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UNIME / KROTON Disciplina: PRÁTICAS INTEGRADAS III Docentes: PROFª. MSC.ANA PAULA MARIANO FISIOPATOLOGIAS AULAS PRÁTICAS DE HEMATOLOGIA COLORAÇÃO DE LÂMINAS E CONFECÇÃO DE ESFREGAÇOS Para obter esfregaços satisfatórios, as lâminas devem estar perfeitamente limpas, desengorduradas e polidas. A gota de sangue não deve ser muito grande. O esfregaço deva ser feito rapidamente para evitar a presença de coágulos. TÉCNICA Após a punção, desprezar a agulha e colocar uma pequena gota de sangue na extremidade da lâmina. Tocar o rebordo de uma lâmina de bordo íntegro, de preferência lapidada, na gota de sangue, formando um ângulo de 45º, deixando o sangue se espalhar por capilaridade. impelir a lâmina, guardando sempre o mesmo ângulo, da direita para esquerda com um movimento firme e uniforme sem separar uma lâmina da outra. Forma-se então uma delgada camada de sangue. Secar. Identificar OBS: a) A rapidez do deslizamento: quanto mais lento, mais fino b) Variação do ângulo : quanto menor, mais fino; c) Da pressão sobre a lâmina; d) Da pressão da gota de sangue COLORAÇÃO: Corante : WRIGHT em pó ............................................2,4 g Álcool metilico...............................................................1000 mL Filtrar sempre que transferir para frasco conta gotas ( frasco âmbar). TÉCNICA Cobrir o esfregaço com corante por 2 a 4 minutos ( observar o tempo do corante). Fase de fixação. Colocar o mesmo volume de água destilada, gotejando sobre a lâmina sem derramar. Marcar de 7 a 10 minutos ( ver o tempo do corante). Fase de coloração. Lavar com água corrente Limpar o fundo da lâmina e deixar secar. Observar ao microscópio. COLETA DE SANGUE NORMAS: O paciente deve estar bem acomodado e psiquicamente preparado; O material a ser usado deve ser limpo ( esterilizado ), e de preferência descartável; A escolha do local para retirada do sangue deve ser feita em função da quantidade necessária, do material a ser usado e do calibre do vaso a ser puncionado; O local da punção deve ser limpo com solução antisséptica ( álcool a 70% ) O sangue deve fluir facilmente; O garroteamento para estase venosa não deve ultrapassar 01 minuto, evitando-se a congestão local e hemoconcentração; Após a retirada do material deve-se retirar a agulha e fazer a distribuição do mesmo para as lâminas ( já identificadas com inicias e número do registro do paciente) , em seguida correr o esfregaço. Feito isso, faz-se a distribuição para os tubos que já devem estar identificados. Em primeiro lugar, os tubos com anticoagulante e depois os demais; O sangue depositado nos tubos com anticoagulante devem ser homogeneizados delicadamente por inversão –NÃO FAZER ESPUMA. Após a punção não esquecer de fazer uma hemostasia compressiva no local; Não esquecer que o garrote deve ser retirado antes da retirada da agulha da veia do paciente Os esfregaços, depois de secos devem ser identificados a lápis (na cabeça do esfregaço) devido a coloração conter álcool metilico. CONTAGEM DE RETICULÓCITOS Coloração Supravital: Consiste na coloração de células, após a morte somática e antes da ocorrência da morte celular, ou seja, depois de removidas do organismo vivo, mas antes de cessarem as atividades celulares. Os reticulócitos são eritrócitos jovens ( intermediários entre eritrócitos nucleados e os não nucleados ), cuja estrutura reticulofilamentosa, remanescente do ácido ribonucléico, só é revelada pela coloração supravital. CORANTE: Azul de cresil brilhante ( salino) Azul de cresil brilhante ...................................................1,0 g Citrato de sódio...............................................................0,4 g Salina 0,85%...................................................................100 mL Solução alcoólica de azul de cresil brilhante: Azul de cresil brilhante.....................................................1,0 g Álcool a 96º qsp................................................................100 mL TÉCNICA: Corante salino: Colocar partes iguais de corante e sangue em um tubo de ensaio ( gotas); Agitar e colocar, tampado, no banho – maria à 37ºC por 15 minutos; Agitar e retirar uma gota para fazer os esfregaços; Aguardar a secagem. Contra corar se quiser que a preparação demore mais de 24 horas. Levar ao microscópio na objetiva de imersão; Contar vários campos, aleatoriamente, até que obtenha 1000 eritrócitos e anotar o nº de reticulócitos encontrados nestes campos. OBS: A escolha do campo deva ser aleatória com maior preocupação na distribuição de eritrócitos. RESULTADO : Percentual= 100 x nº de reticulócitos contados 1000 VN: Adulto : 0,5 a 1,5% Recém nascido: até 10% MORFOLOGIA DA SÉRIE VERMELHA ANISOCITOSE ( Aumento de variabilidade edo tamanho eritrocitário que excede o observado em um indivíduo normal e sadio. MACRÓCITOS, MEGALÓCITOS OU GIGANTÓCITOS ( Estes termos referem-se a eritrócitos maduros com volume maior do que 95( 3 e com diâmetro maior que 9( . Em geral resultam de poliploidia celular e se fazem nota nas chamadas anemias megaloblásticas, quer por deficiência de vitamina B12 ou por deficiência de ácido fólico. MICRÓCITOS ( São células de diâmetro diminuído, sem modificação de espessura, que os diferencia dos esferócitos. Em geral, contém quantidade diminuída de hemoglobina, sendo o CHCM menor do que o normal. Característicos de anemias hipocromicas, tais como anemia ferropriva, intoxicação pelo chumbo, talassemias, deficiência de vitamina B6. ANISOCROMIA( Descreve a variabilidade excessiva no grau coloração do eritrócito. Indica comumente uma situação de mudança, como progressão de anemia ferropênica ou resposta ao tratamento HIPOCROMIA ( Redução da coloração do eritrócito; Há aumento da palidez central. A hipocromia severa poderá refletir-se em uma redução do CHCM, mas a sensibilidade desta medida à hipocromia depende do método de medição utilizado. HIPERCROMIA( É raramente usado na descrição de distensões sanguíneas. O CHCM poderá está aumentado quando houver um verdadeiro aumento na concentração de hemoglobina ( ex: macrocitose ) ou na hemólise ( mecânica ou patológica). POIQUILOCITOSE OU PECILOCITOSE ( Célula que tem forma anormal é um pecilócito. Fala-se poiquilocitose, quando há um número exagerado de células de forma anormal. Anormalidade comum, freqüente// inespecífica, encontrada em várias desordens hematológicas. ACANTÓCITOS ( Akanta = spine ) ( Eritrócitos com a superfície projetada para fora à semelhança de espinhos. Em geral, menores que as células normais, são observados em abetalipoproteinemia congênita, doença hepática, após esplenectomia e mesmo após heparinoterapia. São distintos dos equinócitos ( crenócitos, “spurr cells” ) cujas projeções da membrana são suaves, podendo ocorrer por grande variedade de substâncias e condições. CODÓCITOS = Target cells ( células em alvo, são eritrócitos em forma de taça (xícara), fino, mostrando centro escuro envolvido por um halo claro e a periferia escura. Ocorre freqüentemente em anemias hipocrômicas ( talassemias, hemoglobinopatias, sideropenia ), em doença hepáticamuitas vazes associada a obstrução biliar, em deficiência hereditária de lecitina – colesterol – acil – transferase, após esplenectomia e mesmo em preparações impróprias (artefatos). DACRIÓCITOS ( Dakryon = lágrima, “fear”) ( São eritrócitos que exibem projeção alongada em um pólo. Podem ocorrer em esfregaços normais em porcentagem pequena devido a erros da técnica ( artefatos ). Em casos de anemia falciforme apresenta percentuais significativos que se tornam evidentes no teste de falcização. ESFERÓCITOS ( São células que apresentam um diâmetro menor do que 6( , e mostram uma grande densidade de hemoglobina “ hipercromia” relativa. Característicos da esferocitose hereditária e de certas anemias hemolíticas. ESQUISÓCITOS (Termo utilizado para designar fragmentos de eritrócitos de formas e tamanhos variados, oriundos de processos patológicos e/ou fisiológicos ( fagocitose incompleta, anemias hemolíticas , CID, hipertensão maligna, carcinoma e prótese de válvula cardíaca) . ELIPTOCITOSE E OVALOCITOSE ( indica a presença de um grande número de eliptócitos ou ovalócitos. Esses termos não tem sido usado de maneira uniforme; sugeriu-se que eliptócito fosse a célula cujo eixo longo é maior que o dobro do seu eixo curto, e ovalócito a célula cujo o eixo longo é menor que o dobro do seu eixo curto. Freqüentemente vistos em anomalia hereditária e em menor quantidade na deficiência de ferro, em alguns pacientes com talassemia, na anemia megaloblástica, na mielofibrose e, ocasionalmente , em anormalidades enzimáticas eritrocitárias herdadas. ESTOMATÓCITOS ( São eritrócitos que apresentam forma de fenda, ou estoma, linear, central . Vistos ocasionalmente na distensão de indivíduos sadios e resulta também de uma grande variedade de anormalidades da membrana, mas é provável que o mecanismo essencial seja a expansão do folheto interno da dupla camada lipídica que constitui a membrana do eritrócito. DREPANÓCITOS ( Hemácias em forma de foice , característica na anemia falciforme. HEMATÓCRITO Técnica macro : Homogeneizar o sangue e encher o tubo de Wintrobe até a marca 00 com uma pipeta capilar. Centrifugar à 3000 rpm durante 30 minutos. Fazer a leitura. Técnica micro : Homogeneizar o sangue e encher o tubo capilar, vedar com cera ou em chama. Centrifugar na microcentrifuga por 5 minutos. Fazer leitura com o auxílio do cartão de leitura. Valores Normais : Homem : 45 a 50% Mulher : 40 a 45% VELOCIDADE DE HEMOSSEDIMENTAÇÃO – VHS Contribui para o diagnóstico dos processos infecciosos – especialmente as artropatias reumáticas e a tuberculose – por auxiliar na verificação da atividade e evolução dessas afecções e ser um elemento de importância na avaliação do prognóstico e do sucesso terapêutico. Princípio : Consiste em avaliar, ou seja, medir a velocidade de separação entre os glóbulos vermelhos e o plasma, no sangue tornado incoagulável pela adição de um anticoagulante. A objeção mais séria a tal método, prende-se ao anticoagulante empregado: o citrato de sódio, especialmente em solução, provoca apreciável retardamento na velocidade de eritrossedimentação. A heparina acelera. O tempo de sedimentação é fixo e a distância é variável ( velocidade de sedimentação). 2. Métodos mais utilizados : WESTERGUEEN WINTROBE 3. Valores Normais Após 1 hora : Homem - 3 a 5 mm Mulher - 4 a 7 mm Após 2 horas : Homem - 7 a 15 mm Mulher - 12 a 17 mm VARIAÇÕES FISIOLÓGICAS Ligeira aceleração : nas crianças, nas mulheres, depois da puberdade ( devido ao aumento do fibrinogênio plasmático,período menstrual, na gravidez ), climas quentes é mais rápida do que em climas frios. VARIAÇÕES PATOLÓGICAS Acelerada : Estados patológicos acompanhados de uma inflamação ou destruição dos tecidos, variando a intensidade da aceleração de acordo com a natureza, o grau e a extensão do processo em atividade. Ocorre portanto, em todos os processos infecciosos agudos ou crônicos, generalizados ou localizados, nas doenças colagênicas após ferimentos, fraturas, operações, irradiações, intoxicações. CAUSAS QUE INFLUEM NA ACELERAÇÃO : Nº menor de eritrócitos Tamanho dos eritrócitos: maior, mais acelerada Teor de hemoglobina: maior, mais acelerada Aumento no plasma das frações protéicas ( fibrinogênio, globulina, albumina ) Maior viscosidade – menor aceleração Aglomeração de eritrócitos Maior quantidade de sais diminui a eritrossedimentação e vice-versa Gases do sangue modificam a eritrossedimentação : CO2 aumentado retarda a sedimentação Nº de leucócitos N º de plaquetas CONTAGEM DE PLAQUETAS Os métodos para contagem de plaquetas dividem-se em diretos e indiretos. Diretos : Emprega-se o hemocitometro, contando-se as plaquetas diretamente na câmara de contagem. Indiretos : Consiste em verificar a proporção entre as plaquetas e os eritrócitos em um esfregaço de sangue corado e relacionar estes dados com o número de eritrócitos /mm3 de sangue. Entre os métodos indiretos, omais usado é o de Fônio, devido a sua simplicidade e exatidão para as necessidades clínicas habituais. O número aproximado de plaquetas pode ser avaliado pelo exame do esfregaço corado, embora seja sujeito a erros permitindo revelar se estes elementos se acham em um número normal, aumentado ou diminuído. Os esfregaços são feitos normalmente, de maneira imediata, com a finalidade de se evitar agregação plaquetária. Pode-se usar uma solução de sulfato de magnésio à 14% ( que evita a agregação plaquetária). TÉCNICA: Cora os esfregaços normalmente, deixar secar e examinar com objetiva de imersão. As plaquetas devem apresentar-se isoladas e mais uniformemente distribuídas. Contar 1.000 eritrocitos em vários campos do esfregaço, anotando o número de plaquetas encontradas nos diferentes campos. Cálculo: X = ( Nº de plaquetas X N º de eritrócitos global) / 1000 X = N º de plaquetas por mm3 de sangue OBSERVAÇÕES FEITAS EM RELAÇÃO AO ESFREGAÇO Avaliar de modo aproximado o nº de plaquetas. A capacidade de auto aglutinação. A presença de plaquetas inteiramente livres é indicativa de uma perturbação de agregação plaquetária , como a Doença de Glanzmann Coloração das plaquetas: as plaquetas devem exibir uma porção central mais corada . Plaquetas pálidas, quase invisíveis são observadas em condiçõestrombocitopáticas familiares Volume plaquetário: plaquetas volumosas surgem em estados de solicitação excessiva, como nas hemorragias, e principalmente em cosdições mirloproliferativas, especialmente na trombocitopenia hemorrágica. Nestas condições é freqüente a observação de fragmentos de megacariócitos em circulação. Nos indivíduos esplenectomizados os aspectos patológicos plaquetários se tornam mais nítidos. DOSAGEM DE HEMOGLOBINA A) MÉTODO DA CIANOMETAHEMOGLOBINA Princípio : Consiste este método em adicionar sangue total a uma solução contendo ferricianeto de potássio ( Reativo de Drabkin ). O ferricianeto transforma o ferro da hemoglobina de estado ferroso ( bivalente ) ao estado férrico ( trivalente ), formando metemoglobina, que por sua vez, combina com o cianeto de potássio, para produzir um pigmento estável, a cianometemoglobina. A intensidade de cor é medida espectrofotometricamente. DILUENTE: REATIVO DE DRABKIN HEMOGLOBINA Bicarbonato de sódio .............................. 1,0 g Cianureto de potássio..............................0,05 g Ferricianeto de potássio.......................... 0,2 g Água destilada qsp ................................. 1000 mL TÉCNICA Colocar em tubo de ensaio 5 mL do reativo de Drabkin; Colocar 20 (L de sangue total,com pipeta de sahli devidamentehomogeneizado, lavando a pipeta com o próprio reativo; Homogeneizar, deixar em repouso por 3 a 5 minutos e ler contra o tubo branco de água destilada, em 540 nm ou filtro verde. Multiplicar a densidade óptica pelo fator = concentração de Hb na amostra ( Hb g/100mL) Determinação do fator : F = Concentração do padrão de Hb / Média da D.º do padrão Obs : O padrão da Hb deve ter uma concentração conhecida A média da densidade óptica do padrão é obtida realizando-se pelo menos 3 dosagens consecutivas pelo método da cianometemoglobina, usando o padrão no lugar do sangue. Valores normais : Homem ............. 14 a 17 g Mulher................12 a 15 g Infância..............12 a 14 g RN.....................+- 17 g Após 50 anos ....Diminui CONTAGEM DIFERENCIAL DE LEUCÓCITOS CÉLULAS RELATIVOS ABSOLUTOS NEUTRÓFILOS BASTONETES 3 - 5 180 - 400 METAMIELÓCITOS 0 - 1 0 - 80 SEGMENTADOS 51 - 67 3000 - 5400 EOSINÓFILOS 2 - 4 120 - 320 LINFÓCITOS TÍPICOS 20 - 35 1200 - 2800 ATÍPICOS 3 - 5 180 - 400 MONÓCITOS 2 - 8 120 - 640 BASÓFILOS 0 - 1 0 - 80 Características das células: Granulócitos neutrófilos Neutrófilo segmentado: Tamanho – 10 a 12( . Citoplasma abundante e acidófilo, corando-se de rosa pálido pelos corantes de Romanowsky. Encontra-se repleto de finíssimas granulações específicas, espalhadas mais ou menos uniformemente, denominadas de granulações neutrofílicas, porque se coram pelos corantes neutros. Apresentam-se coradas de vermelho – violeta. Núcleo apresenta vários segmentos desiguais, sempre unidos entre si por filamentos de cromatina. O número de lóbulos ou segmentos oscila entre 2 e 5, com predominância de 3 segmentos. Quanto mais segmentado o núcleo, mais velho o neutrófilo. Bastonetes neutrófilos: Tamanho – 10 a 15( . Citoplasma identico ao do segmentado. Núcleo se apresenta sob a forma de bastão uniformemente recurvado ou de letras do alfabeto ( S, U, O, etc ). Metamielócito neutrófilo : Normalmente não existe no sangue periférico. Tamanho- 10 a 18( . Citoplasma em geral idêntico ao dos neutrófilos maduros. Núcleo apresentando-se com pronunciada chanfradura. Granulócitos eosinófilos Eosinófilo segmentado : Tamanho – 10 a 15(. Citoplasma é acidóofilo ou de leve azulado, apresentando-se repleto de granulações eosinofilicas especificas grandes ( maior que as do neutrófilo ), arredondadas ou ovais, enchendo, em geral totalmente a célula. Estas granulações tem afinidade eletiva para os corantes ácidos, corando-se intensamente, pela eosina, de vermelho brilhante com leve tom alaranjado. Núcleo apresenta em geral 2 segmentos, ligados por um filamento , freqüentemente em forma de haltere. Granulócitos basófilos Basófilo segmentado: Tamanho – 10 a 12(. Citoplasma – acidófilo, apresentando-se com abundantes granulações especificas, grosseiras e sem brilho distribuídas desigualmente em toda a célula, em geral, recobrindo parcial ou totalmente o núcleo. Apresentam afinidades para os corantes de Romanowsky. Núcleo apresenta-se lobulado em formas extravagantes, geralmente em folha de trevo. Linfócitos Tamanho – 7 a 12( . Classificam-se em pequenos, médios e grandes, sendo os pequenos mais numerosos. Citoplasma basófilo, corando-se de azul celeste mais ou menos intenso, pelos corantes de Romanowsky. A basofilia citoplasmática diminui na proximidade do núcleo, sendo comum a existência de um halo claro perinuclear. Alguns apresentam escassas granulações no citoplasmaa, não específicas, denominadas azurófilas, que se coram de vermelho púrpura por corantes de Romanowsky. Núcleo – forma geralmente arredondadaa, às vezes oval, apresentando pequena Chanfradura lateral. É central nos pequenos linfócitos e excêntrico nos grandes. Cromatina nuclear densa, de estrutura grosseira, corando-se intensamente de violeta púrpura pelos corantes básicos, assemelhando-se em geral aos raios de uma roda. Monócitos Tamanho – 12 a 20( . Citoplasma abundante, constituído de fino retículo fracamente basófilo. Cora-se caracteristicamente de cinza azulado, contem granulações azurófilas, muito finass e abundantes, sendo mais delicadas e numerosas que a dos linfócitos. Núcleo grande, arredondado, pseudo lobulado. A cromatina nuclear é muito delicada, frouxa e estriada. Cora-se detom mais claro que a cromatina dos linfócitos. TEMPO DE COAGULACAO ( Lee e White ) Tecnica Colher sangue por puncao venosa com o minimo de traumatismo local. Disparar o cronômetro Colocar 1 mL de sangue em dois tubos ( 13 X 100 ) Colocar os tubgos em banho maria a 37 C. Acompanhar a coagulação nos tubos inclinando-os minuto a minuto ( a partir de 5 minutos ) ate que ocorra a coagulação. Marcar o tempo. Se um tubo coagular antes do outro, marcar os dois tempos e tirar media . Valor de referencia = 05 a 10 minutos Fatores que alteram o TC Agitação e manuseio excessivo dos tubos Diâmetro do tubo Quantidade de sangue Espuma Coleta demorada TEMPO DE SANGRAMENTO ( Duke ) TECNICA Fazer assepsia do lóbulo da orelha do paciente Fazer uma incisão com lanceta ( 3mm ) Disparar o cronômetro quando surgir o sangramento Coletar de 30 em 30 segundos a gota de sangue formada Parar o cronômetro quando cessar o fluxo Observar o tempo ( TS ) Valores normais = Ate 3 minutos Metodo de Ivy 1 ) Fazer assepsia na superfície volar do antebraço do paciente 2 ) Colocar manguito do tensiometro em pressão diastolica de 40 mmHg 3 ) Fazer 3 incisoes em formato triangular com lanceta ( 3mm ) no antebraco 4 ) Deixar a primeira gota sair ( posição central ) , limpar com papel de filtro e disparar o cronômetro 5 ) Coletar de 30 em 30 seg. a gota de sangue formada no centro do triangulo 6 ) Parar o cronômetro quando cessar o fluxo 7 ) Observar o tempo ( TS ) 8 ) Valores normais = Ate 5 minutos TS pode se achar aumentado a) Numero de plaq uetas inferior a 100.000| mm3 b) Alteração funcional das plaquetas ( ex Doença de von Willebrand ) c) Pacientes em uso de AAS ( acido acetil salicilico ) Nota = Nas coagulopatias , mesmo as graves, o TS costuma ser normal. PROVA DO LACO OU TORNIQUETE ( Rumpel – Leede ) TECNICA Verificar se existem petequias no braço do paciente ( marca-las) Colocar o manguito do tensiometro entre pressao diastolica e sistólica Mante-lo insuflado por 5 minutos Observar o aparecimento de petequias Valores normais = Menos de 10 , de tamanho inferior a 1mm INTERPRETACAO Positivo + = 10 a 50 petequias de 1 a 2 mm ( região cubital) Positivo ++ = + de 50 petequias ( região cubital, antebraço, dorso da mão ) Positivo +++ = + de 70 petequias de 2 a 4 mm ( idem ) Positivo ++++ = Incontáveis petequias de 5 ou mais mm OBS = Trombocitopenias intensas, tromboastenia hemorrágica hereditária de Glanzmann, trombopatia constitucional ( von Willebrand ), purouras vasculares, púrpura senil, escorbuto, etc... RETRACAO DO COÁGULO ( Qualitativo ) TECNICA Colher 3 mL de sangue e colocar o tubo de ensaio no banho maria 37 C Logo após a coagulacao marcar o relógio e observar de hora em hora ate 4 horas e após 24 horas. Considera-se completa a retração, quando o coagulo se deslocar das paredes do tubo com separação do soro. O coagulo reduz-se aproximadamente a metade do volume original. Interpretação =Normal – quando a retração ocorre ate 4 horas Reduzida ( parcial) – Retração depois de 4 horas + antesdas 24 horas Nula – quando não ocorre retração. OBS = Trombocitopenias intensas < 50.000 plaquetas /mm3, Poliglobulias, Hiperfibrinogenemia, Trombopatia constitucional ( Doença de Von Willebrand ) CONTAGEM DE ERITRÓCITOS Princípio Consiste numa diluição precisa do sangue, colhido com anticoagulante, que é colocada numa câmara de contagem de volume determinado e contado através do microscópio. Diluente : GOWER Sulfato de sódio anidro .................................62,5g Ac. Acético glacial ..................................166,5 mL Água destilada qsp ...................................1000 mL Técnica Diluição em Tubo Em tubo de ensaio pipetar 4,0 mL de Gower ; Homogeneizar bem o sangue, pipetar 20 (L de sangue usando pipeta de Sahli ou semi automática. Acrescentar ao tubo. ( diluição 1/200). Encher a câmara por capilaridade. Deixar repousar durante 3-5 minutos para a sedimentação; Levar ao microscópio e contar os 5 quadrantes do reticulo central da câmara com objetiva de 40X. Somar resultados e multiplicar por 10.000 Ter atenção na homogeneização, ajuste e limpeza da pipeta e enchimento da câmara. CÁLCULO : Nº de hemácias / mm3 = n x 5 x v x d = n x 5 x 10 x 200 n = Nº de hemácias encontradas na contagem 5 = área contada : 1/5 mm2 v = altura da câmara d = diluição Valores normais Homem = 4.500.000 a 6.000.000 Mulher = 4.000.000 a 5.500.000 Recém nascido = 5.500.000 a 7.000.000 OBS = Variações de + / - 5% são consideradas normais, pois estão dentro dos limites do erro experimental. CAUSAS DE ERRO Devido a Coleta : Sangue capilar Excesso de pressão local ( fluxo espontâneo) Massagem excessiva Edema e cianose Sangue Venoso Estase prolongada devido a garrote Aglutinação das células ou pequenos coágulos devido a demora na mistura com anticoagulante. Hemólise devido a trauma ou má agitação Erro Técnico Falta de limpeza do material Aglutinação das células na diluição Diluição mal feita Falha por não limpar a porta da pipeta Homogeneização mal feita do sangue Partículas em suspensão no líiquido diluidor Enchimento incorreto da câmara Colocação incorreta da lamínula, mudando a profundidade da câmara Erro de contagem Erro do Equipamento Pipetas Lamínulas Câmara de contagem CÂMARA DE NEWBAUER CONTAGEM DE LEUCÓCITOS Princípio Consiste numa diluição precisa do sangue, colhido com anticoagulante, em um diluente, que destrói as hemácias, que depois é colocada na câmara de contagem de volume determinado e contado através de microscópio. Diluente de Turk : Ácido acético glacial ................................1,0 mL Água destilada .................................100 mL Violeta de Genciana a 1% ........................gotas Técnica Usar 0,4 mL de líquido de turk e adicionar 20(L ( pipeta de sahli ou semi automática ) de sangue. Homogeneizar e encher a câmara de contagem de Newbauer Contar os quatro quadrantes externos laterais da câmara ( 4mm²) contar em L Somar os quatro quadrantes e multiplicar por 50. Fornecer o resultado em mm³. Cálculo : n x ¼ ( área contada em 4mm²) x 10 ( altura da câmara) x 20 ( diluição ) = Nº de leucócitos / mm³ Correção do Nº de Leucócitos em relação ao nº de eritroblastos circulantes: Em algumas anemias tais como talassemias, eristroblastose fetal e falcemia, muitas hemácias nucleadas (eritroblastos) podem ser encontrados no esfregaço de sangue. Como essas células não são dissolvidas pelo líquido de Turk, elas são contadas na câmara como leucócitos, o que daria um erro às vazes muito elevado na contagem global de leucócitos. Conseqüentemente, a contagem deve ser corrigida pela seguinte fórmula: Contagem global de leucócitos = Nº de leucócitos global x 100 / 100 + E E = nº de eritroblastos contados em 100 células brancas.