o rte 
p ú b lico a ju d a ra m a d im in u ir as em issões per cap ita em a lgum as 
cidades.
( ) P esqu isadores e xa m ina ram dados de cem c idades em 33 países, em 
busca de p is tas sob re qua is m e tró p o le s se riam as m a io res p o lu id o ra s e 
po r que, de aco rdo com es tu do pub licado na re v is ta espec ia lizada 
"E n v iro n m e n t and U rb a n iza tio n ".
( ) " Is s o re fle te a g rand e dependênc ia de com bus tíve is fósse is para a 
p rodução de e le tr ic id a d e , um a base in d u s tr ia l s ig n if ic a n te em m u ita s 
c idades e um a popu lação ru ra l re la tiv a m e n te g rand e e p o b re ", in fo rm a o 
estudo .
( ) Por f im , quando os pesqu isadores o lh a ra m as cidades as iá ticas , 
la tin o -a m e rica n a s e a fr icana s , de scob riram em issões m enores por 
pessoa. A m a io r p a rte das c idades na Á fr ica , Ásia e A m érica La tina tem 
em issões in fe r io re s po r pessoa. O desa fio para e las é m a n te r essas 
em issões ba ixas, apesar do c re sc im e n to de suas econom ias.
( ) O es tu do tam bém apon ta o u tra s ten dê nc ias , com o as c idades de 
c lim as fr io s te re m em issões m a io res , e países pobres e de renda m édia 
te re m em issões per cap ita in fe r io re s aos países de senvo lv idos .
A sequência co rre ta é
a ) (1 ) (2 ) (5 ) (4 ) (3 )
b ) (2 ) (1 ) (3 ) (5 ) (4 )
c) (2 ) (5 ) (1 ) (3 ) (4 )
d ) (4 ) (1 ) (2 ) (5 ) (3 )
e ) (4 ) (2 ) (1 ) (3 ) (5 )
C o m e n tá rio : O primeiro trecho é "Pesquisadores examinaram dados de cem 
cidades (...) especializada em "Environment and Urbanization". Podemos chegar 
facilmente a essa conclusão porque as outras opções contêm algum elemento 
coesivo, como "nesse estudo", "isso", "por fim " e "o estudo". Geralmente, 
empregam-se como elementos coesivos conjunções e pronomes, estruturas que 
costuma pedir que determinado elemento já tenha sido mencionado no texto. 
Períodos que contenham estruturas dessa natureza não podem iniciar a 
sequência, visto que é necessária uma frase anterior a todas elas que introduza 
o tema sem necessidade de outro trecho prévio.
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Por sua vez, o segundo trecho é "Nesse estudo, enquanto cidades (...) as 
emissões per capita em algumas cidades". Percebam que há o nexo textual 
"Nesse estudo", referindo-se à tarefa desempenhada pelos pesquisadores.
O terceiro trecho é "Isso reflete (...), informa o estudo". Notem que a expressão 
"Isso reflete" retoma, por coesão referencial, o excerto "cidadãos urbanos (...) 
ajudaram a dim inuir as emissões per capita em algumas cidades", constante do 
trecho anterior.
O quarto trecho, entretanto, deve ser selecionado por eliminação, uma vez que 
não apresenta um conectivo expresso que ligue a opção correta ao segmento 
anterior. Entretanto, que essa sequenciação é facilmente perceptível, na medida 
em que o excerto "O estudo também aponta outras tendências" apresenta um 
referente adequado no segmento anterior.
Assim, o quinto trecho é "Por fim , quando os pesquisadores (...) crescimento de 
suas economias". É perceptível que este é o segmento final, haja vista a 
presença do conectivo de conclusão "Por fim ", empregado para resumir uma 
ideia.
G abarito : B.
23. (E S AF-2012/C G U ) A ss ina le o con e c tivo que p rovoca e rro g ra m a tica l 
e /o u incoe rênc ia te x tu a l ao p reenche r a lacuna do fra g m e n to aba ixo :
A d ív ida púb lica m o b iliá r ia te m a lgum as ca ra c te rís tica s específicas. No 
que d iz re sp e ito à p a rtic ip a çã o dos indexado res da d ív id a , con tin u a 
crescendo a pa rtic ip a çã o dos tí tu lo s a tre la d o s à Selic (6 4 ,6 % do to ta l) ,
______________ sua a lta re n ta b ilid a d e , segurança e liq u id e z ; e n q u a n to os
títu lo s p re fixa d o s m an têm um a posição em to rn o de 3 5 ,5 % . Q uan to ao 
prazo , os tí tu lo s e m itid o s pe lo BCB e pe lo T esouro N aciona l tê m prazo 
m éd io de 40 ,19 m eses.
( h ttp ://w w w .ipea .go v.b r/s ites /000 /2 /pub licacoes /cartacon jun tura /carta05 / 
7 - acesso em 2 9 /4 /2 0 1 2 )
a ) de v ido à
b) adem ais de
c) em face de
d ) em fun çã o de
e ) ha ja v is ta
C o m e n tá rio : A lacuna do excerto "No que diz respeito à participação dos 
indexadores da dívida, continua crescendo a participação dos títulos atrelados à
Selic (64,6% do t o t a l ) , ____________ sua alta rentabilidade, segurança e
liquidez" pode ser preenchida com as locuções "devido à" e "haja vista". Ambas 
transmitem valor de causa.
Na primeira, o examinador optou pelo emprego do acento grave indicativo 
de crase, representando a fusão entre a preposição "a" e o artigo definido "a":
"... devido a + a sua alta rentabilidade..." = "... devido à sua alta 
rentabilidade..."
Também estaria correto o trecho sem o mencionado sinal gráfico, pois 
estamos diante de um pronome possessivo feminino singular (caso facu lta tivo):
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"... devido a sua alta rentabilidade ..." - nesse caso, o "a" seria apenas 
preposição.
Essa locução prepositiva pode ser substituída por "em virtude de", "por 
causa de", "em razão de", entre outras.
Na segunda - "haja vista" - , o mesmo valor de causa é apresentado, 
podendo ser substituída por "uma vez que", "visto que", entre outras locuções 
conjuntivas.
Por sua vez, a locução "em face de", que significa "diante", "perante", 
também pode preencher corretamente a lacuna em questão.
Im portante: Não empreguem a locução "face a" (marca da oralidade) no lugar 
de "em face de". Segundo as lições de Napoleão Mendes de Almeida, em 
Dicionário de Questões Vernáculas, editora Ática, 4a ed., 1998, p. 203, "face a" 
é uma invencionice; ou se diz "em face de" ou simplesmente "ante", preposição 
esta que não vem seguida de outra :
"Ante o imprevisto da conclusão..."
"Ante a falta de disciplina..."
Já a locução prepositiva "em função de" também transmite matiz 
semântico de causa. Segundo a Gramática Houaiss, essa locução equivale a "em 
virtude de", "por força de", "por causa de", "por motivo de". Vejam:
"Há dois tipos de locuções prepositivas. (...) O primeiro destes dois modelos - 
preposição + substantivo (ou advérbio) + preposição - é altamente produtivo, 
uma vez que, se de substantivos, serve a expressão de um variado leque de 
conteúdos, além das noções espaciais e temporais características do segundo 
modelo: causa (em virtude de, po r força de, po r causa de, po r motivo de, em 
função de)".
Por fim , a locução "ademais de" (pouquíssimo usada) significa "além de", 
apresentando valor de inc lusão. Sendo assim, não se enquadra no contexto em 
análise.
Portanto, a letra B é o gabarito da questão.
G abarito : B.
C onsidere o te x to ab a ixo para re spon de r às questões 24 e 25.
A te o ria econôm ica evo lu iu m u ito desde 1776, quando Adam S m ith , em 
cé leb re obra in ve s tig o u as causas das riquezas das nações. A te o r ia 
m o s tro u com o fu n c io n a m os m ercados, o papel da p ro d u tiv id a d e , as 
fo rm a s de a u m e n tá -la e a fun çã o das in s titu iç õ e s . C o n tr ib u iu , ass im , 
para a fo rm u la çã o das po líticas que tro u x e ra m m a is d e se n vo lv im e n to e 
be m -e s ta r. No B ras il, os econom is tas tam bém c o n tr ib u e m para o
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d e se n vo lv im e n to . A con tece que, se de fende rem re fo rm a s em fa v o r das 
m a io ria s , que causam perdas a m in o ria s , os econom is tas serão 
ro tu la d o s de soc ia lm en te insensíve is . Q uando um m éd ico p rescreve um 
tra ta m e n to , o o b je tiv o é o b e m -e s ta r do pac ien te . N inguém d irá que ele 
p lane ja o s o fr im e n to . M as, se os econom is tas sugerem m ed idas de 
a u s te rid a d e para re so lve r d e se q u ilíb rio s e re s tabe lece r o c re sc im en to 
su s te n tá ve l, d iz -se que e les p ropugnam ações para p ro m o ve r a 
recessão, o desem prego e a d e s tru içã o de conqu is tas socia is . O 
re c e itu á rio do m éd ico inco rpo ra esperança e s im p a tia , po is se sabe que 
o o b je tiv o de le é a cura da doença. Sua ação é m a is pe rceb ida po r todos. 
A e xp e c ta tiva m a io r é de ê x ito . O d ia g n ó s tico é m a is p rec iso , 
esp ec ia lm e n te com os avanços da te cn o lo g ia . O econom is ta não tem 
essas van tagens . N o tra ta m e n to de c rises , lida com ince rtezas , 
com p lex idades e s ituações iné d ita s . Os econom is tas ten de m a e rra r 
m a is que os m éd icos, m as seu foco ja m a is se rá a recessão pela recessão 
ou a a u s te rid a d e sem p ro p ó s ito .
(Adaptado de Maílson da Nóbrega, A recessão é uma política ou o efeito? Veja, 
14 de dezembro, 2011)
24. (E S A F -2 0 1 2 /M in is té r io da In te g ra ç ã o N ac iona l) P rese rva-se a 
coe rênc ia e n tre os a rg u m e n to s do te x to , bem com o sua co rreção 
g ra m a tic a l, ao
a ) e m p re g a r um co n e c tivo de v a lo r con d ic io n a l, com o Se, em lu g a r de 
"Q u a n d o " ( f .9 ) .
b ) s u b s t itu ir a con junçã o con d ic ion a l " s e " ( f .7 ) pe lo con e c tivo caso.
c) e x p lic ita r o v a lo r e x p lic a tiv o da oração , in se rin d o a con junçã o pois 
para lig a r a o ração in ic iada po r "S ua a çã o " (1 .16) com a a n te r io r , 
m udando para m inúscu la a le tra in ic ia l de "S u a ".
d ) lig a r as orações in ic iadas po r "O e c o n o m is ta ..." (1 .18) e "N o 
tra ta m e n to " ( f .1 8 e 1 9 ), em um m esm o pe ríodo s in tá tic o , re tira n d o o 
p o n to f in a l e m udando para m inúscu la a le tra in ic ia l m a iúscu la de "N o ".
e ) in s e r ir a con junçã o Em bora no in íc io do ú lt im o pe ríodo s in tá tic o do 
te x to , m udando para m inú scu la a le tra in ic ia l de "O s " ( f .1 9 ) .
C o m e n tá rio : A resposta da questão encontra-se na assertiva (A). No excerto 
" Quando um médico prescreve um tratam ento, o objetivo é o bem-estar do 
paciente", o conectivo estacado apresenta valor temporal. Entretanto, a 
substituição pela conjunção "se", que expressa valor de condição, mantém a 
coerência e a correção gramatical do texto.
E quais os erros das demais opções? Vejamos.
B) No contexto, o conectivo "se" apresenta valor condicional. Entretanto, não 
poderia ser substituído pela conjunção "caso", pois sem que houvesse alteração 
na estrutura do verbo "defender", haveria erro gramatical. A substituição 
somente seria possível com as seguintes alterações: "Acontece que, caso 
defendam (...)". Esse conectivo exige uma forma verbal no subjuntivo.
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C) No período anterior, iniciado por "O receituário médico incorpora esperança e 
simpatia", foi empregado o conectivo "pois", explicitando o valor explicativo
entre este segmento e a oração "se sabe que o objetivo dele é a cura da 
doença". Incorreriamos em erro gramatical se empregássemos o conectivo 
proposto pelo examinador antes do pronome "sua", presente no trecho "sua 
ação é mais (...)".
D) No período "O economista não tem essas vantagens", percebam que o 
pronome "essas" faz referência anafórica, isto é, alude ao que foi mencionado 
anteriormente no texto. Portanto, ao fazer a alteração proposta pela eminente 
banca, haveria incoerência textual.
E) Ao inserir o conectivo "Embora" antes do último período do texto, haverá 
incoerência, haja vista a presença da conjunção "mas" (ideia contrária) na 
segunda oração. Além disso, o verbo "tender", presente no trecho "Os 
economistas tendem (...)", deveria ser flexionado no presente do subjuntivo: 
Embora os economistas tendam (...)".
G abarito : A.
25. (E S A F -2 0 1 2 /M in is té rio da In te g ra ç ã o N ac iona l) De aco rdo com a 
o rgan ização dos a rg u m e n to s no te x to , p rovoca -se e rro ao
a ) e m p re g a r o ve rb o p rovoca r an tes de "o desem p reg o ".
b ) e x p lic ita r o te rm o às nações depo is de "b e m -e s ta r" .
c ) usar o a r t ig o an tes de "m in o r ia s " , escrevendo às m ino rias .
d ) in s e r ir o te rm o do país depo is de "s u s te n tá v e l" .
e ) re p e tir o te rm o com o fun c iona m an tes de cada um dos te rm o s da 
enum eração : " o papel da p ro d u tiv id a d e " , "as fo rm a s de a u m e n tá - la " e 
"a fun çã o das in s titu iç õ e s " .
C o m e n tá rio : Haverá erro se atendermos ao comando contido na opção (E). As 
expressões "o papel da produtividade", "as formas de aumentá-la" e "a função 
das instituições" estão dispostas em uma enumeração, desempenhando papel de 
objeto direto de um único elemento: o verbo "funcionar". Sendo assim, para 
uma melhor organização e sequenciação do texto, evita-se a repetição do termo 
"como funcionam" antes de cada elemento. Vale frisar que a ausência da 
expressão "como funcionam" não acarreta erro de paralelismo sintático.
G abarito : E.
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LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS NA AULA
Leia o te x to aba ixo para respon de r à ques tão 1.
A s itua ção fisca l b ra s ile ira é bem m e lh o r que a da m a io r p a rte dos 
países desenvo lv idos , m as bem p io r que a da m a io ria dos em ergen tes , 
segundo núm eros d ivu lg a d o s pe lo FM I. Para c o b r ir suas necessidades 
de fin a n c ia m e n to , d ív ida venc ida e d é fic it o rç a m e n tá r io , o go ve rn o 
b ra s ile iro p rec isa rá do e q u iv a le n te a 1 8 ,5 % do P rod u to In te rn o B ru to 
(P IB ) neste ano e 1 8 % no p ró x im o . A m a io r p a rte do p rob lem a de co rre 
do pesado e n d iv id a m e n to acum u lado ao longo de m u ito s anos. N este 
ano, as necessidades de co b e rtu ra co rrespondem a pouco m enos que o 
do b ro da m édia ponderada dos 23 países - 9 ,5 % do P IB . Países 
su la m erica nos es tão e n tre aque les em m e lh o r s itua ção , nesse c o n ju n to . 
O cam peão da saúde fisca l é o Chile , com d é fic it o rç a m e n tá r io de 0 ,3 % e 
com prom issos a liq u id a r de 1% do PIB. As p rev isões para o Peru 
ind icam um s u p e rá v it f is ca l de 1 ,1 % e d ív ida a pagar de 2 ,5 % do P IB . A 
C o lôm bia tam bém aparece em posição c o n fo rtá v e l, com um a 
necessidade de co b e rtu ra de 3 ,9 % . Esses trê s países têm o b tid o um a 
in ve já ve l com b inação de e s ta b ilid a d e fis ca l, in fla çã o co n tro la d a e 
c re sc im e n to f irm e nos negócios.
(Adaptado de O Estado de São Paulo, Notas & Informações. 21 de abril de 2012) 
1. (E S AF-2012/C G U ) In fe re -s e das re lações e n tre as ide ias do te x to que:
a ) a s itua ção fisca l de um país não é, necessa riam en te , p ro p o rc io n a l ao 
seu de sen vo lv im e n to .
b ) países em ergen tes ap rese n ta m , g e ra lm e n te , um a re lação de ba ixo 
P IB e a lto s u p e rá v it fisca l.
c ) países su l-a m e rica n o s ap resen tam pouco m ais que a m e tade da 
m éd ia ponderada de o u tro s países.
d ) o B ras il te m d e m o n s tra d o v ig o r para su p e ra r, d e n tro de do is anos, os 
trê s países su l-a m e rica n o s com m e lh o r saúde fisca l.
e ) in fla çã o co n tro la d a p rovoca c re sc im e n to f irm e nos negócios, o que 
re su lta em e s ta b ilid a d e fisca l.
Leia o fra g m e n to de e n tre v is ta ab a ixo para re spon de r à ques tão 2.
CARTA CAPITAL: Como o sen ho r ava lia a econom ia b ras ile ira ? R oberto 
F re n ke l: A queda do c re sc im e n to da econom ia te ve a v e r com trê s 
aco n te c im en tos . A s itua ção nos EUA está m a is p o s itiv a , há o tim is m o no 
m ercado n o rte -a m e rica n o , as ações su b ira m e estão no p ico pós-c rise , 
m as a inda é um a recupe ração m odesta . Na zona do eu ro , serão do is 
tr im e s tre s consecu tivos em queda , o que, de aco rdo com a de fin içã o 
con venc io na l, ca ra c te riza recessão. E a China está c la ra m e n te em 
desace le ração. Essas rea lidades tiv e ra m um e fe ito n e g a tivo sob re o 
c re sc im e n to b ra s ile iro ao longo do segundo sem es tre de 2011. O u tro 
fa to r fo i a va lo rização cam b ia l. No f im do ano passado, o rea l chegou a 
a cu m u la r a m a io r va lo rização cam b ia l desde o in íc io da g lo ba lização f i-
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nance ira , ou se ja , desde o f im dos anos 1960; e isso te m um e fe ito 
m u ito n e g a tivo sob re a in d ú s tr ia e a a tiv id a d e de m odo ge ra l.
(Trecho adaptado da entrevista de Roberto Frenkel a Luiz Antonio Cintra, Intervir para 
ganhar. Carta Capital, 18 de abril de 2012, p.78)
2. (E S AF-2012/C G U ) A na lise as seg u in te s poss ib ilidad es para 
a p re se n ta r, de m ane ira resum ida , a a rgum en ta ção da resposta do 
e n tre v is ta d o :
A queda no c re sc im e n to da econom ia no B ras il
I . te m m o tivo s causados pela desva lo rização do re a l: o tim is m o no 
m ercado am erican o (d epo is da c r is e ); nova d e fin içã o de recessão na 
zona do eu ro e a China com desace le ração do m ercado.
I I . pode se r re lac ionada a q u a tro fa to re s : o tim is m o no m ercado 
am erican o , recessão na zona do eu ro , desace le ração na China e 
va lo riza çã o cam b ia l do rea l.
I I I . deve -se a a co n te c im en tos in te rn a c io n a is , com o a a lta das ações 
am ericanas, a d e s in d u s tr ia liza çã o da China, a queda na zona do eu ro , 
com va lo rização cam b ia l.
P rese rvando a coerênc ia e a co rreção g ra m a tica l,
a ) apenas I I e I I I es tão co rre ta s .
b ) apenas I I I e s tá co rre ta .
c) apenas I e I I es tão co rre ta s .
d ) apenas I e I I I es tão co rre ta s .
e ) apenas I I e s tá co rre ta .
3. (E S AF-2012/C G U ) De aco rdo com a a rgum en ta ção do te x to aba ixo , 
ass ina le o fa to r que não c o n tr ib u i d ire ta m e n te para a exp ress iva queda 
dos ju ro s :
M udanças m a is am p las nas le is m a te ria is e p rocessua is são 
im p resc ind íve is . D eve-se m it ig a r os exageros de le itu ra do d ire ito de 
am pla defesa , p e rm itin d o a ráp ida ap ro p ria çã o de g a ra n tia s , assegurado 
ao de vedo r o d ire ito de p o s te r io r d iscussão. L itíg io s de devedo res de 
m á -fé , esm agadora m a io ria , p ra tic a m e n te desapa rece riam . Com m a io r 
p re v is ib ilid a d e na execução dos co n tra to s , a queda dos ju ro s se ria 
exp ress iva .
(Adaptado de Joca Levy, Juros, demagogia e bravatas. O Estado de São Paulo, 21 de 
abril de 2012)
a ) A d im in u iç ã o dos exageros de le itu ra do d ire ito de am p la defesa.
b ) A ráp ida ap ro p ria çã o de ga ran tias .
c) Os litíg io s da m a io ria de devedo res de m á-fé .
d ) O d ire ito de p o s te r io r d iscussão pe lo devedo r.
e ) A m a io r p re v is ib ilid a d e na execução de co n tra to s .
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Considere o texto abaixo para responder à questão 4.
Sabe-se m uito pouco dos rumos que as grandes cidades tom arão nas 
próximas décadas. Muitas vezes nem se prevê a dinâmica m etropolitana 
do próximo quinquênio. Mesmo com a capacitação e o preparo dos 
técnicos dos órgãos envolvidos com a questão urbana, há variáveis 
independentes que interferem nos planos e projetos elaborados pelos 
legislativos e encaminhados ao Executivo.
Logicam ente não se prevê o m alfadado caos urbano, mas ele pode 
ensejar que o país se adianteaos eventos e tom e medidas preventivas 
ao desarranjo econômico, que teria consequências nefastas. Para 
antecipar-se, o Brasil tem condições propícias para criar th in k ta n k s ou, 
em tradução livre, usinas de ideias ou institutos de políticas públicas. 
Essas instituições podem antecipar-se ao que poderá surgir no 
horizonte. Em outras palavras, deseja-se o retorno ao planejam ento 
urbano e regional visando o bem -estar da sociedade. Medidas nessa 
direção podem (e devem ) estar em consonância com a projeção de 
tendências e mesmo com a antevisão de demandas dos destinatários 
da gestão urbana - os cidadãos, urbanos ou não.
(A d a p ta d o de A ld o P av ian i, M e tró p o le s em expansão e o fu tu ro . C orre io 
B raz ilien se , 8 de dezem bro , 2 0 1 1 )
4. (ESAF-2012/Ministério da Integração Nacional) In fe re -se da argum entação do 
texto que
a ) os técnicos dos órgãos envolvidos com a questão urbana deveriam 
ser mais capacitados para realizar os projetos encaminhados ao 
Executivo.
b ) a dinâmica m etropolitana a ltera-se a cada quinquênio, seguindo 
variáveis que devem constar dos planos e projetos de cada período 
legislativo.
c) institutos de políticas públicas teriam como tarefa o planejam ento 
urbano e regional, antecipando-se a um possível desarranjo econômico.
d) o caos urbano que poderá a fetar as grandes cidades nos próximos 
anos terá o desarranjo econômico como uma de suas piores 
consequências.
e ) as demandas crescentes dos habitantes das grandes cidades 
contrastam com a baixa demanda dos cidadãos não urbanos.
Considere o texto abaixo para responder à questão 5.
A vida em um país nórdico, como a Finlândia, nos faz re fle tir mais 
profundam ente sobre a relação entre liberdade, igualdade, autonom ia e 
form atos sociais que podem propiciar vidas mais plenas e felizes aos 
seus cidadãos. Para alguém habituado a desigualdades, uma sociedade 
igualitária, com am plo respeito pela vida hum ana, excelentes índices de 
educação, burocracia in teligente e serviços públicos voltados (d e fa to ) 
para m elhorar a vida do cidadão, soa como um caminho para a produção 
de seres humanos mais plenos e sociedades mais inspiradoras. Talvez
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não seja assim. Quando nos referim os à igualdade, não tratam os de 
m era distribuição equitativa da renda. A igualdade e a dignidade 
humana que uma sociedade pode produzir referem -se à possibilidade de 
o cidadão te r condições m ateriais e subjetivas à sua disposição, para 
que, atendidas suas necessidades básicas e diárias de bem -estar, ele se 
ocupe com questões outras que a sobrevivência. Essas necessidades 
básicas de bem -estar incluem uma ilim itada oferta de bens públicos: de 
excelentes creches, escolas, universidades, sistema de saúde e 
previdência a todos, piscinas públicas, parques, transporte confortável e 
excelente, seguro-desem prego por tem po indefinido, licença 
m aternidade de 10 meses, m uitas bibliotecas públicas...
No entanto, a Finlândia tornou-se uma sociedade tão igualitária 
quanto apática. Pouco criativa, reproduz o mundo com extrem a 
facilidade, mas tem lim itada capacidade transform adora. A m aioria de 
seus educados cidadãos são seres pouquíssimo críticos: questionam 
pouco a vida que levam e são fisicam ente contidos. E isso não parece ter 
fo rte relação com o frio. É um acom odamento social, um respeito quase 
inexorável pelas regras. Esse resultado não foi causado, é evidente, pelo 
form ato social igualitário. Em outros term os, não foi a igualdade que 
deixou o país apático. Ademais, sociedades desiguais podem ser tão ou 
mais acríticas e reprodutoras. O ponto que nos intriga é que a igualdade, 
o respeito e a dignidade dados a todos não levaram à autonom ia, ao 
pensamento criativo e crítico, e a processos transform adores.
(A d a p ta d o de Is a b e la N ogue ira , Do b e m -e s ta r ao pe n sa m e n to c rít ic o : 
um o lh a r sob re o n o rte ,o u tu b ro 3, 2 0 09 p o r C o le tivo C rítica E conôm ica 
h ttp : / /c r it ic a e c o n o m ic a .w o rd p re s s .c o m /2 0 0 9 /1 0 /0 3 / - acesso em 
1 2 /1 2 /2 0 1 1 )
5. (ESAF-2012/Ministério da Integração Nacional) Assinale a interpretação 
da oração "Talvez não seja assim ." ( f .9 ) que respeita as relações 
semânticas entre as ideias do texto e m antém a coerência entre os 
argumentos.
a ) A relação entre form atos sociais e os excelentes índices de educação 
é questionável.
b) A vida em um país nórdico nem sempre faz re fle tir sobre a relação 
entre igualdade e liberdade.
c) Não é comum que serviços públicos voltados para m elhorar a vida do 
cidadão caracterizem países nórdicos.
d) Nem sem pre uma sociedade igualitária tem como consequência a 
form ação de seres humanos plenos e sociedades transform adoras.
e ) O hábito da desigualdade pode im pedir uma reflexão mais profunda 
sobre os valores de uma sociedade igualitária.
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6. (E S A F -20 12 /M D IC ) A ss ina le a opção em que a re e sc rita do tre c h o 
a lte ra as re lações sem ân ticas e n tre as in fo rm a ções do te x to .
a) Um acúmulo de fatores mais e menos antigos conspirou para deprim ir a 
indústria brasileira, especialmente o segmento de transformação, nos últimos 
anos.
• A indústria brasileira, especialmente o segmento de transformação, nos 
últimos anos, foi deprimida em decorrência de um acúmulo de fatores mais e 
menos antigos.
b) Infraestrutura precária, custos elevados de mão de obra, carga tributária alta 
e educação insuficiente são alguns dos antigos problemas que afloraram com 
toda intensidade quando a crise internacional acentuou a tendência de 
apreciação do real e aumentou a concorrência mundial.
• Quando a crise internacional acentuou a tendência de apreciação do real e 
aumentou a concorrência mundial, antigos problemas afloraram com toda 
intensidade, tais como: infraestrutura precária, custos elevados de mão de obra, 
carga tributária alta e educação insuficiente.
c) O custo da mão de obra industrial no Brasil, de US$ 10,08 por hora, é um 
terço do verificado nos Estados Unidos e Japão, mas é maior do que o de países 
como o México, cuja indústria automobilística vem preocupando Brasília, e, 
naturalmente, do que o da China.
• É um terço do verificado nos Estados Unidos e Japão, cuja indústria 
automobilística vem preocupando Brasília, o custo da mão de obra industrial no 
Brasil, de US$ 10,08 por hora, mas é maior do que o de países como o México, 
e, naturalmente, do que o da China.
d) Nesse espaço de tempo, o câmbio teve uma valorização de 40% em termos 
reais, frente a uma cesta de 15 moedas, o que deixou a indústria brasileira com 
dificuldades de competir não só com a China, mas também com a Alemanha.
• O câmbio teve uma valorização de 40% em termos reais, frente a uma cesta 
de 15 moedas, nesse espaço de tempo, o que deixou a indústria brasileira com 
dificuldades de competir não só com a China, mas também com a Alemanha.
e) Os custos da indústria brasileira vêm subindo continuamente. A folha de 
salários da indústria aumentou 25% desde 2005 em reais, já descontada a 
inflação. A energia elétrica, um importante indicador da infraestrutura, ficou 
28% mais cara, apesar da abundância de recursos hídricos. Com a valorização 
do real, os custos tornaram-se ainda maiores.
• Vêm subindo continuamente os custos da indústria brasileira. Aumentou 25% 
em reais desde2005, já descontada a inflação, a folha de salários da indústria. 
Ficou 28% mais cara, apesar da abundância de recursos hídricos, a energia 
elétrica, um importante indicador da infraestrutura. Os custos tornaram-se ainda 
maiores com a valorização do real.
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7. (E SA F-2012/C G U ) Assinale a opção em que a reescrita do trecho 
sublinhado preserva a correção gram atical e a coerência do texto .
O "jogo" civilizatório da redistribuição melhorou de form a espetacular a 
inclusão social, ampliou o mercado interno e funcionou m uito bem 
aum entando a demanda global. In fe lizm en te não acompanhamos o 
mesmo ritm o e, com a mesma disposição, a ampliação da oferta global. 
Está esgotado o espaço disponível. O resultado natural é que a diferença 
entre a demanda e a oferta globais se dissipa, inexoravelm ente, em um 
aum ento da inflação interna nos preços dos bens não transacionáveis 
(os serviços) e externam ente, em uma ampliação do déficit em conta 
corrente. O efeito colateral m uito im portante desse processo é a imensa 
valorização da relação câmbio nom inal/salário nominal, que é o 
indicador do câmbio "real".
(Adaptado de Antonio Delfim N etto , Emergência e Reformas. Carta Capital, 18 de abril de 2 012 , p. 3 7 )
a ) Daí resulta, naturalm ente, uma am pliação do déficit em conta 
corrente que vem da diferença entre a demanda e a oferta globais e se 
dissipa, inexoravelm ente, em um aum ento da inflação interna nos 
preços dos bens não transacionáveis (os serviços).
b) Daí naturalm ente resulta que a diferença entre a demanda e a oferta 
globais, inexoravelm ente, se dissipam por um aum ento da inflação 
interna nos preços dos bens não transacionáveis (os serviços) e uma 
ampliação externa do déficit em conta corrente.
c) O resultado natural da diferença entre a demanda interna e a oferta 
global se dissipa, inexoravelm ente, em um aum ento da inflação 
in ternam ente (nos preços dos bens não transacionáveis - os serviços) e 
externam ente, em uma ampliação do déficit em conta corrente.
d) Vem daí, como resultado natural, a diferença entre a demanda que 
dissipa a oferta global dissipa inexoravelm ente, em um aum ento da 
inflação interna nos preços dos bens não transacionáveis - os serviços 
- e externam ente, há uma am pliação do déficit em conta corrente.
e ) Como resultado natural, há, in ternam ente, um aum ento da inflação 
nos preços dos bens não transacionáveis (os serviços) e, externam ente, 
uma ampliação do déficit em conta corrente; isso dissipa, 
inexoravelm ente, a diferença entre a demanda e a oferta globais.
Considere o texto abaixo para responder à questão 8.
A década de 1980 foi o marco do surgim ento de um novo ator 
social nos países ricos: o n o v o - p o b r e ( n o u v e a u - p a u v r e ) . Corolário do 
desm oronam ento do sistema de proteção social, em um quadro 
agravado pela revolução tecnológica, que autom atizou o sistema 
produtivo sem gerar novos postos de trabalho, esse novo personagem 
vai m ateria lizar uma inesperada e im previsível reprodução, no mundo 
desenvolvido, do problema da desigualdade social, tão comum no 
terceiro mundo.
O n o v o - p o b r e é, cada vez mais, a expressão do fenôm eno d a 
e x c l u s ã o s o c i a l . Não é mais um indivíduo que está à m a r g e m , mas, sim, 
f o r a do sistema econômico e social prevalente. Não tem acesso ao 
m ercado de trabalho (nem mesmo in form al), não tem perspectiva de
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engajam ento (independentem ente de seu grau de qualificação 
profissional) e, cada vez mais, vai ficando de fora dos mecanismos de 
proteção social do moribundo w e l f a r e s t a t e .
No caso da p e r i f e r i a , o fenôm eno global da em ergência do n o v o - 
p o b r e , deserdado do neoliberalism o, soma-se ao histórico problema da 
pobreza. Os v e l h o s - p o b r e s , em países como o Brasil, são atores 
presentes na form ação da sociedade nacional desde seus primórdios. O 
que se apresenta como fato novo é a constatação de que estes últim os 
caíram dos patam ares da pobreza para os da miséria. E isso é tão 
evidente como tão mais urbana fo i-se tornando a sociedade.
(Marcel Bursztyn. "Da pobreza à miséria, da miséria à exclusão: o caso das populações 
de rua". In: No meio da rua: nômades, excluídos e viradores. Org.: Marcel Bursztyn. Rio 
de Janeiro: Garamond, 2000, p.34-35, adaptado).
8. (ESAF-2010/MTE) Assinale a opção que apresenta ideia que se confirma 
no texto .
a ) A categoria social n o v o - p o b r e aplica-se à realidade observada apenas 
nos países pobres.
b) O processo de urbanização verificado no mundo na década de 1980 
foi o fa to r principal do surgim ento de um novo ator social, fadado à 
exclusão social.
c) Os efeitos do neoliberalism o no sistema produtivo são observados, a 
partir de 1980, tanto em países ricos quanto no terceiro mundo.
d) A partir da década de 1980, verifica-se a substituição do processo 
histórico de m arginalização social pelo de exclusão, fenôm eno que 
atinge exclusivam ente as populações da periferia dos países do terceiro 
mundo.
e ) Dado estar o neoliberalism o atrelado à exclusão social, não 
surpreende que seus efeitos se tenham m anifestado nos países ricos, 
nos quais, à semelhança do que ocorreu no terceiro mundo a partir de 
1980, a desigualdade social instaurou-se.
Considere o texto abaixo para resra onder à questão 9.
Com devoção e entusiasm o, o sul do mundo copia e m ultiplica os 
piores costumes do norte. E do norte não recebe as virtudes, mas o pior: 
torna suas a religião norte-am ericana do autom óvel e do desprezo pelo 
transporte público bem como toda a m itologia da liberdade de mercado 
e da sociedade de consumo. E o sul tam bém recebe, de braços abertos, 
as fábricas mais porcas, as mais inimigas da natureza, em troca de 
salários que dão saudade da escravidão.
No entanto, cada habitante do norte consome, em m édia, dez 
vezes mais petróleo, gás e carvão; e, no sul, apenas uma de cada cem 
pessoas tem carro próprio. Gula e je jum do cardápio am biental: 7 5 % da 
contaminação do mundo provém de 2 5 % da população. E, nessa 
m inoria, claro, não figuram o bilhão e duzentos milhões que vivem sem 
água potável nem o bilhão e cem milhões que, a cada noite, vão dorm ir
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de barriga vazia. Não é "a hum anidade" a responsável pela d e v o r a ç ã o 
dos recursos naturais nem pelo apodrecim ento do ar, da terra e da água. 
O poder encolhe os ombros: quando este planeta deixar de ser rentável, 
m udo-m e para outro.
(Eduardo Galeano. O tea tro do bem e do m al. Trad. Sérgio Faraco. Porto A legre: L&PM, 2006 , p .1 2 3 .)
9. (ESAF-2010/MTE) De acordo com o autor do texto , não é um fenôm eno 
positivo que
a ) apenas uma em cada cem pessoas dos países do hem isfério norte 
possua autom óvel.
b) 7 5 % da população m undial utilize água potável e se alim ente de 
form a saudável.
c) os países do norte do mundo atribuam a culpa por todas as mazelas 
da sociedade global aos países do hem isfério sul.
d) o desenvolvim ento dos países ricos seja pautado, principalm ente, na 
instalação de indústrias nos países do hem isfério sul.
e ) ações predatórias do modelo dedesenvolvim ento de países ricos 
sejam bem recebidas nos países do hem isfério sul.
10. (ESAF-2010/MTE) Em relação às ideias do texto abaixo, assinale a 
opção correta.
Na história do capitalism o, as crenças a respeito da relação entre 
Estado e mercado seguem uma dinâmica pendular, chegando a ating ir 
os extrem os do espectro ideológico. Períodos de m aior confiança no 
livre mercado e na desregulam entação podem perm itir intenso 
crescimento econômico, mas em geral se associam a deslocamentos 
abruptos e nocivos no tecido social. A reação comum nos momentos 
subsequentes, em especial após uma crise, é uma m eia-volta em favor 
de m aior intervenção do Estado.
Depois de 20 anos de m arcante crescimento global, quando reinou 
o ultraliberalism o no Ocidente e irrom peram a revolução da tecnologia 
da inform ação, a globalização acelerada e o protagonismo da China, 
nova reviravolta pendular foi deflagrada pela crise financeira de 2008, 
que fez ressurgir em m uitos meios a crença no "Estado grande".
Os adeptos desse slogan em geral colocam Estado e mercado 
como opostos. É um erro. Trata-se mais de uma simbiose do que de uma 
luta, pois, longe de existir em si mesmo, o mercado está inserido nas 
estruturas da sociedade e, por conseguinte, na política. Mas o fato é 
que, se antes o risco do ultram ercadism o prevalecia, agora é a ameaça 
do ultraestatism o que cabe combater.
(Folha de S. Paulo, Editorial, 17/01/2010.)
a ) Predom ina na história do capitalism o a ideologia da 
desregulam entação.
b) A confiança no livre mercado produz crescimento econômico sem 
crises.
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c) O u ltra lib e ra lis m o p rovocou e in te n s ific o u o p ro ta g o n ism o da China.
d ) A c rise fin a n c e ira de 2008 e s tim u lo u a crença no in te rv e n c io n is m o do 
Estado.
e ) O m ercado fu n c io n a de fo rm a ind epe nde n te em re lação ao Estado.
11. (E S A F -2009 /R ece ita F edera l) - A ss ina le a opção que está de aco rdo 
com as ide ias do te x to .
A pesar de tod os os p rob lem as re lac ionados à Jus tiça b ra s ile ira , um dos 
g randes avanços no país nos ú lt im o s anos fo i a c riação do Conselho 
N aciona l de Jus tiça (CNJ). Tem s ido um a le n to seus es fo rços no s e n tid o 
de ra c io n a liza r e m o d e rn iza r a e s tru tu ra b u ro c rá tica do Poder Ju d ic iá rio 
- q u eb rand o focos de res is tênc ia c o rp o ra tiv is ta s - e de fo rç a r a dev ida 
ce le ridad e aos processos que tra m ita m nos tr ib u n a is . A c riação de um 
s is tem a de e s ta tís tic a , com ind ica do res que m edem um a sé rie de 
a tr ib u to s - re lac ionados, po r exem p lo , aos gastos e à p ro d u tiv id a d e dos 
estados e das ins tânc ias ju d ic ia is - te m d e rru b a d o um dos m a io res 
obs tácu los à re fo rm a das p rá tica s do J u d ic iá r io : a fa lta de um 
d ia g n ó s tico p rec iso . Este é o p r im e iro e necessário passo para que as 
m udanças de ro ta se jam fe ita s . Mas pô r o s is tem a nos e ixos , a ta ca r suas 
d iscrepânc ias , re q u e r ação.
(Editorial, Jornal do Brasil, 24 /8 /2009)
a ) A c riação do C onselho N aciona l de Jus tiça não re p re sen to u um a 
m udança s ig n if ic a tiv a nos p rob lem as re lac ionados à Jus tiça b ra s ile ira .
b ) O de sconhec im en to de ind icado res re fe re n te s aos gastos e à 
p ro d u tiv id a d e do s is tem a é o p r im e iro passo para as m udanças de ro ta .
c) Os es fo rços do C onselho N aciona l de Jus tiça a inda não consegu iram 
q u e b ra r os focos de res is tênc ia s co rp o ra tiv a s no s is tem a ju d ic iá r io .
d ) Um d ia g n ó s tico p rec iso re fe re n te a vá rio s ind icado res , com o os que 
reve lam gastos e p ro d u tiv id a d e do ju d ic iá r io , de co rre da c riação de um 
s is tem a de es ta tís tica .
e ) O Poder Ju d ic iá r io te m p rocu rado ra c io n a liza r e m o d e rn iza r a 
e s tru tu ra das re s is tênc ias co rp o ra tiva s .
12. (E S A F -20 12 /M D IC ) Para p re se rva r a coerênc ia e a co rreção 
g ra m a tica l do te x to , ass ina le a opção que co rresponde ao te rm o a que 
se re fe re o e le m en to coes ivo c o n s titu íd o pe lo p ronom e " - la " (L 4 ).
A reciprocidade de tratam ento é tradicional princípio da liturgia diplomática. Esse 
pressuposto consagrado na relação entre as nações - econômicas e migratórias, 
entre outras - é determinante para estimular o equilíbrio e afastar a tensão na 
convivência entre os países, colaborando para mantê-la em desejável harmonia.
É hipocrisia, por exemplo, cobrar de uma parceria obediência a normas de bom 
trato (ou de acolhimento) se o outro lado da fronteira não é contemplado com o 
respeito ao protocolo da civilidade.
(O Globo, 26/3/2012)
a) "convivência"(f.4)
b) "litu rg ia" (í.1)
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c) "redproddade"(f.1)
d) "tensão"(f.3)
e) "hipocrisia"(f.5)
Leia o te x to ab a ixo para respon de r à ques tão 13.
O B ras il v iv e um a s itua ção in tr ig a n te : e n q u a n to a econom ia 
a lte rn a a lto s e ba ixos , a ta xa de desem prego cai de fo rm a con s is ten te . 
Uma das possíve is causas é a redução do c re sc im e n to de m o g rá fico , que 
desace le ra a expansão da popu lação ap ta a tra b a lh a r. Com m enos 
pessoas buscando um a ocupação, a ta xa de desem prego pode ca ir 
m esm o com o ba ixo c re sc im en to . Is s o é bom ? D epende. P o r um lado, a 
escassez de m ão de ob ra re duz o nú m ero de desem pregados e aum en ta 
a renda . P o r o u tro , e leva os custos e re duz a c o m p e tit iv id a d e das 
em presas, o que pode levá -las a d e m it ir para re e q u ilib ra r as con tas. É 
um a b o m b a -re ló g io que só pode se r desarm ada com o a u m e n to da 
p ro d u tiv id a d e - para m a n te r o em prego , os tra b a lh a d o re s p rec isa rão 
se r tre in a d o s para p ro d u z ir m ais.
(Adaptado de Ernesto Yoshida, Outro ângulo. Exame, ano 46, n. 7 ,18/4/2012)
13. (E S AF-2012/C G U ) P rovoca-se e rro g ra m a tic a l, com consequen te 
incoe rênc ia te x tu a l, ao a lte ra r as re lações de coesão no te x to , in se rindo :
a ) o te rm o desse desem prego depo is de "cau sas".
b ) o p ronom e nossa an tes de "e co n o m ia ".
c) o p ronom e seu an tes de "b a ix o c re sc im e n to ".
d ) o te rm o para o B ras il depo is de "b o m ".
e ) o p rono m e suas an tes de "c o n ta s ".
C onsidere o te x to aba ixo para re spon de r à ques tão 14.
A v ida em um país nó rd ico , com o a F in lând ia , nos faz re f le t ir m ais 
p ro fu n d a m e n te sob re a re lação em tre libe rdad e , igua ldade , a u to n o m ia e 
fo rm a to s soc ia is que podem p ro p ic ia r v idas m a is p lenas e fe lize s aos 
seus c idadãos. Para a lguém h a b itu a d o a des igua ldades, um a sociedade 
ig u a litá r ia , com am p lo re sp e ito pela v ida hum ana, exce len tes índ ices de 
educação, bu rocrac ia in te lig e n te e se rv iços púb licos vo lta d o s (d e fa to ) 
para m e lh o ra r a v ida do c idadão , soa com o um cam inho para a p rodução 
de seres hum anos m a is p lenos e sociedades m a is in sp irado ras . Ta lvez 
não se ja assim . Q uando nos re fe rim o s à igua ldade , não tra ta m o s de 
m era d is tr ib u iç ã o e q u ita t iva da renda. A igua ldade e a d ig n ida de 
hum ana que um a sociedade pode p ro d u z ir re fe re m -se à po ss ib ilidad e de 
o c idadão te r cond ições m a te ria is e s u b je tiv a s à sua d ispos ição , para 
que, a te nd id as suas necessidades básicas e d iá ria s de b e m -e s ta r, e le se 
ocupe com questões o u tra s que a sob rev ivê nc ia . Essas necessidades 
básicas de b e m -e s ta r inc lue m um a ilim ita d a o fe rta de bens púb licos : de 
exce len tes creches, esco las, un ive rs ida des , s is tem a de saúde e
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p rev idê nc ia a tod os , p isc inas púb licas , pa rques, tra n s p o rte c o n fo rtá v e l e 
e xce len te , seg u ro -de sem p reg o po r te m p o in d e fin id o , licença 
m a te rn id a d e de 10 m eses, m u ita s b ib lio te ca s púb licas...
No e n ta n to , a F in lând ia to rn o u -s e um a sociedade tã o ig u a litá r ia q u a n to 
apá tica . Pouco c r ia t iv a , re p ro duz o m undo com e x tre m a fa c ilid a d e , mas 
te m lim ita d a capacidade tra n s fo rm a d o ra . A m a io ria de seus educados 
c idadãos são seres pouqu íss im o c rít ic o s : q u es tion am pouco a v ida que 
levam e são fis ic a m e n te con tidos . E isso não parece te r fo r te re lação 
com o fr io . É um acom odam en to soc ia l, um re sp e ito quase ine xo rá ve l 
pe las reg ras. Esse re su lta d o não fo i causado, é e v id e n te , pe lo fo rm a to 
soc ia l ig u a litá r io . Em o u tro s te rm o s , não fo i a igua ldade que de ixou o 
país apá tico . A dem ais , sociedades des igua is podem se r tã o ou m ais 
a c ríticas e re p ro d u to ra s . O p o n to que nos in tr ig a é que a igua ldade , o 
re sp e ito e a d ig n ida de dados a to d o s não leva ram à a u to n o m ia , ao 
pe nsam en to c r ia t iv o e c rít ic o , e a processos tra n s fo rm a d o re s .
(A d a p ta d o de Is a b e la N ogue ira , Do b e m -e s ta r ao p e nsam en to c rít ic o : 
um o lh a r sob re o n o rte ,o u tu b ro 3, 2 0 09 p o r C o le tivo C rítica E conôm ica 
h ttp : / /c r it ic a e c o n o m ic a .w o rd p re s s .c o m /2 0 0 9 /1 0 /0 3 / - acesso em 
1 2 /1 2 /2 0 1 1 )
14. Na o rgan ização das re lações de coesão e coerênc ia do te x to ,
a ) O p ronom e " to d o s " (1 .31) re tom a e s in te tiz a os te rm o s da 
enum eração "a igua ldade , o re sp e ito e a d ig n id a d e " ( f .3 1 ) .
b ) a exp ressão " te m lim ita d a capacidade tra n s fo rm a d o ra " ( f .2 3 ) 
re to m a , com o u tra s pa lavras , a ide ia de " re p ro d u z o m undo com 
e x tre m a fa c ilid a d e " ( f .2 2 ).
c ) o s u b s ta n tiv o "s e re s " ( f .2 3 ) e o p ronom e "q u e " ( f .2 4 ) re tom a m a 
exp ressão "se u s educados c id a d ã o s " ( f.2 3 e 24 ).
d ) a exp ressão "E sse re s u lta d o " (1 .27) re tom a a ide ia de "so c ie d a d e tã o 
ig u a litá r ia " (1 .21), já s in te tiza d a em " is s o " ( f .2 5 ) .
e ) os p ronom es "s u a " ( f .1 3 ) , "s u a s " ( f .1 3 ) e " e le " ( f .1 4 ) re fe re m -se a "o 
c id a d ã o " ( f .1 2 ).
15. (ESAF-2010/CVM) Em relação aos elementos coesivos do texto, assinale a opção 
correta.
Hoje não há mais dúvida a respeito do aquecimento global e de outros problemas gerados 
pelo consumo de energia e pela industrialização. Não se pode deter o desenvolvimento e 
não se pode mantê-lo sem aumento do consumo global de energia. A principal fonte de 
energia hoje são os combustíveis fósseis e o maior vilão dessa história é a emissão de CO2 
na atmosfera (embora não seja o único). Parece irreversível a tendência à sua redução pela 
adoção de novas e mais eficientes tecnologias e fontes de energia. Acabar drasticamente e 
de imediato com as emissões de CO2 e com a utilização de combustíveis fósseis não é 
possível. Por outro lado, adotar novas tecnologias que aumentem ou estimulem ainda mais 
o seu consumo, nem pensar. O século XX viu a consolidação da Era do Petróleo, motor do 
desenvolvimento mundial desde o final do século XIX até hoje, no começo do século XXI. 
Esse ciclo de predominância do petróleo deve ser aos poucos substituído por um predomí-
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nio do gás natural, junto com, ou antecedendo, um período de aumento de variedade das 
fontes de energias e ganho das energias naturais e renováveis (sempre como 
complementares), do hidrogênio e finalmente da energia atômica.
(Pergentino Mendes de Almeida http://www.correiocidadania.com. br/content/view/4881/9/, 
acesso em 29/10/2010)
a) Em “mantê-lo” (linha 3), o pronome “-lo” retoma o antecedente “consumo” (linha 
2).
b) A expressão “dessa história” (linha 4) retoma o antecedente “consumo global de 
energia” (linha 3).
c) Em “seu consumo” (linha 9) “seu” refere-se a “combustíveis fósseis” (linha 7).
d) Em “sua redução” (linha 5) “sua” refere-se a “industrialização ” (linha 2).
e) A expressão “Esse ciclo” (linha 11) retoma o antecedente “começo do século XXI” 
(linha 10).
16. (ESAF-2009/SEFAZ-SP-Adaptada) Em relação ao texto abaixo, analise a 
proposição.
É importante notar que a taxa de juros anual média de 141,12% é escandalosa para o 
Brasil, cuja inflação anual é estimada em torno de 6,5%. A redução dos juros que se 
verificou em dezembro certamente não reflete as mudanças que beneficiaram os bancos 
(redução do compulsório e ligeira melhora na captação de recursos), mas apenas a menor 
procura por crédito. A discreta queda dos juros não deve aumentar a procura por crédito 
pelas pessoas físicas que estão conscientes de que não é o momento de se endividar, nem 
favorecerá uma redução da inadimplência. No máximo, interessará às pessoas jurídicas que 
buscam crédito de curtíssimo prazo ou financiamentos para exportação, embora as 
facilidades oferecidas pelo Banco Central tenham um custo muito elevado. Sabe-se que 
uma redução da taxa Selic nunca repercute plenamente nas taxas de juros dos bancos, 
que, sob o pretexto da elevação da inadimplência, aumentaram os seus spreads (diferença 
entre a taxa de captação e de aplicação). O governo está tentando obter uma redução 
desse spread, até agora sem grande sucesso. Para uma redução sensível das taxas de 
juros, duas medidas seriam necessárias: reduzi-las nos bancos públicos (Caixa Econômica 
e Banco do Brasil) e, especialmente, em função de uma taxa Selic menor, reduzir o 
interesse dos bancos em aplicar seus excedentes de caixa em títulos da dívida mobiliária 
federal, que oferecem juros elevados e total garantia.
(O Estado de S. Paulo, Editorial, 16/1/2009)
I. Em “reduzi-las” (linha 14), o pronome “-las” retoma o antecedente “medidas” 
(linha 14).
17. (E S A F -2012 /M D IC ) Assinale a opção que constitui continuação coesa, 
coerente e gramaticalmente correta para o texto abaixo.
O governo concedeu R$ 97,8 bilhões em benefícios fiscais a empresas, nos 
últimos cinco anos, e adotou dezenas de medidas para conter a valorização 
cambial e proteger a indústria da concorrência estrangeira - mas tudo isso teve 
resultados insignificantes, como demonstra o fraco desempenho brasileiro no 
mercado internacional de manufaturados. Incapaz de acompanhar o crescimento
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do mercado interno,a indústria de transformação perdeu espaço no Brasil para 
os concorrentes de fora e cresceu em 2011 apenas 0,1%, ou quase nada.
(Adaptado do Editorial, O Estado de S. Paulo, 29/3/2012)
a) Por isso esse protecionismo seja uma forma de compensar a falta de uma 
estratégia minimamente eficaz. O resultado só poderá ser o desperdício de mais 
dinheiro, esforços e oportunidades.
b) Esses investidores tomam dinheiro barato na Europa e aplicam no Brasil, em 
troca de juros altos. A ação defensiva, nesse caso, é justificável, embora pouco 
eficaz.
c) Alem disso, é consenso entre esses empresários, administradores e 
governantes que é preciso aplicar muito mais dinheiro em máquinas, 
equipamentos e obras de infraestrutura.
d) Portanto, diante desse bom desempenho é um erro atribuir os problemas 
nacionais a fatores externos. Mas é preciso responsabilizar os bancos centrais do 
mundo rico por uma parcela importante dos males econômicos do País.
e) Sem competitividade, essa indústria é superada pelos produtores instalados 
nas economias mais dinâmicas e mal consegue manter, mesmo na América do 
Sul, posições conquistadas em tempos melhores.
18. (E S A F -20 12 /M D IC ) A ss ina le a opção que p reenche de fo rm a coesa, 
coe ren te e g ra m a tic a lm e n te co rre ta a lacuna do tre c h o a seg u ir.
Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul são mais do que cinco economias 
emergentes em expansão num mundo em crise. Reunidas sob o acrônimo Brics, 
abrigam mais de 40% da população global e somam perto de US$ 14 trilhões de 
PIB, ou seja, quase um quinto das riquezas produzidas no planeta. É natural que 
busquem maior participação no cenário internacional - o que seria facilitado por 
uma atuação conjunta, em bloco.
A instituição permitiria aos países reduzir a dependência econômica em relação 
aos Estados Unidos e à União Europeia, em sérias dificuldades. Mais do que isso, 
a experiência poderia depois ser rep licada para dar um pontapé inicial para 
mudanças políticas não apenas voltadas ao desenvolvimento sustentável, como 
também à segurança e à paz no universo, com um rearranjo das regras e dos 
organismos internacionais.
(Adaptado do Correio Braziliense, 27/3/2012)
a) Maior dos Brics, a China, segunda potência mundial, tem PIB de US$ 7,4 
trilhões e reservas cambiais superiores a US$ 3 trilhões. Contudo, é uma 
ditadura que ganha mercados mundo afora com vantagens artificiais, como a 
desvalorização da moeda, o yuan, um calo inclusive para o Brasil, invadido por 
produtos chineses em condições desfavoráveis de competitividade.
b) Assim, reconhecer a necessidade de promover correções de rumo internas é 
desafio de primeira ordem para os cinco emergentes. Aproximações bilaterais, 
vale lembrar, também terminam por fortalecer o quinteto emergente.
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c) A Rússia, por sua vez, apresenta desenvolvimento relativo e hoje consolida-se 
como economia de mercado ainda sob olhares desconfiados de parte dos 
governantes de outros países do globo.
d) Os demais países têm abismos sociais a superar, problemas de desigualdades 
evidentes, o que deixa o bloco, formalizado ou não, distante da pose de 
referência internacional na questão do desenvolvimento humano.
e) Avançar na criação de um banco de desenvolvimento, proposto pelo primeiro- 
ministro indiano, como alternativa ao Banco Mundial - Bird e ao Fundo 
Monetário Internacional - FMI, já seria grande passo.
19. (E S A F -20 12 /M D IC ) A ss ina le a opção que c o n s titu i con tinua ção 
coesa, coe ren te e g ra m a tic a lm e n te co rre ta para o te x to aba ixo .
Em um cenário internacional ainda inspirando muitos cuidados, com a zona do 
euro anestesiada após o choque da operação de resgate da Grécia e a 
preocupação com outros membros doentes como Portugal, e a China 
desacelerando, um sopro de alento vem dos Estados Unidos.
a) Mesmo que a economia americana tenha começado a sair da lama em 
meados de 2009, mas escorregou várias vezes. Em alguns momentos pesaram 
os motivos externos, como a crise da zona do euro e a alta do preço do petróleo.
b) Por outro lado, a taxa de desemprego saiu dos 9% em que permaneceu 
congelada por muito tempo e recuou para 8,3%. Neste ano, o número de vagas 
criadas está reagindo e as informações indicam que o motivo não é que as 
pessoas se desanimaram e não procuram mais emprego.
c) Quando certamente esses entraves mais sérios estavam no próprio mercado 
doméstico, onde bancos cheios de créditos duvidosos negaceavam crédito, e 
consumidores atolados em dívidas evitavam comprar e tentavam se 
desalavancar.
d) Portanto, essa receita fam iliar real, ficou estável e o acesso ao crédito 
continuou restrito. Alguns desses problemas acabaram ou perderam a 
intensidade. E há números positivos. O mais otim ista, provavelmente, é o nível 
de emprego.
e) A boa notícia, como destaca reportagem da mais recente revista "The 
Economist" é que a recuperação da economia americana não é robusta nem 
dramática, mas é real.
Leia o se g u in te te x to para respon de r à ques tão 20.
A o fe rta to ta l de c ré d ito na econom ia b ra s ile ira dob rou nos ú lt im o s o ito 
anos. A queda da in fla ção , a d im in u iç ã o da ta xa básica de ju ro s e 
tam bém a c riação de novas m oda lidades de fin a n c ia m e n to , com o o 
cons ignado , c o n tr ib u íra m para o a u m en to da d is p o n ib ilid a d e de c ré d ito . 
Is s o fo i dec is ivo para o c re sc im e n to do consum o e te m s ido um dos 
p rin c ip a is d ínam os do P IB . Mas com eçam a f ic a r ev id e n te s os s ina is de 
fad iga nessa expansão econôm ica baseada no e n d iv id a m e n to . M esm o
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com o b a ra te a m e n to do d in h e iro p ro v id o pe lo Banco C en tra l, o c ré d ito 
fico u m ais caro para os consum ido res . P reocupado com a fa lta de v ig o r 
da econom ia , o g o ve rn o d e te rm in o u que o Banco do B ras il e a Caixa 
E conôm ica Federa l reduz issem as suas taxas . N o cheque especia l e no 
fin a n c ia m e n to de ve ícu los , po r exem p lo , os ju ro s que agora serão 
cob rados pe los bancos púb licos são p ra tic a m e n te a m e tade das taxas 
m éd ias de m ercado.
(Adaptado de Veja, 18 de abril, 2012)
20. (E S AF-2012/C G U ) A ss ina le a opção que fo rn e ce um a c o n tin u id a d e 
g ra m a tic a lm e n te co rre ta e coe ren te para a a rgum en ta ção do te x to .
a ) Ou se ja , esses bancos passaram a pagar m enos pe lo d in h e iro que 
cap tam no m ercado , au m e n ta n d o as po ss ib ilidades de conssessão de 
em pré s tim os .
b ) Essa e o u tra s m ed idas te r ia m a fin a lid a d e de aquece r de novo a 
econom ia , po r m e io do e s tím u lo ao consum o e im p u lso para os 
in ve s tim e n to s .
c) Mas essas m ed idas fo ra m ec lipsadas pe lo a u m e n to dos sp reads 
bancários com o é cham ada a d ife ren ça e n tre o ju ro que o banco paga e 
o ju ro que cobra .
d ) P rovisões para c o b r ir essa ina d im p lê n c ia e o peso da tr ib u ta ç ã o 
responde po r m a is da m e tade do cus to do d in h e iro - que os bancos 
repassam aos consum ido res .
e ) N o e n te n d e r dos an a lis ta s essas m ed idas com re sp e ito às taxa s 
excessivas tra z a am eaça de causar p re ju ízos que m ais ta rd e te rã o que 
se r cob e rto s pe lo Tesouro.
21. (E S AF-2012/C G U ) A ss inale a opção em que o p re e n ch im e n to da 
lacuna com o con e c tivo aba ixo re su lta em e rro g ra m a tica l ou 
incoe rênc ia te x tu a l no se g u in te fra g m e n to .
A d ív ida púb lica b ra s ile ira é um a ve lha herança.
_____(A )______ au m en tou co n s id e ra ve lm e n te nos anos 8 0 ,_____(B )______
os ju ro s in te rn a c io n a is su b ira m m u ito . Mais de 40 países fo ra m
arra s ta d o s pela c rise da d ív ida , a p a r t ir de 1982. _____(C )_____ seus
gove rnos fo ra m capazes de reo rg ft n iza r as con tas púb licas e de re d u z ir o
peso da d ív ida . _____(D )_____o B ras il co n tin u o u p r is io n e iro do
e n d iv id a m e n to in fla d o naque le pe ríodo e, a lém d isso , p e rm itiu o
a u m e n to de seu peso nos anos segu in tes . _____(E )_____, a carga
tr ib u tá r ia b ra s ile ira é m a io r que a de tod os ou quase tod os os países 
em erg en te s e a té m a is pesada que a de a lgum as econom ias avançadas, 
com o os EUA e o Japão.
(Adaptado de O Estado de São Paulo, Notas & Informações. 21 de abril de 2012)
a ) Portanto
b) quando
c) ■ém
d ) Mas
e ) No entanto
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22. (E S A F -2 0 1 2 /M in is té rio da In te g ra ç ã o N ac iona l) - O te x to G randes 
c idades nem sem pre são as m a is po luen tes d iz es tu do , da France Press, 
pu b licad o em h t tp : / /w w w 1 .fo lh a .u o l.c o m .b r /a m b ie n te /8 6 6 2 2 8 (com 
acesso em 2 9 /1 2 /2 0 1 1 ) fo i adap tado para co m po r os fra g m e n to s 
aba ixo . N um ere -os , de aco rdo com a o rdem em que devem se r d ispostos 
para fo rm a r um te x to coeso e coe ren te .
( ) Nesse es tu do , e n q u a n to c idades do m undo to d o fo ra m apon tadas 
com o cu lpadas po r cerca de 7 1 % das em issões causadoras do e fe ito 
e s tu fa , c idadãos u rbanos que s u b s titu íra m os ca rros po r tra n s p o rte 
p ú b lico a ju d a ra m a d im in u ir as em issões pe r cap ita em a lgum as 
cidades.
( ) P esqu isadores e xa m ina ram dados de cem c idades em 33 países, em 
busca de p is tas sob re qua is m e tró p o le s se riam as m a io res p o lu ido ras e 
po r que, de aco rdo com es tu do pub licado na re v is ta espec ia lizada 
"E n v iro n m e n t and U rb a n iza tio n ".
( ) " Is s o re fle te a g rand e dependênc ia de com bus tíve is fósse is para a 
p rodução de e le tr ic id a d e , um a base in d u s tr ia l s ig n if ic a n te em m u ita s 
c idades e um a popu lação ru ra l re la tiv a m e n te g rand e e p o b re ", in fo rm a o 
estudo .
( ) Por f im , quando os pesqu isadores o lh a ra m as cidades as iá ticas , 
la tin o -a m e rica n a s e a fr icana s , de scob riram em issões m enores por 
pessoa. A m a io r p a rte das c idades na Á fr ica , Ásia e A m érica La tina tem 
em issões in fe r io re s po r pessoa. O desa fio para e las é m a n te r essas 
em issões ba ixas, apesar do c re sc im e n to de suas econom ias.
( ) O es tu do tam bém apon ta o u tra s ten dê nc ias , com o as c idades de 
c lim as fr io s te re m em issões m a io res , e países pobres e de renda m édia 
te re m em issões per cap ita in fe r io re s aos países de senvo lv idos .
A sequência co rre ta é
a ) (1 ) (2 ) (5 ) (4 ) (3 )
b ) (2 ) (1 ) (3 ) (5 ) (4 )
c) (2 ) (5 ) (1 ) (3 ) (4 )
d ) (4 ) (1 ) (2 ) (5 ) (3 )
e ) (4 ) (2 ) (1 ) (3 ) (5 )
23. (E S AF-2012/C G U ) A ss ina le o con e c tivo que p rovoca e rro g ra m a tica l 
e /o u incoe rênc ia te x tu a l ao p reenche r a lacuna do fra g m e n to aba ixo :
A d ív ida púb lica m o b iliá r ia te m a lgum as ca ra c te rís tica s específicas. No 
que d iz re sp e ito à p a rtic ip a çã o dos indexado res da d ív id a , con tin u a 
crescendo a pa rtic ip a çã o dos tí tu lo s a tre la d o s à Selic (6 4 ,6 % do to ta l) ,
______________ sua a lta re n ta b ilid a d e , segurança e liq u id e z ; e n q u a n to os
títu lo s p re fixa d o s m an têm um a posição em to rn o de 3 5 ,5 % . Q uan to ao
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prazo , os tí tu lo s e m itid o s pe lo BCB e pe lo Tesouro N acional tê m prazo 
m éd io de 40 ,19 m eses.
( h ttp ://w w w .ipea .go v.b r/s ites /000 /2 /pub licacoes /cartacon jun tura /carta05 / 
7 - acesso em 2 9 /4 /2 0 1 2 )
a ) de v ido à
b ) adem ais de
c) em face de
d ) em fun çã o de
e ) h a ja v is ta
C onsidere o te x to ab a ixo para re spon de r às questões 24 e 25.
A te o ria econôm ica evo lu iu m u ito desde 1776, quando Adam S m ith , em 
cé leb re obra in ve s tig o u as causas das riquezas das nações. A te o ria 
m o s tro u com o fu n c io n a m os m ercados, o papel da p ro d u tiv id a d e , as 
fo rm a s de a u m e n tá -la e a fun ção das in s titu iç õ e s . C o n tr ib u iu , ass im , 
para a fo rm u la çã o das po líticas que tro u x e ra m m a is d e se n vo lv im e n to e 
be m -e s ta r. No B ras il, os econom is tas tam bém c o n tr ib u e m para o
d e se n vo lv im e n to . A con tece que, se de fende rem re fo rm a s em fa v o r das 
m a io ria s , que causam perdas a m in o ria s , os econom is tas serão 
ro tu la d o s de soc ia lm en te insensíve is . Q uando um m éd ico p rescreve um 
tra ta m e n to , o o b je tiv o é o b e m -e s ta r do pac ien te . N inguém d irá que ele 
p lane ja o s o fr im e n to . M as, se os econom is tas sugerem m ed idas de 
a u s te rid a d e para re so lve r d e se q u ilíb rio s e re s tabe lece r o c re sc im en to 
su s te n tá ve l, d iz -se que e les p ropugnam ações para p ro m o ve r a 
recessão, o desem prego e a d e s tru içã o de conqu is ta s soc ia is . O 
re c e itu á rio do m éd ico inco rpo ra esperança e s im p a tia , po is se sabe que 
o o b je tiv o de le é a cura da doença. Sua ação é m a is pe rceb ida po r todos. 
A e xp e c ta tiva m a io r é de ê x ito . O d ia g n ó s tico é m a is p rec iso , 
esp ec ia lm e n te com os avanços da te cn o lo g ia . O econom is ta não tem 
essas van tagens . No tra ta m e n to de c rises , lida com ince rtezas , 
com p lex idades e s ituações iné d ita s . Os econom is tas ten de m a e rra r 
m a is que os m éd icos, m as seu focp ja m a is será a recessão pela recessão 
ou a a u s te rid a d e sem p ropó s ito .
(Adaptado de Maílson da Nóbrega, A recessão é uma política ou o efeito? Veja, 
14 de dezembro, 2011)
24. (E S A F -2 0 1 2 /M in is té r io da In te g ra ç ã o N ac iona l) P rese rva-se a 
coe rênc ia e n tre os a rg u m e n to s do te x to , bem com o sua co rreção 
g ra m a tic a l, ao
a ) e m p re g a r um co n e c tivo de v a lo r con d ic io n a l, com o Se, em lu g a r de 
"Q u a n d o " ( f .9 ) .
b ) s u b s t itu ir a con junçã o con d ic ion a l " s e " ( f .7 ) pe lo con e c tivo caso.
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c) e x p lic ita r o v a lo r e x p lic a tiv o da oração , in se rin d o a con junçã o pois 
para lig a r a o ração in ic iada po r "S ua a çã o " ( f .1 6 ) com a a n te r io r , 
m udando para m inúscu la a le tra in ic ia l de "S u a ".
d ) lig a r as orações in ic iadas por "O e c o n o m is ta ..." (1 .18) e "N o 
tra ta m e n to " ( f .1 8 e 1 9 ), em um m esm o pe ríodo s in tá tic o , re tira n d o o 
p o n to f in a l e m udando para m inúscu la a le tra in ic ia l m a iúscu la de "N o ".
e ) in s e r ir a con junçã o Em bora no in íc io do ú lt im o pe ríodo s in tá tic o do 
te x to , m udando para m inú scu la a le tra in ic ia l de "O s " ( f .1 9 ) .
25. (E S A F -2 0 1 2 /M in is té rio da In te g ra ç ã o N ac iona l) De aco rdo com a 
o rgan ização dos a rg u m e n to s no te x to , p rovoca -se e rro ao
a ) e m p re g a r o ve rb o p rovoca r an tes de "o desem p reg o ".
b ) e x p lic ita r o te rm o às nações depo is de "b e m -e s ta r" .
c ) usar o a r t ig o an tes de "m in o r ia s " , escrevendo às m ino rias .
d ) in s e r ir o te rm o do país depo is de "s u s te n tá v e l" .
e ) re p e tir o te rm o com o fun c iona m an tes de cada um dos te rm o s da 
enum eração : " o papel da p ro d u tiv id a d e " , "a s fo rm a s de a u m e n tá - la " e 
"a fun çã o das in s titu iç õ e s " .
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Gabarito
01. A 14. E
02. E 15. C
03. C 16. Errado
04. C 17. E
05. D 18. E
06. C 19. Anulada
07. E 20. B
08. C 21. A
09. E 22. B
10. D 23. B
11. D 24. A
12. A 25. E
13. A
ÓTIMOS ESTUDOS E ATÉ A PRÓXIMA AULA!
FORTE ABRAÇO!
PROF. FABIANO SALES (fabianosales@estrategiaconcursos.com.br)
"No que diz respeito ao desempenho, ao compromisso, ao esforço, à 
dedicação, não existe meio termo. K u você faz uma coisa bem feita ou não 
faz." (Ayrton Senna)
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