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Carcinoma Espinocelular Oral – Características e abordagem clínica.
Adrielle Késsia
Aline Monteiro
Ana Tennyle
Beatriz Silveira
Brenda Loiola
Elane Lima
Larissa Teles
Maria Clara
Epidemiologia:
Neoplasia maligna que se origina no epitélio de revestimento, sendo considerada a neoplasia maligna mais comum nesta região.
* No Brasil, a boca representa a quinta localização de maior incidência de câncer em homens e a sétima em mulheres.
2
 Acomete mais a indivíduos do sexo masculino;
 Responsável por cerca de 95% das lesões malignas na região oral;*
 Estudo realizado em Belo Horizonte verificou que 80,5% dos pacientes procediam de áreas urbanas.
3
“Uma pesquisa realizada em Belo Horizonte observou que os pacientes com CCE bucal tinham entre 40-80 anos de idade, sendo que 32,5% encontravam-se na 6a década de vida. A média de idade obtida, no momento do diagnóstico, foi de 58,6 anos (58,2 anos para homens e 63,9 anos para mulheres).”
Gervásio OLAS, Dutra RA, Tartaglia SMA, Vasconcelos WA, Barbosa AA, Aguiar MCF. Oral squamous cell carcinoma: A retrospective study of 740 cases in a Brazilian Population. Braz Dent J. 2001;12(1):57-61.
4
Tabagismo;
Etilismo;
Exposição solar;
Idade e sexo;
Histórico familiar;
Imunossupresão.
Os fatores de risco não são por si só determinantes do aparecimento da lesão, mas junto aos demais fatores tendem a elevar estas chances.
Fatores de risco:
5
Aumento de volume em região de lábio e pescoço;
Mudança de oclusão;
Diminuição do movimento da língua;
Parestesia;
Diplopia.
Sinais e sintomas:
Características
Clínicas.
7
Clinicamente, a lesão pode assumir 5 formas principais:
Endofílica;
Exofítica;
Leocoplásica;
Eritoplásica;
Eritroleucoplásica.
8
Lesão Leucoplásica.
Verifica-se placa branca.
Lesão Exofítica.
Nota-se superfície irregular e ulceração.
9
Lesão Endofílica.
Área de ulceração e a borda "em rolete“.
Lesão Eritroleucoplásica.
Nota-se manchas vermelhas e brancas.
10
Lesão Eritroplásica.
 Observa-se margem vermelha e plana desenvolvida ao redor da lesão.
Características Histopatólógicas.
11
Invasão celular, pérolas de ceratina, infiltrado inflamatório crônico intenso e atipia celular.
Características Histopatólógicas.
12
Invasão de células epiteliais no tecido conjuntivo, presença de pérolas de ceratina e hipercromatismo.
Histopatologicamente classificado de três formas:
13
Bem diferenciado; 
(Semelhança com o tecido de origem da lesão. Ceratinócitos ainda não perderam a capacidade de produzir ceratina, há maior número de pérolas de ceratina e um menor grau de atipia celular. O tumor cresce em uma velocidade mais lenta e a tendência para metástase é mais baixa.)
Pouco diferenciado;
(Predomínios de células imaturas, sendo difícil reconhecer seu tecido de origem. Caracterizam-se por apresentar mínima ceratinização e um grau de atipia celular bastante elevado. Esses tumores crescem com velocidade e tendem a metastatizar mais precocemente.)
Moderadamente diferenciado:
(Padrão intermediário entre os dois apresentados.)
Percepção de grande destruição óssea no caso acima.
14
Características Radiográficas
Imagem radiolúcida de margens irregulares
e contorno mal definido 
15
Características Radiográficas
Radiolucidez mal definida (aspecto roído por traça)
16
Características Radiográficas
Diagnóstico, Prognóstico e Tratamento.
18
Diagnóstico
 Acompanhamento da lesão;
 Biópsia de tecido;
 Microscopia óptica de rotina;
 Endoscopia para detecção de segundo tumor primário;
 Radiografia de tórax e TC de cabeça e pescoço.
19
Diagnóstico diferencial:
 Paracccidioidomicose*.
Devido a presença de áreas ulceradas e hemorrágicas.
Infecção restrita à América Latina causada pelo Paracoccidiodes brasiliensis, produz uma micose crônica com granulomas ulcerativos da mucosa da boca e do nariz.
20
Prognóstico:
 As taxas de sobrevida dependem da localização do tumor e metástases em região intra-oral.
 Em casos de acometimento de lábio inferior, a taxa de sobrevida em 5 anos é de 90% e metástases raras.
 Acometimento de lábio superior tende a ser mais agressivo e metastático.
21
Tratamento:
 Radioterapia;
 Quimioterapia;
 Excisão cirúrgica ampla.
Caso clínico:
Paciente do sexo masculino, 21 anos, pardo, estudante e auxiliar de pedreiro, procedente de Rondonópolis, Mato Grosso, relatou exodontia havia nove meses por apresentar dor aguda em molar inferior esquerdo, sem história de lesão na ocasião da extração. Ele evoluiu com fratura da mandíbula à esquerda e suspeita clínica inicial de osteomielite. Foi encaminhado ao Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, Paraná, para avaliação. O paciente descreveu tabagismo havia cinco anos (20 cigarros por dia) e uso de cigarros de maconha esporadicamente. Negava etilismo ou exposição a agrotóxicos e outros agentes químicos.
Havia ulceração extensa da lesão, fístula salivar e trismo, com restrição em 80% da abertura bucal. Na oroscopia foram evidenciados lesão úlcero-infiltrativa em região jugal esquerda, rebordo gengival inferior, trígono retromolar e assoalho de boca à esquerda. Clinicamente não possuía linfonodos cervicais suspeitos.
22
23
Condutas adotadas:
24
 Realizada biópsia incisional, sob anestesia local. Onde o exame histopatológico revelou CEC moderadamente diferenciado e invasor. 
 Encaminhado para tratamento combinado de quimioterapia e radioterapia, pela irressecabilidade do tumor. Na quimioterapia foi submetido a dois ciclos com cisplatina (CDDP) e 5-FU, com diminuição da lesão. A radioterapia foi feita de forma concomitante utilizando o hiperfracionamento. 
Evolução:
25
 O paciente abandonou o tratamento durante a radioterapia e evoluiu com óbito após dois meses do último contato.
26
Agradecemos a atenção!
Alguma dúvida?
Referências Bibliográficas
27
GORLIN, R. J.; GOLDMAN, H. M. Patología oral. Barcelona: Salvat, 1973.
NEVILLE, B.W.; DAMM, D.D.; ALLEN, C.M.; BOUQUOT, J.E. Patologia Oral e Maxilofacial. Trad.3a Ed., Rio de Janeiro: Elsevier, p. 972, 2009. 
OLAS, Dutra RA, Tartaglia SMA, Vasconcelos WA, Barbosa AA, Aguiar MCF. Oral squamous cell carcinoma: A retrospective study of 740 cases in a Brazilian Population. Braz Dent J. 2001;12(1):57-61
REGEZI, J.A; SCIUBA, J.J; JORDAN R.C.K. Patologia Oral: Correlações Clinicopatológicas. 6ª edição. Elsevier, 2013.
WOO, S.B. Atlas de patologia oral. 1. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. 456 p.
SASSI, Laurindo Moacir et al . Squamous cell carcinoma of the mouth in a young patient: case report and evaluation of risk factors. RSBO (Online),  Joinville ,  v. 7, n. 1, mar.  2010 .  
SCHÜTZ, A. B. Carcinoma epidermóide bucal: aspectos microscópicos e comportamento biológico. RGO, v. 45, n. 2, p. 71-8, 1997.
SILVA TFA, Souza RB, Rocha DR, Araújo FAC, Morais HHA. Levantamento das Biópsias realizadas no serviço de Cirurgia Buco-Maxilo-Facial do Curso de Odontologia da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. Revista de cirurgia e traumatologia buco-maxilo-facial 2011 abr/jun;11(2): 91-100.