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Introdução A gravidez precoce, ou a gravidez na adolescência, é um tema de preocupação mundial, com tendência a crescer. Sob o ponto de vista da saúde pública, o problema está ligado à falta de informação dos adolescentes aquando da passagem à fase adulta, quando os jovens se vão descobrindo a si próprios, pensam que são imunes e que nada lhes acontece. O grande dilema é que, quando se fala em anti-concepção, os jovens não se identificam, não sentem esse problema como sério, não sabem o que é a fisiologia de uma gravidez, não vêem o perigo. O aborto geralmente é uma prática oculta, por excelência pós o mesmo tem sinal de reprovação perante a sociedade, anteriormente não era assim. Segundo a história na Grécia antiga o aborto era visto como um método eficaz para limitar os nascimentos e manter estáveis as populações das cidades Gregas. O aborto era visto como um acto natural sendo feito sobre tudo entre as prostitutas. Segundo Sócrates Apud Ana Paula Pinto (2003); facilitar o aborto as mulheres que o desejassem era melhor.[1: Porque assim ajudava na ideia de que para minimizar o crescimento da população nada melhor que a pratica do aborto.] O aborto representa um serio risco para a saúde mental, devendo ser proibido, mas nem em todos os casos, pois segundo alguns estudos já feitos afirmam que as reacções psicológicas adversas ocorridas pelo aborto provocado é menos graves comparado com o nascimento de uma criança indesejada. Muitas mulheres se apresentam tristes e preocupadas com o profundo sentimento de perda enquanto as outras mostram um estado diferente que é de alívio. Seguindo essa ideia o aborto pode ou não acarretar consequências psicológicas voltadas para transtornos mentais. Formulação do Problema: O problema é à base de todo trabalho de pesquisa. Depois de definido o tema, faz-se a questão para ser respondida através de uma hipótese que poderá ser aceite ou refutada através do trabalho de pesquisa, (KAUARK, MANHÃES & MEDEIROS, 2010). As razões que levaram nos à escolha deste tema, são os inúmeros casos de aborto que têm surgido na nossa sociedade em Luanda particularmente no município do kilamba kiaxi nos últimos tempos muitas raparigas tem se envolvido nessa pratica, com isso pretendemos compreender as causas e as consequências psicológicas do aborto em pacientes adolescentes com idade compreendida entre os 14 aos 17 anos do Hospital Materno Infantil do Kilamba-Kiaxi. Para a nossa pesquisa o problema em questão é: Quais são as consequências psicológicas da gravidez precoce? Objectivos: Os objectivos definem o que os pesquisadores desejam obter com a realização do trabalho de pesquisa. O objectivo é sinónimo de meta. Os objectivos podem ser separados em gerais e específicos, (Kauark, Manhães & Medeiros, 2010). Objectivo Geral: Analisar as consequências da gravidez precoce. Objectivos Específicos: Compreender as causas e consequências psicológicas da gravidez precoce; Identificar as causas e consequências psicológicas da gravidez precoce; Descrever as causas e consequências psicológicas da gravidez precoce. Hipóteses: Segundo Lakatos e Marconi (1995), define como sendo respostas possíveis e provisórias em relação às questões de pesquisa tornam-se também instrumentos importantes como guias na tarefa de investigação. As hipóteses apresentadas são do tipo dedutivo, isto é, são decorrentes á um campo prático diante das investigações feitas, apresen tamos as seguintes hipóteses: H1: A elevada taxa de gravidezes indesejadas é apontada como a causa principal pelo qual muitas mulheres recorrem ao aborto; H2: A situação socioeconómica incluindo a pobreza, a falta de suporte por parte do parceiro e o desemprego são alguns dos factores para a prática do aborto; H3: Dependentemente do tipo de aborto (espontâneo ou provocado), causam diferentes reacções psicológicas e que pode afectar a relação dos parceiros vivenciados no momento ou ao longo do tempo. Justificativa Importância de Estudo: Sabendo que há um elevado número de adolescentes que têm se envolvido em casos de gravidez prococe é que na sua maioria são pessoas com pouca ou até mesmo nenhuma informação sobre o assunto, desde o processo de prevenção da gravidez como à abstinência ou o uso do preservativo. Na fase dos 14 aos 17 anos após o processo do aborto, essas pessoas raramente têm tido algum tipo de acompanhamento ou apoio, quer seja por parte dos pais, parceiros, médicos ou até mesmo de um psicólogo. No entanto procuramos analisar o estado psicológico de várias pacientes após o aborto, e quais as causas que as leva a tomar tal decisão, quando provocado, e como se sentem quando acontece espontaneamente. Por esse motivo, levou-nos á crer que há muita falta de informação sobre o assunto em questão. Os problemas socioeconómicos são uma das maiores causas para a prática do aborto e o outro motivo é consentimento de ambos os parceiros que por alguma razão optam por esse processo. Com base nesta situação, notamos que há um grande vazio ou falta de informação no que tange a este assunto. Por isso fizemos deste tema o nosso campo de pesquisa para contribuir com este trabalho à comunidade científica, de modo que outros investigadores que estejam interessados possam aprofundar o tema, de modo mais abrangente e ambicioso para o esclarecimento não só dos adolescentes, mas também da sociedade em geral. Relevância da Pesquisa Para a sociedade o estudo dará seu contributo na medida em que servirá para esclarecer os aspectos que envolvem o tema em questão e subsidiando todas as camadas sociais interessadas. Não é demais referir que no âmbito académico a pesquisa será uma mais valia que nos conduzirá a reflexão da nossa realidade, pois somos estudantes do ensino superior e nos é obrigado a uma postura ética e cientifica na análise de situações. Do ponto de vista econômico a gravidez precoce é bastante avaliado hoje em dia. A maioria das mulheres que engravidam, são jovens que não tem condições financeiras de criar seus filhos. A prática do aborto seria uma solução – mesmo que desumana - para esse problema, já que assim, aconteceria um efetivo controle de natalidade, diminuindo a pobreza e consequentemente a marginalidade no país. Ainda há outro lado nesta questão financeira. Hoje em dia, é da ciência de todos que existem inúmeras clínicas que fazem abortos clandestinos, e cabe salientar, que estas clínicas cobram preços altíssimos, assim, apenas uma pequena parte da população faz esse tipo de prática, de maneira higiênica, sem correr riscos de vida. Quem não tiver condições de pagar o aborto em uma dessas clínicas, acaba por usar outros métodos como o uso do medicamento Citotec – que vai eliminando o feto aos poucos, como um sangramento – o uso de objetos como facas, tesouras, que introduzidos na vagina, podem até perfurar o útero, e ainda abortos feitos até mesmo dando socos na própria barriga. É extremamente necessário salientar também, que seria um absurdo tentar diminuir a marginalidade, a violência e o crescimento populacional desta maneira. É plausível que haja uma conscientização da população sobre o sexo seguro e prevenção da gravidez. Cap. I. Fundamentação Teorica Adolescência Uma fase confusa, caracterizada por incertezas, modificações corporais e psicológicas intensas e maior exposição de ideias contrárias àquelas impostas pela sociedade, ou até mesmo pelos pais. A busca pela liberdade e independência do autoritarismo familiar, rebeldia, conflitos na própria aceitação e no círculo de amigos, descobertas, criação de uma identidade ao se unir e se inserir à um grupo social, tudo isso contribui para o amadurecimento do ser humano. A adolescência compreende as seguintes faixas etárias: 15 a 24 de acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), 10 a 20 para a OMS (Organização Mundial da Saúde) e 11 aos 18 para o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). A transição da infância para a fase adulta é desencadeada por meio de algumas transformações, inclusive as fisiológicas. O desenvolvimentodesenfreado de hormônios, característico dessa etapa da vida, marca o início da puberdade. A puberdade implica em alterações tanto no corpo feminino, quanto no masculino. Nos garotos, ocorre o crescimento de pelos pubianos e nas axilas. Aumento do pênis e testículos, alterações e engrossamento de voz e a primeira ejaculação. Nas meninas, o surgimento da menarca (1ª menstruação), desenvolvimento das glândulas mamárias, crescimento de pelos pubianos e nas axilas e aumento dos quadris. Nos dois organismos, acontecem as primeiras etapas da fase de reprodução humana. Logo, inicia-se o amadurecimento do comportamento pessoal, a atratividade pelo sexo oposto e o contato com a sexualidade. Entretanto, nesse momento de crescentes dúvidas, as informações duvidosas como mídia e amigos e à falta de cumplicidade e confiança entre pais e filhos, são fatores que influenciam na entrada de conceitos deturpados relacionados ao sexo. Gravidez Na Adolescência Engravidar na adolescência é, na maioria dos casos, uma atitude não planejada, passível de conflitos externos (sociedade: escola, família) e internos (psicológicos: depressão, medo, insegurança). Os índices de gravidez na juventude aumentam constantemente, considerando pesquisas em variados países. A menina que se encontra nessa fase da vida, marcada por mudanças físicas e mentais, não está suficientemente preparada para a gestação. Se ela não está disposta a encarar tal situação, muito menos estará o futuro pai, pois este também é responsável pela concepção e nascimento da criança. A gravidez na adolescência pode ocorrer de diversas formas: Atividade sexual precoce e inconsequente; Violência sexual; Dificuldade no diálogo familiar, entre outros. Para evitar esse possível transtorno, é necessário existir confiança mútua no ambiente familiar, informações mais detalhadas sobre métodos contraceptivos, redução da ideologia impregnada da desvalorização do conceito sexual exposta às crianças, desmistificação de algumas ideias repassadas entre amigos e, acima de tudo, respeito e limite ao seu próprio tempo quanto ao início da atividade sexual. As etapas de qualquer gravidez, seja ela planejada ou não, exigem cuidados importantíssimos à saúde da mãe e bebê. Os riscos são maiores nas gestantes adolescentes, por isso, elas necessitam de assistência médica o quanto antes. Pré-natal, acompanhamento terapêutico, apoio familiar e bem estar pessoal são extremamente fundamentais nesse momento tão delicado na vida de uma jovem. Gravidez Precoce A gravidez precoce é uma das ocorrências mais preocupantes relacionadas à sexualidade da adolescência, com sérias consequências para a vida dos adolescentes envolvidos, de seus filhos que nascerão e de suas famílias. Desde 1970, têm aumentado os casos de gravidez na adolescência e diminuído a idade das adolescentes grávidas no mundo. A gravidez ocorre geralmente entre a primeira e a quinta relação sendo o parto normal a principal causa de internação de brasileiras entre 10 e 14 anos. As principais causas da gravidez são: o desconhecimento de métodos anticoncepcionais, a educação dada a adolescente faz com que ela não queira assumir que tem uma vida sexual activa e por isso não usa métodos ou usa outros de baixa eficiência (coito interrompido, tabelinha) porque esses não deixam rastros. O uso de drogas e bebidas alcoólicas comprometem a contracepção, além das que engravidam para se casar. A adolescente tem problemas emocionais devido a mudança rápida em seu corpo ou, como ela esconde a gravidez, o atendimento pré-natal não è adequado. Podem ocorrer problemas como aborto ou dificuldade na amamentação (E.P, 2003: URL). Um estudo recente realizado no Brasil revela que: 18% das adolescentes de 15 a 19 anos já haviam ficado grávidas alguma vez; 1 em 3 mulheres de 19 anos já são mães ou estão grávidas do 1º filho; 1 em 10 mulheres de 15 a 19 anos já tinham 2 filhos; O número de adolescentes grávidas aumenta a cada ano. O fenómeno não é exclusivo do Brasil, mas do mundo, e tão-pouco recente, muitas avós e bisavós hoje tiveram filhos bem jovens, e as estatísticas comprovam. Nos Estados Unidos, onde são maiores os índices, um milhão de adolescentes engravida a cada ano; no Brasil de acordo com uma pesquisa nacional sobre demografia e saúde de 1996, entre as adolescentes de 15 a 19 anos entrevistadas 18 % já haviam ficado grávidas pelo menos uma vez (Dadoorian, 2002: 15). A incidência de gravidez na adolescência está crescendo e, nos EUA, onde existem boas estatísticas, vê-se que de 1975 a 1989 a percentagem dos nascimentos de adolescentes grávidas e solteiras aumentou 74,4%. Em 1990, os partos de mães adolescentes representaram 12,5% de todos os nascimentos no país (SPPC, 2003: URL). A Pesquisa Nacional em Demografia e Saúde, de 1996, mostrou um dado alarmante; 14% das adolescentes já tinham pelo menos um filho e as jovens mais pobres apresentavam fecundidade dez vezes maior. Entre as garotas grávidas atendidas pelo SUS no período de 1993 a 1998, houve aumento de 31% dos casos de meninas grávidas entre 10 e 14 anos. Nesses cinco anos, 50 mil adolescentes foram parar nos hospitais públicos devido a complicações de abortos clandestinos. Quase três mil na faixa dos 10 a 14 anos (Ibíd.) De acordo com a pesquisa da UNESCO, 32% das meninas começam a vida sexual entre 10 e 14 anos, e 22% tiveram gravidez precoce. As estatísticas anteriores indicam que o problema da maternidade precoce é sumamente alarmante em todo o mundo. Diversas regiões ficam preocupadas por este problema, de tal sorte que, tem constituído um assunto de Estado, nalguns casos. No caso de África e especialmente Angola, as estatísticas são, ou duvidosas ou inexistentes, tendo em conta que os sistemas de saúde são imperfeitos e de muitos limitados recursos e possibilidades. Deste modo, acontece que amplos sectores da população não são controlados por falta de ingressos suficientes para assistir aos centros de saúde, razão pela qual escapam ao controlo estatístico oficial. Na Lucrécia Paim, cerca de 62 % das cesarianas realizadas em Junho deste ano foram em adolescentes. “Uma gravidez na adolescência tem uma influência enorme no seio da família. Desestabiliza-a porque, quer a jovem, quer os pais, não estão preparados para receber uma notícia destas. Psicologicamente, a jovem ressente-se porque não se sente enquadrada na escola e acaba por interromper os estudos e a sua formação”. O director da maternidade Lucrécia Paim, Abreu Pecamena, sugere que os currículos escolares enfatizem mais a educação sexual. “É preciso desenvolvê-los e adaptá-los à nossa realidade para que as pessoas compreendam melhor a necessidade de educar os nossos filhos desde a tenra idade para entender o fenómeno da sexualidade”. Em entrevista à margem da palestra que proferiu na 1ª Feira da Mulher Angolana, que decorreu este mês, na FIL, co-organizada pelo Jornal da Saúde, revelou que das 687 cesarianas realizadas, em Junho de 2011, na maternidade que dirige, 425 foram em adolescentes. Causas da gravidez precoce A gravidez na adolescência é multicausal e sua etiologia está relacionada a urna série de aspectos que podem ser agrupados em: Factores Biológicos, que envolvem desde a idade da menarca até o aumento do número de adolescentes na população geral. Sabe-se que as adolescentes engravidam mais e mais a cada dia e em idades cada vez mais precoces. Observa-se que a idade em que ocorre a menarca tem se adiantado em torno de quatro meses por década no nosso século. De modo geral se admite que a idade de ocorrência da menarca tenha urna distribuição gaussiana e o desvio-padrão é aproximadamente 1 ano na maioria das populações, consequentemente, 95% da sua ocorrência se encontra nos limites de 11,0 a 15,0 anos de idade. Sendo a menarca, em última análise, a resposta orgânica que reflecte a inteiração dos vários segmentos do eixo neuroendócrino feminino, quanto mais precocemente ocorrer, mais exposta estará a adolescente á gestação. É nas classes económicas mais desfavorecidas ondehá maior abandono e promiscuidade, maior desinformação, menor acesso á contracepção, está a grande incidência da gestação na adolescência. O contexto familiar tem relação directa com a época em que se inicia a actividade sexual. Assim sendo, adolescentes que iniciam vida sexual precocemente ou engravidam nesse período, geralmente vêm de famílias cujas mães também iniciaram vida sexual precocemente ou engravidaram durante a adolescência. De qualquer modo, quanto mais jovens e imaturos os pais, maiores as possibilidades de desajustes e desagregação familiar. O relacionamento entre irmãos também está associado com a actividade sexual: experiências sexuais mais cedo são observadas naqueles adolescentes em cuja família os irmãos mais velhos têm vida sexual activa. As atitudes individuais são condicionadas tanto pela família quanto pela sociedade. A sociedade tem passado por profundas mudanças em sua estrutura, inclusive aceitando melhor a sexualidade na adolescência, sexo antes do casamento e também a gravidez na adolescência. Portanto tabus, inibições e estigmas estão diminuindo e a actividade sexual e gravidez aumentando (Hechtman, 1989, Block et al., 1981; Lima et al, 1985; Almeida & Fernandes, 1998; McCabe & Cummins, 1998; Medrado & Lyra, 1999). Por outro lado, dependendo do contexto social em que está inserida a adolescente, a gravidez pode ser encarada como evento normal, não problemático, aceite dentro de suas normas e costumes (Necchi, 1998). A identificação com a postura da religião adoptada se relaciona com o comportamento sexual. Alguns trabalhos mostram que a religião tem participação importante como preditora de atitudes sexuais. Adolescentes que têm actividade religiosa apresentam um sistema de valores que os encoraja a desenvolverem comportamento sexual responsável (Glass, 1972; Werner-Wilson, 1998). No nosso meio, nos últimos anos as novas religiões evangélicas têm florescido, e são de modo geral, bastante rígidas no que diz respeito á prática sexual pré-marital. Alguns profissionais de saúde que trabalham com adolescentes têm a impressão de que as adolescentes que frequentam essas igrejas iniciam a prática sexual mais tardiamente, porém, não há pesquisas comprovando essas impressões (De Souza e Silvério, 2002). Numa sociedade massificadora e coercitiva, muitos adolescentes, influenciados por um comportamento sexual mais liberado, são levados a assumir sua sexualidade precocemente. A influência do grupo de amigos e o "bombardeio" de informações e imagens da mídia produzem uma aceleração do ingresso no mundo adulto, quando não têm preparação física nem psíquica para isso. Instabilidade emocional, carência afectiva, invulnerabilidade e fragilidade de uma menina ainda em formação, omissão dos pais, falta de informações e fantasias adolescentes como as de "engravidar para prender o namorado" ou mostrar aos pais que já é adulta, são alguns dos motivos que determinam uma gravidez precoce (Banks, 2000) As principais consequências de uma gravidez precoce As consequências são de vária ordem: social, psicológica e física. Social, porque uma gravidez na adolescência tem uma influência enorme no seio da família. Desestabiliza-a porque, quer a jovem, quer os pais, não estão preparados para receber uma notícia destas. Psicologicamente, a jovem ressente-se porque não se sente enquadrada na escola e acaba por interromper os estudos e a sua formação. Vai ter assim um impacto social muito grande. Fisicamente, é uma transformação muito grande. Uma gravidez vai diminuir a sua capacidade de crescimento, os seus hormónios já não têm a mesma capacidade de “secreção”. Ainda em termos físicos, os estudos demonstram que há muita tendência ao aborto durante a gravidez na adolescência. Esses abortos podem ser espontâneos ou provocados. Os provocados são por vezes feitos em condições precárias e em locais não apropriados, o que resulta muitas vezes em problemas de incapacidade de gravidezes futuras. A falta de informação também não ajuda. É difícil sensibilizar as famílias para falar sobre sexualidade. Não basta a proibição, que pode ser contraproducente, pois o jovem vai fazer o contrário, porque é uma idade em que as pessoas querem fazer descobertas. Consequências Físicas, psicológicas e sociais de uma gravidez precoce Quando uma relação sexual tem resultado uma gravidez, gera conseqüências tardias ao longo do tempo tanto para o bebê quanto para a mãe. A adolescente poderá apresentar problemas psiquiátricos e de desenvolvimento, além de complicações da gravidez e no parto. Consequências Psicológicas e sócias: Depressão e necessidade de intenso apoio e acompanhamento. As maiorias das jovens grávidas precocemente largam os estudos; Muitas não possuem uma instabilidade financeira; Mesmo que a jovem consiga um emprego, sua remuneração é baixa; Poderá ocorrer depressão pós-parto; Muitas jovens abandonam suas casas. Relação familiar péssima. Consequências Físicas: Poderá ocorrer má formação congênita; Diabetes gestacional; Revolução hormonal Jovens grávidas nessa faixa etária apresentam mais chances de hemorragias ou problemas no parto. Riscos para a saúde Um dos problemas mais comuns na gravidez precoce é a anemia, que faz com que a gestante fique mais vulnerável a infecções e pré-eclampsia. Existem ainda os factores psicológicos e sociais envolvidos. Um filho interfere muito na vida da mulher. O adolescente, em geral, não está preparado para tantas mudanças na área escolar e nos hábitos diários. A liberdade tão desejada é de uma certa forma ameaçada. Muitas jovens acabam recorrendo ao aborto, aumentando ainda mais os riscos a sua saúde. Em 1998, mais de 50 mil adolescentes foram atendidas em hospitais públicos de Brasil para a realização de curetagem após aborto. A gravidez na adolescência pode até ser uma opção pessoal e representar uma boa experiência, mas geralmente a jovem não está preparada emocionalmente, fisicamente e nem financeiramente para assumir a maternidade (ABN, 2004). Mesmo sendo bem menos do que a mulher, o pai adolescente também sofre as consequências de uma gravidez precoce. Se o pai reconhece a criança, ele se vê obrigado a assumir novas responsabilidades e, em muitos casos, acaba abandonando os estudos para trabalhar, ressalta a médica. Já se não assume o filho, gera consequências para a criança. Uma das prioridades seria reforçar a importância da responsabilidade paterna. Nesse sentido, está capacitando profissionais de saúde para oferecerem informações sobre os métodos contraceptivos combinados - associação do preservativo com algum outro método anticoncepcional. A ideia é fazer com que o homem participe da escolha do melhor contraceptivo para o casal. É preciso mudar a cultura de que a gravidez é exclusivamente feminina e só cabe à mulher a responsabilidade pelo filho. São vários os motivos apontados para a alta incidência de gravidez entre adolescentes. Os principais são a iniciação sexual cada vez mais cedo, dificuldade de acesso aos métodos anticoncepcionais, desagregação familiar, falsas expectativas e falta de informação. A dificuldade de uma adolescente se impor na relação é outro agravante. Na maioria dos casos, elas não usam pílulas anticoncepcionais, pois não possuem parceiro fixo. É comum as jovens não terem coragem de exigir que o parceiro use a camisinha. A gravidez precoce é consequência de problemas sociais e é fundamental que os gestores de saúde trabalhem para enfrentar esse problema e intervir, de alguma forma, para que os adolescentes não cheguem a essa situação. É uma questão de promoção da saúde. Paralelamente ao trabalho de prevenção deve buscar-se alertar os pais sobre a importância do pré-natal para garantir a segurança da mãe e do bebé. No caso dos adolescentes, uma boa assistência durante os nove meses de gestação torna-se ainda mais importante para evitar problemas relacionados à gravidez e ao parto. Em contraposição com o enfoque "de risco" emerge o "enfoque sociocultural" argumentando que o enfoque de risco `pressupõe que agravidez na adolescência é indesejável e trazem consequências morais, psicológicas e sociais negativas, desconsiderando a particularidade dos sujeitos que a estão vivenciando, apontando subliminarmente para uma visão negativa do exercício da sexualidade na adolescência. Para (Stern e Garcia, 1999) As práticas sexuais precoces só se tornam arriscadas quando ocorrem de modo desprotegido e desinformado, alertando para o facto de que a queda das taxas de fecundidade entre as mulheres adultas nas últimas décadas, acreditando que seja decorrência da política de planeamento familiar dos anos 70’, dá maior evidencia ao fenómeno da gravidez na adolescência. Adolescencia e Gravidez Precoce em Benguela Adolescentes de 13 anos Mediante a entrevista tida a primeira adolescente relata-nos que antes de engravidar já havia tido relações sexuais com outro adolescente isto foi aos 11 anos e o rapaz com l3 anos, foi 1 vez nesta idade, tornou a ter relações sexuais aos 13 anos, teve relações 4 vezes com um rapaz de 16 anos. Adiantou-nos também que teve relações sexuais porque quis fazer experiência e não foi bom, como lhe haviam contado, que depois de ter feito sentiu-se triste em saber que tinha perdido a sua virgindade e que não tinha sido como ela pensava. Ao passo que nas outras relações sexuais sim sentiu um gosto que não sabe explicar a ponto de perder o medo de tudo e de todos esquecendo dos riscos que estava a correr ao ter relações sexuais. Relata-nos ainda que com relação as suas amigas sente-se bem apesar de muitas terem diminuído a amizade com ela. E com relação aos seus familiares teve problemas no inicio da gravidez onde sofreu agressão física, era tratada com indiferença e frieza, agora tudo voltou ao normal, graças aos seus vizinhos que ajudaram bastante para que houvesse esta reconciliação, e ser aceite no seio da família. Adolescentes de 14 anos Adolescente diz ter catorze anos de idade, já teve relações sexuais e que a primeira relação sexual foi aos 11 anos de idade, envolvendo 3 rapazes com idade adolescente entre 14 anos. Foi ao regresso da escola no bairro da Canata onde foi violada. Teve relações porque foi forçada. Essa relação foi dolorosa. Com relação às suas amigas nada mudou diz ter um bom relacionamento e sentir-se bem com elas. No que consiste ao relacionamento com os seus familiares nada mudou visto que têm-lhe dado muito amor e apoio moral, porque vivem o seu trauma e a sua dor, não obstante as difíceis condições de vida em que vivem pelo facto dos pais se encontrarem desempregados a situação torna-se ainda mais difícil. Tem feito um grande esforço de exteriormente ser a mesma para que as pessoas não se apercebam do que aconteceu com ela excepto os vizinhos que sabem o que lhe sucedeu e algumas pessoas mais chegadas. Esta adolescente refere ainda que com relação aos seus vizinhos, amigos e amigas procura ser a mesma. Não continua com os estudos por medo do vivenciado a três anos atrás, por frustração e desespero, o que levou-a a se envolver em alguns vícios como fumar e beber. Diz que procede bem porque a partir do momento em que foi violada a vida perdeu o sentido para ela, agora faz da sua vida o que ela bem entende. Também diz que a sua vida e mesmo ela nunca mais será a mesma, por não conseguir esquecer a experiência horrível que passou e como consequência disto até hoje não consegue se envolver com ninguém porque diz sentir ódio, asco (repugnância), medo dos homens. Já tentou arranjar um namorado mas não durou por muito tempo, refere que nunca mais será uma pessoa normal. Diz ter desistido na 5ª classe por isso não sabe o que fazer da sua vida, neste país sem estudo a sobrevivência só lhes é possível vendendo na praça ou ainda prostituindo-se, para se obter algo para comer ou para vestir. Diz que para sobreviver ela vende água fresca e petróleo na praça. Esta adolescente diz que nunca ouviu falar das DTS, pela rádio nem pela televisão ou ainda pelas entidades religiosas. Seus pais e amigas nunca o fizeram. Sobre o uso de preservativos hoje é a primeira vez que escutava de nós, bem como das DTS. Disse-nos não ter medo de contrair uma dessas doenças porque para ela isso é um assunto novo e não sabe se realmente existe sida. Agradece muito a Deus por não ter engravidado no momento em que foi violada, porque engravidar sem desejar é uma coisa muito chata e que aconselha as meninas a se guardarem, não fazer sexo. Aborto Aborto: é o resultado da expulsão ou extracção de todo (aborto completo) ou alguma parte (aborto incompleto) da placenta ou membranas, sem feto identificável ou com o feto (vivo ou morto) com peso inferior a 500 gramas. O aborto é a remoção ou expulsão prematura de um embrião ou feto do útero, resultando na sua morte sendo por essa causada, isto pode ocorrer de forma espontânea ou induzidaprovocando-se o fim da actividade biológica do embrião ou feto mediante o uso de medicamentos ou realização de cirurgia. História do aborto A palavra aborto tem sua origem no latim abortus que deriva da ideia de privação do nascimento ou perecer distanciamento segundo Koogam e Tovaiss (1999 Apud Melina Sefora Sousa Rebouças). Através de historias o aborto era usado como forma de contracepção e mantido como prática privada até ao século XIX passando sempre perto de questões morais, éticas. Legais e religiosas as quais perduram até hoje Marcos e Bastos (1998). Segundo Marcos e Bastos (1998): 1994 a prática do aborto já é antiga e conhecida em todas as épocas e culturas. Tendo um sentido e significado diferente para cada uma delas. Sobre isso, PATTIS 2000 acrescenta dizendo que o aborto foi exercido por todos os grupos humanos até hoje conhecidos. Embora cada um tendo concepções, motivações e técnicas totalmente diferentes ao longo do tempo. Existem registos de que a prática do aborto ja vem acontecendo desde à antiguidade, sendo mencionado no código de HAMBURI, criado pela civilizaçãoda Babilónia isso no século V a.c, nele o aborto era visto como um crime praticado por terceiros e se por ventura essa prática resulta-se na morte da gestante, quem cumpria a pena era o filho do agressor. Já no código HITITA, que foi criado no século XIV também a.c considerava crime o aborto praticado por terceiros, sendo punido ou tendo como punição uma pena pecuniária na qual o valor a pagar-se era de acordo a idade do feto. Theodoro (2007) O aborto em Angola A comissão parlamentar que trabalha no anteprojecto de revisão do Código Penal defende a despenalização do aborto apartir da 16 semana de gestação, em situações definidas por lei. No actual Código Penal o aborto é um crime previsto no artigo 358º e tem como interesse tutelado a vida intrauterina (a vida do feto), a normalidade da formação da vida e o nascimento ao abrigo do codigo penal vigente no pais, o aborto é punido com pena de prisão, que vai dos 2 a 8 anos de prisão.Salvo quando cometido para ocultar a desonra da mulher ou quando esta decide abortar em situações como relações sexuais forçadas. A licitude do aborto terapeutico resulta do facto de haver um conflito de interesse entre a vida da mãe e a do feto embora a vida humana seja igual, entendesse que a mãe por autonoma deve ser privilegiada em detrimento da vida do feto. Em uma carta dirigida esté ano ao comité dos direitos humanos das nações unidas o governo Angolano informa que homicídio contra pessoas humanas com vida autonoma em Angola é punido é mais severamente que o aborto. Jornal de Angola (2013). A carta do governo angolano responde a uma recomendação do comité dos direitos humanos das nações unidas para a revisão das leis do aborto em diversos países. Na Missiva, o executivo revela acolhemos bem a recomendação do comité para rever a legislação sobre o aborto no sentido de permitir que ele seja feito por razões terapeuticas e em caso de uma gravidez resultante de estupro ou incesto. CAPÍTULO II - METODOLOGIA DA PESQUISA 2.1. Paradigma de pesquisa Segundo Kuhn (1978), paradigmas são as realizações científicas universalmente reconhecidasque durante algum tempo, fornecem problemas e soluções modelares para uma comunidade. Para o nosso trabalho utilizamos o modelo de pesquisa quali-quante. Modelo qualitativo descreve as principais ocorrencias em termos descritivo que sejam funcionalmente relevantes que relacionam essas ocorrencias com o contexto social mais amplo afim de que servem como exemplo concreto dos principios abristatos das organizações sociais (Ericson 1977 apud Filsteab, 1997 apud Divan de Oliveira, 2008: 189). Segundo Rampazzo (2004), o estudo quantitativo se inicia com um certo número de casos individuais, quantifica factores segundo um estudo típico, servindo-se frequentemente de dados estatístico e generaliza o que foi encontrado nos casos particulares. 2.2. Tipo de pesquisa Segundo Rampazzo (2004), o estudo quantitativo se inicia com um certo número de casos individuais, quantifica factores segundo um estudo típico, servindo-se frequentemente de dados estatístico e generaliza o que foi encontrado nos casos particulares. O tipo de pesquisa que escolhemos é o estudo de caso descritivo adequa-se mais ao nosso trabalho. Concordando com Vergara (2000), a pesquisa descritiva expõe características de determinada população ou fenómeno. O estudo de caso é um estudo limitado a uma pessoa uma família, um produto, uma instituição, uma comunidade ou mesmo um pais. É uma pesquisa detalhada e profunda (Vergara, 2000). Pretende-se realizar um estudo descritivo sobre as causas e consequências psicológicas da gravidez precose. 2.3. População e amostra População ou universo é o conjunto de seres inanimados que apresentam pelo menos uma característica em comum (Marconi & Lakatos, 2006). Tivemos uma população composta de 60 pessoas. Amostra é uma porção ou parcela, convenientemente seleccionada do universo, (Marconi & Lakatos) A nossa amostra foi composta de 40 adolescentes. 2.4. Amostragem Quanto ao tipo de amostra será utilizada uma amostragem probabilística aleatória simples. Amostra probabilística simples é aquela em que toda amostra possível de mesmo tamanho tem a mesma chance de ser seleccionada a partir da população (Marconi & Lakatos, 2006). 2.5. Unidade de análise Por se tratar de um estudo de caso escolheu se como local de pesquisa Geograficamente está situado no município do provincia de Luanda. 2.6. Técnicas de colecta de dados De acordo com Marconi & Lakatos (2006), técnica de colecta de dados é aquela com objectivo de conseguir informações de conhecimento acerca de um problema para o qual se procura uma resposta, ou de uma hipótese que queira comprovar, ou ainda, descobrir novos fenómenos. Para o nosso estudo foi utilizado como técnica de colecta de dados o questionário com 16 perguntas fechadas. O mesmo está composto por 16 perguntas relacionadas ao nosso trabalho. Questionário: É um instrumento de colecta de dados constituído por uma serie ordenada de perguntas, que devem ser respondidas por escrito e sem a presença do pesquisador, tem objectivo identificar a sociabilidade e a motivação profissional (Marconi & Lakatos, 2006). Quanto ao tipo questionário foi do tipo fechado: São aquelas nas quais o inquirido apenas selecciona a opção (entre as apresentadas), que mais se adequa à sua opinião. 2.7. Tratamento de dados O tratamento dos dados obedeceu a seguinte perspectiva: Selecção: É o processo que consiste em analisar no retorno do questionário, se todas as questões foram respondidas, se as respostas abertas estão escritas legivelmente, se o texto é compreensível, e se o respondente seguiu correctamente as instruções de preenchimento, e se existe coerência nas respostas (MATTAR, 1996). Codificação: É a técnica utilizada para categorizar os dados que se relacionam. Com ela, os dados são transformados em símbolos, podendo ser tabelados (OLIVEIRA, 1997). Tabulação: É a organização dos dados em tabelas, para serem analisados por processo de técnicas de análise estatística (MARCONI & LAKATOS, 1996). Segundo Lakatos (2006), o processo a seguir depois de aplicação do questionário é o tratamento e a análise de dados colectados, os quais foram apresentados em forma de gráficos, podendo encontrar os mais amplos significados que os mesmos possam apresentar. Os dados desta pesquisa foram analisados quantitativamente utilizando gráficos, para tal foi usado o programa de Excel. Tabelas método de apresentar os resultados estatísticos forma sistemática em colunas verticais que obedece a classificação dos objectos ou matéria de pesquisa. Gráficos servem para apresentação dos dados, demostração dos resultados estatísticos com elementos geométricos, permite uma descrição imediata do fenómeno. 2.8. Limitação da pesquisa Segundo Marconi & Lakatos (2003), limitação da pesquisa é a mobilidade ou processo de especificação do tema, dado por concluído quando se faz a limitação e determina aonde o pesquisador quer chegar com a realização da pesquisa. Quanto às desvantagens do método escolhido que fez com que a nossa pesquisa não alcança-se resultados desejáveis foram: Dificuldade em elaborar as respostas possíveis a uma determinada questão, não preza uma elevada concentração do inquirido sobre o assunto em questão e leva ao inquirido por vezes optar por uma resposta que se aproxima mais da sua opinião não sendo esta uma representação fiel da realidade. Conclusões A gravidez na adolescência é multicausal: Factores Biológicos, relativos á precocidade da menarca; familiares, relativos a tradições familiares, exemplos e inexperiência, figuram nas causas fundamentais. Tentativas de suicídio, abandono da escola, prostituição e riscos para a saúde física e mental, são repercussões negativas da gravidez precoce. Preocupações e considerações, psicológicas, pedagógicas, demográficas, sociológicas e filosóficas aparecem como resultado de investigações científicas recentes, aspectos que em termos gerais são constatados no caso da população adolescente objecto do trabalho que se apresenta Confirmam-se no caso de Benguela os factores etiológicos conducentes à gravidez precoce na adolescência, bem como as repercussões negativas deste fenómeno social mundial. O apoio dos pais, a compreensão social de vizinhos, amigos e professores resulta essencial uma vez consumado o facto. A totalidade das raparigas que ficaram grávidas manifesta se sentir arrependidas e aconselham positivamente a outras para não caírem no mesmo erro. Recomendações 1. Solicitar ao governo assim como as entidades não governamentais abrirem mais espaços para os jovens no mercado de trabalho dando cursos e continuar com o ensino gratuito que facilitarem sequencia dos estudos. 2. Visto que constitui o meio mais exequível e barato para as grandes multidões, habilitar programas de rádio para os adolescentes, esclarecendo assuntos sobre sexualidade, como prevenir-se para evitar gravidezes indesejadas. Para tal efeito pode ser um contributo a tese que se apresenta. 3. Incorporar nos programas de educação sexual nas escolas informação relativas ao problema da gravidez precoce em Benguela. O material desta tese poderia ser de base como literatura de consulta. Bibliografia (ABN, 2004) Agência Brasileira de Notícias. Gravidez precoce preocupa autoridades sanitárias, Editoria de Saúde, Brasil www.abn.com.br/noticias1.php?id=22228 BANKS Carlos. ENCARANDO A VIDA DE FRENTE Revista Didaquê, Lisboa, 2000 BLACK C. & Deblassie E. R. Adolescent pregnancy: contributing factors: consequences, treatments and plausible solutions. Adolescence 1985. De SOUZA Mária Sylvia e Silvério Olga Mária. Gravidez na adolescência Universidade Federal de São Paulo, 2002 FERNANDÉZ P F; Castro G M A; Fuentes A S; Avila R A; Blanco E M M; Godínez G M E; Reyes J G M Características sociofamiliares y morbilidade materno infantil del embarazo en adolescents Bol. Méd. Hops Infant Mex. 1998. LÓPEZ, F. Educación sexual de jóvenes y adolescentes. Madrid: Siglo XXI, 1995 MCCABE, M. P. y Cummins, R. A. Sexualityand quality of life among young people, Adolescence, 1998 33, 132, 761-773. ONUSIDA Informe sobre la epidemia mundial del VIH/SIDA Ginebra, 2002 SOUZA M C A maternidade nas mulheres de 15 a 19 anos: um retrato da realidade. O mundo da saúde 1999 TRINDADE Cláudia; Freman Estella; Pereira Leonídio A gravidez e a evasão escolar: uma questão de consciência cidadã. Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2003 WEINBERG, M. S., Lottes, I. 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