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SOCIEDADE EDUCACIONAL DE SANTA CATARINA
FACULDADE UNISOCIESC
CURSO: ADMINISTRAÇÃO
ANÁLISE DE APLICAÇÃO DO MODELO DE NEGÓCIO CANVAS NA BARBEARIA BARBER’S PLACE
Fernanda Hilbert Amin
Jairo José Assumpção
Florianópolis, SC
2018
22
FERNANDA HILBERT AMIN
ANÁLISE DE APLICAÇÃO DO MODELO DE NEGÓCIO CANVAS NA BARBEARIA BARBER’S PLACE
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado a Faculdade Unisociesc, mantido pela Sociedade Educacional de Santa Catarina - UNISOCIESC, Florianópolis/SC, como requisito para obtenção do título de bacharel em Administração. 
Orientador(a): Jairo José Assumpção
Florianópolis, SC
2018
ANÁLISE DE APLICAÇÃO DO MODELO DE NEGÓCIO CANVAS NA BARBEARIA BARBER’S PLACE
FERNANDA HILBERT AMIN
Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) apresentado como requisito parcial para a obtenção do título de bacharel em Administração pela Faculdade Unisociesc em Florianópolis/SC, e aprovado pela Banca Examinadora.
.............................................................................................
Coordenador (a) de Curso
Banca Examinadora integrada pelos Professores:
.............................................................................................
Prof. Orientador(a)
.............................................................................................
Prof. Banca Examinadora
“Serei eternamente grato a Deus, por tê-lo em meu coração e por ter me proporcionado as maiores alegrias como a conclusão deste trabalho. Sem ele, nada sou!”
AGRADECIMENTOS
Agradeço, aos meus pais por acreditarem em mim e no meu potencial, por me aconselharem e incentivarem a dar continuidade em meus estudos, além de todo o amor e carinho que sempre me deram.
RESUMO
Entende-se que o mundo passa por constantes mudanças sejam elas de natureza tecnológica, política, ambiental ou econômica. As empresas que estão inseridas no mercado devem conviver em sincronia com essas alterações, mantendo-se sempre informadas e buscando maneiras eficientes e ágeis para lidar com essas mudanças sem perder espaço, clientela e qualidade. O presente trabalho tem como tema, análise de aplicação do modelo de negócio Canvas na barbearia Barber’s Place. E como objetivo, analisar o processo de implementação do modelo de negócio Business Model Canvas em uma pequena barbearia localizada em Florianópolis. O uso do Modelo de Negócio Canvas permite que a gestão de uma empresa discuta o seu negócio e gere novas ideias para aplicar na organização. A abordagem do presente trabalho segue o método de pesquisa qualitativa, tendo como base a investigação descritiva e bibliográfica, a qual é fundamentada em descrições de situações. Esta pesquisa teve resultado positivo ao concluir que há viabilidade para se aplicar o modelo BMC em um negócio já existente, e verificou-se que a metodologia é uma ferramenta que traz diversos benefícios e é capaz de contribuir para a geração de vantagem competitiva, pois contribui para criação de valor para os clientes, gestores e colaboradores. Isso auxilia a empresa que se propõe a usá-lo, na conquista para o sucesso no curto e no longo prazo.
Palavras-chave: Empresas. Modelo de Negócio. Canvas.
ABSTRACT
It is understood that the world undergoes constant changes whether they are technological, political, environmental or economic. Companies that are in the market must live in sync with these changes, always staying informed and looking for efficient and agile ways to handle these changes without losing space, clientele and quality. This paper analyzes the application of the Canvas business model at Barber's Place. And, as an objective, to analyze the implementation process of the Business Model Canvas business model in a small barber shop located in Florianópolis. The use of the Canvas Business Model allows the management of a company to discuss its business and generate new ideas to apply in the organization. The approach of the present work follows the method of qualitative research, based on descriptive and bibliographical research, which is based on descriptions of situations. This research had a positive result in concluding that there is feasibility to apply the BMC model in an existing business, and it was verified that the methodology is a tool that brings several benefits and is able to contribute to the generation of competitive advantage, since it contributes to create value for customers, managers and employees. This helps the company that proposes to use it, in the conquest for success in the short and long term.
Keywords: Companies. Business model. Canvas.
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
Figura 1 – Qual a tônica do seu negócio?................................................................18
Figura 2 – Componentes do Modelo de Negócios de Canvas.................................24
Figura 3 – O quadro do Modelo de Negócios de Canvas........................................25
Figura 4 – O modelo proposto pela autora...............................................................33
SUMÁRIO
1	INTRODUÇÃO..............................................................................................................10
1.1	CONTEXTUALIZAÇÃO DO TEMA E PROBLEMA......................................................10
1.2	OBJETIVOS.....................................................................................................	11
1.2.1	Geral..........................................................................................................................11
1.2.2	Específicos...............................................................................................................11
1.3	JUSTIFICATIVA..................................................................................................	11
1.4	ESTRUTURA DO ESTUDO.................................................................................	12
2	REVISÃO DA LITERATURA.........................................................................................13
2.1 A Evolução do pensamento da adminIstração........................................13
2.2 EMPREENDEDORISMO.............................................................................................17
2.3 INOVAÇÃO..................................................................................................................18
2.4 START UP EXUTA......................................................................................................20
2.5 MODELOS DE NEGÓCIO............................................................................................22
2.6 PROJECT MODEL CANVAS........................................................................................25
3	PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS.......................................................................27
4	DESENVOLVIMENTO DO ESTUDO ............................................................................30
4.1 DIAGNÓSTIGO DA EMPRESA....................................................................................30
4.2 APLICAÇÃO DO MODELO..........................................................................................32
 4.3 RESULTADOS E DISCUSSÃO..................................................................................33
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS............................................................................................35
REFERÊNCIAS..................................................................................................................36
 1. INTRODUÇÃO
O ser humano evolui e a cada passo deste processo são desencadeadas novas necessidades. Hoje, para manter-se líder em seu ramo, o empreendedor tem que estar disposto a mudar seu negócio e adequá-lo ao ambienteque vive. Bem como possuir uma visão aberta para novas expectativas, estando disposto a pôr em prática sua experiência e aprendizado conquistado ao longo do tempo.
Atualmente, as organizações atuam em espaços turbulentos, e com constantes mudanças da tecnologia, informação e conhecimento, sendo estes relevantes para o desenvolvimento da empresa, e o crescimento do negócio.
Dessa forma, para que a empresa consiga “se manter”, é necessário deixar claro um modelo de negócios. Nesse entendimento, a organização precisa conhecer o seu negócio, sendo assim, poderá objetivar a maneira de como a sua empresa irá funcionar.
 O estudo e a aplicação de um modelo de negócio fará com que a empresa entenda o que faz e por quê; e também, quando, onde, porque e para quem irá entregar um valor. Este trabalho pretende por meio da revisão literária, esclarecer os conceitos do modelo de negócio Business Model Canvas ou, “BMC”, com a intenção de aplicá-lo na barbearia pesquisada. 
CONTEXTUALIZAÇÃO DO TEMA E PROBLEMA
Em tempos de crise empreender tem sido uma solução para estudantes, desempregados e até mesmo para quem está cansado do que faz no mercado de trabalho. Inovar, criar, entregar valor, são palavras comuns ao se falar em empreender. Porém, para ter um novo negócio não é necessário só uma boa ideia. É preciso ter paixão e dedicação no desenvolvimento, além de fazer a diferença no mercado.
Para não correr o risco de investir em uma nova área e falhar, é preciso que as empresas tenham planejamento. Segundo Dornelas (2011), o plano de negócios serve para estudar a viabilidade de um conceito de negócio, orientar o desenvolvimento a estratégia e das operações, atrair recursos financeiros, transmitir credibilidade e desenvolver uma equipe de gestão.
Por isso, escolhi o Business Model Canvas para implementação nesta pequena empresa localizada em Florianópolis. O mercado de Barbearias esteve em ascensão nos últimos anos, e para poder continuar com resultados positivos, a Barber’s Place permitiu que eu fizesse parte deste negócio buscando a resposta para a seguinte pergunta de pesquisa: “há viabilidade de implementação do modelo BMC neste negócio já existente?”.
OBJETIVOS
Geral
Analisar o processo de implementação do modelo de negócio Business Model Canvas em uma pequena barbearia localizada em Florianópolis.
Específicos
a) Realizar um estudo a respeito do modelo de negócio Business Model Canvas;
 b) Diagnosticar o setor de barbearia contemporânea;
c) Elaborar o modelo Canvas e analisar viabilidade de implantação na empresa estudada.
JUSTIFICATIVA
A Modelagem de Negócios de Canvas é um resumo nada sucinto de tudo que o novo empreendimento terá pela frente para que se alcance sua tão sonhada viabilidade. Nele estão descritos os possíveis erros e falhas ocorridos durante o percurso que vai do sonho à consumação do novo negócio.
Hoje todos os empreendedores ou idealizadores de novos sonhos rentáveis deverão ter em mente que apesar de se querer muito dar certo a taxa de erro em novos negócios é muito grande, portanto mais vale fazer um plano de negócio e errar no papel a ter que errar no mundo real, pois isso lhe poderá custar mais do que bens materiais.
Para a Administração, a Modelagem de Negócios de Canvas, objetiva estruturar algo inovador, garantindo praticidade no estudo das empresas. Para a empresa, o Modelo de Negócios de Canvas, pode ser utilizado para fazer alterações e inovar o seu negócio. Já para a autora, o presente trabalho significa aplicar o que foi aprendido, estando assim mais capacitada para uma futura atuação no mercado de trabalho. Além do mais, ter a oportunidade de concluir o curso de bacharel em administração podendo aplicar o conhecimento adquirido durante esses quatro anos neste trabalho trás sensação de recompensa. 
ESTRUTURA DO ESTUDO
O presente trabalho se apresenta em cinco capítulos. Vale destacar, que o Capítulo Um aponta a introdução, a justificativa do tema, o problema da pesquisa, o objetivo geral e específico e a estrutura do trabalho. O Capítulo Dois trata da revisão literária além do tema Canvas, a evolução da administração, o empreendedorismo, modelos de negócio, Startups como assuntos que compõe o universo do assunto.
 O terceiro capítulo deste trabalho apresenta procedimentos metodológicos utilizados para realizar a pesquisa. No Capítulo quatro, destaca-se a apresentação de dados, bem como sua análise, caracterização da empresa, qual fora utilizada como base da pesquisa. No quinto e último capítulo, se encontram as considerações e as falas finais desta autora em resposta a pesquisa elaborada na presente temática. 
2. REVISÃO DA LITERATURA
2.1 A Evolução do pensamento da adminIstração
Amboni (2007) relata que a Administração surgiu na longínqua antiguidade, com o papel de planejar e organizar construção das pirâmides egípcias há organização do extenso império romano.
Porém, Douglas (2005, p.99) afirma que a grande virada ocorreu no século XVIII com a Revolução Industrial, que mudou profundamente a figura do mundo, transformando o centro dos negócios e inaugurando as teorias administrativas através de Taylor (1856/1915). 
Maximiano (2008) explica que a Era Industrial Clássica possuía três abordagens tradicionais, que eram a Administração Científica enfatizando as tarefas dos operários, a Teoria Clássica e Modelo Burocrático enfatizando a estrutura organizacional e a Teoria das Relações Humanas enfatizando o papel das pessoas nas organizações.
A Era Industrial Neoclássica acelerou os acontecimentos trazendo sensíveis inovações para a Administração. Griffin (2007) exemplifica que nesse período surgiram as Teorias Neoclássicas, a Teoria Estruturalista e a Teoria Comportamental, a Teoria de Sistemas e a Teoria de Contingência.
Para Maximiano (2000), a Era da Informação surgiu com o tremendo impacto provocado pela Tecnologia da Informação, onde a nova riqueza passou a ser o conhecimento e o denominado capital intelectual, substituindo o capital financeiro. Dando ênfase em produtividade, qualidade, competitividade, clientes e globalização. 
Assim, a considerada Moderna Administração para Chiavenato (2010), se preocupa com uma série de situações que agregam valores e criam riquezas em suas atividades. Seja através da administração do macroambiente da empresa e suas características e variáveis críticas, da administração da globalização dos negócios e da competitividade mundial, da administração das inovações, tendências, mudanças e reinvenções de processos, políticas e estruturas.
Pode ser definida em vários conceitos, podem-se obter vários significados para a administração, cada uma com uma visão diferente, mas que por fim todas essas visões se interligam em uma só. Como leciona Amboni (2007, p.2), “a administração é o ato de trabalhar com e por intermédio de outras pessoas para realizar os objetivos da organização, bem como o de seus membros”.
Já para Griffin (2007, p.88) “significa um conjunto de atividades direcionadas à utilização dos recursos de uma empresa (humanos, financeiros, materiais e de informações) para que esta atinja os objetivos de modo eficiente e efetivo”.
Outra definição proposta por Griffin (2007, p.8) “é que a administração é a condução racional das atividades de uma organização, cuidando dos quatro princípios básicos da administração (planejamento, organização, direção e controle)”. Com a intenção de atingir os objetivos estabelecidos.
Na definição de Maximiano (2000) administração é o processo de adotar decisões sobre os objetivos com o uso de recursos, sendo que o processo administrativo na organização pública compreende cinco tipos principais de decisões, também chamadas processos ou funções: planejamento, organização, liderança, execução e controle.
Com base no exposto os processos da administração devem pensar na coletividade, pensando nas pessoas, ou seja, em uma concepção democrática, as decisões devem ser coletivas com toda equipe, direção centrada no grupo e nãoem uma em uma pessoa, cumprindo um plano elaborado, com participação com a equipe dos funcionários. “Numa concepção democrático-participativa, a tomada de decisão é coletiva, a gestão pode estar centrada no individuo ou no coletivo ou participativo”. (BERGUE,2007, p 55)
Nesse entendimento, a administração elaborada em equipe é o resultado do processo que atende os objetivos organizacionais. Assim, o estudo da administração pública moderna é o caminho para a compreensão para uma sociedade moderna e transformadora, representando assim um dos elementos mais importantes desta sociedade que é a democracia (LACOMBE; HEILBORN, 2003).
A administração, para Dubrin (2003, p.89), geralmente, é delineada de acordo com os valores, as práticas administrativas e a personalidade de seus fundadores, assim como pelo funcionamento da sociedade no qual está inserida e seu código de conduta. 
Nesse sentido, a administração enquanto instituição precisa repensar profundamente suas funções a respeito de sua organização, sua gestão, sua maneira de definir os tempos, os espaços, os meios e as formas de atender ao público.
Quanto maior for a quantidade de políticas, regras e procedimentos especificando o modo como as pessoas devem-se comportar, mais formal é a organização. Uma empresa com alto grau de formalização tende a apresentar alto grau de especialização no trabalho e alta delegação de autoridade. Quanto mais formalizada for a empresa, mais mecanicista e burocrática ela é (DUBRIN, 2003, p. 328). 
De acordo com Dubrin (2003, p.12), a administração, estabelece oficialmente os relacionamentos, regras e regulamentações que cobrem todos os eventos e transações de uma organização.
Segundo Andrade e Amboni (2007, p. 3), afirma que administrar é participar do desenho da organização, que está relacionada aos conceitos: eficácia, eficiência, efetividade e relevância.
É uma atividade que requer esforço e força de vontade para que possa ser realizada com eficiência e eficácia (CARAVANTES, PANNO; KLOECKNE, 2005, p. 385).
Por fim, a “Administração faz com que as empresas caminhem em direção a seus objetivos e metas ao designar atividades que seus membros devem realizar” (CERTO, 2005, p. 4).
	Pode-se dizer que a atividades relacionadas à Administração, são consideradas mais dinâmicas e atraentes em termos de prestígio e oportunidades profissionais (COSTA, 2008). Para o autor, o crescimento da oferta de cursos e oportunidades de vagas no Brasil a partir dos anos 1990 parece ser uma consequência dessa realidade.
	 Silva (2005) acredita que a administração é necessária nas organizações porque sem ela as pessoas estariam entregues a si próprias e trabalhariam para a obtenção de seus objetivos, independentemente das demais. Sem administração nas organizações, o esforço seria desperdiçado. (SILVA, 2005, p 98).
Ocorre então a transformação administrativa, “segundo as ideias de Thomas Kunhn e Peter Ferdinand Drucker, há uma alteração completa de empresas, colaboradores, clientes, consumidores e outros [...] (PLANTULLO, 2009, p. 68)”. Muda-se a forma de organizar as empresas, os princípios da administração e a forma de administrar pessoas.
Portanto, a administração é fundamental para a tomada de decisões, planejamento estratégico, redução de custos, aplicação de recursos e outros. Entende Plantullo que (2009, p. 90):
A administração cientifica de Teylor, fundamentada na racionalização do trabalho e tendo a produtividade como seu principal eixo, desenvolve-se, percebendo-se os seguintes aspectos:
Ausência de incentivos atrelados ao desempenho do trabalhador;
Falta de noção, por parte da administração, quanto a divisão de responsabilidades entre a empresa e o trabalhador;
Não cumprimento das responsabilidades por parte de muitos trabalhadores;
Decisões dos administradores sem embasamento técnico;
Departamentos empresariais dissociados;
Colaboradores executando tarefas incompatíveis com sua habilidade.
As principais funções dentro da administração são quatro: planejamento, organização, direção e controle.
	A função de planejamento envolve finalidades como a antecipação a situações previsíveis, predeterminação de acontecimentos e preservação da lógica entre eventos (MAXIMIANO,2000). É um processo de planejar o futuro da organização preparando-se para enfrentar diversidades, oportunidades e riscos.
Caravantes, Panno e Kloeckne (2005, p. 387), o ato de planejar é traçar metas para futuro, ou seja, aonde a empresa quer chegar, definir quais os recursos e as tarefas que farão a empresa alcançar seu objetivo.
Para Ribeiro (2003, p. 44): No cumprimento de sua função de administrador, o chefe, ao encabeçar o programa de ação, coordena as partes, harmoniza o conjunto e decide qual a linha de conduta seguir, exigindo não somente que nada conflite com os princípios e regras da boa administração, mas, ainda, que as disposições adotadas facilitem sua aplicação.
Caravantes, Panno e Kloeckne (2005, p. 387) é uma das principais tarefas que o administrador executa, pois o ato de direcionar ou liderar pessoas está envolvido em motivar a equipe a alcançar os objetivos organizacionais desejado.
Amboni (2007, p. 5), controlar, “demonstra a compatibilidade esperados e resultados alcançados. O produto principal da função controle é a informação”.
Entendido a evolução da história da administração, destaca-se a importância de entender a respeito de empreendedorismo, tema de muita relevância nos dias de hoje, onde se é enfrentado grande desemprego e este aparece como solução.
2.2 EMPREENDEDORISMO
 O termo empreendedor começou a ser usado, segundo Dornelas (2008), pelo navegador Marco Polo, que ao estabelecer uma rota comercial do ocidente para o oriente, para negociar produtos, assumia todos os riscos da viagem, assumindo uma postura empreendedora.
 Segundo Dornelas (2008, p. 37) “o empreendedor é o indivíduo que percebe uma possibilidade e cria um negócio sobre ela, assumindo desafios e limites”.
Muitos dos empreendedores ficam ricos, não é necessariamente seu principal objetivo e sim consequência do sucesso, são líderes e formadores de equipes. O empreendedor é um indivíduo neste processo, uma parte dele, é quem exerce a liderança, mas Robbins (2000, p. 371) levanta a questão: “Todos os líderes exercem liderança?” Segundo o autor, a palavra líder é muito empregada como sinônimo de gerente ou as pessoas que exercem autoridade de acordo com a estrutura formal na organização, independente da maneira como exercem o cargo. Isto, nem sempre quer dizer que tal gerente realmente exerça liderança, conforme Robbins (2000), e esta questão é uma das mais debatidas no assunto do processo de liderança.
Independentemente dos cargos que ocupam, de seus títulos ou de trabalharem em diferentes organizações, os empreendedores comumente, também, denominados de servidores, colaboradores, executivos, gestores ou gerentes, são pessoas que diferenciam-se dos outros funcionários.
Além das habilidades gerais comentadas anteriormente, Robbins (2000) diz que o sucesso ou a eficácia do empreendedorismo também dependem de uma gama de habilidades específicas que envolvem planejamento, organização, coordenação, controle, informações e comunicação, desenvolvimento e aprendizagem pessoal, solução de conflitos e de problemas nos mais diferentes níveis e atividades, desde as estratégicas até as operacionais.
Enfim, a atividade empreendedora e o sucesso no seu desempenho é uma questão muito ampla e tem relação direta com o desempenho organizacional. Robbins (2000) mostra que não se trata de, simplesmente, fazer as coisas direito – ou, ser eficiente; é preciso, também, alcançar os objetivos – ser eficaz.
Figura 1 – Qual a tônica do seu negócio?
Fonte: Chiavenato (2012, p. 113).
Chiavenato (2012) explana que o empreendedorismo força a destruição criativa nos mercados e indústrias, criando simultaneamente, novos produtos e modelos de negócios. Com isso, a destruição criativa é vigorosamente encarregada pelo entusiasmo das indústrias e pelo desenvolvimentoeconômico de longo prazo.
 Ainda Chiavenato (2012) que deve-se reconhecer, aprimorar e classificar uma concepção, modificando-a em um pensamento de negócio, acaba se tornando o problema mais significativo, muitos deles que os empreendedores e as inovações vivenciam podem ser facultados a fragilidades avistada nas etapas iniciais do processo. Esse motivo possui suposições consideráveis no jeito como gerenciamos a tal criatividade e transformamos as ideias em inovações.
Para empreender, é preciso apresentar ao mercado algo inovador. É por isso que se fala de inovação neste trabalho.
2.3 INOVAÇÃO
A inovação abrange mudanças nos processos, nas estruturas e nos limites da firma, e deve ser percebida como uma dimensão empresarial planejada. Tidd et al. (2008) alertam para a importância e a necessidade de se planejar e de desenvolver os processos inovadores das empresas; a inovação não pode ser obtida simplesmente com base na sorte e em processos aleatórios. A inovação deve decorrer de uma espécie de projeto corporativo, revelado em estratégias e operações que sempre visem algo diferente. 
Para Vasconcellos, Hemsley (2002), a estrutura de uma organização nada mais é do que o resultado do processo que engloba a inovação e, assim como a especificação de atividades de todos os níveis, sempre com o intuito de atingir os objetivos organizacionais.
Desta forma, acredita-se que para se organizar uma empresa, ou qualquer outro estabelecimento que inclua relações interpessoais, são necessárias funções básicas que propiciam responsabilidades, lideranças, motivações, bem como inovação das funções, informações e recursos (NUNES, 2007). Assim, o estudo da inovação é o caminho para a compreensão do homem moderno e da sociedade moderna, pois as organizações executam a maioria das atividades na sociedade atual, representando assim um dos elementos mais importantes desta sociedade (LACOMBE; HEILBORN, 2003).
A inovação, para Dubrin (2003, p.89), geralmente, é delineada de acordo com os valores, as práticas administrativas e a personalidade de seus fundadores, assim como pelo funcionamento da sociedade no qual está inserida e seu código de conduta.
É importante ressaltar que as pessoas não atuam sozinhas, mas sim através de suas interações, sendo que apesar de suas diferenças individuais e características próprias, as pessoas envolvidas nas relações sociais influenciam-se mutuamente e cooperam entre si em busca de seus objetivos. Pensando desta forma, Chiavenato (1999, p. 257) acredita que é necessário que uma organização funcione como um sistema inovador, em que as partes se inter-relacionem para alcançar com sucesso um objetivo determinado, sendo que esta deve ser constantemente reajustada de acordo com as mudanças de situação e ambiente (CHIAVENATO, 2012).
Segundo Chiavenato, (2012), as organizações precisam inovar constantemente, tendo membros preocupados em criar novas ideias, produtos e relações, melhorando assim seu desempenho.
Essas inovações tanto podem envolver algum segmento ou unidade organizacional como podem estender-se à totalidade da organização e geralmente incluem mudanças nas linhas de autoridade, os níveis de responsabilidade atribuídos aos vários membros da organização e as linhas estabelecidas de comunicação organizacional (CHIAVENATO, 2012, p. 141).
Considera-se ainda como principais fatores de uma estrutura empresarial, o foco na inovação, a realização de atividades para alcançar tais objetivos, distribuição de funções administrativas para cada funcionário, consideração pelas habilidades e limitações tecnológicas e o tamanho da e inovação (NUNES, 2007).
De acordo com Vasconcellos e Hemsley (1986), em organização considerada tradicional, as ações são executadas a partir de descrições detalhadas das atribuições e organogramas atualizados, sendo que as decisões são tomadas sempre de acordo com normas pré-estabelecidas e geralmente são registradas por escrito.
Porém, para Dubrin (2003), o mundo nem sempre se adapta a esta visão organizacional, pois os problemas nem sempre são previsíveis e o conhecimento de questões específicas pode estar nas mãos daqueles que não estão conectados diretamente pelo organograma tradicional, dificultando a agilidade na resolução de problemas.
De acordo com Dubrin (2003, p.12), a inovação em uma organização estabelece oficialmente os relacionamentos e regulamentações que cobrem todos os eventos e transações de uma organização.
2.4 STARTUP 
A ideia principal de uma Startup é aprender como desenvolver uma empresa sustentável. Permitir que os clientes interajam com o produto é a maneira de saber se estes estão percebendo o valor do mesmo.
Blank (2012) define startup como “uma organização temporária em busca por um modelo de negócios escalável, repetitivo e lucrativo”. 
O mesmo autor diz também que a metodologia Startup Enxuta pretende tornar o processo de começar uma empresa menos arriscado ao favorecer experimentação ao invés de planejamento, desenvolvimento com colaboração do cliente ao invés de intuição, e desenvolvimento interativo ao invés de desenvolvimento em cascata” (BLANK, 2013).
Ries (2012) afirma que esta metodologia pode ser entendida como uma serie de experimentos realizados com o objetivo de se testar estratégias de negócio. Como no método científico, experimentos dependem de hipóteses que devem ser testados de forma empírica. Com isso, o objetivo de todo experimento realizado por uma startup, seja ele quantitativo ou qualitativo, é descobrir como desenvolver um negócio sustentável em torno da sua visão.
O processo de Startup deve ser uma exigência do mercado do trabalho, tanto para patrões como para empregados. Ninguém poderá ficar fora desse processo, pois sua intenção é fazer com que todos sejam democráticos aprendam e assimilem os novos conhecimentos e aperfeiçoamento, obtendo assim nova qualificação. (BOOG, 2012)
Nestes últimos anos, em que as organizações têm buscado desenvolver esse novo modelo organizacional entendeu-se que a chave da mudança organizacional residia na cultura vigente, uma vez que é a cultura responsável pela direção, orientação e regência dos padrões de comportamentos observados. Uma mudança cultural deve abranger e envolver um processo de avaliação, modificação e transformação de valores, crenças e modelos mentais compartilhados pelos indivíduos que trabalham na organização. É preciso que haja uma total reorganização e reconstrução da identidade organizacional baseada em uma nova estrutura, uma nova visão estratégica e, novos padrões de comportamento. 
Todas as características do modelo de Canvas aumentam o desempenho operacional, mas merecem destaque, de acordo com o conteúdo desse trabalho, porque geram vantagem competitiva, uma vez que dão eficiência. Estas características estão diretamente relacionadas com o desempenho no processo de venda ou serviço ou de atendimento. 
Portanto a importância O modelo de Canvas consiste no fato de que geram vantagem competitiva, permitem aumento de lucros e redução de custos operacionais. 
Ao implementar uma estratégia de relacionamento por meio do Canvas é possível aumentar a satisfação e a taxa de retenção dos clientes.
2.5 MODELOS DE NEGÓCIO
Por muito tempo para se iniciar um negócio era necessário ter em mãos um plano de negócio. A forma tradicional de fazê-lo era documentar em um relatório tudo o que aconteceria durante a formação do negócio. Porém, era pregado que se a organização não seguisse fielmente o que havia sido planejado, a organização falharia. Este documento engessado, além de não abrir possibilidades para mudanças e imprevisibilidades, permitia pouca interação do desenvolvedor com o plano.
Segundo Osterwalder, (2011, p.90), “um modelo de negócio descreve como uma organização cria, entrega e captura valores”. Já Porter (1996) define estratégia como o conjunto de objetivos que criam valor a uma empresa e permitem a esta se diferenciar ao satisfazer as necessidades dos seus clientes. Associando as definições, pode-se concluir que um modelode negócio é uma ferramenta que permite comunicar a estratégia da organização.
Segundo Gitahy, (2017, p.88) “o modelo de negócios é a forma como uma empresa cria, entrega e captura valor. Em outras palavras, é a formula que transforma time, produto e gestão em receita, lucros e retorno para os acionistas”.
O modelo de negócios é um instrumento necessário, para mensurar os esforços da organização, sua qualidade, utilidade e relevância, ou seja, facilita a tomada de decisões, auxilia o desenvolvimento pessoal e profissional, funciona como alicerce para demais atividades de gestão de pessoas e assegura o dinamismo e a transparência, oferecendo um verdadeiro mapa norteando tanto as organizações, quanto as pessoas.
Ao dar enfoque para suas características, Dornellas (2008) retrata da seguinte forma: O modelo de negócios pode ser considerado como um documento vivo que tem por objetivo planejar detalhadamente a abertura, o crescimento ou a manutenção de um negócio, bem como servirá também como meio de comunicação entre quem o criou e seus parceiros externos no novo empreendimento.
Sendo assim traz à tona seu conceito chave, ou seja, o planejamento que tem por meta evitar riscos desnecessários que o entusiasmo de um novo negócio pode nos levar a viver.
Analisando tudo isso se destaca um ponto significativo, quando se tem sonhos e  para torná-los realidade de maneira objetiva e racional, deve-se adotar o plano de negócios afim de não passar por incertezas e riscos concomitantes a novos negócios e suas ambições iniciais. (SALIM, 2015)
Enquanto isso para Lacruz (2008, p. 3), “O modelo de negócio na sua essência e elaborado adequadamente poderá evitar o falecimento precoce de um negócio, tendo em vista que durante o processo de criação irá demonstrar os possíveis riscos a serem corridos”. 
 Salim  (2015) destaca a importância de se projetar o futuro seguindo a ideia de: Na empresa, o planejamento ainda é o mais importante. Às vezes, a pessoa coloca todas suas economias no negócio que está abrindo. Empresas já estabelecidas têm investimentos altos em muitas pessoas, mantêm contratos com funcionários, com famílias que dependem de seus empregados. Possuem também uma posição no mercado para se defender contra os concorrentes. A empresa precisa saber para onde vai e como chegará onde se propôs.
 Pode-se avaliar sua utilização não apenas como instrumento para desenhar planejamento e estratégias, mas também como meio de comunicação entre os diferentes públicos e parceiros, formula adotada recentemente por muitos empreendedores. (LACRUZ, 2008, p. 3).
Ao tocante estrutura é necessário saber que não há somente uma única melhor forma de elaborar um modelo de negócio, deve-se sim tentar aproximar o máximo dos valores reais de cada quesito. (SALIM, 2015)
Um modelo de negócios desenvolvido adequadamente atende diversos objetivos de uma empresa. Segundo Dornelas (2011, p.6) serve para estudar a viabilidade de um conceito de negócio, orientar o desenvolvimento da estratégia e das operações, atrair recursos financeiros, transmitir credibilidade e desenvolver uma equipe de gestão.
Existem diversos tipos de modelos de negócio, mas atualmente, por conta das constantes mudanças que ocorrem no mundo, o Modelo de Negócio “Plano de Negócio” está sendo deixado de lado para a introdução do Modelo “Project Model Canvas”, que é mais dinâmico que os modelos antigos. Por isso, a escolha deste para desenvolvimento deste trabalho.
“O modelo de negócios é um esquema para a estratégia ser implementada através das estruturas organizacionais dos processos e sistemas” (OSTERWÄLDER; PIGNEUR, 2011, p. 15).
2.6 PROJECT MODEL CANVAS
Um modelo de negócio descreve como uma organização cria, entrega e captura valores (OSTERWALDER, 2011). O modelo de Canvas é uma ferramenta que auxilia a entender e aprimorar um negócio. Pode ser útil tanto para organizações de médio e grande porte, quanto para empresas nascentes.
Ao iniciar um negócio, ou desenvolver uma nova frente em um negócio já existente, o empreendedor enfrenta uma série de desafios e precisa responder várias perguntas, e é aí que o Modelo de Canvas passa a ser útil. Este, permite que haja integração de diferentes percepções e áreas da empresa, levando a conclusões de como a organização pode funcionar e evoluir.
Criado por Alex Osterwalder, a ferramenta simples consegue substituir um plano de negócio, que muitas vezes é esquecido pelas empresas. O modelo de Canvas por ser dinâmico pode estar em constante atualização. Após preenchido, se os blocos não estão em harmonia, as alterações necessárias são feitas e é nestas “janelas” que ficam em aberto que podem surgir as inovações.
A imagem a seguir representa o modelo, que consiste em um cartaz com nove blocos que descrevem a estratégia da organização. Estes blocos se relacionam entre si e precisam estar em harmonia; o modelo se divide em duas partes, o lado direito corresponde os aspectos emocionais do negócio e o lado esquerdo corresponde aos aspectos racionais. Para o preenchimento do quadro é aconselhável seguir uma ordem lógica:
Figura 3 – O quadro do Modelo de Negócios de Canvas
Fonte: Osterwalder e Pigneur (2011).
	Para que haja sincronia com os nove blocos do quadro, é seguida uma ordem de preenchimento:
1. Segmento de Clientes: uma organização serve um ou diversos segmentos de clientes. Neste quadro, é determinado o público alvo.
2. Proposta de Valor: busca resolver os problemas do cliente e satisfazer suas necessidades, entregando um valor a eles. Vai além do produto, é a experiência entregue ao cliente.
3. Canais: as propostas de valor são levadas aos clientes por canais de comunicação, distribuição e vendas. Como o produto ou serviço chega ao cliente?
4. Relacionamento com Clientes: como relacionamento com clientes é estabelecido e mantido com cada segmento de clientes.
5. Fontes de Receita: as fontes de receita resultam dos que é proposto ao cliente.
6. Recursos Principais: os recursos principais são os elementos ativos para oferecer e entregar o produto e o valor ao cliente.
7. Atividades-Chave: o que de fato é oferecido ao cliente (produto ou serviço).
8. Parcerias Principais: algumas atividades são terceirizadas e alguns recursos são adquiridos fora da empresa. Pode se considerar os stakeholders.
9. Estruturas de Custo: os elementos do Modelo de Negócios resultam a estrutura de custo.
Dessa forma, criar estratégias para almejar um relacionamento sólido e a longo prazo com os clientes, pode ser formalizada com o auxílio de uma ferramenta que proporcione organização das informações. A Modelagem de Negócios de Canvas considera informações e tarefas a serem executadas de maneira objetiva e organizadas (RIES, 2012). 
Segundo Osterwalder e Pigneur (2011) a Modelagem de Negócios de Canvas é muito importante contribui na investigação das necessidades, propondo ações estratégicas e táticas para melhor suprir as expectativas da empresa.  
Pode ser verificado através dos autores citados que a ferramenta a Modelagem de Negócios de Canvas é uma estratégia, que tende a definir a gestão de qualidade a organização e seus clientes, como objetivo final de incremento na rentabilidade desejada e satisfação do cliente, proporcionando assim, benefícios para ambas às partes. 
Osterwalder e Pigneur (2011) descrevem que a Modelagem de Negócios de Canvas contribui e muito na execução e, sobretudo no controle das tarefas da organização, o que pode significar economia de tempo e recursos.
Diferenciar a empresa das demais é possível através de uma boa estratégia, podendo aumentar significamente o retorno para a empresa e facilitar os laços duradouros com seus clientes.
Dias (2003) reforça que a ferramenta a Modelagem de Negócios de Canvas é uma estratégia que possui benefícios mútuos. 
A Modelagem de Negócios de Canvas de engloba todas as áreas da empresa, inclusive as prioridades para atingir as metas e objetivos traçados. Dentre as ações sugeridas, todas devem se enquadrar dentro do orçamento atual da empresa, e não sãonecessárias grandes manobras financeiras, para adequá-las dentro da realidade de custos.
3. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
A presente pesquisa teve como finalidade realizar uma análise de aplicação do modelo de negócio Canvas na empresa Barber’s Place, sendo que esta desenvolve suas atividades desde Dezembro de 2016, e oferece aos clientes da cidade uma maior qualidade e praticidade nos produtos e serviços oferecidos. A pesquisa foi elaborada entre os meses de abril a julho de 2018, com aplicação do quadro Canvas. 
A abordagem do presente trabalho segue o método de pesquisa qualitativa, tendo como base a investigação descritiva e bibliográfica, a qual é fundamentada em descrições de situações.
 A pesquisa que se utiliza de uma abordagem qualitativa, fundamenta-se em descrições. Sem muita preocupação com regras precisas e procedimentos rigorosos a serem seguidos em sua orientação. É importante chegar a compreensão dos fenômenos estudados a partir de padrões provenientes diretamente do recolhimento dos dados. Não há preocupação em procurar informações para verificar hipóteses, mas a dimensão descrita requer rigor e a preocupação central prioriza o processo de pesquisa em detrimento da natureza dos resultados obtido (GIL, 2009, p.87). 
Ainda para Gil (2009), a pesquisa qualitativa caracteriza-se por analisar dados e informações coletadas e detalhadas, procurando compreendê-los dentro de diversas situações e contextos.
O método para coleta de dados, utilizou-se a observação, sendo acompanhado o dia a dia da rotina na empresa 
Foram feitas visitas na empresa para acompanhamento de sua rotina. Obtive acesso a todos os setores, permitindo uma ampla visão de suas atividades. Houve acesso a alguns documentos cedidos pela empresa, sendo utilizados como fonte de dados para a pesquisa. 
Em relação aos procedimentos técnicos, o presente trabalho trata-se de uma pesquisa bibliográfica que muito contribui para a elaboração e análise do estudo proposto. De acordo com Gil (2009, p.88), “a pesquisa bibliográfica é utilizada em todas as pesquisas, seja na busca da fundamentação teórica para o tema desenvolvido, seja na busca de informação para própria pesquisa, quando ela é teórica.”
Para o desenvolvimento do trabalho, contou-se com o suporte teórico de autores brasileiros renomados, tais como: Andrade (2007), Dolabela (2008), Amboni (2007), Blank (2012), Bergue (2007), Caravantes (2005), Chiavenato ( 2012). 
De acordo com Lakatos e Marconi (2011), o modo de agir, ou seja, procurar, encontrar, estudar sobre um assunto específico, aprimorando as informações e conceitos já existentes, só pode ser realizado por meio do ato de pesquisar. Logo, considera-se que pesquisar é o ato de procurar com diligência informações a respeito de um determinado assunto. 
De acordo com Gil (2009), a pesquisa bibliográfica relata ocorrências dos fenômenos particulares e não há a preocupação em procurar informações para verificar hipóteses, mas a dimensão descrita requer rigor e a preocupação central prioriza o processo de pesquisa em detrimento da natureza dos resultados obtidos.
Gil (2009) ressalta que há muitas razões para que seja feita uma elaboração de pesquisa, podendo ser um procedimento racional e sistemático, tendo por objetivo obter respostas aos problemas que são propostos. Uma pesquisa é feita quando não se encontram informações suficientes para responder ao problema proposto, ou então quando essas informações se encontram em desordem, de modo que não esteja nítida a relação das informações com o problema. As razões para a realização da pesquisa podem ser classificadas em dois grandes grupos: razões de ordem intelectual e razões de ordem prática. As primeiras aparecem com o desejo de conhecer pela própria satisfação do conhecer, já as últimas aparecem com o desejo de conhecer com o intuito de fazer algo de maneira mais eficiente e eficaz.
No entendimento de Marconi e Lakatos (2001, p.26):
 
A entrevista deve ser realizada por intermédio de dois recursos: documentos e contatos diretos (...) contatos diretos, pesquisa de campo ou de laboratório, são realizados com pessoas que podem fornecer dados ou sugerir possíveis fontes de informações úteis. 
Foi realizada uma entrevista com o gestor da barbearia, onde no mês de abril foi aplicado o segmento de Proposta de Valor no qual visa identificar quais os principais produtos e serviços ofereciam valores para o cliente, ainda no mês de abril identificou-se o perfil de clientes da empresa, em maio buscou-se conhecer os fornecedores, em maio analisou-se as estratégias usadas para obter receita e também a estrutura de custos, no mês de junho apresentou-se o quadro Canvas para o gestor, no mês de julho sugeriu-se mudanças para que houvesse melhoria na aquisição de maior lucratividade. 
 4. DESENVOLVIMENTO DO ESTUDO 
Para realização deste diagnóstico o entrevistado foi um dos proprietários da empresa, Manoel do Carmo da Silva Junior, que ocupa o cargo de administrador. A empresa conta com uma equipe de três funcionários, que atende o público masculino na área de estética (corte de cabelo, barba, coloração, sobrancelha e etc...).
4.1 DIAGNÓSTIGO DA EMPRESA
A Barber’s Place iniciou suas atividades em dezembro de 2016 e desde então se mantém consolidada no mercado, já tendo superado o valor dos investimentos iniciais. Devido ao sucesso e ao espaço reduzido da matriz, hoje já existe outra unidade da empresa em um bairro vizinho. A Barbearia está em processo de franquiamento.
Como visão, em dois anos pretende-se estar com o processo de franquias pronto, em cinco anos com pelo menos duas franquias na região de Florianópolis e em dez anos, ter a marca Barber’s Place consolidada no mercado, inclusive com uma linha de produtos própria. Os valores da empresa são: oferecer ao cliente os melhores serviços de estética masculina, com conforto, excelente atendimento e ao mesmo tempo trazer descontração ao público, oferecendo cerveja e outros tipos de “agrados” (como tábua de frios) aos clientes, vídeo game e etc.
A barbearia mantém seus objetivos desde o inicio das suas atividades (dezembro de 2016). Todos os funcionários conhecem e são instruídos semanalmente a respeito, através de reuniões. Por meio destas reuniões também são alinhados os interesses dos funcionários aos da empresa alem de determinar padrões para seus processos (linha de trabalho). A Barber’s Place preza por uma gerência amigável com seus colaboradores e estimula a autonomia destes. 
A meta da empresa é trabalhar com excelência para que assim crie uma fidelidade com o cliente. Em relação aos pontos fortes podemos citar a boa localização, que trás um ar familiar a barbearia, caracterizando-a como algo que já faz parte do bairro. O preço é justo se comparado com outras barbearias que oferecem os mesmos serviços. 
A estrutura (ambiente) é pequena, o que limita certas vontades do proprietário a respeito de inserir mais “atividades recreativas” dentro da barbearia, como uma mesa de sinuca. O grande número de concorrentes no ramo é uma ameaça.
A empresa tem como ordem de prioridade os seguintes valores: lealdade e identificação com a empresa, disciplina e capacidade de delegar oportunidade, responsabilidade e liderança, iniciativa, criatividade e capacidade de assumir riscos, relacionamento entre superiores, colegas e subordinados, capacidade de comunicar, capacidade de trabalhar em equipe, motivação e capacidade de motivar-se e capacidade de decidir, administrar conflitos e conviver com pressão. 
O orçamento é todo monitorado pelo administrador, com controle diário de entradas e saídas, fechamento de caixa, etc. Está sendo implantado um sistema de informação para aperfeiçoar o controle, não só da parte financeira como também de clientes e estoque de produtos. As prioridades de investimento como compras de produtos e coordenação de “vendas” também são controladas diretamente pelo proprietário, Manoel Junior.
Arespeito das políticas gerais de finanças da empresa, há um contador contratado para responder pela Barbearia em termos de pagamento de tributos, declaração de impostos e etc. Este contador presta serviços para a Barbearia, e dá todo auxilio em relação a Demonstrativo Financeiro, contatos bancários e planejamento financeiro. Porém, o dia a dia da empresa conta apenas com o controle feito pelo administrador.
O público alvo da Barbearia são homens de qualquer faixa etária. Este público é atraído para o local através das redes sociais, onde há divulgação intensa da empresa. Porém, pelo o que se vive no dia a dia, sabe-se que o boca a boca foi um grande aliado para atrair clientes para a Barbearia. 
Como há grande número de concorrentes na região, a estratégia de precificação é manter um preço mais baixo do que estes, porém oferecendo o mesmo tipo de conforto ao cliente e serviços bem semelhantes. Como há grande retorno dos clientes ao local, percebe-se que nestes dois anos de existência da Barber’s Place houve uma grande fidelização dos mesmos.
Em relação a Recursos Humanos, por ser uma empresa de pequeno porte não há nada muito específico determinado. Os funcionários recebem ao final do dia a porcentagem acordada pelos serviços e tem total liberdade de conversa com seu superior. A empresa preza pela segurança dos funcionários principalmente em relação a cuidados para não haver acidentes com navalhas e tesouras. 
A barbearia incentiva/patrocina projetos sócias no morro do Quilombo, comunidade da região. Em relação ao meio ambiente é feito descarte correto dos rejeitos (lâminas, plástico, químicos e etc...).
4.2 APLICAÇÃO DO MODELO
 Através do objetivo geral do trabalho, foi aplicado a Modelagem de Negócios de Canvas, a partir de entrevista com o gestor da organização Barber’s Place. Foram analisados os seguintes dados: 
• “O que?”- Proposta de Valor: possibilitar ao cliente uma experiência única. Além de estar cuidando do visual, tendo diversidade de produtos para o perfil específico deste, o ambiente amigável e familiar trás a pessoa que está sendo atendida uma sensação de relaxamento.
 • “Para quem?” – Relacionamento com clientes, visando estimular o contato constante com o cliente de forma pessoal, preocupando-se com o desenvolvimento de relacionamentos mais duradouros e, investindo em estratégias de manutenção.
• “Como?” – Parcerias, Atividades, Recursos Principais; um bom relacionamento com os fornecedores, procurado trazer a barbearia os melhores produtos do mercado. Além disso, amizade com proprietários de outras barbearias da cidade, podendo sempre compartilhar experiências sobre o mercado. 
• “Quanto?” – questões de custos, receita; estrutura de custos: divulgação do salão compra de produtos, aluguel, funcionários; receita: venda direta do serviços além dos produtos que são consumidos dentro do estabelecimento e itens de estética como pomada para cabelo, produtos para barba, etc.
Após um apanhado geral, abordando os principais elementos e compreendendo o objetivo do proprietário a respeito do negócio, se deu início ao preenchimento do quadro proposto por Canvas. Vale ressaltar que a Barbearia já existe desde 2016 e não tinha um plano de negócios.
FIGURA 4 - O modelo proposto pela autora. 
	Rede de Parceiros
	Atividades Chave
	Proposição de Valor
	Relacionamento com Clientes
	Segmentos de Clientes
	Mão de obra;
Fornecedores; 
Rádio, gráfica;
Outras barbearias.
	Serviços capilares (corte) barba, sobrancelha, coloração, alisamento.
	Ir além de “barba, cabelo e bigode”. Experiência com amigos, ambiente descontraído, apenas com homens e cerveja gelada.
As crianças adoram o videgame.
	Fidelização dos clientes, que se tornam amigos dos barbeiros. Há cartão fidelidade: há cada 10 serviço feitos, ganha-se um
	Crianças e adultos do sexo masculino
que procuram um ambiente descontraído
	
	Recursos Chave
	
	Canais 
	
	
	Materiais (uso/venda);
Qualificação dos barbeiros;
Infraestrutura.
	
	Redes sociais (Instagram e Facebook), panfletagem e rádio
	
	Estrutura de Custos
	Fontes de Receitas
	Aluguel; água, luz, telefone, internet; funcionários; limpeza; materiais/fornecedores; serviço de comnicação.
	Prestação de serviços, produtos vendidos.
Fonte: autora (2018).
 4.3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Após a aplicação do Modelo de Negócios Canvas o gestor e os colaboradores perceberam a relevância da empresa analisar alguns pontos. Foram apresentadas algumas sugestões para o gestor: 
1. Ter algum canal de comunicação com os clientes onde eles possam dar suas opiniões sobre o negócio: desde o corte do cabelo, até o conforto das cadeiras. Apesar de perceber que há grande fidelização deles, é necessário ouvi-los. Além de criar proximidade, podem surgir ideias ótimas para inovar o serviço prestado.
2. Melhor administração financeira. Os barbeiros são pagos todos os dias, ao finalizarem suas atividades, suas respectivas porcentagens. Por conta do grande número de compras em cartão, muitas vezes o caixa acaba ficando vazio. Foi sugerido pagamento quinzenal, que é mais organizado e não impede o giro de caixa.
3. Disponibilização de algum treinamento para os barbeiros trimestralmente. É necessário que estes profissionais estejam sempre se atualizando a respeito de tendências. Estar em constante atualização é fundamental.
4. Promoção de eventos. Estar cada vez mais próximo dos clientes é uma das metas que a Barber’s Place tem. Para isso acontecer, foi sugerido a promoção de eventos pela barbearia.
5. Desenvolver um aplicativo para a barbearia. A constante mudança tecnológica deixa tudo “em nossas mãos”. Ter a opção de utilizar o aplicativo para agendar o horário, ou até mesmo acompanhar a fila caso o cliente opte pela opção “sem hora marcada” tornaria o cliente mais próximo do negócio, além da facilidade. 
Ao desenvolver o quadro, foi perceptível a empolgação do gestor da barbearia e de seus funcionários com o modelo Canvas. Como a barbearia não tinha nenhum plano de negócio, por conta de certo preconceito de ser algo “engessado”, esta proposta os trouxe diversas ideias. Era perceptível que faltava algo para organizar as ideias do negócio, além disso, a visualização do quadro trás a sensação de enxergar os propósitos e os objetivos.
Conclui-se que é sim possível aplicar um Business Model Canvas em um negócio já existente, e mais ainda, é imprescindível que qualquer empresa tenha um plano a ser seguido.
 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Estre trabalho apresentou os benefícios da implementação do método Canvas, bem como a relevância do valor para a empresa e colaboradores juntamente com a importância da vantagem competitiva. Esse objetivo foi alcançado por meio da análise bibliográfica que demonstrou que processos podem ser melhorados por meio do método Canvas e destacou os benefícios obtidos com a implementação desse método na empresa Barber’s Place,
São os clientes e suas percepções, com relação à empresa, produto ou serviço, que determinarão a continuidade ou não da empresa no mercado. 
 Portanto, é imprescindível que a empresa que pretende subsistir, seja capaz de gerar vantagem competitiva, e isso é resultado de sua capacidade de criação de valor para o cliente, que pode ser conseguido por meio de um processo de atendimento eficiente.
Durante a pesquisa concluiu-se que a implementação contribuiu para a criação de valor para o cliente, e que, o método Canvas, é sim um fator gerador de vantagem competitiva, pois o Canvas contribuiu com a empresa a conhecer melhor o negócio e os principais recursos da empresa, além das questões para gerar receita, contribuindo a organização a possuir controle e planejamento para a atuação de suas atividades conquistando assim mais resultado e lucratividade.
Ou seja, responde-se o problema da pesquisa, sendo possível aplicar um modelo de negócio Canvas em uma empresa já existente. Essa conclusão surgiu como o alcance dos objetivos determinados no início do estudo: foi realizado um estudoa respeito do BMC, foi diagnosticado o ambiente de barbearia contemporânea e o modelo foi elaborado de forma que satisfizesse as “regras” necessárias.
Para trabalhos futuros sugere-se a análise quantitativa dos benefícios alcançados após a implantação da ferramenta Canvas, bem como buscar novas caraterísticas que possam aumentar os benefícios percebidos, usando dos conceitos abordados neste trabalho e em outras fontes.
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