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K Marlene,
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O Darwinismo Social surgiu no século XIX e explicava a inconstância pós-revolução industrial, sugerindo que os ricos evoluíam economicamente e por isso eram mais aptos a sobreviver, enquanto os pobres eram os menos aptos e "não sobreviveriam".
Esta teoria preconiza que as sociedades se modificam e se desenvolvem como os seres vivos.
Assim, podemos compreender que o recrudescimento desses ideários em pleno século XXI ocorre devido ao preconceito e intolerância, embora não de forma generalizada.
No entanto, esquecemos de um fato relevante: a humanidade inventou algo que não existe nos genes nem nos processos evolutivos naturais. Chama-se cultura. E esta tem uma lógica divergente da mera competição entre fracos e fortes, predadores e presas.
A cultura leva os humanos a fazerem coisas que vão contra a genética. Por exemplo, a ética, o altruísmo, a solidariedade. A cultura cria um quadro de comportamento moral e civilizacional que não tem paralelo na seleção natural. E gera também sentimentos de injustiça e de revolta como forma de resistir à brutalidade da competição.
Assim, se os outros animais estão inevitavelmente determinados pelas condições naturais da realidade, os humanos modificam e produzem a realidade, muitas vezes injusta e desigual. Na tentativa de justificar esses quadros, utilizam teorias das ciências naturais, como se fosse possível condicionar a realidade cultural com suas múltiplas e complexas variáveis ‘as mesmas condições objetivas da natureza.

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