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M i c r o b i o l o g i a - V í r u s | 1 
 
MICROBIOLOGIA - VÍRUS 
27/01/2014 
Definição de vírus: Não é ser vivo! É considerado microrganismo. São extremamente 
pequenos, não é possível enxergar na microscopia óptica, é necessário microscopia eletrônica. 
São partículas infecciosas porque tem capacidade de replicação. Contem acido nucleico. O 
acido nucleico é protegido por uma proteína viral, uma capsula chamada capsídeo. Estes dois 
constituem toda partícula viral. 
Não tem metabolismo. Para se multiplicar precisam de uma dependência absoluta de células 
livres. São chamados de Parasitas Intracelulares Obrigatórios. Usa a célula como uma 
maquina de produção de proteínas. 
Toda doença viral vêm pela infecção por vírus por uma determinada célula e pelo estrago que 
causa nesta célula. Normalmente quando sai da célula destrói ela ou esta célula fica 
metabolicamente alterada e aí a sintomatologia das doenças virais vem em função desta 
alteração celular que o vírus causa em um hospedeiro. 
 Príons: são partículas proteicas infecciosas. A diferença entre ela é o vírus é que ele 
não tem acido nucleico. 
Normalmente são doenças relacionadas ao sistema nervoso central. Ex: Vaca Louca. 
Composição: 
 Acido Nucleico: 
Em termos de ciclo celular se diferenciam sendo DNA ou RNA. 
o RNA ou DNA. 
o Pode ser fita simples ou dupla. 
o Pode ser circular ou linear. 
 
 Envelope: É um envoltório de glicoproteínas que envolve o capsídeo. É característica 
de família viral. 
 
 Capsídeo: é uma capa de proteínas virais que protege e envolve o acido nucleico 
Vírus nu, ou desnudo: Quando o vírus não tem capsídeo. 
 Quando uma doença é causada por um vírus nu, normalmente essa doença se 
transmite através de alimentos, ar, vento, água, insetos – Ex: Vírus da Febre Aftosa. 
Os vírus que não tem envelope (desnudos) são mais resistentes às condições 
ambientais e à ação de agentes desinfetantes que os vírus envelopados, porque o envelope é 
um envoltório sensível, formado por glicoproteínas e lipídeos. 
Vírus envelopados: Quando tem capsideo, acido nucleico e envelope. 
Quando o vírus tem o envelope se torna mais sensível as condições ambientais e a 
agentes desinfetantes que normalmente se usa para tentar controlar os microrganismos. 
Quando é envelopado, como é sensível á essas condições, normalmente tem que sair de um 
hospedeiro e entrar automaticamente no outro, transmissão direta por contato com secreções 
que contenham o vírus, através de via respiratória, sangue, insetos. Ex: Virus da Raiva. 
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1. Capsídeo 
2. Acido Nucleico 
3. Capsômero 
4. Nucleocapsídeo 
5. Virion 
6. Envelope 
7. Glicoproteinas do Envelope 
 
 
 
Estrutura do Genoma Viral 
A estrutura do DNA ou RNA também dá algumas características em termos de multiplicação e 
ciclo viral. O vírus se diferenciam de acordo com ele ser DNA ou RNA. 
O DNA faz uma parte do ciclo no citoplasma da célula e a outra parte no núcleo da célula. 
Importância em termos de ciclo de multiplicação viral. Muitas vezes para fazer o controle de 
uma doença através de antivirais tem que saber essa estratégia viral. 
RNA, o ciclo todo. - Com exceção do Retrovirus que é feito no citoplasma. 
As fitas de ácidos nucleicos podem ser fitas simples, ou fitas duplas, lineares ou circulares, e 
isto dá diferença também no ciclo de multiplicação. 
99% dos vírus tem apenas uma copia do acido nucleico por partícula (haploides). Com exceção 
do retrovírus (diploides), tem duas formas de RNA e os outros todos podem ter apenas 1 copia. 
Retrovirus: HIV, vírus da anemia infecciosa equina, vírus da leucose bovina e leucose aviária. 
 DNA fita dupla: dsDNA - a grande maioria dos vírus. 
 DNA fita simples: ssDNA 
 RNA fita dupla: dsRNA 
 RNA fita simples: ssRNA 
o RNA fita simples Sentido Positivo: é o próprio RNAm. Quando entra na célula 
já vai sintetizar proteína. RNA viral tem a mesma estrutura e função de RNA 
mensageiro, faz síntese de proteína. Leva o códon para o ribossomo celular, 
ele lê os códons e sai a proteína. Aquele que é sentido positivo pula uma fase 
do ciclo, a fase de transcrição. 
o RNA fita simples Sentido Negativo: Não tem sentido de RNAm, no ciclo viral 
vai ter que transcrever para um RNAm para aí depois fazer a síntese de 
proteína. 
Função do genoma viral é o mesmo do núcleo da célula, carregar o material genético, a 
informação para formação de proteínas virais, tanto nas que entram na replicação dos vírus 
quanto nas proteínas virais que vão formar as partículas virais. 
 Alterar a estrutura e/ou a função da célula infectada 
 Promover a replicação do genoma viral 
 Promover a formação de partículas virais 
 
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Proteínas virais são diferenciadas em dois grupos: 
 Proteínas Estruturais: fazem parte da estrutura da partícula viral. Formam capsídeo e 
envelope. 
 Proteínas não-estruturais: são necessárias para o ciclo de multiplicação viral. São 
proteínas que vão ser necessárias para formar RNAm, para fazer a copia do genoma 
viral. Não entram na estrutura molecular do vírus, mas são essências porque são 
responsáveis pela replicação do vírus dentro da célula hospedeira. Sem elas não 
haveria replicação viral. Se não formar uma RNA polimerase viral se usar um antiviral 
que impeça a formação da RNA polimerase viral o ciclo do vírus será abortado, porque 
sem uma enzima que copie o genoma, não tem multiplicação do vírus. Essas proteínas 
não estruturais são proteínas que entram na replicação do genoma viral. 
Capsídeo tem a função de proteger o acido nucleico e é o que dá simetria ou morfologia viral, 
dependendo de como essas proteínas se dispõe ao redor do acido nucleico. Só tem 3 
morfologias virais possíveis: 
 Virus Eicosaédrico: parece um triangulo equilátero 
 Virus Elicoidal: capsideos se distribuem em volta do acido nucleico 
 Virus complexo: que para animais não tem importância porque é só bacteriófago, e 
bacteriófago é só de bactéria. 
O que varia entre eles é o tamanho. Quando o vírus tem envelope, este se distribui por fora do 
capsideo e apresenta glicoproteinas e lipídeos que dão sensibilidade a este envelope viral. 
 
O envelope viral normalmente tem combinação de lipídeos, proteínas e carboidratos quando 
um vírus é envelopado as proteínas de ligação dos vírus, a célula hospedeira estão neste 
envelope e quando o virus é Nu as proteínas de ligação, a célula hospedeira estão no 
capsideo. 
 
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Tropismo 
Diferentes vírus tem tropismo por um determinado tecido. O vírus da raiva tem tropismo pelo 
SNC. É inoculado através da saliva, se duplica nas glândulas salivares, no tecido cutâneo. Do 
tecido cutâneo vai para o SNC. Causa uma virose neurológica. Os retrovírus tem tropismo 
pelas células do sistema imunológico, principalmente linfócitos. O vírus da febre aftosa tem 
tropismo pelas células dos tecidos epiteliais. 
Porque ocorre este tropismo? Porque determinados sistemas do nosso organismo apresentam 
receptores para proteínas do envelope ou do capsídeo viral. Um vírus, quando entra no 
organismo, não vai se ligar em qualquer célula. O vírus vai adsorver ao receptor e entrar para 
dentro da célula, isso ocorre através da expressão dos receptores que as nossas células tem 
(glicoproteinas, açucares na membrana celular) que se ligam as glicoproteinas ou proteínas no 
capsideo. Existe um reconhecimento molecular entre a partícula viral e a célula que vai ser 
infectada. Depois que entra para dentro da célula, entra no ciclo de multiplicação viral. 
CICLO DE MULTIPLICAÇAOVIRAL 
O ciclo de multiplicação viral é dividido em varias fases. Ele muda um pouco com relação à 
característica do genoma viral. No geral a multiplicação dos vírus tem: 
 Fase de Adsorção 
 Fase de Penetração - endocitose 
 Fase de Decapsidação 
 Fase de Biossíntese 
o Transcrição 
o Tradução 
o Replicação propriamente dita 
 Maturação 
 Liberação do Genoma 
O ciclo vem desde que o vírus entra, replica, monta e sai de novo. Só é capaz de fazer isto 
quando está dentro da célula. 
Fase de Adsorção 
Fixação inicial de uma partícula viral a uma célula de hospedeiro pelo qual ele tem tropismo. 
Vai adsover (colar, entrar em contato). 
Ocorre entre estruturas moleculares presentes nas superfícies do vírus, ou proteína de 
capsideo com moléculas da membrana celular daquele hospedeiro. Para cada vírus, já se tem 
caracterizado quais são as moléculas de ligação entre os vírus e as células hospedeiras. 
Fase de Penetração: Duas formas: 
 Endocitose mediada por receptor: entrada dos vírus nus é principalmente assim. O 
próprio vírus induz a invaginação. 
 Fusão direta com a membrana: Virus envelopados normalmente entram por fusão. 
Como o envelope dos vírus é similar a membrana citoplasmática da célula, porque tem 
glicoproteina e lipídeos, esse envelope fusiona com a membrana citoplasmática e o 
vírus cai lá para dentro. 
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Capsideo ta dentro da célula. Para vírus começar a se replicar. Para fazer isso tem que se 
desvencilhar do capsideo, liberar o AC nucleico que tem que ser utilizado na transcrição e 
tradução. 
 
 
 Fase de Desnudamento ou Decapsidação 
 Separação do Acido nucleico da cobertura proteica: Vai se desvencilhar do capsideo. 
Como as células tem enzimas, principalmente proteases, que são excretadas 
exatamente para destruir partículas proteicas estranhas, a própria célula faz a 
destruição do capsideo do vírus, porque o capsideo é uma proteína estranha àquela 
célula. Aí ele libera o acido nucleico e vai começar a próxima fase de transcrição 
 
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Fase de Transcrição 
Acido nucleico livre começa a fazer transcrição, seja RNA ou DNA é usado como um molde 
para transcrever um RNAm. A formação do RNAm é obrigatória, porque é o que faz a tradução. 
Uma vez com o genoma viral livre ele transfere/forma para o RNAm viral. Alguns vírus formam 
um único RNAm a partir da fita molde do genoma viral e outros podem formar vários RNAm. 
Serão utilizados para célula produzir proteínas virais, estruturais e não estruturais. 
No processo de transcrição, os vírus se diferenciam um pouco dependo se são RNA fita 
simples filamento positivo ou negativo, RNA fita dupla, DNA fita simples ou dupla. No fim tudo 
terá o mesmo resultado, formará RNAm. Esse é o objetivo da transcrição, mas tem estratégias 
diferentes para transcrever. 
 DNA fita dupla: ele transcreve o RNAm e ele forma proteína. O DNA é uma fita molde 
para se copiar o RNA que tem função de mensageiro 
 DNA fita simples: antes de transcrever, duplica a fita de DNA e depois forma o RNAm. 
 RNA fita simples: filamento positivo já é RNAm, então ele não transcreve. Já vai direto 
para o ribossomo e forma proteína. 
 RNA fita simples filamento negativo: primeiro transcreve os RNAm para depois formar 
a proteína viral. 
 RNA fita dupla: transcrevem vários RNAm ao mesmo tempo, se fragmentam e fazem a 
transcrição. 
 O Retrovirus é um vírus RNA diploide. Se transforma em um vírus DNA, traz com ele 
uma enzima chamada transcriptase reversa que copia do RNA um DNA de fita dupla, 
que não ocorre normalmente na natureza. Aí transcreve para RNAm. 
No final desta transcrição todos são iguais e todos vão fazer a próxima fase de tradução. 
Fase de Tradução 
Virus pega os RNAm, ele vai La no ribossomo celular e aí copia a proteína e vão saindo as 
proteínas virais. Há dois momentos de tradução porque existem dois tipos de proteínas 
diferentes. 
 Tradução das proteínas precoces ou não estruturais: genes transcritos antes do início 
da replicação do DNA (mRNA precoce): proteínas precoces relacionadas com a 
replicação do vírus 
 
 Tradução das proteínas tardias ou estruturais: Genes transcritos após o inicio da 
replicação do genoma viral (mRNA tardio): capsídeo e outras proteínas estruturais 
Ocorrem em momentos diferentes no ciclo de multiplicação. Mas quando o vírus ta 
multiplicando isso é tão rápido que é ao mesmo tempo. Não estruturais ocorre primeiro porque 
primeiro tem que replicar o genoma para depois formar capsideo. Virus induz a célula a 
primeiro produzir enzimas, proteínas que vai usar para replicar. Virus tira o acido nucleico das 
células. A partir da fita molde que entrou de uma partícula viral ele vai formar um milhão de 
fitas moldes, fitas de genomas. 
Agora tem que colocar este genoma dentro do capsideo. O vírus codifica e traduz as proteínas 
chamadas tardias, proteínas estruturais. Se formam as proteínas do capsideo ou as proteínas 
do envelope se for envelopado. 
 
 
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Replicação do Ácido Nucleico Viral 
A replicação dos vírus de DNA, a maioria ocorre no núcleo. E a replicação dos vírus RNA a 
maioria ocorre no citoplasma, mas há exceções. 
Virus DNA entra na célula, perde capsideo, libera DNA, transcreve o RNAm que vai no 
ribossomo para fazer as proteínas virais. Enquanto o RNAm tá transcrevendo, o genoma viral 
ZUFPLUM vai para o núcleo da célula. Em alguns vírus transcrevem dentro do núcleo, fazem o 
RNAm dentro do núcleo, RNAm sai e vai para o ribossomo que não tem como ele traduzir 
dentro do núcleo, porque ribossomo tá no citoplasma. No momento que libera um acido 
nucleico viral do DNA ele vai para o núcleo e aí toda essa replicação do genoma viral ocorre no 
núcleo e a montagem também. Os DNA transcreve em RNAm, ele vai para o ribossomo, forma 
as proteínas estruturais e não estruturais, elas vem para dentro do núcleo, replicam o genoma 
dentro do núcleo e montam o vírus ali. 
 
 Inicia-se após a transcrição 
 Realizada por proteínas virais precoces 
 Gera novos (muitos) ácidos nucleicos virais 
 
 Replicação vírus DNA: maioria no núcleo 
 Replicação vírus RNA: maioria no citoplasma 
 
O RNA faz tudo no citoplasma. O Retrovirus é RNA mas faz no núcleo. 
Fase de Maturação 
Montagem das partículas virais completas e o genoma viral vai entrar para dentro do capsideo. 
Normalmente os DNAs montam no núcleo e os RNAs no citoplasma. Normalmente onde 
replica, monta. 
Fase de Liberação 
A célula está metabolicamente esgotada, não tem mais como replicar partícula viral, se o vírus 
ficar lá dentro vai morrer. Então ele sai e procura outra ‘coitada para infectar’ e fazer todo ciclo 
de novo. Faz a liberação da partícula viral completa. 
Normalmente os que não são envelopados saem da célula por lise celular. Arrebenta a 
membrana citoplasmatica e vai embora, a célula morre pela lesão da membrana 
citoplasmática. 
Os envelopados, normalmente brotam através da membrana citoplasmática da célula. 
Os vírus envelopados tem que adquirir o envelope. Tem origem da membrana nuclear no caso 
dos DNAs ou da membrana citoplasmática da célula no caso dos vírus RNAs. Quando os vírus 
formam as proteínas virais de envelope e as glicoproteinas ele coloca elas em lugares 
estratégicos nessas membranas, então quando o vírus vem, tem acido nucleico e capsideo, 
quando empurra a membrana citoplasmática para brotar, adquire envelope com proteínas 
virais. Normalmente sai por brotamento. Isso acaba lesando a célula e matando-a. A destruição 
celular observada nas viroses uma parte vem da própria açãodos vírus e da resposta 
imunológica do hospedeiro. E a própria resposta imunológica destrói a célula para prevenir que 
acabe o ciclo de vários vírus. 
** O ciclo de replicação, todo, é questão de prova!! 
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Agentes Virais 
 Algumas drogas inibem a Adsorção: 
Ainda em fase de pesquisa. Impede que o vírus entre na célula e destrói ele com o mecanismo 
de defesa do hospedeiro. 
Vacinas que produzem a formação de anticorpos contra o vírus. Quando o vírus entra no 
organismo e o hospedeiro é vacinado, tem anticorpos contra ele, os anticorpos não vão deixar 
ele chegar na célula alvo, o mecanismo de defesa destrói essa partícula viral. Mas ainda não 
existem medicamentos que inibam a adsorção, mas tem medicamentos que tão em vias de ser 
lançados com esse mecanismo de atuação, bloqueando os receptores na célula, que impedem 
a ligação do vírus. 
Problema com vírus é que mudam muito rápido. Uma das estratégias contra o sistema 
imunológico é se mutar, mudar as proteínas de envelope, capsideo. Isto prejudica os 
mecanismos de defesa e as vacinas. 
 Drogas impedem o Desnudamento: 
Se o vírus não libera o capsideo, ele não entra no ciclo de multiplicação. A própria célula acaba 
destruindo o vírus porque ela tem as proteases e enzimas que fazem a destruição da partícula 
viral. 
 Inibição da Transcrição: 
Drogas mais antigas. Tornam a infecção menos agressiva. Rinfoxina? Antibacteriano também, 
atua nas topoisomerases e a ??ina que impedem as DNAs polimerases. Impedem a 
transcrição porque impedem a formação de RNAm e aí o vírus não traduz, acaba o vírus. 
 Inibição da Tradução: 
Pode formar o RNAm mas ele não consegue chegar no ribossomo, não faz a tradução. Se usar 
droga antiviral, posso estar inibindo a tradução normal da célula hospedeira. O efeito colateral, 
a toxicidade é muito grande, porque atua no ribossomo celular. E assim como atua no 
ribossomo da célula infectada, também pode atuar em uma célula normal. Aí a síntese de 
proteínas do hospedeiro acaba. 
 Inibição da Replicação: 
Drogas antigas, inibem a copia dos genomas virais. Inibidoras das DNAs polimerases e 
RNAspolimerases virais. Tem ação mais especifica sobre as polimerases virais. Tem toxicidade 
menor. Aciclovir para tratamento de herpesvirus, Azigomitina? AZT que surgiu com as AIDS, 
pós AIDS que impede o ciclo de multiplicação viral. É utilizado um coquetel, vão pegando 
varias partes do ciclo de reprodução para manter o vírus controlado. 
No retrovírus não conseguem matar o vírus completamente, porque tem muito retrovírus dentro 
do genoma viral. 
 
 
 
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Raiva e Febre Aftosa 31/01/2014 
RAIVA 
 
Enfermidade provocada por vírus RNA 
E de fácil identificação por microscopia eletrônica, por que ele é no formato de uma “bala” = 
projétil de revólver. 
A raiva tem uma patologia que chamamos de sinal Patognomônico (Termo médico que se 
refere a sinal ou sintoma específico de uma determinada doença, diferenciando-a das outras) 
que é quando se tem um dano, uma transformação em alguma coisa do hospedeiro que não 
vemos em outra situação. Quando o animal morre se faz um estudo de célula nervosa em nível 
de cérebro, vamos encontrar em um corte tecidual histológico os neurônios formando 
corpúsculos tanto dentro como por fora da parte tecidual, que são chamados de Corpúsculos 
de Negri, em nenhuma outra patologia encontramos essas alterações, ou seja, a presença 
desses corpúsculos é diagnostico definitivo de raiva. 
 
 
Esses vírus pertencem à família Rhabdoviridae e gênero Lyssavirus 
 
Na família Rhabdoviridae temos vários vírus, que na maioria das vezes são vírus 
envelopados; com simetria helicoidal e morfologia bacilar. Normalmente presente na saliva 
(eles entram no hospedeiro e vão aos nervos periféricos, depois sistema nervoso central e 
regressão as glândulas salivares, por isso que a saliva é a grande via de contagio da 
doença). 
 A raiva é transmitida pela mordida de morcegos, cães, gatos e mordedura ou saliva de 
outros animais que carregam o vírus da raiva. O morcego dentro da cadeia epidemiológica 
da raiva eles são o que vemos com maior probabilidade de contagio da doença, tanto para 
humanos como para outros animais. Também existem alguns Lyssavirus que causam 
encefalite em bovinos, uma infecção em nível de cérebro que pode ser fatal. 
Existe a estomatite vesicular que é transmitida por contato direto e contaminação ambiental 
ou por vetores artrópodes. Causa doença febril, com lesões vesiculares, especialmente em 
bovinos, equinos e suínos. 
* As vezes estomatite é confundida com febre aftosa! Mas são bem diferentes! 
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 Ciclo rural- mordedura de morcegos em animais de produção 
 Ciclo urbano – cães e gatos 
 Ciclo silvestre- gambás podem portar da mesma maneira que o morcego o vírus da 
raiva. 
É uma doença que não se desenvolveu cura, temos apenas uma vacina. O controle da através 
de vacinação dos animais. 
 
 Características do vírus 
 Vírus RNA envelopado, formato de projétil de revólver, 75 nm diâmetro e 100-300 
nm de comprimento. 
 Etiologia da RAIVA 
 Rhabdoviridae (Rhabdo, Gr. = bastonete). 
 Lyssavirus (Lyssa, Gr. = raiva, fúria) 
 
Apresenta 7 genótipos diferentes, sendo que o genótipo tipo I que é o vírus da raiva 
propriamente dito, ele tem uma distribuição mundial. 
 
Genoma codifica 5 proteínas diferentes que são importantes, muitas vezes utilizamos algum 
tipo de sorologia. 
São elas: 
 Nucleoproteína (N): 
 Fosfoproteína (P) 
 Proteína da Matriz (M) 
 Glicoproteína (G) 
 RNA polimerase (L) 
Estas são as proteínas que o vírus carrega ou a nível do seu capsídeo ou como a RNA 
polimerase que está dentro do pacote do genoma do vírus. 
 
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 Vírus é inativado por: 
 Raios UV; Raios X 
 Calor (50°C/15 min) 
 Detergentes e solventes lipídicos 
 Dessecamento 
 
 Vírus resiste a: 
 Estável por longos períodos a 4ºC; 
 - 20°C por vários anos 
 - 70°C se mantém indefinidamente 
“Eu sei que vocês estão sabendo tudo de replicação a Daniela me falou, e inclusive ela vai 
cobrar na prova replicação, vai perguntar as bases da replicação viral! Estudem isso! não vão 
dizer que falei isso pra vcs!” 
Replicação 
Por o vírus ser um RNA, ele acaba trabalhando como RNA mensageiro, então ele não precisa 
ir ao núcleo da célula, praticamente faz sua multiplicação toda à nível de citoplasma. 
 
 
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*Em um primeiro momento os animais têm a fúria e depois a paralisia flácida. 
Diagnóstico 
 Histopatologia – para detectar o Corpúsculo de Negri 
 Imunoistoquímica 
 Imunofluorescência 
 Cultivos celulares 
 Molecular 
 Sorologia 
 
FEBRE AFTOSA 
 A doença ocorre em animais de casco fendido (Artiodactyla), e os mais importantes 
para nós economicamente são bovinos, ovinos, caprinos e suínos. 
Geralmente, na febre aftosa, quando o animal está clinicamente demonstrando a doença, 
muitas vezes ele está babando, bota a língua para fora e começamos a ver vesículas ou na 
gengiva ou na própria língua. O animal pode ter acumulo de saliva e apresentar temperatura 
alta. Cabe dizer que temos que fazer um diagnostico diferencial principalmente sorologia. 
 O vírus da febre aftosa é da família Picornavirus, (Pico= pequeno) são considerados 
um dos menores vírus que conhecemos. Nós temos muitos Picornavirus, entre eleso vírus da 
febre aftosa. Eles têm uma estrutura esférica com simetria icosaédrica; ele também é um 
RNA e não é envelopado. Então é um vírus mais simples, é um capsídeo com material 
genético dentro. 
 
Cada bolinha dessas é um vírus! Então os Picornavirus são vírus bastante pequenos. 
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“Então PICO vem de pequeno, é um RNA, é uma das mais antigas e variadas famílias virais, 
mais de 200 espécies de vírus e 9 gêneros diferentes. Alguns exemplos de Picornovirus 
importantes são os vírus da Poliomielite (Paralisia infantil), o da Febre Aftosa, Hepatite A, os 
Rhinovirus.” 
Picornavirus 
 
 Existem 60 copias de cada um dos 4 polipeptideos do 
capsídeo: VP1, VP2, VP3 e VP4 
 As proteínas VP1, VP2 e VP3 são externas, enquanto a 
VP4 é totalmente interna 
 
Replicação - todo processo ocorre no citoplasma 
 
 
 
 A febre aftosa é causada por um vírus do gênero Apthovirus da família Picornaviridae. 
Existe em torno de 7 sorotipos. As vacinas são conforme a área geográfica. Ela tem uma 
distinção de sorotipos. 
Imunologicamente os tipos que temos de sorotipo para o vírus da febre aftosa é A, O, C, 
ASIA1, SAT1, SAT2 e SAT3 (os SAT’S foram descobertos no território africano). 
 
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Preservado sob refrigeração e congelamento 
 Sobrevive: linfonodos e medula óssea > pH neutro. 
 Destruído: no músculo com pH <6,0 -> após o rigor mortis. 
 Inativado: temperaturas acima de 50° C ; pH <6,0 ou >9,0 
 Desinfetantes -> hidróxido de sódio (2%), carbonato de sódio (4%), ácido cítrico 
(0,2%), formol. 
 Persiste -> na silagem e no ambiente -> mais de 1 mês, dependendo-> pH e condições 
de temperatura. 
 
Transmissão 
 
Contato direto pelas lesões dos animais contaminados, ou indireto por algum outro material 
biológico. 
 Aerossóis (50 km) 
 Fômites -> veículos, implementos, etc. 
 Produtos Origem Animal -> carne e seus derivados ->pH> 6,0 
 Transmissão aérea 
 
Disseminação 
 
 Suínos (100 milhões de partículas/por dia) 
 Bovinos (10 bilhões de partículas/por semana) 
* 10 vírus tem a capacidade de contaminar uma vaca. 
* O vírus é altamente infeccioso. 
 
Para que tenhamos uma doença, para que ela se estabeleça, tem que haver uma 
sincronia muito grande entre carga microbiana, baixa de resistência e poder de patogenicidade 
do microrganismo. Isto de modo geral, mas tem alguns que fogem dessas características, 
como a febre a aftosa, que com uma carga microbiana muito baixa, independente das 
condições imunológicas do animal, o vírus é capaz de infectar. Por que ele infecta rápido, 
quando o sistema imune esta tentando se organizar já esta ocorrendo febre, e o 
estabelecimento das lesões. 
 
Sintomas 
 
Após o período de incubação de 2 a 21 dias, surgem vesículas na boca e nos cascos. Na 
saliva de um porco sai milhões de vírus por dia. 
 
Diagnóstico 
 
 Diagnóstico clínico: presuntivo (lesões típicas na região da boca e língua, animal 
prostrado, com língua para fora). 
 Diagnóstico laboratorial: definitivo 
 Isolamento viral (cultivos celulares) 
 Pesquisa de anticorpos - (técnica de ELISA) 
Existem alguns registros de febre aftosa em humanos, mesmo que alguns dizem que o vírus 
não é bem o mesmo. 
 
 
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Retrovírus 03/02/2014 
Família Retroviridae: Vírus RNA, agregam uma grande variabilidade de vírus e de hospedeiros. 
Grande Família de Vírus que tem vários gêneros que vão atingir várias espécies de animais. 
Doenças tumorais (levam a formação de tumores), Doenças que levam a imunossupressão 
(ex.: AIDS). 
Apesar de possuir vários gêneros, os vírus desta família possuem todos as mesmas 
características, o que vai mudar é o tipo de tecido que ele infecta e o tipo de lesão clínica que 
vai causar. 
Genoma RNA, o genoma é RNA mensageiro, então quando o vírus entra dentro da célula ele 
já é capaz de produzir suas próprias proteínas virais. 
São Diplóides, ou seja, possuem duas fitas de RNA (tem dois genomas). Eles tem RNA de 
sentido POSITIVO. **a maioria dos outros vírus são HAPLÓIDES, isso diferencia o Retrovírus 
dos outros demais. 
São envelopados: Ser envelopado é importante, pois é o envelope que determina a 
sensibilidade do vírus à agentes desinfetantes e condições ambientais. Quando são 
envelopados geralmente a transmissibilidade é feita por inoculação direta no hospedeiro, 
então, a transmissibilidade por ar ou por algum meio do ambiente é pequena pois são inativos. 
(sensíveis à temperatura e Ph). 
O retrovirus se replica parte mo CITOPLASMA e parte no NÚCLEO!! 
Transcriptase Reversa: esta enzima é um DNA polimerase RNA dependente, a partir do RNA 
viral ela copia um DNA viral (é por esta característica que eles se chamam RETROvírus). O 
retrovírus entra no genoma e fica, isso significa que o vírus ao invasor o hospedeiro PODE OU 
NÃO manifestar a doença. 
 Por causa da Transcriptase reversa, o vírus tem muita MUTABILIDADE, por isso ainda 
não existe vacina contra retrovírus. Essa mutabilidade acontece no momento em que a 
transcriptase reversa vai copiar o RNA viral para formar o DNA viral, ao fazer a cópia a 
transcriptase erra muito, e ao “errar” ela troca os pares de bases acontecendo a mutação 
viral. Essa mutação acontece no Genoma, e consequentemente este erro vai mudar 
alguma configuração de alguma proteína que a resposta imunológica do hospedeiro não 
vai ser a mesma. 
Dentro da família Retroviridae temos membros que são chamados Oncogênios (formam 
tumores, principalmente nas células Linfáticas. Ex.: Leucose Aviária e Leucose bovina e 
Sarcoma Felino), e tem vírus que causam distúrbios do Sistema imune, levando a 
IMUNOSSUPRESSÃO e o hospedeiro morre por outras doenças muitas vezes simples por não 
ter mais defesa imunológica. Também existem outros vírus que causam síndromes 
degenerativas e síndromes neurológicas. 
 As retroviroses devem ser estudas para cada espécie, justamente pelo fato de ela 
ter uma gama muito grande de doenças. 
 
 
 
M i c r o b i o l o g i a - V í r u s | 17 
 
Estrutura da Partícula Viral 
 
 
RNA Diplóide, sentido RNA mensageiro, associado ao genoma traz a Transcriptase reversa, e 
também tem outra enzima que é a enzima INTEGRASE. A integrase faz com que, ao ser 
copiado o DNA viral seja integrado ao genoma do hospedeiro, ela vai la no DNA da célula do 
hospedeiro e vai cortar o genoma e integrar o genoma do Vírus. Na estrutura ainda tem o 
 capsídeo eicosaédrico 
 envelope que tem glicoproteínas, essas glicoproteínas que vão fazer a fixação do vírus 
no tecido desejado do hospedeiro. 
Genoma: o Genoma do retrovírus praticamente tem 3 GENES principais, o gene GAG : que 
codifica as proteínas do CAPSÍDEO. O gene POL (ta junto com o gag, olhar slide): que codifica 
para as enzimas que o vírus precisa pro seu ciclo de multiplicação (transcriptase e integrasse) 
e o gene ENV : que codifica proteínas do envelope, a diferença entre os retrovírus estão neste 
gene, pois as glicoproteínas do envelope que geram a especificidade do vírus por algum tecido. 
 
M i c r o b i o l o g i a - V í r u s | 18 
 
CICLO DE MULTIPLICAÇÃO DOS RETROVÍRUS: 
 
 
1. Ocorre a fixação do vírus através das glicoproteínas do envelope na membrana celular da 
célula alvo (linfócito por exemplo). Ele chega e adsorve na membrana celular do 
hospedeiro. 
2. No momento em que adsorve o vírus faz a fusão do envelope com a membrana 
citoplasmática da célula alvo. Depois ele entra juntamente com o capsídeo para dentro do 
citosol da célula. No citosol ele sofre o processo de decapsitação e perde o capsídeo, e ogenoma (RNA) fica no citoplasma. 
3. O RNA liberado tem a Transcriptase reversa, então esta enzima vai desempenhar sua 
função que é fazer uma cópia de DNA viral a partir do RNA. Este DNA é chamado de 
Provírus. E este Provírus (DNA) vai ser transportado até o Núcleo. 
4. Ao chegar no Núcleo a INTEGRASE vai clivar o DNA do hospedeiro e incorporar o 
DNAviral no genoma, tornando este DNA estável dentro do Genoma. O DNAviral fica 
inerte no DNAhospedeiro, não vai fazer nada por tempo indeterminado. 
5. Em um determinado momento (não se sabe o porque) ele vai ser ativado para começar 
seu ciclo viral normal de replicação viral. A partir daí o DNA viral vai desintegrar do 
genoma do hospedeiro e o DNA viral vai ser transcrito em RNAm que vai ate no 
ribossomo, vai traduzir e começar a produzir suas próprias proteínas virais (as de 
envelope e de capsídeo). A partir daí estas proteínas vão formar o novo RNAviral 
novamente e montar a partícula viral que após pronta vai ser liberado da célula por 
Brotamento. 
**Se estima que o ciclo viral completo leva em torno de 24 horas (para o HIV) 
 Normalmente ao sair da célula esta célula morre, pois o vírus metabolicamente 
prejudica muito esta célula e além disso ele destrói a membrana por sair por brotamento 
(tem característica de ser LÍTICO). 
 
M i c r o b i o l o g i a - V í r u s | 19 
 
Retrovírus de importância em Veterinária: 
São 4 Gêneros importantes: Alpharetrovírus, Gammaretrovírus, Deltaretrovírus e o Lentivírus. 
 Lembrando: Podem estar presentes MAS INERTE, ou seja, o(s) animal (ais) estão 
infectados mas não apresentam sinais clínicos, PORÉM, por contato com os outros 
eles podem passar o vírus adiante. 
Alpharetrovírus 
Causam uma doença importante em aves, a 
Leucose Aviária. A leucose aviária se 
desenvolve em diversas tumorações nos 
linfonodos. 
 
 
 
Gammaretrovírus 
 Virus da leucemia felina, tem várias 
manifestações clínicas, diagnóstico por exame 
sorológico laboratorial, sinais clínicos são 
apatia, pelo arrepiado, anorexia etc. 
 
 
Deltraretrovírus: 
Vírus da Leucose Bovina, manifestação com 
a formação de tumores, normalmente vista em 
gado de leite pois leva muito tempo até 
aparecer e como a vaquinha mimosa fica mais 
tempo na propriedade é mais vista nas 
holstein cows. Outra sintomatologia: pode 
apresentar sintomatologia nervosa (paresia de trem posterior), PODE SER CONFUNDIDA 
COM RAIVA. 
 
 
M i c r o b i o l o g i a - V í r u s | 20 
 
Lentivirus 
Este gênero que incorpora o HIV, mas também 
tem o FIV (vírus da imunodeficiência felina). O FIV 
leva a imunossupressão como no HIV, e NÃO é 
transmitida por contato sexual. 
 
 
TEM TAMBÉM O VÍRUS EM HOMENAGEM AO LÉO, que ta se f***** no plantão agora!!! 
Anemia Infecciosa Equina - AIE 
 Uma das principais doenças que afetam os 
cavalim, leva a uma anemia, não se sabe a real 
consequência da anemia, pois o vírus não se 
instala nas hemácias e sim nos leucócitos, mas 
leva a uma anemia profunda e o abate é 
obrigatório do animal infectado! A anemia 
também é transmitida por insetos e Tabanídeos 
(mutucas). 
Esse vírus é um oferecimento ao LéoMotta que 
tá cuidando das eguinhas pocotó e não tá 
conseguindo estudar. 1bj 
 
Características em comum entre todas essas doenças 
 Todas elas se transmitem através do contato direto e também com secreções contaminadas 
com o vírus, saliva, sangue, secreções vaginais etc. Por ser vírus envelopado a 
transmissibilidade é através do contato direto 
Uma das coisas que ajudou na disseminação dessa doença principalmente nos grandes 
animais é a pratica que tem-se de utilizar a mesma agulha para vários animais.. 
 
 O retrovírus é sensível ao aquecimento, solventes lipídicos (detergentes) e relativamente 
sensível a radiação ultravioleta. 
 
 Sensíveis também à condições ambientais . 
 
HERPESVÍRUS (HERPESVIRIDAE) 
 Muito importantes em Veterinária, é DNA. 
 Vírus DNA envelopados, simetria icosaédrica, replicam-se no núcleo, sensíveis 
ao meio ambiente. 
Três subfamílias de importância em Veterinária: Alphaherpesviridae, Betaherpesviridae, e 
Gammaherpesviridae, causam doenças relacionadas ao sistema reprodutivo, respiratório e 
nervoso. Em algumas espécies são ONCOVÍRUS, levam a formação de tumores (neoplasias). 
M i c r o b i o l o g i a - V í r u s | 21 
 
Característica gerais 
Fazem latência no Sistema Nervoso Central, uma vez infectado pelo vírus, ele fica no 
organismo para sempre, pois se esconde nos neurônios do SNC. 
Quando há uma baixa na imunidade do hospedeiro ele sai, faz seu ciclo causando a doença 
com sua sintomatologia 
o DNA fita dupla 
o Envoltório lipídico (fixação nas células do hospedeiro) 
o Infecções Latentes. 
o Entre o envelope e o capsídeo tem a proteína que se chama TEGUMENTO, serve para 
proteção! 
 
 
Ciclo de replicação viral: 
1. Entra no hospedeiro, se fixa, adsorve, fusiona o envelope na membrana celular 
do hospedeiro, entra no citoplasma, perde o capsídeo e o genoma segue para 
o núcleo. 
2. Forma três RNAs mensageiros (Alfa, Beta e Gama). O RNA vai ate no 
ribossomo e forma as proteínas necessária para a replicação, depois ele sai 
por brotamento e mata a célula (característica Litica + exigência metabólica da 
célula). 
Propriedades dos Vírus 
É sensível a detergentes e solventes lipídicos e é instável ao meio ambiente. 
(transmissibilidade é por contato direto do animal doente com animal suscetível) 
O Gênero mais importante pra veterinária é o alphaherpesviridae, contempla os Herpesvírus 
bovino (causa transtornos reprodutivos e nervoso nos bovinos), o Herpesvírus suíno (que 
causa doença reprodutiva extremamente importante.) Herpedvírus Equino (menios frequente) e 
o Herpesvírus Galináceo (doença de marek) 
 
Fim do João Marcelo!!!!!! 
R: Parabéns Joao Marcelo, por enfim conseguir terminar eficiência! =D 
 
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Família Retroviridae 07/02/2014 
 
O ciclo de replicação é que diferencia as famílias, no resto é tudo igual. 
 
A subfamília alfa herpesviridae, tem um ciclo de multiplicação muito rápido nos nervos 
sensoriais, uma vez que o hospedeiro está infectado com um destes vírus ele nunca mais se 
livra, pois este vírus fica em latência nos nervos sensoriais. 
Quem tem herpes uma vez pode ter sempre, doença que se manifesta sempre que baixa a 
imunidade. 
 
Como maioria dos vírus de importância veterinária, pertencem a esta subfamília que é a alfa 
Herpesvidae. Quase todas doenças tem essa característica: aparecem muito rápido devido a 
rápida replicação, e podem sempre retornar pois ficam em latência. 
 
Os gama herpesviridae tem latência e multiplicações em células linfoide (células de defesa), 
geralmente são relacionados a neoplasias de tecido linfoide. 
 
Uma vez o vírus infectando ele causa a doença, mas quando o animal se cura ele acaba se 
alojando nos neurônios do SNC e fica lá protegido da defesa do indivíduo, e ele fica sem se 
multiplicar esperando em latência. Mas quando a imunidade do hospedeiro abaixa, o 
herpesvirus se reativa e começa multiplicar-se, depois que entra na corrente novamente, ele 
vai para o tecido qual ele tem tropismo para se alojar. 
 
 
Doenças causadas por Herpesvirus 
 
 Bovinos: ele pode causar desde doença respiratória, ocular ou genital, até mesmo 
nervosa. Claro que não é o mesmo vírus que causa doença em todos os lugares, são 
da mesma família, mas cada vírus vai ter sua afinidade especifica pelo tecido a 
infectar. 
 
Rinotraqueite infecciosa bovina (BHV 1) herpes vírus bovino1: os bovinos são os próprios 
reservatórios, e a transmissão se dá através de secreção. Este mesmo vírus causa 
vulvo vaginite infecciosa bovina, causa problemas reprodutivos também. 
 BHV 5 que é uma variante do 1 tem tropismo pelo SNC e pode infectar o homem causando 
meningoencefalite e infecta também bovinos jovens de até 1 ano (parecido com a Raiva). 
Conjuntivite também é consequência. O tipo 1 causa ulcerações nos tetos também. 
 
 
 
 
 
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 Equinos: são 4 herpesvirus, os mais importantes são o tipo 1 e 4 que são 
responsáveis por grande número de doenças respiratórias. 
 
Herpesvirus 1 
 Problemas respiratórios e aborto 
 Doença respiratória é transmitida por gotículas 
 Reservatórios são os próprios cavalos 
 
Herpesvirus-4 
 Rinopneumonia equina 
 Manifestação clínica em animais jovens com pico sazonal no outono e inverno 
 
 Suínos: o herpes vírus suíno tipo 1 causa doença muito importante chamada de 
Doença de Aujeszky que é conhecida como pseudo raiva. O principal problema é 
reprodutivo (retorno ao cio, abortos, leitões fracos), depois nervoso, e por último 
respiratório em ordem de importância. 
 
 Gatos: herpes vírus felino, doenças respiratórias que se transmite pelas secreções. 
Rinotraqueite (segundo site e experiências) 
 
 
 
 Aves: o herpesvirus galináceo 1 e 2 
 Herpesvirus galináceo 1 causa laringotraqueite infecciosa aviaria. Dificuldade 
respiratória, tosse e descarga sanguinolenta. Transmissão por contato direto e 
secreções nasais e oculares 
 
 Herpesvirus galináceo 2 causa Doença de Marek, e esse herpes vírus aqui não 
é alfa, é gama, por que causa neoplasia. Linfoide, causando paralisia nas 
pernas e asas. 
 
 
Pintus spakatoss 
M i c r o b i o l o g i a - V í r u s | 24 
 
 
PARVOVÍRUS - Parvoviridae 
 
Eles são vírus DNA fita simples, muito pequenos e não envelopados, assim ganha muita 
resistência no ambiente, extremamente resistentes a desinfetantes e solventes, fica muito 
tempo no ambiente - ANOSS. 
 
Eles tem preferência pelas células do TGI porque elas tem ampla taxa de replicação. Estes 
parvovirus são bastante excretados pelas fezes. Pode causar doença nervosa e epitelial em 
cães e gatos, e raramente reprodutiva em suínos. 
 
Ele é muito difícil de matar, o hipoclorito de sódio funciona muito bem para eliminar ele, ou 
formaldeído 2% e agentes oxidantes. 
 
Parvovirose canina 
 
É possivelmente originada da panleucopenia felina, o vírus do felino foi modificado no canino e 
dai começou infectar cães. O gato não tem parvo. 
 
Patologia: ele se replica muito rápido destruindo o epitélio intestinal, causando diarréia 
sanguinolenta por causa do tecido agredido e por causa da má absorção intestinal. 
 
 
 
 
Panleucopenia felina 
 
Causa diarreia e sinais nervosos e leucopenia em gatos. 
Em ambientes úmidos e frios o vírus se mantém por mais de 1 ano. Pulgas e humanos são 
vetores mecânicos 
 
 
 
M i c r o b i o l o g i a - V í r u s | 25 
 
Paramixoviridae 
 
Causa a cinomose em pequenos animais, e em humano causa caxumba e sarampo. 
 
São vírus envelopados, de fácil controle ambiental, são RNA fita simples. 
 
Estrutura Viral: Possuem 
 Glicoproteínas de envelope 
o Proteína de ligação (HN, H ou G) esta proteína faz a adsorção do vírus na célula onde 
ele se liga. 
o Glicoproteína F: faz a fusão do envelope na membrana da célula que permite a 
penetração do vírus na célula. 
 
 Proteínas do nucleocapsideo a N, P e L. 
 
Propriedades Virais Como são envelopados são pouco resistentes a solventes e métodos 
convencionais de desinfecção 
 Sensíveis a pH ácido e aquecimento a 56ºC por 30 minutos 
 Destruídos por exposição a solventes lípídicos, detergentes não-iônicos, formaldeído e 
agentes oxidantes 
 Permanecem viáveis a temperaturas de -50ºC por muitos meses 
 
Dentro desta família o que nos mais interessa é o Morbilovirus (cinomose) e o Rubnaclovirus 
(Newcastle em aves) Pneumovirus (pneumonia bovina). 
 
Replicação: 
Eles põem o RNA mensageiro na célula e cada RNAm codifica uma de suas proteínas virais, 
dai então se junta e está pronto. Ou seja a característica dele é que cada RNA faz uma 
proteína. 
Cinomose Canina 
 
Antigamente era em jovens, hoje em dia tem em adultos também por que perderam a 
imunidade. Há vacinação em jovens. 
Sintomas: 
Febre, diarreia sanguinolenta, lesões em coxins plantes, pospu-las na barriga e pode aparecer 
conjuntivite. Tudo vai aumentando. Pode até curar, mas muitas vezes fica com sequela 
nervosa. 
 
 
 
 
 
M i c r o b i o l o g i a - V í r u s | 26 
 
Doença de Newcastle 
Os animais ficam com dificuldade motora, cai o pescoço e arrepia as penas, afeta bastante 
aves jovens. 
 
Família Orthomyxoviridae 10/02/2014 
Causa principalmente problemas respiratórios como as gripes e as influenzas. 
É um vírus com grande variabilidade antigênica, ele ta sempre mudando, por isso não se 
consegue a fabricação de uma vacina pra uso continuo. Consegue fazer uma vacina do vírus 
dessa família do vírus da influenza só que essa vacina todos os anos tem que se alterar devido 
a grande variabilidade que existe dele. 
Poucos vírus que tem a capacidade de transpor a barreira proteção mucosa do parelho 
respiratório, é um dos que mais facilmente tranpõe essa barreira. 
Aves aquáticas são as principais portadoras desse vírus. Para elas ele se aloja no trato gastro 
intestinal, e não causa doença. Mas esses animais são os principais disseminadores desse 
vírus, porque ele se reproduz no TGI, eles eliminam o vírus em grande quantidade e não ficam 
doentes. 
 Tem vários gêneros, mas o mais importantes: 
 Influenza A: mais importante. 
o Atinge humanos e animais. 
o Tem uma grande variabilidade antigênica (HN, H1N1, H5N1) pandemias desse 
gêneros eles são todos influenza A. 
 H é de Hemoglutinina e N de Neurorinidase: elas que identificam o 
vírus. Isso vai variar de um vírus pra outro e é um problema, porque a 
gente nunca tem resistência a uma influenza. 
 
 Influenza B: ela tem menos importância, atinge só animais. Variabilidade antigênica é 
menor. 
 
 Influenza tipo C: pouca importância. Hospedeiro humano e suíno, são portadores, 
disseminadores 
 
 Thogothovírus: causa doenças exclusivamente em carrapatos. 
 
 
 
M i c r o b i o l o g i a - V í r u s | 27 
 
Estrutura: 
 Vírus extremamente grande 
 Ainda é visível no microscópio ótico 
 Tem três formas, a mais comum é a esférica. Mas pode ter também a forma de rim. 
Vírus RNA fita simples, dentro dele tem de 7 à 8 fitas de RNA 
 Vírus envelopado - Seu envelope é um envelope lipídico (camada lipídica) 
o Hemoglutininas: mais longas, com função de se fixar no hospedeiro. Na 
replicação, faz a fusão desse envelope com a membrana. Vai ser internalizado 
pela célula do hospedeiro para que tenha material genético dentro da célula do 
hospedeiro. 
o Neuroaminidases: função de quebrar o acido ciálico presente nas 
glicoproteínas do muco, fazendo com que penetre mais facilmente na barreira 
protetora do T Respiratório, destruindo-a. 
o Proteinas canal M2: Serve para fazer troca meio exterior com o meio interior do 
virus, tem função na hora da replicação viral, ajudam a desestabilizar este 
envelope. 
o Matriz M1: função estrutural e confere rigidez ao vírus. Dentro, encontram-se 
os, todos eles recobertos por 
o Ribonucleocapsideos: formado pelos RNAs associados as nucleoproteinas e o 
complexo polimerase. São proteínas, nucleotídeos,que vão envolver esse 
RNA com a função de proteger ele. No primeiro momento de invasão é 
liberado dentro da célula do hospedeiro, devido ele ser um RNA, ele tem que 
carregar consigo a sua polimerase. Ele não pode depender da polimerase da 
célula para, na hora da sua replicação, se transformar. Então ele carrega o 
complexo polimerase, que vai ser formado por 4 ciclos: PA, PB1 e PB2 
 
M i c r o b i o l o g i a - V í r u s | 28 
 
 
O que diz no áudio: 
Esse é vírus que vai envolver o núcleo da célula pra se replicar. 
1. Ele entra no trato respiratório do hospedeiro. 
2. Vai quebrar a barreira da mucosa devido a Neuroaminidase. 
3. Vai se aderir à célula através das Hemoglutininas. 
4. Acido ciático também se unem na parede dessas células forçando uma endocitose, forçando 
com que a célula internalize ele. 
5. No momento que célula faz isso a própria célula começa com uma função de acidificação 
dessa vesícula (vai formar uma vesícula interna) pra destruição desse vírus. Só que isso não 
vai destruir e sim beneficia-lo. No momento que ele começa a se acidificar aqueles canais que 
M2 são abertos então ocorre uma troca de pH (íons hidrogênio) entre o interior dessa vesícula 
e o interior do vírus fazendo com que se desestabilize o envelope e o envelope se una com a 
membrana nessa vesícula hemosística? E isso faz com que ocorra uma fusão do envelope 
com a membrana e interação do material genético do interior da célula. Como ele necessita da 
maquinaria celular, do material nuclear pra se replicar, pra se transformar, ele, através de poros 
da membrana nuclear, ele entra para dentro da célula e se desune de todo aquele 
núcleocapsideo que são as proteínas protetoras do genoma e começa a sua replicação através 
do complexo polimerase que ele carrega consigo. Esse complexo vai transformar aquela fita 
RNA negativa em uma fita RNA mensageira. Primeiro essas fitas RNAm saem em volta do 
exterior do núcleo, do mesmo modo que seria uma replicação celular. Vão pra o citoplasma e 
vão usar os ribossomos nucleares pra formação das suas proteínas, então eles vão mobilizar 
toda maquinaria celular pra trabalhar ao seu favor . 
Entaoo.. começa a produçao de todas as suas proteínas, que são as proteínas de envelope, 
que são as neuroaminidases, as hemoglutininas; Vai ser formado aqui no citoplasma. Essas 
duas em especifico são formadas pelos ribossomos aderidos no RER. As demais são formadas 
M i c r o b i o l o g i a - V í r u s | 29 
 
no citoplasma, tipo as que formam o ribonucleocpsideo são formadas no citoplasma e 
importadas novamente pra dentro do núcleo. Enquanto isso ocorre no exterior , no interior 
começa a formação de um novo genoma , a replicação começa daquele RNA mensageiro, se 
transforma novamente em um RNA viral no qual ele vai montar as cadeia de novo, todas as 
cadeias vão se agrupando de 8 em 8. No momento que isso acontece e que ele é recoberto 
pelo ribonucleocapsideo, ele ganha novamente seu complexo polimerase que tambem é 
formado no exterior, é internalizado no núcleo e aderido por ribonucleocapsideo, essas 8 
cadeias de RNA são exportadas do núcleo, do citoplasma, e vão em direção a membrana da 
célula na qual o RER já fez a deposição da proteína M1 da neuroaminidase? E da 
hemoglutinina fazendo então com que esse vírus saia por brotamento da célula – seja expulso. 
É aqui que ocorre a maioria das mutações e das variabilidades antigênicas desta família. Faz 
dois tipos, que é a Mutação em ponto e Ressortimento 
O que diz nos Slides: 
 
Replicação: 
1) Absorção e penetração 
-As hemaglutininas se ligam ao ácido siálico presente na célula hospedeira. 
-Penetram por endocitose onde durante o transporte as vesículas são acidificadas pelas 
ATPases que bombeiam H+ para o interior da vesícula endocítica. 
-Através da M2 os íons penetram também no vírus fazendo com que a proteína H mude sua 
conformação e o envelope se funda com a membrana do endosoma. No interior do vírus a 
acidificação auxilia na desnudação dos ribonucleocapsideio da proteína M. 
-Os RNAs então penetram através dos poros do núcleo. 
 
2) Transcrição: 
-A transcrição inicia logo após sua entrada no núcleo onde cada segmento é transcrito 
individualmente pelo complexo polimerase, formando um RNA mensageiro. 
 
3) Replicação 
-Primeiro ocorre a síntese de uma fita complementar de sentido positivo que tem como função 
servir de molde para formação do RNA viral, que após sua síntese é recoberto pela 
nucleoproteína e são recebe o complexo polimerase e então é exportado do núcleo, 
 
4) Morfogênese e egresso: 
-As proteínas PA, PB1 e PB2 são produzidas pelos ribossomos no citoplasma e exportadas 
para o núcleo. 
-As glicoproteínas H, N e a proteína M2 são produzidas pelos ribossomos aderidos ao reticulo 
endoplasmático e são então transportados para o complexo de Golgi onde sofrem 
modificações. Estas proteínas são então transportados em uma vesícula até a membrana 
celular. 
-O brotamento do vírus ocorre coma interação dos RNAs com a matriz M1, e desta coma 
membrana celular onde estão depositados as glicoproteínas H, N e a proteína M2 . 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
M i c r o b i o l o g i a - V í r u s | 30 
 
Mutação 
Como a polimerase , esse vírus ela tem o mínimo de fidelidade na hora de aderir os novos 
nucleotídeos pra formação de uma nova molécula de RNA. Ela faz muito ao acaso e muitos 
nucleotídeos são colocados na cadeia errada. No momento que ele faz isso ele ta gerando um 
novo vírus, uma nova espécie de vírus, mas com algumas características do anterior. 
O grande problema da mutação em ponto é quando esses nucleotídeos são colocados no local 
onde fica a neuroaminidase e a hemoglutinina. Quando tem modificação nesses pontos, vai 
mudar, por exemplo, o vírus que entrou no hospedeiro como H1N1, ele pode sair H3N6, porque 
ele mudou a sua conformação. É preocupante porque gera novos vírus. 
Ressortimento 
E uma co-infecção no mesmo hospedeiro por mais de um vírus. 
Um exemplo: tem um vírus suíno, um vírus aviário e um vírus humano. No momento que esses 
vírus infectam um mesmo hospedeiro. Na hora que maquinaria celular ta formando esse vírus, 
ele vai usar um pedaço de cada um dos vírus - o genoma vai ser formado por segmentos por 
cada um dos vírus, formando um quarto virus muito diferente e ao mesmo tempo igual aos 
demais. Este é geneticamente todo diferente mas com partes do suíno, parte do aviário e parte 
do humano. O grande problema é quando acontece a transmissão zoonótica (humano-animal e 
vice-versa). 
#Pode sofrer ressortimento e ainda mutação em ponto. Não há vacina que funcione contra ele. 
Por ele ser um vírus envelopado, ele tem algumas fragilidades: 
 Ele tem uma curta viabilidade em temperatura ambiente. À 56º temperatura 
relativamente baixa ele é destruído - agua fervendo destrói ele com muita facilidade. 
 pH inferiores a 3 - bem ácidos 
 Cloro, formol? e detergentes comuns esses três desestabilizam o lipídio do envelope e 
como isso destrói todo poder de patogenicidade, ele pode não se destruir 
completamente, mas sem a neuroaminidades e hemoglutininas ele perde 
completamente a sua função. 
Influenza suína 
Endêmica nos EUA e Europa. Tempo de incubação é baixo, 24 horas ou menos. 
Diagnostico é feito através do isolamento do vírus que é o mais difícil porque é preciso que o 
animal venha a óbito por esse caso. mas o que mais se faz é a detecção de anticorpos, que 
pode ser por imunofluorescência, teste de Elisa, que é mais fácil de detectar. No momento que 
o animal é infectado, ele vai gerar uma resposta imuni a esse vírus, e é isso que a gente quer 
achar 
Sinais clínicos 
Corrimento nasal, tosse, espirros, febre, anorexia.Quadro parecido com a infecção por 
Influenza humana. 
Na America do sul não tem diagnósticos de aves. Existem alguns relatos de aves migratórias 
que vieram, mas não disseminaram. Nossos animais não foram diagnosticados tanto que não 
se usa vacina. 
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Doença de Notificação Obrigatória: O veterinário que não notificar presença de animal 
doente perde o registro. 
No Brasil a influenza é considerada uma doença exótica , se tiver um primeiro diagnosticar a 
doença tem que avisar o ministério e imediatamente sacrificar todos animais serão imunizados 
os doentes e não doentes porque pode disseminar. 
Principais formas de transmissão 
 Através das fezes. O homem é umas das principais formas de contaminação desses 
aviários. Homem doente pode transmitir para o animal. 
 Alimento e água contaminado 
 Vias aéreas 
Sinais clínicos nas aves é principalmente gástrica, mas pode ter também na forma respiratória. 
FAMÍLIA REOVIRIDAE 
 
4 generos, mas os mais importantes são: 
 
 Gênero orbivirus: que causa, entre varias doenças, a doença da língua azul 
que acomete principalmente ovinos, podendo acometer bovinos. 
 
 Gênero rotavirus: Vírus Rotavirus. Grande importância porque vai atacar 
animais jovens e crianças. Pra humanos existe a vacinação que recebe por 
volta dos 6 meses. 
Causa diarreia e vomito, podendo levar a óbito devido a desidratação. 
 
Como ele é formado 
 Vírus não envelopado, com uma grande capacidade de sobrevivência no meio 
ambiente 
 RNA fita dupla 
 Eicosaédrico. 
 Formado por 3 capsideos, como não tem envelope usa os capsideos pra se proteger: 
 
o Capsídeo Externo: com duas proteínas 
 VP4: faz a união com a célula hospedeira 
 VP7: lipoproteína estrutural. 
 
o Capsídeo Intermediário: formado por uma única proteína 
 VP6: tem função estrutural e função de subgrupo, ela que vai 
determinar quem ele é, identifica quem é esse vírus da família. 
 
o Capsídeo Interno: é o que protege essas fibras RNA e é formado por 3 
proteinas: 
 VP2 :que forma a sua estrutura 
 VP1: que é uma RNA polimerase (todo o vírus carrega consigo a sua 
polimerase) 
 VP3: que tem função de carregar esses nucleotídeos pra formar o 
RNA. 
 
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Replicação Viral 
 
 
 
Ele vai entrar primeiro se fixar na membrana do hospedeiro, entrando por endocitose, lá dentro, 
essa vesícula endocitica vai ter uma acidificação, sempre a tendência da célula é tentar destruir 
essa vesicula, isso só favorece o virus. No momento que essa vesícula é acidificada ocorre a 
destruição da vesícula e do capsideo externo, liberando pro interior da célula uma partícula 
semi-integra do vírus, que tem o capsideo intermediário e o capsideo interno, e dentro dessa 
estrutura semi-integra começa a ação da polimerase pra transformar esse RNA fita dupla num 
RNA mensageiro (o que ele precisa fazer pra usar a maquinaria celular), com isso ele começa 
a liberar no citoplasma os RNA pra começar a formação o mais rápido possível dessas 
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proteínas, sendo que alguns desses RNAs mensageiros vão para o reticulo endoplasmático 
rugoso pra formar as proteínas VP7 e VP4 que são do capsideo externo. Em seguida a célula 
do hospedeiro forma ao redor dessas partículas estranhas o que chamamos de viroplasma: 
engloba toda as peças que vão montar o viris, isso acaba beneficiando o vírus, pois ali dentro 
ele vai se formar sem a possibilidade de ser atacado. Quando já tem uma grande quantidade 
desse viroplasma ele se une ao RERugoso, no qual vai ter um monte de moléculas de VP4 e 
VP7 que já foram formadas, ele é liberado pra dentro do reticulo onde acaba a sua formação. 
No momento que ele ta pronto, é expulso da célula pelo reticulo. 
 
 
SLIDE: 
 
1)Entra na célula por endocitose, já no interior da vesicula ocorre a acidificação e solubilização 
do capsídeo externo e a permeabilidade da membrana endocitica. 
2)No interior da partícula semi-integra ocorre a formação do RNA mensageiro responsável pela 
síntese proteica e replicação do genoma 
3)Forma-se a partir do reticulo endoplasmático uma estrutura chamada viroplasma que contém 
RNAs e proteinas virais assim como particulas virais em formação. No interior do viroplasma a 
partícula virica é formada até o capsídeo intermediário 
4)Saindo viroplasma vai ao retículo endoplasmático rugoso onde recebe a proteína VP7 e VP4 
que forma o capsídeo externo. 
5)Sai por brotamento da célula. 
 
 
 
Gênero Orbivirus 
 
 A doença da língua azul: doença de distribuição mundial. 
 Necessita de um vetor do gênero Culicoide (os mosquitos) 
 É uma doença extremamente sazonal - de verão. 
 Afeta principalmente os ovinos. 
 
Sinais clínicos 
 
 Uma das ultimas coisas que se observa é a língua azul 
 Picos febris 
 Face e mucosas extremamente hiperemicas, essa hiperemia associada a hipertermia 
vai ocasionar a queda da lã. 
 O animal tem edema na face e na língua, apresentando uma cianose na língua, em 
alguns casos. O edema pode se espalhar por todo o corpo do animal (raro). 
 O mosquito é muito encontrado a campo, o tempo da doença é de 5 ate 10 dias. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Genero Rotavirus 
 
 Causa doença entérica principalmente em animais jovens 
 Tem distribuição mundial 
 A principal forma de transmissão é através da alimentação, principalmente gado: nas 
pastagens, transmissão mais fácil. 
 É um vírus que sobrevive as vias gástricas, já que não tem envelope ele é mais 
resistente. Pode afetar aves, mas é mais difícil. 
 
Sinais clínicos 
Diarreia e vomito consequentemente com desidratação; em torno de 6h a 12h. 
 
Diagnóstico 
 
 Forma mais fácil de se fazer diagnostico é examinando os anticorpos e também pelos 
sinais clínicos. 
 Elisa 
 Imunofluorescencia 
 Aglutinação em Latéx 
 PCR 
 Sorologia 
 
Família Adenoviridae 
 
4 generos, 3 com importância pra veterinária 
 
 Gênero Mastadenovírus: é o adenovirus canino, que causa hepatite infecciosa canina 
 
 Gênero Aviadenovirus: Que causa adenoviros em galinhas 
 
Estrutura 
 
 Não envelopados 
 São vírus DNA cadeia dupla linear 
 São icosaedricos 
 
 
 
 
 
 
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Seu capsideo é formado por inúmeros capsômeros unidos, encontram-se fibras que são como 
elementos proteicos da união dos capsômeros; que se fixam a célula hospedeira. 
 
No seu interior tem um genoma que vai ser protegido por um capsideo que é formado pela 
proteína 5, 7 e 10, a proteína 5 e 7 tem só função de formar esse capsômero e a 10 de 
estabilizar. 
 
No final da cadeia de DNA tem uma proteína terminal que serve pra quando ele entra no 
hospedeiro consiga se ligar ao DNA viral pra conseguir fazer a replicação. 
 
 
 
 
Como ocorre: liga a membrana do hospedeiro, é formado uma vesícula endocitica, é 
acidificada, desestabilizando esse capsideo e a membrana endossomal fazendo a liberação 
desse DNA recoberto ainda pelo capsideo para o citoplasma. Quando o DNA do vírus ta 
completamente replicado, ele remonta dentro do núcleo a partícula viral; quando ocorre uma 
grande produção da partícula viral dentro do núcleo, ela leva a uma lise celular, matando a 
célula hospedeira. São resistentes a solventes orgânicos do meio ambiente, pois não tem 
envelope; desinfetantes comuns desnaturam a proteína do seu capsideo.

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