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HEMOTERAPIA
Interpretação de 
Exames Complementares
6º Semestre de Enfermagem
DEFINIÇÃO
 Consiste em um tratamento terapêutico que é realizado através da transfusão sanguínea de um individuo doador para um indivíduo receptor
 Tem suma importância como suporte na realização de diversos tratamentos. 
DEFINIÇÃO
 
A história da hemoterapia pode ser divida em três períodos: 
PERÍODO PRÉ- HISTÓRICO até o início do século XVII
PERÍODO PRÉ- CIENTÍFICO de 1616 ao início do século XX
PERÍODO CIENTÍFICO de 1900 até os dias atuais.
No Brasil, em 1879, um relato discutia se a melhor transfusão seria com sangue de animais para humanos ou entre seres humanos. 
Nos anos 40, surge no Rio de Janeiro, o STS Serviço de Transfusão de Sangue com importante conotação assistencial, atividades científicas. 
No final desta década, é promovido o I Congresso Paulista de Hemoterapia, que forneceu as bases para a fundação da Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, em 1950. 
Em 1965 cria-se, por iniciativa do Ministério da Saúde, a Comissão Nacional de Hemoterapia, estabelecendo normas para proteção dos doadores e receptores de sangue.
Nos anos 80, a criação da Política Nacional do Sangue, a campanha da doação altruísta de sangue da SBHH e a Constituição de 1988 deram outra dimensão à hemoterapia brasileira. 
1987: Ministério da Saúde tornou obrigatória a realização do teste sorológico para a detecção do anticorpo anti-HIV..
Lei 10.205, de 21 de março de 2001: Regulamenta o § 4º do art. 199 da Constituição Federal, relativo à coleta, processamento, estocagem, distribuição e aplicação do sangue, seus componentes e derivados, estabelece o ordenamento institucional indispensável à execução adequada dessas atividades, e dá outras providências.
IMPORTÂNCIA 
PERIODO PRÉ – HISTORICO
 O sangue sempre teve importância destacada na história da medicina.
 Finalidade terapêutica, foi empregado pelo homem há muitos Séculos.
 O médico inglês Harvey descreveu a circulação sanguínea e o funcionamento do coração.
 Possibilitou o uso de injeções intravenosas de medicamentos e, também, de sangue, na veia dos pacientes, em conseqüência de sua descoberta 
Período pré- cientifico
 Os primeiros procedimentos empregavam sangue de animais.
 No século XVII , o sangue humano passou a ser utilizado no lugar do sangue animal. 
 Desconhecimento da existência dos grupos sanguíneos e do fenômeno da compatibilidade
Período Cientifico
 Início do século XIX, no ano de 1818 
 Somente o sangue de humanos poderia ser utilizado em humanos 
 E a transfusão de sangue fresco serviria para corrigir a tendência de sangramento em pacientes hemofílicos.
 O século XX inicia-se com a descrição dos grupos sanguíneos do sistema
ABO,
 Em 1940, Landsteiner e Wiener anunciaram a descoberta do fator Rh
 A partir daí foi possível introduzir os testes de compatibilidade,
 Descoberta do Anticoagulante, o que veio permitir a estocagem do sangue.
 A transfusão de sangue generalizou-se,tornando-se rotina nos hospitais, sendo uma prática fundamental para salvar vidas.
 A transfusão de sangue é um suporte importante
 Realizações de tratamentos
1987: Ministério da Saúde tornou obrigatória a realização do teste sorológico para a detecção do anticorpo anti-HIV..
Lei 10.205, de 21 de março de 2001: Regulamenta o § 4º do art. 199 da Constituição Federal, relativo à coleta, processamento, estocagem, distribuição e aplicação do sangue, seus componentes e derivados, estabelece o ordenamento institucional indispensável à execução adequada dessas atividades, e dá outras providências.
O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) publicou norma técnica que estabelece diretrizes para atuação de enfermeiros e técnicos de enfermagem em hemoterapia, a fim de assegurar uma assistência de enfermagem competente, resolutiva e com segurança.
A Resolução Cofen 511/2016 prevê que somente enfermeiros e técnicos de enfermagem atuem nos serviços de hemoterapia, desde que devidamente capacitados.
 A norma proíbe que auxiliares de enfermagem executem ações relacionadas à hemoterapia, exceto cuidados de higiene e conforto ao paciente, devido à alta complexidade da terapia
RESOLUÇÕES
 Art. 2º Cabe aos Conselhos Regionais adotar as medidas necessárias para fazer cumprir esta Norma, visando à segurança do paciente, dos profissionais envolvidos nos procedimentos de Enfermagem em Hemoterapia e dos doadores, relacionados à captação, triagem, coleta, distribuição, armazenamento e administração de Hemoderivados e Hemocomponentes.
 IV - ambiente: espaço fisicamente delimitado e especializado para o desenvolvimento de atividade(s), caracterizado por dimensões e instalações diferenciadas; 
CONSIDERANDO a Resolução RDC nº. 34, de 11 de junho de 2014 da ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que dispõe sobre as Boas Práticas no Ciclo do Sangue
Art. 5º Todo serviço de hemoterapia deve solicitar licença sanitária inicial para o desenvolvimento de quaisquer atividades do ciclo do sangue
§ 1º O serviço de hemoterapia deve garantir programa de capacitação e constante atualização técnica de todo o pessoal envolvido nos procedimentos, mantendo os respectivos registros, bem como cumprir as determinações legais referentes à saúde dos trabalhadores e instruções de biossegurança. 
§ 2º O serviço de hemoterapia deve disponibilizar equipamentos de proteção individual (EPI) e coletiva (EPC) de acordo com o estabelecido pelo mapeamento de riscos elaborado para cada setor do serviço, com sua respectiva identificação. 
A estrutura física do serviço de hemoterapia deve apresentar ambientes e fluxo compatíveis com as atividades desenvolvidas
Art. 12. Todos os materiais e insumos que entram diretamente em contato com o sangue e componentes devem ser estéreis, apirogênicos e descartáveis. 
Art. 13. Todos os materiais, equipamentos, insumos e reagentes utilizados para a coleta, preservação, processamento, testagem, armazenamento e utilização de sangue e componentes devem ser registrados ou autorizados junto à Anvisa e utilizados rigorosamente segundo instruções do fabricante. 
 § 1º O serviço de hemoterapia deve estabelecer procedimentos escritos contemplando critérios de aceitação para o recebimento e de liberação para uso, garantindo a rastreabilidade de lote e validade de todos os materiais e insumos considerados críticos.
Veja a relação dos testes que realizamos  para liberação de uma bolsa de sangue antes da transfusão:
-Tipo Sangüíneo e Fator Rh;
-Pesquisa de Anticorpos Irregulares;
-Teste de Falcização;
-Teste para Sífilis;
-Teste para Doença de Chagas;
-Teste para detecção do Vírus HIV 1.2. (2 Metodologias Diferenciadas);
-Teste para detecção do Vírus HTLV I/II;
-Teste para detecção do Vírus da Hepatite B (2 testes);
-Teste para detecção de anticorpos para Hepatite C (HCV);
-Eletroforese para determinação de hemoglobinas anormais;
-Teste Confirmatório para HCV - Chiron-Riba;
-Teste Confirmativo para HIV
-Teste Confirmatório para HTLV
A RDC nº. 153 da ANVISA ratificou, reiterou, complementou e substituiu a Portaria 1.376 e a Lei 7.649, do Ministério da Saúde quanto à obrigatoriedade de todas as bolsas coletadas serem submetidas a exames laboratoriais para detectar as seguintes doenças:
Doença de Chagas - 
AIDS - 
Sífilis -
Hepatite - 
08 de JUNHO - Dia Nacional da Autohemoterapia
 
 § 1º Devem constar no registro a que se refere o caput deste artigo, no mínimo, os seguintes dados: 
I - nome completo, sexo e data de nascimento; 
II - número e órgão expedidor do documento de identificação com foto; 
III - nacionalidade/naturalidade; 
IV - filiação; 
V - ocupação habitual; 
VI - endereço e telefone para contato;
VII- número do registro do candidato no serviço dehemoterapia ou no programa de doação de sangue; 
VIII - data do comparecimento.;
 
 Art. 35. Durante o horário de coleta, o serviço de hemoterapia deve garantir a assistência médica, devidamente formalizada, para atuar em caso de eventos adversos à doação.
 Art. 37. A identificação das bolsas, principal e satélites, e dos tubos para testes laboratoriais deve ser feita por sistema numérico ou alfanumérico e, preferencialmente, por código de barras, de forma a garantir a correspondência com o respectivo doador, e deve conter, no mínimo, as seguintes informações: 
I - identificação do serviço coletor; 
II - identificação do doador; 
III - data da coleta; 
 IV - identificação do profissional que realizou o procedimento. 
 
 Art. 38. O nome do doador não deve constar da etiqueta.
 A Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 153 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de 14/06/04
Determina o Regulamento Técnico para os procedimentos hemoterápicos, incluindo a coleta, o processamento, a testagem, o armazenamento, o transporte, o controle de qualidade e o uso humano de sangue, e seus componentes, obtidos do sangue venoso, do cordão umbilical, da placenta e da medula óssea.
 Todo candidato à doação de sangue deve assinar um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido
 
Na Resolução Nº 153 preconizam-se, critérios relativos a vários fatores que visam à proteção do doador, entre os quais citamos:
 idade, freqüência e intervalo entre as doações, doenças atuais ou anteriores, medicamentos, peso, sinais vitais, gravidez, jejum e alimentação, alcoolismo, alergia e atividades;
 
O profissional depende não só de seus próprios conhecimentos e habilidades, mas também dos conhecimentos e habilidades de toda a equipe e da eficiência do sistema.
Harmonizados no âmbito do Mercosul, Res. GMC nº 42/00, resolve: adota a seguinte Resolução da Diretoria Colegiada e eu, Diretor-Presidente, determino a sua publicação: 
Art. 1º Aprovar o regulamento técnico para os procedimentos de hemoterapia para coleta processamento, testagem, armazenamento, transporte, utilização e controle de qualidade do sangue e seus componentes, obtidos do sangue venoso, do cordão umbilical, da placenta e da medula óssea.
A Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 153 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de 14/06/04, que normatiza no Brasil as atividades de hemoterapia, estabelece regras e procedimentos que devem ser conhecidos e seguidos pelos profissionais que trabalham com transfusões, bem como o padrão de documentação relacionada a estes procedimentos
HEMOCOMPONENTE X HEMODERIVADO
Hemocomponentes são produtos gerados um a um nos serviços de hemoterapia, a partir do sangue total, por meio de processos físicos (centrifugação e congelamento
Exemplo: Concentrado de Hemácias, Concentrado de Plaquetas, Plasma Fresco Congelado e Crio.
Já os hemoderivados são produtos obtidos em escala industrial, a partir do fracionamento do plasma por processos físico-químicos
Exemplo: Albumina, Fatores da Coagulação.
Hemoterapia x Autoterapia
Hemoterapia é um termo usado para descrever o uso de sangue no tratamento de uma determinada doença. Isto envolve a transfusão de sangue de um paciente. 
a auto-hemoterapia, que é quando o sangue de um paciente é retirado de seu corpo e logo em seguida é inserido novamente no mesmo. No processo de Auto Hemoterapia, quando o sangue do paciente é reintroduzido em seu próprio músculo, o sistema de defesa irá atacar o sangue, porque ele carrega vestígios da doença que já está instalada no organismo da pessoa.
Fonte: RNsites
Hemocomponentes
Hemoderivados
Concentradode hemácias
Fator XIII
Irradiado
Albumina
Filtrado
FatorVonWillebrand
Lavado
PlasmaFresco Congelado
Criopreciptado
Concentrado de plaqueta
Pediátrico
Fenotipado
Hemocomponentes
CH- Concentrado de hemácias:
Como Obter?
Preparado a partir de uma unidade de sangue total através da remoção de 130 a 230 ml aproximadamente de plasma. O volume final é de aproximadamente 220 a 320ml. O hematócrito varia entre 65% a 80%. Contém leucócitos, plaquetas e plasma.
Como conservar (Tº): 
Assim como o ST, o concentrado de hemácias deve ser mantido entre 2°C e 6°C.
Validade: 
sua validade varia entre 35 e 42 dias, dependendo da solução conservadora. CPDA-1 e SAG Manitol respectivamente.
Indicação
Tratamento de anemia em pacientes com necessidade de aumento do transporte de oxigênio. A indicação é primariamente clínica. Com a preocupação crescente quanto ao uso racional do sangue devido aos custos, dos riscos biológicos , imunológicos e de sobrecarga do ferro. 
O nível de hemoglobina mínimo para indicação de transfusão é discutível, normalmente o valor da hemoglobina é 7,0 g/dl.
Dose: Transfundir 4 ml/kg (CH com solução aditiva) de peso corporal geralmente permite obter a elevação do hematócrito do paciente em 3% e da hemoglobina em 1g/dl
Deve ser infundida a quantidade de hemácias suficientes para a correção dos sinais/sintomas de hipóxia, ou para que a Hb atinja níveis aceitavéis. Em individuo adulto de estatura média, a transfusão de cada unidade de CH normalmente eleva o Hct em 3% e Hb em 1g/dl
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Concentrado de Hemácias Irradiada:
Como Obter?
Idem ao Concentrado de hemácias, porém é submetido à irradiação, na dose 2500 rads, em irradiador específico para sangue ou equipamento para radioterapia.
Como conservar (Tº):
 O concentrado de hemácias deve ser mantido entre 2°C e 8°C.
Validade:
Sua validade é de 30 dias.
Indicação
Inativar funcionalmente linfócitos viáveis dos produtos sanguíneos.
Prevenir a doença do enxerto contra o hospedeiro Associada a Transfusão e pós-transfusional (DECH-AT) (PORTARIA Nº 158, DE 4 DE FEVEREIRO DE 2016, 2016.
Dose: A irradiação gama na dose de, pelo menos, 2500cGy (25Gy), impossibilitando a multiplicação dos linfócitos.
Concentrado de Hemácias Filtrada, Leucorreduzidos, desleucocitados :
Como Obter?
Retiram-se mais de 90% dos leucócitos (leucorredução), utilizando-se um filtro na bolsa quádrupla. Este hemocomponente pode ser utilizado na falta de CHPL. Processo realizado no Hemocentro. Os componentes desleucocitados contém menos que 5,0 x 10e6 leucócitos por unidade. 
Indicação (P/ que serve): 
Indicados para prevenção de reação transfusional febril não hemolítica e profilaxia de aloimunização leucocitária, aplicando-se, principalmente, a pacientes em programa de transfusão crônica, como pessoas com talassemia e com doença falciforme. Os concentrados desleucocitados podem ser utilizados como alternativa para a redução da transmissão de citomegalovírus (CMV) em substituição a componentes soronegativos para CMV.
Dose: O PC derivado de sangue total não leucorreduzido foi inoculado com uma dose alvo de 1-15 CFU/ml. Com este procedimento ocorre redução de 99% dos leucócitos no produto inicial, restando no produto final menos que 5x106 leucócitos. Eleva o hematócrito a 28 ou 33% e hemoglobina a 9 ou 11g/dL. 
Lavada:
Como Obter?
Preparado a partir de uma unidade de concentrado de hemácias, submetido a lavagem com solução salina estéril, através de centrifugação, removendo quantidades significativas de restos celulares, potássio, plasma, plaquetas e leucócitos. O volume final é de aproximadamente 220 a 320ml. O hematócrito varia entre 50% a 75%
Como conservar (Tº):
Em geladeira apropriada a temperatura de 4ºC ( 2-6ºC ).
Validade: 
24 horas após a abertura do sistema;
Indicação (P/ que serve):
Reação Transfusional Febril Não-Hemolítica repetitiva, sem disponibilidade de filtro de leucodepleção; 
Reação alérgica às proteínas do plasma (urticária, anafilaxia)
Dose:
Adulto: 1 unidade de concentrado de hemácias eleva os níveis de Hb em 1 g/dl. Em criança: usamos a dose de 10 ml/Kg de peso corpóreo. . O volume final é de aproximadamente 220 a 320ml. O hematócrito varia entre 50% a 75%. Vai depender da condição clínica do paciente, não devendoexceder 4 horas
 
Plasma Fresco Congelado
Como obter:
Obtido a partir do sangue total, pela separação e congelamento do plasma, dentro do período de até 8 horas após a coleta. 
Como conservar:
Em temperatura de -20ºC ou menor. O descongelamento é feito em banho maria, com temperatura entre 30 e 37ºC. Em equipamento específico que usa sistema de microondas. Depois de descongelado, pode ser armazenado em temperatura de 1-6ºC por até 24 horas. 
Validade: 1 ano
Indicação
Reposição de fatores de coagulação; 
Reversão do efeito dos dicumarínicos; 
Nas deficiências das proteínas C,S e AT III; Plasmaférese em PTT (Púrpura Trombocitopênica Trombótica), como solução de reposição.
Dose:
A dose de ataque deve ser de 10-20 ml por kg de peso, se o paciente mantiver sangramento deve ser transfundido mais 5ml/kg a cada 6 horas. Aumenta de 20 a 30 % os níveis dos fatores de coagulação do paciente.
Crioprecipitado
Como obter:
Obtido a partir do descongelamento até 4ºC de uma unidade de PFC, retirando o plasma sobrenadante e deixando 10-15ml de plasma e o precipitado de coloração branca
Como conservar:
Em temperatura de -20ºC . Descongelamento em banho-maria, com temperatura entre 30 e 37ºC ou equipamento específico que usa sistema de microondas. Depois de descongelado, pode ser armazenado em temperatura de 1-6ºC por até 6 horas. 
Validade: 1 ano
Indicações:
Hemofilia e Doença de Von Willebrand- quando não houver disponível concentrado de fator VIII - ou em pacientes que não respondem ao DDAVP;
 CID e graves hipofibrinogenemias; 
Doença de Von Willebrand;
 Hipofibrinogenemia congênita e adquirida; 
Deficiência de Fator XIII
Dose: Hipofibrinogenemia: 1 unidade a cada 7kg 
Deficiência de Fator XIII: 1 unidade a cada 10kg com intervalo de 7 a 14 dias
Cada unidade aumentará o fibriogênio em 5-10 mg/dl em um adulto médio
Concentrado de plaquetas
Como obter:
A partir de uma unidade de sangue total, por centrifugação.
Como conservar: 
Em temperatura de 20-24ºC, sob agitação constante. 
Validade: 5 dias
Indicação:
Profilática:
Se a contagem plaquetária estiver menor que 20.000/mm³, associada a uma ou mais das situações listadas a seguir: 
Temperatura > 38,5ºC; 
CIVD; 
Sepse;
 Se a contagem plaquetária estiver menor que 10.000/mm³ 
Dose: Uma unidade colhida por aférese. O incremento esperado é de 2000 a 5000 plaquetas para cada CPR. A transfusão tem que ser completa em no máximo 1 hora.
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Hemocomponentes Pediátricos
A indicação de transfusão em Pediatria segue os mesmos princípios da transfusão em adultos, no que concerne ao cuidadoso balanço de riscos e benefícios. 
Transfusão de sangue total (ST)
Como obter:
É considerado sangue total, com volume médio de 450ml de sangue, misturado com solução preservante e anticoagulante 
Como conservar:
Em geladeira apropriada a temperatura de 4ºC ( 2-6ºC)
Validade:
35 dias no caso de se utilizar bolsas com a solução preservadora anticoagulante CPDA-1.
Indicações 
Exsanguíneo transfusão para: − Doença hemolítica do RN − Hiperbilirrubinemia
Hemocomponentes Pediátricos
Concentrado de hemácias (CH)
Indicações:
Para a maioria das crianças, transfusões de CH devem ser consideradas após perda sanguínea de 15% a 20% da volemia. 
Na vigência de perdas sanguíneas agudas, a Hemoglobina e o Hematócrito podem não refletir a magnitude da perda. Nestas situações, os sinais de hipoperfusão – palidez, hipotensão, taquicardia e alterações do nível de consciência – podem orientar a necessidade transfusional. 
Dose: para crianças pequenas , 10-15 ml/kg 
Hemocomponentes Pediátricos
Concentrado de plaquetas
Indicações :
Contagens de plaquetas entre 5.000 e 10.000/mm³ com falha de produção. 
Contagens de plaquetas < 30.000/mm³ em RN com falha de produção. 
Contagens de plaquetas < 50.000/mm³ em RNPT estáveis:
Com sangramento ativo
Submetidos a processos invasivos e com falta de produção
Dose: 5 a 10 ml/kg, o incremento estimado é 50.000 a 100.000 /mm³
Hemocomponentes Pediátricos
Plasma fresco congelado (PFC)
As indicações da transfusão de plasma em pacientes pediátricos são similares àquelas dos adultos, apenas com algumas indicações específicas para o RN doente:
Terapia de reposição em pacientes com sangramento ou que serão submetidos a procedimento invasivo.
Quando fatores específicos da coagulação não são disponíveis, incluindo, mas não limitando a antitrombina III
 Durante plasmaférese terapêutica, quando há indicação de PFC.
Reversão do warfarin em situações de emergência, tais como antes de procedimentos invasivos com sangramento ativo.
Dose: Inicialmente 10-15 ml/kg promove um aumento de 15 a 20% dos niveis dos fatores de coagulação 
Hemocomponentes Pediátricos
Crioprecipitado
Em pacientes menores de 2 anos, uma única unidade de crioprecipitado, como dose padrão, é suficiente para atingir o efeito hemostático.
Indicações
Hipofibrinogenemia e disfibrinogenemia com sangramento ativo ou na realização de procedimentos invasivos.
 Deficiência de FXIII com sangramento ou em procedimentos invasivos na indisponibilidade do concentrado
 Doença de von Willebrand com sangramento ativo ou antes de procedimento invasivo apenas se vasopressina for contra-indicada
Dose:
1 a 2 unidades por 10kg. Aumenta o nivel fibriogênio aproximadamente 60 a 100mg/dl.
Fenotipados
Os hemocomponentes fenotipados são aqueles que foram submetidos a um estudo que permite identificar quais antígenos estão presentes em suas células, de forma a determinar o perfil antigênico do indivíduo e a compatibilizar amostras em situações especiais.
 
Como obter: IDEM Concentrado de Hemácias
Como conservar: IDEM Concentrado de Hemácias
Validade: IDEM Concentrado de Hemácias
Indicação:
Pacientes com aloanticorpo identificado ou suspeito;
Pacientes que estão ou poderão estar em esquema de transfusão
crônica
Pacientes tipados como Rh negativos;
Receptores do sexo feminino em idade fértil com Pesquisa
de Anticorpos Irregulares (PAI) negativa.
Hemoderivados
Fator XIII
Como obter?
Obtido a partir do descongelamento ate 4°C de uma unidade de PFC, retirando o plasma sobrenadante e deixando 10-15ml de plasma e o precipitado de coloração branca, e recongelando a -20°C. Volume de unidade 10 a 30ml.
Como conservar?
em temperatura de -20ºC.
Validade
1 ano
Indicação
Hemofilia e Doença de Von Willebrand- quando não houver disponível concentrado de fator VIII- ou em pacientes que não respondem ao DDAVP;
CID e graves hipofibrinogenemias;
Doença de Von Willebrand;
Hipofibrinogenemia congênita e adquirida;
Deficiência de Fator XIII; 
Dose: 50-75U
Albumina
Como obter?
Obtida a partir do plasma de doadores de sangue total ou plasmaférese
Como conservar?
Em temperatura de 2-10ºC
Validade
5 anos
Indicação
Hipotensão após paracentese;
Plasmaférese terapêutica;
Paciente com hipotensão ou choque secundário à hemorragia, que não tenha sido responsivo ao uso de cristaloides ou colóides;
Nefropatia/Enteropatia Perdedora de Proteínas com edema que não responde ao uso de diurético;
Queimaduras com hipoproteinemia;
Hiperbilirrubinemia do RN;
Síndrome de Hiperestimação Ovariana;
Fator de Von Willibrand
Como obter?
Obtido a partir do descongelamento ate 4°C de uma unidade de PFC, retirando o plasma sobrenadante e deixando 10-15ml de plasma e o precipitado de coloração branca, e recongelando a -20°C. Volume de unidade 10 a 30ml.
Como conservar?
em temperatura de -20ºC.
Validade
1 ano
Indicação
Hemofilia e Doença de Von Willebrand- quando não houver disponível concentrado de fator VIII- ou em pacientes que não respondem ao DDAVP;
CID e graves hipofibrinogenemias;
Doença de Von Willebrand;
Hipofibrinogenemia congênita e adquirida;
Deficiência de Fator XIII; 
Dose: 100-150U
Cada crioprecipitado deve conter no mínimo 80UI de Fator VIII e 150mg de fibrinogênio e cada pool deve conteros mesmos fatores multiplicados pelo número de bolsas que o compõem.
 
 
 
Contraindicações
Contra indicação dos Hemocomponentes
A transfusão de concentrado de hemácias não deve ser considerada nas seguintes situações: 
Para promover aumento da sensação de bem-estar.
Para promover a cicatrização de feridas.
Profilaticamente.
Para expansão do volume vascular, quando a capacidade de transporte de O2 estiver adequada.
Concentrado de Hemácias
BRASIL, Ministério da Saúde, 2008.
Contra indicação dos Hemocomponentes
Plaquetopenia por falência medular com caráter crônico:
Anemia aplástica grave;
síndrome mielodisplásica.
Piora do quadro clínico ou complicações tromboembolíticas:
Púrpura trombocitopênica trombótica (PTT);
Plaquetopenia induzida por heparina (PIH)
Concentrado de Plaquetas
BRASIL, Ministério da Saúde, 2008.
Contra indicação dos Hemocomponentes
Plasma fresco congelado
Na transfusão de PFC, além dos riscos associados à contaminação com vírus e outros patógenos transmissíveis pelo sangue, merecem especial atenção as complicações transfusionais relacionadas a anafilaxia e reações alérgicas, TRALI e hemólise a partir de anticorpos presentes no plasma transfundido
BRASIL, Ministério da Saúde, 2008.
É contraindicada a transfusão de PFC como prevenção de hemorragia intraventricular do RN e na correção de valores de coagulograma alargados em RN e pacientes < 4 meses, sem que haja sangramento clínico.
BRASIL, Ministério da Saúde, 2008.
Plasma fresco congelado
Deve ser ressaltado como contraindicação o uso de PFC, PIC ou P24h nas seguintes situações:
Como expansor volêmico e em pacientes com hipovolemias agudas (com ou sem hipoalbuminemia).
Em sangramentos sem coagulopatia.
Para correção de testes anormais da coagulação na ausência de sangramento.
Em estados de perda proteica e imunodeficiências.
BRASIL, Ministério da Saúde, 2008.
Crioprecipitado
O crioprecipitado não deve ser usado no tratamento de pacientes com deficiências de outros fatores que não sejam de fibrinogênio ou Fator XIII.
BRASIL, Ministério da Saúde, 2008.
Concentrado de granulócitos
Transfundir granulócitos em receptores dos quais não se espera recuperação da MO em um período razoável de tempo;
Aloimunizados para os antígenos HLA e/ou de neutrófilos, quando não for possível a obtenção de granulócitos compatíveis;
Também contraindicação à transfusão de CG a presença de graves anormalidades respiratórias.
BRASIL, Ministério da Saúde, 2003.
Contraindicações relacionadas à Albumina
BRASIL, Ministério da Saúde, 2008.
Fonte: BRASIL, Ministério da Saúde, 2008.
REAÇÕES TRANSFUSIONAIS
Fonte: noticias.band.uol.com.br
Conceitos
Reações transfusionais - são agravos ocorridos durante ou após a transfusão sanguínea, e a ela relacionados.
Imediatas
Tardias
Ocorre durante a transfusão ou em até 24 h após
Ocorre após 24 h da transfusão realizada
BRASIL, Ministério da Saúde, 2003.
Incidentes transfusionais notificáveis
Fonte: ANVISA
BRASIL, Ministério da Saúde, 2003.
Principais reações
Reação febril: Reação mais comum na prática hemoterápica está geralmente associada à presença de anticorpos contra os antígenos HLA dos leucócitos e plaquetas do doador.
Geralmente ocorre no final ou 1 a 2 horas após a transfusão
Apresenta febre e ou calafrios
Pode ser acompanhada de dor lombar leve, sensação de morte iminente.
BRASIL, Ministério da Saúde, 2003.
Reação Hemolítica: Quando as hemácias transfundidas são destruídas. Esta reação se divide em dois grupos: Hemólise Intravascular e Hemólise Extravascular.
Intravascular
Extravascular
A principal causa é a incompatibilidade ABO, que resulta quase sempre de erros humanos, tais como, amostras pré transfusionais mal identificadas, erros de identificação da bolsa de sangue após a prova cruzada ou troca no momento da instalação.
Geralmente a hemólise extravascular se manifesta por febre e dor lombar ou abdominal de intensidade leve a moderada, que surgem geralmente de 30 a 120 minutos depois de iniciada a transfusão.
BRASIL, Ministério da Saúde, 2003.
Reação alérgica
Reação Leve
Reação Moderada
Reação Grave
Prurido, urticária, placas eritematosas
Choque anafilático
Edema de glote, edema de Quincke, broncoespasmo
BRASIL, Ministério da Saúde, 2003.
Reação por contaminação bacteriana
Manifestações: dor abdominal, febre, diarréia, náuseas, vômitos, hipotensão e choque (IRA e CID)
Sobrecarga volêmica
Pode acometer pacientes cardiopatas, pacientes com anemias crônicas e muito intensas, pacientes idosos com insuficiência renal crônica e recém nascidos.
BRASIL, Ministério da Saúde, 2003.
Edema pulmonar não-cardiogênico
Lesão pulmonar aguda relacionada à transfusão. Pode ser moderada a grave e geralmente desenvolve-se de 2 a 6 h após a transfusão.
Hemólise não imunológica
Quando há hemólise por outras causas que não imunológicas como citado acima. Pode ocorrer quando: as hemácias são congeladas ou superaquecidas; há administração concomitante de medicações e/ou hidratação (soro glicosado); o sangue é administrado sob pressão (circulação extracorpórea), quando há manipulação violenta da bolsa de sangue, etc.).
BRASIL, Ministério da Saúde, 2003.
Procedimentos gerais, independente do tipo de reação
Interromper a transfusão. Manter a extremidade do equipo protegida para não haver contaminação. Manter a veia permeável com a solução de hidratação da prescrição.
Comunicar ao Médico Plantonista IMEDIATAMENTE.
Verificar e registrar na prescrição médica os sinais vitais do paciente (pressão arterial, frequência cardíaca, frequência respiratória, temperatura axilar).
Providenciar todos os medicamentos, materiais e equipamentos necessários para o atendimento emergencial, no caso de reação moderada ou grave.
Registrar a reação no mapa transfusional e no livro de ocorrências da enfermagem. 
Encaminhar todas as amostras, bolsas e pedidos de exames solicitados pelo Médico.
BRASIL, Ministério da Saúde, 2003.
Enfermagem
A Enfermagem na hemoterapia - História
Os profissionais de enfermagem acompanharam o desenvolvimento da hemoterapia, atrelado ao da tecnologia, atendendo os clientes, desde a doação de sangue até a transfusão para o receptor.
Enfa. Maria da Luz Gomes de Oliveira destacou-se no atendimento ao cliente doador/receptor na busca da excelência;
 Na década de 1990, os profissionais de enfermagem que atuavam na área de hematologia e hemoterapia, passaram a discutir, em eventos científicos, as atuação da enfermagem junto aos pacientes com distúrbios hematológicos e o cuidado que deve ser prestado ao doador/receptor em todo o ciclo do sangue;
Em março de 1997, foi publicada Resolução 200, do Conselho Federal de Enfermagem, que dispunha sobre a atuação da enfermagem em hemoterapia e transplante de medula óssea;
FIDLARCZYK,Delaine, 2008.
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A Enfermagem na hemoterapia - História
Em 2002, foi criado o Curso de Especialização nos Moldes de Residência de Enfermagem em Hematologia e Hemoterapia cuja a unidade implantada foi o HEMORARIO; 
em abril de 2006, pela Resolução 306/06 – legislação vigente no pais, no que concerne às atividades da enfermagem em hemoterapia.
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BRASIL, Ministério da Saude, 2016
COFEN -Resolução 306/06
Normatiza a atuação do Enfermeiro em Hemoterapia
Art. 1o Fixar as competências e atribuições do Enfermeiro em Hemoterapia, a saber: 
a) Planejar, executar, coordenar, supervisionar e avaliar os procedimentos de Hemoterapia nas Unidades de Saúde, visando a assegurar a qualidade do sangue, hemocomponentes e hemoderivados. 
COFEN -Resolução 306/06
b) Assistir de maneira integral os doadores, receptores e suas famílias, tendo como base o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem e as normas vigentes. 
c) Promover e difundir medidas de saúde preventivas e curativas por meio da educação de doadores, receptores, familiares e comunidade em geral, objetivando a saúde e segurança dos mesmos.
d) Realizartriagem clínica, visando à promoção da saúde e à segurança do doador e do receptor, minimizando os riscos de intercorrências. 
e) Realizar a consulta de enfermagem, objetivando integrar doadores aptos e inaptos, bem como receptores no contexto hospitalar, ambulatorial e domiciliar, minimizando os riscos de intercorrências. 
f) Planejar, executar, coordenar, supervisionar e avaliar programas de captação de doadores.
BRASIL, Ministério da Saude, 2016
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COFEN -Resolução 306/06
g) Proporcionar condições para o aprimoramento de profissionais de enfermagem atuantes na área, através de cursos, reciclagem e estágios em instituições afins. 
h) Planejar, executar, coordenar, supervisionar e avaliar programas de estagio, treinamento e desenvolvimento de profissionais de enfermagem dos diferentes níveis de formação. 
i) Participar da definição da política de recursos humanos, da aquisição de material e da disposição de área física necessários à assistência integral aos funcionários. 
j) Cumprir e fazer cumprir as normas, regulamentos e legislações vigentes. 
BRASIL, Ministério da Saude, 2016
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COFEN -Resolução 306/06
k) Estabelecer relações técnico-científicas com as unidades e afins. 
l) Participar da equipe multiprofissional, procurando garantir uma assistência integral ao doador, receptor e familiares. 
h) Planejar, executar, coordenar, supervisionar e avaliar programas de estagio, treinamento e desenvolvimento de profissionais de enfermagem dos diferentes níveis de formação. 
m) Assistir ao doador, receptor e familiares, orientando-os durante todo o processo hemoterápico.
n) Elaborar a prescrição de enfermagem nos processos hemoterápicos. 
o) Executar e/ou supervisionar a administração e a monitorização da infusão de hemocomponentes e hemoderivados, atuando nos casos de reações diversas. 
BRASIL, Ministério da Saude, 2016
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COFEN -Resolução 306/06
p) Registrar informações e dados estatísticos pertinentes à assistência de enfermagem prestada ao doador e ao receptor. 
q) Manusear e monitorar equipamentos específicos de hemoterapia.
r) Desenvolver pesquisas relacionadas à hemoterapia. 
o) Executar e/ou supervisionar a administração e a monitorização da infusão de hemocomponentes e hemoderivados, atuando nos casos de reações diversas. 
BRASIL, Ministério da Saude, 2016
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COFEN -Resolução 306/06
Art. 2o As atribuições dos profissionais de enfermagem de nível médio serão desenvolvidas de acordo com a Lei do Exercício Profissional, sob a supervisão e orientação do enfermeiro responsável técnico do serviço ou setor de hemoterapia. 
Art. 3o Esta Resolução entrará em vigor na data da sua publicação revogando as disposições em contrário.
FIDLARCZYK,Delaine, 2008.
Enfermagem na Coleta de Sangue do Doador
Recepcionar cordialmente o doador, encaminhando à cadeira de coleta;
Identificar o doador, perguntando qual o seu nome e, se necessário, outro dado que garantam a fidelidade de informação;
Recepção ao doador;
Enfermagem na Coleta de Sangue do Doador
Identificação do doador e do material a se coletado;
Checagem do volume a ser coletado e tipo de bolsa de coleta;
Escolha do braço a ser puncionado;
Avaliar o sitio de punção;
Acomodação das bolsas no homogeneizador;
Antissepsia do braço do doador;
Degermação;
Punção venosa;
Coleta de amostras;
Coleta de Sangue;
Orientação ao doador.
BRASIL, Ministério da Saude, 2016
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Enfermagem na Coleta de Sangue do Doador
É fundamental o acompanhamento de todo o processo de coleta para que se possa evitar risco de reações adversas que possam ocorrer, e caso seja verificado qualquer sinais e sintomas, a enfermeira capacitada deverá executar o procedimento correspondente a cada sinais e sintomas, garantindo a bem estar do doador e a qualidade da coleta.
FIDLARCZYK,Delaine, 2008.
Enfermagem na Transfusão de Sangue
O ato de enfermagem tem inicio a partir do recebimento da solicitação de hemocomponentes/hemoderivados e da prescrição médica. Após a conferência do correto preenchimento dos impressos e a confirmação dos dados do receptor, inicia-se a assistência de enfermagem . 
Enfermagem na Transfusão de Sangue
PRÉ-TRANFUSIONAIS
O profissional de enfermagem deverá se apresentar ao cliente e informar sucintamente sobre todas as fases que envolve o ato tranfusional, registrando em prontuário o atendimento e as informações fornecidas;
Realizar coleta de sangue do receptor, para prova de compatibilidade, conferindo os dos da identificação no tubo e na requisição;
Conferir a prescrição médica;
Checar à integridade da bolsa (rótulo de identificação, aspecto do hemocoponente e condições de armazenamento);
FIDLARCZYK,Delaine, 2008.
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Enfermagem na Transfusão de Sangue
Conferir a identificação do cliente;
Tipo de hemocoponentes/hemoderivados;
Dose prescrita e dose fornecida;
Observações relativa aos cuidados;
Necessidade de pré-medicação (histórico de reação) e de procedimentos especiais (produto deleucocitado, lavado ou irradiado).
ATO-TRANSFUSIONAL
Lavar as mãos;
Verificar os sinais vitais;
Inspecionar o produto;
Verificar a temperatura adequada do hemocomponente;
Montar o sistema transfusional;
FIDLARCZYK,Delaine, 2008.
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Enfermagem na Transfusão de Sangue
Instalar o hemocomponente;
Determinar a velocidade de infusão;
Registrar no prontuário (são obrigatórios o numero da bolsa ou lote, origem do hemocomponentes/hemoderivados, data e hora da realização da transfusão.
ATO-TRANSFUSIONAL - Portaria GM/MS 1353/11
Art. 126 – As transfusões devem ser realizadas por médico ou profissional de saúde habilitado, qualificado e conhecedor dessas normas, e só podem se realizado supervisão médica.
§1º O paciente deve ter os seus sinais vitais 	(temperatura, pressão arterial e pulso) 	verificados e registrados, no mínimo, imediatamente antes do início e após o 	término da transfusão. 
FIDLARCZYK,Delaine, 2008.
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Enfermagem na Transfusão de Sangue
ATO-TRANSFUSIONAL - Portaria GM/MS 1353/11
§2º Os primeiros dez minutos de transfusão devem ser acompanhados pelo médico ou profissional de saúde qualificado para tal, que deve permanecer ao lado do paciente durante este intervalo de tempo.
§3º Durante o transcurso do ato transfusional o paciente deve ser periodicamente monitorado para possibilitar a detecção precoce de eventuais reações adversas. 
FIDLARCZYK,Delaine, 2008.
Reação adversa ou transfusional
Transtorno clinico relacionado ou consequente à infusão de componentes ou derivados sanguíneos.
Reação adversa ou transfusional
Na ocorrência de suspeita de reação deve-se:
Suspender a transfusão;
Manter o acesso venoso com SF a 0,9%;
Checar identificações do cliente e da unidade infundida;
Verificar os sinais vitais;
Solicitar avaliação médica;
Registrar no Prontuário: sinais, sintomas, conduta e resultados;
Avisar ocorrência no serviço de hemoterapia;
Preencher Ficha de Notificação e Investigação de Incidentes Transfusionais.
FIDLARCZYK,Delaine, 2008.
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“Há quem diga que o sangue fala mais alto quando existe o tal laço familiar. Mas se formos pensar bem, quantas vezes nos identificamos com pessoas que nem se quer fazem parte da nossa linhagem? São tantas que muitas vezes chegam até a colocar qualquer hierarquia à prova. Quando o assunto é sangue, não existe laço, não existe sangue bom ou ruim, não existe educação, não existe negro ou branco. Dentro de nós existe uma razão para estarmos vivos, existe um coração pulsando e sendo alimentado por veias e artérias. Onde há mistura, há uma vida sendo salva por nosso sangue.”
Dr. Carlinhos Soares
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Referências
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Especializada. Guia para o uso de hemocomponentes / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Especializada. – Brasília : Ministério da Saúde, 2008. 140 p.
https://www.autohemoterapiabrasil.com/
https://www.colsan.org.br/site/images/pdf/manual_hemoterapia/manual_hemo_7ed.pdfhttp://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_uso_hemocomponentes.pdf
http://novo.heufpel.com.br/wp-content/uploads/sites/5/2018/04/arquivo-manual-hemoterapia.pdf
http://www.hemorio.rj.gov.br/Html/pdf/protocolos/2_04.pdf
http://hematologistas.com.br/transfusao-de-hemocomponentes-em-criancas-o-que-quando-e-como-usar/
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS no. 1.353, de 13 de junho de 2011
FIDLARCZYK, Delaine et al, Enfermagem em Hemoterapia, Ed. Única - MEDBOOK editora Cientifica, 2008.

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