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DIREITO MATERIAL – OAB – 2 ª FASE 1 Direito Material Direitos Políticos Conceito: é o conjunto de normas que disciplinam as formas de exercício da soberania popular. Princípio da Soberania Popular: Art. 1º, par. único: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”. Instrumentos para o exercício da Soberania Popular: Sufrágio- direitos de exercer os direitos políticos - direito de votar Voto - direito de ser votado Obs.: o voto obrigatório não é clausula pétrea, pode ser modificado, como pode ser visto no art. 60, §4°, II. CLASSIFICAÇÕES DOS DIREITOS POLÍTICOS Ativos - referem-se ao eleitor e à sua atividade: direito de votar Políticos - referem-se aos elegíveis e aos eleitos: direito de ser votado Direitos Políticos Positivos - garantem a participação no processo político eleitoral: votar ou ser votado Negativos - restringem a participação no processo político eleitoral: inelegibilidades, inalistabilidades, privação dos direitos políticos, impugnação de mandato. CAPACIDADE ELEITORAL ATIVA eleitor / cidadão (direito de votar / eleger) Art. 14, §3º - Condições genéricas de elegibilidade, na forma da lei: Nacionalidade brasileira (ou condição de português equiparado) Pleno exercício dos direitos políticos Alistamento eleitoral Domicílio eleitoral na circunscrição Filiação partidária (exceto militares, cuja filiação partidária é vedada) – não é admitida candidatura avulsa. INELEGIBILIDADES – Art. 14, §§ 4º a 9º A inelegibilidade absoluta, que impede que a pessoa seja eleita para qualquer cargo, é excepcional e somente pode ser estabelecida, taxativamente, pela própria Constituição Federal. É o caso dos inalistáveis e dos analfabetos. As inelegibilidades relativas, que impedem à elegibilidade para certos pleitos eleitorais e determinados mandatos em razão de situações especiais existentes no momento da eleição, são exemplificativas, pois além das hipóteses expressamente previstas na Constituição, a Lei Complementar poderá prever outras hipóteses. INELEGIBILIDADES RELATIVAS Fator de idade – 18 aos 34 anos na data da posse. Domicílio eleitoral Obs.: a idade é fator de inelegibilidade no momento da posse, isto é, deve ter 35 anos na data da posse do mandato e não da candidatura. Art. 14, § 5º - Inelegibilidade para o próprio cargo: “O Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos e quem os houver sucedido, ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período subsequente.” Os chefes do Poder Executivo são inelegíveis para mais de uma reeleição subsequente. Para reeleição não é necessário renunciar ao seu mandato (desincompatibilização). Chefe do Executivo reeleito não pode se candidatar a Vice no período imediatamente subsequente, mas o contrário pode. Conta-se como 1º mandato na Chefia do Executivo se ocorrer: Substituição dentro dos 6 meses anteriores ao pleito eleitoral (mesmo que dure um dia); Sucessão (forma de substituição definitiva), em qualquer tempo. TSE “1. Vice (...), reeleito ou não, pode se candidatar ao cargo do titular, mesmo tendo substituído aquele no curso do mandato. 2. Se a substituição ocorrer nos seis meses anteriores ao pleito, o vice, caso eleito para o cargo do titular, não poderá concorrer à reeleição. 3. O mesmo ocorrerá se houver sucessão, em qualquer tempo do mandato.” (Resolução nº 20.889/01) Art. 14, §5° - Inelegibilidade para o próprio cargo: Vedação do Prefeito itinerante ou Prefeito profissional: aquele que era prefeito em uma cidade e depois passava a ser prefeito de uma outra cidade. “O cidadão que exerce dois mandatos consecutivos como prefeito de determinado município fica inelegível para o cargo da mesma natureza em qualquer outro município da federação.” (RE 637485/Rj, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJ.21.05.13) Art. 14, § 6º - Inelegibilidade para outros cargos: “Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito.” Quem está como Chefe do Executivo dentro dos 6 meses anteriores à eleição fica inelegível para outros cargos: Vice que substitui o Chefe nos 6 meses anteriores à eleição só poderá reeleger-se como Vice ou candidatar-se ao cargo do titular; Substituto extraordinário que assume a Chefia do Executivo nos 6 meses anteriores à eleição só poderá candidatar-se ao cargo do titular, ficando inelegível inclusive para o seu cargo atual (RE 345.822, Rel. Min. Carlos Velloso, em 18-11- 03, 2ª Turma, DJ 12-12-03). Art. 14, § 7º - Inelegibilidade Reflexa: São inelegíveis, na sua “jurisdição” (circunscrição), o cônjuge e os parentes consanguíneos ou afins, até o 2º grau ou por adoção, dos chefes* do Poder Executivo ou de quem os haja substituído dentro dos 6 meses anteriores ao pleito, salvo se o cônjuge ou parente já for titular de mandato eletivo e candidato à reeleição. Ex.: Padilha é o governador, o cônjuge e os parentes até 4º grau não podem concorrer a nenhum cargo dentro daquele estado. *Presidente da República: gera inelegibilidade para qualquer cargo eletivo no país. *Governador: gera inelegibilidade a qualquer cargo no Estado/DF/Território: Governador, Vice-Governador, Deputado Estadual/Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito ou Vereador de qualquer Município do respectivo Estado/Território, e ainda, Deputado Federal e Senador pelas vagas do próprio Estado/DF/Território. *Prefeito: gera inelegibilidade a qualquer cargo do Município: Prefeito, Vice-Prefeito e Vereador do próprio município. Art. 14, § 7º - Inelegibilidade Reflexa: Grau de parentesco Obs.; afins são os parentes do cônjuge STF: será afastada a inelegibilidade reflexa (Ac. 19.442/01): 1) para o mesmo cargo: se o Chefe do Executivo renunciar até 6 meses antes da eleição, desde que ele esteja no 1º mandato. 2) para outros cargos: se o Chefe do Executivo renunciar até 6 meses antes da eleição. STF: “A dissolução da sociedade ou do vínculo conjugal, no curso do mandato, não afasta a inelegibilidade prevista no § 7º do artigo 14 da Constituição Federal.” (Súmula Vinculante 18) TSE: A morte do Chefe do Executivo antes de seis meses do pleito também afasta a inelegibilidade reflexa (Ac. 3.043) Desmembramento de Município: São inelegíveis, no Município desmembrado, e ainda não instalado, o cônjuge e os parentes consanguíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do Prefeito do Município-mãe, ou de quem o tenha substituído, dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo (Súmula 12 do TSE). Se, porém, o Prefeito renunciar até seis meses antes do pleito, o cônjuge e os parentes do Prefeito do Município-mãe podem candidatar-se para qualquer cargo no Município desmembrado. (Ac. no 1.008, de 2.12.97, rel. Min. Eduardo Alckmin; no mesmo sentido a Res. no 19.490, de 26.3.96, rel. Min. Ilmar Galvão.). Art. 14, § 8º - Militares alistáveis: - de 10 anos de serviço: deverá afastar-se da atividade TSE: O afastamento do militar alistável de sua atividade (...) deverá se processar mediante demissão ou licenciamento ex officio, na forma da legislação que trata do serviço militar e dos regulamentos específicos de cada Força Armada (Res. Nº 20.598, de 13.4.2000, rel. Min. Costa Porto.) + de 10 anos de serviço: será AGREGADO pela autoridade superior e, se eleito, passará automaticamente, no ato da DIPLOMAÇÃO, para a INATIVIDADE. Lei 6.880/80: “Art. 82. O militar será agregado quando for afastado temporariamente do serviço ativo por motivo de: (...) XIV - ter-se candidatado a cargo eletivo, (...). § 4º A agregação (...) é contada a partir da data do registro como candidato até sua diplomação ou seu regresso à Força Armada a que pertence, se não houver sido eleito. Art. 14, § 9º - Inelegibilidade por Lei Complementar: Lei complementar estabelecerá outroscasos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação, a fim de proteger a probidade administrativa, a moralidade para exercício de mandato considerada vida pregressa do candidato, e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função, cargo ou emprego na administração direta ou indireta. PRIVAÇÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS – art. 15 É VEDADA A CASSAÇÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS Obs.: perda é a privação definitiva dos direitos políticos, ao passo que a suspensão é a privação temporária dos direitos políticos. Art. 16 – PRINCÍPIO DA ANUALIDADE ELEITORAL → Lei que altere o processo eleitoral (as regras das eleições): → Entrará em vigor na data da sua publicação → Aplicação: após um ano Obs.: EC 52/2006: Art. 1º O § 1º do art. 17 da CF passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. 17. § 1º É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura interna, organização e funcionamento e para adotar os critérios de escolha e o regime de suas coligações eleitorais, sem obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal, devendo seus estatutos estabelecer normas de disciplina e fidelidade partidária. Art. 2º Esta Emenda Constitucional entra em vigor na data de sua publicação, aplicando-se às eleições que ocorrerão no ano de 2002.” ADIN nº 3685-8, STF: (...) O § 1º do artigo 17 da Constituição, com a redação dada pela EC 52, não se aplica às eleições de 2006. Administração Pública I – AGENTE PÚBLICO I.1. CONCEITO Agente Público é toda e qualquer pessoa física que exerce função pública, não importando o vínculo (se formal ou não); não importando se vai haver remuneração ou não; e não importando o tempo, se a relação é precária ou duradoura. • A doutrina divide em 2 grupos: (I) Agentes Públicos de direito - É a pessoa física que tem vínculo formal com o Estado. (II) Agentes Públicos de fato - É o particular que exerce a função pública sem o vínculo formal válido com o Estado. O agente público de fato atua de boa-fé, ou seja, para satisfazer interesse público. O usurpador de função pública usurpa a função pública para tirar proveito próprio. Sobre o Regime Jurídico Único 1988 - A CR pedia a criação de um regime único, que seria o estatutário. 1998 EC. 19/98: suprime a expressão “regime único”. Em âmbito federal, é promulgada a L. 9.962/00. ADI n. 2.135, noticiada no Informativo 474/STF O STF concede liminar e declara inconstitucional a alteração que a EC. 19/98 promoveu no art. 39 da CR. Ocorrendo o efeito repristinatório da redação original. Na pratica continua havendo distinção entre os regimes. III – CARGOS PÚBLICOS EXIGÊNCIA DE LEI • Art. 61, §1, II, a e 48, X, CR. EXCEÇÕES: Extinção de cargo: Art. 84, VI, b, CR (alterado pela EC. 32/01). • Criação e Transformação: cargos criados, transformados e extintos nas Casas Legislativas: Se for cargo da Câmara dos Deputados será extinto por ela: art. 51, IV, CR. Se for Senado Federal será extinto por ele: art. 52, XIII, CR. Obs.: fora isso é o executivo que faz. Ex.: criar cargo na DP é o Executivo. IV – CONCURSO PÚBLICO a) Combinar art. 37, II, com a SV n. 43 (convertida a já existente súmula 685/STF) – “É inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie ao servidor investir-se, sem prévia aprovação em concurso público destinado ao seu provimento, em cargo que não integra a carreira na qual anteriormente investido.” b) Exceções importantes: I) cargos em comissão (art. 37, II, da CR); II) Servidores temporários (art. 37, IX, da CRFB); III) Quinto constitucional (art. 94 da CR). c) Prazo de validade e prorrogação (arts. 37, III e IV, da CR) d) Direito à nomeação Sum. 15 STF - Dentro do prazo de validade do concurso, o candidato aprovado tem o direito à nomeação, quando o cargo for preenchido sem observância da classificação. Sum. 16 STF - Funcionário nomeado por concurso tem direito à posse. e) Exame psicotécnico: súmula 686/STF convertida na SV n. 44 - Só por lei se pode sujeitar a exame psicotécnico a habilitação de candidato a cargo público. f) Requisitos de participação e aprovação - Súmula 266/STJ - O diploma ou habilitação legal para o exercício do cargo deve ser exigido na posse e não na inscrição para o concurso público. Discriminações legítimas e ilegítimas Art. 7º, XXX, c/c Súmula 683/STF. Art. 7, XXX - proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil; Sumula 683 STF «O limite de idade para a inscrição em concurso público só se legitima em face do art. 7º, XXX, da CF/88, quando possa ser justificado pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido.» Art. 37, VIII - a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão; Art. 5º, § 2º, da L. 8.112/90 - Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de se inscrever em concurso público para provimento de cargo cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são portadoras; para tais pessoas serão reservadas até 20% (vinte por cento) das vagas oferecidas no concurso. STF - (RE) 898450 de 17/08/16 - Proibição de tatuagem a candidato de concurso público é inconstitucional. V – ESTABILIDADE (ART. 41) Quando estável, o servidor só perderá o cargo: 1 - Sentença Judicial transitada em julgado (art. 41, § 1º, CR); 2- Processo Administrativo com ampla defesa e contraditório (art. 41, § 1º, CR); 3 - Insuficiência de desempenho (art. 41, § 1º, CR); 4 - Excesso de gasto orçamentário com a remuneração de pessoal (art. 169, § 4º, CR). A hipótese do art. 169, § 4º, CR, não é caso de demissão e sim de exoneração. Demissão é utilizado quando há uma sanção. VI - CUMULAÇÃO DE CARGOS Art. 37, XVI e XVII, CR: proíbe a cumulação remunerada de cargos públicos. EXCEÇÕES: Deve haver compatibilidade de horários; respeito ao teto remuneratório; hipóteses elencadas na CR. a) Art. 38, III, CR. b) Art. 95, parágrafo único, I, parte final, CR. c) Art. 128, § 5º, II, d, parte final, CR. VII – REMUNERAÇÃO E TETO • Art. 39, § 4º, CR – “O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória, obedecido, em qualquer caso, o disposto no art. 37, X e XI. ” • Art. 37, XI, CR - XI – “a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, aplicando-se como limite, nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito Federal, o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsidio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, no âmbito do Poder Judiciário, aplicável este limite aos membros do Ministério Público, aos Procuradores e aos Defensores Públicos;” VIII – GREVE Há duas normas constitucionais: • Art. 9º, CRFB: greve dos celetistas em geral. L. 7.783/89. • Art. 37, VII, CRFB: greve dos servidores em geral. Não há uma lei regulamentadora. ASPECTOS PREVIDÊNCIÁRIOS DOS SERVIDORESPÚBLICOS INTRODUÇÃO • REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL vs. REGIME PREVIDENCIÁRIO ESPECIAL. RGPS – Regidos pela CLT. (art. 196 e ss, CRFB) RPPS – Regidos pelo regime estatutário. (Regime especial) • FUNDO DE PREVIDÊNCIA ABERTO vs. FUNDO DE PREVIDENCIA FECHADO. Aberto – Todos podem contribuir e quando se aposentar receber os proventos de aposentadoria. Fechado ou privado – regime de previdência especifico para um grupo ou um categoria para receber os benefícios. Atenção: remuneração X proventos X pensão Remuneração: o servidor recebe remuneração enquanto está trabalhando. Proventos: quando o servidor deixar de trabalhar e se aposenta. Pensão: se o servidor morre, a família recebe pensão. É para terceiros. Obs.1: Art. 40, § 20, da CRFB – princípio da unicidade Obs.2: art. 40, § 13, da CRFB, acrescido pela EC 20/98: Ao servidor ocupante, exclusivamente, de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração, bem como de outro cargo temporário ou de emprego público, aplica-se o regime geral de previdência social. PRINCÍPIOS DA CONTRIBUTIVIDADE (para receber o beneficio da previdência deve contribuir) e DA SOLIDARIEDADE: Art. 40, caput, da CRFB; I) Contributividade: manutenção do equilíbrio financeiro e atuarial Ex. Contribuição dos inativos (Incluído pela EC 41 de 19/12/03) § 18. Incidirá contribuição sobre os proventos de aposentadorias e pensões concedidas pelo regime de que trata este artigo que superem o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. 201, com percentual igual ao estabelecido para os servidores titulares de cargos efetivos. § 21. A contribuição prevista no § 18 deste artigo incidirá apenas sobre as parcelas de proventos de aposentadoria e de pensão que superem o dobro do limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. 201 desta Constituição, quando o beneficiário, na forma da lei, for portador de doença incapacitante. II) Solidariedade: caráter social da contribuição previdenciária Ex.: pagamento por pessoas já beneficiadas pelo regime não para exercício de direito próprio, mas em favor do sistema o qual integram; REGIME JURÍDICO Art. 40, § 1º, I, da CRFB – aposentadoria por invalidez; Art. 40, § 1º, II, da CRFB – aposentadoria compulsória aos 70 anos ou 75 anos; Art. 40 § 1º, III, da CRFB – aposentadoria voluntária I. 35 anos de contribuição, se homem, e 30, se mulher; II. Ter a idade mínima de 60 anos, se homem, e 55, se mulher; III. Ter cumprido tempo mínimo de 10 anos de efetivo exercício no serviço público; IV. Ter ocupado cargo efetivo por 5 anos. Obs.: Abono de permanência: o servidor apto à aposentadoria voluntária, que continuar em atividade, terá direito ao abono de permanência, no valor da importância da contribuição previdenciária que vinha regularmente descontando. ART. 40 § 19. O servidor de que trata este artigo que tenha completado as exigências para aposentadoria voluntária estabelecidas no § 1º, III, a, e que opte por permanecer em atividade fará jus a um abono de permanência equivalente ao valor da sua contribuição previdenciária até completar as exigências para aposentadoria compulsória contidas no § 1º, II. EXCEÇÕES A REGRA DE APOSENTADORIA. Art. 40 § 5º - Os requisitos de idade e de tempo de contribuição serão reduzidos em cinco anos, em relação ao disposto no § 1º, III, "a", para o professor que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio. APOSENTADORIA ESPECIAL • Art. 40, § 4º, da CRFB – norma de eficácia limitada • Possibilidade de adoção de critérios diferenciados no caso de servidores: I) Portadores de deficiência; II) Que exerçam atividade de risco; III) Cujas atividades sejam exercidas sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou integridade física. Obs.: SV nº 33 do STF! “Aplicam-se ao servidor público, no que couber, as regras do Regime Geral de Previdência Social sobre aposentadoria especial de que trata o artigo 40, parágrafo 4º, inciso III, da Constituição Federal, até edição de lei complementar específica.” Art. 57 da Lei 8213/91. A aposentadoria especial será devida, uma vez cumprida a carência exigida nesta Lei, ao segurado que tiver trabalhado sujeito a condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física, durante 15 (quinze), 20 (vinte) ou 25 (vinte e cinco) anos, conforme dispuser a lei. CÁLCULO DE PROVENTO DE APOSENTADORIA § 3º Para o cálculo dos proventos de aposentadoria, por ocasião da sua concessão, serão consideradas as remunerações utilizadas como base para as contribuições do servidor aos regimes de previdência de que tratam este artigo e o art. 201, na forma da lei. § 7º Lei disporá sobre a concessão do benefício de pensão por morte, que será igual: I - ao valor da totalidade dos proventos do servidor falecido, até o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. 201, acrescido de setenta por cento da parcela excedente a este limite, caso aposentado à data do óbito; ou (Incluído pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003) II - ao valor da totalidade da remuneração do servidor no cargo efetivo em que se deu o falecimento, até o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. 201, acrescido de setenta por cento da parcela excedente a este limite, caso em atividade na data do óbito. § 2º - Os proventos de aposentadoria e as pensões, por ocasião de sua concessão, não poderão exceder a remuneração do respectivo servidor, no cargo efetivo em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão. § 8º É assegurado o reajustamento dos benefícios para preservar-lhes, em caráter permanente, o valor real, conforme critérios estabelecidos em lei. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003) § 6º - Ressalvadas as aposentadorias decorrentes dos cargos acumuláveis na forma desta Constituição, é vedada a percepção de mais de uma aposentadoria à conta do regime de previdência previsto neste artigo. § 10 - A lei não poderá estabelecer qualquer forma de contagem de tempo de contribuição fictício. PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR § 14 - A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, desde que instituam regime de previdência complementar para os seus respectivos servidores titulares de cargo efetivo, poderão fixar, para o valor das aposentadorias e pensões a serem concedidas pelo regime de que trata este artigo, o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. 201. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98) § 15. O regime de previdência complementar de que trata o § 14 será instituído por lei de iniciativa do respectivo Poder Executivo, observado o disposto no art. 202 e seus parágrafos, no que couber, por intermédio de entidades fechadas de previdência complementar, de natureza pública, que oferecerão aos respectivos participantes planos de benefícios somente na modalidade de contribuição definida. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003) § 16 - Somente mediante sua prévia e expressa opção, o disposto nos §§ 14 e 15 poderá ser aplicado ao servidor que tiver ingressado no serviço público até a data da publicação do ato de instituição do correspondente regime de previdência complementar. Obs.: Em âmbito federal, essa lei é a L. 12.618/12. DIREITO ADQUIRIDO Servidor apto a se aposentar vs. servidor que ainda não preencheu todos os requisitos. SITUAÇÕES CONSUMADAS Ultratividade normativa da legislação anterior. SITUAÇÕES TRANSITÓRIAS Vêm estabelecidas no texto da EC; art. 2º, § 2º, da EC 41/03: extensão do regime a Magistrados, membros do MP e Tribunais de Contas; Nacionalidade É o vinculo jurídico-político que une um indivíduo a um Estado, tornando-o parte do povo, capacitando-oa exigir a proteção do Estado e sujeitando-o as obrigações impostas Cada Estado é livre para dizer quem serão os seus nacionais NACIONAIS → POVO → elemento humano do Estado CIDADÃO → é o nacional no gozo dos direitos políticos POPULAÇÃO → conceito meramente demográfico usado para contar o número de habitantes de um local. População ≠ Povo NAÇÃO → Agrupamento humano numeroso, fixado num território, ligado por laços históricos, culturais, econômicos e linguísticos. ESTRANGEIROS → todos que não são nacionais 2) Conflito de nacionalidade APÁTRIDA (ou Heimatlos) → não tem nenhuma nacionalidade POLIPÁTRIDA → tem duas nacionalidades ou mais 4) TRATAMENTO DIFERENCIADO ENTRE NATOS E NATURALIZADOS – SÓ NA CR (Art. 12, §2º): 5 SITUAÇÕES: 1ª) Extradição (art. 5º, LI) 2ª) Cargos privativos de natos (art. 12, § 3º) 3ª) Funções privativas de natos (art. 89, VII) Art. 89. O Conselho da República (...) participam: (...) VII - seis cidadãos brasileiros natos (...) 4ª) Propriedade de empresa jornalística e de rádio e TV Art. 222. A propriedade de empresa jornalística e de radiodifusão sonora e de sons e imagens é privativa de brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos (...). 5ª) Cancelamento da naturalização (art. 12, § 4º, I) 5) PERDA DA NACIONALIDADE – art. 12, § 4º I - PERDA-PUNIÇÃO Cancelamento da naturalização, por sentença judicial, em virtude de atividade nociva ao interesse nacional Só para brasileiros naturalizados Reaquisição: só por meio de ação rescisória II - PERDA-MUDANÇA Ocorre quando o brasileiro adquire outra nacionalidade, salvo nos casos: a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira; b) de imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em estado estrangeiro, como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis. Aplica-se tanto a brasileiros naturalizados quanto a natos Reaquisição: por nova naturalização ou por decreto presidencial Organização do Estado (arts. 18 a 33) Conceito de Estado: Ordem jurídica soberana que tem por fim o bem comum de um povo situado em determinado território – Dalmo Dallari. Elementos do Estado Povo Território Finalidade Soberania Formas de Estado: definem a maneira como se dá o exercício do poder em razão da base territorial do Estado. Simples/Unitário – poder politico exercido de forma centralizada I – Puro – a ordem central decide tudo e executa tudo (inviável nos tempos atuais) II – Descentralizado Administrativamente – o poder é centralizado e na hora de executar cada região executa de forma descentralizada. Administrativamente Politicamente – o poder central além de delegar funções de fazer, ele concede certas atribuições políticas. Composto I – Federação – união entre entes autônomos que unidos por uma Constituição sem direito de secessão formam um Estado. II – Confederação – entes soberanos unidos por um Tratado internacional e permite o direito de secessão. O Brasil adota a forma federativa de Estado, que é considerada clausula pétrea (art. 60, §4°, I) Princípio Federativo Transformação da Confederação em Federação Há um pacto entre os Estados, que deixam de ser soberanos e passam a ser autônomos, constituindo uma união indissolúvel; Os Estados cedem uma parcela das suas funções para um ente central: a União, que também integra a Federação como ente autônomo; quem detém a SOBERANIA é o ESTADO (EUA). CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DA FEDERAÇÃO: 1º) EXISTÊNCIA DE UMA CONSTITUIÇÃO RÍGIDA A Federação deve ser estruturada pela CF, de forma que o procedimento de sua modificação seja muito mais dificultoso do que o de elaboração das leis, o que garantelhe maior proteção. A CF/88 prevê ainda que a federação é cláusula pétrea (art. 60, § 4º, I). 2º) EXISTÊNCIA DE UMA CORTE SUPREMA No Brasil, o Supremo Tribunal Federal tem competência para resolver os conflitos que venham a existir entre a União e os Estados, entre a União e o DF, entre os Estados, e entre estes e o DF, visando a manutenção da paz e da integridade do Estado como um todo. 3º) PROCESSO DE INTERVENÇÃO Intervenção é a suspensão temporária da autonomia de um ente federativo por outro de maior abrangência. Trata-se de medida excepcional prevista nos arts. 34 a 36 da CF. 4º) SOBERANIA DO ESTADO FEDERAL (RFB) A soberania é entendida como poder político soberano e supremo, não condicionado a nenhum outro poder, externo ou interno. Quem detém a soberania é o Estado – República Federativa do Brasil. 5º) AUTONOMIA DOS ENTES FEDERATIVOS Cada ente (União, Estados, DF e Municípios) tem capacidade de autodeterminação dentro dos limites traçados pelo poder soberano na Constituição Federal. 6º) REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIAS É essencial na federação que as competências dos entes autônomos sejam repartidas pela própria CF, definindo qual vai ser o âmbito de atuação de cada um deles, evitando, assim, conflitos. 7º) REPARTIÇÃO DA RECEITA TRIBUTÁRIA Além de cada ente poder instituir e arrecadar tributos, há repartição da receita tributária da União, entre os Estados, o DF e os Municípios, e dos Estados, entre os Municípios, para cada um tenha a receita suficiente ao exercício das suas atribuições. 8º) INDISSOLUBILIDADE DA FEDERAÇÃO – NÃO SECESSÃO Os entes integrantes da federação, que dispõem apenas de autonomia, não têm o poder de se desligarem da federação, constituindo uma união indissolúvel. Veda-se, portanto, a secessão – desligamento de um ente da federação – e também a cisão – divisão do Estado soberano em vários outros Estados soberanos. 9º) PARTICIPAÇÃO DOS ESTADOS NO LEGISLATIVO FEDERAL Para que cada Estado-membro possa ter voz ativa na formação da vontade da União, no que diz respeito à elaboração das leis federais, historicamente o Senado foi concebido como órgão representativo dos Estados (e do DF) com representantes em igual número, em homenagem ao princípio da isonomia federativa dos Estados-membros (art. 19, III, 2ª parte). FUNDAMENTOS DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: I - a soberania; II - a cidadania; III - a dignidade da pessoa humana; IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; V - o pluralismo político. OBJETIVOS FUNDAMENTAIS DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I - construir uma sociedade livre, justa e solidária; II - garantir o desenvolvimento nacional; III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. PRINCÍPIOS QUE REGEM A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL NAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios: I - independência nacional; II - prevalência dos direitos humanos; III - autodeterminação dos povos; IV - não-intervenção; V - igualdade entre os Estados; VI - defesa da paz; VII - solução pacífica dos conflitos; VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo; IX - cooperação entre os povos para o progresso da humanidade; X - concessão de asilo político. VEDAÇÃO AOS ENTES DA FEDERAÇÃO Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público; II - recusar fé aos documentos públicos; III - criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si. União Natureza jurídica de pessoa jurídica de direito público interno e externo. Diferençaentre República Federativa do Brasil e União. A República Federativa é o Estado Federado que detém a soberania e a União é um ente da Federação ao qual tem apenas autonomia. “Dupla personalidade” da União. Atua em nome próprio e no nome de toda a federação. Estados-membros Natureza jurídica de pessoa jurídica de direito público interno Poderes: a) Auto-organização – os Estado devem fazer suas próprias constituições. b) Autogoverno – podem eleger seus próprios representantes. c) Autolegislação – possuem Assembleia Legislativa. d) Autoadministração – se autoadministrar. Composição da Assembleia Legislativa: CRFB - Art. 27. O número de Deputados à Assembleia Legislativa corresponderá ao triplo da representação do Estado na Câmara dos Deputados e, atingido o número de trinta e seis, será acrescido de tantos quantos forem os Deputados Federais acima de doze. Natureza jurídica: pessoa jurídica de direito público interno Fusão: união entre dois Estados Cisão: estado deixa de existir e forma o estado A e B Desmembramento: estado original não perde sua identidade a) Desmembramento formação: estado desmembra uma parte de seu território e forma um novo estado b) Desmembramento anexação: estado desmembra uma parte de seu território e ocorre a anexação desse território por um outro estado. CRFB - Art. 18. A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição. § 3º Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação da população diretamente interessada, através de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei complementar. CRFB - Art. 48. Cabe ao Congresso Nacional, com a sanção do Presidente da República, não exigida esta para o especificado nos arts. 49, 51 e 52, dispor sobre todas as matérias de competência da União, especialmente sobre: VI - incorporação, subdivisão ou desmembramento de áreas de Territórios ou Estados, ouvidas as respectivas Assembleias Legislativas; Regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões: CRFB - Art. 25. Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem, observados os princípios desta Constituição. § 3º Os Estados poderão, mediante lei complementar, instituir regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões, constituídas por agrupamentos de municípios limítrofes, para integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum. a) Regiões metropolitanas – É o conjunto de Municípios limítrofes reunidos em torno do Município-mãe. b) Aglomerações urbanas – Uadi Lammêgo Bulos: “São áreas urbanas de Municípios limítrofes, destituídas de sede, com elevada densidade demográfica e continuidade urbana”. c) Microrregiões – São grupos de Municípios que, apesar de não possuírem continuidade urbana, apresentam homogeneidade e problemas administrativos comuns. Questão OAB – XXIV EXAME DE ORDEM QUESTÃO 2 Em uma Federação, sob o argumento de que, entre os governantes do estado Alfa (os anteriores e o atual), consolidou-se uma forma de atuação administrativa que privilegia de forma desmedida a população de determinada região geográfica, a população das outras regiões passou a pleitear autonomia política por meio de grandes manifestações. Para tanto, alimentam a pretensão de formar um novo estado-membro, a ser denominado estado Beta. Diante do quadro acima e considerando o que informa o sistema jurídico-constitucional, responda aos itens a seguir. A) De acordo com a CRFB/88, é viável a formação do estado Beta? (Valor 0,45) Resposta: Trata-se de desmembramento, ou seja, o estado original perde um pedaço de seu território e de sua população, que passam a formar um novo estado. O Art. 18, § 3º, da CRFB/88, prevê a ocorrência desse fenômeno. B) O surgimento do estado Beta configurará o fenômeno da secessão? Justifique. (Valor 0,40) Resposta: Não. O termo secessão é utilizado em Direito Constitucional para definir a separação de um estado-membro ou território em relação ao país do qual fazia parte. O Brasil, por ser uma Federação (Art. 1º da CRFB/88), é indissolúvel. Aliás, sendo a forma federativa de estado cláusula pétrea, nos termos do Art. 60, § 4º, da CRFB/88, não é possível por via de emenda constitucional a possibilidade de secessão. C) Caso seja criado o estado Beta, de acordo com o sistema jurídico-constitucional brasileiro, suas competências materiais e legislativas estariam todas expressas na CRFB/88? Justifique. (Valor 0,40) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação. Não, pois a CRFB/88 atribuiu aos estados-membros a denominada competência remanescente ou reservada (Art. 25, § 1º, da CRFB/88), ou seja, as matérias não expressas ou não enumeradas no rol de competências dos entes federados são da competência dos estados-membros. Distrito Federal Capital Federal; Constituição Federal de 1891 - Art 3º - Fica pertencendo à União, no planalto central da República, uma zona de 14.400 quilômetros quadrados, que será oportunamente demarcada para nela estabelecer-se a futura Capital federal. ADCT da CR/46 - Art 4º - A Capital da União será transferida para o planalto central do Pais. § 1 º - Promulgado este Ato, o Presidente da República, dentro em sessenta dias, nomeará uma Comissão de técnicos de reconhecido valor para proceder ao estudo da localização da nova Capital. § 2 º - O estudo previsto no parágrafo antecedente será encaminhado ao Congresso Nacional, que deliberará a respeito, em lei especial, e estabelecerá o prazo para o início da delimitação da área a ser incorporada ao domínio da União. § 3 º - Findos os trabalhos demarcatórios, o Congresso Nacional resolverá sobre a data da mudança da Capital. § 4 º - Efetuada a transferência, o atual Distrito Federal passará a constituir o Estado da Guanabara. Em 21 de abril de 1960, após três anos e dez meses de obras, Juscelino Kubitschek inaugurou Brasília; Impossibilidade de divisão em Municípios; Regiões administrativas (cidades-satélites); Autonomia parcialmente tutelada (mitigada); Ex: arts. 21, XIII, XIV, 32 § 4º, 61, § 1º, II, d da CRFB e Súmula 647 do STF. Natureza jurídica de pessoa jurídica de direito público interno Poderes: a) Auto-organização; b) Autogoverno; c) Autolegislação; d) Autoadministração. Municípios Natureza jurídica de pessoa jurídica de direito público interno Poderes: a) Auto-organização; b) Autogoverno; c) Autolegislação; d) Autoadministração. Formação dos Municípios: CRFB ART. 18, § 4º A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, far-se-ão por lei estadual, dentro do período determinado por Lei Complementar Federal, e dependerão de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos, após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal, apresentados e publicados na forma da lei. Questão OAB - XXII EXAME DE ORDEM QUESTÃO 3 A Câmara de Vereadores do município Beta aprova projeto de lei que divide o mencionado município em dois, sem qualquer espécie de consulta pública à população e sem realizar qualquer estudo prévio de viabilidade do novo ente federativo. O prefeito de Beta veta o referido projeto e a Câmara derruba o seu veto, promulgando a lei. Logo em seguida, o prefeito de Beta, inconformado com a norma aprovada, decide realizar um referendo a fim de saber a opinião da população local, a qual, após a consulta, manifesta-se favoravelmente ao desmembramento. A partir da situação narrada, responda aos itens a seguir. A) A referida norma municipal é constitucional? Justifique. (Valor: 0,90) A norma municipal é inconstitucional. Conforme prevê o Art. 18, § 4º, da CRFB/88, compete ao Estado autorizar, mediante lei ordinária, o desmembramento do município, desde que: i) sejarealizada consulta pública prévia com a participação dos interessados; ii) seja apresentado e publicado Estudo Prévio de Viabilidade Municipal; iii) se respeitem as limitações de calendário dispostas em lei complementar federal, a qual, por ainda não existir, inviabiliza a criação de novos municípios. B) À luz do sistema constitucional vigente, seria possível a fusão do município Beta com o Município vizinho Alfa? Justifique. (Valor: 0,35) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação. Atualmente, nem a criação, nem o desmembramento e nem a fusão de municípios é possível até que seja editada a lei complementar federal, prevista no Art. 18, § 4º, da CRFB/88, que discipline as limitações de calendário para tais atos. O STF decidiu acerca do tema na ADI nº 2.702/PR e na ADI nº 2.632/BA. Território Federal Obs.: o Território Federal pode ser dividido em Municípios, e esses Municípios possuem autonomia. Natureza jurídica: autarquia da união Ausência de autonomia política: seriam “braços” da união Governadores: sabatina pelo Senado Federal (art. 52, III, c) e nomeação pelo Presidente (art. 84, XIV). É possível ter governador, mas isso não significa uma autonomia política, mas sim administrativa. Órgãos judiciários, membros do Ministério Público e defensores públicos federais; Intervenção nos Municípios pela União; (art. 35, CRFB) CRFB art. 18, § 2º - Os Territórios Federais integram a União, e sua criação, transformação em Estado ou reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar. CRFB - art. 45. A Câmara dos Deputados compõe-se de representantes do povo, eleitos, pelo sistema proporcional, em cada Estado, em cada Território e no Distrito Federal. § 2º Cada Território elegerá quatro Deputados. CRFB - Art. 46. O Senado Federal compõe-se de representantes dos Estados e do Distrito Federal, eleitos segundo o princípio majoritário. Obs.: o Território Federal não elege Senadores, apenas os Estado e DF. Repartição de Competências ART. 30. COMPETE AOS MUNICÍPIOS: I - legislar sobre assuntos de interesse local; II - suplementar a legislação federal e a estadual no que couber; III - instituir e arrecadar os tributos de sua competência, bem como aplicar suas rendas, sem prejuízo da obrigatoriedade de prestar contas e publicar balancetes nos prazos fixados em lei; IV - criar, organizar e suprimir distritos, observada a legislação estadual; V - organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial; VI - manter, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, programas de educação infantil e de ensino fundamental; VII - prestar, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, serviços de atendimento à saúde da população; VIII - promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano; IX - promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local, observada a legislação e a ação fiscalizadora federal e estadual. COMPETÊNCIAS DOS ESTADOS – art. 25 § 1º - São reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas por esta Constituição. (Comp. remanescente, residual, reservada) § 2º - Cabe aos Estados explorar diretamente, ou mediante concessão, os serviços locais de gás canalizado, na forma da lei, vedada a edição de medida provisória para a sua regulamentação. § 3º - Os Estados poderão, mediante lei complementar, instituir regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões, constituídas por agrupamentos de municípios limítrofes, para integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum. COMPETÊNCIAS DO DF – art. 32, § 1º: COMPETÊNCIAS ESTADUAIS + MUNICIPAIS Ao Distrito Federal são atribuídas as competências reservadas aos Estados e Municípios. PRINCIPAIS EXCEÇÕES: Art. 21. Compete à União: XIII - organizar e manter o Poder Judiciário, o Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios e a Defensoria Pública dos Territórios (EC69); XIV - organizar e manter a polícia civil, a polícia militar e o corpo de bombeiros militar do Distrito Federal, bem como prestar assistência financeira ao Distrito Federal para a execução de serviços públicos, por meio de fundo próprio; (Cabe à União org./manter: PJ, MP, PC, PM e CBM do DF) Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: XVII - organização judiciária, do Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios e da Defensoria Pública dos Territórios, bem como organização administrativa destes; (EC 69/2012) CRFB – art. 24 § 1º No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á a estabelecer normas gerais. § 2º A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplementar dos Estados. § 3º Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a competência legislativa plena, para atender a suas peculiaridades. § 4º A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei estadual, no que lhe for contrário. ART. 21. COMPETÊNCIAS EXCLUSIVAS DA UNIÃO - ADMINISTRATIVAS: I - manter relações com Estados estrangeiros e participar de organizações internacionais; II - declarar a guerra e celebrar a paz; III - assegurar a defesa nacional; IV - permitir, nos casos previstos em lei complementar, que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente; V - decretar o estado de sítio, o estado de defesa e a intervenção federal; VI - autorizar e fiscalizar a produção e o comércio de material bélico; VII - emitir moeda; ART. 21. COMPETÊNCIAS EXCLUSIVAS DA UNIÃO - ADMINISTRATIVAS: VIII - administrar as reservas cambiais do País e fiscalizar as operações de natureza financeira, especialmente as de crédito, câmbio e capitalização, bem como as de seguros e de previdência privada; IX - elaborar e executar planos nacionais e regionais de ordenação do território e de desenvolvimento econômico e social; X - manter o serviço postal e o correio aéreo nacional; XI - explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão, os serviços de telecomunicações, nos termos da lei, que disporá sobre a organização dos serviços, a criação de um órgão regulador e outros aspectos institucionais; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 8, de 15/08/95:) XII - explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão: a) os serviços de radiodifusão sonora, e de sons e imagens; b) os serviços e instalações de energia elétrica e o aproveitamento energético dos cursos de água, em articulação com os Estados onde se situam os potenciais hidroenergéticos; c) a navegação aérea, aeroespacial e a infra-estrutura aeroportuária; d) os serviços de transporte ferroviário e aquaviário entre portos brasileiros e fronteiras nacionais, ou que transponham os limites de Estado ou Território; e) os serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros; f) os portos marítimos, fluviais e lacustres; XIII - organizar e manter o Poder Judiciário, o Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios e a Defensoria Pública dos Territórios; XIV - organizar e manter a polícia civil, a polícia militar e o corpo de bombeiros militar do Distrito Federal, bem como prestar assistência financeira ao Distrito Federal para a execução de serviços públicos, por meio de fundo próprio; XV - organizar e manter os serviços oficiais de estatística, geografia, geologia e cartografia de âmbito nacional; XVI - exercer a classificação, para efeito indicativo, de diversões públicas e de programas de rádio e televisão; XVII - conceder anistia; XVIII - planejar e promover a defesa permanente contra as calamidades públicas, especialmente as secas e as inundações; XIX- instituir sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos e definir critérios de outorga de direitos de seu uso; (Regulamento) XX - instituir diretrizes para o desenvolvimento urbano, inclusive habitação, saneamento básico e transportes urbanos; XXI - estabelecer princípios e diretrizes para o sistema nacional de viação; XXII - executar os serviços de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras; XXIII - explorar os serviços e instalações nucleares de qualquer natureza e exercer monopólio estatal sobre a pesquisa, a lavra, o enriquecimento e reprocessamento, a industrialização e o comércio de minérios nucleares e seus derivados, atendidos os seguintes princípios e condições: a) toda atividade nuclear em território nacional somente será admitida para fins pacíficos e mediante aprovação do Congresso Nacional; b) sob regime de permissão, são autorizadas a comercialização e a utilização de radioisótopos para a pesquisa e usos médicos, agrícolas e industriais; c) sob regime de permissão, são autorizadas a produção, comercialização e utilização de radioisótopos de meia-vida igual ou inferior a duas horas; d) a responsabilidade civil por danos nucleares independe da existência de culpa; XXIV - organizar, manter e executar a inspeção do trabalho; XXV - estabelecer as áreas e as condições para o exercício da atividade de garimpagem, em forma associativa. ART. 22. COMPETÊNCIAS PRIVATIVAS DA UNIÃO - LEGISLATIVAS: I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho; II - desapropriação; III - requisições civis e militares, em caso de iminente perigo e em tempo de guerra; IV - águas, energia, informática, telecomunicações e radiodifusão; V - serviço postal; VI - sistema monetário e de medidas, títulos e garantias dos metais; VII - política de crédito, câmbio, seguros e transferência de valores; VIII - comércio exterior e interestadual; IX - diretrizes da política nacional de transportes; X - regime dos portos, navegação lacustre, fluvial, marítima, aérea e aeroespacial; XI - trânsito e transporte; XII - jazidas, minas, outros recursos minerais e metalurgia; XIII - nacionalidade, cidadania e naturalização; XIV - populações indígenas; XV - emigração e imigração, entrada, extradição e expulsão de estrangeiros; XVI - organização do sistema nacional de emprego e condições para o exercício de profissões; XVII - organização judiciária, do Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios e da Defensoria Pública dos Territórios, bem como organização administrativa destes; XVIII - sistema estatístico, sistema cartográfico e de geologia nacionais; XIX - sistemas de poupança, captação e garantia da poupança popular; XX - sistemas de consórcios e sorteios; XXI - normas gerais de organização, efetivos, material bélico, garantias, convocação e mobilização das polícias militares e corpos de bombeiros militares; XXII - competência da polícia federal e das polícias rodoviária e ferroviária federais; XXIII - seguridade social; XXIV - diretrizes e bases da educação nacional; XXV - registros públicos; XXVI - atividades nucleares de qualquer natureza; XXVII – normas gerais de licitação e contratação, em todas as modalidades, para as administrações públicas diretas, autárquicas e fundacionais da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, obedecido o disposto no art. 37, XXI, e para as empresas públicas e sociedades de economia mista, nos termos do art. 173, § 1° , III XXVIII - defesa territorial, defesa aeroespacial, defesa marítima, defesa civil e mobilização nacional; XXIX - propaganda comercial. Parágrafo único. Lei complementar poderá autorizar os Estados a legislar sobre questões específicas das matérias relacionadas neste artigo. XXVII – normas gerais de licitação e contratação, em todas as modalidades, para as administrações públicas diretas, autárquicas e fundacionais da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, obedecido o disposto no art. 37, XXI, e para as empresas públicas e sociedades de economia mista, nos termos do art. 173, § 1° , III XXVIII - defesa territorial, defesa aeroespacial, defesa marítima, defesa civil e mobilização nacional; XXIX - propaganda comercial. Parágrafo único. Lei complementar poderá autorizar os Estados a legislar sobre questões específicas das matérias relacionadas neste artigo. QUESTÃO DE PROVA – OAB – XX EXAME DE ORDEM QUESTÃO 3 A Assembleia Legislativa do Estado X elaborou Lei Estadual que determina que os veículos apreendidos pelas polícias militar e civil, caso não sejam reclamados no período de três anos, serão levados a hasta pública, repartindo-se o produto do leilão entre o Estado e o Município. O Governador do Estado, preocupado com a constitucionalidade da lei, visto que ela atingirá patrimônio privado, consulta o Procurador Geral do Estado. Com base no caso apresentado, responda aos itens a seguir. A) A Lei Estadual está de acordo com as normas da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 ? (Valor: 0,65) Resposta: O examinando deverá responder que estamos diante de um vício formal de constitucionalidade, pois a Lei Estadual viola o Art. 22, inciso I, da CRFB/88, que dispõe ser da competência privativa da União legislar sobre Direito Civil, já que trata de perda da propriedade. B) O Governador do Estado X pode propor, perante órgão da União, alguma medida judicial visando à impugnação da Lei Estadual? Justifique. (Valor: 0,60) Obs.: o examinando deve fundamentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação. Resposta: O examinando deverá responder que o Governador é um dos legitimados ativos à propositura de ADI, de acordo com o Art. 103 da CRFB. A pertinência temática está presente, sendo possível questionar esse ato normativo por meio de Ação Direta de Inconstitucionalidade, de acordo com o Art. 102, inciso I, a, da CRFB/88 e a Lei nº 9.868/99. Organização dos Poderes • Poderes (art. 2, CRFB) Tecnicamente existe um único poder, o soberano e a sua repartição. a) Judiciário – finalidade de julgar conflitos de interesse b) Executivo: função de administrar c) Legislativa: função de legislar. • Funções típicas e atípicas Função Típica a) Legislativo: fiscalizar (CPI), b) Executivo: administrar c) Judiciário: julgar Função Atípica a) Legislativo: administrar e julgar (impeachment) b) Executivo: legisla e fiscaliza obs.: tem doutrinadores que entendem que o executivo não julga porque a decisão do julgamento não faz coisa julgada judicial. c) Judiciário: legisla, fiscaliza e administra. • Sistema de freios e contrapesos ”O STF somente deve interferir em procedimentos legislativos para assegurar o cumprimento da Constituição, proteger direitos fundamentais e resguardar os pressupostos de funcionamento da democracia e das instituições republicanas. Exemplo típico da jurisprudência nesse sentido é a preservação dos direitos das minorias.” MS 34327/DF, rel. Min. Roberto Barroso, 8.9.2016.” Poder Legislativo P.S1: Art. 45, §2º- Cada Território elegerá quatro Deputados. P.S 2: Art. 46, § 2º - A representação de cada Estado e do Distrito Federal será renovada de quatro em quatro anos, alternadamente, por um e dois terços. Atribuições do Congresso Nacional (com sanção presidencial Art. 48) Atividade LEGISLATIVA - Substantivos! (Lei Ordinária ou complementar) I - sistema tributário, arrecadação e distribuição de rendas; II - plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamento anual, operações de crédito, dívida pública e emissões de curso forçado; III - fixação e modificação do efetivo das Forças Armadas; IV - planos e programas nacionais, regionais e setoriais de desenvolvimento; V - limites do território nacional, espaço aéreo e marítimo e bens do domínio da União; VI - incorporação, subdivisão ou desmembramento de áreas de Territórios ou Estados, ouvidas as respectivas Assembleias Legislativas; VII - transferência temporáriada sede do Governo Federal; VIII - concessão de anistia; IX - organização administrativa, judiciária, do Ministério Público e da Defensoria Pública da União e dos Territórios e organização judiciária e do Ministério Público do Distrito Federal; X – criação, transformação e extinção de cargos, empregos e funções públicas, observado o que estabelece o art. 84, VI, b; XI – criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública; XII - telecomunicações e radiodifusão; XIII - matéria financeira, cambial e monetária, instituições financeiras e suas operações; XIV - moeda, seus limites de emissão, e montante da dívida mobiliária federal. XV - fixação do subsídio dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, observado o que dispõem os arts. 39, § 4º; 150, II; 153, III; e 153, § 2º, I. Atribuições do Congresso Nacional (SEM sanção presidencial Art. 49) Atividade ADMINISTRATIVA - Verbos no infinitivo! (Decreto legislativo) I - resolver definitivamente sobre tratados, acordos ou atos internacionais que acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional; II - autorizar o Presidente da República a declarar guerra, a celebrar a paz, a permitir que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente, ressalvados os casos previstos em lei complementar; III - autorizar o Presidente e o Vice-Presidente da República a se ausentarem do País, quando a ausência exceder 15 dias; IV - aprovar o estado de defesa e a intervenção federal, autorizar o estado de sítio, ou suspender qualquer uma dessas; V - sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa; VI - mudar temporariamente sua sede; VII - fixar idêntico subsídio para os Deputados Federais e os Senadores, observado os arts. 37,XI, 39,§ 4º, 150,II, 153,III, e 153,§2º,I; VIII - fixar os subsídios do Presidente e do Vice-Presidente da República e dos Ministros de Estado, observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I; IX - julgar anualmente as contas prestadas pelo Presidente da República e apreciar os relatórios sobre a execução dos planos de governo; X - fiscalizar e controlar, diretamente, ou por qualquer de suas Casas, os atos do Poder Executivo, incluídos os da administração indireta; XI - zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa dos outros Poderes; XII - apreciar os atos de concessão e renovação de concessão de emissoras de rádio e televisão; XIII - escolher dois terços dos membros do Tribunal de Contas da União; XIV - aprovar iniciativas do Poder Executivo referentes a atividades nucleares; XV - autorizar referendo e convocar plebiscito; XVI - autorizar, em terras indígenas, a exploração e aproveitamento de recursos hídricos e pesquisa e lavra de riquezas minerais; XVII - aprovar, previamente, a alienação ou concessão de terras públicas com área superior a 2.500 hectares. CONTAGEM DO TEMPO NO PODER LEGISLATIVO a) Legislatura - É o período de quatro anos (art. 44, parágrafo único). É importante não confundir legislatura com mandato. O Senador, por exemplo, exerce seu mandato de oito anos em duas legislaturas. b) Sessão legislativa ordinária - É o período em que o Poder Legislativo se reúne anualmente. Cada sessão legislativa é dividida em dois períodos legislativos, sendo um em cada semestre, que são intercalados pelo recesso parlamentar. c) Período legislativo (art. 57, caput). I - 1º Período - 2/2 até 17/7 II - 2º Período – 1/8 até 22/12 P.S: Art. 57, § 2º - A sessão legislativa não será interrompida sem a aprovação do projeto de lei de diretrizes orçamentárias § 6º A convocação extraordinária do Congresso Nacional far-se-á: I - pelo Presidente do Senado Federal, em caso de decretação de estado de defesa ou de intervenção federal, de pedido de autorização para a decretação de estado de sítio e para o compromisso e a posse do Presidente e do Vice-Presidente- Presidente da República; II - pelo Presidente da República, pelos Presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal ou a requerimento da maioria dos membros de ambas as Casas, em caso de urgência ou interesse público relevante, em todas as hipóteses deste inciso com a aprovação da maioria absoluta de cada uma das Casas do Congresso Nacional. § 7º Na sessão legislativa extraordinária, o Congresso Nacional somente deliberará sobre a matéria para a qual foi convocado, ressalvada a hipótese do § 8º deste artigo, vedado o pagamento de parcela indenizatória, em razão da convocação. § 8º Havendo medidas provisórias em vigor na data de convocação extraordinária do Congresso Nacional, serão elas automaticamente incluídas na pauta da convocação. Verba de gabinete é pública: ”Determinado jornal requereu ao Senado Federal cópia dos documentos que demonstrassem como os Senadores utilizaram a verba indenizatória dos seus gabinetes. A Presidência do Senado negou ao jornal o acesso aos dados sob o fundamento de que os documentos solicitados seriam sigilosos e que haveria uma invasão à privacidade dos Parlamentares. O STF determinou que o Senado forneça cópia dos documentos solicitados. A verba indenizatória destina-se a custear despesas direta e exclusivamente relacionadas ao exercício da função parlamentar. Desse modo, tais valores possuem natureza pública, tanto pelo fato de estarem sendo pagas por um órgão público (Senado Federal) quanto pela finalidade a que se destinam, estando vinculadas ao exercício da representação popular (mandato). Sendo a verba pública, a regra geral é a de que as informações sobre o seu uso são públicas. A Corte entendeu que o fornecimento de tais informações não acarreta qualquer risco à segurança nem viola a privacidade ou intimidade dos Parlamentares.” STF. Plenário. MS 28178/DF, Rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 4/3/2015 (Info 776) Art. 57, §4º No primeiro ano da legislatura o Congresso se reúne em sessão preparatória em 1 de fevereiro para: a) Posse dos membros e b) Eleição das mesas Diretoras. Mesas diretoras: Conceito: são os órgãos diretores das casas legislativas aos quais incumbe a direção dos trabalhos legislativos e dos serviços administrativos da Casa. Composição: a) Presidente; b) 2 Vice-Presidentes; c) 4 secretários; d) 4 suplentes de secretários. Tempo – 2 anos vedada a recondução. (Art. 57, §4º). Comissões Parlamentares (art. 58) – não é necessariamente uma CPI. Quanto ao tempo: a) Permanentes - São as que sobrevivem através das legislaturas, p.ex. Agricultura e Política Rural; Ciência e Tecnologia; Comunicação e Informática; Constituição e Justiça. b) Temporárias - criadas para apreciar determinado assunto, que se extinguem ao término da legislatura, ou antes dele, quando alcançado o fim a que se destinam ou expirado seu prazo de duração. Quanto ao tipo: a) Temáticas ou ordinárias - cabe apreciar projeto de lei e emitir parecer, ou, ainda, votar os projetos que dispensam apreciação do plenário da Casa legislativa. Art. 58, § 2º - “às comissões, em razão da matéria de sua competência, cabe: I - discutir e votar projeto de lei que dispensar, na forma do regimento, a competência do Plenário, salvo se houver recurso de um décimo dos membros da Casa; II - realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil; III - convocar Ministros de Estado para prestar informações sobre assuntos inerentes a suas atribuições; IV - receber petições, reclamações, representações ou queixas de qualquer pessoa contra atos ou omissões das autoridades ou entidades públicas; V - solicitar depoimento de qualquer autoridade ou cidadão; VI - apreciar programas de obras, planos nacionais, regionais e setoriais de desenvolvimento e sobre eles emitir parecer.” b) Representativas ou especiais – Criada para representar o Congresso durante o recesso. Art. 58, § 4º - “Durante o recesso, haverá uma Comissão representativa do Congresso Nacional, eleita por suas Casas na última sessão ordináriado período legislativo, com atribuições definidas no regimento comum, cuja composição reproduzirá, quanto possível, a proporcionalidade da representação partidária.” c) Comissão de ética (conselho de ética) - é o órgão constituído com mandato de dois anos para apurar irregularidades cometidas por parlamentares. Funciona como uma Corregedoria. Obs.: CPI X Comissão de Ética. A CPI investiga qualquer irregularidade desde que haja interesse público ao passo que a Comissão de Ética investiga irregularidades internas. d) Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) (art. 58, § 3.º) - organismos instituídos por tempo certo para apuração de fato determinado de interesse público, sendo as conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público e demais autoridades administrativas para que seja promovida a apuração da responsabilidade civil e criminal dos infratores. Exerce função típica do Poder legislativo? Sim. As funções típicas do legislativo são legislar e fiscalizar. A CPI exerce função fiscalizatória. Quem poderá ser investigado? Qualquer pessoa física ou jurídica. Ex.; Marcos Valério, era publicitário. Quais são os requisitos para instaurar a comissão? 1/3 dos membros da Casa onde vai ser instaurada a CPI (CD – 171 e SF – 27) Fato determinado (cada CPI tem que ter um tema, assunto) Ex.: CPI dos correios. Prazo certo (caráter temporário, mas pode ser prorrogado por diversas vezes até o final da legislatura) Quais os poderes e limites da CPI? Lei nº 13.367 de 5/12/16 - Altera a Lei n° 1.579, de 18 de março de 1952 IMUNIDADE PARLAMENTAR Tem início com a diplomação (e não com a posse) dos mandatários. Os suplentes de parlamentar não possuem imunidade. A imunidade, por ser atribuição inerente ao cargo, não pode ser objeto de renúncia pelos Senadores e Deputados. Imunidade Parlamentar Material, absoluta, substantiva, real ou inviolabilidade. (arts. 27, § 1.º, 29, VIII, e 53, caput) – Para palavras, votos e opiniões. Formal, processual ou adjetiva (arts. 27, § 1.º, e 53 §§); § 1º Os Deputados e Senadores, serão submetidos a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal. § 2º Os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. Nesse caso, os autos serão remetidos dentro de vinte e quatro horas à Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão. § 3º Recebida a denúncia contra o Senador ou Deputado, por crime ocorrido após a diplomação, o Supremo Tribunal Federal dará ciência à Casa respectiva, que, por iniciativa de partido político nela representado e pelo voto da maioria de seus membros, poderá, até a decisão final, sustar o andamento da ação. § 4º O pedido de sustação será apreciado pela Casa respectiva no prazo improrrogável de quarenta e cinco dias do seu recebimento pela Mesa Diretora. § 5º A sustação do processo suspende a prescrição, enquanto durar o mandato. § 6º Os Deputados e Senadores não serão obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato, nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles receberam informações. § 7º A incorporação às Forças Armadas de Deputados e Senadores, embora militares e ainda que em tempo de guerra, dependerá de prévia licença da Casa respectiva. § 8º As imunidades de Deputados ou Senadores subsistirão durante o estado de sítio, só podendo ser suspensas mediante o voto de dois terços dos membros da Casa respectiva, nos casos de atos praticados fora do recinto do Congresso Nacional, que sejam incompatíveis com a execução da medida. Julgados interessantes: ”A regra do art. 53, caput, da Constituição da República contempla as hipóteses em que supostas ofensas proferidas por parlamentares guardem pertinência com suas atividades, ainda que as palavras sejam proferidas fora do recinto do Congresso Nacional. Essa imunidade material tem por finalidade dotar os membros do Congresso Nacional da liberdade necessária ao pleno exercício da atividade parlamentar. A atividade parlamentar, para além da típica função legislativa, engloba o controle da administração pública (art. 49, X, da CR), razão pela qual os congressistas, ao alardearem práticas contrárias aos princípios reitores da probidade e moralidade administrativas, encontram-se realizando atividade que se insere no âmbito de suas atribuições constitucionais. A regra do art. 53, caput, da CR confere ao parlamentar uma proteção adicional ao direito fundamental, de todos, à liberdade de expressão, previsto no art. 5º, IV e IX, da CR. Mesmo quando evidentemente enquadráveis em hipóteses de abuso do direito de livre expressão, as palavras dos parlamentares, desde que guardem pertinência com a atividade parlamentar, estarão infensas à persecução penal.” STF, Inq 4088 e 4097, rel. min. Edson Fachin, 1ª Turma, j. 01/12/2015. Caso Maria do Rosário e Bolsonaro: Incitação ao crime, injúria e imunidade parlamentar A Primeira Turma, em julgamento conjunto e por maioria, recebeu denúncia pela suposta prática de incitação ao crime (CP, art. 286) e recebeu parcialmente queixa-crime, apenas quanto à alegada prática de injúria (CP, art 140), ambos os delitos imputados a deputado federal. Os crimes dizem respeito a declarações proferidas na Câmara dos Deputados e, no dia seguinte, divulgadas em entrevista concedida à imprensa. No caso, o parlamentar afirmara que deputada federal “não merece ser estuprada, por ser muito ruim, muito feia, não fazer seu gênero” e acrescentara que, se fosse estuprador, “não iria estupra-la porque ela não merece” Não obstante a jurisprudência do STF tenha entendimento no sentido da impossibilidade de responsabilização do parlamentar quando as palavras tenham sido proferidas no recinto da Câmara dos Deputados, as declarações foram proferidas em entrevista a veículo de imprensa, não incidindo, assim, a imunidade. O fato de o parlamentar estar em seu gabinete no momento em que concedera a entrevista é meramente acidental, já que não foi ali que se tornaram públicas as ofensas, mas sim por meio da imprensa e da internet. Portanto, cuidando-se de declarações firmadas em entrevista concedida a veículo de grande circulação, cujo conteúdo não se relaciona com a garantia do exercício da função parlamentar, não incide o art. 53 da CF.” Inq 3932/DF, rel. Min. Luiz Fux, 21.6.2016. (Inq-3932) Pet 5243/DF, rel. Min. Luiz Fux, 21.6.2016. ”Primeira Turma, por maioria, admitiu a impetração e, por unanimidade, concedeu ordem de habeas corpus para cassar acórdão do Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região que condenou um parlamentar pela prática do delito de divulgação de informação falsa ou prejudicialmente incompleta sobre instituição financeira, previsto no art. 3º da Lei 7.492/1986. No caso, o parlamentar convocou a imprensa e, no exercício da Presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo, opinou sobre a conveniência da privatização do Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes), ante a existência de dívida no valor de R$ 500.000,00 (quinhentos milhões de reais). A Turma pontuou que a declaração revelou a satisfação do parlamentar com a privatização do Banco, que implicaria desoneração de dívida do Estado. Entendeu que não ficou configurado, na conduta do paciente, o dolo de divulgar informação falsa ou incompleta sobre instituição financeira, pois as afirmações do parlamentar estavam ligadas a análises de operações realizadas pelo Banestes. Nesse contexto, o Colegiado asseverou haver ligação entre o que foi veiculado e o exercício do mandato parlamentar. Tal aspecto foi potencializado pelo fato de as declarações terem ocorrido dentro da Assembleia. Decidiu-se, então, pelo não afastamento da imunidade parlamentar relativa às opiniões, palavras e votos, prevista no art. 53 -, combinado com o art. 27, § 1º, ambos da Constituição Federal. (STF. 1ª Turma. HC 115397/ES, julgado em 16/5/2017.) Perda de mandato (art. 55) Art. 55. Perderá o mandato o Deputado ou Senador: I - que infringir qualquer das proibiçõesestabelecidas no artigo anterior (que são as vedações do slide anterior); II - cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar; III - que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à terça parte das sessões ordinárias da Casa a que pertencer, salvo licença ou missão por esta autorizada; IV - que perder ou tiver suspensos os direitos políticos; V - quando o decretar a Justiça Eleitoral, nos casos previstos nesta Constituição; VI - que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado. Processo Legislativo Conceito - É o conjunto de atos necessários à elaboração de normas jurídicas. Art. 59 da CR – O processo legislativo compreende a elaboração de: I. emendas à Constituição - normas utilizadas para alteração do texto da Constituição. II. leis complementares - normas utilizadas para complementar a Constituição nas matérias que lhes foram expressamente reservadas pelo constituinte. III. leis ordinárias – Norma elaborada pelo Poder Legislativo no exercício da sua função típica de legislar. IV. leis delegadas (Art. 68) - são elaboradas pelo Presidente da República, por delegação expressa do Poder Legislativo, mediante resolução. V. medidas provisórias (Art. 62) - atos administrativo-normativos de competência exclusiva do Presidente da República (no âmbito federal), com força de lei, que podem ser expedidos em caso de relevância e urgência. VI. decretos legislativos (Art. 49) - são normas utilizadas pelo Congresso Nacional para regular as matérias de sua competência exclusiva (art.49), sem a sanção do Presidente da República. São atos internos com, regra geral, efeitos externos. VII. resoluções - são normas utilizadas, normalmente, pelas Casas do Congresso, para o exercício de suas competências privativas (arts. 51 e 52). As resoluções não dependem da sanção do Presidente da República e também podem ser utilizadas por outros órgãos ou autoridades públicas, como, por exemplo, pelo Congresso Nacional para delegar ao Presidente da República a matéria a ser regulada por lei delegada (art. 68, §2º) e pelos tribunais do Poder Judiciário para elaboração dos seus regimentos internos (art. 96, I). São atos internos com, regra geral, efeitos internos. Procedimentos Legislativos a) Procedimento Legislativo Ordinário: Procedimento comum, destinado à elaboração de leis ordinárias; É o mais demorado e complexo dos procedimentos legislativos. b) Procedimento Legislativo Sumário É o que tramita em regime de urgência, por solicitação do Presidente da República. c) Procedimentos Legislativos Especiais Compreendem a elaboração das EC, LC, LD, MP, DL e Res. Procedimento Legislativo Ordinário: Iniciativa, deliberação (emendas), sanção ou veto, promulgação, publicação. Iniciativa: a) Comum, concorrente ou geral: é a iniciativa comum. “Art. 61. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional, ao Presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta Constituição.” b) Privativa ou exclusiva: exemplos 49, 51, 52, 61, §1º, 93, 96, II da CR 27 A iniciativa de competência privativa do Poder Executivo não impede a apresentação de emendas parlamentares, presente a identidade de matéria e acompanhada da estimativa de despesa e respectiva fonte de custeio. Assim, é possível que haja emenda parlamentar em um projeto de lei de iniciativa reservada ao Chefe do Poder Executivo, desde que cumpridos dois requisitos: a) haja pertinência temática (a emenda não trate sobre assunto diferente do projeto original); e b) a emenda não acarrete aumento de despesas originalmente previstas (art. 63, I, da CF/88). STF. Plenário. ADI 3926/SC, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 5/8/2015 (Info 793). A única Comissão que tem parecer vinculativo sobre o projeto de lei é a CCJ, as outras possuem parecer opinativo. Lei Ordinária: Quórum de maioria simples para ser aprovada. Obs.: não é o projeto de lei que não pode ser votado. É a matéria que não pode ser votada naquele ano, salvo se a maioria absoluta daquela Casa manifestar interesse na votação. (art. 67). Jose Afonso da Silva afirma que sempre prevalece a vontade da casa iniciadora. O veto parcial não pode atingir uma única palavra. Veto jurídico: Presidente da República veta por entender inconstitucional. Veto político: Presidente veta por entender contrário ao interesse público. Caso o Presidente vete o projeto de lei, deverá submetê-lo ao Presidente do Congresso Nacional, que por sua vez tem 30 dias para submeter ao CN. Art. 66, § 7° - Caso o Vice-presidente do Senado não promulgue o projeto de lei, responde por crime de responsabilidade. Pergunta: é possível uma Lei complementar com conteúdo de Lei ordinária? Sim, porque o Quórum para aprovar Lei Complementar é maior do que o Quórum para aprovar Lei Ordinária. Porém a reciproca não é verdadeira, porque o Quórum para aprovar Lei ordinária é menor do que para aprovar Lei Complementar. Lei ordinária não pode revogar LC que tenha conteúdo de LC porque lei ordinária não dispõe sobre assunto de LC. Mas a Lei ordinária pode revogar LC com conteúdo de lei ordinária. Emenda Constitucional Capacidade de alterar a constituição Limites ao Poder Constituinte Derivado Reformador: 1) Limitações Circunstanciais: A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal, de estado de defesa ou de estado de sítio. (Art. 60, §1º) 2) Limitações Temporais: impedem a reforma por certo período de tempo. É um limite que o Constituinte Originário estabelece visando a que a Constituição, durante um certo tempo, seja amadurecida e, só depois, se necessário for, modificada. Apenas a primeira Constituição brasileira, de 1824, previu este tipo de limitação. A CF/88 não previu limitações temporais (?). 3) Limitações Materiais (cláusulas pétreas): Podem ser implícitas ou explícitas Art. 60, § 4º - Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: I - a forma federativa de Estado; II - o voto direto, secreto, universal e periódico; III - a separação dos Poderes; IV - os direitos e garantias individuais. 4) Limitações Formais (Procedimentais): decorrem da rigidez constitucional. Medida Provisória Relevante é o que é importante para o interesse público. Urgente é o que não pode esperar 100 dias. O Judiciário pode analisar relevância e urgência de MP? Sim, porque existem parâmetros. Mas só pode analisar relevância e urgência de MP em casos excepcionais. Obs.: se o projeto de lei de conversão de MP não for votado em 45 dias, ocorre o trancamento da pauta, isto é, nenhum projeto de lei ordinária poderá ser votado cuja matéria possa ser objeto de MP. O prazo também fica suspenso durante o recesso parlamentar. Esses prazos não e aplicam a MP publicadas antes de 11/09/2001. O projeto de conversão não passa nem pelo CCJ, se cria uma comissão mista para analisar. O efeito de uma rejeição de um projeto de conversão de MP é o mesmo efeito de uma perda de eficácia. Caso aconteça isso, o Congresso Nacional tem 60 dias para editar decreto legislativo que regule as relações jurídicas constituídas durante o período de vigência da MP (art. 62, § 3 e 11). Obs.; se em 60 dias não vier decreto legislativo, a MP rejeitada ou tida por prejudicada continuará produzindo efeitos para as relações jurídicas já estabelecidas – é chamado de ultratividade da MP. CONTRABANDO LEGISLATIVO – significa incluir uma matéria que não pode ser objeto de MP no corpo do projeto de lei de conversão da MP para que seja aprovada mais rápido aquela matéria. Fato: Quando é apresentada e aprovada emenda que não demonstre essa relação, e a medida provisória posteriormente converte-se em lei, a mesma torna-se incompatível com a Constituição, devendo ser declarada inconstitucional. Fato 2: Prática comum – cavalode troia, contrabando legislativo. Fato 3: ADI 5127/DF, STF modulou efeitos para que todas as leis que fossem aprovadas até o dia 15 de outubro de 2015 seriam mantidas como válidas, ainda que tivessem sido produto de um contrabando legislativo. E, os dispositivos legais aprovados após essa data, e que tenham sido resultado de contrabando legislativo, deverão ser declarados inconstitucionais. (STF. PLENÁRIO. ADI 5012/DF, J. 16/3/17.) Direitos Fundamentais Obs.: dar especial atenção à eficácia diagonal, entre empregador e empregado em razão da reforma trabalhista. Direitos fundamentais Titular: aquele que pode pleitear o direito. Destinatário: aquele se submete ao direito. Obs.: o Estado pode ser titular de direitos fundamentais se tiver uma relação de EstadoxEstado. Ou seja, Município pode mover MS contra Estado ou União quando tiver direito líquido e certo sendo violado. Dessa forma, os particulares podem ser titulares de direitos fundamentais em face de particulares, do Estado ou de pessoa jurídica de direito privado. Já a pessoa jurídica de direito privado pode ser titular de direitos fundamentais em face de particulares como destinatário, do Estado ou de outra pessoa jurídica de direito privado. E por fim, o Estado pode ser titular de direitos fundamentais apenas se o destinatário for o próprio Estado. Súmula nº 227 STJ “A pessoa jurídica pode sofrer dano moral.” Não é possível pessoa jurídica de direito público pleitear, contra particular, indenização por dano moral relacionado à violação da honra ou da imagem. STJ. 4ª Turma. REsp 1.258.389-PB, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 17/12/2013 No caso concreto, o município de João Pessoa pretendia receber indenização da Rádio e Televisão Paraibana Ltda., sob a alegação de que a empresa teria atingido, ilicitamente, sua honra e imagem. Segundo alegou o município, os apresentadores da referida rede de Rádio e Televisão teriam feito diversos comentários que denegriram a imagem da cidade. Entre os comentários mencionados na petição inicial estava o de que a Secretaria de Educação e o seu secretário praticavam maus-tratos contra alunos da rede pública. Ao analisar o recurso do Município, o Min. Luis Felipe Salomão ressaltou que o STJ admite apenas que pessoas jurídicas de direito PRIVADO possam sofrer dano moral, especialmente nos casos em que houver um descrédito da empresa no mercado pela divulgação de informações desabonadoras de sua imagem. Para o STJ, contudo, não se pode admitir o reconhecimento de que o Município pleiteie indenização por dano moral contra o particular, considerando que isso seria uma completa subversão da essência dos direitos fundamentais. Seria o Poder Público se valendo de uma garantia do cidadão contra o próprio cidadão. Os direitos fundamentais são relativos, porém existe um núcleo de direitos que não podem ser relativizados, porque são absolutos (vedação a tortura, por exemplo). No que tange aos direitos relativos, podem ser relativizados por meio de uma norma constitucional, uma ponderação judicial ou uma lei. A Teoria dos Limites dos Limites impõe limites ao exercício dos direitos fundamentais ao cidadão. Ex.: Já que o Brasil é um país laico, qualquer pessoa pode exercer qualquer crença religiosa? É possível exercer qualquer crença religiosa, desde que não viole o disposto na Constituição Federal e nos Tratados Internacionais sobre Direitos Humanos. Determinação expressa na CRFB – ex.: direito da propriedade pode ser restringido por meio da função social da propriedade. Lei ordinária – ex.: art. 5, XIII CRFB. O trabalho é livre, porém determinadas atividades laborais serão restringidas por meio de lei, como o médico que precisa ser formado para exercer a profissão. Ponderação judicial – ex.: direito a privacidade X direito a informação. CF/88, art. 5º§ 2º Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, OU dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte. Características dos Direitos Fundamentais (implícitas) Universalidade - Alcança qualquer pessoa, seja pessoa natural ou pessoa jurídica. Obs.: Desde compatível com a sua natureza, dependendo do caso concreto. Imprescritibilidade - A pretensão de respeito e concretização de direitos humanos não se esgota pelo passar dos anos, podendo ser exigida a qualquer momento. Inalienabilidade - São intransponíveis, intransferíveis. Inviolabilidade - Devem ser respeitados pelo Estado (relações verticais) e pela sociedade (relações horizontais ou diagonais). Irrenunciabilidade/Indisponibilidade - Não se pode abdicar. Obs.; O próprio ser humano – titular desses direitos – não pode abrir mão de sua condição humana e permitir a violação desses direitos. Segundo o professor André de Carvalho Ramos, ao afirmar que, o indivíduo é livre para não exercitar os seus direitos, salvo quando houver lesão à dignidade humana. Esse limite à autonomia ocorreu no chamado "Caso do Arremesso de Anões”, na França, em que uma casa noturna oferecia justamente este tipo de "brincadeira" aos clientes: arremessar anões. O caso chegou à Justiça, inclusive com o próprio anão defendendo a continuidade da atividade, mas o Conselho de Estado e o Comitê de Direitos Humanos entenderam pela proibição da prática, pois o respeito à dignidade humana limita a autonomia da vontade dos indivíduos. Historicidade - Possuem caráter histórico, nasceram com o Cristianismo e perduram até os dias de hoje. Interdependência ou complementariedade - Os direitos interpretados como um conjunto e não individualmente, para que se alcance o real objetivo do constituinte. Obs.: Todos os direitos humanos contribuem para a realização da dignidade humana, interagindo para a satisfação das necessidades essenciais do indivíduo, exigindo atenção integral a todos os direitos humanos, sem exclusão. Indivisibilidade - Todos os direitos humanos possuem a mesma proteção jurídica, uma vez que são essenciais para uma vida digna. Não há hierarquia entre os direitos. Propõe que todos os direitos são exigíveis, por serem todos importantes para a materialização da dignidade humana. Não exaurabilidade - Rol de direitos previstos na Constituição Federal e tratados internacionais meramente exemplificativo e não exclui o reconhecimento futuro de outros direitos. Princípio da Relatividade ou da Convivência das Liberdades Públicas. Os Direitos fundamentais podem ser restringidos por meio de normas constitucionais, leis ou de ponderação judicial. Gerações/Dimensões dos Direitos Fundamentais A doutrina, costuma classificar os direitos fundamentais em gerações de direitos, ou “dimensões” dos direitos fundamentais, no sentido de que uma nova “dimensão” não abandonaria as conquistas da “dimensão” anterior. Direitos e Deveres Individuais e Coletivos – art. 5° Direitos X Garantias Direitos: Disposições declaratórias Garantias: Disposições Assecuratórias Art. 5º - Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: Defina “pessoa” e disserte sobre o início da vida dela? 2ª CORRENTE: NIDAÇÃO A nidação nada mais é do que a fixação do óvulo fecundado no útero. Após a fecundação do óvulo nas trompas de Falópio ocorre uma movimentação até o endométrio. Lá chegando o futuro embrião deve fixar-se nesta espécie de parede do útero, de forma a permitir uma gravidez em perfeitas condições. A movimentação toda até o útero pode levar de 4 a 15 dias. Somente depois da fixação do óvulo fecundado no endométrio, ou seja, da nidação, é que a mulher começa a produzir o HCG, ou hormônio coriônico gonadotrófico. 3ª CORRENTE: APÓS 3 (TRÊS) MESES DE GESTAÇÃO (entendimento da 1ª Turma do STF) Fundamento científico: início da formaçãodo córtex cerebral, que desempenha um papel central em funções complexas do cérebro como na memória, atenção, consciência, linguagem, percepção e pensamento. O córtex cerebral corresponde à camada mais externa do cérebro dos vertebrados, sendo rico em neurônios e o local do processamento neuronal mais sofisticado e distinto. Sendo assim, antes dos três meses, não há qualquer potencialidade de vida fora do útero materno. Constatação da Morte LEI Nº 9.434/97. Art. 3º A retirada post mortem de tecidos, órgãos ou partes do corpo humano destinados a transplante ou tratamento deverá ser precedida de diagnóstico de MORTE ENCEFÁLICA, constatada e registrada por dois médicos não participantes das equipes de remoção e transplante, mediante a utilização de critérios clínicos e tecnológicos definidos por resolução do Conselho Federal de Medicina. Aborto Quais as exceções em que o aborto não é crime? Fundamentos utilizados pelo STF Feto Anencéfalo Exclusão da ilicitude Interpretação conforme à Constituição, com redução do alcance normativo dos dispositivos legais submetidos à sua apreciação. Descriminar - "retirar o crime" Discriminar - pode ser de forma positiva ou negativa, significa "retirar". A discriminação positiva são medidas que atendem o principio da razoabilidade e da proporcionalidade. Ações afirmativas são medidas de compensação que possuem caráter temporário. Súmulas e Jurisprudências importantes Proibição de tratamento diferenciado entre a licença-maternidade e a licença-adotante Os prazos da licença-adotante não podem ser inferiores ao prazo da licença-gestante, o mesmo valendo para as respectivas prorrogações. Em relação à licença-adotante, não é possível fixar prazos diversos em função da idade da criança adotada. STF. Plenário. RE 778889/PE, Rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 10/3/2016 (repercussão geral) (Info 817). Súmula Vinculante 37 Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia. Precedente Representativo "A questão central a ser discutida nestes autos refere-se à possibilidade de o Poder Judiciário ou a Administração Pública aumentar vencimentos ou estender vantagens a servidores públicos civis e militares, regidos pelo regime estatutário, com fundamento no princípio da isonomia, independentemente de lei." Princípio da Igualdade Isonomia Súmula 683 STF O limite de idade para a inscrição em concurso público só se legitima em face do Art. 7º XXX, da Constituição, quando possa ser justificado pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido. Art. 7º XXX - proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil; Direitos da Liberdade Art. 5º, IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem; VI – é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias; Obs.: o STF entende que mesmo aquela pessoa que não tenha crença terá proteção como se tivesse. Escusa ou Objeção ou Imperativo de Consciência VIII – ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei; A perda não é dos direitos políticos e sim do registro do número do titulo de eleitor. Assim, para recuperar o título basta que pague uma multa e faça um novo registro que terá um novo número. A suspensão dos direitos políticos pode ser temporária ou por prazo indeterminado. Ex.: preso foi condenado por decisão judicial transitada em julgado - suspensão dos direitos políticos por prazo determinado (o da pena fixada). Agora o indivíduo está em coma, há uma suspensão dos direitos políticos por prazo indeterminado, até que ele saia do coma. Obs.: a escusa de consciência só será admitida em tempos de paz. Em tempo de paz as Forças Armadas poderão atribuir serviço alternativo. Art. 143. O serviço militar é obrigatório nos termos da lei. § 1º - às Forças Armadas compete, na forma da lei, atribuir serviço alternativo aos que, em tempo de paz, após alistados, alegarem imperativo de consciência, entendendo-se como tal o decorrente de crença religiosa e de convicção filosófica ou política, para se eximirem de atividades de caráter essencialmente militar. Liberdade de expressão Obs.: Biografias: desnecessidade de autorização prévia do biografado “É inexigível o consentimento de pessoa biografada relativamente a obras biográficas literárias ou audiovisuais, sendo por igual desnecessária a autorização de pessoas retratadas como coadjuvantes ou de familiares, em caso de pessoas falecidas ou ausentes”. STF. Plenário. ADI 4815/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 10/6/2015 (Info 789). O Estado não pode determinar que os programas somente possam ser exibidos em determinados horários. Isso seria uma imposição, o que é vedado pelo texto constitucional por configurar censura. O Poder Público pode apenas recomendar os horários adequados. A classificação dos programas é indicativa (e não obrigatória). STF. Plenário. ADI 2404/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 31/8/2016 (Info 837). O art. 254 do ECA foi considerado parcialmente inconstitucional porque o Estado não "deverá" determinar os horários, ele pode somente "recomendar". Associações XVII – É plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar; XVIII – a criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas independem de autorização, sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento; XIX – as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em julgado; CF/88; art. 182. parágrafo 2° , CF: "A propriedade urbana cumpre sua função social quando atende às exigências fundamentais de ordenação da cidade expressas no plano diretor.“ Instrumento básico da política de desenvolvimento urbano; Aprovado pela Câmara Municipal; Obrigatório da para as cidades com mais de 20 mil habitantes. CF/88; art. 184. Compete à União desapropriar por interesse social, para fins de reforma agrária, o imóvel rural que não esteja cumprindo sua função social, mediante prévia e justa indenização em títulos da dívida agrária, com cláusula de preservação do valor real, resgatáveis no prazo de até vinte anos, a partir do segundo ano de sua emissão, e cuja utilização será definida em lei. § 1º As benfeitorias úteis e necessárias serão indenizadas em dinheiro. CF/88, art. 182 § 4º É facultado ao Poder Público municipal, mediante lei específica para área incluída no plano diretor, exigir, nos termos da lei federal, do proprietário do solo urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado, que promova seu adequado aproveitamento, sob pena, sucessivamente, de: I - parcelamento ou edificação compulsórios; II - imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana progressivo no tempo; III - desapropriação com pagamento mediante títulos da dívida pública de emissão previamente aprovada pelo Senado Federal, com prazo de resgate de até dez anos, em parcelas anuais, iguais e sucessivas, assegurados o valor real da indenização e os juros legais. CF/88; art. 243. As propriedades rurais e urbanas de qualquer região do País onde forem localizadas culturas ilegais de plantas psicotrópicas ou a exploração de trabalho escravo na forma da lei serão expropriadas e destinadas à reforma agrária e a programas de habitação popular, sem qualquer indenização ao proprietário e sem prejuízo de outras sanções previstas em lei, observado, no que couber, o disposto noart. 5º. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 81, de 2014). A expropriação prevista no art. 243 da Constituição Federal pode ser afastada, desde que o proprietário comprove que não incorreu em culpa, ainda que in vigilando ou in eligendo. STF. Plenário. RE 635336/PE, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 14/12/2016 (repercussão geral) (Info 851). Segurança XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial; Obs.: Caso do "Motorhome" - se estiver parado em via pública não será considerado casa segundo entendimento do STJ, apenas se estiver em um camping será considerado casa. CPP Art. 245. As buscas domiciliares serão executadas de dia, salvo se o morador consentir que se realizem à noite, e, antes de penetrarem na casa, os executores mostrarão e lerão o mandado ao morador, ou a quem o represente, intimando-o, em seguida, a abrir a porta. Questão: é constitucional uma lei que excepcione mais um caso de exceção a inviolabilidade do domicílio? Resposta: depende. A Lei 13301/2016 ainda não foi considerada inconstitucional. Obs.: Lei nº 13.301/2016 prevê o ingresso forçado em imóveis para eliminar criadouros do mosquito Aedes aegyptie. Assim, nos casos de imóvel abandonado, recusa do morador ou ausência do morador é possível o ingresso forçado de agentes de saúde. XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal; A proteção conferida aos emails deve ser empregada para conversas mantidas pelo whatsapp? Resposta Recentemente o STJ, informativo 593 de 20/10/2016, reforçou a seguinte tese: as conversas mantidas por whatsapp somente podem ser acessadas após prévia ordem judicial. Sendo assim, o delegado que, após apreender o telefone, acessa conversas do flagranteado sem prévia ordem judicial infringe os direitos fundamentais da nossa Bíblia Constitucional (Canotilho). INVIOLABILIDADE DA COMUNICAÇÃO DE DADOS: Acesso aos dados ≠ Comunicação de Dados: Não se questiona que a apreensão dos computadores da empresa do recorrente se fez regularmente, na conformidade e em cumprimento de mandado judicial. Não há violação do art. 5º, XII, da Constituição que, conforme se acentuou na sentença, não se aplica ao caso, pois não houve ‘quebra de sigilo das comunicações de dados (interceptação das comunicações), mas sim apreensão de base física na qual se encontravam os dados, mediante prévia e fundamentada decisão judicial’." (RE 418.416) A proteção a que se refere o art. 5º XII da Constituição, é da comunicação “de dados” e não dos “dados em si mesmos”, ainda quando armazenados em computador (cf. voto no MS 21.729, Pleno, 5.10.95, red. Néri da Silveira – RTJ 179/225, 270). Princípio da exclusividade A inviolabilidade do sigilo de dados (art. 5º, XII) complementa a previsão ao direito à intimidade e vida privada (art. 5º, X), sendo ambas as previsões de defesa da privacidade regidas pelo princípio da exclusividade, que pretende assegurar ao indivíduo. DADOS E INFORMAÇÕES CADASTRAIS DA VÍTIMA OU DE SUSPEITOS CPP, art. 13-A. Nos crimes previstos nos arts. 148, 149 e 149-A, no § 3º do art. 158 e no art. 159 do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), e no art. 239 da Lei n° 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), o membro do Ministério Público ou o delegado de polícia poderá requisitar, de quaisquer órgãos do poder público ou de empresas da iniciativa privada, dados e informações cadastrais da vítima ou de suspeitos. (Incluído pela Lei nº 13.344, de 2016). OBS 1: Inconstitucionalidade das interceptações realizadas antes de 1996 (provas ilícitas) - HC 74.586. OBS 2: Os elementos informativos da interceptação podem ser compartilhados para instruir o PAD (Inq 2.424-QO). OBS 3: crimes punidos com detenção: o STF (HC 83.515/RS) entende que as provas são admissíveis, desde que haja conexão com o delito que originou a interceptação; OBS 4: aplicação da Lei 9.296/96 em sistemas de informática e telemática. Conceitos relativos à matéria Escuta Telefônica - captação da comunicação telefônica por um terceiro, com o conhecimento de um dos comunicadores e desconhecimento do outro; A escuta e a gravação telefônicas, por não constituírem interceptação telefônica em sentido estrito, não estão sujeitas à Lei 9.296/1996, podendo ser utilizadas, a depender do caso concreto, como prova no processo.” (STJ, HC 161.053-SP, Rel. Min. Jorge Mussi, Quinta Turma – j. 27.11.2012). Gravação Telefônica (ou clandestina) - gravação da comunicação telefônica por um dos comunicadores, sem o conhecimento do outro. Jurisprudência do STF É possível a gravação telefônica por um dos interlocutores sem a autorização judicial, caso haja investida criminosa daquele que desconhece que a gravação está sendo feita. De acordo com o STF, é “inconsistente e fere o senso comum falar-se em violação do direito à privacidade quando interlocutor grava diálogo com sequestradores, estelionatários ou qualquer tipo de chantagista”. Nesse caso, percebe-se que a gravação clandestina foi feita em legítima defesa, sendo, portanto, legítima. STF,HC 75.338/RJ, Rel. Min. Nelson Jobim, j. 11.03.98, DJ de 25.09.98. Interceptação ambiental: captação sub-reptícia de uma comunicação no próprio ambiente dela, por um terceiro, sem o conhecimento dos comunicadores. Escuta ambiental: captação da comunicação no ambiente dela, por um terceiro, com o consentimento de um dos comunicadores; Gravação ambiental: captação no ambiente da comunicação por um dos comunicadores. STF (14.06.2014) no RE 795467 RE 414.426 "Nem todos os ofícios ou profissões podem ser condicionadas ao cumprimento de condições legais para o seu exercício. A regra é a liberdade. Apenas quando houver potencial lesivo na atividade é que pode ser exigida inscrição em conselho de fiscalização profissional. A atividade de músico prescinde de controle. Constitui, ademais, manifestação artística protegida pela garantia da liberdade de expressão." EXTRADIÇÃO EM CASO DE DUPLA NACIONALIDADE "O processo remete ao complexo problema da extradição no caso da dupla-nacionalidade, questão examinada pela Corte Internacional de Justiça no célebre caso Nottebohm. Naquele caso a Corte sustentou que na hipótese de dupla nacionalidade haveria uma prevalecente – a nacionalidade real e efetiva – identificada a partir de laços fáticos fortes entre a pessoa e o Estado. A falta de elementos concretos no presente processo inviabiliza qualquer solução sob esse enfoque." (HC 83.450, rel. p/ o ac. min. Nelson Jobim, julgamento em 26-8-2004, Plenário, DJ de 4-3-2005.) EXTRADIÇÃO DE BRASILEIRO NATO O brasileiro nato, quaisquer que sejam as circunstâncias e a natureza do delito, não pode ser extraditado, pelo Brasil, a pedido de governo estrangeiro, pois a Constituição da República, em cláusula que não comporta exceção, impede, em caráter absoluto, a efetivação da entrega extradicional daquele que é titular, seja pelo critério do jus soli, seja pelo critério do jus sanguinis, de nacionalidade brasileira primária ou originária. [HC 83.113 QO, rel. min. Celso de Mello, j. 26-6-2003, P, DJ de 29-8-2003.] Crime Comum – é um crime praticado por qualquer pessoa. Ex: tráfico de entorpecentes, roubo, furto, homicídio. Crime Próprio – é um crime que só pode ser praticado por determinada pessoa Ex: peculato, corrupção passiva, infanticídio. Crime de mão própria – é um crime que só pode ser praticado diretamente pela pessoa. Ex: falso testemunho, falsidade ideológica. Caso Cesare Battisti Na presente assentada, tendo em conta, sobretudo, os esclarecimentos prestados pelo Min. Eros Grau quanto aos fundamentos de seu voto, concluiu-seque o que decidido pela maioria do Tribunal teria sido no sentido de que a decisão do Supremo que defere a extradição não vincula o Presidente da República, o qual, entretanto, não pode agir com discricionariedade, ante a existência do tratado bilateral firmado entre o Brasil e a Itália.” (Ext 1.085-QO, em 16-12-09). “Noutras palavras, uma vez deferida a Extradição pelo Judiciário, estaria o Chefe do Executivo obrigado a entregar o extraditando? Essa indagação já foi enfrentada pela Corte, em Questão de Ordem resolvida no aludido processo extradicional, onde se entendeu que ‘a decisão de deferimento da extradição não vincula o Presidente da República, nos termos dos votos proferidos pelos Senhores Ministros Cármen Lúcia, Joaquim Barbosa, Carlos Britto, Marco Aurélio e Eros Grau’ (Tribunal Pleno, 16/12/2009). Entrega ou Surrender CF/88, ART. 5º § 4º O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha manifestado adesão. Expulsão Lei nº 6.815 de 1980 Art. 65. - É passível de expulsão o estrangeiro que, de qualquer forma, atentar contra a segurança nacional, a ordem política ou social, a tranqüilidade ou moralidade pública e a economia popular, ou cujo procedimento o torne nocivo à conveniência e aos interesses nacionais. COMPETÊNCIA EXCLUSIVA PARA EXPULSÃO “(...) competência desta Suprema Corte para julgamento do presente habeas corpus. Isso porque a competência da expulsão é exclusiva do presidente da República (Lei 6.815/1980, art. 66), com delegação desses poderes ao ministro de Estado da Justiça, a partir do Decreto 3.447/2000 (art. 1º). O fato de o presidente da República delegar ao ministro de Estado da Justiça, mediante ato administrativo por ele próprio assinado, o exercício da competência legal de expulsão de estrangeiro não implica disposição da própria competência.” (HC 101.528, voto do rel. min. Dias Toffoli, julgamento em 9-12-2010, Plenário, DJE de 22-3-2011.) Vide: HC 101.269, rel. min. Cármen Lúcia, julgamento em 3-8-2010, Primeira Turma, DJE de 20-8-2010 Súmula nº 1 STF É VEDADA A EXPULSÃO DE ESTRANGEIRO CASADO COM BRASILEIRA, OU QUE TENHA FILHO BRASILEIRO, DEPENDENTE DA ECONOMIA PATERNA. Súmula nº 421 STF “NÃO IMPEDE A EXTRADIÇÃO A CIRCUNSTÂNCIA DE SER O EXTRADITANDO CASADO COM BRASILEIRA OU TER FILHO BRASILEIRO.” Lei nº 6.815 de 1980 (DEPORTAÇÃO) Art. 57. Nos casos de entrada ou estada irregular de estrangeiro, se este não se retirar voluntariamente do território nacional no prazo fixado em Regulamento, será promovida sua deportação. Deportação - É a retirada compulsória do estrangeiro do Brasil devido a irregularidades na sua entrada ou permanência. Poder Executivo Estrutura: PODER EXECUTIVO FEDERAL: Exercido pelo Presidente da República auxiliado pelos Ministros de Estado PODER EXECUTIVO ESTADUAL / DISTRITAL Exercido pelo Governador auxiliado pelos Secretários de Estado PODER EXECUTIVO MUNICIPAL: Exercido pelo Prefeito auxiliado pelos Secretários do Município POSSE E COMPROMISSO – art. 78 “O Presidente e o Vice-Presidente da República tomarão posse em sessão do Congresso Nacional, prestando o compromisso de manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil.” Art. 82. O mandato do Presidente da República é de quatro anos e terá início em primeiro de janeiro do ano seguinte ao da sua eleição. Art. 78, p.ú: “Se, decorridos dez dias da data fixada para a posse, o Presidente ou o Vice-Presidente, salvo motivo de força maior, não tiver assumido o cargo, este será declarado vago.” ”Os substitutos eventuais do presidente da República a que se refere o art. 80 da Constituição Federal, caso ostentem a posição de réus criminais perante o Supremo Tribunal Federal, ficarão impossibilitados de exercer o ofício de presidente da República.” ADPF 402 MC-REF/DF, rel. Min. Marco Aurélio, 7.12.2016. Art. 80. Em caso de impedimento do Presidente e do Vice-Presidente, ou vacância dos respectivos cargos, serão sucessivamente chamados ao exercício da Presidência o Presidente da Câmara dos Deputados, o do Senado Federal e o do Supremo Tribunal Federal. ATRIBUIÇÕES DO PRESIDENTE – art. 84 Chefe de Estado – Chefe da RFB – representação da RFB nas suas relações internacionais e corporificação da unidade interna do Estado – art. 84, VII e VIII, XIX a XXII. Chefe de Governo – Chefe do Poder Executivo da União – representação interna, gerência dos negócios internos, tanto os de natureza política (participação no processo legislativo), como nos de natureza eminentemente administrativa – art. 84, I a VI, IX a XVIII, XXIII a XXVII. Competências do Presidente como Chefe de Estado: VII - manter relações com Estados estrangeiros e acreditar seus representantes diplomáticos; VIII - celebrar tratados, convenções e atos internacionais, sujeitos a referendo do Congresso Nacional; XIX - declarar guerra, no caso de agressão estrangeira, autorizado pelo Congresso Nacional ou referendado por ele, quando ocorrida no intervalo das sessões legislativas, e, nas mesmas condições, decretar, total ou parcialmente, a mobilização nacional; XX - celebrar a paz, autorizado ou com o referendo do Congresso Nacional; XXI - conferir condecorações e distinções honoríficas; XXII - permitir, nos casos previstos em lei complementar, que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente; Competências do Presidente como Chefe de Governo: I - nomear e exonerar os Ministros de Estado; II - exercer, com o auxílio dos Ministros de Estado, a direção superior da administração federal; III - iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos nesta Constituição; IV - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução; V - vetar projetos de lei, total ou parcialmente; VI - dispor, mediante decreto (autônomo), sobre: a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos; b) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos; IX - decretar o estado de defesa e o estado de sítio; X - decretar e executar a intervenção federal; XI - remeter mensagem e plano de governo ao Congresso Nacional por ocasião da abertura da sessão legislativa, expondo a situação do País e solicitando as providências que julgar necessárias; XII - conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos órgãos instituídos em lei; XIII - exercer o comando supremo das Forças Armadas, nomear os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, promover seus oficiais-generais e nomeá-los para os cargos que lhes são privativos; XIV - nomear, após aprovação pelo Senado Federal, os Ministros do STF e dos Tribunais Superiores, os Governadores de Territórios, o Procurador-Geral da República, o presidente e os diretores do banco central e outros servidores, quando determinado em lei; Competências do Presidente como Chefe de Governo: XV - nomear, observado o disposto no art. 73, os Ministros do Tribunal de Contas da União; (1/3 dos Min. do TCU com aprovação do Senado) XVI - nomear os magistrados (dos TRTs, TREs e TRFs) nos casos previstos nesta Constituição, e o Advogado-Geral da União; XVII - nomear membros do Conselho da República, nos termos do art. 89, VII; XVIII - convocar e presidir o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional; XXIII - enviar ao Congresso Nacional o plano plurianual, o projeto de lei de diretrizes orçamentárias e as propostas de orçamento previstos na CF; XXIV - prestar, anualmente, ao Congresso Nacional, dentro de 60 dias após a abertura da sessão legislativa, as contas referentes ao exercício anterior; (c/c art. 49, IX; 51, II e art. 71, I) XXV - prover e extinguir os cargos públicos federais, na forma da lei; XXVI - editar medidas provisórias com força de lei, nos termos do art. 62; XXVII - exercer outras atribuiçõesprevistas nesta Constituição. Essas atribuições são indelegáveis, salvo: • VI (dispor, mediante decreto, sobre: a organização e funcionamento da administração federal ...; a extinção de funções ou cargos públicos vagos); • XII (conceder indulto e comutar penas); • XXV, primeira parte (só prover cargos públicos federais, extingui-los não). A delegação será aos Ministros de Estado, ao PGR e ao AGU, que observarão os limites traçados nas respectivas delegações (art. 84, p. ú.) PRERROGATIVAS E IMUNIDADES PRESIDENCIAIS – art. 86 O Presidente da República não tem imunidade material (para palavras, votos e opiniões) bem como o governador e o prefeito, possuem apenas imunidade formal. 1) FORO PRIVILEGIADO – art. 86, caput Infrações penais comuns Supremo Tribunal Federal Crimes de responsabilidade Senado Federal • foro privilegiado, por ser prerrogativa inerente à função, somente subsistirá durante o mandato. Extinto esse, caso ainda não haja sido julgado, o processo será deslocado, na fase em que estiver, para a justiça comum. 2) IMUNIDADE QUANTO À PRISÃO – art. 86. § 3º O Presidente da República não estará sujeito à prisão (nem em flagrante delito, nem por ordem judicial), salvo quando sobrevier sentença condenatória (transitada em julgado), nas infrações penais comuns (ligadas ao exercício da função presidencial). 3) IRRESPONSABILIDADE RELATIVA – art. 86, § 4º O Presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado (criminalmente) por atos estranhos ao exercício de suas funções. Atos estranhos ao exercício de suas funções - são os atos praticados antes do início do mandato e os que hajam sido praticados durante o mandato, mas que não tenham conexão com o exercício da função presidencial. Quanto aos atos estranhos, enquanto durar o mandato o Presidente da República fica imune à responsabilização, não podendo ser processado pelos delitos. Observe que a irresponsabilidade do Presidente é relativa: ele não responde por atos estranhos à sua função, mas, pelos atos ligados à função, pode ser responsabilizado. Súmula vinculante 46-STF: A definição dos crimes de responsabilidade e o estabelecimento das respectivas normas de processo e julgamento são da competência legislativa privativa da União. Os ministros do STF analisaram três ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs 4.791, 4.792 e 4.800) propostas pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil contra as constituições estaduais do Paraná, Espírito Santo e Rondônia. Ações questionavam dispositivos semelhantes das constituições dos três estados com o objetivo de definir as competências para processamento e julgamento do governador nos crimes comuns e nos crimes de responsabilidade. E decidiram: O Estado-membro não pode dispor sobre crime de responsabilidade, ainda que seja na Constituição estadual. Isso porque a competência para legislar sobre crime de responsabilidade é privativa da União, nos termos do art. 22, I, e art. 85 da CF/88. Assim sendo, as Constituições estaduais não podem prever que os Governadores serão julgados pela Assembleia Legislativa em caso de crimes de responsabilidade. Isso porque o art. 78, § 3º da Lei 1.079/50 afirma que a competência para julgar os Governadores de Estado em caso de crimes de responsabilidade é de um “Tribunal Especial”, composto especialmente para julgar o fato e que será formado por 5 Deputados Estaduais e 5 Desembargadores, sob a presidência do Presidente do Tribunal de Justiça. Durante a fase inicial de tramitação de processo instaurado contra Governador, a Constituição estadual deve obedecer à sistemática disposta na legislação federal. Isso porque não há nada que impeça que as Constituições estaduais estendam aos Governadores, por simetria, essa prerrogativa assegurada ao Presidente da República no art. 51, I, da CF/88. ou seja, necessidade de autorização prévia de 2/3 dos membros da Assembleia Legislativa para que sejam iniciadas ações dirigidas contra o Governador de Estado. Plenário. ADI 4791/PR, Rel. Min. Teori Zavascki; ADI 4800/RO e ADI 4792/ES, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgados em 12/2/2015. Deliberou o Plenário do Supremo que não há necessidade de prévia autorização da Assembleia Legislativa para o recebimento de denúncia ou queixa e instauração de ação penal contra governador de Estado, por crime comum, cabendo ao Superior Tribunal de Justiça, no ato de recebimento ou no curso do processo, dispor, fundamentadamente, sobre a aplicação de medidas cautelares penais, inclusive afastamento do cargo. (...) esclareceu que não há na CF exigência expressa de que o processo contra Governador, por crimes comuns, dependa de prévia autorização do Legislativo Estadual, não havendo assim razão para que os Estados-membros lancem tal exigência em suas constituições (…) o fato da CF (art. 51, I) exigir prévia autorização da Câmara dos Deputados para o processo contra o Presidente pela prática de crime comum não pode ser estendida ao Governador de Estado. STF. Plenário. ADI 5540/MG, julgado em 3/5/2017. ADI 4764, 4797 e 4798, todas do dia 04/05/17 Tribunal de Contas “Trata-se de um tribunal de índole técnica e política, criado para fiscalizar o correto emprego dos recursos públicos. Os Tribunais de Contas realizam controle de legitimidade, economicidade e de eficiência, verificando se os atos praticados pelos entes controlados estão de acordo com a moralidade, eficiência, proporcionalidade” (STF. 1ª Turma. MS 33340/DF, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 26/5/2015 ) Art. 70. A fiscalização (...) da União e das entidades da administração direta e indireta (...) será exercida pelo Congresso Nacional, mediante controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder. Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União (...). Art. 74. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada, sistema de controle interno (...). Controle interno – Art. 74. Art. 74. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada, sistema de controle interno com a finalidade de: I - avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução dos programas de governo e dos orçamentos da União; II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência, da gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração federal, bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado; III - exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e haveres da União; IV - apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional. § 1º - Os responsáveis pelo controle interno, ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade, dela darão ciência ao Tribunal de Contas da União, sob pena de responsabilidade solidária. § 2º - Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legítima para, na forma da lei, denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas da União. Estrutura do TCU: Art. 73. O Tribunal de Contas da União, integrado por nove Ministros, tem sede no Distrito Federal, quadro próprio de pessoal e jurisdição em todo o território nacional, exercendo, no que couber, as atribuições previstas no art. 96. Além dos 9 Ministros, há 4 auditores e membros do MPTC, in verbis: Art. 130. “Aos membros do Ministério Público junto aos Tribunais de Contas aplicam-se as disposições atinentes ao Ministério Público quanto a direitos, vedações e forma de investidura. Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União, ao qual compete: I - apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da República, mediante parecer prévio que deverá ser elaborado em sessenta dias a contar de seu recebimento; II - julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicosda administração direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público federal, e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público; III - apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a qualquer título, na administração direta e indireta, incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, excetuadas as nomeações para cargo de provimento em comissão, bem como a das concessões de aposentadorias, reformas e pensões, ressalvadas as melhorias posteriores que não alterem o fundamento legal do ato concessório; IV - realizar, por iniciativa própria, da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, de Comissão técnica ou de inquérito, inspeções e auditorias de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial, nas unidades administrativas dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, e demais entidades referidas no inciso II; V - fiscalizar as contas nacionais das empresas supranacionais de cujo capital social a União participe, de forma direta ou indireta, nos termos do tratado constitutivo; VI - fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União mediante convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres, a Estado, ao Distrito Federal ou a Município; VII - prestar as informações solicitadas pelo Congresso Nacional, por qualquer de suas Casas, ou por qualquer das respectivas Comissões, sobre a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial e sobre resultados de auditorias e inspeções realizadas; VIII - aplicar aos responsáveis, em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas, as sanções previstas em lei, que estabelecerá, entre outras cominações, multa proporcional ao dano causado ao erário; IX - assinar prazo para que o órgão ou entidade adote as providências necessárias ao exato cumprimento da lei, se verificada ilegalidade; X - sustar, se não atendido, a execução do ato impugnado, comunicando a decisão à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal; XI - representar ao Poder competente sobre irregularidades ou abusos apurados. § 1º - No caso de contrato, o ato de sustação será adotado diretamente pelo Congresso Nacional, que solicitará, de imediato, ao Poder Executivo as medidas cabíveis. § 2º - Se o Congresso Nacional ou o Poder Executivo, no prazo de noventa dias, não efetivar as medidas previstas no parágrafo anterior, o Tribunal decidirá a respeito. § 3º - As decisões do Tribunal de que resulte imputação de débito ou multa terão eficácia de título executivo. § 4º - O Tribunal encaminhará ao Congresso Nacional, trimestral e anualmente, relatório de suas atividades. ”O STF possui precedentes no sentido de que o TCU não detém legitimidade para requisitar diretamente informações que importem quebra de sigilo bancário.” STF. 1ª Turma. MS 33340/DF, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 26/5/2015. O TCU tem legitimidade para anular acordo extrajudicial firmado entre particulares e a Administração Pública, quando não homologado judicialmente. Se o acordo foi homologado judicialmente, o TCU não pode anulá-lo porque a questão já passou a ser de mérito da decisão judicial, o que não pode ser revisto pelo Tribunal de Contas. 1ª Turma. MS 24379/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 7/4/2015. O TCU possui competência para decretar, no início ou no curso de qualquer procedimento de apuração que lá tramite, a indisponibilidade dos bens do responsável por prazo não superior a 1 ano (art. 44, § 2º da Lei 8.443/92). STF. 2ª Turma. MS 33092/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 24/3/2015. Poder Judiciário ADVOCACIA-GERAL DA UNIÃO MINISTÉRIO PÚBLICO PROCURADORIAS (ESTADOS, DF E MUNICIPIOS) DEFENSORIA PÚBLICA TRIBUNAL DE CONTAS TRIBUNAL MARÍTIMO JUSTIÇA DESPORTIVA JUSTIÇA ARBITRAL ... NÃO SÃO ÓRGÃOS DO PODER JUDICIÁRIO!!! Obs.: Instância é nível de jurisdição. Grau é o número de vezes que o processo foi analisado. Entrância é categoria de comarca. Comarca de primeira entrância é juízo único. INGRESSO: 1ª Instância – 93, I TJ, TRF, TRT, TST – Quinto Constitucional (Art. 94, 107, I, 111-A,I, 115, I) STJ – Terço constitucional (art. 104, II) STF – 100% (art. 101, p.ú) “A exigência de submissão do nome escolhido pelo governador à Casa Legislativa, para preenchimento de vaga destinada ao quinto constitucional, invade a atuação do Poder Executivo. O procedimento para a escolha dos Desembargadores foi tratado de forma exaustiva pelo art. 94 da CF/88, não podendo o constituinte estadual inovar e estabelecer novas etapas que não estejam expressamente previstas na Carta Federal.” STF. Plenário. ADI 4150/SP, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 25/2/2015 PROMOÇÃO Art. 93, II - promoção de entrância para entrância, alternadamente, por antigüidade e merecimento, atendidas as seguintes normas: a) é obrigatória a promoção do juiz que figure por três vezes consecutivas ou cinco alternadas em lista de merecimento; b) a promoção por merecimento pressupõe dois anos de exercício na respectiva entrância e integrar o juiz a primeira quinta parte da lista de antigüidade desta, salvo se não houver com tais requisitos quem aceite o lugar vago; c) aferição do merecimento conforme o desempenho e pelos critérios objetivos de produtividade e presteza no exercício da jurisdição e pela freqüência e aproveitamento em cursos oficiais ou reconhecidos de aperfeiçoamento; d) na apuração de antigüidade, o tribunal somente poderá recusar o juiz mais antigo pelo voto fundamentado de dois terços de seus membros, conforme procedimento próprio, e assegurada ampla defesa, repetindo-se a votação até fixar-se a indicação; e) não será promovido o juiz que, injustificadamente, retiver autos em seu poder além do prazo legal, não podendo devolvê-los ao cartório sem o devido despacho ou decisão. GARANTIAS Art. 95. Os juízes gozam das seguintes garantias: I - vitaliciedade, que, no primeiro grau, só será adquirida após dois anos de exercício, dependendo a perda do cargo, nesse período, de deliberação do tribunal a que o juiz estiver vinculado, e, nos demais casos, de sentença judicial transitada em julgado; art. 93 - IV previsão de cursos oficiais de preparação, aperfeiçoamento e promoção de magistrados, constituindo etapa obrigatória do processo de vitaliciamento a participação em curso oficial ou reconhecido por escola nacional de formação e aperfeiçoamento de magistrados; II - inamovibilidade, salvo por motivo de interesse público, na forma do art. 93, VIII; Art. 93, VIII o ato de remoção, disponibilidade e aposentadoria do magistrado, por interesse público, fundar-se-á em decisão por voto da maioria absoluta do respectivo tribunal ou do Conselho Nacional de Justiça, assegurada ampla defesa. III - irredutibilidade de subsídio, ressalvado o disposto nos arts. 37, X e XI, 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I. Parágrafo único. Aos juízes é vedado: I - exercer, ainda que em disponibilidade, outro cargo ou função, salvo uma de magistério; II - receber, a qualquer título ou pretexto, custas ou participação em processo; III - dedicar-se à atividade político-partidária. IV - receber, a qualquer título ou pretexto, auxílios ou contribuições de pessoas físicas, entidades públicas ou privadas, ressalvadas as exceções previstas em lei; V - exercer a advocacia no juízo ou tribunal do qual se afastou, antes de decorridos três anos do afastamento do cargo por aposentadoria ou exoneração. Outras previsões acerca do Estatuto da Magistratura: V - o subsídio dos Ministros dos Tribunais Superiores corresponderá a noventa e cinco por cento do subsídio mensal fixado para os Ministros do Supremo Tribunal Federal e os subsídios dos demais magistrados serão fixados em lei e escalonados, em nível federal e estadual, conforme as respectivas categorias da estrutura judiciária nacional, não podendo a diferença entre uma e outra ser superior a dez por cento ou inferiora cinco por cento, nem exceder a noventa e cinco por cento do subsídio mensal dos Ministros dos Tribunais Superiores, obedecido, em qualquer caso, o disposto nos arts. 37, XI, e 39, § 4º; VI - a aposentadoria dos magistrados e a pensão de seus dependentes observarão o disposto no art. 40; VII - o juiz titular residirá na respectiva comarca, salvo autorização do tribunal; VIII - A a remoção a pedido ou a permuta de magistrados de comarca de igual entrância atenderá, no que couber, ao disposto nas alíneas a , b , c e e do inciso II; IX - todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade, podendo a lei limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, ou somente a estes, em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação; X as decisões administrativas dos tribunais serão motivadas e em sessão pública, sendo as disciplinares tomadas pelo voto da maioria absoluta de seus membros; XI nos tribunais com número superior a vinte e cinco julgadores, poderá ser constituído órgão especial, com o mínimo de onze e o máximo de vinte e cinco membros, para o exercício das atribuições administrativas e jurisdicionais delegadas da competência do tribunal pleno, provendo-se metade das vagas por antigüidade e a outra metade por eleição pelo tribunal pleno; XII a atividade jurisdicional será ininterrupta, sendo vedado férias coletivas nos juízos e tribunais de segundo grau, funcionando, nos dias em que não houver expediente forense normal, juízes em plantão permanente; XIII o número de juízes na unidade jurisdicional será proporcional à efetiva demanda judicial e à respectiva população; XIV os servidores receberão delegação para a prática de atos de administração e atos de mero expediente sem caráter decisório; XV a distribuição de processos será imediata, em todos os graus de jurisdição. GARANTIAS DO PODER JUDICIÁRIO (ORGÂNICA) AUTONOMIA FUNCIONAL ADMINISTRATIVA E FINANCEIRA Art. 96. Compete privativamente: I - aos tribunais: a) eleger seus órgãos diretivos e elaborar seus regimentos internos, com observância das normas de processo e das garantias processuais das partes, dispondo sobre a competência e o funcionamento dos respectivos órgãos jurisdicionais e administrativos; b) organizar suas secretarias e serviços auxiliares e os dos juízos que lhes forem vinculados, velando pelo exercício da atividade correicional respectiva; c) prover, na forma prevista nesta Constituição, os cargos de juiz de carreira da respectiva jurisdição; d) propor a criação de novas varas judiciárias; e) prover, por concurso público de provas, ou de provas e títulos, obedecido o disposto no art. 169, parágrafo único, os cargos necessários à administração da Justiça, exceto os de confiança assim definidos em lei; f) conceder licença, férias e outros afastamentos a seus membros e aos juízes e servidores que lhes forem imediatamente vinculados; GARANTIAS DO PODER JUDICIÁRIO (ORGÂNICA) AUTONOMIA FUNCIONAL ADMINISTRATIVA E FINANCEIRA Art. 96. Compete privativamente: I - aos tribunais: a) eleger seus órgãos diretivos e elaborar seus regimentos internos, com observância das normas de processo e das garantias processuais das partes, dispondo sobre a competência e o funcionamento dos respectivos órgãos jurisdicionais e administrativos; b) organizar suas secretarias e serviços auxiliares e os dos juízos que lhes forem vinculados, velando pelo exercício da atividade correicional respectiva; c) prover, na forma prevista nesta Constituição, os cargos de juiz de carreira da respectiva jurisdição; d) propor a criação de novas varas judiciárias; e) prover, por concurso público de provas, ou de provas e títulos, obedecido o disposto no art. 169, parágrafo único, os cargos necessários à administração da Justiça, exceto os de confiança assim definidos em lei; f) conceder licença, férias e outros afastamentos a seus membros e aos juízes e servidores que lhes forem imediatamente vinculados; Art. 99. Ao Poder Judiciário é assegurada autonomia administrativa e financeira. § 1º - Os tribunais elaborarão suas propostas orçamentárias dentro dos limites estipulados conjuntamente com os demais Poderes na lei de diretrizes orçamentárias. § 2º - O encaminhamento da proposta, ouvidos os outros tribunais interessados, compete: I - no âmbito da União, aos Presidentes do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores, com a aprovação dos respectivos tribunais; II - no âmbito dos Estados e no do Distrito Federal e Territórios, aos Presidentes dos Tribunais de Justiça, com a aprovação dos respectivos tribunais. § 3º Se os órgãos referidos no § 2º não encaminharem as respectivas propostas orçamentárias dentro do prazo estabelecido na lei de diretrizes orçamentárias, o Poder Executivo considerará, para fins de consolidação da proposta orçamentária anual, os valores aprovados na lei orçamentária vigente, ajustados de acordo com os limites estipulados na forma do § 1º deste artigo. § 4º Se as propostas orçamentárias de que trata este artigo forem encaminhadas em desacordo com os limites estipulados na forma do § 1º, o Poder Executivo procederá aos ajustes necessários para fins de consolidação da proposta orçamentária anual. § 5º Durante a execução orçamentária do exercício, não poderá haver a realização de despesas ou a assunção de obrigações que extrapolem os limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias, exceto se previamente autorizadas, mediante a abertura de créditos suplementares ou especiais. Súmula Vinculante (art. 103-A) Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. § 1º A súmula terá por objetivo a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja controvérsia atual entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica. § 2º Sem prejuízo do que vier a ser estabelecido em lei, a aprovação, revisão ou cancelamento de súmula poderá ser provocada por aqueles que podem propor a ação direta de inconstitucionalidade. (L. 11.417/06). § 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando-a procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso. Conselho Nacional de Justiça (art. 103 - B) Art. 92. São órgãos do Poder Judiciário: I - o Supremo Tribunal Federal; I-A o Conselho Nacional de Justiça (...) Art. 103-B, § 4º Compete ao Conselho o controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos juízes, cabendo-lhe, além de outras atribuições que lhe forem conferidas pelo Estatuto da Magistratura. Art. 102, Compete ao STF: I Processar e julgar: r) as ações contra o Conselho Nacional de Justiça e contra o Conselho Nacional do Ministério Público; “O STF não tem competência para processar e julgar ações decorrentes de decisões negativas do CNMP e do CNJ. Segundo entende o STF, como o conteúdo da decisão do CNJ/CNMP foi “negativo”, ele não decidiu nada. Se não decidiu nada, não praticou nenhum ato. Se não praticou nenhum ato, não existe ato do CNJ/CNMP a ser atacado no STF.” STF. 1ª Turma. MS 33163/DF, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ o acórdão Min. Roberto Barroso, julgadoem 5/5/2015 (Info 784). Art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal: II - processar e julgar os Ministros do Supremo Tribunal Federal, os membros do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público, o Procurador-Geral da República e o Advogado-Geral da União nos crimes de responsabilidade; Parágrafo único. Nos casos previstos nos incisos I e II, funcionará como Presidente o do Supremo Tribunal Federal, limitando-se a condenação, que somente será proferida por dois terços dos votos do Senado Federal, à perda do cargo, com inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis. Art. 103-B. O Conselho Nacional de Justiça compõe-se de 15 (quinze) membros com mandato de 2 (dois) anos, admitida 1 (uma) recondução, sendo: • 9 Magistrados; • 2 Membros do MP; • 2 Advogados; • 2 cidadãos. § 2º Os demais membros do Conselho serão nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal. § 3º Não efetuadas, no prazo legal, as indicações previstas neste artigo, caberá a escolha ao Supremo Tribunal Federal. § 1º O Conselho será presidido pelo Presidente do Supremo Tribunal Federal e, nas suas ausências e impedimentos, pelo Vice-Presidente do Supremo Tribunal Federal. § 5º O Ministro do Superior Tribunal de Justiça exercerá a função de Ministro-Corregedor e ficará excluído da distribuição de processos no Tribunal, competindo-lhe, além das atribuições que lhe forem conferidas pelo Estatuto da Magistratura, as seguintes: I receber as reclamações e denúncias, de qualquer interessado, relativas aos magistrados e aos serviços judiciários; II exercer funções executivas do Conselho, de inspeção e de correição geral; III requisitar e designar magistrados, delegando-lhes atribuições, e requisitar servidores de juízos ou tribunais, inclusive nos Estados, Distrito Federal e Territórios. § 6º Junto ao Conselho oficiarão o Procurador-Geral da República e o Presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. § 4º Compete ao Conselho o controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos juízes, cabendo-lhe, além de outras atribuições que lhe forem conferidas pelo Estatuto da Magistratura: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) I - zelar pela autonomia do Poder Judiciário e pelo cumprimento do Estatuto da Magistratura, podendo expedir atos regulamentares, no âmbito de sua competência, ou recomendar providências; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) II - zelar pela observância do art. 37 e apreciar, de ofício ou mediante provocação, a legalidade dos atos administrativos praticados por membros ou órgãos do Poder Judiciário, podendo desconstituí-los, revê-los ou fixar prazo para que se adotem as providências necessárias ao exato cumprimento da lei, sem prejuízo da competência do Tribunal de Contas da União; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) III receber e conhecer das reclamações contra membros ou órgãos do Poder Judiciário, inclusive contra seus serviços auxiliares, serventias e órgãos prestadores de serviços notariais e de registro que atuem por delegação do poder público ou oficializados, sem prejuízo da competência disciplinar e correicional dos tribunais, podendo avocar processos disciplinares em curso e determinar a remoção, a disponibilidade ou a aposentadoria com subsídios ou proventos proporcionais ao tempo de serviço e aplicar outras sanções administrativas, assegurada ampla defesa; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) IV representar ao Ministério Público, no caso de crime contra a administração pública ou de abuso de autoridade; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) V rever, de ofício ou mediante provocação, os processos disciplinares de juízes e membros de tribunais julgados há menos de um ano; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) VI elaborar semestralmente relatório estatístico sobre processos e sentenças prolatadas, por unidade da Federação, nos diferentes órgãos do Poder Judiciário; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) VII elaborar relatório anual, propondo as providências que julgar necessárias, sobre a situação do Poder Judiciário no País e as atividades do Conselho, o qual deve integrar mensagem do Presidente do Supremo Tribunal Federal a ser remetida ao Congresso Nacional, por ocasião da abertura da sessão legislativa. Sistema Constitucional das crises • Constitucionalização das circunstâncias excepcionais • Dois critérios para sua formação: a) Necessidade - precisa ser extremamente necessária. Se não tiver a necessidade, será um golpe. b) Temporariedade ESTADO DE LEGALIDADE EXTRAORDINÁRIA A) Estado de defesa - Medidas temporárias para preservar ou restabelecer, em uma área restrita e determinada, a ordem pública ou a paz social ameaçadas por grave e iminente instabilidade institucional ou atingidas por calamidades de grandes proporções na natureza (art. 136 da CRFB). B) Estado de sítio - Adoção de medidas temporárias durante situações de extrema gravidade ocasionadas por comoção de grave repercussão nacional, conflito armado com Estado estrangeiro ou, ainda, quando as medidas tomadas durante o estado de defesa não se mostrarem adequadas e suficientes. (art. 137 CR) C) Intervenção federal – Quando ocorre ofensa aos princípios constitucionais sensíveis (art. 34 e seguintes da CR) ESTADO DE DEFESA Medidas temporárias para preservar ou restabelecer, em uma área restrita e determinada, a ordem pública ou a paz social ameaçadas por grave e iminente instabilidade institucional ou atingidas por calamidades de grandes proporções na natureza (art. 136 da CRFB). Pressupostos materiais, alternativos (art. 136, caput): a) Grave e iminente instabilidade institucional; b) Calamidade de grandes proporções na natureza. Pressupostos formais, cumulativos (art. 136, caput, §§ 1º e 2º): a) Prévia manifestação do Conselho da República e do Conselho de Defesa Nacional (órgãos consultivos). b) Decretação pelo Presidente da República; Requisitos: TAM a) Tempo: Previsão do prazo de duração da medida que poderá ser, no máximo, de 30 dias, podendo ser prorrogado por uma única vez; b) Área: Especificação das áreas abrangidas; • Medida: Indicação das medidas coercitivas, que podem ser as especificadas no art. 136, §1: § 1º O decreto que instituir o estado de defesa determinará o tempo de sua duração, especificará as áreas a serem abrangidas e indicará, nos termos e limites da lei, as medidas coercitivas a vigorarem, dentre as seguintes: I - restrições aos direitos de: a) reunião, ainda que exercida no seio das associações; b) sigilo de correspondência; c) sigilo de comunicação telegráfica e telefônica; II - ocupação e uso temporário de bens e serviços públicos, na hipótese de calamidade pública, respondendo a União pelos danos e custos decorrentes. CONTROLES NO ESTADO DE DEFESA • Controle político: a) Concomitante: cabe ao CN decidir, por maioria absoluta, sobre a decretação do Estado de Defesa ou de sua prorrogação (art. 136, § 4º); além, as medidas serão acompanhadas e fiscalizadas por uma Comissão composta por cinco membros da Mesa do CN (art. 140) b) Posterior: o PR deverá enviar mensagem ao CN, especificando e justificando as providências adotadas (art. 141, p.u.). Obs.: caso haja arbítrio ou excesso, poderá haver a responsabilização dos executores ou agentes (art. 141, caput). • Controle jurisdicional: a) Concomitante (art. 136, § 3º, I a III): prisão por crime contra o Estado – o executor da medida deverá comunica-la ao juiz competente, mencionando o estado físico e mental do detido no momento de sua atuação, sendo vedada a sua incomunicabilidade; caso a autoridade judicial considere a prisão ilegal, ou verifique ser superior a 10 dias, sem autorização do Judiciário, deverá determinar seu relaxamento. b) Posterior - Cessado o estado de defesa ou oestado de sítio, cessarão também seus efeitos, sem prejuízo da responsabilidade pelos ilícitos cometidos por seus executores ou agentes.(art. 141 caput). ESTADO DE SÍTIO Adoção de medidas temporárias durante situações de extrema gravidade ocasionadas por comoção de grave repercussão nacional, conflito armado com Estado estrangeiro ou, ainda, quando as medidas tomadas durante o estado de defesa não se mostrarem adequadas e suficientes. Pressupostos materiais, alternativos (art. 137): a) Comoção grave de repercussão nacional; b) Ocorrência de fatos que comprovem a ineficácia de medida tomada durante o estado de defesa; c) Declaração de estado de guerra ou resposta à agressão armada estrangeira. (Ver art. 84, XIX, c/c art. 49, II). Pressupostos formais, cumulativos: a) Oitiva do Conselho da República (CR, arts. 89 e 90, I) e do Conselho de Defesa Nacional (CR, art. 91, §1º, II) – órgãos consultivos; b) Solicitação ao Congresso Nacional (ver arts. 137, p.u., c/c 138, § 2º). Requisitos: TAM a) Tempo: (art. 138, § 1º): I. No caso do art. 137, I: trinta dias, prorrogado por quantas vezes forem necessárias, vedada à prorrogação por prazo superior; II. No caso do art. 137, II: tempo que perdurar a guerra ou a agressão armada estrangeira. b) Área: Pode ser até todo território nacional; c) Medidas: Indicação das medidas coercitivas, que podem ser: Art. 139. Na vigência do estado de sítio decretado com fundamento no art. 137, I, só poderão ser tomadas contra as pessoas as seguintes medidas: I - obrigação de permanência em localidade determinada; II - detenção em edifício não destinado a acusados ou condenados por crimes comuns; III - restrições relativas à inviolabilidade da correspondência, ao sigilo das comunicações, à prestação de informações e à liberdade de imprensa, radiodifusão e televisão, na forma da lei; IV - suspensão da liberdade de reunião; V - busca e apreensão em domicílio; VI - intervenção nas empresas de serviços públicos; VII - requisição de bens. Parágrafo único. Não se inclui nas restrições do inciso III a difusão de pronunciamentos de parlamentares efetuados em suas Casas Legislativas, desde que liberada pela respectiva Mesa. • Quando o decreto for com base no art. 137, II: a) Não existe rol de medidas coercitivas; b) Obediência à proporcionalidade. CONTROLES NO ESTADO DE SÍTIO • Controle político: a) Controle prévio (art. 137, p.u.) (Não existe no E.D.) b) Controle concomitante- as medidas serão acompanhadas e fiscalizadas por uma Comissão composta por cinco membros da Mesa do CN (art. 140) c) Controle posterior - o PR deverá enviar mensagem ao CN, especificando e justificando as providências adotadas (art. 141, p.u.). • Controle jurisdicional: a) Concomitante b) Posterior - Cessado o estado de defesa ou o estado de sítio, cessarão também seus efeitos, sem prejuízo da responsabilidade pelos ilícitos cometidos por seus executores ou agentes.(art. 141 caput). INTERVENÇÃO FEDERAL: Decreto n.º 9.288, de 16.02.2018, outorgado pelo Presidente da República, com publicação no DOU no mesmo dia. Obs.: vedação da intervenção per saltum - a União não pode intervir direto nos Municípios. Pressupostos materiais: Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para: I - manter a integridade nacional; II - repelir invasão estrangeira ou de uma unidade da Federação em outra; III - pôr termo a grave comprometimento da ordem pública; IV - garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades da Federação; V - reorganizar as finanças da unidade da Federação que: a) suspender o pagamento da dívida fundada por mais de dois anos consecutivos, salvo motivo de força maior; b) deixar de entregar aos Municípios receitas tributárias fixadas nesta Constituição, dentro dos prazos estabelecidos em lei; VI - prover a execução de lei federal, ordem ou decisão judicial; VII - assegurar a observância dos seguintes princípios constitucionais: a) forma republicana, sistema representativo e regime democrático; b) direitos da pessoa humana; c) autonomia municipal; d) prestação de contas da administração pública, direta e indireta. e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde. Intervenção Espontânea: I, II, III, V. O Presidente da República decide decretar a intervenção por vontade própria. Obs.: o caso do RJ não necessariamente foi uma intervenção provocada, foi um pedido de colaboração. Intervenção Provocada: a) Por solicitação - IV - O Legislativo ou Executivo solicitam ao Presidente, e este atende se quiser. b) Por requisição (IV - se for judiciário) VI, VII. O Judiciário determina o que vai acontecer. INTERVENÇÃO ESTADUAL: Pressupostos materiais: Art. 35. O Estado não intervirá em seus Municípios, nem a União nos Municípios localizados em Território Federal, exceto quando: I - deixar de ser paga, sem motivo de força maior, por dois anos consecutivos, a dívida fundada; II - não forem prestadas contas devidas, na forma da lei; III – não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde; Pressupostos formais: Art. 36. A decretação da intervenção dependerá: I - no caso do art. 34, IV, de solicitação do Poder Legislativo ou do Poder Executivo coacto ou impedido, ou de requisição do Supremo Tribunal Federal, se a coação for exercida contra o Poder Judiciário; II - no caso de desobediência a ordem ou decisão judiciária, de requisição do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do Tribunal Superior Eleitoral; III - de provimento, pelo Supremo Tribunal Federal, de representação do Procurador-Geral da República, na hipótese do art. 34, VII, e no caso de recusa à execução de lei federal. (Redação dada pela EC nº 45, de 2004) IV - (Revogado pela EC nº 45, de 2004) § 1º O decreto de intervenção, que especificará a amplitude, o prazo e as condições de execução e que, se couber, nomeará o interventor, será submetido à apreciação do Congresso Nacional ou da Assembléia Legislativa do Estado, no prazo de vinte e quatro horas. § 2º Se não estiver funcionando o Congresso Nacional ou a Assembléia Legislativa, far-se-á convocação extraordinária, no mesmo prazo de vinte e quatro horas. § 3º Nos casos do art. 34, VI e VII, ou do art. 35, IV, dispensada a apreciação pelo Congresso Nacional ou pela Assembléia Legislativa, o decreto limitar-se-á a suspender a execução do ato impugnado, se essa medida bastar ao restabelecimento da normalidade. § 4º Cessados os motivos da intervenção, as autoridades afastadas de seus cargos a estes voltarão, salvo impedimento legal.