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Carreira em eletromagnetismo circuitos de acoplamento magnético Se quiser aumentar sua felicidade e prolongar sua vida, esqueça os defeitos de seu próximo... Esqueça as excentricidades de seus amigos e lembre-se apenas dos pontos positivos que o fizeram gostar deles... Apague todas as reminiscências de ontem; escreva hoje em uma folha em branco aquelas coisas bonitas e adoráveis. Anônimo 13 progresso profissional 493 Eletromagnetismo é o ramo da engenharia elétrica (ou da física) que lida com análise e aplicação de campos elétricos e magnéticos. Veremos, em ele- tromagnetismo, que a análise de circuitos elétricos é aplicada em baixas frequências. Os princípios do eletromagnetismo (EM) são aplicados em várias disciplinas afins, como máquinas elétricas, conversão de energia eletromecânica, me- teorologia com uso de radares, sensoriamento remoto, comunicação via satélite, bioeletromagnetismo, com- patibilidade e interferência eletromagnética, plasmas e fibra óptica. Entre os dispositivos eletromagnéticos, temos motores e geradores elétricos, transformado- res, eletroímãs, levitação magnética, antenas, rada- res, fornos de micro-ondas, antenas parabólicas de micro-ondas, supercondutores e eletrocardiogramas. O projeto desses dispositivos requer um conhecimen- to abrangente das leis e dos princípios dessa área. Eletromagnetismo é considerado uma das dis- ciplinas mais difíceis da engenharia elétrica. Uma razão para tal é que os fenômenos eletromagnéti- cos são bastante abstratos. Mas, se a pessoa gostar de matemática e for capaz de visualizar o invisível, deveria considerar a possibilidade de se tornar um especialista em eletromagnetismo, já que poucos engenheiros elétricos se especializam nessa área, e os que se especializam são necessários na indústria de micro-ondas, estações de rádio/TV, laborató- rios de pesquisa em eletromagnetismo e vários outros setores da comunicação. 494 Fundamentos de circuitos elétricos 13.1 Introdução Os circuitos estudados até agora podem ser considerados como acoplamento condutivo, pois afetam o vizinho pela condução de eletricidade. Quando dois circuitos com ou sem contatos entre eles se afetam por meio dos campo mag- nético gerado por um deles, diz-se que são acoplados magneticamente. Os transformadores são um dispositivo elétrico projetado tendo como base o conceito de acoplamento magnético, pois usam bobinas acopladas magne- ticamente para transferir energia de um circuito para outro. Também são ele- mentos de circuito fundamentais, utilizados em sistemas de geração de energia elétrica para elevar ou abaixar tensões ou correntes CA, assim como são usa- dos em circuitos como receptores de rádio e televisão para finalidades como casamento de impedâncias, isolar uma parte de um circuito de outra e, repetin- do, elevar ou abaixar tensões ou correntes CA. Iniciaremos com o conceito de indutância mútua e introduziremos a con- venção do ponto usada para determinar as polaridades das tensões de compo- nentes acopladas indutivamente. Tomando com base o conceito de indutância mútua, introduziremos a seguir o elemento de circuito conhecido como trans- formador. Consideraremos o transformador linear, o transformador ideal, o autotransformador ideal e o transformador trifásico. Finalmente, entre impor- tantes aplicações, estudaremos os transformadores atuando como dispositivos isolantes e para casamento de impedâncias, bem como seu emprego na distri- buição de energia elétrica. 13.2 Indutância mútua Quando dois indutores (ou bobinas) estiverem bem próximos um do outro, o fluxo magnético provocado pela corrente em uma bobina se associa com a ou- tra bobina induzindo, consequentemente, tensão nessa última. Esse fenômeno é conhecido como indutância mútua. Consideremos, primeiro, um único indutor, uma bobina com N espiras. Quando a corrente i flui através da bobina, é produzido um fluxo magnético f em torno dela (Figura 13.1). De acordo com a lei de Faraday, a tensão v induzida James Clerk Maxwell (1831-1879), formado em matemática pela Cambridge University, Maxwell escreveu, em 1865, um artigo memorável no qual ele uni- ficou matematicamente as leis de Faraday e de Ampère. Essa relação entre os campos elétrico e magnético serviu como base para o que, mais tarde, foi deno- minado ondas e campos eletromagnéticos, um importante campo de estudo da engenharia elétrica. O Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE) usa uma representação gráfica desse princípio em seu logotipo, no qual uma seta em linha reta representa corrente e uma seta em linha curva representa o campo eletromagnético. Essa relação é comumente conhecida como a regra da mão di- reita. Maxwell foi um cientista e teórico muito ativo. Ele é mais conhecido pelas “equações de Maxwell”. O maxwell, unidade de fluxo magnético, recebeu esse nome em sua homenagem. © Bettmann/Corbis. i(t) v +� f Figura 13.1 Fluxo magnético produzido por uma única bobina com N espiras. Capítulo 13 circuitos de acoplamento magnético 495 na bobina é proporcional ao número de espiras N e à velocidade de variação do fluxo magnético f; isto é, (13.1) Porém, o fluxo f é produzido pela corrente i de modo que qualquer variação em f é provocada por uma variação na corrente. Logo, a Equação (13.1) pode ser escrita como segue (13.2) ou (13.3) que é a relação tensão-corrente para o indutor. Das Equações (13.2) e (13.3), a indutância L do indutor é dada, portanto, por (13.4) Essa indutância é comumente denominada autoindutância, pois ela relaciona a tensão induzida em uma bobina por uma corrente variável no tempo na mesma bobina. Consideremos agora duas bobinas com autoindutâncias L1 e L2 que estão bem próximas uma da outra (Figura 13.2). A bobina 1 tem N1 espiras, enquanto a bobina 2 tem N2 espiras. Para simplificar, suporemos que não passe corrente pelo segundo indutor. O fluxo magnético f1 emanando da bobina 1 tem dois componentes: um componente f11 que atravessa apenas a bobina 1 e o outro com- ponente f12 se associa com ambas as bobinas. Portanto, (13.5) Embora as duas bobinas estejam fisicamente separadas, diz-se que elas estão magneticamente acopladas. Já que todo o fluxo f1 atravessa a bobina 1, a tensão induzida na bobina 1 é (13.6) Apenas o fluxo f12 atravessa a bobina 2, de modo que a tensão induzida na bobina 2 seja (13.7) Repetindo, já que os fluxos são provocados pela corrente i1 fluindo na bobina 1, a Equação (13.6) pode ser escrita como (13.8) onde L1 = N1 df1/di1 é a autoindutância da bobina 1. De forma similar, a Equa- ção (13.7) pode ser escrita como (13.9) i1(t) v1 +� v2+�f11 f12L1 L2 N1 espiras N2 espiras Figura 13.2 Indutância mútua M21 da bobina 2 em relação à bobina 1. 496 Fundamentos de circuitos elétricos onde (13.10) M21 é conhecida como a indutância mútua da bobina 2 em relação à bobina 1. O subscrito 21 indica que a indutância M21 relaciona a tensão induzida na bo- bina 2 com a corrente na bobina 1. Portanto, a tensão mútua no circuito aberto (ou tensão induzida) na bobina 2 é v2 M21 di1 dt (13.11) Suponha que, agora, façamos a corrente i2 fluir pela bobina 2, enquanto na bobina 1 não há passagem de corrente (Figura 13.3). O fluxo magnético f2 emanando da bobina 2 compreende o fluxo f22 que atravessa apenas a bobina 2 e o fluxo f21 que atravessa ambas as bobinas. Portanto, (13.12) Todo fluxo f2 atravessa a bobina 2, de modo que a tensão induzida na bobina 2 seja (13.13) Onde L2 = N2 df2/di2 é a autoindutância da bobina 2. Como apenas o fluxo f21 atravessa a bobina 1, a tensão induzida na bobina 1 é (13.14) onde (13.15) que é a indutância mútua da bobina 1 em relação à bobina 2. Portanto, a tensão mútua de circuito aberto na bobina1 é v1 M12 di2 dt (13.16) Veremos, na próxima seção, que M12 e M21 são iguais; isto é, (13.17) e daremos o nome de M para a indutância mútua entre as duas bobinas. Assim como, para a autoindutância L, a indutância M é medida em henrys (H). Tenha em mente que o acoplamento mútuo existe apenas quando os indutores ou bobinas estiverem próximos entre si e os circuitos forem alimentados pelas fontes variáveis com o tempo. Recordamos que, em CC, os indutores atuam como curtos-circuitos. Dos dois casos indicados nas Figuras 13.2 e 13.3, concluímos que há in- dutância mútua se for induzida uma tensão através de uma corrente variável no v1 +� v2+� i2(t)f22f21L1 L2 N1 espiras N2 espiras Figura 13.3 Indutância mútua M12 da bobina 1 em relação à bobina 2. Capítulo 13 circuitos de acoplamento magnético 497 tempo em outro circuito. É propriedade de um indutor gerar tensão em reação a uma corrente variável no tempo em outro indutor próximo a ele. Portanto, Indutância mútua é a capacidade de um indutor induzir tensão em um indutor vizinho e essa grandeza é medida em henrys (H). Embora a indutância mútua M seja sempre um valor positivo, a tensão mútua M di/dt pode ser negativa ou positiva, da mesma forma que acontece com a tensão induzida L di/dt. Entretanto, diferentemente da tensão induzida L di/dt, cuja polaridade é determinada pelo sentido de referência da corrente e pela polaridade de referência da tensão (de acordo com a regra dos sinais), a polaridade da tensão mútua M di/dt não é fácil de ser determinada, pois qua- tro terminais estão envolvidos. A escolha da polaridade para M di/dt é feita examinando-se a orientação ou maneira particular em que ambas as bobinas são enroladas fisicamente e aplicando a lei de Lenz em conjunto com a regra da mão direita. Já que não é conveniente mostrarmos os detalhes construtivos das bobinas em um esquema elétrico, aplicamos a convenção do ponto em análise de circuitos. Por essa regra, um ponto colocado no circuito em uma extremidade de cada uma das duas bobinas acopladas magneticamente indi- ca o sentido do fluxo magnético se a corrente entrar pelo terminal da bobina marcado com um ponto. Isso é ilustrado na Figura 13.4. Dado um circuito, os pontos já estão situados ao lado das bobinas de modo que não precisamos nos preocupar em como inseri-los. Os pontos são usados com a convenção do ponto para determinar a polaridade da tensão mútua. A convenção do ponto afirma o seguinte: se uma corrente entra pelo terminal da bobina marcado com um ponto, a polaridade de referência da tensão mútua na segunda bobina é positiva no terminal da segunda bobina marcado com um ponto. i1 f21 f11 f22 f12 v1 +� i2 Bobina 1 Bobina 2 v2 +� Figura 13.4 Ilustração da convenção do ponto. De modo alternativo, se uma corrente sai do terminal da bobina marcado com um ponto, a po- laridade de referência da tensão mútua na segunda bobina é negativa no terminal marcado com um ponto na segunda bobina. Portanto, a polaridade de referência da tensão mútua depende do sentido de re- ferência da corrente indutora e dos pontos das bobinas acopladas. A aplicação da convenção do ponto é ilustrada nos quatro pares de bobinas mutuamente acopladas na Figura 13.5. Para as bobinas acopladas na Figura 13.5a, o sinal da tensão mútua v2 é determinado pela polaridade de referência para e pelo +�Mi1 v2 = M di1dt (a) +�Mi1 v2 = –M di1dt v1 = –M di2 dt (b) +� M (c) (d) i2 v1 = M di2 dt +� M i2 Figura 13.5 Exemplos ilustrando como aplicar a convenção do ponto. 498 Fundamentos de circuitos elétricos sentido de i1. Como i1 entra pelo terminal marcado com um ponto na bobina 1 e v2 é positiva no terminal marcado com um ponto na bobina 2, a tensão mútua é + M di/dt. Para as bobinas na Figura 13.5b, a corrente i1 entra pelo terminal pontuado da bobina 1 e v2 é negativa no terminal marcado com um ponto na 2. Logo, a tensão mútua é –M di1/dt. O mesmo raciocínio se aplica às bobinas nas Figuras 13.5c e 13.5d. A Figura 13.6 mostra a convenção do ponto para bobinas acopladas em série. Para as bobinas indicadas na Figura 13.6a, a indutância total é L L1 L2 2M (Conexão em série aditiva) (13.18) Para as bobinas na Figura 13.6b, L L1 L2 2M (Conexão em série subtrativa) (13.19) Agora que já sabemos como determinar a polaridade da tensão mútua, estamos prontos para analisar circuitos envolvendo indutância mútua. Como primeiro exemplo, consideremos o circuito da Figura 13.7. Aplicar a LKT na bobina 1 resulta em (13.20a) Para a bobina 2, a LKT fornece (13.20b) Podemos escrever a Equação (13.20) no domínio da frequência como segue (13.21a) (13.21b) Como segundo exemplo, considere o circuito da Figura 13.8. Analisemos este no domínio da frequência. Aplicando a LKT na bobina 1, obtemos (13.22a) Para a bobina 2, a LKT resulta em (13.22b) As Equações (13.21) e (13.22) são resolvidas da maneira usual para determinar as correntes. v1 v2 R1 R2 +� L1 L2i1 i2M +� (a) V ZL Z1 +� jvL1 jvL2I1 I2jvM (b) Figura 13.7 (a) Análise no domínio do tempo de um circuito contendo bobinas acopladas; (b) análise no domínio da frequência de um circuito contendo bobinas acopladas. Figura 13.6 Convenção do ponto para bobinas em série; o sinal indica a polaridade da tensão mútua: (a) conexão série aditiva; (b) conexão série subtrativa. i i L1 L2 M (�) (a) i i L1 L 2 M (�) (b) Capítulo 13 circuitos de acoplamento magnético 499 Uma das coisas mais importantes para garantir a solução de problemas com precisão é a capacidade de verificar cada etapa durante o processo de so- lução e fazer que suposições, tidas como verdadeiras, possam ser verificadas. Muitas vezes, resolver circuitos mutuamente acoplados requer que executemos duas ou mais etapas feitas de uma só vez sobre os sinais e os valores das ten- sões mutuamente induzidas. A experiência tem mostrado que, se dividirmos em etapas a solução para a determinação de valor e sinal de um problema, as decisões são mais fáceis de serem rastreadas. Sugerimos que o modelo (Figura 13.8b) seja usado na análise de circuitos contendo um circuito acoplado mutuamente como mostra a Figura 13.8a: L1 jwL1 jwL2 jwMI2 jwMI1 L2I1 I2 M (a) (b) (c) jwL1 jwL2 jwMI2 jwMI1+��+ Figura 13.8 Modelo que torna mais fácil a análise de circuitos mutuamente acoplados. Observe que não incluímos os sinais no modelo. O motivo para isso é que primeiro determinamos os valores das tensões induzidas e, em seguida, determinamos os sinais apropriados. É evidente que, I1 induz uma tensão na segunda bobina representada pelo valor jvI1, e I2 induz uma tensão de jvI2 na primeira bobina. Uma vez que temos os valores, usamos em seguida os dois circuitos para determinar os sinais corretos para as fontes dependentes como mostra a Figura 13.8c. Uma vez que I1 entra em L1 pelo lado do ponto, ela induz uma tensão em L2 que tenta forçar uma corrente que sai pela extremidade do ponto em L2, o que significa que a fonte deve ter um sinal + no lado superior e um sinal – no lado inferior, como mostra a Figura 13.8c. I2 sai pela extremidade do ponto de L2 sig- nificando que ela induz uma tensão em L1 que tenta forçar uma corrente que entra pela extremidade do ponto em L1, o que requer uma fonte dependente que tem um sinal + no lado inferior e um sinal – no lado superior, como mostra a Figura 13.8c. Agora tudo o que temos a fazer é analisar um circuito com duas fontes de- pendentes. Esse processo sempre nos faz verificar cada uma de nossas suposições. Nesse nível introdutório não estamos preocupados com a determinação das indutâncias mútuas das bobinas e das colocações dos pontos nelas. Assim como ocorre para R, L e C, o cálculo de M envolveriaa aplicação da teoria do eletromagnetismo às propriedades físicas reais das bobinas. Neste livro, vamos supor que a indutância mútua e a colocação dos pontos sejam os “dados” do problema de circuitos, assim como os componentes R, L e C. EXEMPLO 13.1 Calcule as correntes fasoriais I1 e I2 no circuito da Figura 13.9. V 12 :� j4 :+� j5 : j6 :I1 I2j3 :12 �q (a) 12 :� j4 :+� j5 j3I2 j6 j3I1 12 �q I1 I2 (b) +��+ Figura 13.9 Esquema para o Exemplo 13.1. 500 Fundamentos de circuitos elétricos Solução: Para a bobina 1, a LKT resulta em 12 ( j4 j5)I1 j3I2 0 ou j I1 j3I2 12 (13.1.1) Para a bobina 2, a LKT resulta em j3I1 (12 j6)I2 0 ou I1 (12 j6)I2 j3 (2 j4)I2 (13.1.2) Substituindo essa última na Equação (13.1.1), obtemos ( j2 4 j3)I2 (4 j)I2 12 ou I2 12 4 j 2,91l14,04 A (13.1.3) A partir das Equações (13.1.2) e (13.1.3), 13,01l 49,39 A I1 (2 j4)I2 (4,472l 63,43 )(2,91l14,04 ) Determine a tensão Vo no circuito da Figura 13.10. V 10 Ω 4 Ω + − j8 Ω j5 ΩI1 I2 j1 Ω Vo + − 200 45° Figura 13.10 Esquema para o Problema prático 13.1. Resposta: 20l 135 V. Calcule as correntes de malha no circuito da Figura 13.11. V 5 :4 : j8 :+� j6 : j2 :I1 I2� j3 :100 0q Figura 13.11 Esquema para o Exemplo 13.2. Solução: O segredo para analisar um circuito com acoplamento magnético é co- nhecer a polaridade da tensão mútua. Precisamos aplicar a regra do ponto. Na Figura 13.11, suponha que a bobina 1 seja aquela cuja reatância é 6 e a bobina 2 seja aquela cuja reatância é 8 . Para descobrir a polaridade da tensão mútua na bobina 1 devido à corrente I2, observamos que I2 sai do terminal marcado com um ponto da bobina 2. Já que estamos aplicando a LKT no sentido horário, isso implica tensão mútua negativa, isto é – j2I2. PROBLEMA PRÁTICO 13.1 EXEMPLO 13.2 Capítulo 13 circuitos de acoplamento magnético 501 De forma alternativa, talvez fosse melhor descobrir a tensão mútua redesenhando a parte relevante do circuito, conforme nos mostra a Figura 13.12a, na qual fica claro que a tensão mútua é V1 = – j2I2. Portanto, para a malha 1 da Figura 13.11, a LKT fornece 100 I1(4 j3 j6) j6I2 j2I2 0 ou 100 (4 j3)I1 j8I2 (13.2.1) De forma similar, para descobrirmos a tensão mútua na bobina 2 em razão da corrente I1, consideremos a parte relevante do circuito, conforme apontado na Figura 13.12b. Aplicar a convenção do ponto nos fornece a tensão mútua como V2 = – j2I1. Da mesma forma, a corrente I2 enxerga as duas bobinas acopladas como em série na Figura 13.11; já que ela deixa os terminais pontuados em ambas as bobinas, a Equação (13.18) se aplica. Portanto, para a malha 2 da Figura 13.11, a LKT dá 0 2 j I1 j6I1 ( j6 j8 j2 2 5)I2 ou 0 j8I1 (5 j18)I2 (13.2.2) Colocando as Equações (13.2.1) e (13.2.2) na forma matricial, obtemos c 100 0 d c 4 j3 j8j8 5 j18 d c I1 I2 d Os determinantes são ¢2 4 j3 100 j8 0 j800 ¢1 100 j8 0 5 j18 100(5 j18) ¢ 4 j3 j8 j8 5 j18 30 j87 Portanto, obtemos as correntes de malha como segue I2 ¢2 ¢ j800 30 j87 800l90 92,03l71 8,693 l19 A I1 ¢1 ¢ 100(5 j18) 30 j87 1.868,2l74,5 92,03l71 20,3 l3,5 A PROBLEMA PRÁTICO 13.2Determine as correntes fasoriais I1 e I2 no circuito da Figura 13.13. V 5 Ω j2 Ω + − j6 Ω j3 Ω I1 I2 − j4 Ω100 60° Figura 13.13 Esquema para o Problema prático 13.2. Resposta: , I2 26,83l86,57 A.I1 17,889l86,57 A Figura 13.12 Esquema para o Exemplo 13.2 mostrando a polaridade das tensões induzidas. I2I1 j6 j8 j2(I1–I2) j2I2 �+ +�