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modelo recurso ordinario constitucional

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Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso. 
Gabriel Matos, já qualificado nos autos do processo n... Que lhe move a justiça pública, por intermédio de seu advogado que esta subscreve (procuração anexa), vem respeitosamente a presença de Vossa Excelência, inconformando-se com o a venerável decisão, interpor; 
RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. 
Com fulcro no artigo 105, II, a da Constituição Federal combinado com a Lei 8038/90.
Requer seja recebido e processado o presente recurso, e remetido com as inclusas razoes ao Colendo Superior Tribunal de Justiça.
Termos em que,
Pede deferimento.
Local, 27 de abril de 2018.
Advogado...
OAB...
RAZÕES DE RECURSO ORDINÁRIO COSNTITUCIONAL
Recorrente: Gabriel Matos
Recorrido: Justiça Pública
Habeas Corpus n...
Superior Tribunal de Justiça
Colenda Turma
Douto membro do Ministério Público
Em que pese o notável saber jurídico da colenda câmara do egrégio tribunal de justiça, merece reforma o venerando acordão que denegou o pedido de Habeas Corpus impetrado pelo acusado, pelas razoes de fato e de direito a seguir expostas:
DOS FATOS 
Os recorrentes foram denunciados em outubro de 2012 e ofereceram resposta a acusação. De primeiro plano o Tribunal de Justiça concedeu ordem de habeas corpus, no qual foi concedida liberdade provisória, com decretação de medidas cautelares diversas da prisão. No entanto, antes da audiência de instrução e julgamento Gabriel foi preso novamente, devido a vitima ter apresentado petição ao juiz alegando que o senhor Gabriel havia descumprido as medidas cautelares, Em razão do alegado o Juiz decretou a prisão de Gabriel baseando-se no; 
“ART. 24-A DESCUMPRIR DECISÃO JUDICIAL QUE DEFERE MEDIDAS PROTETIVAS DE URGÊNCIAS PREVISTAS NESTA LEI.”
Todavia foi impetrado nova Ordem de Habeas corpus, com pedido de liminar perante o Tribunal de justiça. O ilustre Relator indeferiu a liminar, sob a justificativa de que ela confundia-se com o mérito da impetração e, por isso, necessita de uma análise mais aprofundada dos autos. Na sessão do dia 23 de abril de 2018, o merito, no entanto, foi denegado, por votação unanime, pelo tribunal competente.
DO DIREITO 
Cabe ao Supremo Tribunal federal, processor e julgar em Recurso Ordinário, o Habeas Corpus decididos em única instância pelos Tribunais Superiores, se denegatória a decisão, baseado no Art 102, II alínea a, da Constituição Federal de 1988. 
O respeitável acordão não pode prosperar, por não encontrar amparo legal. Como dispõe o artigo 105, II, a da Constituição Federal, compete ao STJ o julgamento em recurso ordinário constitucional da decisão denegatório de Habeas Corpus em sede de Tribunal Estadual.
È cabivel o presente recurso pois o mesmo encontra-se nos limites do prazo previstos no Art. 30 da Lei nº 8.038/90 que define que será interposto no prazo de cinco dias, com as razões do pedido de reforma.
No caso em tela a impetração do Habeas Corpus era perfeitamente cabível, não havendo razão de ter sido denegado pela Colenda Câmara.
O Habeas Corpus é uma garantia constitucional, prevista no artigo 5º, LXVIII, da CF, utilizada sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder.
E Será aplicado, no que couber, ao processo e julgamento do recurso, o disposto com relação ao pedido originário de Habeas Corpus. Art 32, da Lei ,n.° 8.038/90. 
Dessa forma o princípio constitucional da presunção de não culpabilidade, estabelece que a prisão preventiva deve ser decretada em último caso, sempre que as demais medidas cautelares se mostrarem insuficientes e inadequadas para garantir a persecução penal. Assim, a decretação da prisão preventiva de uma pessoa configura-se como a medida extrema a ser adotada durante a persecutio criminis. Como é cediço, o artigo 282 do Código de Processo Penal deve respaldar a aplicação de toda e qualquer medida cautelar, inclusive a prisão preventiva.
Uma vez decretada a medida cautelar diversa da prisão o § 4º do artigo 282 do CPP, determina que em caso de descumprimento da medida cautelar, o Juiz poderá substituí-la, impor outra em cumulação ou, EM ÚLTIMO caso, decretar a prisão preventiva, no fato exposto o descumprimento da cautelar deveria ser aplicado denominada prisão preventiva substitutiva ou subsidiária essa espécie de prisão preventiva tem a função de garantir a execução das medidas cautelares diversas da prisão e não se submete aos limites expostos no artigo 313, do CPP, sendo adotada sempre que se constatar o descumprimento de medidas cautelares anteriormente decretadas.
Assim, com o respaldo legal que garante a eficácia das medidas cautelares diversas da prisão, é extremamente importante que os órgãos responsáveis pela persecução penal também se organizem no sentido de fiscalizar o seu fiel cumprimento, 
Portanto é de se concluir que o presente recurso é medida para se reformar a respeitável decisão denegatório, possibilitando assim, que o recorrente façam jus ao Habeas Corpus. 
DOS PEDIDOS
1)Diante do exposto requer seja conhecido e provido o presente recurso, reformando-se a venerável decisão e concedendo-se ao recorrente o Habeas Corpus 
2)Requer a expedição do competente alvará de soltura em favor do recorrente.
Termos em que,
Pede deferimento
Local e Data.
Advogado...
OAB...

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