Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

Prévia do material em texto

20/02/2018
1
Direito Empresarial IV
Séfora Junqueira
seforajunqueira@uol.com.br
2018
CCJ0029
Direito Empresarial IV
Conteúdo programático
1. Evolução Histórica. Disposições comuns.
2. Recuperação Extrajudicial
3. Recuperação Judicial.
4. Falência.
Direito Empresarial IV
Conteúdo programático - distribuição
Plano de aula 01. Evolução histórica. Disposições preliminares comuns.
Plano de aula 02. Das Disposições Comuns a Recuperação Judicial e a Falência.
Plano de aula 03. Da Habilitação e Verificação dos Créditos.
Plano de aula 04. Órgãos Atuantes na Recuperação Judicial e Falência.
Plano de aula 05. Recuperação Extrajudicial.
Plano de aula 06. Recuperação Judicial.
Plano de aula 07. Recuperação Judicial.
Plano de aula 08. Falência.
Plano de aula 09. Falência.
Plano de aula 10. Falência.
Plano de aula 11. Falência.
Plano de aula 12. Falência.
Plano de aula 13. Falência.
Plano de aula 14. Falência.
Plano de aula 15. Falência.
Plano de aula 16. Crimes Falimentares e Atuação do Ministério Público.
Direito Empresarial IV
Objetivos gerais
• Compreender as Ferramentas Jurídicas
para a Recuperação da Empresa em
crise Econômico-Financeira
• Identificar os Elementos Estruturais da
Falência
Direito Empresarial IV
Objetivos específicos
• Conceituar a Recuperação Judicial da Empresa em Crise Econômico-
Financeira;
• Compreender o Processamento Jurídico para a Recuperação Judicial
da Empresa em Crise Econômico-Financeira;
• Compreender o Rito Especial da Recuperação Judicial para
Microempresa e Empresa de Pequeno Porte;
• Identificar as Características da Recuperação Extrajudicial;
• Relacionar os Pressupostos necessários para a Decretação da
Falência do Empresário ou Sociedade Empresária;
• Apontar as Espécies de Defesas do Devedor como Elementos
Impeditivos da Falência;
• Identificar as Fases Processuais no Desenvolvimento da Falência até
seu Encerramento;
• Caracterizar os Elementos Estruturais dos Crimes Falimentares.
Direito Empresarial IV
Bibliografia básica
CAMPINHO, Sérgio. Direito Falimentar. 10 ed. rev. e
atual. Rio de Janeiro: Renovar, 2009.
COELHO, Fábio Ulhôa. Manual de Direito Comercial.
21. ed. rev. e atual. São Paulo: Saraiva, 2009.
BRUNO, Raquel. Direito Empresarial. v. 08 Coleção
Tópicos de Direito. Coord. Milton Delgado Soares .2ª
Tiragem. Rio de Janeiro: Editora Lumen Juris, 2009.
20/02/2018
2
Direito Empresarial IV
Bibliografia complementar
NEGRÃO. Ricardo. Manual de Direito Comercial e de
Empresa. 5ª ed. v.3. São Paulo: Saraiva, 2010.
FAZZIO JUNIOR, Waldo. Nova Lei de Falência e Recuperação
de Empresas. 5ª ed. São Paulo:Atlas, 2009.
COELHO, Fábio Ulhôa. Curso de Direito Comercial. 14. ed. v.1.
São Paulo: Saraiva, 2010.
BERTOLDI, Marcelo M. Curso Avançado de Direito Comercial.
4 ed.rev. atual. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2009.
BEZERRA FILHO, Manoel Justino. Lei de Recuperação de
Empresas e Falências: Comentada: Lei 11.101/2005.
6ªed. rev. atual. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2009.
Direito Empresarial IV
Material disponível no Leitor Estácio
Rachel Bruno, Direito Empresarial - Vol. 8, editora: Lumen
Juris, edição: 1, ano:2009 capítulo: Lei de Recuperação de
Empresas, nº de páginas: 96
Fábio Ulhoa Coelho, Manual de Direito Comercial -
Direito de Empresa, editora: Saraiva, edição: 25,
ano:2013 capítulo: 27 Regime Jurídico Atos e Contratos
Falidos, nº de páginas: 11
Direito Empresarial IV
Agenda
20/02/2018
3
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 01
1. Evolução Histórica:
Recuperação Judicial, Extrajudicial e Falência.
1.1Disposições Preliminares
1.1.1 Sujeito Passivo.
1.1.2 Juízo Competente.
1.1.3 Títulos não exigíveis.
1.1.4 Atuação do Ministério Público.
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 01
Evolução histórica
LEI 11.101 de 9 de fevereiro de 2005
Regula a recuperação judicial, a extrajudicial e a falência do
empresário e da sociedade empresária.
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 01
Evolução histórica
http://www.serasaexperian.com.br/
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 01
Evolução histórica
http://www.serasaexperian.com.br/
Lei de 8 de março de 1595
Ordenações Filipinas de 1603
Alvará de 13 de dezembro de 1756
do Marquês de Pombal
Código Comercial de 1850
(Parte III – das Quebras, art. 797-913)
Decreto 7.661 de 21 de junho de 1945
Código Civil de 2002
LEI 11.101 DE 9 de fevereiro de 2005
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 01
Evolução histórica
Projeto de lei 3.476/1993
LEI 11.101 DE 9 de fevereiro de 2005
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 01
Evolução histórica
20/02/2018
4
“o que se verificava é que o sistema do Dec.-lei
7.661/1945 não conseguia proteger os credores da
empresa concordatária ou falida e não conseguia
também, por outro lado, preservar a atividade
empresária, apresentando-se como sistema incapaz de
preservar qualquer tipo de interesse, atendendo apenas,
na grande maioria das vezes, ao empresário oportunista
e desonesto.”
(a posição de Jorge Lobo, apud Bezerra Filho, 2014)
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 01
Evolução histórica
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 01
Disposições preliminares comuns
LEI 11.101 de 9 de fevereiro de 2005
Regula a recuperação judicial, a extrajudicial e a falência do
empresário e da sociedade empresária.
Art. 1º ao 5º
LEI 11.101 DE 9 de fevereiro de 2005
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1o Esta Lei disciplina a recuperação judicial, a
recuperação extrajudicial e a falência do empresário
e da sociedade empresária, doravante referidos
simplesmente como devedor.
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 01
Disposições preliminares comuns – Legitimidade
Empresa
Empresa é a atividade econômica
organizada para a produção ou circulação
de bens ou serviços.
[Coelho, 2009]
Conceito
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 01
Disposições preliminares comuns – Legitimidade
LIVRO II
Do Direito de Empresa
TÍTULO I
Do Empresário
CAPÍTULO I
Da Caracterização e da Inscrição
Art. 966. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente
atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de
bens ou de serviços.
Parágrafo único. Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de
natureza científica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou
colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa.
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 01
Disposições preliminares comuns – Legitimidade
Empresário = quem exerce profissionalmente a empresa
Empresário
Empresário individual
Sociedade empresária
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 01
Disposições preliminares comuns – Legitimidade
20/02/2018
5
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 01
Disposições preliminares comuns – Legitimidade
Estão sujeitos à falência e à recuperação,
judicial e extrajudicial:
• Empresário individual
– de responsabilidade ilimitada (CC art. 966)
– de responsabilidade limitada (EIRELI – CC art. 980-A Lei 12.411/11)
• Sociedades em nome coletivo (CC art. 1.039)
• Sociedades em comandita simples (CC art. 1.045)
• Sociedades Limitadas (CC art. 1.052)
• Sociedades Anônimas (CC art. 1.088 e Lei 6.404/76)
• Sociedades em comandita por ações (CC art. 1.090)
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 01
Disposições preliminares comuns – Legitimidade
Estão sujeitos à falência e à recuperação, judicial e extrajudicial:
• Empresário individual
– de responsabilidade ilimitada (CC art. 966)
– de responsabilidade limitada (EIRELI – CC art. 980-A Lei 12.411/11)
• Sociedades em nome coletivo (CC art. 1.039)
• Sociedades em comandita simples (CCart. 1.045)
• Sociedades Limitadas (CC art. 1.052)
• Sociedades Anônimas (CC art. 1.088 e Lei 6.404/76)
• Sociedades em comandita por ações (CC art. 1.090)
Obs.: Sociedade em conta de participação – somente o sócio ostensivo
CC/2002 art. 991 e ss.
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 01
Disposições preliminares comuns – Legitimidade
LEI 11.101 DE 9 de fevereiro de 2005
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 2o Esta Lei não se aplica a:
I – empresa pública e sociedade de economia mista;
II – instituição financeira pública ou privada, cooperativa de
crédito, consórcio, entidade de previdência complementar,
sociedade operadora de plano de assistência à saúde, sociedade
seguradora, sociedade de capitalização e outras entidades
legalmente equiparadas às anteriores.
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 01
Disposições preliminares comuns – Legitimidade
Empresas públicas
São pessoas jurídicas de direito privado, integrantes
da administração pública indireta, instituídas pelo
Poder Público, mediante autorização de lei específica,
sob qualquer forma jurídica e com capital
exclusivamente público, para exploração de
atividades econômicas ou para a prestação de
serviços públicos.
Exemplos: ECT, Serpro, CEF
[Alexandrino, 2011]
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 01
Disposições preliminares comuns – Legitimidade
Sociedades de Economia Mista
São pessoas jurídicas de direito privado, integrantes da
administração pública indireta, instituídas pelo Poder
Público, mediante autorização de lei específica, sob a
forma de Sociedade Anônima e com participação
obrigatória de capital privado e público, sendo da pessoa
política instituidora ou de entidade da respectiva
administração indireta o controle acionário, para
exploração de atividades econômicas ou para a prestação
de serviços públicos.
Exemplos: Banco do Brasil S/A e Petrobrás S/A
[Alexandrino, 2011]
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 01
Disposições preliminares comuns – Legitimidade
20/02/2018
6
• instituição financeira pública ou privada (Lei 6.024/74)
• cooperativa de crédito (Lei 5.764/71)
• consórcio (Lei 6.024/74)
• entidade de previdência complementar (LC 109/2001)
• sociedade operadora de plano de assistência à saúde (Lei 9.656/98)
• sociedade seguradora (Decreto lei 73/66)
• sociedade de capitalização (Dec.lei 261/67)
• outras entidades legalmente equiparadas
Tratamento em legislação especial – segurança
[Bezerra Filho, 2011]
[Ver Coelho, 2009, p. 312]
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 01
Disposições preliminares comuns – Legitimidade
Legitimidade ativa na falência:
• o credor, por obrigação tornada líquida
constante de título executivo judicial ou
extrajudicial;
• O próprio devedor, na chamada autofalência;
• O cônjuge sobrevivente, os herdeiros e o
inventariante, na falência do espólio;
• O sócio ou acionista da sociedade devedora.
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 01
Disposições preliminares comuns – Legitimidade
Legitimidade ativa na recuperação:
• o empresário e a sociedade empresária;
• O cônjuge sobrevivente;
• os herdeiros e o inventariante, na falência do
espólio;
• O sócio ou acionista remanescente da
sociedade devedora.
[Almeida, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 01
Disposições preliminares comuns – Legitimidade
LEI 11.101 DE 9 de fevereiro de 2005
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 3o É competente para homologar o plano de
recuperação extrajudicial, deferir a recuperação
judicial ou decretar a falência o juízo do local do
principal estabelecimento do devedor ou da filial de
empresa que tenha sede fora do Brasil.
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 01
Disposições preliminares comuns – Juízo competente
Competência em razão do lugar
Domicílio do empresário
Comando empresarial
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 01
Disposições preliminares comuns – Juízo competente
Competência em razão da matéria
Justiça ordinária dos Estados, do
Distrito Federal e Territórios, perante os
juízes de direito.
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 01
Disposições preliminares comuns – Juízo competente
20/02/2018
7
LEI 11.101 DE 9 de fevereiro de 2005
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 4o Vetado (O representante do Ministério Público
intervirá nos processos de recuperação judicial e de
falência. Além das disposições previstas nesta Lei, o
representante do Ministério Público intervirá em toda
ação proposta pela massa falida ou contra esta.)
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 01
Disposições preliminares comuns – Atuação do MP
Separação dos poderes
Interesse público
Celeridade processual
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 01
Disposições preliminares comuns – Atuação do MP
1. ALEXANDRINO, Marcelo, PAULO, Vicente. Direito Administrativo
descomplicado. - 19 ed. rev. e atual. – Rio de Janeiro :
Forense ; São Paulo : MÉTODO, 2011.
2. ALMEIDA, Amador Paes de. Curso de falência e recuperação de
empresa : de acordo com a Lei 11.101/2005. – 25 ed. – São
3. BEZERRA FILHO, Manoel Justino. Lei de recuperação de
empresas e falência : Lei 11.101/2005 : comentada artigo por
artigo. – 7 ed. rev., atual. e ampl. – São Paulo : Editora Revista
dos Tribunais, 2011.
4. COELHO, Fábio Ulhôa. Curso de Direito Comercial, volume 1 :
Direito de Empresa. 13. ed. - São Paulo: Saraiva, 2009.
5. COELHO, Fábio Ulhôa. Manual de Direito Comercial:
Direito de Empresa. 21. ed. v.1. São Paulo: Saraiva, 2009.
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 01
Referência bibliográfica
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 01
Caso concreto
Analise a questão abaixo e esclareça de acordo com a Doutrina
e Jurisprudência sobre o tema:
"Cuida-se de agravo de instrumento, com pedido de liminar,
em face de decisão que declinou da competência para
conhecer de pedido de falência ajuizado pelo agravante, sob o
fundamento de que a sede do agravado se situa em São
Paulo/SP, para onde determinou a remessa dos autos. Daí a
interposição do agravo de instrumento, sustentando o
recorrente que todas as atividades do devedor são realizadas
no Distrito Federal, sendo que até mesmo um de seus sócios
reside nesta Capital.
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 01
Caso concreto
Depois, o agravado foi citado em outra demanda em curso
na comarca de Cuiabá/MT, tendo ofertado exceção de
incompetência objetivando a remessa dos autos para uma das
varas cíveis desta Circunscrição Judiciária. Portanto, não há
dúvida de que o principal estabelecimento da pessoa jurídica
situar-se-ia no Distrito Federal, o que torna o Juízo da Vara de
Falências competente para apreciar o requerimento de quebra.
Por fim, salienta que, caso a decisão seja imediatamente
cumprida, poderá haver lesão de difícil reparação, pois não
possui condições financeiras para acompanhar o trâmite da
ação no Estado de São Paulo e o recurso estaria prejudicado
pela perda de objeto.
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 01
Caso concreto
Pede a concessão de efeito suspensivo, bem como a
reforma da decisão impugnada para declarar que o Juízo
da Vara de Falência do Distrito Federal é o competente
para apreciar o pedido.“
20/02/2018
8
A competência para apreciar o processo de falência é do juiz sob cuja
jurisdição estiver situado o principal estabelecimento do devedor (Lei
n° 11.101/2005, art. 3º).
Segundo o renomado jurista FÁBIO COELHO ULHÔA:
"Por principal estabelecimento entende-se não a sede estatutária ou
contratual da sociedade empresária devedora, a que vem mencionada
no respectivo ato constitutivo, nem o estabelecimento maior física ou
administrativamente falando. Principal estabelecimento, para fins de
definição de competênciapara o direito falimentar, é aquele em que se
encontra concentrado o maior volume de negócios da empresa; é o
mais importante do ponto de vista econômico.
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 01
Caso concreto
O juiz do local onde se encontra tal estabelecimento é o competente
para o processo falimentar, porque estará provavelmente mais
próximo aos bens, à contabilidade e aos credores do falido. Por outro
lado, se a lei reputasse competente o juiz da sede estatutária ou
contratual, esse critério poderia dificultar a instauração do concurso
de credores, porque a devedora, antevendo a possibilidade de falir,
poderia alterar, por simples ato registrário, o local a que se deveriam
dirigir os credores para pedirem a falência dela. É claro que,
existindo, como no caso das grandes redes de varejo, construtoras de
atuação nacional e outros, diversos estabelecimentos igualmente
importantes sob o ponto de vista econômico, e sendo um deles o da
sede da devedora, este prevalece sobre os demais, na definição do
juízo competente.“
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 01
Caso concreto
De fato, o critério de eleger a sede designada no estatuto como
definidora da competência para os feitos falimentares não encontra
fomento jurídico. Com efeito, o estabelecimento principal não se
confunde com a sede estatutária, embora possam estar instalados no
mesmo local.
O estabelecimento principal é aquele do qual são emanadas as
decisões administrativas, onde se encontram os registros contábeis,
os credores e aquele em que o devedor se obriga e realiza as
operações financeiras, bem como onde se encontra a maior parte do
patrimônio.
Assim, estabelecimento principal não é "aquele a que os estatutos
conferem o título principal, mas o que forma o corpo vivo, o centro
vital das principais atividades do devedor" (CC nº 21.896 - MG, Rel.
Ministro Sálvio de Figueiredo).
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 01
Caso concreto
Assinale a alternativa correta.
(A)é competente a Justiça Federal para decretar falência ou deferir
processamento da recuperação judicial de sociedade de economia mista
cuja acionista majoritária seja a União.
(B)é competente a Justiça Estadual para decretar falência ou deferir
processamento da recuperação judicial de sociedade de economia mista
cuja acionista majoritária seja a União.
(C)é competente o juízo do foro eleito pela assembleia geral, ao aprovar
o respectivo estatuto, para decretar falência ou deferir processamento
da recuperação judicial de sociedade operadora de plano de assistência
à saúde.
(D)é competente o juízo do local da filial para decretar falência ou
deferir processamento da recuperação judicial de empresa que tenha
sede fora do Brasil.
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 01
Questão objetiva
Assinale a alternativa correta.
(A)é competente a Justiça Federal para decretar falência ou deferir
processamento da recuperação judicial de sociedade de economia mista
cuja acionista majoritária seja a União.
(B)é competente a Justiça Estadual para decretar falência ou deferir
processamento da recuperação judicial de sociedade de economia mista
cuja acionista majoritária seja a União.
(C)é competente o juízo do foro eleito pela assembleia geral, ao aprovar
o respectivo estatuto, para decretar falência ou deferir processamento
da recuperação judicial de sociedade operadora de plano de assistência
à saúde.
(D)é competente o juízo do local da filial para decretar falência
ou deferir processamento da recuperação judicial de empresa
que tenha sede fora do Brasil.
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 01
Questão objetiva
20/02/2018
9
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 02
1.1.4. Das Disposições Comuns a Recuperação Judicial e a Falência.
1.1.4.1 Títulos não exigíveis.
1.1.4.2 Dos Efeitos do Processamento da Recuperação Judicial e da
Decretação da Falência.
LEI 11.101 DE 9 de fevereiro de 2005
CAPÍTULO II
DISPOSIÇÕES COMUNS À RECUPERAÇÃO JUDICIAL E À FALÊNCIA
Seção I Disposições Gerais
Art. 5o Não são exigíveis do devedor, na recuperação
judicial ou na falência:
I – as obrigações a título gratuito;
II – as despesas que os credores fizerem para tomar parte na
recuperação judicial ou na falência, salvo as custas judiciais
decorrentes de litígio com o devedor.
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 01
Disposições preliminares comuns – Títulos não exigíveis
Art. 6o A decretação da falência ou o deferimento do
processamento da recuperação judicial suspende o
curso da prescrição e de todas as ações e execuções em
face do devedor, inclusive aquelas dos credores
particulares do sócio solidário.
§ 1o Terá prosseguimento no juízo no qual estiver se
processando a ação que demandar quantia ilíquida.
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 02
Das Disposições Comuns a Recuperação Judicial e a Falência
Art. 6o A decretação da falência ou o deferimento do
processamento da recuperação judicial suspende o curso da
prescrição e de todas as ações e execuções em face do
devedor, inclusive aquelas dos credores particulares do sócio
solidário.
§ 2o É permitido pleitear, perante o administrador judicial,
habilitação, exclusão ou modificação de créditos derivados da
relação de trabalho, mas as ações de natureza trabalhista,
inclusive as impugnações a que se refere o art. 8o desta Lei,
serão processadas perante a justiça especializada até a
apuração do respectivo crédito, que será inscrito no quadro-
geral de credores pelo valor determinado em sentença.
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 02
Das Disposições Comuns a Recuperação Judicial e a Falência
Art. 6o A decretação da falência ou o deferimento do
processamento da recuperação judicial suspende o curso da
prescrição e de todas as ações e execuções em face do
devedor, inclusive aquelas dos credores particulares do sócio
solidário.
§ 3o O juiz competente para as ações referidas nos §§ 1o e
2o deste artigo poderá determinar a reserva da importância
que estimar devida na recuperação judicial ou na falência, e,
uma vez reconhecido líquido o direito, será o crédito incluído
na classe própria.
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 02
Das Disposições Comuns a Recuperação Judicial e a Falência
Art. 6o A decretação da falência ou o deferimento do
processamento da recuperação judicial suspende o curso da
prescrição e de todas as ações e execuções em face do
devedor, inclusive aquelas dos credores particulares do sócio
solidário.
§ 4o Na recuperação judicial, a suspensão de que trata
o caput deste artigo em hipótese nenhuma excederá o prazo
improrrogável de 180 (cento e oitenta) dias contado do
deferimento do processamento da recuperação,
restabelecendo-se, após o decurso do prazo, o direito dos
credores de iniciar ou continuar suas ações e execuções,
independentemente de pronunciamento judicial.
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 02
Das Disposições Comuns a Recuperação Judicial e a Falência
20/02/2018
10
Art. 6o A decretação da falência ou o deferimento do
processamento da recuperação judicial suspende o curso da
prescrição e de todas as ações e execuções em face do
devedor, inclusive aquelas dos credores particulares do sócio
solidário.
§ 5o Aplica-se o disposto no § 2o deste artigo à recuperação
judicial durante o período de suspensão de que trata o §
4o deste artigo, mas, após o fim da suspensão, as execuções
trabalhistas poderão ser normalmente concluídas, ainda que
o crédito já esteja inscrito no quadro-geral de credores.
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 02
Das Disposições Comuns a Recuperação Judicial e a Falência
Art. 6o A decretação da falência ou o deferimento do processamento
da recuperação judicial suspende o curso da prescrição e de todas
as ações e execuções em face do devedor, inclusive aquelasdos
credores particulares do sócio solidário.
§6o Independentemente da verificação periódica perante os cartórios
de distribuição, as ações que venham a ser propostas contra o
devedor deverão ser comunicadas ao juízo da falência ou da
recuperação judicial:
I – pelo juiz competente, quando do recebimento da petição inicial;
II – pelo devedor, imediatamente após a citação.
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 02
Das Disposições Comuns a Recuperação Judicial e a Falência
Art. 6o A decretação da falência ou o deferimento do
processamento da recuperação judicial suspende o
curso da prescrição e de todas as ações e execuções em
face do devedor, inclusive aquelas dos credores
particulares do sócio solidário.
§ 7o As execuções de natureza fiscal não são suspensas
pelo deferimento da recuperação judicial, ressalvada a
concessão de parcelamento nos termos do Código
Tributário Nacional e da legislação ordinária específica.
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 02
Das Disposições Comuns a Recuperação Judicial e a Falência
Art. 6o A decretação da falência ou o deferimento do
processamento da recuperação judicial suspende o
curso da prescrição e de todas as ações e execuções em
face do devedor, inclusive aquelas dos credores
particulares do sócio solidário.
§ 8o A distribuição do pedido de falência ou de
recuperação judicial previne a jurisdição para qualquer
outro pedido de recuperação judicial ou de falência,
relativo ao mesmo devedor.
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 02
Das Disposições Comuns a Recuperação Judicial e a Falência
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 02
Caso concreto
Julgue o próximo item, relativo às normas de falência e de
recuperação de empresas. Justifique com o dispositivo legal
pertinente.
"De acordo com a legislação de regência, o deferimento do
processamento da recuperação judicial de sociedade
empresária suspende o curso de todas as ações e execuções
que tramitem contra o devedor; contudo, em hipótese
nenhuma, a suspensão pode exceder o prazo improrrogável de
cento e oitenta dias contado do deferimento do processamento
da recuperação, restabelecendo-se, após o decurso do prazo, o
direito dos credores de iniciar ou continuar suas ações e
execuções, independentemente de pronunciamento judicial".
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 02
Questão objetiva
Sobre as disposições comuns Recuperação Judicial e à Falência, analise os itens
a seguir de acordo com a legislação falimentar:
I - É permitido pleitear, perante o administrador judicial, habilitação, exclusão ou
modificação de créditos derivados da relação de trabalho, mas as ações de
natureza trabalhista, inclusive as impugnações a que se refere o art. 8o desta
Lei, serão processadas perante a justiça especializada até a apuração do
respectivo crédito, que será inscrito no quadro-geral de credores pelo valor
determinado em sentença.
II - A distribuição do pedido de falência ou de recuperação judicial previne a
jurisdição para qualquer outro pedido de recuperação judicial ou de falência,
relativo ao mesmo devedor.
III - A decretação da falência ou o deferimento do processamento da recuperação
judicial suspende o curso da prescrição e de todas as ações e execuções em
face do devedor, inclusive aquelas dos credores particulares do sócio solidário e
a ação que demandar quantia ilíquida.
IV - São exigíveis do devedor, na recuperação judicial ou na falência as obrigações
a título gratuito.
20/02/2018
11
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 02
Caso concreto
A alternativa que contém todas as afirmativas corretas é:
(A) apenas a IV
(B) apenas III e IV
(C) apenas a II
(D) apenas a I e II
20/02/2018
12
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 03
1.2 Da Habilitação e Verificação dos Créditos.
CAPÍTULO II
DISPOSIÇÕES COMUNS À RECUPERAÇÃO JUDICIAL E À FALÊNCIA
Seção II
Da Verificação e da Habilitação de Créditos
Art. 7o A verificação dos créditos será realizada pelo administrador
judicial, com base nos livros contábeis e documentos comerciais e
fiscais do devedor e nos documentos que lhe forem apresentados
pelos credores, podendo contar com o auxílio de profissionais ou
empresas especializadas.
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 03
Habilitação dos créditos
CAPÍTULO II
DISPOSIÇÕES COMUNS À RECUPERAÇÃO JUDICIAL E À FALÊNCIA
Seção II
Da Verificação e da Habilitação de Créditos
Art. 7o A verificação dos créditos ...
§ 1o Publicado o edital previsto no art. 52, § 1o, ou no parágrafo único
do art. 99 desta Lei, os credores terão o prazo de 15 (quinze) dias
para apresentar ao administrador judicial suas habilitações ou suas
divergências quanto aos créditos relacionados.
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 03
Habilitação dos créditos
Art. 9o A habilitação de crédito realizada pelo credor nos termos do art. 7o, §
1o, desta Lei deverá conter:
I – o nome, o endereço do credor e o endereço em que receberá
comunicação de qualquer ato do processo;
II – o valor do crédito, atualizado até a data da decretação da falência ou do
pedido de recuperação judicial, sua origem e classificação;
III – os documentos comprobatórios do crédito e a indicação das demais
provas a serem produzidas;
IV – a indicação da garantia prestada pelo devedor, se houver, e o respectivo
instrumento;
V – a especificação do objeto da garantia que estiver na posse do credor.
Parágrafo único. Os títulos e documentos que legitimam os créditos deverão
ser exibidos no original ou por cópias autenticadas se estiverem juntados
em outro processo.
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 03
Habilitação dos créditos
CAPÍTULO II
DISPOSIÇÕES COMUNS À RECUPERAÇÃO JUDICIAL E À FALÊNCIA
Seção II
Da Verificação e da Habilitação de Créditos
Art. 7o A verificação dos créditos ...
§ 2o O administrador judicial, com base nas informações e
documentos colhidos na forma do caput e do § 1o deste artigo, fará
publicar edital contendo a relação de credores no prazo de 45
(quarenta e cinco) dias, contado do fim do prazo do § 1o deste
artigo, devendo indicar o local, o horário e o prazo comum em que
as pessoas indicadas no art. 8o desta Lei terão acesso aos
documentos que fundamentaram a elaboração dessa relação.
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 03
Habilitação dos créditos
1ª lista
de credores
15dias
2ª lista
de credores
45dias
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 03
Habilitação dos créditos
20/02/2018
13
CAPÍTULO II
DISPOSIÇÕES COMUNS À RECUPERAÇÃO JUDICIAL E À FALÊNCIA
Seção II
Da Verificação e da Habilitação de Créditos
Art. 8o No prazo de 10 (dez) dias, contado da publicação da relação referida
no art. 7o, § 2o, desta Lei, o Comitê, qualquer credor, o devedor ou seus
sócios ou o Ministério Público podem apresentar ao juiz impugnação contra
a relação de credores, apontando a ausência de qualquer crédito ou
manifestando-se contra a legitimidade, importância ou classificação de
crédito relacionado.
Parágrafo único. Autuada em separado, a impugnação será processada nos
termos dos arts. 13 a 15 desta Lei.
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 03
Impugnação dos créditos
CAPÍTULO II
DISPOSIÇÕES COMUNS À RECUPERAÇÃO JUDICIAL E À FALÊNCIA
Seção II
Da Verificação e da Habilitação de Créditos
Art. 10. Não observado o prazo estipulado no art. 7o, § 1o, desta Lei,
as habilitações de crédito serão recebidas como retardatárias.
§ 1º a 6º - condições e consequências
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 03
Impugnação dos créditos
Art. 11. Os credores cujos créditos forem impugnados serão intimados para
contestar a impugnação, no prazo de 5 (cinco) dias, juntando os
documentos que tiverem e indicando outras provas que reputem
necessárias.
Art.12. Transcorrido o prazo do art. 11 desta Lei, o devedor e o Comitê, se
houver, serão intimados pelo juiz para se manifestar sobre ela no prazo
comum de 5 (cinco) dias.
Parágrafo único. Findo o prazo a que se refere o caput deste artigo, o
administrador judicial será intimado pelo juiz para emitir parecer no prazo
de 5 (cinco) dias, devendo juntar à sua manifestação o laudo elaborado
pelo profissional ou empresa especializada, se for o caso, e todas as
informações existentes nos livros fiscais e demais documentos do devedor
acerca do crédito, constante ou não da relação de credores, objeto da
impugnação.
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 03
Impugnação dos créditos
1ª lista
de credores
15dias
2ª lista
de credores
45dias 10dias 5dias 5dias 5dias
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 03
Impugnação dos créditos
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 03
Homologação do quadro geral de credores
Transitadas em julgado todas as sentenças, o
administrador judicial, com base na relação
republicada e no resultado das impugnações,
consolida o quadro geral de credores e o
submete à homologação do juiz. O quadro geral
de credores assinado pelo juiz e pelo
administrador judicial será juntado aos autos da
falência e publicado nos 5 dias seguintes ao
último trânsito em julgado de sentença
proferida em impugnação de crédito.
[Coelho, 2009] 
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 03
Homologação do quadro geral de credores
1ª lista
de credores
15dias
2ª lista
de credores
45dias 10dias 5dias 5dias 5dias
Lista
final
5dias...
20/02/2018
14
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 03
Caso concreto
Em 29/01/2010, ABC Barraca de Areia Ltda ajuizou sua recuperação judicial, distribuída à 1ª Vara Empresarial
da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro.
Em 03/02/2010, quarta-feira, foi publicada no Diário de Justiça Eletrônico do Rio de Janeiro ("DJE-RJ") a
decisão do juiz que deferiu o processamento da recuperação judicial e, dentre outras providências, nomeou o
economista João como administrador judicial da sociedade.
Decorridos 15 (quinze) dias, alguns credores apresentaram a João as informações que entenderam corretas
acerca da classificação e do valor de seus créditos.
Quarenta e cinco dias depois, foi publicado, no DJE-RJ e num jornal de grande circulação, novo edital,
contendo a relação dos credores elaborada por João.
No dia 20/04/2010, você é procurado pelos representantes de XYZ Cadeiras Ltda., os quais lhe apresentam um
contrato de compra e venda firmado com ABC Barraca de Areia Ltda., datado de 04/12/2009, pelo qual aquela
forneceu a esta 1.000 (mil) cadeiras, pelo preço de R$ 100.000,00 (cem mil reais), que deveria ter sido pago
em 28/01/2010, mas não o foi.
Diligente, você verifica no edital mais recente que, da relação de credores, não consta o credor XYZ Cadeiras
Ltda. E, examinando os autos em cartório, constata que o quadro-geral de credores ainda não foi homologado
pelo juiz. Na qualidade de advogado de XYZ Cadeiras Ltda., analise a questão à luz da Lei 11.101/2005 para
regularizar a cobrança do crédito desta sociedade.
20/02/2018
15
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 04
1.3. Órgãos Atuantes na Recuperação Judicial e Falência.
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 04
Órgãos atuantes na Recuperação e Falência
Órgãos atuantes 
• Administrador judicial
• Comitê de credores
• Assembleia de credores
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 04
Órgãos atuantes na Recuperação e Falência
Órgãos atuantes 
• Administrador judicial
• Comitê de credores
• Assembleia de credores
Órgãos atuantes 
• Administração
• Conselho fiscal
• Assembleia de sócios
Processos que 
envolvam grandes 
devedores
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 04
Órgãos atuantes na Recuperação e Falência
Órgãos atuantes 
• Administrador judicial
• Assembleia de credores
• Comitê de credores
[Bezerra Filho, 2014]
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 04
Órgãos atuantes na Recuperação e Falência
Administrador judicial
O administrador judicial pode ser pessoa física
ou jurídica. Trata-se de profissional da inteira
confiança do juiz e por este nomeado com
observância dos impedimentos legais (parente
de administrador da sociedade falida, pessoa
que não cumpriu a contento a mesma função
em outra falência etc.)
[Coelho, 2009]
Processos que 
envolvam grandes 
devedores
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 04
Órgãos atuantes na Recuperação e Falência
Órgãos atuantes 
• Administrador judicial
• Assembleia de credores
• Comitê de credores
[Bezerra Filho, 2014]
20/02/2018
16
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 04
Órgãos atuantes na Recuperação e Falência
Administrador judicial na recuperação judicial
O administrador judicial tem sempre a função de
fiscalizar a sociedade requerente, presidir a Assembleia
dos Credores e proceder à verificação dos créditos. Se
não houver Comitê, ele também exerce as funções desse
órgão. Finalmente, se o juiz tiver determinado o
afastamento da administração da empresa em
recuperação, caberá ao administrador judicial geri-la
enquanto não for escolhido o gestor judicial pelos
credores.
[Coelho, 2009]
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 04
Órgãos atuantes na Recuperação e Falência
Administrador judicial na falência
Sua missão consiste em procurar maximizar o
resultado da realização do ativo.
[Coelho, 2009]
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 04
Órgãos atuantes na Recuperação e Falência
Administrador judicial na falência
O administrador judicial é, em termos gerais, o
auxiliar do juiz na administração da falência e
representante legal da comunhão dos interesses
dos credores. Não goza de absoluta autonomia
(não pode, por exemplo, transigir sobre direito
da massa falida sem autorização do juiz), mas
nos limites dos atos a ele cometidos pela lei,
tem plena responsabilidade.
[Coelho, 2009]
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 04
Órgãos atuantes na Recuperação e Falência
Seção III
Do Administrador Judicial e do Comitê de Credores
Art. 21. O administrador judicial será profissional idôneo,
preferencialmente advogado, economista, administrador de
empresas ou contador, ou pessoa jurídica especializada.
Parágrafo único. (...)
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 04
Órgãos atuantes na Recuperação e Falência
Seção III
Do Administrador Judicial e do Comitê de Credores
Art. 22. Ao administrador judicial compete, sob a fiscalização do juiz e
do Comitê, além de outros deveres que esta Lei lhe impõe:
I – na recuperação judicial e na falência:
(...)
II – na recuperação judicial:
(...)
III – na falência:
(...)
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 04
Órgãos atuantes na Recuperação e Falência
Seção III
Do Administrador Judicial e do Comitê de Credores
Art. 23. (prestação de contas)
Art. 24 e 25 (remuneração)
(...)
Art. 30. (impedimentos)
Art. 31. (destituição)
Art. 32 33 e 34 (responsabilidade e termo de compromisso)
20/02/2018
17
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 04
Órgãos atuantes na Recuperação e Falência
Comitê de credores na recuperação judicial
A competência ordinária do Comitê, quando
instalado, é a de fiscalizar a administração da
sociedade que pleiteia a recuperação judicial. Além
disso, o Comitê pode elaborar plano de recuperação
alternativo e, quando afastada a administração da
sociedade em crise, requerer ao juiz a autorização
para a prática de determinados atos.
[Coelho, 2009]
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 04
Órgãos atuantes na Recuperação e Falência
Comitê de credores na falência
O Comitê é órgão consultivo e defiscalização. É,
ademais, facultativo. Existe quando o juiz determina
sua instalação na sentença de quebra ou quando ela
é deliberada por qualquer das classes de credores
na Assembleia. Integram-no 1 representante efetivo
e 2 suplentes de cada classe, escolhidos pela
maioria dos que a compõem.
[Coelho, 2009]
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 04
Órgãos atuantes na Recuperação e Falência
Seção III
Do Administrador Judicial e do Comitê de Credores
Art. 26. O Comitê de Credores será constituído por deliberação de qualquer
das classes de credores na assembléia-geral e terá a seguinte composição:
I – 1 (um) representante indicado pela classe de credores trabalhistas, com 2
(dois) suplentes;
II – 1 (um) representante indicado pela classe de credores com direitos reais
de garantia ou privilégios especiais, com 2 (dois) suplentes;
III – 1 (um) representante indicado pela classe de credores quirografários e
com privilégios gerais, com 2 (dois) suplentes;
IV - 1 (um) representante indicado pela classe de credores representantes de
microempresas e empresas de pequeno porte, com 2 (dois) suplentes.
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 04
Órgãos atuantes na Recuperação e Falência
Seção III
Do Administrador Judicial e do Comitê de Credores
Art. 27. O Comitê de Credores terá as seguintes atribuições, além de
outras previstas nesta Lei:
I – na recuperação judicial e na falência:
(...)
II – na recuperação judicial:
(...)
(...)
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 04
Órgãos atuantes na Recuperação e Falência
Assembleia de credores na recuperação judicial
A assembleia de credores é um importante
órgão da recuperação judicial da empresa. A ela
cabe, por exemplo, aprovar o plano de
recuperação apresentado pela devedora.
[Coelho, 2009]
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 04
Órgãos atuantes na Recuperação e Falência
Assembleia de credores na recuperação judicial
Na Assembleia de Credores, há cinco* instâncias
de deliberação: o plenário e quatro* instâncias
classistas. Dependendo da matéria em
discussão, a votação cabe a uma ou mais dessas
instâncias.
[Coelho, 2009]
* Ver art. 41 alterado pela LC 147/2014
20/02/2018
18
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 04
Órgãos atuantes na Recuperação e Falência
Assembleia de credores na falência
A assembleia de credores na falência tem
poderes de deliberação na substituição do
administrador judicial, constituição e eleição do
Comitê e aprovação de formas alternativas de
realização do ativo se alcançar expressivo
consenso na votação da matéria (aprovação por
2/3 dos créditos)
[Coelho, 2009]
Seção IV
Da Assembléia-Geral de Credores
Art. 35. A assembléia-geral de credores terá por atribuições deliberar
sobre:
I – na recuperação judicial:
(...)
II – na falência:
(...)
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 04
Órgãos atuantes na Recuperação e Falência
Seção IV
Da Assembléia-Geral de Credores
Art. 36. (convocação)
Art. 37. (presidência, instalação e representação)
Art. 38 e 39 (votação)
Art. 40. (suspensão ou adiamento)
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 04
Órgãos atuantes na Recuperação e Falência
Seção IV
Da Assembléia-Geral de Credores
Art. 41. (Classes de credores)
Art. 42. (quórum de aprovação)
Art. 43. (exceções ao direito de voto)
...
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 04
Órgãos atuantes na Recuperação e Falência
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 04
Caso concreto
A respeito do Administrador Judicial, no âmbito da recuperação judicial,
JULGUE as afirmativas abaixo:
( ) A – Somente pode ser destituído pelo Juízo da Falência na hipótese de, 
após intimado, não apresentar, no prazo de 5 (cinco) dias, suas contas ou os 
relatórios previstos na Lei 11.101/2005;
( ) B – O Administrador Judicial, pessoa física, pode ser formado em 
Engenharia;
( ) C – Será escolhido pela Assembleia Geral de Credores;
( ) D – Perceberá remuneração fixada pelo Comitê de Credores.
Direito Empresarial IV
Unidade 1 – Plano de aula 04
Questão objetiva
Na Lei de Falências – 11.101/2005, o Comitê de Credores
será constituído:
a) por determinação do juiz, após manifestação do Ministério
Público neste sentido;
b) por deliberação de qualquer classe de credores na assembleia-
geral;
c) por requerimento do administrador judicial, observando, no
que couber, o procedimento do Código de Processo Civil;
d) por requerimento do devedor ao juízo, expondo as razões para
sua criação.
20/02/2018
19
Direito Empresarial IV
Unidade 2 – Plano de aula 05
2. Recuperação Extrajudicial.
2.1 Conceito
2.2 Pressupostos
2.3 Processamento
Direito Empresarial IV
Unidade 2 – Plano de aula 05
Recuperação extrajudicial – Conceito
Recuperação extrajudicial consiste na
possibilidade, concedida ao devedor em
situação de crise, de convocar seus
credores para oferecer-lhes forma de
composição para pagamento dos valores
devidos.
[Bezerra Filho, 2011]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Recuperação extrajudicial
Conceito
Recuperação extrajudicial consiste na
possibilidade, concedida ao devedor em
situação de crise, de convocar seus
credores para oferecer-lhes forma de
composição para pagamento dos valores
devidos.
[Bezerra Filho, 2011]
Na lei anterior (Decreto-lei 7.661/45) a
tentativa de negociação era considerada
“ato de falência”
O inciso III do art. 2º estabelecia ser ato de falência
aquele do devedor que “III – convoca credores e lhes
propõe dilação, remissão de crédito ou cessão de bens”
[Bezerra Filho, 2011]
Direito Empresarial IV
Unidade 2 – Plano de aula 05
Recuperação extrajudicial – Conceito
Se a sociedade devedora em crise procura seus
credores (ou parte deles) e os consegue convencer
de que a renegociação de suas obrigações é
indispensável para a superação do estado crítico e,
sem a quota de sacrifício deles (representada pela
dilação do prazo de pagamento, novação etc.), não
terá como escapar da falência, o acordo de
vontades é suficiente para realizar-se o
desiderato.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 2 – Plano de aula 05
Recuperação extrajudicial – Conceito
A homologação judicial desse acordo (plano
de recuperação) só é obrigatória quando a
maioria dos credores atingidos concorda em
apoiá-lo, mas há uma minoria que
nega sua adesão. A homologação
judicial, nesse caso, estende os efeitos do plano
aos credores minoritários.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 2 – Plano de aula 05
Recuperação extrajudicial – Homologação
20/02/2018
20
Há duas hipóteses de homologação
judicial do acordo:
• Homologação facultativa
• Homologação obrigatória
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 2 – Plano de aula 05
Recuperação extrajudicial – Homologação
A homologação do plano de recuperação
que conta com a adesão de todos os credores
alcançados é facultativa. Visa apenas revestir o
ato de maior formalidade, chamando atenção
das partes para a importância dele, ou
possibilitar a alienação por hasta judicial de
filiais ou unidades produtivas, se for essa uma
medida de reerguimento da devedora.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 2 – Plano de aula 05
Recuperação extrajudicial – Homologação
A homologação facultativa pode visar:
• revestir o ato de maior formalidade
• possibilitar a alienação por hasta judicial de
filiais ou unidades produtivas
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 2 – Plano de aula 05
Recuperação extrajudicial – Homologação
Se o plano de recuperação extrajudicial
obteve a adesão de credores titulares de pelo
menos 60% do valor de cada espécie do
passivo (são 5 as espécies: garantia real,
privilégio especial, privilégio geral, quirografário
e subordinado) por ele alcançado, osseus
efeitos podem ser forçosamente estendidos aos
que não aderiram pela homologação judicial.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 2 – Plano de aula 05
Recuperação extrajudicial – Homologação
Os requisitos legais para a homologação do
plano de recuperação extrajudicial são de duas
ordens:
• Requisitos subjetivos (dizem respeito à
sociedade empresária requerente)
• Requisitos objetivos (são pertinentes ao plano
submetido à homologação)
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 2 – Plano de aula 05
Recuperação extrajudicial – Requisitos
Requisitos subjetivos
1. Atender às condições estabelecidas para a recuperação
judicial
a. Exercer a atividade empresarial regularmente há pelo menos 2 anos
b. Não estar falida ou, se o foi, terem sido declaradas extintas suas
obrigações por sentença transitada em julgado
c. Não ter como administrador ou controlador pessoa condenada por
crime falimentar
2. Não se encontrar em tramitação nenhum pedido de
recuperação judicial dele
3. Não lhe ter sido concedida, há menos de 2 anos,
recuperação judicial ou extrajudicial
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 2 – Plano de aula 05
Recuperação extrajudicial – Requisitos
20/02/2018
21
Requisitos objetivos
1. Não pode ser previsto no plano o pagamento antecipado de nenhuma
dívida
2. Todos os credores sujeitos ao plano devem receber tratamento
paritário, vedado o favorecimento de alguns ou o desfavorecimento
apenas de parte deles
3. O plano não pode abranger senão os créditos constituídos até a data do
pedido de homologação
4. Do plano só pode constar a alienação de bem gravado ou a supressão
ou substituição de garantia real se com a medida concordar
expressamente o credor garantido
5. O plano não pode estabelecer o afastamento da variação cambial nos
créditos em moeda estrangeira sem contar com a anuência expressa do
respectivo credor
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 2 – Plano de aula 05
Recuperação extrajudicial – Requisitos
Petição 
inicial
30 dias
Autos
conclusos
para o juiz
5dias
Juiz:
Edital de convocação de 
credores para impugnar
Juiz:
 Homologar
 Acolher a impugnação e 
indeferir a homologação
Da sentença cabe 
apelação sem 
efeito suspensivo
Direito Empresarial IV
Unidade 2 – Plano de aula 05
Recuperação extrajudicial – Processamento
Direito Empresarial IV
Unidade 2 – Plano de aula 05
Recuperação extrajudicial – Processamento
Podem ser objeto de impugnação:
a)Não preenchimento do percentual mínimo de 60% de
cada espécie de crédito envolvido
b)Prática de ato de falência previsto no art. 94, III
c) Prática de ato que terá sua ineficácia subjetivamente
suspensa, com base no art. 130 da LF, se vier a ser
decretada a quebra do requerente ***
d)Desatendimento a requisito subjetivo ou objetivo para a
homologação
e)Descumprimento de qualquer outra exigência legal (art.
164, § 3º)
Direito Empresarial IV
Unidade 2 – Plano de aula 05
Recuperação extrajudicial – Impugnação
Direito Empresarial IV
Unidade 2 – Plano de aula 05
Caso concreto
A sociedade empresaria Telefonia do Sul S/A, constituída há
mais de 5 anos e nunca beneficiada dos Institutos da Lei
11.101/2005, vem enfrentando dificuldades financeiras
oriundas da crise econômica o que fez com que seu
faturamento anual caísse em 40%, acarretando o não
pagamento de dívidas tributárias e principalmente
trabalhistas.
O Diretor Financeiro da empresa procura seu escritório para
detalhamento de eventual pedido de Recuperação
Extrajudicial sob o argumento de ser procedimento menos
oneroso e mais rápido do que o processo judicial. Oriente
seu cliente de acordo com a legislação falimentar vigente.
Passa Sete Serviços Médicos S/A apresentou a seus
credores plano de recuperação extrajudicial, que obteve a
aprovação de mais de quatro quintos dos créditos de todas
as classes por ele abrangidas. O plano estabeleceu a
produção de efeitos anteriores à homologação judicial,
exclusivamente, em relação à forma de pagamento dos
credores signatários que a ele aderiram, alterando o valor
dos créditos com deságio de 30% (trinta por cento).
Direito Empresarial IV
Unidade 2 – Plano de aula 05
Caso concreto
20/02/2018
22
A companhia consultou seu advogado, que se pronunciou corretamente
sobre o caso, da seguinte forma:
a) o plano não pode estabelecer a produção de efeitos anteriores à
homologação, devendo o juiz indeferir sua homologação, permitindo,
contudo, novo pedido, desde que sanada a irregularidade.
b) o plano não pode estabelecer a produção de efeitos anteriores à
homologação, devendo o juiz negar liminarmente sua homologação e
decretar a falência.
c) é lícito que o plano estabeleça a produção de efeitos anteriores à
homologação, desde que exclusivamente em relação à modificação do valor
ou da forma de pagamento dos credores signatários.
d) é lícito que o plano estabeleça a produção de efeitos anteriores à
homologação, desde que exclusivamente em relação à supressão da garantia
ou sua substituição de bem objeto de garantia real.
Direito Empresarial IV
Unidade2– Plano de aula 05
Caso concreto
20/02/2018
23
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
3. Recuperação Judicial. Disposições Gerais.
3.1 Conceito. Pressupostos. Meios de Recuperação.
3.2. Do Pedido e do Processamento da Recuperação Judicial.
3.2.1 Petição Inicial.
3.2.2 Do Plano de Recuperação Judicial.
3.3 Do Procedimento de Recuperação Judicial.
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial - Objetivos
Lei 11.101/05
Art. 47. A recuperação judicial tem por objetivo
viabilizar a superação da situação de crise
econômico-financeira do devedor, a fim de
permitir a manutenção da fonte produtora, do
emprego dos trabalhadores e dos interesses dos
credores, promovendo, assim, a preservação da
empresa, sua função social e o estímulo à
atividade econômica.
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial - Conceito
Medida judicial com objetivo de evitar
que a crise na empresa acarrete a falência
de quem a explora:
Recuperação Judicial
Homologação judicial de
acordo de recuperação extrajudicial
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial - Objetivos
da Recuperação Judicial e da Homologação:
Lei 11.101/05 - art. 47
• Saneamento da crise econômico-financeira e 
patrimonial
• Preservação da atividade econômica
• Preservação de seus postos de trabalho
• Atendimento aos interesses dos credores
[Coelho, 2009]
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial - Pressupostos
custo
socializado
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial - Pressupostos
Somente as empresas viáveis devem ser
objeto de recuperação judicial ou
extrajudicial:
– Importância social
–Mão de obra e tecnologia empregadas
–Volume do ativo e passivo
– Idade da empresa
–Porte econômico
20/02/2018
24
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial - Processamento
3 fases
Fase postulatória
Fase deliberativa
Fase de execução
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial - Processamento
Fase postulatória
Inicia com a petição inicial e termina com o despacho mandando
processar o pedido
Fase deliberativa
Inicia com o despacho mandando processar o pedido e termina com a
decisão concessiva do benefício
Fase de execução
Inicia com a decisão concessiva do benefício e termina com a
sentença de encerramento do processo
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial – Fase postulatória
A fase postulatória do processo de
recuperação judicial compreende, via de
regra, dois atos apenas:
1.a petição inicial (com a instrução exigida
por lei)e
2.o despacho do juiz mandando processar a
recuperação.
[Coelho, 2009]
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial – Fase postulatória: requisitos
Art. 48. Poderá requerer recuperação judicial o devedor que, no momento do pedido,
exerça regularmente suas atividades há mais de 2 (dois) anos e que atenda aos
seguintes requisitos, cumulativamente:
I – não ser falido e, se o foi, estejam declaradas extintas, por sentença transitada em
julgado, as responsabilidades daí decorrentes;
II – não ter, há menos de 5 (cinco) anos, obtido concessão de recuperação judicial;
III – não ter, há menos de 5 (cinco)* anos, obtido concessão de recuperação judicial
com base no plano especial de que trata a Seção V deste Capítulo;
IV – não ter sido condenado ou não ter, como administrador ou sócio controlador,
pessoa condenada por qualquer dos crimes previstos nesta Lei.
Parágrafo único. A recuperação judicial também poderá ser requerida pelo cônjuge
sobrevivente, herdeiros do devedor, inventariante ou sócio remanescente.
* Ver art. 48 alterado pela LC 147/2014
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial – Fase postulatória: requisitos
Os requisitos para a legitimação da sociedade empresária
ao pedido de recuperação judicial são quatro:
a)Não estar falida;
b)Explorar a atividade econômica há pelo menos 2 anos;
c) Não ter requerido igual benefício há menos de 5 anos (ou
8 anos, se microempresário ou empresa de pequeno
porte);
d)Seu sócio controlador e seus diretores não podem ter sido
condenados por crime falimentar.
[Coelho, 2009]
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial – Fase postulatória: requisitos
Requisitos
Legitimidade
20/02/2018
25
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial – Fase postulatória: requisitos
Só tem legitimidade ativa para o processo
de recuperação judicial quem é legitimado
passivo para o de falência...
e tiver interesse.
[Coelho, 2009]
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial – Fase postulatória: do pedido
Petição inicial: Lei 11.101 – art. 51
• Exposição das causas
• Demonstrações contábeis e relatório
• Relação dos credores
• Relação dos empregados
• Documentos societários
• Bens de sócio ou acionista controlador e administradores
• Extratos bancários e de investimentos
• Certidões de protesto
• Relação das ações judiciais em andamento
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial – Fase postulatória: do pedido
Transparência
X
Sigilo de informações 
estratégicas
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial – Fase postulatória: do pedido
A mera distribuição do pedido de
recuperação judicial produz o efeito de
sustar a tramitação dos pedidos de falência
aforados contra a devedora requerente.
[Coelho, 2009]
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial – Fase postulatória: despacho
Art. 52. Estando em termos a documentação exigida no art. 51 desta Lei, o juiz deferirá o
processamento da recuperação judicial e, no mesmo ato:
I – nomeará o administrador judicial, observado o disposto no art. 21 desta Lei;
II – determinará a dispensa da apresentação de certidões negativas para que o devedor exerça suas
atividades, exceto para contratação com o Poder Público ou para recebimento de benefícios ou
incentivos fiscais ou creditícios, observando o disposto no art. 69 desta Lei;
III – ordenará a suspensão de todas as ações ou execuções contra o devedor, na forma do art. 6o
desta Lei, permanecendo os respectivos autos no juízo onde se processam, ressalvadas as ações
previstas nos §§ 1o, 2o e 7o do art. 6o desta Lei e as relativas a créditos excetuados na forma dos
§§ 3o e 4o do art. 49 desta Lei;
IV – determinará ao devedor a apresentação de contas demonstrativas mensais enquanto perdurar a
recuperação judicial, sob pena de destituição de seus administradores;
V – ordenará a intimação do Ministério Público e a comunicação por carta às Fazendas Públicas Federal
e de todos os Estados e Municípios em que o devedor tiver estabelecimento.
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial – Fase postulatória: despacho
Despacho de Processamento da Recuperação Judicial:
• Nomeação do administrador judicial
• Dispensa do requerente da exibição de certidões negativas para o
exercício de suas atividades econômicas (...)
• Suspensão de todas as ações e execuções contra o devedor (...)
• Determinação à devedora de contas demonstrativas mensais
• Intimação do Ministério Público e comunicação às Fazendas
públicas (...)
20/02/2018
26
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial – Fase postulatória: despacho
Art. 52. (...)
§ 1o O juiz ordenará a expedição de edital, para publicação no órgão oficial, que conterá:
I – o resumo do pedido do devedor e da decisão que defere o processamento da recuperação judicial;
II – a relação nominal de credores, em que se discrimine o valor atualizado e a classificação de cada
crédito;
III – a advertência acerca dos prazos para habilitação dos créditos, na forma do art. 7o, § 1o, desta Lei,
e para que os credores apresentem objeção ao plano de recuperação judicial apresentado pelo
devedor nos termos do art. 55 desta Lei.
§ 2o Deferido o processamento da recuperação judicial, os credores poderão, a qualquer tempo,
requerer a convocação de assembleia-geral para a constituição do Comitê de Credores ou
substituição de seus membros, observado o disposto no § 2o do art. 36 desta Lei.
§ 3o No caso do inciso III do caput deste artigo, caberá ao devedor comunicar a suspensão aos juízos
competentes.
§ 4o O devedor não poderá desistir do pedido de recuperação judicial após o deferimento de seu
processamento, salvo se obtiver aprovação da desistência na assembleia-geral de credores.
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial - Processamento
Fase postulatória
Inicia com a petição inicial e termina com o despacho mandando
processar o pedido
Fase deliberativa
Inicia com o despacho mandando processar o pedido e termina com a
decisão concessiva do benefício
Fase de execução
Inicia com a decisão concessiva do benefício e termina com a
sentença de encerramento do processo
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial – Fase deliberativa
A fase de deliberação do processo de
recuperação judicial inicia-se com o despacho de
processamento. O principal objetivo dessa fase, é
a votação do plano de recuperação da
sociedade empresária devedora. Para que essa
votação se realize, porém, como providência
preliminar, é indispensável a verificação dos
créditos.
[Coelho, 2009]
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Homologação do quadro geral de credores
1ª lista
de credores
15dias
2ª lista
de credores
45dias 10dias 5dias 5dias 5dias
Lista
final
5dias...
A sociedade devedora deve elaborar o
Plano de Recuperação Judicial, para
apresentá-lo no prazo de 60 dias,
contados da publicação do despacho de
deferimento do processamento.
[Coelho, 2009]
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial - Apresentação do plano
Art. 53. O plano de recuperação será apresentado pelo devedor em juízo no
prazo improrrogável de 60 (sessenta) dias da publicação da decisão que
deferir o processamento da recuperação judicial, sob pena de
convolação em falência, e deverá conter:
I – discriminação pormenorizada dos meios de recuperação a ser
empregados, conforme o art. 50 desta Lei, e seu resumo;
II – demonstração de sua viabilidade econômica; e
III – laudo econômico-financeiro e de avaliação dos bens e ativos do devedor,
subscrito por profissionallegalmente habilitado ou empresa especializada.
Parágrafo único. O juiz ordenará a publicação de edital contendo aviso aos
credores sobre o recebimento do plano de recuperação e fixando o prazo
para a manifestação de eventuais objeções, observado o art. 55 desta Lei.
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial - Apresentação do plano
20/02/2018
27
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial - Apresentação do plano
Se o plano de recuperação é
consistente, há chances de a empresa
se reestruturar e superar a crise em que
mergulhara. Terá, nesse caso, valido a
pena o sacrifício imposto diretamente aos
credores e indiretamente a toda a
sociedade brasileira.
[Coelho, 2009]
A consistência econômica do plano
está diretamente relacionada ao
adequado diagnóstico das razões da crise
e de sua natureza (...) e à adequação dos
remédios indicados para o caso.
[Coelho, 2009]
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial - Apresentação do plano
Art. 50. Constituem meios de recuperação judicial,
observada a legislação pertinente a cada caso, dentre
outros:
I – concessão de prazos e condições especiais para
pagamento das obrigações vencidas ou vincendas;
(...)
XVI – constituição de sociedade de propósito específico
para adjudicar, em pagamento dos créditos, os ativos do
devedor.
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial – Meios de recuperação
1. Concessão de prazos e condições especiais para
pagamento das obrigações vencidas ou vincendas;
2. Cisão, incorporação, fusão ou transformação de
sociedade, constituição de subsidiária integral, ou
cessão de cotas ou ações, respeitados os direitos dos
sócios, nos termos da legislação vigente;
3. Alteração do controle societário;
4. Substituição total ou parcial dos administradores do
devedor ou modificação de seus órgãos
administrativos;
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial – Meios de recuperação
5. Concessão aos credores de direito de eleição em
separado de administradores e de poder de veto em
relação às matérias que o plano especificar;
6. Aumento de capital social;
7. Trespasse ou arrendamento de estabelecimento,
inclusive à sociedade constituída pelos próprios
empregados;
8. Redução salarial, compensação de horários e redução
da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva;
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial – Meios de recuperação
9. Dação em pagamento ou novação de dívidas do
passivo, com ou sem constituição de garantia própria
ou de terceiro;
10.Constituição de sociedade de credores;
11.Venda parcial dos bens;
12.Equalização de encargos financeiros relativos a débitos
de qualquer natureza, tendo como termo inicial a data
da distribuição do pedido de recuperação judicial,
aplicando-se inclusive aos contratos de crédito rural,
sem prejuízo do disposto em legislação específica;
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial – Meios de recuperação
20/02/2018
28
13.Usufruto da empresa;
14.Administração compartilhada;
15.Emissão de valores mobiliários;
16.Constituição de sociedade de propósito específico para
adjudicar, em pagamento dos créditos, os ativos do
devedor.
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial – Meios de recuperação
Assembleia de credores
A assembleia de credores é um importante
órgão da recuperação judicial da empresa. A
ela cabe, por exemplo, aprovar o plano de
recuperação apresentado pela devedora.
[Coelho, 2009]
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial - Assembleia de Credores
Assembleia de credores
A assembleia de credores é um importante
órgão da recuperação judicial da empresa. A
ela cabe, por exemplo, aprovar o plano de
recuperação apresentado pela devedora.
[Coelho, 2009]
Direito Empresarial IV
Unidade 2 – Recuperação Judicial
Assembleia de Credores
Art. 35. A assembleia-geral de credores terá por atribuições deliberar
sobre:
I – na recuperação judicial:
a) aprovação, rejeição ou modificação do plano de recuperação judicial
apresentado pelo devedor;
b) a constituição do Comitê de Credores, a escolha de seus membros e
sua substituição;
c) (VETADO)
d) o pedido de desistência do devedor, nos termos do § 4o do art. 52
desta Lei;
e) o nome do gestor judicial, quando do afastamento do devedor;
f) qualquer outra matéria que possa afetar os interesses dos credores;
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial - Assembleia de Credores
Assembleia de credores
Na Assembleia de Credores, há cinco
instâncias de deliberação: o plenário e quatro
instâncias classistas. Dependendo da matéria
em discussão, a votação cabe a uma ou mais
dessas instâncias.
[Coelho, 2009]
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial - Assembleia de Credores
Art. 41. A assembleia-geral será composta pelas seguintes classes de
credores:
I – titulares de créditos derivados da legislação do trabalho ou 
decorrentes de acidentes de trabalho
II – titulares de créditos com garantia real
III – titulares de créditos quirografários, com privilégio especial, com 
privilégio geral ou subordinados
IV - titulares de créditos enquadrados como micro empresa ou 
empresa de pequeno porte
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial - Assembleia de Credores
20/02/2018
29
Art. 36. A assembleia-geral de credores será convocada pelo juiz por edital
publicado no órgão oficial e em jornais de grande circulação nas localidades
da sede e filiais, com antecedência mínima de 15 (quinze) dias, o qual
conterá:
I – local, data e hora da assembleia em 1a (primeira) e em 2a (segunda)
convocação, não podendo esta ser realizada menos de 5 (cinco) dias depois
da 1a (primeira);
II – a ordem do dia;
III – local onde os credores poderão, se for o caso, obter cópia do plano de
recuperação judicial a ser submetido à deliberação da assembleia.
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial - Assembleia de Credores
Seção IV
Da Assembleia-Geral de Credores
Art. 37. A assembleia será presidida pelo administrador judicial, (...)
(...)
§ 2o A assembleia instalar-se-á, em 1a (primeira) convocação, com a
presença de credores titulares de mais da metade dos créditos de
cada classe, computados pelo valor, e, em 2a (segunda)
convocação, com qualquer número.
(...)
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial - Assembleia de Credores
Seção IV
Da Assembleia-Geral de Credores
Art. 42. Considerar-se-á aprovada a proposta que obtiver votos
favoráveis de credores que representem mais da metade do valor
total dos créditos presentes à assembleia-geral, exceto nas
deliberações sobre o plano de recuperação judicial nos termos da
alínea a do inciso I do caput do art. 35 desta Lei, a composição do
Comitê de Credores ou forma alternativa de realização do ativo nos
termos do art. 145 desta Lei.
*
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial - Assembleia de Credores
O plano de recuperação é aprovado pela
Assembleia de Credores quanto atingido o quórum
deliberativo qualificado.
Quando não atingido esse quórum deliberativo
qualificado, mas algo próximo a ele, o plano pode
ser adotado.
No primeiro caso, o plano aprovado pelos
credores é simplesmente homologado pelo juiz.
No segundo, pode ser aprovado pelo juiz, ou não.
[Coelho, 2009/1]
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial - Assembleia de Credores
Art. 45. Nas deliberações sobre o plano de recuperação judicial, todas as
classes de credores referidas no art. 41 destaLei deverão aprovar a
proposta.
§ 1o Em cada uma das classes referidas nos incisos II e III do art. 41 desta
Lei, a proposta deverá ser aprovada por credores que representem mais
da metade do valor total dos créditos presentes à assembleia e,
cumulativamente, pela maioria simples dos credores presentes.
§ 2o Na classe prevista nos incisos I e IV do art. 41 desta Lei, a proposta
deverá ser aprovada pela maioria simples dos credores presentes,
independentemente do valor de seu crédito.
§ 3o O credor não terá direito a voto e não será considerado para fins de
verificação de quorum de deliberação se o plano de recuperação judicial
não alterar o valor ou as condições originais de pagamento de seu crédito.
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial - Assembleia de Credores
Direito Empresarial IV
Unidade 2 – Recuperação Judicial
Plano de Recuperação – aprovação ou rejeição
Art. 58. Cumpridas as exigências desta Lei, o juiz concederá a recuperação judicial
do devedor cujo plano não tenha sofrido objeção de credor nos termos do art.
55 desta Lei ou tenha sido aprovado pela assembleia-geral de credores na forma
do art. 45 desta Lei.
§ 1o O juiz poderá conceder a recuperação judicial com base em plano que não
obteve aprovação na forma do art. 45 desta Lei, desde que, na mesma
assembleia, tenha obtido, de forma cumulativa:
I – o voto favorável de credores que representem mais da metade do valor de todos
os créditos presentes à assembleia, independentemente de classes;
II – a aprovação de 2 (duas) das classes de credores nos termos do art. 45 desta
Lei ou, caso haja somente 2 (duas) classes com credores votantes, a aprovação
de pelo menos 1 (uma) delas;
III – na classe que o houver rejeitado, o voto favorável de mais de 1/3 (um terço)
dos credores, computados na forma dos §§ 1o e 2o do art. 45 desta Lei.
§ 2o A recuperação judicial somente poderá ser concedida com base no § 1o deste
artigo se o plano não implicar tratamento diferenciado entre os credores da
classe que o houver rejeitado.
20/02/2018
30
Art. 58. Cumpridas as exigências desta Lei, o juiz concederá a recuperação judicial do devedor
cujo plano não tenha sofrido objeção de credor nos termos do art. 55 desta Lei ou tenha
sido aprovado pela assembleia-geral de credores na forma do art. 45 desta Lei.
§ 1o O juiz poderá conceder a recuperação judicial com base em plano que não obteve
aprovação na forma do art. 45 desta Lei, desde que, na mesma assembleia, tenha obtido,
de forma cumulativa:
I – o voto favorável de credores que representem mais da metade do valor de todos os
créditos presentes à assembleia, independentemente de classes;
II – a aprovação de 2 (duas) das classes de credores nos termos do art. 45 desta Lei ou, caso
haja somente 2 (duas) classes com credores votantes, a aprovação de pelo menos 1 (uma)
delas;
III – na classe que o houver rejeitado, o voto favorável de mais de 1/3 (um terço) dos
credores, computados na forma dos §§ 1o e 2o do art. 45 desta Lei.
§ 2o A recuperação judicial somente poderá ser concedida com base no § 1o deste artigo se o
plano não implicar tratamento diferenciado entre os credores da classe que o houver
rejeitado.
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial - Assembleia de Credores
LEI Nº 5.172, DE 25 DE OUTUBRO DE 1966
Dispõe sobre o Sistema Tributário Nacional e institui normas gerais de 
direito tributário aplicáveis à União, Estados e Municípios.
Art. 191-A. A concessão de recuperação judicial depende da
apresentação da prova de quitação de todos os tributos,
observado o disposto nos arts. 151, 205 e 206 desta Lei.
(Incluído pela Lcp nº 118, de 2005)
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial - Assembleia de Credores
Fase postulatória
Inicia com a petição inicial e termina com o despacho mandando
processar o pedido
Fase deliberativa
Inicia com o despacho mandando processar o pedido e termina com a
decisão concessiva do benefício
Fase de execução
Inicia com a decisão concessiva do benefício e termina com a
sentença de encerramento do processo
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial – Fase de execução
Direito Empresarial IV
Unidade 2 – Recuperação Judicial
Plano de Recuperação – execução do plano
Art. 61. Proferida a decisão prevista no art. 58 desta Lei, o devedor
permanecerá em recuperação judicial até que se cumpram todas as
obrigações previstas no plano que se vencerem até 2 (dois) anos
depois da concessão da recuperação judicial.
§ 1o Durante o período estabelecido no caput deste artigo, o
descumprimento de qualquer obrigação prevista no plano
acarretará a convolação da recuperação em falência, nos termos do
art. 73 desta Lei.
§ 2o Decretada a falência, os credores terão reconstituídos seus
direitos e garantias nas condições originalmente contratadas,
deduzidos os valores eventualmente pagos e ressalvados os atos
validamente praticados no âmbito da recuperação judicial.
Art. 61. Proferida a decisão prevista no art. 58 desta Lei, o devedor
permanecerá em recuperação judicial até que se cumpram todas as
obrigações previstas no plano que se vencerem até 2 (dois) anos
depois da concessão da recuperação judicial.
§ 1o Durante o período estabelecido no caput deste artigo, o
descumprimento de qualquer obrigação prevista no plano
acarretará a convolação da recuperação em falência, nos termos do
art. 73 desta Lei.
§ 2o Decretada a falência, os credores terão reconstituídos seus
direitos e garantias nas condições originalmente contratadas,
deduzidos os valores eventualmente pagos e ressalvados os atos
validamente praticados no âmbito da recuperação judicial.
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial – Fase de execução
A concessão da recuperação judicial obriga
todos os credores anteriores ao pedido (exceto
os que não se sujeitam aos efeitos da medida,
como, por exemplo, o fiduciário), mesmo aquele
que não tenha votado pela sua aprovação na
Assembleia.
[Coelho, 2009/1]
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial – Fase de execução
20/02/2018
31
Credores que não se sujeitam à Recuperação:
1. Bancos que anteciparam ao exportador recursos
monetários com base em um contrato de câmbio;
2. Proprietários fiduciários, arrendadores mercantis e
proprietários vendedores, promitentes vendedores ou
vendedores com reserva de domínio, quando do
contrato consta cláusula de irrevogabilidade ou
irretratabilidade.
[Coelho, 2009/1]
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial – Fase de execução
A sociedade empresária
em recuperação judicial não tem
suprimida sua personalidade
jurídica.
[Coelho, 2009/1]
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial – Fase de execução
Uma única restrição sofrerá sua
personalidade: os atos de alienação ou
oneração de bens ou direitos do ativo
permanente só podem ser praticados se úteis à
recuperação judicial.
(...) mediante prévia autorização do juiz,
ouvido o Comitê.
[Coelho, 2009/1]
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial – Fase de execução
Durante a fase de execução da recuperação
judicial, a devedora deve apresentar-se em todos os
seus atos com a denominação acrescida da expressão
“em recuperação judicial”. Em princípio, ela continuará
sob a direção de seus administradores anteriores.
Apenas se o plano previa a reestruturação da
administração ou se estes incorreram em conduta
indevida, o juiz determinará sua substituição.
Ver art. 64 [Coelho, 2009/1]
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial – Fase de execução
Art. 63. Cumpridas as obrigações vencidas no prazo previsto no caput do art.
61 desta Lei, o juiz decretará porsentença o encerramento da recuperação
judicial e determinará:
I – o pagamento do saldo de honorários ao administrador judicial, somente
podendo efetuar a quitação dessas obrigações mediante prestação de
contas, no prazo de 30 (trinta) dias, e aprovação do relatório previsto no
inciso III do caput deste artigo;
II – a apuração do saldo das custas judiciais a serem recolhidas;
III – a apresentação de relatório circunstanciado do administrador judicial, no
prazo máximo de 15 (quinze) dias, versando sobre a execução do plano de
recuperação pelo devedor;
IV – a dissolução do Comitê de Credores e a exoneração do administrador
judicial;
V – a comunicação ao Registro Público de Empresas para as providências
cabíveis.
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial – Fase de execução
20/02/2018
32
Art. 61. Proferida a decisão prevista no art. 58 desta Lei, o devedor
permanecerá em recuperação judicial até que se cumpram todas as
obrigações previstas no plano que se vencerem até 2 (dois) anos depois
da concessão da recuperação judicial.
§ 1o Durante o período estabelecido no caput deste artigo, o
descumprimento de qualquer obrigação prevista no plano acarretará a
convolação da recuperação em falência, nos termos do art. 73 desta Lei.
§ 2o Decretada a falência, os credores terão reconstituídos seus direitos e
garantias nas condições originalmente contratadas, deduzidos os valores
eventualmente pagos e ressalvados os atos validamente praticados no
âmbito da recuperação judicial.
[Ver aulas 07 e 09]
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Recuperação Judicial – Fase de execução
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Caso concreto
Cimbres Produtora e Exportadora de Frutas Ltda. aprovou em assembleia de sócios específica, por
unanimidade, a propositura de medida judicial para evitar a decretação de sua falência, diante do
gravíssimo quadro de crise de sua empresa. O sócio controlador João Alfredo, titular de 80% do capital
social, instruiu o administrador Afrânio Abreu e Lima a contratar os serviços profissionais de um
advogado.
A sociedade, constituída regularmente em 1976, tem sede em Petrolina/PE e uma única filial em Pilão
Arcado/BA, local de atividade inexpressiva em comparação com a empresa desenvolvida no lugar da
sede.
O objeto social é o cultivo de frutas tropicais em áreas irrigadas, o comércio atacadista de frutas para
distribuição no mercado interno e a exportação para a Europa de dois terços da produção. Embora a
sociedade passe atualmente por crise de liquidez, com vários títulos protestados no cartório de Petrolina,
nunca teve necessidade de impetrar medida preventiva à falência. O sócio João Alfredo e os
administradores nunca sofreram condenação criminal.
Na reunião profissional com o advogado para coleta de informações necessárias à propositura da ação,
Afrânio informou que a crise econômica mundial atingiu duramente os países europeus da Zona do Euro,
seu principal e quase exclusivo mercado consumidor. As quedas sucessivas no volume de exportação,
expressiva volatilidade do câmbio nos últimos meses, dificuldades de importação de matérias-primas,
limitação de crédito e, principalmente, a necessidade de dispensa de empregados e encargos trabalhistas
levaram a uma forte retração nas vendas, refletindo gravemente sobre liquidez e receita.
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 06
Caso concreto
Assim, a sociedade se viu, com o passar dos meses da crise mundial, em delicada posição, não lhe
restando outra opção, senão a de requerer, judicialmente, uma medida para viabilizar a superação
desse estado de crise, vez que vislumbra maneiras de preservar a empresa e sua função social
com a conquista de novos mercados no país e na América do Norte.
A sociedade empresária, nos últimos três anos, como demonstra o relatório de fluxo de caixa e os
balancetes trimestrais, foi obrigada a uma completa reestruturação na sua produção, adquirindo
equipamentos mais modernos e insumos para o combate de pragas que também atingiram as
lavouras. Referidos investimentos não tiveram o retorno esperado, em razão da alta dos juros dos
novos empréstimos, o que assolou a economia pátria, refletindo no custo de captação.
Para satisfazer suas obrigações com salários, tributos e fornecedores, não restaram outras
alternativas senão novos empréstimos em instituições financeiras, que lhe cobraram taxas de juros
altíssimas, devido ao maior risco de inadimplemento, gerando uma falta de capital de giro em
alguns meses. Dentro desse quadro, a sociedade não dispõe, no momento, de recursos financeiros
suficientes para pagar seus fornecedores em dia. O soerguimento é lento e, por isso, é
indispensável a adoção de soluções alternativas e prazos diferenciados e mais longos, como única
forma de evitar-se uma indesejável falência.
Analise a questão de acordo com a legislação falimentar vigente.
20/02/2018
33
3.4 Do Plano de Recuperação Judicial para Microempresas
e Empresas de Pequeno Porte.
3.5 Da Convolação da Recuperação Judicial em Falência.
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 07
Recuperação Judicial – Plano especial e Convolação
Direito Empresarial IV
Unidade 2 – Plano de aula 06
Recuperação judicial – ME EPP – Conceito
Estatuto da micro e pequena empresa
Lei complementar 123 14/dez/2006
Estatuto 
da micro e 
pequena 
empresa
LC 123/06
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 07
Recuperação judicial – ME EPP – Enquadramento
Da Redação | 27/10/2016, 18h23
ATUALIZADO EM 31/10/2016, 17h18
Foi sancionada nesta quinta-feira (27/10/2016) a Lei Complementar nº 
155 de 2016 que amplia o prazo de parcelamento das dívidas tributárias 
de pequenas e microempresas, estabelecendo novos limites para o 
enquadramento no Simples Nacional.
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 07
Recuperação judicial – ME EPP – Enquadramento
http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2016/10/27/
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 07
Recuperação judicial – ME EPP – Conceito
Em razão da pequena dimensão do
passivo e da pouca complexidade da
recuperação de microempresas ou
empresas de pequeno porte em crise, a
lei adota um procedimento simplificado e
restringe os meios de reorganização ao
parcelamento do passivo cível e
trabalhista*
[Coelho, 2010]
Art. 71 – O plano especial de recuperação...
Petição inicial:
• razões da crise;
• Proposta de renegociação do passivo,
dentro das balizas da lei.
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 07
Recuperação judicial – ME EPP – Procedimento
20/02/2018
34
Balizas da lei:
• todos os créditos, excluídos aqueles decorrentes de
repasse de recursos públicos *;
• parcelamento em até 36 parcelas mensais, iguais e
sucessivas, acrescidas de juros equivalentes à SELIC *;
• pode conter proposta de abatimento do valor das dívidas
*;
• pagamento da primeira parcela no prazo máximo de 180
dias da distribuição da petição inicial.
* LC 147/14
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 07
Recuperação judicial – ME EPP – Procedimento
Juiz decide de pronto:
• homologando a proposta;
• decretando a falência (art. 72, único);
• determinando a retificação do plano.
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 07
Recuperação judicial – ME EPP – Procedimento
Os credores podem apresentar objeções
que versem sobre a adequação da
proposta à lei...
O juiz ouve as partes e decide pela
homologação ou aditamento da proposta.
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 07
Recuperação judicial – ME EPP – Procedimento
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 07
Caso concreto
(Exame de Ordem Unificado - FGV)
Usina de Asfalto Graccho Cardoso Ltda., EPP, requereu sua recuperação
judicial e indicou, na petição inicial, que se utilizará do plano especial derecuperação judicial para Microempresas e Empresas de Pequeno Porte.
No prazo legal, foi apresentado o referido plano, que previu, além do
parcelamento dos débitos em 30 (trinta) meses, com parcelas iguais e
sucessivas, o abatimento de 15% (quinze por cento) no valor das
dívidas e o trespasse do estabelecimento da sociedade situado na
cidade de Ilha das Flores.
Aberto prazo para objeções, um credor quirografário, titular de 23%
(vinte e três por cento) dos créditos dessa classe, manifestou-se contra
a aprovação do plano por discordar do abatimento proposto, aduzindo
ser vedado o trespasse como meio de recuperação.
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 07
Caso concreto
Com base na hipótese apresentada, responda aos itens a
seguir.
A) Diante da objeção do credor quirografário, a proposta de
abatimento apresentada pela sociedade deverá ser
apreciada pela assembleia geral de credores? Procede tal
objeção?
B) Em relação ao segundo argumento apontado pelo credor
quirografário, é lícito à sociedade escolher o trespasse
como meio de recuperação se esta medida for importante
para o soerguimento de sua empresa?
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 07
Convolação na Recuperação Judicial
A convolação da Recuperação Judicial em
falência pode ocorrer, entre outras hipóteses, por
deliberação da maioria dos credores convencida da
total inviabilidade da empresa em crise, por falta de
plano de recuperação, por rejeição do plano pela
Assembleia dos Credores ou ainda, pelo
descumprimento*, pela devedora beneficiada, das
condições estabelecidas para seu reerguimento.
[Coelho, 2010]
* Inclusão da professora
20/02/2018
35
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 07
Convolação na Recuperação Judicial
A convolação da Recuperação Judicial em
falência pode ocorrer, entre outras hipóteses, por
deliberação da maioria dos credores convencida da
total inviabilidade da empresa em crise, por falta de
plano de recuperação, por rejeição do plano pela
Assembleia dos Credores ou ainda, pelo
descumprimento*, pela devedora beneficiada, das
condições estabelecidas para seu reerguimento.
[Coelho, 2010]
* Inclusão da professora
Hipóteses:
1.Deliberação dos credores
2.Não apresentação do plano pelo devedor
no prazo
3.Rejeição do plano pela Assembleia de
Credores
4.Descumprimento do plano de
recuperação
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 07
Convolação na Recuperação Judicial
Procedimento
Em qualquer das hipóteses previstas no
artigo 73, o juiz decretará a falência.
Em tal caso, dá-se imediato prosseguimento
ao feito nos próprios autos, normalmente
fazendo correção na autuação, ou seja, na capa
dos autos, para que conste que se trata então
de falência.
[Bezerra Filho, 2011] 
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 07
Convolação na Recuperação Judicial
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 07
Questão objetiva
Analise as assertivas seguintes sobre a recuperação judicial de empresas.
I. Na alienação de bem objeto de garantia real, a supressão da garantia ou
sua substituição serão admitidas por decisão do Comitê de Credores, mesmo
sem a concordância do credor titular da respectiva garantia.
II. A sociedade anônima de capital aberto poderá apresentar como parte do
plano de recuperação a emissão de debêntures.
III. Se na recuperação judicial for decretada a falência do devedor, os
credores terão reconstituídos seus direitos e garantias nas condições
originalmente contratadas, deduzidos os valores eventualmente pagos e
ressalvados os atos validamente praticados no âmbito da recuperação
judicial.
Direito Empresarial IV
Unidade 3 – Plano de aula 07
Questão objetiva
É correto afirmar que:
a)apenas uma das assertivas está correta.
b)apenas duas assertivas estão corretas.
c)todas as assertivas estão corretas.
d)todas as assertivas estão incorretas.
20/02/2018
36
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
4.Falência.
4.1 Conceito. Princípios.
4.2 Objetivos e Pressupostos.
4.3 Legitimidade.
4.8 Ações incidentais: pedidos de restituição.
4.10.3 Preferência dos Créditos Concursais.
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Falência – conceito
A falência é (...) o processo judicial de
execução concursal do patrimônio do
devedor empresário, que, normalmente,
é uma pessoa jurídica revestida da forma
de sociedade limitada ou anônima.
[Coelho, 2009]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Falência – princípios
CAPÍTULO V
DA FALÊNCIA
Seção I
Disposições Gerais
Art. 75. A falência, ao promover o afastamento do devedor de suas
atividades, visa a preservar e otimizar a utilização produtiva
dos bens, ativos e recursos produtivos, inclusive os
intangíveis, da empresa.
Parágrafo único. O processo de falência atenderá aos princípios
da celeridade e da economia processual.
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Falência – objetivos
Se alguém não possui bens suficientes para pagar
todas as suas dívidas, o mais justo é a instauração
de uma execução única, envolvendo todos os
credores e abrangendo a totalidade dos bens do
patrimônio do devedor. A série de execuções
singulares não permite o tratamento paritário dos
credores, com o atendimento preferencial aos mais
necessitados e ao interesse público. Esses
objetivos só se alcançam numa execução
concursal.
[Coelho, 2009]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Falência – objetivos
Tratamento paritário dos credores
O atendimento preferencial:
aos mais necessitados e
ao interesse público
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Falência – pressupostos
Pressupostos da falência
Devedor sociedade empresária
Insolvência
Sentença declaratória da falência
[Coelho, 2010]
20/02/2018
37
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Falência – legitimidade
Se o devedor desprovido de recursos para
pagar as dívidas é empresário, a execução
concursal será a falência (Lei 11.101/2005). Se,
porém, o devedor explora sua atividade
econômica sem empresarialidade ou não
exerce nenhuma atividade econômica, a
execução concursal será a insolvência civil
(CPC, art. 748 e ss.)
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Falência – legitimidade
Devedor é empresário – falência
Devedor não empresário – insolvência civil
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Falência – legitimidade
Ao devedor empresário a lei concede
o amparo da recuperação judicial ou
extrajudicial, que o preserva da execução
concursal. Pelo instituto da recuperação
de empresas, reparte-se entre
determinados credores empresários o
risco de insucesso inerente às atividades
econômicas.
[Coelho, 2010]
≠
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Falência – legitimidade
Outro benefício do devedor
empresário consiste na extinção das
obrigações, desde que satisfeita uma
parte das dívidas; o devedor não
empresário não se exime de pagar a
totalidade do devido para ver extintas
suas obrigações no curso do processo de
insolvência civil.
[Coelho, 2010]
≠
A diferença entre os empresários e os
demais exercentes de atividade
econômica não reside no tipo de
atividade explorada mas no modo como a
exploram. Muitas atividades de produção
ou circulação de bens ou serviços podem
ser exploradas empresarialmente ou não.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Falência – legitimidade
Exemplo:
Tanto o peixeiro instalado em sua pequena banca na praia,
onde trabalha com seus familiares, como a rede
multinacional de supermercados comercializam pescados.
Aquele, porém, o faz sem empresarialidade, isto é, sem
organizar a atividade por meio de investimento de
considerável capital, contratação de expressiva mão de obra
e emprego de tecnologiasofisticada; ele não é empresário.
Já o supermercado explora o mesmo comércio por uma
organização necessariamente empresarial.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Falência – legitimidade
20/02/2018
38
LEI 11.101 DE 9 de fevereiro de 2005
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1o Esta Lei disciplina a recuperação judicial, a
recuperação extrajudicial e a falência do empresário
e da sociedade empresária, doravante referidos
simplesmente como devedor.
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Falência – legitimidade
Empresário individual
de responsabilidade ilimitada (CC art. 966)
de responsabilidade limitada (Eireli – CC art. 980-A Lei 12.411/11)
Sociedades em nome coletivo (CC art. 1.039)
Sociedades em comandita simples (CC art. 1.045)
Sociedades Limitadas (CC art. 1.052)
Sociedades Anônimas (CC art. 1.088 e Lei 6.404/76)
Sociedades em comandita por ações (CC art. 1.090)
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Falência – legitimidade
LEI 11.101 DE 9 de fevereiro de 2005
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 2o Esta Lei não se aplica a:
I – empresa pública e sociedade de economia mista;
II – instituição financeira pública ou privada, cooperativa de crédito,
consórcio, entidade de previdência complementar, sociedade operadora
de plano de assistência à saúde, sociedade seguradora, sociedade de
capitalização e outras entidades legalmente equiparadas às anteriores.
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Falência – legitimidade
A lei exclui do direito falimentar alguns
empresários. A exclusão é total ou absoluta, se a
sociedade empresária nunca puder falir (empresas
públicas, sociedades de economia mista e câmara
de compensação) e é parcial ou relativa, se não
puder falir apenas em determinadas hipóteses
(seguradoras, operadoras de planos privados de
assistência à saúde e instituições financeiras)
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Falência – legitimidade
instituição financeira pública ou privada (Lei 6.024/74)
cooperativa de crédito (Lei 5.764/71)
consórcio (Lei 6.024/74)
entidade de previdência complementar (LC 109/2001)
sociedade operadora de plano de assistência à saúde (Lei 9.656/98)
sociedade seguradora (Decreto lei 73/66)
sociedade de capitalização (Deceto lei 261/67)
outras entidades legalmente equiparadas
Tratamento em legislação especial – segurança
[Bezerra Filho, 2011]
[Ver Coelho, 2010, p. 248 e ss.]]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Falência – legitimidade
LEI 11.101 DE 9 de fevereiro de 2005
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 3o É competente para homologar o plano de
recuperação extrajudicial, deferir a recuperação
judicial ou decretar a falência o juízo do local do
principal estabelecimento do devedor ou da filial de
empresa que tenha sede fora do Brasil.
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Falência – legitimidade
20/02/2018
39
Art. 76. O juízo da falência é indivisível e competente para
conhecer todas as ações sobre bens, interesses e
negócios do falido, ressalvadas as causas trabalhistas,
fiscais e aquelas não reguladas nesta Lei em que o falido
figurar como autor ou litisconsorte ativo.
Parágrafo único. Todas as ações, inclusive as excetuadas
no caput deste artigo, terão prosseguimento com o
administrador judicial, que deverá ser intimado para
representar a massa falida, sob pena de nulidade do
processo.
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Falência – legitimidade
credores da massa
restituições em dinheiro
credores da falida
Sócios ou acionistas
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Pagamento do passivo
Extraconcursais
Concursais
São duas as espécies de créditos
extraconcursais:
os relacionados à administração da
falência
as restituições em dinheiro
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Créditos extraconcursais
As despesas com a administração da
falência, inclusive a remuneração do
administrador judicial, são créditos
extraconcursais no sentido de que
devem ser satisfeitos antes do
pagamento dos credores da sociedade
falida.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Credores da massa
A ordem de classificação dos credores da falida
distingue essa espécie em oito classes:
1. Empregados e equiparados
2. Credores com garantia real
3. Fisco
4. Credores com privilégio especial
5. Credores com privilégio geral
6. Quirografários
7. Titulares de crédito derivados de multas contratuais e
penas pecuniárias
8. Credores subordinados
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Preferência dos créditos concursais
Art. 83
A ordem de classificação dos credores da falida
distingue essa espécie em oito classes:
1. Empregados e equiparados
2. Credores com garantia real
3. Fisco
4. Credores com privilégio especial
5. Credores com privilégio geral
6. Quirografários
7. Titulares de crédito derivados de multas contratuais e
penas pecuniárias
8. Credores subordinados
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Preferência dos créditos concursais
20/02/2018
40
1. Empregados e equiparados
Entre os credores da falida, o primeiro pagamento deve
beneficiar, em rateio, os titulares de direito à indenização
por acidente de trabalho causado por culpa ou dolo do
empregador (esse crédito não se confunde com o
benefício, devido pelo INSS, em razão do mesmo
acidente), de créditos trabalhistas e os equiparados
(representante comercial autônomo e a Caixa Econômica
Federal pelo crédito do FGTS)
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Preferência dos créditos concursais
1. Empregados e equiparados
A lei estabelece um limite de valor ao definir os
créditos dessa classe. O limite é 150 salários
mínimos por credor.
(...) aquele que possui crédito maior que o teto
indicado participa do concurso em duas classes:
pelo valor de 150 salários mínimos na dos
empregados e equiparados, e pelo que exceder,
na dos quirografários.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Preferência dos créditos concursais
1. Empregados e equiparados
Outra medida de amparo do pequeno assalariado
adotada pela lei é a antecipação de parte do
crédito titulado.
Art. 151. Os créditos trabalhistas de natureza estritamente
salarial vencidos nos 3 (três) meses anteriores à
decretação da falência, até o limite de 5 (cinco) salários-
mínimos por trabalhador, serão pagos tão logo haja
disponibilidade em caixa.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Preferência dos créditos concursais
2. Credores com garantia real
Os titulares de garantia real integram a categoria
dos credores não sujeitos a rateio.
Têm o seu direito creditício atendido com o
produto da venda de certos bens sobre os quais
recai a garantia real (ou o privilégio especial).
A garantia real decorre de ato de vontade das
partes.
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Preferência dos créditos concursais
2. Credores com garantia real
O Código Civil brasileiro contempla as
seguintes modalidades de garantia:
o penhor (CC, art. 1.419)
a hipoteca (CC, art. 1.419)
a anticrese (CC, art. 1.419)
a alienação fiduciária (CC, art. 1.361) 
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Preferência dos créditos concursais
2. Credores com garantia real
A parcela do crédito com garantia real
correspondente ao produto da venda do
bem onerado goza de preferência sobre o
crédito fiscal. A parcela remanescente tem
a natureza de crédito quirografário.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Preferência dos créditos concursais
20/02/2018
41
3. Fisco
Na classe doscréditos públicos, encontram-se duas
categorias: fiscais e parafiscais. A primeira
compreende todos os direitos titularizados pelo Poder
Público inscritos na dívida ativa. São créditos
tributários (impostos, taxas e contribuições) ou não
tributários (obrigações contratuais ou
extracontratuais). Na categoria dos créditos
parafiscais estão os de entidades privadas que
prestam serviços de interesse social (Sesc, Senai etc.).
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Preferência dos créditos concursais
A ordem de classificação dos credores da falida
distingue essa espécie em oito classes:
1. Empregados e equiparados
2. Credores com garantia real
3. Fisco
4. Credores com privilégio especial
5. Credores com privilégio geral
6. Quirografários
7. Titulares de crédito derivados de multas contratuais e
penas pecuniárias
8. Credores subordinados
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Preferência dos créditos concursais
3. Fisco
Fiscais
Créditos públicos
Parafiscais
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Preferência dos créditos concursais
Tributários
Não tributários
Tributários
Não tributários
3. Fisco
Existem 3 subclasses dos credores públicos:
1.Créditos à União e suas autarquias (ex. impostos e
taxas federais, contribuição devida pela falida à
Seguridade Social e anuidades cobradas por órgão
profissional) e os créditos parafiscais (Sesc, Sesi, PIS
etc.)
2.Créditos aos Estados, DF, Territórios e autarquias
3.Créditos aos Municípios e suas autarquias
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Preferência dos créditos concursais
3. Fisco
O crédito fiscal goza da garantia de não participar de
concurso de credores. Assim, a execução fiscal
ajuizada antes da decretação da falência não se
suspende, nem se encontra o fisco inibido de
promovê-la mesmo após a quebra da devedora. Em
decorrência, dependendo da tramitação dos feitos,
pode ocorrer de o credor público ter o seu direito
atendido antes dos trabalhistas e equiparados.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Preferência dos créditos concursais
3. Fisco
Penas pecuniárias por infração
administrativa ou desrespeito à lei penal
impostas por autoridade federal, estadual
ou municipal, inclusive as multas tributárias
são classificadas como crédito
subquirografário.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Preferência dos créditos concursais
20/02/2018
42
A ordem de classificação dos credores da falida
distingue essa espécie em oito classes:
1. Empregados e equiparados
2. Credores com garantia real
3. Fisco
4. Credores com privilégio especial
5. Credores com privilégio geral
6. Quirografários
7. Titulares de crédito derivados de multas contratuais e
penas pecuniárias
8. Credores subordinados
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Preferência dos créditos concursais
4. Credores com privilégio especial
Os credores com privilégio especial integram a
categoria dos credores não sujeitos a rateio.
Têm o seu direito creditício atendido com o
produto da venda de certos bens sobre os quais
recai o privilégio especial.
O privilégio especial decorre da lei.
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Preferência dos créditos concursais
4. Credores com privilégio especial
Na classe dos credores com privilégio
especial, o crédito será satisfeito
preferencialmente com o produto da venda
de determinados bens da sociedade falida.
O saldo eventualmente não coberto por
esse produto é reclassificado como
quirografário.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Preferência dos créditos concursais
4. Credores com privilégio especial
São exemplos de credores dessa classe:
Credor por benfeitorias necessárias ou úteis sobre a coisa beneficiada (CC, art.
964, III)
O autor da obra, pelos direitos do contrato de edição, sobre os exemplares desta,
na falência da sociedade editora (CC, art. 964, VII)
Os credores titulares de direito de retenção sobre a coisa retida, como, por
exemplo, os armazéns gerais
Os subscritores ou candidatos à aquisição de unidade condominial sobre as
quantias pagas ao incorporador falido
aqueles em favor dos microempreendedores individuais e das microempresas e
empresas de pequeno porte * LC 147/2014
entre outros
[Coelho, 2010, p. 371]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Preferência dos créditos concursais
Credores sujeitos a rateio
Desdobram-se em duas classes:
a)Credores com privilégio geral
b) Credores quirografários
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Preferência dos créditos concursais
Credores sujeitos a rateio
Após o atendimento à classe dos credores
não sujeitos a rateio, o administrador
judicial procede à repartição, na ordem de
preferência das classes dos credores
sujeitos a rateio, do dinheiro disponível na
massa falida, proporcional ao valor do
crédito de cada credor admitido.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Preferência dos créditos concursais
20/02/2018
43
A ordem de classificação dos credores da falida
distingue essa espécie em oito classes:
1. Empregados e equiparados
2. Credores com garantia real
3. Fisco
4. Credores com privilégio especial
5. Credores com privilégio geral
6. Quirografários
7. Titulares de crédito derivados de multas contratuais e
penas pecuniárias
8. Credores subordinados
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Preferência dos créditos concursais
5. Credores com privilégio geral
Debenturistas com debêntures flutuantes
Advogado (na falência de sociedade cliente ou
sucumbente)
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Preferência dos créditos concursais
A ordem de classificação dos credores da falida
distingue essa espécie em oito classes:
1. Empregados e equiparados
2. Credores com garantia real
3. Fisco
4. Credores com privilégio especial
5. Credores com privilégio geral
6. Quirografários
7. Titulares de crédito derivados de multas contratuais e
penas pecuniárias
8. Credores subordinados
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Preferência dos créditos concursais
6. Quirografários
São exemplos:
Credores por títulos de crédito
Debenturistas sem garantia
Credores por obrigação extracontratual, como
indenização por ato ilícito
Reclassificações de créditos não sujeitos a rateio
Créditos públicos não inscritos na dívida ativa
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Preferência dos créditos concursais
A ordem de classificação dos credores da falida
distingue essa espécie em oito classes:
1. Empregados e equiparados
2. Credores com garantia real
3. Fisco
4. Credores com privilégio especial
5. Credores com privilégio geral
6. Quirografários
7. Titulares de crédito derivados de multas contratuais e
penas pecuniárias
8. Credores subordinados
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Preferência dos créditos concursais
Subquirografários
Compreende duas subclasses:
Titulares de crédito por ato ilícito
Credores subordinados
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Preferência dos créditos concursais
20/02/2018
44
7. Créditos por ato ilícito
São os titulares de crédito derivados de
multas contratuais e penas pecuniárias por
infração à lei penal ou administrativa.
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Preferência dos créditos concursais
8. Credores subordinados
Debenturistas titulares de debêntures subordinadas
Diretores ou administradores da sociedade falida
sem vínculo empregatício
Os sócios ou acionistas da sociedade falida, por
créditos de qualquer natureza
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano deaula 08
Preferência dos créditos concursais
Pedido de restituição
Devem ser restituídos os bens de posse
da falida, que não sejam de sua
propriedade, e as mercadorias entregues
às vésperas da falência, entre outros.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Ações incidentais
Pedido de restituição
Pedido de restituição
Desintegração da massa ativa
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Ações incidentais
Pedidos de restituição
1.fundado em direito real sobre bem
arrecadado, que visa à apuração da massa
falida (LF, art. 85, caput)
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Ações incidentais
Pedidos de restituição
2.fundado na entrega de mercadorias às
vésperas da falência, cujo objetivo é a
coibição da má-fé presumida dos
representantes legais da sociedade falida
(LF, art. 85, parágrafo único)
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Ações incidentais
20/02/2018
45
Pedidos de restituição
3.fundado na antecipação ao exportador
com base em contrato de câmbio, que
objetiva baratear e estimular as
exportações (Lei 4.728/65, art. 75, §3º)
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Ações incidentais
Pedidos de restituição
4.destinado a atender ao contratante de
boa-fé, nas hipóteses de resolução ou
ineficácia do contrato celebrado com a
sociedade falida (LF, art. 136)
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Ações incidentais
Pedido de restituição: procedimento
Independentemente do seu fundamento, o
pedido de restituição segue o mesmo rito.
Inicia-se com a petição inicial do titular do
direito que, junto com os documentos, é
autuada em separado. Abrem-se oportunidades
para as partes se manifestarem-se e, se for o
caso, procede-se à dilação probatória.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Ações incidentais
Pedido de restituição: procedimento
Da sentença que julgar o pedido de restituição
cabe apelação, no efeito meramente devolutivo.
O administrador tem 48 horas para entregar o
bem ao requerente.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Ações incidentais
Os pedidos de restituições devem ser atendidos
em dinheiro quando têm por objeto bem dessa
natureza (contribuição do empregado para o
INSS, adiantamento com base num contrato de
câmbio, compensação de contratante de boa fé
pelos prejuízos derivados da declaração de
ineficácia de ato da falida etc.) ou se o bem
(sic), após a arrecadação, foi roubado, furtado
ou perdido.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 08
Restituições em dinheiro
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 8
Caso concreto
Em 09/10/2011, Quilombo Comércio de Equipamentos Eletrônicos Ltda., com sede e principal estabelecimento em Abelardo
Luz, Estado de Santa Catarina, teve sua falência requerida por Indústria e Comércio de Eletrônicos Otacílio Costa Ltda., com
fundamento no Art. 94, I, da Lei n. 11.101/05. O devedor, em profunda crise econômico-financeira, sem condição de atender
aos requisitos para pleitear sua recuperação judicial, não conseguiu elidir o pedido de falência. O pedido foi julgado procedente
em 11/11/2011, sendo nomeado pelo Juiz de Direito da Vara Única da Comarca de Abelardo Luz, o Dr. José Cerqueira como
administrador judicial.
Ato contínuo à assinatura do termo de compromisso, o administrador judicial efetuou a arrecadação separada dos bens e
documentos do falido, além da avaliação dos bens. Durante a arrecadação foram encontrados no estabelecimento do devedor
200 (duzentos) computadores e igual número de monitores. Esses bens foram referidos no inventário como bens do falido,
adquiridos em 15/09/2011 de Informática e TI d´Agronômica Ltda. pelo valor de R$ 400.000,00 (quatrocentos mil reais).
Paulo Lopes, único administrador de Informática de TI d´Agronômica Ltda., procura você para orientá-lo na defesa de seus
interesses diante da falência de Quilombo Comércio de Equipamentos Eletrônicos Ltda. Pelas informações e documentos
apresentados, fica evidenciado que o devedor não efetuou nenhum pagamento pela aquisição dos 200 (duzentos)
computadores e monitores, que a venda foi a prazo e em 12 (doze) parcelas, e a mercadoria foi recebida no dia 30/09/2011
por Leoberto Leal, gerente da sociedade.
Diligente, você procura imediatamente o Dr. José Cerqueira e verifica que consta do auto de arrecadação referência aos
computadores e monitores, devidamente identificados pelas informações contidas na nota fiscal e número de série de cada
equipamento. A mercadoria foi avaliada pelo mesmo valor da venda - R$ 400.000,00 – e ainda está no acervo da massa falida.
Na qualidade de advogado(a) de Informática e TI d´Agronômica Ltda., analise a questão, ciente de que não é do interesse do
cliente o cumprimento do contrato pelo administrador judicial.
20/02/2018
46
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 8
Caso concreto
O examinando deverá demonstrar conhecimento do instituto do Pedido de Restituição na Falência,
notadamente acerca da possibilidade de seu cabimento com fundamento em direito pessoal –
restituição extraordinária (Art. 85, parágrafo único, da Lei n. 11.101/05)
A partir das informações do enunciado é possível concluir que:
a) a venda foi a crédito ou a prazo;
b) o vendedor entregou a mercadoria à sociedade empresária – devedor – no dia 30/09/2011,
portanto "nos 15 (quinze) dias anteriores ao requerimento de sua falência";
c) a mercadoria foi arrecadada conforme consta do auto de arrecadação;
d) a mercadoria ainda não foi alienada;
e) não é do interesse do cliente a manutenção do contrato pelo administrador judicial.
Por conseguinte, a peça adequada para o vendedor reaver a posse da mercadoria é a AÇÃO DE
RESTITUIÇÃO (ou PEDIDO DE RESTITUIÇÃO), com fundamento EXCLUSIVAMENTE no Art. 85,
parágrafo único, da Lei n. 11.101/05.
20/02/2018
47
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 09
4.4 Causas de Insolvência.
4.4.1 Impontualidade.
4.4.2 Execução Individual Frustrada.
4.4.3 Atos de Falência.
4.5 Defesas Pré Falimentares.
4.5.1 Depósito Elisivo.
4.5.2 Causas Impeditivas da Falência.
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 09
Falência – pressupostos
Pressupostos da falência
Devedor sociedade empresária
Insolvência
Sentença declaratória da falência
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 09
Falência – Insolvência
Para se decretar a falência da sociedade
empresária, é irrelevante a “insolvência
econômica”, caracterizada pela insuficiência do
ativo para solvência do passivo. Exige a lei a
“insolvência jurídica”, que se caracteriza, no
direito falimentar brasileiro, pela
impontualidade injustificada (LF, art. 94,I), pela
execução frustrada (art. 94, II) ou pela prática
de ato de falência (art. 94, III).
[Coelho, 2012] 
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 09
Falência – causas de insolvência
Impontualidade injustificada
Execução individual frustrada
Atos de falência
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 09
Falência – causas de insolvência
A impontualidade injustificada que
caracteriza a insolvência jurídica, para
fins de falência, deve referir-se a
obrigação líquida, isto é, documentada
em título executivo judicial ou
extrajudicial protestado. Além disso, é
necessário que o valor da dívida seja de
pelo menos 40 salários mínimos.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 09
Falência – causas de insolvência
A execução frustrada que
caracteriza a insolvência jurídica é aquela
em que o devedor executado não paga,
não deposita e não nomeia bens à
penhora (tríplice omissão).
[Coelho, 2010]
20/02/2018
48
Direito Empresarial IV
Unidade4 – Plano de aula 09
Falência – causas de insolvência
Os atos de falência tipificam
condutas que, em geral, são as de
empresários em insolvência econômica.
Não se exige, contudo, para a decretação
da falência, a demonstração do estado
patrimonial de insolvência. É suficiente a
prova de que o devedor incorreu na
conduta tipificada.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 09
Falência – causas de insolvência
São atos de falência:
Liquidação precipitada
Negócio simulado
Alienação irregular de estabelecimento
Transferência simulada do principal
estabelecimento
Garantia real
Abandono do estabelecimento empresarial
Descumprimento de obrigação assumida no plano
de recuperação judicial
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 09
Falência – defesas pré-falimentares
O pedido de falência pode ser
elidido pelo depósito da importância em
atraso. O depósito elisivo impede a
decretação da falência do requerido,
porque desfigura a impontualidade
injustificada, a frustração da execução ou
o interesse do credor na instauração do
concurso.
[Coelho, 2010]
Depósito Elisivo
Art. 98. Citado, o devedor poderá apresentar contestação no
prazo de 10 (dez) dias.
Parágrafo único. Nos pedidos baseados nos incisos I e II
do caput do art. 94 desta Lei, o devedor poderá, no
prazo da contestação, depositar o valor
correspondente ao total do crédito, acrescido de
correção monetária, juros e honorários advocatícios,
hipótese em que a falência não será decretada e, caso
julgado procedente o pedido de falência, o juiz
ordenará o levantamento do valor pelo autor.
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 09
Falência – defesas pré-falimentares
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 09
Falência – defesas pré-falimentares
Art. 95. Dentro do prazo de contestação, o
devedor poderá pleitear sua recuperação
judicial.
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 09
Falência – defesas pré-falimentares
Causas impeditivas da falência
Art. 96. A falência requerida com base no art. 94, inciso I do caput, desta Lei, não será
decretada se o requerido provar:
I – falsidade de título;
II – prescrição;
III – nulidade de obrigação ou de título;
IV – pagamento da dívida;
V – qualquer outro fato que extinga ou suspenda obrigação ou não legitime a cobrança
de título;
VI – vício em protesto ou em seu instrumento;
VII – apresentação de pedido de recuperação judicial no prazo da contestação,
observados os requisitos do art. 51 desta Lei;
VIII – cessação das atividades empresariais mais de 2 (dois) anos antes do pedido de
falência, comprovada por documento hábil do Registro Público de Empresas, o qual
não prevalecerá contra prova de exercício posterior ao ato registrado.
20/02/2018
49
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 09
Falência – defesas pré-falimentares
Causas impeditivas da falência
Art. 96. A falência requerida com base no art. 94, inciso I do caput, desta Lei, não será decretada
se o requerido provar:
I – falsidade de título;
II – prescrição;
III – nulidade de obrigação ou de título;
IV – pagamento da dívida;
V – qualquer outro fato que extinga ou suspenda obrigação ou não legitime a cobrança de título;
VI – vício em protesto ou em seu instrumento;
VII – apresentação de pedido de recuperação judicial no prazo da contestação, observados os
requisitos do art. 51 desta Lei;
VIII – cessação das atividades empresariais mais de 2 (dois) anos antes do pedido de falência,
comprovada por documento hábil do Registro Público de Empresas, o qual não prevalecerá
contra prova de exercício posterior ao ato registrado.
§ 1o Não será decretada a falência de sociedade anônima após liquidado e partilhado seu ativo nem
do espólio após 1 (um) ano da morte do devedor.
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 09
Caso concreto
João Santana, administrador de Supermercados Porto Grande Ltda., o procura para que
providencie a cobrança imediata de vários débitos assumidos pela sociedade Ferreira Gomes
& Cia Ltda. Tal sociedade está em grave crise econômico-financeira desde 2012, com vários
títulos protestados, negativação em cadastros de proteção ao crédito e execuções individuais
ajuizadas por credores.
O cliente apresenta a você os seguintes documentos:
a)uma nota promissória subscrita por Ferreira Gomes & Cia Ltda. no valor de R$ 4.500,00
(quatro mil e quinhentos reais), vencida em 30/9/2013, apresentada a protesto em
17/03/2014, com medida judicial de sustação de protesto deferida e em vigor;
b)boleto de cobrança bancária no valor de R$ 12.900,00 (doze mil e novecentos reais)
referente ao fornecimento de alimentos no período de janeiro a março de 2014, vencido, com
repactuação de dívida com parcelamento em seis meses, a contar de outubro de 2014.
c)23 (vinte e três) duplicatas de compra e venda, acompanhadas das respectivas faturas,
vencidas entre os meses de janeiro de 2013 a fevereiro de 2014, no valor total de R$
31.000,00 (trinta e um mil reais), todas aceitas pelo sacado Ferreira Gomes & Cia Ltda. e
submetidas ao protesto falimentar em 26/3/2014.
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 09
Caso concreto
Sabendo que:
i)a devedora tem um único estabelecimento, denominado "Restaurante e Lanchonete
Tartarugal", situado em Macapá/AP;
ii)o Decreto sobre a Organização e Divisão Judiciárias do Estado do Amapá determina ser a
Comarca de Macapá composta de 06 (seis) Varas Cíveis, competindo aos respectivos Juízes
processar e julgar os feitos de natureza comercial.
Por fim, analise a situação de acordo com a normatização da Lei 11.101/2005 para a
instauração de execução coletiva dos bens do devedor em caso de procedência do pedido.
20/02/2018
50
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 10
4.6 Sentença na Falência
4.6.1 Sentença Denegatória da Falência.
Natureza Jurídica.
Recurso.
4.6.2 Sentença de Decretação da Falência.
4.6.2.1. Natureza Jurídica. Recurso.
4.6.2.2. Elementos Constitutivos da Sentença de Decretação
da Falência.
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 10
Falência – Sentença na falência - Denegação
A denegação da falência pode ter dois
diferentes fundamentos: a elisão do pedido pelo
depósito ou o acolhimento da contestação da
sociedade empresária devedora. No primeiro
caso sucumbe a requerida, que reconhece de
modo implícito a procedência do pedido; no
segundo, sucumbe o requerente, cujo pleito
não poderia ter sido atendido.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 10
Falência – Sentença na falência - Denegação
A denegação da falência pode ter dois
diferentes fundamentos:
a elisão do pedido pelo depósito, com a
sucumbência da devedora;
o acolhimento da contestação da sociedade
empresária devedora, com a sucumbência
do requerente.
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 10
Falência – Sentença na falência - Denegação
Não há, no pedido de falência, a
possibilidade de acolhimento parcial do
pedido (ou a falência é decretada, porque
presentes os seus pressupostos, ou
denegada, por ausentes, não existe meio-
termo), e, desse modo, não cabe
levantamento parcial do depósito em
favor do credor.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 10
Falência – Sentença na falência - Denegação
Contra a sentença que denega o
pedido de falência pode ser interposto o
recurso de apelação, no prazo e
segundo o processo previsto no Código
de Processo Civil.
[Coelho, 2010]
15 dias
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 10
Falência – Sentença na falência - Decretação
A sentença declaratória da falência não é
declaratória, mas constitutiva, porque
altera as relações entre os credores em
concurso e a sociedade devedora falida,
ao fazer incidir sobre elas as normas
específicas do direito falimentar.
[Coelho, 2010]
20/02/201851
Regime geral do direito das 
obrigações
Regime específico falimentar
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 10
Falência – Sentença na falência - Decretação
Elementos Constitutivos da Sentença de 
Decretação da Falência
Têm a função de dar maior segurança ao
prosseguimento do feito e delimitar, de forma
mais precisa, as responsabilidades futuras.
[Bezerra Filho, 2011]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 10
Falência – Sentença na falência - Decretação
LEI 11.101 DE 9 de fevereiro de 2005
CAPÍTULO V
DA FALÊNCIA
Seção IV
Do Procedimento para a Decretação da Falência
Art. 99. A sentença que decretar a falência do devedor,
dentre outras determinações:
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 10
Falência – Sentença na falência - Decretação
I – conterá a síntese do pedido, a identificação do falido e os nomes
dos que forem a esse tempo seus administradores;
II – fixará o termo legal da falência, sem poder retrotraí-lo por mais de
90 (noventa) dias contados do pedido de falência, do pedido de
recuperação judicial ou do 1o (primeiro) protesto por falta de
pagamento, excluindo-se, para esta finalidade, os protestos que
tenham sido cancelados;
III – ordenará ao falido que apresente, no prazo máximo de 5 (cinco)
dias, relação nominal dos credores, indicando endereço, importância,
natureza e classificação dos respectivos créditos, se esta já não se
encontrar nos autos, sob pena de desobediência;
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 10
Falência – Sentença na falência - Decretação
O termo legal da falência é o lapso temporal
correspondente às vésperas da decretação da
quebra que serve de referência para a auditoria
que o administrador judicial deve realizar nos
autos praticados pelos representantes legais da
sociedade empresária falida.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 10
Falência – Sentença na falência - Decretação
(...) o termo legal da falência é
aquele período dentro do qual
determinados atos que oneram os bens
do devedor são tidos como ineficazes, por
se entender que foram praticados em
prejuízo da massa.
(ver art. 129) [Bezerra Filho, 2011]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 10
Falência – Sentença na falência - Decretação
20/02/2018
52
IV – explicitará o prazo para as habilitações de crédito, observado o
disposto no § 1o do art. 7o desta Lei;
V – ordenará a suspensão de todas as ações ou execuções contra o
falido, ressalvadas as hipóteses previstas nos §§ 1o e 2o do art. 6o
desta Lei;
VI – proibirá a prática de qualquer ato de disposição ou oneração de
bens do falido, submetendo-os preliminarmente à autorização
judicial e do Comitê, se houver, ressalvados os bens cuja venda faça
parte das atividades normais do devedor se autorizada a
continuação provisória nos termos do inciso XI do caput deste
artigo;
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 10
Falência – Sentença na falência - Decretação
1ª lista
de credores
15dias
2ª lista
de credores
45dias
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 10
Falência – Sentença na falência - Decretação
LEI 11.101 DE 9 de fevereiro de 2005
CAPÍTULO II
DISPOSIÇÕES COMUNS À RECUPERAÇÃO JUDICIAL E À FALÊNCIA
Seção I Disposições Gerais
Art. 6o A decretação da falência ou o deferimento do
processamento da recuperação judicial suspende o
curso da prescrição e de todas as ações e execuções
em face do devedor, inclusive aquelas dos credores
particulares do sócio solidário.
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 10
Falência – Sentença na falência - Decretação
§ 1o Terá prosseguimento no juízo no qual estiver se
processando a ação que demandar quantia ilíquida.
§ 2o É permitido pleitear, perante o administrador
judicial, habilitação, exclusão ou modificação de
créditos derivados da relação de trabalho, mas as
ações de natureza trabalhista, inclusive as
impugnações a que se refere o art. 8o desta Lei, serão
processadas perante a justiça especializada até a
apuração do respectivo crédito, que será inscrito no
quadro-geral de credores pelo valor determinado em
sentença.
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 10
Falência – Sentença na falência - Decretação
VII – determinará as diligências necessárias para salvaguardar os
interesses das partes envolvidas, podendo ordenar a prisão
preventiva do falido ou de seus administradores quando requerida
com fundamento em provas da prática de crime definido nesta Lei;
VIII – ordenará ao Registro Público de Empresas que proceda à
anotação da falência no registro do devedor, para que conste a
expressão "Falido", a data da decretação da falência e a inabilitação
de que trata o art. 102 desta Lei;
IX – nomeará o administrador judicial, que desempenhará suas funções
na forma do inciso III do caput do art. 22 desta Lei sem prejuízo do
disposto na alínea a do inciso II do caput do art. 35 desta Lei;
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 10
Falência – Sentença na falência - Decretação
Inciso VII:
(...) a prisão aqui prevista é de natureza
penal
Inciso VIII:
registro público = Junta Comercial
+ BOVESPA
[Bezerra Filho, 2011]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 10
Falência – Sentença na falência - Decretação
20/02/2018
53
X – determinará a expedição de ofícios aos órgãos e repartições públicas e
outras entidades para que informem a existência de bens e direitos do
falido;
XI – pronunciar-se-á a respeito da continuação provisória das atividades do
falido com o administrador judicial ou da lacração dos estabelecimentos,
observado o disposto no art. 109 desta Lei;
XII – determinará, quando entender conveniente, a convocação da assembleia-
geral de credores para a constituição de Comitê de Credores, podendo ainda
autorizar a manutenção do Comitê eventualmente em funcionamento na
recuperação judicial quando da decretação da falência;
XIII – ordenará a intimação do Ministério Público e a comunicação por carta às
Fazendas Públicas Federal e de todos os Estados e Municípios em que o
devedor tiver estabelecimento, para que tomem conhecimento da falência.
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 10
Falência – Sentença na falência - Decretação
Parágrafo único. O juiz ordenará a publicação de edital
contendo a íntegra da decisão que decreta a falência e
a relação de credores.
(...) a sentença declaratória de falência
deve ser publicada por edital. Isso quer
dizer que não apenas o dispositivo da
sentença, mas seu inteiro teor é transcrito
no Diário Oficial.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 10
Falência – Sentença na falência - Decretação
O sistema recursal do processo
falimentar é diferente do preceituado
pelo Código de Processo Civil. Em
decorrência, contra a sentença
declaratória da falência o recurso cabível
não é a apelação, mas o agravo
(necessariamente “por instrumento”)
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 10
Falência – Sentença na falência - Decretação
Prazos, tramitação e efeitos:
CPC, art. 522, 524, 525
10 dias da publicação para agravar perante o tribunal
03 dias para comunicar o juízo falimentar, para eventual
retratação
O relator, no tribunal, pode atribuir efeito suspensivo, a
pedido ou de ofício
CPC/2015: art. 1.015 e ss.
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 10
Falência – Sentença na falência - Decretação
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 10
Caso concreto
O sócio administrador da sociedade
empresária ABC Comércio de Roupas
LTDA questiona você, especialista em
Direito Falimentar se, uma vez decretada
a falência da sociedade haverá a
paralisação total de suas atividades
imediatamente.
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 10
Questão objetiva
De acordo com as normasde Direito Falimentar é
correto afirmar que o termo legal da falência é:
a)Fixado pelo juiz;
b)Pedido pelo devedor;
c) Declarado pelo credor,
d)Lavrado pelo escrivão;
e)Declarado pelo administrador judicial.
20/02/2018
54
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 11
4.6.2.3. Efeitos da Sentença de Decretação da Falência em
relação ao Falido
4.6.2.3.1 Em relação aos Bens do Falido
4.6.2.3.2 Em relação aos Credores do Falido
4.6.2.3.3 Em relação aos Contratos do Falido.
Efeitos da Sentença de Decretação da
Falência
Em relação aos Bens do Falido
Em relação aos Credores do Falido
Em relação aos Contratos do Falido
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 11
Falência – Sentença na falência - Efeitos
A falência é causa de disssolução-ato da
sociedade empresária. O processo
falimentar, no qual se realiza a liquidação
do ativo e passivo, é uma forma específica
de dissolução-procedimento. Esse o
principal efeito da falência em relação à
pessoa jurídica da sociedade falida.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 11
Falência – Sentença na falência - Efeitos
A dissolução, entendida como procedimento
de terminação da personalidade jurídica da
sociedade empresária, abrange três fases:
• dissolução = ato ou fato desencadeante
• liquidação = solução das pendências
obrigacionais da sociedade e
• partilha = repartição do acervo entre os
sócios
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 11
Falência – Sentença na falência - Efeitos
Dissolução
(sentido estrito)
(ato)
Dissolução Liquidação
(sentido amplo)
(procedimento)
Partilha
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 11
Falência – Sentença na falência - Efeitos
O procedimento de dissolução total da
sociedade empresária é desencadeado
pelas seguintes causas:
vontade dos sócios
decurso do prazo de duração da sociedade
falência
unipessoalidade
irrealizabilidade do objeto social
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 11
Falência – Sentença na falência - Efeitos
20/02/2018
55
Efeitos da Sentença de Decretação da
Falência
Em relação aos Bens do Falido
Em relação aos Credores do Falido
Em relação aos Contratos do Falido
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 11
Falência – Sentença na falência - Efeitos
Em relação aos Bens do Falido
O ato de constrição dos bens do devedor, na
execução concursal, é a arrecadação. Na falência,
arrecadam-se todos os bens de propriedade da
falida, mesmo que não se encontrem em sua posse,
e todos os bens na posse dela, ainda que não sejam
de sua propriedade. Estes últimos serão
oportunamente restituídos aos seus proprietários.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 11
Falência – Sentença na falência - Efeitos
Em relação aos Bens do Falido
A arrecadação é formalizada nos autos do
processo por um auto composto por:
termo de inventário
laudo de avaliação
elaborado e assinado pelo administrador, o
representante legal e demais testemunhas do
ato.
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 11
Falência – Sentença na falência - Efeitos
Em relação aos Bens do Falido
Na execução concursal do patrimônio da
sociedade limitada ou anônima, não existe
arrecadação de bens dos sócios, nem mesmo se o
capital social não se encontra inteiramente
integralizado; nesse caso, transitada em julgado a
condenação, proferida na ação de integralização
movida pelo administrador judicial, a constrição
judicial dos bens dos sócios será feita por penhora,
em execução de sentença.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 11
Falência – Sentença na falência - Efeitos
Efeitos da Sentença de Decretação da
Falência
Em relação aos Bens do Falido
Em relação aos Credores do Falido
Em relação aos Contratos do Falido
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 11
Falência – Sentença na falência - Efeitos
Em relação aos Credores do Falido
formação da massa falida subjetiva
suspensão das ações individuais em curso
contra a sociedade falida
suspensão da fluência dos juros
vencimento antecipado dos créditos
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 11
Falência – Sentença na falência - Efeitos
20/02/2018
56
Em relação aos Credores do Falido
A lei utiliza-se da expressão “massa falida” em
dois sentidos diferentes: subjetivo e objetivo. A
massa falida subjetiva compreende a comunhão
dos interesses dos credores de uma sociedade
empresária falida; a objetiva representa os bens
arrecadados no processo falimentar.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 11
Falência – Sentença na falência - Efeitos
Em relação aos Credores do Falido
Massa falida = sujeito de direito
despersonalizado; pode apenas praticar
atos compatíveis com as suas finalidades.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 11
Falência – Sentença na falência - Efeitos
Em relação aos Credores do Falido
Massa falida subjetiva = massa passiva ou
massa dos credores
Massa falida objetiva = massa ativa
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 11
Falência – Sentença na falência - Efeitos
Em relação aos Credores do Falido
A instauração da falência importa a
suspensão das execuções individuais em
trâmite contra a sociedade falida, exceto as
fiscais. Convém, de outro lado, que o juiz
determine o prosseguimento das
execuções com hasta já designada ou
realizada.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 11
Falência – Sentença na falência - Efeitos
Em relação aos Credores do Falido
Código Tributário Nacional
Art. 187. A cobrança judicial do crédito tributário
não é sujeita a concurso de credores ou
habilitação em falência, recuperação judicial,
concordata, inventário ou arrolamento. (Redação
dada pela Lcp nº 118, de 2005)
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 11
Falência – Sentença na falência - Efeitos
Em relação aos Credores do Falido
Equalização dos créditos:
Se hoje é decretada a falência duma sociedade, e um
dos créditos é vencido já há 2 meses, o seu credor
deve habilitá-lo pelo valor do título acrescido de juros
correspondentes a 2 meses; se outro dos créditos
venceria daqui a 2 meses, opera-se a antecipação, e
o credor deve habilitá-lo pelo valor do título reduzido
do equivalente a 2 meses de juros.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 11
Falência – Sentença na falência - Efeitos
20/02/2018
57
Em relação aos Credores do Falido
Tratamento paritário não significa dispensar a
todos os credores iguais chances de recebimento de
seu crédito na falência da sociedade devedora.
Significa distingui-los segundo a natureza do crédito.
O tratamento paritário não é igualitário, em suma.
Por essa razão, os credores são hierarquizados: uns
receberão seus créditos antes de outros, em atenção
à ordem de classificação e preferência dispostas na
lei.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 11
Falência – Sentença na falência - Efeitos
Obs.: Efeitos da Sentença de Decretação da
Falência
Em relação aos Bens do Falido
Em relação aos Credores do Falido
Em relação aos Contratos do Falido
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 11
Falência – Sentença na falência - Efeitos
Em relação aos Contratos do Falido
Os contratos bilaterais da falida que não
tenham ainda sua execução iniciada por
nenhuma das partes e os unilaterais podem ser
rescindidos pelo administrador judicial autorizado
pelo Comitê, se isso for do interesse da massa de
credores, ou seja, se o cumprimento do contrato
reduzir ou evitar o aumento do passivo ou
revelar-se necessário à manutenção do ativo.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 11
Falência – Sentençana falência - Efeitos
Em relação aos Contratos do Falido
Nos contratos interempresariais, costuma
constar do instrumento a expressa previsão de
resolução na hipótese de falência de um ou
qualquer dos contratantes. Se as partes
pactuaram cláusula de resolução por falência,
esta é válida e eficaz , não podendo os órgãos da
falência desrespeitá-la.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 11
Falência – Sentença na falência - Efeitos
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 11
Caso concreto
Marcelo da Silva, sócio administrador da
sociedade empresária Companhia de
Tecidos do Brasil S/A, já com a falência
decretada, questiona sobre a
possibilidade de viajar aos Estados
Unidos para acompanhar a cirurgia da
filha mais nova. Analise a questão à luz
da legislação falimentar vigente.
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 11
Questão objetiva
Respeitando as normas de Direito falimentar não podemos afirmar que
a decretação da falência impõe ao falido os seguintes deveres:
a) prestar as informações reclamadas pelo juiz, administrador judicial, credor
ou Ministério Público sobre circunstâncias e fatos que interessem à falência;
b) auxiliar o administrador judicial com zelo e presteza;
c) comparecer a todos os atos da falência, podendo ser representado por
procurador, quando não for indispensável sua presença;
d) apresentar, no prazo fixado pelo administrador judicial, a relação de seus
credores;
e) depositar em cartório, no ato de assinatura do termo de comparecimento,
os seus livros obrigatórios, a fim de serem entregues ao administrador
judicial, depois de encerrados por termos assinados pelo juiz.
20/02/2018
58
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 12
4.7 Arrecadação e Custódia dos Bens da Massa Falida.
4.8. Ações Incidentais:
4.8.1 Ineficácia dos Atos realizados pelo Falido.
4.8.2 Ação Revocatória.
O ato de constrição dos bens do devedor,
na execução concursal, é a arrecadação.
Na falência, arrecadam-se todos os bens
de propriedade da falida, mesmo que não
se encontrem em sua posse, e todos os
bens na posse dela, ainda que não sejam
de sua propriedade. Estes últimos serão
oportunamente restituídos aos seus
proprietários.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 12
Arrecadação e custódia dos bens
Arrecadação dos bens
Integração da massa ativa
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 12
Arrecadação e custódia dos bens
Arrecadados os bens, ficam eles sob a
guarda direta ou indireta do administrador
judicial, sempre sob sua responsabilidade.
O representante legal, se aceitar o
encargo, poderá ficar como depositário
dos bens da falida.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 12
Arrecadação e custódia dos bens
Ineficácia dos atos realizados pelo falido
A lei coíbe os atos dos representantes
legais da sociedade falida que frustram os
objetivos do processo falimentar,
imputando-lhes ineficácia em relação à
massa falida.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 12
Ações incidentais
Ineficácia dos atos realizados pelo falido
Mesmo que as partes não tenham agido
com intuito fraudulento, o ato será
objetivamente ineficaz se comprometer a
realização do ativo ou frustrar o
tratamento paritário dos credores (LF, art.
129).
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 12
Ações incidentais
20/02/2018
59
Ineficácia dos atos realizados pelo falido
Ineficácia objetiva
Independe das intenções dos 
sujeitos
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 12
Ações incidentais
Art. 129. São ineficazes em relação à massa falida, tenha ou não o contratante
conhecimento do estado de crise econômico-financeira do devedor, seja ou não intenção
deste fraudar credores:
I – o pagamento de dívidas não vencidas realizado pelo devedor dentro do termo legal, por
qualquer meio extintivo do direito de crédito, ainda que pelo desconto do próprio título;
II – o pagamento de dívidas vencidas e exigíveis realizado dentro do termo legal, por
qualquer forma que não seja a prevista pelo contrato;
III – a constituição de direito real de garantia, inclusive a retenção, dentro do termo legal,
tratando-se de dívida contraída anteriormente; se os bens dados em hipoteca forem
objeto de outras posteriores, a massa falida receberá a parte que devia caber ao credor
da hipoteca revogada;
IV – a prática de atos a título gratuito, desde 2 (dois) anos antes da decretação da falência;
V – a renúncia à herança ou a legado, até 2 (dois) anos antes da decretação da falência;
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 12
Ações incidentais
VI – a venda ou transferência de estabelecimento feita sem o consentimento
expresso ou o pagamento de todos os credores, a esse tempo existentes, não
tendo restado ao devedor bens suficientes para solver o seu passivo, salvo se,
no prazo de 30 (trinta) dias, não houver oposição dos credores, após serem
devidamente notificados, judicialmente ou pelo oficial do registro de títulos e
documentos;
VII – os registros de direitos reais e de transferência de propriedade entre vivos,
por título oneroso ou gratuito, ou a averbação relativa a imóveis realizados
após a decretação da falência, salvo se tiver havido prenotação anterior.
Parágrafo único. A ineficácia poderá ser declarada de ofício pelo juiz, alegada em
defesa ou pleiteada mediante ação própria ou incidentalmente no curso do
processo.
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 12
Ações incidentais
Ineficácia dos atos realizados pelo falido
Na hipótese de ineficácia objetiva, a
declaração é feita por despacho do juiz nos
autos da falência, quando deles consta a prova
do ato, por ação própria ou exceção, em
processo autônomo ou incidente ao falimentar.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 12
Ações incidentais
Ineficácia dos atos realizados pelo falido
Tendo havido fraude, a ineficácia será
subjetiva, e o ato, nesse caso, é chamado de
revogável (art. 130).
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 12
Ações incidentais
Ineficácia dos atos realizados pelo falido
Ineficácia subjetiva
Depende das intenções dos 
sujeitos
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 12
Ações incidentais
20/02/2018
60
Art. 130. São revogáveis os atos praticados com a intenção
de prejudicar credores, provando-se o conluio fraudulento
entre o devedor e o terceiro que com ele contratar e o
efetivo prejuízo sofrido pela massa falida.
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 12
Ações incidentais
Ação revocatória
A ineficácia subjetiva perante a massa
falida de atos praticados pela sociedade
empresária deve ser declarada em ação
falimentar própria, denominada
“revocatória”.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 12
Ações incidentais
Ação revocatória
de iniciativa do administrador, de qualquer credor
e do MP
processa-se pelo rito ordinário
pelo juízo da falência
decai em 3 anos
da decisão cabe apelação
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 12
Ações incidentais
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 12
Caso concreto
Amin e Carla são sócios da A&C Engenharia Ltda., pessoa jurídica que, em
26/11/2016, teve falência decretada pela Vara de Falências e Concordatas do
Distrito Federal, tendo o juízo competente fixado o termo legal da falência em
20/11/2015.
Pedro, administrador judicial da massa falida da A&C Engenharia Ltda., tomou
conhecimento que Amin, à época em que este praticava atos concernentes à
administração da sociedade, transferira, em 5/12/2015, a título gratuito, um
automóvel, de propriedade da sociedade empresária, a sua irmã, Fabiana, o
que causou prejuízos à massafalida. Em face dos referidos fatos, Pedro
decidiu promover medida judicial visando à revogação da doação praticada
por Amin, com o objetivo de preservar os interesses da sociedade e dos
credores.
Considerando a situação hipotética apresentada, na qualidade de
advogado(a) contratado(a) por Pedro, analise a questão para a referida
revogação, com fundamento na matéria de direito aplicável ao caso,
apresentando todos os requisitos legais pertinentes.
20/02/2018
61
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 13
4.9. Liquidação do Ativo na Falência.
4.9.1. Formas de Liquidação.
4.9.2. Atuação do Comitê de Credores.
4.9.3. Ausência de Sucessão Trabalhista e Tributária.
Entende-se por liquidação um
conjunto de atos, praticados pelos
órgãos da falência (juízo falimentar,
administrador judicial, Assembleia
dos Credores e Comitê) que visam a
realização do ativo e a satisfação do
passivo da falida.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 13
Liquidação
Realização do ativo
Liquidação
Satisfação do passivo
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 13
Liquidação
A realização do ativo ocorre
mediante a venda dos bens
arrecadados e a cobrança dos
devedores da sociedade falida.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 13
Realização do ativo
(...) a demora na realização do
ativo representa um desastre para a
comunidade de credores, em
função de:
custo de fiscalização e manutenção
deterioração
desatualização
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 13
Realização do ativo
A alienação dos ativos da
sociedade falida deve iniciar-se
independentemente da conclusão
da verificação dos créditos e
consolidação do quadro geral dos
credores.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 13
Realização do ativo
20/02/2018
62
Os bens arrecadados podem ser
vendidos pelo modo ordinário ou
extraordinário, segundo o que mais
interessar à massa.
[Coelho, 2009]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 13
Formas de realização do ativo
Ordinária (art. 140 e 142)
Venda Extraordinária (art. 144 e 145)
Sumária (art. 111)
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 13
Formas de realização do ativo
Na venda ordinária, os órgãos da
falência estão adstritos a
determinadas balizas legais
referentes a duas questões:
a ordem de preferência
a forma da alienação
[Coelho, 2009]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 13
Formas de realização do ativo
Ordem de preferência:
estabelecimento em bloco
filiais ou unidades produtivas
bens de cada estabelecimento em bloco
alienação parcelada ou individual dos bens
[Coelho, 2009]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 13
Formas de realização do ativo
Modalidades de venda:
Leilão
Propostas
Pregão
[Coelho, 2009]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 13
Formas de realização do ativo
A venda extraordinária da empresa ou bens da
sociedade falida (por exemplo, pela constituição
de sociedade entre seus credores ou
trabalhadores para continuação do negócio)
realiza-se por decisão do juiz, deferindo
requerimento fundamentado do administrador
judicial, ou em razão de elevado grau de
consenso entre os credores (2/3 dos presentes),
manifestado em Assembleia.
[Coelho, 2009]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 13
Formas de realização do ativo
20/02/2018
63
Em uma hipótese, a venda dos bens da sociedade
falida realiza-se de forma sumária, quer dizer,
abreviada ao extremo: quando não existem bens no
ativo dela de valor suficiente a compensar os custos
da venda ordinária ou extraordinária. (...)
(...) o juiz pode autorizar que os credores, ou parte
deles, adquiram ou adjudiquem os bens
arrecadados pelo valor de avaliação,
independentemente de hasta pública.
[Coelho, 2009]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 13
Formas de realização do ativo
O adquirente da empresa anteriormente
explorada pela sociedade falida não pode ser
considerado sucessor desta. Se a aquisição
ocorreu por hasta pública, ou seja, por venda
ordinária, a lei é expressa nesse sentido. Mas,
mesmo na hipótese de realização extraordinária
do ativo, a sucessão não deve ser reconhecida,
se não tiver havido fraude.
[Coelho, 2009]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 13
Ausência de sucessão trabalhista e tributária
Em todas as hipóteses de venda – ordinária,
extraordinária ou sumária – o credor, a sociedade
falida e o representante do Ministério Público, nas
48 horas seguintes à arrematação ou, se não
houver, à publicação do ato de alienação, podem
impugnar a realização do ativo. Apresentada a
impugnação, o juiz deve decidi-la em 5 dias e,
indeferindo-a, ordenar a entrega do bem ao
adquirente.
[Coelho, 2009]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 13
Impugnação à venda
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 13
Caso concreto
Dentro do estudo de Direito Empresarial,
temos a alienação do ativo da empresa, onde o
juiz, ouvido o administrador judicial ordena a
alienação de acordo com os incisos do artigo
142 da Lei 11.101/2005. Assim, caracterize as 3
modalidades de alienação do ativo.
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 13
Questão objetiva
Considerando as normas vigentes em Direito Falimentar sobre a alienação dos bens,
analise as afirmativas abaixo:
I - Uma das formas de alienação dos bens é a alienação dos bens individualmente
considerados.
II - Uma das formas de alienação dos bens é a alienação da empresa, com a venda de seus
estabelecimentos em bloco;
III - A alienação da empresa terá por objeto o conjunto de determinados bens necessários à
operação rentável da unidade de produção, que poderá compreender a transferência de
contratos específicos.
IV - A realização do ativo terá início após a formação do quadro-geral de credores.
A) apenas as alternativas I e IV estão corretas;
B) as alternativas II e III estão incorretas;
C) as alternativas III e IV estão corretas;
D) apenas a alternativa IV está incorreta;
E) todas as afirmativas estão corretas.
20/02/2018
64
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 14
5. Falência.
5.12 Pagamento do Passivo na Falência.
5.12.1 Restituições.
5.12.2 Créditos Extraconcursais.
5.12.3 Preferência dos Créditos Concursais.
O dinheiro resultante da realização do ativo
deverá ser depositado pelo administrador judicial,
em 24 horas, em instituição financeira, obedecidas
as normas da Corregedoria Geral de Justiça de
cada Estado. Enquanto não iniciado o pagamento,
o dinheiro depositado deve ser aplicado em algum
tipo de investimento financeiro para a preservação
de seu valor frente à inflação.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 14
Pagamento do passivo
Com o dinheiro em caixa, o administrador
pode começar a fazer os pagamentos, através
de uma de duas formas, de acordo com a
escolha do juiz:
Cheques nominativos
Mandados de levantamento do juiz
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 14
Pagamento do passivo
Os pagamentos, na falência, serão feitos pelo
administrador judicial com observância da
ordem legal, que distingue os credores em
espécies e classes. As espécies são quatro:
a)credores da massa
b)restituições em dinheiro
c)credores da falida
d)sócios ou acionistas
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 14
Pagamento do passivo
credores da massa
restituições em dinheiro
credores da falida
Sócios ou acionistas
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 14
Pagamento do passivo
Extraconcursais
Concursais
São duas as espécies de créditos
extraconcursais:
os relacionados à administração da
falência
as restituições em dinheiro[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 14
Créditos extraconcursais
20/02/2018
65
Os pedidos de restituições devem ser atendidos
em dinheiro quando têm por objeto bem dessa
natureza (contribuição do empregado para o
INSS, adiantamento com base num contrato de
câmbio, compensação de contratante de boa fé
pelos prejuízos derivados da declaração de
ineficácia de ato da falida etc.) ou se o bem
(sic), após a arrecadação, foi roubado, furtado
ou perdido.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 14
Restituições em dinheiro
As despesas com a administração da
falência, inclusive a remuneração do
administrador judicial, são créditos
extraconcursais no sentido de que
devem ser satisfeitos antes do
pagamento dos credores da sociedade
falida.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 14
Credores da massa
A ordem de classificação dos credores da falida
distingue essa espécie em oito classes:
1. Empregados e equiparados
2. Credores com garantia real
3. Fisco
4. Credores com privilégio especial
5. Credores com privilégio geral
6. Quirografários
7. Titulares de crédito derivados de multas contratuais e
penas pecuniárias
8. Credores subordinados
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 14
Preferência dos créditos concursais
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 14
Caso concreto
Pedro Silva, administrador judicial pela primeira
vez no processo de Falência da sociedade
empresária QWE Indústria e Comércio de
Artigos Esportivos LTDA, pergunta a você
especialista em Direito Falimentar questionando
como será feito o pagamento de sua a
remuneração enquanto administrador judicial.
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 14
Questão objetiva
(Prova Magistratura - MG - 2009 - Adaptada). No procedimento
falencial, a restituição em dinheiro será precedida do pagamento:
a) dos créditos trabalhistas de natureza estritamente salarial vencidos
nos 3 meses anteriores à decretação da falência, até o limite de 5
salários-mínimos por trabalhador;
b) dos créditos com garantia real;
c) dos créditos decorrentes de acidentes de trabalho relativos a serviços
prestados após a decretação da falência;
d) dos créditos trabalhistas vencidos nos 3 meses anteriores à
decretação da falência, até o limite de 10 salários-mínimos;
e) dos créditos quirografários e subordinados.
20/02/2018
66
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 15
4.11 Encerramento da Falência.
4.11.1 Extinção das Obrigações:
4.11.2 Reabilitação da atividade empresarial.
Após fazer o último pagamento, o administrador
judicial deve apresentar sua prestação de contas, em
até 30 dias.
Processadas e julgadas as contas, ele tem 10 dias
para submeter ao juiz seu relatório final, onde
informará o valor do ativo e o do produto de sua
realização, bem como o do passivo e o dos
pagamentos feitos aos credores.
Informará, também, o saldo não pago dos créditos
admitidos.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 15
Encerramento da Falência
Ao receber o relatório final do
administrador, não havendo nenhuma outra
pendência, o juiz profere a sentença de
encerramento da falência.
Contra essa decisão terminativa do
processo falimentar cabe apelação.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 15
Encerramento da Falência
A extinção das obrigações ocorre quando:
todos os créditos são pagos
é feito o rateio de mais de 50% do passivo
(quirografários), após a realização de todo o ativo,
sendo facultado o depósito da quantia necessária para
atingir essa percentagem
há o decurso do prazo de 5 anos após o encerramento
da falência se o falido não foi condenado por crime
falimentar
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 15
Encerramento da Falência
A ordem de classificação dos credores da falida
distingue essa espécie em oito classes:
1. Empregados e equiparados
2. Credores com garantia real
3. Fisco
4. Credores com privilégio especial
5. Credores com privilégio geral
6. Quirografários
7. Titulares de crédito derivados de multas contratuais e
penas pecuniárias
8. Credores subordinados
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 14
Preferência dos créditos concursais
e ainda quando:
há o decurso do prazo de 10 anos após o
encerramento da falência se houve condenação
penal do falido
acontece a prescrição de todas as obrigações
anteriormente ao decurso dos prazos decadenciais
de 5 ou 10 anos
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 15
Encerramento da Falência
20/02/2018
67
Reabilitação da atividade empresarial
O falido que deseja voltar a exercer atividade
econômica deve requerer ao juiz da falência a
reabilitação civil, mediante sentença declarando a
extinção das obrigações. Se foi também
condenado pela prática de crime falimentar,
deverá ainda obter a reabilitação penal.
[Coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 15
Encerramento da Falência
O requerimento de declaração de extinção
das obrigações deve ser apresentado pelo
falido, acompanhado da prova de quitação
de todos os tributos por ele devidos e será
publicado por edital, no órgão oficial e em
jornal de grande circulação, com prazo de
30 dias para possibilitar a oposição dos
credores.
[coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 15
Encerramento da Falência
A decisão judicial que declara a
extinção das obrigações é publicada e
comunicada aos mesmos agente e
órgãos públicos que receberam a
sentença declaratória da falência.
[coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 15
Encerramento da Falência
O pressuposto da reabilitação penal é o
transcurso do prazo de 2 anos, contados do
término do cumprimento da pena, prazo que
vigora desde a reforma da Parte Geral ocorrida em
1984.
A petição da reabilitação será dirigida ao juiz que
proferiu a condenação penal, que decidirá após a
oitiva do representante do Ministério Público.
[coelho, 2010]
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 15
Encerramento da Falência
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 15
Caso concreto
Pereira Barreto, empresário individual, falido desde 2011, teve
encerrada a liquidação de todo o seu ativo abrangido pela
falência. No relatório final apresentado ao juiz da falência pelo
administrador judicial, indicando o valor do ativo e o do produto
de sua realização, o valor do passivo e o dos pagamentos feitos
aos credores, consta que a massa falida realizou o pagamento
integral aos credores não sujeitos a rateio, excluídos os juros
vencidos após a decretação da falência. Em relação a esse
grupo (créditos quirografários), o percentual de pagamento
atingido foi de 47% (quarenta e sete) por cento do total, com
depósito judicial efetuado pelo falido do valor de R$ 19.000,00
(dezenove mil reais) para atingir mais da metade do total dos
créditos.
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 15
Caso concreto
Não foi ainda prolatada sentença de encerramento da
falência. Pereira Barreto pretende retornar ao exercício de
sua empresa individual, porém depende de uma
providência de seu advogado para que tal intento seja
possível. Durante o processo de falência o falido não foi
denunciado por nenhum dos crimes previstos na Lei
especial.
Considerando que o Juízo da falência e o local do principal
estabelecimento do falido estão situados em Duartina,
Estado de São Paulo, Comarca de Vara Única, analise a
questão de acordo com a legislação vigente.
20/02/2018
68
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 15
Questão objetiva
Considerando as normas vigentes de direito falimentar, analise dentre as questões abaixo a
(s) que está (ão) em desacordo com os efeitos da condenação por crime falimentar:I - a inabilitação para o exercício de atividade empresarial;
II - o impedimento para o exercício de cargo ou função exclusivamente para o conselho de
administração;
III - existe a possibilidade de gerir empresa por mandato ou por gestão de negócio.
IV - Transitada em julgado a sentença penal condenatória, será notificado o Registro
Público de Empresas para que tome as medidas necessárias para impedir novo registro em
nome dos inabilitados.
A) as afirmativas I, II e III estão corretas
B) as afirmativas II e III estão incorretas
C) as afirmativas II e IV estão corretas
D) todas as afirmativas estão corretas
20/02/2018
69
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 16
4.12 Crimes Falimentares.
Os “crimes falimentares” estão dispostos
na Lei 11.101/2005 no Capítulo VII, sob o
título “Disposições penais”, na seção
“Crimes em espécie”.
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 16
Crimes falimentares
Pressupõe:
um devedor empresário ou sociedade
empresária,
uma sentença declaratória de falência ou
concessiva de recuperação judicial ou
extrajudicial e
a ocorrência dos atos e fatos enumerados
nos artigos 168 a 178.
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 16
Crimes falimentares
Fraude a credores – art. 168
Violação de sigilo empresarial – art. 169
Divulgação de informações falsas – art. 170
Indução a erro – art. 171
Favorecimento de credores – art. 172
Desvio, ocultação ou apropriação de bens – art. 173
Aquisição, recebimento ou uso ilegal de bens – art. 174
Habilitação ilegal de crédito – art. 175
Exercício ilegal de atividade – art. 176
Violação de impedimento – art. 177
Omissão dos documentos contábeis obrigatórios – art. 178
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 16
Crimes falimentares
Art. 180. A sentença que decreta a falência,
concede a recuperação judicial ou concede a
recuperação extrajudicial de que trata o art. 163
desta Lei é condição objetiva de punibilidade das
infrações penais descritas nesta Lei.
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 16
Crimes falimentares
Art. 181. São efeitos da condenação por crime previsto
nesta Lei:
I – a inabilitação para o exercício de atividade
empresarial;
II – o impedimento para o exercício de cargo ou função
em conselho de administração, diretoria ou gerência
das sociedades sujeitas a esta Lei;
III – a impossibilidade de gerir empresa por mandato ou
por gestão de negócio.
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 16
Crimes falimentares - efeitos
20/02/2018
70
Art. 187. Intimado da sentença que decreta a
falência ou concede a recuperação judicial, o
Ministério Público, verificando a ocorrência de
qualquer crime previsto nesta Lei, promoverá
imediatamente a competente ação penal ou, se
entender necessário, requisitará a abertura de
inquérito policial.
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 16
Crimes falimentares – atuação do MP
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 16
Caso concreto
Marcos da Silva, sócio administrador da empresa OGX
Empreendimentos Imobiliários LTDA é condenado pela
prática de crime falimentar previsto no artigo 168, caput da
Lei 11.101/2005, sentença essa proferida pelo juiz
responsável pelo processamento da falência.
O advogado de Marcos, em sede recursal consegue habeas
corpus sob a alegação de nulidade da decisão já que a
competência seria da Seção Criminal para o processamento
e julgamento das ações penais relativas aos crimes
falimentares. Analise a questão com base na Lei
11.101/2005 e na Jurisprudência do Superior Tribunal de
Justiça.
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 16
Questão objetiva 1
Referindo-se aos personagens, instituições e órgãos que participam do processo falimentar,
considere as preposições abaixo formuladas e assinale a incorreta:
(A) O órgão do Parquet está presente na falência e na recuperação judicial, com o fim precípuo
de impedir que tais se transformem num meio de exploração lucrativo, que possa redundar
em notórios e graves prejuízos à economia e, em consequência, à sociedade
(B) O comitê de credores é facultativo, porquanto depende para a sua constituição da
complexidade da falência ou da recuperação judicial, recaindo sobre si a fiscalização das
atividades do administrador judicial
(C) Pesa sobre o administrador judicial a administração e representação dos interesses dos
credores e do falido, agindo como órgão ou agente auxiliar da justiça, sendo-lhe lícito,
inclusive, desde que comprovadas a sua boa-fé e lisura na condução do seu encargo, e por
ordem expressa do Juiz, adquirir bens da massa falida ou de devedor em recuperação
judicial
(D) Inserem-se como atribuições da assembleia-geral de credores aprovar, rejeitar ou modificar
o plano de recuperação judicial, a constituição do comitê de credores, bem assim a adoção
de modalidades de realização de ativo.
Direito Empresarial IV
Unidade 4 – Plano de aula 16
Questão objetiva
Acerca da atuação do Ministério Público e a Lei de Recuperação Judicial
de Empresas e Falências, assinale a alternativa correta:
(A)o Ministério Público deve participar em todas as fases do processo
sob pena de nulidade dos atos praticados;
(B)o Ministério Público nunca atua em qualquer fase dos processos de
recuperação judicial ou falências
(C)o Ministério Público deve ser intimado pessoalmente para opinar
sobre a indicação do administrador judicial
(D)o Ministério Público pode impugnar o quadro geral de credores e
promover a ação revocatória dos atos praticados com a intenção de
prejudicar credores
(E)o Ministério Público deve emitir parecer sobre a fixação de
remuneração do administrador judicial.
Bibliografia
ALEXANDRINO, Marcelo, PAULO, Vicente. Direito
Administrativo descomplicado. - 19 ed. rev. e atual.
– Rio de Janeiro : Forense ; São Paulo : MÉTODO,
2011.
BEZERRA FILHO, Manoel Justino. Lei de recuperação de
empresas e falência : Lei 11.101;2005 : comentada
artigo por artigo. 7. ed. Ver., atual. e ampl. – São
Paulo : Editora Revista dos Tribunais, 2011.
COELHO, Fábio Ulhôa. Curso de Direito Comercial.
Volume 2 : direito de empresa – 13. Ed. – São Paulo
: Saraiva, 2009.

Mais conteúdos dessa disciplina