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Remodelamento ósseo O osso é um tecido vivo metabolicamente bem ativo. A estrutura mineral é submetida a um continuo rejuvenescimento ou renovação denominado remodelação. O esqueleto adulto, inclusive, não é uma pessoa inativa, como pode parecer. Ele sofre um continuo processo de remodelagem no qual a reabsorção está acoplada à formação óssea. Depois que o osso atinge seu tamanho e forma adultos, o tecido ósseo antigo é constantemente destruído e um novo tecido é formado em seu lugar. A remodelação ocorre em diferentes velocidades nas várias partes do corpo. Por exemplo, a porção distal do fêmur é substituída a cada 4 meses; já os ossos da mão são completamente substituídos durante a vida inteirado indivíduo. A remodelação permite que os tecidos já gastos ou que tenham sofrido lesões sejam trocados por tecidos novos e sadios. Ela também permite que o osso sirva como reserva de cálcio para o corpo. Em um adulto saudável, uma delicada homeostase (equilíbrio) é mantida entre a ação dos osteoblastos (reabsorção) durante a remoção de cálcio e a dos osteoblastos (aposição) durante a deposição de cálcio. Se muito cálcio for depositado, podem se formar calos óssea ou esporas, causando interferências nos movimentos. Se muito cálcio for retirado, há o enfraquecimento dos ossos, tornando-os flexíveis sujeitos a fraturas. Em detalhe como ocorre o ciclo de remodelação: É iniciado por osteoclastos, que agem para reabsorver o osso mais antigo, e os osteoblastos, que formam novo osso. A reabsorção de osso velho pelos osteoclastos e a subsequente formação de osso novo pelos osteoblastos são processos estreitamente relacionados. O termo acoplamento é usado para definir essa forte associação. A base da remodelação óssea consiste das seguintes fases: Quiescência Ativação Reabsorção Inversão Formação Quiescência Em algum momento da idade adulta, cerca de 80%da superfície do osso trabecular e cortical e 95% da superfície dos ossos intracortical são inativas com respeito à remodelação óssea (fase quiescente ou inativa). A superfície do osso é coberta por uma camada de células de revestimento extremamente fina. Na fase de ativação, as células precursoras do osteoclasto são requisitadas para uma pequena área da superfície óssea e passam por uma fusão no interior dos osteoclastos. Na fase de reabsorção, os osteoclastos corroem uma cavidade de forma característica, denominada no osso trabecular como lacuna de howship. A reabsorção no local continua durante uma a três semanas, cessando quando a cavidade resultante alcança uma profundidade de 50m a 60m. Na fase de reversão, aparecem novas células oriundas dos monócitos, formando uma superfície de cimento que evita maior reabsorção, atraindo os osteoblastos pra a cavidade. Os osteoblastos formam uma superfície de cimento que evita maior reabsorção, atraindo os osteoblastos para a cavidade. Os osteoblastos formam um novo osso no local, pela síntese da matriz e mineração. A massa óssea é preservada se as cavidades de reabsorção estiverem totalmente preenchidas com osso. Se a taxa de reabsorção óssea for maior do que aquela da nova formação óssea, como acontece em mulheres com deficiência estrogênica, origina-se uma perda de massa óssea. Diante deste contexto, a idade no qual se inicia a perda da massa óssea é incerta, mas baseando-se em estudos transversais, admite-se que seja durante a quarta década de vida tanto nos homens quanto nas mulheres. A diminuição da massa óssea ocorre em função de vários fatores, tais como raça, hereditariedade, atividade física, composição corporal e provavelmente a dieta; entretanto, acredita-se que a idade, em ambos os sexos, e o declínio da atividade ovariana, nas mulheres, sejam responsáveis pelos maiores efeitos. REFERÊNCIAS ALDRIGHI, José Mendes; ARAðJO, Sandra Dircinha Teixeira de. História natural da osteoporose na mulher climatério.2018. Disponível em: <http://www.moreirajr.com.br/revistas.asp?fase=r003&id_materia=559>. Acesso em: 13 nov. 2018. BIOLOGIA, Só. Remodelação óssea. 2008. Disponível em: <https://www.sobiologia.com.br/conteudos/FisiologiaAnimal/sustentacao2.php>. Acesso em: 13 nov. 2018.