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CONTABILIDADE 
DO AGRONEGÓCIO
Sidnei Mariano
sidnei.mariano@kroton.com.br
(99) 98103-6111
CONTABILIDADE DO AGRONEGÓCIO
Estudo e utilização do processo contábil em empresas agropecuárias, cooperativas e
agroindustriais;
O ativo permanente na atividade rural;
Aspectos tributários na atividade rural, Contabilização e evidenciação.
Identificação da Amortização, Exaustão e Depreciação.
Custos na agropecuária.
Desenvolver no acadêmico competências gerais ou de fundamento de área, de
acordo com as unidades de ensino e conteúdos estudados, com foco nas habilidades
necessárias para a atuação profissional.
Proporcionar ao aluno conhecer os aspectos mais relevantes das funções da
contabilidade com um enfoque doutrinário sob a luz da perspectiva histórica e da
legislação vigente, uma visão abrangente, aprofundada e crítica da estrutura
conceitual das particularidades inerentes à atividade do agronegócio, dentro das
características pertinentes à contabilidade, de sua evolução e de sua metodologia,
sobre as quais repousam critérios de avaliação de ativos e passivos, de
reconhecimento de receitas e despesas, bem como os seus inter-relacionamentos.
Nome:
Ementa:
Objetivo geral:
Objetivos específicos:
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Avaliação dos alunos: conhecimentos adquiridos; competências e habilidades
relacionadas ao desenvolvimento da disciplina; atitudes: abertura às ideias e
argumentos, mostrando disponibilidade para rever suas próprias opiniões; cooperação
com os outros; participação efetivas nas aulas (não é apenas presença).
Avaliação do Rendimento Acadêmico: o aproveitamento escolar do aluno será
verificado por disciplina, valorada em 10 pontos, mediante a avaliação das atividades
acadêmicas e da assiduidade. A verificação do rendimento acadêmico será feita
através de: Avaliações Individuais - OFICIAIS, compreendendo provas produzidas ao
longo da disciplina, que valerão ao todo 7 pontos; Avaliações de tarefas ou trabalhos -
PARCIAIS - produzidos por equipes de aprendizagem durante a disciplina valendo, ao
todo, 3 pontos.
Adoção do conceito de Aula Estruturada, no qual as aulas são previamente planejadas,
ou estruturadas, e colocadas à disposição dos alunos, considerando os momentos do
Antes, Durante e Depois. Tal proposta preconiza os seguintes momentos de ensino e
aprendizagem: aulas expositivas: informação, conhecimento, aprendizagem de
conceitos e princípios; encontros das equipes de aprendizagem: desenvolvimento de
habilidades e competências, não só da disciplina em questão, mas também habilidade
de trabalhar em grupos e equipes, com ênfase na relação entre a teoria e o mundo
real; avaliações: oficiais e parciais.
Avaliação:
Metodologia:
Marion, Jose Carlos. Contabilidade rural: Contabilidade agrícola. Contabilidade da 
pecuária. Imposto de Renda – Pessoa jurídica. 14. ed. São Paulo: Atlas, 2017.
CREPALDI, Silvio A. Contabilidade rural. Uma abordagem decisorial. 8. ed. São Paulo: 
Atlas, 2016.
NIYAMA, Jorge Katsumi. Teoria da contabilidade. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2013.
Referências complementares:
IUDÍCIBUS, Sérgio de. Teoria avançada da contabilidade. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2012.
LOPES, Jorge. Estudando teoria da contabilidade. 1. ed. São Paulo: Atlas, 2009.
MARION, José Carlos. Introdução à teoria da contabilidade: para o nível de graduação. 
5. ed. São Paulo: Atlas, 2009.
MARTINS, Eliseu. Manual de contabilidade societária. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2013.
NIYAMA, Jorge Katsumi. Teoria avançada da contabilidade. 1. ed. São Paulo: Atlas, 
2014.
Referências:
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1 – ATIVIDADE DO AGRONEGÓCIO
1.1 - Agronegócio
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O QUE É AGRONEGÓCIO ?
O AGRONEGÓCIO ABRANGE QUAIS ATIVIDADES ?
QUAL A IMPORTÂNCIA DO AGRONEGÓCIO PARA O PAÍS ?
QUAL A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE PARA O AGRONEGÓCIO?
QUAL O OBJETIVO DA CONTABILIDADE?
A Contabilidade desenvolveu-se buscando responder aos anseios da sociedade, tendo
como OBJETIVO gerar informações para o controle e tomada de decisões.
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O agronegócio é um importante setor brasileiro que representa 23% do PIB nacional segundo a
Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA, 2016), por isso, tem tido cada vez mais
relevância no universo empresarial. A respeito da contabilidade, se ela é a linguagem dos negócios,
nada mais justo que também seja um importante instrumento para as empresas rurais. Portanto, como
futuro contador, você deve conhecer as particularidades desse setor e ajudar no fortalecimento da
contabilidade nas empresas rurais.
6
Fonte: Agrostat Brasil a partir de dados da SECEX/MDIC
Fonte: Agrostat Brasil a partir de dados da SECEX/MDIC
http://indicadores.agricultura.gov.br/agrostat/index.htm
7
Fonte: Agrostat Brasil a partir de dados da SECEX/MDIC
http://indicadores.agricultura.gov.br/agrostat/index.htm
EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS DO AGRONEGÓCIO POR SETORES – FEV/2018
Fonte: Agrostat Brasil a partir de dados da SECEX/MDIC
http://indicadores.agricultura.gov.br/agrostat/index.htm
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EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS DO AGRONEGÓCIO POR SETORES – JUL/2018
Fonte: Agrostat Brasil a partir de dados da SECEX/MDIC
http://indicadores.agricultura.gov.br/agrostat/index.htm
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A cadeia produtiva do agronegócio não pode ser caracterizada como simplificada. Ao
contrário, ela é complexa. Talvez por isso a contabilidade tem se tornado essencial, quer
seja pela necessidade de uma apuração correta dos custos quer pela necessidade de
divulgação das demonstrações contábeis. Atualmente as empresas do agronegócio contam
com tecnologia, pesquisa e altos investimentos em seus processos produtivos e a
contabilidade é uma ferramenta importante que irá ajudar na gestão de tudo isso.
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Nakao (2017, p. 9) diz que “o agronegócio engloba todos os envolvidos no fluxo de produtos
de origem agrícola até se chegar ao produto final: fornecedores de bens e serviços para a
agricultura, produtos rurais, processadores, indústrias e distribuidores”.
Produtos de 
Insumos
Fornecedor
de Insumos
Agricultor Processador Varejista
Institucional
Industrial
Consumidor
O termo “agronegócio” não se refere apenas à agricultura e tem em sua cadeia produtiva
empresas que não estão no campo, mas estão relacionadas direta ou indiretamente à
atividade agrícola ou à pecuária. Embora a representatividade da agricultura seja
significativa, ela sozinha não é a composição do agronegócio: ela é uma parte e não o todo.
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Além das atividades dentro da fazenda (agricultura, pecuária, reflorestamento), a cadeia
produtiva do agronegócio pode ser dividida em dois conceitos para classificar empresas
desse setor: antes da fazenda e após as fazendas. Por esse conceito, as empresas de
fertilizantes e máquinas (antes da fazenda), os armazéns, as indústrias, as distribuidoras
(depois da fazenda) fazem parte do agronegócio porque estão no processo produtivo do
setor.
Mas você também poderá 
observar na literatura sobre 
agronegócio outras 
expressões, como: “dentro da 
porteira” e “fora da porteira”, 
que também buscam mostrar 
a diferença entre a empresa 
rural e as demais empresas da 
cadeia produtiva
(NAKAO, 2017).
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Reforçando:
Várias empresas participam do agronegócio.
Segundo dados do CEPEA (2016), o agronegócio emprega 19 milhões de pessoas no 
Brasil, seja no campo, seja nas empresas que fazem parte da cadeia produtiva do 
agronegócio.
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Quando o assunto é contabilidade do agronegócio, a linguagem que é mais encontrada na
literatura é: contabilidade rural, atividade rural, atividade agrícola. Afinal, qual o jeito correto
de se falar sobre as atividades realizadas no campo? Em que tipos de empresas do
agronegócio será aplicada a contabilidade rural? E como fica a contabilidade antes e depois
da fazenda?
A contabilidade pode ser dividida em diversas
áreas de atuação, tais como:
� contabilidade geral,
� contabilidadede custos, e
� contabilidade financeira.
Isso ocorre devido à finalidade que a
contabilidade está sendo empregada.
O mesmo ocorre com as atividades relacionadas
ao agronegócio, onde encontramos termos como:
� contabilidade rural,
� contabilidade agropecuária,
� contabilidade agrícola,
� contabilidade pecuária.
A diferença principal é o tipo de empresa a que
ela se aplica.
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Se uma empresa é da cadeia produtiva do agronegócio, mas é uma indústria que recebe o
trigo colhido no campo para processamento, ela não registrará um ativo biológico ou produto
agrícola, pois o que ela recebe é a matéria prima (trigo) que irá transformar em farinha (ou
outro produto final). Portanto a contabilidade a ser utilizada por ela não será a rural.
Na definição do que é atividade agrícola é importante conhecer o que a legislação brasileira
classifica como tal para então compreender porque há uma necessidade de diferenciação
das atividades realizadas pela empresa rural e que atividades irão ser classificadas como
atividades agrícolas e farão parte do escopo do processo contábil.
LEI Nº 8.171, DE 17 DE JANEIRO DE 1991.
Dispõe sobre a política agrícola.
Art. 2°, I - a atividade agrícola compreende processos físicos, químicos e biológicos, onde os 
recursos naturais envolvidos devem ser utilizados e gerenciados, subordinando-se às 
normas e princípios de interesse público, de forma que seja cumprida a função social e 
econômica da propriedade;
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Pronunciamento técnico CPC 29 – Ativo Biológico e Produto
Agrícola (CPC, 2009) conceitua atividade agrícola como o
“gerenciamento da transformação biológica e da colheita de ativos
biológicos para venda ou para conversão em produtos agrícolas ou
em ativos biológicos adicionais, pela entidade”.
A Instrução Normativa da Receita Federal nº 1700/2017, artigo
249, diz que a exploração da atividade rural inclui as
operações de giro normal da pessoa jurídica em decorrência
das atividades consideradas rurais e faz uma lista do que pode
e não pode ser considerado uma atividade rural. Veja que pela
Normativa da Receita Federal o termo é “atividade rural” e não
“atividade agrícola”. Mas os conceitos são equivalentes.
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A norma também considera como atividade rural a transformação de produtos decorrentes
desse tipo de atividade – sem que sejam alteradas a composição e as características do
produto in natura – feita pelo próprio agricultor ou criador, com equipamentos e utensílios
usualmente empregados nas atividades rurais, utilizando exclusivamente matéria-prima
produzida na área rural explorada.
São exemplos de transformações feitas pelo agricultor ou criador, segundo a SR 1700/17:
� Beneficiamento de produtos agrícolas:
descasque de arroz e de outros produtos semelhantes; debulha de milho; e conserva de
frutas.
� Transformação de produtos agrícolas: moagem de trigo e de milho; moagem de cana-de-açúcar
para produção de açúcar mascavo, melado e rapadura; e grãos em farinha ou farelo.
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� Transformação de produtos zootécnicos: produção de mel acondicionado em embalagem;
laticínio (pasteurização e acondicionamento de leite); transformação de leite em queijo, manteiga e
requeijão); produção de sucos de frutas acondicionados em embalagem; e produção de adubos
orgânicos.
� Transformação de produtos florestais: produção de carvão vegetal; produção de lenha; e venda
de pinheiros e madeira de árvores plantadas na propriedade rural.
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� Produção de embriões: de rebanho em geral, alevinos e girinos, em propriedade rural,
independentemente de sua destinação (reprodução ou comercialização).
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CPC 29 – DEFINIÇÃO DE ATIVOS BIOLÓGICOS E PRODUTOS AGRÍCOLAS
O PRODUTO AGRÍCOLA é definido como o produto colhido ou, de alguma forma, obtido a partir
de um ativo biológico de uma entidade.
O ATIVO BIOLÓGICO, por sua vez, refere-se a um animal ou a uma planta, vivos, que produz
produto agrícola.
A transformação biológica compreende o processo de crescimento, degeneração, produção e
procriação que causa mudança qualitativa e quantitativa no ativo biológico.
Assim, por exemplo: o gado para produção de leite é ativo biológico que produz o produto
agrícola “leite”, e está sujeito a nascimento, crescimento, produção, degeneração, procriação; se
os bezerros machos que nascem são destinados à venda, eles são considerados produto agrícola,
e se as fêmeas se destinam à futura produção de leite, são consideradas ativos biológicos.
Noutros exemplos, o pé de café é o ativo biológico que produz o produto agrícola “café”; o
eucalipto é o ativo biológico que produz o produto agrícola “madeira”, a ser utilizada como
matéria-prima para a obtenção da celulose, etc.
Fonte: CPC 29
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Atividade agrícola compreende uma série de atividades, por exemplo, aumento de rebanhos,
silvicultura, colheita anual ou constante, cultivo de pomares e de plantações, floricultura e
cultura aquática (incluindo criação de peixes). Certas características comuns existem dentro
dessa diversidade:
(a) capacidade de mudança. Animais e plantas vivos são capazes de transformações
biológicas;
(b) gerenciamento de mudança. O gerenciamento facilita a transformação biológica,
promovendo, ou pelo menos estabilizando, as condições necessárias para que o processo
ocorra (por exemplo, nível de nutrientes, umidade, temperatura, fertilidade, luz). Tal
gerenciamento é que distingue as atividades agrícolas de outras atividades. Por exemplo,
colher de fontes não gerenciadas, tais como pesca no oceano ou desflorestamento, não é
atividade agrícola; e
(c) mensuração da mudança. A mudança na qualidade (por exemplo, mérito genético,
densidade, amadurecimento, nível de gordura, conteúdo proteico e resistência da fibra) ou
quantidade (por exemplo, descendência, peso, metros cúbicos, comprimento e/ou diâmetro
da fibra e a quantidade de brotos) causada pela transformação biológica ou colheita é
mensurada e monitorada como uma função rotineira de gerenciamento.
Transformação biológica resulta dos seguintes eventos:
(a) mudanças de ativos por meio de:
(i) crescimento (aumento em quantidade ou melhoria na qualidade do animal ou planta),
(ii) degeneração (redução na quantidade ou deterioração na qualidade de animal ou planta) ou
(iii) procriação (geração adicional de animais ou plantas); ou
(b) produção de produtos agrícolas, tais como látex, folhas de chá, lã, leite.
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Vejamos na prática:
Imagine uma empresa com apenas uma atividade agrícola, como a produção de milho.
PRODUTO
AGRÍCOLA
ATIVO
BIOLÓGICO
PRODUTO
RESULTADO DO 
PROCESSAMENTO 
APÓS A COLHEITA
Como as empresas rurais nem sempre trabalham apenas com uma atividade ou a atividade
da empresa pode gerar mais de um produto, fica a dúvida: como fazer a classificação das
atividades realizadas pela empresa levando-se em conta essa classificação do
pronunciamento técnico CPC 29 – Ativo Biológico e Produto Agrícola? Como entender se a
atividade rural gera um ativo biológico, um produto agrícola ou um produto resultante da
colheita?
Empresa A – Tem como principal atividade a criação de porcos que serão utilizados como
matéria prima na fabricação de presunto e salsicha.
Empresa B – Desenvolve a atividade de criação de frangos, sendo que trabalha com duas
atividades distintas: frangos para abate e venda e produção de ovos.
ATIVOS BIOLÓGICOS PRODUTOS AGRÍCOLAS PRODUTOS RESULTANTES
A - Porcos A - Carcaça A - Presunto
A - Porcos A - Carcaça A - Salsicha
B - Frangos B - Carcaça B – Coxa / peito etc
B - Frangos B - Ovos B – Ovos
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ATIVOS BIOLÓGICOS PRODUTOS AGRÍCOLAS PRODUTOS RESULTANTES
Carneiros
Plantação de árvores
Gado de leite
Plantação de algodão
Cana-de-açúcar
Plantação de fumo
Arbusto de chá
Videira
Árvore frutífera
Palmeira de dendê
Seringueira
Lã, fio
Árvore cortada, tora
Leite
Algodão colhido
Cana colhida
Folha colhida
Folha colhida
Uva colhida
Fruta colhidaFruto colhido
Látex colhido
Tapete, roupa
Madeira serrada
Queijo, requeijão
Fio de algodão, roupa
Açúcar, etanol
Fumo curado
Chá
Vinho, suco
Fruta processada
Óleo, azeite
Borracha
Um ponto de atenção na contabilização segundo o CPC 29 – Ativo Biológico e Produto
Agrícola (2009) é que nem sempre a empresa irá fazer processamento dos produtos
agrícolas, assim como nem todo animal e plantas vivos irão ser classificados como ativos
biológicos. Isso ocorre porque o pronunciamento define que para ser reconhecido como ativo
biológico ou produto agrícola é necessário que esses estejam relacionados à atividade
agrícola.
Somente poderá ser 
classificado como 
ATIVO BIOLÓGICO
se gerar
PRODUTO AGRÍCOLA.
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Como são comercializados os produtos agrícolas depois de colhidos?
A primeira coisa a destacar é que os produtos agrícolas, gerados da atividade agrícola,
muitas vezes apresentam a sazonalidade como uma de suas características.
Essa sazonalidade gera, muitas vezes, um descompasso de oferta e procura e isso leva a
uma oscilação muito grande dos preços dos produtos. Sempre que isso ocorre, normalmente
estamos diante de uma commodity.
As commodities – ou commodity, no singular – é uma expressão do inglês que se difundiu no linguajar 
econômico para fazer referência a um determinado bem ou produto de origem primária 
comercializado nas bolsas de mercadorias e valores de todo o mundo e que possui um grande valor 
comercial e estratégico. Geralmente, trata-se de recursos minerais, vegetais ou agrícolas, tais como o 
petróleo, o carvão mineral, a soja, a cana-de-açúcar e outros.
As commodities estão na base do agronegócio brasileiro e, como o Brasil é líder mundial em diversas
commodities, como o café, a soja, o açúcar e o suco de laranja, isso gera uma exposição alta quanto
à volatilidade dos preços dos e interfere em toda a cadeia produtiva do agronegócio. Essa
volatilidade existe porque ocorre um descompasso entre procura e oferta, causadas, muitas vezes,
pela entressafra de algumas dessas commodities.
Para evitar o risco dessa volatilidade dos preços, as empresas rurais fazem contratos que
são usados na hora das negociações da safra antes mesmo de ela ser colhida.
Contrato a termo: é um contrato firmando entre duas partes. Uma com a promessa de
entrega de mercadorias em uma data futura e com preço previamente estabelecido; e a outra
com a promessa de fazer o pagamento e receber a mercadoria na data de vencimento do
contrato.
Contrato futuro: são definidos como “uma obrigação de entregar ou receber uma
determinada mercadoria, em determinada data futura, por um preço previamente acordado
entre partes negociadoras do contrato”. São tidos como uma evolução do mercado a termo
porque a diferença desse contrato é o ajuste diário, tendo uma cotação diária e sendo
comercializado enquanto instrumento financeiro.
Contratos de swap: as operações de swap são consideradas uma proteção de riscos para
empresas exportadoras que ficam expostas à variação cambial em suas operações. Nesse
tipo de contrato não ocorrem pagamentos, mas uma troca.
Hedge é uma técnica que utiliza instrumentos financeiros, normalmente os derivativos, para
gerenciar as variações de preços, tão comuns aos produtos agrícolas. Os instrumentos de
hedge são usados para proteger o objeto do hedge exposto às oscilações de valores
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EMPREGADO E EMPREGADOR RURAL
A atividade agrícola é realizada pelo empregado rural, muitas
vezes sob o comando do empregador rural. É a lei 5.889/73
que conceitua o que é empregado e empregador rural:
• Art. 2º - Empregado rural é toda pessoa física que, em
propriedade rural ou prédio rústico, presta serviços de natureza
não eventual à empregador rural, sob a dependência deste e
mediante salário. É importante salientar que o empregador rural
pode ser tanto pessoa física como pessoa jurídica.
• Art. 3º - Considera-se empregador rural, para os efeitos desta
Lei, a pessoa física ou jurídica, proprietário ou não, que explore
atividade agro econômica, em caráter permanente ou
temporário, diretamente ou através de prepostos e com auxílio
de empregados.
Art. 4º - Equipara-se ao empregador rural, a pessoa física ou
jurídica que, habitualmente, em caráter profissional, e por conta
de terceiros, execute serviços de natureza agrária, mediante
utilização do trabalho de outrem.
COOPERATIVAS
Além do empregado e do empregador, na cadeia produtiva do agronegócio existem também
as cooperativas, que podem ser cooperativas agrícolas ou cooperativas de crédito. Embora
não realizem atividade agrícola, as cooperativas ganham representatividade porque os
produtores rurais, sozinhos, não teriam condições de mover toda a cadeia produtiva, então,
ao se reunirem em cooperativas eles podem negociar melhor, tanto para comprar insumos e
máquinas como para vender sua produção.
As cooperativas têm um papel muito importante no Brasil porque estas chegam a representar
quase 50% do PIB agrícola, segundo dados do Ministério da Agricultura, com a
comercialização dos produtos gerados nas empresas rurais.
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COOPERATIVAS AGRÍCOLAS: formadas por produtores
rurais, agropastoris e de pesca, que trabalham de forma
solidária na realização das várias etapas da cadeia
produtiva, na compra de sementes e insumos até a
colheita, armazenamento, industrialização e venda no
mercado da produção. As cooperativas podem, por
exemplo, promover a compra de insumos e máquinas com
vantagens que, isoladamente, o produtor não conseguiria
(SEBRAE, 2014).
COOPERATIVAS DE CRÉDITO: são sociedades de
pessoas destinadas a proporcionar assistência financeira a
seus cooperantes. Funcionam mediante autorização e
fiscalização do Banco Central do Brasil, porque são
equiparadas às demais instituições financeiras. Para
consecução de seus objetivos, podem praticar as
operações passivas típicas de sua modalidade, como obter
recursos no mercado financeiro, nas instituições de crédito,
particulares ou oficiais, por meio de repasses e
refinanciamentos (CARDOSO, 2014).
Sem medo de errar
A empresa Santa Fé tem atuação na pecuária, especificamente, na produção de leite e na
produção de café e está iniciando um projeto para implementação de uma área de
reflorestamento. Do leite produzido, 90% vai direto para a cooperativa Coopertur e não sofre
qualquer processamento na empresa. Os 10% restantes a empresa transforma em queijo
artesanal. O café é enviado em grãos para a Coopertur. A área de reflorestamento é formada
por eucaliptos que serão transformados em madeira para serem vendidos e, para essa
atividade, a Santa Fé está projetando fazer beneficiamento na própria empresa,
transformando essa madeira em toras. No entanto, como está iniciando a plantação, não tem
ainda qualquer atividade de processamento.
Determine:
a. Os ativos biológicos
b. Os produtos agrícolas
c. Os produtos resultantes do
processamento após a colheita
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Avançando na prática
A empresa Leite Fresco S/A está recebendo a visita da Receita Federal e precisa apresentar
um relatório detalhando a cadeia produtiva da empresa, uma vez que a Receita está
investigando o desvio de tributos em algumas empresas da cadeia de agronegócio daquela
região.
A empresa tem atualmente 250 cabeças de gado leiteiro, duas máquinas mecânicas de leite
e um trator, todos quitados. Além disso, compra quinzenalmente ração e defensivos agrícolas
da Defende o Campo Ltda., com pagamento financiado pelo Banco do Povo S/A. A entrega
da sua produção é feita em uma caminhonete arrendada pelo banco mencionado. A Leite
Fresco S/A tem como principal cliente a Leitinho S/A, que lhe paga mensalmente, porque
ainda irá embalar o leite e entregar ao Supermercadão Ltda., que por sua vez vende em
caixas de 12 unidades ao Mercadinho Ltda., que vende ao consumidor final.
Demonstre a cadeia produtiva:
a. Antes da fazenda
b. Na fazenda
c. Depois da fazenda

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