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Prova de suinos

Material de introdução à suinocultura: apresenta consumo nacional e mundial, vantagens produtivas, reprodução e biologia, origens e raças, comportamento e manejo (alimentação, higiene, fase crítica dos leitões), evolução da qualidade da carne e dados econômicos e comerciais.

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Julia Horow

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Introdução a Suinocultura 21 e 22/01/13 
 
Renato ​Silveira@vm.uff.br 
 
Consumo de carnes no Brasil : 1º bovino, 2º frango e 3º suíno 
Consumo de carne no mundo: 1º suíno 
Obs: ABRAVES, Associação brasileira de criadores de suínos, EMBRAPA 
Revistas: suinocultura industrial 
Porkworld, ThePigSite.com, Pigdry 
Suínos e companhia 
Pig progress 
Livro da EMBRAPA de suínos e aves 
 
→ Vantagens da suinocultura: 
* facilidade de mercado para cada produto obtido (lombo, pernil) 
* pequeno capital inicial comparado as outras espécies animais 
* pequena área de criação (dependendo da intenção de produção) 
* carne de apreciado sabor e valor nutricional 
Bife de pernil possui menos colesterol que um peito de frango. Carne suína magra possui 34% menos colesterol do que frango sem pele 
Consumo de carne de porco no Brasil: 15 Kg/hab/ano 
* ciclo reprodutivo curto, 1º parto aos 10 meses (gestação 114 dias = 3 meses, 3 semanas e 3 dias) 
* alta prolificidade das fêmeas (+- 24 leitões/matriz/ano) porcas possuem 14 tetas - 7 pares 
* onívoro (ingere vários tipos de alimento) 
* abate = 150 dias com cerca de 90 Kg 
 
 
→ No Brasil: 
Ordem: Artiodactyla 
Familias: Suidae e Tavassuidae 
* Sus scrofa domestico 
* Sus scrofa feral 
* Tayassu pecari (queixada) 
* Pecari tajacu (cateto) 
 
→ Origem dos suínos: 
* espécies: 
Sus scrofa scrofa = suíno europeu 
- origem das raças primitivas europeias 
- ancestral das raças célticas 
Sus scrofa vittatus = suíno asiático 
- domesticação na região asiática 
- ancestral das raças asiáticas 
* hibridização entre as raças primitivas selvagens, formação das raças atualmente conhecidas 
* Sus scrofa domestico = suíno domestico 
* relatos: - Altamira/ Espanha 1200 a.C 
 - Américas/ Colombo 1494 
 - Brasil/ Martins Afonso de Souza 1532 
 
→ Curiosidades: 
* a mais antiga receita culinária da carne de suíno foi registrado na China, 1500 a.C. 
* Carlos Magno prescrevia carne de suíno para seus soldados 
* Idade nédia o consumo de carne suína era sinal de gula, luxuria 
* cheiro – aspecto social forte, grupos se identificam pelo cheiro, mãe identifica o filhote pelo cheiro 
* higiene/comedouro/bebedouro 
Comedouro e bebedouro devem ser colocados em locais opostos. 
Animal define local para urinar e defecar, normalmente aonde fica úmido pelo bebedouro. 
Tranferência cruzada = transferir os leitões de uma porca que possui menor numero de tetas para outra, deve-se seguir um manejo de esfregar os leitões na 
futura mãe (cheiro). 
* faro – trufa 
Os animais possuem faro mt apurado e são treinados p encontrar a trufa (fungo q libera hormônios semelhantes aos hormônios sexuais masc) 
* barbecue! (cabeça aos pés, da barba ao rabo) o porco é todo aproveitado 
* religião islamismo e judaísmo proíbem o consumo de carne de porco 
* dominância (hierarquia social) do ambiente se estabelece com brigas. Motivos: espaço, quantidade de comida, mudança de grupo 
O ideal para misturar os grupos de porcos é transferi-los para uma 3ª baia que possui novo cheiro, em que ocorrerá uma nova disputa 
Ataque ocorre mordendo na orelha, vulva, bolsa escrotal e cauda 
* possui dificuldade de controlar T corporal, possui pequena quantidade de glandulas sudoríparas e possui capa isolante → chafurtar na lama, água (condução) 
* hoje as criações são feitas em granjas separando as fases de criação, com isolamento (cinturão verde) e condições favoráveis 
Fase crítica = leitões. 
Produção depende de: sanidade x genética x nutrição x manejo e ambiência 
→ Economia: 
* porco é sinônimo de cofre, pois no sec XVII o engenheiro Frances Sebastian La Peste calculou que em 10 anos o porco teria 6 milhões de descendentes 
(facilidade de proliferar) 
* EUA = tio SAM. Sam Wilson oferecia ao exercito a carne de porco salgada para ser oferecida aos soldados na guerra de 1812 
* Wall Street (sec 17) muro de madeira q separa região de colonos holandeses x ingleses x índios. Porcos ficavam próximos ao muro 
 
 
 
→ Evolução da qualidade da carne: 
* antigamente a carne de porco era uma problemática, hoje em dia o suíno possui carne mais magra (redução da espessura de toucinho) 
* 1ª metade do sec XX o porco era sinônimo de banha (porco banha) 40-45% carne magra 
5 -6 cm espessura de toucinho 
* hoje em dia (base do triângulo é no membro posterior, preço do pernil) 58-62% carne magra 
1- 1,5 cm espessura de toucinho 
 * USDA: 1963/1990 (lombo cozido) redução de 77% gordura e 53% calorias (não há necessidade de usar banha para conservar alimento) 
 
 
→ Importante: 
* é a carne mais consumida, produção de 15 milhões de toneladas 
* Brasil é o 4º maior produtor (China, EU, EUA - China maior produtor e importador) 
* comércio internacional 5,4 milhões de toneladas, gerando U$ 11,9 bilhões 
* exportação 2009 ↑ 19% enquanto 2010 ↓ 11,4% 
* aumento da concorrência internacional 
* barreiras comerciais e sanitárias impostas pelos países importadores 
* ↑ nível de subsídios nas exportações da UE e da EUA 
* ↑ produção nacional nos últimos 5 anos (21,8%) 
* crescente participação no mercado mundial 
* ↑ demanda interna 
De 2004 a 2009 
- aumentou 27,6% no numero de animais abatidos e aumentou 36,4% no abate inspecionado (o abate clandestino caiu) 
- a criação para auto-consumo reduziu (criação de subsistência) queda de 17,6% 
- disponibilidade (Kg/habitante) passou de 11,3 para 13, 8 
 
 
 
→ Tendências: 
Rússia: 
* 2º maior importador mundial 
* principal destino das exportações brasileiras de carne suína e bovina (271,75 mil toneladas em 2007) 
* destino de 43% da exportação brasileira em 2008 
* pretensão de aumentar a produção doméstica de carne suína e diminuir a dependência externa 
Brasil exporta para : Japão, Coreia, China e Rússia 
Chile: 
* mercado pequeno mas altamente exigente 
* importante como referência de qualidade sanitária 
* acessa mercado japonês, onde é bem conceituado 
UE: 
* 2º maior produtor mundial 
* maior exportador mundial 
* mercado altamente exigente 
* grande protecionismo aos produtores locais 
* Acordos bilaterais: 
- são negociados com os 27 paises da EU separadamente 
- regulamentação comunitária extensa e complexa 
- a comunidade europeia exige rastreabilidade 
- aumento das cobranças relativas à resíduos 
- aumento das cobranças relativas ao bem-estar animal 
(esta proibido o uso de gaiolas de gestação pp na EU, porém no Brasil não existe nenhuma lei. Os comerciantes brasileiros estão banindo o uso de gaiolas) 
México: 
* 10º maior produtor mundial 
* exporta para EUA, Japão e Coréia do sul 
* 80% das exportações para EUA (opção pelo mercado externo) 
* mercado interno suprido por EUA, Canadá, Chile e Dinamarca 
* 28% da carne suína exportada pelos EUA tem como destino o México 
Estados Unidos: 
* 3º maior produtor e importador mundial de carne suína 
* crescimento da produção e das exportações nos últimos 5 anos 
 
China: 
* maior produtor e consumidor mundial 
* 5º maior exportador mundial 
* maior população mundial 
* intenso crescimento de renda per capita 
Coréia do Sul: 
* 6º maior importador mundial 
* importação dobrou nos últimos 4 anos 
* mercado exigente em termos sanitários 
Japão: 
* melhor preço internacional 
* mercado altamente exigente 
* abastecido pp pela Dinamarca, Canadá e EUA 
Brasil: 
* 186 milhoes de consumidores 
* aumento da renda per capita e do consumo de proteínas animais 
* cada 1 Kg de aumento no consumo per capita representa 100 mil novas matrizes 
* 15 Kg/cabeça/habitante/ano 
* produção de carne suína no Brasil: maior concentração esta no estado do sul (RS, SC, PR, SP, MG, MS, MT, GO) 
BRICS = Japão, Coréia, México e Chile 
 
 
→ Perfil da produção de suínos no Brasil: 
Brasil apresenta boa tecnologia de produção: 
a) Região sul - modelo intensivo industrial 
- 40% das matrizes alojadas 
- 80% das granjas tem área menor que 100 há (atividade familiar) 
b)região centro-oeste - modelo intensivo industrial 
- grandes propriedades (terra barata e em quantidade. Produtor de grãos se instalou e depois vieram as criações) 
- crescimento intensivo 
c) região sudeste: - propriedade de porte médio 
- crescimento moderado 
Suinocultura tecnificada aumentou, de subsistência reduziu e a produção total aumentou 
Maior contingencia das matrizes no sul do Brasil 
Exportação brasileira em 2010 = Russia, Hong Kong, Ucrânia; esta entrando no Japão e na Coreia 
O maior consumo no Brasil é : bovino, frango e suíno 
Brasil 4º maior produtor mundial 
5º maior consumidor mundial 
4º maior exportador mundial 
15,0 consumo per capita 
 
 
→ Pesquisa: 
 * 46% dos brasileiros consideram a carne suína a mais saborosa; porém compram pp outras carnes, pq? 
* preconceito, preço, formato, conveniência, associação com obesidade. 
 
→ ABCS – “um novo olhar sobre a carne suina” 
* campanha de reestruturação da oferta de carne suína in natura 
* 2010 14,5 Kg/hab enquanto 2012 foi de 15,1 Kg/hab 
* métodos: cortes diferenciados, degustação nos locais de venda, esclarecimento sobre a carne, melhor apresentação 
* resultados: grande aumento das vendas 
* níveis de penetração (aceitação) da carne suína: 
 - em geral, os brasileiros consomem produtos de suínos pelo menos 1 vez por ano 
- o pernil possui a mais alta penetração 
- embutidos: salames, presunto, mortadela e salsicha 
- costela, lombo, bisteca e pratos como a feijoada 
- patê é o produto menos consumido, seguido de miúdos 
 
→ Importancia para a medicina humana: 
* obtenção de insulina 
* ilhotas pancreáticas para implantes 
* obtenção de ACTH 
* medicamentos a partir da tireoide 
* pele usada em grandes queimaduras 
* heparina 
* fonte de válvulas cardíacas 
* produção de hemoglobina humana 
 
Biossegurança 28/01/13 
 
→ Introdução: 
* Tendência mundial de diminuição do numero de granjas e aumento do tamanho dos plantéis (fusão de granjas) 
* Implemento de novos sistemas de produção (buscando qualidade sanitária) 
 clima interfere no preço da ração, aumenta o custo de produção 
 Parte de engorda da granja esta separada da inicial (reprodutiva) 
 
 
→ Isolamento 
* isolamento de outros criatórios ou aglomerados de suínos, de maneira a evitar ao máximo a propagação de doenças. 
* doenças: redução da lucratividade (diminui a performace dos animais e aumento de despesas) (pressão de criação = mts animais em um mesmo local) 
 
 
→ localização da granja: 
* distante 500 m de qualquer outra criação ou abatedouro, 50 m de fontes d´agua e 100 m de estradas. 
* deve ser construído no final da fazenda, para objetivar a visita na granja. 
* prevenção da transmissão de agentes infecciosos por via aérea e através de vetores como: roedores, moscas, cães, gatos, aves e animais selvagens. 
 doença de aujeski (pseudo raiva) é de notificação obrigatória ao ministério da agricultura. Cão e gato são reservatórios. Brucelose e Tuberculose tb são. 
 
 
 
→ Acesso: 
* não permitir o trânsito de pessoas e/ou veículos no local sem prévia autorização 
* placa indicativa da existência da granja no caminho de acesso e no portão a indicação “Entrada proibida”. 
entrada​​: cercada e a entrada de veículos deve ser proibida, exceto para reformas da granja e nestes casos os veículos devem ser desinfetados com produto não 
corrosivo (pedilúvio e rodolúvio) 
 
portaria​​: 
- único local de acesso de pessoas à granja. 
- construir com escritório e banheiro junto à cerca que contorna a granja, numa posição que permita controlar a circulação de pessoas e veículos. 
 passa pelo escritório, é autorizado e ai sim vai p o banheiro (tomar banho e colocar roupa própria da granja). 
 
banheiro​​: 
- área suja, chuveiro e uma área limpa, onde devem ficar as roupas e botas da granja. 
- Fluxo entre as áreas. 
- Dependendo do tamanho da granja, deve-se construir uma cantina, anexo a portarias, para refeições dos funcionários. 
 
cercas​​: 
- tela de pelo menos 1,5 m de altura para evitar o livre acesso de pessoas, veículos e outros animais. 
- Essa cerca deve estar afastada pelo menos 20 ou 30 m das instalações. 
 
barreira vegetal​​: 
- cinturão verde (reflorestamento ou mata nativa) a partir da cerca de isolamento, com uma largura de aproximadamente 50 m. 
- Espécies de crescimento rápido (pinus ou eucaliptos) plantadas em linhas desencontradas formando um quebra-vento. 
 
 introdução de equipamentos​​: 
- avaliar previamente qualquer produto ou equipamento. 
- Suspeita de riscos: desinfecção através de um sistema de fumigação 
 
entrada de pessoas​​: 
- banho e troca de roupa todos os dias na entrada da granja, e serem esclarecidos sobre os princípios de controle de doenças para não visitarem outras criações. 
- Restringir ao máximo as visitas ao sistema de produção. 
 
 
embarcadouro e desembarcadouro dos animais: 
- junto a cerca de isolamento, pelo menos 20 m das instalações (pocilgas). 
- Deslocamento interno dos animais deve ser feito por corredores de manejo. 
 a compra de animais de reposição aumenta as chances de contaminação. O ideal é produzirmos os próprios animais de reposição (avós – animais puros) 
 
 
transporte de animais: 
- veículos apropriados, preferencialmente de uso exclusivo. 
- Os caminhões devem ser lavados e desinfetados após cada desembarque de animais. 
 
transporte de rações e insumos: 
- feito com caminhões específicos, preferencialmente do tipo graneleiro. 
- Não usar caminhões que transportam suínos. 
- O descarregamento deve ser feito sem entrar no perímetro interno da granja 
(o silo fica junto a cerca. O caminhão da granja busca o produto nos silos) 
- Caso exista fábrica de rações, esta deve estar localizada junto a cerca de isolamento. 
- Sempre que os silos forem esvaziados, devem ser limpos e desinfetados. 
 
 
introdução de animais na granja: 
- introdução dos animais e isolamento (barreira sanitária). 
- Introdução de doença: animais portadores sadios, no processo normal de reposição do plantel. 
 
origem dos animais​​: 
- adquirir animais e sêmen para formação do plantel e reposição somente de GRSC (Granjas de Reprodução Suína Certificada) conforme legislação (Instrução 
normativa 19 de 15/02/2002) MAPA 
- Livre de peste suína clássica, doença de Aujeszky, brucelose, tuberculose, ​(doenças de notificação obrigatória)​ sarna e livre ou controlada para leptospirose. 
- Doenças de certificação opcional: rinite atrófica progressiva, pneumonia micoplásmica e disenteria suína. 
- Exigir cópia do Certificado de granja GRSC (estadual e federal) e verificar a data de validade do mesmo. 
- Preferencialmente, adquirir animais procedentes de uma única origem sempre no sentido: 
granja núcleo > granja multiplicadora > granja comercial (levado para o abate) 
- Hoje em dia trabalhamos com marca comercial 
- Mais de uma origem, aumenta as chances de problemas sanitários. 
 
quarentena: 
- segregação por um período de pelo menos 28 dias. 
- Longe (mínimo de 500 m) do sistema de produção e separada por barreira física (vegetal). 
- Forma mais comum: animais portadores assintomáticos. 
- Realização de exames laboratoriais e acompanhamento clínico. 
- Tratamento contra ecto e endoparasitas, independendo do resultado dos exames. 
- Período é estendido no caso de vacinação ou por outro motivo específico. 
- Instalações: limpeza, desinfecção e vazio sanitário entre os lotes. 
- Equipamentos e funcionários exclusivos. 
 
adaptação: 
- novo sistema de manejo e microbiota da granja. 
- Ficha de controle dos procedimentos de adaptação, vacinação e anotação de cio para cada lote de fêmeas. 
- Espaço de alojamento: mínimo de 2 m​2​ por animal, alojando as leitoas em baias com 6 a 10 animais. Machos: baias individuais com mínimo de 6 m​2​. 
 - Adaptação aos microorganismos: 
 * Colocar uma ou duas pás de fezes de porcas pluríparas pordia, em cada baia, durante 20 dias consecutivos. 
 *Colocar fetos mumificados nas baias das leitoas até 15 dias antes de iniciar as coberturas. 
 * Iniciar a imunização dos animais logo após sua acomodação na granja. 
 
Controle de vetores: 
- roedores, moscas, pássaros e mamíferos silvestres e domésticos devem ser evitados ao máximo 
- cerca de isolamento; destino adequado do lixo, dos animais mortos, de restos de parição e de dejetos 
- limpeza e organização da fábrica e depósito de rações e insumos e dos galpões e arredores 
 
Roedores: 
- ambiente impróprio para a proliferação dos mesmos: limpeza e organização 
- combate direto: meios mecânicos (armadilhas e ratoeiras) ou produtos químicos (raticidas) 
- a cada 6 meses 
 
Insetos: 
- controle integrado = medidas mecânicas direcionadas ao destino e tratamento de dejetos 
- controle químico ou biológico que eliminam o inseto em alguma fase do seu ciclo de vida 
 
Destino de animais mortos: 
- carcaças, restos de placentas, fetos, umbigos e testículos 
- a quantidade destes resíduos depende do tamanho da criação e da sua taxa de mortalidade, portanto, deve ser estimada individualmente, para cada rebanho. 
- destino adequado: 
* compostagem: resultado da ação de bactérias termofílicas aeróbias sobre componentes orgânicos (carcaças e restos) misturados a componentes ricos em 
carbono (maravalha, serragem ou palha) 
 * fossa anaeróbia: problemas de operacionalização e odor forte 
 * incineração: sanitariamente mais adequado, porém alto custo (não pode ser próximo da granja) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Implantação Suinocultura 04 e 05/02/2013 
 
→ Fatores importantes: 
* estudos técnico e econômico (por uma firma) 
* capacidade de investimento 
* tipo e tamanho da propriedade 
* localização da granja (mercado consumidor, insumos, ração, vacinas, medicamentos) 
* condições climáticas e topográficas 
* vias de acesso (sinalizadas, de boa qualidade) 
* disponibilidade de água, energia elétrica, mão-de-obra (especializada) 
* legislações vigente: ambiental (CONAMA) e inspeção sanitária (municipal, estadual ou federal) 
* proximidade com outras granjas ou estabelecimentos 
 
 
 
→ Modelos de Sistemas de Criação: 
* extensivo 
* intensivo - confinado 
 - SISCAL (variação do confinado ao ar livre) 
 - semiconfinado ou de criação mista 
 - subsistência (visa o consumo) 
1) ​ Criação extensiva​​: 
- animais criados a solta, aproveitando espaços disponíveis de campos e florestas, não há preocupação com produtividade. 
- ​vantagens​: economia na alimentação quando existem pastagens 
- ​desvantagens​: sem controle da produção; baixa produção; baixo numero de leitões nascidos; maior risco de doenças; necessita de maior área para criação; 
maior custo com cercas; formação de vários locais alagados. 
 em 2000 somente 17% da criação era extensiva e hoje é 5 a 6% 
 
2) ​Criação Intensiva​​: (animais presos) 
- criação com fins comerciais visando produtividade e lucro 
- sistema intensivo de criação ao ar livre (SISCAL) 
- sistema de criação misto ou semi-confinado 
- sistema de criação confinado 
a)​ Criação semiconfinada​​: 
- criação de reprodutores com acesso a piquetes com ou sem pastagem em horários recomendados 
- todas as fases com exceção dos leitões 
- ​vantagens​: economia de ração (10 a 15%); fertilização do solo (fezes e urina); melhoria da carcaça pelo exercício; menor conhecimento técnico; economia de 
trabalho, materiais e equipamentos; bem estar animal. 
- ​desvantagens​: maior área para criação; maior quantidade de cercas; maior cuidado com o manejo; deficiência sanitária 
b)​ Criação confinada​​: 
- ​vantagens​: controle pleno; maiores índices de produtividade; melhor controle sanitário; melhor aproveitamento alimentar; melhor manejo; menor 
mão-de-obra; menor mortalidade; diminuição de parasitas interno. 
- ​desvantagens​: custo maior com instalações e equipamentos; mão-de-obra especializada; problemas com aprumos e casco (cimento é abrasivo); problemas 
com partos; rações balanceadas (para compensar o que comeria na natureza) 
 
Produtividade extensiva intensiva 
Meitões/porca/ano 5 a 6 18 a 23 
Desmamados/parto 3 a 5 12 a 14 
Partos/ano Menos de 1 2 a 2,4 
Idade de abate (meses) 12 a 18 5 a6 
Peso abate (Kg) 70 a 90 90 a 100 
 
c)​ SISCAL 
- animais mantidos em piquetes 
- piquetes cercados com fios ou telas de arame (eletrificado ou não) 
- recria (após sair da creche), terminação em confinamento (engorda) 
- ciclo completo (Argentina) e produção de leitões 
- indicado para pequenos e médios produtores 
- áreas com declividade máxima de 15% 
- criação com melhor bem estar e menor agressão ao ambiente 
- manter a área com cobertura vegetal durante todo o ano. 
-​ vantagens​: bom desempenho técnico, baixo custo de implantação e manutenção; facilidade de implantação e ampliação; numero reduzido de edificações; 
mobilidade das instalações 
d) ​Cama sobreposta 
- criação intensiva, utilizada somente nas fases de recria/crescimento e engorda/terminação. 
- ​palha de arroz​​, maravalha, capim 
- após a saída de um lote, adiciona-se outra cama de cama (sobreposição) reduzindo o custo do destino dos dejetos pois é vendido como adubo 
- dispensa o tratamento em esterqueiras, biodigestor (pode ser usado como adubo) 
 
 
 
→ Tipos de produção 
1) ciclo completo: inclui todas as fases e com produto final o suíno terminado 
2) UPL (unidade produtora de leitão) Dois tipos: desmamados (só produz leitão) e para terminação 
 
6 kg (21 d) Desmame para creche 
10 kg (42 d) Sai da Creche para a 
18 a 25 Kg (50 a 70 d) Recria e Terminação 
Sempre multiplos de 7 pois é o período de saída de cada fase para realizar o vazio sanitário 
Após 3 a 5 dias do desmame a fêmea entra no cio (pois não há a liberação de endorfinas causadas pelo movimento de sucção do leite pelos leitões, que 
bloqueiem hipófise-hipotalamo inibindo o cio) 
No caso de uma UPL de desmame, inclui a fase de Pregestação ( porca desmamada e leitoas) porca desmamada será inseminada e ficará ate 21 dias pois se não 
estiver prenha ela apresentará cio novamente; caso ela esteja prenha irá para gaiola de gestação ou baias coletivas (114 dias). 7 dias antes de parirem são 
higienizadas e vão para sala de maternidade. 
Após 21 dias de parição o leitão vai para creche e a porca vai para pré-gestação 
3) terminados (pega leitão q saiu da creche. Não tem pré-gestação, gestação, maternidade nem creche. Possui galpão único, separado em fases. 10 → 100 Kg 
abate) 
4) rerodutores (GRSC – Granja de Reprodução Suina Certificada) deve possuir animal puro, inspeção. Animal não vai para abate mas será vendido como 
reprodutor. Pode fazer cruzamentos. Fêmea após 5-6 partos/ 2 anos é descartada) 
5) Granja tradicional: comercialização 
6) Granja Núcleo: plantel fechado e com raças puras com alto padrão genético e sanitário (avós). Vende para reprodutores 
7) Granja Multiplicadora: vinculada à GN. Acasalamentos para incorporação de vigor híbrido (heteroze = qualidade de uma raça e de outra). Animais para a 
indústria/abate. 
Reposição de fêmeas a cada 2 anos 
 
 
 
→ Fluxo de produção de suínos em um único galpão 
 
 
←→ q → → → 
 
 
 
 
→ Curiosidades: 
* Regiões de clima frio na maior parte do ano a maternidade e creche deve ser protegidas com cortinas ejanelões. 
* As demais fases, proteger dos ventos diretos com cortinas 
* Regiões de clima quente na maior parte do ano as instalações ficam abertas com ventilação natural. Utiliza-se cortina (de baixo para cima) 
 
→ Setores: 
Gestação: 
* porcas permanecem nas gaiolas 4 a 7 dias antes do parto. Muro com 1 m de altura 
- Gaiola individual = 1,32 m2/ animal 2,10m x 0,6 m (comp x larg) 
 - Baiacoletiva = 2 m​2​/animal (marrã) e 3 m​2​/animal (porca) = ideal 
 Gaiolas:As fêmeas estão sendo selecionadas para serem maiores, mais altas p comportarem maior quantidade de tetas e produzirem mais filhotes; 
Gaiolas antigas são pequenas para o tamanho das porcas atuais: lesão nas vulvas, favorece a contaminação por fezes, lesão no dorso e no pernil 
Quando aproxima o parto, o estrogênio e citocina torna a vulva edemaciada e flácida (infecção genital) 
Machos presos em gaiolas podem apresentar problemas reprodutivos (brucelose causa aumento dos testiculos) 
Problemas nos membros: artrite, burcite = inflam da bolsa cinovial, protege tendões, problemas de casco 
Tela impede entrada de aves 
* cachaços: (varrão) 
- Machos inteiros para reprodução 
- baias individuais: 6 m​2​ (3 m x 2 m) = local de cobertura, muro com 1,2 m 
- relação: 1 cachaço para 20 porcas 
Maternidade: 
*cela de parição = 2,3 por 1,5 m e 40 a 60 cm de espaços laterais para os leitões. 
* baias maternidade 
- 6 m2 (2m x 3m) 
- Maternidade suspensa (fezes e urinas caem) com barra lateral (impede que a porca deite diretamente – ela é obrigada a deitar aos poucos) 
- 0,2 m de altura 
- 0,12 m de distancia da parede 
- piso parcialmente ripado 
* União Européia aboliu o uso de gaiolas!! 
*Piso plástico ou de cimento aquecido (chamado de calefação – sem abrigo) 
*Temperatura – adulto= 25º C 
– leitão = 32º C ​(partir da 1ª semana diminuímos 2º C e assim sucessivamente. Desmama com 21 dias com 28º C) 
* Escamoteador ou abrigo: 
- deve estar localizado no inicio da baia (lado oposto aonde a femea defeca), na frente da gaiola de maternidade (evita o esmagamento dos filhotes) 
- possui cama (palha de arroz , maravalha) e uma campânula com a lâmpada 150 incandescente com proteção, não é necessário utilizar a lâmpada 
infra-vermelho (a altura irá depender do comportamento dos leitões - empírico) OU pode-se usar a placa aquecedora, chamada de calefação que não necessita 
de abrigo, ao invés da lâmina. 
- comportamento: - muito próximo a lâmpada = frio 
- muito afastado da lâmpada = calor 
- espalhados uniformemente = ideal 
- placa aquecedora: utilizado na maternidade e na creche, permite saber a T certa que esta trabalhando 
- pode formar uma crosta no focinho e na cauda (necrose facial ou de cauda) caso o escamoteador esteja muito úmido ou com falta de higiene. 
 
 
→ Cuidados com os leitões recém-nascidos: 
* Ideal acompanhar (aparar) o parto das porcas 
* A partir do nascimento oferecer água (bebedouro) e a partir da 1ª semana já deve colocar ração para os leitões 
1) Secar os leitões (evita perda de calor), retirar as secreções nasais, auriculares (pode usar pó secante é a base de sílica, absorve umidade OU papel toalha) 
2) Realizar a ligadura do cordão umbilical (3 min após parto) e a antissepsia (álcool iodado) 
- na ligadura do cordão deve-se utilizar luva, calha e materiais apropriados (algodão, fio de pipa). Cortar o umbigo uns 3 dedos para ficar distante do chão e 
evitar a comunicação externa. Manejo deficiente leva a inflamação com produção de pus. 
3) Coloca-lo para mamar. 
 - Os leitões menores e mais fracos devem ser postos nas tetas anteriores/torácicas, pois possui mais gordura e é rico em nutrientes do que as tetas abdominais 
e inguinais. Esse manejo deve ser utilizado até acostumar, se condicionam a mamar na mesma teta; maior a chance de recuperação. (fêmeas possuem 5 a 8 
pares de tetas) 
- Transferência cruzada = retira-se os leitões de uma porca que tenha parido um numero superior de leitões e coloca-se em outra porca. Equilibra o numero de 
leitões em relação ao numero de tetas. 
- Leitões mais próximos do corpo do útero, tendem a serem menores e apresentam dificuldade de mamar – mais fracos. Baby pig disease = hipotermia e 
hipoglicemia, menores não mamam e acabam morrendo. O custo com a produção das porcas é compensado com a qualidade dos leitões gerados, devemos ter 
cuidado com a gestação e a maternidade. A contaminação na cauda dos leitões em locais muito sujo com fezes, causa necrose de cauda (sujeira ou canibalismo) 
e de face. 
- caso não tenha porcas para oferecer leite ao leitão, pode-se colocar em uma vaca ou na cadela OU aleitamento artificial com leite de vaca ou de cabra 
(adicionar gema de ovo, leite em pó, antibiótico e suco de limão). 
4) Castração 
- feito na 1 semana até 15 dias de nascido, com procedimento correto: anestesia, antissepsia. Manejo inadequado pode formar abscesso condenando o pernil 
 
 
→ Dente: 
* Formula dentária suína = I :3/3 C:1/1 PM:4/4 M:3/3 
* antigamente era preconizado cortar os dentes, atualmente utiliza-se a microfuradeira que lixa/arredonda a cúspide (protuberância do dente) do canino e do 1º 
pré-molar para evitar a mamite nas fêmeas (para de produzir leite). Deve ser feito no 1º dia de vida. 
 
→ Setores (continuação) 
Creche: 
* Foi desmamado 
* Baia coletiva em que os boxes são separados por grades ou paredes 
* 10 a 20 animais/baia 
* Piso telado suspenso (com o piso plástico é o ideal) ou não 
* Para estabelecer a nova hierarquia, deve-se colocar os 2 lotes em uma 3ª baia (território novo, terão que disputar a hierarquia novamente) 
* Espaço adequado na baia: 0,15 m​2​ na maternidade; 0,3 m​2​ na creche; 0,6 m​2​ na engorda e 1,2 m​2​ para animais adultos. 
* Não deve usar madeira (difícil higienização) 
* Enriquecimento ambiental: cama, bola de borracha, correntes. Facilitam o crescimento, evita canibalismo 
* Briga pode causar otohematoma 
* Alimentação dos leitões é ilimitada. Já nas porcas acumula gordura na região da tuba uterina causando problema reprodutivo 
 Crescimento e terminação: 
* Baia coletiva com 1,2m​2​/animal 
* Evitar a formação de uma lâmina dágua na baia, apesar de favorecer o BEA (problema sanitário e de casco). 
* Suíno possui dificuldade de trocar calor devido a espessura do toucinho, portanto utilizam a agua para dispersar o calor. Lama só por necessidade-calor! 
* Se não tiver comida terá problema de canibalismo 
 
 
→ Equipamentos: 
a) Bebedouros: 
* Variados tipos de acordo com a fase 
* Sem água desidrata e perde peso 
* Tipos: Chupeta, taça, 
b) Comedouro: 
* deve ser alimentado pelo funcionário ou automaticamente 
* comedouro de terminação (75 Kg ração/40 suinos); de gestação com dosador de ração e de lactação (12 Kg ração). 
* no chão, caso seja muito raso o animal pode defecar e urinar ou jogar ração no chão. 
* Porco possui muita gastrite e úlcera gástrica. O estômago foi feito para comer toda hora, possui região aglandular e caso seja produzido muito acido gástrico 
pode corroer esta parte. Ocorre a sedimentação do alimento no estomago protegendo a parte aglandular. O ideal é que os porcos comam na mesma hora 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MANEJO REPRODUTIVO DO MACHO 18/02/13 
 
→ Importancia e funções do cachaço: 
* melhoramento genético 
* efeito na taxa de parição (X = 14 leitões) 
* tamanho da leitegada 
* identificação da fêmea no cio (importante para propriedades que usam IA) 
 
 → Puberdade: 
* 120 a 150 dias 
* híbridos possuem maior numero de espermatozoides no ejaculado 
* 7/8 meses – treinamento para colheita de sêmen (os machos que vem de granja certificada já vem com esse treinamento) 
 
 
→ Fases da monta natural: 
 preparo do reprodutor: 
* prende em uma gaiola 
* limpeza da região genital com água e sabão, se necessário cortar o excesso de pelo no óstio prepucial 
* massageamento na região do testículo e na cauda do epidídimo (maior concentração espermática no ejaculado) 
* retorna para a baia, leva a fêmea para o macho 
* Baia: limpa, ideal que esteja com cama (reduz atrito do casco, protege o casco, reduz fratura de membros e pelve por escorregar), sem 
umidade 
* machos grandes demais: se possível usar com IA, pois pode causar fraturas e levar o animal ao descarte 
 prelúdio (+/- 5 min)* corte do macho à fêmea, o macho se exibe à fêmea 
* cheira a fêmea, da cabaçada e levanta a fêmea pela lateral, cheira a região genital 
* fêmeas recém-desmamadas = deve-se coloca-las em baias ao lado da baia do macho com abertura protegida com grade, pois a presença do 
macho estimula o retorno rápido do cio (baias de pré-gestação) 
Monta: 
* coito lento 
* fêmea em estação (membros abertos) para suportar o peso do macho 
Descida: 
* após a cobertura, pode-se levar a fêmea para a baia de pré-gestação, pois ainda não confirmou a cobertura; e dar um banho nela (reduz T e 
estresse térmico, tende a aumentar a fertilidade) 
* pelo posicionamento dos membros e cascos do macho, pode causar hematomas e ferimentos na região da escápula 
 
 
→ Avaliação da capacidade reprodutiva: 
* exame clínico 1º e andrológico 3º (problemas de casco, aprumos, ósseo, articular. Doenças sistêmicas podem alterar o perfil espermático) 
* libido 2º - avaliar prelúdio x tempo 
* relação macho:fêmea (monta 1: 20, IA 1: 40 ou 50 femeas) 
* numero de espermatozoides – coleta de sêmen 
* capacidade fertilizante – qualidade do ejaculado 
* frequência de uso – cuidado com sobreuso e ↓ uso = ↓ fertilidade 
Mesmo que o sêmen não seja utilizado, deve ser colhido 
Fêmea deve ser coberta ou inseminada 2 a 3 vezes: manhã – tarde – manhã, 24 horas (2 vezes), depende da granja 
* descarte: ate 2 anos de uso, 25 a 50% taxa anual de descarte. Depende do manejo da propriedade e do numero de machos 
 
 
→ Sistema de cobertura: 
* livre x controlada (acompanhamento do funcionário) 
* local/instalações: baia do macho ou baia de cobertura (limpo e com cama) 
 
 
→ Inseminação Artificial: 
* década de 70 
* ABCS/ACSSC e ACSRS – Associação de Criadores 
* centrais estrela e concórdia 
* produção e logística 
Pessoal de laboratório para análise do sêmen; logística: como o semen chega a granja. Sítios com fêmeas que serão inseminadas deve ficar o 
mais próximo possível das centrais – transporte pp moto (tempo x distancia) 
Sêmen resfriado: dura +/- 3 dias 
* atualmente mais de 20 
* vantagens: 
- favorece a disseminação de genética (incremento genético) 
- hoje existem centrais associadas a empresas 
- permite o monitoramento de desempenho reprodutivo (previsão de parto, cuidados com a fêmea antes do parto) 
- otimização dos talentos humanos (pessoas certas para cada trabalho a ser feito) 
- ↓ incoveniente tamanho de macho e fêmea (machos muito grandes podem ter maiores problemas com fraturas de quadril e coluna) 
* programas - aberto: sistema de integrado – integradores. Central prestando serviço a diversas granjas 
 - fechado: coleta, avaliação e uso na própria granja 
* Linha: - materna: fêmeas de reposição 
 - terminal: característica de carcaça ou crescimento 
 
 
 
 
 
 
 
IA??????????? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
26/02/13 
Reposição de leitoas: 30-40%, compradas (custo, risco de contaminação) ou reposição interna (baixo custo, não existe risco sanitário) 
→ Reposição interna: 
* vantagens: conhecimento dos animais (sabe grau de sangue) e mesma idade na reprodução (uniformidade) 
* permanente disposição de plantel de reposição (excedente→abate lucro) 
* manutenção de núcleo puro (necessita comprar avó e avô) 
* previsão com muita antecedência (programar cobertura, parição para ter as fêmeas de reposição) 
* aclimatação: 20-45 dias (lote de 6 a 8 fêmeas) 
* estímulo sexual : entre 160-180 dias de idade 
* depois do 1º cio: reagrupar os animais de acordo com a manifestação de cio 
* alimentação: ração de lactação/crescimento (maior teor de proteína, estimula aparecimento do cio, aumenta formação de gametas) 
* flushing = estímulo sobre a ovulação (superalimentação) antes do período de cobertura (aumenta n. de folículos e os folículos ovulatórios) 
* DESCARTE = Fêmeas sem sinais de cio até 42 dias após a admissãO 
 
→ Puberdade: 
Somente na puberdade que os cios são ovulatórios 
* depende da idade e do peso 
- 5,5 – 6,5 meses 
- 30% peso idade adulta (300-360 Kg – relação com prolificidade) 
* primeira cobertura (menor prolificidade) 
 
 
→ Diagnóstico do cio: (fêmeas estão no lote pré-gestação – observação do cio) 
* fêmeas na gaiola, oo macho passa por traz da gaiola, observar a reação da fêmea! 
* Orelha eretas (elevada), atenta ao macho, vulva edemaciada e hiperêmica, vulva altamente sensível, vestíbulo vaginal hiperêmico 
* RTM = reflexo de tolerância ao macho. Positivo quando a fêmea aceita a monta do macho, parada. Mais preciso, resultado mais precoce! 
Garante maior chance de cobertura e maior prolificidade 
* RTH = reflexo de tolerância ao homem. Realizamos pressão sobre o dorso do animal. Positivo quando a fêmea aceita o estímulo. Verificar 
mais cedo, pois é um método pouco preciso. 
* ciclo reprodutivo (de um estro a outro) = 21 dias 
* principais pontos de estimulação da fêmea (macho toca o focinho) 
- aproximação com estímulo manual ou usando o joelho, no flanco (estímulo no flanco) da fêmea 
- apoio sobre o dorso da fêmea com as mãos ou sentar sobre a fêmea 
 
 
 
 
 
 
 
 
* frequência : 2x/dia diariamente no lote pré-gestação 
* importância do macho = sua presença é estimulante, questão olfativo, auditivo e visual. 
* duração do cio = 20-120 h, média 50/60 h (estro – fase em que manifesta o comportamento sexual) 
* ovulação = 10 – 30 horas (ocorre no terço final da duração do cio) 
* cobertura/IA = igual numero de vezes para as duas 
- manejo adequado: duas coberturas é o suficiente, estressa menos os animais 
- manejo ruim: devem ser feitas 3 coberturas pelo cachaço 
A partir da cobertura existem 2 manejos 
- direto para o galpão de gestação 
- só levam p o galpão de gestação depois de confirmado. Confirmação presuntiva (se daqui a 21 dias a fêmea não retornar o cio) ou 
confirmativa (utiliza US) 
 
 
→ intervalo desmame-cio (IDC) x duração do cio: 
* Animais com IDC curto = mais rápido a manifestação do cio, mais rápido cobertura e maior numero de partos/ano. 
* Animais com IDC longo = menor numero partos/ano 
* Ideal: 3 partos por ano, porém a média é 2,4 partos/ano 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
→ Períodos de gestação: 
* Gestação: 114 a 115 dias 
* períodos: - EVL (embrionário de vida livre) 12 dias 
 - EF (embrionário de fixação) até 35 dias 
 - F (fetal) 
Espécie com maior migração embrionária de todas. 
* diagnóstico de gestação: US (mais recomendado) ou palpação retal (em porcas no terço final), diagnostico presuntivo (não repetição do cio) 
* parto: manejo 
- pré-parto ​​: 15 dias antes aplicação de vermífugo e algumas vacinas (colostro rico em AC contra enterobactérias). 1 semana antes parto, 
 Fêmeas levadas da gestação para gaiola de maternidade (vazio sanitário do local – limpeza e desinfecção. A fêmea deve ser lavada antes 
 de ir para reduzir a carga contaminante, com sabão neutro e escova) 
- transparto: ​​ acompanhamento do parto e cuidados com a mãe. Enxugar leitão na toalha ou pó secante, retirar secreções nasais, realizar 
 ligadura do cordão umbilical (no máximo 3 minutos) e antissepsia (estimula mumificação do cordão) e põe os leitões para mamar pp o 
colostro (primeiras 24 h) 
- pós parto​​ (1 ou 2 dia pós parto): marcação australiana, brinco ou tatuagem; pesagem; corte da cauda; lixamento dos dentes; aplicação de 
ferro no 2º dia até 3 semanas (suplemento de ferro – supre necessidades do leitão, que nasce com pequena reserva e o leite da mãe não é 
 suficiente); água disponível desde 1º dia; 1ª semana oferece ração pré-inicial 1 (contém leite em pó – porcas com IDC curto). 
A partir da 3ª semana o suplemento ferroso já acabou, porém o leitão já esta consumindo ração que contém ferro (quanto mais cedo 
 consome ração, mais rápido e melhor será o desmame) 
Macho a partir da 2ª semana: castraçãodos machos 
* contrações do parto de 2 a 4 min e tempo de 5 a 10 seg 
* posição dos leitões = começa a nascer os leitões do corpo uterino e depois os do ápice do corno (menor tamanho) 
* expulsão dos leitões relativamente rápida (5 a 10 min) e a placenta sai logo em seguida (devido o tipo de aderência, difusa = epteliocorial, 
pequena lesão endotelial, se desprende rápido e se recupera logo → cobertura rápida) 
* duração do parto = 1 hora 
* puerpério(período pósparto): 18 a 21 dias (lóquios 1 a 3 dias) 
* indução do parto com prostaglandina (para dia de semana): 2 dias antes da data (7/9 h da manhã), assim 80/90% porcas vão parir de 15 a 36 
h. em torno de 75% de porcas irão parir no horário de trabalho. 
 
* reconhecimento da prenhez: 12 a 15 dias pós-serviço 
* embriões se movem até o útero após 48 h (fecundação na tuba uterina) 
- 6 a 9 dias se movem até os cornos uterinos (ambos) 
- implantação em torno de 14 dias 
Anotar dia q cobriu e dia que pariu! Para ter a média de gestação de cada animal e do rebanho, reduzindo problemas de manejo de 
programação 
 
* intervenção do parto se tiver intervalo longo (45 a 60 min) 
* lactação: 50 a 60 dias pós-parto 
* desmame: - natural 50 a 60 dias 
 - precoce: 21 até 60 dias 
 - super precoce: < 21 dias (manejo tem que ser muito eficiente) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MELHORAMENTO GENÉTICO DE SUÍNOS 25/02/13 
Intervalo de geração rápido nas espécies de aves e suínos 
Suínos: qualidade de carcaça q tem elevado potencial hereditário 
Suíno de hoje = ocupar o espaço menor tempo possível, menor percentual de gordura (carcaça magra) dentro da sustentabilidade 
Antigamente para avaliar percentual de gordura utilizava US e paquímetro, hj utiliza swabe nasal ou bucal, faz PCR e genotipagem de lócus 
marcadores de qualidade de carcaça 
 
→ Classificação taxonômica: 
Família suidae 
Gênero suis 
Espécie: 
Sus scrofa – javali 
Sus scrofa domestico 
Sus scrofa feral 
 
 
→Evolução dos suinos de acordo com a seleção e melhoramento: 
* primeira fase: javali - 70% anterior e 30% posterior 
* segunda fase: porco tipo banha - anterior 50% e 50% posterior 
 - criado em sistema extensivo, estocagem de alimentos e gordura, tardios, menor conversão 
* terceira fase: porco tipo carne - anterior 30% e posterior 70% 
 
 
 
→ Raças nacionais 
muito rústicas, sistema extensivo ou semi-intensivo, utilizado para criações familiares, menos prolíficas, tardias, conversão alimentar maior 
Marca comercial de suinos = é um produto de um cruzamento, heterose. Granja núcleo oferece as linhagens e as granjas multiplicadoras 
compram a genética, portanto na granja não realiza-se um melhoramento genético. 
Nilo ​​- origem desconhecida (provavelmente alentejano e ibérico) 
 - percentual de gordura 65 a 69% 
 - muito rústica (sistema extensivo ou no máximo semi-intensivo, tardio, ↓ prolificidade e ↓ n. de tetas) 
Piau​​ - 1ª raça nativa registrada no livro PBB 
 - origem Brasil (GO, MG e SP) 
 - pelagem oveira 
Moura​​ - origem: SC, RS e Paraná 
- rústica, prolífica e prepotente genética (imprime com maior intensidade suas caracteristicas) 
- EMBRAPA esta usando em marcas para criação extensiva 
 
 
→ Raças estrangeiras 
Duroc - 1ª raça introduzida no Brasil 
(raça paterna) - origem: USA 
- tipo de orelha: ibérica 
- rústica, fácil adaptação em diversas regiões do Brasil 
- raça paterna (qualidade de carcaça, baixa CA e rendimento de carcaça) 
Pietran - origem ibérica 
(marca paterna) - tipo de orelha asiática 
- excepcional qualidade genética de produzir carne (quadro pernis) 
- problemas relacionados ao gene halotano (gene recessivo q em homozigose causa síndrome do estresse suíno = tremor muscular intenso e 
morte súbita. Heterozigoto não reage ao gás halotano, deve-se fazer ..) 
 
Landrace e large White = raças maternas (alta capacidade de produção de leitão, numero de tetas elevados) 
Large White - origem inglaterra 
- tipo de orelha asiático 
- excelente habilidade materna 
- última raça a ser introduzida no Brasil 
Landrace - origem Dinamarca 
- raça precoce, carne magra, habilidade materna 
- orelha céltica 
Wessex - origem Inglaterra 
- pelagem preta com faixa branca 
- orelha céltica 
- boa habilidade materna, prolifera, rusticidade 
Hampshire - origem americana 
(paterna) -pelagem preta com faixa branca 
- rústica, utilizada como raça paterna 
 
 
 
→ Estrutura de melhoramento: 
* granjas núcleo: raças e linhagens puras, seleção e transferência de reprodutores. Topo da pirâmide 
* multiplicadores: recebem linhagens puras e realizam cruzamento entre raças, produção de fêmea e macho híbridos (F1 – híbrido comercial) 
O termo correto seria cruzamento (entre raças diferentes) e não hibrido (cruzamento de espécies diferentes) 
* comerciais: granjas de produção de leitões e de ciclo completo, aproveitam da heterose e complementariedade. 
 
 
→ Características selecionadas: 
 Herdabilidade (h2) Ganho genético 
Tamanho da leitegada 
Peso da leitegada aos 21 dias 
Idade a puberdade 
Taxa de crescimento pós-desmame 
 Idade aos 90 Kg de PV 
Conversão alimentar 
Espessura de toucinho 
Rendimento de carcaça 
 Baixo 
Baixo 
Moderado 
Moderado 
Moderado a alto 
Moderado 
Moderado a alto 
alto 
Ambiente influencia mt mais na prolificidade da porca do que a genetica 
Circunferência escrotal = gera numero maior de leitões e puberdade mais rápido 
HETEROSE = média dos filhos é superior a media dos pais, qnto maior for a distancia das raças melhor 
Leite da porca é pobre em ferro, deve-se aplicar ferro nos leitões! 
 
 
→ Cruzamentos: (cruzamentos produzem segregação, portanto as características fenitípicas não são importantes mas sim a produzitidade..) 
Tipos de cruzamentos: 
simples 
- cruza raça A/macho com raça B/fêmea 
- para na geração F1 
- maior heterose (distancia genética das raças) e complementariedade (reúne caracteristicas favoráveis das 2 raças cruzadas) 
- ex: Macho duroc e fêmea pietran = os machos F1 são separados para reprodução 
 
fixo de duas raças: 
- complementariedade de 4 raças 
- menor heterose, mas as raças se complementam 
 raças linha pai, crescimento e carcaça raças linha mãe, duplo propósito 
A x B C x D 
 AB x CD 
 ABCD (F2) abate 
 
retrocruzamento: 
 - menos heterose, pois introduz sangue de uma espécie que já esta lá 
Raça A macho x fêmea F1 AB 
Machos e fêmeas (75% A e 25% B) 
 
Three-cross: 
- heterose menor que cruzamento simples mas com complementariedade de 3 raças. 
- Raça que esta por último tem maior contribuição 
Raça C macho x fêmea F1 AB 
Machos e fêmeas (50% C e 25% AB) 
 
Sistema rotacional com duas raças: 
A x B --> AB x A --> AAB x B --> AABB (5/8 B e 3/8 A).... 
- reposição das fêmeas (3/4) que são produzidas pelo próprio cruzamento 
- heterose estabiliza na 5ª geração 
 
Rotacional com três raças: 
- mais honeroso (manter 3 raças puros) 
- 2 raças maternas e 1 paterna 
 
 
→ Problemas gerados: 
* estresse, maior sensibilidade a T, problema reprodutor, estrutura óssea afetada 
* seleção futura: a resistência a doenças através da seleção molecular. 
* características quantitativas são influenciadas por vários genes, baixa herdabilidade; enquanto qualitativas através do fenótipo.