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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ
CAMPUS DRª JOSEFINA DEMES
CURSO BACHARELADO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS
JULIANA BUENO NUNES OLIVEIRA
SISTEMA DE INFORMAÇÃO GERENCIAL CONTÁBIL UMA FERRAMENTA PARA TOMADA DE DECISÃO- ESTUDO DE CASO APLICADO À MÉDIA EMPRESA.
FLORIANO – PI
2015
JULIANA BUENO NUNES OLIVEIRA
	
SISTEMA DE INFORMAÇÃO GERENCIAL CONTÁBIL UMA FERRAMENTA PARA TOMADA DE DECISÃO- ESTUDO DE CASO APLICADO À MÉDIA EMPRESA.
Trabalho apresentado como requisito para a aprovação parcial da disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso – 1 na Universidade Estadual do Piauí – Campus Doutora Josefina Demes.
Orientador (a): Prof.ª. Ma. Isabelle Feitosa Tomé
FLORIANO – PI
2015
TEMA
Levando em conta que a globalização exige cada vez mais rapidez nas decisões e que o gestor da atualidade precisa ter a sua disposição todos os tipos de informações que lhe ajudem a escolher sempre a melhor alternativa na hora de tomar as decisões acertadas. O presente estudo se concentra em pesquisar o Sistema de Informação Contábil/Gerencial e o seu papel como ferramenta no auxilio da tomada de decisão das empresas.
DELIMITAÇÃO DO TEMA
O presente estudo ira tratar dos sistemas de informação gerencial contábil uma ferramenta para tomada de decisão utilizando assim um estudo de caso aplicado à média empresa.
 
PROBLEMA DE PESQUISA
O trabalho busca demonstrar na prática, através de um estudo de caso, como se comporta o Sistema de Informação Contábil/Gerencial dentro de uma empresa de médio porte? Quais as características desses sistemas, seus objetivos e os resultados alcançados?
INTRODUÇÃO
Nos dias atuais vivemos em constantes mudanças e o mercado tornou se extremamente competitivo, existe a necessidade de sobrevivência das empresas. Para isso, as empresas precisam de informações que contribuam para tomada de decisões. Deste modo, em meio de competições tão acirradas, onde se disputa por preço, qualidade, e outras variáveis, torna-se imprescindível que as informações sejam confiáveis, completas, e apresentadas no menor tempo possível e de maneira objetiva e clara. Porém, muitas das vezes, as informações estão desorganizadas, dificultando assim o momento de decisão da empresa.
Partindo dessa ideia, os sistemas de informação, que são responsáveis por armazenar os dados, organizá-los de maneira que deixem de serem apenas palavras e números e passem a serem informações úteis para o gerenciamento das decisões de uma empresa no momento em que ela necessitar. A partir disso, as empresas terão uma força a mais para enfrentar o mercado, e presando por esses fatores certamente ela irá conseguir êxito e se sobressair das demais.
Conforme Oliveira (2010), os sistemas de informação utilizados de maneira correta trazem melhoria nos serviços realizados e oferecidos, melhoria nas tomadas de decisões, devido às informações mais rápidas e precisas e outros mais benefícios que serão explanados ao longo deste trabalho.
Entende-se que a capacidade para atuar de maneira rápida e decisivamente num mercado cada vez mais concorrido passou a ser um fator crucial para conseguir êxito, desta forma, é essencial ter um sistema de informação implantado na organização.
Entre os diversos motivos, atualmente, as empresas precisam de uma variedade de dados e informações sobre as diversas áreas no mundo, que auxiliarão nas análises feitas antes de realizar uma compra, venda, ou transação. Por este motivo cada gestor precisa de uma ferramenta para buscar informações, e estas servem para facilitar os processos, que ocasionará no desenvolvimento das empresas.
Assim sendo, a tomada de decisão é todo um processo que tem como referência e consulta informações sobre o comportamento dos consumidores perante o que acontece no mundo, uso de produtos e serviços, economia, mercado, e outros fatores que irão determinar para modificar e adequar o serviço ou produto no mercado.
O presente trabalho concentra-se em investigar o sistema de Informação Contábil/Gerencial e o seu papel como instrumento auxiliador no momento decisório das empresas. Portanto, tem como finalidade tratar do SIG, dando ênfase à contabilidade como sistema de informação que ajuda a gerenciar, uma vez que essa possui grande valor estratégico para a análise no processo decisório, no controle, na continuidade e na competitividade das empresas. O trabalho objetiva demonstrar na prática, através de um estudo de caso, como se comporta o Sistema de Informação Contábil/Gerencial dentro de uma empresa de médio porte, quais as características desses sistemas, seus objetivos e os resultados alcançados.
A preferência por averiguar sobre esse ponto veio da necessidade de demonstrar a real importância dos sistemas de informações dentro das empresas, sendo que as mesmas visam à qualidade e excelência no que faz , optando pela redução do tempo das tarefas, pela precisão das informações.
Utilizando assim como metodologia a pesquisa bibliográfica em livros especializados no assunto, baseado em textos de autores renomados, com leitura exploratória e seletiva, além de pesquisa em artigos de revistas periódicas e consultas a Internet. Com o intuito de enriquecer o trabalho, optou-se por fazer um estudo de caso em uma empresa de médio porte, localizada na cidade de Floriano, PI.
OBJETIVOS
Partindo da análise e contextualização acerca dos sistemas de informação gerencial contábil, o presente estudo apresenta os seguintes objetivos.
5.1	Geral
Analisar o sistema de informação gerencial contábil uma ferramenta para tomada de decisão- estudo de caso aplicado à média empresa.
 Específicos
Analisar se o sistema de informação utilizado está suprindo as necessidades da empresa.
Verificar como se dá o processo de atualização do sistema, e como essas mudanças são recebidas pelos usuários.
Identificar o grau de satisfação do empresário em relação ao seu sistema, e que benefícios ele encontra no uso do sistema. 
JUSTIFICATIVA
As médias empresas, em conjunto com as micros e pequenas empresas possuem uma importante participação na economia nacional, e representa uma parte do mercado brasileiro, como também nessa região, e essa foi uma das justificativas deste estudo.
Segundo os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), No Brasil as PMEs (pequenas e medias empresas) geram novos empregos e criam novas oportunidades. Somente no setor de indústria e serviços, as pequenas e médias empresas são responsáveis por 75% do total de empregos gerados.
Esta pesquisa visa colabora para o entendimento sobre como a contabilidade é usada e qual a sua importância no processo de decisão dessas empresas. Coelho Neto (1997) diz que as micros, pequenas e médias empresas (MPME)“carecem de um sistema de informação, fazendo pouco uso das ferramentas de gestão financeira.”
A escolha da contabilidade gerencial foi devido à necessidade dos resultados que são produzidos e a sua importância como ferramenta para os gestores, onde eles precisam de informações a respeito de suas atividades de forma organizada, com qualidade, para que possam tomar decisões mais rápidas, fazendo seus negócios andarem de forma mais competitiva. Entretanto para que isso ocorra, é indispensável que os gestores tenham o claro entendimento do significado da contabilidade gerencial, para deste modo aplica-la a sua empresa, podendo assim gerenciar de forma correta.
A informação, dado trazido pela contabilidade, é o elemento indispensável para a tomada de decisão com maior qualidade, trazendo resultado mais eficaz. Para Davis (apud NAKAGAWA 2007, p. 60) “A informação é o dado que foi processado de uma forma compreensível para o seu recipientee que apresente um valor real ou percebido para suas decisões correntes ou prospectivas”. A contabilidade gerencial consegue medir a situação econômica da empresa, bem como a rentabilidade de seus bens e serviços.
Para Padoveze (2009, p. 36): 
Contabilidade gerencial é relacionada com o fornecimento de informações para os administradores, isto é, aqueles que estão dentro da organização e que são responsáveis pela direção e controle de suas operações. A contabilidade gerencial pode ser contrastada como contabilidade financeira, que é relacionada com o fornecimento de informações para os acionistas, credores e outros que estão de fora da organização.
A contabilidade gerencial participa inteiramente do processo de gestão, analisa de forma contínua o andamento dos recursos da empresa, deste quando são adquiridos até o seu consumo. Deste modo, esta investigação foi elaborada com a finalidade de evidenciar quanto é importante para o gestor ter o entendimento da contabilidade gerencial para as suas atividades, onde assim terá um maior controle perante suas atividades para que seu rendimento seja eficaz com resultado desejado alcançado. As empresas necessitam se adequar a atua globalização.
Para as empresas de pequeno porte que não possui nenhum sistema de controle que forneça as informações indispensáveis para o gerenciamento das mesmas, neste sentido este trabalho é importante para que elas possam obter estas informações para tomar suas decisões no dia-a-dia e se torna-las mais competitivas.
6. HIPOTESES
Diante do exporto o presente estudo ira tratar dos sistemas de informação gerencial contábil uma ferramenta para tomada de decisão demonstrando na prática, através de um estudo de caso, tendo como problemática o comportamento do Sistema de Informação Contábil/Gerencial dentro de uma empresa de médio porte, assim como as características desses sistemas, seus objetivos e os resultados alcançados.
H1 - As empresas onde as decisões são tomadas com a devida consulta ou apoio das fontes de informações, não tendem a serem afetadas pela falta de segurança na tomada de decisão e exigem delas uma permanente adaptação a esse ambiente desafiador.
H2 - A falta de gestores qualificados para analisar das informações geradas pela contabilidade gerencial faz com que a contabilidade seja vista de forma fiscal e não como ferramenta de auxilio a gestão. Dificultado assim os processos de desenvolvimento da empresa. 
REFERENCIAL TEÓRICO
7.1	Definição, objetivo e aplicação da contabilidade.
A contabilidade tem como principal função suprir seus usuários de informações úteis. Essas informações podem ser de natureza econômica, financeira física, de produtividade e social, visando atender tanto aos usuários internos como externos á contabilidade”. (IUDICIBIUS, MARION, 2002, P. 53). Tornando assim um instrumento de auxilio eficaz.
Para Gouveia (1975, p.1) a contabilidade é uma arte. É a arte de registrar todas as transações de uma companhia, que possam ser expressas em termos monetários. E, é também a arte de informar os reflexos dessas transações na situação econômico financeira dessa companhia.
Podendo-se conceituar a contabilidade como sendo a ciência que controla e registra (por meio de suas técnicas) atos e fatos incorridos num determinado período dentro de uma organização, em seu patrimônio.
De acordo com a Resolução do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) nº 774/94 – que dispõe sobre os Princípios Fundamentais da Contabilidade: a Contabilidade possui objeto próprio – o Patrimônio das Entidades – e consiste em conhecimentos obtidos por metodologia racional, com as condições de generalidade, certeza e buscam das causas, em nível qualitativo semelhante às demais ciências sociais. A Resolução alicerça se na premissa que a Contabilidade é uma ciência social com plena fundamentação epistemológica.
 	O objeto da contabilidade é sempre o conjunto de bens, direitos e obrigações (patrimônio) de uma entidade, independente de sua constituição (física ou jurídica), e suas mutações. Assim, a Contabilidade permite que sejam fornecidas informações econômico-financeiro-sociais para que seus usuários, com base nesse conhecimento autêntico, tenham uma ferramenta para a tomada de decisão e gerenciamento do negócio, e não apenas sirva para débito e crédito como muito é dito.
O campo de aplicação da Contabilidade, segundo Professores da FEA/USP (2001, p.280), "é bastante amplo, abrangendo todas as entidades físicas ou jurídicas, com ou sem fins lucrativos, que exerçam atividade econômica visando atingir determinada finalidade". Assim, existindo atividade econômica em uma organização, independente de qual tipo de entidade for esta, a Contabilidade estará presente. Assim, existindo atividade econômica em uma organização, independente de qual tipo de entidade for esta, a Contabilidade estará presente.
A sobrevivência de uma empresa, nos dias atuais, está relacionada á capacidade de prever cenários adversos e realizar mudanças rápidas da melhor maneira de adaptar a nova realidade. Por esses e tantos outros motivos que a contabilidade ganha grande importância, possibilitando uma base de dados na qual disponibiliza informações econômicas e financeiras, sendo importante instrumento para o controle externo, além de orientar a tomada de decisão nas empresas contribuindo para que sejam aplicados corretamente os recursos.
7.2	Contabilidade Gerencial 
	
A influência das práticas gerenciais teve início antes mesmo da contabilidade como órgão formal de controle. Os registros patrimoniais eram demonstrados através dos escritos nas cavernas. Nos primórdios da história humana, sem fazer uso de qualquer técnica, controlavam-se os animais que seriam usados para a provisão de alimento.
 Inicialmente, a contabilidade tinha função única de controle para o usuário interno; com a evolução nas cobranças de tributos, os gestores do governo passaram a utilizar relatórios contábeis como forma de controle, principalmente tributário. Daí a forte cultura de que a contabilidade deve ser registrada principalmente para atender o fisco, gerando uma contabilidade com informações distorcidas (IUDÍCIBUS, 2010). 
Com o advento globalização, as empresas passaram a ser mais competitivas, fazendo assim a utilização das informações geradas pela contabilidade gerencial no cotidiano dos gestores. Nesse contexto a Contabilidade Gerencial é fundamental para as empresas, pois fornece informações contábeis para que os administradores possam gerir os recursos disponíveis, contribuindo assim para o processo decisório. 
 
 Segundo Padoveze (2009, p. 36) “A Contabilidade gerencial é relacionada com o fornecimento de informações para os administradores – isto é, aqueles que estão dentro da organização e que são responsáveis pela direção e controle de suas operações”.
 
A Contabilidade Gerencial segundo a visão de Atkinson et al. (2000, p.36): é o processo de produzir informação operacional e financeira para funcionários e administradores, tal processo deve ser direcionado pelas necessidades informacionais dos indivíduos internos da empresa e deve orientar suas decisões operacionais e de investimentos.
Nota-se que os autores ao conceituarem contabilidade gerencial utilizaram de uma mesma linha de raciocínio: do pressuposto que a Contabilidade Gerencial serve de ferramenta de tomada de decisão. Porém não se pode resumir tanto o campo de atuação desta vertente da Contabilidade.
De acordo com Neves e Viceconti (1998), a Contabilidade Gerencial não se atém apenas nas informações produzidas, desenvolvidas dentro da Contabilidade, mas também se ampara de outros campos do conhecimento não vinculados diretamente à área contábil, como exemplo a administração financeira, estatística, análise financeira, dentre outros. 
Segundo Lopes e Martins (2005), para se ter uma influente Contabilidade Gerencial, necessita-se de um bom sistema de ContabilidadeGerencial, o qual, segundo Atkinson et al. (2000, p.36) é conceituado como:
[...] sistemas de informação que relatam os custos de atividades, processos, produtos, serviços e clientes da empresa, que são usados para uma variedade de tomadas de decisão e de melhorias de atividades. Tais sistemas de informação deverão ser elaborados de acordo com os anseios dos administradores da empresa.
7.2.1	Informação Contábil Gerencial
Devido à cobrança do mercado competitivo, alcançar bons resultados dos negócios certamente esta fundamentados no conhecimento obtido por informações úteis. Conforme Oliveira (2008) o que distingue dado de informação é o conhecimento que esta oferece ao tomador de decisão. Enquanto o dado se apresenta em sua forma bruta, a informação é o dado processado por meio da interação de recursos. 
Esse processo ocorre através de um sistema de informação o qual é definido por Padoveze (2004, p.50) como:
(...)um conjunto de recursos humanos, materiais, tecnológicos e financeiros agregados segundo uma sequência lógica para o processamento de dados e tradução em informações, para com seu produto, permitir às organizações o cumprimento de seus objetivos principais.
Segundo Rezende e Abreu (2008), a informação tem valor altamente significativo representando poder para quem a possui. Ela se apresenta como um recurso estratégico e pode conduzir a empresa à vantagem competitiva.
O reconhecimento do valor da informação é explicado pelas mudanças ocorridas no cenário mundial. O uso do conhecimento, o avanço tecnológico e o consequente processo de globalização alteraram a velocidade com a qual as coisas acontecem e determinaram a mudança de paradigma da organização a qual passou a ser baseada na informação (REZENDE e ABREU, 2008)
A necessidade de informações de cada entidade é determinada por seus administradores, pois as informações devem atender o seu propósito. Entretanto, a determinação da sua necessidade e da utilização no processo decisório observa o conceito de valor. O valor da informação é avaliado de acordo com o efeito que ela causa sobre o processo de tomada de decisão, podendo ser positivo ou negativo. Se a informação for adequada à decisão, terá valor, caso a informação não seja adequada, poderá ter pouco ou nenhum valor, podendo ser desprezada. (STRASSBURG et al, 2007).
Para Padoveze (2007, p.28) “o valor da informação está relacionado com a redução da incerteza no processo de tomada de decisão; a relação custo-benefício gerado pela informação versus o custo de produzi-la e o aumento da qualidade da decisão.” Quanto à relação custo versus benefício, significa que uma informação não pode custar mais do que ela vale para a organização. Porém, o maior volume de informação reduz o nível de incerteza para a tomada de decisão, mas é possível que o volume considerado ideal exija custos adicionais. Cabe, então, encontrar uma relação de equilíbrio em que seja possível “o mínimo de informação necessária para reduzir a incerteza e aumentar a qualidade da decisão, ao menor custo possível”
Oliveira, Müller e Nakamura (2000) afirmam que para ser útil ao processo decisório, à informação contábil deve cercar-se de características fundamentais à gestão, tais como: ser útil, oportuna, clara, íntegra, relevante, flexível, completa e preditiva, além de ser direcionada à gerência do negócio. Padoveze (2007, p.150) destaca que “o ponto forte da informação contábil é a mensuração econômica das transações”. Através da mensuração econômica, a contabilidade consegue reunir e interpretar as transações da empresa sob o aspecto do valor econômico.
 De fato, como dito anteriormente, o ambiente no qual as organizações estão inseridas, marcado pela tecnologia da informação e pela comunicação em redes favorece a utilização da informação uma vez que estas são disponibilizadas e trocadas de forma muito rápida. Porém, cabe destacar que a velocidade com a qual a informação é disponibilizada, viabilizada pelos recursos tecnológicos, sobretudo pela Internet, desafia o valor da informação, pois conforme evidenciado no quadro acima, uma das características que qualifica a informação é a oportunidade. O conceito de informação oportuna indica que esta deve ser disponibilizada na época certa, entretanto, a velocidade com que é processada e disponibilizada também a torna ultrapassada em pouco tempo.
7.2.2	Usuários da Informação Contábil Gerencial 
A informação produzida pela contabilidade gerencial se diferencia das outras porque atende exclusivamente ao usuário interno. Para Padoveze (1994), ela só será útil no processo administrativo da organização se for necessária. Sendo assim, essa informação deve estar relacionada com custo x benefício organizacional, em que o custo não seja superior. Como a informação contábil está inserida no processo de gestão administrativa, apenas terá validade se atender a seus três pressupostos básicos: necessidade da informação, planejamento e controle.
A informação contábil gerencial pode contribuir de modo relevante no processo decisório do gestor, que é um dos principais usuários internos das informações gerenciais. Alguns estudos analisaram a relação entre satisfação dos gestores e informação gerencial. Delone e Mclean (1992) atribuíram seis categorias em uma taxonomia eficaz de um sistema de informação: qualidade do sistema, qualidade da informação, uso do sistema de informação, satisfação do usuário, impacto individual e impacto organizacional.
Já Seddon (1997) enfatizou o uso do sistema de informação como uma questão comportamental, e apresentou um modelo com três classes variáveis: medidas de qualidade do sistema e da informação, medidas gerais de benefícios líquidos do uso de um sistema de informação e comportamento relacionado ao uso do sistema de informação. Esse modelo proporcionou aos usuários internos o uso das informações de maneira voluntária e involuntária. 
Frezatti et al. (2007) realizaram um estudo que abordou a satisfação do usuário da contabilidade gerencial, correlacionando o nível de satisfação com a eficácia do sistema de informação contábil gerencial. Porém, se a informação qualitativa não estiver presente, entende-se que esses usuários apresentaram um nível de satisfação inferior. Os autores dão ênfase às necessidades dos gestores, as quais têm sido evidenciadas na literatura, mas não estão sendo colocadas em prática pelas organizações. 
Fica evidente que a qualidade da informação contábil gerencial está diretamente relacionada com a satisfação dos seus usuários, fornecendo maior segurança na tomada de decisão dos seus negócios.
7.2.3	Qualidade da Informação Contábil Gerencial 
O uso da informação dentro de uma organização é essencial para tornar a empresa competitiva em sua atividade. Uma das ferramentas de uso para tomada de decisões desses gestores são as demonstrações contábeis, as quais apresentam informações importantes para o processo decisório. As informações são atribuídas aos usuários externos que são tidos como acionistas, fornecedores, governo, clientes, e aos usuários internos, que são os gestores, gerentes, trabalhadores, entre outros. 
Os usuários internos fazem uso das informações geradas pela contabilidade gerencial. Apesar de não ter obrigatoriedade de publicação, são bastante úteis para a tomada de decisão desses usuários. Para Kam “a informação é relevante para uma decisão se ela pode reduzir a incerteza sobre as variáveis inseridas no processo decisório” (1986, p. 350). 
A utilização da informação de maneira adequada e com qualidade proporciona segurança e agilidade para os gestores apara tomarem decisões relevantes sobre o negócio da empresa. Ainda não existe um padrão de medida para mensurar a qualidade da informação contábil gerencial, porém diversos estudiosos desenvolveram modelos que buscam diferentes propriedades da contabilidade, como medidas de gerenciamento de resultados, do grau de conservadorismo, relevância e tempestividade da informação divulgada (WANG, 2006; LOPES, 2009).
Ainformação com qualidade apenas é considerada como importante a partir do momento que gera um retorno para a organização. A relevância dos dados não se caracteriza apenas pela obrigatoriedade legal e fiscal, as informações gerenciais não possuem obrigatoriedade, porém são bastante úteis para vários processos decisórios, entre eles, a formação de preço e a avaliação dos custos da empresa (HANSEN; MOWER, 1997). 
A contabilidade é uma ferramenta fundamental para os gestores, por possuir informações bastante relevantes para a gestão administrativa de uma organização, a fim de que esta se torne competitiva no mercado de sua atividade. Para Cassarro, “o que movimenta a empresa e lhe dá dinamismo, é o conjunto de seus sistemas de informações” (2001, p. 26), considerado muito importante para a tomada de decisões. Em uma visão sistêmica, a contabilidade interage com o meio ambiente, que se inter-relaciona com a contabilidade através de um sistema, o qual não possui apenas dependência com as informações internas da organização, mas da interação de informações externa à empresa (OLIVEIRA et al., 2000). 
É através do processo reconhecimento-mensuração-evidenciação que a contabilidade gera informação aos seus usuários (LOPES; MARTINS, 2005).Ele deve incorporar informações necessárias para o planejamento e o controle, deve fornecer informações suficientes e precisas na frequência necessária para que os responsáveis pelo entendimento daquelas informações possam aplica-las da melhor maneira possível, buscando sempre a maior proximidade com as decisões acertadas.
 
7.3	 Processo Decisório
Constantemente, os administradores e empresários deparam-se com um determinado número de opções de decisão e, dentre estas, devem ser escolhidas aquelas que levem a organização a atingir seus melhores resultados. A compreensão da realidade do que ocorre na organização é de grande importância para que o gestor possa efetuar a escolha de uma ou mais alternativas, das quais serão definidas as que melhor se adequarem às necessidades da empresa e que, assim possam levá-la ao encontro do que foi planejado. Consequentemente, uma decisão de qualidade está ligada ao uso correto da informação na tomada de decisão, de modo a ordenar as alternativas e optar pela melhor opção, que será aquela que levará o que foi almejado para a empresa.
 Sendo assim, tomada de decisão, segundo Oliveira (2010), é a conversão das informações analisadas em ação. Os desafios impostos levam os administradores a buscar informações que espelhem fielmente a real situação das organizações, para que o processo decisório seja efetuado de forma eficaz, para alcançar os resultados pretendidos.
 São vários os elementos que compõe o processo decisório, como as condições de incerteza, risco, os objetivos em que se almeja alcançar, a melhor estratégia, entre outros. 
Oliveira (2010) afirma que, no processo decisório, deve ser estabelecida uma orientação em relação à opção escolhida, requerendo dos administradores uma racionalidade objetiva. O autor classifica o processo decisório em fases, a saber:
Identificação do problema, que basicamente seria identificar o cenário em que a empresa se encontra;
Análise do problema, que dar-se início assim que se forem firmadas as informações sobre o problema, valendo lembrar que o mesmo deve ser tratado como um sistema, considerando as oportunidades e as ameaças;
Estabelecer algumas possíveis soluções e alternativas para a resolução do problema;
Analisar e comparar as soluções que foram levantadas através do levantamento das desvantagens e vantagens de cada opção;
Seleção das opções mais viáveis, conforme os critérios preestabelecidos, por meio do conhecimento das vantagens e desvantagens dessas alternativas;
Implantação da opção escolhida, introduzindo o treinamento necessário das pessoas;
Avaliar a opção escolhida, através de critérios determinados pela organização, em que opção escolhida deverá fornecer resultados a serem avaliados.
Ainda vale ressaltar que o sucesso do processo decisório depende da escolha certa durante essas fases. Assim, comprova-se a importância da teoria da decisão, que declara a maneira pelo qual deverá passar o processo decisório na busca da decisão apropriada para a resolução do problema, bem como a definição do futuro da organização. 
 Neste sentido, pode-se entender que as decisões precisam ser tomadas de maneira ágil e corretas, pois o desempenho das empresas deriva da qualidade de sua administração. Assim sendo, as tomadas de decisão dependem do potencial dos administradores em optar pela alternativa que melhor satisfaz às necessidades organizacionais.
7.3.1	Os sistemas de informações gerenciais nas tomadas de decisão
Nota-se que um sistema de informação gerencial da um apoio imensurável ao empresário, pois eles têm todas as informações necessárias para dar base às decisões tomadas pelo responsável. Partindo disso, Melo (2006) diz que há necessidade de que o processo de tomadas de decisão seja baseado em sistemas de informações gerenciais, pois tais sistemas, dentro de um processo decisório estruturado e disciplinado e com as adequadas informações gerenciais, levam à segurança que o administrador precisa para escolher qual a melhor decisão para a organização.
Como as informações gerenciais dão aos executivos e responsáveis a possibilidade de tomar decisões, essas informações, segundo Cassarro (2010), mostram uma variedade do que chama de “atributos técnicos”, que são por ele definidos conforme sua importância:
• Custo de sua oportunidade versus o benefício que ela proporciona: a organização tem custos a cobrir para que uma determinada informação chegue até o tomador de decisão. Desta forma, se o benefício conseguido com a decisão que decorreu desta informação for igual ou menor a seu custo, é certificada que esta não se faz necessária para a organização;
• Oportunidade: sendo escolhida uma alternativa num determinado momento, a decisão terá um valor máximo; posteriormente, por algum tempo, ela terá algum valor e, por fim, não terá nenhum valor, apenas custo;
• Correção: as informações gerenciais não têm obrigatoriedade de serem exatas, pois, para que isso aconteça, é necessário certo tempo para serem geradas; assim, é fundamental que elas sejam corretas e disponíveis no momento desejado, refletindo a realidade do ambiente;
• Relevância ou significado: as informações podem ser divididas em graus de importância para as tomadas de decisão. O administrador emprega as informações mais apropriadas em cada situação, sempre admitindo uma margem de risco no processo decisório;
• Comparação e tendência: é indispensável à comparação entre o desempenho real, o estimado e sua variação, e se possível indicar os problemas ocorridos, para que se possa encontrar a origem do desvio e corrigi-lo.
• É enfatizada a importância da utilização, pelos administradores e responsáveis, dos sistemas de informação gerencial, que dão a eles o correto comando, controle e coordenação do ciclo gerencial.
Ainda, observa-se que o processo decisório não envolve apenas fatores objetivos, mas também fatores subjetivos que, de certa forma, estão dentro dos fatores objetivos. Esse processo abrange distintas variáveis que irão induzir na escolha da melhor decisão ou da decisão mais adequada, a partir análises e ponderações necessárias a esse processo.
Considerando o que já foi exposto, pode-se dizer que, o sistema de informação gerencial vem a ser um fiel cúmplice de um gestor no processo de tomada de decisão. E a informação é de suma importância para que a decisão seja tomada conforme o ambiente a qual a empresa esta inserida.
De fato, a tomada de decisão estará presente em todas as funções do administrador, e através delas podem-se realizar planejamentos, organizar processos e estruturas, coordenar pessoas e grupos, e controlar ações. Assim, os gestores poderão utilizar os sistemas de informações para apoiar a tomada de decisão de maneira eficiente e coerente,podendo se antecipar, e reduzir riscos futuros.
7.3.2	Importância dos SIGC para as empresas
Segundo Oliveira (2010), ainda pode-se usar uma lista de benefícios dos SIGC em uma organização, para o executivo poder entender ainda mais a sua importância. Vamos descrever algumas dessas importâncias:
• Melhoria nos acessos às informações, pois as informações estão todas ali, guardadas e protegidas na máquina, e disponíveis a qualquer momento para consulta;
• Melhoria nos serviços realizados e oferecidos, com as informações, a empresa saberá os gostos e preferências dos clientes, adequando-se ao seu estilo e cultura. Também pode fazer uma ligação entre empresa e fornecedor, facilitando e agilizando pedidos;
• Melhoria nas tomadas de decisões, devido às informações mais rápidas e precisas, ou seja, sendo alimentado de maneira correta, dará informações concretas e de fácil entendimento;
• Melhor interação com os fornecedores – Pedidos na quantidade necessária, e entregues no tempo em quem forem solicitados;
• Aumento do nível de motivação das pessoas envolvidas – Diminuindo o trabalho de análise que anteriormente, era feita de forma defasada, através de papeladas, que ocasionavam estresse nos colaboradores, entre outros benefícios.
 Visto isso, nota-se que a importância dos sistemas de informações vai além do que poderia se considerar, como somente coletarem dados e transformá-los em informações. A qualidade da informação é uma característica de tornar produtos e serviços valiosos para a organização.
METODOLOGIA
 
Para chegar ao resultado final deste trabalho, será utilizado o método da pesquisa bibliográfica e pesquisa de campo, ou seja, serão estudados alguns autores, bem como colhidas informações na organização escolhida para realização do trabalho proposto.
A pesquisa bibliográfica é feita a partir do levantamento de referências teóricas já analisadas, e publicadas por meios escritos e eletrônicos, como livros, artigos científicos, páginas de web sites. Qualquer trabalho científico inicia-se com uma pesquisa bibliográfica, que permite ao pesquisador conhecer o que já se estudou sobre o assunto. Existem, porém pesquisas científicas que se baseiam unicamente na pesquisa bibliográfica, procurando referências teóricas publicadas com o objetivo de recolher informações ou conhecimentos prévios sobre o problema a respeito do qual se procura a resposta (FONSECA, 2002, p. 32).
Por fim, será feito um estudo de caso mostrando qual o papel do sistema de informação gerencial contábil dentro de uma empresa, cujo objetivo é evidenciar na prática, através de um estudo de caso, como se comporta o SIG dentro de uma empresa de médio porte, examinando quais as características desses sistemas, seus objetivos e os resultados alcançados.
Conforme Fonseca (2002) define que:
A pesquisa de campo caracteriza-se pelas investigações em que, além da pesquisa bibliográfica e/ou documental, se realiza coleta de dados junto a pessoas, com o recurso de diferentes tipos de pesquisa (pesquisa ex-post-facto, pesquisa-ação, pesquisa participante, etc.). 
Assim sendo, a metodologia está diretamente ligada com o objetivo da pesquisa, é o modo com o qual será conduzida a pesquisa, a forma de captação de dados e informações, de tal forma, que a metodologia é a "espinha-dorsal" de uma pesquisa, a forma com qual será trabalhado todos e quaisquer dados relevantes à pesquisa.
PROPOSTA DE SUMÁRIO
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REFERÊNCIAS
ATKINSON, Anthony A. et al. Contabilidade Gerencial. São Paulo: Atlas, 2000.
CASSARRO, Antônio Carlos. Sistemas de informações para tomadas de decisões. 4. ed, São Paulo: Cengage Learning, 2010.
COELHO NETO, P. et al. Micro e pequenas empresas: manual de procedimentos contábeis. Brasília: CFC, Ed. SEBRAE, 1997.
CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis). Pronunciamento Conceitual Básico (R1). Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro. Disponível em: <http://www.cpc.org.br/pdf/CPC00_R1.pdf>. Acesso em: 10 /11/2015.
FREZATTI, Fábio. Orçamento Empresarial: Planejamento e controle gerencial. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2008.
IUDÍCIBUS, Sérgio de. Teoria da contabilidade. São Paulo: Atlas, 2000.
IUDÍCIBUS, Sérgio de. MARION, José Carlos. Introdução à Teoria da Contabilidade. 286 p. 3ª. Ed. São Paulo: Atlas. 2002.
LOPES, Alexsandro Broedel; MARTINS, Eliseu. Teoria da contabilidade: uma nova abordagem. São Paulo: Atlas, 2005.
MELO, Ivo Soares. Administração de Sistemas de Informação. 3 ed. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2006.
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PADOVEZE, Clóvis Luís. Contabilidade Gerencial: um enfoque em sistemas de informação Contábil; 3ª. Ed. São Paulo: Atlas. 2000, 430 p.
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VICECONTI, Paulo Eduardo Vilchez.; NEVES, Silvério das. Contabilidade de Custos: um enfoque direto e objetivo. 6. ed. São Paulo: Frase, 2001.
CRONOGRAMA
	ATIVIDADES
	AGO
	SET
	OUT
	NOV
	DEZ
	MAR
	ABR
	MAI
	JUN
	Escolha do Tema
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	Pesquisa em bibliográfica preliminar
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	Encontros com o Orientador(a)
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	Elaboração do Projeto Pesquisa
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	Entrega do Projeto Pesquisa
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	Apresentação do Projeto
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	Coleta de dados 
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	Revisão Bibliográficas complementar
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	Ajuste Final do TCC
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	Apresentação Final do TCC

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