Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Disciplina: Técnologia Farmacêutica
Curso: Farmácia – 8º Semestre
Professora: Andrea Lima
DESENVOLVIMENTO DE COMPRIMIDOS DE IBUPROFENO 400MG POR VIA ÚMIDA
AGNES CEZAR 
BEATRIZ GOMES
GABRIEL VICENTIN
GABRIELA SAQUI
GABRIELLE MAUERBERG
MILENA CARVALHO
PIRACICABA-SP
2018
1.INTRODUÇÃO
O Ibuprofeno é um fármaco do grupo dos anti-inflamatórios não esteróides (do subgrupo químico dos derivados do ácido propanóico), fármacos que têm em comum a capacidade de combater a inflamação, a dor e a febre (MARQUES,2009).
Tal como os outros anti-inflamatórios não esteróides atua inibindo a produção de prostaglandinas, substâncias químicas produzidas pelo corpo que causam inflamação e contribuem para a percepção de dor pelo cérebro. Reduz também a febre ao bloquear a síntese de prostaglandinas no hipotálamo, uma estrutura do cérebro responsável pela regulação da temperatura do corpo. O Ibuprofeno tem ainda propriedades anticoagulantes, diminuindo a formação de coágulos sanguíneos. O Ibuprofeno faz parte da lista de fármacos essenciais da Organização Mundial de Saúde.
Quimicamente, o Ibuprofeno é um pó branco, com um leve odor característico. Este fármaco é praticamente insolúvel em água, mas já é solúvel em soluções aquosas diluídas de hidróxidos alcalinos e de carbonatos, e também em alguns solventes orgânicos como a acetona, o álcool etílico, o éter, o diclorometano e o clorofórmio. O Ibuprofeno foi sintetizado pela primeira vez em Dezembro de 1961 no Reino Unido, pelo Dr. Stewart Adams e seus colegas John Nicholson e Colin Burrows. Nesse mesmo ano, este fármaco foi patenteado. Mas apenas em 1969 aparece comercializado no Reino Unido e posteriormente nos EUA, em 1974. Hoje é comercializado em todo o mundo sendo atualmente usado por milhões de consumidores (MARQUES,2009).
Este produto contém ibuprofeno, um derivado do ácido fenilpropânico, inibidor da síntese das prostaglandinas, tendo propriedades analgésicas e antipiréticas. Os antipiréticos e analgésicos inibem a ação da cicloxigenase, diminuindo a formação de precursores das prostaglandinas e dos tromboxanos a partir do ácido araquidônico, diminuindo a ação destes mediadores no termostato hipotalâmico e nos receptores de dor (nociceptores).
O Ibuprofeno utiliza-se, para combater a dor, a inflamação ou a febre e, nos casos de reumatismo e em lesões dos tecidos moles, para controlar a dor e a inflamação. Utiliza-se também para controlar a dor em múltiplas situações como a dismenorreia (dores menstruais), traumatismos com entorses, luxações e fracturas, em dores de dentes, em dor associada a qualquer processo inflamatório e em situações de febre de diversa etiologia, para controlar a temperatura elevada.
Este é tomado por via oral, na forma de comprimidos, drageias, suspensão oral ou granulado. Encontra-se disponível também em supositórios, em creme ou em gel para aplicação local. Deve ser utilizado com precaução nos doentes asmáticos, doentes com problemas alérgicos e com insuficiência cardíaca, doentes com insuficiência hepática ou renal.
Este medicamento não deverá ser administrado a pacientes com antecedentes de hipersensibilidade prévia ao ibuprofeno ou a qualquer componente da formulação. Não utilizar em indivíduos com úlcera péptica ativa, sangramento gastrintestinal ou em casos em que o ácido acetilsalicílico, iodeto e outros anti-inflamatórios não esteroides tenham induzido asma, rinite, urticária, pólipo nasal, angioedema, broncoespasmo e outros sintomas de reação alérgica ou anafilática.
2.OBJETIVO
Desenvolvimento de comprimidos do fármaco Ibuprofeno na concentração de 400mg, pelo método de via úmida.
3. DESENVOLVIMENTO 
3.1 Síntese do ibuprofeno
Foi sintetizado pela primeira vez em Dezembro de 1961 no Reino Unido pelo Dr. Stewart Adams e pelos seus colegas John Nicholson e Colin Burrow. Apesar da data da sua síntese, só foi comercializado em 1969 no Reino Unido para o tratamento da artrite reumatóide e em 1974 nos EUA. A síntese da Companhia Boots assenta em 6 etapas, como apresenta a figura 1.
Figura 1: Síntese do Ibuprofeno da Boots Company.
No ano de 1980 a perda da patente da Boots Company PLC associada ao fato das vendas do fármaco dispararem por este ter passado a ser de venda livre, motivou o desenvolvimento, por parte de outras companhias, de vias sintéticas alternativas para o ibuprofeno. A Hoechst Celanese Corporation, desenvolveu uma síntese em três etapas (Figura 2), permitindo a diminuição do número de reagentes utilizados e os resíduos produzidos, a utilização de menos recursos e equipamentos, produzindo assim, maior quantidade de comprimidos em um menor período de tempo e consequentemente diminuiu o preço da molécula (Cann, 
Figura 2: Síntese do Ibruprofeno pelo processo da BHC Company 
Com o objetivo de melhorar as características físico-químicas do ibuprofeno de forma a aumentar a versatilidade deste fármaco, algumas indústrias tem produzido variantes com propriedades específicas, como é o caso do Ibuprofeno DC85® que foi desenvolvido pela multinacional alemã, BASF (Almeida, 2009). 
Um dos principais problemas na produção do ibuprofeno é o seu baixo ponto de fusão, podendo durante o processo produtivo ocorrer fusão do ibuprofeno e consequentemente a adesão às punções do composto, o que obriga à paragem da produção para limpeza das máquinas. Por outro lado, o ibuprofeno em pó, no seu estado puro, não apresenta escoamento, o que dificulta a sua utilização em formas farmacêuticas. A nova formulação da BASF tem como base quatro pressupostos: proteger o ibuprofeno das altas temperaturas, aumentar a produtividade, desenvolver uma formulação que não requeira a adição de mais nenhum excipiente (reduzir a porcentagem de lubrificantes usados) e obter uma libertação de fármaco extremamente rápida (Patente, 2008; Almeida, 2009). Esta formulação apresenta um revestimento com um nanomaterial através de um processo de fabrica especial. É este tipo de material que protege o ibuprofeno e simplifica o processo de fabrica das formas farmacêuticas com ibuprofeno (Patente, 2008; Almeida, 2009).
3.2 Propriedades Farmacológicas 
3.2.1 Farmacodinâmica 
Este produto ibuprofeno, é um derivado do ácido fenilpropânico, inibidor da síntese das prostaglandinas, tendo propriedades analgésicas e antipiréticas. Os antipiréticos e analgésicos inibem a ação da cicloxigenase, diminuindo a formação de precursores das prostaglandinas e dos tromboxanos a partir do ácido araquidônico, diminuindo a ação destes mediadores no termostato hipotalâmico e nos receptores de dor (nociceptores). 
3.2.2 Farmacocinética 
O ibuprofeno apresenta boa absorção oral, com aproximadamente 80% da dose absorvida no trato gastrintestinal, havendo diferença quando da administração em jejum ou após refeição, pois a presença de alimentos diminui a absorção. O início de ação ocorre em aproximadamente 15 a 30 minutos. A taxa de ligação proteica é alta (99%) e a concentração plasmática máxima é atingida em 1,2 a 2,1 horas, tendo duração de 4 a 6 horas, com meiavida de eliminação de 1,8 a 2 horas. A biotransformação é hepática e a excreção praticamente se completa em 24 horas após a última dose, sendo menos de 1% excretado na forma inalterada.
3.3 Micrometria 
A avaliação micrometrica foi utilizada o fator de Hausner (FH), onde foi determinado atraves da razão entre as densidades de compactação (dc) e bruta (db), apresentadas pelas amostras. O indice de compressibilidade (IC) foi calculado a partir dos valores individuais de densidade de compactação e bruta atraves da equação: IC= (dc-db)/ dc x 100. 
3.3.1 Exame microscopico/ Formato da particula 
Ao utilizarmos o exame microscopico podemos observar diversas particulas, chegando a conclusão do formato da particula do ibuprofeno ser em forma de agulha. O formato da particula apresenta a forma de agulha, que é uma tendencia de formar agregação (menor fluxo); esférica, que apresenta um bom escoamento (fluxo) e compactação; sintética que contem somente uma forma (excetopolimorficas); natural, diferentes formatos (dificulta). 
3.3.2 Granulometria 
A massa obtida era então passado na tamis, utilizando-se malha de abertura de 1,5 mm, tendo o granulado recolhido em bandejas para serem preparadas a compactação. Tem que ser passada pela tamis para que tenha uma padronização das particulas, para que fiquem todas do mesmo tamanho, na mesma concentração, consequentemente, a mesma quantidade dos componentes. Observa- se que a maior quantidade de pó no tamis, seu tamanho sera proveniente do numero do ultimo tamis em que o pó passou. Então, o pó que sobra nas tamises anteriores serão trituradas para que cheguem ao tamanho das demais e se adeque ao padrão. O granulo tem que está entre 42-48 ( maior biodisponibilidade e maior estabilidade do comprimido). 
3.3.3 Densidade aparente e forçada 
A densidade aparente utilizando-se o volume de 19 ml, e após ter sido realizado o seguinte calculo: Dap = massa/ volume (Dap= 10g/19ml) o resultado final é 0,5263 g/ ml. 
A densidade forçada foi utilizado um volume de 17 ml, e após ter sido realizado o seguinte calculo: D= massa/volume (D= 10g/17ml) o resultado final é 0,5882 g/ ml.
3.3.4 Índice de Carr
Método simples para avaliar indiretamente as propriedades de fluxo de pós através da comparação da densidade aparente (ρa) e da densidade compactada (ρc) do pó sendo IC calculado por: IC= (df-dap)×100 / dap. Valores de IC < 10% indicam excelente fluxo; IC de 11 a 15% fluxo bom; IC de 16 a 20% fluxo fraco; IC de 21 a 31%; IC > 32% fluxo muito pobre. (USP, 2006).
IC= 0,5892 – 0,5263 X 100 = 11,95 %
0,5263
O fluxo do Ibuprofeno de acordo com o método aplicado é considerado muito bom.
3.3.5 Determinação do fator de Hausner
Método usado para avaliar indiretamente as propriedades de fluxo de pós, calculada por: FH= df/dap. Valores de FH entre 1,00 a 1,11 indicam excelente fluxo; PH entre 1,12 a 1,18 fluxo bom; PH entre 1,19 a 1,25 fluxo fraco; PH entre 1,26 a 1,35 fluxo pobre; PH entre 1,35 a 1,45 fluxo pobre (pós coesivos); F/H > 1,50 fluxo muito pobre. Valores entre 1,25 e 1,5 podem ser melhorados pela adição de dióxido de silício coloidal, a 0,2% (Wells, 2005; USP, 2006).
FH = 0,5892 = 1,1195
 0,5263
O fluxo do Ibuprofeno de acordo com o método aplicado é considerado muito bom.
3.3.6 Higroscopicidade
Higroscopia é a propriedade que certos materiais possuem de absorver água. Entre estes materiais pode-se citar a Silica gel, sulfato de cobre e a madeira. A silica e o sulfato são usados como desumidificantes em embalagens de artigos e em ambientes que requerem proteção contra a umidade. O ácido sulfúrico concentrado é também um exemplo de substância higroscópica, devido ao seu acentuado efeito desidratante. Quando o grau de absorção de água é extremamente elevado, o material começa-se a dissolver na própria água absorvida. Se um material possui esta característica ele é dito deliquescente. O oposto da higroscopia é a eflorescência, propriedade de certos materiais de libertarem umidade no ambiente, ou seja, quanto maior a umidade pior será o fluxo.
Pesamos em um vidro relogio o farmaco e colocamos no dessecador por 72 horas pesamos novamente após as 72 horas para saber o valor da umidade.
 
 H2SO4 72 horas H2SO4
	
XG ---- 100%
 YG ---- X
X=?
3.3.7 Ângulo de Repouso
O ângulo de repouso é o ângulo mais íngreme em relação ao plano horizontal que se forma sem ocorrer deslizamento. O resultado do ângulo de repouso foi calculado a parti da tangente determinada pela altura e raio formado pelo cone da amostra.
Altura = 4,0cm e Raio = 6,5
TG = CO/CH = 4,0 / 6,5 = 0,61 = 31,38
3.4 Excipientes
3.4.1 Dióxido de silício
Pode ser chamado de sílica coloidal ou dióxido de silício coloidal, é um produto geralmente aplicado nas concentrações entre 0,1% a 10,0%, é utilizado como deslizante a fim de otimizar a fluidez de pós, seu funcionamento se dá por envolver as partículas maiores do excipiente e do princípio ativo, assim reduzindo as forças de atração de van der Waals entre elas. Ele também pode absorver a umidade presente na superfície de pós higroscópicos, minimizando a ocorrência de aglomerações e aglutinações.
Possui as seguintes propriedades: Anti-aglomerante para melhorar as propriedades de fluidez do pó, melhora as propriedades de comprimidos, tais como dureza e friabilidade,dessecante para diminuição da umidade em ativos sensíveis; melhora a distribuição de ingredientes farmacêuticos nas formulações.
Tem como característica ser insolúvel em água, seu pH é entre 3,5 - 5,5, deve ser mantido em locais secos e temperatura ambiente. Tem incompatibilidade com dietilestilbestrol.
3.4.2 Estearato de Magnésio
O estearato de magnésio é uma mistura de magnésio com ácidos orgânicos sólidos constituído de proporções variáveis de estearato de magnésio e palmitato de magnésio, sendo sua fórmula molecular C36H70MgO4.
Fórmula Estrutural do Estearato de Magnésio. Fonte: Google Imagens
É categorizado como lubrificante e antiaderente, sendo recomendado o uso de 0,25 a 5,0% nas formulações. Pode ser utilizado também como agente emulsificante, suspensor e estabilizante.
Devido à sua natureza hidrofóbica, o Estearato de magnésio pode retardar a dissolução de drogas na forma sólida, por isso, deve usá-lo na menor concentração possível. 
Tem interações e incompatibilidades com ácidos e bases fortes, sais de ferro e agentes antioxidantes e em drogas incompatíveis com álcalis deve ser utilizado com precaução. Não deve ser usado em produtos contendo ácido acetilsalicílico, algumas vitaminas e sais alcaloidicos.
A densidade dessa substância é ser 0,159 g/cm3 , é praticamente insolúvel em água, etanol e pouco solúvel em etanol quente, deve ser mantido em local fresco e seco.
3.4.3 Talco
O talco é um silicato de magnésio, hidratado e purificado contendo quantidades pequenas e variáveis de silicato de alumínio e ferro. Ele é comumente empregado como um lubrificante na concentração máxima de 2%. 
Apresenta-se como um pó cristalino muito fino, branco a cinza-branco, inodoro, impalpável. Adere facilmente à pele e é suave ao toque. 
Tendo como características físicas ser insolúvel em ácidos diluídos e álcalis orgânicos, solventes e água, seu pH varia entre 7 - 10 e sua densidade de 0,159 g/cm3 e. Tem incompatibilidade com compostos de amónio quaternário e deve ser armazenado em local seco e arejado. 
3.4.4 Lactose
É um tipo de glicídio que possui ligação glicosídica. É o açúcar presente no leite e seus derivados. A lactose é formada por dois carboidratos menores, chamados monossacarídeos, a glicose e a galactose, sendo, portanto, um dissacarídeo. Sua fórmula molecular é C12H22O11H2O.
Fórmula Estrutural da lactose. Fonte: Google Imagens
É categorizado como diluente, aglutinante, desagregante, tem boa compressibilidade e elevada hidrossolubilidade. É recomendado o uso de 65 a 85% em cápsulas ou comprimidos. 
Ocorrem interações com condensações de Maillard, entre lactose e aminas primárias, formando produtos de cor marrom. Também reage e produz escurecimento na presença de compostos contendo arsênio hidratado. Para estas reações a cinética de reação é mais rápida, com formas de lactose amorfas cristalinas, e são ainda catalisadas em meio básico de modo que lubrificantes alcalinos intensificam o escurecimento de formas sólidas contendo tais ingredientes. A lactose é incompatível com aminoácidos, aminofilina e anfetaminas (ex: mazindol, anfepramona, femproporex, aminofilina, fluoxetina, sertralina, imipramina, amitriptilina, clomipramina, nortriptilina, hidroxitriptofano e compostos relacionados). É contra-indicada para pessoas com intolerância à lactose, podendo gerar dores abdominais, diarreia e flatulências nesses pacientes. É contra indicada também para pacientes que apresentam galactosemia, síndrome damá absorção de glucosa-galactosa ou deficiência da lactase.
É solúvel em água e sua densidade é 1,52 g/cm³. Deve ser armazenado em local seco e fresco. 
3.4.5 Lauril Sulfato de sódio
O Lauril Sulfato de sódio tem como característica ser um pó ou pequenos grânulos brancos, de cor creme ou amarelo pálido, seu sabor é amargo e tem odor de substâncias gordurosas. É um agente surfactante, utilizado como agente lubrificante e molhante de cápsulas e comprimidos em concentrações recomendadas entre 1 a 2%. Sua fórmula molecular é CH3(CH2)10CH2(OCH2CH2)nOSO3Na C11+nH23+4nNaO4+nS. 
Fórmula Estrutural do Lauril Sulfato de sódio. Fonte: Google Imagens
Sua utilização em formulações que contenham drogas lipossolúveis é útil, pois facilita a dissolução destas drogas. Interage com tensoativos catiônicos, tais como cetrimida, resultando assim uma perda de atividade, sendo estes suas incompatibilidades, também sais de íons metálicos polivalentes (por exemplo, alumínio, estanho, chumbo e zinco) e sais alcaloídicos (codeína, iombina, pilocarpina, cafeína, teofolina, vincamina, reserpina, dentre outros) e com ácidos de pH abaixo de 2,5.
Sua densidade é de 1,05 g/cm³, solúvel em água e etanol e seu pH é entre 6,5 - 8. 
3.4.6 Celulose microcristalina
É um agente suspensor, viscosificante, desintegrante, diluente, aglutinante, adsorvente. A fórmula molecular da celulose microcristalina é (C6H10O5)n.
Sua recomendação de uso na formulação de comprimidos e cápsulas é de 5 a 15%, em caso de desintegrante, se utilizado como aglutinante e adsorvente entre 20 e 90%, agente antiaderente ou lubrificante de 5 a 20%. 
Sua aplicação em comprimidos, pode tanto ser usado na granulação por via úmida como na compressão direta.
É incompatível com oxidantes fortes, sendo um agente estável, porém higroscópico. Tem pH entre 5,0 – 7,5, densidade média de 0,32g/cm³ e é praticamente insolúvel em água, ácidos diluídos e na maioria dos solventes orgânicos, levemente solúvel em solução alcalina NaOH 5%. 
3.4.7 Croscarmelose sódica
A croscarmelose sódica corresponde a um polímero com ligações cruzadas da carboximetilcelulose, é um pó branco ou acinzentado e inodoro. As ligações cruzadas tornam a carboximetilcelulose insolúvel, hidrofílica, altamente absorvente de água, resultando em uma excelente propriedade de intumescimento e a sua natureza fibrosa proporciona captação de água.
 É desintegrante de cápsulas (10 – 25%), comprimidos (0,5 – 5,0%) e grânulos. A eficiência da croscarmelose sódica na promoção da desintegração é causada pela rápida penetração da água nas partículas fibrosas do desintegrante e o desenvolvimento subsequente de uma força de desintegração,melhora as características de desintegração e dissolução do medicamento, aumentando a biodisponibilidade da formulação.
Sua densidade é 0,529 g/cm³, insolúvel em água e se intumesce rapidamente absorvendo cerca de 4 a 8 vezes o seu volume em água. É uma substância estável, porém higroscópica, por isso deve ser acondicionado em recipiente bem fechado e armazenado em local fresco e seco.
A eficácia desintegrante da croscarmelose sódica pode ser levemente reduzida em formulações que contenham excipientes higroscópicos tais como o sorbitol. A croscarmelose sódica é incompatível com ácidos fortes, sais solúveis de ferro e de alguns outros metais como o alumínio, mercúrio e zinco.
É considerada um material não-tóxico e não-irritante. Entretanto, se consumido em grande quantidade pode apresentar um efeito laxativo. 
3.4.8 PVP
A polivinilpirrolidona é um polímero solúvel em água. Utilizado nas formulações como aglutinante em comprimidos obtidos via úmida. Também serve para revestimento de formas sólidas. É utilizada como desinfetante e antisséptico, principalmente no tratamento de feridas, ou preparação da pele e mucosas, e no preparo da desinfecção do material.
O PVP é solúvel em água e outros solventes polares. Por ser um polímero capaz de interações intermoleculares, mesmo em soluções aquosas diluídas a diferentes temperaturas, devidas interações intramoleculares das próprias cadeias de PVP serem mais fortes que as interações PVP-água através de ligações de hidrogênio. Também forma ligações de hidrogênio com as moléculas de água. Quando seco ele é um pó levemente floculento. 
Tem pH entre 5 - 9, densidade de 1,2 g/cm³ e é altamente higroscópico, tendo que ser armazenado em ambiente seco e longe da luz solar. É incompatível com peróxido de hidrogênio de álcalis. Sua atividade antimicrobiana pode ser comprometida em pH elevado e interage com sulfatiazóis, salicilatos, fenobarbitais, taninos entre outros, podendo comprometer a eficácia de conservantes (ex: timerosal).
3.5 Métodos de compreensão
Os comprimidos convencionais podem ser fabricados de três formas:
- A partir da granulação por via úmida;
Baseia-se na aglomeração do pó através da utilização de um líquido, ou seja, será usado um líquido aglutinante (normalmente água ou álcool) e o resultando numa massa úmida ou em grânulos com uma adequada umidade . Obviamente, esse líquido não pode ser tóxico, ou incompatível com a formulação, e deve ser volátil o suficiente para ser removido facilmente em um processo de secagem, e esse é o principal problema da utilização da água como aglutinante, sua demora para secar completamente o que pode levar a degradação do fármaco ou excipientes (BERNARDES, 2006).
- A partir da granulação por via seca;
A granulação de partículas ocorre através de altas pressões, ou seja, são produzidos grandes comprimidos que depois serão moídos e normalizados. Isso pode ser feito por dois processos:
1- Prensagem – dentro de um molde por uma prensa formando um briguete;
2- Rolos compactadores - a mistura de pós é comprimida entre dois rolos para produzir uma folha laminada de material esse material é como escamas ( BERNARDES, 2006).
Para ambos os processos, posteriormente deve ser feito o procedimento de moagem para que essa massa comprimida seja quebrada formando os grânulos que posteriormente serão normalizados ( BERNARDES, 2006).
- E a partir desses processos é usada a técnica da compressão direta.
3.5.1 Método Escolhido
Algumas das principais vantagens do processo de granulação úmida são melhora das propriedades de fluxo de materiais. Nesta técnica de granulação, pode-se facilmente aumentar o tamanho do grânulo com o teor de umidade e terá como resultado o aumento da fluidez do granulo final. Por exemplo, você pode adotar esse processo de granulação para aumentar a fluidez da celulose microcristalina melhorando as características de compressão e densificação do material. Pode-se facilmente produzir grânulos muito densos usando um misturador ou granulador de alto cisalhamento. Através da ação do impeller e do estrator com a adição do líquido de granulação, você pode facilmente produzir grânulos homogêneos. Isso ocorre porque a ação de granuladores de alto cisalhamento, ( HSM ), facilita a distribuição uniforme de partículas.
Tanto as soluções aquosas como os solventes orgânicos reduzem a poeira, o que poderia causar poluição do ar. Lembrando que essas soluções de granulação também eliminam qualquer geração e acumulação de taxas estáticas possíveis, além do processo de granulação reduzir a contaminação cruzada e permitir um melhor manuseio de pó sem comprometer a homogeneidade.
O processo moderno de granulação em pó úmido é mais rentável e eficiente do que as técnicas antigas. Isso faz com que seja uma escolha perfeita para uma série de procedimentos de processamento de materiais na indústria farmacêutica. Suas desvantagens é a possível perda de material devido aos inúmeros procedimentos e estágios durante o processo de granulação, uma parte do produto acaba ficando nas paredes dos equipamentos que foram utilizados durante o processo, pois envolvem muitos procedimentos. Isso torna um processo complexo que pode ser pesado para controlar. A instalação requer muito espaço (dependendo do equipamento), além de ter uma área técnica grande. Para materiais sensíveis à umidade, a estabilidadepode ser uma grande preocupação. Isso ocorre porque compromete a qualidade geral dos grânulos. Sendo assim é um processo popular que os fabricantes utilizam para produzir uma gama de misturas de produtos homogêneos. Para garantir produtos consistentes, confiáveis ​​e homogêneos.
4.MATERIAIS E MÉTODOS
4.1 Matérias primas
Ibuprofeno 
Dióxido de silício
Celulose microcristalina
Croscarmelose sódica
Estearato de magnésio
Lactose
Lauril sulfato de sódio
Talco
PVP
 4.2 Materiais 
 Balança semi - analítica
Jogo de Tamis 
Grau de porcelana
Pistilo
Béquer
Espátula
Máquina compressora rotativa
Matriz número 9mm
4.3 Metodologia
O comprimido de Ibuprofeno na concentração de 400mg foi desenvolvido após verificar quais seriam os melhores excipientes para ele, entre eles contendo desintegrantes, diluentes, aglutinantes e lubrificantes em concentrações adequadas. O peso final do comprimido teoricamente seria 524mg. 
Formulação:
	Componente
	Concentração (%)
	mg em 1cp
	Ibuprofeno
	76,33%
	400
	Dióxido de silício
	1%
	5,24
	Lactose
	13,67%
	66,39
	Celulose microcristalina
	5%
	26,2
	Croscarmelose sódica
	2%
	10,48
	Talco
	1%
	5,24
	Estearato de magnésio
	1%
	5,24
	Lauril sulfato de sódio
	1%
	5,24
	PVP 12% (em solução hidroalcoólica 30%)
	qs
	qs
Foram calculados os pesos necessários para fazer 300 comprimidos. Em uma balança foram pesados 120g de Ibuprofeno, 20g de Lactose, 8g de Celulose microcristalina, 3g de Croscarmelose sódica e 1,6g de Talco. Após foram acrescentados no grau em escala geométrica e triturados com a ajuda do pistilo.
Com a ajuda do jogo de Tamis essa mistura foi padronizada e em seguida foi adicionada solução de PVP aos poucos até atingir a textura de uma massa firme e não quebradiça, no total utilizou -se 99ml de PVP a 12%. Essa massa foi passada pelo tamis de malha grossa para obtenção dos grânulos que ficaram em repouso por uma semana para secarem e em seguida foram transferidos ao grau e novamente triturados e padronizados.
No dia da compactação foram pesados e adicionados 1,6g de Dióxido de silício, 1,6g de Estearato de magnésio e 1,6g de Lauril sulfato de sódio, que são os lubrificantes da formulação. Após pesou-se três vezes a quantidade para fabricação de um comprimido, que foram utilizados na máquina compressora rotativa para descobrir a altura das matrizes e a força de compressão. Foi utilizada a matriz 9, para a fabricação dos comprimidos.
5. EMBALAGENS DE MEDICAMENTOS
Embalagem é todo o material ou recipiente que envolve um produto temporariamente com objetivo de conservar suas características durante transporte, armazenamento e consumo. As embalagens de medicamentos devem seguir uma série de determinações propostas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e devem cumprir as funções de proteção, identificação, comunicação, utilidade e acondicionamento. Desde o início da troca de mercadorias ou do comércio propriamente dito, a embalagem passou a ser indispensável e, atualmente, este fato permanece, porém com outros objetivos além de simplesmente acondicionar o produto, protegê-lo e facilitar seu transporte. A embalagem deve proteger o produto do ambiente, minimizar as perdas dos seus constituintes, não interferir química e fisicamente com seus componentes, facilitar o transporte, possuir dosadores corretos, ser compatível com o tempo de validade do produto acondicionado, ser de fácil aquisição, produção e manuseio, bem como ter custo adequado e impedir adulterações e falsificações do produto.
A embalagem primária, é aquela que está em contato direto com o produto durante todo o tempo. Por embalagem secundária, entende-se o material que protege a embalagem primária e por acessórios, tudo que acompanha a embalagem primária, como, por exemplo, caixas, cartuchos e todo este conjunto deve ajudar na segurança, manuseio e como promoção de marketing do produto (FIORENTINO, 2008).
A embalagem é fundamental tanto para embelezar os produtos, quanto para destacá-los nos pontos de venda. Em sua evolução as embalagens mantiveram suas funções básicas, porém adquiriram outros propósitos como atrair a atenção de consumidor, ser um diferencial do produto e motivar a venda, uma vez que a concorrência determina que a embalagem deve persuadir por si mesma e “vender o que protege tanto quanto proteger o que vende”. Com as novas leis de defesa do consumidor cresceram as exigências e as embalagens tiveram que ser adaptadas sem perder o poder atrativo.
5.1 Embalagens de comprimidos 
As embalagens podem ser divididas em:
Embalagens primárias:
Têm contato direto com o produto e são a maior barreira de proteção, como exemplo blisters (figura acima) e frascos de vidro.
Embalagens secundárias:
Protegem a embalagem primária, como cartuchos (caixinhas que envolvem a embalagem primária).
Embalagens terciárias:
 	Contêm a embalagem primária e secundária para que haja melhor transporte - caixas de papelão são o exemplo mais comum. Os materiais das embalagens são escolhidos para aumentar a vida útil do medicamento o máximo possível. O plástico representa 30% das embalagens de produtos farmacêuticos, substituindo boa parte do vidro. 
É o material mais usado para proteger o produto interno, pois é mais leve resistente, tem mais versatilidade no design e mais popularidade entre os consumidores. Para atender as funções de preservação, muitas embalagens são laminadas, pois há mais proteção contra o meio externo. As do tipo blister, muito comuns, geralmente são feitas de PVC, PVDC e alumínio - mais adiante explicaremos a importância dessa informação.
6. RESULTADOS E DISCUSSÕES 
 6.1 Fabricação dos comprimidos
Para realizar a compressão, foram pesados três vezes o peso de 400 mg para o ajuste da maquina, durante o processo de compressão alguns erros foram vistos, tais como:
Formação de sticking.
Formação de comprimidos irregulares, que são devidos as seguintes causas:
· absorção de umidade durante a compressão;  
· lubrificantes insuficientes.
Sendo necessário o aumento de lubrificantes para melhorar o fluxo e diminuir a captação da umidade do ar.
Formação de capping (comprimidos descabeçados, esfoliados separando a sua parte superior).
Este fenômeno pode acontecer devido a varias causas:
· pressão demasiada;
· elevado número de partículas pequenas, (o granulado não deve ter mais de 20% de partículas muito pequenas); 
· falta de aglutinantes 
· granulado muito seco; 
· cristais muito grandes.
Necessário verificar a pressão, realizar novamente a padronização da formula, rever via de granulação, adicionar mais aglutinantes. 
7. CONCLUSÃO 
Os comprimidos são formas farmacêuticas sólidas obtidas por compressão, contendo dose única com um ou mais princípios ativos. Esta forma farmacêutica deve atender às exigências dedesintegração, dissolução, dureza, friabilidade e uniformidade deconteúdo descritas nos métodos gerais e previstas nasmonografias específicas.
Existe a necessidade de saber informações sobre a natureza físico-química do fármaco, que ajudarão a nortear o melhoramento farmacotécnico, assim como fornecem subsídios para o estabelecimento de um perfil de qualidade detalhado a ser adotado no controle de qualidade de rotina para este fármaco e para formulações que o utilizem como base.
Assim, será possível propor estratégias para melhorar os problemas de compactação fármaco, através de adjuvantes farmacêuticos apropriados.
8.REFERÊNCIAS
ANVISA,<http://www.anvisa.gov.br/datavisa/fila_bula/frmVisualizarBula.asp?pNuTransacao=18168072016&pIdAnexo=3524198> Acesso em 09/12/2018
Dióxido de silício coloidal Aerosil® para formas farmacêuticas sólidas. Disponível em: <https://www.aerosil.com/product/aerosil/pt/industries/pharmaceuticals/solid-drug-forms/> Acesso em 09/12/18
<https://www.ecycle.com.br/component/content/article/67-dia-a-dia/4984-embalagens-de-medicamentos-quais-sao-os-tipos-existentes-e-descartes-possiveis.html> Acesso 09/12/18FIORENTINO, Flávia AM et al. Análise microbiológica de Embalagens para o Acondicionamento de Medicamentos e Cosméticos. Lat. Am. J. Pharm, v. 27, n. 5, p. 757-61, 2008.
INFINITY PHARMA. ESTEARATO DE MAGNÉSIO EXCIPIENTE. Disponivel em: <https://infinitypharma.com.br/uploads/insumos/pdf/e/estearato-de-magnesio.pdf> Acesso em 09/12/18
INFINITY PHARMA. LACTOSE MONOHIDRATADA EXCIPIENTE. Disponível em: <https://infinitypharma.com.br/uploads/insumos/pdf/l/lactose-monohidratada.pdf> Acesso 09/12/18.
 
INFINITY PHARMA. Lauril sulfato de sódio excipiente. Última atualização: 03/10/2011 JL. Disponível em: <https://infinitypharma.com.br/uploads/insumos/pdf/l/lauril-sulfato-de-sodio.pdf> Acesso 09/12/18.
 
INFINITY PHARMA. Celulose microcristalina. Elaboração: 18/07/2017 BM. Disponível em: <https://infinitypharma.com.br/uploads/insumos/pdf/c/celulose-microcristalina.pdf> Acesso 09/12/18.
MARQUES, Luísa. Ibuprofeno: um fármaco com sucesso. Universidade de Évora–Departamento e Centro de Química, 2009.
MIGUEL. POLIANI. Excipientes e Adjuvantes. UNIFEV. Disponível em: <http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAetQAL/excipientes-adjuvantes?part=17> Acesso 09/12/18.
ROWE, C.R; SHESKEY, J.P; QUINN M. Handbook of Pharmaceutical Excipients. Ed 6. 2009. Editora Royal Pharmaceutical Society of Great Britain, London, UK; Pág. 685, 686, 689; 130-132; 359-361; 685- 689; 728-729; 794-795
SOUSA. LÍVIA SILVA. DESENVOLVIMENTO DE FORMULAÇÃO DE IBUPROFENO COMPRIMIDO E AVALIAÇÃO DO SEU PERFIL DE DISSOLUÇÃO. Brasília, 2011. Disponível em: <https://repositorio.ucb.br/jspui/bitstream/123456789/6772/5/L%C3%ADvia%20Silva%20Sousa.pdf> Acesso 09/12/18.

Mais conteúdos dessa disciplina