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Introdução a Suinocultura 21 e 22/01/13 Renato Silveira@vm.uff.br Consumo de carnes no Brasil : 1º bovino, 2º frango e 3º suíno Consumo de carne no mundo: 1º suíno Obs: ABRAVES, Associação brasileira de criadores de suínos, EMBRAPA Revistas: suinocultura industrial Porkworld, ThePigSite.com, Pigdry Suínos e companhia Pig progress Livro da EMBRAPA de suínos e aves → Vantagens da suinocultura: * facilidade de mercado para cada produto obtido (lombo, pernil) * pequeno capital inicial comparado as outras espécies animais * pequena área de criação (dependendo da intenção de produção) * carne de apreciado sabor e valor nutricional Bife de pernil possui menos colesterol que um peito de frango. Carne suína magra possui 34% menos colesterol do que frango sem pele Consumo de carne de porco no Brasil: 15 Kg/hab/ano * ciclo reprodutivo curto, 1º parto aos 10 meses (gestação 114 dias = 3 meses, 3 semanas e 3 dias) * alta prolificidade das fêmeas (+- 24 leitões/matriz/ano) porcas possuem 14 tetas - 7 pares * onívoro (ingere vários tipos de alimento) * abate = 150 dias com cerca de 90 Kg → No Brasil: Ordem: Artiodactyla Familias: Suidae e Tavassuidae * Sus scrofa domestico * Sus scrofa feral * Tayassu pecari (queixada) * Pecari tajacu (cateto) → Origem dos suínos: * espécies: Sus scrofa scrofa = suíno europeu - origem das raças primitivas europeias - ancestral das raças célticas Sus scrofa vittatus = suíno asiático - domesticação na região asiática - ancestral das raças asiáticas * hibridização entre as raças primitivas selvagens, formação das raças atualmente conhecidas * Sus scrofa domestico = suíno domestico * relatos: - Altamira/ Espanha 1200 a.C - Américas/ Colombo 1494 - Brasil/ Martins Afonso de Souza 1532 → Curiosidades: * a mais antiga receita culinária da carne de suíno foi registrado na China, 1500 a.C. * Carlos Magno prescrevia carne de suíno para seus soldados * Idade nédia o consumo de carne suína era sinal de gula, luxuria * cheiro – aspecto social forte, grupos se identificam pelo cheiro, mãe identifica o filhote pelo cheiro * higiene/comedouro/bebedouro Comedouro e bebedouro devem ser colocados em locais opostos. Animal define local para urinar e defecar, normalmente aonde fica úmido pelo bebedouro. Tranferência cruzada = transferir os leitões de uma porca que possui menor numero de tetas para outra, deve-se seguir um manejo de esfregar os leitões na futura mãe (cheiro). * faro – trufa Os animais possuem faro mt apurado e são treinados p encontrar a trufa (fungo q libera hormônios semelhantes aos hormônios sexuais masc) * barbecue! (cabeça aos pés, da barba ao rabo) o porco é todo aproveitado * religião islamismo e judaísmo proíbem o consumo de carne de porco * dominância (hierarquia social) do ambiente se estabelece com brigas. Motivos: espaço, quantidade de comida, mudança de grupo O ideal para misturar os grupos de porcos é transferi-los para uma 3ª baia que possui novo cheiro, em que ocorrerá uma nova disputa Ataque ocorre mordendo na orelha, vulva, bolsa escrotal e cauda * possui dificuldade de controlar T corporal, possui pequena quantidade de glandulas sudoríparas e possui capa isolante → chafurtar na lama, água (condução) * hoje as criações são feitas em granjas separando as fases de criação, com isolamento (cinturão verde) e condições favoráveis Fase crítica = leitões. Produção depende de: sanidade x genética x nutrição x manejo e ambiência → Economia: * porco é sinônimo de cofre, pois no sec XVII o engenheiro Frances Sebastian La Peste calculou que em 10 anos o porco teria 6 milhões de descendentes (facilidade de proliferar) * EUA = tio SAM. Sam Wilson oferecia ao exercito a carne de porco salgada para ser oferecida aos soldados na guerra de 1812 * Wall Street (sec 17) muro de madeira q separa região de colonos holandeses x ingleses x índios. Porcos ficavam próximos ao muro → Evolução da qualidade da carne: * antigamente a carne de porco era uma problemática, hoje em dia o suíno possui carne mais magra (redução da espessura de toucinho) * 1ª metade do sec XX o porco era sinônimo de banha (porco banha) 40-45% carne magra 5 -6 cm espessura de toucinho * hoje em dia (base do triângulo é no membro posterior, preço do pernil) 58-62% carne magra 1- 1,5 cm espessura de toucinho * USDA: 1963/1990 (lombo cozido) redução de 77% gordura e 53% calorias (não há necessidade de usar banha para conservar alimento) → Importante: * é a carne mais consumida, produção de 15 milhões de toneladas * Brasil é o 4º maior produtor (China, EU, EUA - China maior produtor e importador) * comércio internacional 5,4 milhões de toneladas, gerando U$ 11,9 bilhões * exportação 2009 ↑ 19% enquanto 2010 ↓ 11,4% * aumento da concorrência internacional * barreiras comerciais e sanitárias impostas pelos países importadores * ↑ nível de subsídios nas exportações da UE e da EUA * ↑ produção nacional nos últimos 5 anos (21,8%) * crescente participação no mercado mundial * ↑ demanda interna De 2004 a 2009 - aumentou 27,6% no numero de animais abatidos e aumentou 36,4% no abate inspecionado (o abate clandestino caiu) - a criação para auto-consumo reduziu (criação de subsistência) queda de 17,6% - disponibilidade (Kg/habitante) passou de 11,3 para 13, 8 → Tendências: Rússia: * 2º maior importador mundial * principal destino das exportações brasileiras de carne suína e bovina (271,75 mil toneladas em 2007) * destino de 43% da exportação brasileira em 2008 * pretensão de aumentar a produção doméstica de carne suína e diminuir a dependência externa Brasil exporta para : Japão, Coreia, China e Rússia Chile: * mercado pequeno mas altamente exigente * importante como referência de qualidade sanitária * acessa mercado japonês, onde é bem conceituado UE: * 2º maior produtor mundial * maior exportador mundial * mercado altamente exigente * grande protecionismo aos produtores locais * Acordos bilaterais: - são negociados com os 27 paises da EU separadamente - regulamentação comunitária extensa e complexa - a comunidade europeia exige rastreabilidade - aumento das cobranças relativas à resíduos - aumento das cobranças relativas ao bem-estar animal (esta proibido o uso de gaiolas de gestação pp na EU, porém no Brasil não existe nenhuma lei. Os comerciantes brasileiros estão banindo o uso de gaiolas) México: * 10º maior produtor mundial * exporta para EUA, Japão e Coréia do sul * 80% das exportações para EUA (opção pelo mercado externo) * mercado interno suprido por EUA, Canadá, Chile e Dinamarca * 28% da carne suína exportada pelos EUA tem como destino o México Estados Unidos: * 3º maior produtor e importador mundial de carne suína * crescimento da produção e das exportações nos últimos 5 anos China: * maior produtor e consumidor mundial * 5º maior exportador mundial * maior população mundial * intenso crescimento de renda per capita Coréia do Sul: * 6º maior importador mundial * importação dobrou nos últimos 4 anos * mercado exigente em termos sanitários Japão: * melhor preço internacional * mercado altamente exigente * abastecido pp pela Dinamarca, Canadá e EUA Brasil: * 186 milhoes de consumidores * aumento da renda per capita e do consumo de proteínas animais * cada 1 Kg de aumento no consumo per capita representa 100 mil novas matrizes * 15 Kg/cabeça/habitante/ano * produção de carne suína no Brasil: maior concentração esta no estado do sul (RS, SC, PR, SP, MG, MS, MT, GO) BRICS = Japão, Coréia, México e Chile → Perfil da produção de suínos no Brasil: Brasil apresenta boa tecnologia de produção: a) Região sul - modelo intensivo industrial - 40% das matrizes alojadas - 80% das granjas tem área menor que 100 há (atividade familiar) b)região centro-oeste - modelo intensivo industrial - grandes propriedades (terra barata e em quantidade. Produtor de grãos se instalou e depois vieram as criações) - crescimento intensivo c) região sudeste: - propriedade de porte médio - crescimento moderado Suinocultura tecnificada aumentou, de subsistência reduziu e a produção total aumentou Maior contingencia das matrizes no sul do Brasil Exportação brasileira em 2010 = Russia, Hong Kong, Ucrânia; esta entrando no Japão e na Coreia O maior consumo no Brasil é : bovino, frango e suíno Brasil 4º maior produtor mundial 5º maior consumidor mundial 4º maior exportador mundial 15,0 consumo per capita → Pesquisa: * 46% dos brasileiros consideram a carne suína a mais saborosa; porém compram pp outras carnes, pq? * preconceito, preço, formato, conveniência, associação com obesidade. → ABCS – “um novo olhar sobre a carne suina” * campanha de reestruturação da oferta de carne suína in natura * 2010 14,5 Kg/hab enquanto 2012 foi de 15,1 Kg/hab * métodos: cortes diferenciados, degustação nos locais de venda, esclarecimento sobre a carne, melhor apresentação * resultados: grande aumento das vendas * níveis de penetração (aceitação) da carne suína: - em geral, os brasileiros consomem produtos de suínos pelo menos 1 vez por ano - o pernil possui a mais alta penetração - embutidos: salames, presunto, mortadela e salsicha - costela, lombo, bisteca e pratos como a feijoada - patê é o produto menos consumido, seguido de miúdos → Importancia para a medicina humana: * obtenção de insulina * ilhotas pancreáticas para implantes * obtenção de ACTH * medicamentos a partir da tireoide * pele usada em grandes queimaduras * heparina * fonte de válvulas cardíacas * produção de hemoglobina humana Biossegurança 28/01/13 → Introdução: * Tendência mundial de diminuição do numero de granjas e aumento do tamanho dos plantéis (fusão de granjas) * Implemento de novos sistemas de produção (buscando qualidade sanitária) clima interfere no preço da ração, aumenta o custo de produção Parte de engorda da granja esta separada da inicial (reprodutiva) → Isolamento * isolamento de outros criatórios ou aglomerados de suínos, de maneira a evitar ao máximo a propagação de doenças. * doenças: redução da lucratividade (diminui a performace dos animais e aumento de despesas) (pressão de criação = mts animais em um mesmo local) → localização da granja: * distante 500 m de qualquer outra criação ou abatedouro, 50 m de fontes d´agua e 100 m de estradas. * deve ser construído no final da fazenda, para objetivar a visita na granja. * prevenção da transmissão de agentes infecciosos por via aérea e através de vetores como: roedores, moscas, cães, gatos, aves e animais selvagens. doença de aujeski (pseudo raiva) é de notificação obrigatória ao ministério da agricultura. Cão e gato são reservatórios. Brucelose e Tuberculose tb são. → Acesso: * não permitir o trânsito de pessoas e/ou veículos no local sem prévia autorização * placa indicativa da existência da granja no caminho de acesso e no portão a indicação “Entrada proibida”. entrada: cercada e a entrada de veículos deve ser proibida, exceto para reformas da granja e nestes casos os veículos devem ser desinfetados com produto não corrosivo (pedilúvio e rodolúvio) portaria: - único local de acesso de pessoas à granja. - construir com escritório e banheiro junto à cerca que contorna a granja, numa posição que permita controlar a circulação de pessoas e veículos. passa pelo escritório, é autorizado e ai sim vai p o banheiro (tomar banho e colocar roupa própria da granja). banheiro: - área suja, chuveiro e uma área limpa, onde devem ficar as roupas e botas da granja. - Fluxo entre as áreas. - Dependendo do tamanho da granja, deve-se construir uma cantina, anexo a portarias, para refeições dos funcionários. cercas: - tela de pelo menos 1,5 m de altura para evitar o livre acesso de pessoas, veículos e outros animais. - Essa cerca deve estar afastada pelo menos 20 ou 30 m das instalações. barreira vegetal: - cinturão verde (reflorestamento ou mata nativa) a partir da cerca de isolamento, com uma largura de aproximadamente 50 m. - Espécies de crescimento rápido (pinus ou eucaliptos) plantadas em linhas desencontradas formando um quebra-vento. introdução de equipamentos: - avaliar previamente qualquer produto ou equipamento. - Suspeita de riscos: desinfecção através de um sistema de fumigação entrada de pessoas: - banho e troca de roupa todos os dias na entrada da granja, e serem esclarecidos sobre os princípios de controle de doenças para não visitarem outras criações. - Restringir ao máximo as visitas ao sistema de produção. embarcadouro e desembarcadouro dos animais: - junto a cerca de isolamento, pelo menos 20 m das instalações (pocilgas). - Deslocamento interno dos animais deve ser feito por corredores de manejo. a compra de animais de reposição aumenta as chances de contaminação. O ideal é produzirmos os próprios animais de reposição (avós – animais puros) transporte de animais: - veículos apropriados, preferencialmente de uso exclusivo. - Os caminhões devem ser lavados e desinfetados após cada desembarque de animais. transporte de rações e insumos: - feito com caminhões específicos, preferencialmente do tipo graneleiro. - Não usar caminhões que transportam suínos. - O descarregamento deve ser feito sem entrar no perímetro interno da granja (o silo fica junto a cerca. O caminhão da granja busca o produto nos silos) - Caso exista fábrica de rações, esta deve estar localizada junto a cerca de isolamento. - Sempre que os silos forem esvaziados, devem ser limpos e desinfetados. introdução de animais na granja: - introdução dos animais e isolamento (barreira sanitária). - Introdução de doença: animais portadores sadios, no processo normal de reposição do plantel. origem dos animais: - adquirir animais e sêmen para formação do plantel e reposição somente de GRSC (Granjas de Reprodução Suína Certificada) conforme legislação (Instrução normativa 19 de 15/02/2002) MAPA - Livre de peste suína clássica, doença de Aujeszky, brucelose, tuberculose, (doenças de notificação obrigatória) sarna e livre ou controlada para leptospirose. - Doenças de certificação opcional: rinite atrófica progressiva, pneumonia micoplásmica e disenteria suína. - Exigir cópia do Certificado de granja GRSC (estadual e federal) e verificar a data de validade do mesmo. - Preferencialmente, adquirir animais procedentes de uma única origem sempre no sentido: granja núcleo > granja multiplicadora > granja comercial (levado para o abate) - Hoje em dia trabalhamos com marca comercial - Mais de uma origem, aumenta as chances de problemas sanitários. quarentena: - segregação por um período de pelo menos 28 dias. - Longe (mínimo de 500 m) do sistema de produção e separada por barreira física (vegetal). - Forma mais comum: animais portadores assintomáticos. - Realização de exames laboratoriais e acompanhamento clínico. - Tratamento contra ecto e endoparasitas, independendo do resultado dos exames. - Período é estendido no caso de vacinação ou por outro motivo específico. - Instalações: limpeza, desinfecção e vazio sanitário entre os lotes. - Equipamentos e funcionários exclusivos. adaptação: - novo sistema de manejo e microbiota da granja. - Ficha de controle dos procedimentos de adaptação, vacinação e anotação de cio para cada lote de fêmeas. - Espaço de alojamento: mínimo de 2 m2 por animal, alojando as leitoas em baias com 6 a 10 animais. Machos: baias individuais com mínimo de 6 m2. - Adaptação aos microorganismos: * Colocar uma ou duas pás de fezes de porcas pluríparas pordia, em cada baia, durante 20 dias consecutivos. *Colocar fetos mumificados nas baias das leitoas até 15 dias antes de iniciar as coberturas. * Iniciar a imunização dos animais logo após sua acomodação na granja. Controle de vetores: - roedores, moscas, pássaros e mamíferos silvestres e domésticos devem ser evitados ao máximo - cerca de isolamento; destino adequado do lixo, dos animais mortos, de restos de parição e de dejetos - limpeza e organização da fábrica e depósito de rações e insumos e dos galpões e arredores Roedores: - ambiente impróprio para a proliferação dos mesmos: limpeza e organização - combate direto: meios mecânicos (armadilhas e ratoeiras) ou produtos químicos (raticidas) - a cada 6 meses Insetos: - controle integrado = medidas mecânicas direcionadas ao destino e tratamento de dejetos - controle químico ou biológico que eliminam o inseto em alguma fase do seu ciclo de vida Destino de animais mortos: - carcaças, restos de placentas, fetos, umbigos e testículos - a quantidade destes resíduos depende do tamanho da criação e da sua taxa de mortalidade, portanto, deve ser estimada individualmente, para cada rebanho. - destino adequado: * compostagem: resultado da ação de bactérias termofílicas aeróbias sobre componentes orgânicos (carcaças e restos) misturados a componentes ricos em carbono (maravalha, serragem ou palha) * fossa anaeróbia: problemas de operacionalização e odor forte * incineração: sanitariamente mais adequado, porém alto custo (não pode ser próximo da granja) Implantação Suinocultura 04 e 05/02/2013 → Fatores importantes: * estudos técnico e econômico (por uma firma) * capacidade de investimento * tipo e tamanho da propriedade * localização da granja (mercado consumidor, insumos, ração, vacinas, medicamentos) * condições climáticas e topográficas * vias de acesso (sinalizadas, de boa qualidade) * disponibilidade de água, energia elétrica, mão-de-obra (especializada) * legislações vigente: ambiental (CONAMA) e inspeção sanitária (municipal, estadual ou federal) * proximidade com outras granjas ou estabelecimentos → Modelos de Sistemas de Criação: * extensivo * intensivo - confinado - SISCAL (variação do confinado ao ar livre) - semiconfinado ou de criação mista - subsistência (visa o consumo) 1) Criação extensiva: - animais criados a solta, aproveitando espaços disponíveis de campos e florestas, não há preocupação com produtividade. - vantagens: economia na alimentação quando existem pastagens - desvantagens: sem controle da produção; baixa produção; baixo numero de leitões nascidos; maior risco de doenças; necessita de maior área para criação; maior custo com cercas; formação de vários locais alagados. em 2000 somente 17% da criação era extensiva e hoje é 5 a 6% 2) Criação Intensiva: (animais presos) - criação com fins comerciais visando produtividade e lucro - sistema intensivo de criação ao ar livre (SISCAL) - sistema de criação misto ou semi-confinado - sistema de criação confinado a) Criação semiconfinada: - criação de reprodutores com acesso a piquetes com ou sem pastagem em horários recomendados - todas as fases com exceção dos leitões - vantagens: economia de ração (10 a 15%); fertilização do solo (fezes e urina); melhoria da carcaça pelo exercício; menor conhecimento técnico; economia de trabalho, materiais e equipamentos; bem estar animal. - desvantagens: maior área para criação; maior quantidade de cercas; maior cuidado com o manejo; deficiência sanitária b) Criação confinada: - vantagens: controle pleno; maiores índices de produtividade; melhor controle sanitário; melhor aproveitamento alimentar; melhor manejo; menor mão-de-obra; menor mortalidade; diminuição de parasitas interno. - desvantagens: custo maior com instalações e equipamentos; mão-de-obra especializada; problemas com aprumos e casco (cimento é abrasivo); problemas com partos; rações balanceadas (para compensar o que comeria na natureza) Produtividade extensiva intensiva Meitões/porca/ano 5 a 6 18 a 23 Desmamados/parto 3 a 5 12 a 14 Partos/ano Menos de 1 2 a 2,4 Idade de abate (meses) 12 a 18 5 a6 Peso abate (Kg) 70 a 90 90 a 100 c) SISCAL - animais mantidos em piquetes - piquetes cercados com fios ou telas de arame (eletrificado ou não) - recria (após sair da creche), terminação em confinamento (engorda) - ciclo completo (Argentina) e produção de leitões - indicado para pequenos e médios produtores - áreas com declividade máxima de 15% - criação com melhor bem estar e menor agressão ao ambiente - manter a área com cobertura vegetal durante todo o ano. - vantagens: bom desempenho técnico, baixo custo de implantação e manutenção; facilidade de implantação e ampliação; numero reduzido de edificações; mobilidade das instalações d) Cama sobreposta - criação intensiva, utilizada somente nas fases de recria/crescimento e engorda/terminação. - palha de arroz, maravalha, capim - após a saída de um lote, adiciona-se outra cama de cama (sobreposição) reduzindo o custo do destino dos dejetos pois é vendido como adubo - dispensa o tratamento em esterqueiras, biodigestor (pode ser usado como adubo) → Tipos de produção 1) ciclo completo: inclui todas as fases e com produto final o suíno terminado 2) UPL (unidade produtora de leitão) Dois tipos: desmamados (só produz leitão) e para terminação 6 kg (21 d) Desmame para creche 10 kg (42 d) Sai da Creche para a 18 a 25 Kg (50 a 70 d) Recria e Terminação Sempre multiplos de 7 pois é o período de saída de cada fase para realizar o vazio sanitário Após 3 a 5 dias do desmame a fêmea entra no cio (pois não há a liberação de endorfinas causadas pelo movimento de sucção do leite pelos leitões, que bloqueiem hipófise-hipotalamo inibindo o cio) No caso de uma UPL de desmame, inclui a fase de Pregestação ( porca desmamada e leitoas) porca desmamada será inseminada e ficará ate 21 dias pois se não estiver prenha ela apresentará cio novamente; caso ela esteja prenha irá para gaiola de gestação ou baias coletivas (114 dias). 7 dias antes de parirem são higienizadas e vão para sala de maternidade. Após 21 dias de parição o leitão vai para creche e a porca vai para pré-gestação 3) terminados (pega leitão q saiu da creche. Não tem pré-gestação, gestação, maternidade nem creche. Possui galpão único, separado em fases. 10 → 100 Kg abate) 4) rerodutores (GRSC – Granja de Reprodução Suina Certificada) deve possuir animal puro, inspeção. Animal não vai para abate mas será vendido como reprodutor. Pode fazer cruzamentos. Fêmea após 5-6 partos/ 2 anos é descartada) 5) Granja tradicional: comercialização 6) Granja Núcleo: plantel fechado e com raças puras com alto padrão genético e sanitário (avós). Vende para reprodutores 7) Granja Multiplicadora: vinculada à GN. Acasalamentos para incorporação de vigor híbrido (heteroze = qualidade de uma raça e de outra). Animais para a indústria/abate. Reposição de fêmeas a cada 2 anos → Fluxo de produção de suínos em um único galpão ←→ q → → → → Curiosidades: * Regiões de clima frio na maior parte do ano a maternidade e creche deve ser protegidas com cortinas ejanelões. * As demais fases, proteger dos ventos diretos com cortinas * Regiões de clima quente na maior parte do ano as instalações ficam abertas com ventilação natural. Utiliza-se cortina (de baixo para cima) → Setores: Gestação: * porcas permanecem nas gaiolas 4 a 7 dias antes do parto. Muro com 1 m de altura - Gaiola individual = 1,32 m2/ animal 2,10m x 0,6 m (comp x larg) - Baiacoletiva = 2 m2/animal (marrã) e 3 m2/animal (porca) = ideal Gaiolas:As fêmeas estão sendo selecionadas para serem maiores, mais altas p comportarem maior quantidade de tetas e produzirem mais filhotes; Gaiolas antigas são pequenas para o tamanho das porcas atuais: lesão nas vulvas, favorece a contaminação por fezes, lesão no dorso e no pernil Quando aproxima o parto, o estrogênio e citocina torna a vulva edemaciada e flácida (infecção genital) Machos presos em gaiolas podem apresentar problemas reprodutivos (brucelose causa aumento dos testiculos) Problemas nos membros: artrite, burcite = inflam da bolsa cinovial, protege tendões, problemas de casco Tela impede entrada de aves * cachaços: (varrão) - Machos inteiros para reprodução - baias individuais: 6 m2 (3 m x 2 m) = local de cobertura, muro com 1,2 m - relação: 1 cachaço para 20 porcas Maternidade: *cela de parição = 2,3 por 1,5 m e 40 a 60 cm de espaços laterais para os leitões. * baias maternidade - 6 m2 (2m x 3m) - Maternidade suspensa (fezes e urinas caem) com barra lateral (impede que a porca deite diretamente – ela é obrigada a deitar aos poucos) - 0,2 m de altura - 0,12 m de distancia da parede - piso parcialmente ripado * União Européia aboliu o uso de gaiolas!! *Piso plástico ou de cimento aquecido (chamado de calefação – sem abrigo) *Temperatura – adulto= 25º C – leitão = 32º C (partir da 1ª semana diminuímos 2º C e assim sucessivamente. Desmama com 21 dias com 28º C) * Escamoteador ou abrigo: - deve estar localizado no inicio da baia (lado oposto aonde a femea defeca), na frente da gaiola de maternidade (evita o esmagamento dos filhotes) - possui cama (palha de arroz , maravalha) e uma campânula com a lâmpada 150 incandescente com proteção, não é necessário utilizar a lâmpada infra-vermelho (a altura irá depender do comportamento dos leitões - empírico) OU pode-se usar a placa aquecedora, chamada de calefação que não necessita de abrigo, ao invés da lâmina. - comportamento: - muito próximo a lâmpada = frio - muito afastado da lâmpada = calor - espalhados uniformemente = ideal - placa aquecedora: utilizado na maternidade e na creche, permite saber a T certa que esta trabalhando - pode formar uma crosta no focinho e na cauda (necrose facial ou de cauda) caso o escamoteador esteja muito úmido ou com falta de higiene. → Cuidados com os leitões recém-nascidos: * Ideal acompanhar (aparar) o parto das porcas * A partir do nascimento oferecer água (bebedouro) e a partir da 1ª semana já deve colocar ração para os leitões 1) Secar os leitões (evita perda de calor), retirar as secreções nasais, auriculares (pode usar pó secante é a base de sílica, absorve umidade OU papel toalha) 2) Realizar a ligadura do cordão umbilical (3 min após parto) e a antissepsia (álcool iodado) - na ligadura do cordão deve-se utilizar luva, calha e materiais apropriados (algodão, fio de pipa). Cortar o umbigo uns 3 dedos para ficar distante do chão e evitar a comunicação externa. Manejo deficiente leva a inflamação com produção de pus. 3) Coloca-lo para mamar. - Os leitões menores e mais fracos devem ser postos nas tetas anteriores/torácicas, pois possui mais gordura e é rico em nutrientes do que as tetas abdominais e inguinais. Esse manejo deve ser utilizado até acostumar, se condicionam a mamar na mesma teta; maior a chance de recuperação. (fêmeas possuem 5 a 8 pares de tetas) - Transferência cruzada = retira-se os leitões de uma porca que tenha parido um numero superior de leitões e coloca-se em outra porca. Equilibra o numero de leitões em relação ao numero de tetas. - Leitões mais próximos do corpo do útero, tendem a serem menores e apresentam dificuldade de mamar – mais fracos. Baby pig disease = hipotermia e hipoglicemia, menores não mamam e acabam morrendo. O custo com a produção das porcas é compensado com a qualidade dos leitões gerados, devemos ter cuidado com a gestação e a maternidade. A contaminação na cauda dos leitões em locais muito sujo com fezes, causa necrose de cauda (sujeira ou canibalismo) e de face. - caso não tenha porcas para oferecer leite ao leitão, pode-se colocar em uma vaca ou na cadela OU aleitamento artificial com leite de vaca ou de cabra (adicionar gema de ovo, leite em pó, antibiótico e suco de limão). 4) Castração - feito na 1 semana até 15 dias de nascido, com procedimento correto: anestesia, antissepsia. Manejo inadequado pode formar abscesso condenando o pernil → Dente: * Formula dentária suína = I :3/3 C:1/1 PM:4/4 M:3/3 * antigamente era preconizado cortar os dentes, atualmente utiliza-se a microfuradeira que lixa/arredonda a cúspide (protuberância do dente) do canino e do 1º pré-molar para evitar a mamite nas fêmeas (para de produzir leite). Deve ser feito no 1º dia de vida. → Setores (continuação) Creche: * Foi desmamado * Baia coletiva em que os boxes são separados por grades ou paredes * 10 a 20 animais/baia * Piso telado suspenso (com o piso plástico é o ideal) ou não * Para estabelecer a nova hierarquia, deve-se colocar os 2 lotes em uma 3ª baia (território novo, terão que disputar a hierarquia novamente) * Espaço adequado na baia: 0,15 m2 na maternidade; 0,3 m2 na creche; 0,6 m2 na engorda e 1,2 m2 para animais adultos. * Não deve usar madeira (difícil higienização) * Enriquecimento ambiental: cama, bola de borracha, correntes. Facilitam o crescimento, evita canibalismo * Briga pode causar otohematoma * Alimentação dos leitões é ilimitada. Já nas porcas acumula gordura na região da tuba uterina causando problema reprodutivo Crescimento e terminação: * Baia coletiva com 1,2m2/animal * Evitar a formação de uma lâmina dágua na baia, apesar de favorecer o BEA (problema sanitário e de casco). * Suíno possui dificuldade de trocar calor devido a espessura do toucinho, portanto utilizam a agua para dispersar o calor. Lama só por necessidade-calor! * Se não tiver comida terá problema de canibalismo → Equipamentos: a) Bebedouros: * Variados tipos de acordo com a fase * Sem água desidrata e perde peso * Tipos: Chupeta, taça, b) Comedouro: * deve ser alimentado pelo funcionário ou automaticamente * comedouro de terminação (75 Kg ração/40 suinos); de gestação com dosador de ração e de lactação (12 Kg ração). * no chão, caso seja muito raso o animal pode defecar e urinar ou jogar ração no chão. * Porco possui muita gastrite e úlcera gástrica. O estômago foi feito para comer toda hora, possui região aglandular e caso seja produzido muito acido gástrico pode corroer esta parte. Ocorre a sedimentação do alimento no estomago protegendo a parte aglandular. O ideal é que os porcos comam na mesma hora MANEJO REPRODUTIVO DO MACHO 18/02/13 → Importancia e funções do cachaço: * melhoramento genético * efeito na taxa de parição (X = 14 leitões) * tamanho da leitegada * identificação da fêmea no cio (importante para propriedades que usam IA) → Puberdade: * 120 a 150 dias * híbridos possuem maior numero de espermatozoides no ejaculado * 7/8 meses – treinamento para colheita de sêmen (os machos que vem de granja certificada já vem com esse treinamento) → Fases da monta natural: preparo do reprodutor: * prende em uma gaiola * limpeza da região genital com água e sabão, se necessário cortar o excesso de pelo no óstio prepucial * massageamento na região do testículo e na cauda do epidídimo (maior concentração espermática no ejaculado) * retorna para a baia, leva a fêmea para o macho * Baia: limpa, ideal que esteja com cama (reduz atrito do casco, protege o casco, reduz fratura de membros e pelve por escorregar), sem umidade * machos grandes demais: se possível usar com IA, pois pode causar fraturas e levar o animal ao descarte prelúdio (+/- 5 min)* corte do macho à fêmea, o macho se exibe à fêmea * cheira a fêmea, da cabaçada e levanta a fêmea pela lateral, cheira a região genital * fêmeas recém-desmamadas = deve-se coloca-las em baias ao lado da baia do macho com abertura protegida com grade, pois a presença do macho estimula o retorno rápido do cio (baias de pré-gestação) Monta: * coito lento * fêmea em estação (membros abertos) para suportar o peso do macho Descida: * após a cobertura, pode-se levar a fêmea para a baia de pré-gestação, pois ainda não confirmou a cobertura; e dar um banho nela (reduz T e estresse térmico, tende a aumentar a fertilidade) * pelo posicionamento dos membros e cascos do macho, pode causar hematomas e ferimentos na região da escápula → Avaliação da capacidade reprodutiva: * exame clínico 1º e andrológico 3º (problemas de casco, aprumos, ósseo, articular. Doenças sistêmicas podem alterar o perfil espermático) * libido 2º - avaliar prelúdio x tempo * relação macho:fêmea (monta 1: 20, IA 1: 40 ou 50 femeas) * numero de espermatozoides – coleta de sêmen * capacidade fertilizante – qualidade do ejaculado * frequência de uso – cuidado com sobreuso e ↓ uso = ↓ fertilidade Mesmo que o sêmen não seja utilizado, deve ser colhido Fêmea deve ser coberta ou inseminada 2 a 3 vezes: manhã – tarde – manhã, 24 horas (2 vezes), depende da granja * descarte: ate 2 anos de uso, 25 a 50% taxa anual de descarte. Depende do manejo da propriedade e do numero de machos → Sistema de cobertura: * livre x controlada (acompanhamento do funcionário) * local/instalações: baia do macho ou baia de cobertura (limpo e com cama) → Inseminação Artificial: * década de 70 * ABCS/ACSSC e ACSRS – Associação de Criadores * centrais estrela e concórdia * produção e logística Pessoal de laboratório para análise do sêmen; logística: como o semen chega a granja. Sítios com fêmeas que serão inseminadas deve ficar o mais próximo possível das centrais – transporte pp moto (tempo x distancia) Sêmen resfriado: dura +/- 3 dias * atualmente mais de 20 * vantagens: - favorece a disseminação de genética (incremento genético) - hoje existem centrais associadas a empresas - permite o monitoramento de desempenho reprodutivo (previsão de parto, cuidados com a fêmea antes do parto) - otimização dos talentos humanos (pessoas certas para cada trabalho a ser feito) - ↓ incoveniente tamanho de macho e fêmea (machos muito grandes podem ter maiores problemas com fraturas de quadril e coluna) * programas - aberto: sistema de integrado – integradores. Central prestando serviço a diversas granjas - fechado: coleta, avaliação e uso na própria granja * Linha: - materna: fêmeas de reposição - terminal: característica de carcaça ou crescimento IA??????????? 26/02/13 Reposição de leitoas: 30-40%, compradas (custo, risco de contaminação) ou reposição interna (baixo custo, não existe risco sanitário) → Reposição interna: * vantagens: conhecimento dos animais (sabe grau de sangue) e mesma idade na reprodução (uniformidade) * permanente disposição de plantel de reposição (excedente→abate lucro) * manutenção de núcleo puro (necessita comprar avó e avô) * previsão com muita antecedência (programar cobertura, parição para ter as fêmeas de reposição) * aclimatação: 20-45 dias (lote de 6 a 8 fêmeas) * estímulo sexual : entre 160-180 dias de idade * depois do 1º cio: reagrupar os animais de acordo com a manifestação de cio * alimentação: ração de lactação/crescimento (maior teor de proteína, estimula aparecimento do cio, aumenta formação de gametas) * flushing = estímulo sobre a ovulação (superalimentação) antes do período de cobertura (aumenta n. de folículos e os folículos ovulatórios) * DESCARTE = Fêmeas sem sinais de cio até 42 dias após a admissãO → Puberdade: Somente na puberdade que os cios são ovulatórios * depende da idade e do peso - 5,5 – 6,5 meses - 30% peso idade adulta (300-360 Kg – relação com prolificidade) * primeira cobertura (menor prolificidade) → Diagnóstico do cio: (fêmeas estão no lote pré-gestação – observação do cio) * fêmeas na gaiola, oo macho passa por traz da gaiola, observar a reação da fêmea! * Orelha eretas (elevada), atenta ao macho, vulva edemaciada e hiperêmica, vulva altamente sensível, vestíbulo vaginal hiperêmico * RTM = reflexo de tolerância ao macho. Positivo quando a fêmea aceita a monta do macho, parada. Mais preciso, resultado mais precoce! Garante maior chance de cobertura e maior prolificidade * RTH = reflexo de tolerância ao homem. Realizamos pressão sobre o dorso do animal. Positivo quando a fêmea aceita o estímulo. Verificar mais cedo, pois é um método pouco preciso. * ciclo reprodutivo (de um estro a outro) = 21 dias * principais pontos de estimulação da fêmea (macho toca o focinho) - aproximação com estímulo manual ou usando o joelho, no flanco (estímulo no flanco) da fêmea - apoio sobre o dorso da fêmea com as mãos ou sentar sobre a fêmea * frequência : 2x/dia diariamente no lote pré-gestação * importância do macho = sua presença é estimulante, questão olfativo, auditivo e visual. * duração do cio = 20-120 h, média 50/60 h (estro – fase em que manifesta o comportamento sexual) * ovulação = 10 – 30 horas (ocorre no terço final da duração do cio) * cobertura/IA = igual numero de vezes para as duas - manejo adequado: duas coberturas é o suficiente, estressa menos os animais - manejo ruim: devem ser feitas 3 coberturas pelo cachaço A partir da cobertura existem 2 manejos - direto para o galpão de gestação - só levam p o galpão de gestação depois de confirmado. Confirmação presuntiva (se daqui a 21 dias a fêmea não retornar o cio) ou confirmativa (utiliza US) → intervalo desmame-cio (IDC) x duração do cio: * Animais com IDC curto = mais rápido a manifestação do cio, mais rápido cobertura e maior numero de partos/ano. * Animais com IDC longo = menor numero partos/ano * Ideal: 3 partos por ano, porém a média é 2,4 partos/ano → Períodos de gestação: * Gestação: 114 a 115 dias * períodos: - EVL (embrionário de vida livre) 12 dias - EF (embrionário de fixação) até 35 dias - F (fetal) Espécie com maior migração embrionária de todas. * diagnóstico de gestação: US (mais recomendado) ou palpação retal (em porcas no terço final), diagnostico presuntivo (não repetição do cio) * parto: manejo - pré-parto : 15 dias antes aplicação de vermífugo e algumas vacinas (colostro rico em AC contra enterobactérias). 1 semana antes parto, Fêmeas levadas da gestação para gaiola de maternidade (vazio sanitário do local – limpeza e desinfecção. A fêmea deve ser lavada antes de ir para reduzir a carga contaminante, com sabão neutro e escova) - transparto: acompanhamento do parto e cuidados com a mãe. Enxugar leitão na toalha ou pó secante, retirar secreções nasais, realizar ligadura do cordão umbilical (no máximo 3 minutos) e antissepsia (estimula mumificação do cordão) e põe os leitões para mamar pp o colostro (primeiras 24 h) - pós parto (1 ou 2 dia pós parto): marcação australiana, brinco ou tatuagem; pesagem; corte da cauda; lixamento dos dentes; aplicação de ferro no 2º dia até 3 semanas (suplemento de ferro – supre necessidades do leitão, que nasce com pequena reserva e o leite da mãe não é suficiente); água disponível desde 1º dia; 1ª semana oferece ração pré-inicial 1 (contém leite em pó – porcas com IDC curto). A partir da 3ª semana o suplemento ferroso já acabou, porém o leitão já esta consumindo ração que contém ferro (quanto mais cedo consome ração, mais rápido e melhor será o desmame) Macho a partir da 2ª semana: castraçãodos machos * contrações do parto de 2 a 4 min e tempo de 5 a 10 seg * posição dos leitões = começa a nascer os leitões do corpo uterino e depois os do ápice do corno (menor tamanho) * expulsão dos leitões relativamente rápida (5 a 10 min) e a placenta sai logo em seguida (devido o tipo de aderência, difusa = epteliocorial, pequena lesão endotelial, se desprende rápido e se recupera logo → cobertura rápida) * duração do parto = 1 hora * puerpério(período pósparto): 18 a 21 dias (lóquios 1 a 3 dias) * indução do parto com prostaglandina (para dia de semana): 2 dias antes da data (7/9 h da manhã), assim 80/90% porcas vão parir de 15 a 36 h. em torno de 75% de porcas irão parir no horário de trabalho. * reconhecimento da prenhez: 12 a 15 dias pós-serviço * embriões se movem até o útero após 48 h (fecundação na tuba uterina) - 6 a 9 dias se movem até os cornos uterinos (ambos) - implantação em torno de 14 dias Anotar dia q cobriu e dia que pariu! Para ter a média de gestação de cada animal e do rebanho, reduzindo problemas de manejo de programação * intervenção do parto se tiver intervalo longo (45 a 60 min) * lactação: 50 a 60 dias pós-parto * desmame: - natural 50 a 60 dias - precoce: 21 até 60 dias - super precoce: < 21 dias (manejo tem que ser muito eficiente) MELHORAMENTO GENÉTICO DE SUÍNOS 25/02/13 Intervalo de geração rápido nas espécies de aves e suínos Suínos: qualidade de carcaça q tem elevado potencial hereditário Suíno de hoje = ocupar o espaço menor tempo possível, menor percentual de gordura (carcaça magra) dentro da sustentabilidade Antigamente para avaliar percentual de gordura utilizava US e paquímetro, hj utiliza swabe nasal ou bucal, faz PCR e genotipagem de lócus marcadores de qualidade de carcaça → Classificação taxonômica: Família suidae Gênero suis Espécie: Sus scrofa – javali Sus scrofa domestico Sus scrofa feral →Evolução dos suinos de acordo com a seleção e melhoramento: * primeira fase: javali - 70% anterior e 30% posterior * segunda fase: porco tipo banha - anterior 50% e 50% posterior - criado em sistema extensivo, estocagem de alimentos e gordura, tardios, menor conversão * terceira fase: porco tipo carne - anterior 30% e posterior 70% → Raças nacionais muito rústicas, sistema extensivo ou semi-intensivo, utilizado para criações familiares, menos prolíficas, tardias, conversão alimentar maior Marca comercial de suinos = é um produto de um cruzamento, heterose. Granja núcleo oferece as linhagens e as granjas multiplicadoras compram a genética, portanto na granja não realiza-se um melhoramento genético. Nilo - origem desconhecida (provavelmente alentejano e ibérico) - percentual de gordura 65 a 69% - muito rústica (sistema extensivo ou no máximo semi-intensivo, tardio, ↓ prolificidade e ↓ n. de tetas) Piau - 1ª raça nativa registrada no livro PBB - origem Brasil (GO, MG e SP) - pelagem oveira Moura - origem: SC, RS e Paraná - rústica, prolífica e prepotente genética (imprime com maior intensidade suas caracteristicas) - EMBRAPA esta usando em marcas para criação extensiva → Raças estrangeiras Duroc - 1ª raça introduzida no Brasil (raça paterna) - origem: USA - tipo de orelha: ibérica - rústica, fácil adaptação em diversas regiões do Brasil - raça paterna (qualidade de carcaça, baixa CA e rendimento de carcaça) Pietran - origem ibérica (marca paterna) - tipo de orelha asiática - excepcional qualidade genética de produzir carne (quadro pernis) - problemas relacionados ao gene halotano (gene recessivo q em homozigose causa síndrome do estresse suíno = tremor muscular intenso e morte súbita. Heterozigoto não reage ao gás halotano, deve-se fazer ..) Landrace e large White = raças maternas (alta capacidade de produção de leitão, numero de tetas elevados) Large White - origem inglaterra - tipo de orelha asiático - excelente habilidade materna - última raça a ser introduzida no Brasil Landrace - origem Dinamarca - raça precoce, carne magra, habilidade materna - orelha céltica Wessex - origem Inglaterra - pelagem preta com faixa branca - orelha céltica - boa habilidade materna, prolifera, rusticidade Hampshire - origem americana (paterna) -pelagem preta com faixa branca - rústica, utilizada como raça paterna → Estrutura de melhoramento: * granjas núcleo: raças e linhagens puras, seleção e transferência de reprodutores. Topo da pirâmide * multiplicadores: recebem linhagens puras e realizam cruzamento entre raças, produção de fêmea e macho híbridos (F1 – híbrido comercial) O termo correto seria cruzamento (entre raças diferentes) e não hibrido (cruzamento de espécies diferentes) * comerciais: granjas de produção de leitões e de ciclo completo, aproveitam da heterose e complementariedade. → Características selecionadas: Herdabilidade (h2) Ganho genético Tamanho da leitegada Peso da leitegada aos 21 dias Idade a puberdade Taxa de crescimento pós-desmame Idade aos 90 Kg de PV Conversão alimentar Espessura de toucinho Rendimento de carcaça Baixo Baixo Moderado Moderado Moderado a alto Moderado Moderado a alto alto Ambiente influencia mt mais na prolificidade da porca do que a genetica Circunferência escrotal = gera numero maior de leitões e puberdade mais rápido HETEROSE = média dos filhos é superior a media dos pais, qnto maior for a distancia das raças melhor Leite da porca é pobre em ferro, deve-se aplicar ferro nos leitões! → Cruzamentos: (cruzamentos produzem segregação, portanto as características fenitípicas não são importantes mas sim a produzitidade..) Tipos de cruzamentos: simples - cruza raça A/macho com raça B/fêmea - para na geração F1 - maior heterose (distancia genética das raças) e complementariedade (reúne caracteristicas favoráveis das 2 raças cruzadas) - ex: Macho duroc e fêmea pietran = os machos F1 são separados para reprodução fixo de duas raças: - complementariedade de 4 raças - menor heterose, mas as raças se complementam raças linha pai, crescimento e carcaça raças linha mãe, duplo propósito A x B C x D AB x CD ABCD (F2) abate retrocruzamento: - menos heterose, pois introduz sangue de uma espécie que já esta lá Raça A macho x fêmea F1 AB Machos e fêmeas (75% A e 25% B) Three-cross: - heterose menor que cruzamento simples mas com complementariedade de 3 raças. - Raça que esta por último tem maior contribuição Raça C macho x fêmea F1 AB Machos e fêmeas (50% C e 25% AB) Sistema rotacional com duas raças: A x B --> AB x A --> AAB x B --> AABB (5/8 B e 3/8 A).... - reposição das fêmeas (3/4) que são produzidas pelo próprio cruzamento - heterose estabiliza na 5ª geração Rotacional com três raças: - mais honeroso (manter 3 raças puros) - 2 raças maternas e 1 paterna → Problemas gerados: * estresse, maior sensibilidade a T, problema reprodutor, estrutura óssea afetada * seleção futura: a resistência a doenças através da seleção molecular. * características quantitativas são influenciadas por vários genes, baixa herdabilidade; enquanto qualitativas através do fenótipo.