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Anatomia do Rim - Resumo

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Resumo: IN525 – Sistema Urinário
Anatomia: Rim
Luciano Sampaio – Turma 144 Medicina UFPE
O sistema urinário é formado por órgãos pares (rim, pelve renal e ureter) e ímpares (bexiga e uretra). Os rins estão localizados no espaço retroperitoneal, exterior ao peritônio, o revestimento da cavidade abdominal. Uma lacuna é formada no espaço retroperitoneal pelos m. psoas maior e o m. quadrado lombar, a fossa lombar, onde se aloja o rim.
RIM
Possui face anterior convexa e face posterior plana, polo superior rombo (devido à presença da glândula supra-renal) e polo inferior pontiagudo. É recoberto pela cápsula fibrosa, tecido conjuntivo.
Margem lateral convexa e margem medial convexa-côncava-convexa, possuindo essa última o hilo renal (a nível da vértebra L1), fenda pela qual vasos e nervos entram e saem, é o que dá acesso ao seio renal.
O pedículo renal é formado pela veia renal (anterior), artéria renal (intermédia), pelve renal (posterior), vasos linfáticos e nervos.
A medula renal consiste nas pirâmides renais, cujos ápices são chamados de papilas renais, que vão se juntando para o interior do órgão (várias papilas desembocam para fazer um cálice menor) formando os cálices menores da pelve renal. Os cálices menores vão desembocando em cálices maiores, que formarão a pelve renal.
A superfície das papilas é composta de forames papilares, que são parte da área cribiforme.
A medula é dividida em zona externa e zona interna. A zona externa é subdividida em estria externa (só possui parte espessa do túbulo) e estria interna (possui parte delgada e espessa). A zona interna só possui parte delgada do túbulo.
O córtex renal possui projeções entre as pirâmides chamadas de colunas renais. Pequenas listras das pirâmides renais vão invadindo sua região, formando os raios medulares.
Cada pirâmide junto com seu córtex adjacente forma um lobo renal.
O túbulo renal é formado por um néfron e por um túbulo coletor.
Néfron: corpúsculo renal (glomérulo – novelo de vasos capilares + cápsula glomerular), túbulo contorcido proximal, túbulo reto proximal, túbulo intermediário (alça do néfron), túbulo reto distal e túbulo contorcido distal.
Túbulo Coletor: recebe de vários néfrons e desemboca no ducto papilar, localizado no ápice da papila renal.
A fáscia renal tem a função de manter o rim em sua posição, subdividindo-se em uma lâmina anterior delgada e uma lâmina posterior espessa. Superior e lateralmente, as lâminas se unem fechando o rim, inferiormente, o fechamento é dado por tecido adiposo. Medialmente, essas lâminas se continuam (se fundem) com as túnicas adventícias da artéria aorta e da veia cava inferior.
A cápsula adiposa ou gordura perirrenal existe entre a cápsula fibrosa e a fáscia renal, sustentando o rim e se continua para dentro do hilo e do seio renal. Além dela, há também a gordura pararrenal, exterior à fáscia renal.
CASO CLÍNICO: o rim ptótico pode ser causado pela perda da sustentação do tecido adiposo gerada por emagrecimento extremo ou por uma cirurgia bariátrica. O rim migra para a pelve.
RELAÇÕES DOS RINS COM OUTRAS ESTRUTURAS
ANTERIOR
O rim direito relaciona-se com a glândula supra-renal direita, duodeno, flexura direita do cólon (cólica). Por meio do peritônio, relaciona-se com a área hepática, mesocolon transverso e alça do intestino delgado.
O rim esquerdo relaciona-se com a glândula supra-renal esquerda, cauda do pâncreas, flexura esquerda do cólon. Por meio do peritônio, relaciona-se com o estômago, baço, mesocolon transverso e alça do intestino delgado.
POSTERIOR
O rim esquerdo, por estar em um nível maior, relaciona-se com as duas últimas costelas, enquanto que o direito, apenas com a última costela.
As faces posteriores dos rins relacionam-se com o m. diafragma e seus ligamentos arqueados mediais e laterais, com os nervos subcostal, ílio-hipogástrico, ílio-inguinal, com o m. quadrado lombar e m. psoas maior.
VASCULARIZAÇÃO E DRENAGEM LINFÁTICA
A artéria renal se origina da parte abdominal da aorta e divide-se em um ramo anterior e um ramo posterior. Ao penetrarem o seio renal, os ramos primários (segmentares) penetram nos espaços entre as pirâmides renais, formando as artérias interlobares. Ao alcançar a base da pirâmide, tornam-se curvas, as artérias arqueadas, que emitem projeções radiadas ao córtex, as artérias interlobulares. Essas vão emitindo as arteríolas aferentes, as responsáveis pela formação do glomérulo (capilares enovelados) – filtração e produção da urina primária. Após saírem do glomérulo, as arteríolas eferentes são as responsáveis pela formação dos capilares peritubulares e pela nutrição do parênquima renal. Elas emitem as artérias retas em direção à pirâmide renal, responsáveis pela nutrição dos túbulos coletores e túbulos retos.
	O início do túbulo contorcido distal relaciona-se com a parte terminal da arteríola aferente, formando o aparelho justaglomerular, produtor de substâncias hipertensivas responsáveis pela manutenção do fluxo sanguíneo.
	As veias renais recebem os mesmos nomes que as artérias: veias estelares abaixo da cápsula fibrosa convergem para formar as veias interlobulares, que vão formando as veias arqueadas → veias interlobares → veias segmentares → veia renal. 
Existem 3 plexos linfáticos, localizados: no parênquima, na cápsula fibrosa, no tecido adiposo perirrenal; todos terminam nos linfonodos aórticos laterais (lombares).
São 15 nervos no rim, derivados do plexo renal, que é formado por ramos do plexo aórtico, que recebe nervos dos gânglios celíacos, mesentéricos superiores e aórticos-renais. 
A dor testicular gerada pelo cálculo renal é devido a união entre o plexo renal e o plexo testicular. 
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